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Original subtitles

UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

EPISÓDIO 2

Camille?

Camille?

Alô?

É a Jasmina. Está ocupado?

Não, imagina.

Dany confessou.

O quê?

O homicídio de Du Tilleul, confessou ontem à noite.

-Meu Deus. -Acabei de ficar sabendo.

Não dormi. Esperava que segurasse, mas falou.

Ele é inocente, Yoann. Sei que é.

Aposto que foi coagido como em 2009. De novo.

Espere, não sabemos o que aconteceu em 2009.

Vimos a ficha, Yoann.

O irmão armou pra ele na morte de Clémence.

-E se fez isso de novo? -Não se precipite.

Se seu instinto estiver certo, e a polícia o coagiu a confessar,

podem ter feito o mesmo com o irmão dele.

Como assim?

Quais eram as condições dele quando delatou o irmão?

Talvez o tenham forçado.

Devemos ficar calmos.

Primeiro temos que visitar o Dany.

Está bem.

Precisamos ouvir a versão dele.

Precisa te contar tudo. Desde o começo.

"O monstro atacou novamente."

Essa é a manchete desta manhã dos jornais da região.

Eles ligaram o homicídio da baronesa du Tilleul

a outro que Dany Bastin confessou ter cometido há dez anos,

o de Clémence Lorent.

Todos se lembram da história daquela jovem:

a polícia a encontrou uma manhã no bosque com o corpo estripado.

A morte dela chocou toda a região.

Então, resta só uma questão:

como um homem culpado por um crime tão violento assim

foi libertado com tanta facilidade?

A cueca.

Está trocando de pele, é?

Bastin, fiz uma pergunta.

O que é isso?

Psoríase.

É contagioso?

Não.

Vire-se.

Que coisa nojenta.

Agache.

Tussa.

De novo.

Com mais força.

Posso me levantar?

Está bem, levante-se.

Vista-se.

Escreva uma observação sobre a psoríase dele.

É mesmo uma figura.

Um peixe dourado?

Sim.

No banheiro?

É, no banheiro.

Não tem uma explicação racional? Talvez Camille tenha decidido...

Não.

Não temos peixe, Michel.

Nunca tivemos.

Tem que me medicar.

-Yoann... -Só um frasco, até isso passar.

Não posso, sabe disso. É perigoso.

Estou vendo coisas...

que não existem, Michel.

-Já considerou procurar alguém? -Como assim?

Deveria procurar alguém que possa te ajudar.

Sou neurologista,

não psiquiatra.

Pode me dar remédios?

Se não me der,

arranjarei mesmo assim, sabe disso.

E então?

Não deixaram vê-lo.

Estou esperando o serviço de apoio aos detentos.

Pode levar semanas.

Vamos conseguir.

Se provarmos que ele cumpriu pena de nove anos por nada, deixarão.

Vou falar com o Christian.

Christian Bastin?

Oi.

Sou Yoann Peeters.

-Vim falar do Dany. -Não falo com jornalista.

Sou policial.

É sobre a morte de Clémence Lorent.

Sem comentários.

Engraçado que antigamente tinha comentários.

O que quer?

Li a ficha de 2009.

Fez a reconstituição, certo?

Christian...

os policiais o coagiram, não foi?

Só quero ajudar o Dany.

Pode confiar em mim.

Se provarmos que não matou Clémence, seu irmão pode ser solto.

Saia daqui.

Seu irmão não matou Clémence, acho que você sabe.

Algum problema?

Não, problema nenhum.

Se quiser, moro em Heiderfeld.

Yoann?

Você sabia?

-O quê? -É claro que sabia.

Dany Bastin foi incriminado.

René, pode nos deixar a sós?

Sim.

Fui falar com o irmão.

Ele que fez a constituição, não o Dany.

A polícia armou tudo.

-É importantíssimo. -Do que está falando?

Sabe do que estou falando. Estava lá.

Por que não verificou nada?

Não era meu caso.

Então todos fizeram vista grossa.

Sem se importar se era culpado ou não.

Peeters, está louco!

O caso não era meu, nem a jurisdição era minha!

Está certo. Desculpe.

Onde encontro o investigador, Marcel Legrand?

Ele morreu.

Enfartou ano passado.

Quero ver o interrogatório.

Quero ver como esse crápula o enganou.

Está bem.

O CASO DE CLÉMENCE LORENT DANY BASTIN CONFESSA

COMISSÁRIO LEGRAND É NOMEADO COMANDANTE

MARCEL LEGRAND RECEBE MEDALHA DE HONRA AO MÉRITO DE VALÔNIA

Está tudo aí. Está claro, ele confessou tudo.

Só quero que corrobore.

-Verifique tudo passo a passo. -Certo.

-Não quero brechas. -Está bem.

Pode parecer idiota, mas não quero um advogado idiota estragando tudo

por causa de uma falha.

Então faça tudo nos conformes.

Não me autorizou a falar com ele.

-Por que quer falar com ele? -Não sei, caso...

Escute, Sherlock.

Não quero que salve o mundo,

quero só que corrobore fatos.

Então pegue seu papel,

vá à cena do crime e veja se está tudo certo.

Só isso.

Acha que consegue?

Faremos o nosso melhor.

Há quanto tempo Dany é seu paciente?

Desde que ele saiu.

-1º de março? -Isso mesmo.

Na quinta, 17 de maio, te visitou.

Tínhamos uma consulta.

Ele agiu de forma diferente?

Não.

Não pareceu tenso?

Não, estava até muito calmo.

Calmo?

Bastin estava calmo?

Sim.

Estava prestes a matar uma mulher e pareceu calmo?

Dany cumpriu nove anos.

Era estressado, agitado?

Era, sim.

Claro que era.

Provavelmente sempre será.

Que horas Dany Bastin saiu?

Às 18h, como sempre. Já disse tudo isso.

Certo.

Não tomaremos mais do seu tempo.

Têm outras pistas?

Não podemos falar, desculpe.

Continuem. Tenho certeza que não foi ele.

-Não pode ter sido. -Mas parece que sim.

Ele mesmo disse.

Qualquer um pode confessar um crime com sob pressão.

O que está insinuando?

Nada.

Só que é inocente até provar o contrário.

Por enquanto, é.

Certo.

-Tchau, obrigada. -Tchau.

É um prazer te ver, inspetor.

É, você também.

-Faz um bom tempo. -É.

-Vai voltar a trabalhar aqui? -Não sou mais policial.

Só estou fazendo um favor.

As coisas mudaram muito desde que saiu.

-Só restaram três de nós aqui. -Eu sei.

Notícias da Marjo?

Não, nenhuma.

Ela trabalha em Musso agora.

É...

Memórias ruins daqui, imagino.

É aqui.

Deve estar tudo por aqui.

Vamos ver.

Os interrogatórios de 2009 de Dany e Christian Bastin...

Algum resultado do exame da caneta com que ela se defendeu?

Oi?

O sangue na caneta, qual o resultado?

Nada, não era sangue.

Certo.

-Merda. -Tem algo errado?

Ele disse: "abri a porta grande e chamei a mulher."

Qual é a porta grande?

Digamos que aquela.

Leia a próxima parte.

"Atravessei a sala e a encontrei sentada do outro lado da mesa."

Certo.

"Ela se levantou, peguei o cutelo e a atingi."

Certo, ela caiu no chão.

Sim.

"Ela caiu no chão, continuei esfaqueando.

Esfaqueei, esfaqueei, esfaqueei..."

Aqui está.

"A segurei e arrastei para fora pelas portas da cozinha."

Com o cutelo?

Não sei.

Mais tarde ele fala que jogou o cutelo no lago.

Está tudo certo até agora.

Aqui dentro tudo certo, vamos lá fora.

E as náiades?

-As o quê? -As estátuas que estavam ali.

Ele a matou para roubá-las.

Certo, e daí?

Não as mencionou na confissão.

O que deveria ter dito?

Faz muitas perguntas.

Vamos sair.

O que aqueles idiotas ainda fazem aqui?

Corroborando os fatos.

Bastin não confessou? Por que não concluem logo o caso?

É sempre assim com homicídios. Demora um pouco.

O que esse pulguento quer?

-A dona dele. -Bom, ela morreu.

Vai, come.

Come.

Merda.

Mandei comer!

Vai comer ou não vai?

Está de luto, Claudine.

Eu também estou, mas não sou um pé no saco.

Merda!

Por que devo ficar com ele?

Porque você é a herdeira.

Vielsalm fica longe?

-Vielsalm, tenho um match lá. -"Mexe" o quê?

Não, é do Tinder.

É um aplicativo que instalei no celular.

Tem fotos de meninas solteiras.

Você escolhe uma e, se ela também te escolhe, bingo,

tem um match.

-Ela é bonita, não é? -É.

CASO LORENT

Verelst?

Oi.

Encontrei.

-Ele me deprime. -Merda, esqueceu.

Esqueceu?

Não.

Não.

Merda, pai.

Não esqueci, só estou um pouco atrasado.

Na segunda, íamos jantar com a Myriam. Eu sei.

Pelo menos tem comida?

É claro, planejei tudo.

-Oi, Myriam. -Oi, Yoann.

-Oi, Camille. -Oi.

-Não trouxe chave? -Não.

CASO LORENT

Myriam, espero que goste de paella.

Amo paella.

-Congelada. -São ótimas hoje em dia.

Eu adoro. Está ótimo.

Não precisava abrir uma garrafa. Ainda tem um resto do Ventoux.

É muito bom.

Myriam recebeu um prêmio no Festival de Arte.

Legal.

O prêmio por mutação dimensional.

Acha isso engraçado.

Não, acho que combina com você.

Foi pelo quê, pinturas?

Esculturas, uma série sobre o cotidiano.

Ela arrasou muito. Não tem no seu iPad?

Tenho.

Vai ver. É incrível.

Aqui está.

É sobre alienação da vida cotidiana.

Pois é, é... uma coisa.

Uso o mesmo estilo, mas de formas diferentes.

Isso é sangue de boi.

Parece menstruação.

Incrível, não é?

É isso que vai exibir semana que vem?

Não, pinturas.

De nudez, vai adorar.

Olá!

Tem alguém aqui?

Não respondam.

Olá.

São os vizinhos, eles são loucos.

Acho que são uma seita.

-Seita? -Do que está falando?

Estavam cantando no meio da noite,

dançando nus no jardim.

Parece divertido.

Se me deixarem fora disso, mas querem me levar junto.

Parece muito simpático da parte deles. Deveria ir.

Camille, não vou jantar com aqueles loucos.

Sr. Peeters?

-Não! -Oi!

Oi, o Sr. Peeters está?

Está, sim, entre.

Papai.

-Oi, Sr. Peeters. -Oi, Sra. Liang.

Queríamos convidá-lo pra jantar sexta.

Na sexta?

-Na sexta não dá. -Não.

Na sexta está ótimo. Adoraríamos.

É dia de São Félix, meu marido vai fazer pudim.

Ótimo.

-Pudim. -Amamos pudim, não é, pai?

É.

Então vemos vocês na sexta.

-Até sexta. -Até lá.

Até sexta.

Obrigada.

Você é insuportável, Camille.

Por favor, pai!

Vai ser legal, não? Pudim!

Consegue ver algo?

Não.

A água é nojenta, não vejo nem a vara.

Deve ter uns 60 cm de lodo aqui.

Está me puxando pro fundo dessa merda.

-Certeza que é aqui? -Acho que sim.

Não fica muito claro.

Disse que jogou perto do pontão.

Pode procurar perto dele?

Não adianta, já procurei.

-Vou sair. -Não quer verificar perto do pontão?

Estou falando, não vejo nada.

-Só acho que perto do pontão... -Marjo, não consigo ver nada!

O lago é enorme. Pareço um idiota usando isso!

Nunca vamos encontrar a arma.

Se quisessem que encontrássemos, mandariam detectores de metal.

Não é nosso trabalho, Marjo. Nem nossa função.

-Trouxe um frikandel para você. -Obrigado.

-Acho que encontrei algo. -Sério?

Dinant, vista para o rio Mosa. 250 mil euros. É bom, não?

-Sim, parece bom. -É exatamente o que procuramos.

O que foi?

Não deveríamos fazer as coisas com calma?

Nem sabemos se a transferência sairá.

Meu amor.

Esse homicídio é a nossa chance.

Se fizermos um bom trabalho, não negarão nosso pedido.

É, talvez,

mas prefiro ter certeza antes de comprar uma casa.

Está bem?

Está bem.

Está bravo?

Não...

Só estava vendo a gente lá.

Sobre o caminho de Dany Bastin.

Saiu da psicóloga às 18h.

A perícia diz que ela foi morta umas 18h30.

-São 20 minutos de carro. -São 15, se correr.

É, mas...

Já viu um assassino respeitar a velocidade?

Mas não teria muito tempo pra matá-la.

Cinco a sete minutos são mais que suficientes para matar.

Ainda mais com cutelo, um segundo.

Mas ainda não temos a arma do crime

nem sinal das estatuetas.

Deve ter perdido ao fugir.

Elas custam uma fortuna.

Se matou por elas, não perderia.

Não faz sentido.

Quanto custam?

20 mil euros cada.

Entendi.

Onde estava?

Na serraria.

Estava preocupada, esperei horas.

Acabamos tarde.

-Alguma notícia? -Não.

-Christian... -Pare de encher.

Não o conhece, não sabe de nada.

Fique de fora, não te interessa.

Tem que falar conosco, Dany.

Tem que explicar o que aconteceu.

Então, Dany, o que fazia no bosque?

-Dormi com a Clémence... -Mais alto.

Tem que enunciar as palavras. Não escuto.

Dormi com a Clémence.

No bosque de Angy.

Era onde nos encontrávamos.

Ela acordou antes.

Tinha trabalho na padaria.

Depois ouvi um som de tiro.

Pare de mentir, Dany!

Não tem ferida de bala.

A perícia não encontrou nada.

Em lugar nenhum.

Então pare com essa história do tiro.

A garota foi esfaqueada, Dany!

E pare de falar que era sua namorada.

Insulta a memória dela.

Entendeu?

Não fiz nada.

Sou inocente...

Certo, Christian.

Por que veio nos ver?

Eu o vi.

Quem?

Dany.

O vi matar Clémence.

Calma aí.

Mais devagar.

Explique com calma.

-Onde o viu? -No bosque de Angy.

Certo.

E o que estava fazendo lá?

Estava caçando.

Certo.

E ouvi um grito.

De uma mulher.

Fui até lá e o vi.

Estava lá, com ela.

Dany tentava beijá-la.

Quem era a garota?

Clémence Lorent.

Estava resistindo, quando Dany bateu nela.

Pegou uma faca e a atingiu.

Ele a matou.

O que está dizendo é muito sério, Christian.

Está ciente?

-Seu irmão pode ser preso... -Foi ele!

Merda.

Pode me mostrar como ele fez?

Assim.

Bom trabalho, filho.

Bom trabalho.

Assine isso para mim.

-Alô? -Entendi tudo errado.

-Yoann? -A polícia não coagiu o Dany.

Foi o irmão que o incriminou. O vi encenando o crime.

Acho que ele matou Clémence...

e acusou Dany para sair ileso.

Camille?

Camille?

Camille?

Oi, Christian.

-Feliz em me ver? -O que faz aqui?

Saia daqui ou chamo a polícia!

Você a matou?

O quê?

Vi o seu interrogatório.

Não mostrou o que viu, mas sim o que fez.

Não...

Chega. Pare de negar.

A matou e acusou Dany pra tirar o seu da reta.

Não matei ninguém! Me solte!

Ele passou nove anos preso.

Consegue imaginar como é? Nove anos em uma cela pequena?

Consegue, sim.

Deve ter adorado, afinal odeia seu irmão.

Por causa do seu pai.

Odeia tanto que o queria de volta na prisão.

-É isso? -Não.

Disse isso pra si mesmo? Matou Tilleul também?

Não, não matei ninguém.

Espero que não seja claustrofóbico, vai ficar muito tempo preso.

-Inventei tudo. -Do que está falando?

O assassinato, as facadas, inventei tudo.

-Mentira! -Tudo inventado.

Vi o seu rosto quando estava encenando.

-A matou e adorou. -Não a matei, juro.

-Está mentindo. -Não, amava aquela garota.

O quê?

Clémence, eu a amava.

Quando descobri dela e do Dany, fiquei louco.

Fiquei furioso, louco de ciúmes.

Os seguia e observava.

No dia da morte, estava lá.

Transaram,

fiquei atordoado.

Então vi Clémence se levantar e sair.

Dany dormia.

Então ouvi um tiro...

Clémence!

Correu para salvá-la.

Ele não a matou. Não fez nada.

Meu irmão é inocente.

Sabe o que está dizendo?

Ele passou nove anos preso!

Tentei dizer que era tudo mentira,

mas era tarde demais, não quiseram ouvir.

Juro que é a verdade.

Faria de tudo para mudar o que fiz.

Terá que nos ajudar.

Repetir isso pro juiz.

Dany?

Dany?

Dany, está ouvindo?

Vou ser honesto, tivemos alguns problemas.

Verificamos a confissão, mas não está completa.

E as esculturas?

Que esculturas?

Onde estão as três náiades que roubou dela?

Não sei.

Vamos encontrá-las de qualquer jeito.

Só estou tentando economizar tempo.

Seria bom se colaborasse. Juízes gostam disso.

Acho que as jogou no lago com a arma.

As jogou no lago?

Foi isso?

Jogou no lago?

Não sei.

Vamos dizer que jogou no lago.

Isso me ajuda.

Então, onde as jogou?

Digamos aqui, perto do pontão.

Tome. Pode assinar?

Obrigado, Dany.

Tenha um bom dia.

E boa sorte com o juiz.

A polícia os coagiu.

E todos fizeram vista grossa.

Juro que não sabia disso. A ficha parecia sólida.

Me avise de tudo que possa ajudar a exonerá-lo.

E quero falar com ele.

Imediatamente.

Pode contar comigo.

Sei que não sou o melhor pra dizer, mas...

lembre-se de manter distância.

Não se preocupe.

Alô, Dany.

Está ouvindo?

-Sou eu, Dany. -Jasmina?

É bom falar com você.

Está tudo bem?

Está.

Estamos investigando.

Sabemos que é inocente.

O seu irmão admitiu.

Mentiu sobre Clémence.

Nunca o viu matá-la.

Vamos provar que foi acusado injustamente,

que cumpriu pena sem motivo.

Sabe o que significa?

-Poderia mudar tudo para você. -Sim.

Agora me diga...

O que houve na casa da baronesa?

Dany, deve falar comigo.

Sei que está assustado, mas diga a verdade.

Não adianta.

Ninguém me escuta.

Faça isso. É importante.

Diga ao juiz que não estava lá no dia da morte.

-Que não a matou. -Acabou o tempo.

Tem que dizer a ele que é inocente! Faça isso.

-Vamos. -Diga ao juiz.

Alô?

Sr. Bastin, estamos aqui a respeito do homicídio de Astrid du Tilleul,

que ocorreu em 17 de maio de 2018.

Durante a custódia em 20 de maio de 2018,

o senhor assinou uma confissão detalhada do homicídio de Astrid du Tilleul.

Só preciso que repita o que disse ao comissário Gobert.

Matou Astrid du Tilleul?

Sr. Bastin, é uma pergunta direta.

O senhor matou Astrid du Tilleul, sim ou não?

Sim?

Dany se retratou.

Ele negou tudo.

Obrigada, Yoann.

-Não teria conseguido sem você. -Ainda não está salvo.

Eu sei.

Vou ajudar você.

Vamos conseguir.

Não, já fez o suficiente.

-Tenho os documentos, posso fazer tudo. -Falei que vou ajudá-la.

-Não queria parar de investigar? -Mudei de ideia.

Não se preocupe comigo, estou bem.

Vejo você amanhã?

Boa noite.

Até amanhã, Yoann.

Legendas: Gustavo Sobral

Legendei.com

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