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Meu pai na época, pelos amigos...
e, principalmente, pelos parentes...
ele era considerado um cara que tinha visão demais.
Eles falavam isso, sonhador.
Chamavam-no de doido.
Mas doidos éramos nós.
Ele é que tinha a razão.
Pegou?
Helena!
Helena!
Diacho!
Francisco.
- Francisco. - Espere, Helena.
Agora que eu consegui, deixe-me escutar a música!
Francisco...
estou grávida.
Francisco, dê um descanso para o ouvido desse menino.
Mirosmar gosta, Helena! Esse menino adora música.
Você não está vendo, não?
Dê-me ele.
Vão ser dois meninos, vão cantar.
Vão formar dupla. Dupla de dois.
Atenção! Aviso de desligamento.
Aos senhores consumidores da cidade de Anápolis e região...
informamos que será desligada a energia elétrica...
E Marlene?
E Emanuel?
Wellington.
Ai, Francisco! Ai!
- Vamos embora, Zé! - Está doendo!
Espere, espere! Pare aí, José!
É mais um menino, gente! Walter!
Abaixe esse rádio, Francisco! Nem na hora de comer temos paz.
- Deixe, mãe. - Deixe, Helena!
Para quem queria dupla caipira, aqui já tem o coro todinho.
Aumente o rádio, pai.
Quem é o dono dessa porcaria aqui?
Emanuel, coma, Emanuel! Coma esse milho.
Mãe, vamos tirar foto!
Mãe, vou cantar nesse trem hoje.
Se fizer bonito, eu lhe dou um prêmio.
Prometo!
Vá, meu filho.
Que beijinho doce
Que ela tem
Depois que eu beijei ela Nunca mais amei ninguém
Que beijinho doce Foi ela quem trouxe
Vixe Maria! Tem que melhorar muito!
Você queria quê? Que ele nascesse cantando feito passarinho?
- Gostou, pai? - Gostou do quê, meu filho?
A voz não está boa, não. Tem de treinar bastante ainda.
Bobagem, filho.
Seu pai está falando bobagem. Vá logo pegar seu prêmio, vá.
Quero nada não, mãe.
Vamos lá.
Venha, meu filho.
Está bom, está bom!
É só um menino, Francisco!
Filho meu tem que ser alguém nessa vida, Helena.
E se o menino não tiver mesmo jeito para a música? Faço o que com ele?
Esqueça isso, Francisco.
Vai passar a vida arando terra para os outros?
Escola?
Para as crianças, pai.
Mas escola, Helena?
Daqui até a vila, só de caminho, vai o dia todo, pai.
Mas essa casa ainda é minha!
E escola para quê? Para virar vagabundo?
Filho meu tem que ser alguém nessa vida, pai!
Mas era só o que me faltava!
Se não tiver escola, as crianças estão perdidas.
Não tem rumo. É muita gente, é muita meninada.
Não tem condição de trazer a meninada toda para cá.
São mais de quinze. Precisam de escola!
Dr. Prefeito Nelito...
estudar é lei. Eu ouvi no rádio.
O senhor faz o que o senhor achar melhor.
- Quem quer caderno aqui? - Eu!
Calma aí. Quem quer amarelo?
Vai entrando.
E agora, com vocês, mais um sucesso do nosso interior de Goiás.
Ah, não! Assim não dá, meu filho. O que é isso?
Não há quem agüente essa gaita o dia todinho, não.
Vamos ouvir o programa quietinhos, vamos?
Todo mundo para a cama! Vá pra cama!
Vá!
Não é que você leva jeito?
Agora quero ver você tocar como Celinho. No acordeom.
No acordeom?
Formar dupla mais seu irmão.
Muito pequeno esse porco.
Era de meu pai.
Troco pelos dois.
Chico é doido mesmo. Não tem jeito.
Mirosmar!
Pegue que é seu.
E eu?
Queria mesmo era uma bola. Uma bola de verdade.
- Pai! - Deixe seu irmão! Deixe seu irmão!
O galo!
É assim que tem que ser. Como o galo.
Tem que cantar todo dia nessa hora...
- para a voz ficar boa. Abra a boca! - Que isso, pai?
Engula, meu filho! Engula! Isso.
Mirosmar, abra a boca!
Engula, filho. Isso. Engula, engula.
Isso, meu filho, boa.
Isso, coisa de cantador!
- Bênção, vô. - Bênção, vô.
- Deus abençoe. - Juízo!
- Bênção, pai. - Abençoe.
- Bênção, vô! - Abençoe.
Onde diabo esse homem arrumou uma sanfona, Helena?
Na venda, pai.
Trocou pela colheita toda, garanto!
- Ao invés de pagar o arado. - Que implicância, meu pai!
Mas o povo tem razão quando fala.
Esse Francisco é maluco mesmo!
Dá licença, Seu Zé.
Meu nome é Francisco Camargo. Tenho um filho tendo de aprender acordeom.
Será que o senhor não poderia dar um caminho para ele?
- Agora? Nem em pensamento! - Basta uma nota, o menino é bom!
É aquele ali.
O menino é tão pequeno que não segura nem o instrumento!
Agora, o senhor dá licença que eu tenho que trabalhar.
Menino!
Venha cá!
Chegue aqui!
- Não sei tocar ainda não, moço. - Não sabe tocar ainda não.
Onde já se viu ter um instrumento tão bonito e não saber tocar?
Sente aí! Sente aí!
Escute bem, eu quero que você preste bastante atenção...
porque eu só vou ensinar uma vez. Compreendeu?
Vá.
Abrindo e fechando a fole.
Vá.
Vamos, meu filho.
Vá, meu filho.
Isso. Você. Isso.
Bom. ...um sincero e cordial...
Camargo e Camarguinho. Camargo e Camarguinho.
Aqui está o microfone.
O público está lá. Vocês chegam...
vocês falam, vocês agradecem. Agradecem o público.
Vá lá. É isso mesmo. É isso mesmo.
Camargo e Camarguinho, venham.
Respeitável público...
queira aceitar de cordial...
Que cordial o quê! Vão de novo.
Preste atenção, Camarguinho.
Vão, prestem atenção!
Respeitável público...
queira aceitar de coração, o sin...
Vamos de novo, não é?
- No dia em que eu saí - Eu começo.
No dia em que eu saí de casa Minha mãe me disse
Filho, vem cá
Passou a mão em meus cabelos Olhou em meus olhos
Começou a falar
Por onde você for, eu sigo
Com meus pensamentos Sempre onde estiver
Em minhas orações Eu vou pedir a Deus
Que ilumine os passos seus
Eu sei que ela nunca compreendeu Os meus motivos de sair de lá
Mas ela sabe que depois que cresce O filho vira passarinho e quer voar
Pirenópolis, hoje em dia É uma cidade afamada
- Pirenópolis... - Espere! Preste atenção.
Pirenópolis, hoje em dia É uma cidade afamada
Tem luz, tem telefone Tem ponte, tem calçada
Pirenópolis, hoje em dia É uma cidade afamada
Tem luz, tem telefone Tem ponte, tem calçada
O prefeito trabalhando Construindo e renovando
Fazendo dessa cidade Uma só felicidade
Nelito Jayme! Nelito Jayme, de novo pelo povo.
Respeitável público...
queira aceitar de coração...
o sincero e cordial...
- Boa tarde do Camargo... - E boa tarde do Camarguinho.
- Que isso, pai? - Isso aqui é a nossa chance, filho.
Com essa música, vamos pagar seu avô.
Música linda de tio Ademir! Vamos tocar na rádio de Anápolis.
- Na rádio? - Vai sair ali?
Vai, meu filho. Pegue aí!
Difícil, pai. Não entendi, não.
É, vamos ver aqui.
- Terra linda. - " Terra linda...
- de grandes riquezas. - Grandes riquezas.
- Viva a natureza... - A natureza.
- da nossa nação." - Nação.
O que é nação, pai?
Vamos para frente, meu filho! Vamos pra frente!
Olhe lá! O que é isso?
- É o Exército, meu filho. - Exército?
É.
Já chega a 28 o número de feridos no choque...
entre o exército e estudantes na cidade de Brasília.
E daqui a pouco, com vocês, a dupla Camargo e Camarguinho.
A melhor dupla sertaneja da região de Pirenópolis!
Vamos aos comerciais!
Onde estão os meninos de Pirenópolis?
Vamos chegar, gente. Vamos chegar.
- Satisfação imensa. - Você está bom?
Francisco Camargo, pai dos meninos.
Escute, dá para ouvir um pedacinho da música antes de entrar no ar?
Não precisa de instrumento, não. Só ouvir a voz. Só ouvir a voz.
Terra linda de grandes riquezas Viva a natureza da nossa nação
Que vive hoje em dia Numa grande confusão
Cadê a esperança de um povo Que trabalha noite e dia?
Cadê as suas festanças E a sua alegria?
Viva as forças armadas E a sua tirania
- Viva as... - Não! Espere, espere! Parem!
"Viva as forças armadas e a sua tirania?"
Daqui a pouco vai todo mundo preso aqui!
A censura baixa aqui e acaba com o meu programa!
Espere. O que tem de errado com a música dos meninos?
O que tem de errado com a música dos meninos?
O presidente do Brasil é um militar, você não sabia, não?
Está ficando doido?
Doido!
Fique triste não, pai. Como é que a gente ia saber?
Uma palavra tão bonita dessa ia ferir o homem! Tirania!
As coisas aqui não estão nada bem, Francisco.
Meu pai esteve aqui.
Ele veio cobrar o dinheiro do arado.
Estou agoniada, Francisco.
Ele quer as terras de volta, Francisco.
Pode confiar em mim, Helena!
É lá que está o futuro dos meninos.
Vamos, Helena! Essa terra nunca foi nossa mesmo.
Vamos! Vamos!
Vamos! Vamos!
- Pegou tudo? - Peguei. As crianças estão aí?
- Não chore, filho. - Todo mundo perto. Não chore, filho.
Todo mundo perto. Os meninos ali! Venham para cá!
- Segurem um na mão do outro. - Respeite seu pai, faça o que diz.
Cuidado, vamos embora. Todo mundo perto!
Vá atrás.
Será que é essa?
É essa, pai?
É essa aqui. É aqui mesmo!
Vamos chegando aqui, gente.
Olha! Olha aqui!
Olha. Olha.
Dentro de casa.
Olha, olha, olha. Rapidinho!
Fez, apagou, fez.
Quer ver?
Mas que trabalho porco é esse?
Faça direito porque se não, no fim da semana, não vai ver um tostão!
Infelizmente, a notícia que vou dar não é boa.
Seu filho teve uma doença grave.
Paralisia. Ele não vai voltar a andar.
Filhos, vocês demoraram! Está chovendo tanto.
E as compras, filha? Está toda molhada!
O moço da venda disse que não vende fiado, mãe.
Não se preocupe, filha. Depois seu pai fala com o dono da venda.
Vamos tirar esse vestido, que está todo molhado, vamos.
Troque essa camisa, Emival! Muito molhada!
Estou com fome.
Deite, filha. Deite um pouquinho que a fome passa.
- Emival, venha comigo. Vamos. - Para quê?
Vamos!
Ei, menino, passe fora daqui. Quero barulho, não.
Vamos embora! Vamos embora!
Sabe tocar isso, seu porqueira?
Sei.
Então toca um pouco que eu quero ouvir.
No dia em que saí de casa Minha mãe me disse
Filho, vem cá
Passou a mão em meus cabelos Olhou em meus olhos
Começou a falar
Por onde você for, eu sigo
Com meus pensamentos Sempre onde estiver
Em minhas orações Eu vou pedir a Deus
Que ilumine os passos seus
Eu sei que ela nunca compreendeu Os meus motivos de sair de lá
Mas ela sabe que depois que cresce O filho vira passarinho e quer voar
Eu bem queria continuar ali Mas o destino quis me contrariar
E o olhar de minha mãe na porta Eu deixei chorando a me abençoar
A minha mãe naquele dia Me falou do mundo como ele é
Parece que ela conhecia Cada pedra que eu iria por nos pés
E sempre ao lado do meu pai Da pequena cidade, ela jamais saiu
Ela me disse assim Meu filho, vá com Deus
Que esse mundo inteiro é seu
Eu sei que ela nunca compreendeu Os meus motivos de sair de lá
Mas ela sabe que depois que cresce O filho vira passarinho e quer voar
Eu bem queria continuar ali Mas o destino quis me contrariar
Onze, doze, treze, quatorze... Olhe, pai! Quanto dinheiro!
Tome, pai!
- Boa tarde, moço. - Boa tarde.
Sou filho do Francisco, aquele da casa 32.
Por favor, como é mesmo o nome de vocês?
Meu nome é Camargo. Esse aqui é Camarguinho, meu irmão.
- Camargo e Camarguinho. - Posso ajudar?
- O senhor é o que desses meninos? - Pai.
Muito prazer. Meu nome é Miranda. Sou empresário.
Empresário exatamente de dupla caipira.
O senhor aceita tomar um café comigo? Faça o favor.
É sucesso garantido. Não tem como negar.
- Dê dois cafés! - Dois cafés para nós.
Se eu tivesse dois filhos desses, eu estaria riquíssimo.
Além do prazer...
Encantado, D. Helena.
Seu Miranda é empresário e gostou muito dos nossos meninos.
Parabéns, D. Helena.
Seus filhos são dois sabiás do Cerrado! São magníficos!
Vamos sentar?
Café.
Muito obrigado, D. Helena.
Seu Miranda vai levar os meninos para tocar em toda a região.
Olhar por eles enquanto nós trabalhamos.
- Pela região? - É, pelo Brasil todinho.
- Os meninos vão ficar conhecidos. - E vão ganhar muito dinheiro.
Muito dinheiro!
Dona Helena, posso ser sincero com a senhora?
Rodoviária é um lugar muito perigoso.
E também não é lugar para tanto talento!
Eu já vejo esses meninos brilhando por esse país afora.
Camargo, Camarguinho, Camarguinho, Camarguinho...
Camargo, Camarguinho, Camarguinho, Camarguinho...
Camargo, Camarguinho, Camarguinho, Camarguinho...
Alô, Camargo e Camarguinho, os Sabiás do Cerrado!
Vamos embora que a charanga está partindo.
Bonito esse cartaz, hem? Ficou uma beleza.
Não vou, mãe. Não quero ir!
- Até logo, Francisco. - Boa viagem!
Tchau, pai. Fique com Deus.
Não se preocupe, garoto. Semana que vem, mais tardar, estamos de volta.
Fique tranqüila, D. Helena. Quem vai comigo, vai com Deus.
Vá, filho.
Que é isso, meu filho?
Vamos lá. Entre aí.
Olhe o pé! Levante.
Até, filho. Tchau, filho. Cuidado!
- Tchau! - Cuide-se.
- Não quero ir! - Agora chega, menino! Chega!
Vão com Deus!
Vamos ensaiar, vamos ensaiar!
"Tristeza do Jeca", vamos!
Nesses versos tão singelos
Minha bela, meu amor
É isso aí!
Estou com fome!
Desçam aí. Vão na frente e vão cantando!
Alegre! Feliz! Vão, vão, vão!
Vai!
Maravilha, não é? Que beleza!
Vamos aplaudir, minha gente! Vamos aplaudir!
Maravilhoso, maravilhoso!
Sinceramente, isso que é música! O resto é cocoricó.
Maravilhoso!
Meu filho, você sabe tocar "Tristeza do Jeca"?
É a minha história.
Nestes versos tão singelos
Minha bela, meu amor
Pra você quero contar
O meu sofrer e a minha dor
Sou igual a um sabiá
Quando canta é só tristeza
Desde o galho onde ele está
Nesta viola Canto e gemo de verdade
Cada toada representa Uma saudade
Eu nasci naquela serra
Num ranchinho beira-chão
Todo cheio de buraco
Onde a lua faz clarão
Quando chega a madrugada
Ei, meninos, cheguem aí. Pagar um almoço para vocês!
Nenhuma carta.
Essas coisas são assim mesmo, Helena.
Demora mesmo!
Miranda não disse que era uma semana?
Nestes versos tão singelos Minha bela, meu amor
Pra você quero contar O meu sofrer e a minha dor
Sou igual a um sabiá
Que quando canta é só tristeza Desde o galho onde ele está
Nesta viola Canto e gemo de verdade
Cada toada representa uma saudade
Eu nasci naquela serra
Num ranchinho beira-chão
Todo cheio de buracos
Onde a lua faz clarão
Deixe-me ver! Lindo! Perfeito!
- Quando chega a madrugada - Vá se arrumar para o show, rapaz.
Lá no mato a passarada Principia um barulhão
Uma hora, lá embaixo. Ouviu, Mival?
Olha só, Emival.
Quando é que a gente vai voltar pra casa?
Está bonito!
Estamos em cima da hora! Onde está esse garoto que não desce!
- Está lá em cima se arrumando. - Emival sempre atrasa! Odeio!
Estou pronto!
Você está pronto é para tomar umas chineladas, safado!
Solte-me! Solte-me!
- Você tem que me respeitar! - Você não é meu pai!
- Já faz quatro meses, Francisco! - Calma, Helena. Miranda...
Esse homem sumiu com nossos filhos!
Você parece que não pensa, homem!
- Você acha... - Se acontecer alguma coisa...
com esses meninos, a culpa é sua.
Porque você parece doido, Francisco!
Quero os meus filhos de volta, Francisco!
Quero meus dois meninos!
Pai!
Helena!
Pai! Pai!
- Meu filho! - Meu filho!
Você está bem?
Menino! Filho!
Francisco! Como vai esse pai saudoso?
Acabou! Essa história tem fim aqui!
Que é isso, Francisco?
Nós estamos fazendo um trabalho maravilhoso!
- São os meus filhos! - Eu sei. Eles estão felizes.
Olha para Mirosmar.
Pergunte se ele quer continuar comigo.
Pai, a gente ainda tem muito show para fazer. E as nossas coisas...
Suas coisas estão dentro de casa!
Se quiser ir com ele, não volta mais para cá!
E tudo que investi neles, Francisco? Não conta?
"Investi neles?"
Vamos para dentro! Vamos para dentro!
Esse safado não vale o prato que come!
Vá, entre!
Duas horas, três horas, quatro horas nessa fila, nesse sol!
Está quente, pai. Vamos embora!
- Meu grande amigo! - Meu grande amigo.
Como vai essa ressonância musical?
Aquela loura mandou um abraço para o senhor.
Olhe, trouxe aqui o Zenito. Esse menino canta que é uma maravilha!
É o bem-te-vi de Goianésia.
- Eu queria que o senhor ouvisse. - Vamos lá.
Está encerrado por hoje, minha gente! Acabou!
Não! O que é isso? O dia inteiro aqui na fila!
Não pode ser assim, não! Moço!
Que isso, moço?
Confesso que errei, Francisco.
Mas quem não erra nessa vida?
Faz um ano que montei meu escritório, graças a Deus.
Mas vou ser sincero.
Não há talento maior que o desses meninos!
Aqui está meu cartão.
Não precisa responder agora. Não tem pressa.
Mas pense no futuro deles.
Vamos embora, filho!
Estive com o Miranda hoje.
Disse que está arrependido do que fez.
- Há mais de um ano tenho tentado... - Chega, Francisco!
Então fale para o seu filho que ele vai fazer faxina!
É isso que você quer? Fale para ele. Ele vai fazer faxina. Fala para ele!
Onde está o senhor, Sr. Miranda?
Sou aquele ali no canto direito. Atrás, em primeiro plano...
É que estou sem barba.
Isso é doidice, Francisco.
Dona Helena...
eu lhe prometo que mando notícias toda semana.
Eu lhe dou a minha palavra de honra!
O senhor pode até ter o meu perdão, Seu Miranda...
mas minha confiança, eu não lhe dou mais.
Eu aprendi, D. Helena. Por favor, me dê mais uma chance!
Dê mais uma chance a seus filhos!
O seu marido já lhe disse como eu penso em chamar a dupla?
- Daby e Diebersson! - Bom demais da conta!
É de seu agrado, D. Helena?
Tudo vai dar certo.
Miranda mudou.
E seu pai tem razão.
É a chance de vocês terem uma vida melhor.
Esse hotel tem até café da manhã! É um três estrelas!
Dê isso aqui, menino. Muito pesado para você.
Tenho uma surpresa para vocês.
Nosso novo cartaz! Lindo demais, não? Daby e Diebersson.
Hoje eu vou sair de casa Vou bater as asas, hoje eu vou voar
Quero um amor de verdade Uma cara-metade pra me conquistar
Quero uma paixão no peito, hoje Estou do jeito que a moçada gosta
Quero o beijo da mulata, da morena Eu quero essa paixão que mata
Mas, se der, eu fujo Com a loira nas costas
Alô? Filho!
Oi mãe, a benção.
Estou bem. Emival também está. Mandou um beijo.
Hoje estou de rédeas soltas Brigo por qualquer paixão
Hoje eu caio na folia E amanheço o dia nesse forrozão
Toca sanfoneiro, toca Um arrasta-pé
Que hoje estou do jeito Que a morena gosta
Hoje estou do jeito Que a loirinha quer
Toca sanfoneiro, toca Toca um chama-mé
Que hoje estou do jeito Que a morena gosta
Hoje estou do jeito Que a loirinha quer
Dê três.
Mival! Mival!
- O que foi, rapaz? - Feche o olho.
É uma bola oficial! Onde você conseguiu?
Ganhei num prêmio.
Espere!
É gol!
Quero o beijo da mulata, da morena Eu quero essa paixão que mata
Mas, se der, eu fujo Com a loira nas costas
Hoje estou de rédeas soltas Pega fogo no salão
Hoje o forró está fervendo, suor Está descendo, está molhando o chão
Hoje estou de rédeas soltas Brigo por qualquer paixão
Hoje eu caio na folia E amanheço o dia nesse forrozão
Toca sanfoneiro, toca Um arrasta-pé
Que hoje estou do jeito Que a morena gosta
Hoje estou do jeito Que a loirinha quer
Vai ter uma revanche e eu ainda vou pegar vocês.
O que aconteceu?
Nosso carro bateu num caminhão.
Mas você vai ficar bom.
E Mival?
Onde está meu irmão?
Já seguiu para Goiânia.
Oi, meu filho.
Oi pai. Estou bem, pai.
E meu irmão?
Seu irmão, filho?
Seu irmão, filho.
Meu Deus do Céu, meu filho!
Meu filho, Francisco!
Meu filho, meu filho!
Ajude-me, Francisco! Ajude-me!
Ajude-me, Francisco! Ajude-me, ajude-me!
Eu não podia saber que isso ia acontecer.
Eu não podia.
Se nós erramos...
foi tentando acertar.
Não quero mais.
Troca numa televisão para a mãe.
Quero pão.
Tome aqui.
Mirosmar, já são 8h, filho.
- Boa noite. - Boa noite!
- Estou indo ensaiar. - Mira, posso ir com você?
Welsinho, o que você está fazendo aí, menino?
Welsinho! Vá comer na cozinha.
Bênção, pai. Bênção, mãe.
Welsinho, eu não vou falar de novo, hem.
Está bem.
Welsinho, para a cama, meu filho.
Cuidado!
Nossa, está doido!
Cuidado! Cuidado!
Agora tenho que trabalhar, Wellington.
Tchau.
Onde você pensa que vai, rapaz?
Vou ver meu irmão cantar. Mirosmar, que faz dupla mais Durval.
Quem é Mirosmar? O show aqui é de Dudu e Zezé.
E criança, só acompanhada dos pais.
Não pode pedir esmola aqui dentro não, moleque!
Moço, eu não vou pedir esmola. Eu trabalho...
Caia fora daqui, menino! Saia, saia! Você está atrapalhando.
Preciso Preciso de você aqui
Amor, eu sou seu dependente Coração carente
Vai me enlouquecer
Preciso Preciso de você aqui
Sem seu amor tudo é saudade Faz minha vontade
Vem me dar prazer
Welsinho! O que você está fazendo aqui, moleque?
Vim ver o show.
Agora é Zezé, Mira?
Idéia de Durval. Disse que tinha que ser nome fácil.
Zezé.
Oi, Zezé.
Conhece a Zilu, Zezé? Trabalha comigo.
Vamos, eu quero milho.
Vou comprar um milho para você.
Oi.
- Vamos dançar, minha gente? - Vamos, gente?
Eu vou levar meu irmão.
- O que você está olhando? - Não estou olhando nada.
- Está olhando, sim. - Não estou olhando nada.
Largue do meu pé!
- Vá direto para casa, viu? - Outro dia, eu vou de novo.
- Vou de novo em outro show. - O quê?
Você está muito novo para ficar indo a shows.
Vamos dançar, amor? Sente aí, Zezé.
Posso sentar aí com você?
Como é seu nome mesmo?
É Zilu.
O seu é José, não é?
Mirosmar.
Quero dizer, agora é Zezé.
Entendi.
É por causa da dupla, não é?
Vocês vão participar do concurso?
É.
E seu namorado?
Foi embora.
Vamos dançar?
Boa tarde. Em que posso lhe servir?
Boa! Eu quero um corte de tecido.
Temos esse tecido aqui que está em promoção.
Eu estou na dúvida da cor ainda.
Seu Joaquim, eu posso atender o moço.
A moça vai atender o senhor.
Você tem alguma preferência?
Eu não vim comprar tecido, não.
Não?
Eu vim resolver um problema.
Eu não consigo parar de pensar em você.
Após quatro meses de festival, é hora de conhecer...
é hora de saber quem será a dupla vencedora.
Com vocês, Dudu e Zezé!
Queria tanto te dizer Que eu já não te amo
Que seu amor em minha vida Foi mais um engano
Até quando tenho que fingir?
Se a minha boca Morre de vontade do seu beijo
Queria esquecer você Apenas um momento
Mas nunca consegui tirar Você do pensamento
Quando eu digo Que não devo te amar
O meu coração me diz "Te quero" e não tem jeito
Você vai voltar quando, hem, Miro?
Já, já estou de volta, moleque.
Tudo certo, meu filho. Vai dar tudo certo.
São Paulo é uma cidade tão grande!
É minha chance, mãe. Um disco só meu!
Esse é o Leandro. Leonardo. Tudo bem, Zezé?
Daqui a um mês, o disco estará em todo o Brasil.
Boa!
Senhor, não quer comprar uma rede?
- E a senhora, quer comprar uma rede? - Hoje, não. Obrigada.
Welsinho! Welson! Welson!
- Não dá para tocar outro disco, não? - O quê?
Mude esse disco aí, pelo amor de Deus!
É do meu irmão esse aqui!
Bom demais!
- É do meu irmão! - Olha o Zezé! Que bacana!
Eu quero ficar com você para sempre, Cleide.
- Grávida, Welson? - Meu Deus!
Olhe para mim que estou falando com você. Olhe para mim!
Faz o que, agora? Faz o quê?
Vocês são duas crianças, Welson!
Muito irresponsável!
Qual o futuro que você vai dar para essa menina? Diga-me!
Eu vou casar com ela, mãe.
Eu vou ser famoso igual ao meu irmão!
Dê-me a criança, deixe-me pegar.
Eu não agüento mais!
Eu quero voltar para a casa da minha mãe!
Posso ajudar?
Tem Zezé Di Camargo?
Não. Quem é?
- É sertanejo. - Sei! Não estava vendendo direito.
Mas sertanejo bom mesmo, nós temos Leandro e Leonardo.
Você conhece?
- Vende bem, é? - Tem disco de ouro já.
Sei.
Você está ouvindo essa música que está tocando?
"Solidão". É deles e é linda! Muito linda!
É linda mesmo! De Zezé Di Camargo.
Quer levar o disco?
Quero não. Obrigado.
Minha música, Zilu, só faz sucesso com os outros.
Estou saindo pra trabalhar, viu?
Mais tarde, estou em casa.
Onde é que você vai?
Preciso de um emprego.
Não agüento mais lhe ver levando essa vida, Zilu.
Não fale assim, Zezé. Você tem seu trabalho, sua música.
Música! Música não enche barriga, Zilu!
Daqui a pouco está todo mundo passando fome aqui!
Minha filha, vá arrumar o seu material, está bem?
Vá ajudar sua irmã, meu amor.
Mãezinha já vai lá pegar vocês.
Você tem que ter um pouquinho mais de paciência.
Eu tenho é duas filhas para criar.
Isso foi invenção do meu pai.
Não vai dar certo nunca. Nunca!
Cleide!
Você sabia que isso não ia dar certo.
Eu sinto muita falta do Wesley.
E eu ainda gosto dela, mãe.
Toda noite essa hora? Minha casa não é pensão não, menino!
Eu...
eu estava cantando.
Cantando?
É. Num clube.
Coisa de Francisco, filho.
Ligou até para Mirosmar ontem.
Só para dizer que você está cantando.
Até que enfim você chegou, menino.
- Saudades, Zilu. - Muitas saudades de você!
Dê um abraço aqui.
Que bom que você está aqui!
Vamos botar sua mala lá dentro, venha.
- Tire o violão aí. - Você viu o violão?
Quero ver.
A gente vai vender um milhão de discos!
Você quer apostar comigo?
Que isso, Zezé?
Eu tenho medo de...
de não dar certo de novo.
Vai dar certo sim, meu irmão.
Eu sempre tive a certeza disso.
Um milhão, Zezé!
Pegue o violão aí, vamos ensaiar.
Não sei tocar nada não, Mira.
Eu enganei o pai para poder sair à noite.
Desanime não, moleque. Afinação até que você tem.
- Você está falando sério, Mira? - Claro que estou.
Imagine daqui a um tempo. Zezé Di Camargo e Welsinho.
E Cristiano? Zezé Di Camargo e Cristiano?
Horrível!
Lucian?
Piorou, Zezé.
Mas Luciano, eu acho bom.
Zezé Di Camargo e Luciano.
O que foi, Welsinho?
Não consigo, Mira.
- Não consigo. - Claro que consegue.
Emival, Mira.
Quem tinha que estar aqui era Emival.
Mas, ele está aqui conosco.
Eu não sou Emival.
Olhe para mim.
Você é o Welson. O Luciano, meu irmão e meu parceiro.
Eu preciso de você.
Agora, Emival...
é comigo e com você.
O garoto é bom!
Mas o disco, sei não.
Está fraquinho, falta um sucesso.
E tem muita gente boa nessa fila!
Falta um sucesso.
Tem muita gente boa nessa fila.
Chega, Zilu. Chega!
Você está maluco, Zezé? Não está vendo que estou trabalhando?
Não tem quem agüente. Olhe essa bagunça!
Vocês me desculpem, minha gente.
Eu levo a minha mercadoria outro dia. Eu levo...
Estou tentando botar comida em casa.
Eu não vou negar Que sou louco por você
Estou maluco pra lhe ver
Eu não vou negar
Eu não vou negar Sem você, tudo é saudade
Você traz felicidade
Eu não vou negar
Eu não vou negar Você é meu doce mel
Meu pedacinho de céu
Eu não vou negar
Você é minha doce amada Minha alegria
Meu conto de fadas Minha fantasia
A paz que eu preciso Pra sobreviver
Eu sou o seu apaixonado De alma transparente
Um louco alucinado Meio inconseqüente
Um caso complicado De se entender
É o amor
Que mexe com minha cabeça E me deixa assim
Eu te amo.
Que faz eu pensar em você Esquecer de mim
Desculpa.
Que faz eu esquecer que a vida É feita pra viver
É o amor
Que veio como um tiro certo No meu coração
Vamos dormir, Zezé. Amanhã ainda tem gravação.
Que derrubou a base forte Da minha paixão
E fez eu entender que a vida
Ok, Zezé, valeu. Luciano, vamos fazer o refrão?
Está quase, Seu Adiel. Daqui a pouco estamos nas lojas, não estamos?
É, não é bem assim.
Uma coisa é gravar, outra é lançar o disco.
- É, mas o senhor disse... - Que ia gravar e estou gravando!
E já é muito.
Vai lançar, não vai?
Que veio como um tiro certo No meu coração
- É bonito! - É lindo demais!
Muito bonito!
Onde é que você aprendeu a cantar desse jeito, menino?
E lança quando a música, meu filho?
A gravadora não sabe. O momento é ruim.
Quem sabe no ano que vem, pai.
Então, vamos cear.
O que deu errado, Helena?
Que sonho foi esse?
Não sei de nada não, Francisco.
Não conheço sonho.
Foi acordada que criei essas crianças.
As 10 mais da Rádio Terra.
Ligue todos os dias das 7 às 9 da noite...
peça a sua preferida.
As 10 mais da Rádio Terra, lançando sucessos. Rádio Terra...
- Aguarde só um instante, por favor. - Não vou aguardar um instante.
Eu conheço o Chicão há mais tempo que você trabalha aqui.
- É rápido. - Chicão!
Viu? Com licença.
Estou com essa fita aqui. Isso aqui é coisa boa para você.
Ponha isso aí que você vai ver que beleza!
Rádio Terra?
Consegui finalmente falar com vocês! Satisfação!
- Qual é a sua preferida? - "É O Amor."
Zezé Di Camargo e Luciano. Isso! Ponha aí para nós.
Hem? Meu nome?
Seu Pires. Isso, Seu Pires.
É Zé Pereira. Viu? Zé Pereira! É isso mesmo.
João Veloso de Campinas. Obrigado.
Eu queria ouvir uma música do Zezé Di Camargo e Luciano.
É da Rádio Terra?
Aqui é Tião de Morrinho. Toque aí para mim. Tião!
Bom dia, Seu Sérgio. Quero tudo isso aqui de ficha!
- Mas é dinheiro demais! - E eu não sei?
Eu quero tudo isso de ficha! Pegue, conte aí.
Eu botei meu salário todo aqui nessas fichas.
Está aqui, eu comprei fichas. É só ligar e pedir a música.
Aqui é o Alessandro. Queria ouvir a música...
de Zezé Di Camargo e Luciano, "É O Amor."
Rádio Terra, seu nome e a música.
- "É O Amor", "É O Amor". - "É O Amor".
Alô? Meu nome é Antônio.
Não pensem que é por causa dos meus filhos. É que a música é boa mesmo!
"É O Amor." É.
Vai errar não, hem. Seu nome. Zezé Di Camargo e Luciano.
São três turnos. Se cada peão ligar...
pelo menos uma vez, duas vezes, pronto, já deu.
Olhe, venha cá! Botei meu salário inteiro aqui nessas fichas...
porque eu acredito na música dos meus filhos.
Não é porque é dos meus filhos, não. É porque é boa mesmo, vocês vão ver.
Estou falando para vocês que é boa, é porque é boa mesmo.
Eu ia falar besteira? Vocês me conhecem há quanto tempo aqui?
É boa mesmo. É só pedir a ficha, ligar e pedir a música.
Fale que música de Zezé Di Camargo e Luciano é boa demais da conta!
E agora, chegando ao primeiro lugar da parada...
"É O Amor", com Zezé Di Camargo e Luciano.
Eu deixei a fita na rádio.
São os meninos! São os meninos!
Não falei? Não falei?
Zezé, vem ouvir. Está tocando de novo.
Eu não vou negar
Você é minha doce amada Minha alegria
Meu conto de fadas Minha fantasia
A paz que eu preciso Pra sobreviver
Eu sou o seu apaixonado De alma transparente
Um louco alucinado Meio inconseqüente
Um caso complicado De se entender
É o amor
Que mexe com minha cabeça E me deixa assim
Que faz eu pensar em você Esquecer de mim
Que faz eu esquecer que a vida É feita pra viver
É o amor
Que veio como um tiro certo No meu coração
E derrubou a base forte Da minha paixão
E fez eu entender que a vida É nada sem você
Eu não vou negar Você é meu doce mel
É a primeira vez que estou vendo de perto o Sítio Novo.
Onde começou tudo, onde nasceu você...
Na verdade, você está indo à casa onde eu nasci...
onde a mãe foi criada, que lá o sítio era do meu avô.
Meu pai, na época, os amigos o chamavam de doido.
Mas doidos éramos nós.
Isso aqui é a melhor lembrança que eu tenho na minha vida.
Melhor período da minha vida! Eu tenho guardado na minha mente...
todos os minutos em que eu vivi aqui nesse pedaço de chão.
Foi loucura. Foi loucura, loucura, loucura mesmo, sabe.
Não tinha um homem que tinha essa coragem de sair arrastando...
o filho passando fome para ter coragem. Só eu que era louco.
Tomei o nome de "doido demais da família"...
os parentes me chamavam de louco. Eu era louco.
O dia em que saí de casa
Minha mãe me disse Filho, vem cá
Passou a mão em meus cabelos Olhou em meus olhos
Começou a falar
Eu sei que ela nunca compreendeu Os meus motivos de sair de lá
Mas ela sabe que depois que cresce O filho vira passarinho e quer voar
Eu bem queria continuar ali Mas o destino quis me contrariar
E o olhar de minha mãe na porta Eu deixei chorando a me abençoar
A minha mãe naquele dia me falou Do mundo como ele é
Parece que ela conhecia cada pedra Que eu iria por os pés
E sempre ao lado do meu pai Da pequena cidade ela jamais saiu
Ela me disse assim Meu filho, vá com Deus
Que esse mundo inteiro é seu
Eu sei que ela nunca compreendeu Os meus motivos de sair de lá
Mas ela sabe que depois que cresce O filho vira passarinho e quer voar
Eu bem queria continuar ali Mas o destino quis me contrariar
E o olhar de minha mãe na porta Eu deixei chorando a me abençoar
E o olhar de minha mãe na porta Eu deixei chorando a me abençoar
E o olhar de minha mãe na porta Eu deixei chorando a me abençoar
Graças
Graças aos
Graças aos estudantes
Graças aos estudantes do
Graças aos estudantes do 2º
Graças aos estudantes do 2º ciclo
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Graças aos estudantes do 2º ciclo de Português pelo subtítulo,
Graças aos estudantes do 2º ciclo de Português pelo subtítulo, Centro de Línguas.
Iquitos-Peru do 2015.
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