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A FACE OCULTA
SONORA, M�XICO, 1880
Limpe tudo r�pido. Temos que sair antes que algu�m entre.
Cuidado, fale baixo.
- Com certeza pegou tudo? - Sim, e voc�s aqui?
Olhe, vem vindo algu�m.
- Bom dia, senhor. - Bom dia, senhor.
Vamos embora. Vamos, Doc.
Vamos, vamos.
- Vamos, Kid. - Um minuto.
A mocinha estava tentando me enganar.
N�o me machuque.
Roubaram tudo. Levaram tudo.
Vejam, l� est�o eles!
O que h�? N�o vem conosco?
Voc� pode agrad�-los. At� mais tarde.
N�o beba demais, sen�o fica sem dinheiro mais depressa.
Vamos � gl�ria, ent�o.
Seu lar � no M�xico?
Meu lar fica...
em qualquer lugar onde me aventuro a ir.
Ent�o viaja muito?
Pode-se dizer que sim. Vou de uma cidade para outra.
Transporto dinheiro para os bancos de vez em quando.
Voc� est� com um cisco no olho.
Saiu?
N�o, se me permite acho que posso tir�-lo com isto.
Sim, feche os olhos.
Cometi o erro de achar que era um cavalheiro.
Agora talvez fosse melhor voc� ir embora.
Por favor, v� embora.
Muito bem.
Nunca saio do bar.
Nosso chefe sempre fica por l�.
N�o tenho muita chance de andar por a�.
Encontrar uma mo�a como voc�. Sinto muito, senhora.
S� espero que...
n�o pense t�o mal de mim quando eu partir.
Talvez tenha sido um pouco impulsivo.
Pode visitar-me de novo se quiser.
N�o sabe como fez eu me sentir bem.
Alto!
Siga-me!
- Desmontem e sigam-me. - Certo, capit�o.
Escutem, desmontem.
Os �ltimos quatro v�o por tr�s.
Os demais, sigam-me.
Voc�s, v�o pelo outro lado.
N�o fa�am nada. Esperem eu mandar.
Vamos, procurem em todo lugar.
Vasculhem o lugar!
Eles v�m vindo. Saia pela janela.
Seus sapatos! Seus sapatos!
Embaixo da ponte.
Minha m�e deu-me este anel antes de morrer.
Significa muito para mim, senhora, se puder us�-lo.
Eu n�o poderia.
N�o poderia aceitar isso.
Por favor.
Faz com que me sinta muito melhor.
� muito bonito.
Ficarei honrada em us�-lo.
Obrigado.
- Ei, Kid. Est� a�, Kid? - Sim.
Vamos, monte no seu cavalo. Vamos!
- Onde est� Doc? - Est� morto.
Meu brilhante.
O que foi?
Desculpe, do�ura.
Talvez na pr�xima vez. Certo?
- Voc� ag�enta essa? - Sim.
Tome.
L� est�o eles!
Ei, Dad, volte aqui.
Vamos! Pegue o ouro!
Pegue o ouro, r�pido! Vamos! Vamos!
L� em cima!
- Onde est� seu rifle? - Deixei cair no caminho.
Vamos descer.
Agora suspenda o fogo.
N�o podemos acert�-los daqui.
Conseguimos det�-los. At� quando, n�o sei.
Precisamos pensar em algo. E r�pido.
Agora tudo que temos � esse cavalo.
Melhor do que nada.
Lembra-se daquele assalto que fizemos no Colorado?
N�o.
Estava b�bado, matou uma mulher e foi embora.
- Lembra? - Sim.
Aquele caminho deve ter uns 8 Km at� o C�nion.
N�o �?
N�o tem nenhum caminho.
Se montarmos os dois nesse cavalo...
ele vai desmoronar antes que andemos menos de 1 Km.
Um de n�s tem que ficar aqui.
E o outro tem que ir procurar dois cavalos novos.
Sem chance.
� melhor do que ficar sentado esperando levar um tiro.
Talvez d� certo.
- N�o temos escolha. - Quem vai e quem fica?
Bem...
Vamos tirar a sorte.
Com bala?
Se pegar a bala, vai.
Voc� vai.
Eu fico aqui.
Vou ver voc� logo.
- Kid? - Sim?
Sim, posso precisar.
N�o v� embora agora.
N�o estava pensando em fazer isso.
Vamos!
- Ei, garoto. - O que deseja, chefe?
De quem s�o?
- Do meu pai. - V� cham�-lo.
Papai.
Bom dia, senhor.
- Bem, escute. - Como est�?
Muito bem.
Quanto quer por aqueles dois cavalos?
Em que posso servi-lo?
Aqueles dois cavalos.
Mas n�o quero vender aqueles cavalos porque...
me custaram muito trabalho.
Diga, quanto?
- Quanto? - Duzentos pesos.
Duzentos pesos.
Anda, Manoel!
Vamos!
D�-me isso.
Obrigado.
Vamos peg�-lo.
Bom dia, amigo.
Viu um gringo passar por aqui muito apressado?
Sim, capit�o. Um homem muito mau...
e foi por ali.
E n�o tinha sapatos.
Sem sapatos, hein?
O cavalo � aquele?
Sim, senhor. E levou um dos meus.
Ele lhe pagou, n�o?
Sim, senhor.
- Quanto? - Pouco.
Queria saber o que aconteceu com o seu amigo.
Bem...
talvez tenha ido procurar os sapatos.
Bem, vamos, rapazes. Vamos, rapazes.
PRIS�O DE SONORA 5 ANOS DEPOIS
E agora?
Vamos para a casa da minha garota.
Pegar cavalos e roupas. Voc� est� bem?
Eu estou bem.
Bem, vamos por ali.
N�o pense mais nele, amigo.
Nesse tal de Longworth.
Ser� muito dif�cil encontr�-lo.
� um pa�s muito grande.
Sei que est� por a�.
Cedo ou tarde, vou encontr�-lo.
Faz 5 anos que est� esperando.
Ent�o, vamos esperar mais um pouco.
- E se ele estiver morto? - Ent�o vou encontr�-lo morto.
Vai passar o resto da vida procurando esse homem.
Vamos andando.
Sim, Kid.
Boa noite, senhores. Podem entrar.
Conhece um homem que se chama Dad Longworth?
N�o sei nada. Lurdito?
Veja o que esses homens querem.
Que deseja, senhor?
Conhece um homem que se chama Dad Longworth?
N�o o conhe�o.
- � americano. - Vamos, mam�e.
- Quero saber o que h�. - N�o querem entrar?
N�o querem entrar?
Querem ou n�o? N�o querem entrar.
Vamos.
- Onde estava? - L� fora.
- Diga, conhece Dad Longworth? - Quem?
Dad, um americano de nariz gordo.
N�o.
- Quer um pedacinho de lim�o? - Quem � aquele com a garota?
- N�o sei, sinto muito. - Tem um tamanho e tanto.
- N�o, n�o. - Ei, cuidado com essa faca.
Voc�s dois s�o amigos? S�o inimigos?
� um velho amigo meu.
Fiquem bonzinhos.
Boa noite.
Ei, voc�s dois esperem aqui.
Volto j�.
- Aonde vai? - Volto j�.
Acho que quer ficar b�bada para poder ficar comigo.
Garoto!
- Lembra-se de mim? - Claro que sim.
Estive por a�.
Muito bem, muito bem. Como voc� est�?
Estou bem.
O que est� fazendo aqui?
Fazendo hora.
J� faz 5 ou 6 anos que o vi.
Ouvi dizer que esteve em encrenca.
�, um pouco.
lsso � mau.
O que aconteceu com seu amigo?
Bem, n�o sei, n�o posso seguir os passos dele.
- Quando o viu pela �ltima vez? - Desde que vieram juntos.
Lembra-se quando os soldados mataram aquele homem?
Puxa vida!
Talvez tenha escapado pela fronteira.
�...
O que est� fazendo aqui? Eu estou l�!
S� um minutinho, meu benzinho.
Vou j�, estou conversando com um velho amigo.
- N�o, n�o. Vamos. - Um momentinho.
Ela j� vai.
S� estou perguntando umas coisas.
Fa�a perguntas a sua m�e.
- Vamos, venha. - Um momentinho.
N�o fa�a isso com ela.
O que disse?
Disse para n�o fazer isso com ela.
J� me cansei de voc�, espertalh�o.
Bem, Harvey Johnson ser� um nome famoso por aqui.
Vai ser morto por um cara chamado Rio.
- � ele? - Sim.
N�o quero perder uma m�o para tentar descobrir.
E voc�, Harvey?
N�o me importo se for ele.
N�o?
Meu nome � Henry.
Gostaria de sentar e pagar-lhe uma bebida.
H� uma coisa que gostaria de discutir.
J� volto.
Posso me sentar?
N�o preste aten��o a ele. Bebeu um pouco demais.
Deve ter ouvido falar sobre mim.
Tem boa mem�ria?
N�o.
Bem, isso n�o importa.
Sabe, foi muita sorte encontr�-lo assim.
Tenho uma id�ia e gostaria de discuti-la com voc�.
O que acha de ficar rico...
de uma vez por todas?
N�o gostaria de uns trocados, n�o �?
Tem algo para me dizer?
H� 14 dias daqui, a cavalo, h� uma cidade.
E nessa cidade h� o banco mais recheado que j� viu.
Cheio do bom e do melhor.
Por que est� me dizendo tudo isso?
Vou precisar de ajuda para assaltar esse banco.
E por que n�o faz sozinho?
Dois homens n�o bastam.
H� outros bancos que se pode assaltar.
� verdade.
Mas esse � um pouco diferente.
Ouvi dizer que est� � procura de Dad Longworth.
Teve sujeira entre voc�s.
Se isso for verdade, posso dizer onde encontr�-lo.
Posso continuar a falar?
A� � que vem a parte engra�ada.
E vai interessar a voc�.
O xerife dessa cidade � Dad Longworth.
Agora vamos fazer neg�cio?
Sim.
Bem, l� est� ela.
Monterrey, Calif�rnia.
Pensar que o dinheiro espera no banco d� vontade de chorar.
Sabe, Harvey, ter� diamantes como jamais poderia imaginar.
Vamos descer e pegar tudo que tem l�.
ESCRIT�RIO DO XERIFE
Vou arrumar um quarto. Volto j�.
Procurando algu�m?
Procurando por Dad Longworth. Sabe onde posso encontr�-lo?
- O que quer com ele? - Quero v�-lo.
Quem quer v�-lo?
Eu.
Sobre o qu�? Eu sou o delegado.
N�o acredito que possa tratar disso.
Estou pedindo com educa��o.
Leu aquele aviso?
Tenho muitas coisas para fazer hoje, al�m de falar com voc�.
Pelas suas maneiras, vejo que � o chefe, senhor.
� melhor tomar cuidado com as costas, rapaz.
Sou eu que cuido desse tipo de coisa por aqui.
Bem...
talvez tenha a chance de tentar.
Sabe onde posso encontrar Dad Longworth?
- Fica longe. - Onde �?
Uns 16 Km da cidade, na dire��o da praia.
A dele � a primeira casa no lado oeste da colina.
Dad, temos visitas.
Algu�m vem vindo.
Querida, me d� meu coldre, por favor.
- O que h�? - N�o se preocupe. D�-me.
- Quem � ele? - Feche a janela.
Fique a� dentro.
Ol�, Dad.
Ol�, Kid.
Como vai?
Bem.
E quanto a voc�?
Vou me escondendo por a�.
O que tem em mente?
Nada. S� estava de passagem e quis ver voc�.
Sabia que viria, cedo ou tarde.
Que bom que veio.
H� algo que queria lhe dizer h� muito tempo.
Que tal uma bebida?
Muito bem.
- Voc� parece bem. - Sim, estou bem.
Fique � vontade.
Lembra-se da �ltima vez que tivemos que dividir uma?
Claro que me lembro. Foi l� nas montanhas...
quando ficamos presos l� em cima, lembra-se?
- H� uns 5 anos. - Exato.
�, est� certo, cerca de 5 anos.
Acho que ficou pensando por que nunca apareci com os cavalos.
�, pensei sobre isso.
Sabe, ficou 9 dias fora.
Achei que tivesse bebido demais e esquecido...
ou n�o tivesse tido tempo...
N�o, eu n�o esqueci, Kid.
Mas n�o havia nada que eu pudesse fazer.
Quando cheguei ao rancho n�o havia cavalos.
E o mexicano n�o falava ingl�s e quando entendi, disse que...
havia vendido os cavalos algumas semanas antes.
Peguei nosso cavalo, preparei-o e fui em sua dire��o.
Mas quando cheguei ao C�nion vi os homens por toda parte.
Eu fiquei escondido at� escurecer.
Cheguei o mais perto que pude, at� onde o cavalo podia ir.
Fiquei escondido na cantina...
dei um pouco de ouro para calar o homem do bar.
N�o havia muito l�, se bem me lembro.
O suficiente para atravessar a fronteira e chegar aqui.
Aqui em Monterrey.
Achei melhor ficar fora de circula��o at� que...
at� que todo aquele rolo no M�xico fosse esquecido.
Ent�o, at� aqui estou limpo.
Limpo o bastante para ter sido eleito xerife.
Conhecendo-me do modo como eu era...
n�o poderia culp�-lo por n�o acreditar.
Mas se est� procurando uma hora para se vingar do que fiz...
eu vou sentir muito por isso, Kid.
Mas se quiser, diga como e onde quer brigar.
Vou enfrent�-lo.
Voc� conseguiu escapar, Dad.
N�o precisa se preocupar com o que aconteceu comigo.
Eu tamb�m fiquei escondido at� que ficasse escuro.
Quando vi o capit�o e os soldados...
eles tamb�m n�o conseguiram me encontrar.
Depois disso, foram s�
mulheres, bebidas e...jogo.
Tem certeza que foi isso, Kid?
Bem, voc� me conhece, Dad.
Se n�o estivesse certo disso...
estar�amos trocando balas um com o outro l� fora.
Foi dif�cil de aceitar na �poca...
mas isso foi h� 5 anos.
Um homem n�o pode ficar zangado por 5 anos.
Pode?
- Sabe o que vai fazer? - N�o.
Vai ficar para o jantar.
Escute, Dad, eu...
tenho que ir, s� estava de passagem...
vim dizer al�, mas tem gente me esperando na cidade.
Deixe que me preocupe com isso.
N�o sei. � melhor pensar nisso porque...
ainda estou no ramo.
Quero que conhe�a a minha fam�lia.
- Certo. - �timo.
Venha.
S� um minuto, Kid. Maria!
Quero que conhe�a um velho amigo meu.
Maria!
Ol�.
Est� esperando o meu pai?
Sim.
- N�o quer se sentar? - Sim, quero.
� um amigo que quero que conhe�a.
Que bom que est� aqui.
Rio, quero que conhe�a toda a minha fam�lia.
Minha esposa, Maria.
- Como vai? - Muito prazer.
J� conhece minha enteada?
- Sim, j� dissemos ol�. - Esta � Luiza, minha enteada.
Muito prazer.
Eu a amo como se fosse minha pr�pria filha.
- Ele ficar� para o jantar. - Que �timo.
- Ficamos felizes. - N�o quero incomodar.
N�o � inc�modo algum. Quer se lavar?
Sim.
Pegue o chap�u dele.
Pai, Todo-poderoso...
agradecemos a comida que vamos receber.
Oferecemos nossos humildes agradecimentos...
e pedimos uma b�n��o pela comida que vamos comer.
Tende piedade dos que nada t�m, Jesus, am�m.
Nunca ouvi voc� rezar antes do rango, Dad.
Voc�s se conhecem h� muito tempo?
Dad e eu temos um longo passado.
Eu n�o passava de um garoto...
quando Dad me pegou.
Eu nunca o ouvi falar de voc�.
N�s �ramos meio saqueadores.
Quando ele estava do outro lado, n�o?
Tudo bem, Kid, todos sabem que j� andei fora da lei.
�ramos uma boa dupla, nos divertimos bastante.
Tudo era motivo para rir, Dad.
Poderiam ter cortado nossas cabe�as ou...
poder�amos ter terminado na cadeia ou algo assim.
Foi sorte.
- S� sorte, hein? - Sim.
Claro que isso foi h� muito tempo.
Eram assaltantes de banco, Sr. Rio?
Sim, senhora.
E o seu pai aqui.
Mas n�o mais.
N�o mais.
Vai ficar em Monterrey por muito tempo?
O suficiente para arrumar meu cavalo e fazer umas coisas.
E depois para onde vai?
N�o sei, Sra. Longworth. Pensei em ir ao Oregon.
H� muita terra l�, gostaria de dar uma olhada.
Vai estar aqui para nossa festa?
Quando ser�?
Amanh� at� a noite.
E n�o conseguir� comprar ferraduras para o cavalo...
porque tudo estar� fechado.
Quer dizer barbearia, selaria, banco... tudo?
O banco, tudo estar� fechado.
Ent�o por que n�o fica aqui?
Ouviu o mo�o. Ele vai para o Oregon.
Sabe, posso adiar por um ou dois dias.
N�o espere muito, Kid. � s� uma dan�a de rua.
Deve ser suficiente para divertir um homem.
Ent�o vai ficar?
Bem, partindo de uma jovem t�o ador�vel...
n�o sei se posso recusar o convite.
Sim, vou ficar.
...e � verdade mesmo.
N�o sei quanto a voc�, Kid...
mas foi um �timo dia para mim.
Por 5 anos tenho vivido com isso.
Fico feliz por tudo ter terminado.
Aposto que sim.
Boa festa, Dad.
- Agrade�a a elas por mim. - Agradecerei.
Boa noite, Rio. Obrigado por ter vindo.
O prazer foi meu, Dad. Boa noite.
Acho que tenho o direito de saber onde voc� esteve.
Que eu saiba nossos neg�cios n�o incluem saber onde ando.
N�o tem direito de saber.
Contanto que me entenda.
N�o cavalguei 1.500 Km para voltar de m�os vazias.
N�o conseguiremos entrar no banco antes de depois de amanh�.
E quanto ao Longworth?
N�o estou pensando nele.
Quando o banco abrir eu vou mat�-lo.
Bem-vindos � festa...
esperamos que voc�s se divirtam.
Todo ano fazemos essa festa.
Lembrem-se que todos somos vizinhos, amigos.
Tamb�m quero aproveitar a oportunidade para agradecer...
por ter sido eleito xerife mais uma vez.
Quero que saibam que sou grato por isso.
E vou continuar a fazer o melhor que posso...
para fazer deste Condado um lugar que nos orgulhemos...
de criar nossos filhos.
Bem, vamos l�, vamos come�ar.
D�-me umas flores.
Que tipo deseja?
N�o faz diferen�a.
As violetas est�o muito bonitas.
Est� bem.
Quanto quer por isso que tem no pesco�o?
lsto? N�o est� � venda.
Mas fico feliz que goste.
Posso lhe dar 20 d�lares por ele.
N�o poderia vend�-lo.
Foi meu marido quem me deu.
Ent�o, quem sabe, valha 30 d�lares.
Muito bem.
Muito bonito, mas...
30 d�lares...
�, fiquei com d�.
- Ol�, Marta. - Ol�, Helen.
- Sra. Longworth, Luiza. - Ol�.
S� queria lhe agradecer pela maravilhosa noite de ontem.
Eu gostei muito.
Fico feliz que tenha gostado. Obrigada.
- Muito obrigada. - Ei, garoto.
- Ol�, Dad. - Est� se divertindo?
Bem, ainda nem comecei, Dad.
Ouvi voc� fazendo aquele discurso...
voc� deve ser um grande homem por aqui.
- Eu tento ser, n�o �, m�e? - Est� se divertindo, n�o?
Sim, estou mesmo.
- E quanto � dan�a? - N�o se preocupe com a dan�a.
- Que tal dan�ar? - A festa est� �tima, Dad.
Acho que essa � a nossa dan�a, n�o �, Luiza?
Acho que a Srta. Luiza j� foi convidada, n�o?
- Com licen�a, mais tarde... - Antes tarde do que nunca.
Venha, vamos tomar uma cerveja. Vamos, dance.
Ei, Luiza, acho que sua m�e precisa da sua ajuda.
- Com licen�a. - Volto j�.
Na barraca do churrasco.
Bem, acho que n�o conhe�o seus amigos.
Meu nome � Henry.
Henry Buddermic?
Sim, eu mesmo.
Sim, vi sua foto no correio.
Ent�o j� deve ter ouvido falar de mim, xerife. Johnson.
Bem, a lei permite que se tome umas bebidas durante a Festa...
mas amanh� quero a cidade limpa,
ent�o, enquanto n�o partem...
divirtam-se.
- Pode apostar. - At� mais, xerife.
Onde conseguiu essa dupla?
Por a�. Sabe, n�o se encontra parceiros como voc� atualmente.
Bem, acho que est� na hora de dizer adeus.
Quero lhe dizer uma coisa, antes que v�.
Em toda minha vida, nunca conheci algu�m como voc�.
Sinto muito que voc� v� embora.
Porque gostaria de conhec�-lo melhor.
Se me conhecesse melhor, voc� n�o gostaria.
Tenho certeza que gostaria.
Adeus, Srta. Luiza.
E obrigado por tudo.
Rio.
- Howard, preste aten��o. - Estava � sua procura.
V� se divertir. Que eu... vou lhe dar um...
- Bem, quero falar com voc�. - E eu quero falar com voc�.
- Mas � s�rio. - Pensei que tivesse fugido
com um vendedor de sei l� o qu�.
O que � s�rio. Vamos para casa agora mesmo.
- Por favor, � verdade. - Vamos, diga o que �, diga.
- Espere. � sobre Luiza. - O que tem a Luiza?
N�o a vejo h� uma hora e n�o vejo seu amigo tamb�m.
lsso n�o � terr�vel.
- Por favor, por favor. - O qu�?
Por que n�o tenta encontr�-los?
- N�o, agora n�o. - Sim, agora, por favor.
- Sr. Longworth, agora! - Muito bem, Sra. Longworth.
Mas voltarei.
Muito bem, agora v�.
S� para ter certeza que ser� bebida.
- Chat. - Oi, Dad.
- Chat, n�o viu Luiza por a�? - Deixe-me p�r um pouco.
N�o, n�o misturamos as coisas, n�o �?
Claro, estava dan�ando com aquele rapaz agora h� pouco.
Estamos felizes que esteja aqui.
lgualmente. Est� gostando?
- Que bom v�-lo. - � bom v�-lo.
- Senhoras e senhores... - Longworth.
Eu n�o quero ir para casa. Estou gostando da festa.
Eu sou Longworth.
- Voc� viu a Luiza? - N�o, n�o vi.
- Onde est� Luiza? - Estava por aqui.
- Deve estar com aquele rapaz. - Tenho que ir procur�-la.
- Pode deixar, Sra. Longworth. - Mas traga-a para casa, sim?
- Fique tranq�ila, eu a levarei. - Prometa-me isso.
Sim, � melhor ir andando. Vou procurar Luiza.
Vou tomar conta de Luiza, n�o se preocupe.
O que h�?
S� estava pensando...
que � a mulher mais distinta que j� conheci.
Tenho certeza que j� conheceu muitas mulheres boas.
Sim, algumas.
Mas n�o muitas como voc�.
H� uma coisa que queria lhe dizer, Srta. Luiza.
Menti para voc� a meu respeito.
Estive encenando a noite toda.
Eu trabalho para o governo.
Por que mentiu sobre isso?
Eu precisei.
Eu jurei n�o falar sobre o meu emprego.
N�o sei nada sobre o amanh� mas para ter uma id�ia...
ficarei fora uns 4 ou 5 meses.
Pretende voltar a Monterrey?
Um dia?
Eu espero que sim.
Luiza, n�o tenho muito tempo para cortej�-la.
Eu n�o sou exatamente o que costumam chamar de cavalheiro.
Mas antes de ir quero que saiba que ser� uma �tima esposa.
E sei que n�o tenho direito de lhe dizer isso, mas...
quero que espere por mim.
Eu n�o sei o que dizer.
N�o tem que dizer nada agora.
S� pense a respeito.
Sim, esperarei por voc�.
N�o faz id�ia de como isso faz eu me sentir bem.
N�o tenho muito para lhe oferecer.
Nem um anel, nem nada.
Tudo que tenho �...
este colar, minha m�e me deu antes de morrer.
E significaria muito se o usasse quando eu partir.
Sinto orgulho em us�-lo.
Sentirei muita saudade de voc�.
Mas vou lhe escrever todos os dias...
Quando vai para o Oregon?
Eu n�o vou para o Oregon.
Mas deve ir.
N�o quero afast�-lo do seu trabalho.
H� um pequeno vilarejo de pescadores a algumas milhas.
N�o tenho nenhum emprego.
Ganho a vida assaltando bancos.
O que est� querendo dizer?
Quero dizer que...
tudo que lhe disse ontem � noite � mentira.
Mentiu?
Sim.
Sobre tudo?
Sobre quase tudo.
E o colar de sua m�e?
Nunca soube nada sobre minha m�e.
Comprei isso de uma garota por 25 d�lares.
Bem...
� isso.
N�o sei se adianta alguma coisa dizer mas...
eu desonrei voc�.
E gostaria que n�o tivesse feito isso.
Voc� s� desonrou a si mesmo.
Assustei voc�. Chegando tarde?
O que est� fazendo aqui?
Tentando descobrir onde esteve.
S� estava caminhando.
Vamos dar uma pequena caminhada, voc� e eu.
Uma a mais n�o vai fazer diferen�a.
Saia do meu caminho.
Ei, Ed! Ed!
Sou eu, Loan.
Desculpe acord�-lo t�o cedo, Dad.
Mas gostaria de lhe dizer algo.
Ela ficou fora a noite toda.
Quem?
Luiza.
Com aquele tal de Rio.
Como sabe, Loan?
Fiquei esperando aqui a noite toda.
Ela chegou agora.
Parecendo meio confusa, tamb�m.
Claro que detesto ser quem lhe contou, Dad.
Loan disse que ficou com Rio...
a noite toda. � verdade?
N�o.
Por que est� vestida? Sua cama est� arrumada.
Responda-me! Estava com ele?
- Sim, mas... mas... - Mas o qu�? O qu�?
- N�o aconteceu nada. - N�o deveria mentir para mim.
N�o estou mentindo. S� andamos pela praia.
- � tudo, s� andaram pela praia! - Sim.
- S� andamos pela praia. - O que h�?
O que est� havendo aqui?
O que foi?
Luiza, o que aconteceu?
M�e...
quero lhe falar por um momento.
Luiza, o que aconteceu?
Onde esteve a noite toda?
Aconteceu alguma coisa?
Responda!
M�e, estou esperando.
Acho que ela est� mentindo. Quero que descubra.
Luiza jamais mentiria.
Espero que voc� esteja certa.
Luiza...
diga-me...
dormiu com ele?
Por que, Luiza?
Por que fez isso?
Porque acreditei que gostava de mim.
Era mentira.
Perd�o, mam�e.
Perdoe-me.
Ela estava dizendo a verdade?
Sim.
Tem certeza?
Sim.
Mas ficou com ele a noite toda.
Ela est� bem.
Mantenha-a no quarto.
A� est�, senhores. Caf� quente.
Revis�o e resincronismo:
Matotrevas 26.07.2011
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