All language subtitles for Samson and Delilah 1996

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Original subtitles

SANSÃO E DALILA

Para tudo há um propósito. Era a época dos Juízes...

O Senhor havia punido os filhos de Israel por pecarem contra Ele.

Ele os havia entregado nas mãos dos filisteus...

que conquistaram o povo de Israel...

eles exploravam seu império com cruel eficiência.

Mas também era um povo avançado.

No mundo do bronze, ele haviam descoberto o segredo do ferro.

Com isso acabavam rapidamente com a desobediência, sem piedade.

A punição de Deus ao povo de Israel foi severa...

mas Ele não os abandonou, e a fé cresceu...

na sua luta contra os opressores filisteus.

Não tema, mulher.

O Senhor da vida não a esqueceu em sua esterilidade.

Sou um mensageiro que veio dizer que seu ventre gerará um fruto.

Irá conceber um filho! Um nazireu, dedicado a Deus...

ele não comerá alimento imundo e não beberá bebidas fortes.

E ele será mais forte que cem homens.

Ele é uma dádiva de Deus...

escolhido para começar a libertar o seu povo dos filisteus.

Olhe através de mim e verá onde repousa o futuro dele.

Como uma marca de obediência ao Senhor...

seu cabelo nunca será cortado. Este será o símbolo...

de sua aliança com Deus e sua consagração a Ele.

Sua força está no Senhor...

e este segredo ficará entre você e ele.

Não quebre este pacto como o Todo Poderoso.

Manoá!

Um homem... lá no poço.

Um homem estranho... Ouça-me.

Ele me apareceu... no poço...

- Um filisteu? - Não, não. Um estranho.

- Do que está falando? - Ouça-me...

"O Senhor da vida”", ele disse...

ele disse que eu iria conceber... e teria um filho.

E se ele dissesse que éramos ricos... você acreditaria também?

Era uma aparição! Foi...

foi como um milagre...

Mara...

Você é estéril, sabe disso.

Só me deitei com você, Manoá.

Essa criança será nossa.

E uma dádiva para nosso povo.

E a terra concedeu sua colheita...

e Deus começou a semear a justiça para Seu povo...

para que não reverenciassem...

ou venerassem os falsos ídolos de seus mestres.

Mas após 40 longos anos...

a libertação estava vindo para os filhos de Israel.

Suas preces foram ouvidas por Deus sem rosto...

e cujo nome nunca era dito. O único Deus verdadeiro.

Você quer segurá-lo?

Ele é tão pequeno.

Posso deixá-lo cair.

- Amém. - Amém.

Sansão.

Pai...

como vou saber que é hora de cumprir meu destino?

- O Senhor lhe dirá. - Quando?

Quando for a hora certa...

- Um sinal? - Talvez.

- Que tipo de sinal? - Não sei.

Ele lhe deu força.

Ele também lhe dará entendimento.

Mas sou apenas um homem. Um.

Um nazireu. Ligado ao Senhor.

Não precisa procurar os sinais...

seu nascimento foi o sinal.

O estranho disse:"Escolhido para libertar seu povo?"

Foram as palavras dele.

Para libertar seu povo...

Será difícil...

Toda dádiva... é também uma obrigação.

- O pai diz que ele é preguiçoso. - E pouco ativo...

Sansão!

- Ponha-os na rede! - Sansão, Sansão, agora.

Sansão, deixe-nos sair.

Sansão, deixe-nos sair. Pare, Sansão, pare!

Sansão, pare já!

Sansão!

Sansão!

Sansão era meigo, bom, solícito...

e inseguro como todos são quanto ao propósito de sua vida.

Ele começou a trilhar a longa estrada do entendimento e da fé...

uma jornada que deve ser feita por todo homem... sozinho.

É isso, vossa alteza! Cuidado com a guarda.

No palácio do rei dos filisteus...

outro jovem aprendia as habilidades da vida...

através dos jogos que fazia...

Cuidado com a guarda!

Inteligência, atenção, concentração. Eu observei...

parece uma borboleta. Você vem, você vai, você se esquiva.

Concentre sua atenção, vossa alteza...

concentre-se completamente.

Sim. Sim, eu sei.

De novo, general?

Como quiser, vossa alteza.

Nunca subestime seu inimigo.

Não, pai.

- Bom dia, Dalila. - General Taric. Pode levantar.

Imagino o que o pai dela acharia dela agora, comandante.

Um verdadeiro amigo e um bom soldado.

Quem? Disseram para não subestimar seu inimigo.

- Aqui. - Use esta, comandante.

- Uma espada israelita? - Do que é feita?

Bronze. É um povo primitivo...

Que só encontrou um único Deus para venerar.

Atacar!

Até uma espada quebrada mataria você...

se abrir sua guarda, vossa alteza.

Você nos lembra todos os dias porque meu pal...

o considera tanto, comandante...

Ele possui a arma mais poderosa de um soldado...

a inteligência.

Meru nome é foram.

Eu era uns dez anos mais novo do que Sansão.

Eu o amava como um irmão.

Nós dois éramos nazireus dedicados a Deus no nascimento.

E eu sabia que com ele estava o destino de nosso povo?

Talvez eu soubesse apenas que deveria ficar com ele até o fim.

Não houve aviso?

Os filisteus apareceram lá no pôr-do-sol.

Não houve tempo de fugir...

e não tínhamos armas.

Meu pai, minha mãe...

e meus irmãos...

Eles mataram todos.

Não fui poupada, não fui vista.

A única que escapou.

Noemi...

- Sinto muito. - Sente?

Por fazê-la se lembrar.

Não esqueço.

Venha comigo. Você vai ouvir. Você vai aprender.

Por favor, Sansão, venha comigo.

- Por mim. - Por você, tudo.

Menos uma daquelas reuniões!

Eu preciso ir.

Noemi, você é muito meiga para as palavras ríspidas de rebelião.

E mal iria levantar uma espada.

- Você foi o escolhido. - Eu duvido.

- Sua mãe recusa... - Noemi... pare com isso.

Se fosse eu o eleito, Deus me chamaria.

Não você e sua gente.

Sou um nazireu. Eu rezo. Eu tento.

Mas há uma grande ausência.

O mar pode abrir, Sansão. Os arbustos podem queimar.

Para Moisés e para você.

Sou um homem. Como um homem pode destruir os filisteus? Diga-me.

- Nosso exército... - Seu exercito tem clavas...

- e espadas de bronze. - E honradez.

Por que todos acham que são os únicos...

- que tem honra? - Você duvida?

Mas honradez não deteve a lança filisteia que matou sua mãe.

Honradez não deu a eles armas de ferro.

Não me faça implorar. Abra os olhos.

Não vejo nada. Não ouço nada.

Não sou nada.

- Um homem é o que escolhe ser. - E eu não escolhi nada.

Por quê? Diga, Sansão, do que você tem medo?

De nada.

- Então o que quer? - Eu quero...

tudo.

Como é, Ira...

ainda estamos sob o controle desses filisteus.

É a punição de Deus. Quando nosso povo abandonou Seus caminhos...

Ele os pôs sobre nós para podermos expiar nossos pecados.

Mas as coisas estão melhores agora.

Não queimam mais vilas. Não escravizam mais nossos jovens...

E o fruto do sofrimento... é a sabedoria.

Então devemos ser o povo mais sábio da terra.

Ira, você é o mais velho da nossa vila.

- Preciso de seu conselho. - E grátis.

E normalmente errado.

- O que Sansão fez agora? - Nada...

e mais nada.

Ele leva uma vida vazia.

É como se acreditasse que o mundo lhe deve tudo.

Moisés também foi criado como príncipe.

Meus filhos são iguais, só que sem o dom especial de Sansão.

Sansão nos prendeu na rede! Sansão nos prendeu na rede!

Diga-me... Sansão já chorou?

Por uma hora quando nasceu...

como se sentisse a dor que a vida lhe reservou.

- E daí, nunca mais. - Verdade, ele é fora do comum.

Temperamento é bom, inteligência rápida e a força...

Ele tem todos os dons menos um.

Propósito. Esse é o combustível da vida.

Vamos!

Vamos...

- Noemi... - O quê?

Vamos embora. Eles passam aqui todo dia a esta hora.

Não. É a sua vez, lorão.

- Vá E a sua vez.

- Vamos! Filisteus! Vamos lá! - Não!

Vá! Vá buscar Sansão.

Ei! Nunca vi animais montados em animais.

Por que não desmontam e dão de mamar?

Vá!

Esse fedor vem dos animais ou de seus donos, heim?

Sansão! Sansão, venha depressa!

Os filisteus! Pegaram Noemi! Sansão, por favor, depressa!

Saiam daí! Saiam!

Vamos! Vamos depressa!

Vamos! Vamos!

Sua mãe é uma burra. E a sua é uma mula!

Segurem-na!

Tenho duas espadas.

Vou espetá-la com a que me der mais satisfação.

É melhor que seja a de ferro. Guarde a outra para a sua mãe!

Sua israelita vadia!

- Noemi, fique ali. Vou ajudá-lo! - Não. Não!

Fique aqui!

Sansão!

Sim, sim! Vai, vai! Sim, sim!

Você os quebrou! Sem uma arma...

Sansão os quebrou!

Você é o escolhido. Como pode duvidar disso?

Sansão!

Sem uma arma, Sansão os quebrou!

Por favor, deixe-nos entrar! Pelo menos fale com essa gente!

Você conhece todos nós.

Não vou deixá-los entrar nesta casa. Vão embora, ouviram!?

Eu disse agora! E importante.

Mara, precisa falar com ele. Precisamos dele. Um líder.

- Alguém que o povo apoie. - Preciso dele também.

- Eles são... - Sei quem são.

- Carpinteiros, lavradores, pastores. - Os líderes da nossa rebelião.

Rebelião? Quantas armas têm? Quantas são de ferro?

Mara. Foi desejo de Deus trazer seu filho para destruir...

- os inimigos de nosso povo. - Manoá, precisa falar com Sansão.

- Com o pai instigando, ele... - Instigar o quê?

Que ele morra antes da hora?

O filho por quem Mara e eu pedimos a vida toda?

- Manoá, ouça-nos... - Eu ouvi.

Nosso filho é um instrumento do Senhor e na hora Dele ele obedecerá.

Na hora de Deus. Não na sua.

Bem! Eu não sei...

Oh Senhor, diga-me o que fazer.

Subjugue-o, pai!

Queime sua vila antes que os israelitas tenham um novo herói.

Não se ganha nada queimando uma vila israelita.

- Em uma semana já terão esquecido. - As lendas crescem, pai.

Pergunte aos cortesões o que ouviram.

De mãos nuas, duas patrulhas, alguns dizem dez.

Só uma cabeça oca se enche com essas lendas.

- O que acha, comandante Taric? - Todos os povos precisam de heróis.

Se não existem, eles devem criar um.

- Sabe o que isso significa? - O quê?

O nome dele. Sansão.

- Diga. - O filho do sol.

O filho do sol!?

- E seu nome... - O meu?

Dalila é uma palavra antiga. Significa desejo.

E o acha adequado, comandante?

De todos os modos.

O filho do sol.

Eu queria ver esse Sansão pessoalmente.

Você é uma mulher liberada, Dalila.

E se não fosse... consideraria uma grande ofensa, general.

O cabelo é longo, ele faz sete tranças.

Tem algum significado religioso.

Há alguma coisa que não saiba, comandante.

Nunca saberia como agradar uma mulher liberada.

Nossas exigências em um homem são modestas...

essa é a principal parte do nosso charme.

Só por modestas exigências um homem poderia realizar suas expectativas.

Exceto... talvez... um herói israelita.

Homens como ele são rapidamente esquecidos ou...

- nunca esquecidos. - Nada é certo.

Nada além da morte.

É isso? Parece tão pouco.

E abrange tudo.

Forte, sim. Mas com uma meiga modéstia.

Viu como ele correu? Como um antílope.

Uma mulher morreria com um homem assim.

Saia da frente, tonto!

Um antílope é mais gracioso que um babuíno, não é?

General!?

Se o futuro de nosso povo deve ser assegurado...

talvez seja hora de pensar em estratagemas diferentes.

Como?

A maior vitória da um general é a paz.

Alguma coisa aconteceu. Não brigou com uma mulher.

Todas as solteiras da vila estão apaixonadas.

Algumas casadas também. Não brigou com Noemi, brigou?

- Não. - Quem foi?

Ninguém.

- Eu vi... - O quê?

Uma mulher. Diferente de todas.

Nenhuma mulher machucaria assim. Sansão, cuidado.

- Pai. Pai, eu... - Agora não, espere.

- General, continue. - Bem... levaria tempo.

Mas quando virem que um trato os beneficiaria, poderíamos...

- desviar a atenção. - Um trato, com quem? O que é isso?

É algo que reis devem aprender e príncipes, praticarem.

- Chama-se ouvir. - Ninguém nesta casa real...

deveria ouvir sobre tratos com as tribos de Israel.

Seu subjugo é o trato.

É ouvir quem ouve. As propostas do general têm mérito.

- Continue. - Se pudermos considerar...

fazer uma paz oficial... transformando-os...

- aliados independentes... - Aliados? Os israelitas?

É melhor meter a mão num cesto de víboras.

A arte de tomar uma decisão...

é conhecer, primeiro, Suas opções.

General?

O que conseguimos com um estado aliado nas fronteiras orientais?

Nada, mas um campo viçoso para rebelião. Drenando minha força...

- e o seu tesouro. - Nosso tesouro!

Sempre sabe onde sou vulnerável.

Mas deveríamos deixá-lo ter acesso ao mar e deixá-los negociar.

Minha experiência de vida que começa com a minha família...

é que ao dar o que se deseja... só estimula mais o apetite.

Continuaríamos com controle absoluto, majestade.

A ilusão da independência?

Precisaria de um mágico melhor dos que conheço.

E a religião deles? Não, não, general...

a crença é mais perigosa do que cem exércitos.

Nossos deuses têm rabo de peixe pois nossos ancestrais...

eram navegantes. O que importa...

se algumas pessoas úteis decidem acreditar numa divindade única?

- É uma troca pobre. - Talvez.

Mas às vezes sinto que somente um sol no céu é melhor que...

dois ou três que nos queimariam vivos.

Mas e se controlássemos os israelitas com um trato?

Não, comandante, isso é traição.

Você não hospeda um inimigo. Você o elimina.

A que sacrifício?

Mil de nossos jovens? Cinco mil?

Quantas viúvas quer fazer antes de dizer "chega"?

Os israelitas reivindicam nosso reino!

E estamos pensando em dar a eles?

Não. Só em fazer paz... o preço disso é baixo.

Eles creem que seu Deus enviará um salvador para nos destruir.

Acima de tudo, é essa crença que os mantêm sob o nosso poder.

Eles aguardam paciente e passivamente.

Talvez devêssemos encorajá-los nessa crença.

Faríamos desse novo herói, esse Sansão, um exemplo.

Antes que seja tarde. Traga-os para perto...

e eles aprendem os segredos de nossa força.

- Como fazer o ferro. - Isso é verdade.

- Talvez haja jeito de... - Quer que aprendam...

- como fazer armas, General? - Mas este ano, ano que vem...

que seja... eles aprenderão.

O homem sobe nas costas de outro. Mas um trato não é a solução.

É muito perigoso. Vamos deixá-los como estão...

esperando o salvador. E espero que não chegue antes que nosso reino...

e o seu... não passem de grandes lembranças.

- Sim, vossa majestade. - E o meu primeiro general.

O que é um primeiro general sem exército?

O que é um escorpião quando perde o ferrão?

Vossa alteza...

Vai se lamentar após minha morte, Sidca.

- Claro... pai. - Muito bom.

Quero que contate nossos agentes e prepare a captura desse Sansão.

Você comandará a operação.

Quero-o aqui em Gaza. Vivo, se possível.

- Vivo? - Sim, vivo. Com vida, morto não.

Mais difícil, porém essencial.

Mas podem acreditar...

Mitos e lendas o envolvem com os mortos...

e os tornam heróis martirizados. São lembrados.

Quero esse Sansão aqui em Gaza, com prisioneiro...

em correntes de ferro... Logo será esquecido.

Eis seu dinheiro. Mostre onde ele mora.

Um estranho...

Ele disse...

Ele disse...

Venha, irmão.

Nosso trabalho está feito.

Mãe!

- Pai! - Por favor, Deus!

- Eis você aqui! - Por favor, Deus!

Por favor, Deus. Sansão!

O que estão fazendo? Para onde o estão levando?

- Soltem-no! - Sansão!

Sem Sansão, lideraremos a rebelião!

As pessoas olharão para nós para se inspirarem.

Trarão suas esperanças, medos e dúvidas para nós...

e viraremos os reais juízes de Israel.

Veja! Está nas estrelas quando Sansão seria pego.

Ajudem-no! Ajudem-no! Detenham-no!

- Não têm direito de fazer isso. - O que está acontecendo?

- Pegaram Sansão! - O quê?!

Faça alguma coisa! Ajude-me! Faça alguma coisa!

Você, venha. Venha...

Sansão! Deixem-me passar!

Vão! Peguem-no!

- Ei, Sansão... - Vão! Capturem-no! Vão!

Para trás!

Você! Vá!

Manoá...

Vão! Detenham-no!

Você! Pegue-o!

Vai!

Onde estavam?! Éramos mais de cem homens que eles!

Lidere!

Devo matá-lo por você também?!

Sansão, onde vai?

- Sansão! - Sansão!

Covardes! Traidores!

- Devíamos ter ficado para ver. - Não...

estar dormindo em casa prova nossa inocência.

Já deve estar a caminho de Gaza. Com correntes de ferro.

Senhor!

- Haverá um lugar onde se esconder. - Esconder?

- Eles podem voltar. - Que voltem.

Venha. Tenho um amigo...

que jamais nos trairá.

Quantos estavam aqui?

Éramos em cem mais que eles.

- Lutou como se fossem duzentos. - Deus é bom.

- Ninguém tentou ajudar. - Só você.

Os outros me chamam para a rebelião um dia, no outro me abandonam.

- Estavam com medo - Você não estava.

- Não tenho idade para saber. - Nem meus pais.

Noemi quebrou umas cabeças.

O amor é o maior conquistador do medo.

Claro que se o tivessem levado...

o pai nos diria. Já nos teria acordado.

O pai está dormindo...

Foi dedicado como um nazareu no nascimento?

Sim, como você. Eu sou de Deus.

Nós somos de Deus. Ele é um mestre estranho.

Ele nada nos diz... nada exige.

Seus caminhos são desconhecidos. Ele está além de nossa compreensão.

Ou nenhuma.

Mas Ele lhe deu força para quebrar o pescoço de um leão.

- Você... sabia? - Sabia o quê?

- Nada. - Nada.

Há vários modos de ser forte.

- Anrão! - Sansão!?

- Por que você...? - Ouvimos vozes.

O que ele faz aqui?!

Os filisteus tentaram capturá-lo. Ele os atacou.

- Foi? - Sim! Louvado seja Deus.

Mas com ele aqui, todos corremos perigo.

- E se voltarem esta noite? - Não procurarão aqui.

E se voltarem? Procurarem na vila?

E daí? Seremos todos levados a Gaza acorrentados.

Não pode ficar aqui!

Jeiel, Anrão. Salam.

Se temem por suas vidas, procurem outro lugar para dormir.

Pai... os filisteus...

Se os filisteus vierem, vieram! Agora! Saiam!

Venha, irmão!

Meus filhos.

Seu pai já lhe disse como se orgulha de você?

Mas meus filhos...

Sansão nos pôs numa rede! Sansão nos pôs numa rede!

Uma rede...

Quem mais sabia onde você dormia?

Jeiel...

- Anrão... - Oh, não.

Oh, não. Deus, não! Meus próprios filhos.

Traidores! Tolos!

Se um homem peca contra outro... Deus intervém a seu favor.

Mas se peca contra Deus e Seu consagrado, quem irá interceder?

Pai, alguém lhe mentiu...

Jeiel, Anrão... Não!

- Eles me traíram! - Sansão, não!

- Nós não pecamos, pai! - Vocês me desgraçaram...

Meus próprios filhos arrancaram meu coração!

- Não, Sansão! - Não, não, não, Sansão, não!

Não!

Não!

Por favor! Não os mate! Eu imploro...

Sansão. Sansão!

Acho que fomos atacados por uma força israelita superior...

Você diz que eles não têm força superior!

Nunca subestime um inimigo??!

Na circunstância, achei prudente recuar para re-agrupar.

- Aqui em Gaza? - Bem... pronto para outro dia.

Mas era só um homem! Um homem!

Mas com a força de 50. E outros nos atacaram.

- De mãos nuas... - Estava escuro. Não se sabe.

Todos tinham queixadas de jumento?

Os deuses dão Sansão como filho a um camponês israelita ignorante!

E dão a mim, o rei de Gaza... Você!

Tenho um só dever que é sobreviver ao meu herdeiro!

Não há justiça nas estrelas? Suma daqui!

- Pai... - Além de burro é surdo?

Disse para sumir daqui! Vá!

Quero que um agente observe e me diga exatamente o que aconteceu.

Sim, senhor.

Bem, General Taric, há justiça nas estrelas?

Aparentemente não.

E o número de reis que sobrevivem a herdeiros não nos dá confiança.

Sansão!

- Sansão! - Volte para a vila.

- Onde vai? - Embora. Não sei.

Sansão. Estou perdido sem você. Desde que nasci estamos juntos.

Desde que nasci ouço que Deus pune nosso povo por não Lhe dar atenção.

Talvez se eu me afastar do meu povo consiga ouvi-Lo e obedecê-Lo.

Vá. Volte para a vila.

Agora sua fase adulta começa.

Como a minha.

Eu não faria se fosse você.

Olhar é uma coisa, mas tocar é outra.

Os homens podem não gostar... e você acaba...

sem um pedaço que Deus lhe deu, se me entende.

Você é israelita.

Amrok. Perdido no deserto quando pequeno e criado pelos filisteus.

Viajante por criação, e um curioso por natureza...

rumo ao lar após três fatigantes anos...

pondo um pé na frente do outro. E você?

Sansão.

Esperava um gigante. Um lutador. É um homem comum. E de você que falam?

E traem.

Mas você, um israelita, vive com filisteus?

Sou considerado da família. Gente boa.

Como pode se eles massacram o seu povo?

Viu tão pouco da vida que não sabe?

Quando o povo é controlado por um rei forte...

É a vontade do rei que prevalece.

Não foi o rei quem destruiu as vilas?

Mas foram os que comem, progridem e ganham recompensas. À corte manda.

Se um homem armar contra a corte, num instante Gaza estará destruída.

- Eles são cruéis. - Porque têm medo.

- Medo? - De perder o que eles têm.

Se pudesse empurrá-los para o mar e tomar suas terras, o faria, não é?

Agora não levantaria um dedo contra eles.

Então podemos ser amigos. Amigo.

O príncipe dos filisteus quer minha cabeça. Ser meu amigo é perigoso.

As melhores amizades sempre são arriscadas...

ele procura sua cabeça, mas precisa antes achar a dele.

Amanhã à noite festejaremos com meu pai em Timnate.

Timnate!

- São terras do seu pai? - Até onde a vista alcançar.

Escolheu bem seus pais.

Amrok!

- Bem-vindo! - Obrigado.

Mestre! Mestre!

Seu filho!

- Seu filho voltou. - Obrigado.

Mestre, seu filho. Ele chegou!

Eu falo por você. E tudo ficará bem. Você vai ver.

Meu filho! Meu filho! Meu filho...

Pai, este é Sansão...

- Sansão? - Sim, meu amigo israelita...

Sansão, este é meu pai.

Se é amigo de meu filho, é meu convidado de honra.

Minha casa é sua casa.

Rani!

- Irmão querido. - Sansão, minha irmã, Rani.

Rani, este é Sansão.

É maravilhoso.

Uma mulher só canta na presença de um homem em certas ocasiões.

Sansão!?

Beba.

Obrigado.

Espere, eu já vi você antes. Na terra dos israelitas.

- Foi só por um instante. - Estava trabalhando no campo.

- Eu me lembro. - Lembra?

Você também.

Você já sonhou, Sidcea?

Sim, já.

Desde criança, nunca sonhei. Nunca.

Os médicos dizem que está ficando forte.

Verdade.

Pensou que sua hora chegou? Não é, Sidca?

Vai demorar um pouco mais. Um pouco mais...

Filha. Diga-me o que quer.

Se estiver ao meu alcance, eu farei.

Eu quero... Eu quero...

Sim?

Quero Sansão como meu marido.

Ele é um bom homem... mas não é inimigo de nosso povo?

Não meu.

- Você o ama? - Com todo meu coração.

Ele já lhe falou de amor?

Uma mulher vê o coração do homem através da janela de seus olhos.

E o que vê?

Um homem que me ama... tal como eu o amo.

- Foi o que ela disse? - Com estas palavras.

Mas ela pode me amar, um israelita...

como a esposa deve amar o marido? Isso é possível?

Minha mãe e meu pai diriam: "Nunca".

Meu professor diria... "Pense de novo."

E você pensou de novo?

É só no que penso.

E sempre que penso encho-me de felicidade.

Então a questão é:

Pode amá-la, uma filisteia... como o marido deve amar a esposa?

Tão certo quanto o sol se põe toda noite.

Diga-lhe o que sente.

- Ela sabe, ela vê. - Sabe. Mas mulheres gostam de ouvir.

Principalmente se for verdade.

E as histórias que dizem que ele mata nossos soldados?

Querem que lidere o exército contra nós?

Ele está aqui.

Ele recusou e foi traído. Ele é um homem de paz.

Como eu.

Você o conhece. Sabe que ele é um homem honrado.

Você, que é bom e justo, deixa que boatos atrapalhem o caminho dele?

- Dizem que humilhou até o príncipe. - Pelo que sabemos, não é difícil.

Verdade. Mas se descobrirem que está na minha casa?

Se vierem pegá-lo? Não penso em mim...

mas no perigo para você, para Rani...

Com certeza nos matariam...

- Pai, sou um israelita. - Você é...

- Ouça-me! - E meu filho.

Não, ouça-me! Eu sou israelita. Mas honro você como meu pai.

Talvez o amor de Rani por ele seja o caminho da paz entre os dois povos.

E o rei é sábio, não é?

Bem, se mandasse uma mensagem a Gaza...

- Se o rei abençoasse... - Então tudo estaria bem...

Esse fazendeiro de Timnate é um traidor.

Deve negar seu pedido.

Sidca, quando eu morrer e o trono for seu...

use bem este meu conselho. Sempre...

sempre ignore os conselheiros que dizem: "Você deve."

Mas, pai, agora sabemos onde Sansão está.

Sim, meu filho. Agora sabemos.

Uma timnita. São mulheres lindas, não são?

Se ela fosse linda, ela estaria aqui, no palácio.

Se assim diz.

Não faça graça comigo, comandante.

Odiaria pensar que acha que sou ciumenta.

E é ciumenta?

- O que o homem significa? - Não sei.

- Ele salvou sua vida. - Preciso agradecer.

Nada além disso.

- Então ele não tem importância? - Nenhuma.

Então por que está falando dele?

Porque estou contando o que ouvi na corte.

E eu, você.

E isso nos deixa muito bem informados.

Então, ao pobre israelita será negada até uma noite...

de prazer marital.

Sente por um inimigo de nosso povo?

Inimigo? Onde estão seus exércitos que somem quando ele procura?

Você é incrível, Dalila.

Achei que compartilhava o ódio do príncipe por esse israelita.

O príncipe e eu temos gostos diferentes.

O príncipe não será conhecido pelos gostos, mas pelo tamanho do pé.

Nunca calçará os sapatos do pai.

Sabe, General Taric, conheço-o a minha vida toda...

mas neste momento não o estou reconhecendo.

Sou o homem que está no lugar errado na hora errada.

Mas se tiver algum valor, também me conheço a vida toda...

e não me conheço.

Meu filho...

Mãe? Lorão??!

Sente-se. Beba. Viajou muito.

- Então, é verdade? - O que é verdade, mãe?

Que vivo e trabalho com pessoas que nada exigem de mim?

- Sim, é. - Sabe do que falo.

A história se espalhou, dizem que vai casar com uma filisteia. Vai?

Seu nome é Rani. Sim, é verdade. A cerimônia é amanhã...

e será bem-vinda. Que bom que está aqui.

Entre tantas mulheres... é a vontade de Deus que case com alguém de fora?

Ela é uma boa mulher.

O pai dela é honrado, justo e bom.

E eu a amo, mãe.

E esse amor é maior que os laços com o seu povo?

Maior que nossas tradições?

Não dê suas costas para nós casando-se com uma mulher de fora.

Volte para nós, Sansão. Antes que seja tarde demais!

Meu lar agora é aqui.

Já nos castigou demais. Eu lhe imploro.

- Já a ouvi. Já me ouviu. Acabou. - Cuidado com essa mulher, Sansão.

Pode ser no dia do casamento ou no primeiro ciclo da lua...

mas ela irá traí-lo!

- Meu pai? - Você não tem pai...

- e ele não tem filho. - Mãe... lorão!

Mãe!

Veja! Eu sangro...

como qualquer homem.

Sansão ficou na terra dos filisteus...

onde encontrou a mulher que amava.

Parecia que o rei tinha aprovado a união...

mas aqueles que o representavam vieram com outro propósito.

E o amor de Sansão pela filisteia iria cumprir a palavra de Deus.

Filisteus... Filisteus!

Vou dar um enigma.

Qual é o prêmio?! Tem que ter.

É! Deve ter um prêmio!

Certo. Se resolverem o enigma...

- trinta roupas de linho. - E um rebanho de ovelhas.

E dois pastores! E cem peças de ouro.

Do comedor saiu comida...

e do forte saiu doçura...

Impossível!

. Do forte? E o próprio Sansão.

Não.

- Conte-me, Sansão. - Para ganhar o prêmio?

Não. Participar da alegria.

Como espero que seja nossa vida juntos.

- Acho que não. - Conte. E sua esposa.

Segredos? O homem deve confiar na esposa.

Não confia em mim?

Excelente! Nunca saberão.

Meu marido não só confia em mim mas também deu um verdadeiro enigma.

Serve bem seus convidados.

Que bom que está gostando do casamento.

O rei está feliz, Harache.

Bom, bom. Ele nos honrou com sua presença.

E dará mais honra com a resposta do enigma.

Enigma?

Preciso de um pretexto. Uma razão.

Uma razão para quê?

Uma razão para não confiscar suas terras e não cortar seus dedos.

Senhor, é meu convidado. E um insulto...

A resposta. Eu vou tê-la.

Vá...

pegue-a com sua filha...

antes que eu mande queimar a sua casa.

Rani? Rani?! Venha cá, Rani. Venha!

- Papai me chama. - Então vá. Mas volte pra mim.

Vamos, Sansão, nos rendemos.

Diga-nos a resposta do enigma.

Um filisteu se rendendo para um israelita?

- Que vergonha! - Um pai se rende ao filho.

Não irá para cama com minha irmã até solucionar o enigma.

Agora sim há uma boa razão.

Certo.

Certo!

Certo. Vejo que estão todos aqui.

- Todos? - Não.

- A resposta é óbvia! - Diga! Diga!

O que é mais doce que o mel?

E o que é mais forte que o leão?

A resposta é um favo de mel, uma colmeia dentro...

de um leão do deserto.

- Certo? O leão e o mel. - Certo, acertou.

Não é um enigma, como alguém chegou a essa resposta?

Realmente.

Esposa!

Por que, Rani? Por quê?

- Não! - Por que, Rani? Por quê? Por quê?

Por quê?

Sansão! Fui eu! Ameaçaram queimar tudo, a menos que eu...

Ela não sabia de nada...

- Rani! - Não!

- Rani, espere! Rani... - Não!

Peguem-no!

Pare. Pare, Rani!

Prendam-no!

Vão!

Sansão!

Sansão!

Não! Não, por favor!

- Vê? Vê!? - Sim!

Você ameaçou a vida de meu pai? De meu amigo? De minha mulher?

As roupas são suas. Você as ganhou. Pegue-as.

Disse para pegá-las!

Agora vá! Volte para Gaza! Diga que foi Sansão que fez isso.

E diga... que eu só comecei!

É só o começo!

- Todos eles? - Sim, majestade.

- A força dele não é humana. - Não é humana?

Os campos... Os campos! Fogo!

Não, Rani! Não! Não!

Não!

Execute-os! Queime os campos.

Não... não!

Aqui! Bem aqui! No que pertence ao seu inimigo.

O meu amor, a quem traí.

Não, Rani!

Rani! Rani! Rani!

O General Taric deveria queimar todas a vilas israelitas.

Todas? O que isso acrescentaria ao nosso tesouro? Isto não é guerra.

Sansão não comanda um exército, nem mesmo seu povo.

- Ele luta sozinho. - Mas ele tem que parar.

- A dignidade do trono está ameaçada. - O trono não é o seu orgulho.

Considere: as terras do fazendeiro, israelita ou filisteu...

é mais do que a safra. É o trabalho da vida, o futuro da criança.

Enviaremos um emissário a esses homens de Judá.

Dar-nos Sansão é um preço pequeno para não...

- tocarmos em seus campos. - Mas ele é um deles...

por que entregariam?

É um homem tolo que não se pode assustar.

E os homens com que trataremos não são tolos.

Sansão...

Amrok?

Estão mortos. Estão todos mortos.

Vieram de Gaza.

Fomos cercados. Encurralados.

Não houve tempo para fugir.

Os trabalhadores foram mortos.

Pegaram sua mulher. Mataram-na. O pai também.

Deixaram-me para morrer.

Não houve nada que pude fazer, Sansão. Nada.

Ainda posso ouvi-lo rindo. O líder, rindo...

- e rindo... - Amrok, quem? Quem era o líder?

O riso, a cicatriz...

Chama-se Mahal.

Foi minha culpa, Sansão? Foi?

- Não. - Eu o trouxe.

Pedi pelo casamento...

Eu a amava, Amrok. A culpa não foi sua.

O inocente é punido pelos meus pecados.

- Venha comigo. Vou para casa. - Não.

- Amrok... - Vá, meu irmão.

Vá.

Então Sansão voltou para a terra dos israelitas.

A um povo confuso e bravo com ele por ter provocado a ira...

dos filisteus.

A um povo que não mais queria rebelião...

mas era objeto de desejo dos filisteus e de seus medos.

Deixe-me passar.

O que há? Fiz algum mal? Por que isso?

Não perderemos nossas vidas, lares e colheitas...

- no altar da sua fúria. - Então me tomem. E que seja isso.

Você, você ou você, venha, pegue-me! Prenda-me! Amarre-me!

Nada mudaria. Você mudou...

Sim, quero me vingar das traições que me foram feitas...

e vou me vingar. Mas vocês me trairiam...

por temor do que possa lhes acontecer!

Pediram para liderar o que eu julgava loucura e massacre.

Agora acredito mais.

Mas me vou. Não mais saberão de mim.

Da minha fúria e ódio. Vou tentar e vou achar a paz com Deus.

Assim Sansão voltou à sua solidão...

escondendo em seu coração a vingança que um dia saciaria.

E a mão de Deus o trouxe de volta quando a vida de seu pai Manoá...

estava chegando ao fim.

Meu filho...

Estou aqui, pai.

Eu o tenho amado desde antes...

Eu sei, pai, eu sei.

Desde antes e sempre.

Não acabou.

Dedique-se a seu povo, a Deus.

Doe-se. Você tem os dons.

Compartilhe-os. E o seu destino.

Não acabou. Lembre-se.

Ele está morto...

Mesmo na morte do pai, Sansão não chorou.

Mas naquela hora suas lágrimas seriam por todo o povo de israel.

Nos dias que se seguiram, Sansão pôs de lado sua vingança...

e trabalhou só pelo bem dos israelitas.

Tornou-se um juiz, Sábio, bom e prestativo.

Do jeito que seu paí queria e tinha orado para ser.

Vai ficar conosco?

Meu pai, quando morreu disse...

Se eu ficar com o meu povo, os filisteus não nos atacarão.

- Ameaçaram queimar nossos campos. - E eliminar seus sustentos? Não.

Ameaças vazias.

Incitar nosso povo contra eles? Provocar guerra? Não.

Estou aqui agora.

Até que a situação mude, eu estou em casa.

O que é a força?

A pedra que a natureza formou agora é pó.

Mas o que mudou?

A maior força é fazer o que Deus lhe pede.

Fé, essa é a verdadeira força.

Submeter-se à vontade de Deus. Isso requer coragem, requer força.

Meu filho tem muitos amigos e admiradores.

Queria ser considerado um deles.

Quando o impediu de capturar Sansão...

tirou o prêmio com que ele iria ganhá-lo.

Sansão não se foi. Deu um passo atrás para dar impulso.

Dizem que ele ensina, que lavra os campos...

Digo que ele não parou. Meu filho se prepara. Ele está certo.

Talvez devesse admirá-lo por isso.

Tudo que Deus nos pede é façamos Sua vontade.

Por metade da minha vida eu não O ouvi.

Até que percebi que Sua voz...

fala ao coração do homem e à mente também.

Sua bondade e amor podem parecer difíceis...

de se entender mas estão sempre presentes.

Sansão liderou seu povo como um juiz, mas em seu coração...

os desejos sombrios do homem tentavam se apoderar dele.

Os desejos da carne.

E a chama da vingança não estava extinta.

Durante a fase de paz, sua estada com seu povo...

duas chamas queimavam nele, mas nunca se extinguiram.

A chama da luxúria. E a chama da vingança.

Fique. Deve ter jeito de eu ajudá-lo a mudar de ideia.

Não, Ira.

Já me resolvi.

Quando um homem tem sede, ele deve beber.

Minha necessidade é mais forte que a sede.

Mas Deus o uniu a Ele. Não pode deixá-Lo agora!

Não O estou deixando. Pedi a Ele que viesse comigo.

- Não! - Sim. Estou decidido.

- Deus decide. - Eu decido.

Então você já O abandonou.

Por favor, fique.

- Não posso. - Temo por você.

Você, meu filho único, por quem rezo a cada hora da minha vida.

Mãe...

Estou partindo, mas sempre estarei com você no meu coração.

Então que o Senhor o proteja.

Adeus, meu filho.

Vá. Depressa.

Sansão!

Sansão, para onde vai? Para onde vai?

- Para Gaza. - Gaza?! Não pode!

- Preciso. Tenho um compromisso. - Não, Sansão...

ela se foi, acabou. Abandone a vingança.

- Já acabou. - Nunca acaba.

Matarão você!

Se for meu destino, então que seja.

Volte.

Volte para nós...

Eu a pus no meu peito sim. E meus braços a envolveram.

Saia do meu caminho...

Devia tê-los ouvido... gritando...

Grite, filisteu...

Por toda a eternidade.

Eu sou o instrumento do Senhor!

General Taric! General Taric! General Taric...

- De pé. - Sansão, Sansão, ele...

Respire fundo. Fale-me como um soldado...

Sansão. Está aqui em Gaza.

Matou um soldado, Mahal. O oficial com cicatriz...

- Foi preso? - Não. Escapou. Os portões da cidade.

Abertos?

- Não. - Pelos deuses!

Foram fechados. Mas eles...

- Fale, rapaz. - Bem, os portões...

- Sim, sim. - Foram arrancados... sumiram.

Corte a língua de quem comentar isso...

fora da cidade. Não quero que riam de nós até me Ramá.

Então enviamos o exército às terras israelitas.

- Devemos queimar tudo, pai. - Comandante?

Retire o exército dos territórios israelitas.

Das fronteiras também.

- Mande-o voltar a Gaza. - Pai?

Continue, comandante.

Se atacarmos, os israelitas simplesmente dispersarão.

Deixe-os formarem um exército e nos atacar.

Vou encontrá-los no campo. E destruirei todos...

- em batalha aberta. - E Sansão?

Não pode liderar um exército rebelde.

Sem ele, nós os derrotaremos.

Com ele à frente...

devemos achar um modo de prevenir isso.

Dizem que o Deus deles dá a força a ele.

Sou um mero soldado, majestade, não um padre.

Seu plano não indica uma mente militar.

Um soldado só lida com o que sabe. E sabemos que Sansão...

prefere nossas mulheres às do povo dele.

A atração por carne de fora é forte nele.

O plano é absurdo.

Com certeza fará que esse Sansão morda a sua isca.

Não morderia? Ela é a isca.

Agora somos alcoviteiros?

Assim não se neutraliza um inimigo.

Não há um general que faça plano melhor para enfraquecer o inimigo...

e pegá-lo pela parte do corpo em que é mais fraco.

O peixe morderá a isca. Mas a isca está de acordo com o peixe?

Em pescaria só há uma certeza...

nunca se tem certeza de pescar.

Há o perigo de o peixe escapar com a isca.

Não é, general?

- Bem, concordo. - Dalila?

Teria orgulho de servir meu povo em troca de compensação financeira.

Oh, sim. Sua lealdade ao trono é medida em prata.

Estou ofendido, surpreso não. Quanto?

1.100 moedas de prata...

de cada um da câmara.

Concordo. Vamos nos apressar.

Nunca faça um plano que me ponha na cama daquele ali.

Fala como uma traidora.

- Não. Falo como uma mulher. - Uma mulher independente.

Bem, deve-se cuidar do futuro.

Um futuro rico para fugir quando o velho rei morrer.

- Exatamente. - E Sansão?

É traição dizer que já estou excitada?

Como mulher.

Seria traição lhe dizer...

que me excito com sua excitação? Como homem.

Diga. Já pensou em como seria?

Você e eu. Juntos.

Várias vezes.

E são várias vezes...

todo dia e toda noite.

Esperemos que Sansão também seja assim.

Volte para nós, Sansão.

Ainda não saciou suas chamas?

Em breve. Em breve estarei em casa.

A vingança não é o único prato frio com que me alimento.

- Dê-me notícias de nosso povo. - Planejam a rebelião.

- Quem? - Jeiel, Anrão...

desde que partiu, tentam...

- levar nossos homens pra guerra. - Deviam ser impedidos.

- Noemi os apoia nisso? - Claro.

E minha mãe?

- A idade é seu único inimigo. - A idade não é um inimigo.

Ela traz coragem e sabedoria. A coragem de encarar Deus.

Sansão, nada os impedirá de tomarem armas.

Nem você. Mas você deveria voltar...

- a liderá-los. Talvez...? - Não, meu amigo.

Não.

Rebelião faz mártires, mas não traz vitória.

- Uma geração morrerá sob espadas. - Se você não estiver liderando-os.

O Senhor, Deus de Israel o chama. Por que não O ouve?

Ele me deu a força. Ele me deu água quando tive sede.

- Então, com certeza... - Mas Ele nunca me disse...

como destruir os filisteus, nem para unir-me a esta marcha à morte certa.

É difícil ouvir a voz de alguém...

quando deu as costas a ele.

Se eu voltasse, seria para impedi-los.

Podia preveni-los. Mostrar as tolices...

Faça isso, Sansão: salve-os de si mesmos. Eu lhe imploro.

Apesar de implorar, ele não me ouviu.

Uma voz maior que a minha o empurrou para seu destino.

Disseram que havia peixe no rio.

Mas não um que anda.

Sansão...

- Quem é você? - Quem gostaria que eu fosse?

Sansão, significa o filho do sol, não significa?

Sim.

Eu prefiro o escuro...

para olhar as estrelas... onde tudo está escrito.

Talvez não acredite nisso?

Aqui, neste momento, acredito na mulher ao meu lado.

Você e eu deveríamos ser inimigos.

Mas não vejo isso escrito nas estrelas.

Então não pode ser.

- Então você é prima do rei? - Assim dizem.

E você...

- Você é o escolhido do seu Deus. - Assim dizem.

Escolhido para quê?

Para liderar seu povo?

Para afastá-los de Suas tolices, talvez.

E por que não faz isso?

Porque escolhi você...

- Está cansado? - Não.

Bom.

Quer dormir?

- Não, e você? - Não.

O escolhido.

Escolhi você, também.

Isso é lindo.

Vê? Também somos um povo simples. Gostamos de jogos ingênuos.

Temos vida e amores.

Rimos e brincamos.

Espere aqui.

- De onde vem sua força, Sansão? - Como toda força, vem de dentro.

O que teria que fazer para deixá-lo fraco?

- Fraco como os outros? - Sim. O quê?

Se dissesse, não acreditaria.

Adoro segredos.

Por que desistiria da minha força? E tudo que tenho.

Bem, exceto eu.

Eu o quero... fraco em meus braços.

- Não conta pra ninguém? - Para quem contaria?

Se fosse amarrado com sete cordas novas...

eu perderia toda a força.

Sete cordas novas?

Assim Dalila começou a procurar o segredo da alma dele.

E os filisteus esperavam pegá-lo.

Havia um homem entre eles que talvez duvidasse...

da sabedoria de seu próprio plano.

Sete cordas novas?

Diga-me!

Na inocência do amor, louco por Dalila...

e seus jogos de amor, Sansão não viu o perigo...

Sansão! Sansão, soldados!

Desta vez ele manteve o pacto com Deus.

- Por que os homens sempre mentem? - O quê?

Sansão... Sansão, soldados!

Soldados lá fora!

- Não me ama, Sansão!? - Sim...

mais do que à razão...

E Dalila começou a duvidar?

Era o sinal da fé e também de seu verdadeiro amor por ele?

Por nove dias e nove noites eles foram um só.

Sansão ficou enfeitiçado. Foi além da luxúria...

ele a amava como um homem ama uma mulher. Sua carne, sim...

mas o coração, a alma e a respiração dela.

E cego por este amor, ele esqueceu sua missão.

Diga-me!

Mas você já sabe.

- Diga-me! - Amarre-me...

com seus braços, no amor.

- Qual o problema? - Nenhum.

Dalila... diga-me.

O que acha? Continua mentindo pra mim.

São brincadeiras. Não são mentiras.

Por que não diz a verdade?

Porque você não é do meu povo.

E nunca contei a ninguém.

Não sou do seu povo?

Eu sou você. Somos um só.

O resto não é nada.

Até os meus me traíram.

Acha que também trairei?

Eu tenho lhe dado minha vida... Estou dando... minha vida!

- Duvida de meu amor? - Não.

- Duvida de mim? - Não!

Claro que sim.

- Não posso desistir do meu dom. - Seu dom!

Acha que o quero fraco? Impotente?

Eu o amo! O homem que você é.

Por que iria querer mudá-lo?

Ouça.

São brincadeiras que temos feito.

Se lhe contar a verdade, não pode me testar.

- Não, não testarei. - Testar seria destruir-me.

- Eu entendo. - Não pode.

Sem brincadeira com a verdade.

Nenhuma, então. Nenhuma, nunca.

Você é tão linda.

Chega de testes.

Só amor.

A prova do amor.

Não posso ser traído nisso.

Dou minha palavra.

- Somos um só. - Como um.

Por está chorando, meu amor? Você não dormiu?

- Estava olhando você. - E estava triste?

Meu coração está mais pesado que todo o ferro da terra.

Por quê?

Enquanto dormia, mantive o poder da vida e da morte nas mãos.

Da vida ou da morte do homem que ama.

Mas você não cortou.

Não.

Não cortei.

- Mas agora... - Agora?

- Agora eu devo! - Largue isso.

Quando um poder é dado como não pode ser usado?

Porque o amor é mais forte que ele.

Oh, sim...

Amor.

Amor...

Peguem-no!

Lembra de mim, israelita?

Onde está sua força agora, salvador de Israel?

E onde está seu Deus?

- Cortem! - Não!

Tragam-no!

Dalila!

- Dalila! - Não!

Não!

Meu filho!

Meu filho.

Divirta-se, israelita!

Você me abandonou.

Olhe.

Ali está...

o sinal...

- Reze ao Senhor... - Agora pode começar!

Chegou a hora! Agora é hora!

Não mais reverenciaremos!

Não mais ajoelharemos!

Aos filisteus e às suas imagens de deuses!

Nossa semente deve se multiplicar e florescer na liberdade!

E nós vamos saber!

Senhor! Perdoe Sansão... Fique ao lado dele!

Por favor, fique com ele.

Não o abandone agora. Por favor, Senhor, ajude-o...

Por favor...

Agora é o começo!

Devemos tirar o jugo do impuro!

Não! Eu imploro! Eu imploro! Pare!

- É o desejo de Deus! - Não! E dos homens...

Silêncio!

O Senhor está conosco!

Seremos protegidos na armadura divina!

Onde está ele?!

Perturbado no meu sono por essa coisa... De pé!

Com a larva do inseto. O israelita.

De pé, israelita!

De pé!

Fora daqui!

Sim! Alguém quer vê-lo.

Se sabe o que é bom pra você, ande.

Comporte-se. Degraus, suba. Vamos!

Sentem-no.

Não, deitem-no.

Esperem lá fora.

Beba.

Quem é você?

Seu inimigo.

Não tenha medo.

- Não posso devolver a visão. - E aliviar a dor?

- Sim. - Então use sua habilidade.

Fale-me de seu Deus, Sansão.

Ele é o Deus único. O verdadeiro Deus.

- E ele o jogou nisso? - Sim.

Então é um Deus cruel.

Tenho sido um grande pecador.

- Acha é punição dele? - Sei que é.

Então, como irá consertar?

Rezo pela coragem para me arrepender.

Falarei com o carcereiro.

Farei com que seja... tratado melhor.

Falará com os outros prisioneiros também?

Não posso fazer isso.

Então não deve falar com eles sobre mim.

Você é teimoso.

E orgulhoso, sim. Mas não mais em vão.

Por que veio?

Para vê-lo.

Para saber.

E dizer-lhe que amanhã...

liderarei nosso exército contra os israelitas.

E eu vou vencer, com certeza eu vou vencer.

Vai, eu sei.

Você sabe. Como você sabe?

Eu vejo. Vejo o seu coração também.

Sou o primeiro general dos filisteus.

Seu inimigo, Sansão. E não tenho coração.

Não é meu inimigo.

Finalmente eu entendo...

como cumprir meu papel.

Milhares! Cavalaria e coches. O Taric está no comando!

Os israelitas estão vindo. Não terão chance alguma.

Você! Saia daí!

Desça! Desça!

Vamos, desça daí! Todos vocês! Voltem!

Que lugar é este?

Estamos no alto do vale. Deste lado o exército filisteu.

- E no outro... - Os israelitas.

Sim.

Com armas de bronze, generais tontos e certezas vazias.

Um soldado meu que dissesse isso, perderia...

- a cabeça por traição. - A verdade não trai ninguém.

Era mesmo preciso?

- Isso não o diverte, general? - Não.

- Não tem inteligência e humor? - Não é o príncipe da dignidade?

É uma pena que ele não possa ver seu povo encontrar seu...

destino com a morte.

Os israelitas estão vindo. Estão avançando.

Em momentos nosso exército irá encontrá-los...

Em breve.

- Logo! - Os filisteus mantêm a posição?

Sim.

General Taric, dê a ordem para atacar!

Lá! O sinal foi dado. Agora!

O quê? Diga-me!

Os soldados filisteus no centro...

- Estão recuando. - Recuando?

- Não os deixe recuar! - Obedecem ordens.

Que soldados são esses?

- Habilitados em tática de guerra. - Estão recuando!

Não, estão encaminhando os israelitas para o meu matadouro...

Odeio um inimigo incompetente. Eles me inferiorizam.

Como?

- Fazem de um general um açougueiro! - Atacar!

Os soldados a pé pararam de recuar.

Os pelotões montados avançam de cada flanco.

Os arqueiros estão prontos...

A armadilha está aberta... Eles caíram nela!

- Conte-lhe! - Agora os coches giram...

Eles os atropelam...

Suas linhas estão quebradas!

Eles estão quebrados.

- Onde vai? - A batalha acabou.

- Oh Deus, perdoe meu povo. - Não quer ver?

Não, vossa alteza, tal como ver a maré subir...

é inevitável, mas é triste.

Magnífico, general. Essa é a sua vitória.

Uma maré é uma maré, mesmo quando é medida em sangue.

Sansão...

- Sansão... - Jeiel?

Sansão... Não!

Que valentia, vossa alteza. Que valentia.

Isso agrada ao povo, mas será que agradou aos deuses?

Foi uma grande vitória, meu velho amigo.

Sim, majestade. Uma grande vitória.

Quando lhe tiraram os olhos, sua beleza também foi tirada.

Agora, para ele, você é igual a qualquer mulher.

E assim o sofrimento fez a fé de Sansão começar a crescer.

Como os desígnios de Deus seriam cumpridos por um homem fraco e...

cego, acorrentado a um moinho? O mistério não podia ser visto...

a não ser por um homem que não podia ver nada mais.

Até os filisteus se alegraram, mas havia alguém que sabia...

que a sombra da dúvida pode escurecer um dia ensolarado.

Em toda Gaza, aquele que duvidava, começou a pensar se ele também...

não era parte do instrumento do desígnio desconhecido de Deus.

Rápido agora!

Rápido!

Sansão...

lorão??!

Lorão!?

Não é muito. Mas carneiro está bom.

- Como conseguiu...? - Estou trabalhando aqui. Beba.

Deus é bom.

Barba!

Já é homem, lorão. Não mais a criança que eu conhecia.

E um dia serei velho. Beba e coma.

- Minha mãe? - Viva.

E Noemi?

- Aqui, em Gaza. - Ela está aqui?

Ela é louca. O perigo...

Ira está morto.

Seus filhos morreram na batalha.

Morreu com o nome de Deus nos lábios.

Ira. Ele sempre me mostrava o caminho. Eu olhava para outro lado.

Certo, acabou! Vamos! Saia!

Coma. E lembre do que ele ensinou: Deus escreve certo...

- por linhas tortas. - Vamos! Vamos! Levante!

Deus é a minha força. Deus é a minha força.

Vossa alteza...

- O que quer? - Alguém quer vê-la.

Uma mulher. Uma israelita.

- Quanto ela lhe pagou? - Alteza!

Traga-a.

Deixem-nos.

Quem é você?

Só uma mulher.

Bem? O que quer?

Quero que me ajude a ver uma pessoa.

Quer, é?

E quem seria?

Sansão.

Só... uma mulher.

Será uma festa memorável, meus bons amigos.

Para completar a comemoração, mande trazer Sansão para ser mostrado.

Cruel, Dalila. O salvador de Israel, Sansão, trazido aqui...

em correntes... O que acha, meu velho amigo?

Bem, é claro... Se Dalila quer, majestade.

A fraqueza das beldades.

Ficam gentis pois os homens nada lhes negam.

Claro, Dalila... acima de todos merece ser recompensada.

Recompensada? E consolada?

Então que seja!

Deus é a minha força. Deus é a minha força.

Deus é a minha força.

Por que pediu para trazerem Sansão?

- Para entreter seus captores. - Ele não sofreu o bastante?

O mundo dá voltas, comandante. Já me disse isso.

Disse? Quando foi isso?

Antes de eu conhecer a dor do sentimento.

Não o quer aqui só para mostrá-lo.

Não.

Por que então?

Porque, mesmo que o tenha vendido, ele ainda é meu.

E?

Sansão.

Pequei contra Ele. Todas as leis. Todos os mandamentos.

- Como Ele pode me perdoar? - A misericórdia de Deus é infinita.

E Sua punição é severa.

Passou sua vida procurando pelo sinal, Sansão.

E nunca soube que a necessidade da busca...

era o sinal.

E agora?

Tudo está escuro.

E dentro das trevas... eu vejo o Senhor.

O único mundo que vejo agora pertence a Deus.

Oh, Sansão... Sim.

De pé, israelita. Rapaz, ajude-o!

Ande! Vá até o salvador de Israel.

Salvador de Israel.

Salvador de Israel.

- É a mulher dele? - Pensei que fosse você.

Não. Sou a mulher em quem ele confiou.

Olhou meus olhos, e não mais viu.

Odiava-o tanto assim?

Eles me pagaram bem.

- Odiava-o tanto assim? - Ele tornou-se muito perigoso.

Você o odiava... tanto assim?

Não. Eu o amava demais.

Mesmo assim você o destruiu.

Sim.

Isso não era amor.

E você? Você o ama?

Desde que o conheci.

E ele... amava você?

Venha!

Vou fazer um trato com você. Venha. Um pequeno trato.

Onde estamos? Onde está me levando?

Para os pilares.

- Lorão?! - Estou aqui.

Estou aqui.

Agora vá.

Lorão, sabe que sempre o amei.

- Mas posso ficar e... - Vá! Vá depressa.

- Sansão... - Vá depressa.

Vá até ele!

Sansão.

Sansão!

Noemi?

Noemi? Noemi...

Sansão...

- Leve-a com você, lorão. Leve-a. - Não! Ainda não!

Dê-me uns instantes. Por todos os anos.

Sim... Uns instantes...

Quando mandar, irá? Sairá do templo? Da cidade?

Sim. O que há, Sansão? Você...?

Jura? Os dois?

- Sim... - Sim. Eu juro.

Eu juro.

Aqui estou.

Ao meu lado. Onde devia sempre estar.

E agora meu corpo usa as correntes que estavam no meu coração.

Ainda o vejo como sempre foi: livre! Eles são os escravos.

Eles vão morrer.

O quê?

Todos morrem. Só não se sabe a hora.

Dá-me um beijo de adeus?

- Oh, Noemi, não me torture. - Por favor.

Com a marca de seu beijo, sempre serei abençoada.

Seque suas lágrimas, mulher.

Demorei muito para entender. Deus é o Deus do perdão.

Agora. Saia agora.

Acabou.

Garoto... quero que faça algo por mim.

Deixe o templo, deixe Gaza.

- General? - Faça como eu disse.

- Corra como o vento. - Sim, comandante.

- Depressa! - Em que direção, General?

Oeste.

- Para o mar? - Sim.

E daí?

Mergulhe na água...

e então volte.

Vá!

Agora! Deus de Israel!

Ajude-me pelo quê eu nasci.

Lá está Sansão, o herói dos poderosos israelitas...

veio venerar no altar de nossos deuses, aquele que você derrotou.

Conceda-me a força de novo, só uma vez.

Oh, Deus!

Perdoe Sansão, Deus de Israel...

Mate-o! Mate-o!

Mate-o!

Meu filho! Meu filho!

Você sabia? Você sabia...

Perdoe meu filho, oh, Deus de Israel.

Que comigo morram os filisteus!

Senhor!!!

Fujam por suas vidas!

Oh, Deus de Israel!

E assim Sansão voltou para a terra de Israel.

Deste modo meu amigo, o filho de Mara e Manoá...

juiz de seu povo, voltou para casa.

Passando no caminho do poço onde um estranho...

anunciara seu nascimento. A vontade de Deus foi feita.

E a fé que durante a vida ele procurou agora, finalmente...

e com certeza ele encontrou.

Não foi o único presente que me deu.

Para tudo há um propósito. Foi através da filisteia...

Dalila, que Sansão finalmente chegou à fé que...

começou a libertação que o Deus de Israel havia prometido.

Ele não será esquecido.

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