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IND�STRIAS BENSON DIVIS�O DE PESQUISA
- Jim Grayam. - Bem, boa noite.
Ei!
Ei?
Ei, voc� a�!
Ei, acorde!
Ei! Acorde, um trem se aproxima!
Ou�a, digo que vem um trem! Temos que tirar o carro da estrada!
Acorde!
Teve sorte que eu tenha passado por aqui!
Ei, acorde!
Vamos. Vamos, acorde!
Tem que estar b�bada ou louca para fazer uma coisa assim.
Vamos ver.
Lorrie Benson, Rua Crestan 722, Beverly Hills, Calif�rnia.
A esposa de Cort Benson.
Oh, n�o! Obrigado!
AMOR VIOLENTO (1965)
- Gostaria de ver o Sr. Cort Benson. - Creio que n�o ser� poss�vel.
O Sr. Benson ordenou que n�o o incomodasse para nada.
Teremos que incomod�-lo. A Sra. Benson est� no carro.
Ent�o enquanto voc� esteve descobrindo o que acontece
a um milh�o de anos-luz,
eu, por minha pr�pria iniciativa, consegui uma fus�o.
Que ser�...
Quem � voc�?
- Jim, que diabo faz aqui? - Conhece este homem?
Claro, trabalha para voc�. O melhor investigador de minha se��o.
- James Grayam, o Sr. Benson. - O jovem Einstein do leste.
Um acidente?
Sr. Benson, sua esposa est� l� fora, no carro. Deveria sair.
Compreendo. Tomem o que quiserem no bar. Volto j�.
- Minha esposa est� bem? - Na verdade, n�o sei.
Sr. Benson, seu carro estava parado na estrada de ferro.
Por favor, Sra. Benson, permita que lhe ajude.
N�o se preocupe, Edward. Leve caf� ao quarto da senhora.
- Querida... - N�o pude, n�o pude...
N�o continue se torturando. O Sr. Grayam acaba de me contar o ocorrido.
Esteve com verdadeiro problema!
- Cort, onde estou? - Em casa, n�o se preocupe.
Gra�as ao Sr. Grayam, p�de salvar sua vida.
Conseguiu tirar seu carro quebrado da estrada de ferro.
- N�o, n�o! - Devo lhe dizer algo, senhor.
V� cuidar de sua m�o. N�o gostaria que infectasse.
O carro n�o estava quebrado. Estava parado l� de prop�sito.
Somos gratos pelo que voc� fez. Eu lhe enviarei um presente.
Boa noite.
Por que voc� se mete no que no lhe importa?
Demorei 6 meses para poder me decidir e agora voc� estraga tudo!
Clara, a senhora n�o se encontra bem. Acompanhe-a a seu quarto.
Muito obrigado. Direi ao motorista que lhe acompanhe aonde tenha que ir.
Ela tentou se matar.
Verdade?
Olhe ao seu redor. Uma linda casa, empregados que a atendem,
arm�rios cheios de modelos e uma menina que � como a m�e dela.
Por que tentaria tirar a vida? Possui tudo o que possa desejar.
Pois eu n�o sei.
J� que tem o c�rebro de Einstein, use-o.
Clara,
feche com chave.
Que a menina n�o entre amanh� em meu quarto antes que eu acorde.
Boa noite, Sra. Benson.
- Como est� a senhora? - Est� muito melhor.
- Est� dormindo? - N�o.
Entrarei para dar boa noite.
- Fechei a porta com chave. - D�-me, por favor.
Boa noite.
Distraidamente Clara voltou a lhe fechar com chave. Falarei com ela.
- Que quer, Cort? - Venho lhe desejar boa noite.
Tranquilizar e lhe pedir que nunca volte a arriscar sua vida.
- Sentiria sua falta. - Por favor...
E a doce e pequena Julie, que faria ela no mundo
sem sua carinhosa mam�e? Quem a guiaria?
Existem infernos que n�o podem ser compensados pelos filhos.
Tentei n�o pensar nela. Senhor, quantos esfor�os eu fiz!
Julie est� l�.. Deve t�-la assustado.
Solte-me!
Parece-lhe que h� algo mais indefeso que o choro de uma crian�a?
- Solte-me, Cort! - Sente dor, �nsia, terror,
quando escuta seu som!
- Eu lhe odeio! S�dico! - Ou�a sua filha e lembre-se dela.
Porque se tentar me humilhar de novo como esta noite,
sua filha chorar� enquanto viva sem que ningu�m a console. Est� claro?
- Por qu�? - Porque me pertence, linda.
E qualquer coisa que seja minha, dever� continuar sendo enquanto eu quiser.
E eu quero voc�, de muitas maneiras.
Pronto para experimentar?
Acelere-o.
Experimente a press�o!
Aumentando. Por enquanto vai bem.
Experimente o lado oposto.
Descompensa��o do sistema.
Isso responde sua pergunta?
Sinto ter perguntado.
Se meus olhos n�o me enganam, isto vale 1.000 d�lares e est� em seu nome.
- Deve ser um erro. - Eu vi a assinatura.
Cort Benson n�o comete erros e sendo t�o caro, menos ainda.
- De que se trata? - Eu fiz um favor a ele. Deixemos assim.
Est� bem.
- Que sabe dela? - De quem?
Da Sra. Benson.
As coisas est�o claras.
- Conhece a hist�ria dela? - N�o difere do que tenha ouvido.
Uma garota conhece um milion�rio, depois se casa com ele.
e vive infeliz, bebendo para esquecer.
Por que pergunta isso?
Por nada.
N�o pensar� em devolver, n�o �? Benson pensar� que est� louco!
D� no mesmo. Eu gosto de ganhar dinheiro,
n�o encontr�-lo de surpresa.
E pensar que disse a todos que era um grande g�nio.
Voltemos ao trabalho.
Seu defeito � que n�o pode pensar em duas coisas de uma vez.
Que meu avi�o esteja preparado �s 8 h, tenho que ir a Washington. Boa noite.
- Al�? Aqui � Grayam. - Sou Lorrie Benson.
Queria lhe agradecer pelo da outra noite.
Fez mal em n�o ficar com o dinheiro que meu marido lhe ofereceu.
- Talvez. - Pobre Cort.
Voc� deu uma li��o a ele. Pensava que todo mundo tinha um pre�o
e voc� jogou ao ch�o sua teoria.
Estar� preocupado durante sua viagem a Washington.
- A Washington? - Sim, saiu esta manh�.
Foi apresentar seu relat�rio a um desses comit�s do Congresso.
Meu marido � quase um mago quando se tem que financiar uma viagem � Lua.
- Sim, tenho entendido que... - Queria lhe agradecer pessoalmente.
N�o era coisa de suic�dio, � que tinha bebido um pouco.
Sim Muito agradecido por seu telefonema. Boa noite.
Espere. Dou uma festa em casa esta noite. N�o quer vir com uma amiga?
- Bem, eu... tinha um compromisso. - Com essa amiga sua?
Sim, estamos prestes a sair.
Ent�o eu n�o lhe entretenho mais. Adeus!
CUIDADO
LORRIE � PERIGOSA
VIGIE-A. PARE. PARE.
- Grayam est� a� em cima! - Pois vamos cham�-lo!
Queremos entrar! Quer fazer o favor de descer?
Estamos lhe esperando! Depressa!
Des�a!
Bem, n�s o temos aqui!
Sr. Grayam, que coincid�ncia!
N�o � um lugar muito acolhedor para estar com uma amiga!
Sinto muito, mas � proibido entrar nesta zona.
- Lorrie, diga a ele quem �! - Conhe�o a Sra. Benson.
Ainda assim n�o � permitido entrar. Surpreende-me que a guarda o deixasse.
Em vista disso, vamos atacar o baluarte!
N�o compreenderam? Esta zona � proibida!
Amigos, romanos, esperem-me no carro!
Tentarei convencer Sir Gallahad.
- Um aplauso para Lorrie! - Um momento!
Ataquemos pelo outro flanco!
Eles s�o os melhores foli�es que existem em Beverly Hills!
O Sr. Benson sabe que est� voc� aqui?
- Comemoramos uma festa... - Por que n�o vai embora?
Voc� estraga tudo! � quase t�o s�rio como meu marido!
E isso que ele � um cidad�o s�rio e formal!
Muito formal. Est� em Washington, por causa do relat�rio.
V� para casa, Sra. Benson!
N�o at� que possa obter o que procuro!
Um instrumento, uma inven��o, um c�rebro eletr�nico,
um olho mec�nico, algo que tenha um valor cient�fico.
Sinto muito, todo nosso equipamento t�cnico est� sob chave.
Tudo?
Tudo o que � de valor.
Quer apostar?
EQUIPAMENTO CIENT�FICO. DE MUITO VALOR.
N�o valia a pena nos preocupar com isso.
E al�m disso um equipamento cient�fico de muito valor.
Quer fazer o favor de demostrar?
- Ande, demonstre! - Por favor.
O princ�pio de amplifica��o de micro-ondas, � base de emiss�o
...simulada de radia��o �... - Est� bem, acredito em voc�!
- Aceito sua palavra! - Muito bem, tudo bem!
- 375. 475... - Vamos, homem!
500. E a vencedora � Lorrie! Campe� de Beverly Hills!
Comemore tamb�m. Beba!
Querida, voc� sabe como s�o essas reuni�es de dire��o.
N�o posso ir embora at� que o chefe me diga.
N�o, querida, n�o farei paradas pelo caminho.
- Perd�o, demorar� muito? - Acho que sim.
Sim, querida, claro que estou aqui. O que ouve � um r�dio.
Sim, o r�dio. N�o, sem paradas no caminho.
Talvez uma ou duas horas. Assim que eu puder.
Perd�o, sabe onde tem um telefone?
Oh, perdoem!
Procurava um telefone.
Sinto muito, procurava um telefone.
Minha filha. Consegui que voltasse a dormir.
Agora voc� j� sabe do meu lado bom e do ruim.
H� um telefone l� dentro.
Est� l�.
Vou chamar um t�xi.
Eu lhe levarei, j� que fui quem que sequestrei.
Parece-me muito bem.
Obrigado por ter me convidado, eu me diverti muito.
O que acaba de dizer � corret�ssimo!
Voc� � um modelo de boa educa��o.
Por que bebe tanto?
Talvez porque n�o me considero bem-educada.
- Vou lhe emprestar o manual. - N�o.
J� fez bastante por mim.
Deve ser maravilhoso ser um g�nio,
saber de antem�o que n�o ter�o tenta��es nem equ�vocos,
nem remorsos.
Diga-me, quando recebe uma recompensa costuma devolv�-la?
Eu n�o sei. Foi a primeira vez que recebi em minha vida.
Veremos que far� com a segunda.
- Boa noite. - Boa noite.
Qual � o problema?
Quer que lhe d� um conselho?
- Claro! - Esque�a-se desta noite.
E se n�o puder?
Tem um futuro brilhante. Tudo lhe sorri.
Siga por esse caminho e ser� um vencedor.
- Ent�o? - Eu sempre perco.
Ent�o esque�a.
Eu disse que esque�a!
Est� bem, est� bem!
Que quer vo...
Deixe-o!
Deixe-o.
- Por favor, quer? - Deix�-lo?
- Quantas vezes tenho que lhe pedir isso? - N�o.
Por que n�o?
Porque n�o h� na Terra lugar longe de seu alcance.
N�o consentirei que lhe afaste de mim. N�o consentirei!
Boa tarde, Sr. Benson. Seja bem-vindo!
- Espero que tenha tido boa viagem. - Sim, muito boa.
Consegui o que queria e n�o houve uma �nica nuvem at� aqui.
Qual � o boletim meteorol�gico em casa?
Um pouco de nebulosidade, senhor.
H� probabilidade de que se avizinhe uma tempestade.
Bem?
Quando?
- Jim Grayam. - Bom dia, Sr. Grayam.
- Josh, tem... - Entre, Jim.
- Desculpe, pensei que... - Entre e feche a porta.
Jim Grayam? Sou o sargento Down da delegacia de Hollywood.
- Muito prazer. - A Srta. Angie DeWitt.
Gostaria de lhe fazer umas perguntas.
- Sobre o qu�? - Trata-se de uma investiga��o.
- Que tipo de perguntas? - Muito simples.
A Srta. DeWitt recebe chamadas telef�nicas. Obscenas.
- Que tem a ver isso comigo? - Quem telefona usa seu nome
e sua casa. La Srta. DeWitt apresentou queixa contra voc�.
- Isso � uma loucura! - Posso jurar, � ele!
Prenda-o. Reconheceria sua voz em qualquer lugar!
- Espere um momento! - Espere, Jim!
- N�o se altere, Grayam. - Isso � rid�culo. Est� mentindo!
Talvez minta ou talvez n�o. Vamos descobrir.
Gostaria que lesse uma coisa.
Umas frases que a Srta. DeWitt se lembra.
Quero saber com seguran�a se ela pode identificar sua voz.
- Mas isto � absurdo! - Estou de acordo com Grayam.
N�o h� raz�o para isso! Respondo por sua moralidade!
Se n�o quiser fazer isso aqui, terei que lhe pedir que v� � delegacia.
L� perderia tempo e teria muitos inc�modos.
- Que tenho que fazer? - S� ler este papel. Espere.
Srta. DeWitt, sente-se aqui, por favor.
- Feche os olhos. - Mas se ele...
Nada acontecer�. � s� se sentar, fechar os olhos e se lembrar da sua voz.
Aconselho que ou�a com aten��o.
H� leis contra os que acusam falsamente.
Quando quiser.
"Ol�, minha garota, est� sozinha? Eu lhe acordei?
Que est� vestindo? Acho que algo preto e muito leve.
- Sou Jim Grayam e eu..." - � ele!
Espere um momento. Temos que ter certeza!
Volte a ler isso, Sr. Grayam. Feche os olhos.
Desta vez tape a boca com a m�o como se falasse ao telefone.
Vamos, quando quiser.
"Ol�, minha garota, est� sozinha? Eu lhe acordei?
Que est� vestindo? Acho que algo preto e muito suave.
- Sou Jim Grayam e eu..." - Sim desta vez estou cert�ssima...
- "Algum dia para lhe ver..." - Que voc� dizia, Srta. DeWitt?
Maldito e sujo policial, voc� me enganou!
Voc� n�o devia ter feito isso! Eu disse a verdade!
� o primeiro. Inclusive uma noite investiguei seu n�mero de telefone!
- Qual � minha central? - � Alfild... N�o, � Crepsview!
A central do Sr. Grayam � Grenade, sargento.
Que importa que seja uma central ou outra?
Muitas pessoas se enganam! Por telefone, meia-noite
as vezes se parecem!
Lamento, senhores.
- Por que isto, sargento? - Algum louco, Sr. Grayam.
Ficaria surpreso ao saber quantos andam soltos.
Mas lhe garanto uma coisa: esta j� n�o lhe molestar�.
Bom dia.
Jim, espere um momento.
Por que n�o me empresta esse artigo sobre o novo acelerador de hardware?
Nem sonhar, especialmente depois do que aconteceu esta manh�.
- Eu o tenho no carro. - Que houve?
- Meu carro desapareceu! - Qu�?
Onde est�? Estacionei aqui esta manh�!
Tem que estar aqui. Ningu�m mais que voc� poderia passar pelo port�o!
Se ter�o levado por engano.
N�o, s� o senhor poderia tirar esse carro por este port�o, Sr. Grayam.
- Ainda dirige o Comet convers�vel de 65, n�o �? - Isso mesmo.
Pois n�o, n�o passou por aqui. Perguntaremos a Charlie.
O Sr. Grayam diz que seu carro desapareceu!
Deseja saber se est� anotado no livro de registros.
Quer procur�-lo e mostr�-lo, por favor?
- Voc� o viu? - Claro, Sr. Grayam. Ontem.
Ontem foi a �ltima vez que voc� entrou com o carro.
- Hoje entrou andando, lembra-se? - De que voc� est� falando?
N�o se preocupe. H� muito tempo que estou neste port�o
e me acostumei com os professores distra�dos.
Vim esta manh� em meu carro e voc� me viu! Era perto das nove horas!
N�o, senhor. Passou a p�. Est� anotado no livro!
- Est� brincando? Deixe-me ver! - Espere um momento.
Eu disse que deixe-me ver! Est� bem, olhe voc�!
Diga a ele que hora era quando cheguei com meu carro esta manh�!
Vamos, diga!
Registrado �s 9 horas e 3 minutos e entrada a p�.
Onde est� meu carro? Que fez com ele?
Tente de se lembrar onde est�.
Quer dizer ao chefe de seguran�a que roubaram seu carro?
- Sim, senhor. - Obrigado. Vamos, eu lhe levo em casa.
Que desagrad�vel! Ter�o que avisar � pol�cia.
- Por que n�o vem jantar l� em casa? - N�o, obrigado, outro dia.
Fique calmo enquanto a pol�cia tenha a descri��o do carro,
...e lhe devolver�. - Gostaria de saber o que aconteceu.
Boa noite, Josh, e obrigado outra vez.
Amanh� telefonarei para vir lhe buscar.
Anime-se. Algum brincalh�o vai aparecer amanh� dizendo que...
Seu carro � esse, n�o �?
Fui nele para trabalhar esta manh�. Eu lhe asseguro.
- Sim, eu acredito, Jim. Bem, tente descansar. - Sim.
- Eu tenho certeza. - Eu tenho certeza, Jim,
senti muito sua falta. Alegro-me que tenha vindo me ver.
Eu vim o mais cedo que pude, est� acontecendo alguma coisa?
Isso � o que eu ia lhe perguntar, est� bem?
- Agora sim. - N�o, � s�rio.
Pode parecer uma pergunta boba, aconteceu-lhe algo estranho ultimamente?
- Voc� j� teve algum problema? - Por que voc� pergunta?
Talvez seja instinto ou intui��o.
Tenho o pressentimento de que Cort est� sabendo do nosso caso.
- Ele lhe disse alguma coisa? - N�o.
Mas se nota em seus olhos e seus sorrisos.
� como a calma que sempre precede o furac�o.
Acontecem duas coisas muito estranhas, mas n�o creio que tenham nada a ver.
N�o, n�o pode saber nada. Agimos com discri��o.
Voc� n�o viu o que eu vi.
Quando quer � diab�lico, tem que ter muito cuidado.
Eu terei. A prop�sito, ontem eu comprei uma arma Eu a tenho no porta-luvas.
N�o quero lhe perder. Amo voc�, nunca fique longe de mim.
N�o me perder�. N�o enquanto voc� me amar.
Bom dia.
E isso � tudo que sei.
Que horas era?
- Quem fez isso? - Segundo o porteiro, voc�.
Disse que veio ontem � noite muito tarde, delirando, xingando,
como se tivesse perdido o ju�zo. E este � o resultado.
- Afaste-se! - Quieto! Saia daqui, por favor!
Querem ir embora e nos deixar sozinhos?
Vamos, rapazes, v�o embora.
Vamos, fora, por favor.
Jim, quero que me fa�a um favor. Anotei o nome e o endere�o.
Telefonei e marquei hora para voc�.
- N�o acredita em mim? - Se assim fosse, n�o teria telefonado.
- Essa pessoa pode lhe ajudar. - N�o � verdade. N�o acredita em mim!
Sou seu amigo, confie em mim!
Provavelmente h� uma explica��o muito simples. Mais deixe que lhe ajudem!
Por favor. Por favor, Jim.
- Doutor, aonde vamos? - V�o ver.
� que eu n�o pude terminar o que estava fazendo.
Isto pertence ao paciente do quarto 3. Tome.
Doutora, o Sr. Grayam est� aqui.
Sr. Grayam, alegro-me que tenha vindo!
- Vamos come�ar daqui a pouco. - Estou � espera do Dr. Larstadt.
Sou a Dra. Larstadt. Dra. Elizabeth Larstadt.
- Quer me desculpar por um momento? - Espere...
N�o sei, tenho a impress�o que esta � uma cl�nica psiqui�trica
...para crian�as. - N�o, n�o � s� para crian�as.
Sente-se. � s� um minuto.
Esta � minha av� e esta � minha irm�zinha.
- E este, quem �? - � meu irm�o mais novo.
- Isso � verdade? - E eu tamb�m.
Olhe que bom.
Quando for mais velho, terei uma casa e uma fam�lia como esta.
E vai ser exatamente igual a seu pai.
V� como � bonito construir coisas em vez de destru�-las?
Eu nunca vou fazer mais isso.
Bem, acho que j� � hora que v� para sua casa.
- Eu lhe vejo na quarta-feira. - Est� bem.
Tem seu chap�u, seu passe para o �nibus e tudo mais?
- Sim. - Est� bem. Adeus.
Os c�rebros lhe obedecem, hem? Ningu�m me disse que domava c�rebros.
Sou psicanalista. Sugiro que continuemos esta discuss�o em meu consult�rio.
Vamos, Bobby?
N�o h� necessidade, podemos falar aqui.
Eu lhe asseguro que esta sala n�o � para adultos, Sr. Grayam.
Podemos falar aqui, porque aqui tem todas as ferramentas necess�rias
para crian�as loucas!
- Por onde come�o? - N�o, deixe-me!
Quer que atire com a pistola de brinquedo?
Talvez seja mais divertido arrancar os bra�os disto!
- Cale-se, cale-se! - � melhor quebrar tudo!
Por favor, venha comigo!
- Onde t�nhamos ficado, Bobby? - V� embora, n�o quero lhe ver!
Fora daqui, v� embora! Fora!
Espero que tenha ficado satisfeito.
Perdoe, n�o achei que o menino estivesse dentro quando comecei.
Bem, hoje n�o me � poss�vel dispor de mais tempo para voc�.
Tenho que cuidar de Bobby. Marque hora para outro dia.
Eu...
No momento n�o tenho nada mais a lhe dizer.
Eu sim, tenho muito a dizer. Tento salvar seu emprego!
Quer fazer isso entregando-me a uma tribo de domadores de c�rebros?
N�o creio que a Dra. Larstadt seja uma tribo!
N�s concordamos como fogo e gelo.
Essa mulher deveria estar atr�s de uma m�quina de lavar roupas!
� uma das psiquiatras mais eminentes deste pa�s!
- Al�m de dirigir sua cl�nica. - N�o me interessam seus antecedentes!
Gostaria de saber quem lhe deu a ideia!
Ela tratou muitos funcion�rios desta f�brica.
Eu queria que ela lhe fizesse alguns testes
e lhe desse alta para que continuasse aqui.
Porque h� detalhes que mostram que h� algo em voc� que n�o funciona bem!
Quem � voc�, o bom samaritano?
O que h� de errado em querer provar que Benson est� errado?
- Benson? - Sim, Benson!
Chamou-me no dia que chegou de Washington.
Queria ver sua folha de servi�os.
Desde aquele momento n�o fez mais para que lhe expulse!
N�o compreende que a doutora era minha �ltima esperan�a?
- Quero ver Benson! - Aonde acha que vai?
- Onde est� Benson? - N�o pode entrar sem ser anunciado!
Claro que posso!
Se der mais um passo, chamarei a pol�cia para lhe prenda!
Est� bem, pode chamar! Onde est� o Sr. Benson?
N�o se preocupe, pode se retirar.
H� tempo que esperava sua visita, Sr. Grayam.
Perguntava-me quanto tempo demoraria em vir me ver.
- Lamento ter esquecido que bebe. - Cale-se, Benson!
Bem, t�nhamos um encontro de neg�cios? Temo que minha mem�ria falhe.
Eu disse que se cale!
Acho que � melhor falar claro. Amo Lorrie e ela me ama.
Talvez n�o devesse ter acontecido, mas nada se pode fazer para remediar!
Ent�o prenda seus c�es, porque quando eu for embora, ela vir� comigo.
Obrigado, Sr. Grayam.
Gosto dos homens que dizem o que sentem.
A honestidade � uma virtude um pouco rara nesta �poca.
Mas voc� foi t�o sincero com Lorrie?
Que quer me dizer?
Chamemos seus dias de vinho e neuroses.
Refiro-me �s tr�s semanas
que voc� passou no sanat�rio de Windale aos 19 anos.
- Tem uma explica��o. - Esgotamento nervoso, dizem.
Esse n�o � um nome elegante para a loucura?
N�o era nada importante. Estava estudando. N�o tinha dinheiro nem fam�lia
para me ajudar. Trabalhava em dois lugares ao mesmo tempo.
Tinha 8 horas de aula e s� dormia algumas horas.
Muito enternecedor.
N�o pude resistir e fiquei doente. Isso acontece a milh�es de pessoas!
Acha que Lorrie se importa que tenha passado tr�s semanas
...em um sanat�rio h� 15 anos? - Talvez n�o.
Mas como pensa explicar a ela seu comportamento de agora?
Chamadas telef�nicas obscenas � Srta. DeWitt,
uma perda de mem�ria em rela��o a seu carro,
e ter destru�do por completo seu escrit�rio na outra noite!
Talvez ache que sua loucura lhe permita cometer impunemente um assassinato,
mas eu opino que deveriam lhe internar outra vez.
Isso � o que voc� acredita?
Diga-me, que acontece no c�rebro de um homem louco?
H� explos�es, rel�mpagos de cor,
ou � uma escurid�o que paralisa lentamente?
Talvez algo parecido com um eclipse do sol.
Jim, n�o fa�a isso!
O que pretende � que o ataque para assim poder lhe denunciar!
Querida, sempre entra dramaticamente.
Por que n�o diz a ele o poder que tem para conseguir tudo?
Subornar testemunhas, inventar provas, outras vezes saiu-se bem!
- Que outras vezes? - Eu avisei o que nos esperava!
Que outras vezes?
N�o acreditar� que � o primeiro Quixote que pretendeu salvar a princesa
do drag�o malvado, n�o �?
Que outras vezes?
� verdade. Houve outros.
Quiseram me ajudar e pagaram o pre�o. Um por tomar drogas,
outro por atropelamento e fuga. Casos infal�veis e tudo provocado por ele.
Agora sou a pr�xima v�tima na lista, verdade?
N�o, isso n�o � verdade. Desta vez � diferente.
Por favor, tem que acreditar em mim. Por favor.
Eu acredito.
Mam�e!
Sabe, mam�e? A Srta. Mame me ensinou uma can��o!
Qual �?
- V� l� para cima, subirei logo. - Eu amo muito voc�!
Eu tamb�m amo voc�.
N�o h� nada para papai, linda?
Boa noite, senhor.
� uma menina ador�vel. E se parece muito com sua m�e, n�o acha?
- Tudo quanto fa�o por elas � pouco. - Cale-se, Cort!
N�o tem por que ficar aqui e escut�-lo!
- Prepare suas malas e vamos embora! - Est� bem!
Talvez seja uma excelente ideia.
Pode ser que voc� e esse g�nio louco sejam feitos um para o outro.
N�o ficarei em seu caminho.
Leve o que quiser, peles, joias. Tudo.
Mas deixe a nossa filha.
Sabe que n�o poderia!
Se tentar v�-la alguma vez ou falar com ela por telefone
eu mesmo direi a ela que tipo de mulher tinha como m�e.
Ouvir� fitas de �udio e ver� estranhos filmes.
Nomes, datas, todos os detalhes. E se por acaso, sonhar com voc�,
acordar� aterrorizada.
Lorrie, Lorrie!
Lorrie!
- Que est� fazendo? N�o! - Solte! Vou mat�-lo!
Por favor, eu lhe imploro, deixe que eu o mate!
Acabar� na cadeia ou talvez na c�mara de g�s!
- Tem que morrer! - Est� na janela!
Guarde o rev�lver. Guarde!
- Venha, des�a do carro. - � que vai me deixar?
Se fizer isso, compreenderei. Por favor, fuja!
Cale-se, cale-se!
N�o penso fugir, voc� tampouco! Juntos o venceremos, est� me ouvindo?
- Que quer dizer? - Tem raz�o, j� sei.
Tem que morrer, � nossa �nica sa�da, mas...
talvez tamb�m ele tenha raz�o.
- Como? - Talvez meu c�rebro esteja doente.
E se isso for verdade, por que n�o pode ser certo o que digo?
Que disse?
Que um louco pode matar impunemente.
Qualquer um pode fazer isso, ele tamb�m.
Sim, antes esteve no controle do computador.
Muito bem, senhor, eu direi. Obrigado.
Bem, miss�o cumprida. Notifica-se a James Grayam que sua solicita��o
para uma licen�a de 30 dias foi aprovada oficialmente.
Que lhe parece?
- Obrigado, eu lhe agrade�o. - Procure aproveit�-la bem.
Tem planos?
Que pensa fazer?
Na verdade, ainda n�o sei. Sei que preciso de uma mudan�a.
N�o quero lhe entreter por mais tempo, est� muito ocupado.
- Divirta-se e volte logo. - Dentro de um m�s.
Jim... Se precisar de alguma coisa n�o hesite em me telefonar.
Naturalmente.
� meu amigo.
- Acha que lhe seguiram? - N�o, fiz o que me disse.
Dei v�rias voltas antes de estacionar. N�o havia ningu�m.
Conseguiu o que lhe pedi?
Usei minha influ�ncia no hospital de benefic�ncia onde trabalho.
Essas drogas s�o usadas atualmente em psiquiatria.
- � maravilhosa, - Jim,
ainda est� decidido? Este assunto complica tanto!
Por isso me parece fascinante!
� como ser equilibrista: se der um passo em falso, termina tudo.
Mas se conseguir, � como desafiar a lei da gravidade.
E vou conseguir. Vou ganhar porque vou me declarar culpado
por meu estado de loucura.
- Quer dizer inocente? - N�o. N�o, olhe.
Tudo est� aqui. Est�o as armadilhas, os equ�vocos...
� como uma campanha militar. Tem que planejar cada caso.
Por isso tomo tanto tempo.
Veja, o assassinato, o julgamento, os psiquiatras,
cada fase ser� uma vit�ria para mim.
- Por que vai se declarar culpado? - N�o entende?
Declarar-me inocente por motivos de loucura � o pior que poderia fazer.
Na maioria dos casos, o juiz e o j�ri opinam que se um homem
tem sanidade suficiente para negar a acusa��o,
tem tamb�m a mesma para mand�-lo � c�mara de g�s.
Ent�o o truque �...
O truque � se declarar culpado,
mas com minhas a��es e minha atitude, faz�-los acreditar que n�o tenho
verdadeiro conhecimento do crime ou das consequ�ncias.
- Compreende-me agora? - N�o, n�o tudo.
Compreender�, porque voc� e eu vamos planejar cada passo.
Ser� melhor que v� embora.
- Eu amo voc�. - Eu tamb�m.
Como quer que me encontre?
Estou prisioneiro e me sinto como prisioneiro.
H� tantas pessoas me apertando, afogando-me.
Todos voc�s t�m medo do meu poder!
- Seu poder? - N�o se fa�a de inocente.
Sei que voc� acredita que estou louco, mas n�o estou!
Sou o �nico que pode salvar a humanidade!
Eu possuo a f�rmula m�gica. Quando o FBI chegar...
- Jim, por favor, n�o quero ouvir mais. - � preciso.
Por qu�?
� preciso que saiba o que tenho que fazer quando o psiquiatra me examinar.
N�o h� d�vida que o paciente tem alucina��es
e sofre de mania persecut�ria.
Mas pode compreender as acusa��es que lhe fazem?
Em minha opini�o, n�o.
Deveria estar trancado em um hospital psiqui�trico assim que poss�vel.
- Acha que o paciente � perigoso? - Sim, muito perigoso.
Sr. Emerson, compreende o que diz a testemunha?
Oh, sim. Diz que estou louco. Mas voc� sabe que n�o estou.
N�o estou. Verdade que n�o!
Isto n�o significa nada e h� sinais.
N�o significa nada. N�o significa nada.
Porque sou professor, dou aulas.
Mas �s vezes h� sinais.
E quando chegam, eu comunico.
Mas para as pessoas isto n�o significa nada.
22, Jim Grayam.
- Jim Grayam, n�mero 22. R�pido. - Estou aqui!
Que marque outra hora. Venha.
- Bem, que �? - Minha m�o.
- Que tem ela? - Est� como inchada.
N�o posso mex�-la.
- J� aconteceu outras vezes? - N�o.
� como se me impedisse de fazer algo horr�vel.
Impedir?
Desabotoe-se.
Esqueceu de assinar a receita para a Sra. Mortimer.
No laborat�rio dizem que pode fazer o exame de sangue do menino.
- Agora n�o. - Mas doutor, tem que...
Sobre sua m�o, quem tenta lhe obrigar a fazer algo horr�vel?
Bem... vem �s noites.
Sempre a mesma voz.
Na verdade, eu diria que mais que uma voz �...
como una sensa��o. Sim, � isso.
O Dr. Copland lhe espera na sala de cirurgia � um caso muito s�rio.
Bem, vou imediatamente.
- Que h� na minha m�o? - � um esgotamento nervoso.
Pe�a isto na se��o de farm�cia.
Fenobarbital. Vai lhe aliviar.
- E se n�o adiantar? - Consulte seu pr�prio m�dico.
Ou venha outra vez. Agora j� temos sua ficha.
Obrigado. Ajudou-me muito.
Isso demonstra. O �ngulo da entrada n�o est� correto.
O defeito parece estar no amortecimento.
Boas not�cias, Preenchi o formul�rio e...
- Que voc� faz em minha mesa? - E o que voc� faz aqui, Jim?
Essa � minha mesa e l� est�o meus pap�is!
- Est� de licen�a, lembra-se? - Isso foi meses atr�s!
N�o, � agora! N�o tem que voltar at� o dia 20!
Est� mentindo! Esta � minha mesa. Fora!
- Mas que h� com voc�? - Calma!
- Vamos conversar um pouco! - Tire as m�os de mim!
Deixa-se subornar por Benson. Quer me afastar do meu trabalho!
- E esta mesa e minha, minha, minha! - Est� bem, est� bem!
� sua mesa, mas antes de come�ar, importar-se-ia de ver a Dra. Larstadt?
Como � sabido! Ver outra pessoa subornada por Benson.
Acha que estou louco e que pode me enganar!
Eu lhe direi uma coisa: eu li livros! Sei que n�o estou louco!
- E agora v� embora e me deixe trabalhar! - N�o pode trabalhar!
- Ainda est� em licen�a! - Mente!
Rob�!
Todos est�o subornados! S�o rob�s!
Benson botou todos no bolso!
Mas n�o pensem que me importo muito. Vou prescindir dele!
E de voc�s! Tenho amizades que t�m muito mais influ�ncia!
Jim, por favor!
Diga a Benson que tenho amigos no FBI!
E todos sabem que me torturaram e paralisaram meu c�rebro!
Sou superior a todos voc�s! Ouvem? Ouvem? Ouvem?
Jim?
Jim?
Ei, Jim!
Acorde!
Vim imediatamente. N�o devia dormir enquanto me esperava!
N�o.
- Eu n�o dormi. - Que h� com voc�?
Tomei... tomei duas c�psulas. Amital s�dico. O soro da verdade.
Para aumentar a imunidade. Se puder mentir para voc�,
poderei fazer o mesmo com os psiquiatras. Ajude-me.
O livro.
Fa�a-me perguntas.
- Que animal � este? - � um... tigre.
E este?
� um... ti...
le�o!
Oh, meu Deus!
Qual � este?
�... uma... zebra.
Ze... gre...
Tigre.
- Outra vez. Diga outra vez. - Tigre.
ALMO�O EM HOMENAGEM A CORT BENSON PRESIDENTE DAS IND�STRIAS BENSON
Obrigada.
Al�?
Jim! Alegro-me que me telefone. Esperava que almo�ar�amos juntos!
Chegou o momento. Estou no hotel e come�aram os discursos.
Hoje? N�o sabia que ia ser hoje!
J� est� na hora, Lorrie. Lembre-se de como t�nhamos planejado.
- Por favor, n�o fa�a isso. - N�o se esque�a que fa�o pelos dois.
- Eu amo voc�. - Jim!
Jim, espere. Jim?
Ele deu a volta e n�o sabia o que fazer.
Ent�o o primeiro marciano disse ao segundo:
"Mas por onde saiu?"
Agora, falando s�rio, quero que saibam quanto agrade�o
a grande honra que me concedem hoje.
� a realiza��o do sonho de toda minha vida.
Mas n�o � a mim a quem deveriam prestar esta homenagem.
mas a todo o pessoal das ind�strias Benson.
Desde o diretor at� o mais jovem funcion�rio do arquivo.
Porque todos eles formam uma equipe de vision�rios,
uma equipe de leais, inspirados e esfor�ados trabalhadores
que estendem a m�o ao universo com a mesma determina��o e aud�cia
que demostraram seus antepassados quando fundaram este pa�s.
As ind�strias Benson est�o abrindo novos caminhos,
caminhos para os mist�rios desconhecidos do espa�o.
Somos exploradores do espa�o.
Exploradores que compartilham uma invari�vel ambi��o.
E essa ambi��o � chegar mais al�m das estrelas
e voltar � Terra com uma nova...
Eu matei o mago! Eu matei o mago!
Sr. Benson, Sr. Benson! Sr. Benson!
- Que dia � hoje? - 5 de novembro.
- Que lugar � este? - A cadeia de Los Angeles.
- Por que est� aqui? - Dizem que matei.
- Quem? Como se chamava? - Era Cort Benson.
- Por que o matou? - Porque ele se achava muito esperto.
- Por isso o matou? - Impedia-me de trabalhar
em favor da humanidade.
- Que sentiu ao atirar? - N�o sei.
- Quando decidiu mat�-lo? - Ocorreu-me de repente.
Desejava mat�-lo?
- Qu�? - Se desejava mat�-lo!
Creio que sim.
Mas ele era muito mau, sabe?
� verdade que o matei?
Mas se eu n�o quero matar ningu�m!
Por favor, n�o me deixem matar ningu�m mais!
Estou atordoado! Estou atordoado!
Quero ir para casa! Quero ir para casa!
N�o preciso de nenhum advogado! N�o preciso!
N�o preciso porque sou culpado! Quero morrer!
Sou culpado, culpado!
Quero morrer! Por que n�o me sentenciam?
Ordem, por favor, ordem! Ordem!
Sr. Grayam, aqui � um tribunal.
O Sr. Komato foi nomeado como seu defensor p�blico.
Preste aten��o a tudo quanto lhe aconselhe, porque n�o cabe d�vida
de que pode lhe ajudar.
N�o, n�o, n�o, n�o...
Um crime � um crime e n�o h� volta atr�s!
Sou culpado conforme as acusa��es.
Esse � meu argumento e esse � o veredicto.
N�o mudam agora.
O acusado fica preso sob cust�dia
do departamento de psiquiatria do supremo tribunal.
A audi�ncia foi adiada.
- Bom dia, Sr. Grayam. - Eu lhe conhe�o?
- N�o. � a primeira vez que venho. - Voc� � psiquiatra, verdade?
Isso mesmo. Vim ver como se encontra.
Eu cortei meu dedo
Foi esta manh�. Disseram-me que poriam um curativo, mas eu n�o farei.
� melhor que lhe d� ar.
Hoje me encontro muito melhor que ontem, j� que
meu nervosismo e minhas enxaquecas foram embora.
Mergulhar na psicologia causa muito desconforto, certo?
- Continue. - Qu�?
Eu disse "bom dia". N�o quer responder?
- As aranhas podem matar? - Sim, s�o venenosas, claro.
- Eu dei um pontap� em meu pai. - Verdade?
Estava morto.
- Tinha um metro de terra por cima. - Sente falta dele?
Vamos, Jim, diga! Sente falta dele?
Claro que sinto falta, idiota! Que tipo de pergunta rid�cula � essa?
Bom dia, Sr. Grayam.
Jim, alegro-me em voltar a lhe ver.
Vamos trabalhar outra vez juntos.
Mudou de penteado, n�o foi?
Est� mais bonita assim.
Mais do que eu me lembro.
Algo me diz que esteve lendo livros sobre psican�lise.
- Est� pronto? - Claro, quando voc� quiser.
Vamos, vamos trabalhar.
Em cada desenho falta uma coisa. Quero que me diga o que �.
- A metade do bigode. - Voc� � sabido, Jim.
Vamos ver este.
- Acho que � o rabo do porco. - Exato.
Vamos, olhe para o desenho, n�o para mim.
- Homem. - Mulher.
- Mulher. - D�cil.
- Esposa. - Marido.
- Marido. - �dio.
- Vida. - Morte.
- Voc�. - Ferido.
- Benson. - Matar.
Isso me d� nojo!
Voc� e seu sorriso de Mona Lisa me enojam!
N�o ganhou ainda seu sal�rio de hoje?
N�o s� vem aqui porque est� ansiosa de ver um homem.
Por que diz isso, Jim?
Os outros m�dicos vieram e foram embora. Voc� n�o!
Vem um dia e outro, e outro...
Bem, estamos fazendo um trabalho muito interessante, n�o �?
Por que essa dedica��o ao dever? Leva alian�a na m�o esquerda,
n�o tem pressa para ir para casa e ver seu marido?
Ou � que ele lhe acha t�o chata quanto eu?
Acha-me chata, Jim?
Seu marido tamb�m � psiquiatra, verdade?
Sim.
Devem se divertir muito contando os segredos de seus pacientes!
S�o uns intrometidos Divertem-se sem correr perigo.
Conheci meu marido quando estud�vamos na faculdade.
Naquela �poca j� se interessava pela psiquiatria.
Costumava dizer que era como um mission�rio na selva mais complicada.
- A mente humana. - Por favor, termine.
N�o, aqui � onde come�a tudo. O mais espantoso e o mais bonito.
Por isso ele passou sua vida explorando e
tentando levar o amor e a luz a todos os rinc�es da selva.
Um dia eles o levaram com um paciente, um vagabundo.
Meu marido terminava seu plant�o naquele momento.
Mas como viu que o homem sofria um tormento mental, ele ficou.
Infelizmente ningu�m percebeu que aquele homem estava armado.
Tr�s minutos mais tarde meu marido tinha morrido.
E claro, agora segue seus passos com amor, n�o?
Saiba que est� quase t�o louca como...
T�o louca como quem? T�o louca como voc�, Jim?
Por que me olha assim, acha que estou fingindo ser algo que n�o sou?
- Est� fingindo? - � voc� quem tem que dizer.
Tem testes para tudo. H� de ter um para saber se estou fingindo ou n�o.
Na verdade, temos um. Faremos amanh�.
Boa noite. Espero que descanse, Jim.
Estou vendo um tigre.
- Ol�, Jim. - Ol�, doutora.
- Como se encontra hoje? - Muito melhor, obrigado.
- Que � tudo isso? - � para o teste.
O teste que falamos ontem, lembra-se?
Mas eu pensei que o amital s�dico...
� eficaz, sim, mas nos julgamentos de Nuremberg n�s percebemos
que certas pessoas ficavam imunes � droga.
Por outro lado, este novo teste de sensibilidade cut�nea
� absolutamente infal�vel.
� isso o que queria, n�o?
- N�o quero, mudei de ideia. - N�o tenha medo, Jim.
- Por que n�o me deixa em paz? - N�o tem por que se preocupar.
Estou ao seu lado e al�m disso lhe compreendo.
Eu pensei...
Sei exatamente o que pensou. Estamos muito sintonizados.
Deite-se e descanse.
Confie em mim, Jim. Pode fazer isso.
Confie em mim, confie em mim. Sou uma amiga, lembre-se.
Confie em mim.
Confie em mim.
Acredite em mim, sou sua amiga.
Eu encontrei o paciente comunicativo, com vontade de colaborar.
�s vezes divagava algo ao falar, mas em geral
possui uma intelig�ncia muito superior � normal.
Entretanto n�o tinha conhecimento de seu problema.
Assim que, apesar de que apresentasse boa apar�ncia,
eu o encontrei um pouco retra�do e afastado da realidade.
Eu o encontrei evasivo. Mas seu modo de pensar quando se deixava relaxar,
era superior e bem organizado.
Disse-me que o ataque � v�tima foi devido � sensa��o
de que o homem queria acabar com ele.
Seus antecedentes mentais, sua recente maneira de se comportar,
e os testes feitos pelos psic�logos que o tribunal ordenou
levam-me a acreditar sem nenhuma d�vida
que se trata de uma personalidade psicop�tica
com decisivos rasgos antissociais.
Por tanto recomendo que seja internado em um hospital do Estado
onde poder� seguir o curso de sua esquizofrenia.
Obrigado, Dr. Ames.
Dra. Larstadt.
Em minha opini�o, o acusado James Grayam
padece de uma psicose paranoica.
N�o percebeu a natureza e a import�ncia de sua a��o
ao matar Cort Benson.
Nem tampouco percebe agora.
A realidade est� t�o afastada de sua mente
que seu conceito dos valores degenerou por completo.
E, decididamente, tornou-se esquizofr�nico.
Por conseguinte, estou de acordo com meus colegas
em recomendar que James Grayam seja internado em um hospital do Estado
por uma temporada, j� que constitui um perigo para si mesmo
e para os demais. E precisa de mais tratamento,
...cuidados e supervis�o. - Obrigado, Dra. Larstadt.
Sr. Komato, voc� quer fazer alguma pergunta sobre essas opini�es?
- N�o tenho perguntas. - Que fique em p� o acusado!
Este tribunal declara inocente James Grayam
por motivos de loucura.
E ordena seja internado no hospital psiqui�trico para delinquentes
at� que chegue o momento em que as autoridades competentes
certifiquem que recobrou a raz�o.
Voc�s esperam aqui.
Vamos, passem. Por aqui, por favor. Essas tr�s camas.
Fique a�. Voc�, pegue essa. Voc� aqui.
Bem, vamos.
Grayam, essa � sua cama. E essa � a sua, Clyde.
- Quer cheirar estas flores? - N�o, obrigado.
�timo. Muito convincente. Acho que saiu com a sua.
Qu�?
Escute, n�o tem que representar seu papel comigo.
- Tamb�m est� fingindo, verdade? - N�o sei de que est� falando.
Faz isso muito bem. Quase t�o bem como eu.
Os demais est�o todos loucos.
Voc� e eu nos ajudaremos.
Ofere�o-lhe minha m�o.
Bem, d�-me sua m�o!
N�o permito que ningu�m me d� as costas! D�-me sua m�o!
- Quietos, quietos! - Soltem-me!
N�o quer me dar a m�o e � a �nica coisa que quero!
N�o quer me dar a m�o! Soltem-me, soltem-me!
N�o quer me dar a m�o! N�o quer me dar a m�o!
N�o s�o de verdade, sabe?
Eles acham e eu acho que s�o reais.
Mas eu gosto muito. S�o bonitas. Gosto de coisas bonitas.
N�o se preocupe. N�o disse seu segredo!
Nem uma palavra de que est� t�o sadio como eu!
Esse � nosso segredo.
- Voc� e eu temos que estar sempre... - Est� bem, Sr. Clyde.
J� lhe disse que n�o incomodasse o Sr. Grayam. Vamos.
Venha comigo e deite-se na nova cama que tenho.
N�o. N�o se faz desse modo.
Deixe que lhe ensine. Colocam-se os polegares assim.
N�o queria fazer isso. Sinto muito.
- Perdoa-me? - Claro.
- N�o se preocupe. - Espero que possa me perdoar.
- Porque eu sinto muito. - Sim, sim!
Termine essa can��o e cale-se de uma vez!
Demorei 6 meses para me decidir e agora vem e estraga tudo!
Diga-me, Sr. Grayam, que acontece no c�rebro de um louco?
Confie em mim, Jim. Confie em mim.
Cuidado, Lorrie � perigosa. Afaste-se.
� sua �ltima chance.
D�-me a m�o.
- D�-me a m�o! - Afaste-se de mim!
- Farei que lhe declarem louco! - Afaste-se de mim!
- D�-me a m�o! - O louco � voc�! Todos voc�s!
S� quero que me d� a m�o e ele n�o quer!
Eu n�o estou louco! N�o estou...
N�o quer me dar a m�o!
- Bebeu o leite, Martin? - Sim.
L� est� a Dra. Larstadt.
Dra. Larstadt?
Tenho que ver a doutora!
Dra. Larstadt? Dra. Larstadt, pode me ouvir?
Dra. Larstadt? Preciso lhe ver!
Doutora, eu... Tenho que ver a doutora!
Dra. Larstadt! Quero v�-la, n�o entendem?
Ela conhece meu caso! Quero que...
Quero... quero que me escute! Quero que me escute!
- Eu lhe escuto, Jim. - Lorrie!
Esperava por voc�!
Est� t�o bonita! Nunca tinha lhe visto t�o bonita!
Se pudesse lhe ter em meus bra�os e lhe beijar!
O guarda, Jim.
Eu amo voc�. Tudo que fiz foi por n�s. Por voc�.
Consegui cometer um assassinato impunemente.
N�o devia insistir que eu viesse. Pode ser muito perigoso!
Mas tinha que lhe ver!
Este lugar, as pessoas... N�o tem ideia, � horr�vel, espantoso!
N�o posso ficar aqui nem um momento mais!
Mas falta pouco para a junta de revis�o!
Sim, eu sei, mas n�o sabe o que est� acontecendo comigo!
Preso com esses loucos, hora ap�s hora, vendo suas caras,
ouvindo suas vozes e n�o querem me deixar em paz!
Por isso tem que ver a Dra. Larstadt!
- A Dra. Larstadt? - Sim.
Esta manh� soube que foi nomeada psiquiatra adjunta
deste hospital. V� logo v�-la e conte a verdade de minha loucura!
- Qu�? - Sim. Sabe que s� depende de voc�.
Juntos conseguiremos convenc�-la que tudo isso foi planejado...
...por n�s. - De que est� falando?
N�o v�? Conhe�o o que sente por mim.
Desde o primeiro dia no julgamento ela me olhava e sorria!
Sei que est� do meu lado, que gosta de mim!
N�o tem por que se preocupar, n�o dir� nada a ningu�m!
- � imposs�vel! - Temos de correr esse risco!
� a �ltima esperan�a. Voc� tem que convenc�-la de que sou s�o!
- Temos que correr esse risco? - Sim!
N�o!
- Que quer dizer? - Sinto muito, Jim.
Nunca me disse que eu ficaria complicada neste assunto.
Mas eu fiz isso por voc�, esqueceu?
� a verdade e voc� sabe!
Est� metida nisto comigo, voc� e eu. Tem que me ajudar!
- N�o! - Est� bem.
Cantarei tudo a eles. Contarei de voc�. Direi toda a verdade!
Espere um momento. Em primeiro lugar nunca pensei que fizesse isso!
Mas voc� fez!
Voc� o matou, foi julgado e lhe prenderam aqui!
Estando em um lugar como este quem acreditar� em voc�?
Ningu�m vai ligar para o que voc� diga!
Lorrie, eu...
Sinto muito. Sinceramente.
Desculpe-me.
Eu tentei!
� verdade que tentei!
Mas...
N�o posso resistir em ficar sozinha!
Sem ver ningu�m naquela casa vazia e t�o grande!
Eu n�o sirvo para essas coisas!
Ela lhes convencer� de que estou sadio!
Tem que convenc�-los.
Que vou fazer? Que vou fazer?
Preciso de algu�m que me ajude Que me ajude como for!
Tenho que buscar ajuda!
Quando eu a vi ir com ele, eu percebi
que tudo havia terminado.
Olhei ao meu redor e pensei ficar louco.
Sabia que n�o podia ficar no hospital e fugi naquela noite.
Passei a semana toda escondido.
E estou convencido de que � voc� �nica pessoa que pode me ajudar.
Voc� me compreende, por isso vim lhe ver.
� minha profiss�o lhe compreender.
Sim, mas se trata de algo mais, n�o � verdade?
Eu sabia quais eram seus sentimentos para mim no tribunal,
quando subiu no estrado e mentiu dizendo que estava louco!
Foi isso o que disse?
Passou o tempo que tinha que estar no hospital
e irei para revis�o.
Voc� contar� a eles a verdade sobre mim.
- Dir� a eles que n�o sou louco? - Eu lhes direi tudo...
- Tudo quanto possa lhe ajudar, Jim. - Voc� � maravilhosa!
- Sou sua amiga, tem que confiar em mim. - Eu confio, eu confio!
Depois da revis�o, quanto eu estiver livre,
vou lhe recompensar por tudo o que fez por mim.
N�o sabe como � bom ter algu�m que realmente lhe aprecia,
estar convencido de que jamais lhe desapontar�.
Sim, eu sei, Jim.
E eu sei que amo voc�.
- Por favor, Jim, por favor. - Eu amo voc�!
Agora percebe por que veio me ver, verdade?
Sim, porque amo voc�.
Sim, mas tamb�m percebeu que queria que lhe ajudasse, n�o �?
Claro que sim, mas isso faz parte do amor!
Quer dizer ajudar-se mutua...
Que � isso?
Voc� viu seu isqueiro!
- Que � isso? - Oh, n�o, n�o � nada!
- Que me dizia? - N�o, h� algo l�!
N�o h� nada. Fa�a o favor, que ia me dizer?
H� algo atr�s deste vidro. Quem est� l�?
Diga-me, por favor. Diga-me!
Eu... Lamento que tenha acontecido desta forma, Jim.
Eles s�o seus m�dicos e seus amigos.
Formamos a junta de revis�o. E a decis�o que tomemos
voc� ter� que aceit�-la.
- Quer dizer que estou louco? - Eu n�o usei essa palavra.
Mas � melhor para voc� voltar ao hospital.
- Voc� me enganou! - Eu n�o lhe enganei, Jim.
Fizemos desta forma porque voc� fugiu.
Mas voc� me enganou. Voc� me enganou!
Tem que voltar ao hospital. Precisa de ajuda.
E n�o deve se impacientar. Estar� l� muito tempo.
Confiava em voc�.
De verdade.
- Realmente pensei que era diferente. - Jim, n�o me escute.
Eu amava voc�. Sabia?
- Mas n�o � diferente dos demais. - Jim, escute-me!
Todos s�o meus inimigos, n�o � verdade?
- N�o quer me escutar! - Todos s�o meus inimigos...
Eles me rodeiam, me oprimem, me cercam, mas n�o v�o acreditar que sou louco!
Ouvem-me? N�o estou!
N�o estou louco! N�o estou louco! N�o estou!
N�o estou louco! N�o estou louco!
N�o estou louco!
Solte-me, n�o estou louco!
Estou t�o sadio como todos voc�s!
N�o estou louco! Deixem-me, por favor!
Deixem-me, soltem-me!
Ningu�m me compreende, ningu�m! Soltem-me! Soltem-me!
Deixem-me!
N�o podem me levar para dentro! N�o quero voltar l�!
N�o voltem a me trancar com todos aqueles loucos!
N�o voltem a me meter l� dentro! N�o voltem a me meter l� dentro!
Tradu��o das legendas: PARENTE - SERGIPE - BRASIL - 3
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