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Original subtitles

Intriga internacional

Nice, Viena e retorno.

- Obrigado, Sr. Bishop. - Obrigado.

Senhor Bishop ...

Desculpe-me, eu não sou desta cidade.

Sabe, eu sou apenas um turista.

Ah!

Eu acho que isso é mais do que óbvio.

Quer falar alguma coisa comigo?

Oh, não, não, não! Eu o ouvi dizer há pouco

que estas passagens eram para Victor Danemore.

Isso mesmo.

Desculpe-me, eu tenho ouvido falar sobre suas atividades,

mas eu nunca falei com ninguém que o conhecesse pessoalmente.

Oh!

Li nos jornais que é um dos homens mais ricos do mundo.

É o que dizem.

Chamam ele de "O personagem misterioso da Riviera".

É realmente misterioso?

- Bem, sabe ... - É extraordinário.

Extraordinário.

Como deve isso de ter tantos milhões?

Bem, não é uma vida tão fácil como você e eu poderíamos pensar.

O sr. Danemore teve um ataque cardíaco.

- Devo chamar o médico, senhor? - Sim.

Diga a ele que é tarde demais.

Onde está a senhora Danemore?

Eu acho que a Sra Danemore está no terraço, senhor.

Chame o médico. Vou avisá-la.

- Dominique. - O Quê?

- O que você está usando? - Maiô.

Vista-se.

Victor sofreu um ataque cardíaco.

Ele morreu.

Meu vestido está numa cadeira atrás de você.

Como isso aconteceu?

Ele estava no chão da biblioteca.

Morreu antes que se pudesse fazer qualquer coisa.

- Ele estava vivo quando você o encontrou? - Sim.

- E ... ele disse alguma coisa antes de morrer? - Não.

O que vai acontecer agora?

O de sempre. Certidão de óbito,

funeral, declarações para a imprensa..

Use algo preto.

Vou me sentir uma hipócrita.

Isso não vai durar muito tempo.

Dave,

Você pode cuidar de tudo?

Meu contrato termina no final do mês.

Os Jornalistas vão fazer muitas perguntas e ...

Eu me ocupo disso.

Terei que vê-los também?

Você não pode, está sobrecarregada pela dor.

"Deixe que seus ouvidos estejam atentos ao que eu peço."

"Se observas iniqüidades, Senhor."

"Senhor, quem as suportará?"

"Porque lá comigo haverá compaixão ..."

- Falta muito? - Seja paciente.

"Pelo bem de Tua lei eu o esperei ..."

"... E apaga todas as minhas iniqüidades."

"Cria em mim um coração puro, ó Deus, renove meu nobre espírito."

"E quanto a minha alma",

"Dê-lhe descanso eterno, Senhor"

"E deixe a perpétua luz brilhando sobre nós para sempre."

"Descanse em paz. Amém"

"Que sua alma e as de todos os fiéis defuntos"

"Pela misericórdia do Senhor, descansem em paz."

"Amém".

Senhora, eu apresento as minhas condolências;

- Se precisar de algo esta tarde ... - Obrigado.

- Não vai voltar? - Mais tarde irei.

- Não demore muito. - Não vou.

Terrível, não?

Sim.

Acho que isso aconteceu quando estávamos conversando na agência de viagens.

Isso mesmo.

- Talvez se eu não tivesse o retido.. - Não. Isso não teria ajudado.

Isso me deixa mais calmo.

Foi você quem encontrou o Sr. Danemore?

Isso mesmo.

Ele disse alguma coisa antes de morrer?

Não.

Foi um prazer conhecê-lo, Sr. Bishop. Até logo.

- Quem é? - Ninguém.

- E o que ele queria? - E o que voce quer?

- Eu tinha que falar com você. - Por que o mistério?

Não é nenhum mistério. Vamos a outro lugar.

- Vamos tomar um drinque. - Boa idéia.

- Isso é o que eu tinha pensado. - Sim, é uma boa idéia.

Olá, doutor.

Ele queria dizer, Sr. Bispo, que o sr. Danemore é um excelente cavalheiro.

Sim, isso é verdade.

- Conhaque. - Conhaque.

Dois conhaques, então.

Sobre o quê quer falar comigo?

Sobre algo misterioso.

- Você não disse que não era? - Eu pensei melhor.

Recebi uma carta.

É de um advogado de Viena.

- Aqui está. - O que é que ele quer?

Para enviar a ele, como médico oficial,

um certificado especificando claramente

a verdadeira causa da morte de Victor Danemore.

Sirvo os conhaques?

É um belo dia, não?

Esplêndido.

Um sol magnifíco, clima ameno ...

Dois conhaques ... Sr. Bishop?

- Posso lhe pagar uma bebida? - É muito gentil, obrigado.

Deseja que, como médico oficial,

lhe envie uma certificação sobre a verdadeira causa da morte...

Envie.

- Para que ele iria querer isso? - Afinal de contas, o que importa?

Conhece o advogado que assina isto?

Mannheim ... Não.

Por que me escreveu esta carta?

Eu não sei. Danemore morreu de um ataque cardíaco, certo?

Acho que sim.

Como assim você acha?

O sr. Danemore ainda estava vivo quando o encontrou, certo?

Sim.

Não disse nada antes de morrer?

Por que ele diria algo antes de morrer?

Eu não sei. Por que um advogado de quem nunca antes ouvi falar,

me escreve de Viena e me pede uma certidão de óbito?

Bem, vamos deixar de rodeios.

- Você se encarrega disso? - Vou cuidar disso.

Vai escrever para ele deixando tudo claro?

Vou esclarecer tudo. Você quer outra bebida?

Obrigado, Sr. Bishop. É um cavalheiro.

Sem dúvida que sou.

Senhor Bishop?

Meu nome é Spring.

Jonathan Spring.

O mordomo disse que o senhor chegaria logo.

Eu sou da seguradora em que o Sr. Danemore havia contratado uma apólice.

Podemos passar à biblioteca.

Eu não quero fazê-lo perder o seu tempo, Sr. Bishop.

Eu entendo o quão doloroso pode ser falar sobre a morte

de alguém tão próximo ao senhor

e com quem ele estava tão ligado.

O que você quer saber?

A maior parte dos detalhes são conhecidos.

Só falta confirmar se é verdade que foi o senhor

quem encontrou o sr. Danemore e informou às autoridades.

Eu encontrei o sr. Danemore, mas o mordomo

comunicou às autoridades, seguindo minhas instruções.

Entendo. Quando encontrou o Sr. Danemore,

creio que estava vivo por algum tempo.

Por alguns segundos

Segundos?

O sr. Danemore disse alguma coisa relacionado a mim?

Não.

Muito obrigado, Sr. Bishop. Desculpe ter incomodado.

Não houve incômodo algum.

Estou muito agradecido. Eu conheço caminho para fora. Boa noite.

Boa noite.

Alô, gostaria de uma ligação para Viena. Viena, sim.

O número é 18226. Quero falar com o Sr. Karl Mannheim.

Mannheim, sim. Meu nome? Bishop. Isso mesmo.

A que horas a ligação estará pronta, senhorita?

Bem. Obrigado.

Eu já vou.

Pode nos deixar a sós por um momento?

Vou para Paris hoje a noite.

Alguma razão para não ir?

Não consigo pensar em nenhuma.

Você disse que tinha sido pago até o final do mês.

A casa está totalmente paga, sabe?

Isso e uma boa soma em dinheiro.

É um rico património

Sr. Victor Danemore. Fim de citação.

- Bem, você ainda tem um seguro. - Victor nunca teve seguro.

Ele não podia contratar um sem dar alguns detalhes sobre a sua vida.

E isso é a última coisa que ele faria.

Nunca interessaram a você os detalhes da vida dele?

Eu costumava, mas há muito tempo deixei de pensar nisso.

E eu decidi acreditar em todas as histórias que ele inventou.

Nobee romano, ex-campeão de polo

Bilionário... Excelente trabalho criativo, Dave.

- Me pagava para isso. - Como pagava a mim também.

Você perguntou alguma vez a ele quem ele realmente era?

Não.

Eu achava que as mulheres eram mais curiosas, especialmente esposas.

- Também os jornalistas são curiosos. - Eu não estava casado com ele.

Exceto pela cerimônia, eu também não.

Ouviu falar de um homem chamado Spring?

Spring?

Jonathan Spring.

Nome engraçado. Nunca ouvi falar dele.

Fizeram perguntas sobre Victor a você?

Não, por que?

Porque algumas pessoas têm perguntado se ele disse alguma coisa antes de morrer.

Eu também pergunto.

Você era a esposa. É uma questão lógica.

O que você acha, Dave?

É possível que nós sejamos os únicos que sabem que o passado de Victor era

uma série de mentiras inventadas por mim.

Mas nós sabíamos que o seu dinheiro não era uma mentira.

E eu gostaria de saber onde ele conseguiu.

O dia em que ele morreu, ele me mandou reservar um bilhete para Viena.

O que isso significa?

- Lhe interessa saber a razão para esta viagem? - Não!

- Quem é Mannheim? - Como?

Mannheim! Um advogado de Viena

solicitando um atestado médico

sobre as causas da morte de Victor Danemore.

Eu não sei, Dave. Eu não sei quem são essas pessoas.

Enquanto não sabe, é melhor fugir delas.

Há sete anos, Victor Danemore surgiu do nada.

e contratou você para que construísse um passado para ele

e para mim, para ser sua esposa.

E eu vivi sete anos como a bela esposa do fabuloso Victor Danemore.

Fui a anfitriã perfeita de seus glamourosos festivais internacionais.

Entrei de braços dados com ele nos mais luxuosos restaurantes das capitais européias.

Você escreveu o diálogo e eu montei a cena.

Agora eu sou a pobre, mas respeitável, viúva de Mr. Danemore.

Esse é o legado que Victor me deixou.

A lenda que você criou.

Talvez seja isso que eu estava esperando.

Agora eu gosto.

Eu não me importo quem era ou de onde sua fortuna surgiu.

Sou livre. E eu não quero que nada destrua essa liberdade.

Sinto muito, Dave, mas não tem sido fácil toda essa hipocrisia.

Não tem sido bom fingir amor a um homem que se despreza.

- Você me odeia pelo que eu disse? - Não.

Você me amava... há muito tempo.

Como você sabe?

- As mulheres percebeb essas coisas. - Sério?

- Não é? - Diga o que você sabe.

Não seja cruel.

E o que você sentia há muito tempo?

Eu amava você muito.

Eu nunca percebi.

As mulheres sabem fingir.

E de repente parou de me amar?

Eu parei de esconder. Ainda amo você.

- Venha comigo, Dave. - Aonde?

Para Paris.

Esqueçamos todo o passado. Vamos construir nossas próprias memórias.

- O telefone está tocando. - Não atenda.

- Alô, é o Sr. Bishop? - Sim.

O sr. Mannheim, Viena, na linha. Fale, por favor.

- Alô sr. Bishop? - Alô, sr. Mannheim.

- Sim? - Estou ligando a respeito de uma carta

que o senhor enviou, pedindo um atestado médico

sobre as causas da morte do Sr. Victor Danemore.

Ah sim. O senhor está relacionado ao escritório do legista?

Não. Eu trabalhava para o Sr. Danemore.

O médico queria saber as razões que o levaram a solicitar o certificado.

Oh, bem ...suponho que é indiferente que você saiba agora,

mas eu não podia falar sobre isso enquanto o sr. Danemore estava vivo.

Entendo. Do que se trata?

O sr. Danemore me confiou um documento selado.

e instruiu-me que, em caso de sua morte,

obtivesse um certificado oficial das causas de sua morte.

E que, se sua morte fosse devido a causas naturais,

destruísse este documento, sem abrí-lo e sem lê-lo.

E se a morte não fosse por causas naturais?

Devo abri-lo e siguir as instruções nele contidas.

- O senhor o abriu? - Oh, não, não, não. Devo esperar até

o momento de receber o certificado que pedi.

Pode me dizer quanto tempo tem esse documento?

Oh ... oito anos.

- Sr. Mannheim. - Sim?

Não destrua o documento.

- Por quê? Tem algo errado? - Não não não. Nada anormal.

Há um voo para Viena chegando amanhã às 07:30.

Estarei nele e quero vê-lo quando chegar.

Bem, não há problema, Sr. Bishop.

Voltarei ao meu escritório amanhã à noite, depois do jantar.

- 10:30 h. Não é tarde demais para o senhor? - Estarei lá.

Adeus, sr. Bishop.

Você sabe alguma coisa sobre isso?

Oito anos atrás!

Eu não conhecia Victor há oito anos.

Nem você.

Por que acha que ele faria isso?

Porque ele acreditava na possibilidade de que sua morte não fosse natural.

- Isso é ridículo. - Mas não sabemos.

Não sabemos por que Victor ia a Viena 3 ou 4 vezes por ano.

Eu nunca falei com ele sobre essas coisas.

Nunca falei com ele sobre essas coisas.

E você não gostaria de saber?

Você não gostaria de saber com quem viveu por sete anos?

- Você vai a Viena? - Sim.

E ... não há nada que faça com que você não viaje?

Do que você tem medo, Dominique?

Fosse aonde fosse, e tudo o que fizesse, Victor

não era um homem feliz, Dave.

Como você disse, inclusive tinha medo.

Não tente tomar o seu lugar, Dave.

Pode ser que você se interesse em saber o que encontrarei lá.

Estarei em Paris, Dave.

Atenção, por favor, Atenção.

Obrigado.

KLM anuncia a chegada de seu vôo número 253 de Nice.

Ei, Tony!

Olá, Dave.

- Como está, Tony? - Bem.

- Estou feliz em ver você. - Eu também.

- Arrumou tudo na imigração? - Poder da imprensa. Não houve problemas.

Enviaremos sua bagagem para o hotel e iremos diretamente para a

- Central de imigração. - Certo.

- Sargento Baum? - Sim.

É o sr. Dave Bishop.

Eu sou Tony Forrest, da "Associated News".

O inspector Rohmer nos disse que podemos examinar os registros.

Ele já me comunicou. O que desejam saber?

Eu gostaria de ver o registro de entrada que preencheu o falecido...

- Victor Danemore em 16 de janeiro . - Victor Danemore.

D, d ... Victor Danemore. Danemore.

- Aquele que morreu na semana passada? - Isso mesmo.

16 de janeiro ...

- Vinha com freqüência? - Cerca de três vezes por ano.

Que estranho que eu não soubesse!

Pergunto-me em quê um homem pode empregar tanto dinheiro.

- Tem certeza de que foi 16 de janeiro? - Sim, Vôo número...

- 412 da França. - E anotaram seu domicílio?

Residência: Viena, Hinkel Strasse!

Hinkel Strasse!

- O que tem de estranho? - Você conhece a Hinkel Strasse?

Não.

Certamente não há pior bairro em toda a cidade.

Você tem certeza?

Hinkel Strasse, 16. Com essa fortuna jamais moraria em Hinkel Strasse.

Eu nem sequer moro em Hinkel Strasse agora.

Obrigado, Sargento. Muito obrigado.

Por nada, senhores. Um de vocês pode assinar o livro de registo, por favor?

Desculpe-me, Tony. Ainda tenho algumas coisas para fazer.

- Vejo você no hotel em uma hora. - Certo.

Dave, Hinkel Strasse não é uma das melhores áreas de Viena.

- Obrigado. - Não por nada.

Distrito 9: Alsergrund Hinkel Strasse

Sr Danemore?

Sr Danemore?

Quem é você?

Eu sou a governanta.

- Não é o Sr. Danemore.? - Não.

Meu nome é Bishop.

Há quanto tempo você trabalha aqui?

Por que me pergunta? Se quiser saber alguma coisa,

pergunte ao Sr. Danemore. Tem que vir amanhã.

- Não virá amanhã. - Oh, sim, ele virá.

O sr. Danemore teve um acidente na semana passada.

Um acidente? Um acidente? Oh, o sr. Danemore morreu.

Ele está morto.

Oh, sim, o sr. Danemore morreu.

Eu deveria saber.

Ele vinha sempre aqui?

Devo mudar tudo hoje à noite.

Hein? Ah! Vinha três vezes por ano.

Ele sempre me dizia com antecedência quando viria.

E nunca chegava tarde. Não.

Ele nunca chegou tarde.

O sr. Danemore era um grande empresário.

E costumava falar com outros homens de negócios importantes.

E ... sobre o quê falavam?

É claro, nunca ouvi o que eles conversavam.

Vou tentar entrar em contato com o homem que se encontrava com ele aqui.

Tenho o dever de informar a sua morte.

Eu não ... nunca o ouvi.

Foi você quem acendeu a luz?

Sim.

Importa-se de apagar quando sair?

Está bem.

Adeus.

Eh ... Uma vez ouvi um nome.

Era um cavalheiro sueco que veio.

Lembro porque era um nome estranho ...

e porque eu o ouvi pronunciar uma única vez.

Veio de Estocolmo.

Olaf Lindquist.

Acho que já não importa dizer agora.

Ele não virá mais.

Porque, sabe, o sr. Danemore morreu.

- Whisky com água gelada. - Obrigado.

- Desculpe, é o Sr. Bishop? - Sim.

Aquele cavalheiro deseja lhe pagar uma bebida.

- Ele mandou isso? - Sim senhor.

- Boa noite, Sr. Bishop. - Boa noite, Sr. Spring.

- Se esse ainda é o seu nome. - Claro. Por que eu mentiria?

Por favor, sente-se.

- O que deseja? - Uma explicação.

Vejo que vai ser muito difícil falar com o senhor, Sr. Bishop.

Praticamente impossível, Sr. Spring, se esse é o seu nome.

- Eu disse que esse é o meu nome. - Eu já sei disso.

Por que veio a Viena?

Eu pensei que era você que queria me dizer algo.

- Isso é o que eu quero. - Explique-se.

O senhor é um homem muito inteligente, Sr. Bishop.

Sou muito suscetível à lisonja, sr. Spring. Não tire proveito da minha fraqueza.

Eu fui contratado para segui-lo e relatar suas atividades.

- É pago para me seguir? - Sim.

- Quem contratou? - Eu não posso lhe dizer.

Mas saberia quem é se pudesse me dizer o seu nome.

E vou acrescentar que todo mundo sabe o seu nome.

- Deve ser alguém muito importante. - Sim.

- E por que tanto interesse? - Eu estou lhe falando por causa disso, Sr. Bishop.

Porque o homem que me contratou está muito interessado no senhor

e eu quero saber o porquê.

Me parece que não é por algo que o senhor saiba,

mas por algo que poderia vir a saber.

Então eu estou oferecendo minha ajuda.

Despesas livres, sem pagar nada e sem compromisso de sua parte.

- Para qual propósito? - Para descobrir por que

tornou-se de repente uma pessoa tão importante.

Você está, digamos, navegando no escuro.

Se essa navegação tiver êxito, terminaria automaticamente em meu chefe.

Caso contrário, ele não estaria tão interessado no senhor.

E então eu me tornarei pessoa importante,

porque o senhor saberá que o meu chefe o teme.

E eu sei qual é o seu nome.

Você saberá o que é, e eu saberei quem é.

Situação perfeita para um casamento.

Por que um homem tão importante contratou você?

Vai entender no tempo devido.

E agora, deixe-me contribuir com uma palavra

na sua difícil navegação no escuro.

Com um palpite ... chantagem!

Chantagem?

Isso poderia explicar muitas coisas.

Poderia explicar a misteriosa fonte de riqueza do Sr. Danemore.

Poderia explicar suas entrevistas regulares em Viena.

E para proteger a identidade do homem que ele encontrava,

poderia ser uma explicação perfeita de por que ele tinha um governanta cega.

É um palpite.

Olá, Dave, como foi?

Também poderia ser uma explicação de por que me perguntam

se ele disse alguma coisa antes de morrer.

- Não entendo você. - Dodo, vou usar o telefone, sim?

Sim?

Ah, sim ... é o Sr. Bishop?

Estarei esperando aqui.

Sim?

- Sr Mannheim? - Sim?

Eu sou a Sra Danemore, esposa de Victor Danemore.

- Por favor, entre. - Obrigado.

- Por favor, sente-se. - Obrigado.

Desculpe incomodá-lo a esta hora, Sr. Mannheim,

mas eu acho que é um assunto muito urgente.

O que posso fazer pela senhora, sra Danemore?

É sobre o que meu marido confidenciou à sua guarda, Sr. Mannheim.

Entendo.

Se importaria em me entregar esse documento?

Bem, não eram essas as minhas instruções, sra. Danemore.

Oh, bem ..não sei como lhe dizer, Sr. Mannheim.

Admiro meu marido por ter depositado no senhor toda a sua confiança.

Oh, a senhora é muito gentil.

O documento que o meu marido lhe deu está selado?

Selado e assinado por seu marido na minha presença.

Entendo.

O senhor tem alguma objeção em me deixar ver o selo, Sr. Mannheim?

Oh, não tenho nenhuma objeção, sra Danemore.

Como sua esposa e herdeira legítima, pode verificar por si mesma

que o selo não foi rompido. - Obrigado.

Quer vê-lo agora?

Sim por favor.

- Obrigado. - Obrigado.

Sshhh ... Espere um momento.

Pare de gritar, sim?

Você quer me ouvir?

Você poderia ...?

O que está acontecendo?

- O que é isto? - Resnik, avise a polícia.

Assassino!

Assassino!

Pare aí!

Alto! Alto!

Polícia!

O assassino! Ele foi por ali!

Assassino!

Assassino!

E agora, diga-me o que aconteceu.

O que aconteceu? Ele salvou minha vida. Foi o que aconteceu.

Não me diga que você estava aqui por acaso.

- Eu estava aqui, porque tenho seguido você. - Por quê?

Eu já disse. Me pagam para segui-lo. E tenho que proteger sua vida.

Como você poderia favorecer meus planos se eu permitir que o matem?

Solte meu pescoço!

Quem é o homem que lhe paga para me seguir?

Não seja idiota. Eu não posso dizer.

Eu pensei que o estava ameaçando.

Um homem deve aprender a se proteger no mundo de hoje.

Realmente é uma selva, não é?

O que aconteceu lá?

Uma pessoa que guardava certo documento foi assassinada.

E o que você fez?

Que tipo de documento?

Um que Danemore deu a ele há muito tempo.

A proteção do chantagista.

Um documento fechado que, em qualquer parte do mundo,

se entrega a um homem honesto.

Qual será o seu próximo passo?

- Eu vou segui-lo, de qualquer maneira. - Estocolmo.

Estocolmo?

O porteiro me deu o nome de alguém que se encontrava com ele em Hinkel Strasse.

Fantástico. Agora temos uma pista.

Estocolmo, eh? Bela cidade, Estocolmo.

Não vou lá há vários anos.

Progredimos, nós progredimos.

Alô, telefonista?

me ligue com 60 2413, por favor.

Tele ... telefonista ... cancele. Obrigado.

Beriaveguin 28.

Chegamos.

Uh ...pode esperar?

Hein?

Ei ... espere, espere aqui. Eu vou ali. Você espera aqui.

- Vou esperar aqui. - Certo.

Oh, me desculpe. Eu não ouvi baterem à porta.

- Desculpe. Fala Inglês? - Sim, falo.

Oh, desculpe, desculpe. Posso ajudar?

Sim. Eu estou procurando o Sr. Olaf Lindquist.

- Sr. Olaf Lindquist? - Sim.

Esta é a sua casa, certo?

Sim.

Algo errado?

O sr. Lindquist era meu pai. Ele morreu há cinco anos.

- Oh ... oh, desculpe, eu ... - Não se preocupe.

Posso ajudá-lo em alguma coisa?

Bem, eu sou um jornalista. Estou escrevendo a história de um homem

recentemente falecido, sr. Victor Danemore.

Revendo os papéis dele, encontrei o nome de seu pai.

Não me lembro de meu pai falar alguma vez sobre o Sr. Danemore.

É claro que isso foi há muito tempo atrás.

Talvez a minha mãe saiba alguma coisa.

- Eu poderia falar com a sua mãe? - Ela não está aqui agora.

Na verdade, deixamos aqui fechado durante o verão.

Nós vivemos em uma casa de campo ....

- Entendo ... - Quanto tempo vai ficar ser em Estocolmo?

Vim apenas para falar com seu pai.

Oh, oh, que pena! Agora ia justamente ver minha mãe.

Se não se importa em ir de barco, você pode vir comigo.

Você, vai ao campo de barco?

Oh, não é realmente o campo. É uma ilha do arquipélago.

Há uma série de ilhas por aqui.

- Eu tenho um táxi esperando. - Bem.

- Bishop, é a sua primeira viagem a Estocolmo? - Primeira.

Então eu tenho que mostrar-lhe os lugares mais interessantes.

- Não é preciso. - Eu gostaria muito.

Aquilo lá é...

- Não está olhando. - Eu vou olhar.

- Que horas são? - 0:15. É tarde?

Não, está tudo bem. Podemos parar no palácio?

- Vai me mostrar o palácio? - Sim.

- Temos tempo para isso? - Sim, claro. Vai gostar.

- Não é? - Claro!

Oh, eu adoro pegar navios e trens de última hora.

- Sim, é divertido. - Vamos em frente para ficar na proa.

- Isso é permitido? - Claro!

As pessoas não costumam fazer isso por causa do vento e da água.

A que horas o barco volta?

- Ela vai e vem continuamente. - Continuamente.

Mãe?

- Olá querida! - Olá!

Tenho o prazer de apresentar o Sr. Bishop, mãe.

- Como está, Sr. Bishop? - Como vai?

Sr. Bishop veio para falar com você sobre o meu pai.

É sobre o meu marido?

Na verdade, é sobre uma pessoa que acredito que seu marido conhecia.

Oh, entendo.

- Quer se sentar? - Obrigado.

- Posso oferecer-lhe um pouco de refresco? - Não, obrigado.

Se quiser não hesite em pedir.

Que perguntas o senhor quer fazer?

A senhora já ouviu falar no nome de Victor Danemore?

Victor Danemore? Em relação ao meu marido?

Sim.

O senhor acredita que havia uma relação entre o Sr. Danemore e meu marido?

Creio que houve, sra. Lindquist.

Posso perguntar por que acredita nisso?

Talvez me ajude a lembrar esse nome.

O sr. Danemore morreu na semana passada na Riviera.

Sua viúva me pediu para investigar o passado do sr. Danemore

a fim de, eventualmente, escrever uma biografia.

Eu tive que verificar alguns documentos pessoais e, entre eles,

havia uma anotação de que seu marido se reunia com o Sr. Danemore em Viena.

- Em Viena? - Sim.

Estes documentos estavam datados, Sr. Bishop?

Infelizmente não.

Lembro-me de que anos antes de meu marido morrer,

ele viajava para Viena, eu creio que pelo menos uma vez por ano.

Qual era a razão para essas visitas?

Eu acho que era a negócios.

Perdoe minha ignorância, quais eram os negócios de seu marido?

Meu marido era um industrial, Sr. Bishop.

Entendo.

Foi também um grande filantropo.

Que tipo de homem era esse Sr. Danemore?

O Sr. Danemore também era um filantropo.

- Vem daí sua relação. - Provavelmente.

Lamento ter desperdiçado um pouco do seu tempo. Foram muito amáveia.

De modo algum, Sr. Bishop.

Quando é o próximo barco para Estocolmo?

Deixe-me pensar ... Brita, você sabe.

Eu acho que em uma hora. Mas há um outro, às 9:00.

Por que não fica para jantar conosco?

- Não, eu não quero incomodar... - Ah, é uma excelente ideia.

Temo que a comida seja muito simples. Somos apenas Brita e eu.

- Mas será mais do que bem-vindo. - Eu não gostaria de incomodar.

É um prazer, Sr. Bishop.

Eu vou cuidar de tudo.

Tente novamente.

"Din skål, Min skål, alla vackra flickors skål"

(Brindo eu, Brinda você, a todas as garotas bonitas)

Oh, maravilhoso. O que isso significa?

É um brinde a todas as garotas bonitas, Sr. Bishop.

Um tributo tipicamente sueco.

- Há muitos outros que poderia ensinar=lhe. - Você, pare de ensinar.

De qualquer forma, eu não saberia o que significam.

Mas eu sim.

(Senhora, o último barco para Estocolmo não sairá por causa do nevoeiro)

(Oh, muito obrigado).

Me desculpe, Sr. Bishop.

Mas parece que o nevoeiro começou.

e suspendeu a última viagem a Estocolmo esta noite.

Sinto muito.

Isso vai estragar seus planos.

Não é nenhum incômodo para mim,

mas serei forçado a ser a seu hóspede até a próxima saída.

É um prazer tê-lo como convidado, Sr. Bishop.

A única desvantagem é não ser capaz de fornecer uma escova de dentes.

Vamos ao salão para tomar um café.

- Não vai ficar com frio? - Ah não. Eu não sinto frio.

- Eu gosto do nevoeiro. - Por quê?

Por quê? Eu não sei. Você não gosta?

Sim as vezes. Acalma o espírito.

Sim. Ele produz bem-estar, uma sensação de paz.

Fico feliz que tenha ficado, Dave. E que o nevoeiro tenha engrossado.

Por que está feliz?

Você sempre quer saber o que eu acho das coisas.

- Por quê? - Por que não?

- Já está zombando de novo? - Talvez.

Mas só um pouco.

Mas só um pouco.

- Não está contente por ter ficado? - Sim.

Por quê?

Porque eu posso ver a névoa e estar falando aqui com você.

Fico feliz por isso.

- Por que você está sorrindo? - Eu gosto do jeito que você diz coisas.

É diferente da forma... como outras garotas dizem?

Você é mais direta do que elas.

- E isso não é bom, certo? - Pelo contrário, é bom.

Deveria ser mais sofisticada.

Ser capaz de manter um diálogo sutil e trabalhado com o sexo oposto.

A sua parte do diálogo é muito boa.

Você é sofisticado.

Por que diz isso?

Porque viajou o mundo todo, tem visto muitas coisas;

e, certamente, terá feito amor com muitas mulheres.

Milhares.

É provavelmente verdade. E isso me faz sentir in... inadequada.

- É essa a palavra? - É a palavra, mas não é muito boa.

Vocês representa algo limpo em um mundo cheio de sujeira.

Se ouve as mesmas coisas repetidas várias vezes.

Depois de repetidas muitas vezes você se cansa de ouvir esses tipos.

As pessoas chamam isso de sofisticados.

Se eu fosse sofisticada, saberia o que dizer agora.

Talvez seja melhor ficar assim.

- Não creio que seja melhor. - Você vai ver que é.

Gostaria de dar uma volta?

- Você gostaria? - Não, não, mas eu acho que é o melhor.

Podemos caminhar ao longo da orla.

- Existe alguma coisa para ver? - Talvez uma luz aqui e ali ...

É agradável. O som da água faz a imaginação voar.

Tem certeza que conhece o caminho?

Ah, sim, eu o tenho percorrido a minha vida inteira. Poderia seguí-lo de olhos vendados.

- Oh ... Havia uma outra etapa. - Eu sei.

- É estranho ter me esquecido dela. - Estranho?

- Bem, sim ... o meu Inglês não é muito bom. - Você está indo muito bem.

- Há um barco por ali. - Estou ouvindo.

- Você não me serve de grande ajuda. - Não tentei.

- Um ditado diz que vale tudo no amor. - Na Suécia temos um parecido.

- Vê como entende minha língua? - Não melhora na tradução.

Especialmente quando você não quer falar.

E ... Eu sabia que havia uma outra etapa.

É possível se apaixonar por alguém no primeiro dia?

Dizem que é possível à primeira vista.

Temos também essa expressão.

Vamos à beira da água, Dave. Mas ... você vai na frente.

Porque eu?

- Tenho certeza de que vai tropeçar. - Isso ainda está para ser visto.

- Ontem nós viemos por este caminho. - Não, não é o mesmo.

- Você não disse que o barco estava aqui? - Isso mesmo.

Onde?

- Ali. - O que significa ali?

- Esse é meu. - Muito bom, mas o que faremos com ele?

Ir para Estocolmo!

- Nisso? - Pelo menos, flutua, eu acho.

Não tenho nenhuma idéia de como se maneja isso!

Você coloca a força e eu o cérebro.

- Tem certeza que sabe lidar com isso? - Claro. Vamos.

- Por que não esperamos pelo maior? - Não. Este é mais lento e mais divertido.

Mais divertido, é?

- Segure-o. - Estou fazendo isso.

Há um táxi lá. Se apresse. Eu vou escolher o caminho.

Tem certeza que pode lidar com isso sozinha?

Se eu não fizer nada, vou ficar no frio.

- Como conseguiu entrar? - A porta não estava trancada.

- Ah, não estava trancada. - Então, não estava.

Parece que as coisas iam bem. Era uma pista morta, literalmente.

Lindquist morreu há cinco anos.

- E o que vai fazer agora? - Me barbear.

- Onde esteve ontem à noite? - Preso em uma ilha.

- Na casa de verão de Lindquist. - Não perdeu tempo.

- Era um grande homem, esse Lindquist. - Sim, isso é o que a viúva disse.

O que teria feito Lindquist para dar a Danemore a chance de chantageá-lo?

Pode ser que estejamos errados desde o início.

O que significa?

Talvez Danemore não fosse um chantagista.

Talvez não agisse de maneira muito respeitável,

mas há muita diferença entre isso e chantagem.

Por isso mesmo deve ser importante.

- Então, eu estou perdendo algo. - Não.

Pelo contrário, creio que com isso fizemos um grande progresso.

Porque acha isso?

Porque esta manhã me deram ordens para matá-lo.

- O que disse? - Eles me mandaram matá-lo.

- Quando? - Esta manhã.

- Por quê? - Porque você veio aqui.

- Mas eu não consegui nada. - Você tem certeza?

É claro que eu tenho certeza.

Vamos rever todos os seus movimentos,

e pode ser que notemos algo que passou despercebido.

E agora teremos de ir mais rápido.

- E quanto às suas ordens? - Deixarei para mais tarde.

Muito obrigado.

Não entenda mal a sua posição ou a minha.

Não se manda matar um homem todos os dias,

mas também não é algo tão extraordinário como as pessoas podem presumir.

Felizmente para você vamos trabalhar juntos.

Suponha que eu diga que não trabalho com ninguém,

- Isso seria uma desgraça. - Bem, é o que eu estou dizendo.

- É uma bobagem. - Eu sempre faço bobagens.

Mas teve a chance de voltar a fazê-las.

Continuarei confiando na minha sorte.

- Eu não penso assim. - Eu queria impedí-lo.

Pretendi evitar que fosse a Viena.

Eu também tentei impedir que viesse aqui.

Eu já disse você é um oportunista.

Um verdadeiro profissional da mentira.

Ele mentiu. O que pretende

é uma só coisa.

Saber a verdadeira relação entre seu pai e meu marido.

Se havia alguma relação com o seu marido, deixe que Dave averigue.

O que há de errado nisso? Por que tenta impedí-lo?

Meu marido era um chantagista, senhorita Lindquist.

O que isso tem a ver com o meu pai?

Seu pai não era o grande filantropo que todos pensavam.

Era um traidor de seu país.

Ele vendeu aos sujos por uma promessa de riqueza e poder ainda maiores.

O sr Danemore sabia disso.

Eles se encontravam em Viena, e seu pai pagava.

Pagava para viver,

até que não pode agüentar mais.

Então ele se suicidou.

- Você não vai encontrar nada. - Valia a pena tentar.

- Lamento ter revirado suas coisas. - Por que me bateu?

Por que ...? Me apontou uma arma.

Me tirou a arma. Por que me bateu depois?

Me dá vontade de querer bater nele de novo.

Por que continuamos lutando? Ganharíamos mais trabalhando juntos.

Sim. Se você averiguasse o que acha que eu sei.

O Sr. Bisphop se encantou por isso. Você não importa nada para ele.

E vai continuar com suas mentiras para conseguir o que deseja.

- Que é? - Continuar com a chantagem.

Continuar o trabalho de meu marido morto.

- E como posso acabar com isso? - Não marcou um almoço com ele?

- Sim. - Leve-o a algum lugar

onde possam conversar a sós.

Diga-lhe que você sabia sobre a relação entre seu pai e Victor Danemore.

e que seu pai era vítima de uma chantagem.

- Mas ... - Ele já sabe.

Mas desta forma vai acreditar no resto da história.

E o resto será mais miserável e sórdido.

Diga-lhe que seu pai tinha um caso com outra mulher

e que essa mulher se associou com Victor Danemore para chantagear seu pai.

- Mas isso é horrível. - Sim, mas servirá para detê-lo.

E o que acontecerá seu disser a verdade?

Ele nunca vai parar.

Seu amigo, o jornalista Tony Forrest, tem a resposta.

Do que você está falando?

Ele enviou um telegrama pedindo que voltasse imediatamente a Viena.

Ele descobriu o histórioco completo de seu antigo chefe.

Disse que não vai fazer nada até que o veja.

Onde está esse telegrama?

Foi enviado por telefone ao seu escritório.

Perguntaram por você. Eu disse a eles que eu era você.

Telefonista. Me ligue com a central telefônica, por favor.

Por que não me disse quando entrei?

Se Tony Forrest tinha a resposta,

deveria ter certeza de que iríamos trabalhar juntos.

Alô, Escritório Central? Sou Dave Bishop.

Soube que há um telegrama para mim.

Quer fazer o favor de ler para mim de novo?

Não se preocupe.

Eu amo. Eu a amo muito.

Embora seja verdade o que ela diz.

Eu amo...

Desculpe querida. Sinto muito.

Alô? Sim, sim, é o Sr. Bishop.

Sim.

Alô? Sim, Dave.

Sim, claro. Entendo.

Eu estarei esperando. Não, Dave.

Vou esperar você.

Você vai ver como estava errada. Está cancelando todos.

Vamos almoçaar, porque recebi um telegrama de um amigo que está em Viena.

É um assunto urgente. Você deve pegar o próximo vôo.

Não temos de mentir. Nós não precisamos dizer nada.

Voltará a me ver quando tudo estiver terminado.

É muito tarde.

Isso é porque encontrou outra pista.

Três outros homens.

E não há nenhum morto também.

Talvez se esqueça de nós.

Ele vai esquecer de vocês só até que tenha arruinado um dos outros.

E então você vai voltar.

E então não servirá de nada mentir a ele.

Saberá tudo que há para saber.

O que você vai fazer?

Detê-lo.

Eu vou oferecer uma parte.

A participação generosa e completa.

E se não aceitar...

O que significa oferecer-lhe uma participação, e se não aceitar...?

Por que disse que iria impedi-lo?

Brita!

Eu preciso do número do Grand Hotel, por favor..

Ouça, Brita, não faça essa chamada.

Eu não quero que destrua o que eu com tanto esforço construí ao longo de cinco anos.

O que você construiu? Não me disse que meu pai era um mentiroso e um traidor?

Sim, e ele era, mas só nós sabemos.

Como pode dizer isso? Quem é essa mulher?

Essa mulher é a esposa de Victor Danemore.

Ela agora ocupa o lugar dele.

Vai nos chantagear como antes fizeram com seu pai.

Nós vamos ter que pagar, como ele fazia.

A única coisa que me interessa é impedir que se saiba disso a qualquer preço.

Alô, Eu quero o número oGrand Hotel. Sim, depressa, por favor.

Sim. Um, de zero ... Alô! Alô!

Alô

Mãe! Abra para mim!

Não, eu não vou abrir!

Mãe, por favor, deixe-me entrar!

Não posso fazer isso! Mãe!

O vôo 5142 da KLM sai às 06:00 e chega a Viena às 2 da manhã.

Há outro que sai à meia-noite ... Eh, eu vou pegar o das seis.

Pode enviar as passagens para o Castle Hotel. Senhora Danemore.

Se a informação de Tony Forrest é completa, como o telegrama indica,

pode ser que tenha alguma relutância em dar a você.

Ele confia em mim.

É bom. É agradável a confiança entre amigos.

É o bom da amizade.

Eu confio em você.

- Eu disse a você que chegaríamos a um acordo. - Eu sabia.

Sabia que seria assim. Há muito dinheiro envolvido nisso.

Aqui é o capitão Van Berg. Bem-vindos ao voo da KLM ...

- Só uma coisa. - Sim meu amigo.

A família Lindquist está fora. Não importa o que descobrirmos.

Oh, é a garota que falou ao telefone?

Está fora!

Ele está morto. E ainda existem outros.

Podemos ser generosos.

- Pretende ir direto para o hotel? - Sim. Tony espera que volte para lá.

Eu acho que o melhor será nos separarmos aqui.

Quando tiver a informação necessária, ligue para mim neste número.

Certo. Você ficar lá por muito tempo?

Só até que eu saiba de você ou o contrário.

Só lhe dou um conselho. A ordem que eu recebi e não cumpri,

pode ser dada a outros. Considere que estamos em um jogo

muito perigoso. Precauções devem ser maximizadas.

Viajaremos com cautela e nos veremos com mais cautela.

Eu me curvo a confiar em seu julgamento nestes casos.

A grande virtude do amador com talento é que sempre confia num profissional.

- Até mais. - Até mais.

Não se vire, Sr. Bishop. Apenas me escute.

Quem é você?

Eu sou o homem que enviou esse telegrama. Para fazê-lo vir aqui,

assinando-o no lugar de seu amigo.

Por quê?

Talvez eu explique melhor no caminho.

Por favor, entre no sedan estacionado à direita.

Se não está me ameaçando, não perco nada em dar um passeio com você.

- Caso contrário, eu não tenho escolha. - Isso economiza explicações.

Entre.

- O que é ...? - Eu não moro aqui, sou apenas um turista.

Pierre Sandoz. Serviço de inteligência da Suíça.

- O que é isto? - Não vai ser uma longa caminhada.

Alô, Aeroporto? Creio que saiu um avião para Viena ao meio-dia.

Posso enviar uma mensagem para um passageiro desse avião para que receba na chegada?

Já chegou?

Espere! Tem outro vôo esta noite? Reserve-me um lugar.

Eu apresento o Sr. Smith, Serviço Americano de Inteligência,

Sr. Brown, do CID britânico,

e o sr. Jones, do serviço sueco de Inteligência.

Os nomes, é claro, são falsos. Os cargos e nacionalidades são reais.

- Quer se sentar, Sr. Bishop? - Posso lhe oferecer um uísque, Sr. Bishop?

Sim obrigado.

- Cigarro? - Não Por Favor.

Esta... reunião foi convocada de forma um pouco precipitada, Sr. Bishop.

Não decidimos ainda quem vai explicar por que o trouxemos aqui.

Eu mesmo direi. Obviamente o senhor precisa de uma explicação,

dada a forma como nós o trouxemos. Foi tudo tranquilo?

Não sei bem a que se refere, mas aqui estou eu.

Muito bem dito, Sr. Bishop. Está aqui e quer saber por quê.

Exatamente.

Está aqui Sr. Bishop porque durante sete anos trabalhou para Victor Danemore.

Porque foi a Viena. Porque falou com o Sr. Spring,

e porque quase o acusam do assassinato do sr. Mannheim.

Porque foi a Estocolmo e falou com a família Lindquist.

E porque respondeu o telegrama que tomamos a liberdade de enviar.

Há quanto tempo me vigiam?

Desde viu pela primeira vez o Sr. Sandoz

na agência de viagens na Riviera.

Por quê?

Porque queremoos saber quem era Victor Danemore.

A história de Victor Danemore, Sr. Bishop, é uma saga dos nossos tempos.

É a história, a verdadeira história que o mundo esqueceu.

E a história ainda não está completa.

Tudo começou em 1938 com um homem que planejava conquistar o mundo.

Um homem chamado Adolf Hitler ....

Em 1938 ... um ano antes de lançar seus exércitos,

Hitler deu o primeiro passo em direção a guerra.

Então, ninguém sabia.

Mas em 1938 Hitler fez um acordo com um homem de cada país que invadiria.

Um homem muito rico, um homem poderoso;

um homem capaz de vender seu país por desejo de poder.

E ele os escolheu muito bem.

Compreende isso, Sr. Bishop? Eles não tinham que fazer nada.

E não fizeram nada até que as tropas de Hitler ocuparam seu país.

Mas a partir desse momento, esses homens tornaram-se líderes.

Com o poder absoluto sobre seus países.

Na Noruega foi Quisling. Na França, Housder.

Na Holanda, Mussert. Na Bélgica, Degrelle.

Sabíamos quem foram os homens que assinaram o acordo.

Os homens que conhece o mundo e os que o repudia.

Mas há outros quatro homens que o mundo não conhece.

Eles permaneceram ocultos. Não pudemos conhecê-los

porque Hitler fracassou na conquista.

Um homem, Sr. Bishop, em seu país, os EUA

Um homem na minha terra natal, a Inglaterra.

Um suíço e um homem na Suécia.

Estes homens esperavam pelas forças de Hitler.

Eles foram deixados para trás, foram esquecidos, mas ainda existem.

E estes eram os homens que Danemore chantageava.

Sim.

Os quatro homens esquecidos dos nossos tempos.

Aqueles que demonstraram em todas as nações ocupadas do mundo,

que poderiam levar a confusão a seus países.

Retardar decisões dos comandos. Colocar patriotas contra patriotas.

Este é o elemento real e efetivo da guerra moderna.

Não é uma nova bomba que pode destruir mais do que a outra bomba.

Mas um grupo de homens que poderia deter uma bomba.

Fazer girar os canhões.

E estes homens permanecem até hoje, esperando.

Como esperavam antes.

Desde quando sabem da existência desses homens?

Nós sempre soubemos.

Todos os serviços de informação do mundo sabiam.

Nunca conhecemos sua identidade, mas sempre soubemos que existia.

E nós nunca paramos de procurar por eles.

A primeira chance veio quando Olaf Lindquist cometeu suicídio.

Sim, ele cometeu suicídio. Permitimos à sra Lindquist que o escondesse.

Nós nunca dissemos a ela o motivo. Mas nós não quisemos que se tornasse público.

Lindquist era a única ligação que tínhamos.

Demorou cinco anos de inbestigações intensivas,

antes que pudéssemos descobrir uma relação entre Lindquist e Danemore.

Você pode ter chegado tarde demais.

E começaram a me vigiar.

Não; o senhor não, Sr. Bishop. O homem que o vigiava.

Spring.

Esperávamos que um dos homens que Danemore extorquia,

não pudesse resistir à tentação de mandar alguém para fazer perguntas.

Para descobrir se sua identidade oculta estava em perigo.

E o Sr. Spring apareceu.

- E por isso eu vim aqui? - Você sabe o motivo, Sr. Bishop.

E o Sr. Spring, conhece a pessoa.

- Um Inglês? - Sim, Mannheim, e, através dele, os outros.

- O que querem de mim? - Que entre em contato com Spring

se encontre com ele. Diga a ele que sabe o porquê.

Ele lhe perguntará o porquê, mas não diga.

Ele também não vai lhe dizer quem é o homem.

Os dois juntos vão ver esse homem.

Uma vez que o tenham visto, você vai se comportar conforme Spring espera.

Depois de ameaçá-lo com uma chantagem, irá embora.

Então enviaremos alguém a você para que nos dê o nome.

Isso parece fácil, não?

No momento que você entrar em contato com Spring, correrá o maior risco.

Por parte de Spring e do homem a quem ele desobedeceu.

Não subestime o Sr. Spring em nenhum momento.

É um espião profissional muito eficiente.

Se suspeitar do nosso encontro, não poderemos evitar que o mate.

Vocês devem saber que eu cheguei a um acordo com Spring.

Sim.

e ainda confiam em mim.

Sim.

Obrigado.

- Boa sorte! - Provavelmente vou precisar.

Nós também.

Se precisar entrar em contato conosco, mas apenas em caso de emergência,

Memorize este número:

- 123120 - 123120

- E quando devo ligar para Spring? - Assim que chegar ao hotel ..

Eu vou acompanhá-lo até as proximidades. Será melhor que continue a pé.

- Bem. - Adeus.

- Adeus. - Boa sorte.

Obrigado.

Quem era Victor Danemore?

Victor Danemore era russo.

- Sabe onde fica o hotel? - Sim. Três quarteirões para baixo..

Lembre-se: o Sr. Spring é muito cauteloso e é um homem muito sensível.

O menor passo em falso, o menor detalhe que ele considerar estranho,

nosso plano irá falhar.

Isso significa que não vão estar perto de mim.

O mais próximo que considerarmos possível.

- Boa sorte. - Obrigado.

Basta!

Bem, do que se trata?

Uma proposta, Sr. Bishop.

Lamento que o convite para vir a este lugar tenha sido um pouco abrupto.

mas terá uma vida inteira pela frente para desfrutar o dinheiro que você vai ganhar.

- Eu pensei que fazia isso por patriotismo. - Isso mesmo, Sr. Bishop.

Isso foi o que disse, e foi muito convincente.

Os outros confiaram em você, e isso é perfeito.

Siga adiante com o plano que foi dado na reunião.

Exceto que, após Spring o colocar em contato com

o homem para quem trabalha, você vai entrar em contato comigo.

Vai falar apenas comigo. Eu me encarregarei de Spring

e nós dois seremos parceiros.

- Como você e Spring. - Não.

Você receberá uma quantia quando me der o nome.

E então você e eu não voltaremos a nos ver nunca mais

- Quanto? - Cem mil dólares.

Dê-me um cigarro.

Um quarto de milhão.

Não posso, é muito.

Você poderá conseguir mais no mercado aberto.

É possível que me paguem anualmente.

Está bem. Um quarto de milhão.

Agora vou voltar para o hotel.

Saberei onde está, Bishop. A cada minuto do dia.

Eu foi designado para você, e ao primeiro passo em falso,

vou matá-lo.

Será fácil dizer que era um traidor.

Eu acredito nisso.

Homem cauteloso; está a salvo.

Me liguem com 123120.

Telefonista!

Da sinal de ocupado, Sr. Bishop, porque está marcando este número.

- O que é isto? - Eu estou bem, como vê.

Espero, para meu bem, que no futuro não corra muitos riscos.

O mínimo possível, Sr. Bisphop.

Felicidades.

- Sim senhor. - Sim, Sr. Bishop.

Sim senhor.

- É o Sr. Bishop? - Sim, mas...

Qual é o número do seu quarto?

412, mas eu tenho que anunciá-la antes. Senhorita!

Espere!

Ei.

- Ei, Spring? - Sim.

- O que Forrest tinha a dizer? - Tudo o que queríamos saber.

- E disse. - Completamente.

Eu não sei quanto Danemore tirava, mas podemos fazê-lo parecer um amador.

- Quando vamos nos ver? - Digamos, em meia hora, na praça Haydn.

- Sabe onde fica? - A praça Haydn? Sim. Por que lá?

Quando vou ver um homem que diz estar sozinho, eu quero ver que está sozinho.

Estarei só. Na Praça Haydn em 30 minutos.

Como isso é um grande negócio?

Mais que grande. Mais do que uma chantagem é uma dádiva.

Brita, o que você está fazendo aqui?

O que você está fazendo aqui? Como você me encontrou?

Ele disse que você era um chantagista e eu não acreditei nele.

- Quem disse? - Sra Danemore ..

A sra. Danemore! Onde você viu a Sra Danemore? Quando?

Ele disse que você é um canalha sujo. E eu disse a ela que estou apaixonada por você.

Brita, espere, me escute!

- Espere! - Deixe-me ir, Dave, por favor!

Primeiro ouça!

Não sei como a sra. Danemore chegou até você, nem o que ela lhe disse.

Ela me disse que você tinha me enganado.

Sim, eu menti. Mas nem tudo o que eu disse a você era mentira.

Você disse que me amava.

Isso era verdade então, e é agora.

Então, por que foi embora? Por que você foi primeiro a Estocolmo?

Por que você disse essas coisas por telefone?

"Isto não é chantagem. É um presente."

Era uma chantagem. Agora já não é.

Bem, o que é agora?

Se tudo está acabado, diga isso.

Diga o que aconteceu para mudar em poucas horas.

Ela tem que entender isso.

Convencê-la de que você não é um mentiroso.

- Você se move rápido. - Eu disse que iria tentar impedi-lo.

- Qual é o próximo passo? - Qual é o seu, Dave?

- Eu tenho um compromisso. - Já é tarde para um compromisso.

Não para este.

Alguma coisa mudou desde que nos vimos da última vez.

Como ficou sabendo sobre Lindquist?

- Seguindo você. - Desde quando?

Desde que li que o Sr. Mannheim tinha sido morto.

Lembrei-me de que você queria vê-lo, Dave.

Você também lembrou o seu endereço?

Dave!

Dave, não vá.

Não ir para onde?

Se você quer tudo que ele tinha na terra, Dave,

você pode tê-lo. Eu ofereço a você.

Tudo.

Não quero tudo.

Quem é essa garota?

Ela é parte disso.

Não seja tolo.

- Pode me levar à praça Haydn? - É claro, entre.

Vamos.

- Pode me deixar aqui. - Brita, o que você está fazendo aqui?

Não devem ver você. Se eu não estiver sozinho, vai estragar tudo.

- Então você está em perigo! - Espere.

Saia dessa luz.

Dave, não sei o que você está fazendo, nem me importa.

- Eu só sei que eu te amo. - Eu te amo, Brita.

Eu te amo, mas você não deveria estar aqui. Você não deve ficar em Viena.

Volte para Estocolmo e espere. Você confia em mim?

Eu também confio em você, Dave.

A escolha é sua.

Que escolha eu tenho?

Venha comigo agora, antes que Spring chegue

para trabalhar juntos.

Será apenas um acordo comercial, se você quiser, Dave.

- Vai me dar os nomes dessas pessoas? - Não.

Minha posição me permite ter alguma vantagem.

- Não confia em mim. Devo confiar em você? - Sim.

- Dave! - Já sei, não se mova, Brita.

Está bem, sra Lindquist.

Dave sabe muito bem que sou capaz de usar isso.

Como usou com Mannheim.

Como usei com Mannheim.

- Então não tenho escolha? - Você não tem escolha, Dave.

Só assim você pode salvar sua vida.

Dave, nos cercaram!

Não diga nada, Sr. Bishop. Está totalmente cercado.

Sra. Lindquist vire-se lentamente e não fale.

Bishop espere.. vá até ele agora.

- Me espere, Brita. - Eu farei isso.

- Aonde ele vai agora? - Eu não sei.

Cada movimento que fizerem, será vigiado

e estudado de perto.

Sua primeira parada é a Inglaterra.

Através de um homem lá saberemos o outro nome.

Será o suíço, e depois o americano.

Então vamos vigiá-los como eles vão nos vigiar.

É uma história destes dias,

que começou ontem

e terminará amanhã.

Intriga internacional

Legenda traduzida do espanhol J Sampaio-Santos

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