All language subtitles for El Principe (2019) 720p WEB-DL

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Original subtitles

Depressa, cara!

Pare a�!

Sua companhia chegou.

Vamos l�.

Fiquem longe da porta.

Afastem-se da porta, filhos da puta!

Caminhem.

Pare a�.

Porta, Mu�oz!

Andem!

Vamos, vamos, vamos!

- Pode fechar. - Garcia, a porta.

Andem!

Anda, anda!

Pare por a�.

Pra dentro.

Os dois.

Pare.

Entre.

D� a ele o assento.

- Por qu�? - N�o v� como ele chegou?

N�o seja m�, mulher.

Sente-se.

Eles te bateram forte, hein, garotinho?

Como te chama?

Jaime.

Jaime.

Seu dinheiro?

N�o tenho.

Voc� tem que ter.

Tira a camisa.

Tire.

Tire suas cal�as.

V� lav�-las.

Por que eu?

Voc� quer que eu v�?

Olhe para Plat�o.

Plat�o gostou de voc� imediatamente.

Isso � sinal que � uma boa pessoa.

Toma.

N�o, obrigado.

Fuma, cara. Vai te fazer bem.

Voc� � sortudo.

Aqui estamos todos limpos.

Comida n�o vai faltar.

E ningu�m vai te perturbar.

Se voc� n�o souber respeitar, eu vou acabar com voc� daqui.

Voc� sabe respeitar?

Sim, sei.

Muito bem.

Sente-se.

Eles te maltrataram?

N�o.

Voc� n�o sabe mentir e est� fedendo, idiota.

Vamos.

Os malditos policiais foderam voc�, idiota.

Como eles deixaram seu rosto.

Est� todo marcado.

Veja. Um presente dos policiais.

Eles queriam que eu falasse.

- Chegou carne nova! - Veremos, cuz�o.

- Como voc� est�, Potro? - Ei, cara.

- Pegue. - Obrigado.

Vai entrar com um p�o no chuveiro, idiota?

Voc� tem que ser muito macho para sobreviver aqui.

� a minha primeira vez.

Tire sua cuequinha e entre no chuveiro.

Vamos ver...

Ah... est� bom!

Entre!

Agora me conte, cara.

Como veio parar aqui?

Se exibindo com minhas roupas, idiota.

Aquele � o "D�lar".

Eles se conhecem desde o reformat�rio.

Dizem que eles dormiam juntos.

Que quando transferiram o "D�lar" para a ala jovem da penitenci�ria....

o Potro pegou uma l�mina de barbear,

e o viado cortou sua pr�pria barriga.

Ent�o eles o puniram por dois dias.

Contagem.

- Um. - Dois.

- Tr�s. - Quatro.

Cinco.

Vamos!

Filho da puta.

Saia.

E onde eu vou dormir?

Ali.

Deite-se.

Tire suas roupas, sim.

Vire de lado.

Se acalme...

Se acalme.

Contagem!

- Um. - Dois.

- Tr�s. - Quatro.

Cinco.

Vamos!

Ol�!

- Ol�. - Claro.

- Eles cumprimentam apenas o pr�ncipe. - Qual � o problema, filho da puta?

"O pr�ncipe"...

� assim que chamam agora, cara... Pr�ncipe.

Sim, levanta.

V� se lavar.

Ei, o pr�ncipe primeiro, imbecil.

N�o se olhe tanto no espelho, idiota. Sim, est� "bonita".

- Sirva-me caf� da manh�. - Voc� n�o o tem agora?

Voc� n�o disse que ele era um pr�ncipe, imbecil?

Voc� tem que servi-lo.

Sem m� vontade, est�pida.

Sente-se.

E voc� n�o vai tomar caf� da manh�?

Est� ouvindo?

Est� me ouvindo?

Voc� n�o vai me responder?

Pare, merda!

- N�o me bata! N�o me bata! - Voc� vai me responder, filho da puta?

Voc� vai me responder, filho da puta?

Saia j� daqui, merda.

E nunca mais volte para c�, arrombado.

Pegue suas coisas � tarde, quando eu n�o estiver.

N�o quero mais ver voc� por aqui, filho da puta.

N�o quero mais ver voc� por aqui, filho da puta. Suma!

Oi.

Precisa de alguma coisa?

Quer saber?

N�o venha mais, ok?

O que houve, Pr�ncipe?

Aquele velho que veio v�-lo era seu pai?

E sua m�e?

Voc� � �rf�o?

Deixe isso pra l�, homem.

Aqui as tristezas s�o carregadas pelo sol.

Quem � o Pr�ncipe?

Sou um morador de San Bernardo, uma cidade com uma est�tua,

que � tarde leva a cadeira para a cal�ada

e se senta para assistir os p�ssaros voarem.

San Bernardo n�o � pobre nem triste,

mas os jovens n�o se importam de ir embora de l�.

Eu digo que Santiago fica perto, mas..

as pessoas acham que � loucura minha.

Eu parecia selvagem e meio desesperado.

Ficava suado como um cavalo.

E com as roupas coladas ao corpo.

Meu papai?

Seu pai n�o est� aqui. N�o chegou ainda.

16!

- 17! - 18!

- 19! - 20!

- 21! - 22!

23!

E...

E n�s est�vamos roubando os p�ssegos...

e de repente a velha chega.

Estava chorando.

- Por qu�? - N�o sei.

- O que voc� disse a ela? - Nada.

Voc� acha que n�s...

Poder�amos nos ver novamente?

Aqui?

N�o.

Aqui podem nos ver.

Onde?

Em Santiago.

Ele me convida para ir em Santiago.

E?

Esta a�.

Muito cara.

� essa que eu gosto.

- Ol�. - Boa tarde.

- O que posso fazer por voc�s? - Quer�amos ver roupas.

Para voc� ou para o seu filho?

- Para o meu filho. - O que voc� gostaria de ver?

O traje que est� na vitrine.

Sim, claro. Em que tamanho?

Tamanho P.

Ok, vou pegar para voc�. Me acompanhe.

Mam�e? Me acompanhe.

Voc� est� bonito.

Deixe-me v�-los.

Deixe-me v�-la.

Voc� tirou a roupa?

Sim.

N�o.

As cal�as n�o.

Por que n�o?

Estou bem vestido.

Me deixe ficar com ela.

Isso!

Mais devagar.

Mais devagar.

N�o t�o r�pido.

N�o t�o r�pido!

Daqui a pouco fazemos novamente.

N�o.

Eu tenho que voltar para San Bernardo.

Voc� n�o pode me deixar assim.

Sim, posso.

Pronto.

Anda!

Como voc� quer, jovem?

Assim.

Como Sandro?

- � um idiota! - Sim.

- N�o tem como. - Por qu�?

Seu cabelo � muito teimoso. E se adicionarmos glitter?

- N�o, n�o d�. - Por qu�?

Deixe como um presidi�rio, cara.

Nunca.

Tchau, Juanito.

Alteza!

- Voc� quer se parecer com Sandro, cara? - Sim.

E quer ser famoso?

Esperto! Eu j� tirei sua foto, bund�o!

Voc� tem algum talento?

- Sou bonito. - Ah, essa merda � in�til.

- Sempre serviu. - Aqui sim, mas n�o l� fora.

E voc� toca algum instrumento, canta, o que voc� faz?

Eu n�o sei nada.

Eu sei onde eu vou te levar, cara. Venha.

Paradoxo h�pico

do regime no sistema capitalista.

Quando a d�vida dos pa�ses do terceiro mundo

alcan�a...

a fant�stica c�fra...

- de 95 mil... - Roberto!

O que houve?

... sobre o meu pa�s, que �...

Ei, estamos ouvindo Chicho, o que houve?

Por que escutar, se os presidi�rios n�o votam?

Ei, essa garotinha quer ser artista. Ele nem tem viol�o.

- Viol�o? - Atr�s da cortina tem um.

Vamos ver, vamos ver.

- Mas ela � velha... - E o que voc� tem com os velhos, cara?

Eles s�o bons para a primeira vez.

Ou voc� esqueceu da velha que comeu?

Merda!

Come�amos mal.

Para onde ele foi?

Esta merda n�o pode ser tocada com cinco dedos.

Acalme-se, cara.

Eu gostaria de aprender a toc�-lo mais tarde.

Por qu�?

Porque quando voc� aprende a tocar um instrumento, voc� nunca mais est� sozinho.

Ansiedad, de tenerte en mis brazos...

E essa m�sica, cara...?

Um amigo me mostrou.

� verdade, cara.

Tal vez est�n llorando...

mis pensamientos...

Mis l�grimas son perlas...

que caen al mar...

Y el eco adormecido...

de este lamento...

- hace que est�s presente... - Que linda essa m�sica.

...en mi so�ar...

Ansiedad...

Voc� pegaria um viado por dinheiro?

Eu n�o sei. Se a grana for alta, poderia ser.

Mas essa merda seria um sacrif�cio, porque grana quem tem s�o os velhos.

E se fosse um mais jovem?

N�o sei...

...y en la boca volverte a besar...

E onde mora?

- Perto daqui. - Sozinho?

N�o com o meu pai.

Ok. Vamos dar uma volta primeiro.

E te deixarei em sua casa mais tarde.

Suba.

Des�am!

Vejamos, jovens. Voc�s est�o presos.

O mais velho por dirigir b�bado...

e o garoto pela "Chicha".

E do que est�o rindo tanto?

� porque eles v�o dormir juntos, par de bichas?

- Agora em frente! - Vamos, vamos, vamos!

Sim, sim, sim.

J�...

Quero vomitar.

Jaime...

Vou vomitar.

O que aconteceu?

Algu�m deve ter chegado.

Ei, Miguel...

V� ver quem veio.

Deve ser algu�m importante.

Eles o recebem como artista.

Voc� n�o me cumprimenta mais?

Voltarei mais tarde, quando voc� estiver um pouco mais apresent�vel.

Vestido.

Para voc�, crian�a.

Quem � esse argentino?

Como vai ser argentino esse cuz�o?

Ele � chileno, cara.

Voc� conhece ele?

Bem... voc� estava contando.

O que voc�s v�o querer?

Eu acho que por enquanto... tr�s vezes quatro... doze cervejas.

- S� isso por enquanto. - Ok.

Cerveja. � pra j�.

As doze cervejas. Com licen�a. Est�o com sede.

Eu vou ao banheiro e j� volto.

Est� frio.

Vamos, vamos. Est� gelado.

Anda, merda!

- Levantem, merda! - Des�am, imbecis!

Vamos, vamos, vamos! Movam-se! Adiante!

Reviste essa merda.

- N�o h� nada ali. - O que voc� disse, cara?

Que n�o h� nada l�.

O que voc� est� escondendo, imbecil?

Responda, merda!

Te pegamos em flagrante e atiramos em voc� vivo, filho da puta.

O que est� escondendo, filho da puta?

Mu�oz.

Nada, sargento.

Mas essa bicha arrombada est� escondendo alguma coisa, cara.

Vai ter que revist�-lo.

Fique de quatro.

Eles est�o falando com voc�, cu arrombado!

Obede�a, merda, ou vamos explodir voc�, filho da puta.

Vamos ver, vamos ver, vamos ver...

N�o tem um rabo estragado, imbecil.

Quer que eu te coma com algo bem longo e duro, bicha arrombada?

Quem tem vaselina?

Apenas mesti�os gostam desse jeito. A vaselina � para bichas, certo?

Um pouco de vaselina, cara. Por que tanta crueldade?

Est� gostoso, papito? N�o?

� assim que n�s, carcereiros, fazemos.

Arromba ele, voc� tem que foder estes imbecis.

Chega, merda!

Eu j� estava entediado, cara!

Este merda nunca confessaria. Filho da puta. Arrombado dur�o.

Deixe-me em paz, filho da puta!

Pode ser com bast�o ou sem bast�o.

Te trouxe com bast�o e eles s�o 5 escudos.

- Voc� tem um cigarro? - Um escudo.

Voc� perdeu alguma coisa?

Sim, qualquer um desses � um escudo.

S�o cigarros argentinos. Eles s�o muito bons tamb�m.

Esses s�o len�os de tango.

Para crian�as corajosas.

- Ei, garoto. O casaco preto, quanto? - Voc� pode me pagar.

Pegue um torrone e voc� me deve dois escudos.

2 escudos, eu disse.

E essa jaqueta vermelha?

- Quanto? - Ele j� tem um dono.

- E voc� pode negociar? - Posso, querido.

Saia.

Potro!

- Para voc�. - N�o tenho dinheiro.

Me convide para almo�ar e est� pago.

Para celebrar, peguem uns.

S�o argentinos.

- Potro? - Estou comendo.

Que beleza de gato.

De quem �? Como se chama?

� meu e se chama Plat�o.

Plat�o? Pelo fil�sofo?

N�o, cara, porque � "plateado".

� um nome muito bonito.

Gato muito fofo tamb�m.

E o que aconteceu com o viol�o?

Carcereiros.

E voc� n�o pode conseguir outro?

No pr�ximo m�s.

- E voc� n�o gostaria de ter um agora? - O que voc� quer, cuz�o?

Sua cela.

� maior que a minha. Eu preciso de mais espa�o.

Os neg�cios est�o indo bem para mim.

Foda-se, imbecil.

Com uma vassoura?

Vem aqui, filho da puta!

- Como voc� � rude! - Saia, cuz�o!

Desculpe, Plat�o!

Voc� � cigano?

Como voc�?

Deveria cortar seu cabelo como o de Sandro.

Sim, amigo.

Pra voc�.

J� havia andado de moto antes?

- Nunca. - E?

� bom.

O vento na cara.

O cheiro do combust�vel, da grama molhada. � bom.

- Voc� estava com medo. - Onde?

- Onde? No corpo todo. - Est� inventando.

Ent�o, por que apertou tanto a minha cintura?

Para n�o cair.

- Ent�o teve medo. - N�o.

Mas eu teria morrido feliz l�.

E por que voc� fez c�cegas na minha barriga?

Porque eu estava feliz.

Que bom.

- Ei... - Mmm...

- Nada. - Fala logo!

N�o.

N�o seja uma galinha, fale!

Eu gosto... do seu sorriso.

Eu realmente gosto.

- Posso te contar um segredo? - Sim.

- Eu roubei esse sorriso. - Como?

S�rio, acredite. Eu era menino, tinha 9 anos, mais ou menos.

Me levaram para o espa�o de recrea��o, l� no Paradero 18.

E um fort�o apareceu, com um olhar tremendo.

Um guitarrista. Trouxeram um banquinho para ele. Ele se sentou.

E ent�o ele sorriu.

E foi um sorriso t�o bonito.

Depois cantou mais tr�s tangos, e depois quando o aplaudiram...

ele sorriu novamente e eu dei uma boa olhada...

at� perceber que estava...

gravado na mente.

Eu sonho com uma assim.

Com a jaqueta?

E a vida.

Nenhuma das duas merdas ser� encontrada aqui no Chile, cara.

Potro, eles precisam de voc� l� atr�s rapidinho.

Vamos l�?

Vamos a uma festa.

E o filme?

Tenho certeza que ele estava te olhando, cuz�o. Vamos.

...que caen al mar...

Y el eco adormecido...

de este lamento...

hace que est�s presente...

en mi so�ar...

Quiz�s est�s llorando...

mis pensamientos...

Y estreches mi retrato...

con frenes�...

Y hasta tu oido llegue...

la melod�a slavaje...

Y el eco de la pena...

de estar sin ti...

Ansiedad...

de tenerte en mis brazos...

Musitando...

palabras de amor...

Ansiedad...

de tener tus encantos...

Y en la boca volverte a besar...

Comecei a me examinar.

O sol estava fraco e entrava pela cela.

Isso me favorece. Estou bem.

Como os outros me veriam? N�o era feio.

Algu�m me acharia bonito?

O que chamaria mais aten��o?

Meus olhos, minha boca, meu cabelo, ou talvez meu corpo?

Ou seria apenas tudo na m�dia?

Por que voc� est� t�o feliz?

Coisas de gente grande.

Me acha jovem demais?

N�o.

Eu tamb�m estou feliz, olhe para mim.

Ah, sim?

Eu n�o acho que seja pelo mesmo motivo que eu.

N�o.

Deve ser pelo motivo contr�rio.

Eu n�o sei. Ser� um segredo.

Conte-me.

Os carcereiros podem ouvir.

Me diga no ouvido.

Quantos banhos por dia voc� toma, Rucio?

Uns 2 ou 3.

E por que tantos?

- Porque aqui tudo est� sujo. - � verdade, est� tudo sujo.

E aquilo?

"O Pr�ncipe s� precisa colocar a metade".

Que auto-estima elevada tem o Pr�ncipe.

Temos que ver isso, n�o �? Vamos ver.

Est� muito bem.

Isso deve ser visto porque...

o Rucia tem...

dois punhos.

Voc� deveria medir o seu, certo?

Voc� gostaria de ter a jaqueta, certo?

Junte-se a n�s...

n�s andamos por a� e voc� ganha a jaqueta.

Vamos?

Ah... Est� com tes�o...

Voc� gosta da ideia, n�o �?

V� arrumar a cama.

Que viadagem era aquela com aqueles babacas no chuveiro, idiota?

- Obrigado, Ricardo. - Filho da puta!

Toca qualquer bosta.

Voc� � uma merda tocando.

Vou dizer ao Roberto que venha dar uma aula para voc� hoje.

Muito bem.

N�o quero mais ver voc� de viadagem com esses caras, entendeu?

Entendi.

Por que voc� tem estado t�o irritado?

- Quando? - Faz uns dias.

Deve ser por causa da senten�a que n�o sai.

Voc� quer ir?

Quem vai querer ficar aqui, cara?

Eu.

� que para voc� tudo isso � novo, idiota.

Aguarde passarem sete anos sem ningu�m vir v�-lo.

Ningu�m vem me ver.

� que voc� n�o formou uma fam�lia, idiota.

Voc� n�o tem filhos. N�o tem esposa.

E a tua?

Deve estar por a�.

Vivendo.

E aquela que veio te ver?

N�o.

N�o era a Cristina.

Cristina era linda.

Aqui as �nicas que esperam que esses bandidos saiam da cadeia

s�o aquelas mulheres gordas, feias e desdentadas.

Com 5 filhos nas costas.

Cristina era bonita.

Trabalhava em um parque de divers�es.

- Na barraca dos gatos. - Como assim gatos?

Os gatos. Um jogo que...

Com aqueles gatos de olhos redondos,

que voc� acertava com uma bola de meia.

Ah, sim.

Passava horas l�, jogando.

Gastava todo meu dinheiro naquela merda de jogo.

Para estar perto dela.

Ela nunca me perdoou pela vida de merda que eu levava.

� que...

ela era uma mulher decente, a Cristina.

Voc� viu o Plat�o, cara?

N�o.

Ele n�o aparece h� dias.

Deve estar por a�.

� um gato.

- Como? - � essa aqui.

Aqui?

Isso!

- Sim. - Essa!

Depois?

Ol�!

Podemos?

Eu venho trazer seu Plat�o.

Ele se escondeu na minha cela.

- Esse gato louco. - Deveria ter avisado antes, bund�o.

Est�vamos apenas esperando por um tango, garoto. Certo?

- Voc� quer um tango? Eu canto um tango para eles. - O qu�? Voc� tamb�m canta?

- Voc� tem que aprender tudo, Potro. - Existe alguma coisa voc� n�o saiba fazer?

Guardar rancor. Eu n�o aprendi.

Ah, que merda.

No sabr�s...

O que aconteceu com Plat�o?

O gato ficou meio esquivo por dias.

Por causa daquele viado argentino.

Entender...

lo que es amar y enloquecer...

Tus besos que queman...

tus labios que embriagan...

y que torturan mi raz�n...

S�...

que nunca m�s...

podr� arrancar del pecho...

este querer.

Y sin embargo me atormento...

porque en la sangre te llevo...

Y a cada instante...

febril y amante...

quiero tus labios besar.

Te quiero siempre as�, est�s clavada en m�.

Como un pu�al en la carne.

Y ardiente y pasional, temblando de ansiedad...

quiero en tus labios... Eu quero nos seus l�bios...

morir. Morrer.

Muito boa!

Muito obrigado, companheiros.

Cante uma chilena, imbecil.

Voc� � ou n�o � chileno?

Ele pediu um tango, Potro. Voc� quer tocar?

Voc� � ou n�o � chileno?

Ou vai negar o seu pa�s?

Vamos, o show acabou, pessoal! Vamos, todos para suas celas! Saiam!

Para suas celas! Para suas celas!

Andem, andem, vamos!

Por que o defende tanto, cara?

Gosta dele, por acaso?

V� se deitar.

- Deita comigo! - Filho da puta!

Com quem mais eu deitaria?

Ei, amigo, podemos sentar com voc�?

N�s viemos da feira. Trabalhamos a manh� toda e queremos tomar algumas cervejas.

Sim.

- Meu s�cio. - Ol�.

- Ol�.

Anda. V� buscar uma d�zia.

N�s o convidamos.

Nos sa�mos bem. Vendemos, tipo, 800 baldes. N�s viemos carregados.

Deixe-me apresentar, me chamam de El Tropical.

N�o apenas por ser quente, mas...

por ser doido, por ser macho, por ser bom de dan�a.

- Jaime. - Um prazer.

Aqui parece divertido, n�?

Isso. Obrigado.

- Sirva o amigo. - Eu tenho a minha.

Filho da puta.

O que voc� fez, filho da puta?

A puta que te pariu! O que houve?

Filho da puta, cuz�o. - Toma, Potro!

Eu quero falar!

Ajudem, ajudem! Ajudem!

Parem eles ou eles v�o se matar! Fa�am alguma coisa!

N�o, n�o vamos entrar. Eles nos matariam.

E o que voc�s v�o fazer?

Aqui quem morre, apenas morre, garoto.

Filho da puta!

Separem, separem! Eles v�o se matar! Separem eles, por favor!

Mata ele!

N�o! Me deixem passar!

N�o! N�o! N�o!! N�o!!

Venha aqui, acalme-se! Voc� vai ficar bem, idiota!

- Vamos, vamos! - Calma, calma!

Merda.

Por que enfeita tanto, se tenho que jogar fora de qualquer maneira, idiota?

Fa�a o que tiver que fazer.

Deixe-me fazer o que tenho que fazer.

Pegue.

- N�o quero. - Vai te fazer bem.

Voc� quer comer?

N�o estou com fome.

Eu tamb�m n�o.

Vai dormir na minha cama?

E voc�?

Eu vou dormir no ch�o.

Durma comigo.

Ou�a...

Ricardo est� esperando por voc� na enfermaria.

Ande.

Oi.

Oi, pr�ncipe.

- Por que voc� est� rindo, idiota? - Nada, cara.

Vamos, diga, o tempo est� acabando.

N�o, idiota. V�o me dar alta agora.

A jaqueta.

- � para mim? - N�o, idiota, para mim.

Vista.

Agora sim.

Agora sim voc� parece um pr�ncipe.

Fique bem r�pido, ok?

Sim.

Eu tamb�m tenho um presente para voc�.

- S�rio? - Sim.

- Trago para voc� na pr�xima visita. - Ok.

Se preocupe apenas em melhorar, cara.

- Em alguns dias ele receber� alta. - Que bom.

- Quero dar a ele um presente. - O qu�?

Um gato. De materiais.

Como aqueles nos carross�is.

E que se pare�a com Plat�o.

Como vai, Jaime?

Ei, e quem � seu amigo?

- El Tropical. - �s suas ordens.

Prazer em conhec�-lo, Tropical.

Omar! Traga outra d�zia aqui.

Ei, cara, � um prazer em conhec�-lo.

Um prazer conhec�-lo tamb�m, cavalheiro.

E voc�...

o que faz?

Na vida?

Eu vivo.

E pronto!

- Voc� � boa pinta, hein, Cigano! - Voc� acha, Tropical?

Se eu n�o gostasse tanto das minhas pernas,

eu te convidaria para dan�ar.

E qual � o preconceito?

- Sou ousado. - Venha com seu rei.

Vida...

Si quieres mi vida...

dilo calladito...

que te la dar�...

Dame s�lo un poco...

Nada m�s que un poco...

de ese amor que escondes...

y ser�s mi bien.

- Bom dia. - Bom dia.

Eu venho para informar que...

o preso Ricardo Garc�a...

faleceu hoje na enfermaria.

As minhas condol�ncias.

Viemos buscar seus pertences.

- Como? V�o lev�-los agora? - Agora.

Amanh� � o funeral.

- Eu ordeno imediatamente. - Eu fa�o.

Ricardito!

Ricardito!

Meus mais sentidos p�sames.

Ricardo era meu melhor amigo.

- Posso? - Entre.

Sinto muito.

Te pegarei dormindo, filho da puta.

Como te permitiram ir ao funeral?

Gonz�lez!

E este?

Este � o novato.

Ficar� aqui.

Eles te castigaram, garoto.

Como se chama?

- Mauro. - O seu dinheiro?

- N�o tenho. - Voc� tem que ter.

Vai dormir ali.

E voc� se comportar� com respeito, porque aqui estamos de luto.

Voc� sabe respeitar?

Muito bem.

E isso?

� o meu r�dio.

Vai ter que voltar a sua cela algum dia.

Sim, eu sei.

Amanh�.

Posso ficar com voc� hoje?

OK.

E agora para o banho. Est� imundo.

J�, vamos.

Eu os pe�o...

para irem para suas casas...

com a alegria digna...

de uma vit�ria limpa alcan�ada.

E que esta noite,

quando acariciarem seus filhos,

quando forem dormir,

que lembrem...

no duro amanh� que teremos em frente,

quando teremos que por

mais paix�o e mais carinho...

para fazer cada vez maior o Chile,

e cada vez mais justa a vida em nossa p�tria.

Allende! Allende!

Legenda por: Z� Ricardo Gay Dream Filmes e S�ries gaydreamfilmes.blogspot.com

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