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NETFLIX APRESENTA
Obrigado por me receberem.
Queria esclarecer as coisas.
O que fiz n�o pode ser classificado como pl�gio.
O reitor est� � espera.
S� porque...
... h� partes da disserta��o
que n�o est�o entre aspas...
Se eu quisesse plagiar,
tentaria disfar�ar, certo?
N�o o faria abertamente.
N�o se trata de interpreta��o.
Percebo que seja entendido dessa forma, mas...
N�o se trata de perce��o.
Sinto que fui tratado de forma dura e injusta.
De forma pior do que os outros alunos?
Foi a senhora que o disse, n�o eu.
Vejamos isto assim.
Quer tenha sido o senhor a escrever a disserta��o
ou n�o tenha estudado a mat�ria
e pedido a algu�m para a fazer por si,
pl�gio � pl�gio.
Posso responder a tudo agora, estudei a mat�ria toda.
Podia ter passado fazendo um exame oral no ver�o.
Optou por n�o o fazer.
N�o podia, estava a fazer turnos duplos
para conseguir pagar os estudos.
Tomasz, h� um ditado em latim que diz:
As palavras voam, os escritos ficam.
Imploro-vos.
Por favor, n�o me fa�am isto.
Na Faculdade de Direito,
infringiu a lei.
N�o o posso ajudar.
A decis�o de expuls�o � final.
Nesse caso...
Escreve-me uma dedicat�ria, Professora?
O seu livro mudou a minha perce��o da lei.
E obrigado,
por todo este ano.
A senhora foi uma grande inspira��o.
Morte aos inimigos da p�tria!
H� um ano que o rapaz nos tenta visitar, entendes?
H� um ano!
Ele liga, envia e-mails, mensagens, ele preocupa-se.
- Que mensagem lhe est�s a dar? - Est�s a exagerar. Eu estaria a�,
mas os Devoradores da Morte... - Quem?
"Europa Branca ou nenhuma Europa."
J� vi. � horr�vel.
Est� bem. Come�amos sem ti, mas despacha-te. � embara�oso.
Porra!
Cara�as!
Ol�!
Ol�.
Tomek.
Est�s diferente.
Tu n�o. Quer dizer, sim, mas...
... a tua cara n�o mudou.
- Ol�. - Ol�.
Desculpem o atraso, os imbecis bloquearam a estrada.
N�o digas isso.
N�o devias falar assim dos outros.
� dif�cil acreditar que no s�c. XXI os fascistas viriam para as ruas.
- Bando de idiotas. - Robert...
Gabi, o Tomek disse que muitas coisas mudaram em Wilkowyz.
Fecharam o est�bulo. Agora, � uma quinta.
Sim.
As abelhas ficaram?
Bem, sobre as abelhas...
Era uma atra��o tur�stica.
Quando as pessoas deixaram de vir, eu e o meu pai
tivemos de as vender.
Tomek, n�s...
N�s quer�amos continuar a visitar, mas surgia sempre algo...
Claro.
- N�o dava. - Entendo.
Pass�mos l� �timas f�rias de ver�o.
Como n�o foram, resolvi vir c� eu.
Chama-nos pelo nome, Robert e Zofia.
Que tal "tio" e "tia", como antigamente?
"Tio" e "tia"?
Claro, porque n�o?
Est� delicioso. Foi a tia que fez?
V� l�! � a minha especialidade.
Eu fa�o-o.
- Est� �timo! - Se tiver tempo.
Est�o a meter-se comigo.
Goz�es!
Voc�s os dois s�o terr�veis.
Bem...
N�o quero abusar da hospitalidade.
Tio, tia...
Agrade�o muito a vossa ajuda.
� um prazer, Tomek.
Conta-nos sobre os teus estudos.
Sim.
O primeiro ano foi dif�cil.
Muito dif�cil.
Mas o segundo � mais f�cil.
Tive uma dedicat�ria da professora Hoff-Studnicka.
A das not�cias, a especialista em direitos humanos?
Muito bem.
E onde vives?
Num dormit�rio.
- Mas � longe. - Desde que tenha boas notas.
- Tomala, estamos muito orgulhosos de ti. - Muito bem.
Sabias que v�o estudar juntos?
A Gabi fez um intervalo nos estudos, mas agora voltou.
Certo. Hist�ria da Arte.
Ent�o, j� falaram?
N�o, temos amigos em comum.
Trouxe-vos uma coisa.
Muito obrigado, Tomala.
Compota!
De morango.
De morango. Adoro!
- N�o podes ficar mais um pouco? - N�o quero incomodar.
- Eu levo-te � porta. - � t�o bom.
Obrigada.
Estava muito bom, tia.
Fiquem bem.
- Adeus. - Adeus.
Adeus. Obrigada pela visita.
Perdeste o apetite, ap�s o que aconteceu ontem?
Poupa-me.
- Ao menos, dormiste? - Dormi, "tia".
Aquilo foi assustador, n�o?
- Achaste? - Est�s a exagerar.
Como sabia do meu curso?
- Ao menos, dormiste? - Dormi, "tia".
Aquilo foi assustador, n�o?
- Achaste? - Est�s a exagerar.
- Como sabia ele do meu curso? - Atrav�s dos amigos em comum.
Treta! Ele pesquisou-me no Google.
Ent�o, � assustador.
O que ter� acontecido mesmo �quelas abelhas?
O que achas? Envenenaram-nas.
Os apicultores n�o envenenam abelhas.
M�e, eles j� fizeram pior.
Ainda assim, ele � ambicioso.
Um rapaz de nenhures e de uma fam�lia assim
entrou na Faculdade de Direito e safa-se.
Que bom para ele!
J� agora, preencheste a candidatura?
Sim.
- Mesmo? De certeza? - Por favor, m�e. Hoje, n�o.
Oksana, queres compota?
- Obrigada. - De nada.
Calem-se.
O que foi? Ela � gulosa, gosta de coisas doces.
Ele estava todo bem vestido.
Sentiram a col�nia?
A col�nia tudo bem,
mas viram como lutou com o camar�o?
- Eu vi. - Coitado, comeu a cauda.
Estava crocante.
J� foste ao dormit�rio dele?
Porque o faria? Eu sei como �.
Homens suados, sopa instant�nea e uma fila longa para o WC.
Ol�.
- Onde estavas na marcha? - Algures atr�s.
Robert, a "bolsa de estudo" dele � de quanto?
Quinhentos por m�s.
Dev�amos dar-lhe mais?
E se ele se agarrar a n�s?
N�o. Ele n�o � assim.
- Tem o orgulho dele. - � verdade.
- N�o veio pedir mais. - Ent�o, veio porqu�?
O que foi?
Para com isso!
Ele olhou muito para ti.
Para, pai.
Quem ser�?
Vai l� abrir.
- Tomek. - Desculpem incomodar.
- Tomala. - Que bom ver-te.
H� quanto tempo!
Deixei o telem�vel algures aqui.
Aqui est�.
Bem... Mais uma vez, muito obrigado.
Adeus.
Vejo-te na faculdade?
Claro.
- Adiciona-me aos teus amigos. - Sim, envia o pedido.
J� enviei. H� sete anos.
Ent�o, vou aceitar.
Foi bom ver-te, Gabi.
- Adeus. - Adeus.
O que estavas a ouvir?
- Stand-up. - N�o tinha piada?
Sim, tinha.
Quem vai ser o meu colega de quarto?
- Nem me lembres. - Ol�.
- Esqueceste-te? - Viste no Facebook...
- Obrigada. - ... sobre a Silent Disco?
Silent Disco?
- N�o. - Vamos?
Convidei-te.
Onde vai ser?
- Numa gr�fica. - Na sexta-feira.
- Mostra-me. - Se o Mikolaj for, eu n�o vou.
� por isso que devias ir. E toda gira. N�s tamb�m vamos.
- Exato. Tens de ir. - Dan�amos...
Eu n�o posso. Tenho a escola.
- O que est�s a estudar? - Design de Moda.
- Fixe! E tu? - O mesmo, em Londres. Ele em Nova Iorque.
- Parab�ns. - Credo! A minha senhoria n�o me larga.
Tenho de encontrar algu�m para me substituir.
Eu estou � procura de um apartamento.
Est�s?
J� chega de cheiro a sopa
e esperar na fila para o duche. - N�o tenho aqui fotos,
mas liga-me e eu mostro-te. - Sim.
Mas, Tomala, custa... Sei l�, 2000?
Gabi, � na baixa! Dois mil e duzentos n�o � muito.
- � uma pechincha. - Exato, apesar de ser min�sculo.
Passarei l� pouco tempo. Estarei a trabalhar ou a estudar...
Onde trabalhas?
Estou a estagiar numa ag�ncia muito fixe, mas esta semana quero...
Tenho entrevistas de emprego. Estou mesmo empolgado... Veremos.
Algu�m me d� lume?
O que tens a�? Uma crian�a?
Espera.
Boa!
- J� te pagaram? - N�o.
- E a ti? - Tamb�m n�o.
- Acho que � tudo. - O apartamento � �timo.
- Ent�o, 2000? - Exato.
A pagar no fim do m�s?
- N�o pode ser agora? - Ap�s o fim de semana?
- Ou posso dar metade agora... - Prefiro tudo de uma vez.
- Na segunda. - Maria?
Adicionemo-nos como amigos, � mais f�cil para falar.
Est� bem. �s o Tomek...
N�o te preocupes, j� te encontrei.
Est� bem.
Obrigado.
AMIGOS
19 DE NOVEMBRO
Estou? Bom dia, daqui fala Tomasz Giemza.
H� duas semanas, enviei-vos o meu CV
e gostaria de saber o ponto de situa��o.
Sou moderador de conte�dos,
mas acho que seria �timo em content marketing.
Entendo. Tudo bem.
Tenha um bom dia. Adeus.
Bom dia, daqui fala Tomasz Giemza.
H� cerca de um m�s, enviei-vos o meu CV...
PEDIDO DE AMIZADE ENVIADO
... e gostaria de saber...
Entendo. De nada.
Tenha um bom dia, adeus!
AMIGOS
OL�, � O TOMEK.
LEMBRAS-TE DE MIM?
OL�, TUDO BEM?
- Ele n�o percebeu? - N�o faz ideia.
Sou eu. Este � o meu acompanhante.
Podem entrar.
Vou mijar. J� vou ter contigo.
- Vai ter � pista, est� bem? - Sim.
- Ol�! - Ol�.
- O que fazes aqui? - Vim com uns amigos.
- Est� tudo bem? - O teu trabalho?
Corre bem!
- Est� muito barulho, falamos depois. - Est�s �timo.
Afasta isto de mim.
Como est� o teu trabalho?
- Tomala, voltamos a dan�ar depois. - Sim.
A s�rio? E o que vou dizer ao cliente?
Que n�o h� estrat�gia porque o Rafal "n�o estava na onda"?
N�o! N�o h� nenhum amanh�.
Vais faz�-lo. N�o sejas t�o millennial.
Eu mostro-lhe como se faz.
Tomasz Giemza.
Estudo Direito e sou moderador de conte�dos,
mas nada disso me satisfaz e procuro novos desafios.
- Beata Santorska. - Eu sei.
- Quis enviar o CV... - O meu casaco?
... mas n�o estava a contratar. Para quando �?
Para ontem.
Amanh� de manh�? Fa�o-o de gra�a, mas se gostar...
Por e-mail. Envio-te as informa��es.
�s lindo. Eu amo-te.
NOVA MENSAGEM INFORMA��O CONFIDENCIAL
CELEBRIDADE FIT
OBJETIVO: PERDA DE POPULARIDADE NAS REDES SOCIAIS
PERFIL P�BLICO REDUZIDO
Bom dia, ecoman�acos! Meninas, hoje, treinamos gl�teos!
Sentem a queimar? O rabinho agradece!
- Polegar para cima! - Exato, polegar para cima!
O �dio incomoda-me. N�o posso dizer que o ignoro.
Ultimamente...
Apresento-vos o meu novo sumo de dieta que � 100 %...
Adoro-o.
Sabe a curcuma. � saud�vel.
Todos estes sumos t�m curcuma.
At� � pr�xima!
Atacar � a melhor defesa. Se o nosso cliente sofre
devido �s acusa��es da FitAneta, porque n�o fazer-lhe o mesmo?
Criamos perfis nas redes sociais e em f�runs sobre sa�de.
Depois, dizemos que o detox da FitAneta � prejudicial.
Inventamos hist�rias e simulamos um efeito bola de neve.
O Rafal teve a mesma ideia.
Hashtag "FicouAmarela".
A concentra��o de curcuma no detox excede o limite de betacaroteno.
Bombardeamo-la com fotos de m�os amarelas,
diarreia com sangue, desmaios e o organismo a perder minerais.
Isto est� em conformidade com a lei da concorr�ncia desleal?
Estudo Direito, sei que assinaremos um acordo de confidencialidade.
N�o deveria o marketing a s�rio n�o exceder os limites �ticos?
Se fosse esse o objetivo, iria para uma ag�ncia de RP a s�rio,
como aquela de que foi despedida.
D�-nos um momento.
- Perd�o, n�o... - Sai.
Emo��es.
- Ele parecia promissor. - Um m�s � experi�ncia.
JUNIOR SPECIALIST EM BUZZ MARKETING
ALTAMENTE!
FANT�STICO! FATURA
GABI KRASUCKA ACEITOU O PEDIDO DE AMIZADE
FINALMENTE SEI O QUE FAZES. PARAB�NS!
OBRIGADO, FICO CONTENTE
OBRIGADA POR ONTEM
DE NADA
LEMBRAS-TE DO QUE DISSESTE NO T�XI?
PF
DESCULPA O MEU ESTADO
TRANQUILA, S� ME DEVES UMA FESTA
POR AQUI N�O H� MUITA COISA
N�O TEM DE SER AQUI
LEMBRAS-TE DA MINHA IRM� NATALIA?
VAMOS FAZER-LHE UMA FESTA DE ANOS
QUERES VIR?
DESASTRE - ANTIDIETA #FICOUAMARELA
PSEUDOPERITA! #FICOUAMARELA
ESCUMALHA! #FICOUAMARELA
- Ainda n�o acabaste? - S�o s� corre��es.
Tens demasiado tempo?
Acho que tens.
Mostra-me o alcance de...
"FicouAmarela"?
Pede ao indiano mais contas falsas.
- Que indiano? - Pensaste que as �amos buscar � Europa?
Insere especifica��es: idade, g�nero, identifica��o.
Eu corto-lhe o pesco�o.
O que fizeste agora?
Levanta-te.
N�o te ponhas atr�s de mim, sai.
Tu, M�o Amarela. Pesquisa-me este tipo.
PESQUISAR
A CAPITAL PARA O FUTURO
- Tamb�m nos metemos em pol�tica? - Ou�am este tipo.
Chega � cidade, anda de metro e quer brincar � pol�tica.
- Descobre-lhe os podres. - Posso acabar isto?
- Acabas depois. Agora, faz isto. - Est� bem.
As pessoas odeiam quando tenho pol�ticos no meu programa.
Mas at� eu estou curioso.
CANDIDATO � C�MARA DE VARS�VIA
Folgo em sab�-lo...
Deveria Vars�via aceitar refugiados?
Acho que j� o fez. Temos 120 000 imigrantes da �sia.
A seguran�a � uma prioridade, mas n�o podemos ser xen�fobos.
Falemos sobre o problema �bvio.
Tem uma conta numa rede social gay?
Sim, o meu alegado perfil gay.
� este o n�vel de absurdo que vemos na pol�tica.
N�o consigo acompanhar todas estas not�cias falsas...
CANDIDATO � C�MARA DE VARS�VIA
Alguma coisa?
N�o.
N�o sei o que a chefe v� em ti.
Foda-se, M�o Amarela!
Ainda est�s a�? �ndia.
Onde est� a tua tenda, Pocahontas?
Vai chorar para a casa de banho.
Alguns foram feitos para serem humilhados.
Que belos amigos tens.
E aquele tipo ali na porta?
� o Staszek Rydel. Trabalha na funda��o da m�e.
� um tipo fant�stico.
Est� a preparar uma exposi��o incr�vel, "Neuropea".
Tamb�m estagiou no MoMA.
- J� ouviste falar, certo? - Momma?
Claro.
- Reconheces? - Onde encontraste?
Foi o presente do Tomala para a Natalia.
- � um �timo presente. - Obrigado.
Ent�o, Tomala, como v�o os estudos e o trabalho?
Vou-me safando.
Se estivesses menos ocupado, pedir-te-ia ajuda com uma coisa.
- A exposi��o? - N�o. Isso ser� mais tarde.
� um leil�o de caridade, faltam-nos volunt�rios.
Seria um prazer ajudar.
�timo.
Zofia, est� na hora.
Gabi, vamos. O teu pai quer fazer um discurso.
Queridos amigos.
Estamos aqui, hoje, para celebrar um dia muito especial,
o anivers�rio da nossa querida Natalia.
Vivemos tempos dif�ceis.
Nuvens negras abatem-se sobre a Europa.
O tribalismo, o nacionalismo e o autoritarismo
amea�am os valores fundamentais sobre os quais este mundo foi constru�do.
� por isso, querida Natalia, que espero
que continues a fazer o que tens feito.
Que possas usar o teu enorme potencial,
e educa��o da Universidade de Oxford,
na luta por um futuro melhor.
Uma filha assim � uma b�n��o para os pais.
Tudo de bom.
A Gabi tamb�m est� connosco.
� uma menina muito talentosa e sens�vel.
Um dia, ainda nos vai surpreender.
Muito bem, divirtam-se e comam.
H� mesa de vegetarianos e sem gl�ten.
N�o vejo. Viras a luz para aqui?
Est� bem.
Verdade ou consequ�ncia?
Verdade.
Porqu� o ano sab�tico?
N�o publicaste fotos.
Mas que raio? Estiveste a cuscar o meu perfil?
Depress�o.
Medica��o.
Terapia.
Por causa disso, n�o entrei em lado nenhum.
Nem em Cambridge nem na UCL.
H�s de entrar em alguma.
N�o.
O mundo � a tua ostra.
Sei que n�o entrarei.
Certo, porra! Cara�as!
O que foi? � amargo.
- Verdade ou consequ�ncia? - Consequ�ncia, �bvio.
N�o. Verdade.
- Est�s a esconder algo. - Eu?
Devemos falar sobre tudo.
N�o digas a ningu�m.
- Juras? - Juro! Fala!
Fiz pl�gio.
Numa disserta��o.
� s� isso?
Expulsaram-me da faculdade.
O qu�? Quando?
Queria muito contar-te.
Devolverei o dinheiro que os teus pais me deram, mas...
N�o tenho...
O que fazem aqui escondidos?
Estamos a conversar.
- Estamos � espera com o bolo. - J� vamos, tio.
Nunca pensei que teria de publicar um v�deo destes.
Mas, tendo em conta as mensagens
e as amea�as,
sou obrigada a suspender a minha atividade.
- Esta onda de �dio... - Onda de �dio? Coitada!
Muitas pessoas viraram-me as costas.
Lambia aquelas l�grimas.
Mais coment�rios.
N�o consigo lidar com isto.
Tamb�m sou humana.
Coisas s�rias. O poder da sugest�o. Tiveste sorte.
Mereces um b�nus.
O Kamil d�-te o treino na segunda-feira.
Microc�maras, escutas, keyloggers...
Escutas?
Pedes autoriza��o ao Kamil.
Kamil, tens concorr�ncia.
Tenta n�o partir a secret�ria com o tes�o.
OL�, GABI. TUDO BEM? EST�S A�? OL� - ENCONTRO? - AVISA-ME
ACONTECEU ALGUMA COISA?
RESPONDE, POR FAVOR
Sim?
- Ol�. Staszek. - Ol�.
Est�s elegante, Maciek.
- Tomek. - Tomek. Claro, desculpa.
- Se quiseres, arranjo-te um marcador. - N�o � preciso.
- Os Krasucki j� vieram? - Vir�o para o leil�o.
Boa noite.
Boa noite.
- D�-me um minuto? - Com licen�a. Sim?
- A Gabi vem? - N�o, n�o se sentia bem.
� grave? N�o me responde �s mensagens.
Surpreende-te?
Puseste-a numa posi��o complicada.
N�o foste sincero connosco.
- Queria esperar pelo... - Com licen�a.
- Zofia, o painel. - Sim. Vamos.
Eu devolvo o dinheiro.
- N�o � o dinheiro. - Vou devolv�-lo.
Podes vir aqui? Desculpe, era para o Tomek.
As pessoas est�o � espera.
Bem-vindos ao leil�o de caridade da Funda��o Grande Cora��o...
Pe�o desculpa.
... para ajudar as v�timas da guerra no M�dio Oriente.
- N�o costumamos convidar pol�ticos... - Aqui tem.
E para si?
... o nosso convidado � uma exce��o. - Tinto.
- Sim. - Um acad�mico,
um economista not�vel, um amigo
e, por �ltimo, mas n�o menos importante, a �ltima esperan�a desta cidade.
Pawel Rudnicki!
Depois desta apresenta��o, tudo o que eu disser ser� uma dece��o.
O tinto?
Bom dia, Oksana. Tomasz Giemza, sou amigo...
Sim, Tomala.
Os Krasucki n�o est�o em casa.
Eu sei, acabei de falar com a Gabi.
Ela pediu-me para vir deixar umas coisas no quarto dela.
Bem, se a Gabi pediu, ent�o...
Obrigado.
- A prepararem-se para o Natal? - S� algumas decora��es.
- N�o se incomode comigo, sei o caminho. - Certo.
Inacredit�vel.
O que passou pela cabe�a da Oksana para deixar entrar um estranho?
Temos de falar com ela. S� pode estar maluca.
H� uma carta.
Dinheiro.
Ele devolveu-o, com dinheiro a mais.
- N�o se trata de dinheiro. - Eu sei que n�o.
Dev�amos chamar a pol�cia.
J� chega.
Santo Deus!
O que escreveu?
N�o consigo ler isto. Tantas mem�rias...
Coitado do rapaz. N�o est� bem da cabe�a.
Pede um encontro. Quer esclarecer tudo.
N�o vais, pois n�o?
Gabi, por favor, ele � um mentiroso compulsivo.
Vai agarrar-se a ti e n�o te vai largar.
� perturbado. � de fam�lia.
� uma m� influ�ncia.
Vi-vos a consumir droga no anivers�rio da Nata.
O teu pai tem raz�o, n�o podes deixar que ele te use desta forma.
- Claro. - Est�s a come�ar a terapia.
- Sim. - Largaste as festas...
N�o acredito.
- N�o percamos tempo com ele. - Exato.
O Pawel vai aparecer na televis�o.
Vamos ver.
... visitou o gabinete de Pawel Rudnicki,
o candidato da Uni�o pelo Futuro a presidente da c�mara de Vars�via.
Rudnicki gosta de surpreender com os discursos nos m�dia.
CONTE�DO INDISPON�VEL
Mas, desta vez, superou-se.
Vars�via para o futuro, mas tamb�m para todos os animais.
C�es, gatos, esquilos, ouri�os-cacheiros, javalis, formigas.
Todos s�o bem-vindos. Aleluia e siga para a frente!
- Podemos faz�-lo porque... - Se n�o n�s, ent�o, quem?
"Aleluia e siga para a frente"? Quem foi o g�nio?
A porra das formigas? Esquilos?
Se ele lixar isto, eu mato-me.
- Bom dia. - Bom dia.
Vim arranjar o router. Havia um problema?
Havia? Talvez a minha colega saiba.
Monika, � o senhor do router!
Siga-me.
O condensador tem defeito. Vou substitu�-lo.
Deixo-o sozinho a fazer isso?
- Ainda vou demorar. - N�o tem problema.
Esc�ndalo na equipa de Rudnicki logo no in�cio da campanha.
V�rios coment�rios favor�veis surgiram na sexta
e tinham o IP do escrit�rio do candidato da Uni�o pelo Futuro.
Pelos vistos, o candidato ordenou � sua equipa que o elogiasse online.
Adeus.
Espero que o pr�ximo Natal seja na c�mara municipal.
Eram coment�rios otimistas de contas rec�m-criadas,
publicados sob artigos sobre as elei��es.
Quando foi confrontado, Rudnicki n�o conseguiu dar uma resposta concreta.
Mais de 200 coment�rios numa hora? Uma iniciativa privada?
Faltam tr�s meses para as elei��es
e os m�dia focam-se em trivialidades.
O partido de Rudnicki descreveu o caso como uma provoca��o,
mas admite que as tentativas de censura da internet...
ESC�NDALO
... prejudicam o debate
e est�o em conflito com a liberdade de express�o.
E agora?
- Quero continuar. - Nem pensar.
Ele fica � frente disto. N�o discutas.
P�e-no a par.
- O acordo de confidencialidade. - J� tenho.
Um novo. Isto � pol�tica.
- Sabemos quem � o cliente? - A tua velhota.
Beata, aqui tem.
Pedi ao indiano 80 contas de jovens entre os 20 e os 25 anos.
Facebook, Twitter.
Testei memes sobre o Rudnicki. Div�rcio, monh�... Foi viral.
Tamb�m criei uma p�gina de f�s, a Parem a Islamiza��o.
Arranjei seguidores, mobilizei radicais e cheguei aos normies.
Funcionou muito bem.
POL�NIA PARA BRANCOS
A maioria s�o a minha Irmandade do Anel.
Faltam pormenores. Dizer que o Rudnicki quer trazer monh�s para a capital.
N�o exageres para n�o perceberem que � pol�tico.
N�o compliques. Brinca com as emo��es.
N�o deixes o Zuckerberg bloquear-te.
Intenso, mas segue as regras.
V�, assina.
� igual ao outro, s� a penaliza��o � que � diferente.
Oitocentos mil zl�tis?
Pretendes divulgar dados confidenciais?
N�o, mas do ponto de vista legal...
Do ponto de vista legal? H� tr�s meses, foste expulso por pl�gio.
Porque se deixou envolver nisto?
Que imbecil!
Rudnicki.
Ele devia ter dito que era uma provoca��o e pronto.
N�o fazia este circo na televis�o.
Que palha�ada!
Gabi.
Como foi o teu encontro?
O Staszek parecia extasiado.
Deus � grande!
Muito bom.
S� nos falta um slogan.
"Rudnicki quer..."
"Rudnicki convida-os para a Europa"? N�o.
Algo mais simples.
"Rudnicki quere-os na capital. E tu?"
Esse � bom. N�o sei quanto ao "E tu?", mas...
Continua a trabalhar nisso. Boa.
RUDNICKI CONVIDA...
PAREM A ISLAMIZA��O
EM BREVE NAS RUAS
Ele disse que despediu
o pessoal do hospital.
J� me lembro.
PROGRAMA DE RUDNICKI CAPITAL PARA O ISL�O
BEM-VINDOS REFUGIADOS
PROMOVER PUBLICA��O
O est�gio de que estamos a falar...
N�o, eu...
Certo. Tenho de anotar.
A minha m�e pode ajudar com isso.
PRE�O JUSTO POR BOM KEBAB
OS FUTUROS VIZINHOS, FAM�LIA E AMIGOS:
IMPORTAR: EXPORTAR:
BEM-VINDOS REFUGIADOS
Aqui!
Obrigado.
Muito obrigado.
Levaste as escutas, n�o foi? Para qu�?
Para o Rudnicki.
Sabes que levar esse equipamento � um grande risco.
N�o s� para ti, mas tamb�m para mim e para o cliente.
Tens de pensar estrategicamente. Tens algu�m que te possa ajudar?
Como assim?
Conheces este homem? Sun Tzu?
A Arte da Guerra? Conheces?
N�o.
Muito bem. O audiolivro da confer�ncia.
Sun Tzu chama-lhe um "agente perdido".
Algu�m a quem vendes informa��es falsas.
N�o lhes dizes quem �s, trabalhas com eles,
usa-los para manipula��o e provoca��o.
Mas tudo dentro dos limites de seguran�a.
N�o h� melhor manual para quem est� nesta �rea.
Cap�tulo Um.
O comandante deve ser impenetr�vel, disciplinado e amea�ador,
para que os oficiais e os soldados o respeitem,
e tamb�m para evitar que o inimigo perceba as suas t�ticas.
O inimigo deve ser manipulado e levado ao desespero
antes de executar os seus planos.
Agentes duplos s�o os espi�es do inimigo que trabalham para n�s...
... e s�o dispens�veis.
A fun��o deles � espalhar informa��es falsas
em territ�rio inimigo.
Se o segredo da miss�o for comprometido,
o espi�o tem de ser morto,
e todos os outros a quem ele deu informa��es.
Agora, j� tens tempo? N�o feches a porta.
O que queres que te diga? Antes n�o tinha mesmo.
Custa assim tanto responder?
Desculpa, devia t�-lo feito. Como me posso redimir?
Porque vieste?
Nunca peguei numa arma e sabes como as coisas andam.
Metes-me l� dentro? Tenho dinheiro.
- Patryk. - O que foi?
- Est�s ocupado? - N�o se v�?
Tens um aluno novo.
Ol�.
CAMPO DE TIRO
Anda.
- � altamente! - Recarregar!
- O cartucho. - Encravou.
Deixa-me ver.
Estas porcarias chinesas!
J� era. Vamos substitu�-la.
E ent�o? A Holanda � fant�stica.
Poupo e, depois, volto.
Dois meses a cortar flores?
Eu pago os meus impostos na Pol�nia!
- Grande treta! - A porra dos impostos!
Vejam. � aquele pol�tico, o Rudnicki.
Era s� o que nos faltava, um maricas.
- O que lhe fazias, espertinho? - O que achas?
O comando? Sr. Kazio? D�-me o comando!
- Cala-te. - Dava-lhe um tiro nos miolos.
- A s�rio? - O qu�? N�o, meu, v� l�.
- E, depois, um broche. - Porra!
O homem certo para a tarefa!
O Sr. Kazio salvou-nos do cabr�o de esquerda! Bravo!
Podemos ter CCTV dos anos 90, mas o Sr. Kazio � insubstitu�vel!
� eletricista reformado.
N�o tem fam�lia. Ganha por fora.
Foda-se! O Guzek!
- Sa�mos daqui? - N�o, ignorem-no.
Quem � ele?
- Um idiota. - Um anormal.
- � um chato, uma melga. - N�o, � um tipo normal.
N�o nos larga.
- Como assim? - Quer ser viral.
Lembram-se de quando escondeu explosivos na cave?
- Sim. - Mas que porra?
Foi a tribunal, mas arquivaram o caso.
� mesmo chanfrado!
Agora, passa os dias a jogar jogos MMO.
A toda a hora.
Mas tenho de lhe dar m�rito,
o tipo � mesmo bom com armas.
Ol�, malta. Devem estar a perguntar-se porqu� este meu aspeto estranho.
Os auscultadores e os �culos s�o necess�rios para disparar.
Disparar!
Como veem, com jogadas b�sicas, matamos uma criatura assim grande.
Mas se tivesse uma centelha de vingan�a, podia...
Vergonha! Escumalha e ral�.
A civiliza��o est� a colapsar!
Hoje, lidamos com uma invas�o. Planeada e organizada.
Eles querem enterrar o velho continente crist�o.
Precisamos de grandes homens, de grandes feitos.
Porqu� a AK-47? Eu digo-vos.
O cartucho � f�cil de inserir.
Tem aqui um gancho...
Recarregar.
Temos de impedir uma invas�o.
Ela chegar� em breve
e temos de estar preparados. Convido-vos a mobilizarem-se.
Se gostaram do v�deo, fa�am gosto.
E lembrem-se, estejam preparados.
Estratagema n�mero 31.
Distrair o inimigo,
atraindo-o com o encanto e beleza de outras pessoas.
Enviem-nas como agentes
para dominarem o governante inimigo.
Coloquem flores na �rvore seca.
Esta met�fora significa dar a impress�o...
O que fazes?
Est�s a brincar?
Estou a pesquisar.
Os votantes no Rudnicki aumentaram.
Alguma coisa das escutas?
O cliente est� furioso. Controla-te.
Vamos tentar agora. Pomo-lo um pouco mais alto.
Tentamos prend�-lo...
Prendemo-lo aqui,
onde a �gua...
- Ol�, Staszek. - Ol�.
- Onde est�... - Vieste falar com a Zofia?
Em frente e, depois, � direita.
- Tenho de acabar isto. - Certo.
Queria dizer-lhe que lamento muito.
Sei que vos deixei ficar mal.
Sinceramente, muito obrigado por tudo o que fizeram.
N�o o mere�o.
Tudo bem. Mais alguma coisa?
Gostava de ajudar.
- Ajudar? - Com a exposi��o.
Posso ser volunt�rio?
Por favor, diga que sim. Eu at� faria de escultura viva.
Se dissesse que sim...
... seria...
... com uma condi��o.
N�o usares isto para chegar � Gabi.
- Sim, claro. - Dir-te-ei algo.
Sabemos quem tu �s, Guzek.
Porqu� eu?
H� algum tempo que te observamos, Guzek.
Seguimos as tuas redes sociais. Gostamos do vlog, das tuas ideias.
E tamb�m admiramos o teu talento para disparar.
Temos de estar preparados para tudo, certo?
- Exato. - O que querem de mim?
Servi�o.
Que tipo de servi�o?
N�o v�s o que se passa?
As for�as do mal amea�am a Europa.
Sabes o que se chama a isso?
Invas�o.
Uma invas�o planeada e organizada.
Na Europa, abundam hordas isl�micas que amea�am os valores fundamentais
sobre os quais o nosso mundo foi constru�do.
E quem nos devia defender?
As elites?
V� o que elas nos trouxeram.
Queremos que tu...
... nos ajudes a resistir � queda da Europa.
Com palavras e feitos.
O que ganho com isso?
UM GRANDE REINO
Amigos, hoje, � um grande dia para mim,
porque o canal "Parem a Islamiza��o" subscreveu o meu vlog.
Daqui a pouco, vou mostra-vos imagens
para verem por voc�s mesmos.
Espero que isto seja o in�cio de algo importante.
Marta, a nossa volunt�ria, estuda na Academia de Belas Artes.
Vamos p�r ali o bote.
Certo.
Queria que visse deste lado.
Tomek!
- Obrigado. - � o nosso Tomala.
Durante anos, pass�mos f�rias na aldeia dele.
Depois, o Tomala veio para Vars�via estudar Direito.
E tem-me ajudado com esta instala��o.
- �timo. Ol�, Pawel Rudnicki. - Tomasz Giemza.
Admiro-o muito.
- Interessas-te por pol�tica? - N�o, nem por isso.
Ent�o, pelo qu�?
Por pessoas.
Se mudares de ideias, procura-me. Queremos gente jovem.
A instala��o � de um artista alem�o.
Veio tudo por cami�o desde Hamburgo.
S�o os bens dos refugiados dos campos provis�rios.
Queria que visse deste lado porque � uma onda.
Uma onda que apanha tudo.
Tem mais impacto deste lado.
Consegue v�-la?
A crise de refugiados �, sem d�vida, um momento decisivo na hist�ria da Europa.
Cheg�mos a um ponto
em que a antiga f�rmula j� n�o funciona.
� em momentos como este que surgem grandes oportunidades,
mas tamb�m grandes amea�as.
Na minha opini�o, uma delas � evitar o di�logo.
O di�logo � e sempre foi a grande mais-valia da Europa.
Mesmo com os radicais que pregam ideias absurdas.
Obrigada. Fa�am as vossas perguntas.
O senhor que levantou a m�o primeiro.
Passem o microfone, por favor.
� para o Sr. Rudnicki.
O senhor fala em di�logo,
mas, vindo de si, � uma treta.
Pode dizer-nos, por favor,
o que fez o seu pai em janeiro de 1976?
- Ele juntou-se ao partido. - N�o vejo rela��o com o assunto.
- Desculpe, se quer perguntar... - Mas h� uma rela��o!
O seu pai era um representante do aparato da repress�o.
Desculpe, qual � a pergunta?
J� l� hei de chegar.
O seu pai era do partido, certo?
- Qual � a pergunta? - E a sua m�e?
- � essa a pergunta? - O seu pai era um comunista traidor.
- Era um comunista traidor! - Sente-se!
Tirem-lhe o microfone!
Cala-te!
Tirem-lhe o microfone!
De gera��o para gera��o, � tudo a mesma merda!
Levem-no daqui!
Era um porco do comunismo! Abaixo o comunismo!
DI�LOGO AO ESTILO RUDNICKI
Abaixo o comunismo! Fascistas!
Muito bom! Onde foste desencantar este chanfrado?
- N�o sei quem ele �. - Claro.
A s�rio, veio sozinho. Nunca o vi.
Bom trabalho!
E o cliente?
Ficou muito satisfeito.
Pediu um esc�ndalo social.
Um esc�ndalo social?
- Tamb�m pensei nisso. - Que n�o te suba � cabe�a.
"N�o virem tudo de pernas para o ar"?
O cliente usa express�es engra�adas.
Ent�o, e agora?
J� � tarde.
Temos de nos levantar cedo.
Claro.
- Vou tratar disso. - Bom dia.
Temos de...
- Bom dia. - Bom dia.
Tomasz Giemza, vim falar com o Sr. Rudnicki.
Bem-vindo � equipa.
O que te fez mudar de ideias?
Disseste que a pol�tica n�o te interessava.
Sim, mas achei que isso era ignorante da minha parte.
Perante os tempos dif�ceis em que vivemos, vale a pena envolver-me.
Repare, senhor...
- Pawel. - Repare, Pawel.
As for�as do mal est�o a assombrar a Europa.
O tribalismo, o nacionalismo e o autoritarismo
amea�am os valores fundamentais deste mundo.
Perdoe-me se estou a dramatizar de mais,
mas acho que o senhor, como presidente da c�mara da cidade,
conseguiria resistir � queda da Europa.
T�o eloquente! J� conheces a Asia?
Ela p�e-te a par de tudo.
- Ol�. - Ol�. Sou o Tomasz.
Esta � a sala principal, a do marketing. Aquela � equipa de redes sociais.
Passamos a maior parte do tempo aqui.
� o que parece.
- Ol� a todos. - Ol�.
QUEM IR� � PARADA? RUDNICKI N�O COMENTA
GRANDE POL�TICO VOTAREI EM SI!
TEM O MEU VOTO!
Pelo que vejo,
o Rudnicki n�o ordenou nada a ningu�m.
Deve ser algu�m do partido dele. Quem ser� que contrataram?
O M�o Amarela a seguir pistas.
N�o acredito.
Qual foi o trabalho?
� a n�vel mundial.
Para as elei��es parlamentares.
Mas permiti-me entrar na tua �rea.
Mas eles n�o s�o advers�rios do nosso cliente?
N�o podem trabalhar para os dois.
Podemos fazer tudo.
Pronto. Podes publicar.
N�o te esque�as das hashtags.
- Pawel, setor el�trico, do ano passado. - �timo, obrigado.
Ent�o, que tal � trabalhar aqui?
� �timo. Muito obrigado.
Espera at� terminar a campanha. Vais ver o que � pol�tica a s�rio.
Pawel?
- Esque�a, n�o � nada. - N�o, diz l�.
Estive a pensar...
Talvez dev�ssemos jantar um dia destes.
Pode ser. Que tal na quinta-feira � noite?
Seria melhor na sexta, depois das 18 horas.
Pode ser comida tailandesa?
E ele n�o percebeu? Coitado!
N�o, n�o percebeu.
As bebidas estavam fortes.
Caminhamos para ficarmos s�brios?
Com muito prazer.
E ele pensava que eram quatro, mas da tarde.
- Mais um copo? - N�o, Tomek.
- � muito discreto, n�o tem c�maras. - Eu n�o devia.
Prometo que vamos embora se as coisas se descontrolarem.
Prometo. Vamos.
Vamos beber e dan�ar.
Para mim, s� a primeira.
- Venha! - N�o, eu fico a ver.
EIS COMO RUDNICKI E A COMUNIDADE LGBT SE DIVERTEM
Pawel...
RUDNICKI DROGADO FESTA LGBT
Lamento imenso.
N�o sei o que me deu para o arrastar para aquele bar.
N�o te recrimines.
A culpa n�o � tua.
N�o sei o que aconteceu.
Descontrolei-me.
N�o me lembro de nada.
Controlo-me sempre a beber e nunca bebo muito.
Eu tinha dez anos. A minha m�e bebeu at� morrer.
N�o contes isso a ningu�m.
N�o consigo, porra!
Desculpa.
Preciso de descansar uns dias. Tenho de pensar bem nisto.
N�o sei...
N�o.
� a coisa mais parva que podia fazer agora.
Pense nos milhares de pessoas que querem votar em si.
Elas acreditam num mundo livre do populismo e do mal.
N�o lhes pode tirar isso agora.
Queria manter separadas a minha vida privada e a campanha.
N�o correu como eu esperava.
Por isso, pe�o-vos as minhas sinceras desculpas.
Todavia, fez-me perceber que n�o se trata do meu ego.
Trata-se dos meus eleitores,
que acreditam em mim e num mundo assente na raz�o e na porra da justi�a!
Um mundo livre do populismo e do mal.
Mas se algu�m se quiser ir embora, que o fa�a agora.
Eu compreendo.
Est� bem, eu vou.
N�o podes.
Muito bem.
A s�rio? O nosso Tomala?
O Pawel n�o lhe poupa elogios.
Diligente, ambicioso, solid�rio.
Quem diria?
Quantos convites temos para quarta?
Quantos quisermos, posso arranjar mais.
Vamos convid�-lo.
E tu, Gabi? O que achas?
Pode ser embara�oso.
Mas tudo bem, convidemo-lo.
Muito cruel.
Mas ele n�o devia ter de o esconder.
- N�o � assim que se faz pol�tica. - Concordo.
A verdade � o mais importante.
Com os n�meros a voltar ao normal, ap�s as declara��es,
resta-nos fazer figas e seguir em frente.
� �timo ter-te na equipa dele.
- Tomala. - Ali est� ela.
- Com licen�a. - Vamos entrar.
- Ol�. - Ol�.
- Est� sempre atrasada. - Zofia...
� verdade, Tomala, vens � festa de despedida?
- Festa de despedida? - Da Gabi e do Staszek.
V�o para Nova Iorque.
Perd�o, a esta hora j� n�o consigo pensar.
- Adoraria ir. - �timo.
N�O TE ESQUE�AS DA FESTA DE DESPEDIDA DA GABI.
HOJE, �S 20 HORAS! CUMPRIMENTOS
Vens?
- N�o, vou ficar mais um bocado. - Depois fecha tudo.
KAMIL, O GRANDE
CRIAR EVENTO P�BLICO
CARREGAR FOTO
NOME DO EVENTO
CRIAR EVENTO
ATIVIDADE RECENTE
PAREM RUDNICKI! BLOQUEIO DA MARCHA DE TRAIDORES E PERVERTIDOS!
Chegou o Dia do Julgamento.
Queremos que nos ajudes.
Resiste ao colapso do continente.
Claro.
Qual � o problema?
N�o posso, lamento.
Como assim, n�o podes? Concordaste em colaborar, Guzek.
VAMOS L�!
Isso � desertar, o castigo ser� severo!
Se fosse outra coisa... A miss�o � muito...
�s vezes, � preciso derramar sangue para salvar milh�es.
N�O AO FASCISMO! SIM � TOLER�NCIA!
Tu pr�prio o disseste. Ent�o?
Preciso de tempo para pensar.
Pensar em qu�, Guzek?
PROTEJA A SUA FAM�LIA!
N�o v�s que � a �nica forma de eles ouvirem?
Ir�o sempre desprezar pessoas como n�s.
PAREM O FASCISMO!
N�O A RUDNICKI
ESCUMALHA NACIONALISTA!
Como assim?
Somos v�timas das circunst�ncias.
EUROPA, ACORDA! SER�O BLOQUEADOS, RENEGADOS!
Querem-nos fora daqui.
Basta uma asneira e estamos lixados!
N�o v�s? O desd�m?
PRIMITIVOS PALERMAS
PLEBEUS RAL�
Para eles, ser�s sempre um z�-ningu�m! E eu n�o sou um z�-ningu�m!
N�o sou um z�-ningu�m, porra! Entendes?
TRAIDORES
Entendo. Calma.
SIEG HEIL ESCUMALHA
De quem est�s a falar?
ASSEGURAR O NOSSO FUTURO
VAMOS CA�AR-VOS PARTILHAR
Das elites.
Das elites europeias.
ZOFIA KRASUCKA RESPONDEU "VOU" � MARCHA PARA APOIAR PAWEL RUDNICKI
Lembras-te de como te expulsaram do debate?
Como se fosses lixo.
E para eles ser�s sempre, a n�o ser que mudes algo. Percebes?
A marcha � amanh� �s 18 horas...
N�o posso. Lamento, agora n�o.
Guzek...
Guzek, cara�as!
Volta aqui, idiota!
Volta, sacana!
Cretino!
Foda-se!
Merda para isto!
�s um homem morto!
Boa tarde a todos.
Foi � �ltima hora, mas ainda bem que vieram tantos.
Quero agradecer-vos por isso.
Meus amigos,
provemos que somos imunes �s provoca��es de mau gosto dos grupos radicais.
Que n�o cederemos a trolls e antipatizantes online.
Unamo-nos, neste dia, ao nosso grande candidato a autarca,
Pawel Rudnicki!
Pawel!
Muito obrigado.
A nossa agenda � apertada.
Ainda temos de ir a Br�dno e a Ochota.
Mas viemos aqui primeiro
porque voc�s nos d�o muita energia e f�. Obrigado!
Liberdade! Igualdade! Democracia!
� melhor n�o irmos para ali.
- Deixem passar! - Robert.
- N�o podemos desistir. - N�o vamos.
� isso que querem. N�o podemos perder o equil�brio.
Imbecis de merda!
Quem � que inventa aqueles slogans?
Eu fechava-os em jaulas.
Merda!
Escumalha!
Natalia, o que fazes na Pol�nia?
Cuido dos meus pais.
E a Gabi? J� chegou?
Sim, h� algumas horas.
Na quarta, vai come�ar um est�gio numa exposi��o fant�stica.
Vai candidatar-se � faculdade.
J� n�o havia nada para ela aqui. Viste o que se est� a passar?
Pelo menos, as pessoas s�o mobilizadas.
- Viste quantos �ramos? - Menos do que os outros.
E se organiz�ssemos um encontro do Comit� de Apoio ao Rudnicki?
Mas um grande.
� uma �tima ideia.
Passaste-te? N�o podes entrar nos computadores!
"Podemos fazer tudo."
Desiludiste-nos, Guzek.
Felizmente, ter�s oportunidade de compensar.
Vais cumprir o prometido, certo?
Vou, mas com outras condi��es.
Que condi��es?
Primeiro, arranjam voc�s o equipamento.
� muito arriscado para mim.
Mais alguma coisa?
No fim da miss�o, v�o-me buscar e levam-me para a vossa base secreta.
Isso j� est� tratado, Guzek. � tudo?
N�o.
Ent�o, fala.
Preciso de dinheiro.
Guzek...
Isto n�o � trabalho, � servi�o.
�s um guerreiro, n�o um mercen�rio.
- O dinheiro n�o � para mim. - � para quem?
- N�o importa. - N�o temos dinheiro.
- Fazemos isto por uma causa. - Sem dinheiro, n�o h� acordo.
Ent�o, �s como aqueles merdosos
que p�em tretas no vlog s� para terem aten��o?
A porra do dinheiro � para a minha av�!
Tenho de lhe deixar dinheiro para os medicamentos.
O que sabem voc�s sobre como � viver neste buraco?
Voltar para casa e n�o ter nada exceto quatro paredes?
Eu aguento, mas n�o quero que ela viva assim.
Portanto, se n�o vou estar aqui, tenho de lhe deixar algo.
E n�o � f�cil para mim estar a pedir.
Quanto?
Vinte mil.
N�o dispomos dessa quantidade neste momento.
Dez mil.
Bem-vindos, senhores telespectadores.
Temos connosco Pawel Rudnicki, da Uni�o pelo Futuro,
e o senador Maciej Szozda, da Dignidade e Solidariedade.
Senhores, o que mudariam na capital
se ganhassem as pr�ximas elei��es?
Penso que a grande m�quina da propaganda
e a demagogia do partido do senador
transformou o "multiculti", como gostam os maliciosos de lhe chamar,
em algo que o pa�s deve temer.
A verdade � que, ao isolarmo-nos,
teremos um futuro triste. Esgotar�amos...
� exatamente isso que est� sempre a fazer,
a virar tudo de pernas para o ar.
Essa express�o n�o se usa assim.
Quando come�amos uma fam�lia e nos tornamos pais,
viramos tudo de pernas para o ar.
... viramos tudo de pernas para o ar.
... viramos tudo de pernas para o ar.
Boa noite. Queria falar com Sr. Szozda.
Tomasz Giemza, da Best Buzz PR.
Desculpe, o que quer?
Queria discutir os termos da colabora��o.
� isso.
- J� podes acabar sozinha. - Pai, n�o v�s!
Mati...
Svieta, por favor, toma conta da Matilda.
Boa noite.
- Tomasz Giemza, trato... - No escrit�rio.
Em que o posso ajudar?
Eu trabalho para si. Na sua campanha.
E em que o posso ajudar?
Preciso de um b�nus.
Caso contr�rio, poderei ter problemas em manter a discri��o.
Quanto?
Dez mil zl�tis.
Combinado.
Envio-lhe o dinheiro amanh� de manh�.
Est� bem.
- Mais alguma coisa? - N�o.
Veio de carro? Posso chamar-lhe um t�xi, ou o meu motorista pode lev�-lo.
Isso seria �timo.
O Sr. Szozda � um bom homem, n�o �?
Ele adora a filha.
Morreria por ela. A Matilda � tudo para ele.
- Claro, a fam�lia � o mais importante. - Certo?
Voltas a aparecer l� em casa e arranco-te a cabe�a!
Que raio foste tu fazer?
"Se se repetir, adeus colabora��o."
N�o sei de que fala.
Pensa em algo, ou n�o perder�s s� o Rudnicki.
- Estou a tentar... - Agora, ficas a moderar.
Venham. V�o trabalhar aqui. Uma pausa da pol�tica vai fazer-te bem.
Sai! R�pido! Desanda, in�til de merda!
V�, meninas. J� podem trabalhar aqui.
O alto-comando aceitou pagar-te.
- �timo. - No fim da miss�o, claro.
Nesta situa��o, � aplicado o princ�pio da confian�a limitada.
Que o alto-comando saiba que, se eu n�o receber 10 000,
ou 15 000, n�o h� acordo.
Quinze mil?
Estive a pensar. Ainda n�o � o suficiente pelo que vou fazer.
O que temos hoje?
Fetos
Vou atirar-te para a �gua
Serei jovem para sempre
Fetos
Beata, queria pedir-lhe desculpa. Tenho cometido muitos erros.
Todos erramos.
Espero que estejas a preparar algo em grande.
N�o a vou desiludir.
E das escutas? Alguma coisa?
N�o, nada.
Eu crio um filho sozinha.
E tu?
Qual � a tua desculpa?
Competente, inteligente, insolente, r�pido.
Podias ir longe.
Podia.
Mas porqu�?
A si, trabalhar excita-a.
N�o � uma rotina. Tem influ�ncia no mundo.
Vamos. Acompanho-a a casa.
� o seu filho?
O dinheiro � para qu�?
- N�o importa. - Importa. Diz-me. � para qu�?
- Objetivos pessoais. - Que objetivos?
� para a minha m�e.
Entende?
Ela est� doente.
S� a tenho a ela.
Aguento tudo, menos v�-la sofrer.
N�o � f�cil estar a pedir.
Tenho de a ajudar.
Tenho de o fazer.
Porque foi enterrada na Holanda?
O que se passou h� uns anos?
E os Krasucki?
Porqu� as escutas em casa deles?
Vou transferir-te 8000
e descontar do teu sal�rio.
Agora, sai.
Tem-lo?
Sim, est� comigo.
Mostra.
Tr�s mil e quinhentos euros.
Uso um servidor proxy, por seguran�a.
Ainda melhor.
Sabem o n�mero da conta?
Sim.
Fa�o-o agora. Um segundo.
Primeiro, servem o molho de beringela e, depois, o h�mus.
� tudo sem gl�ten e biol�gico...
O painel � at� �s 14h30,
h� uma pausa para caf� e continua.
Ter�s tempo para limpar tudo, mudar o catering,
e lembra-te, nada de pratos
ou garfos de pl�stico. A imprensa repara nisso.
Quem imprime os panfletos? Onde est�o?
N�o v�o chegar.
Eu trato dos cartazes e dos panfletos.
Est� bem. Ent�o, est� tudo.
- Estou a entrar no t�xi. Adeus. - Adeus.
PEDIDOS DE AMIZADE
CONFIRMAR
J� o tenho, est� tudo.
N�s sabemos. Pensas que n�o te observamos?
- A que horas � o encontro? - �s 21 horas.
N�o te atrases. � o �ltimo painel.
E o meu dinheiro?
Fazem-me esperar muito. Estou quase a mudar...
Tr�s mil e quinhentos euros.
Sim, eu sei o valor.
Se tudo correr bem, receber�s quatro mil.
- Agora, mata-me. - Em que sentido?
Mata-me e fica com a centelha do meu invent�rio.
Est� bem, tem calma.
- Mata-me! - Est� bem.
No fim da miss�o, v�m buscar-me
e levam-me para a base secreta, certo?
Tal como combinado.
- Posso fazer um �ltimo pedido? - Diz.
- Vou poder ver-te? - N�o.
� muito arriscado.
Ver-nos-emos em breve, na vida real.
Prometes?
Prometo, irm�o.
VOLUNT�RIO
Obrigado.
- Ol�. - Ol�.
- � o painel principal? - O Pawel est� stressado.
- Estavas no escrit�rio? - Sim. E vou voltar.
- Onde est�? - L� em cima.
Desculpe.
- Ol�. - Ol�. Os teus pais vieram?
Sim, vieram. Vou busc�-los antes que se percam.
Tanta gente. Acabaram os panfletos.
- Mandei fazer mais. - Est�o no escrit�rio.
- Ficaram l�? - Calma, eu trato disso.
N�o, vai para casa e descansa.
Pawel!
- Pawel, vamos. Vai come�ar. - J� vou.
Muito obrigado.
Se n�o fosse por ti, n�o estaria aqui.
Vamos a isto.
Venham, vamos come�ar.
Sobe ao palco depois do hino europeu.
Pawel!
- Gabi, o que fazes aqui? - Voltei.
Porqu�?
Com licen�a.
Vim aqui porque queria...
... pedir-te desculpa.
Afastei-te. Sei que deve ter custado.
Tenho mesmo de ir.
Tomek.
N�o foi justa a forma como te tratei.
� melhor irmos dar uma volta.
Onde?
N�o sei, vamos at� l� fora.
Mas o painel est� quase a come�ar.
Desculpe, senhor, est� tudo bem?
Como pode ver. Porqu�?
Por nada. Era s� para saber. Muito obrigado.
Segurem-no!
O assassino era um jovem de Vars�via.
Em abril de 2017,
Stefan G. foi condenado por posse de explosivos.
Por�m, o processo foi arquivado
devido �s d�vidas sobre a sanidade mental do acusado.
Antes do ataque, Stefan G. roubou uma arma de um campo de tiro,
o que foi confirmado pelo CCTV.
Diz que agiu em nome de uma organiza��o internacional,
mas a exist�ncia da mesma n�o foi confirmada.
Segundo o vice-diretor da Ag�ncia de Seguran�a Nacional,
nada leva a crer que o atacante pertencia a uma organiza��o terrorista.
Tudo sugere que agiu sozinho,
resultado da sua obsess�o pelo tragicamente falecido Pawel Rudnicki.
Stefan disse que "ouviu vozes" num jogo de computador
que "lhe deram ordens".
Exames preliminares consideraram-no louco na altura do ataque.
Muitos sobreviventes afirmam dever as suas vidas
ao ato heroico de Tomasz Giemza,
um volunt�rio da equipa de Rudnicki,
que arriscou a vida para travar o atacante
e impediu que mais sangue fosse derramado.
Foi criada, nas redes sociais, a campanha "Obrigado, Tomek!",
para que todos possam congratular
este jovem pela sua coragem not�vel.
Por tr�s da iniciativa
est� Maciej Szozda, o rival de Rudnicki nas elei��es.
#OBRIGADOTOMEK
� uma grande trag�dia. Morreram pessoas.
Afinal, a pol�tica n�o � um jogo.
Para mim, isto � uma trag�dia pessoal.
Ap�s o que aconteceu, os principais partidos da Pol�nia
emitiram um Manifesto pelo Di�logo Assente em Respeito.
- Numa publica��o, escreveram... - Est� tudo bem?
- Sim. - "... n�o uma mostra de �dio."
D�i um pouco, mas aguenta-se.
Escumalha.
Major Jan Polanski, Ag�ncia de Seguran�a Interna.
Ten. Agata Domaniewska, Dep. de Combate ao Terrorismo e Amea�as Estrat�gicas.
Muito obrigado pelo seu hero�smo.
Fotografia n�mero cinco.
Kazimierz Czerwinski...
... o seguran�a morto durante o assalto ao campo de tiro.
Fotografia n�mero seis.
Fazem ideia do que passei?
H� algumas raz�es
para crer que Stefan Guzkowski tinha um c�mplice.
Porque me mostram estas fotos?
O �ngulo do esfaqueamento n�o corresponde � altura do Guzkowski.
S�o do Departamento de Contraterrorismo?
- Isso. - Ent�o, digam-me
como � que um tipo acusado de posse de explosivos,
que repetidamente incita � viol�ncia na internet,
n�o est� na vossa mira?
N�o temos recursos para monitorizar...
Como � que, na �ltima fase da campanha eleitoral deste pa�s,
algu�m entra num campo de tiro, rouba armas e muni��es,
mata um seguran�a, e voc�s n�o fazem absolutamente nada?
O assalto e homic�dio s� foram reportados...
N�s est�vamos l� � espera!
Porque demoraram?
- Chamem a enfermeira. - Claro.
Voc�s n�o t�m cora��o.
O que foi? O que aconteceu?
Ol�, Beata.
Estiveste por tr�s disto.
E sabe o que � isto?
Uma c�pia de seguran�a.
Mais concretamente, provas contra si.
Ass�dio, persegui��o, intimida��o.
A destruir a imagem das empresas e de particulares.
Al�m disso,
tenho a prova da transfer�ncia dos 8000 zl�tis.
Adivinhe onde os gastei.
E voc�?
O que tem contra mim?
O mi�do n�o tem culpa.
Consigo na pris�o, quem cuidaria dele?
J� traumatizou um mi�do.
Agora, quer perder outro?
E, Beata...
... n�o se esque�a de que trabalhamos bem juntos.
Eu gostava que continuasse assim.
Por isso, pode dar-me outra tarefa?
Vou buscar um ch�. Queres algo?
N�o, obrigado.
Beata...
Diga ao Kamil que ele j� n�o trabalha aqui.
Obrigado.
Podes ajudar-me?
Como correu o trabalho? Tudo bem?
H� muito a fazer, mas, assim, tenho a cabe�a ocupada.
Legendas: Cristiana Antas
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