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ORFANATO DE CARRINGTON DESDE 1966
- Jogue para mim! - N�o, Sarah, passe para mim!
Cuidado! J� tenho um pulso quebrado.
N�o preciso de uma concuss�o.
Perdedora! Nem consegue jogar a bola direito.
Deveria ter aprendido a jogar uma bola para o seu anivers�rio.
Verdade, a garota nova � uma perdedora.
Ela n�o acertaria um elefante que estivesse bem na frente dela.
Acertaria, sim.
Para que ser t�o m� comigo, Jenna?
Estou entediada, n�o quero mais brincar.
N�o sei, meninas.
A Sra. Donna e a Sra. Nina disseram que n�o podemos ir ao por�o.
Voc� deveria estar aqui h� uma hora para me ajudar com a festa.
� o anivers�rio da Sarah.
Ela chegou faz s� uma semana.
Ela ainda n�o se adaptou.
Ela n�o est� se dando muito bem com as meninas.
Seria muito bom para ela.
Ela se sentiria acolhida e em fam�lia.
Venha em 30 minutos ou teremos um problema.
N�o, eu ligo mais tarde.
Meu Deus.
MORTE
Bom, a� est�.
O que tenho que fazer?
� simples.
Voc� entra e d� uma olhada.
Fique l� por cinco minutos.
A Macy vai controlar o tempo.
Entendido. Meu rel�gio � bom.
E depois?
E depois voc� sai.
E vai entrar para o clube. Vamos comer bolo e tomar suco.
- Cinco minutos? - Cinco minutos.
ASSASSINATO
A Donna vai perguntar onde a Sarah est�.
Quieta! Se ela perguntar, n�o sabemos onde ela est�.
� o anivers�rio da Sarah, Jenna. Ela vai perguntar.
Eu disse quieta! N�o teremos problemas se fechar a boca!
Onde est� a Sarah?
Nenhuma de voc�s a viu, mas estavam brincando juntas.
Jenna, sei que est� sempre aprontando alguma coisa.
Onde est� a Sarah?
Eu juro, Sra. Donna. N�o sei onde ela est�.
- Katie? - Nem eu.
Ela disse que ia ao banheiro.
E por que n�o disse isso quando eu perguntei antes?
Eu n�o queria problemas.
Por que teria problemas respondendo para mim?
N�o sei.
Vou buscar a bebida l� dentro.
Se ela voltar antes, pe�am para ela ficar aqui.
E n�o quero ver nenhuma marca de dedo na cobertura.
- Entendido? - Entendido, Sra. Donna.
- N�o vamos deixar ela sair daqui. - �timo.
Voc� veio para o anivers�rio de todas as meninas
e preciso de voc� aqui nesse.
Sabe, a Sarah gosta de voc�.
Claro! Claro! Sei que vai recompens�-la.
Escute, venha logo! Entendeu?
Tchau.
Meu Deus...
Droga!
Vamos ficar de castigo com certeza.
N�o, ela acreditou na hist�ria do banheiro.
Ela sabe que � mentira.
� porque voc� agiu como se tiv�ssemos feito algo, e n�o fizemos.
A� vem a Sarah.
Voc� est� bem?
- �... - Sarah, voc� est� bem?
Sarah?
Sarah?
Sarah!
Sarah.
Meu Deus! O que voc� fez?
Sarah, o que voc� fez?
FANTASMAS
Foi aqui no Orfanato de Carrington,
na Carpenter Road, 5980, neste pr�dio atr�s de mim,
onde os corpos de tr�s meninas foram encontrados ap�s uma morte brutal,
causada por uma colega.
Sarah Thompson tinha apenas 11 anos
quando pegou uma faca de a�ougueiro e atacou as meninas.
Quatro anos depois, em um surto de depress�o e loucura,
ela tirou a pr�pria vida.
Ela dizia que era assombrada
pelo fantasma da primeira dona da casa,
Hester Corbett.
O pr�dio foi constru�do em 1896 por Paul e Hester Corbett,
quando decidiram criar ra�zes e come�ar uma fam�lia.
Infelizmente, a primeira tentativa de Hester foi um natimorto.
Devastada pela perda, Paul abandonou Hester sozinha na casa.
Alguns anos depois, depressiva e sem for�as,
Hester se suicidou ao se enforcar no por�o.
Lendas locais dizem que a alma dela n�o encontrou paz
e ainda vaga pelos corredores deste lugar,
procurando seu beb� que nasceu morto.
Zachery Warren, um investigador paranormal,
diz que gravou a voz da falecida no �ltimo Halloween.
INVESTIGADOR PARANORMAL - Est�vamos investigando no por�o
e decidimos fazer uma sess�o de FVE.
- O que � um FVE? - Fen�meno da Voz Eletr�nica.
� um meio de comunica��o com esp�ritos
e podemos ouvi-los com o gravador digital.
Tem algum esp�rito nessa casa?
Sim.
Rumores dizem que Hester Corbett
foi respons�vel pelo assassinato de crian�as
enquanto morava na casa.
Infelizmente ela se matou antes que algu�m descobrisse.
Tentamos investigar essas alega��es
e conseguimos determinar que, enquanto estava viva,
v�rios assassinatos de crian�a na regi�o n�o foram resolvidos.
Oficialmente, ela � inocente,
mas, se voc� ouvir as pessoas daqui,
elas dizem o contr�rio.
Segundo elas, ela � uma assassina de sangue frio.
Subpack by DanDee
A MALDI��O DO ORFANATO
ATUALMENTE
E quanto voc� pagou por esse lugar?
Parece que o Teddy virou voc� de cabe�a para baixo
e sacudiu para as moedas ca�rem.
Pode n�o parecer grande coisa por fora,
mas espere para ver por dentro. Confie em mim.
Quando come�armos a mexer o lugar, vai parecer novo.
Por dentro e por fora.
N�o sei, Benjamin Harrison.
Nunca fui muito f� de casas que precisam de reforma.
O que acham, meninas?
Meninas, o que acham?
Zoe, largue o telefone.
O qu�?
Nossa...
Parece a casa de um vampiro.
Cale a boca.
O que acharam, meninas?
Zoe. Zoe!
- Largue o telefone. - O qu�?
O que achou?
- Mas que porcaria... - N�o fale assim.
N�o deve falar assim perto da sua irm�.
- Desculpe, m�e. Mas nossa. - Sinto muito interromper
essa discuss�o intelectual que est�o tendo,
mas vamos ver o Teddy. � o carro da namorada dele.
Voc� tem muita coragem para vir aqui.
Depois do que fez...
- Como est�? - Bem, bem. E voc�?
Carol, � um prazer ver voc�.
Oi.
Zoe, Alyssa, acho que n�o conhecem minha namorada, Joan.
� um prazer conhec�-las.
- Oi. - Oi.
O prazer � nosso.
Prontos para conhecer sua nova resid�ncia?
Mal posso esperar.
Foi o que eu disse ao Ben no trajeto at� aqui.
Ent�o vamos l�.
Chloe!
Volte aqui, cachorro burro.
- Alyssa! - Deixe ela.
Essa � a nossa nova casa.
Ela precisa conhecer o lugar.
Posso esperar aqui e ficar de olho nela, se quiserem come�ar.
Viu? A Joan vai ficar aqui. Vamos entrar.
Vamos.
La casa de Ben espera.
Este � o c�modo mais alto.
Deem uma olhada por essas janelas,
quase d� para ver o condado vizinho.
- � mesmo? - Em um dia ensolarado.
Claro, n�o � um dia ensolarado.
Ben, este lugar � perfeito para voc� fazer o escrit�rio.
Verdade.
Quero escrever um romance. Seria o lugar perfeito para...
come�ar logo. Evitar distra��es.
Ou seria um �timo quarto para mim.
Acho que n�o, mocinha.
Seu quarto � ao lado do da Alyssa, l� embaixo.
N�o rola, m�e. Ela n�o vai parar de me incomodar com as bonecas dela.
- Ela � t�o chata. - Calada, Zoe.
Todos os quartos ficam no segundo andar
ao lado dos banheiros e da cozinha.
Um sandu�che de apartamento.
Mas tem uns quartos inacabados no por�o.
�timos para mergulhar na ansiedade adolescente.
N�o, valeu. N�o sou um desses emos
que curtem viver em um por�o escuro.
Tem certeza? Algumas das m�sicas que ouve s�o bem sombrias.
Como se as suas fossem melhores.
Meninas, por favor.
Eu curto o estilo m�sica do Fetus Grinder.
Vamos ver o resto da casa?
Espere, o que era essa casa?
Como assim?
� um lugar muito sinistro e assustador.
Era tipo um hosp�cio?
Zoe, �...
N�o se preocupe.
Posso garantir que n�o devia ser um hosp�cio.
Nem nada perturbador ou inadequado aconteceu aqui.
Foi um orfanato por um tempo nos anos 1960,
mas fechou e a fam�lia ficou com ela.
N�o, nada de ruim aconteceu aqui.
S� pessoas do bem vivendo com suas fam�lias.
Como voc�s.
D� para ver que n�o conhece nossa fam�lia.
Zoe, por favor.
Teddy, releve nossa filha adolescente.
Ela est� naquela idade em que ela faz o que puder
para encher o saco dos pais.
S� minha m�e est� aqui.
Zoe, j� chega!
Gostei dela.
Acho que deve ficar com ela. Lembra a mim.
Falava qualquer coisa para ver meus pais se contorcendo.
Por�o?
Por�o.
Meu Deus.
- Por que fez uma coisa assim? - M�e, n�o fui eu.
Seu comportamento hoje est� fora dos limites.
O Ben s� quer ser um bom pai para voc�.
N�o precisa ser t�o dura com ele.
Ele n�o � meu pai, m�e. Voc� se divorciou do meu pai.
Voc� e eu teremos uma conversa bem s�ria depois.
Como viram, n�o tem muito para reformar.
A maior parte � est�tica.
Talvez tenham que mexer no encanamento e nas telhas,
mas � s� isso.
Espero que n�o seja caro, gastei as economias aqui.
Todas as economias? Seu m�o-de-vaca.
Estou dando minha heran�a.
Al�m do mais, se n�o quiserem ficar,
voc� pode reformar com pouca grana
e vender por um pre�o legal.
Acho que, depois de tanto trabalho, vamos ficar.
Bom saber.
Joan e eu estaremos aqui perto.
Podem vir para um churrasco, nos fins de semana...
Festa de domingo, amigo.
Tem outras crian�as por aqui?
Garanto que tem.
Quem era a senhora na janela l� em cima?
Senhora?
- Que senhora, querida? - Quando fui pegar a Chloe,
tinha uma mulher l� olhando para mim.
Talvez fosse eu ou a Zoe.
Eu conhe�o voc�s. N�o era nenhuma das duas.
Eu garanto que s� n�s est�vamos aqui.
Mesmo parecendo a casa do Dr�cula,
- s�o s� os velhos Harrisons. - N�o parece a casa do Dr�cula
e pare de assustar sua irm�.
Beleza, a fam�lia Adams.
Zoe, pode parar.
N�o tenho medo, m�e. Sei que � tudo mentira.
Garota inteligente.
Vamos ver o resto da casa?
Droga.
Achei que isso iria acontecer.
Quem � ela?
Eu cuido disso.
- Teddy, por favor, n�o diga... - J� est� feito.
O qu�? Contou o que aconteceu aqui?
Tire as m�os de mim, Teddy!
Se estragar esse neg�cio, vai se arrepender. Entendeu?
- � uma amea�a? - � claro que �!
Se aparecer aqui de novo, vou mandar prend�-la por invas�o.
Se n�o vai contar para eles, eu vou. N�o pode...
- N�o � uma boa ideia... - V� se ferrar, Teddy!
Suma daqui antes que eu chame a pol�cia.
Este homem n�o � seu amigo!
Voc�s t�m que sair daqui o quanto antes!
Coisas horr�veis aconteceram nessa casa!
Vou ligar para a pol�cia.
Joaney!
N�o precisa, Joaney. Estou indo embora.
Lembrem-se do que eu disse.
N�o sei voc�s, mas me assustei com aquela que veio aqui hoje.
N�o se preocupem. O Teddy disse que n�o dev�amos acreditar nela.
Para mim pareceu que ela tomou umas a mais.
De que coisas horr�veis ela estava falando?
Alguma coisa ruim aconteceu aqui?
N�o se preocupe. Nada de ruim aconteceu aqui.
Acho que ela s� estava tentando nos assustar.
Claro que n�o se compra um lugar t�o grande pelo pre�o que o Ben pagou.
S� se algo muito macabro aconteceu aqui.
Pare, est� assustando sua irm�.
E outra, voc� deveria cham�-lo de pai e n�o de Ben.
- Tanto faz. - J� chega desse ar de desafio!
Entre na casa, por favor.
Beleza, Ben.
Acho que ela nunca vai gostar de mim.
Eu era assim quando tinha 17.
Ela s� precisa de tempo.
Eu n�o te odeio, papai.
Obrigado, meu anjo.
- Eu te amo. - Eu tamb�m.
Sei que o lugar � meio intimidador,
bem grande e assustador, mas � s� uma casa.
Assim que limparmos e pintarmos umas paredes,
vai parecer nosso lar.
S� precisamos dar uma chance.
De que cor quer pintar seu quarto?
- Pode ser rosa? - Claro que pode.
O quarto � seu, pode ser da cor que quiser.
Ouviu, m�e? Meu quarto vai ser rosa.
Menina de sorte.
- Quero um quarto rosa. - Nada disso.
A� eu teria que dormir num quarto rosa.
Vamos levar o resto das coisas para dentro.
Alyssa, � voc�?
Zoe?
� um daqueles joguinhos bobos?
Se querem me assustar, lembrem que n�o � f�cil me assustar.
E vou revidar quando menos esperarem.
Como quiserem. Se divirtam, meninas.
Tenho que trabalhar.
ORFANATO DE CARRINGTON DESDE 1966
O que est� fazendo, querido?
Tirando umas coisas do caminho.
Parece que os �ltimos donos iam renovar a casa,
mas abandonaram os planos.
V�rios projetos inacabados aqui.
Estranho. Por que ser�?
N�o sei.
- Est� com frio? - Meu Deus, estou congelando.
Esta casa est� me congelando.
� mesmo. Nem percebi.
Muito ocupando carregando coisas.
Cortando lenha, fazendo trabalho de homem.
Certo, Sr. Mach�o.
N�o quer dar uma olhada no aquecedor?
Pode deixar.
- Te amo. - Tamb�m.
Meninas, est�o aqui?
Essa brincadeirinha de tentar assustar o papai j� cansou.
Muito engra�ado.
A velha pegadinha da cadeira de balan�o.
Vai deixar um hematoma.
Ben, querido, consegue me ouvir?
Pai, voc� est� bem?
Sim, papai est� bem. S�...
- Levante-se. - S� um pouco zonzo.
Vamos l� para cima.
- Que bom que est� bem, papai. - Eu tamb�m, meu anjo.
S� uma baita dor de cabe�a.
Est� bem, querida?
Mal tocou na comida.
Estou bem, s� n�o estou com fome.
� o est�mago? Posso buscar...
Pai, posso sair da mesa?
- Est� tudo bem? - Acabei de dizer que sim.
S� quero ficar sozinha por enquanto.
Voc� poderia ser mais gentil com seu pai.
Estamos todos cansados, n�o precisa ser grossa.
Desculpe, pai.
Posso sair agora?
Sim, pode ir.
Mas n�o v� muito longe, precisamos dormir cedo.
O dia vai ser cheio amanh�.
Vamos todos dormir na sala essa noite.
- Est� brincando. N�o �? - Com o qu�?
Com a gente dormindo no mesmo c�modo.
Eu ia levar meu saco de dormir para meu quarto e dormir l�.
N�o, algumas luzes n�o est�o funcionando.
N�o conhecemos o lugar e n�o quero que se machuque
se precisar acender a luz para ir ao banheiro.
Meu Deus, pai. N�o tenho dois anos.
M�e?
Estou com seu pai nessa. Somos uma fam�lia.
At� tudo se ajeitar, ficaremos juntos.
N�o d� para acreditar nessa droga.
Zoe disse uma palavra feia.
- Zoe! - Alyssa, fique fora disso.
- Sim, senhora. - Tenho quase 17.
Eu deveria poder decidir o que � melhor para mim
e acho que dormir no meu novo quarto n�o � pedir demais.
N�o queremos decidir sua vida, querida.
� s� por precau��o!
Assim que ajeitarmos seu quarto
e arrumarmos as luzes, n�o ser� um problema.
Uma noite com sua fam�lia n�o vai matar voc�.
Passei o dia inteiro com voc�s.
Certo, ent�o v�!
Minha cabe�a d�i muito para discutir por isso.
Ent�o voc� a deixa ir assim?
Precisamos dormir logo. Est� ficando tarde.
Posso dormir no meu quarto tamb�m?
N�o!
Zoe?
Fique aqui com o cachorro.
Zoe?
Zoe, aguente a�.
S� preciso de um pouco de ar. Est� fedendo aqui.
Todos precisamos.
Vamos l�. Limpamos isso amanh�.
Alyssa?
� voc� a� embaixo?
Alyssa, n�o tem gra�a.
Meu Deus.
Voc� me assustou!
Nunca mais chegue assim de mansinho!
Meu amor, desculpe!
Voc� s� me deu um susto. � s�.
Ouvi uns sons vindo do por�o, uma risada e isso me assustou.
Risada?
Sim, de uma menininha.
N�o estava pregando uma pe�a na mam�e?
N�o, m�e, n�o fui eu. De verdade, n�o fui.
Onde est� sua irm�?
- Ela foi caminhar. - Tudo bem, querida.
Devo estar cansada da mudan�a.
Estou vendo coisas.
N�o � um fantasma?
N�o, querida. Por que est� dizendo isso?
Vi uma senhora na janela.
Ela parecia estar morta.
Ela est� brava conosco por nos mudarmos para c�?
N�o, querida.
Voc� vai ficar com medo com esse papo de fantasma.
N�o tem mais ningu�m nesta casa velha
al�m de voc�, eu, Zoe e o papai.
E a Chloe. N�o se esque�a da Chloe.
Quem poderia se esquecer daquela vira-lata?
Lembre-se, n�o existem fantasmas.
Volte para seu quarto e fa�a uns desenhos.
Depois que eu colocar a roupa na m�quina, vou l�.
Est� bem, m�e.
Ben! Ben, tem algu�m no por�o. Tem algu�m aqui.
Tinha uma bola e algu�m est� se escondendo.
Uma bola? Do que est� falando?
Tem algu�m nesta casa conosco.
Venha.
Veio dali de baixo.
Veio rolando da escurid�o. A bola estava cheia de sangue.
J� chega, est� assustando a Alyssa.
Desculpe, meu amor.
Mas v� olhar voc� mesmo. Ao lado das roupa.
Nossa, se acalme.
Por que est� t�o irritado?
Porque isso � rid�culo.
Est� vendo?
N�o, n�o tem nenhuma bola com sangue aqui.
O que est� armando?
O qu�? Nada. N�o estou armando nada.
Estava a�. Rolou na minha frente.
Carol, n�o tem nada aqui.
- M�e, estou com medo. - N�o se preocupe, querida.
A mam�e s� est� brincando conosco.
Tentando nos enrolar.
N�o estou!
Pegue seu aplauso, Carol. �tima piada.
- Que pegadinha boa! - N�o estou inventando.
- Tinha uma bola ali. - Carol, j� chega!
Desculpe, voc� tem raz�o.
Sim, eu sei. Leve a Alyssa l� para cima.
Vou colocar a roupa para lavar.
Se n�o queria fazer, era s� pedir.
N�o precisa inventar uma droga de hist�ria.
N�o use essas palavras!
N�o estou mentindo.
Droga!
- Que diabos? - Tinha que ver sua cara.
V� se ferrar, diabinha! N�o estou me sentindo bem.
Vou contar � mam�e que falou palavr�o.
E que est� fumando.
Nem tente.
Juro que se falar uma palavra, suas bonecas viram churrasco.
- Voc� n�o faria isso... - Faria, sim.
- N�o faria. - Espere para ver, pirralha.
Deixe de ser bizarra e saia daqui.
Com quem est� falando? Algum menino?
Est� mandando fotos �ntimas de novo?
Cale a boca!
Por que � t�o m� comigo?
Preciso de motivo? Voc� � muito chata.
S� porque temos pais diferentes, n�o precisa ser sempre m� comigo.
Se n�o fosse pelo seu pai, Ben,
n�o teria tido div�rcio e ainda estar�amos juntos.
Mas se a mam�e n�o conhecesse o papai,
- eu n�o teria nascido. - Isso mesmo.
Queria que voc� n�o tivesse nascido.
Me deixe em paz! Droga!
Zoe! N�o me deixe aqui!
N�O ULTRAPASSE
O que est� fazendo?
Lembra a bagun�a que a Zoe fez ontem?
Vou dar um jeito naquilo.
- � mesmo. - Aonde est� indo?
O carro est� no caminho, ent�o vou tir�-lo de l�.
- Antes que a mudan�a chegue. - Boa ideia.
Onde est�o as meninas?
Alyssa est� desenhando na sala e acho que a Zoe foi caminhar.
- Como ela est�? - Zoe?
Muito bem.
Como se nada tivesse acontecido.
N�o, tentei dar um rem�dio para ela, mas ela n�o quis.
- Vamos ficar de olho nela. - Sim.
Espero que n�o seja um v�rus. N�o precisamos de um surto aqui.
Falando em doen�a.
- N�o se divirta muito. - N�o vou.
Lidei com coisa pior no hospital.
Droga.
Esqueci o detergente.
Alyssa, n�o!
Meu Deus!
Mam�e.
Meu Deus, querida.
- Mam�e, est� doendo! - Coloque na �gua!
- Mam�e, est� doendo! - Eu sei, querida.
Pressione. Meu Deus.
O que aconteceu?
A Alyssa se cortou.
Tem sangue por todo o lado. Ela precisa ir para o hospital.
Fique calma! Fique calma!
Vou at� o centro e encontro um hospital.
- Eu fico para esperar a Zoe. - Boa ideia.
Querida, como se cortou?
Parece que ela estava brincando com os talheres e pegou as facas.
O que? N�o falamos sobre brincar com coisas afiadas?
- Eu n�o queria. Papai, est� doendo! - Calma. Vamos ao hospital.
Al�?
Que droga... Al�?
Droga de telefone que nunca tem sinal.
N�MERO DESCONHECIDO
Al�?
Quem �?
Zoe...
Quem est� a�?
Zoe!
Zoe?
A mudan�a chegou.
� o que parece.
Acabe com esses doces antes que sua m�e veja.
Ela vai me matar por deixar voc� comer antes do jantar.
Prometo que vou comer tudo, pai.
� mesmo? Tem br�colis hoje.
Br�colis? Eca!
Tudo bem, foi um dia dif�cil.
Obrigada, papai.
Temos boas not�cias.
O m�dico falou que o corte n�o foi profundo.
N�o cortou nenhum vaso importante,
mas ela levou alguns pontos.
Mas boa parte � superficial.
Voc� est� fumando.
Achei que tinha largado.
Larguei.
Por que agora?
Tem algo errado?
Nossa!
Nossa filha desenhou isso.
- A Alyssa desenhou? - Sim.
Crian�as fazem coisas estranhas o tempo todo.
N�o tem por que ficar nervosa.
Mas seria bom conversarmos com ela antes do come�o das aulas.
N�o queremos que os professores pensem
que nossa filha � o pr�ximo Jeffrey Dahmer.
- N�o � hora para piada. - � a nossa filha.
N�o estou brincando.
Voc� n�o acha tudo isso nem um pouco bizarro?
N�o acho. Deveria?
Este aqui, � voc�, eu e a Zoe.
A outra noite quando ela vomitou.
E mostra um v�mito preto.
Sabe o que achei quando fui limpar o quarto?
- N�o sei. - Um monte de gosma preta.
Cheia de insetos e vermes.
Deve ter sido algo que ela comeu.
Acho que devia ter levado ela ao hospital tamb�m.
E os insetos?
Talvez tenham vindo de algum lugar nesta casa.
N�o sei! O que quer de mim?
Como a Alyssa sabe disso?
Ela n�o estava l�, estava aqui embaixo.
E n�o contamos porque n�o quer�amos chate�-la.
Parece que algu�m est� precisando de uma soneca aqui.
N�o me trate como crian�a. N�o ouse.
- Tem algo errado aqui. - O que est� errado aqui?
Esse aqui. Sabe quando foi feito?
N�o sei.
A Alyssa n�o se cortou por acidente.
Foi de prop�sito. Eu vi.
Isso mostra o que aconteceu antes de acontecer.
N�o vou ouvir isso.
- Voc� tem que ouvir. � verdade. - � tudo besteira!
- Tudo que est� saindo da sua boca - N�o � besteira! E n�o � tudo.
O que mais est� errado por aqui?
A Zoe foi perseguida na floresta hoje � tarde.
O qu�? Quem foi?
Quem a perseguiu?
N�o sei, ela n�o viu nada.
Mas era algu�m que a conhecia porque dizia o nome dela em tom de amea�a.
- Droga! - N�o fale assim!
N�o ligo! Algu�m amea�ou nossa filha
e quero saber quem foi para quebrar o pesco�o dele.
Tem algo errado com esse lugar.
Est� possu�do ou assombrado, sei l�.
S�rio?
Assombrado? Possu�do?
Voc� est� se ouvindo?
Pode brincar, pode rir o quanto quiser.
Mas vamos dar o fora daqui.
Como �? Voc� vai precisar repetir,
porque acho que ouvi errado.
Quero pegar as meninas e sair daqui.
Pode vir se quiser, mas vamos embora.
Tem ideia de quanto dinheiro eu gastei nesse lugar?
Acabamos de chegar e voc� fala em deixar tudo para tr�s.
Voc� est� fora de si!
Achei que voc� diria isso. Eu e as meninas estamos indo.
Pode fazer o que achar melhor.
Quer agir como uma garotinha mimada e ir embora? Tudo bem, v�.
Mas as meninas ficam. Ponto.
N�o pode me obrigar a nada.
- N�s vamos embora. - De jeito nenhum.
Papai!
Jesus!
Carol?
Querida, est� acordada?
Carol?
Est� acordada.
Faz tempo.
E por que n�o me respondeu?
Est� com raiva de mim? Voc� quase n�o falou no jantar.
N�o.
N�o � raiva. S� estava pensando sobre umas coisas.
O que foi?
Ainda somos amigos, n�o? Voc� pode falar comigo.
� claro que ainda somos amigos.
N�o seja bobo.
O que foi?
� que...
Est� me incomodando.
Tudo que est� acontecendo na casa.
E como voc� n�o leva a s�rio o que acontece.
Voc� e as meninas devem pensar que sou uma louca.
N�o pensamos isso.
S� achamos que est� estressada
e que sua ansiedade est� tomando conta.
S�o palavras bonitas para dizer que me acham louca.
Voc� � muito doida!
Eu sabia.
Sempre achei que voc� fosse maluca.
Preciso ser, j� que me casei com voc�, Benjamin Harrison.
� verdade.
Mas tem coisas mais malucas no mundo.
Como?
Como...
eu me casando com voc�.
Pare.
Pare.
Como aquilo veio parar aqui?
- O qu�? - A cadeira de balan�o.
Eu a vi no por�o mais cedo. Foi assim que bati a cabe�a.
Estava do lado do aquecedor. Voc� a trouxe para c�?
Achei que tivesse sido voc�.
N�o fui eu.
Pare de olhar para a cadeira feia
e d� aten��o � sua mulher bonita.
Qual � o seu problema?
Quase me deixou com o olho roxo.
Carol, tinha algu�m no quarto conosco.
N�o tem ningu�m aqui.
Perdeu o ju�zo?
Eu a vi. Ela estava em cima de mim.
Ela?
Voc� estava pensando em outra mulher enquanto fazia amor...
N�o, meu Deus, n�o!
Eu a vi com meus pr�prios olhos. Ela estava em cima de voc�.
S� n�s estamos nesse quarto!
J� chega para mim!
Voc� dorme no sof� hoje!
E voc� quer que eu pense que sou a louca?
Acho que essa batida na cabe�a bagun�ou seu c�rebro.
N�o foi uma alucina��o, Carol.
N�o estava pensando em outra. Eu a vi, ela estava em cima de mim.
Saia daqui agora!
Quer saber? Est� bem.
- Quer comer algo? - N�o estou com fome.
Tenho muito trabalho. Voc� poderia ajudar.
Pensar em outras coisas.
Tem �rvores para cortar, lixo para ser tirado,
varrer o p�tio, dobrar umas caixas.
Tenho que tirar as coisas das caixas.
Fa�a algo construtivo.
Estou saindo.
Algu�m acordou irritadinho.
Zoe, isso foi grosseiro.
Mas � verdade.
Ele � seu pai. Voc� deve respeito a ele.
Tanto faz.
- Posso ajudar? - Na verdade, vim aqui ajudar.
- Por favor, me escute. - � testemunha de Jeov�
- ou quer vender alguma coisa? - N�o, n�o!
- N�o � nada disso. - Pois foi bem estranho
ver voc� entrando na minha casa desse jeito.
Eu sei, mas ou�a.
Sei que vai parecer loucura,
mas voc� e sua fam�lia correm risco de vida.
- Voc� e sua esposa, suas filhas... - Espere a�.
Voc� � a louca que veio aqui um dia desses
para dizer que meu amigo n�o devia nos ter vendido a casa.
N�o importa o que o Teddy falou, eu n�o sou louca.
E ele sabe o que aconteceu nessa casa.
Ele sabe que ela deveria ter sido queimada.
Voc�s t�m que sair.
- Est� me amea�ando? - N�o estou.
- Apenas ou�a. - O que houve?
Eu sou Carol Harrison e voc� �?
Meu nome � Donna MacCready.
Vim avisar que est�o em perigo.
Voc�s t�m que tirar suas filhas, principalmente a menor.
Ela corre o maior perigo.
- Como assim? - Voc�s t�m que sair da casa
- e voltar para onde estavam. - Saia daqui!
Por favor, escutem.
Estou indo, mas vou deixar meu cart�o.
Tem o telefone de casa, meu celular. Podem me ligar a qualquer hora.
- V� agora! - Pensem no que falei.
N�o sou o inimigo. S� quero ajudar sua fam�lia.
Estou indo.
Por favor, lembrem-se do que eu falei.
Alyssa! Zoe!
Uma de voc�s v� pegar a cachorra!
Droga!
Meu Deus!
- M�e, ouvi voc� gritar. O que foi? - Fiquem aqui dentro!
- O que houve? - Fiquem aqui dentro!
O que voc� fez?
O que voc� fez?
Voc� matou nossa cachorra!
Meu Deus!
Corram!
- Corram, corram! - Meu Deus!
Vamos r�pido!
Corram para o carro!
Meu Deus!
Ben.
Meu Deus.
Muito obrigada por ter vindo.
- Que bom que ligou. - N�o sabia o que fazer.
N�o podia ligar para a pol�cia. Ele ainda � meu marido.
- Espero que ainda seja. - Como assim?
O que sabe sobre a casa em que est�o morando?
Al�m de termos sido enrolados pelo Teddy, quase nada.
Voc� fala do Teddy Corbett.
Ele tentou se livrar da casa sem sucesso por anos.
At� que voc� e seu marido chegaram.
Todos sabem o que aconteceu l�, com os assassinatos das �rf�s...
Assassinatos?
Nunca ouviu falar dos assassinatos das �rf�s?
Uns diretores t�m vindo � cidade h� anos
para tentar fazer um filme sobre isso.
Ouvi, sim, mas achei que fosse algo mais ao norte.
N�o, aconteceu na casa em que voc� e sua fam�lia est�o morando.
O qu�?
N�o � a �nica coisa ruim que aconteceu l�.
Se eu soubesse o que sei agora...
O que aconteceu?
Est� tudo aqui.
Tudo.
Orfanato Carrington?
Sim, a casa passou por reconstru��es e renova��es,
mas foi constru�da no come�o dos anos 1800,
por um homem chamado Paul Corbett e sua esposa, Hester.
- Os antepassados do Teddy. - Exatamente.
Os fatos foram se perdendo com o tempo.
N�o sei exatamente o que houve, mas algo terr�vel aconteceu
naquela casa entre a Hester e o marido Paul.
Ningu�m sabe o que houve naquela noite,
mas eles tiveram uma briga feia
e o Paul foi embora no meio da noite.
Nunca mais se ouviu falar dele. E a Hester se enforcou no por�o.
O qu�?
Meu Deus.
A lenda diz que a Hester amaldi�oou
todos que passassem um tempo naquela casa.
Mesmo se n�o acreditar nesse tipo de coisa,
saiba que ningu�m que passou por aquela casa
teve um final feliz.
Todos foram afetados pela maldi��o.
Mas voc� est� aqui, parece que escapou da tal maldi��o.
Talvez n�o tenha escapado.
Minha filha Alyssa.
A mais nova?
Ela tem desenhado
as coisas que voc� descreveu
- e desde ent�o... - Como o qu�?
Mais material para o seu livro.
- Meu Deus! - Meu Deus!
O que � isso? � horr�vel.
Meu Deus. Meu Deus, precisamos ir embora.
Meninas, vamos.
Ol�?
Quem est� a�?
Oi, sumido.
Quer lavar minhas costas? N�o estou com raiva.
Por que n�o entra?
Vamos dar um jeito.
BABACA
Que droga � essa?
Ben, por que est� me ligando?
Preciso falar com voc�. � importante.
Est� tarde.
Eu sei.
Eu n�o teria ligado se n�o fosse importante.
Onde est� a Carol?
Ela foi embora.
Por qu�?
- Voc� contou a ela sobre n�s? - N�o, foi outra coisa.
Preciso que venha me ver.
N�o acho que seja uma boa ideia.
Joan, por favor.
� importante. Venha me encontrar.
Droga...
Al�? Ainda est� a�?
Ainda estou aqui.
O que aconteceu entre n�s no passado
foi um grande erro.
Olha, j� superamos isso.
N�o tem nada a ver conosco.
Estou com um problema. Voc� tem que vir me ver.
Por que n�o liga para o Teddy? Ele ainda � seu melhor amigo.
N�o, ele n�o entenderia.
- Por favor. - Certo.
Mas n�o quero falar do passado nem quero que comece algo novo
ou sairei imediatamente. Entendeu?
Entendido.
Prometo que nada do g�nero vai acontecer.
Nos vemos daqui a pouco.
Droga!
Ben?
Ben, sou eu, Joan. Abra a porta!
Ben!
Posso entrar ou tenho que ficar nesse dil�vio?
Sim, entre.
Ent�o?
O que voc� quer?
Vim at� aqui, n�o fa�a suspense.
Est� na cozinha. Vou mostrar para voc�.
Mas que droga, Ben!
Por que as luzes est�o apagadas?
Est� no arm�rio.
A Alyssa desenhou.
Ela desenhou esse a� hoje.
Ela sabe coisa que v�o acontecer antes de acontecerem.
Antes de acontecerem?
Por que est� fazendo isso comigo?
Sei o que quer que eu fa�a.
Se eu fizer isso,
promete que todos os pensamentos ruins v�o sumir?
J� vou. Acalme-se.
- Quem �? - � o Ben. Abra a porta.
Aconteceu algo horr�vel.
Meu Deus!
Entre, cara.
O que diabos aconteceu?
- Foi um acidente? - Mais ou menos.
Espere a�, vou chamar uma ambul�ncia.
N�o!
Sem m�dicos, sem policiais.
Ben, espere um pouco...
Voc� acordou.
Achei que teria que come�ar sem voc�.
Deixe-me dar um conselho a voc�, espert�o.
Tem duas coisas de um homem com que voc� n�o mexe.
Duas coisas!
Uma.
A fam�lia de um homem;
E dois, o dinheiro dele.
Voc� mexeu com os dois, Teddy.
Ent�o...
�ltimas palavras?
Deve ser dif�cil falar com a boca colada, n�o �?
Isso.
Bom...
Desculpe por contar o final da hist�ria,
mas isso vai doer muito.
Odiei fazer isso com voc�.
Voc� sabe disso, n�o �, Teddy?
Sabe, sim.
Somos melhores amigos.
Melhores amigos n�o se machucam.
N�o �?
Inferno!
Voc� estragou minha vida!
Voc� ferrou com tudo!
Voc� tinha que pagar!
Sei sobre voc� e a Joan.
Eu estava l�.
Na festa.
Eu vi voc�s naquela merda de carro.
- Ben, por favor... - Ben, por favor, o qu�?
Por favor, perdoe a mim e � Joan por estragarmos sua vida?
� desse "por favor" que est� falando?
J� dei um jeito na Joan. Agora � a sua vez.
Vingan�a � um neg�cio sujo, meu amigo.
Olhe todo esse sangue.
Sempre soube que voc� era um saco de merda,
mas quem diria que tinha tanto sangue em voc�?
Meu Deus, est� por todo lado.
Foi voc� quem pediu. Voc� sabe disso, n�o �, Teddy?
Foi cutucar a on�a...
Eu deveria ter feito isso ontem � noite.
N�o podemos deixar nenhuma ponta solta.
N�o �, Teddy?
N�o posso deixar nenhuma prova para tr�s.
O que tem a dizer?
Voc� sempre falou demais.
Aqui vai uma bebida, amigo.
Do p� vieste e ao p� retornar�s.
N�o.
N�o.
N�o!
Eu te matei!
Meninas, fiquem no carro.
S� vamos entrar por dois minutos.
N�o importa o que fizerem, fiquem no carro at� voltarmos.
N�o, m�e. Temos que ir com voc�s. Temos que fazer isso juntas.
N�o, a Donna e eu vamos entrar por alguns minutos.
S� vamos ver se seu pai est� bem.
Voc� vai entrar na casa por causa de um desenho da Alyssa?
Ela n�o � paranormal ou algo do tipo.
Apenas me obede�a.
Fiquem no carro.
Est� bem.
J� vamos voltar.
O papai n�o est� bem. Ele fez algo muito ruim.
E ele ainda n�o terminou.
Vou ligar as luzes.
N�o est�o funcionando.
Ele quebrou as l�mpadas.
Carol, n�o � seguro andar aqui no escuro.
- � melhor irmos embora. - N�o, tenho uma lanterna.
- Fique por perto. - Certo.
� loucura procurar por ele.
Ele acabou de massacrar seu cachorro.
N�o, ele n�o est� aqui.
V� avisar as meninas que elas podem buscar as coisas delas.
Sejam r�pidas.
O que houve?
Foi aqui que tudo come�ou e a maldi��o foi colocada nessa casa.
Esse lugar � assustador.
Queria nunca ter me mudado para c�!
Tome cuidado, vou buscar as meninas. Se cuide.
- Est� bem. - Vou procurar por l�mpadas.
- Est� tudo bem? - Est� tudo certo.
O pai de voc�s n�o est� l�, somos s� n�s.
Mas n�o tem luz na casa, ent�o sua m�e foi pegar l�mpadas.
Vamos acender as luzes e...
Fiquem a�, meninas. Fiquem a�.
Como assim?
O papai voltou.
Ben, o que est� fazendo aqui?
O que aconteceu com voc�?
O que vai fazer?
Espere!
N�o, por favor.
N�o. N�o!
Aqui estamos n�s, uma linda fam�lia.
O que voc� fez?
Fiz o necess�rio para manter a fam�lia unida.
E voc� fugiu com as minhas meninas.
Por que fez isso, Carol? Por qu�?
Achei que voc� me amava.
Eu amava. Eu amo. Somos uma fam�lia.
� para isso que serve a fam�lia. Vamos ajud�-lo.
E por que eu preciso de ajuda? Por qu�?
N�o machuque minhas filhas.
Por que eu machucaria nossos anjinhos?
N�o machuque...
Pare!
Pare!
A� est� ele.
- Ben. - Meu Deus.
Ben, querido, consegue me ouvir?
- Pai, voc� est� bem? - Sim, sim. Papai est� bem. S�...
- Levante-se. - S� um pouco zonzo.
Vamos l� para cima.
- Que bom que est� bem, papai. - Eu tamb�m, meu anjo.
S� uma baita dor de cabe�a.
O que est� desenhando a�, meu bem?
Quer ver?
Claro.
� muito bonito. Parab�ns, querida.
Obrigada, pai.
Fiz um desenho especial para voc�.
- Vou buscar. - Mal posso esperar.
Querida, eu estava pensando...
- Sobre o qu�? - Sobre a mudan�a.
E podemos continuar...
Mas acho que o Teddy n�o foi honesto conosco sobre a casa.
Podemos cortar o pagamento e dizer que mudamos de ideia.
Podemos ir para Nova York, comprar um pomar de ma��, sei l�.
N�s mudamos de ideia? Parece que voc� mudou.
- As meninas e eu gostamos daqui. - Desde quando?
Acho que sair daqui � melhor.
Vou chamar o Teddy aqui para tomar um caf� e o aviso.
Falei que gostamos daqui.
Seu traidor filho da m�e.
O que aconteceu?
Vamos tomar sorvete.
Tchau, Ben.
Tchau, pai.
- Vamos todas para o carro. - Eu vou na frente!
Por que a Zoe sempre vai na frente?
Tamb�m quero ir na frente.
Porque sou mais velha e voc� n�o ganha de mim.
Chega de discuss�o.
O dia est� lindo. E somos s� n�s, garotas.
Vamos adorar esse lugar.
Subpack by DanDee
ESTE FILME � EM MEM�RIA DE MARY BOROEVICH
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