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"O G R A N D E S E G R E D O"
PR�XIMO AO FIM DA GUERRA... Fronteira Nas Montanhas Do Sul Da Fran�a
Sou eu.
Pensei que n�o viria nunca.
J� est� quase na hora.
Se vamos levar um piano, que esteja afinado. Vou colocar em c�digo.
- Algo sensacional? - N�o.
Mais min�rio de pechblenda. 40 cargas.
Para o norte?
Para a Alemanha.
40 CARGAS DE PECHBLENDA NORTE. �LAMO. ALTO...
(ENVIO CORTADO AQUI)
Alvejado.
N�o teve nem a chance de desconectar.
Pechblenda da Tchecoslov�quia.
Pechblenda da Espanha.
250 cargas para a Alemanha nos �ltimos 30 dias.
E a intelig�ncia brit�nica diz que eles levaram toda a monazita da Noruega.
Nosso problema � n�o ter cientistas suficientes para analisar isso.
Pechblenda e Monazita.
Vou viajar at� amanh�. Preciso falar com algu�m que possa entender isso.
UNIVERSIDADE MIDWESTERN
- Quem est� a�? - Um antigo colega.
Clem!
Como vai?
Voc� nem sabe. Estava andando por a�,
derrubando portas, tentando encontrar voc�.
- Est� escondendo algo de mim? - N�o.
- E voc�? Pensei que estivesse no ex�rcito. - S� para sua informa��o, sou coronel.
- Por que a roupa de civil? - Estou na OSS.
- Nunca ouvi falar. - �timo, n�o devemos ser conhecidos.
OSS � a Ag�ncia de Servi�os Strat�gicos.
Em Washington somos conhecidos como O Grande Segredo.
- Parece emocionante. - Sim, muito.
Fazemos muitas coisas, trabalho de intelig�ncia, moral,
e opera��es al�m das linhas inimigas.
Por que est� me dizendo isso se � t�o secreto?
Como anda o trabalho com f�sica nuclear?
- Mais ou menos. - N�o se feche.
Tamb�m � secreto, Clem.
- Trabalho no governo. - Eu sei.
Est� trabalhando no Projeto Manhattan.
Por isso estou aqui.
O que isso lhe diz?
Pechblenda � min�rio para extrair ur�nio.
Monazita � para extrair t�rio.
N�o estamos mais trabalhando com t�rio. Ur�nio 235 � mais conveniente.
Os alem�es podem saber algo sobre o t�rio que n�s n�o sabemos?
Os alem�es?
Eu acho que n�o, mas...
Essas quantidades n�o s�o para laborat�rio, s�o para grandes opera��es.
Acha que eles tamb�m podem estar criando uma bomba at�mica?
Estamos todos nos perguntando isso.
Eles t�m alguns g�nios e sabem tanto sobre fiss�o nuclear quanto n�s.
Alvah, eles est�o criando uma bomba at�mica.
Clem...
� a primeira vez que me arrependo de ser cientista.
Por qu�?
Talvez em alguns anos,
poderemos quebrar a estrutura at�mica dessa ma��.
Quando fizermos isso, ela vai se tornar uma bomba.
A energia dentro dessa ma�� pode pulverizar
essa universidade e essa cidade inteira!
E seus bons hospitais, livrarias,
as excelentes faculdades de medicina, sem mencionar todas as pessoas.
Por�m,
Ainda n�o ser�amos capazes de criar uma ma��zinha.
Estamos colocando o carro adiante dos bois.
N�o estamos prontos para a energia nuclear.
Eu estou apavorado.
Pela primeira vez, cientistas est�o trabalhando juntos para criar uma bomba.
Mas quem queria financiar a ci�ncia antes da guerra para acabar com a tuberculose?
Quando foi que recebemos um bilh�o de d�lares para erradicar o c�ncer?
Eu acho que conseguir�amos em um ano.
Mas se algu�m vai desenvolver a bomba at�mica, que sejamos n�s.
- N�o os nazistas. - N�o temos muita escolha.
Alvah, precisamos de mais homens treinados.
Precisamos saber at� onde os alem�es chegaram!
E onde est�o trabalhando e como podemos det�-los.
A maioria de nossos agentes devem parar. Eles n�o sabem o que procurar.
Eles n�o v�em as pistas, eu sei.
Isso � uma corrida.
S�o os alem�es ou n�s.
Precisamos ter mais cientistas entre n�s.
E o que eu estou fazendo aqui?
J� recebi autoriza��o para lev�-lo.
Voc� conhece o problema, � solteiro, fala um pouco de alem�o.
Mas precisa ser volunt�rio.
J� houve uma �poca em que eu gostaria de ser um agente secreto.
Mas desisti aos oito anos de idade...
OK, cara.
Agora voc� � um espi�o.
Estou com duas passagens para Washington.
- Tenho tempo para me organizar? - Normalmente teria algumas semanas.
Quero que veja isso.
Voc� a conhece?
Dra. Katerin Lodor, uma das melhores.
Era minha musa cient�fica antes da Hungria se aliar aos nazistas.
Ela deve estar envolvida na pesquisa nuclear alem�.
- Ela est� na Su��a. - Desde quando?
H� seis semanas.
Ela atravessou os Alpes sozinha.
Ela est� internada com pneumonia em um hospital de Zurique.
H� uns dias, entrou em contato com o consulado americano.
Ela quer encontrar um de nossos cientistas.
N�o sabe como fico feliz.
Veja... Se ela saiu da Alemanha, ela pode nos dizer...
- Isso � excelente! - Pare de ficar t�o feliz.
V� fazer as malas e vai v�-la em alguns dias.
Tudo bem.
- Precisa de hotel, senhor? - T�xi, senhor?
- Servi�o de hotel...
ANDREW WILSON
REL�GIO E J�IAS
Leve este senhor ao quarto 106.
Espero que goste do seu quarto.
Tenho certeza. Obrigado.
- Sinto muito. - Tudo bem.
- Aqui est�. - Obrigado, senhor.
CAMAROTE 5 CADEIRA 1
N�o se vire.
A mo�a que voc� quer encontrar est� no hospital �ngelo.
Quarto 168.
Est� internada com o nome de Sra. Echerdie.
Tem algu�m aqui querendo v�-la.
Pode entrar.
N�o demore muito, Sr. Wilson.
Qual o seu nome verdadeiro, Sr. Wilson?
Alvah Jesper.
Conhe�o o seu trabalho!
Gra�as a Deus voc� veio! N�o sabe o quanto devo a voc�!
A mim?
Quando as pessoas souberem o que voc� fez,
saber�o que n�o � apenas uma grande cientista da F�sica,
- mas tamb�m uma grande mulher. - Pode ser.
Mas a hist�ria ainda n�o acabou.
O que as pessoas v�o pensar?
O que voc� vai pensar...
- Se eu voltar para a Alemanha? - Voltar?
Mas n�o foi para isso que atravessou os Alpes e nos procurou.
N�o.
Eu achei que estaria segura aqui.
Mas n�o estou. Os alem�es me encontraram.
Ontem recebi uma carta aqui em Zurique,
para ir trabalhar na It�lia.
Eu devo colaborar com Polda.
Giovanni Polda?
Sim.
Se eu n�o voltar at� domingo,
dez h�ngaros em campos de concentra��o nazistas ser�o retirados
e mortos a cada dia.
A cada dia,
eles me prometeram uma carta com nomes.
Com as fotos dos mortos.
Ent�o os alem�es...
- Est�o pesquisando armas nucleares? - Os italianos tamb�m!
Est�o todos coordenados.
O que aconteceria se voltasse e seu trabalho os ajudasse a conseguir?
O que aconteceria se eu ficasse?
N�o posso viver dia ap�s dia sabendo que inocentes s�o mortos por minha causa.
Tenho que voltar.
Ou vou me envenenar. N�o consigo achar outro jeito.
Vamos supor que voc� v� trabalhar com o Dr. Polda.
Mas voc� encontra dificuldades no seu trabalho.
Obst�culos, entende?
Sim!
Isso pode acontecer!
Isso pode acontecer!
E se voc� achar que tem for�as,
pode nos ajudar com informa��es.
- Existem formas de comunica��o? - Acredito que sim.
Teremos que discutir isso e teremos que tomar provid�ncias...
Acredite, eu posso ser forte para fazer isso.
Mas precisa ser r�pido, s� me deram at� domingo para voltar.
Precisamos conversar!
Preciso de todas as informa��es que voc� tem.
Voc� sabe como os brit�nicos os atrasaram
quando compraram a f�brica da Noruega?
Isso significou um atraso de meses.
Mas se n�o conseguir providenciar isso?
N�o se preocupe, isso pode ser providenciado.
Eu...
Madame, voc� precisa ir para a sala de radiografia.
Esqueci que eles est�o preocupados com meus pulm�es. Vou fazer um raios-X.
- Eu posso esperar. - N�o.
Volte amanh� de manh�. Eu vou ter mais for�as e podemos conversar o dia todo.
N�o se preocupe com nada.
- Ent�o vamos. - Estou pronta.
Hoje vou dormir com uma sensa��o muito boa.
Algu�m me ligou?
- N�o, senhor. - Estarei no bar esperando uma chamada.
Sim, senhor.
Me desculpe!
Lassie, o que h� com voc�?
Sinto muito, ela sempre acaba presa nos p�s dos outros.
� privil�gio dos c�es.
- Um martini. - Sim, senhor.
Bem seco, por favor.
Ora,
esse deve ser americano.
Suas roupas,
a bebida que pediu...
Americano, com certeza.
De fato, voc� � novo nesse hotel.
Talvez tenha acabado de chegar.
Sa�de.
Me diga...
Me diga, amigo...
Vamos vencer?
Nossa causa, quero dizer. Claro que sou anti-nazista.
A grande quest�o � a ind�stria americana.
Dizem que nossa produ��o
pode subir a 95 milh�es de toneladas e a� venceremos.
Me diga, como v�o as coisas na Am�rica?
Com licen�a.
Com licen�a.
Voc� se incomoda muito se eu me sentar?
Entendi, um sujeito da Gestapo o est� perturbando.
Ele faz isso com todos os novatos.
Obrigado.
- Meu nome � Andrew Wilson. - O meu � Ann Dawson.
- Voc� fala como americana. - Eu sou.
Aquele Fritz n�o � muito perigoso,
mas � terrivelmente chato.
- Fique longe dele. - Sr. Wilson!
Liga��o para voc�.
Obrigado. Posso?
Claro.
- Aqui � Wilson. - Ou�a com aten��o.
N�o diga nada que n�o seja necess�rio.
- Sim? - Alguma coisa deve ter dado errado.
Fomos tra�dos, o que...
A garota com voc� � uma das mais espertas agentes do outro lado.
Saia da�, mas n�o depressa demais.
E suma.
Espere por mim em casa.
Problemas?
Nada que eu n�o consiga resolver.
Estamos em apuros. Descobriram sobre voc�.
E algum momento voc� cometeu um erro.
- Segui as instru��es � risca. - Como foi que seq�estraram a Dra. Lodor?
- De que est� falando? Acabei de v�-la! - Mas agora ela sumiu do hospital.
Ela n�o saiu andando. Foi seq�estrada.
Sabia que havia algo errado quando vi aquela tal Dawson com voc�.
O que voc� fez desde que chegou do aeroporto? Me diga tudo.
- Passei pela alf�ndega. - O que voc� disse?
- Disse que tinha um rel�gio. - Nada mais?
- N�o. - Continue.
Havia um fot�grafo na entrada.
Achei que n�o era de verdade ent�o n�o o deixei tirar minha foto.
� isso! Esse foi seu erro!
N�s n�o nos aproximamos de Lodor.
Quando n�o o deixou tirar a foto ele achou
que devia haver um motivo e o seguiu.
Assim souberam que voc� encontrou Lodor, a pegaram e colocaram Dawson na sua cola.
Achei que estava sendo esperto.
Esque�a.
Como poderia saber? Voc� � novo nisso.
Ent�o a seq�estraram.
Existe algo que podemos fazer.
Pegue o n�mero do quarto de Dawson. Estou tendo uma id�ia.
Enquanto isso, aproxime-se dessa tal Dawson.
Pode me dar o n�mero do quarto da Sra. Dawson?
Obrigado. N�o precisa ligar.
221.
221.
ANDREW WILSON
Obrigado por me salvar do "Fritz".
FOI UMA NOITE MARAVILHOSA, ANDREW.
"PARA ALGU�M QUE � PURAMENTE ADOR�VEL" ANDY
- Tem um f�sforo? - Sim, senhor.
Aqui est�. N�o se incomode, eu pego para voc�.
Obrigado.
ANN DAWSON
Ol�, voc� � pontual.
Quer sentar?
- Quer tomar algo antes do jantar? - Obrigado.
Vou pegar meu casaco.
Esque�a o casaco, n�o vamos jantar hoje.
- � mesmo? - Tem algo que quero ler para voc�.
Voc� est� escrevendo poesias para mim?
De certa forma sim.
Essa � a c�pia de um soneto,
que ser� entregue no consulado alem�o em alguns minutos.
Est� escrito em papel de banco.
Est� escrito: Caro Senhor,
sou apenas funcion�rio do banco, mas sou leal � Alemanha.
Voc� precisa saber que uma certa Ann Dawson, supostamente nossa amiga,
recentemente depositou aqui a quantia de 5 mil d�lares americanos.
Isso � rid�culo!
Ela foi acompanhada ao banco por um americano alto,
que eu nunca tinha visto antes, foi ele quem deu o dinheiro.
Assinado, um amigo vigilante.
- Eu... - Tem um P.S.
A Sra. Dawson e o americano alto pareciam se gostar muito.
N�o entendo o que isso significa.
Por que o consulado alem�o est� interessado em mim?
Estou na Su��a por causa do meu marido. Ele � da For�a A�rea e foi abatido.
Ele est� internado aqui. Sou americana!
Tecnicamente, sim. Voc� nasceu e foi criada na Am�rica.
Mas em 1935, voc� entrou no grupo Alemanha-EUA
com o nome de Hilda Winters.
Em 1937, foi presa por organizar rebeli�es contra judeus e negros.
Em 1939, voc� estava em Berlim trabalhando para a Gestapo.
Desde 1940, voc� vem operando na Su��a.
Voc� � mesmo americana, mas me revira o est�mago aceitar isso.
Seu porco mentiroso!
Acha que a Gestapo vai acreditar em uma cilada malfeita como essa?
Acho que sim.
Logo saberemos.
Agora s�o 7:28. Eu vou receber um telefonema �s 7:30.
Se voc� n�o tiver me dito o que eu quero saber, a carta ser� entregue.
Eles v�o rir disso!
Eu prefiro pensar que eles v�o verificar.
Uma mulher parecida com voc� foi ao banco comigo hoje.
A assinatura dela � uma c�pia da sua.
Veja.
Eles devem se preocupar com voc� de tempos em tempos.
Existe a teoria: Uma vez alem�o, sempre alem�o.
Ela pode se aplicar aos americanos tamb�m.
Eles sabem que eu n�o os trairia. Sabem o quanto tenho sido leal.
At� que um agente americano veio at� voc� e a ofereceu dinheiro.
E ao mesmo tempo resgatou aquele fio de patriotismo l� dentro de voc�.
Sabe, se algum dia for divulgado porque a mataram,
voc� pode acabar sendo uma hero�na.
O que eu quero saber �: Onde est� Katerin Lodor?
Se voc� me disser, a carta ser� destru�da.
Andrew!
Por favor, acredite! Eu n�o sei onde ela est�!
Pode mandar.
Espere!
Aguarde.
Ela est� no clube Edelweiss.
Subindo a montanha.
Est� sob cuidados.
Est� fechado agora.
- Como est�? - Tudo em ordem.
Um guarda est� na livraria e o outro l� em cima dormindo.
A enfermeira est� dormindo e Lodor est� no quarto.
Comece, Larry.
Assuma seu posto quando entrar.
M�os para cima!
Pare isso.
Peguem-na!
Me soltem! Parem com isso!
Bem...
� isso.
Em todo mundo, s� devem existir 10 pessoas com uma mente como a dela.
Para resolver um problema, ela criava um sistema matem�tico todo novo.
Ainda poderia realizar muito.
Ent�o voc� veio � toa para a Su��a?
N�o.
Voc� disse n�o?
Ela me disse que trabalharia com um italiano, Giovanni Polda.
Os principais cientistas alem�es s�o todos membros do Partido Nazista.
Eu me correspondia com Polda antes da guerra.
- Ele era amig�vel naquela �poca. - Como sabe que ele ser� agora?
Eu n�o sei.
Mas o pr�ximo passo tem que ser a It�lia.
30 segundos.
- Seus amigos italianos chegaram na hora. - �timo. Vamos embora.
Obrigado.
Boa sorte.
- Puxe de volta. - Sim, senhor.
- Bem-vindo. - Obrigado.
- Tudo pronto? - Sim.
- Entre, Al. - Estamos atrasados.
Ent�o vamos logo.
Deve ter alugado esse caminh�o do Mussolini.
Mais ou menos. O caminh�o � dele de dia e nosso de noite.
- Pode fumar? - Claro.
Obrigado.
Obrigado.
Essa � Gina.
Gina, conhe�a o Dr. Neilheim do Instituto Kaiser-Wilhelm de Berlim.
- N�s os chamamos de Al. - Ol�, Al.
Ol�.
N�o. Tr�s d� azar!
Ei. O caminh�o!
- Documentos! - Apaguem os cigarros!
R�pido! R�pido!
Est�o aqui.
Est� bem. Andem!
14� REGIMENTO DE ARTILHARIA
- Acidente. - O que houve?
- Problema no carburador. - Sargento, o que vai fazer?
Consertar esse motor.
Nisso que d� essa loucura.
N�o admiro que esta lata est� em pane!
Pensamos que estava bom, mas...
Parece que � a passagem do combust�vel...
Estou tentando consertar, n�o v�?
Soubemos boatos de focos de opositores do regime agindo por aqui.
Est� quase pronto. Um minuto!
� bom que saia logo. Est� no caminho.
Estou quase conseguindo.
- Suba e ligue. - Obrigado.
Tente de novo.
Tente de novo.
Agora.
D� todas as informa��es sobre Polda.
- Conhece o Polda? - N�o falo italiano.
- Nada? - Conhe�o um verso de Dante.
Que esp�cie de miss�o � essa?
Voc� nem mesmo est� vestido como um doutor alem�o.
N�o se preocupe, eu serei um m�dico alem�o.
Polda sabe que ele est� indo?
Vamos surpreend�-lo.
Isso � loucura!
Essa miss�o � muito importante, Gina.
Muito.
Todos n�s temos uma tarefa.
Levar Al com seguran�a para ver o Dr. Polda e tir�-lo de l�.
Tudo bem.
Polda sempre volta para casa do laborat�rio para almo�ar.
Depois ele dorme por uma hora e trabalha no escrit�rio.
Ele recebe visitas � tarde?
Nos 10 dias em que observei a casa e fiz o relat�rio, ele s� recebeu 3 visitas.
Quem est� na casa?
Uma governanta, j� � uma senhora e n�o � tola. Um bom cozinheiro.
Fascista.
E quatro agentes secretos. Todos homens.
Dois de dia e dois de noite.
- O chefe deles � Luigi. - Isso foi checado?
Checado com o cozinheiro quando ele estava b�bado.
Checado pelo Dr. Romoli, dentista de Polda, que est� do nosso lado.
Checado pelos meus soldados e pelos meus olhos todos os dias.
Agora sabe o que pode fazer um espi�o de primeira.
Voc� � t�o boa que vou lhe arranjar um trabalho depois da guerra.
- N�o gosto quando fala assim. - Estava brincando.
- N�o gosto dessa brincadeira. - Sinto muito.
O que sabe sobre esse chefe, Luigi?
Ele � esperto e bem treinado.
Isso � reconfortante.
- Como chego na casa? - A chegada na casa j� foi providenciada.
Mas entrar...
- Quem � voc�? - Dr. Neilheim do Kaiser-Wilhelm de Berlim.
Vim encontrar o Professor Polda.
Por aqui.
Dr. Neilheim do Kaiser-Wilhelm Institute em Berlim. Quero falar com o Professor Polda.
- Passaporte. - � alem�o.
Me mostre.
Que h�?
Luigi, o Dr. Neilheim de Berlim n�o fala italiano.
- Dr. Neilheim? - Vim falar com o professor Polda.
Aqui est� a minha carta do F�hrer.
Kaiser-Wilhelm Institute?
Obrigado, doutor.
Est� bem.
Siga-me por aqui, doutor.
Espere aqui, por favor. Logo ir� atend�-lo.
Obrigado.
Dr. Neilheim, que prazer conhec�-lo!
Sente-se, por favor.
O que posso fazer por voc�, Dr. Neilheim?
N�o sou o Dr. Neilheim.
- Sou um f�sico americano, meu nome �... - N�o me interessa o seu nome!
- Voc� � americano! - Dr. Polda, escute...
N�o quero ouvir!
Voc� � louco de vir aqui! Como ousa me colocar em perigo!
H� alguns anos, voc� me escreveu uma carta.
No final voc� disse:
Somente uma ci�ncia livre, a servi�o de toda a humanidade, pode ser boa ci�ncia.
Quem � voc�?
Alvah Jesper.
O que h�?
Algo errado?
Desculpe-me. Tem fogo?
Obrigado.
Obrigado.
Est� bem.
Eu tra� a ci�ncia.
Mas voc� deve ser louco em vir aqui!
N�o temos nada para conversar.
Nada.
Por favor, v�.
Dr. Polda, voc� est� trabalhando com fiss�o nuclear.
Seja sensato, v�!
Voc� est� trabalhando para os nazistas, eu sei.
N�o acredito que seja por vontade pr�pria.
Com ou sem vontade pr�pria, que importa?
Voc� n�o tem o direito de me colocar em perigo vindo aqui!
Eu tenho direito. Katerin Lodor me deu o direito.
Voc� viu Katerin?
Falei com ela pouco antes dos nazistas a matarem.
Katerin morta...
- Katerin morta. - Assassinada.
Ela morreu porque n�o deixou criminosos usarem a ci�ncia dela.
- Mas voc� est� se deixando usar. - E o que voc� queria?
Quer que me matem tamb�m?
N�o, mas...
- Eu quero informa��es. - E eu quero minha vida.
Esse � Giovanni Polda, que largou a Academia Real
para n�o cumprimentar Mussolini?
Est� bem, me tornei um fraco. Pode me desprezar.
N�o me importo com as pessoas.
Eu me importo comigo mesmo.
- Somente comigo mesmo. - Est� mentindo.
N�o � o grande Polda que est� falando.
Do que tem medo? O que eles t�m contra voc�?
Contra mim? Nada.
Sou livre como o ar.
Tudo o que eles t�m...
A �nica pessoa do mundo com a qual eu me importo.
Minha filha Maria.
Eles a pegaram.
O chefe dele e meu.
Mantenho o retrato dele aqui para que achem que eu sou patriota.
E para que eu tenha algo para odiar.
Nunca, desde o in�cio dos tempos,
existiu um homem com tanto �dio como eu.
Ent�o lute contra eles!
Eles t�m a minha filha.
Eles a deixam me enviar cart�es postais todas as semanas.
E eu os deixo ver minhas anota��es.
Uma vez por semana, eu choro.
Nas outras noites, eu bebo.
Agora amea�aram lev�-la para a Alemanha.
Eu disse uma coisa da qual n�o gostaram. Foi s� uma coisinha.
Eu me descontrolei.
N�o sabe que eles podem lev�-lo a Alemanha tamb�m?
Eles est�o sendo expulsos daqui. Acha que v�o deix�-lo se partirem?
N�o.
Eles n�o v�o me deixar. N�o at� que tenham sugado tudo de mim.
Mas ainda assim vai servir a eles.
Eles t�m Maria, por ela eu sirvo a qualquer pessoa.
E se ela estivesse a salvo em outro pa�s?
O qu�?
Isso pode ser feito. Onde ela est�?
Ela pode sair sem guarda do hotel em Perugia.
O Albergo Excelsior.
Leve-a para a Inglaterra, ou Am�rica!
- Me d� uma carta com a letra dela... - Podemos fazer mais do que isso.
Podemos lev�-lo tamb�m.
Voc� n�o est� brincando com um velho doente, n�o �?
N�o.
Vai ser perigoso para ela, n�o ser�?
Pode ser feito com seguran�a.
- Pode confiar em mim. - Confiar em voc�?
N�o...
Vivo h� tempo demais no fascismo, n�o confio em ningu�m.
Mas posso fazer um neg�cio com voc�. Se voc� me ajudar, eu ajudo voc�.
At� l�, n�o pense que sou tolo! N�o vou lhe dizer nada!
Se essas s�o suas condi��es, Dr. Polda...
Sim.
Fa�a isso.
E talvez eu me torne o velho Polda novamente.
Uma ci�ncia livre a servi�o da humanidade...
...� a �nica ci�ncia boa.
Agora venha.
Eles s�o como c�es de guarda.
Dr. Neilheim fico feliz em poder colaborar com o F�hrer.
Verdade?
Claro. Logo podemos antever grande futuro...
�timo.
Agora estamos na fase principal...
- At� mais, professor. - At� mais, Dr. Neilheim.
Abra!
At� mais.
At� mais.
- Pegar a filha de Polda n�o ser� f�cil. - Como vamos fazer isso?
Eu e ele vamos fazer isso, voc� fica aqui.
- Eu posso... - Voc� pode atrapalhar, s� isso.
Quanto tempo acha que pode andar pela It�lia sem a Gestapo ou a OVRA verem?
Acha que n�o v�o verificar seus documentos com Berlim?
N�o, senhor.
Voc� fica ou nada feito.
Est� bem. Onde posso ficar?
Voc� tem vale alimenta��o?
Ent�o esse � o melhor lugar.
Fique fora de circula��o e espere.
Se... Se pegarmos a filha de Polda.
Eu vou p�r uma nota no jornal sobre a morte em servi�o do tenente...
- Tenente Ronaldo Amadi. - Amadi?
A-M-A-D-I. Amadi.
Quando vir isso v� at� Romoli, dentista de Polda.
O professor estar� l�.
Existem campos de pouso no norte. Vamos partir de avi�o.
- Voc� sabe onde mora Punaro? - Sim.
Leve Polda para l�.
- Quanto tempo vai demorar? - O tempo necess�rio. Talvez 1 semana.
E se n�o conseguir pegar Maria? E se n�o tivermos not�cias suas?
Coisas da guerra, Al. Voc� vai ficar s�.
Aqui est� seu casaco.
- Obrigado. - Vista.
- Est� como novo. - Marsoli.
Vamos.
Boa sorte.
Gina, veja l� fora.
Est� tudo bem.
Gina...
At� mais.
At� mais.
At� logo.
Bem, sinta-se em casa!
Obrigado.
Ficar aqui comigo n�o era o que voc� esperava.
No nosso trabalho, aceitamos o que vem.
Por favor, pare de olhar para mim.
� bom olhar para voc�.
N�s somos como uma cena de �pera.
As pessoas v�o embora, os jovens s�o deixados sozinhos.
Rapidamente o rapaz tem que fazer elogios, � esperado.
S� que n�o tem m�sica e voc� n�o � um tenor.
Que seja do seu jeito.
Mas n�o me julgue antes de me conhecer.
Vamos ter que ouvir isso a noite toda?
Pergunte ao gato.
Voc� � �cida, n�o?
- Ele parece estar com fome. - Se at� pessoas est�o, imagine os gatos.
Tem leite para ele?
Leite? Ah sim, eu lembro! Vem das vacas, n�o �?
� bom para os beb�s.
Mas odeio ouvir o gato chorar. Talvez um peda�o de p�o.
O americano gosta de gatos.
Mas agora voc� est� na Europa.
Aqui se encontram gatos no a�ougue. Esse teve sorte.
Mas talvez amanh� ele apare�a na panela de algu�m.
Deve ser bom viver em um pa�s onde n�o s� os gatos comem,
mas tamb�m as crian�as.
Por favor... Vou colocar minha camisola.
Como uma garota como voc� se acostuma com esse tipo de vida?
Voc� acha que algu�m se acostuma?
Eu acho que voc� se sai muito bem.
Nunca conheci uma garota com tanta coragem.
Coragem?
Voc� � um homem feito e sabe t�o pouco.
N�o sabe nada sobre gatos, nem sobre pessoas.
- O que h� com voc�, Gina? - Nada.
Voc� � que vem da lua. E aqui vivemos como...
Como doentes, j� estamos deitados no t�mulo
esperando o salvador chegar.
S� que eu n�o venho da lua e os italianos como voc� n�o est�o esperando deitados.
Voc� � grande demais para o sof�, fique na cama.
- Nesse trabalho somos colegas. - N�o!
Amanh� voc� vai estar com as costas quebradas... Tomara!
Obrigado.
Ei!
Obrigado.
N�o estou mais ouvindo o gato.
Nesse pa�s at� os gatos aprendem que n�o adianta chorar.
Tome, espero que tenha pulga.
Sinto muito, n�o tenho f�gado acebolado. Somente sobras.
Agora cale a boca e me deixe dormir sen�o vou jogar voc� pela janela.
Boa noite.
Boa noite.
- AI? - Sim.
Eu nem sempre quero dizer o que digo.
Eu sei que n�o.
Boa noite.
Boa noite.
N�o!
N�o!
Gina!
Gina!
N�o se preocupe, est� tudo bem.
Por que me acordou? Por que me assustou assim?
Voc�s est� sonhando. Estava dormindo e chorando.
Sim...
Eu me lembro.
Pode ajudar se me disser.
Voc� est� lutando h� muito tempo, n�o � Gina?
Hoje...
Eu disse a mim mesma,
agora talvez...
Talvez por uma semana inteira...
Ser� f�cil.
Vou ficar dentro do quarto.
Posso cantar um pouco,
dan�ar,
lavar lou�a.
Nem mesmo...
Nem mesmo dormindo...
- Sra. Domenica. - Que passa?
- Preciso entrar. - Foi o gato de novo?
- Que �? - Senhorita, meu gato est� a�?
Sim, espere um momento. Fuja. V� por ali!
Tentava entrar no meu quarto e n�o me deixava dormir.
Espere que j� abro!
Obrigado, obrigado. Ele sempre consegue escapar.
Venha c�, seu safado.
- Quem � esse homem? - Esse senhor... � meu marido.
Estamos em lua-de-mel.
N�o fala italiano. Ainda n�o!
Parab�ns, senhor. Parab�ns.
Essa � uma grande ocasi�o. Desejo tudo de bom, senhora.
Seu marido se registrou na pol�cia?
- Sim. - Agora tudo est� bem!
Com licen�a.
Tenham uma vida de prosperidade.
Desejo tudo de bom, senhores. At� mais.
Muito bem!
O gato, tinha que ser o gato.
S�o sempre as pequenas coisas.
As coisas que n�o podemos planejar,
que nos fazem acabar nas m�os da pol�cia.
- N�o podemos mais ficar aqui. - Por qu�?
- Ele � nazista? - N�o.
Mas todos os zeladores t�m que declarar moradores novos.
Eu disse a ele que voc� � meu marido.
Por que disse isso? Eu n�o posso me registrar na pol�cia.
- N�o podemos nos arriscar. - Eu sei, cometi um erro.
- Sabe de outra casa segura? - Estou tentando pensar.
N�o podemos ficar na rua, ser�amos pegos.
Eu sei! Cale-se e me deixe pensar.
Acabou para n�s aqui.
N�o foi culpa sua.
Eu n�o tinha que dizer que era meu marido.
No nosso trabalho n�o podemos ter esse tipo de orgulho!
Sem orgulho voc� n�o seria Gina.
N�o tenha vergonha do seu orgulho.
Ontem � noite e agora...
Voc� me diz coisas que me fazem sentir melhor por dentro.
Pode ser a sua caridade,
ou talvez seja...
Voc� gosta de gente?
Gosto mais de gatos.
Quando essa foto foi tirada?
Um pouco antes da guerra.
H� cem anos.
- Teve sorte? - Um apartamento!
Dois quartos e um banheiro para tr�s dias.
- Quem nos arranjou isso? - Uma pessoa que eu conhecia da escola.
Ela � membro do partido fascista.
Eu disse que tinha um amigo alem�o muito importante e ela ficou muito orgulhosa.
- Tudo bem, Gina? - Nada mal. Est� com fome?
N�o.
Tem muita energia em uma ma��.
O que � isso?
Estava passando o tempo enquanto esperava voc�.
Mas o que �?
� uma equa��o para calcular dist�ncia.
N�o � dif�cil como parece.
Estava pensando em um daqueles cavalos.
Estava pensando na dist�ncia que anda dando
a volta e subindo e descendo ao mesmo tempo.
O cavalo est� subindo e descendo.
Crian�as e m�sica.
Voc� j� veio aqui?
Antes da guerra.
Tocava Giovinezza, uma m�sica fascista, o tempo todo.
Estragou tudo para mim.
Voc� vinha com um garoto?
Sim.
- Voc� gostava dele? - Ele estava na foto. Tocava violoncelo.
Onde ele est� agora?
Em algum lugar, sem o violoncelo.
Talvez eu volte depois da guerra.
Eu a traria aqui, mas a m�sica seria diferente.
Depois da guerra muita coisa ser� diferente.
Mas voc� n�o vai voltar.
Posso voltar, por que n�o?
Est� na hora, podemos ir.
Hoje eu sou Gina Pr�-guerra.
Eu ensino criancinhas na escola.
�s quartas, eu toco m�sica de c�mara.
Sou muito inocente.
E fico corada facilmente.
- Uma mudan�a de roupas faz tudo isso? - Vamos ver.
Ainda sou bonita.
N�o sou?
Um pouco.
Mesmo que voc� n�o ache,
todos os homens da OVRA me dizem que sou bonita.
Conhe�o um homem,
ele � alto e esguio.
Ele mexe o corpo
como uma bala de canh�o.
Muito bem, meu querido.
Muito bem.
- O que � isso? - Uma m�sica de cowboy americano.
N�o fique com essa cara. Foi um piloto abatido do Novo Arizona que me ensinou.
- Novo M�xico. - Novo Arizona.
Tudo bem. Novo Arizona.
Ele me ensinou.
Nunca aprendi o resto.
S� os primeiros versos.
Ele era gentil.
Como estou?
- Pr�-guerra. - S�rio?
Claro.
- N�o sou da OVRA. - Por que disse isso?
Voc� que falou disso.
Est� com ci�mes?
Acha que eu poderia n�o estar?
Quer que eu dance?
Talvez eu esteja com ci�mes, Gina!
N�o me ame. N�o seja algu�m que eu goste.
Se voc� quiser me beijar e eu quiser beijar voc�, n�s nos beijamos.
Mas n�o leve a s�rio.
No meu trabalho eu beijo sem sentimento.
Semana passada, um cara da OVRA e seu bigode tolo.
Semana que vem, um porco gordo da Gestapo.
Gina, menina.
Por que voc� fica se castigando?
Voc� acha... Acha que � bom...
Ser uma mensageira do submundo?
Acha que � emocionante, her�ico?
N�o.
Voc� luta contra a esc�ria e se torna a esc�ria.
N�o. Eu sei o que voc� �.
N�o est� muito distante daquela garotinha da foto.
V� at� a porta.
- Boa noite, senhora. - Boa noite.
Por caridade, poderia ajudar?
� para os �rf�os de guerra.
Um momento.
Obrigada, que Deus a aben�oe.
Deus a aben�oe.
- Quem era? - Duas irm�s recebendo caridade.
Para crian�as �rf�s de guerra.
- Algum problema? - Espere.
Precisamos sair daqui. Elas n�o s�o irm�s.
Como sabe?
Pararam em um carro na esquina. Estamos sendo observados. Vamos!
- Deixe-me ver. - Afaste-se.
- Espere. - Sigo meus sentimentos. Tenho medo!
Sou respons�vel por voc�. Confie nos meus sentimentos!
Escute, n�o vamos nos assustar demais!
Se elas fossem da pol�cia j� estar�amos presos.
Al, sei que algo est� errado. Eu sou mais experiente que voc�, vamos sair r�pido!
Est� bem, Gina. Vamos fazer do seu jeito.
Vamos ficar seguros aqui.
Acho que isso � seguro.
Amanh�, assim que estiver claro, vamos sair.
Est� bem.
Para uma casa que estava sendo vigiada, a sa�da foi f�cil.
Confio nos meus sentimentos.
Estou tremendo.
Estou completamente tr�mula.
Agora voc� vai ficar em peda�os, Gina.
A cada dia voc� se faz em mais peda�os.
Tempo demais, coisas demais.
Preocupa��o demais, medo demais.
Morte demais.
Gina.
Voc� vai ficar bem, n�o se preocupe.
Eu quero que voc� goste de mim. Quero que tenha ci�mes de mim!
Quero que pense que sou uma garota de vestido branco,
que nunca foi beijada antes.
� ele! O an�ncio!
Onde?
Aqui. Tenente Ronaldo Amadi.
Eles conseguiram tirar a filha de Polda.
Agora precisamos ir at� Romoli.
- Acabou o pesadelo, querida. - Come�a outro para tirar Polda.
- Vamos conseguir. Trouxe a l�mina? - Sim.
L�mina e navalha.
E...
Um peda�o de sabonete.
Obrigado.
De nada.
Al,
em todos os trabalhos voc� conhece um homem
ou mulher por um dia, ou uma semana.
E depois adeus.
Mas em um dia, os cora��es se aproximam.
Talvez eu nem olhasse para voc� em tempos de paz.
Eu diria: "Turista americano bobo".
Mas agora eu lhe digo,
eu gosto muito desse americano.
Quero que saiba.
Por que s� gosta, Gina?
� melhor, mais f�cil.
Por qu�?
�s vezes, � melhor.
Ai! Voc� tem que fazer a barba.
R�pido.
Temos que ir at� o Romoli.
ACHILLE ROMOLI CIRURGI�O DENTISTA
V�, acorde garota, lua
Estende um raio claro sobre o mar
a mim, o escuro a espera
Fiel barco do teu marinheiro
Mas tu dormes, e n�o pensas em quem � fiel
Mas n�o dorme quem vive de amor
Eu de noite v�o at� ti na praia
Me d� seu casaco.
Pegue isso.
Vem pelo mar
Vem navegando
Sentir�s o �xtase Do teu marinheiro
Vem pelo mar
Entre nessa porta!
Adeus portanto, descanse, e amanh�
Quando vir� o alvorecer te acordar
Em lugares distantes, distantes
O infeliz timoneiro estar�
Mas tu dormes, e n�o pensas em quem te � fiel
Mas n�o dorme quem vive de amor
Eu de noite v�o at� ti com o corpo
E de dia v�o at� ti com o cora��o
Vem pelo mar
Vem navegando
Sentir�s o �xtase Do teu marinheiro
Vem pelo mar
Vem pelo mar
Vem navegando
Sentir�s o �xtase Do teu marinheiro
Vem pelo mar
Gina, pegue Polda!
- M�e veja onde caiu! - Est� bem.
Me espere!
- M�e, eu vou por aqui quicando. - N�o, venha por aqui!
� como matar um cachorro louco.
S� que com o cachorro voc� pode ter pena, ele n�o tem culpa de ser doente.
O que � isso?
Nossa Senhora! Meu Deus!
O que houve? Ele morreu?
Deve ter sido morto...
Dr. Jesper.
- Dr. Jesper! - Sim?
Acho melhor voc� dirigir.
N�o � nada demais,
s� � emo��o demais para a minha idade.
Vou ficar bem assim que eu vir Maria.
Est� bem, pare na curva.
Jesper.
� a primeira vez que escuto o seu nome.
Jesper.
Gostei.
Obrigado.
- Tenente Pinkie �s suas ordens. - Pinkie?
Entrem.
Tudo bem, � Pinkie.
- Oi, Al. - Pinkie, professor Polda.
- Como vai, professor. - Como vai?
- Est� com a Gestapo? - Isso? � minha roupa de viagem.
Veste bem, n�o?
Conhe�am Punaro, um cara muito legal.
Ele sujou o uniforme dele.
- Punaro, nossos amigos. - Bem-vindos. Fiquem � vontade.
Entrem.
- Este � Pietro. - Boa noite, Pietro.
Sejam bem-vindos.
- Onde est� Marsoli? - Ele chega j�.
- Com a Srta. Polda. - Ela est� segura?
Perfeitamente. E muito feliz porque vai v�-lo.
Tiveram algum problema?
Nada em toda a opera��o.
Foi tranq�ilo. Encontramos uma garotinha no hotel.
Boazinha, ficou com medo no in�cio, mas apelei para o lado bom dela.
Nossos amigos peruginos conseguiram documentos para viajarmos de trem.
- Obrigado. - Descemos hoje na cidade mais pr�xima.
Achei que chegariam mais facilmente � noite
ent�o vim na frente para fazer reservas.
- Punaro. - Onde pegamos o avi�o?
Em um campo a uns 6 km daqui. Obrigado.
- Gina sabe onde �. - Vamos de carro o tempo todo?
Quase todo. N�o demora.
Not�cias.
� de Corsay.
O avi�o chega �s 4 da manh�.
Que avi�o v�o mandar? Grande?
Sabe que s�o quatro que v�o partir.
Eu deveria estar torcendo para chegarem logo e tudo acabar.
Mas s� consigo pensar...
Em uma hora, vamos nos despedir.
Gina.
Tem lugar no avi�o.
Somos t�o poucos aqui que se um foge faz muita falta.
Voc� sabe disso, n�o sabe?
Sim, eu sei.
Srta. Polda.
- Espere. - Sim.
Adeus!
- Agora vai ver seu pai. - Obrigada. N�o vejo a hora.
Bem-vindos, entrem.
- Como est�o? - Bem.
Senhoras e senhores,
A Srta. Polda.
Essa...
Essa n�o � Maria!
- O qu�? - Essa n�o � Maria!
Onde ela est�? Onde est� minha filha?
No cemit�rio de Perugia. Ela morreu h� seis meses.
N�o.
N�o, isso � imposs�vel!
Ela sempre me escreve.
A letra � t�o dif�cil de imitar.
Tedeski!
Rendam-se. A casa est� cercada.
Saiam com as m�os levantadas.
N�o adianta, voc�s est�o cercados por alem�es.
Joguem fora as armas e saiam com as m�os para cima.
Entreguem-se, � a �nica chance.
Abaixe-se!
- Parece que eles v�o com calma. - Eles podem se dar ao luxo.
De manh� ter�o um regimento inteiro a� fora.
Al,
a bola se reveza entre os jogadores.
Existe uma sa�da pelo por�o.
- Pegue o velho e a Gina e saia. - N�o posso, Pinkie.
N�o temos tempo para discutir.
O avi�o n�o pode esperar.
Por que n�o tentamos juntos?
Por que algu�m tem que continuar atirando.
- Agora v�. - N�o, Pinkie.
Eu lhe trouxe e vou lhe tirar daqui. N�o me desobede�a numa hora dessas!
Gina, saia. � uma ordem! Para voc� tamb�m, Al!
Granada!
Apague a luz!
Gina!
- S� posso dar mais 5 minutos a eles. - Espere 10 minutos, eles v�o chegar.
L� vem eles!
Gina. Tudo bem?
Ajudem.
Venham aqui!
- Gina, garota, depois da guerra... - Quem sabe o que vai ser, ent�o?
Eu vou voltar.
As coisas mudam.
- As pessoas mudam. - Eu vou voltar por voc�.
Quem sabe?
Voc� quer que eu volte?
Se n�o quer, diga. Diga agora.
Querer?
Querer?
Mais do que tudo.
Volte.
Volte por mim.
Tchau, minha querida.
Eu volto.
FIM
Esse filme foi inspirado pelas incr�veis fa�anhas da OSS,
mas nenhuma parte dele pretende relatar eventos reais.
A hist�ria, os nomes, personagens e eventos s�o fict�cios.
Se existe alguma similaridade entre eles e pessoas reais,
ou eventos que de fato ocorreram, isso � inteiramente acidental.
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