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1 UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

OBRA DE FICÇÃO INSPIRADA EM SOBREVIVIENDO A PABLO ESCOBAR

DE JOHN JAIRO VELÁSQUEZ VÁSQUEZ, E ADAPTADA AO AUDIOVISUAL.

Estamos no segundo andar, estará segura.

Senhor,

quanto tempo temos que ficar aqui?

Não sei, até as coisas acalmarem.

- Onde está o telefone? - Não há telefone.

Quem vai me levar para fazer uma ligação?

Não pode sair daqui por segurança.

E como vamos fazer? Preciso falar com o meu marido.

Não se preocupe, estamos em contato com ele.

Com licença.

Atenção.

Precisa ficar de vigia o tempo todo, não saia daí.

Que maravilha.

CADEIA CAPITAL

Aceite o acordo da promotoria.

Vá à merda com este acordo.

Podemos fazer o que quiser, mas a Alexandra vai escutar esta conversa.

Ela vai perceber o tipo de bandido que você é,

que não liga para a família.

Veja, amigo,

você pode inventar o que quiser,

mas não vou assinar nada e nem dizer nada

até eu falar com o meu advogado, entendeu?

Entendo, mas o seu advogado apareceu morto.

Anda, ligue para ele.

Veja você mesmo.

John Jairo, queremos ajudá-lo.

Não é conversa fiada, só quero que perceba

que tudo relacionado a você e ao Escobar, deixa um rastro fúnebre.

Amor, tudo bem, morro de saudade de você, querida.

Quando vier na sexta, vou tratá-la como você merece, amor.

Sabe que...

- O que foi? - É uma emergência, irmão.

- Tudo bem então. - Valeu.

Anda, entre.

- Calma. - Está sozinho?

Sim, irmão, estou sozinho.

Não me mate, não sei de nada.

Não te perguntei nada, mano.

Pare de dizer isso.

- Conhece a Alexandra, a vizinha? - Sim.

Você vai me ajudar, irmão.

Para dentro.

- Amigo, como está? - E aí, J.J.?

Que bom falar com você.

Você viu a minha mulher?

Acabou de casar e já a perdeu?

Não estou brincando.

Escuta, acho que ela está com a polícia, ou estão dizendo isso para me pressionar.

Preciso que descubra para mim.

Se for isso,

monte uma equipe e vá resgatá-la. Entendeu?

Já era, amigo.

Os Pepes estão com tudo, não dão um respiro.

E o Caspa está encurralado em Itagüí.

Só não me pegaram, porque ninguém me conhece.

Preciso que me ajude, porque daqui não consigo fazer nada.

Não dá, por enquanto está muito perigoso para ficar exposto.

Desculpe.

Relaxe com a segurança, Alexandra, eu já tinha procurado.

Você não sabe como esses microfones são.

São minúsculos, parecem mosquitos,

e quero saber se posso falar tranquilamente.

Falar do quê? Não temos nada para falar, Alexandra.

O que temos que fazer é aceitar a oferta do pessoal da DEA.

Olha só!

Então ligue para eles! Que coisa.

- Venha, Alexandra. Escute. - O que, mãe?

É verdade o que dizem, que o John Jairo tem um esconderijo?

Um o quê?

Não se faça de boba, você entendeu.

- Por que está perguntando isso? - Tem ou não?

Ele falou isso antes de se entregar.

E o que deve ter lá dentro?

- Coisas para o futuro... - Que coisas, Alexandra?

Acalme-se.

Não sei, mãe. Não sei o que se guarda em um esconderijo.

Dinheiro,

armas, documentos, gravações, fitas, não sei.

Provas que eles estão procurando,

que mostram que metade do país está envolvida.

É isso que há em um esconderijo.

Venha.

Venha aqui, Alexandra.

Veja.

Se estou falando sobre o esconderijo,

é porque quero que entenda que aí pode estar a nossa chance.

Qual chance, mãe?

De nos salvarmos, querida.

Veja, você dá a localização do esconderijo para eles, certo?

E eles nos mandam para os EUA para termos uma vida boa, com o meu neto.

E deve ter uma grana boa, não?

Por isso, não pode pensar só em você,

tem que pensar no menino que está a caminho.

CADEIA CAPITAL PAVILHÃO DOS PARAMILITARES

Como vai a encomenda?

Bem. Sim, senhor.

Já está pronta e empacotada.

Pronta para entregar, senhor.

Rápido.

Vamos, anda.

Estou confiando em você com essa entrega. Sabe que é importante para a empresa.

Fique tranquilo, vai dar tudo certo.

- Não se preocupe. - Perfeito, vamos manter contato.

Pessoal, e aí?

Luzes!

- Boa sorte, rapazes. - Obrigado.

Cuidado.

Isso.

Gonzaga, não quero que nenhum guarda se aproxime daqui esta noite, certo?

Não se preocupe que está tudo certo.

O pessoal já sabe o que vai acontecer, fique tranquilo, que está tudo combinado.

Se formos pegos, vão me enviar para a Amazônia.

Vamos lá, Rodríguez.

Rodríguez não, parece que estou te dando bronca.

- Qual o seu nome? - Rigoberto.

Rigoberto, são só coisas de mercado, não vejo nada de errado nisso.

- Está bem, Sra. Alexandra. - Senhora? Não.

Pareço tão velha assim? Que horror!

- Velha não, como pôde pensar isso? - Que bom.

Então diga, o que precisa da loja?

Tenho vergonha de dizer.

São umas coisas...

íntimas, sabe?

- Boa tarde. - Sargento.

Sgto. Rodríguez Peláez, nenhuma novidade para informar.

O que ela está fazendo fora do imóvel?

- Tudo bem? - Sim, obrigada.

Estava dizendo ao Rodríguez que precisamos de umas coisas,

- se fizerem a gentileza. - Claro.

Quando precisarem de algo, é só fazer um pedido escrito

e durante o meu turno eu resolvo isso.

- É que eu preciso... - Sabe o que é?

Vou explicar uma coisa.

Esta é uma casa de proteção a testemunhas, certo?

Não pode sair daqui pelo seu próprio bem.

Quando precisar de alguma coisa, escreva e eu resolvo para você.

Pronto.

- Muito obrigada. - De nada.

Potro, entenda, o codinome já era.

Qual o seu problema? É a segunda vez.

Eu mesmo vou ter que fazer?

Entenda, não é tão fácil.

Os policiais pegaram a mulher,

ou foi a DEA, mas a polícia está por trás disso.

Não está fácil não.

O que eu faço?

Quer dormir debaixo da terra ou o quê?

- Assim que encontrá-las, avise. - Mas... Alô?

Machona, Sargento o que quer que seja. Não aguento mais ficar trancada aqui.

Que vergonha, desculpe, que grosseria.

- Não seja desrespeitosa. - Eu falo como quiser.

Não percebem que isso é ilegal?

E então o que você quer?

O que quero? Sair, preciso de um telefone.

Rosa, o que eu perdi? Quando foi que nos prenderam?

Só um minuto. Deixe de ser boba,

nem você e nem a sua mãe podem sair daqui até segunda ordem.

Entendeu?

- Ave Maria, Alexandra. - Ave Maria, o quê?

E essa? Que falta de respeito, que tonta.

No que está pensando quieta assim, Alexandra?

Coisas, mamãe.

Então não temos nada?

Nada conclusivo para pressioná-lo. Nem a ele e nem à esposa.

Só o que temos é a gravação que fiz.

Pense na sua família.

Como quer vê-los? Vivos ou mortos?

Faça o que quiser, a mim não importa.

Eu vou falar com ela. Sei como posso amansá-la.

Assim espero, Ramos, porque amanhã é o último dia

da prisão preventiva, se não tivermos nada, temos que soltá-las.

Certo.

PAVILHÃO DOS PARAMILITARES

- Tudo certo com o serviço? - Claro, pode deixar.

Quando vai terminar?

Daqui a pouco. Vamos?

Eu já volto, deixem o sabão pronto.

Limpinho.

Claro que me preocupo de não terem dado um fim ao J.J.

PAVILHÃO DOS NARCOTRAFICANTES

Mas sabe o que mais me preocupa?

Que esses idiotas pensem que não temos colhões para gerir a organização.

Então fique com os olhos bem abertos.

Claro, pode deixar.

Veja quem apareceu.

Chame-o.

Potro!

Vem aqui.

Sabe o que acontece com os potros quando quebram a perna?

Estava de cara feia, não queria vir falar oi?

Oi.

Algum problema?

- Está com cócegas, rapaz? - Não, senhor.

É que uma surra não passa da noite para o dia.

É uma dor terrível.

O que aconteceu com o Potro, ficou bravo?

PAVILHÃO DOS PARAMILITARES

Espere!

Perdeu alguma coisa por aqui?

Não, chefe, só ia varrer aí dentro. Desculpa.

Licença, amigo.

Por que não gira?

O que está fazendo, meu amor?

Não sei por que está tão difícil, parece emperrado.

O que está fazendo, Alexandra? Ficou louca?

Hoje vou tirá-la daqui, mãe.

Vamos embora hoje.

Sr. Iván, deixe eu falar com ele.

O Potro está assim porque acabaram de dar uma boa surra nele,

mas posso convencê-lo.

Faça-me um favor, irmão.

Quero que comece a pensar em como vai matá-lo,

como vai se livrar dele.

Não ferra! O que acha? Que eu contratei um bando de freiras?

Fique esperto, cara.

PAVILHÃO DOS GUERRILHEIROS

Sr. Galeno.

Comandante, precisam do senhor na enfermaria, é urgente.

- Quem precisa? - Sr. Iván Urrego.

- Urrego e quem mais? - Só o Urrego, sem armação.

E por que ele não veio?

COMTE. GALENO CHEFE GUERRILHEIRO

Eu não seria idiota de colocá-lo em apuros.

Leve seus homens, garanto que não vai ter revista.

Não vou demorar.

Portão.

Meu pai foi um dos vários juízes mortos por fazerem seu trabalho,

por perseguir o narcotráfico que tanto fazia mal ao país, e ainda faz.

O pior de tudo,

é que mesmo estando presos, nada mudava.

Esses bandidos infringiam as leis atrás das grades.

A mesma guerra daqui continuava lá dentro, e a máfia e a corrupção estavam ganhando.

Portão.

Tem que entrar sozinho.

Pode deixar seus homens lá fora. Entre, confie em mim.

Desculpe não ter uísque, estamos mal de fornecedor.

Não há nada aí, irmão, confie.

Então fale.

O que vocês querem?

Já sabe, Comandante, negócios.

Não é a primeira vez que fazemos negócios.

Na montanha era diferente,

lá vocês não estavam com os paramilitares.

Aqui também não, pelo menos não por enquanto.

Isso é o que veremos amanhã.

De que negócios estamos falando?

Preciso que cozinhe uns caras.

Quem?

- J.J. e o Potro. - O Potro?

Não era um dos seus?

Para você ver como eles são. Enfim, o que me diz?

Fiquei sabendo que Abel Mahecha está protegendo o J.J.

Não me diga que está com medo.

Medo não é o problema, Sr. Urrego.

Se eu mexer no vespeiro dos paramilitares,

vamos ter uma senhora guerra.

Isso custa dinheiro, armas, homens, guardas.

Não enrole, Comandante, quanto quer?

Cem milhões de pesos, nenhum a menos.

Não seja ridículo, Galeno. É muito dinheiro, está louco.

Não fode, é muito dinheiro, cara.

Para você perceber

que uma revolução custa dinheiro.

E o que estou pedindo é pouco para o risco que estou correndo.

Pense.

Portão.

PAVILHÃO DOS PARAMILITARES

Eu posso andar sozinho.

Precisa de mim, Comandante?

O banheiro está entupido.

Mas não tenho ferramenta para isso.

Ele não conseguiu achar um desentupidor em toda prisão.

Procurei em todo lugar, mas não achei.

Fale para o Gonzaga levá-lo à oficina, pegue o desentupidor e resolva isso já.

Sim, senhor, licença.

- Que zona. - Não quero que o cheiro de merda

- chegue às celas, entendeu? - Sim, senhor.

Que idiota.

Suarez, abra.

Entre aqui.

- Espere-me para almoçar. - Sim, senhor.

Vamos.

Pegue o que precisa.

Anda, rápido, cara.

Não estou vendo o que preciso.

E o que quer que eu faça? De onde quer que eu tire?

Não é problema meu, conhece o Comandante, não dá para contrariá-lo.

Vou ver se alguém colocou em outro lugar. Continue procurando aqui.

Não se preocupe.

- Olá. - Oi.

Como você está?

Como deveria?

Preocupada.

Imagino. E a sua mãe?

Já foi dormir.

Com tudo pelo que passou, que pecado.

Trouxe comida, como não sabia do que gostava, trouxe pizza e vinho.

Obrigada, mas não posso beber.

Desculpe, não lembrei que está grávida.

Tudo bem, não é como se fosse seu e tivesse que lembrar.

Veja, Alexandra, a situação é grave.

Ele está procurando você de cima a baixo.

Ameaçou seus vizinhos hoje.

Não diga isso.

CADEIA CAPITAL

Aqui é o Pipe, em posição.

Erre, cinco, cinco, estamos aqui.

Fiquem atentos, olhos bem abertos.

Estamos a 20 minutos.

Vou levar o 3H até a oficina e já volto.

Espere, Sr. Abel.

Para que ir lá e se arriscar, chefe?

Quero que essa história do 3H dê certo.

Não quero problema depois com o louco do Castañeda.

3H.

3H.

- O que foi, Abel? - Vamos.

Pronto.

Gordo, levanta essa bunda, vamos.

Pronto, Plinio e Alfredo vão primeiro. Vamos, rápido.

Posso fazer uma pergunta?

Outra?

O que uma mulher como você vê em um cara como o John Jairo?

Desculpe a pergunta direta,

mas vocês são muito diferentes.

Olha só.

De acordo com quem?

É como eu vejo.

Você é uma mulher...

bonita,

decente,

inteligente.

- E ele... - É o meu marido.

Sim, mas um assassino.

Senhor, você não conhece o John.

E você sim?

Muito bem.

Pense na sua família, pense na Alexandra, no seu filho.

Como quer vê-los? Vivos ou mortos?

Faça o que quiser, a mim não importa.

Anda, mais rápido.

Rápido, amigo.

Vamos, irmão.

Anda.

Pronto, vamos.

Andem, rápido!

Onde estão os outros? Sr. Abel, 3H?

Devem estar a caminho.

"Às 21h, os paramilitares vão fugir por um túnel na oficina."

Que merda é essa?

Grupo de Intervenção Rápida! Para a oficina, urgente! Repito, oficina.

Barra, Gonzaga, vamos para a oficina.

Entregaram a gente.

Temos que voltar, vamos.

Não, depois de tudo que fizemos para fugir, não pretendo ficar aqui.

Gordo, você vai, mas a responsabilidade é sua.

- Sim, senhor. Quem vem comigo? - Vamos com você.

Vamos.

- Rápido. - Vou com eles.

Vamos, 3H. Aonde está indo? É perigoso, 3H.

Não posso ficar aqui, Abel, você sabe!

Veja, 3H, você é minha responsabilidade, não vou permitir que o matem. Vamos.

Vamos!

Venham.

- Chefe, você primeiro. - Não, você primeiro.

Vamos, mais rápido, cara.

Venha, chefe.

- Me puxa! - Empurre-o!

Vamos! Não vou ficar aqui entalado!

- Vamos, empurre! - Não dá!

Vamos, força!

Parados!

Tranquilo.

Ali, por ali.

Descobriram, estão atrás de nós!

Parado! Mãos para cima! No chão!

Veja, Alexandra,

se colaborar com informação, podemos protegê-la.

Podemos mandá-la aos EUA, vai poder começar uma vida nova.

Do zero. Talvez esta seja a chance para esquecer o passado,

- e recomeçar, não acha? - Não é tão fácil.

Fácil, não.

Por que ainda é leal a um cara que não vale um centavo?

É esse futuro que quer?

Para você e para o seu filho?

Que descubra que o pai é um assassino e a mãe uma puta?

Muito cuidado, senhor. Me respeite.

O que achou?

Que eu ia cair na conversa com uma garrafa de vinho?

- Não se engane. - Não estou enganado.

Você é que está enganada, é muito estúpida.

Escutou perfeitamente na voz do John Jairo que ele não dá a mínima para vocês.

Estúpido é você, e vou deixar bem claro, porque parece que não entendeu.

- Não? - Ele disse o que tinha que dizer.

- Não me diga? - Sim.

E pode fazer o que quiser, você não vai nos separar, entendeu?

Você está enganada.

Veja onde o J.J. está e onde você está.

Eu não sou o inimigo! Sou sua carta de alforria.

Já percebeu que comigo não vai ser tão fácil?

Perfeito, então não se desgaste mais. Saia daqui!

O que foi?

Lamento dizer que John Jairo vai ser extraditado para os EUA.

E você acaba de perder a única chance que a DEA está te dando.

Achei que fosse mais inteligente, Alexandra.

- Mas vejo que não. - Saia, ou quer mais um tapa?

Anda.

Boa noite.

Cubano de merda.

Que grosseria, meu amor, eu ia defendê-la, mas como você disse para eu não sair...

Você está certa, olha como estão cuidando da gente!

Que continuem cuidando!

Acalme-se, meu amor.

Fique calma.

Alexandra, eu estive olhando o lugar

de onde você quer que pulemos, e é muito alto.

Sim.

Por que não fazemos uma coisa?

Pegue lençóis e toalhas e me ajude a fazer uma corda.

Vou bater as minhas costas com tudo no chão, porque sou pesada.

Você não vai cair!

Se fizermos tudo certo, não vai acontecer nada.

Vamos esperar aquele imbecil voltar?

E a contagem?

Com os que acabaram de chegar, faltam três. Não, dois.

Capturamos um.

- Algum da segurança máxima? - Gordo Robledo.

Mas ele está morto, o pegamos na entrada do túnel.

- Houve baixas? Quantas? - Duas, senhor.

Vamos dar uma olhada.

Anda logo, não precisa ser cuidadoso, ele já está morto.

Acerte com força. Aqui.

- Pronto? - Sim. Veja.

Só estas duas? Estas toalhas não servem.

- Você disse toalhas. - Sim, mas não servem.

- Anda, ache mais lençóis. - Não precisa gritar.

Por favor, pegue mais lençóis. Anda, vamos.

- Olha, não tem mais. - É o suficiente.

Amarre bem, Alexandra.

Todo mundo no chão!

Vinte e dois.

Vinte e três, vinte e quatro, vinte e cinco.

Estão muito lentos, rápido, vamos lá!

Dueñas, levante.

Lembra-se da última conversa que tivemos?

Que parte, Comandante?

Um passo à frente.

Que se 3H não aparecesse, você seria o primeiro.

O que estão fazendo, idiotas? Tirem este lixo daqui.

Os demais estão de vigia.

O que aconteceu com a fuga, Gonzaga? O serviço já estava certo.

Delataram, Comandante. Tivemos que deixá-los.

Alguém falou?

É melhor ele se esconder, porque temos um problema.

Senhores, para a cela, rápido.

Vamos lá, fechem a grade.

Vamos fazer o seguinte:

Enrole-se como puder, em volta dos pés,

e segure firme, bem firme, mãe.

Vamos lá.

- Vamos. - Vamos lá.

- Que Deus a abençoe, querida. - Está bem.

- Vamos ver. - Vamos lá.

Meu Deus.

- Cuidado, Alexandra. - Sim.

Com cuidado. Isso.

Cuidado, meu amor. Vá com Deus.

Isso.

Segure firme, querida.

Meu Deus.

Está indo bem, meu amor, muito bem.

Isso.

Está quase lá, quase chegando.

Isso, um pouco mais.

- Você está bem? - Sim, então venha.

- Veja, estou bem. Anda. - Um pouco mais.

Isso. Bendito seja Deus.

- Vamos, você consegue. - Não, estou com medo, Alexandra.

Vamos.

- Firme, com cuidado, mãe. - Meu Deus, meu Deus do céu.

Cuidado, Rosa, por favor, segure firme.

Isso, está indo muito bem.

Meu Deus.

Isso mesmo, devagar, com calma.

Devagar.

Que rápido! Cuidado.

Alexandra.

Isso, apoie-se aí e pronto. Coloque o pé aqui.

Isso. Viu? Conseguiu.

Mãe! Rosa. Droga!

O que eu faço? Mãe, responda. Não é nada, você está bem.

- Vamos devagar. - Não me mova, querida.

Temos que sair daqui. Mãe, por favor.

- O que está doendo? - Cuidado com o pescoço.

Machucou o pescoço? Diga-me onde dói.

Dói tudo, meu amor.

Vamos levantar devagar, está bem? Então vamos.

- Alexandra, meu joelho. - Está doendo?

- Meu joelho. - Vamos levantar devagar, cuidado.

Devagar, com cuidado.

- Alexandra. - Estou aqui.

Isso.

- Alexandra! - Mãe, por favor.

Temos que ir para o hospital.

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