All language subtitles for Ivanhoe.1982.DVDRip-FRAGMENT.CD2

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Original subtitles

Quatro torres.

Apenas 1 2 sentinelas.

lsso � o que vemos, mas o Cabe�a-de-Boi tem uma guarni��o poderosa.

A uma nobre vit�ria.

Foi isto que viestes buscar.

As esmeraldas s�o lindas e os diamantes, que brilho.

Mas nem um momento se comparam ao brilho dos vossos olhos.

Podem comprar-vos prazer.

N�o. Por v�s exijo um resgate de amor.

N�o aceitarei outra moeda.

N�o temos nada em comum entre n�s.

A nossa uni�o seria contr�ria �s leis da igreja e da sinagoga.

A nossa uni�o? Achais que desposaria uma judia?

Nem que fosse a Rainha de Sheba.

Al�m disso, � contra o meu juramento de Cavaleiro Templ�rio

casar seja com que mulher for.

A vossa ordem permite a lux�ria carnal e a devassid�o?

Fui brando nas palavras at� agora,

mas agora a minha linguagem ser� a de um conquistador.

Pelas leis de todas as na��es, estais sujeita � minha vontade

e n�o abdicarei em nada desse direito.

Nem porei de parte a viol�ncia se recusardes escutar as minhas ordens.

Se quiserdes, usai-me, Cavaleiro Templ�rio,

e proclam�-lo-ei de uma ponta � outra da Europa.

Para que todos saibam que haveis pecado com uma judia.

E sereis maldito por terdes desonrado a cruz que usais.

Sois astuciosa.

Mas a vossa voz teria de ser forte

para ser ouvida para l� das paredes deste castelo.

Ainda assim, podeis ser salva.

Entregai-vos a mim de livre vontade

e sereis anunciada de tal forma que qualquer mulher normanda vos invejar�.

Entregar-me a v�s? Tenho asco de v�s. Tenho repulsa.

Mais depressa me entregarei ao Deus de Abra�o.

Quedai-vos. Um passo em frente e eu salto.

Juro pela terra e pelo c�u que n�o quero fazer-vos mal.

Haveis-me ensinado a n�o confiar em v�s.

Juro por esta cruz e pela espada ao meu lado que n�o vos farei mal.

Se n�o por v�s, ent�o pelo vosso pai, descei.

J� quebrei muitas leis e muitas ordens, mas nunca quebrei a minha palavra.

Muito bem. Que haja paz entre n�s.

Eu... Eu nem sempre sou aquilo que vistes aqui.

-Ego�sta e sem piedade. -Eu voltarei.

-E espero encontrar-vos mais receptiva. -lreis esperar em v�o.

Agora. C�o maldito de uma ra�a maldita. Vedes estes pratos de balan�a?

Nestes pratos, ireis colocar mil libras de prata.

-Prata? -Sou uma pessoa razo�vel.

Se a prata for insuficiente para v�s, eu n�o recusarei ouro.

lmploro-vos, senhor, � demasiado.

Olhai em vosso redor, infiel.

Prisioneiros mil vezes mais eminentes

do que v�s pereceram nestas paredes.

Mas para v�s, reserv�mos uma morte longa e lancinante.

Aqui est�! lreis deitar-vos neste div� quentinho,

despido das vossas vestes.

O fogo ser� ateado debaixo de v�s e untaremos os vossos membros com �leo

para que n�o queimem demasiado depressa.

Como pode o Deus da natureza fazer algu�m capaz de tamanha crueldade?

Basta que pagueis o resgate.

Tenho de pedir ajuda de outros. Dizei-me, quando e onde tem de ser pago?

Aqui.

Aqui, para ser contado perante os meus olhos.

A minha filha. Tem de permitir que a minha filha v� a York,

e depois, com o vosso salvo conduto e t�o rapidamente quanto for poss�vel,

o tesouro poder� ser pesado nas vossas balan�as.

A vossa filha? N�o, isso � imposs�vel. � demasiado tarde.

-Demasiado tarde? -Sim. Julguei que fosse vossa concubina.

-J� a ofereci a Brian Guilbert. -V�s.

Tomai. Ficai com o que quiserdes. Tomai dez vezes mais.

Fazei de mim um pedinte na rua. Aqui.

Trespassai-me com a vossa espada. Colocai-me no fogo.

Mas, em nome de Deus, imploro-vos que poupeis a Rebecca.

J� dei a minha palavra ao Brian Guilbert.

N�o a quebraria por v�s ou mais dez judeus.

-Tendes de o fazer? -Tenho? C�o judeu.

-Tendes de pagar o meu resgate. -Ladr�o.

Canalha. N�o pagarei nada. Nem um centavo vos darei

a menos que a minha filha seja entregue com seguran�a e honra.

Haveis perdido o ju�zo, velho?

Julgais por acaso que a vossa carne tem alguma hip�tese

contra metal escaldante e �leo a ferver?

Fazei o que quiserdes. A minha filha � a minha carne e o meu sangue.

Ela �-me dez vezes mais querida do que estes membros que amea�ais.

Muito bem, tirai a minha vida

e dizei ao mundo que o judeu soube como desiludir o crist�o.

Despi-o! Acorrentai-o �s grades!

Canalhas! Tirai as m�os imundas de cima de mim!

Largai-o.

Eu regressarei.

-O que aconteceu? -Nada.

Nada, lvanhoe. Ainda somos prisioneiros.

-J� falastes com eles? -N�o.

Julguei... Julguei ter ouvido algu�m aqui.

-Bebei isto. -N�o, n�o.

-Sinto-me t�o tonto. -� apenas �gua. �gua fresca.

Pronto.

-Eu vi-vos. -O qu�?

� luz. Por aquela abertura.

� luz, como um anjo.

Santo Deus, se pelo menos conseguisse recuperar as minhas for�as.

lreis conseguir. lreis conseguir.

Chegou uma mensagem em sax�o. Algu�m sabe l�-la?

Dai-ma. Onde a conseguistes?

Foi entregue no port�o.

Ent�o?

-� uma carta de desafio. -Desafio?

''Eu, Wamba, filho de Witless, bobo da corte de Cedric de Rotherwood,

''acuso-vos de capturar indevidamente a pessoa do referido Cedric,

''Lady Rowena, Athelstane e seus servos e escravos.''

lsto � alguma piada?

''Tamb�m haveis capturado indevidamente lsaac de York,

''a sua filha Rebecca e a pessoa doente que trazem consigo.''

Que insol�ncia.

''lreis entregar-nos no prazo de uma hora

''todos aqueles que referi. Se n�o o fizerdes sereis destru�do.''

Nota-se bem que � louco.

''Tenho o apoio de muitos aliados, incluindo o nobre Cavaleiro Negro.''

-Cavaleiro Negro. -Recordais-vos? No torneio.

''E o valente alabardeiro, Robert Locksley.''

-Locksley? -O diabo em pessoa.

Conhe�o o nome. Conhe�o o homem.

Aqui na floresta chamam-lhe Robin dos Bosques.

Garanto-vos que n�o ousaria tamanha insol�ncia

se n�o tivesse o apoio de muitas m�os poderosas.

Vede o que fizestes. Disponibilizo-vos o meu castelo e v�s trazeis

-este ninho de vespas para cima de mim. -Vespas, n�o.

Diria mais, z�ng�os sem ferr�o.

Um cavaleiro � suficiente para vinte destes camp�nios.

Estes alabardeiros sabem o que fazem.

E os meus melhores homens est�o em York com as nossas tropas, De Bracy.

-Ousariam atacar o castelo? -Claro que sim. Temos de ganhar tempo.

Esta mensagem ser� endere�ada ao bobo.

''N�o aceitamos desafios de escravos e proscritos.

''Se a pessoa que se intitula Cavaleiro Negro tem alguma nobreza,

''dever� saber que a presente companhia o avilta.''

Bem dito, Guilbert.

Mas qual � o objectivo dessa mensagem?

''Pedimo-vos, com cavalheirismo crist�o,

''que envieis um homem de Deus ouvir as �ltimas confiss�es dos prisioneiros

''antes da sua execu��o ao despontar da pr�xima alvorada.''

Planeiam executar os prisioneiros.

Deveis estar equivocado.

N�o. Li-vos as palavras tal como est�o escritas.

Nesse caso, temos de atacar o castelo.

Acho que � um esquema para ganhar tempo. N�o ousariam prosseguir com a amea�a.

Ent�o, devemos ignorar.

N�o. � melhor sabermos o que se passa l� dentro.

Pediram um homem de Deus para ouvir confiss�es.

-Vamos enviar-lhes um. -Eu?

Preferia matar dez inimigos a confessar um crist�o.

Pus de lado o h�bito de frade.

Agora estou vestido para combate e apenas para combate.

-Proponho que ataquemos o castelo. -Ainda n�o.

H� mais algu�m que aceite o papel de padre confessor?

O louco.

Quem al�m de um louco colocaria a cabe�a onde o homem sensato recusa?

O que direi a estes normandos?

lsso bastar�. Ser� suficiente. Percebeste?

Quantos soldados guardam o castelo?

N�o os contei. Mas fomos capturados por uma d�zia, pelo menos.

N�o posso ficar aqui parado. Tenho de fazer alguma coisa.

A porta est� trancada pelo lado de fora.

Mesmo que tivesses a vossa for�a, n�o h� nada que possais fazer.

Se conseguisse descobrir. Se soubesse que ela estava bem.

Lady Rowena. Se pudesse ter a certeza de que n�o lhe tocaram.

Amai-la assim tanto?

Ela � a minha vida. Eu sou dela. Sempre foi assim.

Sabeis o que � gostar assim tanto de uma pessoa?

Eu... N�o.

O qu�?

Eu disse que n�o.

Nunca senti isso.

N�o vos preocupeis. Estou certa de que ela est� bem.

E acho que est� ainda mais preocupada convosco.

Sois muito gentil.

Tendes sido muito generosa e gentil.

� dif�cil compreender porque n�o surgiu algu�m para v�s.

O que quereis? O qu�?

Um pobre frade que veio ouvir as confiss�es dos prisioneiros.

Segui-me.

Mandaram-nos um frade, senhor.

Vinde aqui.

Dizei-me primeiro. Qual � o n�mero desses bandidos?

O seu n�mero, senhor, � legi�o.

Qual � o n�mero?

Assim por alto, 500.

Agora. Mesmo agora continuais a pensar no est�mago.

Ficarei ao vosso lado atrav�s de todos os perigos mortais.

Quem � este?

Que as b�n��os de todos os santos estejam convosco.

-O que quereis daqui, frade? -Preparar-vos para a morte.

-O qu�? -A vossa execu��o.

lmposs�vel. N�o se atreveriam a assassinar-nos.

Nobre Cedric, sereis chamado a responder perante o mais supremo dos tribunais.

Primeiro lutarei pela minha vida. Lutarei at� � morte.

-Prefiro morrer homem do que escravo. -Esperai.

Esperai, n�o salteis para a escurid�o, meu bom tio.

Por Deus, eu conhe�o essa voz.

A voz de um tolo. E se n�o quereis confessar-vos,

-ent�o estou aqui para vos libertar. -Wamba.

Tomai as minhas vestes de frade. Sa� silenciosamente do castelo.

Eu irei usar o vosso manto e aceitarei a morte no vosso lugar.

Eles ir�o enforcar-te.

At� mesmo um louco pode ser enforcado majestosamente.

Wamba, assentirei ao teu pedido,

mas quero que troques de roupa

com o Athelstane ao inv�s de mim.

O filho de Witless a morrer para salvar o Athelstane?

Os pais de Athelstane foram monarcas de lnglaterra.

O meu pesco�o � direito demais para ser torcido por eles.

� nosso dever salv�-lo.

� o dever de qualquer homem com sangue sax�o nas veias.

-Morrerei por v�s ou por mais ningu�m. -O louco tem raz�o.

N�o o privaria da gentileza para com o seu amo.

E a vossa fuga pode trazer aliados em nosso socorro.

H� alguma esperan�a de socorro l� fora?

Os alabardeiros est�o preparados para atacar o castelo. Esperam not�cias.

Wamba, a tua mem�ria ser� mantida enquanto houver honra nesta terra.

Mas espero encontrar forma de te salvar.

E o que direi se me fizerem perguntas?

N�o sei falar como um frade.

S� isso?

-� mais �til do que um cabo de vassoura. -Muito bem.

Athelstane, adeus.

Se n�o vos puder salvar. Voltarei para morrer convosco.

Adeus.

Adeus, tio.

Terminou, Reverendo Padre?

Frade!

-O que disseram os prisioneiros? -Seja cumprida a vontade de Deus.

O vosso discurso, padre, faz lembrar o sotaque sax�o.

-N�o. -Segui-me.

Temos de manter estes porcos � dist�ncia durante pelo menos 24 horas.

Tomai. Entregai isto a Philip de Malvodin. Ele enviar� os seus homens.

Se conseguirmos manter estes bandidos onde est�o,

em breve teremos lan�as suficientes para os combater.

Tomai, isto � para v�s.

Mas esfolar-vos-ei se n�o fizerdes o que vos ordeno.

C�o normando!

Raios e coriscos. O que temos n�s aqui?

-Canalha. -Lisonjeais-me, senhor.

N�o passo de um louco.

Dem�nio infernal. Dar-vos-ei ordens sacras.

lrei arrancar-vos o escalpe e atirar-vos das muralhas.

Tarde demais. Est�o a aproximar-se enquanto falamos.

V�s. Valorais a vossa liberdade?

-Ent�o livrai-nos da esc�ria que nos rodeia. -Como?

A tua liberdade pela retirada deles.

A minha liberdade e a do louco.

E a do louco.

Mas n�o fales do infiel. Eles permanecem aqui.

� claro. lria sacrificar-me por um descrente?

-lde. -E a Lady Rowena?

A donzela fica aqui.

Antes ser destro�ado por cavalos selvagens a sair daqui sem ela.

-Providencio isso com todo o prazer. -A donzela fica.

Ent�o, eu tamb�m fico.

E se fordes corajoso para trepar �s ameias,

� melhor que o fa�ais agora.

Para as muralhas. Para as ameias.

lngleses. Est� na hora de mostrarmos do que somos feitos.

-Eu nome de S�o Crist�v�o! -Para as ameias.

-Eles v�m a�. -Sob que bandeira?

Conseguis identific�-los?

N�o vejo bandeiras. Usam o verde de ladr�es da floresta.

Olhai ali adiante. Tr�s patifes conduzidos pelo Cavaleiro Negro.

Ainda estamos a tempo de entregar os prisioneiros.

O qu�? Permitir que esta gentalha nos tome por covardes para nossa vergonha?

Jamais.

H� um cavaleiro entre eles com uma armadura negra.

O Cavaleiro Negro.

S�o Jorge pela lnglaterra.

Disparem, seus porcos!

Voltem para o port�o. O port�o!

-Vamos precisar de um ar�ete. -Tereis um.

Continuai a lan�ar setas enquanto atacamos. Vamos.

Cora��o de Le�o.

Santo Deus. Se ao menos pudesse estar ao seu lado.

-Porqu�? -Porqu�?

-Porque t�m tanta �nsia de lutar? -Porque...

Uma espada na m�o para derramar o sangue de algu�m, � isso que quereis?

Tirar a for�a dos bra�os de algu�m e a luz dos seus olhos?

Gl�ria, gentil donzela. Gl�ria.

Ser� gl�ria passar uma vida t�o miseravelmente?

Pela minha alma, falais de coisas que desconheceis.

Abdicar�eis do cavalheirismo?

Tudo o que separa um nobre de um selvagem?

N�o compreendeis que sem gl�ria n�o existe...

N�o importa.

N�o importa. N�o sois crist�, Rebecca.

Desconheceis estes sentimentos.

� verdade. Descendo de uma ra�a que j� n�o ouve o som das trombetas.

Mas prometo-vos,

atrever-me-ia a morrer t�o audazmente quanto o mais valente cavaleiro

se achasse que poderia trazer de volta a terra que foi tirada ao meu povo.

Doce e gentil donzela,

se eu pertencesse � vossa ra�a,

ficaria convosco e amar-vos-ia

at� ao fim da minha vida.

Uma vida. � s� isso que Deus nos dar�.

E n�o estamos predestinados a partilh�-la.

Jamais vos esquecerei, Rebecca.

Nunca.

Ele respira?

Mal se ouve.

Mais um elemento bem-vindo ao reino de Satan�s.

Ele n�o tinha f�, � verdade,

mas a menos que queiramos ir ter com ele, � melhor irmos para as ameias.

Vivendo ou morrendo, combatemos como cavalheiros.

-Ficai c� fora. -O qu�?

Ficai c� fora. N�o tendes armadura para este combate.

Os meus ossos podem ser velhos, mas amaldi�oado seja se n�o for convosco.

Est�o quase a atravessar o port�o.

Covardes! Voltem aqui!

Rendei-vos!

Rendei-vos!

N�o me renderei perante um desconhecido.

Dizei-me o vosso nome.

Meu senhor.

Rendo-me.

Onde posso encontrar o lvanhoe?

lvanhoe.

Depressa. Depressa. Encontrai a Rowena.

Salvem-se. Sigam-me.

-De Bracy, depressa, monta. -N�o.

Rendi-me. Entreguei a minha espada.

Eu consigo andar, senhor. Eu consigo andar.

lvanhoe!

Meu adorado.

Sim, de facto. Acho que o valente cavaleiro ir� certamente viver mais algum tempo.

Mas n�o nos vossos bra�os, doce donzela. N�o.

Ele deve ser tratado na paz e sossego do meu acampamento.

Ajudai-o.

Vinde, lvanhoe. Voltareis a v�-la. lde-vos embora.

-N�o saireis daqui? -N�o sem v�s, meu amado.

Athelstane!

Athelstane!

Onde est� ele? Havei-lo visto?

-Onde se meteu o Athelstane? -Receio, senhor, que esteja morto.

-Morto? -Bem, ele n�o foi encontrado.

H� tantos corpos despeda�ados pelas espadas que � imposs�vel dizer

que homem � quem, mas deve estar aqui algures.

Santo Deus.

Todas as minhas esperan�as. Todo o futuro dos sax�es morre com o Athelstane.

Juntos poderiam ter sido uma for�a contra os normandos.

Jamais.

O meu cora��o foi sempre do lvanhoe e v�s sabeis disso. O vosso filho...

N�o tive nenhum filho. Ele abandonou-me. Ele abandonou o seu sangue sax�o.

N�o ter�s nada com ele, estais a ouvir?

Se tentardes voltar a v�-lo, mandarei prender-vos as m�os e os p�s.

-lmploro-vos. Eu amo-o... -Basta.

Partimos para Rotherwood assim que a escolta esteja reunida.

Desejais alguma coisa?

S� tenho um favor a pedir-vos, se me concederdes a honra.

Dizei.

Pe�o permiss�o para dispor daquele cavaleiro conforme me aprouver.

Ele � vosso.

Deixai-nos.

Sois livre para partir,

com a condi��o de que deixeis lnglaterra imediatamente.

Se ainda fordes encontrado em solo ingl�s no domingo de manh�,

enforcar-vos-ei para servirdes de refei��o aos corvos no vosso pr�prio castelo.

lde.

O Cedric ficar� desiludido.

Gostaria de se ter livrado pessoalmente desse prisioneiro.

Bons alabardeiros. Corajoso cavaleiro.

Quero que todos saibam

que se algum de v�s tiver fome, dar-vos-ei comida.

Se os normandos vos expulsarem destes bosques,

tenho florestas onde ningu�m perguntar� de quem era a seta que matou o veado.

Agradecemo-vos, Lorde Cedric.

Dirigi-vos a n�s, n�o como convidado, mas como um irm�o.

Pedi qualquer favor e ser-vos-� concedido. Seja o que for.

Seria uma honra ter-vos connosco

para a cerim�nia f�nebre do valoroso e defunto Athelstane.

A honra seria minha.

Haveis-me ensinado o valor dos sax�es e n�o o esquecerei.

-Adeus. -Adeus.

Abri caminho. Abri caminho para este padre devoto e o seu prisioneiro.

Sou como uma �guia com a presa nas garras.

Uma v�tima da minha espada.

Pelo amor de Deus, algu�m me livra deste louco?

Onde o encontrastes?

Estava � procura de um trago de nobre vinho normando

quando encontrei este infiel na adega.

la dar-lhe um enxerto de pancada, mas tive pena da sua cabeleira grisalha

e converti-o naquele preciso momento.

lsso � mentira. N�o me converti. Ele mente.

Chamais-me mentiroso, tenho de vos ensinar bons modos.

Parai! Batei-me frade, se vos atreverdes.

Eu aguento o vosso golpe se aguentardes o meu.

Claro. Ent�o ides directo para o ch�o.

Agora, � a minha vez.

Acho que me haveis partido o queixo.

N�o creio. Ainda conseguis falar. Vinde, vamos p�r termo a este disparate.

Chamo-me lsaac de York.

Algu�m aqui viu a minha filha Rebecca?

N�s vimo-la.

A ser levada por Brian Guilbert quando o castelo foi tomado.

Ele fez isso? Para onde a levaram?

Arriscando um palpite, diria para Norte, para Templestone,

onde os Cavaleiros do Templo se re�nem.

Tenho de partir imediatamente. Tenho de pagar o resgate.

Por favor, quem me pode guiar? Eu pago a quem me servir de guia.

Meu caro, doce e gentil judeu. Desculpai-me pelas palavras cru�is.

� um prazer gui�-lo at� Templestone por uma pequena taxa. Duzentas moedas.

-Duzentas moedas. -Podemos partir de manh�.

-Partimos imediatamente. -Partimos imediatamente.

O rei est� a chegar.

Vossa Majestade.

-Tendes tudo o que precisais? -Os vossos homens serviram-me bem.

�ptimo. Sentai-vos, por favor.

Quais s�o as novidades?

Deixai sarar essas feridas. Posso precisar muito de v�s mais tarde.

Estou quase sarado, gra�as aos cuidados de uma extraordin�ria donzela.

-Eu conhe�o-a? -Ela n�o � da nossa ra�a.

Se fosse, n�o a teria perdido de vista.

De facto. Nunca tinha visto uma recupera��o t�o not�vel.

Descansai hoje. Amanh� partiremos para a cerim�nia f�nebre em Rotherwood.

H� tempo? E as vossas tropas a reunir em York?

H� tempo suficiente. Estou determinado e reconciliar-vos com o vosso pai.

-Achais que � poss�vel? -Exigirei isso.

E quanto a Lady Rowena?

Bem, pensei deixar isso ao vosso cuidado.

PRECEPTORlA EM TEMPLESTONE

-Como se chama a rapariga? -Rebecca. Filha de lsaac.

-Uma infiel? -Sim.

E ousou traz�-la aqui?

Ele n�o tentou escond�-la.

Como � que um cavaleiro t�o nobre como Brian Guilbert se foi apaixonar?

-� obviamente uma feiticeira. -� claro.

Que o Senhor nos proteja.

Falai. Qual � a vossa mensagem?

Um homem de grande riqueza est� aqui para vos falar, Gr�o-Mestre.

-Ele n�o tem nome? -O seu nome � lsaac de York.

Levai-o � sala de reuni�es.

Que assunto o traz aqui?

Vim para pagar pela liberta��o da minha filha.

Ela � aqui prisioneira de Brian Guilbert.

Queremos que nos digais uma coisa acerca da vossa filha.

Ela pratica a arte de curar?

Sim, Reverendo Mestre.

A arte ensinada por aquela matrona da vossa tribo chamada Miriam?

Sim, Reverendo Mestre.

Queim�mos o corpo dela na estaca. Agora temos a disc�pula.

-Reverendo Mestre, eu... -Sil�ncio, c�o.

Essa vossa bruxa lan�ou um feiti�o sobre um dos cavaleiros do nosso Templo.

A nossa lei crist� ir� agora tratar dela.

lmploro-vos que digais o valor do resgate. Pago-vos o que quiserdes...

Fora, falso judeu,

ou preferis enfrentar v�s o fogo?

Perdoai-me, nobre reverendo,

mas podemos queimar esta bruxa sem... As leis de lnglaterra...

Permitem-nos fazer justi�a na nossa pr�pria jurisdi��o.

N�s julgamos. N�s condenamos.

Sir Brian. Posso dar-vos uma palavra?

N�o estou com disposi��o para falar.

Receio que tenhamos de o fazer. Tem a ver com uma tal Rebecca.

Salvei a vida dela. O meu escudo serviu-lhe de protec��o.

E agora ela diz-me que a devia ter deixado arder.

Nem o mais pequeno sinal de gratid�o.

-Ela lan�ou-vos um feiti�o. -lsso � rid�culo.

Sir Brian,

o Gr�o-Mestre decidiu que ela tem de ser punida.

O que dissestes?

Ele est� determinado a lev�-la a julgamento.

Apenas a morte da judia poder� expiar

a indulg�ncia amorosa de um Cavaleiro Templ�rio.

Estais a falar a s�rio?

Ela tem de morrer.

-Por que motivo? -J� vos disse.

Por ser judia? lsso faz dela uma bruxa?

Ou queimamo-la por ser bruxa ou judia?

lsso tem alguma import�ncia?

Pense bem, Sir Brian.

A sua categoria militar, as suas honras, todas dependem do seu lugar na Ordem.

Abdicaria de tudo isso por causa desta paix�o?

No futuro, poder� mesmo chegar a Gr�o-Mestre.

E nessa altura poder� acariciar ou queimar

estas filhas de Jud� conforme vos aprouver.

-O que pretendeis de mim? -Confessai.

lde ter com o Gr�o-Mestre e dizei-lhe que apesar de amar

esta prisioneira Rebecca loucamente, ama os Cavaleiros do Templo ainda mais.

Concordai com o julgamento.

Ela n�o me deu nada.

Nada por que trocasse qualquer posto ou honra.

lrei livrar-me dela. F�-lo-ei.

V�s. Filha de uma ra�a maldita. Segui-me.

Onde?

Sereis levada perante o Gr�o-Mestre para responder pelo vosso crime.

Qual crime? Fui trazida para c� contra a minha vontade.

O crime de bruxaria, entre outros.

Bruxaria? Acusais-me de bruxaria?

Ent�o seguir-vos-ei de boa vontade, pois estou inocente de tal acusa��o

e olharei o vosso juiz como meu protector.

Est� na hora, bons alabardeiros. Temos de nos despedir de v�s.

Tamb�m est� na hora de revelar o nome que escondi de v�s.

Chamo-me Robert de Locksley. Sou conhecido por Robin dos Bosques.

Ficar�eis melindrado se vos revelasse que sempre soube?

Nesse caso, talvez queirais partilhar o segredo da vossa identidade?

Sabereis muito em breve. Prometo-vos. Adeus.

Adeus.

Adeus e obrigado.

Deus vos acompanhe.

Ansiava dizer-lhes, senhor, que haviam lutado com o Rei Ricardo.

Ter�o esse orgulho quando n�s voltarmos a governar com justi�a.

Tendes a minha espada contra o Pr�ncipe Jo�o quando quiserdes.

� poss�vel que n�o precise da vossa espada, o que � bom.

N�o vos vejo preparado para um duelo antes de um m�s.

Encontraria a for�a de cem dem�nios para servir o meu rei.

Mas por agora, lvanhoe, cavalguemos em paz.

Homens respeit�veis e valentes.

lrm�os crist�os de todos os graus.

Lamento informar-vos que o terr�vel lobo invadiu este rebanho

e est� a tentar levar um dos nossos membros.

Por isso, mand�mos chamar diante de n�s esta mulher,

que d� pelo nome de Rebecca, uma mulher infame pelas suas bruxarias.

Ela enlouqueceu o sangue e perturbou o c�rebro de um cavaleiro

dedicado ao servi�o do Templo Sagrado,

o verdadeiro mentor da nossa ordem, Brian Guilbert.

Sim, � verdade.

Que esse homem rejeite o interesse pela sua reputa��o,

pelos seus votos perante a nossa ordem, por causa de uma infiel.

O que mais podemos presumir para al�m de estar possu�do

por um dem�nio mal�fico ou esp�rito mal�volo.

Brian de Bois Guilbert? O que dizeis destas acusa��es?

N�o falarei de t�o graves acusa��es.

Se a minha honra for posta em causa, defend�-la-ei com a minha espada,

que muitas vezes lutou pela Cristandade.

De facto. N�s perdoamo-vos, irm�o Guilbert.

Levantai o v�u.

N�o � nosso costume destapar a cara perante um grupo de estranhos.

Rebecca de York, e ireis responder-me fielmente,

alguma vez usastes curas secretas e rem�dios antigos em homens feridos?

Sim.

Se isso � um crime, onde est� a lei para me acusar?

Aliviar os doentes, ajudar os feridos de qualquer religi�o

n�o afronta o vosso Deus ou o meu.

N�o faz de mim uma bruxa. N�o faz de mim uma feiticeira.

Suplico a Brian Guilbert que diga

se estas acusa��es s�o ou n�o falsas.

Se sois homem, se sois crist�o, falai.

Estas coisas s�o verdade?

Se ainda tendes for�a para responder a este dem�nio, meu irm�o, fazei-o agora.

Receio que o poder de Satan�s seja demasiado poderoso para o irm�o Guilbert.

-Por isso, eu... -Esperai.

Segundo as regras da ordem,

a prisioneira tem o direito de exigir um cavaleiro para a defender

em julgamento atrav�s de um combate.

-Desejais nomear um defensor? -Sim.

Quem ser� o defensor de uma feiticeira?

Deus dar-me-� um.

Muito bem.

lreis pousar a vossa luva para ver qual de n�s enfrentar� o vosso defensor.

Recebemos a luva deste dem�nio

e quem a vai apanhar como sinal de que enfrentaremos o defensor em duelo?

Falai.

Quem defender� a nossa nobre ordem contra o defensor de um dem�nio?

Eu aceito a luva

em nome de Brian Guilbert,

a quem diz principalmente respeito.

Brian Guilbert, ficais encarregue disso.

lreis enfrentar o campe�o dela para o julgamento de Deus,

nunca duvidando que a nossa causa justa triunfar�.

Gr�o-Mestre,

se esta mulher se arrepender,

ainda h� tempo.

Se ela aceitar o nosso emblema sagrado e renunciar o seu.

Renunciar aos meus pais? Estais louco?

Cuidado com a l�ngua, infiel.

Se n�o posso falar pela minha religi�o, estou preparada para morrer por ela.

Exijo o direito a um defensor.

Tendes at� ao terceiro dia a contar de hoje para encontrar um.

Dais-me muito pouco tempo para encontrar um estranho de outro credo

que combata em minha defesa.

Tr�s dias.

Ser� cumprida a vontade de Deus.

Se n�o conseguirdes, ardereis na fogueira como uma feiticeira.

Se escolherdes um defensor e ele perder a batalha,

arder�s na fogueira como uma feiticeira.

Que Deus apoie a decis�o mais justa.

Quem vos deu esta mensagem?

Um mentor dos templ�rios que a recebeu da vossa filha, senhor...

Tem uma resposta?

Sim.

lnformai o mentor que encontraremos um defensor dentro do prazo limite.

Desejais comunicar o seu nome?

N�o. Mais tarde.

Estou aqui para dar condol�ncias pelo seu parente defunto.

Tendes a minha gratid�o, nobre cavaleiro.

Assegurarei que estas tristes paredes vos d�em a hospitalidade que mereceis.

A v�s e ao vosso criado.

O momento pode parecer pouco oportuno,

mas recordo-o, Cedric,

que a �ltima vez que nos vimos, ofereceu-se para me conceder

um favor pelo servi�o que lhe prestei.

Haveis realmente escolhido um momento triste.

J� combatemos juntos,

mas sempre me haveis conhecido como o Cavaleiro Negro.

Sim?

Conhecei-me agora como Ricardo Plantageneta.

Tro�ais de mim?

Rei Ricardo?

O pr�prio.

Ent�o? ldes ficar a� parado?

N�o vos ajoelhais perante o vosso rei?

Vou confessar-vos, senhor, que nunca me ajoelhei perante normandos.

N�o. Talvez o fa�as

quando vos garantir igual protec��o a todos os sax�es e normandos.

Se � mesmo esse o vosso des�gnio,

ent�o mereceis manter o trono contra a vilania do vosso irm�o Jo�o.

Nada mais posso dar-vos por agora.

Excepto o favor.

Exijo-lhe, como homem de palavra que �,

que perdoe e receba no seu cora��o o seu nobre filho, Wilfred de lvanhoe.

Pai.

Tu.

Tu.

lmploro-vos que me perdoeis.

Sempre fui um homem de palavra.

Mesmo quando dada a um normando.

Por isso, tens o meu perd�o.

Obrigado, pai. Posso ver a Lady Rowena?

O qu�? O que disseste?

Tenciono oferecer a minha m�o em casamento � Lady Rowena.

N�o at� ela ter completado pelo menos dois anos de luto

-pelo corajoso Athelstane. -Dois anos?

Nem tu nem o pr�prio Rei Ricardo me far�o mudar de ideias. Dois anos.

O que aconteceu? O que aconteceu?

Em nome de Deus, se sois mortal, falai.

Dai-me tempo para recuperar o f�lego.

Vivo.

T�o vivo quanto � poss�vel ap�s tr�s dias a p�o e �gua.

Disseram-nos que sofrestes um golpe mortal e que fostes retalhado.

Acho que o golpe n�o foi assim t�o mortal. Atordoado, sim. � claro.

Mas vagueei at� cair no meio da floresta.

Um pastor am�vel cuidou de mim at� estar em condi��es de viajar.

P�o de cevada e �gua. Ele n�o tinha mais nada.

N�o quero parecer ingrato, mas foi uma tortura terr�vel.

Respirai fundo. Descansai um pouco.

Preferia um peda�o de presunto e uma ta�a de vinho, se n�o vos importais.

Gra�as a Deus que voltastes. Pronto a retomar o projecto de liberta��o.

N�o me falais em libertar ningu�m. J� � bom eu estar livre.

Cuidado com o que dizeis.

Estais diante do Rei Ricardo.

Ele?

Foi convidado para assistir ao vosso funeral.

Pela minha f�, sinto-me honrado.

Ofere�o-vos o meu cora��o e a minha m�o.

Athelstane, ajoelhais-vos perante um normando?

Venho do meu t�mulo mais sensato do que quando l� entrei.

E a Lady Rowena?

lr�eis abandon�-la, tal como abandonastes a vossa causa sax�nica?

Vamos falar com sinceridade

e rapidamente, antes que morra de fome.

A Lady Rowena nunca gostou de mim.

Ela ama mais o dedo mindinho

da m�o do lvanhoe do que toda a minha pessoa.

Dai-me a vossa m�o e a vossa.

Renuncio a todos os direitos herdados sobre a Lady Rowena

em favor do meu primo, Wilfred de lvanhoe.

J� est�. Agora imploro-lhe, j� podemos comer?

Meu bom amigo.

Tenho de partir imediatamente para Templestone.

O que se passa?

Uma quest�o de honra.

Mas acabastes... Estais em condi��es?

N�o tenho escolha.

Se vos perdesse agora, seria mais do que conseguiria suportar.

N�o me perdereis.

Parai.

O que pretendeis?

Por favor, n�o tendes raz�es para ter medo de mim.

Agora tendes guardas para vos proteger.

Guardas? Falais dos escolhidos para me escoltarem at� � minha morte?

Rebecca, por favor.

Se n�o tendes nada mais a fazer sen�o ver a infelicidade que causastes,

ent�o dizei-me e deixai-me em paz.

Confesso que n�o previ o que iria acontecer aqui.

Mas imploro-vos, ouvi-me.

A minha inten��o era ser o vosso defensor.

V�s?

Continuo a querer proteger-vos.

Como?

Se n�o me apresentar perante o vosso defensor,

perderei o meu estatuto e a minha honra.

Perderei aquilo que representa para mim o verdadeiro sopro de vida.

� esse o meu destino se n�o comparecer.

Mas ir� comparecer.

Por que vos incomodais? A vossa escolha est� feita.

N�o.

Estou disposto a renunciar a toda a fama, ao respeito dos meus concidad�os,

se aceitardes o meu amor por v�s.

O vosso amor ou as vossas paix�es vis?

Pod�amos partir imediatamente. O mundo n�o � apenas a lnglaterra.

Poder�amos partir para Espanha, para a Palestina.

Criarei uma nova ordem.

Farei de v�s uma rainha, Rebecca.

Vamos fugir.

N�o passa de um sonho.

Uma vis�o vazia da noite.

Como podeis rejeitar todos os v�nculos da vossa ordem,

apenas para satisfazer esta paix�o pela filha de outro povo?

Estou mesmo sob um encantamento.

Por que choro por v�s? Desejosa por morrer em tortura e agonia.

Porque me importo?

Agora, nada poder� salvar-vos.

Assim seja.

Vou deixar-vos para sempre.

Mas...

Pe�o-vos que me perdoais e que nos separemos como amigos.

Eu perdoo-vos.

Embora saiba que a vossa espada se agitar� fortemente contra mim.

Perdoo-vos de livre vontade, como uma v�tima perdoa o seu carrasco.

Adeus.

Onde haveis estado?

No castelo de Cabe�a-de-Boi.

Precisarei das vossas tropas imediatamente. O Rei Ricardo est� novamente em lnglaterra.

Bem sei. Falei com ele.

-Falastes com ele? -Est� a reunir um grande batalh�o em York.

lremos ao seu encontro l�.

Mandei avisar o Brian Guilbert e o Cabe�a-de-Boi.

O Cabe�a-de-Boi est� morto e os seus homens foram dizimados.

Brian Guilbert regressou a Templestone e n�o podeis contar com ele.

Contais apenas com as vossas tropas.

E as vossas?

O Rei Ricardo enfrentou-me no campo de batalha

e fui for�ado a render-me e a jurar por minha honra que deixaria lnglaterra.

Por vossa honra? Por vossa honra?

Estou a falar do futuro trono de lnglaterra.

A menos que quereis enfrentar o Rei Ricardo com os guardas do pal�cio,

o que eu n�o aconselharia,

apressar-me-ia a fazer as pazes com ele o mais depressa poss�vel.

Lorde Fitzurse.

Vossa Gra�a, eu sou um homem pr�tico.

Enfrentar Ricardo sem as tropas destes tr�s leais cavaleiros

seria, de facto, corajoso e arrojado, mas infrut�fero.

Canalhas.

De facto, lamento dizer que estou demasiado velho para combater.

Tenho de resignar aos meus deveres e procurar ref�gio na igreja de S�o Pedro.

Meu Deus.

O vosso Deus, Pr�ncipe Jo�o, n�o vos ver� a assumir o trono de lnglaterra.

Bom dia.

Anda.

Chamo o defensor.

Que avance o defensor.

Reverendo, n�o h� defensor para a judia.

Aguardai uma hora e se n�o houver defensor,

a bruxa ir� preparar-se para a sua morte.

Rebecca. Escutai.

Ainda podemos fugir. Tenho um cavalo forte � espera no extremo do campo.

N�o.

Em nome de Deus, imploro-vos, renunciai � vossa f� e admiti a vossa culpa.

Est� na hora, Reverendo Padre.

Continuai.

Que pena.

Morrer sem um golpe sequer dado em sua defesa.

Se fosse minimamente crist�, talvez at� eu a defendesse.

Continuai.

Um defensor! Um defensor!

Um defensor! Um defensor!

O vosso nome. O vosso posto. O vosso objectivo.

Sou Wilfred de lvanhoe, um cavaleiro com provas dadas em batalha.

Estou aqui para defender com lan�a e espada

os direitos leg�timos da donzela, Rebecca.

E para desafiar Sir Brian Guilbert como mentiroso, traidor e assassino.

Ainda n�o estais recuperado das vossas feridas para lutar.

Curai-as primeiro

ou n�o valer� a pena p�r freio a tal fanfarronice pueril.

Haveis tombado duas vezes perante a minha lan�a.

Recuperai a vossa honra, senhor.

Combatei sem mais delongas.

Preparai-vos para morrer.

Esperai. Ainda n�o. A prisioneira tem de aceit�-lo como seu defensor.

Aceitais-me como vosso defensor?

Sim.

Que ningu�m interfira com este campo de batalha, sob pena de morte.

Porqu�?

Haveis cumprido legitimamente o vosso dever em combate.

Pelas leis da nossa ordem,

declaro a donzela, Rebecca, livre a inocente.

Salve, Rei Ricardo! Longa vida ao rei!

Ele?

Deus nos livre. E pensar que o ataquei.

Rebecca.

Se olhardes para as torres da preceptoria,

ireis ver a bandeira real de lnglaterra no lugar da bandeira do vosso templo.

Foi l� colocada pelo vosso rei, Ricardo Plantageneta.

N�o est�s a fazer conta com o vosso irm�o, o Pr�ncipe Jo�o.

O meu irm�o obedece agora ao seu rei.

E quanto a v�s, Reverendo Padre, estais banido deste pa�s.

Dissolvei a vossa ordem e parti de imediato com os vossos seguidores.

Mas, senhor...

Ou preferis experimentar a estaca e o fogo?

De hoje em diante, o vosso rei deseja a proximidade entre sax�es e normandos.

O que significa isto, senhora? Porque vos ajoelhais perante mim?

Pago-vos a minha d�vida de gratid�o que devo a Wilfred de lvanhoe.

Perdoai o meu arrojo.

lmploro-vos que vos ergueis.

A vossa bondade e caridade para com o meu esposo compensou-nos largamente.

Podereis transmitir ao vosso esposo o meu adeus agradecido?

Estais de sa�da de York?

O meu pai e eu vamos deixar lnglaterra.

Vamos partir para Espanha na esperan�a de obter alguma protec��o l�.

Mas o lvanhoe tem a protec��o do Rei Ricardo.

E, apesar de ser normando, ele � justo e generoso.

Talvez.

Mas o povo de lnglaterra � uma ra�a cruel,

e n�o � um abrigo seguro para as crian�as do meu povo.

Mas certamente que v�s n�o tendes nada a recear?

H� um fosso entre n�s, senhora.

Os nossos credos pro�bem-nos de atravessar esse fosso.

Mas devo dizer-vos

que a vossa cara mostra uma gentileza e bondade que irei sempre estimar.

Dou gra�as a Deus por deixar o lvanhoe com algu�m de tamanha bondade. Eu...

Adeus.

Que o Deus que nos fez a ambas vos aben�oe.

Rebecca?

Rebecca.

Foi dito por todos que Ivanhoe e a beIa Rowena

viveram feIizes para sempre.

Mas � imposs�veI n�o ter curiosidade

se as mem�rias amorosas de Rebecca

n�o voItaram a assoIar a mente de Ivanhoe

at� ao fim dos seus dias.

Lan�amento: [ FilmesEpicos.com ] Tradu��o: Hern�ni Azenha

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