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Original subtitles

Algu�m encontrou um bra�o no rio Djupelv.

Ser� que est� aqui h� muito tempo?

� dif�cil dizer.

Temos um problema.

Um grande problema.

A Silja � uma menina sens�vel.

Voc� n�o � do tipo que cuida de algu�m, Grace.

Voc� nem consegue cuidar da Silja.

Uma menina est� desaparecida.

-Nenhum sinal da Silja? -N�o, nenhuma pista.

A �rea est� sendo vasculhada.

E o que eles podem encontrar?

N�o importa que j� nos conhecemos,

as pessoas n�o precisam saber disso.

Sei que est�o brincando de guerra, mas isso � s�rio.

Espero que encontrem a menina, mas ela n�o est� aqui.

-Al�. -Fui informado de que voc� est� no caso.

Sim, estou olhando para ele agora mesmo.

Muito bem, n�o finja estar contente.

Sei que a minha participa��o n�o � uma boa not�cia.

A partir de agora, voc� se reporta a mim.

� claro, fique tranquilo.

Fale com a pol�cia local, n�o quero que se intrometam.

Precisamos ter isso sob controle.

Est� uma bagun�a do cacete!

Tudo bem. Tchau.

THE RIVER

De acordo com a aut�psia, ela morreu congelada.

� poss�vel.

Mas se foi um acidente e uma pessoa qualquer a encontrou,

por que ningu�m entrou em contato conosco?

Veja.

Alguma coisa aconteceu com a Silja nesta �rea.

Algu�m quis ter certeza de que ela seria encontrada.

O servi�o de investiga��o vai descobrir.

� para isso que eles est�o vindo.

Eu vou sair.

-C�meras para monitorar a vida selvagem? -O qu�?

O que voc� est� fazendo?

-Voc� descobriu? -Sim.

Tem cinco fitas com v�rias horas de filmagem.

S�rio? Temos que assistir a todas, ent�o.

O que estamos procurando?

A Silja. Ela pode ter estado nessa �rea.

Eu queria saber quem colocou as c�meras l�.

O Servi�o de Prote��o � Vida Selvagem

� verdade!

Claro.

Ei!

O que est� te incomodando?

Talvez dev�ssemos colocar em pr�tica o que conversamos.

Nos aposentar e ir para as Ilhas Can�rias.

Um pequeno apartamento na praia.

-Aonde voc� vai? -Eu vou embora.

� mesmo?

E voc� acha que pode largar tudo assim?

Eu fiz o que voc� pediu.

Fiz pela Silja.

Voc� sabe que eu sinto muito pelo que aconteceu.

Mas voc� n�o pode simplesmente ir embora.

Eu tenho que ir embora.

Eu tenho que ir embora deste lugar.

Teria sido legal.

Ter uma segunda chance e uma vida nova

s� apertando um bot�o.

Voc� n�o pode ir embora s� porque � um momento dif�cil.

Voc� deveria cuidar de n�s.

Voc� disse que tudo seria diferente.

Ali!

� a Silja.

Ela encontrou o bra�o no rio, aqui.

Ela vai para casa, que fica aqui.

E � tarde, ela fugiu.

A Grace e a Jenny dizem que ela foi na dire��o do rio.

Mas foi encontrada morta na �rea militar restrita.

Mas no v�deo ela corre na dire��o oposta.

O servi�o de investiga��o vai resolver isso.

O Jansen nos disse para esperar.

-O que tem nesta �rea? -Uma grande floresta.

Temos fotos a�reas de l� ou algo assim?

Aqui est�o os documentos que voc�s pediram.

Muito obrigado.

Veja! Esta n�o � a �rea que est�vamos procurando?

Acho que sim.

-O que s�o essas constru��es? -Uma velha fazenda, talvez.

-H� muitas constru��es antigas. -Quem s�o os donos?

-Os militares. -Vamos.

-Achou alguma coisa? -Nada.

Est� aberta.

O que foi?

Eu s�...

Veja bem, estamos na �rea militar.

Eu n�o dou a m�nima.

Uma menina de dez anos est� morta, Kjell.

E os militares n�o est�o cooperando.

Vai olhar l� em cima.

-Alguma coisa? -Nada.

Nada aqui tamb�m.

Eu vou descer.

Em frente!

Hellemyr, Bergstuen, Wildhagen, em posi��o!

Pare!

Ei, ei!

Calma.

Eu sou policial.

Thomas Lonnhoiden.

Esta � uma �rea militar.

Voc� precisa vir conosco.

Agora voc� espera aqui.

Voc� sabe que est� prestes a deter um oficial da pol�cia?

Sente-se.

Voc� sabe a diferen�a entre a pol�cia e as For�as Armadas?

Aqui s�o as For�as Armadas, eu sigo ordens.

Ningu�m vai poder te ajudar se seguir as ordens erradas.

Voc� perdeu essa aula no campo de treinamento, Wildhagen?

N�o se preocupe, vou informar o meu pessoal.

O mais importante � n�o vazar para a imprensa.

Pois n�o?

Veja s�, aqui est� o policial Lonnhoiden.

Est�vamos justamente falando sobre voc�.

Ouvi dizer que voc�, por acaso, veio parar numa �rea de treinamento militar.

Desculpe pelo drama,

mas voc� sabe como � isso.

Novos recrutas e tal.

Precisamos ter acesso � �rea.

-Estamos em meio a uma... -Os militares est�o cooperando.

Est�vamos discutindo o melhor caminho a seguir.

-Vamos manter contato. -Est� bem.

Senhor, encontrei um brinquedo da Silja na �rea militar.

� fundamental termos acesso �quela �rea.

Veja.

Parece que a Silja entrou num t�nel secreto

dentro de uma casa antiga na �rea de treinamento.

Bom trabalho, Thomas. Eu vou assumir a partir daqui.

O que quer dizer?

O Servi�o de Intelig�ncia vai assumir o caso.

O Servi�o Nacional de Investiga��o n�o vir�.

Ela foi encontrada na �rea militar.

Eles devem assumir o caso.

Os militares v�o investigar seu pr�prio pessoal?

Alguma coisa n�o est� batendo.

N�o seja paranoico, Thomas.

Eles s�o bem competentes

para descobrir o que aconteceu com a Silja.

Eles est�o num local complicado, com o treinamento em curso.

Est�o sob press�o dos dois lados.

Dos dois lados? Dos dois lados da fronteira?

Eu soube que o Secret�rio de Defesa amea�ou fechar a base.

� conveniente dizer que a R�ssia � uma amea�a.

Isso significa um or�amento maior.

Meu Deus!

A partir de agora voc� deixa o caso.

Voc� entendeu?

J� faz uma semana desde que a menina Silja Anti

foi encontrada morta no rio Djupelv.

O vel�rio ser� realizado hoje na igreja local.

O tr�gico acontecimento afetou profundamente a comunidade local.

A escola onde a menina estudava formou um grupo.

O diretor diz que as crian�as e os pais

querem demonstrar seus sentimentos e apoio.

H� muitas perguntas no ar.

Muitos se perguntam se poderia ter havido

um pouco mais de esfor�o para encontrar a garota.

Alguns questionam se a pol�cia fez o bastante.

N�o houve muita informa��o por parte da pol�cia.

O xerife fez uma coletiva de imprensa ontem � noite

e disse que ainda � muito cedo para dizer se houve um crime,

mas que n�o descartam nenhuma possibilidade.

No ano passado, os pol�ticos decidiram cortar gastos...

Thomas.

Eu soube que voc� estava l� quando ela foi encontrada.

A culpa faz parte da nossa fam�lia.

Certo.

Os homens da nossa fam�lia gostam de cuidar das coisas.

Mas nem tudo precisa ser cuidado.

Voc� sempre foi um bom rapaz. Meu sobrinho favorito.

Na verdade, sou seu �nico sobrinho.

SILJA ANTI 05.03.2010-17.02.2017

IGREJA DE DJUPELV SEXTA-FEIRA -22.02.2017

Grace.

Grace?

Grace, eu...

Prometo que vou encontrar...

Eu prometo que vou descobrir o que aconteceu com a Silja.

Eu vou.

Foi ele.

E ela.

Eles.

E voc�.

Foram todos voc�s.

Voc�s mataram a Silja.

N�o sei se estou falando com a pessoa certa, mas...

Meus p�sames.

Tudo estava sob controle.

Voc� tinha o controle.

Voc� disse, "Isso � o que fazemos",

quando eu quis procurar a Silja.

Por que n�o me deixou procurar naquela �rea?

-Dever�amos ter lidado... -Voc� deveria.

Eu vou descobrir o que est�o escondendo.

Eu sei que � duro,

mas n�o leve para o lado pessoal.

A pol�cia s� est� tentando fazer com que eu me sinta culpada.

N�o foi minha culpa, eu apenas segui ordens.

H� sempre muitas perguntas ap�s um incidente como este.

Acho que n�o preciso repetir

o princ�pio de "saber apenas o necess�rio".

A investiga��o est� em andamento.

N�o h� mais nada que voc� possa fazer.

Voc� deveria tirar uns dias de folga.

-N�o vai ser necess�rio. -Um civil morreu.

Uma garotinha. Voc� ficou no meio disso.

Voc� se envolveu, mas tudo bem.

Nunca sabemos como vamos reagir numa situa��o dessas.

Eu estou bem.

Tr�s dias de folga me parece apropriado.

Deixa isso pra l�.

Como est�, Grace?

O que voc� acha?

� importante n�o deixar o ressentimento tomar conta de voc�.

O importante agora

� n�o deixar que palavras vazias e besteiras

tomem conta de voc�.

Eu entendo que esteja com raiva.

Voc� j� viveu algum dia? J� fez alguma coisa perigosa?

Algum dia precisou de perd�o?

Somos todos pecadores.

N�o.

N�o somos.

Voc� tem ideia do que est� falando?

-Voc� tem algu�m para...? -Para qu�?

Para me consolar? Chorar comigo? Dormir comigo?

Para conversar.

Voc� pode me procurar, sempre que precisar.

No que voc� est� pensando?

Por que uma menina

entraria numa casa abandonada como aquela?

At� um por�o escuro,

e depois num t�nel.

Ela deve ter ficado aterrorizada.

Ela estava sendo seguida?

Estava se escondendo de algu�m?

Veja no mapa, ela chegou na casa pelo lado oeste.

N�o fica na dire��o do rio.

Onde ela estava? De onde ela veio?

Kjell, s� mais uma coisa antes de continuarmos.

Voc� quer meu telefone emprestado?

-Para poder telefonar. -Telefonar para quem?

N�o estou entendendo.

Voc� ligou para o Jansen.

Ningu�m mais sabia que eu estava naquele t�nel.

Kjell, por acaso voc� est� me vigiando?

� por isso que voc� veio?

Chega! Voc� n�o sabe o que est� dizendo.

Voc� � um dos caras, n�o �? Da velha guarda?

Ou talvez apenas um menino de recados fazendo o trabalho sujo.

Thomas Lonnhoiden, o eterno forasteiro.

Todos est�o conspirando contra ele.

Mas ele est� certo e todo mundo est� errado.

Por que voc� n�o ficou em Oslo?

Eles tamb�m se cansaram de voc�?

Idiota!

Voc� ainda n�o entrou em contato com ele?

Voc� disse que ele cuidaria disso

e se livraria de todas as evid�ncias.

E agora o Servi�o de Intelig�ncia est� vindo.

O que eles sabem?

Eu n�o recebi mais nenhuma informa��o.

Foi voc� que o contratou.

Era nossa responsabilidade, fizemos isso juntos.

Alguma coisa tem que ser feita.

Agora!

�REA MILITAR ENTRADA PROIBIDA

Eu conversei com o Jansen.

Temos que fazer alguma coisa

ou vamos perder o controle totalmente.

Voc� entrou em contato com o nosso cara?

Eu liguei e fui at� a casa dele, mas...

Merda!

Voc� garantiu que ele era bom.

Voc� sempre me acusa.

Era um problema que tinha que ser resolvido.

E foi voc� que quis uma solu��o.

Tudo bem, e voc� conseguiu?

Voc� tem ideia da propor��o que isso vai tomar?

N�o se trata s� de pol�tica, Sundby.

Trata-se de pessoas, colegas, fam�lias.

-Colegas? -Sim.

Deixa comigo a partir de agora.

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