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Algu�m encontrou um bra�o no rio Djupelv.
-Sundby. -Temos um problema.
Voc� entrou em contato com o nosso cara?
Eu liguei e fui at� a casa dele, mas...
Merda!
Voc�s mataram a Silja.
-Eu entendo que voc� esteja com raiva. -Voc� j� viveu algum dia?
Algum dia precisou de perd�o?
Os militares v�o investigar seu pr�prio pessoal?
Alguma coisa n�o est� batendo.
A partir de agora, voc� deixa o caso.
Voc� entendeu?
THE RIVER
Puta merda!
Eu sou policial.
S� quero te fazer algumas perguntas.
Tudo bem?
O que voc� sabe sobre essa �rea?
Fica calmo, s� estamos eu e voc� aqui.
Eu n�o sei o que aconteceu, talvez voc� tamb�m n�o saiba.
Eu n�o acho que voc� queria que ela morresse.
A menina?
Preciso saber o que aconteceu, sen�o n�o posso te ajudar.
Abaixem, abaixem as armas!
-Abaixem as armas! -Esta � uma �rea militar.
Afaste-se, tenho tudo sob controle.
Voc� n�o tem porcaria nenhuma sob controle.
Por que os recrutas est�o usando muni��o de verdade?
Eles nem deveriam saber o que � isso!
Acalme-se. Voc� nem deveria estar aqui.
Voc� precisa se acalmar, eles s�o meus recrutas.
Wildhagen, foi muni��o de verdade. Quem te deu essa ordem?
De onde veio essa muni��o?
-Dahl, Servi�o de Intelig�ncia. -Lonnhoiden.
Filho do Rolf Lonnhoiden? Sobrinho do Karl?
-Sim. -Sinto muito por seu pai.
Como est� o Karl?
Ele est� aposentado.
Pessoas como ele nunca se aposentam.
Voc� devia ser muito jovem quando o Rolf desapareceu.
Coisas assim tendem a ficar com voc�.
E a pior parte � n�o saber o que aconteceu.
Um acidente de avi�o, certo?
Sim, o avi�o desapareceu do radar.
Naquela �poca, isso acontecia muito.
Ent�o voc� se mudou para o norte e se tornou policial.
Este certamente � um lugar dif�cil para trabalhar.
Esta regi�o � uma colcha de retalhos de jurisdi��es.
As For�as Armadas, o Departamento de Pol�cia.
A R�ssia de um lado, Guerra Fria e paranoia do outro.
Est� tudo bem.
Deixe tudo por minha conta agora.
Foi um prazer te conhecer.
Oi.
-Boa sorte. -Obrigado.
INSTRU��ES EM CASO DE INC�NDIO
Isso j� foi longe demais.
Talvez dev�ssemos confessar.
Na verdade, � a melhor coisa que poderia ter acontecido.
Acabou.
Oi, Thomas. Sou eu.
Voc� precisa ir ao escrit�rio mais cedo hoje.
Vamos ter uma reuni�o, est� bem?
Eu te espero l�, ent�o.
�timo. Tchau.
Entre.
Sente-se.
Ent�o, o que posso fazer por voc�?
Eles dispararam muni��o de verdade.
Este n�o � um campo de treinamento comum.
Voc� sabe muito bem disso.
Wildhagen tinha treinamento b�sico em armas
mas mesmo assim conseguiu muni��o verdadeira?
Ele atirou e matou um homem.
Um homem com acesso � �rea militar
e a uma sala cheia de corpos mutilados.
Deixe isso pra l�.
J� limpamos tudo. Tudo parece estar em ordem.
Falando de Wildhagen...
Voc� volta ao servi�o na pr�xima segunda-feira?
A menos que precise de mais tempo para se recuperar.
Segunda-feira est� bem.
Certo.
Foi emitido um comunicado � imprensa hoje cedo.
Acabei de falar com Sundby no acampamento militar.
Eles t�m provas contundentes que ligam o homem falecido a Silja.
Ent�o.
-Isto quer dizer que o caso... -Est� encerrado.
N�o temos todos os detalhes ainda,
mas isso definitivamente n�o � minha responsabilidade.
Em breve ser� emitida uma declara��o oficial.
E o velho? Ningu�m nunca o viu antes?
Ele era uma figura estranha. Ex-militar, vivia sozinho.
Ele ia ao bar de vez em quando,
mas ningu�m o conhecia realmente.
� isso que acontece quando n�o se tem namorada, Thomas.
As partes do corpo foram enviadas para an�lise,
mas talvez estejam relacionadas com algum caso antigo.
Ele deve ter trope�ado em algum t�mulo
de um prisioneiro de guerra russo,
algu�m que tenha sido muito bem preservado.
Isto n�o � mais um assunto oficial da pol�cia.
A prop�sito, Thomas,
vamos precisar de uma amostra do seu DNA.
� apenas uma formalidade.
Como est� se sentindo?
Caf�?
Aceito.
Posso ficar aqui alguns dias?
Claro que pode.
Eu j� vi todos os tipos de tristeza.
Mas isso � algo completamente diferente, Grace.
Acho que voc� carrega um fardo pesado.
Muito pesado.
Mas voc� deve saber que n�o h� absolutamente nada
que n�o possa ser perdoado.
Voc� s� tem que confessar.
A miseric�rdia de Deus � infinita.
E voc� pode receb�-la.
� s� confessar perante Deus.
Eu...
�s vezes, eu falo durante o sono,
depois de ter bebido.
Se eu disse alguma coisa ontem � noite que...
N�o.
Nada com que precise se preocupar.
Um homem desconhecido
foi dramaticamente baleado e morto ontem.
Bl�, bl�, bl�...
As For�as Armadas investigar�o o caso internamente.
Abra bem.
Pedimos a opini�o dos moradores locais sobre o assunto.
"� bom saber que as For�as Armadas est�o em opera��o",
diz Bjorn Fredheim no supermercado.
Sua esposa Ellen comenta:
"'A cidade est� mais � vontade agora."
"� bom receber algumas respostas
sobre o que aconteceu com aquela pobre menina."
Quem escreveu isso?
Erling Johansson.
-Est� tudo pronto? -Est�.
Precisamos conversar.
N�o tenho nada para te dizer.
Ei, espere!
-Voc� � Erling Johansson, n�o �? -Sou.
Acho que dever�amos ter uma conversa.
Ent�o voc� recebeu um comunicado da imprensa?
O que pode me dizer sobre a evid�ncia biol�gica
que liga aquele homem a Silja?
Na verdade, eu n�o sei os detalhes.
Voc� n�o verifica suas fontes?
Para voc�, a integridade jornal�stica n�o � importante?
Um civil foi baleado e morto por um soldado militar.
E o seu artigo n�o tem nenhuma cr�tica.
O soldado est� sendo investigado internamente.
Isso � tudo o que eles dizem.
O que voc� quer de mim?
N�o somos exatamente o Washington Post.
Eu n�o posso investigar assuntos militares.
A maioria das pessoas conseguiu as respostas que queria.
-A maioria? -Sim.
A maioria das pessoas?
Voc� s� precisava dar um telefonema.
Eu vi aquele homem sendo baleado.
Eu vi o que eles encontraram na serraria.
Na serraria?
O que os militares v�o fazer com isso?
O que isto tem a ver com a morte da Silja?
Voc� n�o pode afirmar que isso � refugo da guerra.
Isso n�o � bom o bastante.
Est� relacionado
com o que encontramos no rio duas semanas atr�s.
No mesmo dia em que a Silja desapareceu.
Voc� � novo por aqui, certo? De Oslo?
Na verdade, eu nasci aqui.
Ent�o voc� sabe como as coisas funcionam.
Eu sei que as pessoas n�o est�o dizendo a verdade.
Eu preciso de ajuda.
Um conselho.
Tenha muito cuidado.
-Que diabos voc� est� fazendo? -Eu disse que precisamos conversar.
Comece dizendo porque estava com muni��o de verdade.
Quem voc� pensa que �?
Algu�m que pode fazer da sua vida um inferno.
Pense no seu futuro e responda sinceramente.
Quem te deu essa ordem?
Eu n�o sei.
Quer saber, August?
Voc� matou um ser humano. Isso � algo que nunca se apaga.
Sempre que voc� se candidatar a um emprego,
mostrar seu passaporte ou passar por uma c�mera de vigil�ncia.
Sabe o que vai aparecer?
"Assassino."
Eu segui ordens, n�o � minha responsabilidade.
� claro que a responsabilidade � sua.
E voc� sabe disso.
-E ent�o? Caf�? -Aceito.
Desculpe por n�o ter atendido a sua liga��o.
A comunidade local est� apreensiva,
e voc� sabe como s�o essas coisas.
Aqui est�.
Eu preciso saber o que est� acontecendo.
Ningu�m est� falando.
N�o estou recebendo as informa��es de que preciso.
Entendo que esse tipo de informa��o
deve ser tratada com muito cuidado.
Apesar de ter nascido aqui,
voc� � visto como um estranho.
Voc� n�o fala como n�s e ningu�m confia em voc�.
Voc� � apenas mais um da cidade grande.
Certo.
Mas eu ainda sou um policial, porra.
Voc� � mesmo filho do meu irm�o.
Vamos esquecer isso.
Eu tirei estas fotos na serraria.
Que diabos os militares est�o aprontando?
Bem, isso n�o parece nada bom.
Thomas, os militares devem resolver isso sozinhos.
Eu n�o fiquei surpreso
quando o servi�o de Intelig�ncia se envolveu.
N�s dois temos idade suficiente
para saber que os militares precisam de liberdade de a��o.
Foi uma pena que uma menina
tenha atravessado uma zona militar.
Estamos falando de dois mundos diferentes.
Sabe...
Existem dois tipos de soldados.
Um � leal,
joga de acordo com as regras e n�o faz perguntas.
Esse vai ter sucesso na carreira militar.
Ent�o tem o outro tipo, o lobo solit�rio.
Ele define suas pr�prias regras do jogo.
Ele vive uma vida oculta,
passa dos limites e assume riscos extremos.
Precisa entrar em �reas de conflito,
territ�rio inimigo, disfar�ado.
Recupera informa��es vitais.
Informa��es que podem deflagrar uma guerra.
Seu pai era um agente extraordin�rio.
Ele aprendeu logo como estabelecer contatos
e sempre fez o que acreditava que era certo.
Sem exce��o.
Isso fez dele um dos agentes mais perigosos
e importantes da Guerra Fria.
Era por isso tamb�m que muitos o queriam morto.
N�o quero que voc� acabe como ele, Thomas.
O desaparecimento dele foi um grande choque para n�s.
-Sundby. -Sou eu, temos um problema.
O Thomas tem fotos da serraria no telefone dele.
-� mesmo? -Pense nos desdobramentos.
Est� bem, vou resolver isso.
-Klausen falando. -Oi, aqui � o Sundby.
Tenho um trabalho para voc�.
Aqui est�o os resultados do teste que voc� pediu.
Obrigado.
Al�.
Encontramos algo muito interessante.
Temos uma equival�ncia.
D� uma olhada nisso.
� altamente confidencial.
Isto d� ao caso uma nova dimens�o
e consequ�ncias potencialmente enormes.
O que tem a me dizer sobre a serraria?
Todas as evid�ncias foram destru�das.
Certo.
EXAME DE DNA RESULTADO
O que est� acontecendo?
Estamos esperando a passagem de um trem.
Pode demorar um pouco.
Est� liberado. Obrigada pela paci�ncia.
Ai, merda!
Merda! Merda!
Oi.
O que est� fazendo aqui?
N�o vim aqui para discutir, precisamos conversar.
Um homem foi baleado ontem.
Uma menina morreu e isso era nossa responsabilidade.
Nossa responsabilidade?
Eu n�o entendo por que a pol�cia
lidou com o desaparecimento da Silja do jeito que fizeram.
Uma menina encontra um bra�o no rio.
Vinte e quatro horas depois ela � encontrada morta.
Est�vamos prestes a deter um suspeito.
De repente, um bando de pirralhos de uniforme
aparece e atira nele.
Isso n�o foi por acaso.
Foi uma ordem para eliminar uma testemunha
que poderia ter nos contado o que os militares escondem.
Algu�m no alto comando deu a ordem
para matar um homem confuso.
E ent�o um oficial do alto escal�o
do servi�o de Intelig�ncia aparece e abafa o caso.
Por acaso voc� est� questionando
a maneira como a Pol�cia lidou com isso?
Quem d� uma ordem dessas?
Os militares t�m suas pr�prias regras.
Uma das maiores � o princ�pio de "saber apenas o necess�rio".
Ent�o voc� n�o sabe?
Mas sei que algu�m do alto esconde alguma coisa.
Se quisermos respostas, teremos que trabalhar juntos.
Ent�o voc� quer cooperar?
Aqui � o Sundby.
J� cuidei de tudo.
Tchau.
-Tenho uma coisa para voc�. -O que � isso?
� o resultado da an�lise de DNA do laborat�rio militar.
H� uma equival�ncia.
Existe uma liga��o entre uma das v�timas na serraria
e algu�m que estava na cena do crime.
Quem?
Voc�.
EXAME DE DNA RESULTADO
Voc� tem parentesco com uma das v�timas.
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