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Original subtitles

- Quem te deu? - Ele n�o disse.

- Pode me levar at� ele? - Ele sabia que voc� diria isso.

Eu sou a resposta para suas perguntas.

Eles n�o podem atravessar. Mas voc� pode.

Eu vim atr�s de respostas.

Abandonei tudo para te encontrar.

Por que devo confiar em voc�?

Pergunte a ele se estou mentindo.

Komarov.

A equipe completa, meus amigos.

N�o tente me espiar.

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Quem � ela?

Irene.

A partir de agora, seu nome ser� Alice.

Avisei sobre n�o fazer perguntas sobre mim.

Ningu�m deveria enterrar seu filho.

Voc� fez uma longa caminhada.

Por que n�o me contou?

- Sobre Ivan Goldstein. - Goldstein?

Vejo que ele enfim conseguiu atra�-la, n�o estou surpreso.

Quem � ele? Por que n�o � do C�rculo?

Ele � um estranho. N�o � da sua conta,

- ele � muito diferente. - Um estranho?

Ele me conhece melhor que todos, mesmo que nunca o tenha visto.

Ele diz ser um prisioneiro.

E que tamb�m sou prisioneira, Vladimir. Sua prisioneira.

N�o � exatamente a verdade.

Vladimir, preciso saber. Preciso entender, agora mesmo.

Deseja saber se aquele homem lhe disse a verdade?

Ele disse.

Sobre tudo, exceto dele mesmo.

Chegou a hora de voc� acordar, Jeanne.

Voc� quer respostas?

As darei para voc�.

Equipe inSanos apresenta:

Tripulante: Sk@llTow

Tripulante: Pedrorms

Tripulante: sk�ad

Tripulante: AlexandreMT

Tripulante: Josa

Capit�: Lika

Missions | S02E06 "Alice"

- Ol�. - Ol�.

Eu conhecia sua m�e muito bem.

- No entanto, perdeu o funeral. - Sim. Posso entrar?

Por qu�?

Eu n�o sei. Para que possamos conversar.

Podemos conversar aqui.

Ent�o?

Eu tinha um bom discurso preparado...

Isso levaria muito tempo.

Alice, eu sou seu pai.

- Bem, n�o. - Sim, eu sou.

Tive um caso com a sua m�e quando ela morava em Singapura.

- Voc� � mesmo meu pai? - Sou.

E pensou que hoje era um bom dia.

Estava sentado em casa e pensou:

"A m�e dela est� morta, darei a not�cia para ela.

Por que esperar alguns dias? Irei imediatamente.

Enquanto � recente e est� sofrendo."

Bela ideia, foi isso que pensou?

- Mais ou menos. - Eu preferia ter o discurso.

- Ent�o, e agora? - O qu�?

Acho que tem uma hist�ria pronta, n�o �?

Alguma hist�ria triste que me comova.

Que voc� tentou me ver, mas ela n�o deixou.

N�o. Quero dizer, sim.

N�o, nunca tentei te ver, mas...

Sim, ela me manteve longe de tudo isso.

- Eu sou o "tudo isso"? - Estou tentando ser sincero.

N�o tenho desculpa v�lida e nunca terei uma.

Mas estou aqui agora.

- Qual o seu nome? - William Meyer.

Obrigada pela visita, Sr. Meyer.

Espere.

Quero te dar este livro.

Meu pai me deu quando minha av� morreu.

- Qual � o objetivo? - Leia. Voc� vai entender.

A ODISSEIA HOMERO

Esse � o meu pai?

Voc� n�o nasceu aqui.

Esqueceu seu passado, mas ele alcan�a voc�.

Por que n�o lembro de nada?

H� cinco anos,

voc� e eu decidimos apagar a sua mem�ria.

Para que voc� n�o sofresse com o experimento.

Qual experimento?

Escolheu ficar neste planeta

e deixou que n�s observ�ssemos voc�.

Eu n�o entendo. Ent�o essas vis�es...

Essas pessoas... � tudo verdade.

Ou melhor dizendo, nada � real.

Voc� tem um grande poder.

N�s tivemos que estud�-lo.

N�o. Eu n�o quero saber.

Agora � tarde demais.

Se voc� quiser evoluir, deve entender por que est� aqui.

N�s demos a voc� uma aldeia para que o seu poder crescesse.

As pessoas com quem vive

s�o c�pias de seres humanos selecionados aleatoriamente

e voc� podia mudar a natureza deles.

Essa liga��o...

A capacidade deles de compreender as �rvores,

os animais, a humanidade, voc� � quem lhes deu isso.

N�o pode ser.

Gra�as a voc�, n�o pensam mais como indiv�duos,

mas como uma comunidade.

Desse modo, v�o evitar os erros que foram cometidos em Marte.

Eles v�o poder finalmente agir a n�vel global,

ao inv�s de serem egoc�ntricos. Essa liga��o

que criou entre eles, voc� deveria ser bem forte

para compartilh�-la com todo o planeta.

- Ent�o sou um tipo de cobaia? - N�o.

Voc� � a solu��o.

Jeanne est� viva.

No outro lado do portal.

Estamos autorizados a passar. Marte abrir� o portal para n�s.

Voc� me prendeu em um mundo falso.

- Isso tinha que ser feito. - Voc� me usou.

Voc� tem a capacidade de salvar seu planeta, e sente pena de si.

N�o fale comigo desse jeito.

Voc� sabe que eu estou certo. Sem voc�,

essas pessoas v�o ceder � real natureza delas

ao ego�smo, � inveja, � necessidade de querer mais.

Isso n�o define a nossa esp�cie. Somos muito melhores.

- Como sabe? - Como p�de?

Voc� destruiu o meu passado.

Para salvar o futuro. O futuro de toda a humanidade.

Eu n�o dou a m�nima para a humanidade

Voc� n�o tinha o direito!

Deste-me o direito. Voc� concordou.

Est� mentindo.

Voc� est� mentindo.

Voc� mente! N�o � verdade! N�o tem esse direito!

O que est� havendo? Pare com isso. Pare j�!

N�o posso.

A vida deles depende de voc�.

Quando deu vaz�o � raiva, eles te acompanharam.

Voc� � muito poderosa.

Obrigado.

Precisa parar com isso.

Voc� s� precisa atender.

- O que voc� quer? - Conviva como minha filha.

- N�o sou tua filha. - Sente-se.

Transar com minha m�e n�o faz de ti meu pai.

Sente-se.

Voc� j� est� aqui.

Preciso de uma filha, e voc� de um pai.

Negue � vontade, mas todos precisam de um pai.

E sou o �nico dispon�vel. Que azar.

Supondo que tenha raz�o, como funcionar� na pr�tica?

Como vamos fazer isso?

Fingimos que nos conhecemos?

Que temos um forte v�nculo?

Quer interferir na minha vida sentimental?

Esperar por mim ap�s � aula com um lanche?

Castigar-me, se eu tirar notas ruins?

- Foi o que pensei. - Espera.

Aqui vai minha oferta.

Um contrato de 1 ano pai-filha renov�vel.

Pelo menos um encontro mensal.

Voc� pode escolher o lugar.

N�o mais de 3 mensagens semanais, a menos que responda.

Pagarei sua conta telef�nica.

- � dono de uma cia telef�nica? - E da�?

Sem formalidades entre n�s.

Acesso sem restri��es

� minha casa de veraneio, para voc� e seus amigos.

Dois abra�os ao ano.

No seu anivers�rio e no meu.

E voc� tem que ler o livro que te dei.

O que ganho com isso?

Um pai.

Posso usar seu jatinho particular?

Um s� abra�o. No m�ximo 2 mensagens por semana.

Poder usar o jatinho duas vezes ao ano.

Sem discursos moralistas.

Nada de nomes carinhosos.

E sem presentes bregas. Apenas cheques.

Voc� � durona, docinho.

Tudo bem quanto �s considera��es.

Mas d�-me um sorriso e um beijinho em troca.

Quanto ao jatinho, s� uma vez ao ano.

Uma �ltima coisa.

Pode falar.

Quero fazer parte da primeira ida a Marte.

Sei que voc� est� preparando-a.

- A terceira. - A segunda.

� aceit�vel.

Vou falar com meus advogados, e depois com voc�.

Certo, senhorita. � um prazer negociar com voc�.

Ali�s, sobre o livro...

pode remover a cl�usula.

Eu j� li.

O que tem do outro lado?

Eu disse que era uma geleira.

O portal tem mais de uma sa�da. D� em v�rios lugares do planeta.

Que planeta?

Marte nos deixou perto de Jeanne.

Onde ela est�?

J� gastamos muito do oxig�nio. Precisamos voltar.

Alice? Alice!

O que est� fazendo?

N�o fa�a isso, ela � uma m�quina.

� uma m�quina biol�gica, Simon. Respira igual a gente.

Tirem os capacetes e deixem aqui.

Voc�s s�o loucos.

Voc� sabe o caminho, vamos seguir voc�.

Mas se nos colocar em perigo, n�o vou hesitar.

Sou igual a voc�, Alessandra. Eu s� fa�o meu trabalho.

Vamos, todos sigam Alice.

Alex.

Sim.

Estou indo.

O que est� fazendo?

Vou embora.

Quanto falta?

Algumas horas.

Tr�s ou quatro, no m�ximo.

Comandante, quero dar uma sugest�o.

- Diga. - Vamos parar � noite.

N�o conhecemos o planeta. Melhor n�o viajar � noite.

Quero coletar amostras e subir um bal�o sonoro.

Sei que h� uma causa maior, mas preciso saber onde estamos.

Est� bem. Vamos parar.

Simon?

Simon, espere!

Tudo bem?

- Como assim? - A transforma��o.

Sente ela cada vez mais, certo?

Sim.

Est� acontecendo com William tamb�m.

O que voc� viu?

Nada espec�fico.

Imagens e...

Pensamentos e sentimentos.

Tipo a Alex no come�o.

Seja l� o que ela esconde, est� destruindo-a.

Voc� viu o que era?

L� vai.

Acha que ela � perigosa?

Tenho certeza disso.

Como ela morreu?

S� a conhecia brevemente.

Fiz meu melhor para entend�-la.

E a amar.

Mas a vida a tirou de mim.

A vida?

Sim, a vida. Uma doen�a rara.

Ela n�o me contou, para podermos aproveitar o tempo que t�nhamos.

Quando percebi que poderia v�-la novamente,

n�o hesitei nem um segundo.

Fui ego�sta.

Afinal de contas voc� � humano.

Criei uma r�plica em tamanho real da Alice.

E toda vez que a vejo, me lembro de que minha filha est� morta.

Coma. Est� esfriando.

- Estudou o qu�? - Filosofia.

Quando eu tinha sua idade, eu odiava isso.

Achava que era a arte de falar bobagens,

mas j� que ningu�m podia te provar que estava errado,

se tornou filosofia.

Mas agora, mais velho, gosta?

Gosto de belas hist�rias. Sejam verdadeiras ou falsas.

Igual ao Homero.

Exatamente.

Pai?

Queria ver a sua rea��o.

� esquisito.

Pai.

Nunca chamei ningu�m assim.

Pode continuar a falar assim.

Voc� vai ficar?

N�o entendo.

Tenho 21 anos de idade, e acabo de conhecer meu pai.

Ele � um bilion�rio.

Que viaja pelo mundo.

A quest�o �, come�o a me acostumar com isso.

Caminhar, comer hamb�rgueres frios.

At� suas piadas bestas.

Estou te conhecendo.

Tenho medo de tudo desaparecer.

"Porque me confunde com um deus?

Sou Elias, seu pai,

por quem voc� se entristece

e sofre tanto

pelas m�os de um homem sem lei."

Voltarei, Alice.

Sempre vou voltar.

Eu, tamb�m.

Admita, aprendeu isso hoje.

Claro.

Ivan.

Estava procurando voc�.

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