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O passado é um outro país.
Lá, as pessoas se comportam de forma diferente.
Este é Dry Toast.
Olá, Dry Toast.
Vamos, sua lesma.
Aquele é meu pai.
Vamos!
...ou, como costumava ser chamado pela empresa,
que afetava o que Nate chamava de "inglês torto",
escudeiro, que era líder da oposição.
A linhagem e a fortuna da senhora...
Quem é aquele?
As pretensões à beleza, assim como ao talento,
embora a primeira já estivesse bem desgastada...
Minha irmã é muito bonita.
Sim.
O que é isso?
É uma beladona, imbecil.
Atropa belladonna.
- Atropa o quê? - Atropa Belladona. É venenosa.
Toda ela é venenosa.
Morra!
Lady Penelope deu um gritinho, tapou os olhos e voltou correndo da cama
enquanto Lord Etherington, atônito na confusão de seus sentimentos,
permaneceu ao lado da pobre mulher, contemplando-a.
Você não disse que a mãe dele era viúva, Marcus?
Acho que sim.
Não o conheço tanto assim.
Parece ser um bom rapaz.
Tenho a impressão de que ele mora numa casinha com a mãe.
Sim. Parece ser um bom menino.
Bem, estão todos aqui?
Ah, Leo. Boa noite.
Boa noite, Sra. Maudsley.
Sr. Maudsley.
Bem, vamos jantar.
Estava em plena forma jogando croquet esta tarde, Marian.
Estava?
Vamos, Marian. Marcus.
Marian é formidável no croquet.
Sou?
Parece-me que devemos ser cautelosos com você, Leo.
Soube que você é mágico. É verdade?
Não de verdade. Só, você sabe...
Na escola. Mas, enfim, era para ser segredo.
Os feitiços dele são medonhos.
Ele pôs um feitiço terrível em dois garotos lá na escola.
Eles caíram do telhado.
E se machucaram gravemente.
Eles morreram?
Oh, não. Eles só ficaram meio... bem, gravemente feridos.
Foi difícil preparar o feitiço?
Digo, fazer com que eles caíssem do telhado sem que morressem?
Bem, na verdade não era um feitiço de morte.
Existem feitiços e feitiços.
Depende do feitiço.
Que horror!
Você não vai lançar um contra nós, vai?
Oh, não. Acredito que não.
Olá.
Está se divertindo?
- Sim, senhor. - Ótimo.
Está bem quente. Quanto está indicando?
- 29. - Quente.
Esta roupa é bem quente, não?
Não, senhor.
Está se divertindo?
Estou sim, senhor. Obrigado.
Ótimo.
Tem outra coisa.
Quando tirar a roupa, não deve dobrá-las e guardá-las no armário.
Deve deixá-las ficar onde caírem.
Os criados as recolherão. São pagos para isso.
Parece estar morto de calor. Não tem nada mais fresco para vestir?
Não estou com calor, mesmo.
Esta é uma jaqueta Norfolk, não é?
Sim.
Bem, é apropriada, não?
Afinal, estamos em Norfolk.
Não temos leques, mãe?
Para quê?
Para refrescar o Leo.
Leo precisa se refrescar?
Pode parecer que estou com calor, mas estou fresco debaixo da roupa.
Deixou suas roupas de verão em casa?
Acho que mamãe se esqueceu de colocá-las na mala.
Por que não lhe escreve pedindo que as envie?
Mas isso demoraria muito, mamãe.
Deixe-me levá-lo a Norridge amanhã para comprar roupas novas.
Você gostaria, Leo?
Mas eu não tenho dinheiro. Apenas...
Podem ser nosso presente de aniversário. Quando é o seu?
Na verdade é no dia 27 deste mês.
Sou de Leão.
Ótimo. Posso dar-lhe uma pele de leão.
Ou uma juba.
Iremos amanhã.
Não prefere esperar até segunda-feira, quando Hugh tiver chegado?
Hugh não veria a menor graça em ir a Norridge...
para ficar andando de loja em loja.
Ademais, se esperar até segunda, Leo derreterá feito manteiga.
Aí então só teríamos que embrulhá-lo.
Podemos ir, mamãe?
Sim, claro que podem ir.
Você voou perto demais do sol e se chamuscou.
O que seu pai fazia?
Trabalhava num banco.
E era um pacifista.
E colecionava livros.
Ele gostava muito de livros.
Portanto os colecionava. Era seu hobby.
Minha mãe diz que são muito valiosos.
Talvez tenhamos de vendê-los.
Aqui está seu pudim.
- Como está? - Muito bom.
Usou magia negra em alguém ultimamente?
Na verdade, não.
Tenho inveja dos seus poderes.
Como é ter tanto poder ao seu alcance?
Faz você se sentir bem.
Mas eu só uso na escola, sabe.
Pode me ensinar? Teria utilidade aqui.
Gostaria, realmente?
Na verdade, não.
Os resultados poderiam ser alarmantes.
Gostaria de se distrair um pouco na catedral?
- Tenho que fazer umas compras. - Sim, claro.
Conseguiria se divertir numa catedral?
Bem, não era um feitiço de morte, sabe.
Existem feitiços e feitiços. Depende do feitiço.
15o guinéus, Sr. Curteen.
Muito bem, senhores. Próximo lote, número 68.
Lote número 68. Propriedade do senhor de nome Ditto.
Baio castrado. Sete anos de idade.
Dezesseis. Duas mãos.
Que lance devo anunciar?
Mais ou menos 3oo.
Quanto vocês dão? 15o guinéus. 12o.
Quem para em 1oo? 1oo guinéus, obrigado, senhor.
Uma beleza! Esplêndido!
Que verde maravilhoso! Extremamente elegante.
Chama a atenção. Um charme.
Comprou a gravata no Cello e Cello?
Claro.
E os sapatos?
Sterling e Porter.
Que tom de verde é esse?
Verde Lincoln.
Como pensei.
Eu lhe confiro o título de Sir Robin Hood.
Sente-se diferente?
Sinto-me outra pessoa.
Deixe-me olhá-lo melhor.
Acho que está muito bem.
Espero que sua mãe também ache.
Já lhe escreveu, Leo?
- Já, sim. - Ótimo.
Escolheu muito bem, Marian. Comprou alguma coisa para você?
Oh, não, mamãe. Não tem pressa.
Mas não deve esperar tanto.
Não viu ninguém em Norridge?
Nem uma alma viva. Não paramos um momento, não é Leo?
É verdade.
Sua mãe me escreveu dizendo que você é suscetível a resfriados.
Mas pode observar enquanto os outros mergulham, não?
Por que está levando sua roupa de banho se não permitem que nade?
Mas é um passeio no rio.
Mas você não vai nadar.
Eu sei que não.
Então por quê?
Que audácia! Está invadindo a propriedade!
O que devemos fazer?
Exigir que se retire.
Que audácia!
Quem será?
Não sei.
Ele nada bem.
E tem um corpo atlético. Não acha?
Vamos, Jane. Vamos mudar de roupa.
Vamos mandá-lo embora?
- É o Ted Burgess. - Quem é ele?
O arrendatário de Black Farm. Não podemos ser rude com ele.
Ele cultiva as terras do outro lado.
Melhor ser gentil com ele.
Eu apenas o cumprimentaria.
Não o conhecemos socialmente, é óbvio.
Mas acho melhor ser gentil com ele, não acha?
Acredito que sim.
Não sabia que haveria gente aqui.
Acabei de começar a colheita.
- Ficou tão quente. - Por favor, não se preocupe.
Também estávamos com calor lá em casa. Muito calor.
Não demorarei. Apenas mais um mergulho.
Claro, claro.
Acho que o deixei à vontade, não acha?
Se não vai nadar, não deveria vestir a roupa de banho.
Ficaria ridículo.
O que pensa que está fazendo? Eu pego você!
Não.
Vingança!
Não! Pare.
Você me paga!
Meu cabelo desprendeu. Está todo molhado.
Não vai secar nunca.
Oh, você está tão sequinho e arrumado.
Gostaria de jogá-lo no rio.
- Aquele homem se foi? - Sim. Partiu apressado.
Chama-se Ted Burgess. É um fazendeiro.
Conhece-o?
Acho que já fomos apresentados.
Oh, está pingando na minha roupa.
Tome minha roupa de banho.
Está bem seca.
Se a amarrar em volta do pescoço e deixar cair pelas costas...
poderá espalhar o cabelo por cima...
e seu cabelo secará,
e seu vestido não se molhará.
Espalhe meu cabelo.
Cuidado para não puxar.
Está bem espalhado?
Está seco?
Que aconchegante!
Sua roupa de banho nas minhas costas.
Meu cabelo está bem espalhado?
Sim, está.
Portanto, vede diligentemente como andais,
não como néscios, mas como sábios
usando bem cada oportunidade, porquanto os dias são maus.
Por isso, não sejais insensatos,
mas entendei qual seja a vontade do Senhor.
E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão,
mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós
em salmos, hinos, e cânticos espirituais,
cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração,
sempre dando graças por tudo.
Rezemos.
Guarda, te suplicamos, ó Senhor, com tua misericórdia perpétua;
e porque a fragilidade humana sem ti não pode evitar a queda,
livra-nos sempre, com teu auxílio, de tudo quanto é nocivo
e guia-nos ao que é proveitoso à nossa salvação;
mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.
Amém.
Mais açúcar?
Vamos então decidir o que faremos hoje.
Hugh, venha sentar-se aqui.
E nos aconselhar.
O que sugere?
Bem...
ENTRADA PROIBIDA
E então?
É muita gentileza sua vir visitar-me, mas não entre.
Estou com dor de cabeça e umas manchas.
Mamãe acha que é sarampo.
Puxa!
Já viu o Trimingham?
O homem do rosto?
É. Aconteceu na guerra.
Foi atacado pelos Bôeres.
Puxa!
Ainda não fomos apresentados.
Meu nome é Trimingham.
Como vai, Trimingham?
Pode me chamar de Hugh, se quiser.
Ou Trimingham, se preferir.
Por que não Sr. Trimingham?
Se prefere Trimingham, seria mais conveniente do que Hugh.
Mas por que não Sr. Trimingham?
Porque na verdade sou visconde.
- Visconde Trimingham? - Isso mesmo.
Não deveria chamá-lo de milorde?
Não, não, Hugh está ótimo.
Ou Trimingham, se quiser.
Qual seu nome?
Colston.
Sr. Colston?
Oh... Leo, se quiser.
Vou chamar-lhe Leo, se me permitir.
Sim, claro.
Marian o trata por Leo?
Oh, sim. Ela é fantástica. Faria qualquer coisa por ela.
O que você faria?
Oh, qualquer coisa. Tudo.
Gostaria de levar-lhe uma mensagem minha?
Oh, sim. O que devo dizer?
Diga-lhe que estou com seu livro de orações.
Ela o esqueceu na igreja.
Como sou distraída. Esqueço tudo.
Por favor, agradeça-lhe por mim.
Que diabos pensa que está fazendo?
Deveria dar-lhe a maior surra da sua vida.
- Meu joelho. - Levante-se.
O que está fazendo aqui?
Quem é você, afinal?
Eu o conheço. Já nos encontramos.
Encontramos?
À beira do rio. Você estava se banhando.
Eu estava com os outros.
Você é da mansão.
Consegue andar?
Eu o vi mergulhando.
Mergulhou muito bem.
Você teve sorte.
Podia ter rasgado sua roupa.
Foi a Srta. Marian que me deu.
Srta. Marian Maudsley.
Atadura.
Está doendo?
Sim.
Você é um espartano.
Não vai querer de volta?
Não, tenho muitos mais.
Tente andar.
Muito obrigado, Sr. Burgess.
Posso fazer alguma coisa pelo senhor?
Bem, talvez possa.
Pode mandar uma mensagem para mim?
Claro. Para quem?
Quantos anos você tem?
Farei 13 no dia 27 deste mês.
Posso confiar em você?
Claro que pode.
Tem um menino lá, não tem?
Um rapaz da sua idade.
- Está de cama com sarampo. - É mesmo?
Você nunca fica sozinho quando tem gente em casa?
As pessoas não falam muito comigo.
São todos adultos, entende? Com exceção de Marcus.
Mas ele está na cama.
Marian fala comigo. Srta. Marian.
Ah, é?
Ela é a que mais fala comigo.
A que mais fala comigo.
- Quando seu cabelo se molhou... - você fica sozinho com ela?
Isto é, só vocês dois num aposento sem ninguém mais.
Bem, às vezes.
Às vezes sentamos juntos no sofá.
No sofá?
Pode entregar-lhe uma carta?
Sem que ninguém veja?
Claro que sim.
Mas posso confiar em você?
Vai ficar de boca fechada?
Veja bem, porque...
É um segredo.
Pode ser?
Confiarei em você.
Pronto.
- Isto é dele? - É.
Disse que não queria de volta.
Quer que jogue fora?
Ah, não sei.
Acho que vou lavá-lo.
Parece ser um lenço de boa qualidade.
Espere.
Pediu-me que lhe entregasse isto.
Está um pouco amassado.
Este vestido é que está.
Agora a atadura.
Você já a colocou.
Ah, sim.
Agora então vestirei sua meia.
- Posso fazer isso. - Não, não. Eu visto para você.
Não vai contar para ninguém sobre esta carta, não é?
Não faria isso, faria?
Claro que não.
Pronto.
Você vai para Goodworth?
Acho que sim, vou para Goodworth. E você?
Sim.
Está se referindo a Gussy Tom?
- Gussy Tom? - Olá. Chegou Mercúrio.
Por que o chama de Mercúrio?
Porque ele é um mensageiro.
Levou minha mensagem, não foi, meu rapaz?
Para esta jovem aqui, ao sairmos da igreja.
A resposta não foi muito calorosa.
Sabe quem foi Mercúrio?
Mercúrio é o menor dos planetas.
Ah, mas antes disso ele era o mensageiro dos deuses.
Ele ia e vinha entre eles.
Conhece o Ted Burgess?
Ted Burgess? Todos nós conhecemos o Ted Burgess.
Ele é um rapaz e tanto, o Ted Burgess.
Como assim, rapaz? Já é um homem feito.
Está se divertindo?
Sim, senhor. Obrigado.
Sente falta da sua mãe?
Sim, senhor.
Isto é, não, senhor.
Um pouco, senhor.
Está bem quente hoje.
Bateu algum recorde?
Não me surpreenderia. Terei de averiguar.
- Gosta de tempo quente? - Sim, senhor.
Ei! Mercúrio!
Venha cá. Preciso de você.
Tentando sair escondido a céu aberto.
Onde estava indo?
Para lugar nenhum.
Lugar nenhum? Bem, gostaria de ir a um lugar?
Sim, onde?
Depende de você.
Quero que encontre a Marian.
Precisamos dela para formar quatro no croquet.
Não tenho ideia de onde esteja. Você conseguiria encontrá-la?
- Não sei. - Ninguém mais conseguiu.
Mas você consegue.
- Faria isso? - Sim.
Tem que trazê-la viva ou morta.
O que está fazendo aqui?
- Hugh pediu-me que a encontrasse. - Por quê?
Quer que jogue croquet.
Disse para trazê-la viva ou morta.
Bem, e como me quer?
Vou almoçar com uns vizinhos amanhã.
São velhos e soturnos. Acho que você não gostaria de vir, não é?
Oh, não. Posso ficar aqui.
O que vai ficar fazendo?
Ah, qualquer coisa.
Sim. Mas o quê?
Talvez dê uma caminhada.
Onde?
Talvez escorregue pelos montes de feno.
De quem?
Do fazendeiro Burgess.
Ah, os dele.
Bem, Leo, se vai por aquelas bandas
talvez possa entregar-lhe uma carta minha.
Estava esperando que me pedisse.
- Por quê? Gosta dele? - Sim.
Mas tem outra razão.
Qual?
Porque gosto de você.
Olá.
Diga-lhe que está bem.
Olhe o que fez.
Diga-lhe que não dá.
ENTRADA SEGURA.
Pode entrar sem medo. Meu mal se foi.
Mas não está parecendo melhor.
Claro que estou. Vou descer de tarde.
Pode me entediar com a história da sua vida.
Marian, Marcus melhorou. Ele...
Ah, uma conspiração. Uma cena de amor.
Permite-me furtá-la da companhia deste rapaz sortudo?
"Furtar" é a palavra apropriada?
"Recolher", então.
Permite-me recolhê-la da companhia deste jovem sortudo?
Importa-se que eu seja recolhida, Leo?
Não.
Claro que não.
Querido. Querido. Querido. Hora. Local.
Olá.
Como vai o carteiro?
Muito bem, obrigado.
Trouxe alguma coisa para mim?
Acho que não vou poder trazer mais cartas.
Por que não?
Marcus curou-se do sarampo.
Disse que ele não poderia saber.
Se ele viesse aqui comigo, acabaria sabendo.
Contou isso para a Srta. Marian?
Não.
Ela não saberá o que fazer.
Nem eu.
Como fazia antes de eu aparecer?
Bem, não era tão fácil.
Ela gosta de você, não é?
Quer que ela goste de você, não é?
Não quer que ela deixe de gostar de você.
Não, sei que não gostaria.
Ela não será a mesma com você se deixar de levar as cartas.
A verdade é essa.
Não são qualquer tipo de carta.
Vai sentir falta.
E eu também.
Talvez ela chore.
Quer que ela chore?
Não é difícil fazê-la chorar.
Costumava chorar antes de você aparecer.
Você a fazia chorar?
Chorava quando não podia me ver.
Como sabe?
Porque chorava quando me via.
Tenho estado ocupado. Smiler vai ter um potro.
Está doente.
Por que vai ter então, se a faz ficar doente?
Não teve muita escolha.
Como é que ela ficou assim?
O quê?
Como é que ela ficou assim?
Cá entre nós...
Ela andou namorando.
Namorando? Não sabia que cavalos namoravam.
Na verdade não é bem esta palavra.
O que significa?
Você parece saber um pouco dessas coisas.
Não sei nada.
Esse é o problema.
São os beijos, não é? É isso.
Eu vi nuns postais na praia.
Não vai me dizer que cavalos fazem aquilo.
Não. Cavalos não fazem isso.
Então o que eles fazem?
O que é que todos fazem?
Não é só beijar. Disso eu sei.
Mas o quê?
Um dia saberá.
Pode-se casar com alguém?
Sem namorar?
Namorar é uma palavra boba.
Não importa qual seja a palavra.
Pode-se casar com alguém?
E nunca fazer seja lá o que for?
Talvez.
- Mas não é o que um amante faria. - Amante?
- Bem. Chega de perguntas. - Mas ainda não me contou nada.
Está bem. Então vamos fazer um trato.
Eu conto tudo...
contanto que você continue sendo nosso carteiro.
Por que disse que eu não podia usar meu boné?
Porque é um boné de escola.
Se fosse um boné da Inglaterra, ou boné de condado, ou de clube...
só então poderia usá-lo.
Mas usar boné de escola numa partida
particular é coisa que simplesmente não se faz.
Bobão!
- Este é Charles Weston. Sr. Crick. - Como vai?
- Sr. Page, Sr. Bush. Sr. Burgess. - Como vai?
E este é nosso número 12, Sr. Colston.
Sr. Page, Sr. Bush, Sr. Burgess.
Sr. Colston e eu já nos conhecemos, senhor.
Ele costuma escorregar no meu monte de feno.
Claro. Ele já nos falou disso.
O senhor é bom com o bastão?
Oh, não. Na verdade críquete não é meu forte.
Ele pode ser um perigo no campo.
Temos que eliminá-lo logo. Não sou jogador de críquete.
Eu apenas ataco. Bem, nós vamos eliminá-lo...
antes que tenha chance.
A comunidade está toda aí. Não o vejo há anos.
Ele está para entrar. É a nossa vez.
- Boa sorte. - Obrigado, Leo.
Não foi ótimo? Que domínio, elegância.
Dá-lhe, rapaz. Dá-lhe, rapaz.
Estamos em apuros. Só falta eu para entrar.
Quer dizer, na verdade isso é muito bom.
Vamos!
Minha vez. Agora só depende de mim.
Mas ele não é jovem. Não devo cansá-lo.
- Sim! - Não!
- Corra! - Não!
Por que ele fica dizendo "não"?
Quer poupar a energia do meu pai.
O que é um tanto desnecessário, eu acho.
- Não! - Vá!
- Muito bem jogado, senhor. - Muito obrigado.
E o que vamos fazer com você?
Ah, eu não vou criar problemas.
Temos que fazer qualquer coisa para eliminar o Burgess.
Trimingham é esperto demais para ele. Burgess não tem cultura ou disciplina.
- Sra. Maudsley, está bem? - Oh, sim. Não foi nada.
- Essa passou perto. - Que susto!
Ele é um selvagem.
Onde está nosso número 12?
Está bem, Marian?
Sim, mamãe. Obrigada.
- A bola não a machucou? - Ela nem me tocou, mamãe.
Pegou magnificamente!
Não queria pegar a sua bola.
Pegou muito bem mesmo.
Nunca pensei que meu próprio carteiro é que me pegaria.
- Belo jogo, Ted. - Sim.
Grande Ted!
E por último, mas não menos importante, apesar da altura,
...nosso jovem David, que acabou com o Golias
de Black Farm, se me permitem a comparação,
não com uma atiradeira mas com uma pegada.
Agora acho que chegou a hora da música.
Quem será que nos brindará com a primeira canção?
É o Ted! Ele é o grande arremessador e quem atira melhor com uma arma.
Vamos, Ted.
Não estou vendo um pianista.
Não tem pianista.
Ele tem problemas de dedos de pianistas.
Vamos, Ted. Não seja tímido. Você não precisa de acompanhamento.
Cante para nós. Antes, afrouxe o colarinho. Vai acabar se enforcando.
Vamos, porte-se como cavalheiro. Não fique só na aparência.
Tome um Par de Olhos Brilhantes
O que foi que disse?
Tome um Par de Olhos Brilhantes
Tome um par de olhos brilhantes
Sob um doce eclipse sempre latejante
Não te iludas com a surpresa
pois serão teus com certeza
Tome um par de lábios rosas
Escolha formas primorosas
que te estimulem a admiração
e que te prendam a atenção
Tome mãos para as carícias
E dedos para tuas delícias
Aperte-as, aperte-as bem forte
E tome tudo, ó homem de sorte
Tome e guarde se puder, se puder
Tome tudo, ó homem de sorte
Tome e guarde se puder,
Se puder
Tome meu conselho, homem feliz
E corra atrás, se puder, se puder
Corra atrás, se puder
Homem feliz, se puder
Então, Leo. O que vai ser?
Sei cantar "Angels Ever Bright and Fair".
Mas é uma canção religiosa.
Está bem.
Anjos de eterna beleza e pureza
Em tuas asas hei de transpor
o limiar da minha dor
Em vestes de virginal alvor
Graças a Deus. Agora só voltaremos a ver a comunidade no ano que vem.
Sentiu o fedor no salão?
Não.
Que fedor!
Devia estar ocupado com seu jogo de sedução,
virando os olhos e babando com os aplausos.
Mas devo admitir. Você não foi mal.
Obrigado. Mas foi de arrepiar...
...ver sua língua pegajosa de serpente colada no céu da boca.
E sua expressão de bezerro doentio.
Seu fresco!
Criancinha mijona!
Ei, vou contar-lhe um segredo.
O quê?
Marian noivou para se casar com Trimingham.
Deve ser anunciado após o baile.
Está feliz?
Sim, estou.
Estou, com certeza.
Vai sair?
Sim. Vamos?
Não posso.
Por que não?
A Babá Robinson não está passando bem.
Ela mora no vilarejo.
Marian diz que devo passar a tarde com ela.
Não é chato?
Marian disse que ia logo após o chá.
O que vai fazer?
Para onde vai carregar essa sua carcaça fedida?
Talvez dê uma passada na lixeira.
Cuidado para não o levarem junto por engano.
Olá, Leo. Justamente quem eu procurava.
Pode me fazer um favor?
Sim, o quê?
Levar esta carta.
- Mas para quem? - Para quem?
Para a fazenda, seu tolo!
Qual é o problema?
Mas eu não posso.
Não pode? Por que não?
- Por causa do Hugh. - Hugh?
O que Hugh tem a ver com isso?
Ele pode se aborrecer.
O que Hugh tem a ver com isso?
Já lhe disse que é um assunto de negócios entre mim e o Sr. Burgess.
Não é da conta de mais ninguém. Ninguém no mundo.
Entendeu ou é um idiota?
Você e Hugh...
- você e Trimingham... - Do que está falando?
Você vem para a nossa casa. Nós o hospedamos.
Um pobre coitado vindo não sei de onde.
Nós o acolhemos. Não sabemos nada a seu respeito.
Damos-lhe de comer, vestir. Enchemos você de paparicos.
E ainda tem a petulância de dizer que não vai fazer um simples favor que qualquer
menino de rua faria de graça.
De graça!
Seria questão de dinheiro.
Entendi. Quanto você quer?
Olá.
Sr. Carteiro.
Como vai?
Estava chorando?
O que foi?
Tome.
Quer atirar com minha espingarda?
La limpá-la mas posso fazer isso mais tarde.
Então me acompanhe para olhar.
Tem umas gralhas que bem que podiam ser abatidas.
Tem uma carta para mim?
Parece que está fazendo mistério para entregá-la.
Aceita um chá, não é?
Estou sozinho hoje.
A diarista não vem nos domingos.
Tem diarista todos os dias?
Não.
Já disse. Não vem nos domingos.
Tem alguma mensagem para ela?
Quem?
Marian.
Talvez.
Quer levar?
Não necessariamente.
Mas ficará zangada se não levar.
Então foi ela.
Não é justo pedir-lhe que o faça de graça.
O que posso fazer para que valha a pena?
Da última vez que estive aqui...
...disse que me contaria uma coisa.
Disse?
Sim.
Disse que me contaria o que é... namorar.
Não conheço outra palavra. Existe outra palavra?
Disse que me contaria.
Sim.
- Mas agora não sei se o farei. - Por que não?
Isso é tarefa para seu pai.
Meu pai morreu.
E tenho certeza de que ele nunca fez isso.
Ah, é?
Não pode quebrar sua promessa.
Significa passar seu braço na moça e beijá-la. É isso que significa.
Ah, isso eu sei. Mas é outra coisa.
Sente-se uma coisa diferente.
O que você mais gosta de fazer?
A chaleira está fervendo.
É a sensação daquilo que você mais gosta de fazer.
- Só que mais ainda. - Sim, mas o que mais?
Como é um amante? O que significa ser um amante?
O que é um amante? O que ele faz?
Você é um amante? O que você faz?
Você sabe. Eu sei que sabe.
E não levarei mais mensagens para ela a menos que me conte.
Saia já daqui! Rápido!
Espere!
Querida mamãe,
sinto dizer
que não estou me divertindo aqui.
Gostaria de voltar para casa.
Olá.
Entre.
- Nunca entrou aqui? - Não.
Sente-se.
Charuto?
Não, obrigado.
- Posso fazer-lhe uma pergunta? - Pode.
Estou lendo um livro.
E, no livro, dois homens se enfrentam num duelo.
Por causa de uma briga envolvendo a mulher de um dos homens.
Então, nesse duelo...
o marido da mulher...
o marido...
morre.
Qual é sua pergunta?
Bem, eu achei, quando li,
que provavelmente a culpa era da mulher. Mas ela não duelou.
Achei um pouco injusto.
Nunca é culpa da mulher.
Isso responde sua pergunta?
Sim.
Mais alguma pergunta?
Não.
O que acha de Ted Burgess?
O que acho de Ted Burgess?
Ele é bom de ataque.
Mas você deve saber melhor que eu.
Você o derrotou, não foi?
Ted Burgess é um sujeito legal.
- Mas selvagem. - Selvagem?
Quer dizer que ele é perigoso?
Bem, não é perigoso para mim ou para você.
As mulheres é que se perdem por ele.
Se perdem?
Sente-se. Sente-se, por favor.
Um novo recruta para a sala de fumar.
Andou contando-lhe histórias da sala de fumo?
Ou mostrando-lhe os quadros?
Já olhou os quadros?
Ele não gostou deles.
Estávamos falando de Ted Burgess quando entrou.
Disse ao Leo...
que as mulheres se perdem por ele.
Ele tem essa reputação.
Conversei com ele no sentido de alistar-se no exército.
Ele tem o perfil, solteiro, sem laços.
E ótimo atirador sob todos os aspectos.
É a sua reputação.
Acha que ele vai?
Talvez. Parece bem interessado.
Não será uma grande perda para o distrito.
Por quê?
Em razão do que estava falando há pouco.
Dizem que ele tem uma mulher nestas bandas.
Eu sei.
Mas ela não vai nos domingos.
Charuto?
Olá.
Achei que não voltaria mais.
Desculpe-me por ter gritado com você.
Não queria.
É que não estava disposto a contar-lhe o que queria saber.
Mas posso contar agora, se quiser.
Quer que conte?
Porque agora, se quiser, eu contarei.
Não. Não quero incomodá-lo.
Conheço alguém que me contará.
Na verdade, conheço muitas pessoas que me contarão.
Contanto que não contem da maneira errada.
Como poderiam? É de conhecimento geral, não é?
O que está fazendo com sua roupa de banho?
Disse ao Marcus que você ia me ensinar a nadar.
É que eu vim me despedir.
Ah, está de partida?
Estou aguardando resposta de minha mãe o mais tardar na sexta-feira.
Tenho que ir.
Ela está com saudades minha.
Estou certo que sim.
É verdade que vai para a guerra?
Quem lhe disse isso?
Lorde Trimingham.
Sabia que Marian ficou noiva dele?
Sim, sabia.
É por isso que vai?
Eu não sei se vou.
É ela quem vai decidir.
Não se trata do que eu quero.
Trata-se do que ela quer.
Bem, adeus.
Adeus, carteiro.
Adeus, Ted.
Quer que eu leve mais uma mensagem?
Quero.
Diga-lhe que amanhã não dá.
Mas sexta-feira, depois das 5, como de costume.
Então conheceu meu neto.
Sim, conheci.
Ele lhe lembra alguém?
Claro.
Ted Burgess.
Isso mesmo. Isso mesmo.
Lembra, sim.
Por que não se casa com Ted?
Não posso.
Não posso. Não vê por quê?
Por que vai se casar com Hugh?
Porque sim. Porque tenho que casar com ele.
Que tal irmos ao misterioso anexo?
Boa ideia.
Não que seja grande coisa.
Além de um monte de casas velhas e arruinadas.
- Olhe uma beladona. - Oui, la belladonna.
Quer dizer... Atropa belladonna.
Não, quero dizer beladona mesmo.
Mamãe está de cama.
Por quê?
Não sei.
O que acha da minha mãe?
Acho...
que ela tem muito trabalho...
cuidando da casa, organizando o baile...
É verdade.
Sem dúvida.
- Minha irmã é muito bonita, não é? - Sim, é muito bonita.
- Ela vai para Londres amanhã. - Para quê?
Em primeiro lugar, para comprar um vestido para o baile, seu pateta.
O baile de noivado, pateta.
Também para comprar algo para você.
Como assim?
Presente de aniversário, idiota.
Será que lhe digo o que é?
Ou não?
Sabe o que é?
Sei. Mas não conto para criancinhas.
Bem, não pode contar para ninguém que lhe disse.
Prometo.
- É uma bicicleta. - O quê?
E sabe de que cor?
É verde. Verde, seu imbecil.
Verde clara.
E sabe por quê? Porque você é verde.
É a sua cor. Foi Marian quem disse.
Verde. Verde. Verde.
Ela disse isso?
Claro. Verde. Verde. Verde.
Sabe onde Marian está neste momento?
- Não. E você? - Sei.
- Onde? - Não conto para criancinhas.
Criancinha. Criancinha. Criancinha.
Realmente sabe onde ela está?
Querido Leo,
acho que pareceria ingratidão da sua parte, depois de tanta gentileza da Sra. Maudsley,
se você voltar tão cedo.
Os dez dias passarão voando, meu querido,
e logo você estará de volta em casa.
Não se pode esperar ser feliz todo o tempo, não é?
Morra, morra, todo o Mal.
Delenda est belladonna.
Delenda. Delenda. Delenda.
Delenda est belladonna.
E então...
hoje é o dia do Leo.
Já abriu seus presentes.
Às sete horas cortará seu bolo...
e receberá um presente bem especial, pelo que soube.
Como gostaria de passar o dia?
Infelizmente o tempo mudou.
Mas se melhorar, talvez queira dar um passeio de carro...
até o castelo de Beeston depois do almoço. Você não conhece, verdade?
Seria ótimo.
Então é o que faremos.
Se o tempo melhorar, decidiremos depois do almoço.
E se o tempo não melhorar?
Então teremos que pensar de novo.
Decidiremos no almoço.
- Não acha, Huge? - Um plano sensato, diria eu.
Mas pode não melhorar.
Acho que irá. A chuva parece ter parado. Pelo menos por enquanto.
Parece que vai dar tudo certo no aniversário do Leo.
Oi, Leo. Venha me dizer como deverá ficar o tempo.
Acha que o verão acabou?
Este foi um dos verões mais quentes da história, Marian.
- Claro que não acabou. Quer passear? - Oh, sim.
Onde iremos?
Sinto muito, mas não posso ir.
É esse tipo de passeio.
- Oh, não. - Oh, sim.
Marian. Leo.
Por que estão brigando?
Só estava lhe dando uma lição.
É este o pomo da discórdia?
Sim, mamãe.
Queria que ele levasse uma mensagem para a Babá Robsy.
Para dizer que vou visitá-la hoje à tarde.
E acredita que Leo não queria?
Fingiu que tinha um compromisso com Marcus.
- Mas eu... - Fingiu, sim.
Não se preocupe, Marian. Você mesma diz que ela nem lembra se a visitou ou não.
Ela está ficando velha, coitadinha.
Há muito tempo que eu e Leo não damos uma volta pelo jardim.
Venha, Leo. Ainda não conheceu todo o jardim da propriedade, não é?
- Pode dispensar o Leo, não é, Marian? - Ah, sim.
Gostaria que Marcus nos acompanhasse?
Marcus não se interessa por flores. Ao contrário de você, não é?
Sim, senhora.
Bem, eis o jardim.
A chuva parou, com certeza.
Que tipos de flores prefere?
As venenosas.
Acho que não encontrará muitas dessas.
Mas tem uma no ane...
Onde?
- Bem, eu vi... - O que você viu, Leo?
Bem, tem uma beladona numa das casas do anexo.
Ah, está se referindo onde costumava ficar o antigo jardim.
Sim, por ali.
Você vai lá com frequência?
Oh, não. Frequentemente, não.
Estas sempre me lembram Marian.
Que gentileza oferecer-se para levar sua mensagem para a Babá Robinson.
Ela costuma pedir-lhe para entregar mensagens?
Oh, não. Só uma ou duas vezes.
Fiquei um pouco preocupada por tê-lo impedido de ir.
Gostaria de ir?
Sabe o caminho, não?
Não muito bem.
- Mas posso perguntar. - Não sabe o caminho?
Mas entendi que já havia levado mensagens antes.
Sim.
Bem... sim já levei.
Mas não sabe o caminho?
Acho que será melhor entregar a mensagem.
Está no seu bolso, não é?
Chamarei um dos jardineiros e pedirei que a leve.
Oh, não,! Não é tão importante assim. Não se preocupe.
Mas é importante, sim, de certa maneira.
Stanton. Pode vir aqui um momento?
Temos uma mensagem para a Srta. Robinson.
É urgente.
Pode levá-la?
Sim, senhora.
Eu... eu a perdi. Não está aqui.
Deve ter caído do bolso.
Procure de novo.
Deve ter caído.
Muito bem, Stanton.
Tire as mãos dos bolsos.
Nunca lhe ensinaram a não ficar com as mãos nos bolsos?
Poderia pedir-lhe que revirasse seus bolsos.
Mas não o farei.
Só farei uma pergunta.
Disse que já levou mensagens antes para a Marian.
- Bem, eu... - Acho que disse.
Se não as leva para a Babá Robinson,
para quem as leva?
Então conheceu meu neto.
Conheci, sim.
Ele lhe lembra alguém?
Claro.
Ted Burgess.
Isso mesmo. Isso mesmo.
Lembra sim.
Deve ser reconfortante tê-lo ao seu lado.
Sim, mas ele não me visita com muita frequência.
Acho que tem algo contra mim.
Oh, não pode ser.
Soube que quer se casar...
com uma moça simpática.
Mas não a pede em casamento.
Ele acha... Eu acho que ele acha...
que está sob algum tipo de feitiço.
Que grande bobagem.
É aí que você entra.
- Eu? - Sim, você.
Você conhece os fatos. Sabe o que realmente aconteceu.
Conte para ele.
Conte tudo. Exatamente como aconteceu.
Todo homem deve se casar.
Você devia ter se casado.
Vejo que está ressecado por dentro. Dá para perceber.
Não sente necessidade de amar?
Fale com ele.
Diga-lhe que não existe nenhum feitiço.
Apenas um coração incapaz de amar.
Diga-lhe isso.
Estamos olhando os relâmpagos, mamãe.
Tivemos sorte de não ter ido ao castelo de Beeston.
Sim, teríamos voltado encharcados da expedição.
Sente-se aqui, por favor, querido Leo.
Não gosto do número 13.
Bobagem minha, não é?
Assim sendo, pusemos doze velas no bolo.
Depois de soprar todas, acenderemos aquela,
e você a sopra.
- E quando vou soprá-la? - Assim que Marian chegar.
Ela tem um presente especial para você.
Quer dar-lhe pessoalmente.
Naturalmente.
Sentemo-nos todos.
Marian deve voltar lá pelas seis horas... da casa da Babá Robinson.
Não vejo a Babá Robinson há anos.
- Como ela está? - Muitíssimo bem.
Não está na hora de Leo cortar o bolo?
Se ele conseguir.
Que falta de gentileza!
Claro que consegue.
É um rapaz com grandes habilidades.
Inúmeras. E muito querido.
Sabiam que ele era o chevalier servant de Marian?
Bravo! Bravo!
Deixe uma fatia para Marian.
Ela já devia ter chegado. Ainda está chovendo.
Melhor mandarmos a carruagem para pegá-la.
Por que não pensamos nisso antes?
Mande a carruagem imediatamente até a Srta. Marian.
Ela pode estar vindo a pé debaixo de chuva.
Coitadinha. Vai ficar encharcada.
E sua 13ª vela?
Agora corte uma fatia para você.
Ele prefere ficar com o bolo do que comê-lo.
Vamos soltar as espoletas.
Venha, querido. Segure uma comigo.
Agora. Todos juntos.
Leo.
Com licença, senhora. A carruagem voltou. Mas sem a Srta. Marian.
Não estava na casa da Srta. Robinson e ela disse que não esteve lá hoje.
Então só nos resta esperar por ela.
Acabo de aprender uma charada. Ouçam.
Qual é a diferença...
Não. Não vamos esperar.
Vou procurá-la.
Leo. Você sabe onde ela está.
Você me conduzirá.
Madeleine.
Não! Você vem!
Você surgiu do nada para nos fazer felizes.
E nós também o fizemos feliz, não foi?
Nós confiamos a você nosso maior tesouro.
Podia nunca ter sabido o que era.
Podia ter vivido sem saber o que era.
Não é verdade?
Entende agora? Você pode contar para ele, Leo.
Pode contar exatamente como foi.
Hugh era fiel a mim. Não admitia que falassem de mim.
Mas todos queriam nos conhecer.
Afinal, eu era Lady Trimingham.
E ainda sou. Não existe outra.
Lembra-se como adorava levar nossas mensagens?
Aproximando-nos e fazendo-nos felizes.
Bem, esta é mais uma tarefa em nome do amor.
É a última vez que lhe pedirei que seja nosso mensageiro.
Nosso amor foi uma coisa linda, não foi?
Diga-lhe que pode orgulhar-se de ser fruto da nossa união.
Filho de tanta felicidade e beleza.
Diga-lhe...
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