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MISS�O AUDACIOSA Tradu��o: Cjamango
Hei, Grito de Guerra, diz ao tenente que tamb�m quero comer.
Podia morrer � fome que eles n�o se importavam.
H� seis meses que venho aqui
e esse �ndio ainda n�o me compreende.
Para tr�s, Monty.
Daqui da Esta��o dos Fenniman,
avan�amos para a Esta��o de Alston onde chegaremos esta noite.
Partindo logo de manh�, n�o teremos de for�ar muito
at� nos reunirmos com a companhia do Capit�o Poole, aqui em Dry Creek.
De l�, ele escoltar-nos-� at� ao Oregon e ser�o apenas dois dias de viagem
at� Forte Klamath e ao seu novo lar, Miss Drury.
Acho que nunca conseguiria criar um lar neste territ�rio selvagem.
Depois da minha irm� estar instalada, pretendo continuar em S�o Francisco.
Sei que n�o a acharei t�o civilizada como a nossa antiga casa,
mas podemos...
Bem, pensava que ias levar o dia todo para ir buscar essa �gua.
Agora, vai buscar lenha.
Soldado l� fora quer comida.
- Burch! Vai render o Vogel. - Ainda n�o terminei, Tenente.
J� terminaste. Agora, vai render o Vogel.
Vai.
Sim, senhor.
Caf�?
Preferia ch�, se n�o se importa.
Elwood. Ainda temos ch� do ano passado?
Ch�?
Deixe l�, eu tomo o caf�.
Mais cedo ou mais tarde, terei de me habituar a ele.
- E a senhora? - Sim. Obrigada.
Obrigado.
A sonhar acordada?
Sim, acho que estava, Tenente Weeks.
A Beth ter� tempo suficiente para isso depois de casar.
Se conhe�o o Capit�o Poole, n�o.
O que... O que quero dizer, bem...
- Deste de beber aos cavalos, soldado? - Sim.
Soldado.
Qual � a forma correcta de se dirigir a um oficial?
Dei de beber aos cavalos, senhor.
Senta-te e come, Vogel, enquanto podes.
- Mais um cliente para ti, Kate. - Estou t�o pronta como ele.
A guerra terminou h� mais de tr�s meses. � isto que acontece � disciplina.
S� gentalha.
Suponho que precisamos deles para manter os �ndios na linha.
Ainda assim, parece-me uma pena que homens como o senhor,
oficiais, tenham de se associar a homens como aquele.
Calma, rapaz. Come.
Ellwood est� a preparar os almo�os. Estar�o prontos num minuto.
Obrigado, Kate.
Disseram-nos em Salt Lake que podemos ter alguns problemas na travessia.
N�o com uma escolta, Miss Drury.
Os �ndios sabem que n�o devem brincar com uma caravana do ex�rcito.
Ouvimos rumores de combates.
Talvez um viajante casual ou uma caravana sem escolta. Nada a s�rio.
Presentemente temos um tratado com o conselho dos Modoc.
N�o violamos o territ�rio deles na zona de Lost River.
Todavia, h� alguns renegados na regi�o de Lava Bed.
�s vezes afastam-se e atacam por sua conta.
Essa zona diab�lica � quase imposs�vel de vigiar com os homens que temos.
Ouve o Daniel Boone.
Nunca esteve � frente de um Modoc.
Sargento. Veja o que eu apanhei.
Macacos me mordam. � solta aqui no Nevada.
Esquece, Burch. A guerra acabou.
N�o me parece natural ver um rebelde andar por a� livre como o vento
e n�o fazer nada.
- Fecha a porta quando sa�res. - Continua a n�o parecer-me natural.
Entrem, amigos. Sentem-se aqui e estejam � vontade.
Ent�o, � um daqueles rebeldes confederados?
Sou Kate Fenniman, prazer em conhec�-lo.
Chamo-me Ben Lassiter. Esta � a minha filha, Abbey.
Ol�, querida. Elwood, olha.
Temos aqui um verdadeiro rebelde
Espero que n�o leve a mal.
Eu e o Elwood nunca vimos um rebelde, aqui ou noutro lado.
- Como chegaram aqui? - N�o fa�as tantas perguntas.
- Quantos anos tens, querida? - Dez anos.
N�o vai fazer nada?
N�o posso fazer nada, Miss Drury. Como disse o sargento, a guerra acabou.
Sem mais nem menos. A guerra acabou.
Durante quatro anos estes traidores mataram e pilharam o nosso pa�s,
e depois, porque decidiram desistir, est� tudo bem.
Devemos perdoar e esquecer, � isto?
Na minha opini�o, deviam ser enforcados. Todos eles.
N�o faz mal, Sra. Fenniman.
Estamos orgulhosos por o ter aqui, rebelde,
e se precisar de alguma coisa, basta pedir.
Obrigado.
Aquela senhora est� a falar de n�s, pap�?
Que tal comermos alguma coisa?
- Tem alguma coisa quente? - Ora essa, claro.
Imagino o qu�o orgulhosa estaria
se algu�m que amasse tivesse morrido devido a homens como esse.
O mais curioso em gerir um lugar como este, rebelde,
� suportar uma variedade de criaturas desagrad�veis.
O gato come-te a l�ngua.
Eu espero na carruagem.
Com licen�a.
Doyle, leva imediatamente os almo�os para a carro�a.
Estamos de partida.
Sim, senhor. Vamos, ouviram o que o tenente disse.
Toca a mexer. Vemo-nos no m�s que vem, Kate.
Claro, Doyle. Comporta-te.
Boa sorte, rebelde.
Cuida desta menina. Esta regi�o � dura.
Obrigado, sargento. Mas ela � que cuida de mim.
Adeus.
- Bom homem. - O Doyle � boa pessoa.
Mas aquela mulher, h� algo de errado com ela.
Soube logo que lhe pus a vista em cima.
N�o temos o dia todo, Vogel. Preparado, Nelson?
Preparado e � espera, sargento.
- Qual � a demora, Doyle? - Nada, senhor.
Vamos!
- Estava bom, n�o estava? - Muito bom.
Experimente um destes. S�o �timos depois de uma refei��o.
De vez em quando fumo um, quando ningu�m est� a ver.
S� me restam quatro.
Obrigado.
Suave.
Tem de ser. Veio de S�o Francisco.
Ouve, como pensas estabelecer-te no Oregon, jovenzinha?
A irm� da minha m�e vive l�.
Ela � a �nica fam�lia que nos resta, desde que a minha m�e morreu.
- O pap� diz que vamos ser felizes l�. - Claro que v�o, querida.
As coisas est�o muito m�s no sul, suponho.
Dizem que tudo melhorar�, mas n�o vejo como.
- Vamos conseguir, n�o vamos? - Claro que vamos conseguir.
Achas que ela pode dar-me um banho?
Tem algum s�tio onde minha menina se possa esfregar um pouco?
Decerto que tenho. Vou esfreg�-la at� ela brilhar como uma moeda nova.
�ptimo. Talvez valhas alguma coisa depois.
Elwood, p�e �gua no fog�o.
Pap�!
Ainda penso que deveriam passar a noite aqui.
Dificilmente dormir�o numa cama daqui a at� ao Oregon.
Obrigado. Mas acho que poderemos percorrer 20 milhas antes de anoitecer.
Ouve, rebelde. queres levar um jarro de "Quem bateu no John"?
"Quem bateu no John"?
U�sque do Texas. Acabei de abrir um pote.
O u�sque do Texas � um pouco forte para mim.
N�o admira que a guerra tenho durado 4 anos. Os rebeldes s�o todos casmurros.
- Est�s pronta, Abbey? - Sim, pap�.
Adeus, Miss Fenniman.
Obrigada pelo banho. Deve durar at� Salem.
Que Deus vos acompanhe.
Cumprimentem o velho sovina do Alston por mim.
Adeus. Mais uma vez, obrigado.
Que se passa, Kate?
N�o se passa nada. N�o fa�as tantas perguntas.
Nunca entenderei as mulheres. Mulheres!
Pap�, porque � que algumas pessoas s�o t�o simp�ticas connosco
e outras, como aquela senhora, dizem coisas horr�veis?
Aquela senhora pensou que tinha um bom motivo para dizer aquilo.
Na opini�o dela, provavelmente sou um traidor.
Mas n�o lhe fizeste nada.
Directamente n�o, mas a guerra pode, e eu fiz parte dela.
Estive no lado que foi contra o povo dela.
Devia ter-lhe dito que eras um her�i.
Tens medalhas.
O teu problema, menina abelhuda, � seres preconceituosa.
N�o sou um her�i, Abbey. S� lutei pelo que achava correcto.
Travis, Aposto um m�s de pr� contra uma mula morta
que o Weeks nunca aparecer�.
N�o? Por que pensas isto?
Os �ndios continuam aqui. Est�o � espera e n�o � pela escolta.
Achas que o Capit�o Poole percebeu isso?
Talvez, mas ele � inexperiente
e este tipo de combate n�o vem nos livros.
Oxal� o tenente lhe diga como s�o as coisas na realidade.
Pensa que sofrer�amos muitas baixas se fug�ssemos daqui?
- De dia ou de noite? - Amanh�, logo de manh�.
Um ter�o dos homens, metade dos cavalos.
- E se for esta noite? - As nossas possibilidades melhorariam.
Os Modoc lutam � noite, mas � mais dif�cil atingirem-nos.
Sei o que est� a pensar, capit�o. � uma decis�o muito dif�cil de tomar.
Veja.
Uma rapariga muito bonita.
Sim, foi complicado convenc�-la a vir para c�.
Obrigou-me mesmo a deix�-la trazer a irm�.
- Ela � da sua terra natal, n�o �? - Sim. Ela � de Boston.
- N�o me importaria de l� estar l�. - Entendo-o.
Pap�, olha ali em cima.
Bem, acho que est� na hora de encontrarmos um s�tio para dormir.
Bem, querida, vamos dar uma olhadela nesse lugar.
Aquele fumo, s�o os �ndios?
Claro que n�o, preocupas-te demasiado. Deve ser algum arbusto a arder.
Desce de cima do Gus. Estende os teus cobertores.
Vou cobrir a entrada, assim eles n�o podem sair daqui.
Disseste as tuas ora��es?
Uma por ti...
... e uma pela mam�.
Deita-te.
N�o fa�as nenhum barulho.
- Pap�. - Sim, querida.
- O que foi isto, pap�? - Nada, abelhuda.
- Podemos ficar com o cavalo? - Penso que � melhor.
Pap�?
Vamos voltar para a casa da Sra. Fenniman? Foram t�o simp�ticos connosco.
Vamos para a Esta��o de Alston.
Vou tentar alcan�ar o Tenente Weeks,
e contar-lhe o que vimos.
A partir de agora, temos de manter os olhos bem abertos. Certo?
Temos de nos p�r a caminho. Assim n�o chegamos l�.
Provavelmente j� se foram embora... refiro-me aos �ndios.
Espero que sim.
Porque paramos, pap�?
A Esta��o de Alston.
Fica aqui. Vou dar uma olhadela de perto.
Acertaram-me na perna.
N�o me queria mexer at� ter a certeza de quem era.
Abbey!
Traz os cavalos.
Os outros?
Parece que est�o todos mortos. Ainda n�o verifiquei a casa.
Vogel e Burch sa�ram mais cedo para explorarem a zona.
Os restantes, est�vamos a preparar os cavalos quando cerca de oito nos atacaram.
Lembro-me do Tenente Weeks gritar para a senhoras
sobre uma cave debaixo da casa.
Onde � a entrada para a cave?
H� um al�ap�o no ch�o da cozinha.
Abbey, cuida dele e d�-lhe �gua.
J� volto.
Martha, est� algu�m l� em cima.
Conseguem ouvir-me a� em baixo?
Estamos c� em baixo. Tire-nos daqui.
Estou quase a�.
D�-me a m�o.
Obrigada.
Obrigado.
Como est� o teu doente?
N�o estamos melhor do que est�vamos.
Os outros homens partiram, porque � que o capit�o Poole n�o est� aqui?
Temos de usar alguma coisa para manter a perna im�vel.
S�o mais de 20 milhas at� ao acampamento do Capit�o Poole.
- N�o conseguir� arrastando-me atr�s. - Eu preocupo-me com isso.
Quanto tempo vamos esperar aqui? Aqueles selvagens podem voltar.
Vamos esperar aqui at� a perna dele estar tratada.
Devem estar com fome. H� comida no cavalo.
- Quem pode comer, depois disto? - Como queira, senhora.
Obrigada. Muito obrigada.
- Posso ajudar em alguma coisa? - Receio que n�o.
Acreditaria que s�o irm�s, acreditaria?
N�o podiam ser mais diferentes, mesmo que tentassem.
Ora, vejamos...
Abbey, vai buscar duas t�buas mais ou menos desde tamanho.
- Vou fazer uma tala. - Est� bem.
A Abbey � uma boa menina. Uma aut�ntica senhorita.
Sou Nelson Walker.
Tenho um contracto de transporte com o intendente de Forte Klamath.
O meu nome � Ben Lassiter.
Eu vi-lo na Esta��o dos Fenniman quando chegamos.
Ainda bem que n�o veio connosco.
O grupo que vos atacou, passou por n�s ontem � noite.
J� tinham estado na Esta��o dos Fenniman.
Um deles descobriu-nos. Ele tinha a lata dos charutos da Sra. Fenniman.
Que Deus os aben�oe. Eram boa gente.
Nunca se sabe o que far�o esses bandidos Modoc.
S�o odiados at� mesmo pelo pr�prio povo.
Quando atacam, dividem-se em grupos
e atacam dois ou tr�s s�tios ao mesmo tempo.
Depois juntam-se num lugar combinado e regressam para Lava Beds.
Isso requer muita organiza��o.
- Quem � o l�der deles? - Um jovem chamado Tago.
Foi batedor da Companhia B por uns tempos, o suficiente para aprender o que queria,
e depois fugiu com cerca de 18 ou 20 carabinas.
Mas nunca nos atacaram t�o longe.
- O capit�o Poole deteve-os, provavelmente. - Se eles n�o o apanharem primeiro.
Bastam poucos homens para o encurralar num destes desfiladeiros.
O Capit�o Poole s� tem oito soldados,
e homem por homem, estes �ndios s�o melhores neste g�nero de combate.
- Estas servem, pap�? - Perfeitamente.
Isto vai doer um pouco, mas...
Abbey, � melhor segurares-lhe a perna ali mesmo.
Isto. Agora, vamos tirar a bota. Quieto.
Olha para isto.
O meu melhor vestido... um farrapo sujo!
Devias estar feliz por voltares a v�-lo.
Que quer isso dizer?
S� n�o estamos mortos como os outros gra�as a Deus.
- E s� te queixas. - Tens algo mais a dizer?
Desculpa. N�o era isso que eu queria dizer.
- Mas tu... - Eu o qu�?
A �nica coisa entre n�s e o que esteja ali fora, � esse homem, Lassiter.
As nossas vidas est�o nas m�os dele, Martha. Ele tenta ajudar-nos.
N�o podes ser um pouco grata?
Esperas que eu fique grata a um homem como aqueles que mataram o Walter?
Esperas que eu esque�a isso?
Porque n�o deixas de te iludir?
Que queres dizer?
Nada. N�o � nada.
Perguntei o que queres dizer?
O Walter escreveu-me pouco antes de ser morto.
Ele conheceu uma rapariga em Nova Iorque quando esteve licen�a. Eles casaram.
Desculpa, esperava nunca ter de te contar.
�s uma mentirosa.
Ele n�o sabia como te contar, ent�o pediu-me para eu o fazer por ele.
- Mas n�o contaste. - N�o, n�o contei.
No dia que a carta chegou, o nome de Walter estava na lista das baixas.
Nunca me dei conta, mas tinhas ci�mes de n�s.
As tuas mentiras s�o in�teis, porque sei que ele me amava.
- Confort�vel? - Sim.
Est� bem assim?
Est�, Abbey. N�o quero rolar daqui para fora.
Estive a pensar...
H� uma caixa naquela carro�a com os ordenados do forte.
Este novo dinheiro em notas pouco interessa aos �ndios. Vale a pena confirmar.
Que est� ele a fazer? Porque n�o partimos?
O pap� est� � procura do dinheiro.
Tinha raz�o. Deixaram-no. Abbey, traz um saco da comida.
- Quanto tem a�? - N�o sei, abelhuda. Mas � bastante.
J� est�.
Ou�am, uma das senhoras monta o mulo, a outra o cavalo.
Abbey, ficas com o p�nei �ndio.
- E o senhor, Sr. Lassiter? - Vou a p�.
- Algum problema, senhora? - N�o lhe diz respeito.
Vamos esclarecer uma coisa.
Ou�a, temos um caminho longo e duro pela frente,
e n�o estou com vontade de tolerar temperamento desagrad�vel.
- Qual era o seu posto na Confedera��o? - Capit�o, na Brigada de Hood. Porqu�?
Curiosidade apenas.
Disseste-lhe das boas. Por que n�o lhe deste uns a�oites?
Abbey! Anda.
Est�s pronta? Vamos.
Esse solavanco magoou-lhe a perna?
N�o te preocupes comigo, menina. Estou bem.
Vamos passar por ali?
Sim. Estava a pensar o mesmo.
- Nelson, como est� a perna? - Est� bem.
�ptimo. Achas que conseguimos passar por ali?
A melhor maneira de passar � pelo caminho das carro�as.
Segue uma esp�cie de passagem natural atrav�s das rochas.
Se eu n�o estivesse preso aqui, podiam passar em qualquer lado.
Nem pensar. N�o te livras de n�s.
Al�m disso �s paciente da Abbey. Certo, Abbey?
Certo.
Bom, suponho que devo acatar as ordens da enfermeira.
Est� resolvido.
Irei atrav�s das rochas, o mais perto poss�vel da estrada.
Isso d�-nos tamb�m a oportunidade de descansarmos um pouco. Certo, enfermeira?
- Certo. - Certo.
Se fosse voc� a decidir, o que faria?
Primeiro, teria de pensar nos nossos homens.
- Acha que n�o pensei nisso? - N�o queria dizer isso, senhor.
Sabe, N�o creio que o Weeks e os outros estejam vivos.
Creio que tudo isto faz parte de um plano.
Acho que Tago estava a observar-nos quando nos separ�mos,
e enviou alguns homens para os deter.
Agora ele n�o tem homens suficientes com ele
para tentar um ataque aberto e parece n�o se importar.
Ele est� contente apenas por ficar ali e manter-nos encurralados aqui
at� receber refor�os.
Por isso, quanto mais esperarmos, mais duro ser�.
Lembre-se que temos dois feridos que n�o devem ser deslocados.
Eles esperam a sua oportunidade.
Consegue v�-los?
Sim. � o Tago.
Penso que se o eliminarmos, os outros desistem.
N�o sei.
�s vezes � mais seguro perseguir os Modocs, n�o apanh�-los.
A que dist�ncia dizes que ele estava?
Cerca de 350 metros. Podias atir�-lo uma pedra.
Mant�m-te atento. Vou apontar uns dois metros acima da cabe�a.
Espero que n�o o tenhas incomodado.
Ele est� a descansar, pap�.
� melhor descansares um pouco, querida.
Vou descansar, pap�. Mas estou preocupado com ele.
Ele n�o comeu nada, e est� a arder de febre.
Tens raz�o.
Vou buscar �gua.
- Sr. Lassiter. - Sim?
- Tenho uma sugest�o. - Sim. Qual, senhora?
Esse homem est�, obviamente, em grande sofrimento,
e desloc�-lo nessa coisa n�o ajuda nada.
Sim?
N�o seria melhor para todos n�s
deix�-lo o mais confort�vel poss�vel, depois pomo-nos a caminho
at� encontrarmos algu�m que possa vir busc�-lo?
Tenho a certeza que tem boa inten��o,
mas h� algumas coisas erradas na sua sugest�o.
N�o sabemos o que nos espera,
e mesmo que soub�ssemos, levaria alguns dias para o vir buscar.
Tem mais algumas sugest�es?
Independentemente disso, no seu estado, est� a abrandar-nos
colocando-nos todos em perigo, s� porque n�o consegue andar.
Acho que n�o � justo para n�s e para a sua filha
p�r em perigo as nossas vidas por um homem que provavelmente acabar� por morrer.
Martha! Como podes dizer tal coisa?
N�o acha que devia lembrar-se
que se n�o fosse aquele homem, n�o estaria aqui hoje?
A senhora tem raz�o.
N�o me sinto muito bem e s� atrasarei o grupo todo.
Acho que devem continuar e mandar algu�m buscar-me.
Deixa-me dar uma olhada nisso.
Eu sei. Eu j� sabia esta tarde.
Temos de continuar.
Sr. Lassiter!
Est�o a ficar muito audaciosos.
Devem achar que ningu�m os persegue.
Modocs.
H� algo de estranho naquele fogo.
Pode significar que arranjaram algum �lcool,
ou est�o a dividir o que obtiveram na esta��o.
Talvez ambas. Nunca se sabe o que planeiam.
Tenho uma ideia.
O que vais fazer, pap�?
Ouve, abelhuda, diz apenas uma pequena ora��o que resulta.
Agora, prepara os cavalos.
Vai.
Vamos precisar de dois rastilhos.
Pronto, deve funcionar.
Vai funcionar. Na verdade, deve sobressaltar os antepassados deles.
Toma.
Toma a �gua.
Agora isto � muito importante.
Logo que eu atirar isto, correrei e tentarei agarrar um dos cavalos deles.
Se conseguir, encontro-me convosco na estrada.
No momento que ouvirem a explos�o, quero que passem a correr por eles
e n�o parem por nada, independentemente do que aconte�a.
- Est� claro? - Mas, pap�...
Disse para n�o pararem, independentemente do que aconte�a.
- Est� claro? - Sim, pap�.
Se acontecer alguma coisa, eu cuidarei da Abbey.
Prometo.
- Tenha cuidado. - Obrigado.
Por que n�o o atira? Est� � espera de qu�?
Cavalga, rapariga. Cavalga, Abbey. � agora ou nunca!
Pap�!
N�o pares, querida. Continua.
- Continua. - E o Nelson?
Vai-te embora! Eu cuido do Nelson. Vai.
� melhor sair daqui enquanto pode.
N�o viajarei mais esta noite.
Ouve, Nelson, n�o me falhes agora.
Posso p�r-te em cima do cavalo. anda.
N�o.
N�o vale a pena N�o consigo.
Capit�o, sempre quis dar uma ordem a um oficial confederado.
Agora, por favor, quer subir para o cavalo e sair daqui?
N�o vou deixar-te aqui. Sabes disso.
Isto � para mim... vou us�-lo. Estou acabado, e sabe disso.
Tem uma filha para cuidar.
N�o desperdice a vida dela arrastando-me atr�s.
Vou rastejar at� �s rochas onde posso descansar.
Quando encontrar o Capit�o Poole, diga-lhe que mande algu�m buscar-me.
Se � isso que queres...
... assim ser�.
- Toma. Vou dar-te isto... - N�o, Capit�o.
N�o caio nesta.
S� se quer aproximar o suficiente para agarrar a pistola.
Nelson!
Eu vou safar-me. V�.
Est� � espera de qu�?
Adeus, soldado.
- Quem est� a atirar, pap�? - N�o sei. Vamos.
Afinal, parece que vamos conseguir.
Sr. Lassiter...
- Gostaria que me chamasse Ben. - Ben.
Estou muito grata por tudo o que tem tentado fazer por n�s e...
a Martha tamb�m est�, � sua maneira. S� que...
S� que ela sempre foi diferente.
Entendo.
Estou cansada, pap�. At� mesmo o Gus est� cansado.
J� falta pouco. Logo que sairmos deste campo aberto.
Alto.
Parece que temos companhia.
V�o para tr�s daquela ravina e escondam-se.
- Pode ser morto. - Martha, anda. Despachemo-nos.
- Sr. Lassiter! - Martha, anda.
Podes ficar aqui se quiseres, mas eu vou l� abaixo dar uma olhada.
- Sr. Lassiter... - Vamos.
Bom...
Quem pensaria que conseguiriam?
O rebelde, a filha e as mulheres. Como raios conseguiram passar?
N�o sei. S� sei que t�m cavalos.
Anda, vamos intercept�-los.
Esperem aqui.
Devem estar mesmo com fome.
Sim. N�o temos comida desde Alston.
Burch, Vai ali para cima e substitui o rebelde por um tempo.
Pode querer comer antes que lhe comas tudo.
Est� bem.
Tem de fazer isso?
Fazer o qu�?
- Martha, Por favor. Deixa-lhe em paz. - Estou aqui por tua culpa.
Olha para mim. Suja, a viver como um animal, cercada por selvagens.
- Que se passa com ela? - Cala-te, porco.
N�o aprende facilmente, pois n�o?
Lembro-me do disparate que fez na esta��o do Fenniman.
Ouviu isso? Porco!
Gostaria de a ver numa gruta Modoc, Duquesa.
Nesta altura ficaria contente por ver este porco. Muito contente.
P�ra.
Guardei para ti, pap�.
Obrigado.
Se arriscarmos fazer uma fogueira, podemos fazer caf�.
Pois.
Vogel?
Acha que o Capit�o Poole sabe o que aconteceu ao vosso grupo?
N�o. Como podia saber?
Eu e o Burch mal t�nhamos come�ado a descer para o acampamento do Poole
quando os �ndios alvejaram os nossos cavalos.
Tivemos sorte.
Tago mant�m-no sob vigil�ncia
e est� ali sentado � espera de refor�os.
Por mim pode ficar l� sentado at� ao inverno.
- Por que foi que Tago n�o atacou? - Creio que dividiu o grupo.
Metade mant�m o Poole encurralado e o resto assalta as esta��es.
Quando os outros chegarem, ele apanha o Poole.
Que acontece se eles n�o chegarem?
Ficam sentados ali a disparar uns contra os outros
at� algu�m ser obrigado a render-se... a menos que algu�m apanhe o Tago.
Aqui entre n�s, rebelde, n�o me importa o que acontece.
Estou farto de usar este uniforme tolo e cansado de lutar por nada.
Sem o dinheiro dos ordenados, ser�o seis meses a usar vales.
Nem um jarro de u�sque consegues comprar com um vale.
Recuperamos o seu dinheiro.
Recuperaram?
Como fez isso?
Os �ndios deixaram-no na carro�a. Enterrei-lo.
Onde o enterrou?
Perto de Alston.
Sim, n�o fazia sentido traz�-lo nestas condi��es.
Sim, claro. Foi uma boa ideia.
Que acha que devemos fazer? Arriscar e avan�ar?
Bem, minha senhora, n�o sei.
V�s alguma coisa, Burch?
Quieto.
- Que se passa? - Leva a louca para ali.
V� para junto da sua fedelha.
Mexa-se.
- Despache-se, Duquesa. - N�o v� que ela est� doente?
N�o vai ficar doente muito tempo.
Este rebelde tem o dinheiro dos ordenados.
Suponho que ele imaginou ficar com o dinheiro para ele.
N�o. �amos devolver o dinheiro ao ex�rcito.
Claro. Por isso ele disse que estava enterrado em Alston.
Onde est�, rebelde?
Onde est�?
- Num saco de comida no cavalo. - Era o que eu pensava.
Vai buscar o cavalo dele, Burch. Escolhe um para ti e espanta os outros.
- N�o! N�o pode. O Gus � meu. - Abbey.
Muito bem, virem-se todos.
Despache-se.
Tem tudo o que queria, Vogel. Por que n�o deixa as coisas assim?
� mais f�cil assim.
N�o pode matar-nos sem motivo nenhum.
Deixa-os estar, Vogel. Temos o dinheiro. Vamos fugir.
Est�s louco? Suponhamos que sobrevivem.
Que ser� feito de n�s? Assim eles pensam que foram mortos pelos �ndios.
Desertar � uma coisa, matar � outra. N�o gosto disto.
N�o tens de gostar. Faz apenas o que te mandei.
N�o tomarei parte disto, Vogel.
Talvez tenhas raz�o.
Sem armas ou cavalos, t�m poucas hip�teses.
D�-me a minha parte do dinheiro j�. Talvez tenhamos de nos separar.
Boa ideia. Vigia-os.
Burch, toma a tua parte.
Afasta-te.
Ent�o. Nada pode ser assim t�o mau.
Ben... tenho tentado ajud�-la.
Tem sido demasiado para ela.
Quis afast�-la de Boston,
Como quiseste o Oregon para a Abbey.
Pensei que uma mudan�a pudesse ajudar.
Depois, tamb�m, que encontraria a minha solu��o em Forte Klamath.
Agora, n�o sei.
Lembra-te s� de uma coisa.
N�o trouxe a Abbey at� t�o longe para parar agora.
Vamos conseguir. Todos n�s.
Agora, assoa o nariz e p�e a Martha em cima do cavalo.
Obrigado, Cabo.
Tudo igual, senhor.
Quer comer, senhor? Tenho feij�es aquecidos.
Vou levar aos homens.
Leva-o para tr�s das rochas.
Temos de sair daqui.
Passe a palavra, vamos marchar esta noite.
Sim, senhor.
Ben, ela est� a cair!
Ela vai ficar bem.
Bem, ele n�o tirou muito proveito disto.
- Pap�, s�o os �ndios? - Pode ser.
Podem estar � nossa procura.
Sim. Temos de sair daqui.
N�o podemos levar o cavalo. Desarreia-o.
Martha, V� l�. Tens de te recompor.
- N�o consigo continuar. - Martha, temos de ir.
- Larga-me. - Martha, p�ra.
Larga-me! Larga-me! Larga-me!
Martha. Martha!
Caluda.
Vamos.
Vamos, Abbey.
Travis, conduzes esta carro�a.
O Cabo Wheeler proteger� a retaguarda.
Lembra-te,
tentar�o matar os teus cavalos, mant�m-te o mais pr�ximo poss�vel.
Sim, senhor. Apressarei o passo.
Senta-te aqui.
Fiquem aqui. J� volto.
Viste-os?
N�o, mas ouvi alguns cavalos l� em baixo.
- J� estamos a salvo? - Ainda n�o, querida.
Se houver problemas, correrei para os afastar de voc�s.
Quero que se mantenham todas juntas.
Fiquem juntas at� encontrarem os soldados.
Perceberam? �ptimo, vamos.
Bom, est�o preparados para nos atacar.
Talvez.
Esperemos um pouco. Wheeler, o que � que achas?
- N�o me parece que nos avisem. - N�o.
Est�s bem? Venham.
N�o � para n�s.
Qua fazemos agora?
Vou correr, tentar atrair o fogo deles.
N�o, Ben. N�o podes.
� a �nica coisa que posso fazer. � a nossa �nica hip�tese.
Martha.
Pap�!
Vamos.
Capit�o, olhe para ali.
Beth, o que foi?
Depressa, por aqui. Vamos, depressa.
Para aqui.
Wheeler! Wheeler!
Voltem para os vossos postos, homens.
N�o me parece grave, Capit�o. � s� um arranh�o.
Onde est� o resto do grupo?
E a Martha?
Ela ainda est� l� em cima, Howard.
E o Tenente Weeks?
Weeks e cinco homens foram mortos numa emboscada em Alston.
Nelson ainda estava vivo, mas tive de o deixar.
Burch e Vogel est�o mortos, mas isso � outra hist�ria.
Conte-me essa hist�ria. Como morreram?
Devido ao dinheiro dos ordenados do ex�rcito.
Onde est� agora?
N�o � longe daqui. Posso lev�-lo at� l�.
E ir�.
� verdade, Howard. Tudo o que ele disse.
Mas, Beth. N�o posso simplesmente acreditar na palavra desse homem.
N�o acreditas em mim, Howard?
Claro.
Podemos discutir isto mais tarde.
Levemo-los para tr�s da carro�a.
- Ponham-no o mais confort�vel poss�vel. - Sim, senhor.
Abaixem-se todos. Mantenham-se abaixados.
Vamos, querida.
Sabe, a maioria de n�s pensava que o Weeks estava em grandes apuros,
mas o Capit�o ainda tinha esperan�a.
Foi um grande choque para ele saber assim de rompante.
Acha que a irm� de Miss Drury tem alguma hip�tese?
Ouve, querida, vai at� ali e v� se podes ajudar a Miss Beth.
Vai. J� l� vou. Vai.
Vou precisar de uma espingarda.
- Sabe o que est� a fazer? - Se acha que estou preocupado, tem raz�o.
Ou�a, quantos homens o Tago ter� agora com ele?
Deviam estar na vossa peugada.
N�o sei, mas entre eu e o Nelson, detemos cerca de oito.
Foi tudo o que vi.
Isso muda um pouco as coisas.
Ele pode ter uma surpresa a caminho. Talvez possa ajud�-lo.
Ela adormeceu e quase n�o tive tempo para a cobrir.
� melhor tentares descansar um pouco enquanto podes.
J� estou bem.
Tu e o Wheeler ficam �s ordens do Tenente Jamison.
Sim, senhor.
Beth, n�o h� nada que possamos fazer.
Eu sei.
S� me sinto t�o in�til.
Desejava ter sido mais compreensiva.
N�o podes culpar-te por isso, Beth.
Fizeste tudo o que podias por ela.
Lembra-te sempre disso.
Howard.
Howard, tenho de te dizer uma coisa, algo que deves saber.
Conhecemo-nos h� muito tempo.
Gostas mesmo dele, n�o �?
Sim, gosto, Howard.
N�o sei o que te dizer, ou como... como explicar, mas
... mas aconteceram tantas coisas pelo caminho.
Disseste-lhe que �amos casar?
N�o.
Lamento, Howard.
Lamento imenso.
- Tem cartuchos suficientes? - Penso que sim.
Como � que o Tago � fisicamente?
� um tipo alto. Usa um bon� militar.
Tem-nos vigiado daqueles pontos altos.
Obrigado.
Ele n�o deixou nenhuma mensagem para n�s?
Para mim n�o. Isto � algo que ele e o Jamison prepararam.
Isto pode resultar, se ele apanhar primeiro o homem certo.
Mas quando?
Pode ser em breve, ou agora.
Venham. � melhor irem para ali.
Estar�o seguras aqui.
H� movimento ali em cima, senhor.
Exactamente onde eles estavam antes.
Preparem-se.
Obrigado pela espingarda.
Um mulo.
Conhe�o algu�m que vai ficar muito contente por te ver. Anda, Gus.
Capit�o.
Pap�!
Pap�, encontraste o Gus.
Tinhas de beijar o mulo primeiro?
Toma. S� bom para ele.
- Perdemo-lo de vista. Ele escapou? - N�o, senhor. O Ben matou-o.
Encontramos a Martha. Pelo menos foi r�pido.
Vou voltar com o Jamison para recolher o dinheiro.
Alcan�o-vos antes de chegarmos a Forte Klamath.
Depois, quero falar contigo.
Falar. De qu�?
Penso que talvez... tu e a Abbey possam pensar em algo.
Abbey, n�o vais dar de beber ao mulo?
Vamos, Gus. S� est�o a perder tempo.
FIM
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