All language subtitles for The Story of Diana s01e01

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Original subtitles

Um dos motivos para querer falar agora � porque ap�s 20 anos

uma pessoa passa

de pessoa contempor�nea a hist�rica.

E a Diana merece um lugar na hist�ria.

E acho que

� importante que as pessoas com menos de 35 anos,

que provavelmente n�o se lembram dela,

se lembrem que ela foi uma pessoa especial,

e n�o s� bonita.

� muito dif�cil explicar o fen�meno global que foi a Diana,

Princesa de Gales.

Diana!

Ela era mais do que uma celebridade.

Era uma presen�a global.

Com a Diana...

Quando ela entrava numa sala, era como um �man.

N�o dava para n�o olhar.

Ela parecia ter sa�do de um livro de contos.

Acho que, como rapariga, era o realizar de um sonho.

Ela tinha muitos dons,

mas acho que era dar-se com as pessoas ao n�vel delas.

Aproximou-a muito de todos n�s.

Ela apertou-nos as m�os!

Foi �timo!

Ela tinha algo que fazia com que as pessoas quisessem ser ela.

Ela estava em todo o lado.

Por todo o mundo.

Era espantoso.

Era Diana a toda a hora.

A imprensa e a Diana precisavam um do outro.

Alimentavam-se um do outro.

Ela inventou uma forma nova de celebridade.

Ela era como hero�na pura para a imprensa.

Ela colocou o cora��o a bater dentro da fam�lia real.

Ela era uma rebelde linda.

Este conto de fadas virou uma novela.

Acha que a Sra. Parker Bowles foi um fator

no t�rmino do seu casamento?

Ela era uma pessoa complexa.

Era diferente de todas as outras mulheres, pois tinha um poder enorme.

O poder da aten��o do mundo.

De todas as ironias sobre Diana, talvez esta tenha sido a maior.

Uma rapariga com o nome da deusa antiga da ca�a

era, no fundo, a pessoa mais ca�ada no mundo moderno.

Esta foto vale muito dinheiro.

Os detetives podiam estar a ver-nos.

Como nos podiam ver?

Com bin�culos.

Ela voltou a sair. H� movimento ali em baixo.

N�o era ela.

F...

Ela viu-nos.

N�o viu nada.

� por estarmos a olhar para ela.

Fazes ideia de como parecemos pequenos dali?

Aquilo eram coisas muito nojentas.

EX-EDITOR ASSISTENTE, THE SUN

N�o eram paparazzi. Na altura, chamei-os de stalker-azzi.

A pol�cia est� a ver como a tiram sem tirarmos uma foto.

A imprensa toda que perseguia a Diana

alimentava um monstro insaci�vel.

EDITOR-CHEFE, PEOPLE

Que era o p�blico.

� fant�stico olhar para os anos 80 e 90,

porque agora estamos muito habituados a este ciclo de not�cias de 24 horas.

A TMZ, os Instagrams e as redes sociais,

Kardashians, s�o todos famosos.

EDITORA-CHEFE, VANITY FAIR

Mas, naquela altura, n�o havia nada disso.

Tudo se centrava na Princesa Diana.

ADEUS, DIANA

O p�blico sente sempre uma liga��o real com as celebridades e figuras p�blicas

que veem crescer e evoluir.

REI DE COPAS

ACABOU

E n�s vimos a Diana

crescer e passar de jovem t�mida que ia casar com o pr�ncipe,

a superestrela en�rgica global.

Vimos uma evolu��o incr�vel durante aqueles 17 anos.

Obviamente, � verdadeiramente tr�gico que ela n�o esteja c�.

9� CONDE SPENCER IRM�O DE DIANA

Lamento n�o... Queria ter feito mais para a proteger.

Esta � a pessoa com quem cresci.

�ramos muito b�sicos, na verdade.

H� muito tempo, �ramos pastores de ovelhas que tiveram sorte.

Os Spencers n�o s�o realeza.

S�o uma fam�lia aristocrata.

Tinham rela��es �timas, como George Washington.

BI�GRAFA REAL

Winston Churchill, o primeiro-ministro.

Ele era um Spencer.

S�o uma fam�lia importante.

HISTORIADORA

A minha fam�lia era muito progressiva.

Um dos meus antepassados foi contra a escravatura antes do seu tempo.

Outros membros da fam�lia foram pr�-Independ�ncia Americana

quando se pensava que isso era trai��o.

As mulheres da fam�lia Spencer t�m sido muito caridosas e glamorosas.

E, de muitas formas, a Diana � o tipo de...

� a jun��o de muitas vertentes desta fam�lia.

Os Spencers eram pr�ximos da Fam�lia Real.

A Diana n�o era plebeia.

Ela nasceu em Sandringham Estate...

HISTORIADOR

... onde os Spencers alugavam uma casa da Fam�lia Real.

Nas primeiras mem�rias sobre ela,

ela tinha sempre uma esp�cie de qualidade de estrela.

Ela podia fazer uma pose com roupa da minha irm� mais velha.

Quando a Diana era pequena,

come�ou a perceber que as pessoas se apaixonam por ela.

Ela era uma daquelas crian�as que entrava na sala

e todos se encantavam com ela.

Seria errado pensar na Diana como crian�a santa,

ela era muito malandra.

Nunca com mal�cia, apenas esticava os limites.

A minha m�e e a Diana s�o muito parecidas.

Ambas eram glamorosas,

muito perspicazes e divertidas.

Do meu pai, ela herdou

um dom fant�stico para compreender as pessoas

e para se preocupar com coisas que interessam.

Sempre que penso nela, penso nesta menina pequena,

naquela altura, ela tentava fazer sempre o que era certo.

Acho que, ap�s a minha m�e ir embora, ela ajudava em casa.

Ela verificava se as cortinas estavam fechadas � noite

e assumiu uma esp�cie de papel maternal na fam�lia, acho eu.

H� muito tempo que o div�rcio fazia parte da cultura americana.

Os ingleses enterravam a cabe�a na areia,

se um casamento n�o resultasse, continuavam com ele.

Em algumas ocasi�es sociais, como corridas de cavalos em Royal Ascot,

onde a rainha estava,

quem fosse divorciado, n�o se podia aproximar do recinto real.

Por isso, um div�rcio era algo importante,

e claro, havia um esc�ndalo,

porque a minha m�e tinha fugido com outra pessoa.

Foi o tema de um caso judicial extraordin�rio.

E as pessoas falavam dela por ter fugido

e desaprovavam-na muito.

"FOI UMA INF�NCIA MUITO INFELIZ...

ESTANDO DESLIGADA DE TODOS OS OUTROS."

"EU TINHA 20 PELUCHES NA CAMA,

ERA ESSA A MINHA FAM�LIA."

Disseram-me que ela tinha ido de f�rias,

talvez houvesse uma expetativa de que voltaria.

Nunca ningu�m disse a Diana porque a m�e tinha ido embora.

Ela tinha seis anos, o que poderia ter compreendido?

BI�GRAFA REAL

Ela sentava-se na entrada e esperava que ela voltasse.

Acho que houve um per�odo em que se sentiu muito isolada.

Foi dif�cil para ela.

O que � um pensamento muito triste, mas ela nunca sarou.

Esta � uma das coisas mais tristes sobre Diana,

porque as suas irm�s mais velhas estavam num col�gio interno,

e o pai de Diana entrou numa depress�o muito profunda.

Ela teve muitas amas,

mas nenhuma delas lhe deu o que ela precisava.

Faltava-lhe uma fonte consistente de apoio e amor.

N�s os dois crescemos juntos, sozinhos.

Dan�ar foi algo que ela sempre adorou,

ela era uma bailarina natural.

BAILARINO

Fez os seus exames no internato

e h� fotografias dela em pontas.

Ela foi bastante longe com isso.

Infelizmente, era demasiado alta para ser uma bailarina convencional.

Depois, virou os seus talentos para o sapateado.

Aqui o corredor, com a m�rmore branca e preta,

tinha o som perfeito.

Lembro-me dela a dan�ar durante horas.

Acho que era uma liberta��o

e era fazer algo completamente diferente.

Era um escape.

Tamb�m adorava todos os adere�os do ballet.

O romance, o pr�ncipe, a beleza disso.

Ela adorava os contos de fadas.

A Diana tinha um grande sentido de romance, mas infelizmente,

uma das suas autoras preferidas era Barbara Cartland,

cujas hist�rias n�o t�m a ver com a vida real.

Uma mulher deve ser ilusiva...

ROMANCISTA

... uma ninfa a voar para longe da matan�a.

Mas, pelo menos, deve fingir n�o estar pronta para cair nos bra�os dele,

como um p�ssego maduro.

Ela tinha uma perspetiva fantasiosa de como era ser princesa.

Moldada pela sua av�-madrasta, Barbara Cartland.

A noiva virgem, o noivo belo,

o futuro rei, a futura rainha.

Podem ter dado uma ideia errada a Diana sobre a vida real.

DISSE AO MEU PAI...

"VOU CASAR-ME COM ALGU�M CONHECIDO."

"SABIA QUE IA A ALGUM LADO DIFERENTE, MAS N�O SABIA ONDE."

A Diana teve sempre em mente

que estava destinada a coisas grandes.

AMIGO DE DIANA

Quase como num conto de fadas,

ela ia agarrar um pr�ncipe.

Numa visita informal � �ndia, Carlos estava acompanhado pelo tio,

o Lorde Louis Mountbatten da Birm�nia.

Como �ltimo vice-rei da �ndia, o Lorde Louis presidiu � transfer�ncia de poder.

O pr�ncipe Carlos n�o poderia ter um guia melhor.

O Lorde Louis Mountbatten, conhecido por todos como Dickie,

era uma figura heroica para o Carlos.

Ele tinha sido um oficial condecorado durante a Segunda Guerra Mundial

e chefe da defesa.

O pr�ncipe Carlos viu em Mountbatten uma esp�cie

de figura paternal, com quem podia aprender.

Mountbatten disse-me:

"O pr�ncipe Carlos tem uma vida sexual normal, sabia?"

Pensei: de onde surgiu isto?

Ele disse: "Tenho-o ajudado."

O conselho que Dickie Mountbatten lhe deu:

tem os casos todos que puderes,

ele devia cometer umas loucuras,

e depois devia encontrar uma rapariga doce

para a p�r num pedestal e casar.

CORRESPONDENTE ABC

Acho que todos sabiam que o pr�ncipe ia casar com algu�m.

Era como uma vers�o de alta sociedade de The Bachelor.

Ele era visto aqui, ali...

Quem acabar� por ser?

As raparigas gritavam e enlouqueciam.

AMIGA DE DIANA

Ele era visto como muito elegante, muito bonito.

Ele era o homem de a��o.

Adorava fazer muitas coisas desafiadoras.

EX-NAMORADA DO PR�NCIPE CARLOS

For�ava todos os limites.

FOT�GRAFA REAL

Nos meus primeiros dias a fotograf�-lo,

era um pr�ncipe jovem eleg�vel.

Era uma sucess�o de raparigas diferentes.

Muitas loiras no bra�o dele

e muita navega��o pelo mar fora.

Ele estava moreno e adorava andar sem camisola.

Sempre teve mulheres a segui-lo.

Os jornais desvendaram um desfile de namoradas.

Davina Sheffield, perseguida em pistas de aeroporto,

j� tinha descoberto como isso podia ser inc�modo.

Tal como a Lady Jane Wellesley.

Muito intoler�vel, sim.

N�o era f�cil para uma rapariga suportar tudo isso.

Entraram em minha casa,

deixaram recados,

seguiram-me.

Definitivamente, era dissuasor.

LADY JANE: BEIJADA E DISPENSADA

O que escreveram foi brutal.

PRIMEIRA-DAMA DE FLEET STREET

Somos alimentadas aos le�es.

JANE WARD SOCIALMENTE MORTA AOS 23 ANOS

Para ele, a Camilla era um porto seguro.

Algu�m com quem ele podia falar.

Conheceram-se no ver�o de 1972.

Ela adorava o campo.

Ca�ar, disparar e montar.

Tudo coisas que ele adorava.

A Camilla sabia exatamente como chegar ao cora��o do Carlos.

Que era elogi�-lo,

dizer-lhe como ele era brilhante,

acarici�-lo.

Acho que � um dos motivos para ele a achar t�o irresist�vel.

Para um herdeiro ao trono, ele devia casar com algu�m

que, pelo menos, parecesse virginal.

Ent�o, para Camilla, ao ir para a cama com Carlos e ter

um caso de amor genu�no com ele,

mentalmente, com o cora��o e fisicamente,

tinha-se autoexclu�do.

As que foram para a cama n�o podem casar.

A maioria das jovens que ele conhecia n�o eram virgens.

Ele tinha mesmo de casar com algu�m mais novo.

Teve de ir ter com algu�m que tinha 19 anos.

O Carlos e a Diana sempre se conheceram,

porque as fam�lias eram muito ligadas.

Mas conheceram-se adequadamente quando ele namorou a irm� mais velha dela.

Ele conheceu a Sarah Spencer em 1977.

Foi no curso do romance deles que a Diana o conheceu

pela primeira vez.

Ela era uma aluna de 16 anos, ficou encantada com ele

e at� se tornou competitiva com a irm�.

N�O QUERO SER RAINHA!

GOSTO DO PR�NCIPE MAS NUNCA CASAREMOS

Quando a rela��o com a irm� mais velha acabou,

Carlos come�ou a pensar mais a s�rio em Diana.

Ela era bonita, aristocrata, encantadora,

doce e bondosa.

Era a esposa ideal.

Era exatamente o tipo de rapariga que o tio Dickie recomendou.

O Carlos, desde o in�cio, estava ciente dos problemas

de se envolver com uma mulher muito mais nova, com gostos diferentes.

Ele queria estar casado aos 30 anos e passou esse prazo.

A fam�lia pressionou-o,

ele sentiu que n�o tinha escolha.

E estava convencido de que aprenderia a amar a Diana.

� dif�cil de acreditar no tumulto que Inglaterra vivia nos anos 80.

As pessoas atiravam couves umas �s outras.

Anarquia no Reino Unido.

Deus salve a rainha.

DEUS SALVE A RAINHA

LUTEM PELO DIREITO AO TRABALHO

As greves eram muito m�s.

O lixo n�o era tirado da rua.

Estava sempre a haver apag�es.

Vejam as imagens da Rainha Isabel, com coisas em cima da boca.

Estavam acabados.

Havia um grande desd�m pela Fam�lia Real.

Uma parte crescente da popula��o que sentia:

porque estamos a sustentar estes aristocratas mimados

quando n�o conseguimos p�r comida nas nossas mesas?

Sem futuro, cantavam os Sex Pistols.

E agora, subitamente, aqui vem o futuro.

Diana era uma agitadora.

PARCEIRA DE CARIDADE DE DIANA

Ela chegou numa altura

em que a Fam�lia Real era vista como emproada e antiquada.

Ela era nova, ningu�m a conhecia.

Ela era a forma certa de come�ar um conto de fadas.

O meu trabalho...

FOT�GRAFO REAL, THE SUN

... era descobrir com quem o pr�ncipe ia casar.

O meu contacto disse: "Est� com uma rapariga, a Lady Diana Spencer."

Trabalhava num infant�rio.

Fui a quatro ou cinco infant�rios diferentes.

Disse: "A Lady Diana Spencer trabalha c�?"

Responderam: "Trabalha."

Disse: "Ela poderia sair para uma foto?"

INFANT�RIO YOUNG ENGLAND

H� uma foto famosa dela na pra�a de Londres,

com crian�as, num infant�rio.

Com uma saia muito transparente.

Ela fez a pose e a meio

de tirar as fotos,

apareceu o sol.

Dava para ver a forma das suas pernas, atrav�s da saia.

Pensei, meu Deus, tem pernas jeitosas.

Foi uma foto de capa e o t�tulo era: "A Mi�da do Charlie."

A MI�DA DO CHARLIE!

Ela ficou horrorizada.

"N�O POSSO DIZER NADA SOBRE O PR�NCIPE

OU O QUE SINTO POR ELE!"

A beleza n�o precisa de curr�culo.

A Diana era muitas outras coisas al�m de bela,

mas era bela.

E essa � a moeda do reino.

FREDDIE STARR COMEU O MEU HAMSTER

VERGONHA DO CHEFE DE POL�CIA DA RAINHA

ORGIA EM PARK LANE

Os nossos tabloides s�o dos piores do mundo.

CARLOS PIN-UP PERGUNTA PELO CARTOON PICANTE

Subitamente, tinham uma personagem nova.

DI FELIZ V� O SEU PR�NCIPE

Quando estava na capa, uma hist�ria negativa, positiva, foto...

HAT-TRICK DE DI

... a Princesa Diana aumentava as vendas.

COMO LADY DI ENFEITI�OU O PR�NCIPE

Havia muito procura por estas hist�rias, diariamente.

Faziam-se centenas de milhares de libras com uma foto,

porque n�o se vendia s� aqui, mas em todo o mundo.

Quando primo este bot�o, come�a uma era nova da fotografia.

A SX-70 SONAR ONESTEP

A Polaroid introduz a focagem sonar autom�tica.

Quando chegaram as c�maras com focagem autom�tica, at� um macaco

podia apontar uma lente a algu�m e tirar uma foto de qualidade razo�vel.

Experimenta, John.

- Eu? - Claro.

A 81 � t�o simples que nos podemos concentrar no objeto.

Surgiu uma ra�a nova de fot�grafos,

que n�o respeitava a profiss�o

nem, na maioria das vezes, quem estava a fotografar.

Lady Diana?

Havia centenas de fot�grafos

a tentar tirar fotos de Diana no exterior de casa.

Apanh�vamo-la a passar de cabe�a baixa, em dire��o ao carro,

perseguida por uma multid�o de paparazzi.

Ela n�o inventou os paparazzi,

mas deu-lhes uma inje��o no bra�o.

Ela era como hero�na pura para a imprensa.

Ela parecia saber instintivamente qual era a foto perfeita.

Diana, enquanto fingia ignorar a imprensa quando sa�a,

tinha, obviamente, passado horas antes,

a p�r-se no seu melhor.

Ela namoriscava com a c�mara.

�s vezes, falava com fot�grafos como o Arthur Edwards.

Lembro-me de estar a usar um chap�u e ela dizer:

"Usa o chap�u devido a uma aposta?"

Ela precisava de tentar sentir o que poderia vir depois.

Quer comentar em rela��o a isso?

- N�o. - Lady Di.

Nenhum coment�rio de todo?

Mas teve um fim de semana bom?

Agora vou trabalhar, est� bem?

Para n�s, que est�vamos a cobrir o romance real,

era �bvio... esta era a rapariga.

Depois fomos para a �ndia com o Pr�ncipe.

Lembro-me de lhe dizermos: "Gostamos muito da Lady Diana Spencer.

Ela � ador�vel."

Depois ele disse algo profundo.

Disse: "Pode viver com uma rapariga durante dois anos

e depois casar, se quiser."

Ele disse: "Eu n�o posso fazer isso.

Tenho de acertar � primeira, ou ser�o os primeiros a criticar-me."

E eram palavras prof�ticas.

"ELE TINHA ENCONTRADO A VIRGEM, O CORDEIRO DO SACRIF�CIO..."

"FUI EMPURRADA PARA O FOGO"

A corte de Diana e Carlos foi muito formal.

Ela ainda o tratava por senhor.

S� estiveram juntos uma d�zia de vezes, at� ele a pedir em casamento.

E muito raramente em privado.

Foi muito dif�cil para a Diana ficar a conhec�-lo,

e para ambos conhecerem-se.

Ap�s passar o dia no Pal�cio de Buckingham,

Lady Diana foi para Clarence House.

O Pr�ncipe Carlos chegou pouco depois de Diana,

ap�s uma viagem curta em redor do monte.

Queremos a Di!

Queremos a Di!

Quando a Diana ficou noiva,

n�o contei a ningu�m, porque n�o achei que interessasse a algu�m.

Lembro-me de ir a uma aula

e o professor receber um recado.

Ele disse: "A sua irm� ficou noiva do Pr�ncipe Carlos."

Eu respondi: "Sim."

Perguntou: "Porque n�o partilhou connosco?"

N�o tinha pensado nisso.

NOT�CIAS DAS NOVE HORAS

Ele tem 32 anos, ela tem 19.

Ele � um Pr�ncipe, ela n�o � princesa, ainda.

Ele gosta de cavalos, ela n�o.

Ele � o Pr�ncipe Carlos, ela � Lady Diana Spencer.

24 DE FEVEREIRO DE 1981

Est�o noivos, v�o casar.

Sabe que o noivado foi anunciado.

- N�o! - O Pr�ncipe est� noivo

da Lady Diana Spencer.

Gra�as a Deus!

Acho maravilhoso, acho mesmo. Estava � espera disso.

A Diana estava apaixonada pelo Carlos.

E acho que, �s vezes,

ele estava apaixonado por ela.

Ou disse que estava.

Estou maravilhado por ela ter tido coragem para me aceitar.

E apaixonado?

Claro.

- O que quer que isso signifique. - Sim.

H� uma gama de interpreta��es.

Obviamente, duas pessoas muito felizes.

Isso n�o � muito encorajador, pois n�o?

No mundo do Carlos, o casamento era muitas coisas,

mas n�o era amor verdadeiro.

Na Fam�lia Real, os casamentos eram arranjados,

e era assim que via a noiva.

Quando o noivado foi anunciado, estava feito.

A imprensa do mundo caiu em Londres.

Apesar de ser o pr�ncipe a inspecionar o local,

foi novamente a Lady Diana o centro da aten��o p�blica.

A Diana era agora propriedade p�blica.

A rapariga que foi professora de infant�rio,

que viveu uma vida muito f�cil e inocente,

foi subitamente apanhada num frenesim enorme da imprensa.

O anel de noivado dela esgotou.

O fato da Diana esgotou.

Descobrimos como o penteado da Lady Diana � popular

e como � f�cil qualquer mulher parecer uma princesa.

Quando estava num col�gio interno, ela veio buscar-me

e foi muito bizarro,

porque ela apareceu no seu mini metro, perseguida pela imprensa.

Havia cerca de doze carros e motas, etc.

Achei que era muito estranho e desagrad�vel.

V� l�, pessoal.

V� l�.

Robert Lacey, acha que a Lady Diana entende como a vida ser� dif�cil

sob o olhar p�blico?

Claro que ela entende, j� o vimos, certo?

Penso que nenhuma futura consorte...

AUTOR

... passou por algo assim.

N�o � divertido ver polo quando estamos rodeados por pessoas

com lentes muito compridas.

E acho que isso acrescenta uma certa quantidade de press�o.

Ent�o, ela passou pelo pior que lhe pode ser atirado.

- Acha que ficar� mais f�cil? - Sim.

Viver em Clarence House, com guarda-costas, facilitar� a vida

e acho que vamos ver uma mudan�a no comportamento da imprensa.

Isto das lentes de telefoto vai acabar.

S�o sete horas, ter�a-feira, dia 28 de julho.

Ao longo da prociss�o do casamento de Buckingham at� St. Paul's,

as pessoas que acamparam a noite toda

acordam para uma manh� brilhante de ver�o.

� uma ocasi�o �nica e nunca mais acontecer�.

S� h� uma monarquia.

E temos de ver os pr�ximos rei e rainha, certo?

H� cerca de 30 acampados no Pal�cio de Buckingham, � espera que Lady Diana

saia amanh�, no vestido de noiva mais secreto.

O vestido de casamento

foi uma das coisas mais especuladas.

CORRESPONDENTE ESTRANGEIRO, PEOPLE

O primeiro encontro foi brilhante.

Foi inesperada porque...

DESIGNER DO VESTIDO DE NOIVA

... quando ligou para marcar reuni�o, percebi mal o nome.

David e Elizabeth Emanuel nunca tinham feito um vestido de noiva real.

Como se sentiram quando souberam?

Felizes, muito entusiasmados.

S� t�nhamos sa�do da faculdade h� um ano.

Ela podia ter ido a designers muito mais experientes.

Mas n�s t�nhamos uma vis�o.

Quer�amos que fosse dram�tico, algo que as pessoas recordariam.

Quer�amos as pessoas a chorar, a gritar como ele era bonito.

Isto � o verdadeiro vestido de noiva

de conto de fadas, de princesa.

S� quando ela veio ao nosso est�dio

� que percebemos como era nova,

ela tinha 19 anos.

Ainda tinha alguma gordura de beb�.

J� havia muitas... n�o apenas imprensa,

mas pessoas � espera.

Esperavam l� durante horas, dias, para ver se ela vinha experimentar o vestido.

Vejam atr�s dela.

Tivemos de esconder coisas da imprensa,

deixar pistas falsas, porque � noite viam o nosso lixo.

Pusemos cortinas nas janelas todas.

Mesmo quando encomend�mos o tecido, pedimos marfim e branco,

para que n�o tivessem a certeza da cor que o vestido ia ter.

A maioria das noivas perde peso.

Ela perdeu muito peso.

As costureiras tinham de o apertar constantemente.

Ela passou de 66/68 cent�metros de cintura,

para 58 cent�metros.

O rosto dela tinha emagrecido.

Ela parecia uma modelo.

Ela caminhava com mais confian�a, estava subitamente a crescer.

A transformar-se numa mulher.

O casamento ter� um p�blico de mais de 500 milh�es de pessoas.

� um sexto da popula��o mundial.

As tr�s esta��es americanas dedicam mais tempo a isso,

do que a qualquer outra coisa.

A esta��o ABC trouxe centenas de funcion�rios extra,

d�zias de c�maras extra e uma sala de controlo completamente nova.

Muito simplesmente, ser� o maior evento televisivo de sempre.

� altura de dizer: a Gr�-Bretanha � assim.

Estamos a juntar-nos, � uni�o. � a nossa Fam�lia Real.

Que momento extraordin�rio!

O que ver�o agora � a hist�ria de duas pessoas muito jovens

a come�ar a sua vida juntos em frente do mundo.

S�o a monarquia do mundo.

Posso andar na rua e ningu�m sabe quem � o Rei de Espanha,

ou quem � o Rei da Dinamarca.

Sabem quem � a Rainha de Inglaterra.

H� algo na realeza

que mexe com os americanos de uma forma incrivelmente visceral.

Mexe com os americanos tal como mexe com pessoas em todo o mundo.

Foi uma daquelas cenas de que nos lembramos a vida toda.

Levantei-me a meio da noite

com o meu irm�o e vimos tudo.

HISTORIADORA

As pessoas estavam coladas � televis�o.

� um momento maravilhoso,

enquanto esperamos o vestido de casamento,

que foi mantido num segredo maravilhoso.

Aqui est�!

A Lady Diana quebrou muitas tradi��es hoje.

Na sua cerim�nia, n�o dir� que promete obedecer,

ela amar� e acarinhar�.

No �ltimo casamento real, o casamento da Princesa Ana,

ela prometeu obedecer, como a Rainha Isabel,

mas s�o tempos diferentes.

D� para ver que ela chegou.

Fui ver a Diana, no dia do seu casamento,

e ela estava incrivelmente bela no vestido,

o que, claro, eu nunca tinha visto.

Estive o dia todo muito orgulhoso dela.

Estava orgulhoso da forma como tinha acontecido

e do facto de ela ter sido t�o digna ao longo de tudo.

Duas das suas damas de honor esperam nos degraus de St. Paul's.

E aqui, a nossa primeira vis�o gloriosa da noiva.

Surgiu esta vis�o

do vestido que era como um conto de fadas.

Isto � magn�fico. Nunca tinha visto uma cauda assim.

Aqueles metros todos de tafet�.

Metros e metros.

JORNALISTA DE MODA

Quando ela surgiu, achei que n�o acabaria.

Tafet� amarrota, � a natureza do tecido.

Repar�mos que o vestido estava amarrotado,

mais do que o antecipado.

Comecei a compor o fundo do vestido e a orla.

Foi um momento complicado.

Com ou sem o amarrotado, � a minha parte preferida do casamento.

Porque, para mim, foi sempre uma borboleta a emergir da cris�lida,

essa � a sua hist�ria.

Ela estava a emergir para um mundo novo, uma aventura nova.

A tornar-se uma princesa linda.

O que me lembro � da enormidade da Catedral de St. Paul's,

e daquela ala enorme � frente dela.

Foi uma caminhada de tr�s minutos e meio at� ao altar.

E dentro da catedral estavam 3000 convidados.

DAMA DE HONOR NO CASAMENTO REAL

A preocupa��o dela era

o seu pai aguentar caminhar at� ao altar,

pois n�o estava bem.

Ele tinha tido um ataque card�aco uns anos antes,

e a Fam�lia Real tinha dito

que eu teria de a levar,

porque ele n�o conseguiria.

Mas ele era muito teimoso

e corajoso,

conseguiu fazer o seu trabalho e estava muito orgulhoso disso.

As pessoas envolveram-se.

As pessoas envolveram-se a 100%.

Foi o casamento de conto de fadas do s�culo.

Ningu�m sabia o que ia acontecer.

"ENQUANTO CAMINHEI AT� AO ALTAR, ESTAVA � PROCURA DELA."

Diana, Carlos,

Camilla.

Os destinos dessas tr�s pessoas estariam interligados.

Mas, naquele dia,

o mundo observava a Diana a dizer os seus votos ao seu pr�ncipe.

Declaro que sejam marido e mulher,

em nome do Pai e do Filho

e do Esp�rito Santo, am�m.

Londres v�, pela primeira vez, suas Altezas Reais,

o Pr�ncipe e a Princesa de Gales.

Setecentos e cinquenta milh�es de pessoas

viram este casamento acontecer em todo o mundo.

Parecia que estavam apaixonados e era isso que quer�amos ver.

"LEMBRO-ME DE ESTAR MUITO APAIXONADA PELO MEU MARIDO...

PENSEI MESMO SER A RAPARIGA MAIS SORTUDA DO MUNDO."

Aquele � o momento Cinderela cl�ssico, quintessencial.

E pensar o quanto a sua vida tinha sido transformada.

APRESENTADORA DE NOT�CIAS ABC

O quanto ia mudar.

Sabemos dar um evento desportivo na Am�rica,

eles sabiam fazer um casamento real.

Podia ver-se nas multid�es, podia ver-se na ostenta��o.

Era um momento alegre.

Abriram-se as janelas desta varanda real famosa.

E os noivos saem.

� um momento extraordin�rio para a nova Princesa de Gales,

aparecer neste mar de seres humanos.

Era por isto que todos esperavam.

O casal em lua de mel, a sair para o The Mall.

A Princesa de Gales, a sua vida muda agora completamente.

Acho que qualquer pessoa com sentido de natureza humana,

que se desse ao trabalho de pensar nisso,

podia ter visto muitos problemas, naquele dia.

A escolta, sob o comando do Coronel Tenente Andrew Parker Bowles,

com quem Carlos e Diana ficaram, juntamente com a sua esposa Camilla,

em Wiltshire, em duas ocasi�es no final do ano.

Vi-o na televis�o

e lembro-me de olhar para todos, estavam todos sentados,

e de ter dito: "Infelizmente, n�o acho que isto v� sobreviver.

Acho que ela � demasiado nova para suportar tudo."

Ela era uma mulher muito nova.

N�o estava preparada para o que se seguia.

Pelos port�es de Broadlands.

E enquanto os port�es se fecham atr�s deles,

que possam levar com eles as mem�rias deste dia not�vel,

para o resto das suas vidas, para os saudar no desconhecido.

CASTELO BALMORAL, ESC�CIA

O momento em particular de que me lembro, em que estavam muito rom�nticos,

ele estava completamente apaixonado por ela,

foi quando estavam a caminhar na vegeta��o junto ao rio.

A sess�o fotogr�fica em Balmoral, na lua de mel.

E eles pareciam muito apaixonados.

Ele olhava para ela e beijava-lhe e m�o.

Tal como um Pr�ncipe Encantado faria.

Ela estava sempre a deitar a cabe�a no ombro dele.

Foi tudo muito rom�ntico.

Senhora, est� a gostar da vida de casada?

Recomendo-a muito.

Gosta de Balmoral?

� ador�vel.

� um belo s�tio.

J� cozinhou um pequeno-almo�o?

N�o como pequeno-almo�o.

Ela parecia estar a divertir-se muito, mas na realidade,

n�o suportava estar em Balmoral.

Sentia-se oprimida e cercada.

Come�ou a ficar obcecada com a Camilla.

BEM-VINDOS PR�NCIPE CARLOS E PRINCESA DIANA

No iate da lua de mel, o Carlos usou bot�es de punho que a Camilla lhe deu.

A Diana sabia perfeitamente que tinham vindo da Camilla.

� uma coisa estranha para se fazer na lua de mel,

usar os presentes da ex-namorada.

Se eu o tivesse feito, acho que teria havido uns murros.

Ela disse que viu uma foto da Camilla cair do di�rio dele.

E tudo o que fazia era preocupar-se com ela

e se o Carlos lhe dizia a verdade.

A Camilla � a madrasta malvada na hist�ria da Diana,

desde o in�cio.

E sinto-me muito triste pela Camilla,

porque tal como a Diana foi apanhada por valores antiquados,

a Camilla tamb�m estava encurralada.

O Carlos conhece a Diana,

mas desde o in�cio,

h� a sombra da Camilla, o tempo todo.

H� uma foto muito triste da Camilla e da Diana,

lado a lado, em Ludlow Race Course.

Estavam l� por causa do Pr�ncipe Carlos.

Olhamos para a foto e pensamos:

o que est�o estas mulheres a pensar?

Camilla, j� amante de Carlos,

e a rapariga ao seu lado, que o vai descobrir.

Quando vemos isso,

certamente sinto pena da Diana,

porque se estava a envolver num jogo complicado

de que, naquela altura, n�o sabia nem metade dos pormenores.

Diana n�o sabia no que se estava a meter.

Parte do dever real era viajar pelo mundo.

Isto era novo para a Diana e ela estava nervosa.

OUTUBRO DE 1981

A primeira viagem ao Pa�s de Gales foi pouco ap�s terem voltado da lua de mel.

RECE��O CALOROSA NO PA�S DE GALES

Foi a primeira vez que esteve numa viagem com o p�blico.

J� t�nhamos tido passeios reais.

A Rainha era muito boa a faz�-los.

Na Nova Zel�ndia, ela tinha convivido com os s�bditos,

desfrutando mais do que de outras ocasi�es do Estado.

Quando ela d� um passeio,

� uma esp�cie de afastamento da multid�o,

ela dirige-se � multid�o,

mas h� uma separa��o.

Ela n�o vai at� � barreira e alcan�a as pessoas.

Mant�m-se afastada e estica o bra�o para receber flores,

mas n�o a vemos a colocar o bra�o e tocar nas pessoas,

ou a abra�ar uma crian�a.

Era muito do g�nero: "Estou aqui e voc�s a�."

Com Diana, era completamente diferente.

Se houvesse uma crian�a com flores,

Diana baixava-se ao n�vel da crian�a.

N�o v�amos isso com outros membros da Fam�lia Real.

Nunca tinha acontecido.

Era muito t�til com eles.

Ela ia a um hosp�cio, sentava-se na beira da cama

e falava com a pessoa da cama,

como se os conhecesse. Nunca ningu�m fez isso.

Ficavam todos l� parados a olhar,

acenavam, sorriam e depois sa�am. Mas a Diana n�o.

Ela envolvia-se, ela fazia parte.

A digress�o do Pa�s de Gales...

AGENTE DE PROTE��O

... a quantidade de pessoas que estava l� a fotografar

era enorme.

Nunca vi nada assim.

Eu costumava dizer: "Comportem-se."

Podem tirar as fotografias, mas comportem-se.

Um jornal brit�nico, The Observer, diz que o pr�ximo herdeiro ser� um menino.

A Princesa soube atrav�s da ecografia.

ALEGRIA REAL DI VAI TER UM MENINO

A crian�a pode ser a segunda na sucess�o ao trono.

DI MANTEVE A GRAVIDEZ EM SEGREDO POR 3 SEMANAS

Todos escrevem v�rios pormenores pessoais,

se far� parto natural,

se vai fazer isto, se vai fazer aquilo?

Imaginam ter uma gravidez analisada?

M�DICO DE DIANA D� PORMENORES

Deve ter sido constrangedor e desconfort�vel ter tudo analisado

na imprensa.

DIANA QUASE PRONTA PARA PARIR

A competi��o era feroz.

Fomos atr�s disso, quer�amos exclusivos.

Era assim que funcionava.

Tinham despesas ilimitadas, viajavam para todo o lado,

e eram encorajados...

EX-EDITOR ASSISTENTE, THE SUN

... a ser invasivos.

PR�NCIPE CARLOS E PRINCESA DIANA VOAM PARA O P�R DO SOL

PARA DEZ DIAS NO PARA�SO

Seguiram a Princesa Diana quando estava gr�vida,

para uma ilha nas Cara�bas.

Aqueles jornalistas levantavam-se,

homens gordos de meia idade,

rastejavam na vegeta��o durante horas

com o suor, os mosquitos e tudo,

como se fosse um exerc�cio militar,

o que de certa forma era, com as lentes longas,

e conseguiam fotos da Diana gr�vida.

Eles conseguiam as fotos.

Houve uma discuss�o enorme.

MAM� DAS BAHAMAS! ILH�US APELIDAM DIANA

Mam� das Bahamas.

Chocante.

Tirar fotos escondidas de uma mulher gr�vida

� algo nojento de se fazer.

Uma fotografia da futura Rainha de Inglaterra,

gr�vida, de biqu�ni.

Tirada pelo fot�grafo Arthur Edwards do The Sun, escondido.

Eram fotografias sensacionais.

Mas eram fotografias de paparazzi, n�o eram boas e ador�veis.

Tem vergonha de tirar fotos da gravidez?

FOT�GRAFO

N�o, n�o tenho vergonha.

Foi um trabalho, enviaram-me para o fazer e fiz.

Se n�o estamos l�, outro vai faz�-lo.

REP�RTER

Lembro-me de aterrar em Heathrow, de ligar o r�dio

e estavam membros do Parlamento

a fazer perguntas na C�mara dos Comuns

sobre intrus�o. O porta-voz da Rainha

estava a ser muito condenat�rio na r�dio.

A F�RIA DA RAINHA

Senti-me muito em baixo.

Fui ao escrit�rio e o motorista que encontrei cuspiu para o ch�o.

Isso fez-me sentir terr�vel.

O editor estava feliz.

O editor era o Kelvin McKenzie.

Ele recebeu o Arthur, p�s-lhe os bra�os de volta dele

e estava determinado a us�-la na capa.

Ele publicou a primeira foto da Mam� das Bahamas, recebeu um empurr�o

do Pal�cio de Buckingham e um... no dia seguinte...

CORRESPONDENTE DE IMPRENSA NPR

... e ele responde: "Vamos voltar a faz�-lo."

THE SUN, A RAINHA E AQUELAS FOTOS

Os fot�grafos nunca tinham coberto a Fam�lia Real desta maneira.

As regras antigas tinham ido janela fora

e havia um jogo novo.

HOSPITAL DE ST. MARY

Em Inglaterra, � um menino.

Tr�s quilos e duzentos gramas.

Ainda sem nome, mas o pa�s est� feliz.

� UM MENINO! COM OS OLHOS AZUIS DA M�E

Podemos ver o vosso filho? Sua Alteza Real!

Antes, a realeza, a monarquia, tinha os filhos no pal�cio.

A decis�o de Diana de ter o beb� no hospital

foi completamente nova.

A rela��o entre os reais e o p�blico

� alterada com aquela foto do Guilherme e da Diana,

nos degraus do hospital.

No passado, as crian�as reais ficavam confinadas aos ber��rios,

eram cuidadas pelas amas.

Diana n�o queria isso para os seus filhos.

MAR�O DE 1983

DESPEDIDA REAL PARA A DIGRESS�O � OCE�NIA

William foi na viagem. Nunca uma crian�a tinha ido.

DI LEVA WILLS NA VIAGEM REAL

A Diana insistiu nisso.

Lembro-me de ir � Austr�lia,

a classe executiva estava esgotada

com jornalistas, fot�grafos e equipas de TV que iam cobrir o evento.

O Carlos escrevia cartas aos amigos

a dizer que se estavam a divertir com o William.

Eram momentos carinhosos de intimidade.

Todos diziam: "Boa sorte,"

"Espero que corra tudo bem,"

e "Como tens sorte por estares noivo de uma mulher ador�vel"

e, meu Deus, tive a sorte de casar com ela.

E recebemos muitas mensagens.

� espantoso o que fazem quando estamos de costas.

DIGRESS�O AUSTRALIANA

Na sua digress�o pela Austr�lia, os Pr�ncipes de Gales

t�m sido inundados por multid�es exuberantes,

quando os espetadores avan�am as barreiras de seguran�a para os verem.

A Princesa de Gales foi novamente o centro das aten��es,

tal como tem sido durante toda a digress�o.

Lembro-me de que est�vamos a dar um passeio em Sidney,

ele estava num lado da rua.

ela estava no outro lado, estavam 20 fot�grafos com a Diana,

e ningu�m fotografava o Carlos,

e o porta-voz gritava-nos: "Algu�m v� cobrir o Pr�ncipe, por favor."

Conseguem imaginar? Est�o a gritar ao teu marido

para sair da frente, para te poderem fotografar.

O teu marido, o futuro rei de Inglaterra.

Ainda n�o arranjei forma de partir a minha esposa a meio,

para ela andar nos dois lados.

Um menino abordou o Pr�ncipe e disse: "Carlos, a Diana?"

Ele virou-se e disse: "Ela n�o vem hoje, filho.

Pede o teu dinheiro de volta."

Quem conhecia a Diana, apaixonava-se por ela.

ADORAMO-LA PRINCESA

Antes de mais, ela era deslumbrante.

Mas era modesta e tinha o seu pr�prio estilo,

que nunca vi em mais ningu�m,

e ela reluzia, quase com mal�cia,

mas se diss�ssemos algo abertamente, ela corava.

Ela fazia... e depois surgia um rubor muito cativante.

Era como uma estrela de cinema mudo.

Era tudo expressado atrav�s daqueles

olhos azuis, enormes.

Ela transmitia uma imagem perfeita

em que todos podiam projetar uma parte de si mesmos.

Com a Diana,

quando ela entrava numa sala, era como um �man.

N�o se parava de olhar para ela.

Quando a v�amos, estava um passo � frente de ser uma celebridade.

Ela tinha uma presen�a enorme.

Diana,

numa palavra do meu ramo,

� uma estrela.

Pensem nas vossas rea��es quando olham para a TV.

Voc�s olharam para ela.

N�o d� para fingir qualidade de estrela,

as pessoas viram que ela tinha.

Para n�s, a Diana era uma superestrela.

Era ela que todos queriam ver.

Quando ela sorria para a c�mara, sent�amos um choque el�trico,

sab�amos que era uma foto �tima.

No ecr�, nos jornais,

acho que n�o se pode compreender sem ter estado l�,

como era ter esta mulher a explodir-nos na cara.

Era como ter uma supernova.

Come�ou a aparecer uma palavra nova no vocabul�rio da imprensa: Di-Mania!

A febre de Diana infetou a Gr�-Bretanha e a maior parte do mundo.

Conte-nos, como � ela realmente?

O principal assunto nos jornais � a Princesa Diana.

Ela � linda.

- Ela parece uma estrela. - � muito bonita.

Ela era uma supermodelo, figura pol�tica, estrela de cinema...

Era um �cone da moda.

A Diana tornou-se na mulher mais fascinante do mundo,

na altura em que as not�cias de 24 horas se tornavam parte das nossas vidas.

A Princesa est� em Floren�a...

- Em Roma... - Nos EUA...

Ela era tudo.

O que a tornava especial era a natureza global.

Cabeleireiros japoneses fazem cortes � Diana.

Alguma vez viram o nosso pa�s enlouquecer por causa da Realeza?

Os socialites de Washington est�o em alvoro�o h� semanas.

Lembra-se de ela dan�ar com o John Travolta?

Ainda bem que vieram ver o nosso programa,

em vez do que est�o a gravar ao fundo do corredor.

A Princesa Diana e o John Travolta a competir em Dance Fever.

Aqueles dois juntos naquele piso, naquele edif�cio,

s�o os anos 80.

A ideia que a futura Rainha de Inglaterra podia ser excitante e deslumbrante

e ir para a pista com o tipo que tinha entrado em Febre de S�bado � Noite?

N�o �?

Em tr�s, dois, um...

Sabe como fantasiamos

crescer, casar com um homem rico e sermos princesas?

Isto � ver a mulher que conseguiu tudo?

N�o acho que algu�m tenha tudo.

Acho que ela � um p�ssaro numa gaiola dourada.

A penalidade do trabalho.

Achou dif�cil adaptar-se?

A imprensa...

... transformou-se num monstro.

As pessoas queriam ver todos os momentos �ntimos e privados.

� uma vida intermin�vel de ter de comportar-se da melhor forma,

de ter cuidado com o que se diz, de ser politicamente correto.

Al�m disso, tentar ter um casamento,

tentar criar filhos,

as press�es devem ser enormes...

BEB� EM SETEMBRO

OS GASTOS DE DIANA NO BER��RIO

... dolorosas, pensar que tudo o que fazemos...

DIANA DEVIA SER ESTERILIZADA

... est� a ser visto, comentado e criticado pelo mundo.

BEB� DE DI EST� 5 DIAS ATRASADO

Meu Deus. Quem escolheria isso?

A imprensa mundial esperou para felicitar a Princesa Diana,

que deu � luz um segundo filho.

� um menino.

ORGULHO E ALEGRIA DE DI

� um menino. O nascimento real foi motivo de celebra��o nacional.

Quando Harry nasceu,

todos nos c�rculos do polo falavam da forma como o Pr�ncipe Carlos

tinha ido muito casualmente ao hospital ver o beb�.

Na entrada do Pal�cio de Kensington,

o Pr�ncipe, a Princesa e o beb� chegam r�pido do hospital.

Menos de uma hora depois,

o Pr�ncipe Carlos saiu para jogar polo,

algo que a maioria dos rec�m-pais nem se atreveriam a sugerir.

A hist�ria que foi contada foi que ele saiu furioso,

a queixar-se que o beb� tinha cabelo ruivo.

Carlos disse: "Ele parece um Spencer."

E claro que, de certa forma, Harry parece um Spencer.

Como acha que ele se sente quanto � esposa?

Ele ama-a. N�o acho que ele esteja apaixonado.

N�o acho que seja uma uni�o de amor.

Foi um casamento de conveni�ncia,

mas est�o mais felizes agora, porque ela se habituou ao cargo.

Ainda acho que n�o est� apaixonado,

mas respeita-a e ela � a �nica mulher da vida dele.

N�o acho que tenha sido muito divertido para a Diana.

Acho que ela n�o via o Pr�ncipe Carlos muitas vezes,

ele n�o estava presente para ela.

O conto de fadas foi inst�vel.

Houve muita separa��o.

Ela estava em Londres.

Ele costumava estar em Highgrove.

RICA, REAL E... SOZINHA EM CASA

� dif�cil para as pessoas imaginarem,

quem conhece a sua pessoa p�blica de confian�a,

as coisas que as pessoas viam em p�blico,

perceberem que quando ela estava em privado,

estava muitas vezes mal.

Ela tamb�m imaginava que sempre que ele sa�a

estava com a Camilla.

�s vezes talvez fosse verdade e, outras vezes, n�o.

Mas ela acreditava que o marido estava sempre com outra mulher.

E era devastador para ela.

Havia muita turbul�ncia.

Quando o Carlos e a Diana tinham uma discuss�o grande,

ela fugia de casa,

com l�grimas a escorrer pela cara,

e levava o William e o Harry de volta a Londres com ela.

O Pr�ncipe Carlos n�o gostou que ela fosse uma superestrela e ele n�o.

O que aconteceu � que houve uma transforma��o.

Ela tornou-se na pessoa que todos querem conhecer,

com quem querem estar.

Ele assumiu um papel secund�rio. E ele n�o gosta disso.

Parte da hist�ria da Diana,

� que ela � uma pessoa real com emo��es e sentimentos reais

e essas emo��es e sentimentos muitas vezes s�o inconvenientes,

ou desafiantes,

que � o que acontece num casal, mas...

... temos um homem, o Pr�ncipe Carlos,

que n�o est� habituado � emo��o inconveniente.

Est� habituado a esconder as emo��es.

As emo��es metem-no em sarilhos.

Ela n�o se manteve impass�vel,

e essa era a forma real.

A Diana n�o era assim.

Ela era adorada pelo p�blico

e incrivelmente famosa.

No entanto, em casa, era muito solit�ria

e n�o se sentia amada pelo marido.

Ela expressava essa solid�o

atrav�s de compuls�o e priva��o.

Ela falou sobre

n�o se sentir confort�vel na sua pr�pria concha...

... sobre duvidar de quem era.

Ela ia � cozinha, comia muito gelado

e depois... vomitava.

Sabia sobre essa s�ndrome por estar no Royal Ballet

e entre bailarinos.

E essa s�ndrome, muitas vezes, surgia porque n�o sentiam

que iam atingir as expetativas dos pais,

serem �timos dan�arinos,

ou que n�o adaptar-se-iam ou entrariam na companhia.

Depois perseguiam-se a eles mesmos.

Com a Diana,

acho que foi um pedido de ajuda.

A LUTAR COM A BULIMIA

Lembro-me da Diana num desfile de moda.

Ela parecia dolorosamente magra.

Sentia-se a desintegra��o.

Sentia-se a infelicidade.

Vi a bulimia como manifesta��o da infelicidade,

n�o como doen�a propriamente dita.

Se a infelicidade ou a causa se resolvesse,

talvez desaparecesse, ela j� n�o precisaria mais dela.

Penso que � medida que ganhou a sua pr�pria fama

e come�ou a ver o que podia alcan�ar,

o papel tornou-se mais definido,

a sua vida tornou-se mais definida.

Historicamente, a realeza plantava �rvores comemorativas,

ou lan�ava navios, ou coisas assim,

mas a Princesa tinha assumido a causa das crian�as surdas ou deficientes,

e talvez seja novo para muita gente que a realeza

se preocupe desta forma.

A Diana tornou-se muito acometida pelas causas.

Ela sempre me disse que se via como uma estranha,

que estas pessoas tamb�m eram estranhas.

E ela tinha uma liga��o com elas.

A ideia da Diana como estranha �,

para mim,

muito dif�cil de reconciliar, porque

ela era tudo que o sistema �, de certa forma,

mas, emocionalmente, ela sentia-se uma estranha

e foi isso que a atraiu para uma gama de organiza��es

onde as pessoas estavam no lado errado, por assim dizer.

Ela simpatizava com o sofrimento.

Ela pr�pria tinha cicatrizes e traumas a crescer.

Era introvertida e solit�ria, tinha inseguran�as.

Ent�o, a acumula��o disto,

mesmo depois de casar com o Pr�ncipe e se tornar a Princesa Diana,

tudo isso combinava em algo muito poderoso,

que era uma intelig�ncia emocional muito crua, apurada,

intelig�ncia social,

chamar-lhe-ia de intelig�ncia de trauma.

- Por quanto os vende? - Esse vai por 3,40 euros.

S�?

Consigo tricotar um pano, porque � quadrado.

N�o h� como errar.

� ador�vel v�-la.

- E como se sente? - Sinto-me bem. Obrigada.

Estou a aprender como eles lidam com o mundo exterior,

que nem sempre quer saber deles.

Enquanto a Diana desenvolvia o seu papel,

tornou-se patrona de cada vez mais caridades.

Coisas como v�cios, sem-abrigo,

o VIH, claro.

SIDA NOVA IORQUE

Vamos falar agora da SIDA,

pois, pelos vistos, muitos profissionais de sa�de

est�o preocupados em serem infetados.

Um em quatro recusava-se a tratar pacientes com SIDA, se pudessem escolher.

Como o HIV agora � uma doen�a trat�vel, esquecemo-nos

que na altura era uma senten�a de morte.

Perdi uma d�zia de amigos no �ltimo ano, ou dois.

ATIVISTA DA SIDA

A SIDA � A F�RIA DE DEUS, DIZ VIG�RIO

Quanto � comunidade gay,

quem for inteligente est� nervoso e assustado.

O MEU FILHO EST� CONDENADO AGONIA DA PRAGA GAY

Ela tinha amigos gays

que ou tinham sido infetados pelo v�rus,

ou conheciam quem tivesse sido,

e isto abriu-lhe os olhos para essa realidade.

Acho que ela decidiu que ia fazer a sua parte quanto a isto.

Na sua visita ao Hospital de Middlesex e � sua ala da SIDA,

a especula��o centrou-se no facto de ela usar luvas ou n�o,

quando apertasse as m�os de funcion�rios e pacientes.

O HIV n�o torna as pessoas perigosas de se conhecer,

por isso podem apertar-lhes as m�os e abra��-las.

Deus sabe que precisam disso.

O SEU EXEMPLO VAI DISSIPAR O HISTERISMO DA SIDA

Ela apertou as m�os das enfermeiras, m�dicos e dos dez pacientes da ala.

Ela n�o estava a usar luvas.

PRINCESA CORAGEM

Saiu na capa de todos os jornais de Inglaterra.

Saiu na sec��o cor-de-rosa de todas as revistas da Europa.

Mudou a conversa.

A CORAGEM DE UMA SENHORA

Moveu a agulha, porque ela estava a usar a sua celebridade

em nome de algo com que se preocupava.

LADY DI MOSTRA COMPAIX�O REAL

Enviou uma mensagem enorme.

Veem a imagem da mulher mais famosa do mundo

a fazer isso.

Foi extraordin�rio.

E acho que ela sabia exatamente o que estava a fazer.

Foi um ato incrivelmente poderoso.

Ela n�o era pessoa de usar luvas.

Ela gostava do contacto humano e do que realmente importava.

E o que importava naquele dia era enviar uma mensagem clara,

vou tocar neste senhor, todos podem existir

numa comunidade com pessoas que sofrem e devemos ajud�-las.

- Mais um beijo. - Mais um beijo, por favor.

Nada na sua vida se aproximava do amor pelos seus filhos.

A Diana sempre quis uma fam�lia.

Foi sempre o que quis.

Ela era a melhor m�e do mundo.

O seu tempo realmente importante

e o tempo de que mais gostava na vida

era com o William e o Harry.

Ela estava incrivelmente feliz quando estava com os filhos.

Devem lembrar-se que a sua inf�ncia estava sempre a assombr�-la.

Ela queria, como muitas crian�as com passados familiares dif�ceis querem,

que a experi�ncia dos seus filhos fosse diferente.

Acho que ela pensou que o Carlos tinha crescido de forma solit�ria.

Ele tinha ido para um col�gio interno.

N�o tinha sido uma experi�ncia feliz para ele.

Tinha uma rela��o distante com o seu pai.

E a Diana n�o queria isso para os seus filhos.

O Pr�ncipe Carlos, muito tradicional.

E, provavelmente, apresentou a �pera aos seus filhos,

quadros belos e m�sica �tima.

Mas a Diana apresentou-lhes o McDonalds,

as idas ao cinema,

as idas � feira popular, � Disney World.

A Diana era uma m�e diferente do que t�nhamos visto na Fam�lia Real.

Fazia tudo,

era alegre, participativa,

n�o era t�o emproada e fechada.

A Diana insistia para fazerem coisas, como visitar os sem-abrigo,

que os ia preparar para os seus futuros pap�is.

O RAPAZ QUE SERIA REI

Ela sentia que era importante que, se era este pa�s

que eles iam assumir...

CRESCER NA REALEZA

... eles deviam ver a realidade dos extremos.

E viver num pal�cio era apenas um extremo.

A Diana queria dar amor aos filhos.

As pessoas falam sobre querer dar-lhes uma vida normal.

Isso era uma esp�cie de subproduto do amor.

Ela queria dar-lhes uma felicidade inata

e uma for�a para o futuro.

Espreite por ali.

Espreite por ali.

V� coisas...

Para o jovem Pr�ncipe William,

houve uma introdu��o jovem � vida na ribalta.

Aquilo.

ESCOLA WETHERBY

Encontrar aquela linha

entre a fama incr�vel e manter a pr�pria privacidade,

� uma coisa muito dif�cil,

principalmente no que toca a crian�as.

Os meninos iam tornar-se num ponto focal da imprensa,

porque o mais velho ia ser o Rei de Inglaterra.

Quando o William e o Harry eram pequenos,

a imprensa brit�nica perseguia-os impiedosamente.

E n�o havia respeito ou aprecia��o pelo facto

de serem crian�as pequenas,

eles n�o tinham pedido isto.

Depois de ter come�ado, n�o havia forma de ela o controlar.

Ela odiava o facto da imprensa causar sofrimento aos filhos.

Ou, pelo menos, de se intrometer na rela��o de m�e dela.

Lembro-me de ela ter ficado furiosa quando foi levar o Harry � escola.

Ele era muito novo, quatro ou cinco anos.

Aqui est� ele a chegar a uma pe�a natal�cia da escola.

Sorri para as c�maras, Harry.

Ador�vel!

Os jornais ingleses tiraram fotos com ele de l�ngua de fora

e disseram que era atrevido.

ATREVIDO! ONDE EST�O OS MODOS, PR�NCIPE HARRY?

Mas os fot�grafos estavam a mostrar a l�ngua ao Harry.

E que rapaz de quatro ou cinco anos n�o copia

se um adulto lhes est� a fazer isso?

E era uma desonestidade absoluta, tentarem dizer que ele era

uma crian�a muito mal-educada.

Sendo que o tinham provocado de prop�sito.

A Diana ficou furiosa com isso.

Foi muito horr�vel para as crian�as.

Provavelmente, isso foi o mais doloroso para ela.

Acho que sempre viram a Diana a tentar proteger contra

os olhos curiosos da imprensa,

no que tocava aos filhos.

Nunca a esquecerei numa pista de esqui com os filhos.

V�o embora!

Viram o mi�do?

Ela voltou para a fila.

Os fot�grafos que tentavam conseguir aquelas fotos invulgares

iam at� ao extremo.

Porque...

... as emo��es dela n�o interessam.

N�o interessam. S� queremos saber da foto.

N�o pensamos se isto a est� a deixar perturbada.

Se est� a perturbar os filhos dela.

Apenas tiramos as fotos, porque queremos fotos boas,

para as vendermos por muito dinheiro.

Est� ali uma foto boa e forte do William.

Ela dizia-me que os fot�grafos os tinham perseguido.

E isso perturbava-a muito.

Ela estava farta da invas�o aos filhos.

Se algum deles conseguir uma foto que mais ningu�m conseguiu,

s�o 500 mil d�lares.

N�o t�m de ser

de uma revista.

N�o t�m de estar destacados,

n�o t�m de ter a melhor c�mara.

Tornam-se milion�rios.

Por isso, andam todos l�.

Nunca pararemos de procurar,

n�o pararemos de tirar fotos e conseguiremos.

Com licen�a.

Como m�e,

posso pedir que respeite o espa�o dos meus filhos?

Sim, com certeza, sim.

Sem problema.

Porque trouxe os meus filhos de f�rias

e agradec�amos muito o espa�o.

- Compreendo. - Estou certa de que...

Seria poss�vel tirar-lhe uma foto?

N�o.

Depois podemos deixar-vos em paz, se puder ir para ali,

eu deixo-a em paz. - N�o.

Tivemos 15 c�maras a seguir-nos hoje.

N�o fui uma delas.

N�o, mas...

... como m�e, quero proteger os meus filhos.

Ela j� aguentava o escrut�nio h� muito tempo.

A Diana era mais velha e s�bia

e tornou-se mais confiante.

Foi preciso coragem.

A Diana sempre foi muito corajosa.

Quando fic�vamos com a minha m�e, na Esc�cia,

�amos apanhar lagostas,

lan��vamos armadilhas para tentar apanhar lagostas.

Lembro-me de uma vez termos puxado uma e estava l� uma enguia enorme,

um congro mesmo enorme.

Tinha dentes muito compridos e estava a sacudir-se no barco.

Foi horr�vel, esta coisa a agitar-se era uma criatura das profundezas.

E a Diana pegou num canivete e tratou dela.

Foi envolvente e ela empenhou-se.

Era uma rapariga forte e corajosa.

Ela n�o era...

... influenci�vel, nunca. Nunca.

Meu Deus, era um conceito rid�culo.

E esta rela��o com o Carlos?

Est�o novamente bem?

H� uma mulher casada, cujo marido � um brigadeiro, chamada Camilla Parker Bowles,

que � amiga do Carlos h� vinte anos.

Ele passa muito tempo com ela.

Mas estou certo de que � uma reuni�o de mentes e n�o de corpos.

LIGA��O DE CARLOS E CAMILLA APANHADOS NUM C�RCULO ENCANTADO

Abundavam hist�rias sobre o Carlos e a Camilla estarem novamente juntos

e pediram-me para fotografar uma festa privada,

disseram-me que haveria convidados especiais.

O Carlos e a Camilla.

Esta � a hist�ria mais importante,

estava a tirar fotos deles a dan�ar,

n�o podia contar a ningu�m e n�o as podia publicar.

Foi como receber a maior caixa de chocolates do mundo

e n�o poder comer nenhum.

"O PIOR DIA DA MINHA VIDA

FOI PERCEBER QUE O CARLOS TINHA VOLTADO PARA A CAMILLA."

Acho que ele casou com uma rapariga que achou que ia ser muito ordeira,

f�cil de controlar.

A SUA PROFUNDA INFELICIDADE

At� a Princesa Diana aparecer,

durante o �ltimo s�culo e meio,

quando os casais reais eram infelizes juntos,

eles aguentavam.

Era assim.

Tinham vidas separadas,

viam-se em ocasi�es p�blicas, mas era s� isso.

A Princesa Diana, surpreendentemente, decidiu que isso n�o dava para ela,

que n�o podia viver uma mentira.

A Camilla e a sua irm� Annabelle iam dar uma festa grande.

Diana e Carlos foram convidados.

Nessa noite,

a Diana decidiu que ia confrontar a Camilla.

E confrontou.

"SEI EXATAMENTE O QUE SE PASSA ENTRE TI E O CARLOS.

N�O ME TRATES COMO UMA IDIOTA."

Acho que n�o conseguem medir o movimento s�smico que aquilo foi

na natureza da monarquia.

N�o, j� disse � sua equipa, n�o.

Ela sabia que o mundo ia cair em cima dela.

RAINHA EXIGE O DIV�RCIO FIM DO CONTO DE FADAS

Abalou a Fam�lia Real.

Tragam-me a cabe�a da Princesa Diana.

A SUA HUMILHA��O REAL

Boa noite, sou o Kevin Newman.

Houve um acidente terr�vel com a Diana, a Princesa de Gales.

Vou desatar a chorar.

A Princesa Di est� morta, e a quem devemos pedir satisfa��es?

� assim que termina.

Uma fome

absoluta

e intermin�vel por mais da Diana.

Legendas: Ana Braga

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