Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
O anivers�rio dela est� chegando.
Ela faria 37 anos.
Falei com o Bill Coleman sobre voc�.
Ele disse que voc� � um dos melhores advogados com quem ele j� trabalhou.
E eu conhe�o o Bill. Ele n�o � de elogiar muito.
N�s t�nhamos um bom relacionamento. Ele dirige bem aquela empresa.
Sim, � verdade.
E ent�o, na sua opini�o, quais s�o seus pontos fortes, profissionalmente?
Bem, n�o acredito em improvisos. Preparo meus casos com rigor.
Eu estou no topo dos clientes, lido bem com eles.
Eu os protejo de si mesmos.
Prefiro trabalhar num projeto sozinha,
mas posso trabalhar igualmente bem em uma equipe, se necess�rio.
Trabalho igualmente bem com homens ou mulheres...
Mas prefiro me reportar a um homem.
- Por que? - Muitas mulheres me acham amea�adora.
- Irei me reportar a voc�? - Sim.
Ent�o n�o tem nada com que se preocupar.
Na sua opini�o, por que as mulheres acham voc� amea�adora?
N�o fa�o parte da panelinha delas. Sou dona do meu nariz.
Eu... vi aqui que voc� se afastou v�rias vezes desta �rea.
- Fui onde tinha que ir pra ir em frente. - Mas voc� sempre volta para c�.
Esta parte do mundo � t�o boa quanto qualquer outra.
Bem, Elizabeth, o seu curr�culo � bastante impressionante.
N�o � segredo que voc� ser� valiosa para n�s.
N�o os desapontarei.
Se n�o se importar, pode me contar algo sobre sua hist�ria pessoal?
Nasci aqui em Los Angeles...
E fui dada para ado��o no dia em que nasci.
Minha m�e tinha 14 anos quando me teve, e isso � tudo que sei sobre ela.
Meu pai adotivo morreu quando eu tinha 10 anos,
minha m�e adotiva e eu n�o nos damos bem...
Meu nome, Elizabeth Joyce, fui eu que escolhi quando estava no col�gio.
� o meu nome legal, agora. N�o tenho nenhum outro.
Moro sozinha, desde que fiz 17 anos.
Nunca fui casada... nem planejo me casar.
Valorizo a minha independ�ncia acima de tudo.
Desse modo, n�o tenho expectativas a cumprir...
al�m das minhas pr�prias, que j� s�o bastante grandes.
E isso � tudo.
Estamos casados h� 4 anos,
e temos tentado desde o in�cio...
Mas n�o conseguimos.
Temos tido esperan�as, sabe, contra toda a esperan�a, como se diz.
Mas isso simplesmente n�o vai acontecer.
E nos ajustamos a isso.
E n�o estamos desgostosos... acho que n�o.
Voc� acha que estamos desgostosos... a respeito disso? N�o, n�o, n�o estamos.
Ent�o... poder�amos ser bons pais.
Joseph � um homem muito af�vel...
Carinhoso...
E poder�mos aprender a amar um beb� num minuto, mesmo que n�o fosse nosso.
- Podemos escolher o nome do beb�? - Depende das circunst�ncias.
Algumas vezes os pais biol�gicos e os adotivos concordam com um nome.
Podemos concordar em concordar.
Estamos prontos agora... para adotar.
La�os de sangue s�o importantes,
mas o que realmente importa � o tempo passado juntos.
N�o � verdade?
- Oh, meu Deus! - Qu�? Qu�? Qu�?
Por que voc� n�o me mandou calar a boca?
Tudo bem, Lucy. Todos que passam pelo escrit�rio dela est�o nervosos.
Todo aquele discurso sobre tempo passado juntos, de onde tiirei aquilo?
- Gra�as a Deus, n�o fa�o id�ia. - Por que n�o abriu a boca?
- Lucy, n�o comece de novo... - Por que voc� n�o disse nada?
- Benzinho, ela gostou de voc�. - Voc� acha?
- Sim, acho, relaxe. - Est� bem.
Que tal isto?
- � bom. - S� "bom"?
Est� �timo.
Por favor, meu Deus, fa�a-nos encontrar um beb�.
Peguei voc�.
Devagar... Bote o seu bra�o ali...
Esta � a nossa �rea geral de terapia...
- Oi. Sou a Janelle. - Oi. Paco. Tome.
Aquele homem estava flertando com voc�?
Eu gostaria que estivesse!
- Oi. - Ol�.
- Diga "al�" pra Karen, filha. - Oi.
Sua m�e teve um dia bom. Ela comeu muito bem.
- H� quanto tempo ela est� dormindo? - Uma meia hora. Ela estava precisando.
Posso vestir a camisola nela. � sexta-feira.
Eu farei isso.
Vou chegar um pouco atrasada amanh�.
A pequenina vai voltar para a escola.
At� amanh�...
Estas unhas precisam ser cortadas...
M�e, vou procurar outra pessoa pra voc�.
Sofia nunca me perguntou
se eu me importava que ela trouxesse a menina pra c� quando n�o tem aula.
N�o sei o que eu teria dito, mas ela deveria ter me perguntado.
Voc� n�o pode demit�-la.
Oi! Somos Steven e Tracy, seus vizinhos do lado.
S� quer�amos passar aqui e dizer "al�" e dar as boas vindas ao pr�dio.
- Obrigada. - Nos mudamos h� apenas 2 meses, ent�o...
Sabemos como � n�o conhecer ningu�m.
Mas o edif�cio � muito seguro, n�o acha? N�s achamos.
- Sim, � tranquilo. - �...
E ent�o... voc� mora aqui sozinha, certo?
Sim, isso mesmo.
�, eu disse ao Steven que achava isso, n�o disse?
- Sim, sim. - No pr�dio a maioria � gente solteira,
sabe, sem filhos... at� agora.
Eu estava fazendo uma coisa, sabe?
N�o se preocupe! Nos falaremos de novo. Fico em casa quase todo dia, ent�o
apare�a pra pedir a��car emprestado ou algo assim.
Prazer em conhec�-la.
Lucy, voc� est� a�? Lucy Lu?
Voc� est� a�, cora��o?
Lucy?
- Por que ela faz isso? - E ent�o, voc� est� a�?
- N�o estou em casa! Certo, me ligue de volta.
Ligarei de novo daqui a pouco.
Ainda est� gravando? Pensei que eu tivesse desligado.
- Esse tro�o ainda est� gravando? - N�o consigo. Desculpe. N�o posso.
- Lucy! Vou desligar. Tchau! - A magia se foi...
Tive um sonho novo h� uns 2 dias.
Eu chego em casa, tento entrar, mas a minha chave quebra na fechadura.
Olho pela janela e posso ver voc� dormindo na minha cama.
Entro pela porta dos fundos e vou at� voc� e cheiro o seu h�lito.
Ele cheira ao leite materno de outra mulher, n�o ao meu...
E a cama est� molhada.
Voc� molhou a cama e eu come�o a chorar,
porque n�o tenho len��is limpos para trocar.
Desculpe, eu n�o pretendia ficar olhando.
Paco... Karen, certo?
- Clara me disse o seu nome. - Clara?
- Que mais ela te contou sobre mim? - Nada mais.
Ela deve ter tempo sobrando pra ficar conversando com algu�m.
� por isso que o trabalho dela � uma porcaria.
- E ent�o, a id�ia foi sua ou dele? - M�e, por favor, n�o comece.
- S� preciso do seu apoio nisto. - Olhe, eu estava apenas
imaginando de quem seria a id�ia. - A id�ia foi minha... t�?
A sua sogra vai explodir de raiva!
O pr�ncipe dela criando o filho de um estranho!
E quanto a voc�?
- Vai amar esse beb� ou n�o? - Olhe...
ainda n�o h� um beb� pra se falar dele.
Qual � o pr�ximo passo?
Vamos conhecer a m�e biol�gica na quarta-feira.
Ela est� gr�vida de 6 meses.
E ela decidiu agora desistir do beb�?
N�o. Aparentemente, ela j� recusou alguns casais.
Recusou? Quem est� aprovando quem?
Argumenta-se que voc� estaria fazendo um favor a ela.
Ningu�m est� fazendo favor pra ningu�m.
Todos firmam um acordo.
H� tantos posicionamentos pra tudo hpje em dia! A maternidade
deveria ser algo mais simples do que isso.
Desculpe, Lucy.
Foi horr�vel o que eu disse.
Desculpe, Lu, sou uma idiota. Perdoe-me.
- Por favor, sinto muito. - Voc� me esgota!
Deram a ele um dos nossos melhores escrit�rios!
- E o que fiz para merec�-lo? - Nada, mas temos grandes esperan�as.
- Voc�s devem ter mesmo. - Alguma pergunta, d�vidas?
N�o.
Jantar de boas vindas amanh� � noite no Mistral, �s 8:15. Conhece?
- Claro. - Vejo voc� l�.
Como vai o trabalho?
Vai bem.
H� um novo programa de treinamento
para trabalhar com pessoas que est�o se recuperando de quimioterapia.
Perguntaram se eu queria participar e... eu disse sim.
Ent�o, nos pagam para aprender algo mais, e isso � bom.
Tem um novo terap�uta.
� um homem da minha idade.
Ele � um pouco corpulento.
Est� ficando grisalho, sabe?
Ele � simp�tico.
Todo mundo gosta dele.
Cuidado, Karen. N�o tenha falsas esperan�as.
Certo, agora pressione contra a minha m�o. Isso mesmo, agora solte.
Muito bom. � assim mesmo. Est� bem? Amy?
Tome.
L� vem o gal�...
Oi.
- Sinto que come�amos mal. - Por que diz isso?
Bem, voc� parece meio aborrecida por causa do primeiro dia.
N�o me conhece o suficiente pra saber se estou aborrecida.
Bom trabalho, Karen...
Eu... tenho algum tempo antes de ir para casa.
Vou tomar um caf�.
Incomoda-se se eu for com voc�?
Tudo bem.
- Est�o prontos pra pedir? - Caf� puro, por favor.
- O mesmo para mim. - Obrigada.
Sabe de uma coisa, vou querer a torta de ma�� tamb�m.
- N�o consigo deixar de ganhar peso. - Voc� deveria contolar o seu peso.
Sim, eu deveria.
E ent�o, h� quanto tempo trabalha na cl�nica?
H� 6 anos, 6 meses. 11 de abril de 2004 foi o meu primeiro dia.
- Boa mem�ria! - Sim.
Antes disso, trabalhei por 11 anos no Westside Memorial.
Westside? Ouvi dizer que � muito bom.
Eu e minha supervisora n�o pens�vamos da mesma forma.
Ela era desleixada,
e precisava que eu fizesse o trabalho dela. Fiquei farta daquilo.
E disse isso a ela, e ent�o ela me demitiu.
Isto est� frio.
E voc�?
Estou aqui embaixo h� uns 5 meses. Sou da �rea da ba�a.
Sou terap�uta h� 4 anos. Antes disso,
eu dirigi para uma empresa de autom�veis e me divorciei.
Eu sou av�, pode imaginar?
E a minha filha Melissa tem 28 anos. Ela tem g�meos.
Isso n�o estava nos planos, mas...
o que se vai fazer? Ela est� feliz. Ela ainda vive l�.
O que mais gostaria de saber?
N�o temos que interrogar um ao outro. Isto n�o � um encontro.
Interrogar � um trabalho �rduo.
- Voc� mora sozinha? - N�o.
- O que � t�o engra�ado? - N�o... Nada, eu...
Parece que n�o digo nada certo perto de voc�, mas estou tenntando, creia-me.
- Como assim? - Sinto como se metesse o p� na boca
cada vez que falo com voc�... S� n�o sei por que.
Olhe, desculpe. Esque�a que eu disse isso, certo?
Eu n�o sei do que estou falando.
- N�o sou uma pessoa dif�cil. - Eu n�o quis dizer isso.
- Voc� n�o fica � vontade comigo. - N�o! Eu fico!
- Minhas palavras s�o �speras demais. - N�o, n�o, n�o, eu...
- Sabe de qual voc� gostaria? - Tanto faz.
- Um menino. - Pais biol�gicos podem visitar os filhos
e dar opini�o na cria��o deles, n�o � este o caso?
N�o, n�o, o filho � da gente e a gente � que manda.
� apenas sem todo aquele segredo, entendem? Ent�o
se um dia nosso beb� quiser saber de onde veio,
ent�o ele tem o direito de saber.
Espero que n�o mudem de id�ia sobre todas essas regras daqui a 20 anos.
Todos parecem sempre mudar de id�ia sobre coisas como essa.
- Quem? - Os especialistas.
Bem, acho que o Joseph ser� um �timo pai.
- Voc�s n�o acham? - Sim.
� tudo que ele sempre quis.
- Ol�, Elizabeth. - N�o sabia que ser�amos s� n�s dois.
Meu s�cio faria voc� dormir em 2 minutos. Achei que assim seria melhor.
- N�o � o que eu esperava. - Espero que n�o ache inapropriado.
Apenas gosto de saber o que tudo significa, � s� isso.
� apenas o patr�o come�ando a conhecer sua nova funcion�ria.
- Obrigada. - De nada.
- Quer beber alguma coisa? - �gua mineral com g�s.
- Voc� � casado? - Fui. Minha mulher morreu h� 5 anos.
- Qual era o nome dela? - Maureen.
- Do que a respeito dela voc� sente mais falta?
N�s �ramos chegados. Isso � dif�cil de se conseguir.
� disso que sinto mais falta.
Meus filhos dizem que eu e minha mulher �ramos mais chegados um ao outro
do que �ramos a eles.
Eu esperava que eles n�o tivessem notado.
- Que idade eles t�m? - Maria tem 39 e Julian, 30.
- Voc� come�ou cedo. - N�o t�o cedo.
- Ent�o voc� n�o � mais jovem? - N�o. N�o, n�o sou.
Voc� ainda � bonit�o.
Obrigado.
M�e?
M�e?
M�e!
M�e!
O m�dico disse que voltaria amanh� bem cedo para falar com a gente.
- N�o quero morrer aqui. - Voc� n�o vai morrer.
Voc� vai ficar bem.
Espera que eu viva para sempre?
N�o comece com isso de novo.
Mesmo se eu pudesse, eu n�o quero.
� s� uma decep��o atr�s da outra.
Qu�?
O que �, mam�e?
O que te prende aqui t�o tarde?
Snyder e Libetzky.
- N�o s�o clientes f�ceis. - Eles est�o sob s�ria diculdades.
Mas ficar�o contentes com isso. E voc�?
- Hora de ir pra caminha? - Sim. Sim, �.
Eu poderia convid�-lo para um drinque l� em casa. A n�o ser que ache inadequado.
Iremos no seu carro.
Oi! Est�vamos falando sobre voc�. N�o est�vamos, Steve?
Porque estou tendo que ir ao banheiro 7 vezes por noite,
e como nossos quartos s�o vizinhos, espero n�o estar acordando voc�.
- N�o tenho ouvido nada. - Que bom! Voc� n�o ouve.
- Voc� nos diria, n�o �? - Claro.
- Sou o Paul. - Ol�.
Desculpe. Estes s�o o Steve e a...
- Me diga o seu nome de novo? - Tracy.
Tracy. Este � o Paul, meu pai.
Que prazer conhec�-lo, senhor!
- V�o passar a noite na garagem? - Oh, n�o!
� para a nossa aula de parto, ela come�a esta noite.
- Ele � o meu treinador. - Ent�o n�o vamos atrapalhar.
- Boa noite. - Prazer em conhec�-lo.
Ela � adotada, certo?
O que foi aquilo... l� fora?
Ela quase ficou satifeita por voc� ser negro. Percebeu?
Foi uma chance para ela praticar a sua boa-vontade liberal.
Aposto que v�o passar a noite fazendo as contas.
"Talvez o pai seja apenas metade negro e a m�e seja branca"
- Eles parecem ser boa gente. - Ora, vamos...
� imposs�vel saber o que eles s�o. Eles dois parecem
estar se reinventando para agradar a todo mundo.
Sa�de!
Em qu� est� pensando?
Na minha esposa...
Maureen...
Voc� vai ficar bem.
Quero que beba o resto de um s� gole.
N�o! Fique im�vel.
N�o se mexa, coroa.
Isto � bom...
Talvez eu goze primeiro.
Agora voc�.
Bom menino, Paul...
Bom menino.
Sejam voc�s mesmos. H� muitas coisas a seu favor. Ela quer um casal jovem.
Ela quer uma mulher com um emprego, uma carreira...
Voc� tem a confeitaria, Lucy, ela vai gostar disso.
Perguntas?
- N�o. - Certo.
Eu amo voc�, Joseph.
Esta � a Ray. Estes s�o a Lucy e o Joseph.
- Oi. - Oi. - Ol�.
- Deixarei voc�s conversarem. - Quanto tempo temos?
Tanto quanto precisarmos.
J� recusei v�rios casais.
- Ela contou isso para voc�s? - Sim.
Que tipo de pessoas voc� est� procurando?
Quero ouv�-la falar primeiro, antes de eu falar com voc�.
Deve haver algo que queira dizer.
A maioria das pessoas tem algum tipo de discurso preparado.
Vamos... O que voc� esperava deste encontro?
Eu n�o esperava me sentir como se estivesse na sala do diretor da escola,
- que � como me sinto agora. - Certo. Boa resposta.
- Est� bem. - Vou te fazer algumas perguntas.
Voc� acredita em Deus?
- Fui criada no catolicismo. - Voc� acredita em Deus?
N�o sou uma pessoa muito religiosa, mas o Joseph �. N�o �?
Voc� n�o acredita que um ser superior criou voc�, e ama voc�,
e cuida de voc�?
- N�o. Sinto muito. - Mas voc� cr�?
- N�o sei. - Diga-me em qu� acredita.
- N�o. - Olhe, n�o vamos fazer joguinhos.
Ou voc� me conta quem voc� �, ou n�o.
Se n�o me contar, prefiro que sigamos caminhos separados.
Certo. Espere! Espere! Espere.
Sente-se.
Por favor.
Acredito que, quando nascemos, viemos do nada.
E que, quando morremos, voltamos ao nada.
E o que fazemos da nossa vida � resultado da nossa vontade e da nossa sorte,
da retid�o do nosso car�ter e do destino.
E � isso que ensinaria a uma crian�a?
Sim.
� isso que voc� ensinaria ao meu beb�?
O beb� seria meu, para eu ensinar.
Por que n�o me fez calar a boca?
Por que? Por que s� ficou a� sentado como um boneco?
Devia ter mandado eu me calar!
- Lucy, Lucy, voc� tem que encarar... - N�o! N�o! N�o me
- trate como uma crian�a! - N�o correu bem, irm�.
Ela quer se encontrar com voc�s de novo.
- O que foi que ela disse? - Nada. Nem uma palavra.
Mas ela quer ver voc�s novamente.
- N�o acredito! - Ela pode vir na sexta de manh�.
Sexta n�o posso.
Ent�o voc� deveria vir sozinha, Lucy. Voc� n�o vai querer perder a chance.
- Sim. - Sim!
Obrigada! Obrigada!
- Estamos acertados. - Desculpe.
Ela se foi, agora.
Ela jamais ver� o seu rosto e voc� jamais ver� o dela.
Sempre haver� um sil�ncio entre voc�s.
N�o quero isso para n�s...
Para voc� e eu.
No fundo do meu cora��o, sei que nos encontraremos um dia...
E voc� me perdoar�.
Sua m�e era uma boa mulher, Karen.
Estou contente que tenha terminado r�pido para ela.
Ela estava pronta.
- Como sabe que ela estava pronta? - Foi ela que disse.
Ela n�o te disse tal coisa. Ela n�o disse.
Obviamente n�o preciso mais de voc� 5 dias por semana.
Voc� tem raz�o, n�o precisa.
Uma vez � o suficiente. Escolha o dia.
- S�bado. - N�o.
Quero a casa s� para mim no fim de semana.
Vou ter outro emprego. Ser� de segunda a sexta.
Voc� pode ficar com o s�bado ou... o domingo.
E a Christy ter� que vir comigo.
Eu sei, voc� n�o gosta dela.
- Isso n�o � verdade. - Ela sabe como n�o atrapalhar voc�.
Diga "oi" pra todos por mim.
- Obrigado por ter vindo. - Certo. - Certo.
Oi. Tom Mahler. Como posso ajud�-la?
- Karen. - Prazer em conhec�-la, Karen.
Karen!
Nossa!
Voc�...? Vamos nos sentar.
H� 3 anos, eu estava numa cafeteria e vi voc�.
Sa� correndo como se o lugar estivesse pegando fogo!
Minha m�e morreu.
Como voc� est�?
Voc� se casou com aquela garota do Col�gio No-Ho...
- certo? Hailey? - Hailey, sim...
- Voc�s tiveram filhos? - Sim, temos... Temos 2 meninos.
E uma menina.
Mas foram todos embora. Eles t�m a vida deles.
Penso em voc� o tempo todo.
Minha filha me perguntou se eu estava namorando.
Eu n�o soube o que dizer a ela.
Voc� est� tendo um caso com uma das suas advogadas.
� um caso, quando nenhum dos dois � casado?
Um caso � qualquer relacionamento sexual ou rom�ntico,
de natureza informal ou tempor�ria.
Obrigado, advogada.
Eu li o seu resumo sobre o caso Nelligan.
Voc� citou Escalante versus Distrito de Los Angeles,
que � um caso muito confuso,
mas perfeito para isto. Bom trabalho.
Vou recomendar voc� para liderar a equipe da Thomas e Thompson.
Acha que isso vai dar certo com o Guiness e o Water e todos os rapazes l�?
Eles v�o ter que engolir. O escrit�rio de advocacia � meu.
Talvez eu tenha que recusar. Mas obrigada.
Por que faria isso?
Quando estiver l� h� tempo suficiente para ganhar essa promo��o, aceitarei.
Sei que � perfeita, mas me d� uma chance de merec�-la.
O que quer para si mesma... profissionalmente?
Quero um assento no circuito do Tribunal de Apela��o.
Voc� esteve em quatro firmas, em tr�s cidades, em dez anos.
Essa n�o � uma boa estrat�gia.
Voc� tem que se fixar em um lugar...
Desenvolver relacionamentos... ganhar os casos.
N�o � assim que quero viver a minha vida.
Eu chegarei l�.
H� muitas maneiras diferentes de se obter o mesmo resultado.
Este tempo todo, voc� nunca me perguntou nada
sobre como tem sido pra mim.
- Bem... - N�o, tinha que partir de voc�.
O que senti por voc�, nunca mais senti por ningu�m.
- Voc� se lembra? - Sim.
Oi, Karen.
Sinto muito a respeito da sua m�e.
Perder um dos pais � uma coisa terr�vel.
Sim... Obrigada.
Ei! Isto � seu?
- Sim, s�o tomates do meu jardim... - O que fazem pendurados no meu arm�rio?
- Pensei que talvez gostasse. - O que o fez pensar isso, seu idiota?
N�o gosto de estar no meu trabalho e achar isto pendurado no meu arm�rio
para todos verem, como se eu fosse a droga da sua namorada!
- Voc� � um idiota! - Ei... Ei!
Sabe, a palavra � "obrigada"... sua esquisitona!
Voc� � uma... mal-educada, porra!
Esquisitona!
- Onde est� a sua esposa? - Ela n�o vai voltar pra cidade.
- N�o, n�o, n�o! - � o card�pio de hoje.
� pegar ou largar.
Isto � engra�ado, pra voc�?
Sem supresas...
Que tal uma bebida?
Por que n�o voltamos pra sua casa?
Vamos come�ar logo, vaqueiro!
Eu � que deveria pedir desculpas.
Bem... Vamos simplesmente tentar esquecer tudo.
- Est� bem. - Certo...
- N�o sou uma esquisitona, mas... - Eu n�o quis dizer aquilo.
Deixe-me terminar... Est� bem?
N�o sou esquisitona, mas sou dif�cil, est� bem?
N�o fa�o amigos facilmente.
Eu exijo muito dos outros.
Isso n�o � justo, mas exijo.
N�o gosto de ficar decepcionada.
E... Voc� me pegou de supresa.
Voc� me pegou de supresa com a sua aten��o.
Est� bem?
Certo.
�...
Podemos nos encontrar no s�bado � noite, se voc� quiser.
Eu gostaria disso.
N�o contei a ningu�m o que vou ter.
Vou ter um menino. � isso que voc�s querem?
- Joseph quer um menino. - E voc�?
Fico feliz de qualquer modo.
Se voc� fosse ter um beb�, um beb� seu...
- ia querer um menino ou uma menina? - Uma menina.
- Voc� sempre diz a verdade? - A verdade � mais f�cil de lembrar.
Est� certo. Eis o que eu quero:
Quero visitar a sua casa e ver como voc�s vivem.
Quero passar umas noites l�.
Quero conhecer seus pais e seus amigos.
N�o precisa ser tudo de uma vez.
E n�o preciso entrevist�-los nem ser interrogada.
Depois disso, decidirei. Se achar que voc�s s�o os ideais,
quero que voc� venha ao curso de parto comigo.
Mas n�o o seu marido.
Tamb�m n�o o quero durante o parto, apenas voc�.
E quero poder eu mesma escolher o nome do beb�.
Depois disso, � adeus.
Esse � o trato.
Est� bem.
O que est� fazendo? Des�a! Vai se matar.
Tome. Pegue um, sua ladrazinha.
V�, pegue!
Pegue.
O que � isto? Que diabos ela est� fazendo com este cord�o?
Voc� a est� machucando, Karen.
- Que diabos ela est� fazendo com isto? - Voc� a esta machucando, Karen!
- Solte-a! - Que diabos ela est� fazendo com isto?
- Sua m�e o deu para ela. - N�o deu nada.
No anivers�rio dela.
Isto pertenceu � m�e dela. Ela n�o o deu a voc�.
Ela deu. Sua m�e era uma pessoa muito generosa.
Ela era uma mulher maravilhosa!
Desligue essa coisa.
O que mais ela te deu?
- Uma fotografia dela. - Por que?
Porque eu pedi a ela.
- Por que isso te aborrece, Karen? - N�o estou aborrecida...
S� estou tentando descobrir o que est� acontecendo em minha pr�pria casa.
Minha m�e alguma vez te falou sobre mim?
- Algumas vezes... - O que ela disse?
Que diabos ela disse?
Ela disse que voc� n�o era feliz.
Ela disse isso?
Quais foram as palavras dela?
N�o me lembro das palavras exatas dela...
Mas ela se culpava.
Ela te contou o que aconteceu?
N�o... Ela disse que arruinou a sua vida,
e que ela sentia muito por isso.
Por que ela n�o disse isso pra mim?
Por que diabos ela n�o disse isso pra mim?
Por que ela disse pra voc�?
Ela tinha que dizer para mim.
Acho que ela tinha medo de voc�, Karen.
- Ol�. Sou a dra. Stone. - Oi.
Oi.
Ent�o voc� � Elizabeth Joyce... Quem me recomendou a voc�?
Voc� est� na lista dos m�dicos que atendem a Walsh, Connor & Lewis.
Sou uma dos advogados de l�.
- Mas voc� me parece familiar. - Nunca nos conhecemos.
O que posso fazer por voc�?
- Minha menstrua��o est� atrasada 1 m�s. - Voc� � sexualmente ativa?
N�o estou gr�vida.
- Que tipo de anticoncepciona usa? - Liguei as trompas.
- H� quanto tempo? - Desde os 17 anos.
Isso � fora do comum.
N�o � um procedimento feito em menores, a n�o ser por raz�es m�dicas.
Eu fiz do outro lado da fronteira. N�o sabiam que eu era menor.
Algum outro sintoma? Dores abdominais, c�licas, febre...?
- N�o. - N�o. Certo.
Vamos examinar.
Voc� estudou Direito na Universidade do Sul da Calif�rnia?
J� esbarrei com voc�.
Sou amiga da Sophie Sparrow e da Anita Marshall...
Voc� morava ao lado delas. Na verdade, n�s nunca nos falamos. Voce era...
Voc� era um pouco intimidadora.
O que h� de errado?
N�o gosto de examinar meu passado com algu�m que conhe�o h� 2 minutos.
Desculpe, eu n�o pretendia nada com isso.
Sinto muito. Isso n�o foi profissional e a escolha do momento foi errada.
N�o suponho saber de coisa alguma a seu respeito.
Por favor, me perdoe.
Pronto.
Diga � enfermeira para tirar uma amostra de sangue e um esfrega�o.
Pode ser que voc� esteja gr�vida. N�o � imposs�vel.
J� terminei, Karen. At� a semana que vem.
Obrigada.
Obrigada.
Sente-se.
Voc� j� procurou pelos seus pais biol�gicos?
N�o.
Talvez eles estejam procurando por voc�.
Um pai n�o faz parte da minha imagina��o.
Vivo na cidade natal dela.
Que dificuldade pode ter a porra da "Sua Majestade" em me achar?
� melhor deste modo. Ou eu estou mehor assim.
Por que pergunta?
Achei que ela ficaria muito satisfeita com quem voc� �.
Passar algum tempo com voc� fora do trabalho � delicioso!
Na verdade, � mais que delicioso.
Desde que voc� apareceu aqui, n�o sei em que dire��o estou indo.
Voc� quer o que quer.
Gosto disso.
Essa sua ferocidade � grande parte do seu charme.
Mas est� ficando um tanto assutador pra mim ter esses sentimentos.
Vou ter que me retirar com um cumprimento.
Voc� n�o me parece um homem apavorado com coisas apavorantes.
� precau��o.
�s vezes quando a gente cai...
� dif�cil se levantar.
Oi.
- Cheguei cedo? Pois... - N�o.
N�o. Tudo bem.
Olhe, sinto muito, mas esta n�o � uma boa hoa para mim.
Eu... n�o creio que eu possa...
Verdade?
Pensei em irmos ao Sharon Grill em Burbank.
Olhe, quero te dizer uma coisa.
Eu tive uma filha quando tinha 14 anos.
Ela foi dada par ado��o.
Eu n�o sei aonde ela est�...
N�o sei quem ela �...
Tudo que eu fa�o,
cada pensamento na minha cabe�a, me leva de volta a ela.
Em toda parte que vou, procuro o rosto dela na multid�o.
Eu... Eu...
Escrevo cartas pra ela, que eu nunca mando... e eu...
Compro presentes de anivers�rio pra ela...
Tenho um nome para ela, Rachel...
N�o sei ela ela est� viva ou morta...
Eu... n�o tenho mais nada.
� assim que sou.
N�o tenho nada para dar.
De onde foi que voc� veio?
- Ol�, Elizabeth! Como vai? - Diga-me voc�.
Bem... voc� est� gr�vida.
Isso raramente acontece com trompas ligadas, mas acontece.
Fale com as recepcionistas para marcar e cuidaremos disso.
E ent�o conversaremos sobre outras formas de controle da natalidade.
Est� bem?
Ol�.
O que est� havendo?
Voc� n�o sabe quem eu sou, nem o que quero, sua vaca!
- Quantos anos ela tem? - Vinte.
E ela j� � uma veterana na faculdade!
E ela fez todos os exames m�dicos e tudo o mais?
Voc� est� me deixando de mau humor.
- E ent�o, quando vou conhec�-la? - Nunca!
Aposto que, se eu a conhecesse, saberia exatamente o que ela pretende.
Qu�? Em rela��o a qu�?
O que quer que seja que ela est� maquinando.
- Em portugu�s, por favor! - N�o creio que essa garotinha
- tenha boas inten��es. - Certo. O que...?
Por que... Porque... voc� sempre faz isso?
- O que? - Ela � �tima, mam�e.
- Oi. - Oi.
- Estou procurando o Paul. - Ele est� esperando voc�?
Sou do escrit�rio... Elizabeth.
Claro! Eu sou Maria, a filha do Paul.
- Entre? - Estou bem.
Voc� n�o pode ficar a� de p�. Venha.
Ei, pessoal! Gente! Gente!
Esta � a Elizabeth, do escrit�rio do papai.
- Ol�, Elizabeth! - Ol�!
- Oi, Elizabeth! - Sente-se, por favor. - Est� bem.
Ele j� vem.
Oi.
- Est� tudo bem? - Sim.
- Que festa legal! - Fique! Jante conosco.
- N�o posso. - Claro que pode.
N�o... n�o posso.
O que est� havendo?
- Vou partir amanh� de manh�. - Partir? Pra onde?
Partir...
O que aconteceu?
Foi algo que eu fiz? Algo que eu n�o fiz?
Os ventos mudaram...
� o fim?
Proteja esse gol!
Obrigado, meu bem.
Karen, voc� quer branco ou escuro?
- Esse est� bom, esse est� bom. - N�o... Voc� quer os dois.
- Obrigada. - Coma um branco tamb�m.
N�o estou acostumada com isto!
� assim que eu quero que seja nosso relacionamento.
Estou sempre correndo pra comer, como um su�no.
Voc� se confundiu com o meu pai.
Ele j� te disse que n�o acredita em Deus?
O homem mais bondoso do mundo virou as costas a Jesus.
Jesus n�o viraria as costas a voc�, papai.
Est� bem, est� bem, vou parar.
Um dia, estaremos no c�u, rindo destas discuss�es.
Uma coisa te digo: se eu estiver no c�u, n�o vou estar rindo.
Algu�m vai ter muito o que explicar.
Karen, voc� � uma boa mulher. Deve sentir o amor de Maria no cora��o.
Meu pai me contou sobre a sua perda.
Ela n�o gosta de falar sobre isso.
�s vezes � dif�cil entender os des�gnios de Deus.
Melissa!
Posso falar?
Agora voc� � a esposa do meu pai.
Meus filhos crescer�o tendo voc� como av�.
Porque � o tempo que passamos juntos que conta...
Mais que os la�os de sangue. O tempo conta mais que tudo.
Encontre-a agora, antes que o tempo se esgote.
Depois, s� resta o arrependimento.
E o arrependimento mata.
Bem, Elizabeth, digo apenas que voc� �...
super qualificada, na minha opini�o.
N�o h� como eu possa pagar algu�m como voc�,
embora eu gostasse de poder, creia-me.
N�o ligo para dinheiro.
N�o posso nem te dar benef�cios!
N�o estou procurando nenhum. Tenho o bastante com o meu seguro.
Voc� sabe o sexo?
� uma menina.
Quais s�o as suas alternativas? Se n�o conseguisse este emprego,
o que voc� faria?
Ficaria em casa e assistiria tv.
Est� bem. N�o sei o que pensar de voc�.
S� estou me virando.
O que voc� acha a respeito do que a Melissa disse?
Na verdade, concordo com ela.
Acho que voc� deveria procurar por ela.
Por que?
Porque o que quer que aconte�a quando a encontrar, Karen,
ser� mais f�cil do que...
essa coisa que est� te devorando por dentro.
- Por que n�o me disse isso antes? - Estava me preparando pra isso.
Ela pode estar por a� procurando voc�. J� pensou nisso?
N�o h� nada em que eu n�o tenha pensado.
Sabe por onde come�ar?
E ent�o, qual � o seu maior medo?
Que ela cuspa na minha cara.
Voc� deu � luz no dia 7 de novembro de 1973.
Sua m�e era a guardi� legal do beb�, voc� concordou com isso
antes dela nascer.
E um casal adotou o beb� no dia 10 de novembro.
Infelizmente, as cl�usulas da ado��o
n�o me permitem dar informa��es com respeito � identidade dos envolvidos.
O que voc� pode fazer � escrever uma carta pra ela.
A carta ser� mantida no arquivo
e se ela algum dia nos contatar, te daremos a carta
e ela ter� a liberdade de contatar voc� diretamente.
Desculpe, mas � o m�ximo que posso fazer.
Ent�o, se ela tivesse estado aqui, teriam dito a ela a mesma coisa.
Correto.
Ent�o, se ela esteve aqui, n�o me deixou uma carta.
- Bem, n�o h� nenhuma carta no arquivo. - Ent�o...
Ou ela n�o est� procurando, ou...
ela... n�o quis escrever uma carta.
Ou ela pensa que n�o estou procurando por ela.
Talvez ela n�o saiba aonde procurar.
Eu realmente encorajo voc� a escrever uma carta, pois isso funciona.
As pessoas se encontram.
J� vi isso muitas vezes.
Algo a relatar?
Tive um pouco de sangramento na semana passada.
E um pouco ontem.
O beb� est� se mexendo regularmente?
Sim.
Vamos fazer um ultrassom e uns exames de sangue.
- Quem est� a�? - Uma nova inquilina.
- Eu s� estava pegando sol. - Eu sou a Violet.
- Elizabeth. - Quantos anos voc� tem?
- Tenho 37. - 37...
Voc� pode fazer o que quiser, sua sortuda!
- Qual � a sua profiss�o? - Sou advogada.
Direito! N�o � um bom campo para os cegos.
Minha m�e quer que eu trabalhe no r�dio. Diz que tenho a voz certa pra isso.
� apenas o medo dela falando, de que eu n�o consiga me sustentar.
- E r�dio te interessa? - N�o sei. N�o sei o que me interessa.
�s vezes digo a ela que posso fazer carreira em sexo por telefone.
Ela n�o tem senso de humor.
- Conhece mais algu�m no edif�cio? - N�o.
Bem... Estou sempre aqui �s tardes.
- Encontre-me aqui se estiver solit�ria. - Est� bem.
Te vejo por a�.
At� logo, Elizabeth. Conte comigo!
- Vou levar voc� at� l� atr�s, certo? - Est� bem.
- Temos outros tamanhos. - Obrigada.
Oi!
Oi! Meu neto est� aqui!
- Que nome vai dar a ele? - N�o vou dar, eles v�o.
Sebastian...
� assim que eu iria te chamar, se voc� tivesse sido um menino.
- Por que voc� faz isso? - Fa�o o qu�, querida?
- Ignora as drogas dos meus desejos. - Ei, ei!
E quais s�o eles?
Voc� sabe quais s�o.
Dar uma crian�a no dia do nascimento dela?
Tirar algo que vem de voc�...
feito de voc�...
Voc� n�o pode se separar dele jamais.
Eu n�o o quero.
Eu tamb�m n�o queria voc�.
Eu n�o sou voc�.
Voc� � quem voc� �...
20 anos... 20 anos e solteira, exatamente como eu era.
Veja, eu n�o queria voc�.
E agora...
N�o posso respirar
sem pensar em voc� e querer o melhor pra voc�.
- Como est� indo a�? - Bem.
Joseph? Oi.
O que est� fazendo?
Quem est� jogando?
Voc� est� bem?
- Sim, eu s� estava pensando. - Em qu�?
Na Ray...
- No que nos metemos. - No que nos metemos?
- O beb� dela que planejamos manter. - Planejamos manter?
Estamos adotando um beb�.
Pensei que voc� estivesse comprometido com isto, sen�o, como chegamos at� aqui?
N�o sei como chegamos t�o longe, Lucy.
Eu quero um filho meu.
Mas voc� sabe que n�o posso te dar um.
Quisera que voc� pudesse.
Nunca me senti t�o in�til em toda a minha vida!
Voc� n�o � in�til.
Ouvi a voz da m�e dele falando atrav�s dele. Foi assustador!
Acabou.
Lucy, voc� est� zangada e aborrecida, e deveria estar,
mas voc�s dois precisam conversar mais sobre isso.
N�o. Vou pensar nisso sozinha.
A Ray n�o vai se importar. Ela nem gosta do Joseph.
- Ela n�o gosta dele? - N�o.
Ela n�o disse nada, mas posso perceber.
Sabe, Lu...?
Pra come�ar, voc� tem que pensar por que est� adotando esse beb�.
Por que estou adotando esse beb�?
- � para o Joseph. - Isso � mentira!
O beb� � meu! Eu me comprometi
e vou ficar firme. M�e, isto n�o � igual a comprar um par de sapatos.
Ela � o meu beb�!
E ningu�m ousou voltar a investigar
para descobrir o que aconteceu com ele. Tinham muito medo.
Henry e eu ficamos acordados at� o finzinho da hist�ria do vov�.
Lembro-me do seu beijo de boa noite.
- Certo, Christy, hora de ir embora. - J�?
- Terminaremos na semana que vem, t�? - Use o banheiro antes de ir embora.
Pode usar este aqui, est� bem?
- Como elas est� indo na escola? - Bem. Ela gosta de l�.
Posso te fazer uma pergunta?
Voc� nunca tem medo que algo possa...
Que... que ela possa...
Cair e se quebrar como um ovo? �s vezes.
Como consegue conviver com isso?
Temos que ir. At� logo, Karen.
Ol�, Elizabeth. Bem, voc� tem o que chamamos de placenta pr�via.
Sua placenta est� baixa, sob o beb�,
bloqueando parcialmente o c�rvix.
Talvez tenhamos que considerar uma cesariana.
- Talvez at� antes do fim da gravidez. - N�o.
- Eu vou dar a luz a ela. - Bem, ainda falta tempo.
Estou falando s�rio, doutor. Quero eu mesma empurr�-la pra fora.
Est� entendido?
Deixe-me dar uma olhada.
Algu�m na sua fam�lia j� teve problemas de sangramento?
De agora em diante, tente se poupar, por favor.
Ou ent�o vou bot�-la de repouso na cama.
Sou a filha do Paul.
Sim... Maria.
- Como vai o Paul? - Ele vai bem.
� dele?
N�o.
Karen, meu irm�o vai abrir um restaurante em Corpus Christi, Texas.
Isso � �timo!
Sim. Ele quer que eu me mude pra l�... para trabalhar como caixa.
Voc� quer ir?
� uma boa oportunidade para n�s...
Sabe?
- O dinheiro ou a vida! - Ol�, Violet!
Como vai?
Voc� � casada? Deve ser, ou n�o viria se esconder aqui com frequ�ncia.
- N�o sou casada. - Est� se escondendo dos seus filhos?
Ainda n�o tenho filhos.
Boa jogada. Ouvi dizer que isso � um saco.
- Na verdade, estou gr�vida. - � mesmo?
Uma pessoa dentro de outra pessoa...
Fic��o cient�fica.
- Ela n�o sabe de nada. - Quem?
O seu beb�.
Ela s� conhece a batida do cora��o da m�e dela.
Acho que � o bastante por hoje.
- � f�cil conversar com voc�. - Com voc� tamb�m.
N�o consigo conversar com a minha m�e.
- Por que n�o? - Ela teme tanto por mim, que me apavora.
Como � a sua m�e?
Ela � �tima!
Ela � paciente... e delicada...
- Ela � muito divertida. - Nossa!
Na verdade, n�o fa�o id�ia. Ela me deu para ado��o quando nasci.
Nunca nos conhecemos.
Por um longo tempo, s� conseguia pensar nela como uma garota de 14 anos.
Era a idade que ela tinha quando me teve.
- Ela era como voc�. - Mas n�o virgem.
Isso mesmo. N�o virgem.
Tem raiva dela?
N�o, n�o mais. Eu costumava ter...
N�o sei o que aconteceu, mas...
toda aquela raiva
se esvaiu de mim.
Por que n�o procura por ela?
Isso... eu faria.
- O que diria a ela? - Nada...
Eu n�o diria nada.
Apenas me sentaria com ela, como estamos sentadas agora.
N�o quero me impor a voc�.
N�o quero ser um inc�modo.
Estou gr�vida, e gostaria que meu beb� soubesse de onde ela vem.
Moro em Los Angeles,
sou bem-sucedida profissionalmente e independente financeiramente.
Estou disposta a partilhar mais sobre mim,
e, se voc� tamb�m estiver disposta a isso, ser� bem-vinda.
Se n�o quiser se comunicar comigo, tamb�m entenderei e aceitarei.
Se viermos a nos encontrar, acho que devemos olhar para a frente,
n�o para tr�s...
e contruir algo novo.
Nasci no dia 7 de novembro de 1973.
Meu nome � Elizabeth.
Penso em voc� frequentemente...
Pronto.
Al�? Oi, Linda!
Obrigada por retornar a minha liga��o.
Sim.
- Como vai, Karen? - Vou bem.
�timo.
Vou coloc�-la no arquivo imediatamente.
Farei isso agora mesmo.
Eu...
Conheci algu�m, h� 2 meses.
Ela � atenciosa, inteligente...
boa para mim.
Estamos falando em nos mudar para o oeste.
Mas se voc� est� esperando um filho meu,
direi adeus a tudo isso.
Quero que volte e fique comigo.
Voc� pode se fixar aqui.
Ficarei com a firma, alicer�arei o seu caminho para o topo.
� voc� que eu quero.
Tomarei conta de voc�.
De voc�s dois.
Nunca irei embora.
- Est� tudo pronto. - Como vamos indo?
- Estou apavorada. - Voc� est� sangrando!
Talvez seja porque o beb� est� em sofrimento.
Eu quero v�-la quando ela nascer.
N�o me apague.
Certo, remova isto.
Tudo bem.
Queda de press�o...
Ol�!
Aqui est� a sua filha.
Vamos l�, beb�! Tudo vai ficar bem...
Ela est� sangrando novamente. Preparem-na para a cirurgia.
Vou abri-la. - De quantos litros de sangue precisa?
Quatro unidades.
Tudo bem... Tudo bem...
- Bom dia. - Bom dia.
Como est� o seu leite?
Dever�amos bot�-lo logo no peito, isso vai estimul�-lo.
- N�o. N�o vou amament�-lo. - Est� bem.
- Falou com seu m�dico sobre isso? - N�o preciso falar.
Obrigada.
Est� com fome?
Olhe o que voc� tem aqui... Voc� quer? Gostoso...
Sim...
Ray Lawrence?
- Primeira porta � direita. - Obrigada.
Bom dia, Lucy. Posso falar com voc� um instante?
N�o, eu n�o sei... N�o. Oh, meu Deus!
- Segure-a! - � o meu beb�!
- Senhora, por favor! - N�o! � o meu beb�!
� o meu beb�! Me solte!
Solte-a! Solte-a!
Por que, voc�...?
� o meu beb�! Por favor, eu imploro!
- Ele � meu! � meu! - Lucy, acalme-se...
Voc� tinha raz�o...
Se Deus quisesse que eu fosse m�e, Ele teria me feito m�e.
Oh, Lucy, eu nunca disse isso!
Ado��o � t�o antinatural!
Por que ningu�m diz logo?
- Pode entrar. - Obrigada.
- Lucy... - Eu n�o a culpo.
Que m�e desistiria do filho se n�o tem que faz�-lo?
Lucy...
- H� outro beb�. - Pelo amor de Deus!
- Apenas me escutem. - N�o!
� uma bebezinha e ela n�o tem ningu�m.
At� que algu�m venha bater � nossa porta e a leve embora!
Isso n�o vai acontecer.
- Acho melhor voc� ir embora. - M�e!
- Esse beb� se destinava a outra pessoa? - N�o!
De forma alguma. H� listas de espera, mas...
Olhe, j� foi tudo providenciado... se voc� a quiser.
- Onde est� a m�e? - N�o h� nenhuma m�e.
N�o h�. Est� certo?
Algumas vezes, n�o h� ningu�m. E esta � uma dessas vezes.
Lucy, esta garotinha...
Seu caminho est� se cruzando com o dela hoje.
Se deixar passar, a chance ter� ido embora para sempre.
Tudo bem!
Tudo bem! Tudo bem!
M�e!
Ela adormeceu.
N�o por muito tempo.
Talvez n�o. Vamos esperar e ver.
M�e, o que vou fazer?
- N�o posso fazer isto. - Vai passar...
Eu n�o a amo.
Sim, ama. � s� falta de sono, garota.
Voc� n�o � assim!
Ela � como uma coisa, essa criatura na minha cama, e
eu fico t�o zangada com ela!
- Por que? - Por assumir o controle de tudo...
Dia e noite! � s� "eu, eu, eu"! "Me alimente",
"me limpe", "me segure" e eu fa�o tudo e ela chora de qualquer jeito!
Que porra ela pensa que ela �?
Macacos me mordam!
Voc� pensa que � a primeira mulher a ter um beb�?
Como voc� achava que seria?
Pare com essas malditas reclama��es...
Cres�a, porra, e recomponha-se!
Seja m�e!
Um ano depois...
Este envelope foi encontrado no arquivo, sem numera��o.
- Obrigada. Sem nome, nem nada? - N�o.
Por que fizeram isso?
- Temos uma data de nascimento! - �timo!.
Aqui est�.
- Precisa coloc�-lo no arquivo. - Pode deixar. - Obrigada.
Yvette?
Karen, muito obrigada por ter vindo.
O que est� acontecendo?
Sente-se, por favor.
N�o. O que est� havendo?
Esta carta � para voc�.
- � dela? - Sim.
A senhora se encontrou com ela?
N�o. Ela deve ter falado com uma das minhas colegas.
E, Karen, receio que tenha sido h� algum tempo.
A carta esteve perdida.
Lamento muito sobre isso.
Qu�?
Ela est� morta h� mais de um ano.
H� uma filha, uma garotinha...
E...
ela foi dada para ado��o.
� isso a�. Acabou!
Por que voc� me fez procurar?
At� descobrir que ela estava morta, ela estava viva para mim!
Ela estaria viva agora!
Oh, Karen...
A m�e concordou em deixar que voc� a veja.
S�bado � tarde.
Mas me pediram que te lembrasse que voc� n�o tem direitos legais sobre o beb�.
Legalmente, Elizabeth n�o era sua filha...
Ent�o voc� n�o tem direitos sobre a filha dela.
E al�m disso, esfor�os foram feitos para publicar a not�cia
da morte da Elizabeth e para procurar os parentes dela.
Que tipo de esfor�o?
Em jornais locais e no site do Distrito.
Ningu�m se apresentou.
A crian�a vai saber quem eu sou?
Isso depende da m�e.
Eu poderei visit�-la novamente depois desta vez?
Eu n�o sei. Mas ela n�o � obrigada a deixar.
Pense nisso, Karen. Vamos conhec�-la e ver o que acontece.
Este � o endere�o.
E o nome da menininha � Ella.
Vamos dizer "tchau" pra Karen?
- Vamos dizer "tchau"? - Tchau! - Tchau!
Beijinhos!
Voc� est� bem?
Mesmo?
Ela tem os olhos da minha m�e.
Isso � bom...?
Sim.
Obrigada. Obrigada.
Eu nunca vi voc�...
Com um novo corte de cabelo, com novos sapatos...
Quando veio a sua primeira menstrua��o?
Havia algu�m para te ajudar?
Algu�m te explicou?
Voc� ouviu a chuva numa noite, quando eu a ouvi?
O que conforta voc�?
Perdi tudo isso... e aceitei esse fato.
Mas hoje, eu conheci a Ella.
Seu pequeno rosto
� como um p�ssaro que voa alto por 38 anos
que se passaram continuamente, sem parar, como um horr�vel desfile.
Mas agora isso � passado.
S� resta a Ella.
Ella � a paz.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.