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ANG�LIQUE Tradu��o. Revis�o by Angel.
Paris 1661
SEIS ANOS ANTES - POITOU
Senhorita. Decida-se. Todos a esperam.
Eu n�o irei. O Conde de Peyrayc. Ele mesmo poderia vir.
Meu irm�o nunca deixaria isto acontecer.
Com todo respeito Condessa, mas seu irm�o que Deus tenha sua alma.
H� 14 anos que n�o temos not�cia.
O Conde Peyrac tem sorte. Sua filha � linda.
Gra�as aos vestidos que o Conde lhe enviou.
Um vestido � apenas a embalagem.
Excremento de vaca em um vestido permanece sendo um esterco.
E este vestido definitivamente n�o ser� controlado pelo Conde.
Sou o Marqu�s de Andinos, represento o amigo: Conde Peyrac.
- N�o poderia vir pessoalmente? - Surgiram imprevistos...
- Devido a qu�? - Ele mesmo lhe contar�.
Depois que tudo estiver assinado. Iremos. Com sua permiss�o.
Meu querido primo. Bem-vindo.
- Querido primo. - Querido primo.
Fez boa viagem? Ele � o advogado, o marido da minha filha Hortense.
- Tio. - Hortense.
- Senhor Advogado. - Senhor Marqu�s.
- � um prazer v�-lo, primo. - Meus cumprimentos, prima.
J� faz muito tempo.
A sua filha mudou muito. Tornou-se uma mulher linda.
Assim como o seu filho. Que se tornou um homem.
Este jovem robusto esteve nos campos de batalha.
Retornou com honras de bravura e uma ferocidade.
Ang�lique, meus parab�ns. Tornou-se uma jovem muito linda.
Linda? Apropriada para ser vendida a um homem que n�o conhe�o.
Com licen�a. Eu me retiro.
Muito bem. Estou aqui para felicitar a sua ador�vel filha.
E tamb�m para que possamos concluir nossos neg�cios.
Acho que j� tem o dinheiro. Certo?
Sim � claro. Se estiver tudo bem terminaremos com as formalidades.
Na frente de todas as testemunhas. Cavalheiros.
Pe�o as testemunhas que assinem.
A ata do casamento de minha filha com o Conde de Peyrac.
N�o, n�o, n�o. Eu n�o irei! Viverei minha vida como decidir.
N�o venderei o meu cora��o e meu corpo a um velho inv�lido.
- Acalme-se. - Poupe-me a sua opini�o.
- Vieram cobrar as suas d�vidas. - Estou fora disso.
Voc� se engana, prima. Seus problemas n�o s�o meus.
No entanto, desejo-lhe boa sorte com seu marido.
- Voc� o conhece? - Alegaram que � deformado.
- Mas um amante muito experiente. - Primo...
Voc� pode intervir e deter isto?
Estou relacionado ao Rei. Minha aten��o � dedicada a ele.
Mas depois de casada com esse dem�nio. Ser� uma bela causa.
Voc� � um idiota, primo.
Estou cada vez com menos ci�mes do Conde de Peyrac.
Todos no castelo a procura. Sabia que a encontraria aqui.
Por que voc� n�o foge?
Venha comigo. Cuidarei e a protegerei. Eu a amo, Ang�lique.
� como se fosse meu irm�o. Nicolas. Voc� sabe disso.
Em vez de dizer que n�o sou t�o nobre para voc�.
Voc� me ama? Deseja-me?
Leve-me. O Conde n�o se casar� com...
Uma mulher ad�ltera e me mandar� de volta. Leve-me.
- Pare. - Fa�a.
Aqui est� o seu cavalo, Bar�o.
Como voc� ousa? Bandido! Ser� enforcado!
Fa�a isso e eu n�o irei a Toulouse com estes cavalheiros.
V�! Caso contr�rio voc� ser� enforcado. V�!
Perdoe a minha estupidez.
Eu n�o quero nunca mais voltar a v�-lo nas proximidades.
Voc� me vendeu como um animal. Ent�o me comportarei igual a um.
Aben�oe-me. Padre. Estou cheia de amargura.
Abra seu cora��o, minha filha.
Casei-me com um homem que n�o conhe�o e n�o amo.
- N�o serei uma boa esposa. - Se n�o fosse por voc�.
Sua fam�lia agora j� estaria arruinada.
- O amor de seu pai... - N�o. Ele vendeu-me.
Expulsa a ir� do seu cora��o.
E reconcilie com Deus antes do seu casamento.
H� algum outro pecado que queira confessar?
Sim. Padre. Este segredo que atormenta-me desde a inf�ncia.
Um homem de Deus morreu por minha causa.
Minha m�e tinha morrido de febre do p�ntano.
Meu pai levou-me para visitar o seu primo.
O meu tio, o Conde de Plessis Belli�res.
Para pedir lhe ajuda financeira.
Durante a conversa. Passei pelas belas...
Salas. L� vi o meu primo Philippe.
Voc�? Eu n�o a conhe�o.
Espere! Seu sorriso poderia ser um delito.
� encantadora.
Eu queria eterniz�-lo.
- Alteza. - Deixe-nos sozinhos, Cavalheiros.
Desculpe, sua Alteza.
Olhe isto. � um veneno lento, mas certamente funciona.
Sim. N�s culparemos uma ostra podre ou carne estragada.
Muito bem.
Aqui est�o �s cartas. Todos os conspiradores jurando lealdade.
Quando o jovem Louis estiver morto. Eles me far�o Soberano.
No entanto, h� algo que me preocupa.
Este pa�s n�o pode decair em anarquia devido aos nossos erros.
Ent�o o nobre se levantou.
- Espere por mim aqui. - Desconfia de mim?
Sou apenas cauteloso.
Eles solicitam a sua presen�a.
As cartas. Onde est�o as cartas?
Eu n�o fa�o ideia, senhor. Fiquei aqui o tempo todo.
Tem c�mplices.
Esta � a minha resposta. Voc�s s�o todos traidores.
Este homem. O assassino. Voc� j� o viu?
N�o tenha medo. Seu segredo estar� seguro comigo.
ANG�LIQUE. MARQUESA DOS ANJOS Tradu��o. Revis�o by Angel.
Senhora Condessa. Seu marido: O Conde Peyrac.
Bem-vinda. Condessa de Peyrac.
� ainda mais linda do que pensei. Eu t�o feio quanto voc� temia.
Conde sabe com que tipo de mulher que voc� quer se casar?
N�o fa�o nada. Al�m de ficar deitada na cama.
Odeio ca�ar e detesto ser contrariada.
Fui criada por uma bruxa que me ensinou feiti�os.
N�o gosto da vida na corte Desprezo � vaidade.
Sou incrivelmente ciumenta e s� quero companhia de mulheres.
- Voc� queria me ver? - Sim.
Sabe com que tipo de mulher quer se casar?
Desculpe-me. Percebo que n�o desempacotou suas coisas ainda.
- Quer retornar a casa do seu pai? - A decis�o � exclusivamente sua.
N�o tenho nenhuma raz�o para desejar isto a menos que queira.
Mas discutiremos isto depois. A cerim�nia j� ir� come�ar.
Pensei que voc� gostaria de uma celebra��o n�o muito ostensiva.
Casaremos em uma cerim�nia...
Privada em uma capela aqui. Se voc� n�o se importa.
- Eu agrade�o por esta escolha. - Irei preparar-me. Senhora.
O vermelho seria maravilhoso.
A Condessa de Peyrac.
Depois de voc�.
Podemos come�ar?
- N�o gosto do sacerdote. - Este n�o � o um sacerdote.
� o Arcebispo de Toulouse e n�o � a voc� que odeia. Sen�o a mim.
- Ele me odeia. - Por que celebra o casamento?
Porque n�o tem outra op��o.
Minha fam�lia � mais antiga de Languedoc. Ele me v� como o diabo.
- Voc� n�o � o diabo? - Ele escolheria um corpo sedutor.
Ouvi sobre sua intelig�ncia. Voc� n�o me decepcionou.
- Quem lhe deu essa informa��o? - As freiras.
- O que falaram a meu respeito? - Apenas problemas.
Para minha grande aprecia��o.
Por que voc� deixou seus lacaios irem me buscar?
Enviou os seus assistentes. Os seus lacaios?
N�o s�o assistentes ou lacaios, mas sim verdadeiros amigos leais.
Mas por que voc� n�o foi?
N�o podia permitir novamente, que o arcebispo e seu povo.
Fan�ticos se aproveitassem da minha aus�ncia.
Como fizeram aquela vez quando anexou a Universidade.
De Ci�ncia a Arquidiocese.
Na verdade disseram-me que a viagem seria cansativa para voc�.
Fico feliz por seu interesse em minha sa�de. Querida.
Viva o Conde e a Condessa de Peyrac!
Mas n�o importa, � a minha �ltima aquisi��o.
E a melhor, cheia de vitalidade.
- Viva o Conde e a Condessa. - Desejo vida longa!
Obrigado, meus amigos. E brindo ao rei.
Por Louis XIV e contra a ignor�ncia.
N�o est� interessado em brindar ao nosso rei. Monsenhor?
Voc� associa o rei com a ignor�ncia. Conde Peyrac.
Voc� � corrupto.
N�o. Sou apenas um cat�lico. S�rio e sincero, mas cauteloso.
Voc� conhece a minha hist�ria?
Ap�s meu nascimento, minha m�e escolheu-me em uma enfermaria.
N�o de acordo com suas cren�as, mas pelo tamanho dos seus seios.
A mulher que era protestante. Levou-me a aldeia em C�vennes.
Havia uma guerra t�o absurda neste lugar entre os Cat�licos.
E os vizinhos Protestantes. Alde�es foram mortos com espada.
Eles cortaram o meu rosto e jogou-me atrav�s da janela.
Gra�as a Deus a neve amorteceu minha queda.
Eu sobrevivi, mas com muitos ossos quebrados.
Finalmente um soldado reconheceu e levou-me a minha m�e.
Depois de muitos cuidados, aos doze anos podia andar novamente.
� por isso Monsenhor que sou um fiel...
Seguidor da Santa Igreja Cat�lica.
Mas desconfio das pessoas que pregam e lutam em seu nome.
O diabo Peyrac. O diabo anda em torno de voc�.
Ent�o, que ele seja bem-vindo.
- Cavalheiros. - A sua ordem. Monsenhor.
- Por que voc� o provoca? - Em guarda!
Para que se lembre da minha posi��o. N�o se preocupe.
Faz-nos ferver o sangue, mas a mente permanece calma.
Monsenhor. N�s brindaremos juntos por...
O reinado da intelig�ncia e do Iluminismo.
Suavizaremos a sua pele com creme de Urze.
O Conde ama o cheiro de samambaias.
Respire seu perfume. Senhora.
- Ser� uma doce noite. - Permita-me enxug�-la.
Posso fazer isto sozinha. Obrigada.
Cartas de Ninon de Lenclos ao Marqu�s de S�vign�.
- N�o tenha medo. - Como voc� entrou?
As portas secretas sempre s�o �teis. A chave reserva.
N�o h� nada a esperar de mim.
Comprou-me como um animal. Sou uma mulher.
Esperei anos por uma mulher como voc�.
N�o hesitaria em esperar mais uns dias ou semanas, n�o me incomoda.
Eu nunca serei sua, nem deixarei que voc� me toque.
N�s veremos.
Voc� vir� at� mim sozinha.
ABADIA DE CHAUMONT
Por aqui.
Cavaleiros. Eu os esperava.
Senhor Abade. Sou o Superintendente.
O Pr�ncipe n�o precisa que seja anunciado.
Meu senhor. Eu trair o segredo de...
Confiss�o. � por que estou em duvida.
Abra o seu cora��o. Voc� j� viu o assassino?
Eu apenas vi suas m�os.
Com muitos an�is.
Em um deles vi que havia duas espadas cruzadas.
- Disse o que fez com as cartas? - N�o.
Ela falou que n�o fez nada. Disse que se sentiu mal e saiu.
Senhores podem prosseguir esta conversa sem mim.
Estamos profundamente gratos. Reverendo. Obrigado.
Algu�m j� lhe falou que seu corpo possui a beleza de V�nus?
Que seus ombros, seus seios, sua cintura, seus quadris, pernas.
Parecem esculturas de Vulcano. Voc� � perfeita.
� uma virgem criada para o amor. N�o negue.
Eu sei. Posso sentir.
Marqu�s. Onde est� sua sobrinha?
Em Toulouse. Recentemente casou-se com o Conde de Peyrac.
Um homem poderoso e obstinado.
Ele se mant�m afastado da Corte, mas...
Claramente n�o podemos correr riscos.
Precisamos que fique afastado. E controle a sua sobrinha.
Felizmente para n�s. Peyrac tem muitos inimigos.
Inclusive em Toulouse.
Bom dia. Condessa.
Bem vindo ao castelo. Arcebispo.
- O Conde saiu. - Vim falar com voc�. Senhora.
Espero que n�o seja uma das chamadas...
Libertinas. Ao contr�rio do seu marido.
Sou cat�lica sincera, como me ensinaram.
� dedicada � alquimia, como seu marido?
Sabia que h� rumores de que seu marido � suspeito de ter...
A habilidade de transformar areia em ouro?
N�o conhe�o qualquer atividade question�vel do meu marido.
Arcebispo. Como sempre procurando o diabo.
Que m� sorte. N�s apenas limpamos.
Acompanhe ao Arcebispo.
Obrigado por defender-me senhora. � muito gentil.
O que faz voc� provoc�-lo. N�o pensa?
Cop�rnico, Galileu...
- S�o livros proibidos. - A igreja. N�o para o intelecto.
Sabe que Toulouse � a sede da Santa Inquisi��o?
� tamb�m minha �rea.
N�o posso negar que a Terra gira em torno do seu pr�prio eixo.
Concordo com voc�. Sim.
Consegue entender minhas raz�es e lutas.
Mas tampouco � uma raz�o para espalhar aos quatro ventos.
Podem interpretar todas as suas blasf�mias como heresia.
- Ou bruxaria. - E o que voc� v� em mim?
Heresia?
N�o. A pr�pria feiti�aria � claro. Ent�o como produziria ouro?
� tudo muito impressionante.
- N�s podemos descer. - Diria que isso n�o � poss�vel.
Tenha confian�a.
N�o se preocupe. Senhora.
As cordas podem carregar centenas de quilos.
Mas nada impedir� que sejamos jogados contra as rochas.
Se continuar contorcendo como uma galinha.
Ent�o solte sua m�o e ver� como me acalmo.
Bom dia. Meu Senhor.
- Como est�, Quentin? - Tudo bem. Conde. Condessa.
Esta areia � como Po dourado.
Se a fundir com chumbo em um forno. Transformar� em ouro.
Voc� v� aqui a m�o do diabo? Minha senhora.
- O Ouro faz voc� uma sonhadora? - N�o, n�o � o ouro.
Mas sim o que poderia fazer com ele.
O que voc� faria com ele?
Alugaria uma escuna e navegaria pelos mares.
Procurando por um homem.
- V�. O ouro � seu. - N�o.
E voc�? Para que quer todo esse ouro?
Por que garante o que eu mais aprecie no mundo: A Liberdade.
Se for a liberdade como voc� diz. Por que me privou da minha?
Seu pai convenceu-me e voc� concordou.
Mas eu me equivoquei.
Voc� poder� ir quando quiser.
Sabe que minha fam�lia � incapaz de pagar o dote.
N�o exijo nada de voc�, senhora.
Falaremos que o casamento n�o foi consumado por minha defici�ncia.
Ent�o, considere-se livre e intocada.
Por que n�o me possui?
N�o quero ser simplesmente a prostituta.
De um homem que n�o escolhi e n�o amo.
Obviamente n�o prestou aten��o aos ensinamentos das freiras.
A nobreza do matrimonio n�o � por...
Amor, mas sim que tudo � uma quest�o de neg�cio.
Os nobres t�m seus direitos e obriga��es.
Homens se juntam ao ex�rcito e as mulheres s�o para trocar.
Talvez voc� precise pensar cuidadosamente. Condessa.
- A quest�o � qual melhor escolha. - Como se atreve Margot?
Ouso por que a conhe�o como meu pr�prio sangue.
Eu a vi crescer e cavalgar igual um menino.
Mas sob esta camisa no seu interior.
Voc� � uma das mulheres mais lindas da Fran�a. Aproveite.
Dissipe seus medos. Tenha confian�a.
Se voc� esperar, nada acontece. Somente ver� a vida passar.
E perder a autoestima. Condessa.
- Uma mulher negra? Nunca. - Eu casarei por amor.
- Toma. - N�o. N�o. Eu sairei.
N�o permitirei isto.
Jean!
Jean!
Vim despedir-me. Senhora e...
Entregar lhe isto que chegou esta manh�.
N�o deve culpar a Margot que falou sobre o seu irm�o.
Quer passar a vida o procurando. Agora sendo livre nada a impedir�.
Acredito que s� a morte poderia for��-lo a n�o lhe enviar.
Uma mensagem por algum viajante que tenha encontrado.
Eu pedi ao seu pai que procurasse entre...
Os pertences de sua m�e.
Alguma carta que recebeu sem dizer a ningu�m.
E depois de uma longa procura. Tivemos finalmente sorte.
Estas cartas certamente ajudar�o. Iluminar� sua longa jornada.
Que Deus ilumine o seu caminho e seu trajeto.
Certamente chegar� o dia em que o encontrar� do outro lado do mar.
Desejo-lhe boa viagem. Senhora.
E longevidade.
Agora, se me der licen�a, voltarei �s minhas experi�ncias.
Cocheiro. Pare.
Coloque-o naquela sala.
Deixe-me. Ainda n�o estou morto.
Sim. Meu senhor Conde.
N�o se mova. Conde.
O arcebispo tem raz�o. Voc� � um servo do diabo.
N�o. Minha senhora. Somente com chumbo e enxofre.
Simplesmente coloquei a dose errada.
Agrade�o a sua preocupa��o. Condessa. N�o se atrase por mim.
Conde de Peyrac, n�o o agradeci pelas cartas.
Obrigada.
Primeiro o curaremos da febre.
Minha querida e doce irm�. Estou longe do outro lado do mar.
Ao meu lado...
Minha doce e fr�gil Kalimba, cuja pele.
Morena suporta bem o sol do deserto.
Querida Ang�lique. Sabe que � tia de minha bela Celestine?
Tem 76 cm e pesa 2,7 kg. � forte como...
Uma rocha e tem pele de �bano como a m�e.
Atacar ao Conde de Peyrac n�o poder� ser sem preparo.
Sua fortuna em breve ultrapassar� a da a Igreja, at� mesmo do rei.
� demais, n�o exagere. Eu lhe pe�o. Sejamos realistas.
O conde deve ter alguma fraqueza.
Eu s� conhe�o uma: Ele ama sua esposa.
Ent�o, faremos uma armadilha com isto.
- Haver� o baile no castelo. - Certamente. Meu filho.
Exatamente, querido sobrinho. N�s derrotaremos o Conde Peyrac.
� a oportunidade perfeita.
Algu�m j� lhe disse que seu corpo possui a beleza de Venus?
Que seus ombros, seus seios.
Sua cintura, quadris. E as suas pernas.
Parecem �s esculturas feitas por Vulcano.
Feitas por Vulcano.
Devido a sua perfei��o.
� uma virgem feita para o amor.
Uma virgem feita para o amor.
N�o, n�o me contradiga.
N�o diga o contrario. Eu sei.
Eu sei.
Eu posso sentir.
Encontrei isto em sua cama.
Eu tenho que falar com voc� em segredo.
Seus entes queridos est�o em perigo. Eu a espero na fonte.
Obrigado.
- Boa noite. - Meus cumprimentos. Conde.
- Boa noite. Sr. Conde. - Boa noite.
Boa noite.
- Fico feliz ao ver que se curou. - A sua sa�de, meu amigo.
Ang�lique n�o est� aqui?
Foi a sua primeira experi�ncia que falhou?
Sr. Conde.
Se voc� quer saber quem � o adorador de sua...
Esposa. V� mais tarde � fonte.
Pensei que se recuperaria mais r�pido.
E tamb�m a sua partida.
A menos que seja para o prazer de outro.
Voc� ainda est� com febre?
Tem imagina��o?
Tenho de agradec�-la senhora por estas horas de felicidade.
Espero n�o ter sido um fardo para voc�.
Retomarei as minhas experi�ncias depois de voc� ir embora.
Meu senhor.
Espere, senhora. Eu escrevi a nota que a trouxe aqui.
Voc�? Qual � o perigo?
O mestre, senhora.
Pare senhor! Ser� melhor que saque a sua espada!
Pare, Joffrey. Ele atraiu-me para provoc�-lo n�o arrisque sua vida.
A nossa honra s�o inestim�veis, minha senhora. S�o primordiais.
Ele sacou a espada. � um duelo justo.
Voc� � testemunha Conde de Andinos.
Eu n�o sei o que o levou a provocar-me, mas eu juro...
Que se Deus me der vida, descobrirei o porqu�.
- Voc� luta bem. - Aprendi apesar de ser aleijado.
O que aprendeu na academia, infelizmente para voc�.
Joffrey!
Sempre o tratei como filho. Diga porque me desafiou para um duelo.
V� para o inferno. Senhor Conde.
Pare! N�o o mate. Tenha pena Joffrey.
Mostre-me sua ferida.
Aten��o!
- J� terminou meu senhor. - Obrigado. Cavalheiros.
Senhora Condessa.
Verei como est� o seu bra�o.
- Ainda sangra novamente. - Nada de grave. Logo se curar�.
Eu sou a respons�vel.
Deixe-me falar.
Conde. J� � hora de cumprir com meus deveres conjugais.
Hoje � noite dormiremos juntos.
- Voc� n�o partir� mais? - N�o.
Serei sua.
- Como uma esposa ao seu marido. - N�o se sinta pressionada.
Foi um dia dif�cil e voc� estava l�.
N�o diga mais nada.
Voc� j� ouviu a not�cia?
O Rei se casar� com a Rainha da Espanha.
Para garantir a paz entre ambos os pa�ses.
A cerim�nia de casamento ser� realizada em Saint Jean de Luz.
Sua Majestade decidiu parar...
No caminho. No castelo de Peyrac.
Mantenha a calma. Ainda temos um espi�o l�.
H� aqueles servos �vidos por dinheiro.
Voc� me ama?
Voc� � o melhor marido que eu poderia sonhar.
Eu o admiro.
E parece-me muito charmoso.
Charmoso.
� o seu jeito especial que o faz muito bonito.
Mas voc� me ama?
Voc� n�o me ama.
Eu sei que amo fazer as coisas com voc�.
O Rei. Ele adiantou-se. N�s esquecemos o Rei.
Sr. Conde. Condessa Todos se preparem.
- As crian�as? - Cantor. Florimont.
Venham crian�as. Ou�a-me com aten��o.
Receberemos o rei. Quando Sua Majestade chegar diga:
- Viva o Rei. - Viva o Rei.
- Peyrac. - Senhor.
Minha esposa.
Informaram-me da sua fortuna. Conde de Peyrac.
Mas n�o a sua verdadeira joia. Condessa de Peryac, cumprimentos.
Voc� deve estar fascinada Condessa de Peyrac.
As pessoas falam muito sobre voc� e seu marido.
Dizem que � um aleijado, deformado e moribundo.
- � claro. - Como voc� sabe?
Mas, especialmente comparam a sua fortuna com � do Rei.
E comentam que voc� n�o perdeu com o casamento.
Confesso que me acostumaria com voc�.
Perten�o apenas ao meu marido. N�o sinto nada por voc�, primo.
Estou feliz e esta felicidade defenderei fervorosamente.
Ent�o se prepare e fique alerta.
O que voc� ver no rosto dessas pessoas?
Isso s�o inveja e medo por sua riqueza e poder.
Ang�lique. Tenho muito medo de que um dia voc�.
Encontre uma surpresa muito desagrad�vel.
Informe ao seu diabo aleijado que deve ter cuidado.
Imagino que seja seu primo Philippe.
Sim � Philippe Plessis-Bellieres. Mais...
Enfeitado que da �ltima vez que o vi.
Por acaso usa muitas fitas, pois est� no baile de sua Majestade?
Sim. Sou o Grande Marechal do Rei.
Temo que sua prima tenha um s�rio problema com autoridade.
Agrade�o muito que voc� a fa�a feliz. Sinceramente.
E acredite em mim que ela retribui generosamente.
E isso gera muita inveja em todos os lugares.
- Peyrac, queria falar com voc�. - Senhor.
Disseram-me que extrai ouro da rocha.
S�o rumores exagerados. A verdade � mais complexa.
De fato, extraio ouro da rocha utilizando m�todos...
Novos aqui, mas bem conhecidos do outro lado do Reino.
- Pois tem de ensinar-me. - Quando quiser, meu senhor.
Devo acrescentar que o ouro. � um meio para alcan�ar meus objetivos.
Como para abrir universidades, financiar aos estudiosos.
Promover o conhecimento ao inv�s de tem�-lo.
Criticam-me por permitir que os nobres comprem seus t�tulos.
Mas voc� pertence a uma linhagem mais antiga.
Se voc� vir a Paris, o elevaria � posi��o mais importante.
O problema � que a condessa e eu planejamos uma longa viagem.
Em Paris eu seria um provincial longe de suas origens.
N�o preferi que o sirva bem...
Na prov�ncia do que mal na capital?
Muito bem dito.
Como � a sua pedreira de ouro? Quero conhec�-la.
O Rei e o Conde se aproximam.
Se Peyrac se transferir para a Corte. As cartas s�o perigosas.
O Conde ser� uma amea�a.
Impediremos que isto aconte�a. Precisamos agir imediatamente.
A oportunidade � excelente para desperdi�a-la.
N�s pegamos a rocha da mina.
As levamos em carro�as. A trituramos e lavamos.
E naquela cabana esmagamos a rocha e trituramos.
Ent�o a misturamos com chumbo. Aquecemos a altas temperaturas.
Para isto precisamos de dois grandes fornos.
O derretemos e o chumbo derretido absorve as part�culas de ouro.
Voltamos a reduzir tudo a p�.
Continuemos a fundi-los. Depois separamos o chumbo e o ouro.
O p� derrete-se em uma po�a.
Retira-se da mistura o ouro que se fundiu com chumbo.
No final do processo, o que consegue-se � somente ouro.
Este � o resultado. V� senhor?
Ouro puro.
J� � hora de voltarmos.
Subirei primeiro, por raz�es de seguran�a.
Espere! Conde Peyrac. Peyrac?
- O Rei vem sempre primeiro. - Meu bom Deus! Senhor.
N�s temos de intervir.
Ajude-me.
Mathieu, o freio!
Deixe-me ir.
N�o!
Deve aproveitar este incidente. Esque�a tudo o que ouviu.
Ele nunca se curvar� perante voc� voluntariamente.
Voc� ouviu. Ele recusou-se a vir a Corte para servi-lo.
E se esse comportamento se espalhar.
N�o � nada pessoal, � uma quest�o de...
Estado. Voc� quer um retorno de "La Fronda"?
Ele n�o � meu inimigo, n�o op�e-se a minha autoridade.
De qualquer jeito o elimine. Os Inimigos...
Em potencial perceberam e aprenderam a li��o.
As acusa��es contra ele � rid�culo.
N�o seriam consideradas no tribunal.
Mas elas valeriam se voc� as endossassem pessoalmente.
Quanto mais sentirem o seu poder neste julgamento, mais o temer�o.
O que aconteceu?
O Rei desapareceu.
Proteja Ang�lique e meus filhos.
- N�o! - Conde Joffrey Peyrac.
Est� preso por ordem do Rei!
� triste ver o grande Marechal se tornar um simples policial.
- A Condessa tamb�m est� presa. - Ela n�o. S� sobre meu cad�ver.
Se eu n�o a prender entregar� a espada?
� um Marechal que trabalha como policial.
- Posso dizer lhe adeus? - Fa�a isso r�pido.
- Minha Amada Ang�lique. - Philippe como ele se atreve?
Apenas obedece a seu Rei. N�o � o verdadeiro inimigo.
N�o deixarei que o prenda. Voc� tem de se defender.
Irei com eles.
Depois me defenderei.
Eu a amo. Senhora.
Seja forte.
Ent�o. Voc� falou com o Rei?
Nem o Rei, nem Fouquet, ou Mazarin.
- Ningu�m fala sobre o Conde. - Joffrey � o Conde de Toulouse.
Voc� n�o tem apoio na regi�o?
Tenho um ex�rcito. Mas o Rei decapitaria Joffrey.
E acabaria conosco.
- � uma loucura. - Talvez. Partiremos para Paris.
Ap�s o seu casamento. O Rei nos receber�.
O Conde deu-me ordens de proteg�-la.
Falou para me proteger, n�o que atrapalhe-me. N�o pode me deter.
Eu partirei. Jamais duvide disso.
N�o abandonarei meu marido. Ele deve ser defendido.
- Meu tio pode nos aconselhar. - Joffrey advertiu sobre isto.
Sua pris�o n�o � um capricho do Rei.
Mas sim � a vitoria dos poderosos inimigos ocultos.
Em Paris, voc� os encontrar� inesperadamente.
N�o confie em ningu�m. Sequer no mais �ntimo. Ningu�m.
- Absolutamente n�o. Imposs�vel. - Apenas uma noite.
A esposa de um traidor na casa de procurador? Fora. V�.
Hortense, pelo menos acolha aos meus filhos.
Voc� estava t�o orgulhosa do seu Conde de Toulouse.
Portanto agora aceite as consequ�ncias.
Aqui est� voc�. Minha irm� pediu me para hospedar seus filhos.
Minha Sra. Condessa. Voc� e seus filhos poder�o...
Permanecerem aqui o tempo que considerarem necess�rios.
Obrigada meu senhor, mas a minha serva e eu n�o precisamos.
Boa noite, querido. Durma bem. Voc� me dar� um beijo?
Mam�e, por que partir�?
A BASTILHA
Um ter�o da sua fortuna. O Rei considerar� um empr�stimo.
Uma doa��o. Para as suas guerras e grandes obras.
Que custa muito dinheiro Sua Majestade.
Espero demonstrar minha lealdade a coroa e garanta tranquilidade.
- Tudo bem. - Eu pe�o que tenha certeza...
De que esta carta seja entregue ao pr�prio Rei.
Nenhum advogado aceitar� um cliente que foi acusado pelo Rei.
Rid�culo. Joffrey � inocente. Eu sei bem.
N�o nego. Claro que ele �.
- Mas as apar�ncias... - Preciso falar com o Rei.
Perd�o?
Tenho certeza de que se eu tiver uma pequena conversa...
Com sua Majestade poderei convenc�-lo.
Tamb�m posso revelar lhe algumas coisas.
Coisas?
Coisas da minha inf�ncia que podem lhe interessar.
Duvido que estas hist�rias agradem ao rei.
Querida Ang�lique. Est� certo que queira provar a inoc�ncia dele.
Poderia marcar uma entrevista, Tio?
O Rei! O Rei! Voc� est� sonhando.
Desculpe, mas superestima a minha influ�ncia.
Talvez se falar com o Conselheiro Privado aceite receb�-la.
O Conde de Vallauris? N�o. Sua influ�ncia � muito limitada.
J� sei. O Pr�ncipe de Cond�. Sim � claro que ir� receb�-la.
Que seja o Pr�ncipe. Eu o convencerei...
Para que me leve � presen�a do Rei. Eu tenho certeza.
Sr. Conde Joffrey de Peyrac. Sou o Reverendo Pater Kircher.
Eu venho para exorciz�-lo.
Deixe-nos passar.
- Aqui? - Sim, aqui.
Eu lhe asseguro de que n�o encontrar� ajuda melhor.
� um homem inteligente, com integridade e coragem.
O homem do qual voc� precisa.
- N�o diga nada a Hortense. - � claro. N�o direi nada.
Vadia!
Venha aqui, querida. Eu lhe darei o que quiser.
Sorbonne!
Est� b�bado. N�o tenha medo � inofensivo.
- Procuro por Desgrez. O Advogado. - Siga o c�o.
Senhor Desgrez?
Condessa. Meu c�o foi treinado para capturar desertores.
Se tivesse dito: "Ataque" teria mordido o pesco�o.
N�o posso convid�-la para uma bebida . S�o tempos...
Dif�ceis para os advogados. Sente-se por favor.
� melhor que eu v� embora.
N�o desperto muita confian�a. Entendo. Se eu fosse voc�.
Mas sou o �nico disposto a defender o seu marido. N�o �...
Uma boa raz�o. Admito.
Mas n�o tenho nada a perder. Al�m disso sou competente, teimoso...
E j� n�o temo mais nada.
Seu marido est� preso na Bastilha. N�o se...
Alarme senhora Condessa, � realmente um bom sinal.
A Bastilha � uma pris�o para a nobreza.
Os cortes�es que s�o muitos arrogantes ou...
imprudentes entram e saem de l� varias vezes por ano.
Eu sou o Advogado Desgrez.
Que sua esposa contratou para defend�-lo.
- Minha esposa? - Ela est� a salvo.
N�o! Voc� deve proteg�-la. N�o sei quem a amea�a e o porqu�.
Mas ela precisa ser protegida.
Senhor Joffrey de Peyrac, que foi...
Desprovido de seus t�tulos e propriedades.
Por decis�o do Conselho Real.
Ser� julgado neste Tribunal por...
Seus atos de feiti�aria, e de bruxaria.
E outros atos que v�o contra...
A religi�o, a seguran�a do Estado e da Igreja.
Merit�ssimo.
Certamente n�o temos a m�nima...
Inten��o de ofender esta nobre institui��o.
Mas conforme a Ordem Real de 26 de junho de 1621.
O r�u deseja invalidar deste julgamento.
N�s apresentaremos nossas defesas.
Senhor de La Reynie.
Que honra! O chefe de pol�cia do Rei.
No julgamento de um homem miser�vel.
Nenhum juiz pode ignorar a import�ncia que tem este...
Julgamento para a Coroa e o seu resultado.
- O tribunal � livre. - E independente. Eu sei.
N�o mudou nada desde a Universidade. Parab�ns.
Voc� defende o acusado mais celebre do reino.
� um homem muito corajoso e inteligente.
O convido a trabalhar comigo. N�o lutar por causas desesperadas.
Seu conhecimento do submundo seria vital para mim.
Trabalhe comigo. Ningu�m contesta contra o rei da Fran�a.
O Rei n�o deve subverter aos ju�zes.
Eu ganharei o caso.
Voc� ser� derrotado. Este � um grande caso para voc�.
O charme da Condessa o encantou e voc� perdeu a raz�o?
Eu me apaixonar por uma mulher casada e al�m disso uma nobre?
- A pol�cia n�o foi bem informada. - Peyrac o arrastar� em sua queda.
Pense bem. Tamb�m poder� servir � justi�a de outra forma.
Apoie-se em mim. Necessitar� de ajuda. � claro. J� irei embora.
- Voc� estava l�? - Sim.
- Quem era? - Um contato �til. Venha.
Fui ver o seu tio como me pediu. Entregou-me isto.
O Pr�ncipe de Cond� a receber� imediatamente.
� chocolate. Vem da Am�rica. A Princesa adora.
E n�s tamb�m.
- Um pouco amargo. N�o �? - Um pouco.
O que acha se lhe oferecer um castelo perto de...
Paris com empregados, est�bulos e 100 mil libras por ano?
O que voc� quer em troca de uma oferta t�o generosa?
Voc� sabe bem. Sempre soube.
As cartas.
As cartas que voc� roubou h� v�rios anos.
Devolva as para mim e sobreviver�.
- E meu marido? - Isto n�o est� em minhas m�os.
Sem meu marido nada feito.
Vale a pena perder tudo por um aleijado deformado?
Est� trancada. Venha.
� tarde demais, senhora. As portas est�o...
Fechadas, exceto a da sala de jogos.
Para sair dever� ir por tr�s.
Esta escadaria as conduzir� ao rio.
Aten��o!
Irei � frente e abrirei a porta. Senhora.
- Fuja. Senhora. - Margot?
Margot?
N�o era ela. Est�vamos enganados! � a empregada.
- Ajude-me. 2 homens me perseguem. - Somente dois?
Com licen�a.
Pare! Mantenha-se longe. Seu pai armou para mim.
N�o me surpreende.
Voc� � seu aliado?
Estamos afastados. Por que n�o est� em Languedoc? Prima.
- N�o se meta em meus assuntos. - Voc� est� em perigo.
Ajude-me.
Um homem defende o que conquista.
Pare! Mataram Margot diante dos meus olhos.
Aqui n�o vejo nenhuma amea�a mortal. Condessa.
Eu tenho de sair daqui. Por favor, ajude-me.
Sabia sobre o seu pai?
Saia!
Percebo que n�o eram somente inven��es suas.
Melhor come�ar a rezar. Posso matar dois ou tr�s, mas n�o oito.
Fique atr�s de mim.
V� embora. Senhor. Isto n�o lhe diz respeito.
Sou um Plessis-Belli�re e ela uma Sanc�, nossas fam�lias.
Est�o relacionadas desde 1482. Seu sangue � o meu sangue.
Diga-me cavalheiros.
- Para quem trabalha? - N�o se intrometa nisto.
Querem que os deixem matar e roubar?
No Louvre pode ser, mas agora est�o no meu territ�rio.
Permita que eu me apresente. Meu nome � "Calembredaine".
Voc� n�o tem chance. Estamos em maior n�mero do que voc�.
- Ela deve morrer! - Ang�lique, fique atr�s de mim!
Fuga daqui!
N�o!
Ajude-me!
Pare!
- Vadia! - Pare!
Vadia! Agora sentir� o verdadeiro prazer!
"Flipot" tamb�m conhecido como o lagarto. Ao seu servi�o.
Isto � o suficiente?
Somente fico com o que roubo. Meu senhor.
Vamos l�.
Peguem tudo e joguem os corpos no rio Sena.
Que os anjos a cuidem. Margot.
Senhora tem de partir. Vamos.
Venha, Sorbonne.
Levarei a um lugar seguro.
Aqui voc� estar� a salvo.
Ajudei o Magistrado em assuntos jur�dicos. Ele deve-me favores.
Ang�lique agora diga-me a verdade.
Tentaram mat�-la no Louvre.
E na rua. N�o foi uma casualidade.
Como posso salvar o seu marido se n�o me fala nada?
Primeiro conversarei com Joffrey.
- Isso � tudo? - Sim. Tem alguma ideia?
Uma ideia de como entrar na Bastilha. � tudo? Sorbonne?
Uma vadia para o prisioneiro.
Posso olhar?
Calma! Pode olhar, mas n�o tocar.
Voc� fez bem em n�o me dizer.
Pensaria que era uma armadilha para nos separar.
Darei lhe uma ordem.
Quero que voc� a obede�a cegamente.
Saia de Paris. Desaparece. Eles a procuram.
N�o. Eles o querem morto.
Querida. Eu j� estive em situa��es muito piores.
J� fui envenenado, apunhalado com espadas e facas e estou aqui.
Mesmo que digam que estou morto e veja o meu cad�ver. N�o acredite.
Sou muito dif�cil de morrer. Mas voc� tem de fugir.
Diga a Desgrez. Ele � um forte defensor pronto para lutar...
Contra as autoridades. Tire proveito disso.
Eu quero que voc� proteja aos nossos filhos.
N�o. Quero que cres�am com o pai ao meu lado.
Desculpe-me, mas eu n�o o obedecerei.
Nada e ningu�m poder�o impedir-me de tentar salv�-lo.
O que tem?
Eu amo voc�.
O que fez com as cartas?
Senhora fale-me. Voc� as destruiu?
N�o. Elas ainda est�o no castelo.
Tenho esperan�a de que eu possa encontr�-las.
Se o Conde est� envolvido, as cartas � uma quest�o pol�tica.
E neste pa�s quando se coloca os p�s na pol�tica.
Simplesmente n�o temos alternativa.
O que voc� precisa para conseguir essas cartas?
- O Lagarto. - O Lagarto.
- "Flipot"? - Sim. "Flipot".
Ent�o tem de ir ao Tribunal dos Milagres.
N�o � um lugar para voc�. Senhora. N�o.
Pe�o uma audi�ncia com "Cul-de-Bois".
Advogado. �s vezes pergunto-me por que n�o corto seu pesco�o.
Tenho certeza de que chegar� o dia que ser� nosso inimigo.
Eu receio que algum dia, ser� nosso advers�rio mais temido.
Mas, agora, eu o pagarei.
Sim.
Por que matar um bom cliente?
Eu quero a ajuda de "Flipot", o Lagarto.
"Flipot", � o melhor.
Chamaremos a nossa pr�xima testemunha, Condessa de Lazareff.
- Voc� a conhece? - � uma antiga cortes�.
Voc� retirou-se para o Convento da Gra�a Divina h� sete anos.
Depois de viver na Corte do Conde Peyrac.
O viu fazer rituais barb�ricos, participar de sess�es e atos...
De bruxaria. Voc� j� testemunhou isto?
Sim. Juro em nome de Jesus.
Sua prima � louca, meu filho. Desde a pris�o do seu marido...
Feiticeiro. Ela desonrou o nome da fam�lia.
Mas cessaremos esta discuss�o.
Desde quando um pai tem de explicar suas a��es ao seu filho?
Desde que seus atos desonram o nome da fam�lia.
Pois durma tranquilo, filho. O nome da fam�lia est� intacto.
Voc� receia por sua vida?
Isso n�o lhe diz respeito.
Voc� pode ir agora, meu filho.
Devagar.
Aten��o.
- Ent�o. Voc� as encontrou? - N�o. Elas n�o est�o aqui.
Do outro lado.
N�o tem nada. Descerei.
- N�o � poss�vel. As coloquei l�. - N�o h� cartas. Nada.
� uma armadilha, Condessa.
Vamos, apressem-se!
Volte ao castelo. Volta!
- Cerquem o canal! - L� est�o eles!
Olhem l�. Eles est�o entrando no castelo.
Por aqui.
- N�o. Deste lado. - N�o. N�o.
- Sigam-me! - Peguem!
Espere! Por aqui!
N�o se separem!
N�o os deixem escaparem!
Espere!
Vamos por aqui.
Escondam-se.
Eles est�o por aqui.
Eu n�o perguntarei nada sobre esta visita noturna.
Eu o agrade�o muito. Primo.
S� espero que tenha sido proveitosa.
N�o foi. Por que voc� sabe...
Aqui foi onde tudo come�ou. Eu perdi as esperan�as.
Vamos.
� isto que vieram buscar?
Depois que voc� saiu eu as levei.
Eu queria fazer voc� pagar por sua insol�ncia.
Isso nunca aconteceu.
Agora � melhor irem.
Como posso lhe agradecer?
Se isto servir para recuperar o seu diabo ent�o use as bem.
Para Paris. R�pido.
Ela est� aqui.
Meu Senhor do Reino?
Senhor Desgrez. Tornou-se um h�bito encontr�-lo?
Melhor n�o sermos vistos juntos.
A �ltima vez que nos encontramos. Fez-me uma oferta de uma posi��o.
Eu aceito com uma condi��o: Tenho de falar com o Rei.
Escolheu um mau momento. Mazarin est� morrendo.
Tenho documentos que possam lhe interessar.
Por aqui.
Entrem r�pido. Depressa.
Ele morreu como um bom crist�o.
Permita me perguntar a Vossa Majestade o que far�?
At� agora, permiti que o falecido...
O Cardinal e Ministros governassem por mim.
Mas eu j� tenho idade para governar sozinho.
Sr. Colbert. Voc� acha que eles me levaram a s�rio?
N�o estou inteiramente certo. Alteza.
Alteza. Sou Ang�lique, a Condessa de Peyrac.
A filha do Bar�o Sanc� de Norens.
Eu solicito uma audi��o com sua alteza.
Soltem-na.
Meu marido o Conde de Peyrac � acusado de conspirar contra voc�.
Mas tudo � mentira. Sua Majestade para encobrir todos...
Os traidores que planejavam mat�-lo ainda crian�a est�o aqui.
Os supostos "traidores", como diz n�o s�o uma amea�a para mim.
- Sei dos traidores e os controlo. - N�o!
Pare!
Alteza!
Mas j� o seu marido n�o posso control�-lo.
Ele � muito rico, independente e bastante poderoso.
Ent�o por isto ele deve morrer?
- Ser� decidido pelo Tribunal. - Mas este tribunal � uma farsa.
O destino do meu marido ser� decidido por voc�! O carrasco!
Esqueceu com quem voc� fala!
Senhora, sua dor a salvou de ser presa.
Mas nunca mais volte a colocar os p�s aqui.
Mate esta mulher, n�o falhem. N�o teremos outra oportunidade.
As cartas foram destru�das. O que mais ela far�?
Ela me viu. Compreende.
Com o Sacerdote. Viu que o matei. N�o pode permanecer viva.
Mazarin aconselhou-me usar Peyrac como exemplo.
A morte de Sua Emin�ncia. O deixa com as m�os livres.
Pelo contrario, Colbert. Impede-me ainda mais.
Mas pelo menos agora todos come�am a levar-me mais a s�rio.
O declaramos culpado de trai��o contra a Igreja e ao Rei.
De revoltoso, heresia, magia, feiti�aria e outras abomina��es.
Por tudo o prisioneiro ser� levado at� a pra�a de Gr�ve e queimado.
Vivo na fogueira at� que seu corpo e ossos se...
Tornem cinzas e sejam dispersadas ao vento.
O r�u gostaria de dizer algo?
Deseja expressar remorso ou arrependimento?
Sobre seus atos cometidos em sua vida no passado?
Por que deveria sentir arrependimento ou remorso?
Tornei realidade meus caprichos e desejos sem perder a liberdade.
Com sequer nenhum deles.
Fui mais livre em corpo e alma que a maioria de voc�s aqui.
Que est�o submetidos � autoridade e ao despotismo.
Vivi a minha vida com paix�o.
E s� a uma mulher responderei. Eu quero que voc� saiba.
Apesar de tornar-me cinzas.
Sempre continuarei a proteg�-la e aos nossos filhos.
Meu maior desesperado especialmente neste momento.
� por ter de deix�-la.
- Leve o acusado! - N�o. O veredicto � uma farsa!
- Exigimos justi�a! Pare! - Prendam-no imediatamente!
Sorbonne?
Sorbonne?
Corra!
Joffrey?
Nicolas. Espere!
Bem-vinda! Condessa. Ao meu reino.
- Como voc� adivinhou? - Seu sorriso.
J� n�o sorrio agora. Eu choro de raiva.
Por voc� eu tornei-me um ladr�o, mendigo e assassino.
Seu pai n�o cumpriu a promessa. Enviou homens para me perseguirem.
Eu matei dois.
Mas voc�... Eu sabia que a encontraria.
Apenas vigiei a casa do advogado.
Sabia que em algum momento voc� apareceria.
- Ent�o seria minha. - N�o Nicolas. Eu amo Joffrey.
- Ele n�o durar� muito tempo. - Salve-o.
- Por que o salvaria? Por qu�? - Ent�o eu o farei sem voc�.
Reunir� um ex�rcito?
Em algum lugar no castelo.
O Conde de Peyrac escondeu um tesouro.
S� eu sei onde se encontra.
Ajude-me a libert�-lo e o tesouro ser� de voc�s.
Primeiro nos mostre o brilho do ouro. Linda.
N�o. Ajude-me primeiro a libertar Peyrac.
Quando ele estiver seguro. Os encontrarei e lhes darei o ouro.
Joffrey! Est� livre.
Adiantaram a execu��o est� na Pra�a de Gr�ve.
Morra! Morra! Morra! Morra!
Morra! Morra! Morra! Morra!
Morra! Morra! Morra! Morra!
N�o!
N�o!
Devemos fugir senhora. Se n�o escaparmos n�s seremos mortos!
Mova-se! Mova-se!
Senhora. N�s sobreviveremos se nos separarmos!
Cuidarei deles. Escuta-me! Nunca a esquecerei.
Foi uma honra servi-la. V�! Que Deus a proteja.
Voc� deve viver. Senhora.
Viva. V�.
Por l�, Sorbonne! Por l�!
Voc� v� por este lado. V� por l�. V�.
Eu n�o o machucarei. Advogado. Diga-me onde est� e poder� ir.
V�. Sorbonne ataque!
Ataque!
Por l�!
Sei que est� por aqui!
Depressa!
Morreu de frio, e os peixes fizeram o resto.
Sim. Reconhe�o a Condessa de Peyrac. Srta. Sanc�.
Tamb�m reconhe�o Ang�lique de Sanc�. Que descanse em paz.
Bem-vindo junto a n�s.
Voc� estar� salvo agora.
Ela tamb�m em seguran�a.
Finalmente voc� acordou.
Eu pensei que fosse perd�-la.
Esteve em coma por v�rios dias.
Por que voc� n�o deixou que eu me afogasse? Nicolas.
Por que n�o me deixou morrer?
Por que voc� j� est� morta.
Uma indigente tomou o seu lugar. Ningu�m notou nada.
Condessa ou mendiga. N�o h� diferen�a na morte.
O que est� dizendo?
Ang�lique de Sanc�, Condessa de Peyrac.
Afogada no rio Sena, agora est� morta.
Ofere�o-lhe uma nova vida. Foi expulsa...
Por sua casta. Farei de voc� a rainha do meu reino.
Rainha dos mendigos, ladr�es e dos inv�lidos.
A Rainha do submundo onde n�s vivemos na pobreza e vingan�a.
Voc� ser� a Marquesa.
A Marquesa dos anjos. Aprender� a viver novamente.
Eu a ensinarei a roubar e matar. A mendigar e disfar�ar-se.
Aprender� a fazer milagres e se transformar.
Ser� linda e atraente, ou uma velha corcunda e desdentada.
Aqui na Corte dos Milagres. Aprender� a sobreviver no mundo.
Eu s� quero morrer, Nicolas.
Se for isto que voc� quer.
Est� bem!
V� em frente. A adaga est� afiada.
V� se juntar ao seu Peyrac.
Fa�a!
Seus filhos n�o foram para o castelo.
Eles est�o com a minha irm�.
Ela e o marido s�o exilados na prov�ncia.
Eles deixaram as crian�as com uma baba que nunca...
Pagaram. Eles est�o em Paris as babas que n�o cobram...
Abandonam as crian�as ou as vendem.
Voc� mente!
Rua Arcanjo Olive n� 5. V� ver por si mesma.
Vamos crian�as!
Se n�o trabalham, n�o comem!
Florimont, levante-se!
Obede�a. R�pido! V�!
- Mam�e? - Meus filhos.
- Mam�e. - Meus filhos.
- Vamos meus filhos. - Que pensa est� fazendo?
- Gaspard. Ela pegou as crian�as! - Se os querem tem de pagar!
Pagar� tudo o que nos deve ou chamarei a...
Assassina! Assassina!
Socorro! Assassina!
Deixem nos passar!
- Viva o Rei da Fran�a! - Viva! Louis XIV!
� Dieudonn� de Bourbon, Louis XIV, o Rei da Fran�a.
O assassino de seu pai.
Juro que recuperarei meu t�tulo, o meu poder e minha riqueza.
Para restaurar o nome de Peyrac.
Mesmo que digam que estou morto, veja meu cad�ver, n�o acredite.
Eu sou muito dif�cil de matar.
FIM DA PRIMEIRA PARTE
ANG�LIQUE Tradu��o. Revis�o. Sincroniza��o by Angel
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