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O EX�RCITO SECRETO
S�rie 1 - Cap�tulo 11 UMA QUEST�O DE LEALDADE ( A Question of Loyalty )
Desculpe, algu�m da intelig�ncia do ex�rcito veio investigar o acidente.
Eles buscam a instala��o t�cnica.
Gestapo, deixe-nos passar.
- Kessler. Voc� sabia que eu viria. - Eles est�o aqui.
- Traga uma lanterna. - Apenas tr�s corpos podem ser identificados.
O avi�o explodiu na queda.
Outro corpo est� irreconhec�vel, queimado.
Isso � tudo o que resta o artilheiro da cauda. Eu sinto muito...
- � culpa sua, Oberleutnant? - N�o, Sr.
� culpa sua que o avi�o pousou neste campo?
- N�o, Senhor. - Ent�o n�o pe�a desculpas.
Voc� pode me dar uma garantia de que todos os membros da tripula��o foram mortos?
Definitivamente. Todos os cinco membros da tripula��o.
Vamos l�, cara.
Esses tr�s. Sabe suas posi��es no avi�o?
O piloto e o artilheiro e talvez o navegador. Imposs�vel ter certeza,
Todos os tr�s est�o gravemente queimados.
Mostre-me o primeiro.
Este foi o piloto. Um Sargento-piloto.
O nome dele? Cada segundo conta, Oberleutnant. Os nomes e n�meros!
- 129477. Allardyce, J.J. - O pr�ximo?
Bombardeiro. Tamb�m um Sargento.
1449811. Clifton M.G.
Morris Clifton. Havia manchas de uma carta no bolso.
N�s levamos isso. D�-me suas fotos.
Sua placas de identifica��o. D�-lhes a mim.
- Isso � tudo, senhor? - Sim.
- N�o, deixe-me ver o �ltimo. - Achamos que ele � o navegador.
N�o h� nada em seu uniforme. Ele est� totalmente carbonizado.
Mostre-me, Oberleutnant.
Olhe para ele, Oberleutnant.
� a face do inimigo. A cara da derrota.
A face da morte.
N�o � isso que todos n�s queremos ver?
Boa noite, Stefan. Boa noite, cabo Kohler.
Me avise quando voc� voltar no ano que vem no seu anivers�rio novamente.
O que tenho de fazer para fecharmos.
Sarah, voc� sabe que horas s�o?
Ele � casado, Monique. Eu descobri.
No come�o eu n�o acreditava, mas agora admitiu.
Ele tem uma mulher em Leipzig e uma filha.
Todos eles t�m uma mulher. Em Leipzig, Berlim, Col�nia, Dresden...
Aqueles que n�o t�m esposa, tem uma vi�va.
� a guerra.
N�o chore. N�o esta noite.
Foi um longo dia. Estamos fechando.
Boa noite, Monique.
Esque�a sua esposa. Leipzig � longe daqui.
Onde? Perto de Roeselare?
A carga toda quebrada? Nada para fazer, certo?
Avise-me quando esperar a pr�xima entrega.
H� novamente um Wellington abatido. N�o h� sobreviventes.
Cinco vi�vas. Em Manchester? Birmingham? Oxford?
O que voc� est� falando?
Sarah descobriu que seu Sargento tem uma mulher em Leipzig.
- O que tem isso a ver comigo? - Nada.
Mas ela achou que valia a pena ficar b�bada.
Leipzig. Sua esposa est� aqui. Ela mora em cima da minha cabe�a.
�s vezes eu acho que ela est� na minha cabe�a.
- De novo! - N�o. N�o esta noite, Albert.
Ela tomou um comprimido para dormir. Est� em sono profundo.
N�o vamos arrastar l� esta noite.
- Por que n�o? - Estou cansada.
De repente, eu acho que isso n�o � suficiente para ela s�bria l� em cima..
Eu gostaria que ela n�o estivesse dormindo, mas morta. Eu quero dizer isso.
Desejo que sua esposa estivesse morta.
Eu estou indo para casa.
Mas vamos levantar a ta�a. Eu vou fazer isso amanh�.
- Onde voc� cresceu? - Meu pai tinha uma loja em Chiswick.
L� eu tive o ensino prim�rio e m�dio.
E depois para Cambridge ou Oxford?
Para Escola Polit�cnica.
Queria ser arquiteto. Quando a guerra estourou, eu estava mudando de grau.
Royal Institute of Chartered Surveyors.
- Por que voc� se juntou � RAF? - Eu segui um Sargento treinador.
Ser� hoje � noite. A situa��o est� perfeita.
Ningu�m sobreviveu, e nenhum outro avi�o brit�nico foi derrubado.
Excelente.
E como est� Understurmf�hrer Stoller no interrogamento?
Perfeito. Eu n�o pude peg�-lo em nenhum erro.
Ele disse a verdade sobre seu passado. Certo?
Sim senhor. Al�m da loja que pertencia ao meu tio.
Meus pais foram mortos em um acidente de trem em D�sseldorf.
Fui criado por minha tia. Ela era casada com um brit�nico.
Eu voltei ao Reich em 1938.
Estas s�o suas. Memorize o nome e o n�mero antes de colocar.
1449811.
- 1449811. - E o nome?
- Clifton, M. O que o M significa? - Morris.
- E o n�mero? - 1449811, Sargento Morris Clifton.
Aconte�a o que acontecer est� sozinho.
Voc� n�o entra em contato conosco, n�s faremos contato.
- N�s j� falamos sobre isso. - S� mais uma vez.
Voc� se tornou um membro da RAF, em todos os sentidos.
Deve tentar voltar � Inglaterra. Esse � o seu trabalho.
Mova-se durante a noite. Durante o dia permane�a escondido.
Certifique-se de que as nossas tropas n�o o localizem.
Voc� n�o deve reagir a nossas tropas, mesmo se eles atirarem em voc�,
fa�a tudo o que disserem.
Deixe que o enviem via linha da Espanha ou Su��a.
Somente quando souber exatamente como funciona a linha de fuga,
- entre em contato comigo. Entendido? - Claro, Sr.
- Qual dist�ncia estamos do avi�o? - Cerca de meio quil�metro.
Cerca de uma hora come�a a clarear. At� ent�o voc� continua se movendo.
Boa sorte. � um jogo arriscado, mas voc� � forte o suficiente.
Pode apostar.
S� mais uma coisa. Pode me dar a pasta que est� no banco de tr�s?
Ernst... � para o seu pr�prio bem.
Eles v�o acreditar facilmente se voc� estiver ferido. Voc� entendeu?
�timo.
Eu estou orgulhoso de voc�, understurmf�hrer Soller.
Ajude-me a enrolar a linha e a SS vai ter orgulho de voc�.
Voc� est� pronto?
Voc� veio de l�. Agora voc� pega esse caminho.
Heil Hitler!
Que tempo ruim.
Hoje, eu n�o vou longe isso eu posso te dizer.
N�o, n�o muito longe. Apenas uma centena de vezes para cima e para baixo pelas escadas.
Quem � voc�? O que voc� est� fazendo aqui?
Ajude-me, por favor.
Ingl�s... RAF... Wellington... Tiro...
Eu juro. Foi anteontem � noite.
Nenhum avi�o foi abatido nesse dia.
Claro que sim, uma Wellington. Eu sou o Sargento Clifton, 1449811.
N�o pode verificar? Fomos derrubados anteontem.
- Onde? - Eu n�o sei exatamente.
Eu caminhei ao longo da linha f�rrea. Sudoeste daqui?
O �nico avi�o que caiu foi a 24 quil�metros daqui.
Foi um Wellington?
Voc� pode perguntar � resist�ncia em Bruxelas?
Eles est�o vindo. Espero que voc� n�o esteja mentindo.
� verdade! Esse era o meu avi�o.
- N�o houve sobreviventes. - S� eu ent�o.
Se quebrou ao meio. A fuselagem estava em chamas.
Eu sa� com um bra�o quebrado.
Os alem�es retiraram os corpos! Quando eles desapareceram, comecei a mover.
Com um bra�o quebrado, voc� n�o consegue dar uma longa caminhada.
Olhe para os meus p�s. As bolhas n�o mentem.
Voc� n�o deveria certificar-se de seu bra�o em primeiro lugar?
- Monique? N�o seria Al... - Algo interveio.
- Qual � o problema? - N�o acreditamos na sua hist�ria realmente.
Eu sou Sargento da RAF Clifton. 1449811.
Eu ca� anteontem num Wellington.
- E o resto da tripula��o? - O avi�o quebrou no meio.
O casco ficou em chamas.
Eu pulei e quebrei o meu bra�o. Os outros n�o tiveram nenhuma chance.
Seu bra�o est� quebrado.
Ele afirma que veio de Roeselare. Em uma noite.
Eu cruzei a linha ferrovi�ria. Andei a noite toda.
- � poss�vel. - � verdade.
Primeiro, devemos cuidar de seu bra�o.
Voc� vai a um estabelecimento de confian�a.
Henri, voc� pode cuidar das roupas? Ele n�o pode ir a Bruxelas assim.
- Sua hist�ria n�o me convence. - Continuar a discuss�o � in�til.
Dr. Keldermans tem de olhar o seu bra�o urgentemente.
Se ele est� mentindo, podemos cuidar dele l� em Bruxelas.
N�o houve sobreviventes do acidente em Roeselare.
Podemos verificar corretamente quando o tivermos em lugar seguro da rede.
Isso est� ruim? Eu sou um soldado. Eu quero saber a verdade.
Eu ainda n�o perdi nenhum paciente no espeto, General.
Voc� estar� seguro aqui hoje � noite.
Esta � uma propriedade de confian�a? Voc� usa-o com frequ�ncia?
Tinha alem�es na frente da outra casa.
Este apartamento tem uma moradora. Vamos tirar voc� daqui, talvez amanh�.
- O m�dico vai olhar o seu bra�o. - Obrigado, voc� � uma menina boa.
- O qu�? - Sabe, o ponto? Perfeitamente bem.
Vou embora. N�o abra e fique longe das janelas.
- Quer que tire os sapatos? - Posso fazer.
S� de meias. Essa � a regra.
N�o corra, a menos que voc� realmente precise.
- Descanse, o quanto puder. - Eu entendi.
Quando eu vou para a casa? � por Bruxelas?
- Existem homens da RAF? - Sem perguntas, Sargento.
Desculpe, eu adoraria conhec�-los.
Eu estarei de volta esta tarde. Eu ou algu�m.
Monique, voc� � casada?
Essa � uma pergunta. Quanto menos soubermos uns dos outros � melhor.
Espero que voc� venha esta tarde.
O apartamento � de Simone Sterne. Uma amiga. Ela foi recentemente deportada.
Havia um carro alem�o na frente da casa do Dr. Keldermans.
Um General alem�o com lombalgia, apenas.
- Dr. Keldermans pode ir v�-lo? - Sim. Voc� pode deix�-lo entrar?
Que trabalheira.
N�o faz isso no hospital.
Eu sentei l� �s oito horas da manh�.
Voc� conheceu ele?
- E a outra coisa? - H� um problema.
- Ele n�o p�de ir ao Dr. Keldermans. - E esse Doutor novo, o que falou?
O que ele poderia dizer? Ele s� viu os raios-X.
Ele perguntou se voc� poderia vir. De qualquer forma, ele tem ju�zo.
Ele disse que havia uma chance, isso � tudo.
Qu�o grande � essa chance? Claro que ele lhe disse.
Cinq�enta por cento de chance. Talvez menos.
- Onde est� o Sargento? - Com uma amiga da Monique.
Simone Sterne. Quanto tempo para uma cama dispon�vel?
- Existe uma lista de espera? - Ela n�o ser� operada.
As chances s�o muito pequenas.
Embora haja uma chance em um milh�o n�o vale a pena tentar?
Se isso falhar, fica pior do que agora.
Como pior? Ela est� l�, m�s ap�s m�s, ano ap�s ano.
Ela exige tudo e n�o d� nada. Como pode ficar pior?
- � a sua decis�o e sua vida. - Minha vida definha.
- Eu tenho uma vida, como Andr�es. - Ela n�o tem escolha, voc� tem.
Ele decide se ela ser� operado. N�o eu, nem voc�.
Nada, Albert. Apenas nada.
Pensei que poderia lidar com essa situa��o, mas eu n�o tenho paci�ncia n�o.
Assim n�o � poss�vel n�o por mais tempo. Desculpa. Eu n�o posso n�o.
Diga ao Dr. Keldermans que eu vou l� esta tarde.
Eu tenho que sair um pouco. �s vezes eu fico sufocada aqui.
O que devo fazer? Vai de mal a pior.
Voc� precisa de paci�ncia. Com ambas, sen�o...
Sou um homem paciente.
Monique n�o tem paci�ncia. Eu n�o a culpo.
Mas eu n�o posso ajud�-la.
- Ela deu comida a Andr�e? - Eu n�o sei. Ela n�o disse nada.
Ele n�o precisa disso agora. Ele fica s�brio em poucas horas.
Vou deixar ferver, at� ele acordar.
- Est� tudo bem com o seu bra�o? - Eu fiz o que pude.
Deveria ter sido feito h� v�rios dias. � uma fratura horr�vel.
Ele pulou para fora do avi�o quando caiu.
A julgar pelas contus�es isso � improv�vel.
Mas por que n�o devemos acreditar?
O chefe da esta��o duvidou da sua hist�ria.
Ningu�m teria sobrevivido ao acidente.
- O que Albert acha? - Eu n�o falei com ele.
Ele ficou sentado durante toda a manh� no hospital.
Pergunte a Alain se contatou Londres.
- Tenho que ir. Voc� pode ficar? - Sim, um pouco mais.
Isso parece sensato.
� apenas o seu bra�o? Ele n�o est� em perigo?
Eu n�o pensei somente nele, mas na seguran�a de todos n�s.
- Voc� queria me ver, Major? - Sim. Venha.
- H� not�cias de Stoller? - � cedo demais. Pelo menos 14 dias.
- Ele foi pego pela Resist�ncia? - Espero que sim.
- Talvez voc� devesse esperar outra rede. - Desculpe-me?
Tenho pesquisado o Wellington.
Provavelmente, havia seis homens a bordo.
Normalmente s�o cinco afinal? Voc� encontrou cinco corpos.
O piloto, artilheiro da cauda e tr�s na barriga.
Toda a tripula��o, ent�o.
Havia seis capacetes de v�o.
Seis capacetes e cinco corpos.
Encontramos os restos de seis p�ra-quedas.
� quase certo que eles estavam levando um passageiro.
E ele sobreviveu ao acidente.
O que a resist�ncia vai fazer com Stoller quando encontrar o verdadeiro sobrevivente?
A �rea deve ser imediatamente vasculhada.
- Florence Nightingale. - Voc� precisa dormir.
- O que voc� disse? - Nightingale. A senhora com a l�mpada.
Eles n�o me chamam assim.
- Fome? - Eu poderia comer um omelete de Bacon.
- Vegetais? - Sopa de legumes.
- Como est� o seu bra�o? - Est� bem.
Eu farei 15 flex�es em breve. Qual � o nome do m�dico?
Para voc� ele n�o tem nome.
Como voc� quebrou o bra�o?
Fui jogado contra a longarina da asa durante o pouso for�ado. Foi um inferno de estrondo.
Voc� toma ou devo dar-lhe?
- Ningu�m faz isso desde que eu tinha cinco anos. - Tome.
Minha m�e. Eu deitado na cama com caxumba.
- De onde voc� �? - Cheswick. J� ouviu falar?
- O que voc� fazia antes da guerra? - Estudei arquitetura.
Eu era artilheiro. Eu n�o constru�a, destru�a.
E voc�? O que voc� faz?
Quando voc� n�o cuida dos necessitados?
N�s conversamos sobre isso. Fora desta sala eu n�o existo.
- Posso adivinhar? Seu nome � Monique... - Mais n�o � para voc� saber.
- Quantos anos voc� tem? 23? - Eu tenho 27 anos.
- Eu sei que voc� n�o � casada. �? - N�o sou?
- Voc� tem algu�m. Um namorado. - Sim.
� s�rio? Voc� vai se casar?
N�o � t�o s�rio. Voc� n�o se casar� com ele!
N�o deveria? Acha que n�o?
Ele n�o pode? Ele n�o quer?
Ele � louco. Um verdadeiro ingl�s tem uma pequena chance?
Enquanto h� vida, h� esperan�a.
Por que ele n�o se casou com voc�? Ser� que ele tem uma esposa?
Toma sua sopa.
- Coma. - Um pouco.
Isso � um come�o. Gra�as a Deus.
Bom arremesso. Bom tiro.
Bem feito. Continue.
Onde voc� estava?
- Esperei por voc� h� muito tempo. - Minha tia ainda est� im�vel.
- Eu estava preocupado. - Por qu�? Acha que eu deixaria os pratos?
Eu n�o busquei a bandeja de Andr�es. Voc� segura dez segundos?
Eu n�o tenho nenhuma cura milagrosa, General. � um processo lento.
Eu conhe�o um bom osteopata em Bruxelas.
Eu fui a um osteopata em Vars�via, em 1939. Foi horr�vel.
Eu sofri de dor. Eu quero ficar com voc�.
Como quiser.
- Vejo voc� amanh�, doutor. - Boa tarde, General.
O Sargento com o bra�o quebrado deve ficar onde est�.
Alain recebeu uma resposta de Londres.
Houve um bombardeiro com os n�meros do avi�o que caiu perto de Roeselare.
- N�o houve sobreviventes ainda? - Isto tamb�m foi esclarecido.
Aparentemente, tinha um a mais quando caiu. Um piloto que aprendia.
Havia seis homens a bordo e n�o cinco.
Voc� acha ent�o que ele n�o � um infiltrado?
- Razoavelmente certo. - Monique vai ficar feliz.
- Monique? - Ela gosta dele, por�m, ao que parece.
Ele parecia sincero para mim.
N�o podemos ter certeza at� que tenhamos verificado com Londres, e isso pode levar tempo.
Poderemos, provavelmente, reduzir o monitoramento.
Se havia seis homens a bordo e a Luftwaffe encontrou cinco corpos...
Se ele n�o � o sexto, onde ele est�?
Eric.
- Seu caf�. - Obrigado. Chegue mais perto.
- Por favor... - N�o. E eu tenho que ir.
- Onde? - Casa, claro.
Onde � a sua casa?
Ontem eu me perguntava se voc� vivia sozinha, Monique
ou com o homem que n�o se casa com voc�.
Ele vive com sua esposa e se encontra voc� secretamente?
- N�o � da sua conta, Sargento. - Maurice.
- Quem � ele? Alfonse? - � Albert.
Qual � a gra�a? Ele � apenas um homem.
Voc� � um garoto, mais jovem do que eu.
N�o v� v�-lo. Fica comigo esta tarde.
Voc� n�o entende, n�o �?
Para que voc� acha que eu volto?
Para seu amante, Albert. Um homem que tem uma esposa.
Fica comigo esta tarde.
N�s n�o vivemos em compartimentos. Voc� est� aqui, eu estou l�.
Voc� n�o sabe nada da vida.
Aquele homem por acaso tem a uma mulher. Ela vive separadamente em outro quarto.
H� Albert e sua esposa. Vivemos os tr�s sob o mesmo teto.
Ela � deficiente e acamada.
Albert dorme no quarto ao lado dela.
�s vezes quando ele faz amor comigo, Eu a ou�o no quarto ao nosso lado.
N�o sempre, porque normalmente ela dorme.
Mas mesmo dormindo ou acordada, ela est� l�.
Eu prendo a respira��o e tento n�o fazer nenhum som.
�s vezes eu fico l� e sinto pena dela.
Mas, normalmente, � �dio. Ela n�o tem o direito de estar na minha cabe�a.
Todos partilhamos um compartimento.
Voc� tem idade para usar um uniforme, mas n�o o suficiente para entender.
Minha vida n�o � f�cil, � complicado e feio.
E eu n�o quero voltar!
N�o esta tarde. Mas eu preciso.
Eu perten�o l�.
- Est� tudo bem? - Eles n�o podem fazer nada.
- Sinto muito, Monique. - Por qu�?
- Por ser t�o desajeitado. - Voc� n�o estava desajeitado.
- N�o pode ajudar porque o bra�o est� parado. - Fiquei desajeitado?
- Deixe-o, Monique. - Quem?
Albert.
- Porque fizemos sexo? - N�o para mim.
Eu estou te pedindo. Afaste-se de Bruxelas.
- Eu trabalho em Bruxelas. - Quanto tempo?
At� que eles te mandem para um campo ou fuzilem?
- Os Alem�es explodir�o a rede em algum momento. - Talvez sim, talvez n�o.
V� embora, antes que seja tarde demais. Voc� j� fez o suficiente.
Se me enviarem pela linha, voc� pode fugir.
A guerra n�o termina porque voc� escapou.
Mesmo se voc� conhecer um pelot�o de fuzilamento.
Voc� morre, mas a guerra continua. N�o. V� para a Espanha.
Voc� est� t�o preocupado comigo porque n�s fomos para a cama juntos?
- Voc� vai logo me esquecer. - E voc�, vai me esquecer?
Claro. Esta noite n�o � importante. Por isso, foi bom para n�s.
Eu sou insignificante para voc� e voc� para mim.
Eu estou feliz que estou aqui. Neste momento.
Amanh� vou te esquecer. E voc� tamb�m deve aceitar.
Tem certeza?
Sim, amanh� eu sou importante para Albert.
- Onde voc� estava? - Voc� sabe.
- Todo esse tempo? - Sim.
Lisa queria que eu ficasse com ele at� que algu�m viesse.
- Voc� est� mentindo, Monique. - N�o me chame de mentirosa.
- O que voc� fez? - Isso n�o lhe diz respeito.
Enquanto voc� tem uma mulher, eu fa�o o que eu quero.
- Com o Sargento da RAF? - Sim, se voc� quiser pensar.
- Voc� foi para a cama com ele. - Se eu fui?
Pense no que voc� quiser.
Lisa disse-me para ficar. V� perguntar a ela.
- Isso n�o � necess�rio. - Fico feliz.
- Ela est� aqui. - Onde?
L�, com o Dr. Keldermans. Eles esperam quase uma hora por voc�.
Espero que o seu desempenho na cama tenha valido a pena.
- Ele � um oficial da SS. - � imposs�vel.
- Um agente infiltrado. - Eu n�o acredito em voc�.
Voc� n�o tem que acreditar em mim. Pergunte a Lisa.
Albert j� contou?
Deve ser engano. Ele � Sargento da RAF, um Brit�nico.
Ele est� mentindo. Ele n�o estava no avi�o.
Encontramos o sexto homem. Alec Lamb. Um piloto aluno.
- Ele est� mentindo, Monique. - Ele n�o pode. Ele est� morto.
- Encontraram seu corpo. - Ele morreu de pneumonia.
Ele foi alimentado, barbeado, cuidado...
Quem o encontrou, n�o sabia como entrar em contato conosco.
- Eles foram presos com um cad�ver. - Ele � agente infiltrado. Morris...
O Sargento brit�nico teve um bra�o quebrado.
Assim fizeram os alem�es, para nos enganar.
- Quem faria uma coisa dessas? - Eles mesmos.
- Eu n�o penso assim. - � a verdade.
Londres disse o artilheiro, Sargento Clifton...
- � ele! Morris Clifton. - N�o.
Ele estudou para arquitetura e veio de Chiswick.
O Clifton verdadeiro veio de Newcastle e era oficial.
- Onde est� Alain? - Ele vigia o ingl�s.
Ele estava preocupado, porque voc� ficou tanto tempo l�.
Ent�o ele viu voc� sair. Voc� contou alguma coisa?
- Voc� tem certeza? - Sim.
Nada de importante.
- Ele n�o disse nada? - Voc� n�o suspeitou de nada?
N�o dissemos nada importante.
N�o que isso fosse fazer tanta diferen�a.
N�o h� telefone, e se ele tentar sair, Alain cuida dele.
- Quando voc� vai mat�-lo? - O mais rapidamente poss�vel.
- Quem? - Preciso de sua ajuda.
O que posso fazer?
Ele conhece s� voc� e Pascal. Voc� o conhece melhor.
- Ele confia em voc�? Certo? - Tenho certeza.
Se voc� disser que ir� pela linha de amanh�, ele confiar� em voc�?
Ele certamente iria com voc� para o pr�ximo contato?
Sim.
Amanh� de manh�.
N�s n�o vamos al�m daqui por seguran�a.
- Foi aqui que eu te encontrei. - Eu lembro ainda.
- Eu espero aqui? - L� dentro tem algu�m esperando voc�.
- Voc� n�o vem? - Guias nunca se encontram. Seguran�a.
- � uma regra de seguran�a. - �. Ent�o isso � um adeus...
- e n�o "vejo voc� mais tarde"? - Vai r�pido, � perigoso esperar.
Obrigado por ontem. Pena o gesso.
- Melhor sorte na pr�xima vez. - Sim, melhor sorte na pr�xima vez.
Que desperd�cio.
Sem os c�es, n�o encontramos o corpo ainda.
Eu conhe�o Stoller desde quando ele se juntou � SS.
Ele ganhou duas medalhas esportivas em apenas tr�s meses. Um recorde.
Ele serviu em Sudetas, quando tinha 18 anos e foi em Liebenstein.
Ernst tamb�m fazia parte do a SS Panzer Division Totenkopf.
Foi condecorado duas vezes.
Quase uma vida de servi�o em apenas 21 anos de idade.
Esta � uma decora��o?
� uma marca familiar para SS.
S� deve ser usado por parentes de oficiais da SS.
- Stoller era �rf�o. - Correto.
Eu queria mand�-lo atrav�s da Espanha para seu tio e tia, na Inglaterra.
� inconceb�vel um comerciante Ingl�s usando um crach� SS?
N�o, � verdade.
Na Inglaterra, eles saber�o que Ernst Stoller morreu
de uma maneira que ele teria escolhido a si mesmo,
a servi�o da p�tria.
� para l� em cima?
- Vou levar. - Deixa.
Obrigado.
- O que foi? Eu esqueci alguma coisa? - N�o.
Eu s� queria saber se voc� tem alguma inten��o de me olhar nos olhos novamente.
Mas � claro.
- Temos que viver juntos. - N�s tr�s.
- FIM - S�rie 1 - Cap�tulo 11 UMA QUEST�O DE LEALDADE ( A Question of Loyalty )
Iwanaga, S�vio
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