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Legendas: Jo�o Ahrens Teixeira
Vai parar de sonhar, Tommy Stubbins?
- Ol�, Matt. - Venha-me ajudar a arranjar um jantar...
- para mim e estes clientes aqui. - Posso empurrar o carrinho de m�o?
Bem, n�o vai empurrar agora, n�o?
� contra minha religi�o fazer qualquer coisa violenta at� o fim do dia.
Deus aben�oe todos os Irlandeses.
Sabe o que estava pensando, Matt?
N�o, o que foi isso? N�o � para si, meu querido.
Vai fazer seu pelo cair.
Estava pensando que se vendesse o seu carrinho de m�o,
e eu vendesse o rel�gio do meu av�,
poder�amos comprar um barco e ir para a China.
Oh, est� no meio de duas quest�es, � um bom companheiro, Tom.
� uma proposta bonita, mas n�o v� o problema?
- O que �? - Bem, fala chin�s?
- N�o. - Ent�o, se vender o rel�gio de seu av�,
e n�s formos para a China,
como vai ver as horas?
- Nnca pensei nisso. - Ah, bem, viu, tem que planear o futuro.
� muito importante.
Quero dizer, todo o segredo de meu sucesso com o carrinho de m�o...
foram anos de planeamento.
Obrigado, Charlie.
Possam os 17 homens santos de Donnybrook recompens�-lo no c�u.
- Eu gostava que voc� me recompensasse aqui embaixo.
- Quem � este? - Pato selvagem dos p�ntanos.
- Isso � um facto? - Voou direto ao mastro, tolo estr�bico.
Pode imaginar isso agora? Prov�velmente estava sob a influ�ncia.
Parece-me Irland�s.
N�o se preocupe. Eu cuidarei dele.
Traga-o c�. Isso � o meu jantar.
N�o me pessa isso, Charlie.
Como Secret�rio para a Preserva��o de Patos Irlandeses,
meu trabalho n�o o permite.
Nunca me disse que era secret�rio de patos Irlandeses.
Oh, bem, n�o falo muito sobre isso.
- Sou um tipo muito modesto. - O que temos a ver com isso, ent�o?
Bem, agora, assim que terminar as minhas entregas,
vamos ver o John Dolittle.
- Tome. - Quem � o John Dolittle?
Comam bem, meus amores.
- E que o c�u aben�oe todos os gatinhos. - Quem � o John Dolittle?
John Dolittle � o maior doutor de animais no mundo de hoje...
e um amigo pessoal de Matthew Mugg.
Vive aqui mesmo em Puddleby.
- � sa�da da Estrada de Oxenthorpe. - O que ele faz?
� um g�nio. Isso � o que ele faz. Pode falar com os animais.
- Conversa com eles? - Fala o idioma deles.
Como estamos conversando agora.
Ele ter� uma conversa com esse companheiro na l�ngua de pato selvagem...
e o por� bom nun instante.
Oh, querido homem.
Ele n�o pensaria duas vezes para viajar meio mundo para curar um pardal.
S� na semana passada, foi foi bem longe at� � �frica.
Pergunte-me porqu�.
- Porqu�? - Porqu�? Vou-lhe dizer!
Cuidar de um crocodilo com dor de dente.
Ele � um homem completamente maravilhoso.
E entende o Irland�s.
E qualquer homem que entende o Irland�s...
n�o pode ser considerado mau.
Do mesmo modo que o lun�tico...
De quem o padroeiro � o Patrick,
n�o pode ser considerado completamente louco.
O doutor � muito inteligente
Ele � no fundo um irland�s
a cor favorita dele seguramente deve ser o verde.
E tamb�m � um homem...
Que bajular� quando ele puder
Deixe-me explicar o tipo de coisa que quero dizer
Meu amigo doutor diz que a lua � feita de torta de ma��
E uma vez por m�s � comida pelo sol
E isso � porque l� emcima no c�u
Voc� achar� como todos os meses passam
Algu�m no c�u est� fazendo outro.
Meu amigo doutor diz que o sol � feito de queijo "cheddar"
O doutor at� mesmo sabe a raz�o porqu�.
Os factos s�o estes. Tente se puder por favor
Fingir ser s� um queijo.
N�o vai quer achar uma torta de ma��?
Claro que vai.
Talvez o que o doutor me conte
N�o seja completamente verdade
Mas gosto de cada dia que ele me fala.
N�o conhe�o nenhum melhor. Voc� conhece?
Meu amigo o doutor diz que o mundo est� cheio de fantasia.
E quem somos n�s, para discordar
esperemos e rezemos que esse seja o caminho.
A vida que amamos sempre ficar�...
para o meu amigo doutor...
e para mim.
Aqui, Tom, pega!
Meu amigo o doutor diz que as estrelas s�o feitas de gotas de lim�o
Os maiores s�o pirolitos e sorvete. Venha!
As nuvens t�m lojas em cima delas
Vendem doces e refrigerantes
Come eles chamam o luga?
N�o � de para�so...
Meu amigo doutor diz que que sempre que come�a a chover
As pessoas correm para casa novamente em enxames
Se ficae de fora � chuva
pensar� que est� bebendo champanha ros�
E gastar� sua vida rezando por temporais.
Talvez o que o doutor me conte
N�o seja completamente verdade
Mas gosto de todos os contos que ele me conta
eu nunca ouvi nenhum melhor. Voc� ouviu?
Meu amigo doutor diz que o mundo est� cheio de fantasia
E quem somos n�s para discordar
esperemos e rezemos que esse seja o caminho.
A vida que amamos sempre ficar� para o meu amigo doutor
Meu amigo doutor e eu.
O que foi isso?
- Ah, isso foi s� alguns dos mascotes dele. - Mascotes?
Polynesia, minha pequena ador�vel.
D� c� um beijo. Aqui.
E, Chee-Chee, como est�, meu velho maroto?
Gostava que conhecesse um dos meus mais queridos amigos. Mestre Thomas Stubbins.
Tom, esta � a Senhorita Polynesia.
Como est�, Mestre Stubbins?
Como est�, Senhorita Polynesia?
Tem que a admirar, Tom. Ela tem 199 anos.
Ela pode lembrar-se de cada palavra que lhe foi dita...
desde a execu��o de Charles I em 1648.
- N�o � verdade, Polynesia? - N�o, Matthew, foi em 1649.
30 de janeiro, para ser preciso.
uma ter�a-feira.
Oh, sim, certo. V� o que quero dizer?
E esta � a Chee-Chee.
Como vai, Chee-Chee?
- Onde est� o bom doutor? - Est� trabalhando na biblioteca.
Mostre-lhes, Chee-Chee.
Sei que ele est� l�.
C�us, Matthew.
Oh, imensas desculpa. Devo t�-lo assustado.
Matthew, est� encharcado.
Voc� tamb�m est� um pouco molhado, senhor.
Oh, estes idiomas de peixe.
Realmente s� funcionam debaixo de �gua.
� fascinante.
O sistema b�sico s�o os movimentos da boca e sinais de bolha.
No momento, fazia bolhas grandes...
e eles diziam que eu estava gritando.
Perdoe a minha ignor�ncia, senhor,
mas o que espera conseguir de uma conversa com um peixe-dourado?
Matthew, vou-lhe mostrar.
O legend�rio grande caracol rosa.
Por centena de anos, os marinheiros afirmavam que o viram.
Oh, pobres diabos. � daquela coisa podre que bebem.
Mas, o que isso tem a ver com peixe-dourado?
N�o acredito que seja legend�rio. Acredito que de facto existe.
O que isso tem a ver com peixe-dourado?
Bem, estou planeando uma viagem para ach�-lo.
Quer dizer, se conseguir juntar o dinheiro para isso.
Oh, que os santos o recompensem senhor.
Mas, o que isso, tem a ver com o...
Bem, se o achar, Matthew, vou querer falar com ele.
Ent�o, tenho que conseguir um conhecimento de um molusco antigo,
o que � extremamente complicado.
Assim, estou come�ando com idiomas b�sicos de peixe,
tipo hipoglosso, cavala e peixe-dourado.
Ah, v�? Sabia que tinha algo a ver com o peixe-dourado.
Agora, sobre a sua �ltima viagem, Doutor.
Achou o crocodilo com dor de dente?
Crocodilo? Oh, sim, no Congo, sim.
Voltei no s�bado.
- Olhe! N�o � mesmo uma beleza?
Faz um belo saca-rolhas.
Olhe para isto, Tom. Oh, perdoe-me, Doutor.
- Este � o meu companheiro, Tommy Stubbins. - Como est�, Stubbins?
- Ele traz um paciente para si. - � um pato, senhor.
� um drake.
Tamb�m est� encharcado.
Sim, senhor, est� chovendo.
Est� ferido na asa, senhor.
Sim, est� dizendo-me isso.
Oh, pobre coitado, sim.
Certo!
Teve uma briga com a esposa, e n�o via por onde ia.
Ele contou-lhe tudo isso?
S�o criaturas muito neur�ticas.
Estar� bom pela manh�.
Sim, darei uma palavra � sua esposa.
Agora, enquanto o nosso amigo est� convalescendo,
Tentarei achar algo seco para usar.
para podermos jantar juntos.
- Polynesia, mais dois para o jantar. - Sim, Doutor.
Oh, Matthew, sobre esse dente de crocodilo.
Deve haver uma garrafa por a� que possa abrir com isso.
Por favor pare de fazer esse barulho infernal?
Algumas lingui�as de porco e um pouco de toucinho.
Do modo que est� gritando, pensar�o que estamos cozinhando toda a sua fam�lia.
Chee-Chee, fa�a-o se comportar.
N�o pode culp�-lo por estar um pouco transtornado, Doutor.
Eu ficaria transtornado se voc� come�asse a fritar Irlandeses.
Conhece bem o problema como eu, Matthew.
Tenho quase 600 bocas para alimentar, inclusive os ratos.
- Seiscentos! - Sim. Assim se o tipo do talho...
me d� um cord�o de lingui�as de vez em quando, eu aceito...
mesmo que transtorne o Gub-Gub ou n�o.
De qualquer maneira, ele come mais que qualquer um de n�s.
Tem a certeza que n�o quer um pouco?
- Certamente, obrigado, Matthew. - N�o tem fome, Doutor?
Sim, mas eu sigo uma dieta muito especial, Stubbins.
- � altamente nutritiva e muito boa. - Oh, entendo.
O doutor est� numa posi��o complicada, v�, Tom.
- N�o est�, Doutor? - O que quer dizer, Matt?
Entende, Stubbins, ele quer dizer... carne.
Transtorna os animais se eu, uh...
- Oh, claro. - Ent�o n�o como.
� como um princ�pio, as pessoas evitarem comer os amigos.
No dia em que me tornei veterin�rio...
tive um s�bito desejo opressivo...
de ser um puro e simples vegetariano.
E deixar de comer toda essa carne e peixe.
- Acho isso maravilhoso. - Carne � muito insalubre para si.
Sim, agora vivo de comida saud�vel em vez disso.
Como tartes de ma�� e sumos de frutas...
E peda�os grossos de p�o escuro.
Certo, certo. J� vou.
Quando vejo um ser humano consumindo um bife de vaca,
Vejo-me desfrutando de ch� e um delo bolo...
realmente s� h� uma conclus�o a que posso chegar...
sou um vegetariano dedicado.
N�o, n�o... tiveram o vosso.
Quando o meu anfitri�o ao jantar oferecer um rosbife suculento...
Orgulhosamente recuso. As pessoas olham com descren�a.
Perdido em admira��o como eu mordo uma folha.
Um vegetariano muito not�vel
Nem mesmo como raiz-forte, no caso de transtornar os cavalos.
afasto-me de presunto por princ�pio.
N�o comeria assado de pato se pudesse.
For�a de vontade tornou-me invenc�vel.
Posso dizer... essas salsichas parecem boas.
Para onde foi o meu jantar?
Fizeram isso novamente.
Vamos. Confesse. Quem o tirou desta vez? Quem roubou o meu jantar?
J� � bastante mau ter que comer esta sujeira, para come�ar.
Agora como isto em vez de comer aquilo,
pensam que podem tirar vantagem de mim.
N�o fazem ideia do que aguento por causa deles.
como qualquer arbusto florescendo com exce��o de espinheira.
�s vezes consigo lux�rias tipo de folhas de raiz de beterraba, claro
Minha vida � muito parecida como o de qualquer cavalo ingl�s
Porque teria de ser vegetariano?
Torta de nabo e amendoins. Isso � o tipo de sujeira que como.
Qualquer tipo de lixo isso � saud�vel e discreto.
Porque n�o admito na minha completa hipocrisia.
Se quiser ser um centen�rio.
Me tornar o maior adorado humanit�rio,
nunca seria um vegetariano decente
sou uma fraude, gosto de carne...
sou um fraude, sim sou...
gosto de peda�os grossos suculentos de carne.
Pernas de cordeiro, costelas de boi
bifes de carne de vitela, e carne de porco, claro que
a minha refei��o favorita...
ent�o ou�o o pobre Gub-Gub gritando...
Oh, meu...
Um relutante mas sincero...
Vegetariano
Eu sou.
Ent�o, v�, Stubbins, ser doutor de animais tem os seus problemas.
Em primeiro lugar, n�o se cobra nada, pelo menos n�o em dinheiro.
Recebe ossos ou nozes ou minhocas...
ou seja o que for que qualquer animal costuma comer.
E depois, a maioria dos animais que v�m aqui como pacientes gostam tanto,
que ficam c� permanentemente.
Isso n�o � o que chamaria de um empreendimento lucrativo.
Mas quem olha pelos animais?
Eles olham por si mesmos, na maior parte.
Animais s�o muito melhores que os seres humanos.
E como se tornou um veterano?
N�o, Stubbins, a palavra � o "veterin�rio."
Mas diz "doutor animal." � menos pretensioso.
Tudo aconteceu bem de repente, de facto.
Minha vida inteira se mudou um dia, n�o foi, Matthew?
Oh, foi completamente maravilhoso.
Foi a minha irm�, Sarah, que come�ou tudo.
Sarah.
Sabia que uma formiga tem mais intelig�ncia que um hipop�tamo?
E que um gafanhoto... em rela��o ao seu tamanho...
tem mais poder nas pernas, que um canguru?
Absolutamente fascinante.
N�o h� nenhuma d�vida sobre isto. Animais s�o muito mais interessantes que as pessoas.
C�us, Sarah. O que faz a� no ch�o?
H� pombos no guarda-fatos.
- Sim, achei que seria mais quente para eles. - Achou?
Sim, pu-los l�. Faz um frio danado no telhado � noite.
E duas tartarugas no quarto de h�spedes.
� l� onde est�o? Fartei-me de as procurar.
- E ratos brancos na sua gaveta das camisas. - Isso � certo.
E as cobras na gaveta de cima da escrevaninha debaixo dos envelopes.
Cobras?
John Dolittle, se esses animais n�o sa�rem desta casa esta noite...
Oh, credo!
Nove horas precisamente.
� a Senhora Petherington.
Quero saber o que correu mal com ela hoje.
Certo, Sarah. Fa�a-a entrar, por favor.
A s�rio, John. Eu vou-me embora.
Esses animais, est�o destruindo a sua pr�tica.
Em breve n�o ter� nenhum paciente decente.
N�o se n�o atender a porta.
N�o entendo as coisas que acontecem em redor desta casa com esses animais.
E prov�velmente nunca veremos a esposa do vig�rio novamente...
depois de lhe dar aquele copo de leite com uma r� l� dentro.
Realmente n�o sei o que espera que eu fa�a.
Oh, bom dia, Senhora Petherington.
Estamos sentindo bem hoje?
N�o estamos melhor a congelar at� � morte nos degraus da porta da frente do Doutor.
Dr. Dolittle, oh, s�o os meus nervos.
Tem que fazer algo por eles imediatamente.
Oh, nunca adivinhar� o que aconteceu.
Foi certamente a pior experi�ncia de minha vida.
Porque n�o entra, Senhora Petherington?
stava dando uma festa de jantar ontem � noite...
na Granja para o Duque de St. Albans.
Cinquenta convidados. O mais embara�oso momento de minha vida.
Um rato correu pela mesa.
Oh, pensei que ia morrer.
Tenho de me acalmar. Pode imaginar? Um rato.
Sabe quem estava l�, hmm?
Bem, claro, todo o mundo.
Que humilha��o.
Pr�ncipe Angelicus de Brandenberg.
Ele � t�o educado, nem sabia o que era um rato.
Desmaiou, como um morto.
N�o dormi a noite toda.
Claro que, despedi todoi o meu pessoal,
especialmente os jardineiros.
Serei banida do diret�rio social.
Um rato.
- Vig�rio, que surpresa! - Aben�oe-me.
Como a est� a r�? Quero dizer, sua esposa.
Oh, ao menos disse o melhor sobre ela. Quero dizer, aquele incidente.
Maior afor... for... for... afortunado.
Aben�oe-me.
Senhorita Dolittle, � a minha febre do feno.
O Bispo de Glastonbury assistir� ao meu serm�o hoje � noite,
- e � muito importante, entende. - Claro.
Mas o meu resf... resf...
Mas... Mas... Oh!
Oh, meu p�, meu p�!
Senhor Rupert, sinto muito!
Onde nos c�us aquela mulher pensa que vai?
Saia de meu caminho, Vig�rio!
Oh, deixe-me sair deste manic�mio!
Senhor Rupert, sinto muito!
John!
Sim, Sarah?
Vou-lhe dar cinco minutos para se decidir.
Ou se livra destes p�ssaros, bestas e r�pteis...
nesta rid�cula cole��o de animais imediatamente,
- ou parto... hoje! - Mas...
- Cinco minutos. - Sarah, n�o posso s�...
Oh, sim, pode.
N�o acho que cinco minutos seja muito tempo.
Algu�m em casa?
Oh, entre, Matthew.
Bem, n�o sabia que dava uma festa.
O que celebramos?
Sabe, Matthew, hoje fiz uma grande descoberta.
Oh? O que foi ent�o?
Sou um m�dico terr�vel.
Prov�velmente sou o pior m�dico do mundo.
Bom para si. Gosto de um homem que sabe o que vale.
N�o tenho nenhum interesse sobre a sa�de e o bem estar dos meus pacientes.
N�o consigo comunicar-me com eles.
Nem mesmo fa�o quest�o de comunicar.
Cheguei � conclus�o que, com a poss�vel exce��o de si,
N�o tenho nada em comum com a ra�a humana.
Sabe, o problema consigo, John Dolittle,
voc� prefere animais a pessoas.
Mas animais s�o muito mais divertidos que as pessoas.
Ent�o seja um doutor de animais.
- O que foi isso? - Eu disse, "Seja um doutor de animais."
Doutor de animais?
Sabe mais sobre animais que qualquer pessoa que j� encontrei.
Poder� ter qualquer animal doente dentro de milhas ao seu redor.
Sim, eu posso.
Pelo menos todos os cachorros e gatos.
Todos os ricos. Os Pekes e os poodles.
Podia reche�-los com alguma coisa na comida.
Shh, Matthew. O que quer dizer?
Quero dizer, n�o h� um bom doutor de animais no oeste de Inglaterra.
A vaca do fazendeiro Green disse o outro dia...
que n�o teria outro bezerro at� que consiga um doutor decente.
Quer dizer, que falou com ela?
Na liga de ajuda dos Animais.
Nos encontramos todas as quarta-feira. Ela � uma vaca fixe.
Quer dizer, animais de facto falam uns com os outros?
Bem, claro que podemos. Pensa que somos todos bobos?
Eu... N�o, n�o. Sabia que papagaios falavam.
Papagaios s�o os melhores linguistas no reino animal.
Eu falo mais de 2.000 idiomas, incluindo dod� e unic�rnio.
- Unic�rnio? - Tenho uma educa��o cl�ssica.
Polynesia, posso aprender a falar com animais?
N�o vejo porque n�o. Voc� � bastante inteligente.
Oh, obrigado.
Se tiver sucesso, poder-me-ia tornar...
o maior doutor de animais no mundo.
Oh, sem d�vida. Devo adverti-lo.
Sou o �nico papagaio no mundo...
que na verdade entende sobre o que est� dizendo.
Bem, se voc� p�de fazer isso, N�o vejo porque eu n�o posso.
Gosto da sua atitude.
Porque nunca pensei nisto antes?
Polynesia, quero que me ensine tudo o que sabe.
O qu�, 2.000 idiomas?
Certamente. Come�aremos �s 8:00 da manh�, amanh�.
Mas eu levei mais de cem anos.
Ent�o come�aremos �s 7:00. N�o h� um minuto a perder.
Matthew, pense o que significaria...
Se eu pudesse falar com os animais.
Imagine s�. Conversando com um chimpanz� em chimpanz�.
Imagine falar com um tigre... Conversando com uma chita.
Que realiza��o isso seria
Se pud�ssemos falar com os animais.
Aprender os idiomas deles.
Talvez iter a um grau animal.
estudaria elefante e �guia b�falo e milhafre.
Jacar�, porco guinueense e pulga.
Conversaria em urso-polar e python.
Amaldi�oaria em canguru fluentemente.
Se as pessoas me perguntassem, Pode falar rinoceronte?
eu diria, � claro! Voc� n�o pode?
Se eu comunicar com os nossos amigos peludos.
De Homem para animal, pense na r�plica surpreendente.
Se eu pudesse caminhar com os animais.
Conversar com os animais.
Grunhido e chiando e grasnando com os animais.
E eles pudessem falar comigo...
Se eu consultasse os quadr�pedes...
Pense com nos divertir�amos
Pedindo um ch� para os crocodilos
Ou talvez um almo�o com dois ou tr�s le�es
Morsas ou le�es de mar
Que lugar ador�vel o mundo seria.
Se eu falasse g�ria com orangotangos
As vantagens que qualquer bobo na Terra poderia ver claramente.
Discutindo arte Oriental e dramas
Com lamas intelectuais.
Seria um grande passo adiante, concordar�.
aprenderia falar em ant�lope e tartaruga.
Meu Pelican�s seria extremamente bom.
Se me perguntassem se canto em hipop�tamo
diria, porque n�o... e conseguia.
Se pudesse parlamentar com paquidermes,
� um conto de fadas merecedor de Hans Andersen ou Grimm.
Um homem que caminha com os animais
Conversa com os animais.
Grunhir e chiar e grasnar com os animais.
Esta � a coisa mais excitante que j� me aconteceu, Polynesia.
Mal posso esperar para come�ar.
Seria o m�ximo.
Por exemplo, Polynesia, como digo...
"bom dia" para o nosso amigo ali?
Em conversa de porco, quero dizer.
Isso � simples.
- S� isso? - Porqu�, sim.
� not�vel. Q foi esse neg�cio da perna tremendo?
Isso faz parte do "bom dia."
A maioria dos idiomas dos animais � uma mistura de sons e movimentos.
Uns sopros curtos nos meios "bom."
Tremendo a perna significa "manh�."
E voc�... E voc� S� junta os dois?
Isso mesmo.
N�o me responde.
N�o, essa � a sua perna direita. Isso significa "boa noite."
Ela respondeu. Vviu isso? Ela respondeu.
Tudo que eu fiz foi...
Fez novamente.
C�us. Eu falo porco.
Onde vamos?
Quero dizer bom dia a todos os animais em Puddleby.
� incr�vel. � imposs�vel.
Mas � verdade. Um homem pode falar com os animais
� um milagre. Daqui a um ano, garanto...
serei a maravilha dos mam�feros
Jogando xadrez com camelos
N�o mais um velho enfadonho M.D.
estudarei tudo vivendo o idiomas das criaturas
Assim posso falar com todos eles � vista
Se os amigos disserem.. pode falar em caranguejo ou pelicano
Voc� dir�, como um deles, e ter� raz�o.
E se parar para pensar um pouco
N�o h� d�vida disso. Ganharei um lugar na hist�ria.
Porque posso caminhar com os animais.
falar com os animais.
Grunhido e chiando e grasnando com os animais.
E eles podem chiar e podem grasnar...
E falar e conversar...
Para mim.
Desnecess�rio dizer, Stubbins, nem vi nem falei...
com a minha querida irm�, Sarah, at� hoje.
Mas eu tenho a consola��o de ser capaz falar 498 idiomas animais.
Qualquer um deles � mais divertido do que falar com a Sarah.
Quatrocentos e noventa e oito?
Com peixe-dourado, ser� 499.
Quando chegar a 500, Doutor, dev�amos fazer uma festa.
Devemos.
Precisar� mais que idiomas antes de procurarmos o grande caracol rosa.
Viagens custam dinheiro, sabe.
Mm, totalmente.
Agora, cavalheiros, se me perdoam,
animais chegam mais cedo que os seres humanos,
e tenho que descer �s 5:30 para abrir a cl�nica.
C�us. N�o pode ir para casa nisso.
Matthew, pode arranjar uma cama aqui, se n�o se importar com os roncos do Gub-Gub.
O Stubbins pode dormir no sof� na biblioteca.
Polynesia ir� a sua casa e dir�� a seus pais que est� bem.
Boa noite.
- Boa noite. - Boa noite.
Ele � um g�nio.
Acho que � o pr�ximo.
O que lhe contou?
Tome duas destas p�lulas tr�s vezes por dia depois das refei��es.
Polynesia, lembra-se daquela senhora que deve um gal�o de leite para n�s.
- Certo, Doutor. - Agora, quem � o pr�ximo?
Este rato. Tem um rabo torcido.
Oh, �s tu novamente.
Bem, esta � a terceira vez esta semana.
O que � essa m�quina?
� um espanador de rabo. Inven��o minha.
Estes ratos do campo s�o apanhados na despensa do General Bellowes...
na Granja.
Sendo um militar, tem um sistema de defesa de ratoeiras,
e eles sempre escapam por muito pouco, como este aqui.
C� estamos. Isso serve. Bom como novo.
A�!
N�o, n�o, custa nada.
Mas, fique londe da despensa do General Bellowes.
Pr�ximo.
Bom dia, Sheila. Na escrivaninha, por favor, Stubbins.
Sim, senhor.
- Oh, eu sei. - Qual � o problema?
Aparentemente um dos filhos dela tem p�s chatos.
Este aqui? Sim. Muito perigoso na esta��o de ca�a.
N�o podem correr depressa. Vou trabalhar numa forma de exerc�cio.
Bum-bum. Algo assim.
De qualquer maneira, � melhor vermos os nossos outros pacientes primeiro.
Continuamos com isto depois.
Bom menino, Jip.
Ah, Toggle.
Oh, sim, claro!
Toggle est� ficando um pouco m�ope na velhice dele.
A� esta. Agora vamos, tentar estes.
Agora, de certo que ser�o melhores do que os da �ltima vez.
Bom Deus. Isso � excelente.
Polynesia, lembre-se que Toggle me deve um passeio gr�tis...
da pr�xima vez eu tiver que ir para Plymouth ou Penzance.
Sim, Doutor.
Que diabo! Emma, vou mat�-lo se lhe puser as m�os em cima!
- Isto � a voz de Bellowes. - Maldi��o! Qual � o problema?
Fora docaminho...
Saia do meu caminho! Saia do meu caminho!
L� est� ele. O apanh�mos em flagrante.
- Emma, � testemunha. - Testemunha do qu�?
O maior flagrante de roubo organizado de animais que houve...
na hist�ria de crimes de Puddleby.
Organizado? Eu pe�o-lhe... Eu sou m�dico, senhor.
� um ladr�o de cavalos, senhor. Este � o meu cavalo de arado.
E n�o adianta tentar disfar��-lo.
Est� de �culos porque � m�ope.
Eu o reconheceria em qualquer lugar.
Tire-os! Imediatamente, senhor.
M�ope. Isso n�o soar� muito convincente em frente do magistrado.
- Magistrado? - Estou processando-o.
e n�o imagino as suas chances no tribunal.
Sou o magistrado, e se n�o estivesse atrasado para a minha ca�a � raposa...
Eu o processaria por sua crueldade com o animais.
N�o ouse colocar um dedo nela.
- Ela � um de meus pacientes. - Um de seus o qu�?
Ela foi perseguida pela miser�vel ca�a � raposa tr�s vezes, nas �ltimas duas semanas.
Voc� j� assassinou o marido dela.
Se alguma coisa acontecer com ela, estes beb�s v�o ser �rf�os.
Est� tudo bem, Sheila. Eu n�o o deixarei fazer-lhe mal.
Eu nunca ouvi... Sheila?
S� de olhar para si � suficiente para lhe dar um ataque do cora��o.
Olhe para ela. Est� uma completa pilha de nervos.
Ela ser� mais que isso depois de eu acabar com ela!
- Voc� nunca a pegar�. - Tallyho!
H� alturas que o Ingl�s � bastante cansativo.
Bellowes, n�o!
saiam do caminho!
- Saia do caminho! - Oh, bem.
"Nunca a apanhar�", eh?
O que pensa que � isto?
O meu cavalo!
- De onde vieram? - Am�rica do Norte.
Form�mos uma Sociedade anglo-americana de Prote��o � raposa.
Puramente volunt�ria, � claro.
Sociedade de Prote��o � raposa?
Sim. Durante a esta��o de ca�a, um gamb� sempre correr� com uma raposa.
A ideia � p�r os c�es de ca�a fora do rastro.
Nunca sonhei que funcionasse t�o bem.
- Como ousa! - Como disse?
- General Bellowes... - Claro que sim.
- � meu tio. - Desculpe.
- Isso � uma desculpa? - Sinto muito que ele seja seu tio.
E sinto muito por ser sua sobrinha.
- Deve ser terr�vel. - O que quer dizer?
Ter um nome como Bellowes.
- Meu nome � Emma Fairfax. - Oh, isso � um pouco melhor.
O que eu quis dizer foi que se eu fosse o sobrinho dele em vez da sobrinha dele...
Se fosse o sobrinho dele, dificilmente seria chamada de Emma Fairfax.
- Se eu fosse um homem... - Fred Fairfax?
Nunca na minha experi�ncia inteira havia...
conhecido algu�m que trate as pessoas de forma t�o rude como voc�.
N�o trato pessoas, senhora. Trato animais.
Trata tamb�m as pessoas como animais.
N�o tenho nada mais que desprezo para pessoas cujo prazer...
� pegar num animal indefeso e fazer um evento social com um ritual de matan�a.
- � isso, John Dolittle. Diga-lhe. - Matthew, estou-lhe dizendo.
- Faz isso soar... - Al�m disso...
- N�o me continue interrompendo! - Sinto muito. O que desejava dizer?
Oh, esqueci-me!
Muito bem. Al�m disso, consideraria um favor se no futuro...
voc� e seus parentes sanguin�rios...
evitassem vir aqui e transtornar os animais.
Em todo caso, acho dif�cil de acreditar que um homem crescido...
pode desperdi�ar a vida inteira brincando com animais para come�ar.
E eu, senhora, acho igualmente dif�cil de acreditar...
que uma mulher crescida pudesse gastar a vida inteira n�o fazendo absolutamente nada.
Tem que admitir para algu�m chamado de Fred...
ela � um tipo de muito bom aspecto.
Se eu fosse um homem
arrancava-lhe os olhos
arrancava-lhe os cabelos, pela ra�z.
E lhe chutava as canelas, com as minhas botas.
E lhe morderia a m�o como s� eu poderia,
Se eu pudesse ser s� homem
Um grande homem n�o hesitaria
Matar o Dr. Dolittle
�tila o Huno O nome e s� um
riria de sua respira��o agonizante
parece que um homem pode ser t�o rude como quiser.
Cru como ele gosta. Lascivo como ele tamb�m gosta.
Mas uma menina deve ser discreta como puder.
Doce como ela puder. Pura como ela tamb�m puder.
Mas isso n�o � a vida
Que eu quero viver
Normal e formal como tecido de l� caseira.
Preciso de liberdade para ir
Onde eu quiser.
Mas onde...
Que me agrade.
Eu n�o sei
Esse � o problema
eu n�o sei
Aqui estou eu de p� nas encruzilhadas da vida
A inf�ncia atr�s de mim
E o futuro para vir
E sozinha.
Nada planeado nas encruzilhadas da vida
Mas a vida me achar�
mais grata que alguns
Conheceram.
Grata por ver
Todas as coisas maravilhosas que vejo
Grata por ser
O que a vida espera que eu seja
Assim estou de p� nas encruzilhadas da vida
neste caminho ou naquele caminho
Bem, qual eu devo ir
Para a esquerda ou para direita
Para o dia ou para a noite
Para a escurid�o ou para a luz
S� meu cora��o pode saber.
S� o meu cora��o
pode saber.
- O que �? N�o sei, Doutor. Chegou agora para si.
Faz uns barulhos engra�ados.
- Coisa extraordin�ria. - � do Tibete.
Prov�velmente � aquele caracol rosa que est� procurando.
N�o, � grande demais para isso.
O que acha que �?
Bem, sempre podemos abrir e descobrir.
Oh, sim. Boa ideia.
Oh, olhe, � um lama.
Venha, garoto...
Acho que est� nervoso. Abra o outro lado e d�-lhe um empurr�o, Matthew.
Aqui.
H� outro deste lado. S�o dois.
Dois lamas? Que prestativo de algu�m. H� mesmo gente agrad�vel.
- O que vai fazer com eles? - Pod�amos fazer...
um par de sobretudos para come�ar.
Venha, garoto...
Por aqui, rapaz. Venha.
Isso bom, amigo.
N�o acredito nisto. N�o pode ser.
- Mas �... - O qu�?...
� um vai-e-vem.
- Olhe. - Santo Deus. Perdoe-me.
Nunca tocarei numa igual.
Stubbins, afague-o na outra ponta. Eles s�o muito t�midos.
Isto � sem d�vida o primeiro destes que foi capturado.
Se eu tivesse uma cabe�a de cada lado, Ficaria um pouco t�mido tamb�m.
- O que ele est� dizendo, Doutor? - � bastante dif�cil de entender.
� um dialeto de camelo muito acentuado.
- Uma mensagem? Oh, uma mensagem para mim. - � isto?
Ah, sim, � de Flecha longa. Devia ter adivinhado.
Quem � ele quando est� em casa?
E o maior naturalista no mundo e um velho amigo.
- Ele � um Sr. �ndio Vermelho. - Com um nome tipo Flecha Longa,
N�o achei que fosse Irland�s.
- O que s�o todos esses desenhos, Doutor? - Escritura de figuras.
� o �nico modo em que nos podemos comunicar.
Vv�, isto significa que o vai-e-vem � um presente.
A m�o aberta, v�? Para mim. Isso sou eu.
Do seu amigo, Flecha Longa.
Para ganhar dinheiro para apanhar um navio...
Para procurar o grande caracol rosa.
Assinado Flecha Longa.
Oh, isso � maravilhoso.
Mas diga-me, Doutor, como pode ganhar dinheiro com um vai-e-vem?
Pensei que fosse �bvio. Stubbins, o que faria se tivesse duas cabe�as?
- Juntar-me-ia a um circo, senhor. - Exatamente.
Com licen�a. Estou olhando para o propriet�rio.
Voc� o achou. Albert Blossom.
- Espl�ndido. Como vai? Meu nome � Dolittle. - N�o estou interessado.
- Achei que pudesse gostar de ver algo... - N�o, n�o estou.
Prov�velmente � algo que nunca viu antes.
J� vi tudo antes.
- Ent�o n�o est� interessado? - � isso. N�o estou interessado.
Venha, Matthew.
- Desculpe t�-lo aborrecido. Bom dia. - Bom dia.
- � um truque. - N�o, n�o � nenhum truque.
Mas... Eu... Nunca vi nada como isto.
- Nem mais ningu�m. - Ei, whoa! Eu digo, venha c�! S� um minuto.
Ei, quero dizer, nunca vi nada como isto.
Quero dizer, vi o mundo Eu fui em redor
posso-lhe contar hist�rias que o surpreenderiam.
N�o sou um bobo. Eu fui para a escola.
Fui de Liverpool a Istambul
Istambul, n�o sou nenhum tolo.
E qualquer um lhe dir� que sou mais afiado que uma faca.
Mas eu nunca vi uma coisa como esta na minha vida.
- � um vai-e-vem. - �?
Bem, nunca vi uma coisa como isto, nunca vi uma coisa destas...
nunca vi uma coisa assim na minha vida.
- � o animal mais raro da Terra. - � certamente!
Ei, espere um momento. Ei!
Quero dizer, eu conhe�o o jogo. Eu vi tudo.
Eu podia-lhe contar hist�rias que o surpreenderiam.
Conhe�o o meu trabalho, agradar a plateia.
Dou o que eles querem por s� dois paus.
S� dois paus. Bem, isso � meu trabalho.
Mas isto � t�o fant�stico, que mal posso esperar para dizer � minha mulher.
Gertie, nunca viu nada como isto na sua vida.
Vamos saia!
Nunca viu nada como isto. Eu nunca vi nada como isto...
Voc� nunca viu nada como isto na sua vida.
� um duas cabe�as, senhora.
Arthur! Charlie! Joe!
Venham e d�em uma olhadela nisto!
Beverly, procure o Joe!
Pensei j� ter visto todas as maravilhas do mundo
eu vi o Coliseu em Roma e a Acr�pole
fiz a maior asneira do mundo.
Pois nunca vi nada como isto.
Agora olhe o que fez! Voc� o assustou!
Ei, volte! Volte!
Estou perplexo. Eu lhe falarei diretamente
podia-lhe contar hist�rias que o fascinariam...
eu conhe�o o com�rcio. Eu sei dos truques...
comprei um elefante uma vez por duas libras e seis
Duas libra e seis Ensinado com truques.
Mas pelo seu vai-e-vem. Pagar-lhe-ia tr�s libras.
Quatro libras!
Cinco!
Porque nunca vi nada como isto isso na minha vida.
Eu digo-lhe. Pagar-lhe-ia at� mesmo � vista.
Cinco? Isso n�o era exatamente o que t�nhamos em mente.
Porque, v�, vai-e-vem s�o criaturas not�veis
De todos animais de Deus eles s�o os mais inteligentes
Eles desenvolvem esta not�vel corrida para cima e para baixo o Monte Everest
- N�o! - Sim! Absolutamente verdadeiro.
Correndo para cima e para baixo no Monte Everest?
Exatamente. V�...
Correndo a montanha para cima e para baixo d�-lhes p�s muito �geis
Ponha-o numa corda reta. Podiam caminhar numa corda bamba.
Isso podia dar � audi�ncia um velho raro deleite.
E esta extrema agilidade desenvolve uma rara habilidade
Comparado s� com as cabras monteses da Fran�a
O vai-e-vem ama dan�ar.
Dou-lhe o que quiser.
- As condi��es s�o bastante simples. - Qualquer coisa que queira!
- Compromisso de quatro semanas. - Certo!
- Repartir todos os lucros igualmente. - Certo.
Duas apresenta��es por dia.
Oh, uh... n�o. Quatro apresenta��es por dia.
Espere um minuto.
Temos um problema.
Bem, o que eles querem?
Tr�s espet�culos por dia.
E quatro nos s�bados?
Eles concordam.
Feito!
- Meu querido Dolittle! - Oh, sinto muito.
Nunca viu nada como isto!
Eu nunca vi nada como isto.
Dolittle, eu.
Obrigado.
- Eu. - N�o, Dolittle.
Eu quero dizer, voc� n�o � um bobo
Nem eu
Podia-lhe contar hist�rias que o petrificaria.
Abra os olhos. O que v�?
Esta coisa � um milagre para voc� e para mim.
Garantido.
Concordo.
Dentro de um m�s, meus sonhos se tornar�o realidade.
Porque nunca vi nada assim. Nem voc�s.
Oh, nunca vi nada assim... Nunca vi nada assim...
nunca vi nada assim...
Em toda a minha...
Vida.
O que se passa consigo, Sophie?
Vamos, Sophie. Apanhe.
Tente novamente, Sophie.
Vamos, Sophie.
- Isso � seu. - Oh, obrigado.
Certo, bem! Vou ao banco.
Ah, aqui est�. "Focas s�o criaturas not�rias e sentimentais.
A separa��o prolongada de quem amam podem resultar...
numa falta completa de interesse nas atividades habituais."
Isso explicaria porque a Sophie continua deixando cair as coisas no seu acto.
N�o parece ela. Est� lamentando por alguma raz�o.
Tenho queter uma conversa com ela. Este companheiro sabe o que diz.
- Quem escreveu o livro, Doutor? - Hh, fui eu.
S� um momento!
Tenho algo a dizer-lhe...
- Sr. Dolittle. - Doutor.
Doutor?
Ouvi alguns hip�critas no meu tempo, mas voc� � desprez�vel!
Toda aquela conversa mole sobre proteger as criaturas indefesas,
e aqui est�, um treinador de animais num circo barato!
Exibindo extravag�ncias!
Vamos, rapaz. Porque n�o vai fazer um pouco de cacau?
- N�o quero cacau, voc� quer? - Gostava sim, rapaz. Vai l�.
Ol�, Fred.
Ele �... ele � muito rude.
Quem, o doutor? Oh, n�o. Ele � um homem gentil.
Ouviu o que ele disse sobre o meu tio?
Oh, aquilo, sim, bem, ele � um homem gentil, mas � muito rude.
Claro, n�o notaria tanto, exceto que tudo o que disse � verdade.
Nunca deveria acreditar em algu�m que sempre diz a verdade.
N�o s�o confi�veis.
Tem que fazer isto em ambas as pontas. Caso contr�rio ficam com ci�mes.
Ele estava envergonhado por dizer alguma coisa agora mesmo, claro.
- Muito agrad�vel. - Agrad�vel?
Ele � o homem mais am�vel na Terra de Deus, Fred.
Ele entende os animais melhor que voc� e eu j� entendemos alguma coisa.
Bem, eu certamente n�o o entendo.
Ah, certo. Ele � uma das pessoas boas.
E agora estou certa que ele � um das pessoas horr�veis.
Voc� est� errada, querida.
N�o posso explicar o que � que ele �...
Mas ele � o que � por uma raz�o muito boa.
N�o posso explicar porque ele faz o que faz...
Mas ele faz o que faz porque o seu cora��o � puro.
Portanto...
eu estou certo.
Estou certo como eu contei ao jovem Tom no outro dia.
Ele vive dentro de um mundo de fantasia
E isso � um mundo que planeio ver... fantasia!
Voc� n�o pode ver?
O mundo est� cheio de coisas bonitas.
Asas de Borboleta Reis de conto de fadas.
E cada novo dia indubit�velmente traz...
Coisas ainda mais bonitas.
O mundo abunda com muitas del�cias
Vis�es M�gicas V�os fant�sticos
E esses que sonham em noites bonitas
Sonham com coisas bonitas.
Dias Bonitos, com muito sol.
C�us Bonitos e praias.
Dias bonitos quando eu posso contemplar
Em olhos bonitos
Como os seus.
Nossas vidas fazem tique-taque como um p�ndulo balan�a
Pobres coisas pequenas Bonecos nos fios
Mas a vida est� cheia
De coisas bonitas
Pessoas Bonitas
Tamb�m.
Pessoas Bonitas
Como...
Voc�.
Entendo. Percebo.
Sinto muito.
Ah, cacau. Entrem, cavalheiros.
Conhecem a Sophie, n�o? Oh, sim, claro que conhecem.
Parece que temos um problema em m�os.
Sophie acabou de me dizer como ela sente aa falta do marido.
� por isso que n�o se pode concentrar no seu espet�culo, com pensei.
- Onde est� o marido dela? - No p�lo Norte. Esse � o problema.
Estavam a caminho de l� quando a Sophie foi capturada.
Se ela n�o voltar para ele, ela sente que vai ficar em peda�os.
O que quer que fa�amos? Ir para o p�lo Norte?
Infelizmente, n�o h� tempo, mas l� em cima � muito agrad�vel.
Mas o p�lo Norte ainda n�o foi descoberto.
N�o oficialmente. Nunca falei sobre isso. Prometi ao urso-polar que n�o o faria.
De qualquer maneira, isso est� fora do assunto.
O que temos que fazer � devolver a Sophie ao seu marido.
Agora, se eu pudesse chegar ao Canal de Bristol,
ela podia nadar at� ele numa semana.
Voc� ao longo por aqui, ao redor daquele peda�o, depois direto e ent�o � esquerda.
Oh, isso � grande, mas como ela chega ao Canal de Bristol?
- Bem, ela teria que escapar. - Escapar? Uma foca?
Simplesmente n�o posso ir dizer que ela quis ir ao p�lo Norte para ver o marido.
Ele n�o acreditaria numa s� palavra.
- Sabe uma coisa? - O qu�?
- Ela vai ter que escapar. - Hoje � noite.
- Tudo est� certo, senhor? - � a minha av�. N�o est� muito bem.
Vou lev�-la para Bristol.
- Sente o cheiro de peixe? - Peixe?
� da Vov�. Ela est� de regime.
Muito s�bio, senhor.
Voc� est� bem, querida? Desfrutando a viagem?
Oh, isso � bom.
Qual � a demora? O que est� acontecendo l�?
Jack Fitch, um ladr�o foi visto nesta estrada. Temos que revistar todas as carruagens.
Ajude ele. Voc� n�o achar� nenhuma surpresa aqui.
Certo, motorista.
Certo, levante-se.
Certo, pode ir.
Volte aqui, Nelly! Nelly, volte aqui!
Onde vai? Onde vai, Nelly?
Volte aqui! Volte aqui, estou-lhe a dizer!
Bem, c� estamos n�s. Desculpe foi uma viagem desconfort�vel,
mas realmente era o �nico modo.
V� l�, Sophie.
N�o fique triste. N�o aguento f�meas que choram.
N�o olhe assim para mim, Sophie,
ou tamb�m ficarei triste.
Querida Sophie, sabe bem isso, n�o sabe?
Quando olho nos seus olhos
vejo a sabedoria do mundo em seus olhos
vejo a tristeza de mil despedidas.
Quando olho nos seus olhos.
E n�o � nenhuma surpresa
ver a suavidade da lua nos seus olhos
A fa�sca suave das estrelas nos c�us
Quando olho nos seus olhos
nos seus olhos vejo a profundidade do mar
Vejo a profundidade...
Do amor, o amor que sinto que sente por mim.
Outono vem, ver�o morre
vejo o passar dos anos nos seus olhos.
E quando nos separarmos, n�o haver� nenhuma l�grima, nenhuma despedida.
S� olharei nos seus olhos.
Querida Sophie, ssses olhos t�o s�bios...
T�o morno, t�o real.
N�o � uma pena que seja uma foca.
Bem, ela est� a caminho.
- Porque a atirou par ali? - Ela queria voltar para o marido.
N�o, voc� n�o entendeu.
N�o era uma mulher. Era uma foca.
- Uma foca? - Sim.
Vestida com um gorro e um manto?
Isso est� correto. Sim. Pedi emprestado a uma senhora na taberna.
O gorro tinha uma pequena tira castanha por...
N�o importa sobre as tiras castanhas.
Ent�o levou a foca para Bristol numa carruagem...
e mal chegou a lan�ou de cima de um precip�cio.
Exatamente.
Pode-se perguntar porqu�?
Uh, certamente. Ela quis ir para o p�lo Norte para ver o marido.
- O marido? - Sim.
O que o faz pensar que esta foca queria ir para o p�lo Norte?
- Bem, ela me disse. - Ela lhe falou?
Sim, n�s discutimos isso com grande detalhe.
Tem o h�bito de falar com animais?
Sim, tenho. Estou sempre a fazer isso.
Pensei que talvez o fizesse.
Com todo o respeito a sua excel�ncia, acho que vejo um ceticismo no tribunal.
Ent�o, vejo uma oportunidade para...
provar o meu ponto de vista falando com qualquer animal que possa nomear.
Muito bem ent�o. Meu cachorro Rufus est� l� fora. Traga-o!
Oh, � muito simp�tico de sua parte. Por aqui, por favor.
Oh, muito obrigado.
Sim, Rufus ficaria muito contente em responder a qualquer pergunta que fa�a.
Oh, acho que podemos dispensar essas formalidades.
Uh, pergunte-lhe o que jantei ao jantar ontem � noite.
Muito bem.
Sim?
Bem, realmente? Sim?
Bom Deus. Bem...
Ele realmente fez?
Bem, bem...
O que disse ele?
Agrade�o que sua excel�ncia reconheceu o facto que o cachorro estava falando.
Para o jantar ontem � noite, o senhor desfrutou o seguinte:
Dois pratos de trutas fervidas, quatro pratos de fais�o assado,
batatas assadas, repolho ao molho...
Seguido por seis por��es grandes de torta de amora-preta com chantilly.
N�o � verdade! S� comi cinco pratos de torta de amora-preta!
O Senhor tamb�m bebeu muito vinho e conhaque...
e depois pela noite cantou can��es ruidosas com os amigos, sobre uma mulher de Swansea...
J� chega!
O tribunal est� adiado at� amanh� de manh�,
para investiga��es sobre o gorro e manto roubados da taberna em quest�o.
Obrigado.
Bem, pelos meus c�lculos, o julgamento terminar� amanh� de manh� antes das 11:00.
Polynesia, quanto ganh�mos no circo?
206 libras, sete pences e meio penny.
Ah, � mais que suficiente.
N�o vejo raz�o porque n�o dev�amos partir para achar o caracol rosa imediatamente.
Matthew, v� a casa e pega as minhas roupas.
Tenha o barco pronto para velejar antes das 12:00.
N�s pegaremos o "noontide" ou seja l� como se chama.
N�o temos tripula��o, assim teremos que fazer o que for preciso consigo, Stubbins e os animais.
Quer dizer que tamb�m posso ir?
Se seus pais disserem que sabe fazer um n�, sim.
Ouviu? Vamos ajudar o doutor a achar o caracol rosa.
Devia esperar at� que veja o barco dele antes de ficar t�o excitado.
N�o � por acaso que � chamado o trope��o.
Nenhum marinheiro com miolos tocaria naquilo.
N�o estou perguntando a um marinheiro com miolos. Perguntei-lhe a si.
O que diz?
Digo que para um homem que vai ser enforcado por assassinato...
estar pronto para ir num bonito cruzeiro � uma perspectiva muito agrad�vel.
- Fred! - Ao que devemos o prazer?
- Trouxe o jantar. - O jantar?
Sim, para o Matthew e o Tommy.
Ponha a�, Hubert.
Bife e torta de rim e rabo de boi e rosbife.
- Quer um pouco? - Uh, n�o.
Oh, vamos, Doutor. n�o comeu nada o dia todo.
- N�o, obrigado. - Ele � vegetariano.
Oh, n�o!
Mas, parece uma pena desperdi�ar isto.
Est� certo, Matthew. Continue.
Sinto muito, Doutor. Venha, Tom.
Doutor?
Um, Rufus tinha raz�o.
Ele comeu seis pratos de torta de amora-preta.
Obrigado.
Oh, obrigado, Chee-Chee.
Parece que o gorro e o manto na realidade, foram removidos...
da taberna em quest�o no dia em quest�o.
A dona, por raz�es conhecidas por ela, n�o tem nenhum desejo de process�-lo.
Ent�o, est� absolvido da acusa��o de assassinato.
Muito obrigado.
Por�m,
A sua conduta nesta sala de tribunal nos �ltimos dois dias...
deixou uma pequena d�vida nas mentes de meus colegas distintos e de mim...
que suas atividades lun�ticas com animais infrinja na seguran�a p�blica...
e n�o ser� tolerado.
Felizmente, a benevol�ncia Majestade providenciou um santu�rio...
para as pessoas doentes como voc�...
que pensam que podem falar com animais e queira trat�-los como seres humanos.
Ent�o, � o julgamento deste tribunal...
que seja trancado indefinidamente num asilo para insanos.
Tem alguma coisa a dizer?
N�o entendo a ra�a humana.
Tem t�o pouco amor para as criaturas
Com uma f� diferente.
Tratar animais como pessoas n�o � nenhuma loucura ou desgra�a.
N�o entendo a ra�a humana.
Pergunto-me porque tratamos animais como animais?
Animais tratam-nos muito bem.
O modo dedicado que nos servem e nos protegem quando estamos nervosos
Oh, realmente n�o nos merecem...
Tudo o que lhes damos � o inferno.
Diga-me como o homem os recompensa.
J� pens�mos em elogi�-los, n�o, n�o pens�mos.
E isto os espanta. Pode bem dizer!
Falamos com ingratid�o N�o damos nenhum amor ou carinho.
em todos os sentidos nossa atitude � bem, como animais.
N�o, n�o. Isso n�o � o que quero dizer. Quero dizer...
Por que tratamos animais, com animais.
Como podem as pessoas ser t�o desumanas.
Vacas e galinhas trabalham para nos alimentar.
Cachorros e cavalos precisam de n�s.
Entretanto gatos sempre nos d�o o seu afeto, est� claro!
E o que fazemos, os negligenciamos. N�o fazemos nada para proteg�-los.
Os rejeitamos. N�o esperamos que reclamem.
N�s os ignoramos ou lhe batemos. Quando ent�o temos fome os comemos.
� apavorante como os tratamos, � insano.
Como animais.
Os humilhamos e assassinamos, e os confinamos.
Criamos o seu estado miser�vel
Ent�o usamos isso para os difamar
quero dizer, porque dizemos... Trata-o como um c�o?
Porque dizemos... Trabalha como um cavalo?
Porque dizemos... Come como um porco...
Quando o que queremos dizer � Come como um homem.
N�o fazemos, claro!
Um homem de m� reputa��o, � chamado de doninha ou de rato.
Uma mulher que repugna, se torna numa raposa ou rata.
Uma fam�lia que � santificada com h�bitos reprodutivos saud�veis
Ocasi�es a observa��o, bem, conhece-a, eles procriam como coelhos.
Ele � t�o teimoso como uma mula � t�o est�pido como um boi.
Ele � t�o asqueroso como uma cobra � t�o astuto como uma raposa.
Observa��es destas, na verdade tem a minha cabra.
Porque n�o dizemos... Nobre como uma r�.
Ou porque n�o dizer Rico como uma galinha.
Verdade, � dizermos... Dedicado como um c�o.
O que dev�amos dizer �... Chique como uma girafa.
Bonito como um porco, eh? Isso seria um grande dia, n�o �?
Mas quando, mas quando...
Mas quando, quando vamos parar de trat�-los como animais?
� a ra�a humana completamente louca?
As mulheres v�em um couro de beb� de cabra, ou um casaco ou uma estola...
E para elas � s� um pouco de l� Oh, � terrivelmente triste.
Quando se veste de camur�a ou couro ou alguma fantasia forrada com pele ou pena
voc� p�ra e deseja saber se � uma novidade.
Voc� matou alguma besta ou outro.
Que est� usando o irm�o de algu�m
Ou talvez seja a m�e de algu�m no que est� vestindo.
Como animais.
Como animais!
Como animais...
Bem, � verdade...
N�o vivemos num zoo.
Mas o homem tamb�m � um animal.
Ent�o porque n�o pode...
Como eu.
Gostar de animais?
Animais!
Agora, a pris�o e aqui.
Assim o quefazemos � amarrarmos as cordas nas grades e no elefante,
e ele puxa a parede inteira fora.
Como vai na viagem se o doutor ainda est� na pris�o?
N�o vamos. � por isso que o Matthew teve este plano maravilhoso para tir�-lo de l�.
Ent�o este segundo elefante... � maior que o primeiro elefante...
O doutor tem que fazer o buraco na parede por detr�s dele.
- Nunca escapar� com isto. - Escute, esta � a parte inteligente.
Ele desliza debaixo do tronco do elefante sobre um rinoceronte e v�o-se embora!
S� os tr�s v�o neste barco?
Oh, n�o. Chee-Chee, Polynesia, e o Jip tamb�m v�m.
Ent�o h� estes seis tigres, v�, para aqueles que nos seguirem.
Procurar um caracol rosa?
Esperar�o do outro lado da estrada enquanto eu colocar a dinamite.
- Dinamite? - Oh, claro.
Se n�s explodirmos a estrada, ter�o que dar a volta � cidade para chegar ao porto.
O qual me d� tempo para ficar aqui atr�s...
e explodir a ponte enquanto voc�s chegam ao barco.
Esta � a beleza deste plano todo... a sua simplicidade.
- V�o manter o doutor na pris�o? - Oh, n�o, n�o.
Eles v�o mov�-lo para o manic�mio �s 12:00.
- Hoje? - Sim.
Eu tamb�m tenho uma ideia. Tenha o barco pronto.
Deixe o doutor comigo. N�s velejamos �s 12:00. Agora v�.
Sim, sim, senhor.
Somos um �timo grupo, recebendo ordens de um papagaio.
Matthew, o que achou da comida que lhe trouxe na pris�o na outra noite?
Foi a melhor refei��o que eu j� tive na minha vida.
Dizem que a comida da pris�o � terr�vel. N�o ouvi uma palavra contra isso.
Estava pensando.
N�o seria agrad�vel se tivesse essas ador�veis refei��es na sua viagem?
Oh, claro que sim. Seria maravilhoso.
O �nico modo em que poder�amos fazer isso � se voc� fosse...
Se f�ssemos, uh...
Vou-lhe dizer uma coisa, Fred.
S� espero que n�o haja nenhum esconderijo naquele barco.
Porque se houver, Eu n�o saberia onde procurar.
De qualquer modo, uma vez que estivermos no mar com um fugitivo, n�o h� modo de voltar.
Oh, Matthew!
Eu amo-o!
Quem teria pensado naquele pequeno beijo
Macio e doce dos l�bios de uma menina ador�vel
Iria mudar a minha vida
Mas por minha vida
Ir�!
Depois de hoje nada ser� o mesmo novamente
Depois de hoje farei minha reivindica��o para a fama e ent�o
A erva ser� mais verde
E o ar estar� mais limpo
E minha vida est� serena
Que o c�u sabe quando
O c�u sabe quando
Depois de hoje eu terei dito aos meus medos adeus
Depois de hoje n�o devo ter mais nenhuma l�grima
Para chorar
aprenderei a viver com risos.
Depois de
Hoje.
Depois de hoje nada ser� como era
Depois de hoje eu direi Oh, que dia foi...
Meu cora��o estar� mais claro
E meu sorriso ser� mais luminoso
E eu serei duas vezes mais lutador
Que jamais fui.
Inteligente porque...
Depois de hoje eu terei dito aos meus medos adeus
Depois de hoje eu n�o devo ter mais nenhuma l�grima
Para suprimir
eu aprenderei a viver com riso
Para ficar.
Depois das l�grimas v�m os risos.
Depois de hoje.
Chee-Chee.
Corra! Corra!
Pare!
N�o siga o doutor!
N�o obede�a! N�o obede�a!
Certo!
Vamos! Por aqui! N�o, sente-se!
- Levante-se! - Atr�s deles!
Persiga-o!
Por aqui. Vamos. Atr�s dele. Por aqui.
Por aqui! N�o, Por aqui!
- Pare-os! - Pare-os! Pare-os!
Est� bem, Doutor. Pode sair agora.
- N�o h� nenhum pol�cia � vista. - Oh, obrigado, Matthew.
Faz um pequeno quarto de leitura muito bom. Tenho que us�-lo mais vezes.
Agora, vejamos onde estamos.
Ah, entendo.
Diz que h� um leve cheiro de alho vindo do sudeste.
O que quer isso dizer?
Quer dizer que estamos a cerca de dez milhas da costa da Fran�a.
Sabe, Mathew, ienho o melhor sistema de navega��o de alto-mar dos dias de hoje.
Jip tem este incr�vel olfato,
e Polynesia tem os melhores boletins meteorol�gicos pelos p�ssaros que passam.
- Tudo certo na casa? - Sim, Doutor.
Bom. Mantenha um olho em tudo e n�o bata em nada como na Irlanda.
Sim, sim, Doutor.
- Bela organizada fuga. Obrigado. - N�o mencione.
Duvido que haja um navio com flores como estas.
Olhe para estes ger�nios. Absolutamente gloriosos.
Viu as minhas azaleias no lado estibordo?
- N�o, senhor, n�o posso dizer que vi. - Est�o indo maravilhosamente.
Como est� desfrutando a vida no mar?
Se o bom Deus nos quisesse na �gua, Ele ter-nos-ia dado barbatanas.
N�o, Stubbins, vire a boca para ali.
Deve reler a minha composi��o em chimpanz� b�sico, p�gina um.
Tenho que cortar estas rosas. H� tanto que fazer no navio.
Que cheiro maravilhoso, Matthew.
O que est� a cozinhar? Estou absolutamente faminto.
Isto servir�?
Venham enquanto ainda est� quente.
O que faz aqui?
Achei que algu�m devia cuidar do Tommy na viagem.
Stubbins � perfeitamente capaz de se cuidar.
Tenho que virar o navio e voltar para Puddleby...
Bem, imediatamente depois do almo�o.
Eles v�o... Eles o prender�o se voltar, Doutor.
Oh, sim, isso � um ponto.
O que vamos fazer com ela e se ela ficar?
Voc� me faz parecer um gato perdido.
Um gato seria muito bem-vindo.
N�o se preocupe. � vegetariano.
- Est� delicioso. - Est� maravilhoso.
O que �?
- Algue marine en croute. - Oh, sim.
- O que � isso em ingl�s? - Torta de alga.
� realmente muito bom.
- Bem, onde vamos? - Ca�ar o grande caracol rosa.
E onde espera ach�-lo?
N�o fa�o a menor ideia.
Mas como um lugar � t�o bom como outro, com o tempo decidimos.
Caso contr�rio, quando chegamos l�, saberemos que cheg�mos.
Bem pensado!
- Obrigado. - Sempre planeia suas viagens assim?
Quando poss�vel. Infelizmente, nem sempre temos tempo para entrar em detalhes.
- Como saber onde vai? - naturalmente, sim!
Ent�o como decide?
Jogamos um pequeno jogo, que inventei.
Um de n�s abre o Atlas ao acaso, espeta um alfinete numa p�gina.
Onde quer que pouse, � para onde vamos.
- N�o pode falar s�rio. - Falo muito a s�rio.
Isso � a coisa mais rid�cula que j� ouvi.
Poder� acabar dentro de todo o tipo de lugares terr�veis.
Isso � absolutamente verdade.
Lembro-me de ter andado no Deserto do Saara quatro vezes seguidas...
antes que percebesse que Chee-Chee tinha colado as p�ginas do Atlas com marmelada.
Viagens maravilhosas. Muita areia.
Mas isso � exatamente o que quero dizer.
Est� certo agora. Limpei toda a marmelada. Um pouco mordido ali.
Como pode sentar a� e dizer isso que est� dizendo, s� n�o sei.
Tenho que admitir que o Saara � um lugar que estou rezando para n�o irmos.
Sabe, isso � absolutamente t�pico de uma mulher.
H� tantos lugares distantes fabulosos para ver
Ela faz uma torta de alga e fica furiosa.
Como o M�xico, Su�cia O Havai, Jap�o e Capri
Quem ela pensa que �?
H� tantos lugares excitantes e maravilhosos.
Muito mais convidativo que um o�sis no deserto.
Agrad�vel como a casa que n�o � em Roma
Ent�o porque n�o ficar l�?
Quando h� tantos lugares fabuloso distantes para ver
Como se a torta de alga n�o estivesse maravilhosa.
Porque deve a Espanha e Taiti e Rio...
Ser s� nomes para si e para mim? - H� algo mais?
Sinto certamente que h� pessoas que gostar�amos de conhecer l�.
Ent�o diga-me porque n�o nos levantamos e vamos l�.
V� para esses lugares fabulosos onde desejamos estar.
V� para Bangkok e Hong Kong e Paris e Veneza...
T�quio e Cairo e Lisboa e Londres.
Maravilhosos, fabulosos lugares...
Que desejamos ver.
Quando eu penso na quente Cara�ba.
Vejo um mundo novo para si e para mim.
Dava qualquer coisa para estar l� um �nico dia.
Uma vez que chegarmos l�, sei que ficaremos l�.
Ficar nesses lugares fabulosos onde desejamos estar.
- Como Siam... - Sienna.
- Viena. - Verona.
Java, Jamaica Bomba�m.
- Barcelona - Ol�!
- Ol�! Ol�! Ol�! - El toro!
Mostre-me esses lugares fabulosos...
que estou desejando ver.
Minha querida Senhorita Fairfax,parece n�o ter entendido o ponto.
Sei que h� lugares fabulosos que quer que velejemos.
- Vamos v�-llos? - Vamos.
Mas o ponto da viagem � a ci�ncia e achar o caracol.
Uma emo��o incompar�vel
Questionaremos os tubar�es ao largo da costa do Tobago
Entrevistar a vida do p�ntano na Tierra del Fuego.
- Isso soa a horrendo. - N�o, n�o, � tremendo e vale bem a pena.
Faremos investiga��es detalhadas de todos crust�ceos que encontrarmos.
- Crust�ceo? - Molusco, eles s�o doces.
Velejaremos para os fins da terra
At� a nossa procura pelo caracol esteja completa.
Interrogaremos besouros e insetos na Nig�ria.
E se gastarmos semanas na Sib�ria
Oito negativos, mas um lugar que todos dev�amos ver.
Mas n�o trouxe as roupas certas para a Sib�ria.
Esses s�o os lugares fabulosos que visitar� comigo.
Soa como se tiv�ssemos uma boa equipe.
Bem, a Sib�ria � um lugar que nunca me ver� ir.
Espeta o alfinete. Onde o alfinete for, n�s vamos.
- A Irlanda! - A Rom�nia!
N�o, Ruritania!
Perseguiremos aquele caracol daqui � Tasm�nia.
Mostre-me esses lugares fabulosos...
Que estou desejando...
Ver.
N�o conta. Pousou no mar.
N�o, n�o foi. Olhe ali.
Bem, isso n�o parece muito interessante.
- O que �? - Ilha da Estrela do mar.
�ltima posi��o informada.
�ltima posi��o informada? O que isso significa?
A Ilha da Estrela do Mar. Isso �-me familiar. Sim, sim...
Beira-mar, bala do mar, caracol do mar.
Ilha da Estrela do mar.
� aquela ilha flutuante. Move-se no mundo inteiro como um navio.
� uma extravag�ncia da natureza.
Esta �poca do ano �s vezes � avistada ao largo da costa da �frica.
Como � terrivelmente excitante. Acho que escolheu muito bem.
Acho que n�o � nada excitante.
N�o pod�amos ir... N�o pudemos ir a Monte Carlo?
Senhorita Fairfax, isto � uma s�ria expedi��o de zoogeografia.
N�o � um cruzeiro de prazer para seu benef�cio pessoal.
Prometo n�o pedir nenhum privil�gio especial.
Prometo n�o conceder nenhum. Este navio n�o � lugar para uma mulher.
A resposta � simples ent�o trate-me como um homem.
Pretendo faz�-lo.
Bem, adeus.
Doze.
Como est� a contagem, Stubbins? E a aritm�tica?
Est� ganhando, senhor, acho eu.
Ah, bem, isso � o primeiro sinal que estivemos muito tempo no mar.
Polynesia falou com algumas andorinhas.
Disseram que h� uma tempestade terr�vel � frente. N�o � maravilhoso?
N�o, n�o �. N�o podemos dar a volta?
Acho que n�o, Mathew!
A mais recente previs�o de um peixe c�o tamb�m n�o era encorajadora.
Disse que cheirava a trov�es.
- N�o sabia que o trov�o tinha cheiro. - Tem, se for um cachorro.
82. Preste aten��o, Jip tende a exagerar.
Se me perguntar, estar no mar � o mesmo que estar na pris�o,
exceto que no mar h� uma chance melhor de se afogar.
Isso me lembra. Um dos ratos do navio veio-me ver esta tarde.
Disse que teve um formigueiro estranho no rabo, um sinal seguro que o navio se ia afundar.
Ent�o seu destino � estar preparado para partir, de acordo com a tradi��o de rato.
Ele recomendou altamente que dev�amos fazer o mesmo.
Mas n�o h� nenhum lugar onde possamos ir.
- Exatamente. foi o que disse ao rato. - Dois.
- O que foi isso? - Um pequeno raio. � tudo.
Quando acabar de limpar, � melhor descer e ficar c� embaixo.
Mulheres est�o sempre assustadas com tempestades.
Bem, eu n�o estou. Sou um homem, lembra-se?
Tenho medo de pensar o que isto vai fazer �s minhas azaleias.
10 de agosto.
Sinais de tempo rigoroso.
A moral da tripula��o permanece alta.
Aqui vou eu.
Obrigado. Muito obrigado, realmente.
- Qualquer sinal dela, Polynesia? - Ainda n�o.
Ah, bom dia, Stubbins. Bonito dia.
Sim, senhor, bom dia. O que aconteceu ao navio?
Boa pergunta, Stubins.
Se acharmos bastante peda�os, os reuniremos e descobriremos.
Vamos, Matthew. Levante-se e brilhe.
Disse-lhe que "trope��o" era um terr�vel nome para um barco.
Tolice. O trope��o e um pequeno peixe confi�vel.
Sobrevive no mar h� milhares de anos.
Sim, debaixo da superf�cie.
De qualquer maneira, estamos todos salvos. Isso � o principal.
Pelo menos, estaremos logo que acharmos a Senhorita Fairfax.
Pobre Fred!
Disse desde o princ�pio que um navio n�o era lugar para uma mulher.
Deus sabe que fiz o melhor para fazer a viagem agrad�vel para ela.
N�o pode gastar a vida correndo atr�s de uma mulher,
esperando a m�o e o p� dela quando h� trabalho importante a ser feito.
Penso que dado as circunst�ncias, a tratei muito bem.
Prov�velmente muito bem.
Mimando, de facto.
E a amarrei com muita firmeza naquela balsa.
Espero que ela esteja bem. Isso � tudo.
Faremos uma busca completa assim que chegarmos a terra.
A terra?
� ilha Estrela de mar. � onde vamos, n�o �?
Fora o facto que somos n�ufragos, n�o temos nenhum meio de chegar l�,
e que n�o sabemos de qualquer maneira onde �, sim.
N�o se deve preocupar com coisas assim, Matthew.
Pelos meus c�lculos, est�vamos descendo nesta dire��o assim,
e a ilha flutuante estava descendo naquela dire��o assim.
Ent�o de alguma maneira ou outra a gente se encontra...
algures por aqui.
Isso � um facto?
Ah! L� est� ela.
Bem, vamos para terra?
Tenho que me lembrar de conseguir um daqueles.
Algum sinal de Fred?
Ainda n�o. S� espero que ela chegasse � ilha.
N�o passaremos aqui novamente por meses.
Voc� e Stubbins procurem nas praias. Eu irei para o interior.
- Encontramo-nos aqui em duas ou tr�s horas. - Sim. Tommy?
Polynesia, eu quero toda criatura viva nesta ilha procurando aquela menina.
Sim, Doutor.
Todo o p�ssaro que possa voar, quero-o no ar at� a acharem.
Sim, Doutor.
N�o pode estar no mar. Ter�amos tido not�cias dos peixes.
- Tem certeza que ela est� bem, Polynesia? - Sim, Doutor.
Ela est� mesmo atr�s de si.
Bom dia.
Oh, bom dia.
fic�mos um pouco amedrontados com a tempestade de ontem � noite.
Obrigado por me dizer.
Pena que se perdeu. Podia ter-nos ajudado a trazer as coisas para a praia.
Desculpe. Estava muito ocupada para chegar � praia.
N�o importa. N�s saf�mo-nos. Alguns destes livros s�o muito pesados.
Salvaram todos os seus livros, pelo que vejo.
- Sim, foi muita sorte. - Perdeu todos os meus vestidos.
Sim, foi muito azar. Vi o seu ba� flutuando entre os destro�os.
Por�m, a roupa que est� usando esta manh�...
� a mais agrad�vel que vi desde que deixou a Inglaterra.
Esta � minha roupa �nterior.
Oh. De qualquer maneira, favorece-a.
Estou muito feliz em v�-la.
Est�?
Bem, temos muita coisa a fazer.
Temos de descarregar a balsa, achar comida e construir o que for preciso.
O que me est� tentando dizer?
Porque n�o diz o que quer dizer?
O que quer dizer, dizer o que quero dizer?
Durante um m�s ou mais, escutei e sonhei
Enquanto a lua brilha e um milh�o de estrelas cintilam...
- Esperando... - Esperando?
- Esperando... - Pelo qu�?
Pelo qu�? Por um homem que sei que � inteligente e am�vel.
Mas um homem que nunca parece conhecer a mente dele.
Esperando!
Esperando...
Esperando por voc� dizer que gosta de mim...
Ou me odeia ou sente a minha falta ou me beija ou alguma coisa.
Mas nada! Voc� n�o diz nada.
A pequena maravilha que eu sinto � extremamente negligenciada
N�o desejada, rejeitada e pequena.
Pouco mais que dois p�s de altura.
Afortunado por estar aqui...
nada disso.
Emma?
Acho que eu... gosto se si.
Sim, acho que gosto.
Acho que gosto de si.
Estou quase seguro que gosto.
Penso que gosto do modo como olha.
O modo que seus olhos revelam a sua mente.
Como um livro precioso, que � dif�cil de encontrar.
Penso que estou aprendendo algo estranho e novo.
Mas vale a pena aprender.
Porque estou aprendendo sobre si.
Como o sol do amanhecer
Quando um dia novo come�a
acho que gosto de si...
E acho que voc� gosta de mim, tamb�m.
Gosta?
Gosta?
Gosta?
Boa tarde...
C�us. Acredito que este � o grande p�ssaro da lua oriental.
� terrivelmente raro. Estou t�o feliz por virmos.
Grande p�ssaro da lua oriental.
Que peda�o de sorte.
Ah, assim est� melhor.
Muito obrigado.
Adeus.
Os habitantes n�o s�o um grupo muito amig�vel, n�o �?
Aposto qualquer coisa consigo como eles nos v�o matar.
Quem disse que as crian�as t�m mentes bonitas �bviamente nunca o conheceu.
Estar numa pris�o � muito parecido a estar num barco,
exceto que numa pris�o h� menos chance de se afogar.
E menos chance de voltarmos a Puddleby.
Tenho que ter uma conversa s�ria com quem dirige este lugar.
Prometi levar o Stubbins para casa a tempo de ir para a escola.
Estou certo que se lhes disser isso sa�remos daqui num instante.
Mathew, d�-me uma m�o. Quero ver o que acontece l� fora.
C�us.
Certo, Matthew. Baixe-me.
- Porque est� t�o frio? - � como se volt�ssemos a Inglaterra.
Est� um pouco congelado. � tudo. Est� muito claro o que aconteceu.
A tempestade que afundou o "trope��o" deve ter soprado a ilha para fora do seu curso.
Estamos muito a Norte.
Se n�o fizermos algo, aquela vegeta��o maravilhosa vai morrer congelada.
N�o diz nada sobre n�s.
Este � obviamente o cavalheiro com quem falar.
Bom dia.
Eu Dr. Dolittle. Procuro o grande caracol rosa.
Menino pequeno tarde para a escola. Aqui muito frio.
Todos eles v�o para casa Puddleby, sim?
Porque fala engra�ado.
Oh, pe�o perd�o.
De facto, � sobre isso que vim v�-lo.
Meu nome � William Shakespeare, o D�cimo. Pode-me chamar Willie.
Venha comigo, por favor.
Obrigado.
Tivemos muitos naufr�gios, claro.
Sendo uma ilha flutuante, tende fazer-nos um pouco perigosos para os navios.
Batemos em muitas coisas durante os anos.
Mas pelo lado bom, permitiu-nos construir um museu maravilhoso...
e uma biblioteca p�blica... livros e tesouros de arte por todo o lado.
Todos na ilha fala nove ou dez idiomas.
Sempre batizamos as nossas crian�as com o nome de nossos autores favoritos.
� por isso que meu nome � o William Shakespeare.
Perdoem esta parafern�lia.
Estamos ensaiando "O Comerciante De Veneza" para o nosso festival de drama de Shakespeare.
- Sentem-se. Leite ou lim�o? - Leite, por favor.
Deve ser uma civiliza��o perfeita.
Ent�o o que estamos fazendo na pris�o?
Puramente uma precau��o, garoto, um tipo de quarentena.
A maioria dos homens brancos que estiveram aqui no passado...
normalmente matavam antes de se apresentarem.
- Extraordin�rio. Sirva-se do a��car. - Obrigado.
Mas nunca ficam muito tempo. N�o suportam a paz e o sossego.
Adoro paz e sossego, mas infelizmente n�o podemos ficar muito tempo.
Temos que continuar a nossa ca�a pelo grande caracol rosa.
Por acaso ouviu sobre isso por aqui?
No momento tem um problema maior que procurar carac�is.
De acordo com supersti��o popular,
rec�m-chegados � ilha s�o respons�veis por todos os nossos infort�nios.
Assim os anci�es da aldeia est� culpando-o por este frio.
N�o sei o que podemos fazer sobre isso. Talvez haja algo que eu possa pensar.
Espero bem que sim. Para vosso bem.
V�, est� escrito aqui no livro das leis.
O que trouxer o sol para a frieza de nossos dias...
se aquecer� no esplendor de mil ver�es."
- Isso � muito agrad�vel. - Sim.
Sim, mas h� mais.
"O que trouxer o inverno no ver�o de nossas vidas...
morrer� a morte de mil gritos."
- Oh. - Prefiro o primeiro.
Sim, eu tamb�m.
Os anci�es tamb�m o culpam pelo que aconteceu aos animais.
O que aconteceu aos animais?
Todos se constiparam. Est�o tossindo e espirrando por todo o lado.
Tenho que fazer algo sobre isso imediatamente. Venha, Polynesia.
Temos trabalho a fazer.
Santinho.
Santinho!
Aqui est�, Tommy. Outro pequeno le�o para voc� tomar conta.
Sim, senhor.
Santinho.
Aquele inalante parece estar funcionando muito bem.
Santinho.
Eesperava que esse banho de mostarda funcionasse.
Ainda muito quente.
Como est� a minha mistura de tosse, est� pronta?
Cinco minutos. Cheire.
Eu dava isso ao elefante beb� primeiro, se fosse a si.
- Porqu�? - Est� com um resfriado terr�vel.
Quero controlar isto antes que passe isto ao resto da fam�lia.
Quando uma manada de elefantes come�a a espirrar, � como um furac�o.
Podia at� desviar a ilha mais do seu curso. Muito obrigado.
Se os apont�ssemos na dire��o certa, talvez, pudessem nos espirrar de volta ao curso.
Boa teoria, mas terr�velmente dif�cil de realizar.
Se os elefantes pudessem nadar, seria um bom empurr�o...
e estar�amos de volta numa corrente do sul antes de...
Porque n�o pensei nisso antes?
- Eles podem nadar. - O qu�, elefantes?
N�o, n�o, Matthew. Tommy, o que � t�o grande como um elefante e que pode nadar?
Uma baleia, senhor.
Exatamente.
Emma, continue com a mistura da tosse.
Santinho!
Agora, como entra em contato com uma baleia?
Falarei com ele, imediatamente.
Espl�ndido.
Bom dia. Maravilhoso, se a girafa n�o se importar.
- Extremamente t�pico de si. Aprecio isso.
Santinho.
Saber� explicar? Bom.
Ali vem ela.
Foi muito decente daquela tartaruga nos p�r em contato com ela.
Posso-lhe dizer! Ela � bem grande, amigo.
Agora, se ela desse um empurr�o debaixo de n�s, isso deveria fazer efeito.
Bom dia.
Um... empurr�o... aqui.
Realmente temos que aprender a falar algumas palavras de baleia.
Aparentemente elas s�o muito agrad�veis, mas ningu�m conversa com elas.
Olhe!
Porque est� fazendo isso?
A ilha balan�ou um pouco depois daquele empurr�o.
Afetou o equil�brio da pedra e a p�s em movimento.
- Vai-se acalmar logo. - Isso seria altamente desej�vel.
Diz aqui no livro das leis.
"Aquele que causar a queda da grande pedra na montanha quente...
morrer� a morte de 10,000 gritos."
- Quantos gritos disse? - 10,000.
N�o devia ter pensado que valeria mais que cinco.
N�o lhe posso dizer como estou aborrecido sobre isto.
Est� aborrecido?
Sabemos que n�o � culpa sua.
Li o livro das leis de capa a capa. N�o h� nada que possa fazer.
- Esta � a tradi��o. - Oh, bem, odiamos quebrar a tradi��o.
Uma vez ouvi uma hist�ria que uma tribo queimava as pessoas vivas, para o jantar.
Aposto que � o far�o connosco.
Por favor ponha um freio na sua imagina��o?
Sinto muito por isto, Emma.
N�o foi muito relaxante nos �ltimos dias, foi?
Acho que batemos em algo.
Pare!
Libertem-nos!
Santo Deus. O que fizemos agora?
Colidimos com o continente. Os dois peda�os se ajustaram perfeitamente.
- Que extraordin�rio. - Realmente n�o.
A lenda mais velha da ilha sempre manteve...
que somos um peda�o da �frica perdido por 5.000 anos.
H� uma recompensa por ach�-la?
Oh, realmente sim.
"Aquele que trouxer a ilha perdida do mar...
viver� como um deus por mil luas."
Obrigado. Obrigado.
Isso � muito agrad�vel, mas se me d� licen�a, tenho que voltar ao hospital,
no caso dos espirros de elefante e soprar todos os outros pacientes para fora.
O que far� quando os animais estiverem todos bem novamente?
Tenho uma grande ambi��o. Vim achar um caracol rosa. Pretendo ach�-lo.
O grande caracol rosa � mais que m�tico.
Sempre pensei isso, tamb�m, Willie.
N�o, n�o. Podem ver os animais quando sa�rem.
Guarde o port�o, Matthew.
Vamos. Vamos.
- Porque ele p�s os animais ali? - Certo, certo.
Vou-lhes dizer.
Atr�s destes port�es est� o lugar mais maravilhoso em todo o mundo.
Podemos ver isso?
Este � o mundo do Dr. Dolittle
O mundo maravilhoso do Dr. Dolittle
Onde crocodilos falam e elefantes cantam
E animais fazem na maioria qualquer coisa
Onde o urso-polar usa chap�u
E leopardos com manchas usam polainas.
Bem, isso � a vida dentro do mundo do Dr. Dolittle
Pombas come�am a arrulhar quando elas v�em Dolittle
Ele tem uma filosofia profunda
Se animais podem ser amigos diz ele
Bem, ent�o porque n�s n�o podemos?
Matthew, abra o port�o.
Venha, querido.
Veja se est�o bem, Matthew.
Diga como voc� faz no mundo do Dr. Dolittle
Diga como voc� faz no mundo do Dr. Dolittle...
A vida � um zoo para o Dr. Dolittle
A vida � um zoo para o Dr. Dolittle...
Onde ant�lopes correm
- E avestruzes abanam - E avestruzes abanam...
E cangurus fazem o que cangurus sabem fazer
para fazerem as hienas rirem.
Como uma girafa grande.
Todo bezerro come�a a mugir quando eles v�em Dolittle
At� mesmo os poucos que mugiam pouquinho
Para todos os p�ssaros e bestas concordam
Ele tem uma filosofia profunda
E assim porque n�s n�o podemos?
Todos os p�ssaros e bestas concordam
Ele tem uma filosofia profunda
E assim porque n�s n�o podemos?
Fazer pequenas coisas para os ajudar
Porque...
n�s n�o podemos?
Bem, gra�as a Deus que s� tiveram resfriados.
Pense como teria sido terr�vel se eles tivessem tido dores de garganta.
Os nossos dois �ltimos pacientes. Bem feito, Emma.
Bem, n�o h� nenhum espirro na ilha.
Barulho interessante. N�o pode ser.
Quer dizer, o grande caracol rosa...
Precisamente, e pelo som, parece que apanhou um resfriado tamb�m.
Sinto muito.
Nunca vi nada como isto.
Sim, Entendo. Bem, s� um minuto. Incr�vel!
O que �?
Procur�mos durante semanas pelo grande caracol, e esteve sempre conosco.
Vive numa caverna subterr�nea quee se move com a ilha.
Tinha raz�o. Ele tem uma terr�vel gripe. Disse-lhei que era m�dico,
e se ele viesse � praia, eu misturaria um pouco do meu t�nico especial para ele.
Precisar� ser bastante grande, n�o?
O que � isso?
- O que �? - Est� ronronando.
Agradecndo pelo rem�dio. Sente-se muito mais relaxado, quase como um caracol novo.
Quer saber se h� alguma coisa que pode fazer por n�s.
Oh, e h�?
Sim, ele pode levar-nos em seguran�a de volta a Puddleby.
Oh, bem. Bem, isso � um pouco de uma imposi��o.
Puddleby est� fora do caminho. Tudo o que fez foi dar-lhe um pouco de rem�dio.
Ele tem 2.000 anos. Est� s�. Ser� companhia para ele.
Ele planeara visitar o primo dele na Esc�cia h� 300 anos e desistiu.
Ser� uma grande oportunidade para ele.
- O primo dele na Esc�cia? - Ouviu falar do monstro do Lago Ness?
- Sim. - Bem, � um primo.
- C�us. - Viajar debaixo do mar?
Mas j� �bastante mau em cima. Todos nos afogaremos, Doutor.
N�o, a concha � completamente � prova de �gua.
Estar� viajando como numa grande bolha rosa.
Sim, diz que pode lev�-la de volta a Puddleby antes de duas semanas na ter�a-feira.
Este deve ser o �nico caracol no mundo com quatro quartos.
Oh, e, Polynesia,
N�o esque�a de lembr�-lo para subir duas vezes por dia, para poder expetorar.
Melhorar� o resfriado dele, poder� esticar as pernas e tomar um pouco de ar do mar.
- Sim, Doutor. - Oh, bom.
Odiava perder a minha volta pelo conv�s.
E, Chee-Chee, n�o coma todas as bananas. Deixe algumas para os outros.
N�o fique triste.
Isso � tudo, senhor.
Adeus, Stubbins. V� la a casa sempre que quiser.
Sim, senhor. E, Doutor, venha logo para casa, senhor.
Bem...
Bem, eu vou... Enviarei outro chap�u de Puddleby, Doutor.
O caracol pode traz�-lo com ele.
O seu est� um pouco sujo agora.
Prov�velmente ser� um pouco dif�cil achar um aqui.
Sim, prov�velmente.
Bem, obrigado, Matthew.
Bem, adeus.
Adeus.
Uh, envie o meu amor para todos l� em casa,
para Gub-Gub e Dab-Dab e todo o mundo.
Adeus, John Dolittle.
Tome cuidado!
Bem, Tom, ainda gostava que ele viesse conosco.
Nunca dirigi uma coisa desta antes.
Tem a certeza que n�o muda de ideia e vem conosco?
N�o posso, Emma. Seu tio me prendar� no momento que puser o p� em Puddleby.
Mas tem que voltar um dia.
Assim espero. Muitos animais dependem de mim.
Uma ou duas pessoas tamb�m.
Puddleby vai parecer muito chata depois desta excita��o.
Quero dizer, o que vai fazer aqui?
Acho que come�arei planeando a minha pr�xima viagem.
Onde vai desta vez? � lua?
- Muito prov�velmente, sim. - N�o fala a s�rio.
- Oh, sim. - Como?
Nma tra�a lunar gigantesca. Criatura magn�fica.
Voa de um lado para outro entre a terra e a lua.
Quando alcan�a um, � atra�da pela luz do outro e voa para tr�s novamente.
Willie disse-me que h� uma na ilha.
Minha ideia � construir algum tipo de sela,
- Muito segura, para n�o cair no caminho. - Eu posso ir?
Posso ir consigo?
Emma, eu tenho medo...
N�o sou muito bom com as pessoas.
Eu... Eu sou melhor com animais, mas as pessoas...
N�o sou muito bom com elas.
Nunca fui. N�o sei porqu�.
Escreverei para si.
Organizarei um servi�o postal a�reo com as gaivotas.
Sentirei a tua falta, John Dolittle.
Bem, vou-lhe dizer uma coisa, Tom.
Se nos afogamos nesta coisa, ser� numa inunda��o de l�grimas.
Sophie. O que faz aqui?
N�o. Oh, como est�, senhor?
Realmente? Bom Deus.
Sophie s�o maravilhosas not�cias. Muito obrigado, realmente.
Adeus, Sophie. Obrigado. Obrigado!
"Boa noite, doce Pr�ncipe, e v�os de anjos cantando o vosso descanso."
Willie! Willie! Not�cias maravilhosas.
Sophie, a foca, e o marido dela vieram contar-me...
que todos os animais na Inglaterra est�o em greve.
Eles recusam fazer seja o que for at� que eu seja absolvido.
- Pode ir para casa? - Sim. O magistrado implora que eu volte.
O pa�s inteiro paralisou sem os animais.
- Parab�ns. - Muito obrigado.
Acho que aquela �rvore � o tamanho certo.
Deixe-me ver! Tem 60 p�s de envergadura.
- Mas perdeu o caracol. - Tenho uma ideia melhor.
Vou voar para casa.
Pode imaginar a cara deles quando me virem esperando por eles no Quayside em Puddleby?
Voar para casa?
Disse que h� uma tra�a lunar na ilha.
Ajude-me a fazer um modelo para eu poder medir onde p�r a sela.
- Certamente. - Tenho que calcular para uma subida �ngreme.
Agora, vejam, voc�s ser�o as asas.
Todos voc�s. Isso.
Sentem-se dentro dessas linhas que desenhei.
Toda a gente. Essa � a ideia.
Bom. Sim, acho que vai funcionar magn�ficamente.
Assim que construir esta sela, vamos ter uma conversa com a tra�a lunar.
S� espero que ela entenda tra�a comum de casa. Isso � tudo o que pe�o.
Ent�o assim que a lua surja, n�s iremos para Puddleby.
Noite maravilhosa para voar.
Pelos meus c�lculos devo estar em casa a tempo para o pequeno almo�o.
Meu amigo doutor diz que
As estrelas s�o feitas de gotas lim�o
As maiores s�o pirulitos e sorvete
As nuvens t�m lojas no seu topo
Vendem doces e refrigerantes
Como chamam o lugar? N�o � de para�so.
Talvez o que o doutor me conte
N�o seja completamente verdade
Mas sei que todo o conto que ele conta
N�o conhe�o nenhum melhor. Voc� conhece?
Meu amigo doutor diz que o mundo est� cheio de fantasia
E quem somos para discordar
Esperemos e rezemos que esse seja o caminho
A vida que n�s amamos sempre ficar�
Para o meu amigo doutor
E eu.
FIM
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