All language subtitles for La.Marseillaise.Jean.Renoir.DVDRip.XviD.by.MakingOff.Org.CD1

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

"A MARSELHESA"

CR�NICA DE ALGUNS FATOS QUE CONTRIBU�RAM...

PARA A QUEDA DA MONARQUIA

CASTELO DE VERSALHES

14 DE JULHO DE 1789

Apresentar armas.

Em frente, marchar.

Marchar.

Coluna direita.

Em frente, marchar.

Em frente, marchar.

Coluna esquerda.

Parar!

Apresentar armas.

Em frente, marchar.

Marchar.

Coluna direita.

Em frente, marchar.

Em frente, marchar.

Desejo falar com Sua Majestade.

- Quem � o cavalheiro em servi�o hoje? - O Sr. De Gu�mingny.

Anuncie a chegada do duque de La Rochefoucauld Liancourt.

Boa noite, Gu�migny.

Poderia anunciar minha presen�a � Sua Majestade?

Devo avisar-lhe, duque. Hoje a ca�ada foi muito cansativa.

Sua Majestade est� dormindo como H�rcules depois dos seus trabalhos.

Eu pe�o-lhe, meu caro Gu�migny. Seja r�pido.

- � grave? - Acredito que sim.

Sua Majestade n�o est� dormindo. Por favor, entre.

Meu caro La Rochefoucauld.

Voc� fez bem.

Fui acordado por uma fome leve.

Foi a ca�a.

Perseguimos um alce, eles s�o bem raros.

Picard, pegue aquela mesinha e coloque-a sobre a cama.

Meu bom Gu�migny, d�-me uma ta�a de vinho.

Meu caro duque...

por que n�o me passa o frango...

que meu bom Picard escondeu de mim na noite passada.

O Picard acha que como sou rei, eu tenho um puxador.

Que erro, Picard. Que erro.

Obrigado.

O que est� acontecendo?

Senhor, os parisienses derrubaram a Bastilha.

- � uma revolta? - N�o, senhor. � uma revolu��o.

UM VILAREJO DA PROVEN�A JUNHO DE 1790

Eu te vi!

Vossa Senhoria, eu sou um homem pobre.

� claro que errei ao atingir seu pombo...

mas ele devorava minha colheita, que � meu �nico meio de vida.

Voc�s a�! Venham aqui.

- Voc�s ser�o testemunhas. - Eu n�o vi nada.

Ningu�m perguntou se voc� viu. Obede�a!

Leve-o.

O caso Anatole Roux...

tamb�m conhecido como "cabrito".

Ele cometeu furto.

Essa n�o � a primeira vez.

No ano passado, meus guardas o pegaram ca�ando na colina Rouret.

Voc� foi afortunado. A terra pertencia ao Sr. Giraud...

o prefeito do vilarejo, que est� presente hoje.

Sua brandura o salvou da forca.

Sr. Conde...

"O carvoeiro � mestre de sua casa".

Esse � um caso bem claro.

O pombo me pertence, e h� testemunhas.

Eu n�o vi nada.

Os senhores desse vilarejo, meus antepassados...

legaram-me o direito de fazer justi�a.

� uma prerrogativa n�o muito recompensadora...

mas acredito que seja meu dever aplic�-la sem esmorecer.

Acima de tudo, estamos a servi�o de Sua Majestade.

Meu bom amigo, seu caso est� al�m da minha compet�ncia.

Passarei seu caso ao meirinho.

Como, Sr. Conde!

O senhor conhece esses ju�zes.

Eles t�m tanta empatia como uma rocha de montanha...

e s�o t�o inteligentes como um velho caldeir�o.

Com eles, � a forca.

Acha justo mandar algu�m para a forca por causa de um pombo?

O pombo n�o tem nada a ver com essa hist�ria...

mas � o s�mbolo da ordem que eu tenho de defender.

Seu s�mbolo � um tanto magrinho.

Depois de tirar as penas, n�o deve pesar muito.

Se os deixarmos matar nossos pombos, em breve queimar�o nossos castelos.

Ah, ent�o admite que s�o seus bens...

e seus direitos feudais que est� defendendo.

Nada importam as leis de Sua Majestade.

Eu defendo os dois.

Se eliminar esses direitos feudais que lhe incomodam tanto...

isso ir� destruir toda nossa hierarquia social...

baseada no respeito das for�as naturais e divinas.

Das quais voc� tamb�m se beneficia.

Bem pouco... Eu conhe�o a m�sica.

Quer fazer-me pensar que se o senhor perder seus privil�gios...

eu tamb�m perderei os poucos bens que tenho?

Ent�o se eu quiser manter minha modesta riqueza...

tenho de justificar a explora��o da qual o senhor vive.

Ent�o, afinal, o direito do aristocrata...

que � dono de metade da regi�o e o de Paul Giraud...

antigo primeiro comandante do navio de Sua Majestade s�o solid�rios?

Bem, eu preferia perder todos os meus bens e...

Eu fui capturado.

Podem fazer o que quiserem comigo.

Do que est� falando? Est� louco?

- Est� construindo uma chamin�? - Sim.

Mas uma chamin� n�o � assim.

Voc� n�o me dir� como construir uma chamin�!

Eu sou pedreiro. E dos bons.

T�o bom que meus colegas me chamam de almofariz.

E ent�o, o que h� de errado com a minha chamin�?

O vento vem do oeste.

Aqui n�o � a cidade.

O vento � importante.

Aqui, eu estou com uma grande.

Quem � esse?

Eu n�o sei. Ali�s, quem � voc�?

- E voc�s? - Somos de Marselha.

Est�o fugindo da justi�a do rei?

N�o, da justi�a dos aristocratas.

Eu tamb�m.

N�o fizemos nada de mal, n�o somos criminosos.

- Nem eu. - Somos patriotas.

Hoje em dia, em Marselha, mandam-te para pris�o por isso.

Matei um pombo. Foi o suficiente para eu merecer a forca.

Conhece a regi�o?

Sim, eu nasci em Cadolive. Logo ali, atr�s da colina.

O p�roco � meu amigo de inf�ncia.

Quando surge a ocasi�o, ele nos traz comida.

- Voc� tem um cinto de couro? - Eu tenho um.

Foi presente da minha m�e.

Aqui est�.

Dar� um bom estilingue.

Est� em plena esta��o.

- Voc� teria uma corda? - Para fazer o qu�?

Para pegar coelhos. H� um monte de coelhos por aqui.

Parece que voc� � um ca�ador e tanto!

Eu entendo.

Parece que o conde acha a mesma coisa.

- Como voc� se chama? - Jean-Joseph Bomier.

E eu Anatole Roux, mas aqui na regi�o, me chamam de cabrito.

- E voc�? - Eu me chamo Arnaud.

Honor� Arnaud.

Eu sou inspetor da alf�ndega no porto de Marselha.

- Ent�o, ficar� conosco? - Com prazer.

Com muito prazer. Mas precisamos reconstruir a chamin�.

Ah, voc�...

Essa � a boa vida.

Quer um melro?

Voc� pega seu estilingue e pronto!

Voc� pegou um melro. Quer uma lebre?

Coloque um peda�o de corda no arbusto e a lebre chega.

� uma quest�o de conhecer e observar o mist�rio da natureza...

� precisamente isso que torna a coisa fascinante. Vou lhe dizer uma coisa.

Pergunto-me por que n�o podemos ficar aqui pelo resto de nossas vidas.

E a sua m�e? N�o quer v�-la de novo?

� claro que eu quero v�-la...

mas quando penso como perdi minha juventude...

preso sob um teto, tenho dor de est�mago.

� como se eu tivesse vivido num arm�rio.

Minha decis�o est� tomada. Vou ficar aqui.

E mulheres? Eu sou velho. N�o ligo mais para isso, mas voc�s s�o jovens.

Talvez pud�ssemos ir buscar uma garota bonita para n�s?

N�s tr�s poder�amos sustent�-la.

E ela ajudaria cozinhando.

Sim, e voc�s brigariam...

pois um de voc�s ia querer t�-la para si pr�prio. Entendo.

Se trouxermos tudo que n�o temos aqui...

p�o, sal, bebida, mulheres...

e nem estou falando do tabaco, sem o qual n�o pode passar...

ent�o aqui se tornaria uma cidade.

Assim, poder�amos descer at� Marselha, tomar um bom banho...

ca�ar os aristocratas e os in�teis...

e aproveitar o conforto obtido pelo trabalho dos nossos pais.

Ol�, meus amigos!

Ol�, Fayet.

Est�o bem? � assim que fazem guarda?

Por que far�amos guarda? Ningu�m nunca vem aqui.

O que nos trouxe hoje?

Tudo o que um pobre p�roco pode achar: P�o, queijo e tabaco.

Esse p�o � bom mesmo.

Gra�as a Deus que voc� � amigo de inf�ncia de Arnaud.

Ele n�o est� fazendo tudo isso porque somos amigos de inf�ncia.

N�o.

Fa�o isso porque eu tamb�m estou cansado de passar fome.

Nossa situa��o pode tirar l�grimas de pena...

das pedras das ruas onde andamos com nossos sapatos gastos.

Voc� precisa vir�-lo. Est� cozido desse lado.

Deixe-me fazer! � voc� ou sou eu que estou cozinhando?

Agora que se acha um cozinheiro, n�o se pode dizer nada para ele.

E se eu lhes disser que estou sem janelas no meu presbit�rio h� 1 ano.

Enquanto isso, o bispo mora num pal�cio.

Ele tem amantes e leva uma vida de devassid�o...

que envergonharia um servidor de Cristo.

Um filho de 22 anos.

Que pena.

Um jovem aristocrata n�o � como os outros jovens.

Quando temos um filho com uma mulher, damo-lhe a cor do cabelo...

o formato de nosso nariz.

Quando um aristocrata faz amor, sem muito esfor�o...

ele automaticamente d� � sua semente todas as possibilidades...

pol�ticas, militares e eclesi�sticas.

Portanto, a crian�a conhece tudo sem precisar aprender.

N�s, os p�rocos que s� ficamos com uma fra��o do d�zimo...

somos como sargentos. E como nossos iguais no ex�rcito...

perdemos toda a esperan�a de nos tornarmos oficiais.

Eu fiquei vi�vo muito jovem, os meus filhos est�o mortos e eu estou feliz.

Se os camponeses fossem sensatos, parariam de ter filhos.

Dessa vez, seu coelho est� cozido.

Acredito que voc� tenha raz�o.

- Hei! - Venha aqui!

V� a fuma�a?

L�...

o castelo Pichot est� em chamas.

E l� est� a casa do meu bispo.

Tamb�m est� em chamas.

Meus filhos, chegou o momento de descerem da montanha.

Precisamos de voc�s.

Mesmo assim, pergunto-me o que dir�o aqueles aristocratas.

Se algu�m estivesse queimando a minha casa, eu n�o estaria contente.

Se algu�m te mandasse � pris�o por 10 anos, ficaria contente?

Ao inv�s de nos domar, os senhores nos ensinaram maus costumes.

Eles nos tornaram b�rbaros, pois � isso que eles s�o.

Eles v�o colher o que semearam.

S�o como certos animais nocivos, n�o � culpa deles.

Deus os fez assim.

Eles t�m de fazer o mal, est� na sua natureza.

Agora que aperfei�oamos as armas, podemos nos livrar deles.

Hoje, eu lamento que meus filhos estejam mortos.

Pois todos voc�s, os jovens, fabricar�o uma nova vida.

Vamos.

Adeus, meus amigos.

Sobretudo, n�o recuem.

Adeus, meu velho cabrito. Adeus, meu amigo.

Adeus, cabrito.

N�o esquecerei o que me ensinou.

D�-me isso. Voc� ter� armas l�.

MARSELHA OUTUBRO DE 1790

Arnaud, dos jovens cidad�os.

Bomier, onde est� seu cart�o?

Por que precisa de um cart�o? N�o nos conhece?

- N�o devia deix�-lo entrar, colega. - Eu n�o entendo essa burocracia.

Precisamos de um cart�o para fazer a revolu��o?

Isso � coisa sua e de seus colegas os escritores, os estudiosos.

Inventaram toda essa papelada para se sentirem importantes.

Meu amigo, n�o pode fazer ordem com desordem.

� uma vergonha.

Pessoas de boas fam�lias atacaram o cidad�o Maurras...

o prefeito de Marselha que acabamos de eleger.

Queremos ordem nas ruas!

Perfeitamente. Os reacion�rios precisam obedecer � lei.

E os ricos devem pagar impostos.

N�s, os estivadores do porto de Marselha...

somos trabalhadores disciplinados e inimigos da viol�ncia.

N�s paramos a revolta quando o populacho...

queria vandalizar a casa do fazendeiro Rebuffet.

Condenamos os ataques covardes contra a seguran�a p�blica.

� um modo dos reacion�rios mostrarem seu desprezo pela vit�ria do povo.

Bravo!

Ele tem raz�o. Precisamos nos defender.

Portanto, voc� ter� todo nosso apoio!

O cidad�o Moissan vai falar.

Ele resumir� a situa��o.

Eu resumirei a situa��o.

Enquanto o povo franc�s testemunha o admir�vel espet�culo...

do rei e da na��o unidos no mesmo amor pelo bem p�blico...

alguns conspiradores est�o amea�ando a obra da revolu��o.

Bravo!

Abaixo os aristocratas!

Podemos v�-los atr�s do balc�o de nossos com�rcios...

onde ativamente aumentam o pre�o da nossa vida.

Podemos v�-los na administra��o, onde eles conspiram...

contra a execu��o de medidas favor�veis � p�tria.

Podemos v�-los no ex�rcito, aqui mesmo em Marselha.

Os fortes de Notre Dame de la Garde...

Saint Jean e Saint Nicolas est�o nas m�os de oficiais...

que contestam a vontade do rei e dos nossos deputados.

Que vergonha!

Escondem-se atr�s dos canh�es que apontaram para a cidade...

esses desordeiros est�o no poder e ca�am os patriotas.

Mande-os � forca!

De acordo com a nova municipalidade...

n�s, cidad�os de Marselha, membros da nova Guarda Civil...

dos clubes e das sociedades patri�ticas...

decidimos tomar esses fortes...

e entregar-lhes �s autoridades que elegemos.

Nos romances, o nascer do sol � sempre magn�fico...

pois os escritores nunca acordam cedo.

Na maioria das vezes quando o sol nasce...

voc� est� com frio, tudo est� cinza e as cores est�o horr�veis.

Falo assim por que eu sou pintor.

O que voc� pinta? Retratos?

N�o, eu pinto her�is da Antiguidade...

- romanos, espartanos... - O qu�?

Os patriotas, entende?

Parei de pintar pastorzinhos e pastorzinhas.

Isso era bom apenas para os aristocratas.

Javel, Ardisson.

- Acho que podem ir. - Venham.

Como est�, Diogenes?

- Muito bem. - Bom, vamos.

Ol�!

- Abra! - O que voc� quer?

Estamos trazendo um pouco de vinho.

Vinho? De onde �?

De Ravel.

� um presente da municipalidade para a guarni��o do porto.

Certo, eu vou descer. D�em a volta e entrem pela porta grande.

Vamos!

Vamos!

Entrem!

Parem! Deixem o barril aqui no canto!

- Por que n�o podemos entrar? - N�o � da sua conta.

Aten��o, devagar.

Voc� est� tendo muito cuidado com esse barril.

N�o v� que � um barril velho?

N�o se pode balan�ar o vinho. Ele fica ruim.

Voc�s parecem dois p�ssaros esquisitos.

Certo, agora podem ir embora.

Vamos! Saiam!

Voc� n�o � muito educado.

Depois de tal esfor�o, poderia nos oferecer algo para beber.

Estou dizendo para voc�s irem embora! Eu recebi instru��es. Vamos!

Aperte minha m�o, camarada.

O que est�o fazendo?

� a na��o que veio tomar o forte!

Sejam bons e d�em suas armas para meus camaradas.

L�.

Voc�s s�o bem corajosos.

Sim, Javel. Pegue isso dele.

N�o v� que ele n�o sabe o que fazer com isso?

Voc�, Ardisson, guarde a porta.

- Pode deixar. - Venham aqui os dois.

D�-lhe sua arma.

Vigie os prisioneiros e n�o os deixe escapar.

- Aten��o, eles s�o terr�veis. - Fique quieto.

O guarda est� l� dentro.

Acordem!

Socorro! Bandidos!

- Calem a boca! - Estamos sendo atacados por bandidos.

N�o temam, meus camaradas, n�o lhes faremos mal.

Alerta! Alerta!

Preparem suas baionetas!

N�o derramemos sangue inutilmente.

Renda-se, cidad�o sargento. � melhor.

- Quantos voc�s s�o? - Pelo menos 2000.

2000? Bem, nesse caso, vamos nos render.

- Vamos, todos. - Rendam-se!

Achei as chaves!

- Posso ir pegar o Cuguli�re? - Claro.

Hei! Benjamim!

Meu colega! Estou feliz por lhe ver.

Eu n�o sabia que era um soldado.

N�s somos amigos.

Somos da mesma regi�o. Somos de Aubagne!

- O que est� fazendo aqui? - N�o est� vendo?

Montando guarda.

- Quem lhe ordenou? - Fui eu.

Por minha pr�pria iniciativa.

- Voc� tem um chefe? - Sim, ele se chama Arnaud.

Ele est� l� dentro.

Venham comigo, eu tenho tabaco.

- Quem � aquele? - Aquele l�?

� o marqu�s de Saint Laurent.

Ele � o comandante de todos os fortes de Marselha.

Ele � um bom homem. Aqui.

Obrigado.

Ol�, marqu�s. Como est�?

Eu vi coisas estranhas durante a minha longa carreira militar...

mas nunca vi isso antes.

- Quantos prisioneiros? - 22.

- Quantos por raz�es pol�ticas? - Todos.

N�o dev�amos ter eliminado as cartas de pris�o reais.

- Voc� � o Sr. Arnaud? - Cidad�o Arnaud.

Sou comandante de todos os portos da cidade de Marselha.

E o respons�vel de Sua Majestade, o rei.

Pe�o que entregue suas armas e saia com suas tropas.

Cuguli�re!

Bomier!

O que h� com voc�?

Meus olhos doem.

Acontece com todos n�s nesse forte.

O doutor diz que n�o h� nada a fazer.

Ele diz que � por causa das toxinas dos muros.

O que voc� faz aqui?

- N�s tomamos o forte. - N�o acredito!

S�o boas novas.

Sim, pode-se dizer que s�o boas novas.

E Arnaud? Ele est� bem?

N�o se preocupe com Arnaud. Ele est� melhor do que voc�.

Vamos, venha.

Viva a na��o!

Viva a revolu��o!

Voc�s justificam esses atos, que considero como rebeli�o...

com palavras que eu n�o compreendo.

A na��o? Os cidad�os?

O que � isso?

A na��o � a reuni�o fraternal de todos os franceses.

� voc�, sou eu.

S�o as pessoas que andam nas ruas.

� o pescador em seu barco.

Os cidad�os s�o as pessoas que comp�em a na��o.

Mas eu n�o tenho nada a ver com esse pessoal.

� uma nova religi�o que n�o posso aceitar.

Tudo que sei � servir ao rei.

Ou tudo que sup�e estar a servi�o do rei.

Quando um rei � prisioneiro de seus s�ditos conspiradores...

quando n�o pode mais comandar livremente...

seus servidores fi�is s�o obrigados a supor.

Agora, uma pergunta:

O que far�o comigo?

Eu lhe desejarei uma boa viagem at� a fronteira...

e uma boa estadia na Alemanha...

e desejo nunca mais v�-lo.

OS SENHORES PENSIONISTAS DEVEM PAGAR ADIANTADO A SEMANA.

Oh, como eu me lembro

Do belo lugar em que nasci

Minha irm�, aqueles dias Na Fran�a foram belos

Oh, meu pa�s, seja meu amor

Para sempre

Para sempre

Oh, meu pa�s

Seja meu amor para sempre

Que me dar� de volta Minha Helena

E a minha montanha E o meu grande carvalho?

A lembran�a me causa Pesar todos os dias

Oh, meu pa�s, seja meu amor

Para sempre

Para sempre

Oh, meu pa�s, seja meu Amor para sempre.

Senhora, essa can��o me comove profundamente.

- Ela me faz recordar da nossa Proven�a. - Pe�o que me desculpe.

Sempre que canto essa can��o fico com l�grimas nos olhos.

Sra. De Saint Laurent, o tempo do pesar j� passou.

- Voc� ver� sua Fran�a. - Quando?

Em tr�s semanas, senhor.

Enfim.

E voc�, Sr. De Boihut?

Far� campanha com seu batalh�o ou se juntar� o estado-maior do pr�ncipe?

Pedi para continuar como soldado.

Algo me inquieta: Meus sapatos est�o come�ando a ficar gastos...

mas isso n�o importa.

Para servir a Sua Majestade, podemos andar descal�os.

Meu caro Boihut, seus sapatos continuar�o bons at� Paris.

Essa expedi��o ser� um pequeno passeio.

J� consigo ver Sua Alteza, o conde de Artois, chegando � cidade...

sentando-se casualmente entre a Srta. De Pourprix e a Sra. Delage.

As portas se abrir�o diante dele...

e a popula��o, de joelhos, lhe dar� as chaves.

O povo, enfim libertado...

aclamar� com amor a bandeira branca e a flor-de-lis.

E mesmo se tivermos de combater, os revolucion�rios n�o resistir�o.

N�o se pode fazer guerra com sapateiros, tecel�es e advogados.

Meus caros amigos, esqueceram de uma coisa.

Que coisa, Sr. Saint Laurent?

� que nem sempre ganhamos dos franceses.

- Eles defender�o seu territ�rio. - Ah, realmente.

E o Rosbach durante a Guerra dos Sete Anos?

Eles realmente defenderam seu territ�rio dos prussianos?

Voc�s conhecem o quarteto sobre o marechal de Soubise.

Soubise diz, com a lanterna na m�o...

"Estou procurando o meu ex�rcito...

mas n�o o vejo. Ele estava aqui ontem de manh�.

Algu�m o levou ou eu o coloquei num lugar errado?"

Bem, hoje esses prussianos est�o conosco.

E o duque de Brunswick...

o vencedor da pr�pria Guerra dos Sete Anos � o nosso comandante.

Digo-lhes, adoro os prussianos.

Desde o aben�oado dia que aprendi que eles estavam conosco...

busco todas as ocasi�es para aclam�-los.

Eu tive a alegria e a honra...

de me aproximar de Sua Majestade, o rei da Pr�ssia, em Pillnitz.

Eu j� contei essa hist�ria?

- Ah, sim. - Que homem!

Um verdadeiro Aquiles ou um Agamenon!

Pode-se sentir o seu peso.

E depois de v�-lo, nem o mais teimoso Jacobino...

poderia dizer que todos os homens s�o criados iguais.

Viva a Pr�ssia! E viva os prussianos!

Senhora, n�o compartilho de seu entusiasmo.

Ap�s proclamarmos que somos os campe�es da religi�o cat�lica...

� um pouco indecente irmos para a cama com esses hereges...

� o casamento da carpa e do coelho.

Se somos coelhos, n�o sejamos coelhos ingratos.

Vamos mostrar gratid�o � generosa carpa...

sem a qual morrer�amos de fome.

Evidentemente, esse hotel n�o � Versalhes.

- N�o. - N�o.

Mas sem esses hereges, � na rua que ter�amos a nossa vida.

E n�o nos esque�amos que gra�as a eles, voltaremos � Fran�a.

Precisamente � isso que me incomoda.

H� dois anos, quando emigramos, tudo era bom e puro.

N�o pens�vamos em solicitar dinheiro de estrangeiros.

Quer�amos que nossas id�ias vencessem, com ou sem raz�o...

as consider�vamos insepar�veis da grandeza de nosso pa�s.

Quer�amos fazer isso com nossos pr�prios meios.

Brigas de fam�lia resolvem-se em fam�lia.

Se voc� convida os vizinhos...

h� uma grande chance que eles roubem qualquer coisa.

Meu caro, quem se afoga pode dar seu rel�gio...

a quem lhe tira do rio.

Suas desconfian�as valem para o povinho...

os camponeses e os artes�es confinados em suas casinhas.

Eles n�o conseguem ter grandes id�ias.

A grande viagem deles � ir ao burgo vizinho...

e, quando se casam, desposam a filha de algu�m da mesma classe.

Seus filhos e seus netos jamais ter�o qualquer outra perspectiva.

Compreendemos por que essa gente se deleita com a palavra "na��o".

Quer que eu lhe diga o que � a "na��o" deles?

� a reuni�o de canalhas contra as pessoas de qualidade.

Conhe�o outra defini��o da palavra "na��o".

Eu a ouvi em Marselha, do homem que me expulsou...

do Forte Saint-Nicolas, do qual eu era comandante.

Ele se chamava Arnaud.

Ele parecia ser honesto. Por�m, era um patriota.

Se houver muitos revolucion�rios como ele, iremos lutar.

Sr. De Fauguerolles e voc�, Sr. De Saint Laurent...

pedimos que parem sua discuss�o hist�rica imediatamente.

Pedimos sua presen�a para resolver um conflito de maior import�ncia.

Vamos.

Em Versalhes, para a terceira figura da Gavota...

olhamos � direita quando formos � direita ou olhamos � esquerda?

� muito simples. Veja.

� inconceb�vel. Eu me esqueci.

E voc� sabe, caro Saint Laurent?

Desculpem-me, mas n�o sou um grande especialista.

Por que n�o pede para Boihut?

Ele passava muito tempo no Trianon.

- Excelente id�ia. - Sr. De Boihut!

� muito simples.

Precisa olhar constantemente nos olhos...

da pessoa diante de ti, enquanto olha por sobre seus ombros.

VALENCIENNES APRIL DE 1792

Quem �?

Perd�o, cidad�o.

- Pensei que fossem os austr�acos. - Eles n�o est�o muito longe daqui.

De onde voc� vem?

Da aldeia de Grandes Mottes, na estrada para Mons.

Francos-atiradores estavam atirando nos austr�acos...

ent�o eles queimaram a aldeia, e prenderam todos os homens.

Meu marido foi preso e enforcado.

� verdade que h� franceses do lado deles?

� claro. Aristocratas.

- O ex�rcito de Coblentz. - Isso n�o � bom.

Cidad�, n�o quer repousar aqui com seu filho, perto do fogo?

N�o tem vergonha de descansar perto do fogo...

enquanto enforcam o meu marido e queimam a minha casa?

Realmente n�o estamos protegidos nessa guerra.

Pergunto-me o que faz o ex�rcito da na��o.

Soube que os austr�acos riam muito de voc�s, por sua fraqueza.

Vamos.

- Entendeu? - Sim.

- Ela tem raz�o. - Sim.

- O presunto est� pronto? - N�o.

Est� seco como um velho sans-culotte.

- � um corvo velho. - Estamos com sorte...

pois se fosse pelos suprimentos do Sr. Lafayette...

N�o gosto dos aristocratas.

Deixam-nos morrer de fome e traem a p�tria.

E o de Rochambeau?

N�o o conhece? O de Rochambeau?

O general.

N�o, n�o tive a honra.

Conhe�o o Marat. Uma vez veio a Rouen e eu falei com ele.

Bem, quando n�s, parisienses, chegamos a Tournai...

o de Rochambeau nos reuniu no p�tio.

V�nhamos de Douai, t�nhamos marchado o dia inteiro...

n�o est�vamos bonitos. N�o t�nhamos nos barbeado desde Paris.

Devia ter visto nossas barbas. Parec�amos o Judeu Errante.

Bem, o de Rochambeau saiu de sua sala...

e limpou a boca com seu guardanapo.

Ele devia ter comido muito bem.

Ele olhou para n�s por um tempo, aproveitando seu tempo...

como n�s estiv�ssemos com a barriga cheia.

E ele nos disse com um desprezo que jamais esquecerei...

"O que querem que eu fa�a por voc�s?

Voc�s s�o muito baixos".

Baixos? Baixos?

- Qual � a sua altura? - Tenho quase 1,52m.

- � um belo homem. - Sou o mais alto em minha profiss�o.

- O que voc� faz? - Eu sou pintor...

num pequeno vilarejo chamado Les Batignolles, perto de Paris.

E voc�?

Sou tanoeiro em Darn�tal, perto de Rouen.

O que esses cavalheiros n�o gostam...

� que somos volunt�rios e vestimos o uniforme azul.

� a confian�a nos comit�s de nosso regimento...

na assembl�ia, em Robespierre, em Marat.

Em outras palavras, somos patriotas!

Quase todos os oficiais s�o aristocratas!

Para mim, quem tem nome aristocrata � um traidor!

Se eles se contentassem em lutar francamente do outro lado.

Mas se desprezam a p�tria, n�o desprezam...

o soldo que a assembl�ia � idiota em lhes dar.

"Eu ganho e eu traio" Esse � o lema deles.

O que � isso?

Os hussardos.

V�o para o leste.

- Para se renderem aos austr�acos! - Voc� acredita?

N�o seria a primeira vez.

Eu me lembro. O regimento Berchagny.

Foi na �Itima ter�a.

Eles se renderam aos austr�acos.

Homens e cavalos.

Judas!

Canalha!

Vou te calar!

Afastem-se ou vamos atirar.

Cada cavalo que matarmos ser� um a menos que vender�o aos austr�acos.

Vamos, n�o temos tempo a perder.

Meu velho, se as coisas n�o mudarem logo...

entre os austr�acos e Paris...

s� sobrar� n�s.

CIDADE DE MARSELHA CLUBE DOS AMIGOS DA REVOLU��O

Cidad�os. Meu nome � Louise Vauclair.

Sou vendedora de peixes na regi�o da alf�ndega e pago impostos.

Vim para lhes dizer que em 21 de abril...

perto de uma cidade do norte chamada Mons...

meu amante Antoine Givaudan...

O velho Tony! Ele � colega meu.

- Quieto! Prossiga, cidad�. - Sente-se.

Meu amante Antoine Givaudan, volunt�rio desde 1791...

sargento do 49� Batalh�o de Infantaria...

foi morto pelos austr�acos.

E o cidad�o Antoine Besombes...

cavaleiro no 16� Batalh�o dos Drag�es...

que voltou ferido � Marselha trazendo-me a not�cia...

disse-me que meu amante foi morto enquanto fugia do inimigo.

Cidad�os.

Alguns de voc�s devem t�-lo conhecido. Se esse � o caso...

sabem que Antoine Givaudan n�o tinha medo de nada.

Se fugiu, foi por ter sido tra�do.

- Conhe�o Antoine Givaudan. - Eu tamb�m.

- Fique quieto, meu amigo. - Um bom rapaz de bom cora��o.

Eu ainda devo 2 �cus que ele tinha me emprestado.

- N�o ligamos para suas hist�rias. - Cidad�os.

Vim perguntar-lhes se continuar�o a enviar nossos homens...

para serem mortos numa guerra onde o maior inimigo...

n�o est� na frente deles, mas atr�s deles.

Bem dito. Abaixo o comit� austr�aco!

Basta!

Nem estou falando dos aristocratas na Igreja...

que est�o defendendo a derrota do seu pa�s...

pois tal derrota iria lhes restituir seus privil�gios.

Falo do rei...

falo da rainha...

falo da assembl�ia!

Sua Majestade, o Sr. Veto...

trai porque � um grande covarde.

Sua Majestade, a Sra. Veto, trai porque � austr�aca...

porque � arrogante...

e porque detesta a Fran�a.

Ela trai, pois acredita...

que o ex�rcito do seu sobrinho, o imperador austr�aco...

restabelecer� sua autoridade absoluta.

Esquece-se que n�o se manda no povo como num marido...

e que n�s, as mulheres, estamos aqui.

Quanto � assembl�ia, eles traem porque t�m medo.

Eles querem uma revolu��o s� em benef�cio pr�prio.

Quando � para beneficiar o povo...

eles puxam o freio e dizem que � anarquia!

Cidad�os.

S� quero dizer uma coisa. � papel de uma mulher...

vir aqui � tribuna e dizer tais coisas?

Sim!

Bem, digo que a mulher deve ficar em casa!

E voc� devia ir para a forca!

Tirem-no daqui!

Falam de enviar um batalh�o de Marselha para o norte.

Dizem que ele passar� por Paris antes de ir � fronteira.

Mas j� disseram tantas coisas que ficamos desconfiados.

Precisamos ter certeza.

Precisamos saber que nossos homens...

antes de oferecer seus peitos aos canh�es dos austr�acos...

ter�o feito justi�a contra os chefes criminosos.

Esses chefes criminosos que colocam o interesse de sua casta...

acima do interesse do seu pa�s.

Sem essa certeza, nos colocaremos em seu caminho.

Eles precisar�o parar ou pisar em n�s.

Eu acredito que ir�o parar.

- Eu j� falei. - Bravo!

Abaixo o anarquista! Abaixo Robespierre!

Viva Robespierre!

Seu Robespierre n�o tem eloq��ncia nem dignidade.

Vou lhe dizer, ele � republicano.

Robespierre n�o tem eloq��ncia?

Nem dignidade? Espere um minuto. Veremos.

Sil�ncio!

Cidad�os, somos todos homens livres.

Pe�o que respeitem esse lugar.

Somos os amigos da Constitui��o.

Uma tribuna livre onde a tradi��o jacobina exige...

que todos possam se expressar.

Eu chamo o cidad�o Moissan.

Cidad�os...

vou explicar-lhes por que a cidade de Marselha...

decidiu enviar para o norte um batalh�o de volunt�rios.

Esse batalh�o, a exemplo dos outros batalh�es federados...

de todas a partes da Fran�a, representar� a vontade do rei...

e da assembl�ia diante da na��o.

A cidade de Marselha exigir� de cada volunt�rio...

jure que ir� primeiro a Paris...

para encontrar as fac��es patri�ticas e as autoridades de outras regi�es...

e s� deixe Paris...

depois que os ministros patriotas forem reempossados...

e sejam tomadas medidas rigorosas...

contra os padres que se recusam a obedecer...

contra agentes estrangeiros, pr�ncipes, especuladores...

e outros advers�rios da revolu��o.

� somente ap�s a realiza��o desse objetivo...

necess�rio para o bem da p�tria...

que nossas tropas combater�o o inimigo estrangeiro na fronteira.

Que mandem o inimigo estrangeiro � forca!

Para responder as acusa��es de nossos advers�rios...

que certamente nos representar�o de maneira sombria...

a cidade de Marselha decidiu alistar em seu batalh�o...

os cidad�os que puderem provar sua honradez.

Eles ter�o de provar que jamais foram condenados pela justi�a...

e que disp�e de recursos para sua fam�lia...

poder viver ap�s sua partida.

Eles ter�o de provar que n�o t�m d�vidas...

pois tal expedi��o n�o deve ser um modo de fugir de suas obriga��es.

Precisar�o ter servido no ex�rcito ou na guarda nacional...

ou em uma das forma��es civis.

Cidad�os, estamos abrindo o primeiro registro de alistamento.

Her�is do sul!

Salvadores do norte! Respondam ao chamado da p�tria!

Sim, venceremos, Venceremos!

Colocaremos os Aristocratas na forca

Sim, venceremos, Venceremos!

Sim, enforcaremos os Aristocratas!

Sim, venceremos, Venceremos!

Sim, enforcaremos os Aristocratas!

Sim, venceremos, Venceremos!

Colocaremos os Aristocratas na forca

Sim, venceremos, Venceremos!

Colocaremos os Aristocratas na forca

Bomier, n�o fique aqui. Esperam por n�s l� fora.

- Bomier, n�o vir�? - N�o.

- N�o est� partindo? - N�o.

Vai me deixar ir sozinho a Paris?

Voc� n�o est� sozinho. H� 500 de voc�s.

- � a sua m�e. - � a Marie.

- Talvez. - Eu n�o entendo.

Jean-Joseph Bomier, meu velho companheiro de luta...

um dos libertadores dessa cidade.

Voc� tinha grandes projetos.

Sonhava com espa�os abertos, com o sacrif�cio pela p�tria.

Agora que chegou o momento da a��o, voc� nos abandona.

Voc� brincava com a fraqueza de Luis XVI por sua esposa...

e voc� est� fazendo a mesma coisa?

Sacrifica sua honra e sua dignidade por uma mulher.

Adeus, Bomier.

� como se meu irm�o tivesse morrido.

AQUI TEMOS HONRA DE FALAR FRANC�S

Titia, todos os jovens est�o partindo.

- Para onde? - Paris.

Soube que todos os jovens de Marselha estavam indo a Paris.

Eu sei.

- N�o vai comer? - N�o.

Mas fizemos tomates do jeito que voc� gosta.

Eu n�o estou com fome. E voc�? N�o vai comer?

Vou comer depois de voc�. Voc� � o chefe da fam�lia...

o �nico homem da casa. O que seu pobre pai diria...

se visse uma mulher na mesa enquanto voc� come?

Esses velhos costumes est�o fora de �poca. Por favor, sente-se.

Na minha idade, voc� mudar� seus h�bitos.

Por que n�o vai comer?

Voc� vai a Paris e n�o sabe como me dizer?

N�o, eu n�o vou.

Ah, fico feliz de ver que ficou sensato.

O que ganhou com toda essa agita��o?

Por que lutar com gente mais forte, ricas e bem armada do que voc�?

� a luta do mais fraco com o mais forte.

Acredite em mim, sempre haver� ricos e pobres.

N�o s�o seus amigos que mudar�o alguma coisa.

Ent�o, se n�o � por estar partindo...

por que voc� n�o come? Est� com algum problema?

Sim.

� por causa daquela criatura?

O que h� com Clemence?

Se voc� n�o entende, ent�o est� cego.

S� homens � que saem � procura de algo que j� t�m em casa.

O que ela lhe fez dessa vez?

- Ela partiu? - Sim.

Mas eu n�o me importo.

E ela tirou algum dinheiro seu?

Ela n�o tirou. Eu lhe dei.

Ela disse que queria comprar um com�rcio.

Agora, estou com d�vida.

N�o posso ir, pois n�o lhe aceitam no batalh�o se voc� tiver d�vidas.

Todos os meus melhores amigos...

Arnaud, Cuguli�re, Garnier, Moissan, Ardisson.

A fina flor da sociedade. Os rapazes s�o como irm�os para mim.

Eles est�o partindo e eu estou ficando aqui.

E acredite em mim, eles ver�o muitas coisas em Paris.

Sabe, coisas estranhas acontecer�o l�.

Enquanto isso, estarei aqui a me culpar...

olhando para esses mesmos tetos, essa mesma ruazinha...

esse mesmo peda�o de mar l�.

N�o ag�entarei, pois eu j� os vi muito.

Bem, escute. � muito simples.

Escreva ao seu tio em Cassis.

J� que ele cuida de nossos bens, pe�a-lhe que venda nossa vin�cola.

Ele tem dinheiro. Talvez ele mesmo a compre.

Voc� � o chefe da fam�lia. Pode fazer o que quiser.

Obrigado, mam�e.

Vou alistar-me imediatamente.

H� tantos de n�s e eles s� levar�o 500.

Titia.

Por favor, feche a janela.

Vamos dan�ar a Carmagnole Adoro o som do canh�o

A Sra. Veto prometeu cortar A garganta de cada parisiense

Mas seu plano n�o deu certo Gra�as aos nossos canhoneiros

Vamos dan�ar a Carmagnole Adoro o som do canh�o

Jura ser fiel � revolu��o?

- Sim. - Jura n�o ter d�vidas?

Vamos dan�ar a Carmagnole Adoro o som do canh�o

- Pode me alistar? - Hei, velho colega.

- Bem, ol�! - Estou aqui para me alistar.

Precisa ficar na fila.

Onde est� indo, Bomier?

Saia daqui!

Sil�ncio!

- Tem seu certificado? - Sim, aqui.

Como n�o se alistou ainda?

- Eu fui atrasado. - Eu tamb�m.

Eu estava em Avignon.

Eu pintava para a municipalidade...

um quadro retratando Brutus matando o traidor C�sar.

Vamos. Vamos.

Pintei 1500 moradores de Avignon vestidos como soldados romanos.

E todos perfeitamente reconhec�veis.

Acho que chegamos a tempo. Eles j� t�m 450 homens.

Se n�o fossem t�o dif�ceis, poderiam enviar mais de 100 mil a Paris.

Vamos, vamos.

- O que se passa l�? - Eu n�o sei.

� um banquete em honra dos representantes de Montpellier.

Parece que os federados j� est�o prontos para partir.

Que pena que n�o estamos partindo com eles.

Ouvi que perto de Tarrascon...

h� um ex�rcito de 50 mil aristocratas, bem armado e liderado pelos capellans.

- Capellans? - Sim, padres dissidentes.

Acredita realmente que h� 50 mil deles?

- Pelo menos. - Est� bom.

N�o feche a porta. Queremos ouvir o que dizem.

Avante, filhos da P�tria, O dia da Gl�ria chegou

- Quem est� cantando? - Mireur de Montpellier.

- O que ele canta? - Eu n�o sei.

Est� bom, est� bom.

O estandarte ensang�entado se ergueu

Ouvis, nos campos

Rugirem esses soldados ferozes?

- Ent�o, adeus, Bomier. - Adeus, Javel.

- O pr�ximo. - Jean-Joseph Baumier.

- Tem os certificados? - Sim, est�o aqui.

Jura n�o ter d�vidas?

Jura que sua fam�lia pode viver durante sua aus�ncia?

Eu juro sobre a na��o.

Arnaud, Bomier est� se alistando.

Cuguli�re, estou feliz em lhe ver.

Eu sabia que voc� voltaria.

Aliste-se, cidad�o.

O que est� esperando para assinar?

Que um sangue impuro

�g�e nosso arado

Aquela can��o de Mireur n�o � ruim...

mas n�o � exatamente como as coisas s�o.

Vamos, Bomier. Reme para a direita.

Por que dizer: "�s armas, cidad�os! Formai vossos batalh�es!"

Se eles est�o dificultando aos cidad�os...

que realmente formar�o os batalh�es...

s� porque s�o pobres ou t�m d�vidas?

Pare de falar, meu colega. Falar� amanh�.

Sim, isso � a revolu��o...

a gl�ria de servir a p�tria...

� reservada somente aos cidad�os que pagam impostos.

Deixe a revolu��o crescer, ela � apenas uma crian�a.

Os ricos a come�aram, os pobres ir�o termin�-la.

- Sim, mas quando? - Eu n�o sei.

Talvez n�o vivamos at� l�.

Aquela m�sica cantada por Mireur, de onde ela �?

Ele a ouviu ser cantada por um coral de trabalhadores em Montpellier.

Eles a aprenderam com um violinista judeu, que a ouvira em Estrasburgo.

� chamada de "Canto de Guerra do Ex�rcito do Reno".

Mas quem a comp�s? Os soldados do Reno ou o violinista judeu?

Nenhum deles. Foi um homem chamado Desile ou Delisle, acho.

Ele � um oficial engenheiro.

- De onde ele �? - N�o sei, meu colega.

Bem, certamente ele n�o � do sul.

H� alguma coisa naquela can��o que cheira norte.

Algo selvagem e grandiloq�ente do qual n�o gosto.

- Bem, do que voc� gosta? - Hei, n�o sou m�sico...

mas parece-me que uma can��o deve ser composta...

- segundo as regras da harmonia. - Regras da harmonia?

Elas s�o para os aristocratas.

Para mim, aquele hino foi muito comovente.

� como o eco dos meus pr�prios pensamentos.

N�o entendo o que voc� viu nessa m�sica.

Para mim, � uma coisa passageira, em alguns dias...

todo mundo a ter� esquecido.

�s armas, cidad�os! Formai vossos batalh�es!

Marchemos, marchemos!

Que um sangue impuro �g�e nosso arado!

�s armas, cidad�os! Formai vossos batalh�es!

Marchemos, marchemos!

Que um sangue impuro �g�e nosso arado!

Amor sagrado pela P�tria

Conduz e sustenta Nossos bra�os vingativos

Liberdade, liberdade querida

Combate com os teus defensores! Combate com os teus defensores!

Sob nossas bandeiras Que a vit�ria

Chegue logo �s tuas vozes viris!

Que teus inimigos agonizantes

Vejam o teu triunfo, e N�s a nossa gl�ria!

�s armas, cidad�os!

Formai vossos batalh�es!

- Marchemos, marchemos! - Est� cantando?

Sim, eu canto, pois todos assim fazem.

- Que um sangue impuro - Concentra��o!

�g�e nosso arado!

Concentra��o!

Aten��o! Apresentar armas!

Aten��o! Descansar!

�s armas!

- Ent�o, voc� me entende? - Sim.

Bom, vamos.

Um, dois, tr�s...

O que quer esse Bando de escravos

� horda, n�o bando!

Horda, bando... N�o vejo a diferen�a.

- Tanto faz. - Vamos, aten��o.

Um, dois, tr�s...

O que quer essa horda de escravos

De traidores e de Reis conjugados?

"Conjurados", seu burro.

Conjurados, conjugados, v�?

Essa can��o � cheia de palavras que n�o conseguimos pronunciar.

Eu desisto.

Comandante, sou o p�roco mais velho da cidade.

Queria lhe dizer que rezarei por seu sucesso.

V� aquele capellan que fala com o Moissan?

Sim.

- � a vanguarda do ex�rcito da rea��o. - N�o brinque!

Sua linguagem envenenada � mais perigosa que o canto das sereias.

Javel, voc� � um pessimista incorrig�vel.

Por que insulta aquele homem...

s� porque ele est� vestindo uma batina?

N�o tem o direito de esquecer o que os padres fizeram pela revolu��o.

Faremos o ataque em breve.

O melhor soldado � aquele que fica calmo enquanto atira.

Se o seu movimento for brusco, arrisca derrubar p�Ivora no ch�o.

Aten��o.

Um, segure sua arma.

A m�o esquerda fica no primeiro cano...

a m�o direita no cabo e o seu bra�o para tr�s.

Dois, abra o tambor.

Tr�s, pegue o cartucho.

Quatro, rasgue o cartucho.

Cinco, comece. Coloca p�Ivora at� encher o tambor.

Lembro-lhes que � isso que d� poder de fogo � arma.

A p�Ivora que n�o est� no tambor...

n�o estar� no cano para empurrar sua bala.

Feche o papel do seu cartucho com o polegar e o dedo indicador.

Seis, feche o tambor.

Sete, a arma � esquerda.

Oito, o cartucho no cano.

Nove, puxe a vara em dois movimentos.

Dez, mexa a vara para frente e para tr�s por 2 vezes no cano.

Onze, guarde a vara.

E doze, carregue a sua arma.

Entenderam?

� preciso botas do tamanho certo, e um pouco de feno dentro delas.

Com isso, seus p�s chegam � Paris cheirando a rosas.

Do que est� falando?

Se os jornais n�o fossem t�o caros, n�o h� nada melhor do que papel.

Isso � tudo brincadeira. O melhor � uma boa vela, bem derretida.

O mais importante � untar o espa�o entre os seus dedos...

e depois voc� anda como se tivesse asas.

Arnaud, veja essas ervas que encontrei, como em Marselha.

Tamb�m temos um soldado federado em Montalban.

H� um s�, � o meu sobrinho. Ele partiu para Paris...

em segredo, naturalmente, por causa da municipalidade reacion�ria.

J� que vai para l�, pode lhe dar uma mensagem?

Bom, como eu o acharei?

Em Paris! Ele se chama Besson.

Seu primeiro nome � Jules.

Voc� o reconhecer� facilmente.

Ele � alto, loiro e sardento.

Ah, est� bem.

Qual � a mensagem?

Primeiro, gostaria que lhe desse 20 francos.

Assim que acabar com o Sr. Veto...

antes que fa�a a mesma coisa com os austr�acos na fronteira...

quero que ele d� uma boa festa!

Vou fazer isso, eu lhe prometo. E qual � a segunda mensagem?

Quero que ele aprenda o canto dos marselheses...

que voc� e seus camaradas cantavam h� pouco.

Ah, o "Canto do Ex�rcito do Reno". Gosta tanto dele?

Sim, e para n�s ser� para sempre o canto dos marselheses.

Bem, ensinarei para ele. Prometo.

Para mim, a mais bela estrofe � a composta...

em nossa honra por um bom professor de Viena...

"Entraremos na batalha quando nossos anci�os n�o mais l� estiverem".

Arnaud, quer porco assado?

Devia ter visto todos aqueles jovens...

declamando o que tinham composto na noite anterior.

Aconteceu em frente ao templo de Augusto e de Tito L�vio.

D�-me o porco assado, Cuguli�re.

Aqui est�, Sr. Tito L�vio.

Ah, meus amigos, foi bonito.

Sabe. Pintarei um quadro.

Ele se chamar� "A Fran�a de amanh�...

diante dos vest�gios da Roma Antiga".

O que esperamos aqui?

Soube que um canh�o tinha ca�do num po�o.

Um canh�o num po�o? Isso � improv�vel.

Dizem isso para nos dar seguran�a.

O que voc� acha?

- Acho que j� chegamos. - Onde?

Diante do ex�rcito capellan.

- Claro. - Sim!

Estamos todos sentados nesse banco de pedra...

e, de repente, eles sair�o da floresta...

quando menos esperarmos.

Um canh�o num po�o? S� pode ser uma brincadeira.

- Talvez seja um po�o famoso. - Um po�o aristocrata?

Voc� est� certo, na verdade. Estamos num distrito monarquista.

Eles est�o contentes que as estradas estejam nesse estado...

para provar que desde que eliminamos a presta��o de trabalho...

� imposs�vel viajar pela Fran�a. Sempre usam a mesma t�tica.

Tentam mostrar ao povo que os decretos...

da revolu��o desorganizam a vida p�blica.

Arnaud, seus cal��es est�o rasgados.

Passe-os para mim. Eu vou costur�-los.

E se precisarmos partir, ficarei sem cal��es: Um sans-culotte!

E Javel pintar� um quadro disso.

Larguem-na.

- Adiante. - Sargento.

Voc� ficar� na vanguarda com Massu.

Sim, meu comandante.

O canh�o n�o est� danificado. S� as rodas.

Se arrumarmos, poderemos us�-lo novamente.

Quem sabe o que dir�o em Paris...

quando ouvirem o canto dos marselheses?

A id�ia de Moissan de cant�-lo quando entrarmos na cidade pode ser perigosa.

Perigosa? Eu sempre lhe disse...

esse canto unir� todos os franceses.

Ser� como uma nova federa��o.

E quando os parisienses ouvirem essas estrofes magn�ficas...

eles far�o como todos fizeram.

Eles nos aclamar�o e cantar�o conosco.

A rainha ficar� assustada e voltar� para o seu pa�s sobre o Dan�bio...

- Com os croatas... - Com os croatas.

O rei retirar� seu veto e reconvocar� os ministros patriotas...

e, em alguns dias, comeremos salsicha e chucrute em Viena...

capital da �ustria!

Os croatas s� comem velas. Ignorante!

Diga, Bomier.

N�o disse que esse canto era uma coisa passageira?

Que todos o esqueceriam em 15 dias?

Eu disse isso? Onde?

E quando?

Perto do castelo d"lf, na �Itima vez que pescamos de barco, Sr. Bomier.

Justamente, Sr. Arnaud.

Eu me lembro muito bem.

Eu mesmo lhe disse que esse canto era o eco dos meus pr�prios pensamentos.

H� quanto tempo estamos marchando?

- 25 dias. - Parece um s�culo.

Pelo menos.

Tenham paci�ncia. Chegaremos em breve.

Quem sabe? Desde que partimos, pode ter havido uma contra-revolu��o.

Voc� acha?

O qu�? Acha que Robespierre lhe receber�...

na Faubourg Saint Antoine? De jeito nenhum!

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.