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A B�SSOLA DOURADA
Existem muitos universos.
E muitas Terras, paralelas umas �s outras.
Mundos como o teu, onde as almas das pessoas habitam nos seus corpos.
E mundos como o meu, onde as almas caminham ao nosso lado
como esp�ritos animais a que chamamos Dem�nios.
Vamos ver a crian�a?
Cremos que sim.
Tantos mundos...
e a lig�-los a todos, est� a Poeira.
A Poeira j� existia antes das Bruxas do Ar
dos Gyptians da �gua e dos Ursos do Gelo.
No meu mundo, os Acad�micos inventaram um Alethiometro.
Uma b�ssola dourada. Mostrava-lhes tudo que estava escondido.
Mas o poder regente,
temendo todas as verdades, excepto a sua, destruiu estes instrumentos.
E proibiu a pr�pria men��o � Poeira.
Ainda assim, resta uma b�ssola.
E apenas uma pessoa que a consegue ler.
- Nunca me apanhar�s! - Apanhem-no!
- Apanhem-no! - Apanhem-no!
Vamos apanh�-lo, Lyra.
- Apanhem-no! - Eu trago-o de volta.
Billy!
Volta aqui!
- Vou apanhar-te! - Corre, Roger!
V� se me desapareces da vista!
Corre!
Depressa! Apanhem-no!
- Apanhem-no! - Corre, Roger!
Despacha-te, Roger, ou eles levam-te!
Depressa!
Parem!
Se d�o valor � vossa vida...
n�o se aproximem mais. - Porqu�?
- Jog�mos sem batota. - Isto n�o � nenhum jogo, Billy Costa.
N�o sabes que port�o � este?
� a porta das traseiras da tua est�pida faculdade.
- E depois? - Este port�o tem uma maldi��o.
Voc�s, Gyptians, deviam saber isso.
Passar este port�o � pior do que tocar no Dem�nio de algu�m com as pr�prias m�os.
Ent�o, porque � que n�o te aconteceu nada a ti?
N�s vivemos aqui. Temos um salvo-conduto, v�s?
E, de qualquer forma, foi a minha m�e que amaldi�oou este port�o.
Que m�e? Ouvi dizer que eras �rf�.
E que o teu tio s� te deixou aqui, porque ningu�m te queria.
Vem c� dizer isso.
N�o, Billy!
Devias escutar o teu amigo.
Os Acad�micos t�m uma armadura especial para lidar com invasores.
Eles t�m um manto venenoso
e ele queima-te vivo! - Tretas.
Entrega-o.
N�o s�o tretas? Eu provo-o.
Eu roubo-o. Podes ficar com o Roger,
desde que o uses.
Muito bem. Tr�-lo contigo hoje � noite.
Ou ent�o...
Guerra.
N�o, Billy.
Ent�o at� logo.
Est� bem.
Boa Billy!
Eles t�m mesmo um manto assim?
Claro que n�o.
Roubo um manto dos Acad�micos.
De qualquer maneira, ele tamb�m n�o o vai usar.
- Lorde Asriel? - Bom dia, Hunt.
O Mestre vai ficar aliviado de saber que chegou bem.
Tenho a certeza que vai.
Gostava que me ouvisses, de vez em quando.
Deixa de ser t�o cobarde.
Se eu n�o fosse assim cobarde, onde estarias tu?
J� estava na Sala Reservada.
Anda, depressa.
Encontramos um manto e sa�mos daqui.
N�o sejas tonto. Quero dar uma vista de olhos.
Sabes que se levares um estalo, tamb�m me d�i...
V� l� Lyra...
vais fazer com que nos apanhem.
Oh n�o! Eu avisei-te.
O Lorde Asriel � um colega famoso dos Acad�micos.
E voc�, como Mestre de Jordan,
tem de for��-lo a abandonar o plano.
- Est�o a falar sobre o tio Asriel. - Eu falo pelo Megesterium.
O Megesterium n�o tem qualquer autoridade dentro destas paredes.
Meu querido amigo...
o Megesterium tem autoridade em todo o lado.
E o Lorde Asriel ser� silenciado.
De uma maneira ou de outra.
Pode ser que assim seja...
mas enquanto ele estiver na Jordan, a sua proposta ser� escutada.
N�o abdico de s�culos de toler�ncia e pensamento livre.
E � a minha palavra final sobre o assunto.
Agora, se me d� licen�a.
Tenho de chamar o Conselho para reunir.
- Parece que perdemos aquela aposta. - Cala-te, Pan.
Lyra, ele est� a sair, vamos.
Lyra!
Oh n�o.
� a Stelmaria.
O Mestre pediu-me que decantasse uma garrafa de 1995 para si, Lorde Asriel.
Lembrou-se que voc� gostava.
Obrigado.
- Lyra! - Est� envenenado!
- Parvo�ce. - N�o � parvo�ce!
Eu vi aquele homem do Megesterium a deitar p�s no vinho.
Volta l� para dentro.
Mant�m os olhos abertos e a boca fechada. Vai.
Lorde Asriel.
� um raro prazer. Posso apresentar-lhe,
Fra Pavel do Megesterium.
Nunca nos encontr�mos, mas eu segui a suas proezas
de perto, Lorde Asriel. - Ent�o � da� que vem o cheiro.
Mestre, cavalheiros, vou directo ao assunto.
Hunt, apaga as luzes.
Este fotograma foi tirado no P�lo Norte Magn�tico.
Em Svalbard.
O reino dos Ursos do Gelo.
Ursos do Gelo.
Lorde Asriel, aquilo � luz a sair do corpo do homem ou a descer?
N�o... est� a descer do c�u, mas n�o � luz.
- � Poeira. - Poeira?!
- o que � a Poeira? - n�o sei.
N�o deve ser do tipo normal. H� muito desse por aqui.
Acalmem-se, cavalheiros, e deixem o Lorde Asriel explicar.
Talvez voc� se tenha enganado.
Pode ser uma aberra��o ou uma avaria qualquer.
N�o... aquilo n�o � nenhuma aberra��o.
O comportamento destas part�culas � inconfund�vel.
A Poeira flui para dentro deste homem, atrav�s do seu Dem�nio.
Vindo duma cidade, noutro mundo.
Um mundo semelhante ao nosso, num universo paralelo, coexistindo connosco.
Invis�vel, intang�vel, inacess�vel,
at� agora. De l�, e de mais um milh�o de mundos,
a Poeira flui. Mundos de possibilidades infinitas.
Algures, o homem n�o tem Dem�nios. Algures, os Dem�nios n�o t�m homens.
Pessoas sem Dem�nios. Isso � imposs�vel.
...e at� mesmo alguns onde n�o h� nenhum Megesterium...
e nenhuma autoridade.
Isso � heresia.
Isso...
� a verdade.
N�o recomendo o vinho, senhores. Est� turvo.
Para descobrir a fonte da Poeira, tenciono viajar at� estes mundos.
Com uma fonte energ�tica suficiente e...
bem...
os fundos suficientes.
Posso atravess�-la efectivamente.
Venho pedir a este Conselho que patrocine tal viagem.
A culpa n�o foi minha, ela n�o me deu ouvidos...
N�o quero a minha sobrinha a vaguear como um gato numa viela.
N�o est�s muito agradecido, pois n�o?
Eu acabei de salvar a tua vida.
- Tio, porque te tentaram envenenar? - N�o ias compreender.
- la sim. - N�o vejo porqu�.
Aparentemente, �s imposs�vel de educar, herege e mentirosa.
- O que te far� o Megesterium agora? - Os dias do Megesterium Est�o contados.
O que vai acontecer?
Sarilhos. Com um pouco de sorte.
Conseguiste o dinheiro que precisavas? Vais outra vez para Norte?
Os conselheiros da faculdade desafiaram o Megesterium.
Vou partir imediatamente.
Posso ir contigo? Quero ver os Ursos do Gelo, os glaciares
e aprender tudo sobre a Poeira. - O que sabes tu da Poeira?
- Nada. - Ainda bem... E mant�m-te assim.
S� uma boa menina e faz o que te mandam. - Mas tu n�o fazes o que te mandam.
- Tu n�o deixas que ningu�m mande em ti. - Sim, e olha as boas vindas que eu tive.
Sossegado, Pan.
Vejo que o teu Dem�nio ainda muda de forma. Ainda n�o estabilizou?
Sim.
Isso tem a ver com a Poeira, n�o tem? O porqu� dos Dem�nios das crian�as
conseguirem mudar de forma, mas os dos adultos n�o?
Lyra...
a Poeira n�o � um assunto teu.
Porta-te bem.
O meu tio Asriel disse que me levava ao Norte da pr�xima vez que for.
Ele jurou. Porque ele precisa da minha ajuda, disse ele.
- Para qu�? - Provavelmente para lutar,
ou a espiar. Ele usa-me como espia, por vezes.
Agora, por exemplo, � suposto eu estar a vigiar os Gobblers.
Levaram os mi�dos Gyptian de Boundry Ray.
Foi o Billy Costa que me contou.
Ouvi dizer que os Gobblers te levam para o inferno.
� claro que n�o.
- Tens medo deles, n�o tens? - N�o tenho, n�o.
Mas os adultos t�m. As crian�as continuam a desaparecer.
Eles levam os mi�dos pobres. Os �rf�os.
- E os filhos dos Criados, tamb�m. - Roger, eu prometo-te...
que se os Gobblers te levassem...
eu ia salvar-te.
- Tu salvavas-me tamb�m, n�o? - Claro.
Mas iam todos � tua procura, se fosses raptada.
- �s uma senhora. - Quem disse?
O cozinheiro. Ele disse que foi por isso que o teu tio te deixou aqui.
- Para que te tornes uma senhora. - ningu�m faz de mim uma senhora.
Nem o Mestre, nem os Acad�micos todos juntos.
Retira o que disseste ou deixamos de ser melhores amigos.
Pronto, pronto, n�o �s nenhuma senhora.
Lyra! Lyra Belacqua, desce dos telhados!
O Mestre quer-te � sua mesa.
O estado dos teus joelhos... e do teu cabelo.
Bem...
n�o � de espantar.
O Roger e eu temos andado � ca�a de Gobblers. � um trabalho sujo.
Escuta.
N�o fa�as piadas sobre os Gobblers. N�o tem gra�a quando as crian�as desaparecem.
Lyra, minha querida.
O teu tutor de Metaf�sica disse-me que faltaste novamente � aula.
Eu sei que nem sempre compreendes a necessidade em educar-te.
Mas, por vezes, tens de fazer o que os outros...
acham melhor.
Eu discordo, Mestre.
Sra. Coulter.
Quando eu era mi�da, sabia que ningu�m realmente me compreendia.
Excepto, claro, o meu Dem�nio. E que seria melhor,
sermos livres para fazermos o que quis�ssemos.
Sentem-se, cavalheiros.
- Quem � ela? - n�o sei.
- Mas ela calou bem o Mestre. - Sra. Coulter.
Esta � a nossa Lyra. Lyra Belacqua, sobrinha do Lorde Asriel.
Lyra, esta � a Sra. Coulter.
Uma amiga da faculdade.
- � um prazer conhecer-te. - Igualmente.
Sabes que conheci o Lorde Asriel?
Foi no Instituto Real do �rctico.
Discutimos a estrutura pol�tica dos Ursos do Gelo de Svalbard.
J� viu um Urso do Gelo?
Por acaso, j� tive uma audi�ncia com o pr�prio Rei urso.
O Ragnar Sturlusson. E vou contar-te algo que n�o deveria.
O Rei Ragnar est� mortinho para ter o seu pr�prio Dem�nio.
Os Ursos n�o t�m, sabias... ent�o Ragnar,
gosta de pensar que � uma pessoa e nada o vai impedir de obter um Dem�nio.
Mas n�o podes contar isso.
Nunca.
Sinto que posso confiar em ti.
Terei de voltar para o Norte, muito em breve.
Vou precisar de uma assistente.
Eu?
- Ir Para o Norte? - Norte? L� faz frio.
� melhor pedirmos autoriza��o ao Mestre.
Mestre...
Estava a pensar se posso pedir a Lyra emprestada?
Apenas por um tempo, claro.
N�o tenho certeza se isso ser� consistente com os desejos do Lorde Asriel
quanto � educa��o dela.
Eu resolvo isso com o Asriel.
N�o podem negar-me este pequeno pedido, n�o podem mesmo.
Muito bem.
Uma aposta � uma aposta. Eu sei que era suposto a Lyra aparecer com o manto.
Eu disse-te que n�o a iam deixar sair da faculdade.
Qual � o quarto dela?
- O que vais fazer? - Pregar-lhe um susto.
Se formos apanhados, sou esfolado vivo.
O guarda deve andar a fazer a ronda.
Ratter! V� se a costa est� livre.
Est� livre?
Billy!
Billy!
Os Acad�micos ainda se recusam a entregar o �ltimo Alethiometro.
E agora deram ao Asriel todos os fundos que ele precisa.
Se ele conseguir provar a exist�ncia destes outros mundos,
vai contrariar s�culos de ensino.
Haver� sempre livres pensadores e hereges.
A menos que lidemos com a raiz do problema.
� por isso que o trabalho da Sra. Coulter � t�o importante.
Que progressos fez ela?
Os doutores em Bolvangar est�o perto de aperfei�oar a vacina...
contra os efeitos da Poeira.
Fico aliviado em ouvir isso.
Se conseguirmos proteger as nossas crian�as da m� influ�ncia da Poeira,
antes que os seus Dem�nios estabilizem...
ent�o teremos gerado uma gera��o que estar� em paz consigo pr�pria.
Uma gera��o que n�o voltar� a questionar a nossa autoridade.
Devemos isso aos jovens.
N�o �?
Temo que a nossa insubordina��o n�o ficar� impune.
Agora ela ser� arrastada para isto.
- Falh�mos perante ela. - Protegemo-la o mais que pudemos, Mestre.
E ela ainda � uma crian�a. N�o pode ser uma amea�a para eles.
Mas �.
Ela vai desempenhar um papel importante no que se avizinha.
Como � que sabe tais coisas?
Pelas bruxas.
Importa-se de ficar junto � porta, Sra. Lonsdale?
� importante que eu saiba se fui seguido.
Sim, Mestre.
� para ti, Lyra.
O que �?
� um Alethiometro.
Tamb�m conhecido como B�ssola Dourada.
Foi oferecido � faculdade pelo Lorde Asriel, h� uns anos.
E agora... eu ofere�o-o a ti.
Sinto que est�s destinada a t�-lo.
Para que serve?
Ele diz a verdade.
Sempre tent�mos dar-te a conhecer a verdade.
Mas os segredos do cora��o das coisas
s�o um mist�rio para os Acad�micos e para as autoridades,
mas isto deixa-te ver as coisas como elas o s�o.
Mas, Lyra, guarda o Alethiometro para ti.
� da maior import�ncia que a Sra. Coulter n�o saiba que tu o tens. Percebes?
� important�ssimo.
Lyra.
Est�s pronta?
Falta uma pessoa, Sra. Quero despedir-me do Roger.
Do Roger?
Quem � o Roger?
� um amigo meu. Trabalha na cozinha.
Temos de ir, o Ferry est� prestes a descolar.
Porque n�o lhe escreves uma carta? Contas-lhe tudo sobre a viagem e...
at� lhe podes mandar uma fotografia. O que achas?
Sim... acho que sim.
Sra. Coulter, o que � aquilo?
Aquilo � a sede do Megesterium, Lyra.
Para que serve o Megesterium?
Tens vivido numa torre de marfim, n�o tens?
O Megesterium � aquilo que as pessoas precisam.
Mant�m as coisas a funcionar, dizendo �s pessoas o que fazer.
Mas...
voc� disse ao Mestre que fazia aquilo que queria.
Pois �, menina esperta.
Bem...
algumas pessoas sabem o que � melhor para elas, outras n�o.
Al�m disso... eles n�o dizem �s pessoas o que fazer duma maneira rude.
Dizem-lhes o que fazer duma forma gentil. Para os manter fora de perigo.
A��car?
Olha, Pan.
Tem imensas gravuras � volta.
- O que significam? - N�o sei.
A agulha est� sempre a apontar os mesmos s�mbolos.
A Senhora.
O Raio.
E o Beb�.
Depois volta atr�s e faz o mesmo. V�s?
O que � que achas que faz a agulha mover-se?
N�o sei.
Talvez o tio Asriel saiba.
Talvez seja suposto n�s levarmos-lhe isto.
Lavados e prontos para dormir?
Vamos ter umas semanas ocupadas.
Foi uma festa com estilo suficiente.
Mas porque n�o ofereciam mais gelo nas bebidas, nunca hei-de entender.
Volto j�, querida. Fica ai.
O que foi?
Ela gosta de exibir o seu novo animal de estima��o, n�o �?
Ela nunca nos vai levar ao Norte.
Somos prisioneiros nesta casa. Todas estas regras e quartos onde n�o podemos entrar.
Talvez nem dev�ssemos ter convidado o professor Dockar?
- Ele � chat�ssimo, n�o �? - E tinha molho na barba.
Mas ele � um dos melhores especialistas em metaf�sica das part�culas.
J� te disse o que � uma part�cula?
Eu percebo de part�culas. Como a Poeira.
� uma part�cula, n�o �?
Poeira...
Estava a referir-me � Poeira vindo do espa�o. Essa poeira.
- Como no Norte. - Onde ouviste isso?
Devo ter sido um dos Acad�micos, em Jordan.
Uma pessoa s�bia sabe, Lyra... H� certas coisas que � melhor ignorarmos.
Temas sobre os quais tu... nunca falas.
Mas... eu...
Sim, n�o sabias. Por isso eu perdoo-te.
Mas n�o o voltes a mencionar.
Agora minha querida, larga essa mala infantil.
N�o goste que a uses dentro de casa.
Mas por favor, Sra. Coulter.
Eu gosto dela.
Mas eu n�o.
Vai guard�-la.
Lyra, vai guard�-la j�.
N�o quero.
Se n�o me obedeceres...
vamos ter uma discuss�o que eu vou ganhar. Vai guard�-la j�.
� absurdo andar com uma mala ao ombro dentro da tua casa.
Jordan � a minha casa.
Lyra!
N�o.
- Por favor! D�i! - Lyra!
- Lyra! - Faz o que eu te mandar.
Prometo.
Lyra.
Obrigada.
E j� agora, v� se aprendes a controlar o teu Dem�nio ele � demasiado provocador.
Agora...
d�-me um beijo.
Odeio-a!
Odeio-os!
V� s�. Est�o a espiar-nos.
O que querem eles de n�s?
Porque estamos aqui?
Reparaste no Dem�nio dela? Ficou alerta quando mencionaste a Poeira.
E o que guarda ela naquele quarto?
Vamos l� descobrir.
Talvez isto n�o seja boa ideia.
Aqui.
Olha.
Isto � s� uma das suas est�pidas listas de convidados.
N�o � n�o. Repara.
Material confidencial sobre separa��o. - Separa��o.
O que significa, Pan?
E aquilo. Conselho de Oferendas Geral'
G.O.B.
Gobblers.
Nas cartas. GOB.
Candidato / Idade
O Billy e o Roger!
Autorizado Marisa Coulter
Pan, � ela. Ela � que gere os Gobblers.
- Lyra, onde est�s? - Temos de sair daqui.
Lyra!
Lyra.
- O que tens estado a fazer? - Nada.
Tenho de te arranjar algo para fazeres. Ajudas-me a arranjar as coisas
para levarmos para o Norte?
Sempre queres ir para o Norte comigo, n�o?
Onde est� ele? N�o o vejo.
Lyra! Por aqui.
Depressa, Lyra!
Lyra!
O que vamos fazer, Pan?
Temos de salvar o Roger e o Billy.
Primeiro temos de nos salvar a n�s pr�prios. Para onde vamos?
Qualquer s�tio � melhor do que aqui.
Vamos, por aqui.
Espalhem-se, ela n�o deve estar longe.
Espalhem-se. Verifiquem todos os edif�cios.
Gobblers!
Tu, cobre o canal.
Tem de estar algures por aqui.
Apanhem-na!
Apanha-a!
- Pan! - R�pido, Lyra!
Apanhei-o!
- Lyra. - Pan.
Gyptians...
N�o te assustes, Lyra.
Anda c�.
Est�s segura connosco.
�s a Ma Costa.
A m�e do Billy.
Mas o que faz aqui?
Temos sido a tua sombra desde que sa�ste de Jordan. A zelar por ti.
E ainda bem.
� melhor vires connosco.
Onde vamos?
Vamos ver o Lorde Faa, Rei dos Gyptians.
Embarca, Ma.
N�o s�o nada amig�veis, pois n�o?
Para onde est�s a olhar?
Ma Costa!
� esta a crian�a?
Est� tudo bem.
Como est�, Lorde Faa?
Ol�, Lyra.
Vem sentar-te ao meu lado.
Este � o Farder Coram.
Estes s�o os chefes das fam�lias Gyptians.
�s nossa h�spede e est�s sob a nossa protec��o.
Lorde Faa...
quero agradecer-lhe por tomar conta de mim.
Mas porque o fez?
O Lorde Asriel tem sido um bom amigo dos Gyptians ao longo deste �ltimo ano
e ao longo deste �ltimo ano tem sido nossa tarefa levar-lhe not�cias tuas,
durante as nossas viagens.
Mas tu n�o sabias disso, pois n�o?
E quando a Sra. Coulter te p�s as m�os em cima, bem...
suspeit�mos que ela tinha algo a ver com os Gobblers.
E tinha mesmo.
Ela e os Gobblers levaram o meu menino, o Billy.
Lyra...
sabemos toda a tua hist�ria at� fugires e os Costas encontrarem-te.
Mas h� mais alguma coisa que nos possas contar?
H� alguma coisa de que te possas ter esquecido?
N�o lhes mostres.
O Mestre de Jordan deu-me isto.
Pensava que j� n�o havia nenhum.
Que o Megesterium os tinha levado a todos.
� um Alethiometro. Um medidor da verdade.
Uma b�ssola dourada.
Permite-te ver o que os outros desejam esconder.
Tens tr�s ponteiros que podes controlar.
Apontando-os a tr�s s�mbolos.
Podes perguntar o que quiseres.
Depois de teres feito a pergunta, este ponteiro azul aponta para mais s�mbolos
que te dar�o a resposta.
Podemos us�-la para encontrar as crian�as desaparecidas?
Eu n�o consigo. A arte foi secretamente guardada.
Posso tentar?
- Muito bem. - O que est�s a fazer, Lyra?
- Tu n�o sabes l�-la. - Calado, Pan.
A serpente � perspicaz, como os Gobblers.
E... a panela representa a receita ou o plano.
E...
o beb�. Representa crian�as.
Uma coisa eu sei, Lyra.
N�o deves agarrar-te � resposta.
Mant�m a pergunta na tua mente,
mas ligeiramente, como se fosse algo vivo.
� uma ampulheta.
O Billy apareceu-me na segunda vez.
Na primeira, apenas foi por um momento.
No topo da ampulheta,
h� uma caveira.
Obrigado, meninos. Agora, acabem as vossas cartas.
Billy Costa. Porque n�o escreveste nada?
A tua m�e deve estar cheia de saudades tuas.
N�o sei o que escrever, Srta.
Ningu�m nos disse porque aqui estamos.
Est�o aqui para nos ajudar.
E assim que nos tiverem ajudado,
n�s mandamo-los de volta para casa. � isso que deves escrever.
N�o ensinam as crian�as Gyptians a escrever?
Ensinam-nos a escrever a verdade, Srta.
Billy, escreve apenas a carta.
Bem, vou enviar j� estas.
Temo que os teus pais venham a ficar desapontados.
Confesso que estou intrigado pelo seu interessa na mi�da Belacqua.
Porque ela tem o Alethiometro em sua posse.
Como...?
Sim... o Mestre.
Ela consegue l�-lo?
Claro que n�o.
Sra. Coulter.
Conhece as profecias das bruxas?
Acha que � ela a tal crian�a?
Imposs�vel.
Ainda assim, ela tem de ser encontrada.
Elas v�o procur�-la como abelhas atr�s do mel.
Svalbard.
O reino dos Ursos do Gelo.
Temos de ter cuidado, Stelmaria.
Aposto que aquela mulher, a Coulter, deve ter contratado todos os bandidos Samoyeds
para nos ca�arem.
- Algu�m o v�? - Est� ali!
Yuri, trata dele.
Ele deve ser capturado.
N�o o mates! O Magesterium quere-lo vivo!
Vamos. V� siga.
Podemos resolver isto como cavalheiros.
N�o te preocupes, Lyra.
Havemos de encontrar o Roger.
Estou bem.
O que � isto?
- � uma mosca-espi�o. - � perigosa?
A que escapou �.
Se a abrisses ao meio, n�o encontravas ser vivo algum l� dentro.
Nenhum animal ou insecto, para a preencher.
� um trabalho engenhoso de algu�m que, lamentavelmente, tem um mau esp�rito.
E tem um sopor�fero no ferr�o.
Isto vai mant�-la segura, aqui dentro.
Ela estava atr�s de qu�?
- De ti, Lyra. - Porqu� eu?
- Porque est�o eles a fazer isto? - N�o sabemos.
Mas n�s, Gyptians, somos os mais afectados por estes Gobblers.
Esses ladr�es de crian�as.
A levaram essas crian�as para o Norte. Para a terra do frio e da escurid�o.
O que est�o a fazer com eles l�, n�s n�o sabemos.
Ouvimos rumores terr�veis.
O nosso objectivo,
� primeiro ir para o Norte e salvar essas crian�as,
sejam elas Gyptians ou Land Lovers.
Se elas foram magoadas...
eu prometo-vos, que se elas foram magoadas...
n�o h� lugar na terra ou no mar para estes Gobblers.
Quando chegar a altura do castigo,
n�s atacaremos de tal modo que os cora��es deles v�o desmaiar de medo.
Atacaremos em for�a contra eles.
Vamos deix�-los quebrados e estilha�ados.
- Est�s com medo, Pan? - Medo?
Um pouco.
Tudo � maior e mais assustador do que alguma vez pens�mos.
Talvez n�o dev�ssemos fazer isto.
Mas temos de fazer, n�o �?
Continuar, � o que eu queria dizer.
Quem �s tu?
Sou a Serafina Pekkala. Rainha das Bruxas do Lago Enara.
Uma bruxa?
- Onde est� o teu Dem�nio? - O Kaisa pode afastar-se de mim.
�s tu a rapariga que o Megesterium procura? Aquela que l� os s�mbolos?
Deixa-me ver-te a l�-la.
Quero saber se me consegues dizer,
qual dos homens neste navio j� foi... meu amante.
O Farder Coram?
Ele j� foi jovem e belo.
Mas n�s, Bruxas, vivemos centenas de anos.
O Farder Coram quer saber para onde os ladr�es de crian�as levam as suas presas.
� um lugar...
a que chamam Bolvangar.
� um lugar tem�vel.
� guardado por um regimento de T�rtaros com Lobos Dem�nios.
Os p�ssaros n�o voam por cima. Os animais fugiram.
At� os Samoyeds o temem.
Fica a uma semana de marcha de Trollesund, na costa de Norroway.
Vais encontrar algo para te ajudar em Trollesund.
Vais ter de ser corajosa.
Dou gra�as por ter vivido o suficiente para te ver...
crian�a.
Quem nos vai ajudar?
Consegues ver alguma coisa?
Lyra, n�o me est�s a ouvir.
Tem a� um rel�gio todo bonito!
� s� um brinquedo.
Ent�o � um brinquedo todo giro.
- Como arranjou algo assim? - Valha-me Deus,
Lee, quando � que aprendes a meter-te na tua vida?
Pe�o desculpa.
Sou o Lee Scoresby. Esta velhota, � a Hester.
Sou a Lyra.
Este � o Pan. Panalaimon.
Prazer, Menina Lyra.
Voc� chegou com os Gyptians, n�o foi?
- Calma a�. - L� estou eu outra vez. n�o respondas.
O que faz voc� em Trollesund, Sr. Scoresby?
Um amigo meu meteu-se numa embrulhada.
Vim ver o que posso fazer por ele.
- Eu tamb�m. - Mas n�o fa�o disto a minha ocupa��o.
A maior parte do tempo eu...
fa�o a minha vida no c�u.
� um Aeronauta?
Posso voar na sua nave?
Era uma honra.
Deixa-me s� descarreg�-la.
Menina Lyra...
gostava de dar-lhe um conselho. Embora n�o mo tenha pedido.
Se eu estivesse nalgum tipo de busca, como acho que voc� est�...
eu contrataria um Aeronauta.
- E um Urso de Combate. - Um Urso de Combate?
H� um na cidade.
Chama-se lorek Byrnison.
Trabalha no dep�sito de tren�s, atr�s do bar "Fogo-Posto".
Era melhor t�-lo ao seu lado, do que n�o ter nada.
N�o que voc� esteja � procura disso.
lorek Byrnison. lorek Byrnison.
Posso falar consigo?
- O que foi? - Queremos oferecer-lhe emprego.
J� estou empregado, pelas pessoas da cidade.
Arranjo maquinaria avariada.
Levanto objectos pesados.
Que tipo de emprego � esse, para um Panserbjorn(Urso de Combate)?
Trabalho pago!
� isso o que te pagam?
U�sque?
lorek Byrnison...
�s o primeiro Urso do Gelo que j� vi.
Nunca estive t�o excitada e assustada, mas agora estou apenas desiludida.
Ouvi dizer que os ursos viviam para ca�ar e lutar.
Porque desperdi�as aqui o teu tempo, a beber u�sque?
Eu fico porque o povo desta cidade
deu-me �lcool e deixou-me beber at� eu adormecer.
Depois levaram-me a armadura.
E sem a minha armadura, n�o posso ir para a guerra.
Eu sou um Urso de Combate. Guerra � o mar onde nado.
O ar que respiro.
Sem a minha armadura, n�o sou nada.
Mas...
n�o podes fazer uma nova?
Achava que os Ursos eram bons nisso.
E h� sempre sucata por a�.
� in�til!
A minha armadura � feita de ferro estrelar
das estrelas cadentes que caem em Svalbard.
A armadura de um Urso � a sua alma.
Como o teu Dem�nio � a tua.
Insubstitu�vel. � como lev�-lo e substitui-lo por um c�o.
Deve ter sido terr�vel ficares sem a tua armadura.
N�o foi nada que eu n�o merecesse.
Eu sou um exilado. Foi mandado embora de Svalbard.
Porque n�o era merecedor.
Combati outro Urso mano-a-mano e... fui derrotado.
Vem, crian�a.
- Mas, Farder Coram... - N�o nos podemos envolver.
Ele era um pr�ncipe...
Seria rei, se o outro Urso n�o o tivesse derrotado.
Perdeu tudo.
Oh Pan... eles magoaram-no mesmo.
lorek Byrnison...
lorek Byrnison!
- Tem cuidado. - Eu sei onde est� a tua armadura.
Eles enganaram-te. N�o o deviam ter feito, lorek Byrnison.
Est� na delega��o distrital do Megesterium.
- Ela est� aqui, em Trollesund. - Como te chamas, crian�a?
Lyra Belacqua.
Ent�o, Lyra Belacqua, eu estou em d�vida contigo.
Vou servir-te, na tua campanha. At� � minha morte,
ou at� � tua vit�ria.
Preparem-se!
Apontem ao pesco�o e � cabe�a!
Iorek!
Iorek Byrnison!
Escuta, Iorek. N�o lutes contra estes homens.
Sei que eles n�o agiram bem, mas se lutares vais mat�-los e depois
haver� mais luta e n�s n�o iremos salvar aquelas crian�as.
Preparar, armas!
- Apontar! - N�o vamos precipitar-nos.
Acho que n�o h� necessidade de dar esse passo.
Ol�, Iorek.
Estava no Sul e ouvi dizer que te tinhas metido num sarilho com os locais.
N�o fazia ideia em como te soltar.
Felizmente, a� a mi�da veio mesmo a jeito.
Olha s�. Refor�os.
E que tal se voc�s se fossem embora?
Baixem as armas.
Acabei de ser contratado por estes cavalheiros, gra�as � sua...
persuas�o Gyptian. Queres juntar-te a esta ca�a aos patos?
Sim.
Tenho um contrato com a mi�da.
Isso � que � trabalhar depressa, Menina Lyra.
Sua alteza.
Levante-se, Fra Pavel.
Recebi as suas informa��es sobre o grupo de Gyptians que se dirige para Norte.
Assunto de grande import�ncia. Eles devem ser eliminados e Bolvangar defendido.
O processo de separa��o � agora mais importante que nunca.
� por isso que deve ser retirado das m�os da Coulter.
Foi a Sra. Coulter que levou a mi�da Belacqua da faculdade de Jordan
e depois deixou-a escapar. - Sim, isso � o mais preocupante.
N�o importa, de uma forma ou de outra,
ainda bem que enviei a Sra. Coulter para ir atr�s da mi�da.
- Voc� enviou-a? - Sim.
Ela ficou de demonstrar os avan�os no processo de separa��o,
usando a mi�da Belacqua.
Desculpa.
Sim.
Eu nunca te magoaria.
Lyra...
eu vou encontrar-te...
vou encontrar-te.
Cuidado, rapazes.
A maquinaria da nave � fr�gil.
Eu quero morrer numa cadeira de baloi�o e n�o numa explos�o de hidrog�nio.
At� n�o era m�, a Sra. Coulter. Mas estava sempre a dizer-me o que fazer.
N�o preciso que me digam o que fazer e aposto que tu tamb�m n�o, posso ver.
�s como o meu tio Asriel. Ele � um nobre como tu.
� o que eu acho.
A terra dos Samoyeds.
Os Samoyeds n�o gostam de invasores.
� a �nica forma de chegar a Bolvangar.
Fiquem perto de mim.
- Anda, mi�da. - Escurecer� em breve.
O que foi?
O que v�s?
- Onde vamos? - Cala-te, Pan.
Disseram para n�o sairmos da tenda.
- Iorek? - O que foi, mi�da?
O Alethiometro continua a dizer-me algo.
No pr�ximo vale h� um lago, com uma casa de madeira.
Est� assombrada por um fantasma. Tem algo a ver com os Gobblers.
E com o Roger.
Tu podias levar-me l�, n�o podias?
Podias levar-me �s tuas costas antes que algu�m notasse, n�o podias?
Tu...
queres montar-me?
Sim.
Viajaremos mais depressa, sem a armadura.
S�o morcegos?
S�o bruxas.
Mais do que alguma vez vi.
- Para onde v�o elas? - Voam para a guerra!
Se voam para ajudar os teus inimigos, ent�o dev�amos todos temer.
Est�s com medo?
N�o.
Quando estiver, dominarei o meu medo.
Vou certificar-me de que o caminho est� livre.
N�o. Fica aqui.
Lyra, n�o. Por favor, n�o.
- H� algo errado. - Cala-te, Pan.
Algo horr�vel...
Tenho medo.
Temos que dominar o nosso medo.
Ol�?
Ol�?
Billy.
Onde est� o Dem�nio dele?
Ele n�o tem um Dem�nio.
�...
a separa��o.
� isso que os Gobblers est�o a fazer.
Est�o a separ�-los dos Dem�nios.
Onde est� a minha Ratter?
Viram-na?
Billy, sou eu, a Lyra.
Deixa-me levar-te de volta � tua m�e.
- Eu preciso da Ratter. - Billy...
anda comigo. Vamos levar-te para um s�tio seguro.
Havemos de encontrar a Ratter.
Temos de cerc�-los.
Meu Deus, o que � isto?
Menina Lyra, o que encontrou voc�?
O Billy.
- O Billy Costa. - Billy?
Oh Billy... Est�s bem, agora est�s seguro.
Vamos encontrar o teu Dem�nio. Havemos de traz�-la de volta.
N�o magoem a mi�da. Ela pode vir a ser necess�ria.
Toma, leva a Lyra.
�s armas, Gyptians!
Foge, Lyra!
Vamos!
- Pan, para onde nos levam eles? - N�o sei, mas estamos a andar h� horas.
Alto.
Venham connosco! Depressa!
Trazemos algo para o rei!
Os Ursos do Gelo, Pan.
Espero que agora estejas contente.
Est�s a perder qualidades, amigo.
Tamb�m eu.
N�o te preocupes.
Havemos de recuper�-la.
Os Samoyeds n�o lhe v�o encostar um dedo...
ela vale mais s� e salva.
Eu vou encontr�-la.
E trago-a de volta. Eu posso negociar com o Ragnar.
Deixo-te na fronteira e apanho-te na volta.
N�o. Eu n�o a vou deixar.
Tens a certeza que queres ir a Svalbard? O Ragnar e os outros matam-te, tu sabes.
Sei que sentiria vergonha se mostrasse menos coragem que aquela crian�a.
Esse tipo de coragem pode vir a matar-te.
N�o mais viverei em vergonha, Scoresby.
N�o...
eu tamb�m prefiro que n�o.
Vamos aterrar e apanhar-lhes o rasto.
N�o te preocupes, o Iorek vir�.
N�o � seguro Pan, s�o muitos para o Iorek lutar.
Tenho de fazer qualquer coisa.
Lembras-te do que disse a Sra. Coulter, l� na Jordan?
Sobre o rei dos Ursos, querer um Dem�nio?
Pan...
preciso que te escondas. N�o deixes que te vejam.
- Por mim, tudo bem. - N�s podemos venc�-lo, Pan.
Que coisinha pequenina � esta?
As nossas sauda��es, grande Rei.
Melhor... as minhas sauda��es e n�o as dele.
N�o as de quem?
Do Iorek Byrnison, sua majestade.
O que tens tu a ver com o Iorek Byrnison?
Eu sou o Dem�nio do Iorek Byrnison.
Como � que o exilado,
o indigno Iorek Byrnison, obteve um Dem�nio?
O Iorek Byrnison foi o primeiro Urso a obter um Dem�nio, mas devias ter sido tu.
Ofereceram-me a ele, em Bolvangar. Foi a Sra. Coulter.
Como podes estar t�o afastada dele?
Sou como o Dem�nio das bruxas, grande rei.
- Posso-me afastar o quanto quiser dele. - bem...
se �s o seu Dem�nio, mato-te j�!
E fico livre dum inimigo!
Se o fizerdes, n�o poderei ser o seu Dem�nio.
O meu... Dem�nio?
Foi por isso que aqui vim, percebe? Porque quero ser o seu Dem�nio, n�o o dele.
Ele n�o passa de um exilado. Um nada.
Mas tu... �s poderoso, esperto, rico e...
melhor em tudo. Ele vem a caminho daqui agora.
- Para lutar contigo. - O qu�?
Ele � louco. Vamos destrui-lo!
N�o.
Se o derrotardes, eu tornar-me-ei sua Dem�nio.
Mas tem de derrot�-lo, num mano-a-mano.
E toda a for�a dele, juntar-se-� � sua.
E a minha mente juntar-se-� � sua.
Voc� e eu, juntos.
Se o matar de outra forma, eu apago-me como uma luz e voc� nunca ter� um Dem�nio.
Prova-o. Prova-me que �s um Dem�nio.
Pergunte-me algo que s� voc� saiba.
Como me tornei eu rei?
O que � isso?
� um Espelho de Dem�nio, grande rei.
N�s, Dem�nios, usamo-los para ver a verdade com os pr�prios olhos.
�s mesmo grande e poderoso, Ragnar.
Tu envenenaste o velho rei
e desafiaste o herdeiro para um combate de mano-a-mano.
Era o Iorek Byrnison.
Oh Pan, o que fiz eu? O Ragnar � forte demais.
Ali est� ele.
E se o cobarde n�o se atrever a lutar comigo?
Grande Rei, deixe-me falar com ele. Se o fizer,
ele n�o suspeitar�. - Muito bem. Vai ter com ele.
D�-lhe coragem. Tr�-lo at� � sua morte.
Em breve ser�s minha.
Oh Iorek...
Iorek, fiz algo terr�vel.
Que coisa terr�vel, essa?
Disse ao rei que era o teu Dem�nio. E que ele tinha de lutar contigo, se n�o,
eles n�o te deixavam lutar. Matavam-te antes que chegasses perto.
Mas estiveste a lutar e correste at� aqui...
Lyra...
Lyra Belacqua.
N�o... vou chamar-te Lyra L�ngua-De-Prata.
Lutar com ele...
� tudo o que eu quero! Vem...
pequeno Dem�nio.
Luta bem, Iorek, meu querido.
Tu �s o verdadeiro rei, ele n�o � nada.
Lyra, se eu for morto...
o Scoresby encontra-te.
� s� isso?
Sua cria chorona... � s� isso?
...que em breve vai morrer!
� s� isso?
� s� isso?!
Sim...
� s� isso. � s� isso!
Ursos! Quem � o vosso Rei?
Iorek...
pensei que te t�nhamos perdido.
Porqu�?
Ainda temos um contrato.
Agora, vou levar-te at� Bolvangar.
Temos de impedi-los, Iorek. O Alethiometro diz que v�o magoar o Roger.
Ali.
Pode n�o aguentar o peso de n�s os dois.
Tu atravessas sozinha. Eu vou atr�s.
Estou aqui. Anda depressa. N�o olhes para baixo.
N�o olhes para tr�s! Est�s quase l�!
Corre, Lyra! Corre!
Corre!
Lyra! Eu vou buscar o Scoresby e os Gyptians!
Espera a� por mim!
Lyra! Espera!
N�o gosto deste s�tio.
Bolvangar.
Ol�.
Eu... eu perdi-me na neve. Onde estou?
N�o te preocupes, minha filha. Agora est�s a salvo.
� melhor entrares. Aqui est� quente e � confort�vel.
- Como te chamas? - N�o lhe digas quem somos.
Sou a Lisie. Lisie Burks.
O que fazes tu t�o a norte, Lisie? Deve ser uma hist�ria interessante.
O meu pai e os meus tios, trouxeram-me para o Norte. Eles s�o negociantes.
Tens muita sorte em nos ter encontrado quando te perdeste.
Que s�tio � este?
Vais gostar.
- Chama-se "A Esta��o Experimental". - O que fazem aqui?
- Ajudamos as crian�as a crescer. - Mentiroso.
Deves estar com fome, Lisie. Sorte a tua, mesmo a tempo do jantar.
Est�s a v�-lo? Ele est� aqui?
Lyra. S�o eles.
- Encontraste-nos. - Tu est�s bem!
Mantives-te a tua promessa.
Eu sabia que vinhas.
Prometi, n�o prometi?
Roger...
sabes o que eles fazem aqui aos mi�dos?
Eles dizem que vamos ser vacinados e que depois nos mandam para casa.
E que n�o nos teremos de preocupar com a Poeira.
Mas depois de chamarem um mi�do...
nunca mais o v�s. Levaram o Billy Costa na semana passada.
- E ele ainda n�o voltou. - N�o te preocupes.
Eu tenho um plano, est� bem?
Diz aos mi�dos para terem os casacos mais quentes a postos.
Preciso de ficar sozinha em algum lugar, mas aqui n�o.
Eles quase nunca usam esta. Mas s� r�pida.
Pergunta-lhe como � que vamos sair daqui.
Mas... porque haveriam eles de...
S�o eles.
...acho que vai ficar contente com os nossos progressos.
Pode ser que sim, mas
quando o Magesterium descobrir que v�rias crian�as conseguiram sair da esta��o...
- Obrigada. - Sra. Coulter.
Compreenda que essa quest�o n�o � importante.
Uma crian�a que escape das instala��es, n�o durar� muito tempo ao frio.
J� recuper�mos duas das tr�s crian�as que estavam desaparecidas.
Estavam vivas?
Be, isso � lastim�vel...
J� chega disso por agora,
pelo menos eu tenho boas not�cias.
J� n�o precisamos de nos preocupar mais com o Lorde Asriel.
Ele subornou os seus captores e montou um laborat�rio secreto nos confins do norte.
Os soldados do Megesterium v�o a caminho.
Ele ser� preso por heresia e condenado � morte.
Condenado � morte? Valha-me Deus.
Acho que me vou deitar.
Sim, claro. Os homens de plant�o, mostram-lhe os seus aposentos.
Boa noite.
N�o a queiram chatear.
Ela deve gostar disto. Lembras-te das primeiras experi�ncias?
Ela estava t�o contente em v�-los a ser separados, ela e aquele Dem�nio.
- O que foi aquilo? - N�o sei. Debaixo da mesa.
Yurk, agarra-a!
P�ra!
- N�o podem! - N�o! Larga-me!
Lyra!
- R�pido. Directo para a c�mara. - Larga-me!
O Iorek Byrnison vai-te matar.
Eldrich, baixa desse lado!
N�o te preocupes minha querida,
� apenas um pequeno "corte". - Nunca nos conseguir�o separar.
N�o queres crescer? � assim que se cresce.
Afasta-te de mim! Nunca nos conseguir�o separar!
- J� vamos ver. - Nunca, nunca!
N�o!
- Lyra! - Pan!
- N�o! - Nunca!
N�o podem!
- N�o me podes deixar, Pan! - N�o! Parem!
Lyra!
Parem!
Parem isso!
Lyra!
- N�o! - Ningu�m te vai...
- N�o me toque! - Ningu�m te vai fazer mal.
Nunca ningu�m te far� mal.
Eles...
Eles fizeram-no ao Billy. E aos outros mi�dos.
Separam-nos dos seus Dem�nios.
Porqu�?
Porque fazem isso?
Sei que � dif�cil compreender, mas � para o pr�prio bem deles.
� apenas um pequeno "corte".
Escuta...
Escuta-me.
H� muito tempo atr�s,
alguns dos nossos antepassados cometeram um erro terr�vel.
Desobedeceram � autoridade.
Foi isso que fez a Poeira vir a este mundo.
Desde a� que somos afectados pela Poeira.
Mas h� uma sa�da.
A Poeira n�o assenta em crian�as inocentes.
� mais tarde.
Quando o teu Dem�nio come�a a estabilizar, a Poeira come�a a flutuar � nossa volta
a tentar integrar-se.
� assim que as crian�as come�am a ter todo o tipo de maus pensamentos e infelicidade.
Mas h� uma forma de o impedir.
Um pequeno "corte".
- E desaparece para sempre. - Se � assim t�o bom,
porque n�o o faz voc� tamb�m? E porque n�o deixou que o fizessem a mim?
Vou contar-te algo.
Algo muito importante, algo que desconheces.
A separa��o ainda n�o est� perfeita. E tu n�o �s qualquer uma, Lyra.
A tua m�e n�o morreu num acidente a�reo, como te contaram.
Ela n�o era casada com o teu pai, embora...
Embora ela te amasse muito e...
quisesse ficar contigo.
N�o lhe foi permitido.
E, ent�o, foste-lhe retirada.
E foi s� quando as coisas... mudaram...
e que ela ficou livre para fazer o que queria que...
que ela foi � faculdade de Jordan e falou com o Mestre.
N�o!
N�o podes ser tu!
N�o.
Sim, Lyra...
tu �s minha.
E est�s segura comigo.
Estar�s sempre segura comigo.
Quem � o meu pai?
� o Lorde Asriel? � ele o meu pai, n�o �?
Sim...
Quase que me esquecia.
O Mestre da Jordan deu-te algo, n�o foi?
Deu-te um Alethiometro, n�o foi?
Mas v� se percebes...
N�o era dele para te poder dar.
Ele deu.
Deve ter-te intrigado que uma coisa, velha t�o rid�cula servisse para alguma coisa.
Est� bem.
Aqui est�.
Obrigada.
Que lata velha t�o engra�ada.
Puseste-o aqui para o manteres em seguran�a?
Corre! Vamos, Lyra! Vamos!
T�rtaros, alto!
- Sentido! - V� for�a.
V� for�a!
Ordeno-vos, que voltem para tr�s! Para tr�s!
Solta o teu Dem�nio naquela mi�da.
Iorek!
Iorek!
Foge, mi�da!
Vamos! Vamos l�!
Primeira companhia.
Agarrem a crian�as!
Segunda companhia.
Matem o urso!
Agarrem as crian�as, elas n�o podem escapar!
Tu a�! Parada!
� melhor n�o me tocares, estou a avisar-te.
Serafina Pekkala.
Apanhei-o!
Apanhem-no!
Apanhem-no!
Sra. Coulter. Tirem-na daqui. Vai!
Puxa agora!
� carga!
Sr. Scoresby! Ajude o Iorek!
Apanhei a mi�da!
Meu amorzinho!
M�e!
Meu amorzinho!
M�e!
Gyptians! Tomem aten��o!
Vamos para casa!
Lyra, temos de ir embora.
� altura de ir para casa.
N�o posso ir Roger. Tenho de ir ter com o meu pai e levar-lhe o Alethiometro.
- O teu pai? - Lorde Asriel.
A Sra. Coulter e os outros... V�o mat�-lo.
Ent�o, eu tamb�m vou. Disseste que me vinhas buscar.
Vieste buscar-me.
Menina Lyra!
Est� pronta para voar?
Eu sei para onde ela se dirige.
Est�o todos a dormir ali atr�s.
Aquela mi�da � demais, n�o �?
H� uma profecia sobre aquela mi�da, Sr. Scoresby.
- Ela vai decidir a guerra que se aproxima. - Guerra?
- N�o ouvi nenhum rumor sobre guerra. - Vai ouvir.
Tamb�m � a sua guerra, quer o saiba ou n�o.
- A disputa ser� sobre qu�? - Nada menos que a "livre vontade".
O Megesterium n�o pretende apenas controlar toda a gente neste mundo.
Mas em todos os mundos, em todos os universos.
Eles n�o conseguiram expandir o seu poder, at� agora.
Mas se o Asriel descobre uma maneira de viajar entre mundos...
nada os impedir� de tentarem tomar o controle.
Nada, excepto n�s... e aquela mi�da.
O que est� ela a contar-te?
Est� a contar-me sobre o meu pai.
Diz que eu lhe estou a levar o que ele precisa.
N�s vamos para casa, n�o vamos, Lyra?
Depois de salvarmos o teu pai.
Claro.
Mas primeiro temos de resolver umas coisas que t�m de ser resolvidas.
Como o Billy e os outros mi�dos que perderam os seus Dem�nios.
Temos de os ajudar.
E o Megesterium n�o nos deixar� ir para casa, assim sem mais nem menos.
Por agora, vamos deixar os nossos povos fora disto.
E a Poeira.
Eu quero saber o que � a Poeira.
Talvez seja suposto irmos ao outro mundo com o meu pai e descobrirmos.
- Isso � muita coisa para descobrir. - Quem mais o h�-de fazer?
Para al�m disso, agora estamos juntos nisto.
Sim, suponho que sim.
Achas que far� mal se eu dormir agora?
V�, for�a.
N�s vamos resolver tudo. Vamos.
Tu, eu e o Iorek.
A Serafina Pekkala e o Sr. Scoresby.
E o meu pai.
N�s vamos resolver as coisas, Pan.
Eles que tentem impedir-nos.
Traduzido do �udio por jccr e jocacosta77
Re-Sinc: ibox
Correc��es: Seytan e Ibox
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