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Luther, seu pirata.
Este � o homem.
Harry, como foi o fim-de-semana?
Acho que me lixei.
Como vais, Pete?
Harry, preciso de carne de cervo.
N�o h� problema. Tenho um frigor�fico cheio.
Bom dia, Harry.
N�o reparas o teu caiaque, Hank?
� bom ficar a sonhar.
Est�s horr�vel.
Dancei at� de manh�.
N�o tem piada dan�ar sozinho. Devias ter-me ligado.
O teu filho lembrou-se?
N�o. Eu tamb�m nunca me lembro do anivers�rio do meu pai.
N�o acredito nisso.
H� um boato que est�s a vender a empresa.
Nunca planeei morrer a trabalhar.
Al�m disso Muriel, sou jovem, sou um tigre.
Est�s certo.
E o que vais fazer?
O meu pai reformou-se, foi morar para a Fl�rida,
e morreu de cancro em dez meses.
N�o vou fazer nada precipitado.
Gente importante t�o cedo?
Bom dia, Harry. Feliz anivers�rio.
Sei que foi no dia 27, mas estive fora.
- Ele lembra-se. O meu filho n�o. - Lembro-me de todos os clientes.
N�o tentes isso. Acho que se colam na minha cabe�a.
Eis os n�meros querias, Harry.
� um �ptimo neg�cio para o Pauley.
Podias pedir mais.
Vou pensar mais um pouco, Sam.
A Muriel diz que vou morrer de cancro, dez meses depois de vender.
Harry em m�dia,
os homens casados vivem mais que os solteiros.
- � um facto. - Isso parece-me uma proposta.
N�o �. � apenas um facto.
Ouvi dizer que um gato faz o mesmo efeito.
Ent�o, arranja um gato.
Ou podias ir para a Costa Rica,
arranjar uma bela "se�orita",
e viver sem preocupa��es.
Porqu� na Costa Rica?
Nem sequer falas espanhol.
E onde vou encontrar outro vocalista?
N�o te esque�as do ensaio na quarta-feira.
Vou l� estar.
O qu�?
Que tal ir ter contigo hoje � noite
e fazer-te um bob� como prenda de anivers�rio?
Estou a brincar, Harry.
O que disse ele, Muriel?
N�o � da tua conta, Hank.
Bom dia, patr�o.
- Algu�m ligou? - O Doug Fenton.
Quer um or�amento para a casa nova.
Eu disse-lhe que ligava de volta.
Trata disso.
Fazer a chamada?
O or�amento.
Queres que fa�a o or�amento?
O que acabei de dizer?
� um trabalho enorme.
Ent�o � melhor fazeres bem.
Vou at� � Sr�. Schroeder,
se calhar para trocar uma l�mpada fundida.
Depois vou para a loja do Dan.
E se ele perguntar porque n�o �s tu que est�s a fazer o or�amento?
Diz-lhe que j� n�o fa�o mais or�amentos.
Leva a minha Cherokee.
Feliz anivers�rio.
Foi ontem.
- Sr�. Schroeder? - Sim?
� de p�o de banana que estou a sentir o cheiro?
N�o consigo fazer-lhe uma surpresa, Harry Sweeney.
S� quando se trata de comida,
especialmente de p�o de banana com caf�.
Descobriu qual era o problema?
Um par de fios soltos, mas j� os fixei.
Espero que estejas com fome.
Saltei o pequeno-almo�o de prop�sito.
Tenho bilhetes para o concerto, e vou sentar-me na frente.
�s a minha inspira��o.
�s vezes exageras um pouco, Harry Sweeney.
Posso fazer da Sr�. Wells a minha inspira��o.
N�o te atrevas.
- N�o? - N�o!
Meu Deus, tu vieste!
� t�o bom ver-te, filho.
Eu estava aqui no teu anivers�rio,
mas este ferro-velho avariou-se na estrada de Jersey.
- Devias ter-me ligado. - Queria fazer surpresa.
E fizeste. Surpreendeste-me.
- E o trabalho? - Vai correndo.
Tu est�s bem. Est�s com fome?
Quero levar-te a jantar.
Uma ceia.
� dif�cil encontrar um bom restaurante por aqui.
Vou p�r uns bifes na grelha.
O que achas?
Era �ptimo.
Vamos entrar.
- Quanto tempo vais ficar? - Tenho de trabalhar na segunda.
J� perdi dois dias e 700 d�lares at� chegar aqui.
Oh, meu Deus.
- Sentes a falta de casa? - �s vezes.
Estou.
Harry Sweeney?
- Sim. - Sou eu, o Kelly.
- Quem? - Thomas Kelly.
Ajudante de electricista, terceira classe, USS Forrestal.
Jesus Cristo. Como me encontraste?
Isso foi muito gentil.
� tudo o que tens a dizer ap�s 32 anos, seu filho da puta?
� que foi uma grande surpresa.
Como est�s?
Estou a morrer.
Tenho uns dois dias, talvez.
Que merda, Kelly.
Sim.
Bem...
Ouve.
Lembras-te da noite
em que quase...
mat�mos o Kagan?
Sei que vou para o inferno por causa disso.
Desde quando ficaste religioso?
Vai-te foder. Estou a morrer.
Quero que me venhas ver.
N�o desligues na minha cara, Sweeney.
Olha. Tamb�m vou morrer.
Todos n�s vamos.
Quero pedir desculpas ao Kagan.
Preciso que ele me perdoe.
Se me encontraste, tamb�m podes encontr�-lo.
Eu encontrei. Ele est� em Miami.
Liguei ontem para ele, mas n�o quis falar comigo.
� o fim da quest�o.
Kelly, n�s �ramos rapazes.
Sofremos todos com isso,
porque n�o te perdoas a ti mesmo
e morres em paz e deixas de ser maricas?
N�s tornamo-nos homens juntos.
Isso deve contar alguma coisa.
Isso conta muito.
�s o �nico que me podes ajudar agora.
Onde � que est�s?
Estou na merda do V. A. Hospital, na periferia de Philly.
O meu filho veio de Chicago para o meu anivers�rio.
S� vai estar aqui neste fim-de-semana.
N�o posso deixar para a pr�xima semana.
Tenho de te ver, por favor.
Vou desligar, Kelly.
- Recorda��es do passado? - Sim.
Um velho amigo da marinha est� a morrer.
Nunca me contaste sobre a marinha.
N�o h� muito para contar.
Vi um monte de �gua.
Passei por mais b�ias do que tu por postes telef�nicos.
Queres uma cerveja, ou um caf�?
Estou bem.
Ouve, eu...
pensei que pod�amos ir pescar amanh�.
Pai.
Merda!
Olha Bobby, tenho de ir ver este amigo.
Devo-lhe muito.
Volto amanh� � noite.
Tenho de ir na manh� seguinte.
O homem era o meu melhor amigo.
Permita-me, pagar pelo carro.
Quarto 2531, por favor?
Ol�, sou eu Tommy.
Merda.
Este � o Harry. Harry Sweeney.
Obrigado por vir.
Deixem-me falar com o Harry a s�s.
Jane.
Handsome Harry.
Ficaste velho.
Tens raz�o.
Ainda me lembro quando perdeste a virgindade
naquela noite em Ciudad Trujillo,
com a prostituta mais bonita que j� vi.
A tua, tamb�m n�o era m�.
� verdade.
Lembras-te da noite
em que o Kagan nos levou ao The Five Spot?
E voc�s me chatearam
porque eu antes nunca tinha ouvido jazz.
Sim.
Digo-te, aquele foi o som mais lindo
que j� ouvi.
Na verdade, foi uma das melhores noites
que j� tive em toda a minha miser�vel vida.
Vou dizer a verdade, Harry.
N�o estou triste de a ver acabar.
S� n�o quero ir para o inferno.
Tu n�o vais para o inferno.
Tu n�o sabes isso.
Tenho a certeza que fui eu quem arruinou a vida do Kagan.
Fomos os cinco que fizemos isso.
Sim, mas...
acho que fui eu
que deixei cair o rotor na sua m�o.
Tens a certeza?
Est�vamos todos muito b�bados.
Harry, basta dizer-lhe que estou arrependido.
Por favor.
Eu vou dizer.
Prometes?
Prometo, Tommy.
Harry,
na pr�xima vez que me vieres ver,
n�o venha de m�os vazias.
- Sinto muito. - Espero que exista um Deus.
Tem de haver alguma coisa mais do que isto.
Ele tem de descansar.
Sim, senhora.
Pareces faminto.
Ela � a melhor cozinheira do mundo.
J� voltamos.
At� mais tarde, amigo.
Uma noite em Barcelona, o Tommy e eu
patrulh�vamos a zona de prostitui��o.
�ramos sub-oficiais,
e era a nossa primeira noite em patrulha.
Estava tudo tranquilo, fizemos uma pausa e fomos at� uma das casas.
As meninas serviram-nos uma omeleta de tomate e queijo.
At� hoje, foi a mais deliciosa refei��o que j� fiz.
E as meninas...
N�o � uma hist�ria apropriada para o momento.
N�o se preocupe, Sr. Sweeney. J� a ouvi mais de uma vez.
O Sub-oficial entrou,
duas mi�das levantaram-se e saudaram-no.
com os seus cassetetes entre as pernas.
O Tommy falou muito de ti nestes anos.
O que se passou com o Kagan?
O Tommy nunca te contou?
Alguma coisa tem consumido o Tommy desde que o conheci.
E neste �ltimo ano, quando ficou doente,
tudo o que diz � que vai para o inferno
por uma coisa que ele fez na Marinha.
E tudo o que sei � que estava envolvido,
e voc�s os dois fizeram alguma coisa a esse homem, Kagan.
Quero que me digas o que houve de t�o terr�vel
que ele pensa que vai para o inferno por isso.
N�o acho que era certo, senhora.
O Tommy tinha-lhe dito, se quisesse.
Estou?
M�e, � do hospital.
� a tua filha.
Obrigada.
Eu...
Eu sou... Desejo...
Voc�s os dois, apenas...
v�o para o inferno.
Sr. Sweeney!
Tenho os nomes dos amigos do meu pai,
que consegui na internet.
N�o foi muito dif�cil, na verdade.
Estou certa de que ele gostava que os tivesse.
Est�o todos na costa leste.
Eu conto-lhes sobre o teu pai.
Achas que o teu pai foi feliz?
Algumas vezes, ele foi feliz.
Algumas vezes, sim.
Aposto que foste uma boa filha.
Tenho de voltar para a minha m�e.
David? O jantar est� pronto.
Ent�o Harry, tu �s...
O que � que �s, David?
Um Sub-oficial.
O Harry � um electricista.
Electricista � uma escolha sensata. � uma ocupa��o muito boa.
Nunca se encontra um quando se precisa.
O David dactilografa.
O David � um grande pianista de jazz.
Foi a estrela da festa de fim-de-ano.
At� o comandante fez um pedido.
Nunca vou perceber.
Foi um pecado n�o continuar a sua forma��o cl�ssica.
Sabia que o David foi solista
da Orquestra Sinf�nica de Santa F� quando tinha 13 anos de idade?
Sim?
Estou?
Rheems.
- Peter Rheems. - Sim.
Harry Sweeney, da Marinha.
Jesus Cristo.
Sweeney! Como � que est�s?
- J� faz um tanto tempo. - Liguei muito tarde?
N�o! Estou feliz em saber que ainda est�s vivo.
O que aconteceu?
Eu vi o Kelly.
Kelly, Kelly.
Ah, o Kelly! Certo. Tommy Kelly!
Ele morreu h� poucos dias.
Sim?
� a vida, n�o �?
Constru� esta nova casa
com a merda de um belo quarto de h�spedes,
uma bela vista, casa-de-banho privativa.
Ou seja, na verdade gostava de te ver.
A que dist�ncia est�s de Filad�lfia?
Amig�o.
Tu est�s �ptimo, n�o mudaste nada.
- J� tu est�s uma merda. - Sim, foda-se tu tamb�m.
Como foi que o tempo passou?
- Eu n�o sei. - Jesus.
Querida, chegou o Harry Sweeney. Vem at� aqui.
Acho que n�o lhe contei nada sobre os nossos anos na marinha.
- Bem pensado. - E acho que ela n�o se interessa.
Judy, esta � o Harry Sweeney.
Esta � a minha mulher, Judy.
- Prazer, Harry. - Muito prazer.
Trouxeste a tua mulher?
N�o, sou divorciado.
Sinto muito. H� quanto tempo?
Dez anos, mais ou menos.
Porque n�o colocamos a conversa em dia, l� dentro,
n�o aqui na varanda. Sigam-me.
�s o nosso primeiro convidado, Harry.
Deixaste de responder aos meus cart�es de Natal.
Tu n�o foste o �nico.
Ent�o, o Kelly comprou a fazenda?
O que estava ele a fazer?
Vendia carros.
Teve sempre o dom da palavra.
E tu?
Ainda �s electricista?
Ainda sou, sim.
Ainda?
Sim. E tu?
Fui electricista por um tempo,
mas h� cerca de 20 anos, entrei no mercado imobili�rio.
Fiz uma boa fortuna.
�ptimo.
Tenho de ir � casa-de-banho.
Claro. Vai em frente.
�s o primeiro a usar essa casa-de-banho
desde que o canalizador fez xixi nela.
Se precisares de alguma coisa, basta gritares, est� bem?
Certo, obrigado Pete.
Harry.
O Peter foi � loja de bebidas.
Queria ir buscar uma boa garrafa de vinho
para o seu bom e velho amigo.
�s sexualmente activo, Harry?
� uma pergunta simples.
N�o.
H� quanto tempo?
H� muito tempo.
- Harry. - N�o devia estar aqui.
Toca-me.
- Veste o roup�o. - N�o.
- Judy, veste o roup�o. - Harry, n�o percebes?
- Eu preciso disto. - Cala-te.
N�o.
Por favor, n�o contes ao Peter.
Os relat�rios iniciais confirmam...
Lamento, o Sr. Barclay parece simpatizar com quem...
Amigo.
Queres um copo?
O que tens.
Puro malte, leg�timo.
�ptimo.
� isso que os bem sucedidos bebem?
Somente o melhor.
Ro�ando o meu cu por anos...
Tive dois ataques card�acos.
Meu Deus!
Como est� a tua sa�de?
Um pouco de artrite.
Seu desgra�ado.
J� ouviste falar em ejacula��o contr�ria?
Quando gozo, volta para dentro da minha bexiga.
Uma vasectomia de 40000 d�lares.
Deus.
A �nica forma de o fazer subir � com Viagra.
Est�s a falar demais sobre a tua canaliza��o.
Estamos a ficar velhos.
S� que acontece mais cedo do que imagin�vamos.
Lembras-te...
Lembras-te quando...
est�vamos na Acr�pole em Atenas?
- Sim, claro que sim. - No ano passado, fui � Europa,
e levei a Judy comigo. Foi a sua primeira viagem.
E fomos � Acr�pole.
Estive parado no mesmo ponto
que estava h� 30 anos atr�s.
O meu c�rebro ficava a alternar.
Eu ent�o, eu agora.
Eu ent�o, eu agora.
E foi como se tudo depois disso desaparecesse.
Desapareceu.
Tenho esta sensa��o sempre que penso naquela noite com o Kagan.
Isso � como a Acr�pole.
Aconteceu h� 1.000 anos.
O Kelly n�o queria morrer com isso na consci�ncia.
� um pouco tarde.
Ele estava um pouco atrasado, n�o estava?
O Kagan est� em Miami.
N�o � onde todos os gays vivem?
Lembras-te quem esmagou a m�o do Kagan?
N�o fui eu.
Tens a certeza?
Est�vamos todos b�bados.
Eu estava...
Estava em cima dele.
E...
Ele gritava: assassino sangrento. � tudo o que me lembro.
O Kelly n�o sabia ao certo.
Sabes uma coisa? Vamos fazer um acordo.
Eu n�o falo sobre a minha canaliza��o do caralho,
e tu n�o falas sobre a merda do Kagan.
E ent�o? Est� bem?
Vamos l�, bate aqui. Bate aqui.
Combinado. Certo, amigo.
Seu covarde.
�s uma foda.
O jantar est� pronto.
Est� bem.
O que achas da Judy?
�s um homem de sorte.
Sim, ela vai deixar-me.
Foda-se.
Tenho uns vinhos muito bons.
Vem comigo.
Est� muito bom, Pete.
Tens filhos, Harry?
Tenho um filho. Ele mora em Chicago, trabalha num banco.
� casado.
N�o tem filhos.
E neste momento est� zangado comigo, suponho.
Tenho a certeza que ele te ama muito.
Sabias que o Peter tem um filho?
Sim.
O Harry ia ser padre, sabias?
Um padre cat�lico? Que interessante.
N�s lev�vamo-lo ao porto, e fic�vamos nas putas toda a noite.
E na manh� seguinte, l� estava o Harry, na missa.
Todos os dias.
Inacredit�vel.
O que te fez mudar de ideias?
Perdeu o sentido.
Assim de repente?
Foi um monte de coisas.
Que coisas?
Harry.
Vamos l�.
T�nhamos um padre cat�lico
a bordo do navio.
Marquei uma hora para o ver,
para conversar sobre esses sentimentos que estava a ter.
Bati � porta do seu camarote.
Ele disse: entre.
Entrei, e l� estava ele, sentado � frente do espelho
de costas para mim, a escovar o cabelo.
Nem se virou.
Apenas disse, "sim?"
Fiquei chateado porque ele deu mais aten��o ao cabelo do que a mim.
Eu disse: "padre,
estou a pensar em tornar-me padre."
Ele vira-se para mim, nenhum sorriso, nenhum afecto.
Pude sentir que o irritava.
Ele olha para a ins�gnia no meu bra�o.
"Ajudante de electricista?"
Disse isto como eu fosse a merda de um cupim (insecto). Desculpa-me.
Eu disse: "Jesus era um carpinteiro."
E ele:
"Tenho uma reuni�o com o capit�o."
E saiu.
Que hist�ria terr�vel.
Deus, � uma hist�ria do caralho.
Acho que foi o princ�pio do fim entre mim e o sacerd�cio.
Ele deixou-me pior que uma puta.
E acho que perdi alguma coisa.
O teu marido n�o estava de maneira nenhuma de acordo.
Nem um pouco.
- De facto. - N�o, eu n�o.
Acho que o Harry Sweeney,
quer que eu v� com ele visitar o nosso camarada gay da Marinha.
Eu nunca disse isso.
� por isso que vieste at� aqui, n�o foi?
O Kagan tamb�m foi teu amigo.
Antes de descobrir que era gay.
O Peter n�o gosta de homossexuais.
Sabias que o seu filho � gay?
P�ra!
J� disse, n�o toques nesse assunto. N�o fales dele na minha casa.
Vou falar de quem quiser.
Ouve...
Quando ele descobriu que o filho era gay...
Acalma-te!
- Fica longe de mim! - Sua puta.
Fica fora disto.
Sabes uma coisa? Ele � mais homem do que tu.
- Sua cadela. - Acalma-te.
Sua puta. Sai daqui.
- N�o quero que acabe assim. - Tu podes sair,
e leva esta maldita puta contigo.
Vai em frente.
Foda-se.
Podes deixar-me na rodovi�ria?
Claro que sim.
Onde � que vais?
Tenho uma filha, em Boston.
Nunca fiz nada como aquilo antes...
no quarto.
Espero que me perdoes.
Foi excitante.
Deus.
Tu cantas?
Porqu�?
N�o sei, tenho a impress�o de te ter visto antes.
Antes desta noite.
Est�s certa, eu canto.
A Capella?
Chegaste aos quartos-de-final do leste, h� dois anos atr�s?
Isto est� a ficar esquisito.
Eu fazia parte do octeto s� de mulheres.
Fic�mos em segundo.
Fic�mos em sexto.
Entre os seis.
N�o, tu eras bom. Eu lembro-me.
Lembro-me.
Canta para mim.
S� fa�o uma performance por noite.
N�o, n�o, vamos l�.
Canta para mim, por favor.
Mostra-me como.
Vamos ver.
* Depois de ter ido *
* e deixar-me a chorar *
* Depois de ter ido *
* n�o h� como dizer n�o *
* vais sentir-te decepcionado *
* vais sentir-te triste *
* vais perder a companheira mais querida que j� tiveste*
Vem, canta comigo.
* Depois de anos *
* n�s estivemos juntos *
* A sua alegria e l�grimas *
* de todos os tipos de clima *
* Oh, querida *
* Pensa no que est�s a fazer *
* Tu sabes, o meu amor por ti vai levar-me � ru�na *
* Depois que me for *
* depois de me ter ido embora *
Mais uma vez.
* Depois que eu me for *
* depois de me ter ido embora *
Isto foi �ptimo.
Obrigado. Muito obrigado.
Harry,
posso dormir contigo?
Depende de que lado da cama queres.
Vou ficar com aquele.
Vem c�.
� incr�vel
que, em seis horas,
pude ir de tanta tristeza a tal felicidade.
E n�o tens de me dizer que vou estar triste amanh�.
Eu tamb�m vou ficar triste.
Uma visita?
- Estou de passagem. - Onde � que vais?
Visitar um velho amigo.
� bom ficar em contacto.
N�o o vejo h� mais de 30 anos.
Eu tenho 29 anos.
Parab�ns.
E o que pensas sobre isso?
Sobre o ires visitar?
Tenho medo que te possa partir o maxilar.
30 anos � muito tempo para segurar um soco.
O que fez ele?
Nada.
N�o fez nada.
N�o acho que seja boa ideia.
De onde tiraste essa ideia que ligo para o que pensas?
Covarde do caralho.
Estou a representar a raz�o
como o motor que impulsiona o universo
na populariza��o do termo,
que sugere personalidade e vontade.
Anax�goras deu um impulso �s ideias
que foram os fundamentos da filosofia aristot�lica
na Gr�cia e na Europa em geral.
Posso ajud�-lo?
Professor William Porter?
Sim.
Sou Harry Sweeney.
Quem?
Estivemos juntos na marinha.
Receio que esteja a falar com a pessoa errada.
�ramos electricistas, no USS Forrestal.
Nunca servi na Marinha ou em qualquer outro sector militar.
Na verdade, n�o acredito na guerra.
Agora, se me der licen�a, tenho uma turma para ensinar.
Lembras-te do David Kagan?
Seja quem for, � melhor sair imediatamente
ou chamo a seguran�a.
Ele n�o est� a dizer a verdade.
O professor Porter glorificava a ideia de guerra.
Acreditava que quem tivesse a sorte
de lutar na guerra, vencia na vida,
se calhar tornava-se importante.
J� se divertiu. Agora pode sair.
Sup�e que conte o que fizemos com o David Kagan. O que achas?
Saia.
O qu�?
O que queres?
20 minutos.
20 minutos.
Porque est�s aqui?
O Tommy Kelly ligou-me.
Lembras-te dele?
Ele queria ser perdoado pelo David Kagan antes de morrer.
Mas n�o conseguiu.
O que tem isso a ver comigo?
Quero que me digas do que te lembras daquela noite.
N�o tenho o h�bito de reviver o passado.
O rapaz que era na altura, est� morto.
Diz-me o que te lembras, e eu desapare�o.
Nunca mais vais ouvir falar de mim.
Est�vamos na doca seca em Norfolk.
Tu e o Kelly entraram na oficina muito zangados.
Tu dissestes que o Kagan apanhou-te o pau no chuveiro.
Ele tentou apanh�-lo.
Kelly disse: "Vamos apanhar o desgra�ado."
E n�s apanh�mo-lo.
Quem apanhou o rotor?
Acho que foi o Kelly.
Viste-o?
N�o. Foi um caos.
Est�vamos todos a agir como selvagens.
Foi a coisa mais conden�vel que j� fiz em toda a minha vida.
Mas porqu� negares que aqueles anos existiram?
Pelos fantasmas do passado.
Tenho lembran�as agrad�veis daqueles dias.
Sentados no conv�s, a ouvir os discos do Kagan.
O zumbido dos transmissores
misturado com o �scar Peterson a voar sobre a 88,
e o Chet Baker no trompete, amigo!
Fic�vamos l� durante horas.
At� que o Tenente, como era o seu nome?
O Crane, apanhou-nos.
Agora �s uma esp�cie de peixe gra�do?
Sim.
Um sapo grande, numa lagoa pequena.
O que andas a fazer?
Tenho estado ocupado a tentar ser um fracasso.
Um fracasso.
"Fracasso" � uma bonita palavra, Harry.
N�o quero iludir-me.
N�o acredito no que as pessoas chamam de Deus,
mas acredito que h� um prop�sito em tudo isto.
Sim.
Deixar a merda longe de n�s.
Sim.
Se for preciso.
Estamos aqui para aprender.
O que est�s a aprender?
A perdoar o William Porter, da
Marinha Americana, ajudante de electricista terceira classe.
N�o podes perdo�-lo?
N�o posso perdoar...
O que n�s fizemos.
Harry, a verdade estava mesmo na nossa cara.
Apenas n�o pudemos v�-la, n�o pudemos sentir o seu cheiro.
Tu e eu, vindos de onde viemos,
sermos contra o Vietname,
aquilo era...
impens�vel.
E se tiv�ssemos pensado melhor,
t�nhamos tido coragem suficiente
para fazer alguma coisa a esse respeito.
E ainda,
t�nhamos a certeza que �ramos corajosos o suficiente
para quase matar um amigo.
�s casado?
Tenho uma mulher ador�vel.
E um filho maravilhoso.
Ele � tenente no Ex�rcito Americano
a acaba o seu terceiro per�odo de servi�o no Iraque.
Ele n�o quis me ouvir.
Guerra est�pida.
Mas tenho de te dizer, Harry,
estou muito orgulhoso dele.
Ent�o...
Tens planos?
Queres vir jantar esta noite?
Obrigado, mas...
N�o, 20 minutos � o suficiente para estas pequenas reuni�es.
Sinto muito por aquilo.
Vou rezar pelo teu filho.
Obrigado.
Cuida-te, Harry.
O que est�s a fazer?
�ltima forma, marinheiro.
- Cheguei muito cedo? - N�o. Na hora certa.
Estava � espera de um colarinho de padre.
Isso nunca aconteceu.
Sejas bem-vindo. Entra, quero que conhe�as a minha mulher.
Sarah?
Bom-dia.
- A minha linda mulher. - Prazer em conhec�-la.
N�o disse que o Senhor nos dava a gra�a da presen�a do Sweeney?
- Sim, disseste. - Estou feliz que Ele n�o se op�s.
J� alguma vez jogaste golfe?
H� um tempo atr�s, quando...
Vou pedir-lhe para saciar-me um pouco.
- Ol�. - Bom dia, Maria.
- Louvado seja Deus. - Louvado seja Deus.
Sarah.
Estamos de sa�da, querida.
A Sarah insistiu para que f�ssemos jogar golfe.
Fazer um intervalo para mim.
Matar dois coelhos com uma cajadada s�, por assim dizer.
N�o me importo de ser o segundo coelho.
Por isso instal�mo-nos aqui, porque gostamos muito deste jogo.
A Sarah foi atropelada por um b�bado, quando andava de bicicleta.
- Meu Deus! - Pois �.
Isso aproximou-nos do Senhor.
Tu estavas a pensar seguir carreira.
E segui. 30 anos.
- Tornei-me capit�o. - N�o me digas!
Sim.
Nunca imaginei isso.
A� est�.
- Mostra-me o caminho, Geb. - O convidado tem o privil�gio.
Tudo bem.
Isto vai ser rid�culo.
Mant�m a cabe�a baixa, bra�o esquerdo erecto,
e n�o pense em nada al�m de bater na bolinha.
Quanto tempo temos?
A Mary pode ficar durante tr�s horas.
Tu n�o me queres na tua casa.
Acho que temos aqui divers�o suficiente.
Queres colocar algum dinheiro nisto?
Eu n�o aposto mais.
O Tommy Kelly morreu.
Merda!
Desculpa, Geb.
Tenho muita coisa que tenho de falar contigo.
- Posso levar o sof�? - Costumavas ser bom ouvinte.
Vou ouvir tudo o que quiseres...
Mas no carrinho.
Come�a a falar.
Lembras-te da noite em que encurral�mos o Kagan?
Pensei que fosse por isso quando me ligaste.
- Porqu�? - Porque n�o sai da minha cabe�a.
N�o consigo lembrar-me do que aconteceu
quando lhe come��mos a bater.
Foi pura maldade o que fizemos.
Ficamos a soc�-lo, a chut�-lo.
Ent�o o Kelly apanhou aquele rotor na bancada
e esmagou a m�o direita de Kagan.
E isso diminuiu a f�ria dentro de n�s.
Viste o Kelly fazer isso?
Pensas que foste tu?
Penso que podia ter sido.
Est�vamos todos muito b�bados.
Nunca mais convers�mos sobre isso.
O Rheems diz que n�o foi ele.
O Kelly n�o sabia ao certo.
O Kelly.
O Kelly teve sempre uma tend�ncia para a maldade.
Odiava os homossexuais.
Odiei-te por muitos anos por nos atirares contra ele.
Aquilo foi um pecado terr�vel,
e n�o tinha acontecido se n�o fosse por tua causa.
Mas agora que o Senhor te protege, j� n�o me odeias, pois n�o?
N�o odeio ningu�m.
Louvado seja Deus.
Deves entregar-te a Jesus, Sweeney.
Ele � o �nico que pode ajudar-nos a n�s pecadores.
Diabos, vamos bater nesta merda de bolinha
e fingir que � isso que importa.
O que queres de mim, seu desgra�ado?
Uma coisa assim. Uma coisa verdadeira!
J� n�o nos conhecemos Sweeney, certo?
Servi 30 anos na Marinha.
E agora tenho uma mulher que n�o pode mover um m�sculo,
n�o consegue comer sozinha,
n�o se pode limpar.
N�o sei como a tua vida tem sido,
mas n�o � nada, comparada com a minha.
Somos pessoas diferentes, tu e eu, Sweeney.
Nunca mais temos o que t�nhamos h� 30 anos.
� apenas, apenas...
�guas passadas.
Mas � poss�vel que...
pessoas de mentalidades diferentes
possam ter uma agrad�vel partida de golfe juntos.
E neste mundo,
j� � alguma coisa.
Posso dar-te um abra�o, Geb?
Sem gozos.
- Algu�m pode entrar. - Nunca fic�mos nus juntos.
- Algum dia. - Deixe-me toc�-lo.
- O que est�s a fazer? - Est�s a fazer-te de dif�cil?
Que merda est� a acontecer por aqui?
Ele tentou apanhar-me o pau.
Foi o que me pareceu, Kagan.
Est�s com ci�mes, Kelly?
Sim?
Gostava de ver o David Kagan.
Sinto muito, ele n�o est�.
Sabe quando vai voltar?
Talvez, num m�s.
- Posso deixar um bilhete? - Sim, claro.
Eu n�o...
N�o tenho caneta.
Tudo bem. Entre, por favor.
Obrigado.
Espere aqui, est� bem?
Obrigado.
Pode certificar-se que o Sr. Kagan receba isto?
Sim. Vou certificar-me.
N�o se preocupe.
Tem uma fotografia recente do, Sr. Kagan?
N�o o vejo h� muito tempo.
Um momento.
H� um ano atr�s, no seu anivers�rio.
Ele est� �ptimo.
Homem misterioso, onde diabos estiveste?
Sa�ste no caiaque?
N�o � da tua conta.
Se tens uma vida secreta Harry, temos o direito de saber.
- De onde tiraste isso? - N�o conhecemos os teus segredos.
Eu conhe�o os teus segredos.
- Bom dia, Muriel. - Harry.
- A Muriel estava preocupada. - N�o estava.
Acho que ela pensou que pudesses teres-te magoado no campo.
Pode ser bom ter algu�m preocupado comigo.
N�o vou ser eu.
Precisas de um telem�vel, Harry.
O Pauley estava preocupado. J� ia chamar a pol�cia.
Aconselhei-o a esperar mais um dia.
Jesus Cristo!
N�o podes simplesmente levantar-te e desapareceres.
N�o queres pagar o seguro a dobrar.
no caso de morte acidental.
Passou-me pela cabe�a.
Perdeste o ensaio. S� h� mais um antes do concerto.
N�o posso ter um quarteto com tr�s tipos.
- Vou estar l�. - � melhor estares.
Dois ingressos para o baile do Lions Clube hoje � noite.
100 d�lares.
Tenho de correr.
Chegaste a pensar na proposta que te elaborei?
Sim.
O Pauley pode ficar com ela.
Est� bem.
Agora, tudo o que tens de fazer �
descobrir o que fazer com o resto da tua vida.
Muriel,
queres dois bilhetes para o baile do Lions?
N�o, obrigada.
Muriel?
Sim?
O que achas de ires comigo?
N�o digam uma palavra.
Vou buscar-te �s 7:00?
Claro, porque n�o?
N�o podemos ir contigo, Harry.
Nem adianta tentar.
Bom dia, Pauley.
Ouvi dizer que andavas � minha procura.
N�o tem gra�a, Harry.
Pensei que alguma coisa tivesse acontecido.
- Tudo sob controle? - Sim.
O Fenton disse-me que o meu or�amento era muito alto.
E depois?
Eu disse-lhe que era o melhor que podia fazer.
Muito bem.
E ent�o ele...
"Oh, estava s� a testar-te", bl�, bl�, bl�.
Apanh�mos o trabalho.
Se queres ficar no neg�cio, tens de ter o teu pre�o.
Espera um minuto.
Significa que vais sair? Vais vender-me o lugar?
Se concordares com os termos que o Sam preparou.
Acho que s�o justos para n�s os dois.
Este � o dia mais feliz da minha vida.
Olha para isto. 70 cent�metros de cintura.
H� alguns anos atr�s, n�o?
O que significam?
Esta � por boa conduta.
Acho que esta � da NATO.
N�o sei de onde �.
Viste alguma ac��o?
Dispensado sem disparar, ningu�m disparou em mim,
e fiquei muito desapontado.
Este �s tu? O segundo da direita?
- Sim. - Estavas em boa forma, Harry.
- D�-me isso. - Quero dizer...
Pauley,
quero que leves este saco para o lix�o.
Para o lix�o?
Talvez o teu filho queira alguma coisa.
No lixo Pauley.
Todo o resto aqui � teu.
A canoa?
Tudo.
A moto de neve?
"Tudo" significa tudo.
A vida � longa, Pauley.
Vais precisar de alguma coisa para passar o tempo.
Ent�o, porque dizes sempre que a vida � curta?
�s vezes � longa. �s vezes � curta.
Certo.
- Estou? - Estou, Bobby.
� o pai.
Chegaste bem a casa?
Sim. Tudo bem.
A Tracy disse-te que liguei algumas vezes?
Sim.
Ouve, o meu amigo...
morreu.
Uma coisa levou � outra, e acabei em Miami.
S� queria dizer-te
o quanto me sinto mal...
por me ter ido embora naquela noite.
Na verdade estou ocupado de momento, pai...
Certo, bem, n�o, eu s�...
S� queria discutir uma ideia maluca contigo.
Como te sentias se eu...
me mudasse para a tua vizinhan�a?
O qu�?
Se fosse morar em Chicago, quer dizer...
N�o ia morar com voc�s.
Era num condom�nio ou alguma coisa assim.
Ent�o, quando tivessem beb�s...
N�o acho que seja boa ideia.
Tenho alguns problemas com a Tracy,
e n�o sei quanto tempo vou ficar aqui.
O meu chefe est� a tramar-me, e eu...
N�o � uma coisa que devas fazer agora.
Sim, n�o, n�o...
Foi apenas uma ideia maluca.
Tudo bem.
Tenho de ir, pai.
Eu amo-te, Bobby.
Sabias que fui um her�i de guerra, querida?
N�o.
N�o est�s impressionada?
As guerras s�o est�pidas.
Soubeste sempre isso?
� f�cil para algu�m inteligente descobrir isso.
Ficavas surpreendida com o quanto est�pido um homem pode ser, Muriel.
N�o pareces est�pido, Harry.
Est�pido e imbecil.
Muriel, lamento ter sido muito puritano
sobre a tua oferta de anivers�rio.
Tudo bem.
Talvez pud�ssemos ser apenas amigos por um tempo.
Jantar, cinema, e ver o que acontece?
Gostava disso.
�ptimo...
Dan�as?
N�o dan�o mal.
Queres mostrar-me o quanto �s bom?
Vou tentar.
* Este amor *
* Vai seguir em frente *
* E ningu�m *
* Vai levar a culpa *
* N�o me digas *
* Como viver a minha vida *
* J� que tu*
* Nunca sentiste a dor *
* Vem, querida *
* Eles n�o me v�o ouvir chorar *
* Eles n�o me v�o ouvir tentar *
* Eles n�o me v�o ouvir chorar *
* Para que *
* tenho de fazer isso *
Com quem estavas a dan�ar?
Com a tua mulher?
N�o, Muriel.
S� recorda��es, eu...
Podes levar-me a casa? Tenho de trabalhar amanh�.
* A arder em chamas *
* Ningu�m *
* Quer assumir a culpa *
* Tu precisas *
* Dar um pouco *
* Tomar um pouco *
* E deixar o teu pobre cora��o *
* Partir um pouco *
* Esta � a hist�ria *
* Esta � a gl�ria do amor *
* Enquanto *
* houver n�s os dois *
* Temos o mundo *
* E todos os seus encantos *
* E quando o mundo *
* se cansar de n�s *
* Temos os bra�os um do outro *
* Tu precisas ganhar um pouco *
* Perder um pouco *
* E sempre sentir um pouco de melancolia *
* Esta � a hist�ria *
* Esta � a gl�ria do amor *
* E esta � a hist�ria *
* Esta � a gl�ria do *
* Amor *
* A gl�ria do amor *
Bom trabalho. Fant�stico. Foi maravilhoso.
Bom trabalho. Foi maravilhoso.
Maravilhoso. Harry, �ptimo trabalho.
Vamos beber uma cerveja?
Sim, apare�o mais tarde.
D� lembran�as � Muriel.
Fico feliz em ver-te, David.
Sim, � bom ver-te, Harry.
Recebi o teu bilhete.
Disseram-me que ias demorar.
Ou tinhas acampado � minha porta?
N�o sei o que ia fazer.
Espero que tenhas tempo para um lanche.
- Por minha conta? - N�o.
Da pr�xima vez.
N�o temos muito tempo.
Tenho um voo � meia-noite.
Como me encontraste?
Eu soube sempre...
onde estavas.
Tenho espi�es por toda parte.
Depois que sa�ste, foste para casa,
passaste a trabalhar para o Gary Bennett.
Casou com a Elizabeth Cunningham,
tiveste um filho, um menino.
Mais tarde, compraste a empresa do Bennett.
Fizeste um bom neg�cio.
Cinco cami�es, oito funcion�rios, acho eu.
Meu Deus!
H� 12 anos atr�s, divorciaste-te da Elizabeth.
Deixaste-lhe tudo...
N�o consegui descobrir se foi generosidade ou culpa.
E ent�o mudaste-te para aqui.
Para come�ar uma nova vida. E como vai ela?
Vi o Porter recentemente. Lembras-te do Porter?
Disse-lhe que a minha vida tinha sido um fracasso.
S� percebi isso quando lhe disse.
Isso � triste, Harry.
O que te fez vir aqui depois de todos estes anos?
Procuraste-me.
Deste a entender que ainda... te importavas comigo.
Eu estava...
Que diabos te fez vir morar aqui?
Ningu�m me conhecia.
E havia uma pequena empresa � venda.
Tens not�cia dos outros amigos?
Do Forrestal?
Eu n�o estava apaixonado por eles.
O Kelly ligou-me h� poucas semanas,
queria o teu perd�o.
Pensava que ia para o inferno pelo que tinha feito.
Voltaste para mim, Harry.
Eu estava com tanto medo.
S� pensava no que acontecia
se os tipos soubessem que tinha um caso contigo.
Sabes o que o meu pai tinha feito comigo?
E a minha m�e.
Eu disse-lhes que ia ser padre.
Um caso?
N�o para mim.
Estava decidido a passar a minha vida contigo.
Aqui est� bom.
Harry?
O que te lembras sobre a noite na oficina?
Lembro-me que o Kelly come�ou a bater-te.
Depois os outros. Eu tamb�m te bati.
Depois disso, d�-me uma branca.
Todos estes anos, pensei que
podia ter sido eu quem apanhou o rotor.
Mas agora tens a certeza que foi outra pessoa.
Parei para ver o Gebhardt no caminho para Miami.
Ele disse-me que foi o Kelly. Que tinha a certeza.
Foi isso que ele te disse?
Sim.
At� o Kelly acreditava nisso.
Lembro-me perfeitamente. Eu n�o estava b�bado.
Foste tu, Harry. Tu apanhaste o rotor,
e esmagaste a minha m�o com ele.
Tu.
O homem que eu amava.
Havia tanta raiva na tua cara.
Vem.
Lembras-te do Roy Haynes do Vanguarda?
O teu ex-saxofonista gritou com ele do fundo.
Fomos para a Stage Deli mais tarde.
Sandu�ches de pastrami (carne curada) quente.
Tomei a liberdade de pedir dois com todos os acompanhamentos.
Tu gostas de salada de repolho.
Vamos. N�o tenho a noite toda.
Obrigado.
Vinho do meu pai.
Duas das �ltimas garrafas da sua adega.
N�o fiques muito sombrio, Harry.
A que vamos brindar?
Ao perd�o.
Brindemos ao perd�o de um modo geral.
Perdoar � uma b�n��o, disseram-me.
Pod�amos ter tido uma boa vida juntos.
Esse pensamento nunca me sai da cabe�a.
Come.
Leva isto, eu n�o quero.
Tu precisas disto.
�s um bom cantor, Harry.
Lembrei-me de uma coisa esta noite.
Um pequeno segredo que tu n�o sabes.
Numa das licen�as em terra, vi-te a tocar no El Paseo.
Tr�s vezes.
Foste-me ver?
Foste inacredit�vel.
Tr�s vezes?
Viste-me duas vezes no El Paseo.
E uma vez no Catalina.
Viste-me?
Seu c�o.
� dif�cil n�o te ver, Harry.
A n�s.
Nunca deixei de te amar, David.
Eu tentei, acredita Harry, tentei mesmo...
Perceber.
Acho que � por isso que vim aqui, para ver se me podias ajudar.
Fa�o o que for preciso.
Acredito em ti.
Mas tenho de p�r a bola no teu campo.
Nem sei porque estou a usar met�foras desportivas.
Estou mais nervoso do que pensava.
Lembras-te disto?
Eu perdoo-te Harry,
se na verdade acreditas que devia.
E vou demonstrar isso.
Em mem�ria de Lewis Carol 25/05/1946-10/10/2008
Tradu��o e Sincronia: _rMonta_
Adapta��o para portugu�s: zecacurto
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