All language subtitles for Sybil 2007 (remake) - Tammy Blanchard, Jessica Lange

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Original subtitles

Pagamento só em dinheiro.

Sybil 2007 (remake)

Baseado no livro de Flora Schreiber

*** tradução e sincronia *** virtualnet - rufino_castro Moroka San TAPC

CUIDADO COM O DEGRAU.

Em 26 de fevereiro de 1998, uma mulher reclusa, chamada

Shirley Ardell Manson, morreu de câncer em Lexington, Kentucky.

O conteúdo de sua casa foi vendido num leilão.

Três dias depois alguém descobriu o seu segredo.

Cidade de Nova York, 2 de novembro de 1957.

Me desculpe.

Eu lamento muito.

Não se preocupe. Essas coisas acontecem.

Não. Não. Foi realmente descuido meu.

Cuidado para não se cortar.

Você o quebrou.

Você não precisa ir.

Srta. Dorsett?

Tarde demais. Tarde demais...

Filadélfia???

- Número? - Telefonista.

Eu gostaria de fazer uma ligação à distância para a cidade de Nova York.

- Kondaic 50134 - Por favor insira 50 centavos.

Por favor insira 50 centavos.

- Alô? Alô, Você está ai? - Sim, estou aqui.

Obrigado.

Alô?

- Stan. - Sybil, o que aconteceu?

- Eu não sei, me desculpe. - Deveríamos jantar ontem a noite.

Eu fui ao seu apartamento,

- Você não... - Estou na Filadélfia.

O que você está fazendo ai?

- Eu não... - Sybil?

Sybil?

Srta. Dorsett? Tem um recado para você.

- 7 de novembro? - O que disse?

Há quanto tempo estou aqui?

Vamos ver.

Você se registrou no dia 2.

Esta é a sexta noite.

Aqui, isto é para você.

Agora, quando for ao seu quarto, tome um bom banho quente.

Eu estava muito preocupado com você lá fora com essa tempestade.

Eu tentei te avisar: não vá lá fora, mas você não me deu ouvidos.

Cristal quebrado?

Eu não posso pagar por isso.

Cristal Quebrado

Tarde demais...

Tarde demais...

Sybil por que você saiu da aula e sumiu por uma semana?

Eu estava um pouco nervosa, apenas isso.

Se está nervosa a escola recomenda que veja uma psiquiatra...

...antes de aceitar você de volta.

Eu lamento.

Você não tem que se desculpar Sybil. É questão de doença.

Doença?

Parece que você sofre de "Cat Syndrome"...

...uma doença de mulher.

Os gregos descrevem como sentimento selvagem.

As vezes chamam de histeria.

Você sofre de amnésia, severas dores de cabeça.

Além de seu brilhantismo, seu QI é de 170, isso é muito brilhante.

Minha mãe era muito mais brilhante.

Você nãopensa muito de você mesma...

...em primeiro lugar.

Já pensou em suicídio?

Oh, eu nunca faria isso.

Eu não quero ir pro inferno. Porque se eu for para o inferno.

Eu não vou poder ver minha mãe no céu a minha mãe era uma santa, você sabia?

Bem, resumindo.

Nada parece estar errado com você fisicamente.

Então eu sugiro que faça psicanálise.

Psicanálise?

Eu não posso ter mais pacientes, mas eu tenho um colega que iria...

- Trabalho do diabo. - O quê?

Meu pai não aprova psicanálise.

Por que isso?

Médicos usam drogas e hipnoses e todos os tipos de coisas...

para fazer com que você diga o que eles querem que você diga.

Eu não acredito que a Dra. Wilbur faria isso.

- Ela te fará perguntas... - Ela?

Ela.

Droga Eu não tenho tempo.

Eu tenho todos os clientes que posso dar conta.

Também tenho o compromisso como professora.

Entenda que eu já estou com a agenda cheia do jeito que está.

O que você está falando? Seriam só 45 minutos por semana.

Você vai gostar. Ela é do meio-oeste, como você.

Montana não é no meio-oeste.

Ora vamos Connie, você é a melhor dama, psicanalista, que o tempo criou.

Oh, isso é porque eu sou uma dama, ou por que eu cuido de damas?

Vai ser fácil. Eu prometo.

Ela só é levemente histérica. Você é boa com isso.

Eu realmente preciso ir. Eu aprecio isso.

Se tiver algum problema apenas me avise.

Sybil?

Oh, como você está? Eu sou a Dra. Wilbur.

Por favor, entre.

Aqui, sente-se, sente-se.

Eu gosto de gravar as sessões, para minha própria referência.

Ao final todas as fitas serão devolvidas para você, é claro.

Você não se importa, certo?

Sem problemas.

Bom, Dr. Atcheson chegou a me falar um pouco sobre você.

A sua família é do Wisconsin?

Little Conner.

Parece ser pequena.

E é.

Eu vim para Nova York para estudar Artes.

Uma grande mudança.

Sim. Eu aposto que sim.

Você sente falta de Little Conner?

Quem não deveria.

Era perfeitamente maravilhosa.

Eu tive uma infância maravilhosa.

E amigos.

Amigos especiais como Tommy Ewold.

- Vamos pular. - O quê?

Ele foi o meu primeiro grande amigo.

- Vamos. - Não.

Você ainda tem familiares lá?

Meu pai.

Minha mãe morreu bem recentemente, e eu era filha única.

Eu lamento muito ouvir isso.

Deve ter sido difícil para você?

Oh, se foi.

Eu tomava conta dela e, no final,...

...nós nunca fomos muito íntimas.

Mesmo quando...

...ela estava morrendo.

Peggy Louisiana!

O que foi mamãe?

Eu lamento muito. Eu fui muito rude com você.

O que ela quis dizer com isso?

Sybil?

O que ela quis dizer quando ela disse...

...tão rude com você?

Bom, eu não sei.

Ela era uma mulher maravilhosa.

Uma santa. Nós éramos com irmãs.

Oh, eu pensei que você tinha dito que vocês não eram muito íntimas.

Oh, mas nós éramos.

Ela me levava a todos os lugares onde ela ia.

Nós estávamos sempre juntas.

Veja, minha mãe tinha mais de 40 anos quando ela me teve...

...logo depois que o outro bebê morreu.

Eu quase morri também. Eu pesava apenas 2,5 quilos.

E ela estava preocupada comigo, o tempo todo.

Meu pai também ficava preocupado. Ele era um homem muito ocupado...

...ele era um construtor na cidade. Ele construiu a igreja que a gente ia.

Você acredita em Deus?

Você acredita?

É claro.

Você é católica? Minha mãe não ia aprovar se você não for católica.

Por que não?

Eu não tinha a intenção de ofender...

...é que minha mãe não aprova a maioria das pessoas...

...e eu a fazia bem infeliz...

...entenda que eu estou longe de ser o tipo perfeito...

- ... os amigos não querem... - Sybil!

Você vem me falando o que você acha...

...sobre todas as coisas...

...mas eu quero saber como você se sente sobre você mesma.

Sybil...

...como você se sente?

Não muito bem.

Desde pequeninha eu sempre fui muito doente, mas não...

O que você quer dizer?

As pessoas diziam que eu fazia coisas que eu não tinha feito.

Como o que?

Bem, algumas vezes eu encontrava pessoas que eu nunca tinha visto antes,

que diziam que me conheciam.

E, algumas vezes eu encontrava roupas...

que eu não me lembrava de ter comprado penduradas no meu armário.

Ou pinturas...

Que eu começava...

...e ao chegar em casa, as encontrava concluídas,

só que num estilo completamente diferente...

...como este.

Quem é Peggy Lou Baldwin?

Eu nunca ouvi falar.

Minha mãe costumava me chamar de Peggy Louisiana...

...quando eu era uma garotinha.

E a Sra. Baldwin era a minha professora favorita na escola, mas...

eu não desenhei isso.

E de onde veio isso então?

Eu o encontrei, no meu quarto, em Filadélfia, quando eu...

O que você estava fazendo em Filadélfia?

Eu não sei.

Me desculpe.

- Não, não, não. - Me desculpe.

Pegue um.

Obrigada.

Stan disse que eu preciso ser mais disciplinada.

Quem é Stan?

Meu namorado.

Ele é um aluno graduado de Matemática.

Ele é maravilhoso e compreensivo, eu sei que quando nos casarmos...

tudo ficará bem.

Ficará?

Ele não quer mais me ver.

Eu sei que é minha culpa, mas ainda dói muito.

Sobre o que você está falando?

Stan...

...ele me deixou da maneira mais gentil possível...

...porque ele é um homem maravilhoso.

Sybil,

você percebeu, que trocou completamente de assunto que...

...estávamos falando há um minuto atrás?

Ele me deixou esta carta.

Oh, meu Deus.

O que foi?

- Fizeram de novo. - O que?

O tempo correu. e não faz isso para todos, faz?

Sybil, o que você quer dizer com o tempo correu?

- O que aconteceu? - Eu não sei.

Eu não sei o que aconteceu.

Eu estou aqui, depois não estou, depois estou de novo e todas as...

...coisas são tão diferentes, as pessoas estão diferentes.

E você não pode confiar nelas, você não pode...

...você realmente, realmente...

- Eu quero sair, deixe-me sair! - Sybil!

Não!

Pare.

Tenha cuidado, tenha cuidado.

Me deixe ver suas mãos.

E sobre a janela? Você não se preocupa com ela?

Claro que não.

As janelas podem ser consertadas, muito mais facilmente que as pessoas.

Está tudo bem.

Você está bem. Venha, sente-se.

Sente-se, querida.

- Tem sangue. - Aonde?

Não Sybil, não tem. Veja, não tem sangue.

Na cama da vovó, um pouco antes dela morrer.

E no feno, do estábulo, onde o Tommy foi morto.

Vamos pular.

O que?

- Vamos pular. - Não. Isso é bobeira, Tommy.

Desta forma.

Tommy!!!

Tommy!!!

Ele caiu no garfo, e ele estava morto.

E eu fiquei lá, até o médico chegar, porque eu não queria deixá-lo...

deitado lá como eu fiz com a minha avó.

Ela estava sangrando quando eu fui chamar por socorro....

o médico chegou e me tiraram de lá...

não me deixaram vê-la quando ela morreu, oh querido Deus...

vovó, por favor não me deixe, não me deixe.

Sybil! Sybil!

Sybil?

Olhe para mim.

Você pode me falar mais sobre sua avó?

Você pode me dizer como se sentia quando vivia com ela?

Porque você se importa?

- Você não se importa. - Sybil, eu me importo.

Você está apenas tentando me enganar.

Muitas pessoas me enganam,

muitas pessoas, bem como enganaram elas.

Eu me sinto tão mal, quando elas me enganam.

Quem é você?

Sybil.

Não, você não é não.

- Você pode ver as diferenças? - Oh, pode apostar.

Você pode apostar que posso.

Qual o seu nome?

Peggy. Peggy Lou Baldwin.

Nós não somos parecidas mas a maioria das pessoas podem achar.

Você fez aquele desenho, Peggy?

Ahnn. Eu gosto de desenhar em preto e branco porque eu não...

sei pintar tão bem quanto ela.

Oh, eu acho que está muito bom.

Está muito, muito bom.

Me diga uma coisa.

Se você e Sybil não são parecidas...

...mesmo assim vocês estão relacionadas?

- Vocês tem a mesma mãe? - Não, não.

Não, ela não é a minha mãe. Não diga isso.

Tudo bem, me desculpe, eu...

Está tudo bem. Eu apenas queria saber.

Posso falar com Sybil?

Você pode controlar isso?

O que aconteceu?

Fui eu que fiz isso?

Eu lamento muito.

- Eu vou pagar por isso. - Não Sybil.

Sybil, deixe isso. Não toque no vidro.

Esqueça.

Sybil, você já quebrou vidros antes?

Eu faço isso o tempo todo.

- Mas eu não me lembro como. - Você tem ausências.

Desde quanto isso acontece?

Desde quando eu consigo me lembrar.

Oh, meu Deus.

Você sabe. Agora todo mundo vai saber.

Não, não. É claro que não. Eu não vou contar para ninguém.

Quando essas ausências acontecem?

Você percebeu algum tipo...

- ... de padrão que se repete? - Não, não.

- Alguma coisa que ativou... - O que está errado comigo?

Eu não sei.

Mas você e eu vamos descobrir.

Você não vai usar drogas ou me hipnotizar.

Não. Não.

Você não vai me mandar para o hospital?

- Não. - Eu não quero ir para um hospital.

É claro que não vai. Você não precisa ir para um hospital.

Oh querido Deus... Eu estou perdendo a cabeça.

Não, Sybil.

Você não está perdendo a sua cabeça.

Pense que isso é um começo. Somente um começo.

Ok?

Eu fiz umas pesquisas,

sabe que provavelmente uma mão cheia de casos que foram registrados.

Connie, você sabe tão bem quanto eu...

que não existe essa coisa de múltiplas personalidades...

o menu do diagnóstico nem menciona.

Oh eu sei, que diabos, se você pudesse vê-la.

Eu fiz, ela é uma histérica brilhante.

Que sofre, ocasionalmente, de alguma confusão psicótica...

Acontece que fica inconsciente,

- muito talentosa... - Você acha que eu não considerei isso?

Onde está sua objetividade, Connie?

- O que? - Histerismo é um problema feminino.

E foi por isso que eu a mandei para você.

Não diminua isso porque somos mulheres.

Eu não estou diminuindo nada.

Eu simplesmente disse, cheque o fluxo menstrual.

para um equilíbrio de feromônio, talvez esteja louco.

Isso não é efeito colateral.

Se alguém não ajudar essa garota, logo ela vai acabar se suicidando...

- ou acabando num manicômio... - Não vou jogá-la num manicômio.

Não, não, escute.

Olhe. Eu sei que parece loucura,

mas os padrões e mais ninguém se importa.

Quero dizer que algo aconteceu quando essa garota era jovem...

que Paggy sabe, mas Sybil se recusa a encarar.

Mas isso vira a noite num esconderijo.

Mas de certa forma, Peggy pode ser necessária.

Olhe. Ela é como um novo canal que a água pega quando atinge a represa.

Eu não sei como e o porque acontece,

mas ela expressa a raiva, que Sybil se importa.

- Querida, por favor. - O quê?

Harold, vamos lá.

Como você sabe? Quero dizer, nós podemos...

nós podemos, descobrir uma nova fronteira, aqui.

Ei! O que você pensa que está fazendo?

Ei, ei! Esse é meu carro!

Não, não é. Esse carro é de meu pai.

- Nem no inferno ele é. - Ei! Tire suas mãos de mim!

É? Você vai pagar por esse vidro.

Eu posso te machucar.

O que você está fazendo?

- Estou pegando isso pelo estrago. - Não, você não vai.

Pelo tempo desperdiçado e consertar isso.

Esse é todo o dinheiro que temos!

Tenha cuidado, seu estúpido,

- estúpido... - Ah. Vaca maluca.

Estúpido! Estúpido!...

Ela não pode ficar zangada porque a mãe dela não permite.

Isso depende de mim, e então eu me meto em problemas.

Por que sua mãe não permite?

É pecado.

A raiva é roxa. Está vendo?

De quem você está com raiva?

- Das pessoas. - Que pessoas?

Das pessoas, Das pessoas zangadas.

- Como quem? - Como a mãe de Sybil.

O que você fez para deixá-la zangada?

Árvores não são roxas, estúpida!

Estúpida! Estúpida! Estúpida!

Eu não posso responder tudo.

Tem coisas que eu não vou dizer-lhe e ninguém pode me obrigar.

Eu vou quebrar o vidro.

- Eu vou quebrar o vidro e fugir. - Não!

- Mesmo que você não queira que eu faça. - Você não precisa quebrar o vidro.

Você não precisa quebrar o vidro, você pode sair pela porta.

- Eu não posso. - Sim, você pode.

Não está trancada.

- Não. - Vá em frente, vire a maçaneta,

- Não! Não. - Abra a porta.

Vou sair daqui pela garagem, vou pegar o carro do meu pai.

- Por que você precisa fazer isso? - Eu não gosto das pessoas ou nada.

- Eu não gosto da música. - Música. Que música?

Ninguém gosta de mim.

- Ninguém se importa. - As mãos doem.

- Doem muito. - Suas mãos?

Outras mãos, mãos que vem te pegar.

- Mãos de quem, de quem? - Eles não vão dizer.

Eu não vou dizer, mas eu não vou dizer, eu não vou dizer.

Não, você pode me dizer. Querida, você pode me dizer.

Não, não. Faz tudo ficar com raiva dentro de mim,

ela quer quebrar coisas, dizer coisas.

- Acertar o vidro! - Não!

- Eu preciso fazer isso. - Não, largue.

- Onde mais eu viverei? - Não.

Está tudo bem.

Está ok. Você está ok.

Não! Não, não.

Dra. Wilbur?

Sybil?

Eu lamento, eu realmente sinto muito.

Sobre o que?

Sobre ter perdido as nossas sessões na semana passada.

Mas você não perdeu nenhuma sessão.

- Oh Deus. - Sybil.

Eu acho que posso explicar algumas coisas,...

...mas primeiro gostaria de fazer-lhe algumas perguntas, certo?

- Que tipo de perguntas? - Fáceis.

Do tipo como você se sente sobre a música?

Eu não sou muito boa, eu tive aulas de piano quando era criança,

Mas mãe era muito crítica.

- Ela era uma boa pianista. - E mãos, e sobre as mãos?

As mãos alguma vez vieram para pegá-la?

Eu acho que não.

Alguém alguma vez te machucou com as mãos?

Não.

Você têm algumas memórias de vidros?

Não.

Você tem certeza, você não consegue pensar em nada...

Você não se lembra de nada relacionado com vidros?

Mãe tinha alguns cristais adoráveis.

Uma vez minha prima Luana e eu estávamos lavando pratos e ela...

Por que você fez isso?

- Quem fez isso? - Sybil.

- Mãe, eu não fiz. - Limpe.

- Mas, mas... - Eu disse para limpar.

Por que?

E sangue. O sinal de sangue te deixa perturbada?

Vovó morreu de câncer, no tratamento sangrou bastante.

Eu a amava, ela era muito boa comigo.

E quanto ao Tommy Ewold?

Quando ele caiu da parte superior do celeiro, teve muito sangue?

Como você sabe o que aconteceu com Tommy?

Sybil...

Quando você apaga, quando você tem esses colapsos...

...dos quais nós falamos.

Alguém mais assume e pega o seu lugar.

Quem?

Alguém que está bem no seu interior,

- alguém que se chama de... - Peggy Lou, eu sei.

Então você sabe sobre ela.

Apenas sei, eu sei o que todos fazem, especialmente Sybil.

Mas você, você não é Sybil.

Não sou, eu sou Victoria, Victoria Antoniete Shalom.

Eu nasci em Paris, mas estou americanizada, por isso, então...

...por favor me chame de Vic.

Como vai você, Vic?

Muito bem, mas só quando ela não está. Sybil se preocupa o tempo todo.

Como agora, por exemplo.

Ela não gosta quando compro coisas.

Oh... então esses são seus.

Eu os coloquei no cartão de crédito, mas Sybil tenta levá-los de volta.

É muito engraçado.

Quanto tempo você tem estado por aí, Vic?

Desde o principio. Eu fui a primeira, e as outras vieram.

Que outras?

Sead, Marie, Peggy e Vany...

Oh... você não sabe sobre elas, não é?

Eu conheci a Peggy.

- Quantos mais têm aí? - 16.

São dezesseis de nós.

Boa noite.

- Vic? - É muito tarde?

Bem, na verdade eu estava...

Não, está tudo bem. Vamos, entre.

Eu ia sair essa noite,...

...mas eu queria que você visse como é a minha verdadeira aparência.

Uau.

Ulalá.

Seu cabelo é bem especial.

Oh, é bem especial, não é. Mas me dá muito trabalho.

Esse cachos não vem com facilidade, mas eu não me importo.

Eu tenho um gosto muito refinado.

Mas isso é só preciosismo meu.

Oh. Oh, eu não quis parecer superior, mas...

Deixe pra lá. São só uns doces cachinhos para deixar bem do jeito que eu gosto.

Você aprova?

Eu, sim.

Eu não permito que muitas pessoas me vejam assim dessa forma.

Na maior parte do tempo, eu tenho que desaparecer.

E os outros, eles aparecem de forma diferente que a sua?

Mas é claro.

Você gostaria de ver?

Essa é Peggy Lou e Peggy Ann.

- Peggy Ann? - Sim.

Peggy Lou é na maior parte do tempo zangada...

e Peggy Ann medrosa e virtuosamente tímida.

Você provavelmente não irá conhecer 12 deles.

- Sybil sabe delas? - Não.

Ela não sabe de nenhuma de nós.

- Deixe-me mostra-lhe a Mary. - Mary?

Sim, garota muito doce. Mas um pouco neurótica.

Bem... elas são neuróticas, todas menos eu.

Pelo menos, eu penso que não sou, mas nessa situação caótica nunca se sabe.

Eu permitirei você conhecer todas eventualmente.

Você está no comando?

Eu só um mensageiro. Eu comunico e controlo quando elas saem.

Dois, eu concordo.

Quando eles saem?

Isso depende, cada uma é especializado em algo.

Por exemplo, Peggy Lou, que conheceu, ela é boa com a raiva...

e matemática, ela faz o balanço com os próprios talões de cheque.

16?

Como nenhum outro caso registrado.

E tenho que tratar todas individualmente.

Bem. Eu espero que cada uma pague para você separadamente.

Oh, muito engraçado.

Isso é loucura Connie, eu acho que você está lendo muitos contos.

Você acha que eu estou interpretando isso errado, não é?

Eu acho que você está sendo sugada por uma paciente muito controladora.

Essa doença não existe.

Nem existe uma categoria diagnosticada para isso.

Então nós propusemos uma.

Eu escrevo uma matéria sobre ela.

E faço uma apresentação na próxima convenção dos A.P.A.

Nós criamos uma categoria.

Isso não é sábio Connie, eu acho que eles te retirarão do palco a riso.

- Talvez você pense assim. - Eu tenho certeza.

Ela é histérica de alta sugestão.

Quando ela, eu ou você criaram esses tipos de personagens para...

justificar analises...

- que possivelmente foram criadas. - Espere um minuto, espere um minuto.

Você acha que eu criei essas pessoas?

Eu acho que você talvez tenha sugerido,

praticamente intencionalmente.

Quantas vezes você se encontrou com ela?

3? 4? Ela não vai se revelar nesse curto período de tempo.

Hal, Vamos lá. Ela passou a vida toda dela escondendo a verdade.

- Ela é boa em atuar. - Olhe. Eu vejo muitas pessoas loucas.

- O quê? Nem me ouve. - E eu não achei ela assim única.

E agora você me diz que esta cobrindo...

algum iceberg de um fenômeno psiquiátrico...

- que ninguém acredita que existe. - Sim. pelo menos eu enxergo...

enquanto que você não consegue.

Você continua descendo nessa trilha Connie

É uma grande oportunidade, nós podemos estar fazendo história.

- Você destruirá todo o seu trabalho. - É, então eu pegarei essa chance.

- Dia ruim Doutora? - Mais ou menos.

Uma facada nas costas,...

...arranhou algumas costelas, mas não completamente.

Sabe Miki.

Ninguém se importa com o que eu tenho que dizer,

eles só querem que eu não escute.

Você tem que ser um atendente de bar.

- Ei Connie? - Sim.

Eu tenho 16 primos procurando por encontros,

você conhece alguém com quem devo falar?

- Homens. - É.

Eu costumava ser tão orgulhosa ser a única mulher nesse departamento, mas...

Ultimamente tenho me sentido a profissional que tem sido tolerada...

...por ser a única que vai varrer a bagunça que ninguém mais quer lidar.

É, eu conheço um pouco disso.

- Miki, o que é isso? - Isso?

É, esses pinos.

Olhe isso.

- É uma gracinha, né? - Sim.

Me dê mais um.

Uau. Bem, bem, bem.

Eu não vejo o que isso tem a ver comigo.

O que você acha que está fazendo durante o seus apagões, Sybil?

Eu não faço nada.

E se têm pessoas dentro de você,

que não são pessoas exatamente, mas níveis de consciências.

Personalidades que são ativadas, que saem e tomam o controle.

- Isso é impossível. - Não, isso não é.

Elas emergem quando você é inferior.

Elas são funcionais no mundo exterior.

Isso é loucura!

Você continua dizendo ou fazendo algo.

- Mesmo que você não está ciente... - Isso é loucura.

- do que está dizendo ou fazendo - Está dizendo que sou louca?

Não, eu não estou dizendo que você é louca.

E eu estou com receio que não há um grande conhecimento sobre essa condição.

Isso é mentira. Você é uma mentirosa.

Mãe tinha razão.

Pessoas como você tentam nos controlar, nos fazem enlouquecer.

- Talvez sua mãe tentou te controlar. - Não, não!

Minha mãe foi maravilhosa, ela foi a melhor mãe que já existiu.

Ela te batia,

- e te punia quando você não fazia... - Isso porque era culpa minha!

Não, era por causa dela.

Agora, eu quero saber mais sobre ela...

Eu quero saber de tudo o que você se lembra sobre a sua mãe.

Ela era muito talentosa,

ela poderia ter sido uma pianista de concerto se o pai dela permitisse.

Por que ela não foi?

Ele a tirou da escola, ela tinha que trabalhar.

Ela alguma vez chegou a falar sobre isso?

Ela não estava com raiva se é isso que você está induzindo.

Bem...

Talvez a princípio ela ficou.

Ela cortou sua jaqueta preferida, mas Deus a puniu.

- Como? - Ele a deixou muito, muito doente.

Ela era tão agitada,

os pratos da família tinham que ser colocados com panos, porque...

Ela não podia suportar vê-los.

Isso é muito agitado. Ela sempre foi assim tão nervosa?

Não! Ela ficou muito melhor quando cresceu.

Exceto quando...

Quando o quê, Sybil?

Quando ela tentava colocar linha na agulha.

Mas nem eu conseguia fazer isso, papai tinha que fazer isso. Ele fazia.

Tudo e então ele era um maravilhoso marido... e pai.

Ele até cuidou dela depois que eu nasci.

Ela era tão triste. Ele não permitia que ela me pegasse.

Então eu chorava muito, e...

Foi por isso que vovó apareceu lá.

Vovó me deixava sentar no colo dela.

Quando ela foi veio, nada machucava, nada mesmo.

O que quer dizer?

Ela nunca se zangava comigo.

Eu aprontava a mesa, ela nunca dizia que eu fazia errado.

Quando ela morreu, não me permitiram vê-la.

Vovó!

A próxima coisa que me dei conta, estava numa sala de aula...

e eram dois anos mais tarde. Eu não reconheci a professora.

Nós estávamos estudando aritmética e eu nunca havia aprendido matemática.

Sim, mas alguém mais obviamente deve ter aprendido.

Significa que seu talão de cheque é contabilizado, certo.

Isso não é prova de que quando você não está aqui, que...

outra pessoa está tomando conta de você?

Quem? Quem faria isso por mim?

O nome dela é Peggy.

Pare de tentar fazer com que ela acredite em mim que obviamente...

- não quer. - O quê?

Eu assumi porque ela estava com raiva pela morte da avó.

Sua mãe não ia levantar um dedo, por isso eu tive que ficar zangada por ela.

Eu fiquei fora, realmente, por bastante tempo, foi ótimo.

Então, por que você voltou para dentro, Peggy?

Ninguém gosta de mim.

Eu estava zangada o tempo todo, porque eu não gostava deles.

Então Sybil voltou e eu fui embora. Isso foi quando conheceu Tommy.

Tommy foi o único amigo. Ela podia contar tudo para ele.

Vamos pular.

Quando Tommy morreu.

Foi trágico, mas eu assumi.

Foi a primeira vez que me permiti vir para fora.

mesmo que tenha ficado por dentro por um longo período.

Por que, Vic?

Porque pessoas que amavam, Sybil.

Vovó e Tommy morreram.

Eu era a única que podia lidar comigo mesma.

Apresse-se não diga.

Estou contente que não esteja de azul porque o seu namoradinho morreu.

Pai não iria gostar de vê-la com ele.

Por quê?

Porque é errado se misturar com pessoas que não são da nossa religião.

Tommy sabia, está queimando no inferno, agora mesmo.

Isso é tão trágico.

Quantas vezes eu te disse para não falar essa bobagem de francês.

- Olá Rita... - Oi.

- Maravilhosa noite. - Oh, sim.

Indo para o Parque?

Está na hora de Kigui ir para o Parque.

- Feliz natal pra você. - Para você também.

Feliz natal, ela é tão esnobe.

Eu vou mostrar-lhe. Olhe isso.

Não, por favor.

Ela dedicou as enfermarias das outras pessoas?

Eu achei tão constrangedor. Como vai você hoje, Dra. Wilbur?

Eu não acredito que nos conhecemos. Eu sou Mary.

Mary Lucinda Dorsett, eu recebi esse nome depois minha avó.

Você gosta de poesia? Vovó gostava. Poesia alivia a dor.

Que dor, Mary?

Eu não posso contar-lhe, a morte da vovó é muito recente.

Não querida. Ela está morta por 20 anos.

Não, é agora, passando nesse presente quando carrega com você.

Nós tentamos ser heróis.

Sybil tenta, eu tento, mas isso não funciona.

Talvez a mãe de Sybil, estuda uma forma de tentar, Mary.

Mas agora que ela morreu, você pode falar sobre a dor.

Pode? Pode me falar sobre ela, Mary?

- Não! - O quê?

- Não, não, não... - Escute-me.

O que está acontecendo?

Quando você vai me escutar?

Escute-me!

O que está acontecendo? O que você vê?

Não me bata mamãe. Não me bata mamãe. Sybil está morta.

Quem é você? Qual é o seu nome?

- Mãe. Mamãe faz coisas. - É você Ruthy?

- Garotinhas. - Que garotinhas?

- Mamãe coloca lâminas dentro. - Ela faz o que?

- Ela coloca lâminas dentro. - Dentro das garotinhas?

Ela faz isso com você, Ruthy?

Mamãe brinca de jogos, mamãe machuca-as, mamãe faz promessas.

Promete o quê?

Não contar, não contar, não contar.

Ela também te machuca, Ruthy?

Não, não, mamãe por favor, por favor não me machuque.

Garota má.

Mamãe eu serei boazinha, eu serei boazinha, eu não contarei...

Eu não contarei, eu não contarei, eu prometo, eu não contarei.

Garota má!

- Não! Não! Não! - Ela é culpada!

Pare! Sybil.

Não, não...

Sybil.

Não, não.

Ruthy pare! Agora! Ruthy não!

Tudo bem, pare!

Solte-me.

- Pare! - Afaste-se de mim.

Sybil, escute-me.

- Pare. Pare! - Não vai brincar comigo.

Por favor, pare.

Sybil, Sybil.

Não! Sybil.

Afaste-se. Não. Você é que se afaste de mim, afaste-se de mim.

- Escute-me, tudo está bem. - Não.

Não!

Eu lamento.

Eu lamento.

Tudo bem.

Ruthy, aquela que te atacou só tem seis anos de idade.

Os parentes dela fazem amor na frente dela o tempo todo.

Oh sim.

Uma vez que a mãe abortou, Ruthy colocou culpa no sexo.

O pai dela derrotado pela má sorte, pode acreditar nisso?

Ei! Vanessa eu realmente gosto da sua pintura.

Obrigada Marcha, a sua também é adorável.

Deixe-me entender isso direito. Esse é seu Marcha?

Esse é meu Doutora.

Oh... certo. Então...

Esse é seu Marcha, e esse é seu Vanessa?

Está certo.

Qualquer uma de vocês pode falar-me...

mais sobre a Ruthy?

A mãe dela a tratava mal.

A tratava mal?

Ela também machucava a garotinha, quando o bebê nasceu?

Ela guardava o pior para si.

O que ela fazia?

Ela a estuprava... com o cabo de um gancho.

Marcha, há um concerto essa noite, eu adoraria aparecer,

você gostaria de ir?

Saia daqui, Fetish fede, você sabe, eu não gosto dele.

Vanessa...

Onde você estava quando a mãe de Ruthy fez isso com ela?

Eu estava lá, eu vi.

Todos nós vimos isso.

Mas você não sentiu nada?

Por que deveríamos? Todos nós somos pessoas diferente Doutora,

Eu sou Marcha, e eu sou Vanessa.

Agora Mary, e agora Peggy.

Não é um docinho.

Vic.

Nós não somos as mesmas pessoas.

E nenhuma de nós vai sumir.

Eu nunca tinha visto nada como isso.

Isso não é associado a algum tipo avançado de amnésia.

É mais avançado que isso.

Cada personalidade tem seu próprio padrão de memórias, séries de conflitos.

E relacionamentos com qualquer um, e ainda assim...

Nenhuma delas tem as dimensões de indivíduos separados.

É quase como se eu pudesse dizer que ela está atuando.

E se eu estiver errada? E se ela está mentindo pra mim?

Ela é boa nisso.

Deus sabe como é boa nisso.

Ela passou a vida toda fazendo isso.

Eu nunca senti tão indecisa, com o meu próprio treino.

Eu sei que nós não devemos nos envolver, mas mesmo assim...

Ela precisa de... uma mãe ou um amigo.

E eu não posso fazer isso para ela, então...

O que eu devo fazer?

E se ela parar num sanatório porque...

Eu não sei que diabos estou fazendo.

- Mamãe, por favor. - É melhor que agüente.

Mamãe por favor, mamãe por favor.

Pare! Pare! Isso machuca! Isso machuca! Isso machuca!

Eu não consigo mais agüentar, eu não consigo, eu não consigo!

Eu não consigo mais agüentar, eu não consigo. Por favor.

Oh, graças a Deus que é você.

Oh Sybil, o que aconteceu?

Eu não sei.

Eu acordei numa ambulância quando eles tentaram me dar uma injeção,

eu dei-lhes o seu nome. Eles iriam me colocar num sanatório para observação.

- Você não vai deixa-los, vai? - Não, não, não. Claro que não.

Vamos. Eu vou tirar você daqui.

É isso, não é grande coisa, mas...

por favor não repare na bagunça.

- Você gostaria de café ou chá? - Sim. Café, por favor, preto.

Bem, isso é muito, muito amável Sybil.

Obrigada.

Oh, eu achava que você não tocava.

Eu não toco.

Pensa que talvez tivesse alguma coisa...

na música dessa noite que possa ter te perturbado?

Eu não me lembro.

Talvez seu pai possa nos dizer algo.

Bem, ele nunca viria para Nova York, ele chama de Saron a cidade do pecado.

Saron.

Ele nunca colocaria os pés nesse lugar.

Ele não quer que eu viva aqui, ele quer que eu volte para casa.

Ou talvez nós possamos ir ver ele.

- Em Little Conner? - Sim.

Verdade! Você faria isso pra mim?

Se você achar que ele possa me receber.

Ah, ele vai adorar te conhecer.

Eu contei-lhe tudo a seu respeito.

Ele é acolhedor, charmoso, um homem maravilhoso.

Espere! Espere!

Espere!

O quê?

Mãe, não!

- Papai. - Olá, minha querida.

- Muito bom te ver. - Agradável te ver também, querida.

Essa é a Dra. Wilbur.

Sr. Dorsett, eu estava ansiosa para conhecê-lo.

- Sra. Wilbur. - Dra. Wilbur.

Bem, vamos entrar.

Você vai a igreja Dra. Wilbur?

Oh... Ah... não, não com freqüência.

Feito. A história da nossa vida, aqui.

Meu pai, era muito ativo em preparar-se para o fim do mundo.

O Senhor irá devastar a terra e será abençoada.

Sentimento, para ele é um pecado. Acho que você discorda.

Sentimento é inescapável como respirar Sr. Dorsett.

Todos nós sabemos o que acontece quando se prende a respiração.

Sybil escreveu que você tinha perguntas, sobre a Hattie.

É uma mulher maravilhosa.

Sybil disse que ela era nervosa.

Todos nós somos às vezes.

Mas nós tínhamos dificuldades financeiras. Era difícil para ela.

Todos tem seus próprios costumes.

Que tipo de costumes?

Hattie era uma mulher orgulhosa. Ela gostava de estar por cima.

E quando a depressão chegou, nós perdemos o nosso dinheiro.

- Acertou nela com muita força. - Em que sentido?

Ele ficou de cama e parou de falar.

Eu tinha que vesti-la, alimentá-la.

Eu trouxe um homem da clinica e ele disse que...

Qual a palavra? Esquizométrica.

Esquizofrênica.

Gostaria de um pouco de leite com o seu chá Dra. Wilbur?

Não querida. Ela foi tratada disso?

Nós não tínhamos condições de pagar pelo tratamento.

Então...

Nós rezamos,

e um dia ela começou a falar de novo.

Ela foi curada.

- Não era nada. - Nada?

Papai está correto, ela estava perfeitamente bem.

Sr. Dorsett...

Você acha que possamos falar sozinhos, talvez algum momento, nessa tarde.

Eu não vejo o objetivo de tudo isso.

Tirando essa vez, Hattie era uma mulher perfeita e saudável.

Sybil tinha sorte de tê-la como mãe.

Esquizofrenia não é curada com rezas, Sybil.

Pelo menos com nenhuma que eu conheça.

Ela não conseguia se ajudar, você não deve culpá-la.

Tem alguma coisa que você se lembra daqui...

que voltando aqui faça-a lembrar?

Não, nada de mau, só coisas agradáveis, como ir a igreja...

tomar sorvete, e visitar Dr. Tailler, ele fazia violinos lindos.

Ele me prometeu fazer um assim que eu...

- O quê? O que é? - Eu não vou dizer, não vou dizer...

- Você se lembra de algo, Peggy? - Uma garrafa quebrada.

Sybil estava visitando Dr. Tailler e a mãe de Sybil veio junto.

E Sybil bateu na garrafa de remédio que estava sobre a escrivaninha...

- mas foi um acidente. - Você quebrou.

- Você é uma garota má. - Mamãe.

- Não. Por favor. - O que ela fez?

- Não, mãe. - Ruthy, está tudo bem.

Você consegue se lembrar. Eu estou aqui com você, está tudo bem.

Diga-me o que ela fez.

- Não, não, não! - Ruthy.

Ruthy!

Ela não fez.

Não faça isso, não faça isso.

Eu não farei, eu serei boazinha.

Ruthy, o que ela fez com você?

Ela...

Tenho, tenho que fazer.

Eu tenho, eu tenho que fazer.

Eu só quero que você seja uma boa garotinha.

Sua mãe quer que você vá para o céu...

porque o mundo está chegando ao fim e então será muito tarde, muito tarde.

Com quanta freqüência ela fazia isso?

Fui má.

Me comportei mal.

E então ela...

O quê?

Ela morreu no piano.

- Mamãe, por favor. - É melhor segurar.

Dói.

Eu não consigo mais segurar. Eu não consigo.

Eu não consigo, eu não consigo...

É melhor segurar.

Eu não consigo, eu não consigo segurar...

- Mamãe. - Você é má, má garota.

Sybil?

Sybil?!

O que você fez com minha filha?

Ela estava perfeitamente bem...

até se mudar para Nova York e começar a ver você.

Isso não é verdade.

Ela nunca foi perfeitamente bem, Sr. Dorsett.

Por que você permitia sua filha ser criada por uma esquizofrênica?

- Não culpe Hattie... - E ela era catatônica.

pelos problemas de Sybil. Ela amava a filha.

E Sybil era verdadeiramente feliz por tê-la como mãe.

Até pessoas como você falam com ela e...

fazem acreditar em todos os tipos de loucuras.

- Que nunca aconteceram. - Desculpe-me mas isso...

Isso simplesmente não é verdade.

E sobre os machucados?

Você nunca notou nenhuma marca nela? Oossos quebrados?

Pra mim acabou a conversa com você.

Hattie abusava da sua filha.

Ela nunca levantou uma mão na Sybil.

Água gelada e outras coisas mais...

Ela estuprava com um cabo de um gancho.

Como você se atreve...

- vir até a minha casa e fazer... - Ela batia nela, torturava...

- essas acusações. - e mesmo assim você não viu nada.

Nada.

Dra. Wilbur, é a obrigação da mãe criar a filha.

Oh Deus, o que aconteceu?

Quem fez isso?

Dra. Wilbur?

Sybil? Você está bem? Precisa de algo?

- Eu fiz. - O quê? O que você fez?

Arrumei o apartamento, antes de ela ir para Little Cornner.

Eu construi prateleiras cobertas, e comprei cobertores para ela dormir.

Eu fiz Mike lavar e secar, mas eu fiz todo o trabalho duro.

Sybil, querida. Eu estou com um pouco de pressa, então caminhe comigo.

Agora...

- Quem é Mike? - Você ainda não o conheceu.

Bem, parece que eu ainda não a conheci também.

Eu sou Sid.

- Sid? - Sim.

Sid, como Sybil Izabel Dorset?

Ei. Eu não tinha pensado nisso,

- Bem... - Eu sou diferente dela.

Eu sou um rapaz, como o meu pai.

Ele foi construído, eu também sou construída.

Sim, mas você não é exatamente como o seu pai, Sid.

Lamento, eu tenho braços, pernas e tudo.

Mas nem tudo.

Bem, eu nunca tive isso, mas...

quando eu ficar mais velho, irá crescer.

Não! Agora me escute.

Um garoto no corpo de uma mulher não cresce para ser um homem.

Isso não é o corpo de uma mulher.

Minha mãe era uma mulher e ela era suja.

- Eu não sou uma garota. - É, mas...

Todas as garotas não são como a sua mãe diz.

Mas eu te disse, sou como o meu pai.

E Mike é como o vovô, podemos ter bebês meninas se quisermos.

- Não exatamente, eu não acho... - Sim, nós podemos.

Que diabos você sabe.

Você só está tentando me fazer ser como todas as outras, e eu não serei.

Somos todas diferentes, não consegue enxergar isso?

- Nunca seremos a mesma. - Sybil?!

Sid!

O que está fazendo, tem muito talento.

Obrigada.

Venho admirando o seu trabalho por muito tempo.

Tantos estilos diferentes.

Isso não é exatamente um elogio.

Na minha mente é.

Gostaria de ir numa abertura comigo?

- Eu sou amigo de uma galeria... - Não, obrigada.

Graças a Deus ela não saiu com ele.

- Encontro é um caso de pecado. - Essa é sua opinião, Mary.

Mas talvez se você fosse junto da Sybil...

você poderá achar que você tem diferentes idéias sobre ela.

Eu não quero ir junto, só quero ser eu.

Mas você não irá perder quem você é.

Não, pense nisso como uma democracia, cada um tem...

Não, muito liberdade traz pecado.

Liberdade nem sempre traz pecado.

Traz se o liberta de Deus.

Não confunda Deus com religião, Mary.

Você culpa a igreja por quem nós somos.

Não, eu culpo ignorância e repressão.

E você tenta me afastar da minha religião.

Eu nunca disse isso.

Mas você pensa, você pretende.

Por eu ir a igreja não pode estar certo no mesmo momento.

Não percebe. Que eu sou é o mau.

Essa é a minha punição.

Se eu quiser ser melhor, Deus me punirá de outra forma.

E o que você fez para merecer essa punição?

Bem, eu devo ter feito algo,

por que mais Deus iria permitir que isso acontecesse?

Eu não sei Mary, mas eu sei que ele quer que você melhore.

Melhorar significa me matar, que é um pecado.

- Não significa suicídio. - O mundo acabará...

e eu queimarei no inferno. Eu nunca verei a vovó.

Não, Mary, Mary...

O fim do mundo que você tem medo.

É o fim, é o fim do mundo que você conhece agora.

Tem outro mundo, um acolhedor e livre.

Como todas aquelas pequenas bonecas russas, colocadas juntas...

Uma completamente dentro da outra, você não irá morrer.

Você crescerá.

O que precisamente nós temos que fazer?

Você tem que se introduzir a Sybil, Vanessa.

Todas vocês têm que se conhecerem.

Espere, espere, olhe o que isso pode fazer. Ela não quer nos conhecer!

Olhe, eu não tenho tempo para explicar, deixe-me falar com a Vic.

Não, você irá falar comigo. Nós sabemos que somos doidas Dra. Wilbur.

Colocar-nos juntas só deixará as coisas piores.

Hal! Hal!

Aqui!

- Oi Dra. - Por que você está fazendo isso?

Gostaria de se juntar a mim?

Gostaria de explicar essa carta?

- Falamos mais tarde. - Não, falamos agora!

Quero dizer que todos aqui sabem exatamente...

o que você vai falar na convenção, certo?

- Eu simplesmente apresento o problema. - Simplesmente?

Depois da minha apresentação,

Você vai se apresentar e ler 25 páginas de papel me chamando de tola.

Olhe, eu tratei essa mulher primeiro.

- Não, você não a tratou. - E fico com as probabilidades.

Você não a tratou, você a entrevistou, Hal?

Eu sou Connielia, e não sou mais sua aluna...

e se você discordar comigo e dizer na minha cara, mas...

não me humilhe na frente de todas essas pessoas.

Não estou te humilhando, você está fazendo isso consigo mesma.

Por que isso é tão importante para você?

Por que você acha que eu estou forçando essas personalidades nela?

Você está ficando histérica, acalme-se.

Aí está de novo, mulher histérica.

Pare com isso.

Você acha que eu estou ofuscando você, não é?

- É isso, não é? - Connie...

Isso não é sobre conhecimento o psicologia,

- Acho que você está tomando vantagem, - Ou qualquer outra coisa.

- para si mesmo. - É sobre eu não saber o meu lugar.

Você está sendo uma mulher ambiciosa, Connie.

É? O que há de errado com isso?

Oh, espere!

Tem um grande problema com isso.

E a palavra certa para isso é: Mulher.

Oh, vamos lá, Connie.

Olá?

Ramon. Oh, graças a Deus tem alguém aqui com quem posso conversar.

Como vai você, Sybil?

Não me chame disso, me chame de Vanessa, é um tipo de apelido.

Eu estou entediada, e estou faminta.

Vamos pegar algo para comer, certo?

Você quer dizer, como um encontro?

Claro, e porque não. Só nós três. Quem sabe talvez até tenhamos sorte.

Eu sempre estou lá quando falam.

Ei Vanessa, quer um cachorro quente?

Me chame de Marcha.

Marchat? Não me diga que é outro apelido.

É, eu acho que você pode chamar disso.

Você está brincando comigo, certo?

Não!

- O que é tão engraçado? - Dois por favor.

Oh meu Deus.

É um animal raro, como é raro o meu sentimento por você.

Obrigada Ramon, é lindo.

Eu te amo Sybil, ou Vanessa o seja qualquer nome que você quer que chame.

Eu quero te levar pra minha casa, para Argentina pra conhecer minha família.

Não! Não, não...

- Sybil, foi só um beijo. - O que está acontecendo?

Eu não me lembro de nada na minha mente que te machuque.

Você realmente pensou que isso era eu?

Puro e cristalino coração, eles verão Deus.

O que há de errado?

Rapazes não dormem com outros rapazes.

- Claro que não. - Pare! O que está acontecendo comigo?

Estúpida, estúpida, estúpida, estúpida...

- Pare por favor. - Pare você!

Pelo amor de Deus.

Veja o que me fez fazer!

Eu nunca vi nada igual, antes.

Foi horrível.

Foi como se eu estivesse falando com pessoas que não estavam lá.

Mas elas estavam lá.

Todas as pessoas que você me disse.

- O que eu sou? Uma aberração? - Não!

Oh Sybil, não.

Não, você não é uma aberração.

Você está fazendo progresso, acredite ou não.

Então, como eu me sinto como se estivesse pior.

Como se esses demônios estivessem tomando o controle.

Eles não são demônios, e eles não estão te possuindo.

Mas eles fazem, eles fazem, eles roubam tempo...

- Não, escute-me. - Eles estão tomando a minha vida.

Escute-me Sybil.

E se eles fossem a única maneira...

a garotinha sabe como se defender...

fingindo ser outra pessoa.

Mas ela tinha que fingir com tanta intensidade...

que o fingimento se tornou real.

Você entende?

Que escolhas você teve, Sybil?

Sua mãe abusou de você, seu pai foi negligente, sua avó morreu.

Ele me deixou, o homem de branco... me deixou.

De quem você está falando?

Ele disse...

Ela quebrou meu braço...

e ele disse...

Como vai minha grande garota, hoje?

Bem.

E eu vi que a camisa dele estava com o punho desabotoada.

E então eu perguntei para ele...

se eu podia fechar para ele como eu fazia com a do meu pai.

Claro, melzinho, ele disse.

Nunca ninguém havia me chamado de melzinho antes.

E ele disse que eu estava pronta para ir para casa.

E eu fiz. Eu sabia que ele iria me levar com ele.

Ele iria me levar para casa e ser meu novo pai, e me cuidar como filha.

- Mas ele virou e foi embora. - Espere! Espere! Espere!

Ele me deixou, e essa foi a primeira vez.

Eu fiquei esperando.

Mas eu sou uma Doutora, Sybil, e eu não vou embora.

Eu vou ficar, certo?

Eu quero que você conheça alguém.

Essa é Peggy.

Eu ouvir o vidro se quebrando...

Isso me faz lembrar do prato de pepino.

Eu só tive que correr até a porta...

Como você conseguiu a voz da minha mãe. Essa é a voz das minha mãe.

Desligue!

Essa é a voz de Peggy Lou, ela está falando sobre...

Não! Não, desligue essa coisa!

Você não percebe, Sybil?

Peggy Lou pegou a raiva que você sentiu, mas não pode expressar...

por ter sido injustamente acusada de ter quebrado o prato de pepino.

Eu não quero que ela pegue a minha raiva,

eu não quero ter nada a ver com ela.

Por essa razão Peggy quebra vidros.

Bem, eu desejo que isso pare!

Ela me da muito prejuízo.

Mas, ela irá parar...

quando você conseguir ficar com raiva por conta própria.

- Você quer ouvir mais? - Não!

Essa é Vic.

- O francês é terrível. - Sim.

Eu rezo para Deus como vovó fazia.

Eu serei uma boa Cristã.

Eu tento perdoar mamãe quando ela machuca-a.

As garotas fizeram as medidas, você tem que dar-lhes o crédito.

Mas Mike e eu fizemos o resto.

São inúteis sem nós.

Ela consegue tocar...

- Tão lindo. - Sim.

Vanessa é muito talentosa.

Por quê? Por que ela pode tocar e eu não consigo tocar?

Isso não é justo. Não é justo que me roubem, tiraram minha vida.

Mas, uma vez, uma vez que todas estejam juntas de novo,

- você recuperará. - Não, não eu não vou.

Eu nunca irei recuperar, são muitas delas.

- Não... Sybil. - Não!

Não.

- Estúpida! Estúpida! Estúpida!... - O quê?

Você não pode confiar neles.

- Ninguém gosta de você. - Você sabe quem eu sou?

Eu sou Mary. Mary Lucinda Dorset,

Você ama poesia?

Melhor. Eu entendo que você iria ficar com medo.

Eu até que gosto dele.

Você deve me escuta, Marcha.

Mas você não quer ouvir ninguém além de você.

O que você sabe? Você é só uma garota.

- Garotas não entendem de nada. - Por favor pare! Por favor!

Por favor, não faça mais isso. Por favor, por favor.

Não, não!

- Quem te parou? - Todas elas pararam.

Eu não quero ir para o inferno Dra. Wilbur,

mas é melhor do que viver assim.

Eu quero viver sem me machucar.

Eu quero viver sem pesadelos, e chorar, e...

acordar sem saber onde eu estive e o que fiz.

Eu quero um amigo.

Eu sou sua amiga, Sybil.

Se você tivesse se matado esta noite eu iria sentir muito a sua falta.

Sybil, eu tenho uma idéia, não sei se vai funcionar, mas eu acho...

Cada uma dentro de você tem uma idade, certo?

Ruthy 6 anos.

Sid 15 anos, Vic 18 anos.

Todos estão parados no tempo, e eu acho...

O primeiro passo para trazer todos juntos é fazendo todos da mesma idade.

- A sua idade. - Como?

Eu quero permissão para hipnotizá-la.

Eu sei, eu sei disso, eu prometi que nunca íamos fazer isso, mas...

Tinha tantas coisas que eu não entendia antes,

você não me conhecia e...

não confiava em mim, mas agora você confia, não é?

- Sim, Dra. - Bom.

E eu acho que devemos começar nesse fim de semana, nós podemos...

ir para a minha casa, no lago, e...

É muito bonito.

Você está agora num profundo... estado de descanso.

Eu quero que você pense no dia...

quando você era uma criança e num dia feliz.

Você consegue pensar num?

- Sim. - Qual era a sua idade?

Três.

E por que você está feliz?

Porque mamãe não está me incomodando.

Ela está confortando a jaqueta.

Ela não falava por muito tempo.

Mas isso não tem problema, porque eu posso fazer o que quero.

Agora, quando eu tocar a sua mão...

eu quero falar com Ruthy, certo?

Ruthy.

- Você vê a pequena Sybil? - Sim.

Você vê como a pequena Sybil está feliz?

Sim.

Você pode ser feliz também.

- Você gostaria disso? - Oh sim.

Você tem que crescer, tem que ficar adulta.

Você tem que ter 8, 10, 12, 14, 16 anos.

Isso está bem.

E então eu posso pintar,

eu posso fazer todas as coisas que não posso fazer agora.

Bom. Você está pronta?

Você está crescendo, crescendo e crescendo.

Uau.

E agora quando tocar as suas mãos eu quero falar com Sid.

Certo?

- Sid? - Sim.

- Quantos anos você tem? - 15.

Você também não gostaria de crescer?

Certo.

Exceto que se eu crescer, eu vou morrer, eu não quero morrer.

Não, você não vai morrer, Sid.

Você só verá o mundo por outros olhos.

- Está pronto? - Eu acho.

Agora você tem 16, agora você tem 17, e tem 18.

Oh meu Deus. Tem a minha idade agora.

Sim, Vic, e agora é sua vez.

Você não deveria ter a idade de Sybil?

Já que você tem a memória de todos os anos que a fazem envelhecer?

Eu acho que sim.

Se você coloca dessa forma.

Já que você é o pastor, vic.

Eu quero que reúna todos com você.

Ruthy e Sid, Vanessa e Marcha.

Eu tenho que ser a agente de Sybil? Eu não quero crescer.

Peggy, será fácil quando todas tiverem a mesma idade.

Mary, está bem?

Eu terei condições de fazer as coisas que eu gostaria de fazer...

nenhuma das outras vão a igreja, só eu?

É claro, você ainda pode ir a igreja.

Eu não vou tirar nada de você.

E você? Você ainda será a minha amiga?

Claro que eu continuarei sendo sua amiga.

Agora você irá acordar, e quando você fizer,

todas terão a mesma idade, e compartilharão as mesmas memórias.

Você entende?

Você está pronta?

Todas estão prontas?

Quando eu tocar a sua mão, você acordará.

Sybil?

Como você se sente?

Diferente.

- Eu não consigo explicar. - Está tudo bem.

O que você se lembra?

Eu não quero pensar no assunto.

Mas você se lembra de algumas coisas, agora.

Mas nem todas são memórias ruins, não é?

Tem algumas memórias de coisas boas, não é?

Como, quando você brincava de se vestir no sótão.

- Quando você era feliz brincando... - Eu não deveria ser feliz.

- Por quê? - Minha mãe era doente.

Quando alguém tem mãe, você deve amá-la.

Garota má.

Ela não merecia. O que ela fez com você foi terrível.

Ela não fez aquelas coisas.

Sim, ela fez.

Por quê? Eu não entendo, eu amava ela.

Mãe te ama.

Eu tentei amá-la.

Mesmo quando...

mas eu não conseguia, eu, eu, eu. Eu não fazia.

Eu acho, eu...

Eu a odiava.

Quando ela me machucava eu queria machucá-la de volta.

Deus, ela não deveria fazer aquelas coisas!

Eu a odeio! Eu queria matá-la!

Mesmo que ele seja a minha mãe!

Eu a quero morta! Eu a quero morta!...

Oh... Deus.

Oh... Deus.

FOI CONVERSANDO, POR MUITOS ANOS, QUE SYBIL SE TRANFORMOU POR COMPLETO.

DURANTE ESSE TEMPO O DIAGNÓSTICO, ''DESORDEM DE MÚLTIPLAS IDENTIDADES",

FOI ACEIT0 COMO DISPONÍVEL PARA EVOLUÇÃO PSICOLÓGICA.

AS DUAS MULHERES CONTINUARAM AMIGAS ÍNTIMAS.

ATÉ DOUTORA WILBUR MORRER EM 1992.

MUITOS DE SEUS COLEGAS CONTINUARAM ACREDITANDO

QUE ELA MESMA CRIOU AQUELES PERSONAGENS

DESIGNADOS POR SUA PACIENTE.

EM 1998 FOI REVELADO QUE A SOLITÁRIA QUE VIVIA NA CASA,

SHIRLEY ARDELL MASON, ERA A MULHER CONHECIDA PELO MUNDO COMO "SYBIL".

ESSES TRABALHOS DE ARTE, DESCOBERTOS DEPOIS DE SUA MORTE,

FORAM CRIADOS EM DIVERSOS ESTILOS, DANDO SUPORTE PARA CRER

QUE ERAM PINTURAS DE ARTISTAS MUITO DIFERENTES...

...USANDO A MESMA MÃO.

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