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Original subtitles

O SISTEMA

Alessandro, entendo o que est� passando.

Mas n�o pode investigar a morte de seu irm�o.

Est� muito envolvido!

Coronel, estou muito l�cido, garanto.

N�o pediria para se infiltrar nos neg�cios de Rosso.

H� quantos anos n�o est� operacional? Cinco?

Mas este � o ponto!

� perfeito.

Ningu�m me reconhecer�,

enquanto conhe�o tudo

sobre a empresa de meu irm�o.

Ent�o conte-nos e apoie a equipe, do lado de fora.

Coronel, meu irm�o est� morto

porque fiquei fora!

E quer fazer essa loucura para limpar sua consci�ncia.

Fale com ele quando se acalmar.

Duvido que se acalmar�.

O que faremos com Rosso? O pegamos?

N�o. Continuamos a vigil�ncia.

Quero todos os contatos que tem.

Quero saber com quem negocia,

quem cuida do financeiro, ele n�o � bom com n�meros.

H� algu�m que cuida das coisas.

Tenho certeza.

Infelizmente n�o � Parkinson, Dr. Fabbri.

Sim, mas os sintomas parecem ser os mesmos.

Parecem sim, mas s� no come�o.

Veja, a tomografia de seu pai

mostra tra�os de degenera��o do tronco encef�lico,

sinal caracter�stico da s�ndrome de Steele. � uma doen�a rara,

por isso n�o diagnosticamos logo.

Mas parece ser muito mais grave.

� muito mais grave.

� uma paralisia degenerativa. Seu pai perder� o senso de equil�brio,

a degluti��o, os movimentos oculares,

e ficar� cada vez mais dif�cil se mover.

E qual � a cura?

N�o tem cura.

S�o pacientes dif�ceis de acompanhar.

Se quiser, posso indicar cl�nicas especializadas.

N�o, obrigada.

Eu cuido do meu pai.

Quanto devo?

Quando eu morrer, quero as flores mais belas no meu t�mulo.

N�o seja m�rbido, por favor.

O m�dico disse que voc� est� melhor.

Disse que est� melhorando aos poucos.

Para algu�m com Parkinson.

Isso mesmo.

Com o que voc� paga, ele diria isso at� de um cad�ver.

E acho um desperd�cio de dinheiro.

A partir de amanh�, cuidarei da hipoteca.

N�o, pai, n�o cuidar� da hipoteca. Ponto final.

O que podem fazer aqui que meu m�dico n�o pode?

Exceto as enfermeiras, que parecem modelos.

Evitamos a fila e economizamos muito tempo

que podemos passar juntos.

N�o pode colocar tempo no banco.

Pode apenas viv�-lo.

Isso � algo que sempre tentei ensinar a meus alunos.

Sim, pai. Eu sei.

A mim tamb�m.

Bem,

voc� foi minha melhor aluna.

Espero que n�o!

Espera um momento.

-Al�. -Onde est�?

No hospital com meu pai. O que �?

Se apresse, h� pessoas aqui que n�o gostam de esperar.

Est� claro?

N�o fale assim comigo. Est� claro?

Quer que mande o carro?

N�o, eu mesma dou um jeito.

Certo, mas seja r�pida.

Ent�o?

D� uma volta e se controle. Ningu�m entra ou sai daqui.

Isso � tudo que temos?

No momento sim.

Os clientes?

Rosso nunca usa celular,

e liga s� para fornecedores com o telefone da lava-r�pido.

Decerto h� mais registros de fachada.

E at� agora n�o foi visto encontrando

com outros condenados al�m dos irm�os Regina.

Muito cuidadoso.

At� demais, capit�o.

Hoje tivemos que parar a vigil�ncia,

pois come�ou a andar em c�rculos, para ver se algu�m o seguia.

Talvez tenha um compromisso importante.

Don Gaetano, bem-vindo!

Don Gaetano,

por aqui.

O que faremos ser�...

O que faremos ser� diversificar os investimentos,

n�o somente entre...

entre pa�ses diferentes, mas...

atrav�s de v�rias institui��es de cr�dito.

E isso nos dar� um caminho para...

Desculpe. Com licen�a, doutor. N�o me sinto bem...

Com licen�a.

Daria, tudo certo?

Sim.

Posso entrar?

Sim, pode.

Tive uma sensa��o de tontura.

Mas pode continuar? O cliente � importante.

Sim. J� vou.

Certo, venha.

Pe�o desculpas.

Dizia que capital assim gerenciado ficar� totalmente an�nimo

e dispon�vel imediatamente caso precise de liquidez.

Sim, entendi.

Mas quanto h� para ganhar?

Ao ano, 20%.

E a opera��o � toda no exterior,

evitando qualquer tipo de controle.

O dinheiro n�o ser� rastreado de forma alguma.

Tudo bem.

Espere, n�o podemos levar para casa assim.

Fa�a o que tem que fazer.

Vamos.

Velha guarda.

Algumas pessoas n�o mudam.

Leve ao lava-r�pido.

Vamos usar para as despesas.

Tudo bem.

Mas Guido,

a menina est� bem mesmo?

Est� se recuperando. Raoul � um cap�tulo fechado.

Me d�i muito ver meu carro t�o estragado.

Mas devem ter sido crian�as.

Nem denunciei.

Espero que n�o tenha vindo por isso.

Fique � vontade.

Oreste!

Sei de tudo.

Entendeu?

Sei tudo que fez ao meu irm�o!

N�o fiz nada para Raoul.

N�o fiz nada para Raoul.

Por que faz isso, Oreste?

Por que continua mentindo?

Me conhece desde que era pequeno!

Sei que lava dinheiro.

Sei que meu irm�o foi morto por dinheiro!

Eu n�o queria fazer,

n�o queria, eu juro.

Olha para mim, Oreste.

Olha para mim!

Quero que me conte tudo.

Quero saber toda verdade.

Rosso sabia que seu irm�o Raoul estava cheio de d�vidas.

Que n�o tinha mais cr�dito no banco

e ent�o me pediu

para passar seu contato.

E depois?

Depois passei seu contato,

entraram em acordo

e eu comecei a mover dinheiro na empresa do seu irm�o.

Mas juro que eu n�o queria fazer isso.

H� quanto tempo trabalha para eles?

N�o trabalho para eles.

Sou escravo deles.

Me limparam.

Levaram tudo embora, n�o tenho mais nada.

Nada.

Oreste Setola agora � s� uma fachada.

Podia denunciar.

Podia pegar o telefone e me ligar!

Rosso...

tenho medo de Rosso.

Alessandro,

sinto muito por seu irm�o,

farei um caf�.

Obrigado.

A ela,

eles fizeram amea�as,

queriam estupr�-la.

Alessandro

quando soube que Raoul tinha se matado.

Tamb�m quis fazer isso,

eu juro.

Mas sou um covarde,

e n�o fiz.

Oreste, n�o pode continuar assim.

O que posso fazer?

Me ajude a pegar Rosso e seu chefe.

Da minha maneira.

Escuta algo?

S� as escovas do lava-r�pido.

Acho que algu�m se infiltrar n�o seria uma m� ideia.

Ent�o acha que major Luce tem raz�o?

S� digo que gosto de pessoas

que pensam fora da caixa.

Sim, e que talvez escutem heavy metal durante vigil�ncias.

Aprenda algo novo.

Obrigada, mas cuido dos meus t�mpanos.

Quanto trouxe?

Tr�s milh�es. Uma nota.

Sim?

Daria chegou.

A idiota chegou.

Certo, eu termino depois.

Tchau.

Vai fazer compras? Vamos juntos?

Primeiro, me respeite.

Segundo, o que fa�o n�o � da sua conta.

Desculpe-o.

-Que merda disse? -Nada demais!

Que merda disse "vai fazer compras".

Aqui.

O diretor est�?

-Quaranta, me ouve? -Sim.

Eles sa�ram do banco sem a bolsa.

Acho que acabaram as entregas hoje.

Avisamos a chefe?

N�o a capit�o saiu, Ongaro. Algo urgente, acho.

Certo, n�s os seguimos.

Setola est� sob vigil�ncia, como os outros.

Pensou que n�o me diriam que veio?

Vamos. Estamos vis�veis demais aqui.

O que quer fazer?

Continua pensando em se infiltrar.

Sim, e encontrei o caminho.

Setola decidiu ajudar.

Como?

Dir� que sempre teve sempre um s�cio oculto

que agora vai gerenciar a empresa.

Seria voc�?

Fingirei ser ganancioso,

querer sujar minhas m�os.

Se acreditarem, aprenderei algo mais sobre seus neg�cios.

-O plano � bom. -Bem,

encontrarei um financista para isso.

N�o, Floriana. Setola confia s� em mim.

Est� morto de medo. N�o funcionaria com outra pessoa.

E se me parar, coronel,

largo o distintivo e continuo s�.

V�! V� se matar!

Quero escutar o juiz.

Mas acho que pode concordar.

Coronel, n�o.

Alessandro, pode dar licen�a?

Sim, coronel.

Coronel, reconsidere.

� um risco, mas pode dar resultados.

Pode dar errado.

E assumo a responsabilidade.

O conhece,

se o cortamos, n�o sabemos em que pode acabar.

-Em nada, se o impedimos. -Como? Prendendo?

Fazemos assim: monitoramos constantemente,

se algo acontecer, acabamos com a opera��o.

Alessandro n�o � mais o mesmo

desde a morte da esposa!

Mesmo que seja metade do que era, n�o ter� problemas!

-� loucura! -N�o. � uma ordem!

N�o abuse da minha confian�a!

Pode ir.

� a primeira vez que perde tr�s encontros seguidos.

N�o sou Bruce Lee.

Talvez esteja pensando em uma coisa.

Mas deve deixar os pensamentos fora do tatame,

como ensina aos meninos.

Como fa�o isso?

O juiz autorizou que Alessandro se infiltre.

� uma estrat�gia pouco ortodoxa,

mas pode trazer resultados.

Bobagem. Alessandro n�o � capaz de realizar a opera��o.

Tem raz�o.

Alessandro n�o � capaz de realizar a opera��o sozinho.

Precisa da ajuda da equipe

e da sua principalmente.

Ent�o, o que far�?

Ser� outra pessoa?

Sim. Novo nome, nova identidade, nova casa.

Mandarei not�cias,

mas n�o sei quando.

Angela, preciso de voc� para Jacopo.

Isso n�o � problema.

Ele e os meninos ter�o companhia.

� perigoso?

Estarei sempre protegido.

� o �nico modo de descobrir quem estragou Raoul.

Entendo.

Preciso ir. Tenho muitas coisas para organizar no Gico.

O juiz deu permiss�o para enterrar.

O enterro ser� amanh�.

Voc� poder� ir?

N�o.

N�o posso ser visto.

At� o fim.

O que?

Voc� est� longe.

Trabalho na cobertura de Alessandro.

Precisamos de uma sombra.

Pensei em Ongaro, que parece menos com um de n�s.

O que?

Ongaro seria perfeito

mas Alessandro quer um de seus homens.

-Quem? -Foi seu aluno na Academia.

Arriscou ser expulso, mas confia nele.

Tenente Grandi.

�s ordens.

O autorizei, ele vai a campo.

Se confia nele.

Ser� a sombra de Alessandro.

N�o sei se fico aliviado ou ofendido.

Voc� o faria andar direito, como eu fa�o.

Posso saber por que ele?

Porque � meu melhor aluno.

N�o � o que diz o relat�rio.

Porque ainda n�o sabe quem �.

Bom dia.

Posso?

Claro.

N�o.

N�o!

Mas que fofo!

O que � isso, apreens�o da tem�vel gangue dos Smurfs?

Sim, um caso enorme,

terr�vel de escravid�o, pobrezinhos.

Eram for�ados a trabalhar nas minas.

-N�o! Quanta crueldade. -Horr�vel.

Prazer. Grandi, Michele.

Emma Vinci.

Sei quem �.

-Bem-vindo. -Obrigado.

Sim, bem-vindo.

Venha, vou te mostrar.

-At� depois. -At�.

Major,

sinto muito por seu irm�o. Eu n�o sabia.

Obrigado.

Obrigado por sua confian�a.

N�o imaginei que pensariam em mim para um trabalho assim.

Por que?

Pensei que n�o gostasse de mim.

S� porque voc� dava 10% de voc�.

Mas aqui, Grandi,

quero 110%. Entendeu?

Quando come�amos?

Amanh�. Venha.

Se chamar� Alessandro Sperduti.

Nasceu em Roma em de 18 de dezembro de 75.

Ent�o, Major, voc� teve uma condena��o

por fraude de cheques.

O tipo certo para algu�m como Rosso.

Se tudo correr como espera, sim.

Voc� tem duas contas banc�rias, mas sem cart�o.

Al�m disso, tem um bom apartamento em Viale Mazzini, 88.

Se tudo correr bem, ser� por pouco tempo.

Pai, sabe que ficou bem com cabelo curto?

Antes, usava sempre assim.

Se quiser, tamb�m pode cortar.

Como � o trabalho que vai fazer?

� como brincar de esconder, sabe?

Sim.

Isso, a mesma coisa.

Eu tenho que encontrar as pessoas

antes que percebam que procuro por elas.

Parece divertido.

Eu s� me divirto com voc�.

Encontrarei voc� sempre que puder.

Mas n�o aqui em casa.

Por que?

Nos encontraremos em um lugar secreto.

Depois te direi onde.

Tamb�m faz parte da brincadeira.

A tia at� finge que n�o est� triste comigo.

E eu tento faz�-la rir.

Muito bom, Jacopo.

�timo.

E com as priminhas, como vai?

Legal,

mas s�o meninas.

Venha aqui.

Nos vemos logo.

Tchau, pai.

Tchau, homenzinho.

N�o fica para o caf� da manh�?

Queria muito,

mas preciso ir.

Eu estava esquecendo. Encontrei isso nas cal�as de Raoul.

Mas n�o s�o de casa nem da empresa. N�o sei.

Talvez seja importante.

Prenderei todos os respons�veis, Angela.

Prometo.

Certo.

Quero que fique com isso.

Para se lembrar que minha vida est� em suas m�os.

Bom.

Est�o colocando mais c�meras e microfones na Ponteflor.

Veremos e ouviremos tudo, major.

Grandi, a partir deste momento esque�a o "major".

Melhor tomar cuidado.

Certo.

Ent�o, boa sorte, Alessandro.

Feito.

N�o se preocupe, vai dar tudo certo.

Sim.

Vai dar tudo certo, sim.

Me v�?

Eu te ou�o. Infelizmente tamb�m te vejo!

Apresse-se e levante-se.

Certo, capit�o.

Vai dar tudo certo.

Como fa�o para n�o me preocupar? Como?

-Tchau. -Tchau.

Devia ter se preocupado antes de se meter com Rosso.

Ele tamb�m � v�tima, n�o se esque�a.

Todos s�o v�timas. N�o existem bandidos.

Boa sorte.

E a sombra,

Incomoda voc� que ele seja o encarregado?

N�o. S� me impressiona.

Ele nem sabe contra quem est� indo.

Veja,

olha s� como ri.

Lindo.

Encontrou um substituto?

Para que?

Para a empresa de Raoul.

Desculpe se eu tirar o problema.

Devo me acostumar, n�o?

A morte � a �nica coisa que n�o se pode remediar.

E n�s precisamos de faturas e empresas.

J� disse a Rosso para cuidar disso.

Se encontrar� com Setola e dir� o que deve fazer.

�timo.

Podemos sempre contar com o bom Setola.

Tchau.

N�o ter� d�vidas sobre mim, ver�.

E se tiver?

Ent�o fui idiota em te ouvir.

Ei, � a minha pele em jogo tamb�m.

Fique tranquilo, dar� certo.

"Fique tranquilo" o caramba!

Oreste,

Quero voc� l�cido agora, est� claro?

Confie em mim.

Se lembre de tudo que falamos.

Se perder o controle?

N�o perder�.

Capit�o, pronto. Nosso amigo chegou.

Eu vejo, aqui est�.

Est� chegando.

Dr. Setola, � o Sr. Fabrizi.

Mas o que est�o fazendo no �trio?

Setola, �s vezes preciso lembrar que voc� � meu recepcionista.

Quero que conhe�a algu�m.

Por que?

Bem, porque � meu s�cio.

Me chamo Alessandro Sperduti.

N�o gosto disso.

Eu n�o aguento mais esta situa��o.

Ele � melhor do que eu, pode ser mais �til.

Falaremos disso outra vez.

Um conselho,

quando for me apresentar a algu�m, avise antes.

N�o gosto de surpresas.

N�o me deixe com raiva Setola, comporte-se.

-N�o deu certo. -Espere.

Sr. Fabrizi,

tem raz�o, devemos avisar antes, com certeza.

Por que n�o ouvimos?

Porque n�o tem microfone l�.

Investi a economia de uma vida nesta empresa

e tudo est� indo ao inferno.

N�o tenho nem dinheiro para pagar as parcelas do carro.

Talvez seja melhor.

O idiota do meu s�cio quer sair.

Mas eu n�o.

Preciso de dinheiro.

Eu n�o sei do que voc� est� falando.

Estou falando de Raoul Luce,

e do fato de que se matou.

E agora meu s�cio tem escr�pulos.

� disso que estou falando.

Quem contou essa hist�ria para voc�?

Sei tudo que Setola faz, o que acha?

At� agora, tudo bem comigo, ele aguentava,

mas agora n�o aguenta mais.

Ent�o, se quiser continuar fazendo neg�cios com esta empresa,

precisa falar comigo.

Sabe com quem est� falando?

E voc�?

-Grandi. -Sim, capit�o.

Fique pronto para interferir.

Faremos uma coisa,

entre no carro, assim vamos checar juntos.

Como quiser.

Est�o saindo juntos.

Os seguirei.

Foi.

Diga, Alessandro, de onde voc� veio?

Por mim, continuo a fazer neg�cios.

Mas Oreste est� ficando louco.

Gosta de dinheiro, �?

Digamos que estou na merda

e o trocado que recebo n�o � mais aceit�vel.

Quero mais.

Conhece a hist�ria do passarinho, Alessandro?

N�o.

Um p�ssaro estava morrendo congelado.

Quando pensou que estava acabado,

passou uma vaca que deu uma bela cagada em sua cabe�a.

Primeiro disse:

"Deus, que nojo"

depois, pensou melhor e chegou � conclus�o

que a cagada salvou sua vida

e enquanto pensava estar salvo,

passou um gatinho, que o tirou da merda e o comeu.

Entendeu qual � a moral?

Nem todos que o colocam na merda fazem porque o querem mal.

Nem todos que o tiram da merda fazem porque o querem bem.

Ent�o, se acha que est� na merda, n�o reclame.

Temos que colocar um microfone nele.

Muito arriscado.

Pode me dar os documentos, por favor?

Por que?

Porque sim, me d� a droga dos documentos.

Droga os Regina chegaram. Est�o indo para o carro.

Caso se sinta sozinho, ter� companhia.

O que acontece?

N�o adianta.

Claro que adianta, tente ser idiota.

Rosso saiu, Alessandro est� s� com os Regina.

Rosso est� entrando no banco.

De onde voc� saiu, droga?

� amigo do vagabundo do Setola.

O que, Setola tem amigos?

Estou aqui para isso, n�o?

Para fazer novos amigos.

Obrigado.

Sperduti � um mau pagador.

Quanto?

Eu nunca abriria uma conta para ele.

Cheques sem fundos, hipotecas,

at� o carro vai ser recuperado.

Voc� sabia que Setola tinha um s�cio?

-Seria ele? -Seria ele.

Se quiser, posso verificar o registro de empresas agora.

Tudo bem.

Rosso saiu do banco, continuo seguindo.

Sim, fique ligado.

Ent�o, Rosso,

quer perder mais tempo ou o teste acabou?

O teste nunca acaba, meu amigo,

leva esta droga de pistola.

Chegaram, est�o saindo do carro.

J� que est� aqui, assina isto.

O que �?

A empresa de Setola, que � minha, sob sua ger�ncia.

Devemos pensar grande, Alessandro.

Como?

Compramos algumas empresas quebradas, como a Telerie Romane,

aumentamos a receita e colocamos dinheiro em circula��o,

antes que eu traga a documenta��o.

E o que eu ganho com isso?

O fato de voc� sair daqui com as pr�prias pernas

j� mostra que est� com muita sorte,

voc� n�o acha?

Assine, inicial em todas as folhas e tudo por extenso.

Nost�lgico?

N�o, eu penso no futuro.

Estamos na Telerie Romane.

Demos uma volta no pr�dio,

parece que est� vazio.

Tente entender o que fazem e porque interessa a Rosso.

Certo. Vai.

Vamos entrar?

Escalando? Dando pezinho?

Sempre operacional.

E voc�, sempre simp�tico.

Observe e aprenda.

-Ei, atenta � esquerda. -Sim.

Venha.

-Eu vou. -V�.

Cubra a retaguarda.

For�a, vamos, r�pido com os cosm�ticos! Vai, carrega logo.

Como est� com as malas?

Vai, vamos, for�a! Anda,

comecem a fechar as caixas para levar daqui, vamos.

Vamos pessoal, o tempo � curto. For�a, vamos.

Andem com as caixas.

Preparam para transporte.

Qual � o material?

R�pido, traga essa mala aqui.

Coloque nesta caixa. Vai, for�a!

A Telerie Romane produz tecidos para mobili�rio, em teoria.

Mas fabricam cosm�ticos e malas falsificados.

Os caminh�es da empresa levam e distribuem a mercadoria pela It�lia.

N�s temos as placas.

Siga-os e descubra quem s�o os atacadistas.

Ligue para Alessandro,

avise que tem uma firma de falsifica��o.

Tudo bem.

Encontrei isso nas cal�as de Raoul.

N�o s�o de casa nem da empresa,

n�o sei, talvez seja importante.

Pelo n�mero de s�rie da chaves, s�o de uma porta de seguran�a

de um apartamento em Parioli. Quer uma pesquisa sobre o dono?

Quero s� o endere�o do local.

O endere�o exato, agora mesmo.

De novo Moby Dick, deve saber de cor.

Li pelo menos dez vezes. Adoro.

Fazer o que, gosto de baleias.

Grandes, livres.

Lembra da vers�o ilustrada que ganhei do pai?

N�o!

O que estava tramando, Raoul?

Sim, Flo.

Verificamos a Telerie Romane.

Fabrica produtos falsificados.

Ent�o Rosso n�o faz s� lavagem de dinheiro.

Parece que n�o.

Seguimos um dos caminh�es.

Esta � a chance que eu esperava para me fazer �til para ele.

Ou�a bem o que voc� tem que fazer.

O pessoal ainda n�o colocou o ponto de verifica��o.

N�s vamos cuidar disso ent�o. Acelere, vamos par�-lo.

N�o ultrapassei o limite.

Documento de transporte.

Saia,

mostre a carga.

Abra.

Vejamos.

Vamos pegar este.

Para o ch�o.

O que � isto?

N�o � das minhas.

Quero esperar.

Vamos... Ei! Parado!

Ei, parado!

Algemas, por favor.

Adiciona desobedi�ncia � ordem policial.

Tudo pronto?

Voc� duvida?

Agora vamos ver como eles reagem.

Que droga � agora?

O que �?

-A pol�cia parou um caminh�o. -Quando?

H� uma hora. O motorista pode n�o falar,

chegar�o � f�brica pelo caminh�o.

Ainda temos duas mil malas falsificadas que devem sumir logo.

N�o podem usar caminh�es da Roman Telerie. S�o marcados.

Voc� cuida do pessoal da f�brica e eu procuro um caminh�o limpo.

Est� bem!

Sim, entendi.

Que porcaria.

E agora essa! O que faremos � noite?

Na jogada!

Como me deu seus caminh�es,

se pararem os cinzas, o que voc� diz?

Que me roubaram.

Voc� � muito diferente de Setola.

Sim, at� porque dinheiro me interessa.

Quanto sai para mim?

Do valor da mercadoria, 2%, sob uma condi��o,

fica guardada na sua empresa.

Por 2% ao m�s.

Preciso ter cuidado com voc�.

Vai tomar um caf�.

Est�o carregando tr�s, quatro caminh�es.

Parece que Luce conseguiu.

Sim, por enquanto sim.

Mas � s� o come�o.

Romolo.

Este lugar sempre me emociona.

N�o me importo com seus neg�cios,

mas n�o podem ser problema.

E na verdade, n�o s�o.

As malas est�o no lugar.

At� fiz muito dinheiro com essa hist�ria.

Uma mis�ria.

Voc� pensa muito pequeno, Romolo.

Sim.

Coleciona obras de arte.

E eu, malas falsificadas.

Como Sperduti se saiu?

Acho que tem problemas e quer se recuperar.

Ele n�o � como o outro.

Bom.

Preciso de algu�m como ele.

Est� resolvido.

Tem uma t�cnica exclusiva, n�o coloca a cabe�a na �gua.

Sente sua falta.

Sinto muita falta dele.

Nos �ltimos anos, sempre estivemos juntos,

ele e eu sempre juntos.

N�o acredita, mas se n�o fosse por ele,

n�o saberia o que fazer depois da morte de Barbara.

�s vezes as meninas ficam t�o tristes.

Ainda perguntam quando o pai voltar�.

Eu disse que ele faz uma longa viagem.

A prop�sito,

isso � seu?

N�o, onde encontrou?

Na empresa do Raoul.

N�o. Nunca usei nada parecido,

n�o gosto.

Bom, ser� meu amuleto da sorte.

Acho que realmente precisamos.

Sim.

Ol�, Alessandro, preciso te apresentar a algu�m.

Quando?

Hoje, est� ocupado no almo�o?

Talvez esteja ocupado com sua secret�ria?

Veja que � importante para voc�, n�o para mim.

Tudo bem. Diga onde.

Eu aviso. Tchau.

Perdido?

Daria Fabbri.

-Prazer. -Prazer.

Desculpe, estou surpreso. Esperava...

outro tipo de pessoa.

Um grosseiro como Rosso?

Trabalho com outra �rea de neg�cios.

Pela eleg�ncia, acho que alta moda.

N�o precisa me elogiar.

Este n�o � um encontro am�vel, n�o?

Ent�o vamos falar de neg�cios.

Sei que pode me ajudar a crescer.

Depende do senhor.

Do seu desejo de crescer.

E da sua confiabilidade.

Que a senhora julgar�?

Exatamente.

Conversaremos depois. Pegue uma bebida.

Daria, estamos prontos se quiser ver a pintura.

-Sim, j� vou. -Certo.

Relaxe.

O SISTEMA

Legendas: Daniela Rodrigues

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