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AVISO: N�O ULTRAPASSE!
� muito solit�rio aqui?
Como o limite do mundo.
Quanto resta para a mar� cobrir a estrada?
N�o muito.
- Esse � o �nico caminho? - Depende de onde voc� vai...
Do outro lado come�a outro.
Talvez debaixo d'�gua haja um trecho oculto
que o mar inundou h� muito tempo.
Ouviu isso?
Eles nos alertam para deixar a �rea.
Vamos...
- Houve muitos acidentes aqui? - Uns quantos.
Antes deles constru�rem o farol aqui era um cemit�rio de navios.
Houveram centenas de naufr�gios contra essas pedras.
O que voc� faz em Jersey no inverno?
Precisava clarear minhas ideias.
Algo muito dif�cil de fazer no ver�o.
Tudo � dif�cil...
A realidade � dura.
N�o acha?
Talvez.
O ESTRANHO
Toda a minha fam�lia est� enterrada aqui.
Meu irm�o George e eu somos os �ltimos Dabernon.
Tudo o que resta da antiga fam�lia Dabernon.
Parece um pouco triste... Como se existissem Robinsons por toda parte.
Dabernons s�o como vacas. S� podemos morar em Jersey.
- Qual o seu nome? - Annabelle.
- Sempre...? - N�o... Normalmente Anna.
Hugh... quase sempre.
Bem-vinda a Jersey, Anna.
Gostei que me trouxe aqui. Sozinha, nunca teria encontrado.
Este � um dos mais famosos Pante�es da Europa.
Vamos... Vamos entrar...
Muitas pessoas importantes foram enterradas aqui.
Algumas dessas pedras pesam 30 toneladas.
Imagine quantos homens tinham que trabalhar para levant�-las.
Isso j� era habitado 2.000 anos antes de Cristo.
Desde ent�o, muitas pessoas morreram...
Seus fantasmas estar�o nos observando?
Talvez...
O passado � como outro pa�s.
Algu�m disse uma vez que n�s somos o passado.
O carregamos como parte de n�s.
Existem algumas marcas nessas pedras.
S�o chamadas de "Cropmarks".
Aparecem em v�rios monumentos. E ningu�m sabe quem as criou.
Se pud�ssemos decifr�-las, poder�amos ir para o pa�s delas.
A verdade � que n�o sei.
Verde azulado, eu acho... Meu sonho � acordar em uma sala pintada assim.
- Mas meu marido gosta de tudo branco. - De que cor � sua cama?
Branca.
Mas a escrivaninha da biblioteca � verde azulada... E as l�mpadas tamb�m.
Eu diria que n�o gosta muito de sua casa.
N�o � exatamente isso...
Acho dif�cil de explicar.
Mas, quando o fim de semana termina, agrade�o ter que voltar ao trabalho.
- Acho que isso faz parte do problema. - David prefere ficar em casa.
Mas pelo menos a biblioteca me serve de ref�gio... Onde posso pensar.
E pensa sobre o que?
No seu casamento? Nos benef�cios ou perdas?
De tudo um pouco.
E seu trabalho � muito respons�vel?
Sim... � por isso que eu gosto. H� muitas vidas que dependem das minhas decis�es.
- O garoto deveria ter esperado por ela... - Seu David teria feito isso?
N�o, nunca... Voc� n�o pode mudar as pessoas. Depois de quatro anos eu acho...
Ol�, Hugh... Gostou do filme?
- N�o estou muito seguro. - Voc� precisa refletir?
- Talvez... - Bem... Voc� me dir� amanh�.
- Quem �? - Collie...?
Trabalhe comigo no aeroporto. Na planta...
Algo cabe�a oca, mas bom garoto.
- Sobre o que est�vamos conversando? - Sobre David...
Que ele estava procurando uma esposa, n�o uma pessoa...
Voc� sabe... � da velha escola.
- Acho que eles v�o queimar. - Espere... vou ajud�-la.
- Mas o que voc� fez? - Algum desastre, claro...
Acendi um fogo magn�fico para voc� acabar queimando a comida.
- N�o � uma boa cozinheira, certo? - Sou uma mulher moderna e urbana.
Aqui somos pessoas simples...
Mas abemos fazer coisas elementares.
Fogueiras na praia... Extrair fertilizantes do oceano...
Fertilizantes que nutrem a terra gra�as � qual a salsicha se formou.
- E que voc� vai comer? - Que bobagem...!
- O que? - Salsichas n�o saem da terra.
Mas o que o porco come, sai.
Tudo isso � t�o solit�rio...
Eu ficaria a noite toda.
Gostaria de n�o ter que voltar amanh�.
Odeio machucar pessoas...
Hugh...
Voc� quer que eu fique?
Essa decis�o � sua.
N�o vamos demorar mais.
Odeio despedidas.
N�o me olhe assim.
Tenho que ir agora. Adeus.
N�o se preocupe... A casa � tanto minha como do meu irm�o.
Venha, entre...
George!
Oi... estou de volta.
Estou vendo.
Anna, este � meu irm�o George.
Anna Robinson... ficar� esta noite.
- Muito bem... - Espero que n�o seja um inc�modo.
Voc� vai passar a noite aqui?
Sim... Foi o que eu disse. Temos quartos, len��is limpos, flores frescas...
E um lugar ideal para o jantar.
Bem... Leve-a para cima.
Voc� j� falou sobre o seu livro sobre a hist�ria da ilha?
� um trabalho not�vel.
Ele estuda h� tr�s anos e a pesquisa ainda est� na metade.
Voc� precisa saber franc�s antigo.
- Voc� sabe franc�s antigo? - N�o.
Claro... Poucas pessoas sabem.
- Um pouco mais de vinho? - S� um pouquinho.
- �s vezes eu o ajudo nas pesquisas... - Obrigado.
Passamos muito tempo juntos.
Eu me dedico a antiguidades, sabe?
E tudo mais...
Deve ter visto minha loja na cidade.
Sim... "Dabernon". Na vitrine havia exposto um belo casti�al.
Sim. Nada mal... Atrai turistas.
Eles n�o sabem distinguir o que aut�ntico do falso.
As melhores pe�as eu guardo aqui, � claro.
Esta casa pertence a n�s por muitas gera��es. Nossa fam�lia � muito antiga.
- Agora ele vai falar sobre Sir John... - Sim, porque n�o?
V� aquela gravura atr�s de voc�?
� Sir John Dabernon... Um dos nossos antepassados do s�culo XIII.
Parece bastante com o Hugh.
Todos os membros da nossa fam�lia s�o parecidos.
Ap�s a morte de nossos pais, cuidei da educa��o de Hugh.
Voc� contou a ela, n�o?
Ele tem sido como uma m�e para mim.
Sim...
Bem...
Por que me olha assim?
� que...
voc� me faz sentir t�o...
estranha.
Quero lembrar cada detalhe seu.
Bom dia.
Sinto muito...
Ele nunca tinha visto uma mulher nua antes.
Bom dia, Annabelle Robinson.
- Foi demais para ele? - O problema � dele...
Ele precisa aprender a lidar com isso.
Pelo menos poderia trazer duas x�caras de ch�.
Daqui voc� pode ver o farol.
- Pode v�-lo. - Eu s� vejo voc�.
Voc� vai pegar um resfriado.
N�o tem caf� da manh� hoje?
- Voc� nunca fez nada assim. - O que?
Trazer uma mulher para casa.
Traz�-la aqui... Aqui, para esta casa.
Acalme-se, George.
� nojento... E no quarto da mam�e.
- Na cama dela. - Certamente voc� foi concebido l�.
Isso � diferente.
Vai se casar com ela?
N�o sei... ainda n�o pensei nisso.
Sou o chefe da fam�lia e aqui existem regras.
N�o venha com bobagens! Regras?
Assistir pornografia no cinema, tudo bem, mas fazer isso com uma mulher de verdade, n�o?
Quando eu voltar, n�o quero v�-la aqui.
Eu ia levar o caf� da manh� na cama.
- Sem voc� est� muito frio. - Tomamos caf� da manh� aqui.
- Foi lindo, certo? - Sim.
- A que horas sai do trabalho? - N�o antes das cinco.
Vai sentir minha falta?
Todo minuto... Todo segundo...
- Venha almo�ar comigo no aeroporto. - Sim.
Quero estar sempre ao seu lado.
- Oi... - Ol�.
Nos conhecemos na sa�da do cinema.
- Sim... voc� � o Collie. - Isso mesmo. E voc�?
- Anna Robinson. - � um prazer.
- Gostaria de beber algo? - Um suco de tomate, obrigado.
Um suco de tomate, por favor.
Que tal nos sentarmos?
- Voc� vai embora no 1335? - N�o. Vou almo�ar com o Hugh.
Bem... Ele a viu primeiro.
- Voc� tamb�m � ilh�u? - Por Deus... Claro.
Eu pare�o ingl�s? Deus me liberte!
Obrigado.
Vivi aqui a vida toda. Meu pai � um dos "Centen�rios de Saint Brelade".
- Meu sobrenome � De La Mare. - "Centen�rios"?
S�o policiais honor�rios. Se dedicam a isso em seu tempo livre, sem cobrar.
Mas eles param as pessoas e tudo... Bem, apenas criminosos, � claro.
- Ent�o ele deve ser muito ocupado. - N�o, n�o acredite...
Jersey n�o � exatamente um lugar violento.
Voc� vai ficar muito tempo?
- Ol�. - Ol�.
- Demorei muito tempo? - Uma eternidade...
Vamos?
Adeus.
Como vamos fazer isso? Parece imposs�vel aqui.
E George � insuport�vel.
A verdade... eu n�o sei o que fazer...
Tem medo da rea��o do seu marido?
Ele n�o aceitar�. J� te disse ontem.
Seria muito mais f�cil se ele fosse diferente.
- Mas n�o acha que existe uma chance? - Talvez... realmente n�o sei.
Ser� imposs�vel acreditar que em uma semana encontrei algu�m capaz de mudar minha vida.
E encontrou?
Absolutamente e definitivamente. Nunca tinha sentido algo assim antes.
Assim que te vi, eu queria ficar junto com voc� para sempre.
Vamos para a Esc�cia.
Quero fazer amor com voc� na Esc�cia!
Acho que � uma �tima ideia.
- � aqui? - � aqui.
Esse � o chal�. Costumava ser uma padaria.
Mas agora � s� nosso.
Isso n�o � uma aventura, certo?
N�o.
Isso � amor.
Vamos dizer ao McKay que chegamos.
- Estou muito feliz. - �timo.
Na verdade, � preciso pouco.
Uma lareira... Boa comida...
E uma cama grande.
Sempre que David e eu viajamos fic�vamos hospedados em hot�is
- com televis�o nos quartos. - N�o precisamos disso aqui.
N�o...
E mais uma coisa.
O que?
N�o vamos mais falar de David novamente.
O passado � outro pa�s.
Hugh, n�o fa�a isso! � perigoso!
- � fant�stico! - N�o seja crian�a! Saia da�!
Eu n�o gosto daqui!
Por favor... Vamos.
- Aonde vai, bela Annabelle Robinson? - Casa.
Eu n�o gosto deste lugar.
Deve confiar mais em mim e n�o me deixar assim novamente.
Voc� n�o parecia precisar de mim, � por isso que estou indo.
Voc� � a �nica coisa que eu preciso.
Jamais esque�a isso.
Por que n�o podemos ficar assim para sempre?
Apenas n�s dois...
Hugh...!
O que aconteceu?
O que � isso, Hugh? O que aconteceu?
O que aconteceu?
O que aconteceu...? Fale comigo!
Fale comigo...
Por favor, Hugh... Diga alguma coisa...
Vou te ajudar.
Vou buscar algu�m...
Depressa! Venha comigo!
- Calma, senhorita... O que h� de errado? - Depressa!
� o Hugh! Ele est� doente, precisa de ajuda!
Quem est� doente?
Chame um m�dico...! Um m�dico! Agora devo voltar para o lado dele!
Douglas, ligue para o Dr. Irving! Onde est� o...?
Na praia, ao lado das pedras... Mas chame o m�dico, por favor!
- Mas o que aconteceu? - N�o sei... Ligue para o m�dico!
- J� vou... - E diga a ele que � urgente.
N�o pode ser! N�o pode ser!
Ele n�o est� morto!
Ele n�o pode morrer... Ele n�o pode morrer...
Voc� n�o pode morrer! N�o pode!
Voc� n�o pode me deixar! Voc� disse que nunca me deixaria!
Ele prometeu que nunca me deixaria!
Voc� disse que nunca me deixaria! Por favor, Hugh!
- Vamos, vamos... - Fique comigo! N�o me deixe!
- Volte...! - J� basta! Est� ouvindo?
Chega! E levante-se...
Levante-se!
Pode me ajudar com o corpo?
Com o sedativo que eu dei... Obrigado...
Ela dormir� a noite toda. Voltarei amanh� para terminar toda a papelada.
O que fazemos com o corpo, doutor?
N�o acha que devemos cobri-lo decentemente?
Sra. McKay, acho que o falecido n�o se importaria muito com isso.
Por enquanto, � melhor cuidar dela.
E o senhor, � respons�vel por ambos enquanto estiverem aqui.
Guarde isso at� amanh�.
- O que � isso? - Certid�o de �bito.
- "Hemorragia..." - Hemorragia interna.
Produzido por uma insufici�ncia card�aca.
Um rapaz com uma apar�ncia t�o boa...
- Que estranho ele morrer assim. - S�o coisas que acontecem.
�s vezes o cora��o n�o avisa.
N�o, n�o...
E, infelizmente, quando voc� chamaram j� era tarde demais.
Descanse em paz... Mas, doutor... O que podemos fazer pela vi�va?
Acho que a Sra. Robinson ter� que cuidar do funeral.
- Sra. Robinson? - � de Weymouth, eu acho...
Ele deixou o marido por esse homem.
Bem...
- Que Deus a perdoe se assim for. - Um pouco de compaix�o...
Casados ou n�o, � �bvio, ela o amava muito.
Boa noite.
- Volte assim que puder. - Claro. Voltarei amanh� cedo.
Boa noite.
- Que coisas acontecem... - Pra voc� ver...
Hugh! O que aconteceu?
O que aconteceu?
Ele prometeu que nunca me deixaria!
Ele prometeu que nunca me deixaria!
Volte pra mim! Volte pra mim, Hugh!
Por favor, volte pra mim!
Venha para dentro...
Bom dia... Voc� quer que a Sra. McKay ajude com alguma coisa?
Obrigada. Mas n�o � mais necess�rio.
Como voc� pode ver, foi um erro.
- Talvez tenha sido apenas um desmaio. - O m�dico deveria ter visto.
Ele disse claramente que O cora��o n�o avisa.
- Quando ele chegar, vai descobrir. - Verdade.
Entre.
Bem... bom dia.
- Bom dia, vim me despedir. - J� v�o?
Sim, agora mesmo. Aqui est� o dinheiro e as chaves.
Como est� o rapaz? Ele parecia muito doente.
- Ele est� perfeitamente bem. - N�o prefere esperar pelo m�dico?
Prefiro n�o v�-lo. Cometeu um erro. Diga isso a ele.
- Mas para onde v�o? - Casa... Para Jersey.
Um momento... Voc� pode querer guardar.
- N�o precisamos mais disso. - Obrigado.
Adeus.
T�nhamos que sair daquele lugar.
Eles n�o entenderiam.
Voc� ficar� melhor em casa.
Prefiro que n�o me olhe assim.
Por favor, Hugh.
Hugh, pare com isso.
Sinto muito.
N�o se preocupe. Estamos indo para casa.
S� quero checar o mapa.
Vamos ver.
Temos que seguir pela A-838 em dire��o a Lairg...
A 836 em dire��o � Ponte Bonar... E ent�o o A-9.
Temos que estar no aeroporto �s 5:30.
Acho que conseguiremos.
E por favor, n�o olhe para mim.
Tudo vai ficar bem.
Chegamos.
A casa est� gelada. George Deve estar fora. Vamos.
Vou acender o fogo.
J� me sinto melhor. E voc�? Nos divertimos dormindo no avi�o.
Estamos em casa, Hugh.
Conseguimos.
N�s vencemos.
Deixe-me tirar sua jaqueta. Vamos.
Pronto.
Vamos sentar e beber algo para comemorar.
Pegue.
Assim.
Est� muito bom.
N�o est� com vontade?
O que vamos dizer a George?
Sabe... Eu n�o queria ficar aqui antes.
Talvez agora seja diferente.
O que acha?
Hugh... Est� me ouvindo?
Voc� tem que me ajudar... N�o posso fazer isso sozinha.
Olha... Vou dizer algumas palavras e voc� tente repeti-las.
Voc� vai tentar?
�timo.
Preste muita aten��o.
Diga... Diga comigo...
Repita comigo: "Eu..."
"Eu te amo."
"Eu te amo."
"Eu te amo."
"Eu te amo."
Agora, diga que me ama.
Diga que me ama, Hugh.
Por favor, Hugh.
Diga que me ama, Hugh, por favor.
Pelo amor de Deus, Hugh... Fale, diga alguma coisa... Fale comigo.
N�o posso fazer isso... N�o posso te ajudar.
O que vou fazer?
Eu te amo.
Quando um homem realmente morre?
Quem sabe o que acontece no momento da morte?
A alma n�o morre. Apenas deixa o corpo.
Mas se n�o deixar? Se a alma ficar no corpo morto?
Presa em um cad�ver em processo de decomposi��o.
Isso � poss�vel?
O que � poss�vel?
- Hugh n�o est� morto. - Se n�o fosse por voc�, isso n�o teria acontecido.
Est� possu�do, n�o �?
Possu�do por voc�.
Voc� � uma bruxa e voc� lida com o diabo.
Voc� colocou um esp�rito diab�lico dentro de seu corpo morto.
� o meu amor que o mant�m vivo.
� nojento.
Sua carne est� fria... Morta.
N�o tem pulso. N�o tem batimentos card�acos.
O corpo de Hugh est� ficando podre. Decomp�e-se hora ap�s hora...
Tem que fazer algo. E r�pido.
Por que n�o vai embora...
e nos deixa em paz?
Vou provar para voc�.
Ele n�o ouve nada. Ele n�o sente nada.
Eu digo que ele est� morto.
- Anna! - Hugh, sente-se.
Por favor... sente-se.
� incr�vel... incr�vel.
"Quando as trombetas soarem, os t�mulos se abrir�o..."
"E os mortos ressuscitar�o."
Sei o que temos que fazer.
Temos que lev�-lo at� um padre.
- Um padre? - Um exorcista.
Exorcismo.
O esp�rito que o possui deve ser exorcizado.
- E depois? - Ele descansar�. Encontrar� a paz.
- Mas ele vai morrer... - Sim.
E tudo vai acabar...
Tudo.
Tudo vai ficar bem, Anna.
N�o o pare.
Viu? � o que ele quer.
Ele quer ser livre.
- Temos que ir, Anna. - Eu n�o vou.
Acredite. � o melhor que podemos fazer.
Ele morreu naquele lugar.
Naquela praia na Esc�cia.
Est� morto.
"Assim como o machado corta a raiz das �rvores..."
"a �rvore que n�o produz frutos..."
"Deve ser cortada e jogado no fogo."
"E o diabo ser� jogado em um lago de fogo e enxofre..."
"E ele sofrer� tormento dia e noite pela s�culos dos s�culos..."
"E o Senhor abandonar� seu trono..."
"para ver por si mesmo a iniquidade daqueles que habitam a Terra ".
"E como quem limpa sua farinha e coleta seu trigo no celeiro..."
"queimar� a semente ruim em um fogo inextingu�vel."
"O dia do Senhor vir� como um ladr�o na noite..."
"E ele chamar� o homem para dizer: Paz."
"E todas as coisas ser�o destru�das..."
"e n�o adianta implorar e..."
- Parece mentira. - Sim.
"Eu te amo, ent�o vamos que eu possa gui�-lo."
� o que quero fazer...
Para onde quer que eu te leve?
"Eu te amo, ent�o vamos que eu possa gui�-lo."
"E eu te amo com toda a for�a e profundidade que minha alma � capaz."
"Eu te amo com paix�o da minha antiga dor..."
"Te amo com todo o meu f�lego. Com o alegria e l�grimas de toda a minha vida."
"E vou te amar at� depois da morte."
Eu posso ver algo t�o bonito...
Venha comigo.
- Tem medo? - Com voc� n�o.
Vamos ent�o... Juntos.
Sim...
Hugh... Fa�a amor comigo.
- O que quer? - Desculpe pela invas�o...
Mas a porta n�o estava fechada e...
Sou o "Centen�rio de Saint Brelade" Gordon De La Mare.
Voc� � a Sra. Dabernon?
- Porque... - Acho que o Sr. Hugh Dabernon mora aqui.
Agora n�o h� ningu�m aqui.
Sinto ter que avisar o Sr. Dabernon que ocorreu um acidente
que envolveu o seu irm�o George.
- Quem? - George Dabernon.
Ele morreu num acidente de carro.
� necess�rio que um parente identifique o corpo.
Onde est� o Sr. Dabernon?
- Na Esc�cia... - Onde na Esc�cia?
Ele morreu h� dois dias... na Esc�cia.
Hugh Dabernon?
Sim.
Aqui est�. Ali diz que ele est� morto.
Fique... N�o posso ajud�-lo com mais nada.
E agora, por favor, v�. Por favor.
J� foi... Estamos sozinhos.
Agora n�o v�o mais nos incomodar.
Voc� quer tomar caf� da manh�?
N�o podemos. Est� quase na hora do almo�o.
Mas ser� o nosso caf� da manh�.
Voc� gosta na saleta?
Vamos juntos para o saleta, para a saleta.
Vamos, sente-se.
Assim.
Bom menino.
Pronto.
Vou preparar o melhor caf� da manh� que voc� j� tomou.
Agora estamos realmente sozinhos.
N�o demoro.
N�o demorou muito, certo? Venha. Sente-se.
Voc� deve estar com fome.
� imposs�vel para eles nos entenderem.
Seria um choque terr�vel.
E eles nunca entenderiam por que ainda estamos juntos.
Mas realmente n�o nos importamos.
Depois eu vou sair para comprar algumas coisas.
Voc� pode ficar s� por um tempo, certo?
Voc� pode ouvir m�sica.
Ol�, Anna, voc� quer uma carona?
Oi... estou de volta.
Oi. Sentiu minha falta?
Hugh...
Anna...
N�o temos muito tempo.
Venha comigo...
Antes que eu...
Me beije...
Me beije...
Est� morto.
Est� morto!
Est� morto!
O que est� fazendo?
Desculpe... Eu pensei...
N�o h� ningu�m aqui, al�m de mim.
- Que est� procurando? - Nada, nada.
Eu ouvi sobre Hugh e seu irm�o.
Sinto muito.
- Tudo bem. - Meu pai me disse, Sr. De La Mare...
O "Centen�rio"...
- Voc� � o Collie? - Sim.
Achei que, estando sozinha, talvez eu precisasse de ajuda.
Mas eu j� vi que n�o...
- Estou sozinha. - Mas...
N�o h� ningu�m l�. Nada l� dentro. A casa est� vazia.
Tudo est� morto aqui.
Posso fazer alguma coisa?
N�o. Ningu�m pode fazer nada.
Tenho que ir, ele est� me chamando. Com licen�a.
Voc� est� bem?
Eu realmente n�o posso fazer nada? Eu poderia...
N�o. Voc� n�o pode fazer nada.
Pare!
Pare com isso!
Hugh...
Hugh...
Por favor, Hugh... Pare com isso.
Chega... Pare com isso, Hugh...
Por favor, Hugh... Pare de me amar...
Por favor, pare de me amar...
Eu imploro... Pare de me amar.
Deixe-me ir... Eu n�o quero morrer.
Hugh... sinto muito...
� minha culpa...
Me esque�a...
Por favor...
Por favor...
Por favor...
Me esque�a.
Hugh... voc� est� morto!
Voc� est� morto... Voc� est� morto!
Pensei ter visto um homem sair. Voc� est� bem?
Eu trouxe umas flores.
Eu sei o que tenho que fazer.
- Para onde est� indo? - Eu vou com ele.
- Ficaremos juntos. - Quem?
Anna, eu n�o entendo.
N�o sei o que �, mas sei que vai cometer um erro...
Por favor... Explique do que se trata. Se o fizer, posso ajudar.
N�o h� erro. N�o para mim.
Por favor, me deixe ir.
Voc� n�o pode me acompanhar.
Tem algo errado aqui, pai... Ela disse que estava sozinha, mas n�o � verdade.
Na casa havia um homem. Eu vi, tenho certeza.
O que? N�o, estou no "El Tico".
Bem... acho que deveria vir para c�.
Sim...
Mas n�o sei o que fazer.
Bem, sim... Ficarei aqui.
Certo.
Quanto resta para o mar� cobrir a estrada?
N�o muito.
Esse � o �nico caminho?
N�o... Por outro lado, come�a de novo.
Anna!
Anna...
Anna...
"NEM O MAR, NEM A AREIA PODEM MATAR SEU AMOR. NEM MESMO A INVEJA DO VENTO."
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