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CONFISS�ES DE UM ESPI�O NAZISTA
H� meses se apresentaram v�rias pessoas nos tribunais,
de Nova York e na �rea do canal do Panam�,
acusadas de espionagem contra as for�as armadas dos EUA.
Chamadas como testemunhas, juraram dizer a verdade.
A hist�ria relatada ultrapassa a fic��o
e revela a exist�ncia de uma vasta rede de espionagem
contra as for�as militares, a�reas e navais dos EUA.
N�o sabemos e provavelmente nunca saberemos todos os fatos,
mas sabemos que, em rela��o a este pa�s
a hist�ria come�a numa pequena cidade escocesa em 1937.
L�, numa tranquila �rea residencial. . .
Bom dia, sra. McPherson.
- Uma bela manh�. - N�o �?
A senhora recebe muita correspond�ncia de todo o mundo.
Tenho muitos amigos que ainda se lembram de mim.
Poderia guardar os selos para o meu filho?
Ele gosta de colecion�-los.
Eu tamb�m coleciono. Desculpa.
� uma pena, sra. McLaughlin.
Patriotas germano-americanos,
desde a minha chegada da Alemanha h� 10 anos,
aprendi amar os EUA. Sim, amo a Am�rica
e acima de tudo porque suas ra�zes mais profundas
s�o essencialmente alem�s.
Em suas veias flui o esp�rito alem�o,
o sentido alem�o do dever e da perseveran�a.
Muitos dizem que n�s, os de nascimento ou ascend�ncia alem�,
somos apenas 8 milh�es nos EUA.
Mentem intencionalmente.
O n�mero real � de 30 milh�es.
A Am�rica foi fundada sobre o sangue e o esp�rito alem�o.
Como cidad�o,
como oficial da reserva da Marinha dos Estados Unidos,
digo que todos os de sangue alem�o temos que nos unir,
para que acreditem no destino alem�o da Am�rica.
Isso precisa ser implementado rapidamente,
combatendo incansavelmente as influ�ncias funestas
que nos destruiriam e � Nova Alemanha.
Tenhamos orgulho da nossa Nova Alemanha, do seu grande Fuhrer,
do nosso glorioso solo e nosso glorioso sangue.
Os alem�es t�m que tomar o poder que por direito lhes pertence.
N�s, alem�es dos Estados Unidos,
em breve exigiremos representa��o
nas cidades, distritos, estados e governos federais.
Os que nos combatem ter�o que perecer social e econ�micamente.
Estamos decididos a destruir os nossos inimigos completamente,
sem contempla��es.
Os alem�es precisam salvar a Am�rica do caos
latente na democracia e na igualdade racial.
N�s alem�es, temos que fazer dos Estados Unidos a nossa Am�rica.
Sieg Heil! Sieg Heil!
Uma carta urgente.
� da cl�nica do Dr. Kassell.
Um momento, por favor.
Sim, Karl. �timo, a reuni�o foi muito bem!
Onde est�? Vou imediatamente.
Desculpa, tenho coisas para fazer. N�o, n�o � profissional.
S�o assuntos do partido.
Karl, tenho direito de compartilhar tudo isso com voc�.
Ou talvez seja outra coisa que chama de assuntos do partido.
Lisa, j� chega de conversa.
V� para a cama e n�o se preocupe.
Est� bem.
Me espera l� fora.
O que disse?
Chegou uma carta resgistrada. Da Esc�cia.
Vejo mais tarde, mas guarde no cofre do escrit�rio.
E boa noite. N�o me espere acordada.
Foi um discurso maravilhoso.
- Nos acompanha? - Tenho que ver um paciente.
N�o gostou do meu discurso?
Sim e n�o. Gostaria de falar com voc� sobre isso.
Com muito prazer. Um dia desses.
Boa noite, senhores.
L� vai um homem como poucos.
Por que diz que os alem�es devem ter o poder aqui?
N�o somos todos americanos na Am�rica?
Se lesse mais e ouvisse com aten��o saberia que Hitler disse
que a P�tria � onde os alem�es pisam a terra.
Cozinha alem�, n�o h� outra melhor.
Comer, s� pensa em comer.
H� coisas mais importantes hoje em dia.
Coisas que ouviu esta noite, servir a sua P�tria.
Agora estamos na Am�rica.
Esta � a oportunidade que n�o podemos perder.
Precisa de ambi��o, Werner.
Ambi��o, para qu�?
Voc� vai ver. N�o falta muito.
Durante o m�s de mar�o de 1937 se aproximou v�rias vezes
na biblioteca p�blica de Nova York, um homem que consultava
o livro "Espionagem Alem� na �ltima Guerra",
do Chefe dos Servi�os Secretos Militares do Reich,
o coronel Ulrich von Hauptmann, sob a falsa identidade
do ex-oficial da For�a A�rea dos EUA,
com acesso aos segredos do ex�rcito e da avia��o.
Schneider oferece seus servi�os como espi�o nazista,
dirigindo a carta ao jornal particular de Hitler,
o "Volkischer Beobachter", de Berlim, de onde � expedida,
para a distribui��o no Minist�rio da Guerra na Alemanha.
Aqui, com precis�o met�dica, a carta � entregue
para o Servi�o Secreto da Marinha,
onde chega em aten��o ao capit�o-tenente Wilhelm Straubel,
que a apresenta ao seu superior, o capit�o von Eichen.
Nossos agentes na Am�rica Central elaboraram um mapa topogr�fico
da ilha Escudo de Veragua.
A que dist�ncia fica do canal do Panam�?
Cerca de 100 milhas.
Envia isso ao Minist�rio da Marinha.
Isso � tudo sobre a Am�rica Central?
Nossos agentes em Los Angeles obtiveram os projetos
de um trem de pouso retr�til
usado nos novos bombardeiros do ex�rcito.
Um esbo�o da melhoria na mira das metralhadoras dos navios.
Para o Minist�rio da Aeron�utica.
E os planos da mobiliza��o do ex�rcito da costa leste?
- Ainda n�o conseguimos. - Por que n�o? Tiveram 3 meses.
Lamento. Fazemos o poss�vel.
Todos os dias captamos novos agentes,
para aumentar nossa efic�cia nos EUA.
H� 12 homens prontos para sua aprecia��o e aprova��o final.
Que tal esse Kurt Schneider?
Foi contatado em Nova York nesses �ltimos tr�s meses.
As informa��es s�o favor�veis.
Um homem que escreve para um jornal
como se respondesse um an�ncio
parece um pouco simples.
Talvez, mas suas investiga��es mostram que � voluntarioso.
� o que conta. Enfim, os americanos s�o gente simples.
N�o precisa de um lobo, onde uma toupeira pode servir.
Como sabemos que n�o � um agente do governo dos EUA?
N�o acham necess�rio ter contra-espionagem.
Deu instru��es espec�ficas para este homem?
Mandei ele obter o c�digo secreto de r�dio
utilizado pelos avi�es e as esta��es terrestres.
Acho que chama C�digo Z.
Al�m de um relat�rio sobre o n�mero tropas estacionadas
na �rea de Nova York. Em caso de d�vida,
sugiro mandar o Schlager contat�-lo
- quando chegar em Nova York. - O Bismarck j� saiu?
Sim, deve estar em alto mar.
Radiograma para Franz Schlager, a bordo do N/M Bismarck.
Contate Kurt Schneider, rua Clinton, 76, Nova York.
Todo o mundo est� unido para impedir que a Alemanha
ocupe o seu lugar ao sol.
Portanto, o amado F�hrer pede vigil�ncia constante.
Por isso os re�no no in�cio de cada travessia,
para lembr�-los que, como bons nacional-socialistas,
t�m que ter sempre alerta os olhos e ouvidos.
Se por algum motivo suspeitam que algu�m � o inimigo
devem me dar o nome dessa pessoa imediatamente.
Sabendo quem s�o os inimigos, saberemos a quem destruir.
E quando os tenhamos destru�do, poderemos cumprir a promessa
do nosso sagrado Horst Wessel:
"Amanh� o mundo ser� nosso". Heil Hitler!
Mais uma coisa!
Ningu�m pode ser chamado de alem�o
a menos que seja Nacional-Socialista.
E n�o pensem que quando desembarcarmos em Nova York,
poder�o escapar do olho protetor do seu governo.
Podem se retirar.
O que queria dizer com "olho protetor"?
Voc� fala demais e logo ver�.
Bem, que tal?
Falta de interesse. Todos muito parados.
Eu sei, mas a bordo tem que considerar os passageiros.
Foi sua primeira visita � Alemanha?
- N�o. Nasci na Alemanha. - Sim, aonde?
Em Luneburg, conhece?
Sempre recebemos velas de Natal de l�. Cheiram muito bem!
Cheiro de mel e urze.
Tem urzes a perder de vista e rebanhos no fundo roxo.
E o lago da aldeia com marrons.
Tudo muito antigo e tranquilo!
Quando crian�a, eu e meu irm�o brinc�vamos l�.
E acha que mudou?
N�o h� mais cordeiros.
H� um quartel de tropas de assalto de Hitler no meio das urzes.
Minhas pastagens est�o dentro de um campo de concentra��o.
Minhas amigas falam baixinho, quando falam. . .
Ainda tem fam�lia l�?
Meu irm�o, alguns parentes e seus filhos. Oxal�. . .
Acredita nesse sistema?
Acredito no destino e objetivos do III Reich
e do nosso F�hrer Adolf Hitler.
Est� pronto.
Estamos vigiando o segundo maquinista.
- Que o terceiro ocupe seu lugar. - Motivo?
N�o ser� preciso lembr�-lo
que a Gestapo n�o justifica as suas ordens.
Franz. . .
Herr Schlager. Posso falar a s�s com voc�?
Pode falar, senhorita Kleinheuer. Estes senhores s�o amigos.
Queria denunciar uma mulher.
- Como se chama? - Anne Keller.
� cidad� alem�?
Eu n�o sei.
- Como voc� n�o sabe? - Eu n�o perguntei.
Claro! As mulheres nunca pensam.
Descobriu se tem fam�lia viva na Alemanha?
Vamos! Endere�os?
Eu n�o sei. Mas sua fam�lia mora em L�neburg.
Obrigado. Pode ir.
Hilda!
Desculpa meus modos, mas diante daqueles homens. . .
- Quem s�o? - Da pol�cia secreta do estado.
Gestapo?
- Vai se instalar em Nova York. - A Gestapo em Nova York?
N�o diga nada. Tenho que voltar.
Disseram para nomear o Fischer como segundo maquinista.
N�o protesto contra a disciplina do partido.
N�o tenho nada a ver com o que o segundo fez ou disse.
Mas me preocupa quando me for�am promover um homem
s� porque � um bom nazista.
Vou colocar as coisas no lugar. Ainda comando este navio
e nenhum chefe pol�tico vai desmoralizar a tripula��o.
Voc� me chamou?
Venha, Schlager.
Entendi que mandou substituir o segundo maquinista.
Com que direito interfere no pessoal deste navio?
Como chefe pol�tico.
Estamos no mar, Schlager. N�o quero pol�tica a bordo.
Wilhelm voltar� ao seu posto.
Sugiro, senhor comandante, que n�o se precipite.
Se atreve a sugerir alguma coisa?
Sempre d� mal resultado interferir nos assuntos da Gestapo.
Ent�o foi a Gestapo que ordenou a substitui��o do Wilhelm?
Mas, por qu�?
Aprendi a n�o questionar as raz�es da Gestapo.
Sugiro, para o seu bem, fazer o mesmo.
Deseja saber algo mais, senhor comandante?
- N�o. Pode se retirar. - Heil Hitler.
Talvez tenhamos vivido muito.
J� estamos mortos, Klauber. Nossas fam�lias na Alemanha,
- continuam vivas. - Ref�ns da press�o dos nazistas.
13 de agosto de 1937. Em Stuttgart, Alemanha.
Milhares de nacional-socialistas de todo o mundo
se re�nem num congresso de alem�es que vivem no exterior.
N�s nacional-socialistas, rejeitamos qualquer alem�o
cuja ambi��o � se integrar ao povo do pa�s onde vive.
S� � um completo alem�o o cidad�o
que sempre e em todo lugar permanece como alem�o.
Os alem�es nos EUA devem se encaminhar
� unidade nacional e � f� comum de todos os alem�es.
Como companheiros de ra�a, como alem�es, devemos nos rebelar
diante deste pa�s basicamente inculto.
E sabemos que para libertar a Am�rica, temos que destruir
a corrente que apoia a corrupta pol�tica americana.
E essa corrente � a Constitui��o dos EUA.
E devemos abrir uma brecha na parede,
antes de resolvermos os problemas da Am�rica.
Essa parede � a "Carta de Direitos".
Como quer se livrar da Constitui��o e da Carta de Direitos?
Quem � voc�? Membros da Liga Germano-Americana?
N�o. Perten�o � Legi�o Americana.
Sente-se.
Muitos de n�s, americanos, combatemos os alem�es
j� que pens�vamos que valia a pena lutar.
Por que n�o responde? Por que se cala?
E quem � voc�? O que quer?
Centenas de milhares de americanos, alem�es de nascimento,
s�o totalmente contra voc�s, os nazistas.
N�o podem fazer crer a ex-soldados
que todos os alem�es da Am�rica s�o traidores como voc�s.
Lutaremos frente a frente pela democracia.
Convertem a democracia numa f� fan�tica.
N�o vale a pena discutir com voc�.
S� entender� a lingua da forca.
Falta pouco para falarmos essa lingua.
N�o queremos "ismos" neste pa�s, s�mente americanismo.
Se n�o gostam de estar aqui porque n�o. . .?
Tenho direito de falar numa reuni�o.
Estamos num pa�s livre. E assim deve ser.
N�o � assim que se lida com isso, doutor.
Por que n�o protesta diretamente ao ministro da Propaganda?
Sua aprova��o foi obtida. Sua 1� miss�o ser� a seguinte:
Qualquer informa��o militar confidencial dispon�vel,
obter o c�digo secreto de comunica��o,
tamb�m a for�a de tropas estacionada na �rea de Nova York.
H� algu�m em casa?
Ol�, rapaz.
T�o cabisbaixo? E a Helen? Alguma novidade da sua terra?
- Nada importante. - O qu�? � o aluguel?
O aluguel est� sempre atrasado.
- O que faz hoje em casa? - Tenho licen�a at� segunda-feira.
Tamb�m est� em casa?
Agora terei que aturar os dois. Como se n�o bastasse um.
Casei com voc�. N�o com o seu amigo.
Ver voc� a� parado, sem fazer nada, me deixa doente.
N�o estou parado sem fazer nada. Estou pensando.
A �ltima vez que pensou, desertou do ex�rcito.
para n�o ser preso por desvio de fundos da companhia.
Hoje n�o foi trabalhar porque tinha que pensar
e deixou o trabalho noturno na escola de idiomas,
para ter mais tempo para pensar
e ir a essas horr�veis reuni�es nazistas.
Se pensasse menos ficar rico r�pido
e mais em pagar o aluguel e o leite do beb�. . .
Terei muito mais que isso. Voc� vai ver.
Sentir� orgulho de ser a mulher do Kurt Schneider.
- L� vai voc� de novo. - Vamos, Werner.
Nada disso. Levar� o beb� para passear.
Onde j� se viu, pedir isso para um homem como eu?
O problema da Helen � que n�o entende
que um homem como eu, ou faz coisas importantes, ou � infeliz.
Mas n�o confio que as pessoas me entendam.
Inclusive Hitler viu e as quis para demonstrar sua genialidade.
E veja onde est� agora. Vamos sentar aqui.
Na reuni�o da Liga de ontem disseram
que falta pouco para Hitler dominar o mundo.
Werner, preciso de um favor seu, posso contar com voc�?
Claro que sim. Por qu�?
Queria te dizer uma coisa. Mas, posso confiar em voc�?
Pode contar comigo para tudo.
Estaria desesperado se n�o me desse um quarto e comida,
enquanto procuro trabalho.
Tenho que ter absoluta confian�a em voc�.
Claro. O que foi?
Perten�o ao Servi�o Secreto alem�o.
Sou dos mais confi�veis. Recebo instru��es de Hitler.
Falta pouco para estar a frente de toda a espionagem alem�
- nos Estados Unidos. - Ganhar� rios de. . .
O dinheiro n�o � tudo, Werner. Preciso da sua ajuda.
O que voc� quer?
Promete n�o contar a ningu�m o que vou te dizer.
Me consiga o c�digo secreto
usado entre os avi�es militares e as bases terrestres.
O C�digo Z. . .
N�o posso. Se descobrirem, vou para a corte marcial. . .
N�o diga bobagem. Fa�a e ser� famoso, rico. . .
�timo! Sabia que n�o me deixaria em apuros.
- Kurt, n�o sei se. . . - N�o vai custar nada.
- N�o � t�o f�cil. - N�o sabe como conseguir?
Consiga. Tenho coisas mais complicadas para pensar.
Como posso saber quantas tropas tem em Nova York?
Talvez perguntando em cada regimento. . .
Nada disso. Deixa, j� achei um jeito de saber.
Quando coloco algo na cabe�a vou at� o fim.
Dias depois, chamaram o Hospital de Fort Wentworth.
Hospital de Fort Wentworth, quem est� falando?
O Major Wilton?
Vou dar uma palestra para um grupo de m�dicos
e preciso de dados estat�sticos sobre as vagas hospitalares.
Sim, Major. Entendo. Para entregarem
na esquina nordeste da Rua 93 com a Avenida Lexington.
Ser�o entregues a voc�, Major, que estar� em roupas civis.
Sim, agora mesmo, Major.
Um sorvete de chocolate.
Conseguiu?
�timo. Onde est�?
Aqui n�o. Depois.
E conseguiu os seus dados? Est�o a caminho.
- O que vai tomar? - Um sorvete de abacaxi.
- O que est� a caminho? - Os dados m�dicos.
E para o que quer?
Se tivesse que descobrir quantos soldados tem em Nova York,
iria regimento por regimento, Certo?
Mas o que t�m a ver os dados m�dicos com isso?
N�o � verdade que sempre contam a porcentagem de pacientes
em rela��o ao total de homens que tem na �rea?
N�o tinha percebido isso.
Tem muito para aprender comigo.
Nesta vida tem que ter c�rebro e ousadia.
Fique aqui.
Sou o Major Wilton. Chegou dez minutos atrasado.
- Foi o tr�nsito, Major. - Me d� esses relat�rios.
Desculpa, Major. O taxi. . .
- Quanto �? - Dois e noventa.
Fique com o troco.
- O sr. Schneider est�? - N�o.
Chegar� logo?
Devia ter chegado j� uma hora.
- Podemos esper�-lo? - Por que n�o?
Esperem na sala, por favor.
- Fiquem a vontade. - Obrigado.
- Onde estava? - Assuntos importantes.
Posso imaginar. Tem umas pessoas te esperando.
Livre-se deles logo, mas a comida estar� intrag�vel.
Acha que j� o descobriram?
Idiota! Vai para a cozinha e n�o deixa a Helen vir.
Voc� � o sr. Schneider?
Deixa eu me apresentar. Sou Franz Schlager.
A srta. Keinhauer.
Podemos falar sem ningu�m se intrometer?
Por qu�?
Temos amigos em comum na Alemanha: o coronel Nicolai,
Herr Schiller, os srs. Jaeger e Schmidt.
- Vem em nome deles? - Em nome de Herr Schiller.
Tem algum documento para provar?
Bastar� saber que suas �ltimas instru��es
eram obter um certo c�digo da For�a A�rea
e o n�mero de tropas estacionadas na �rea de Nova York?
Isso mesmo.
Vamos ao que interessa. E sobre a �ltima carta?
Eu ofereci os meus servi�os � P�tria,
mas ela ainda n�o ofereceu me pagar nada.
- Antes voc� tem que ganhar. - Eu fiz.
- S� preciso saber quanto. - Conseguiu alguma coisa?
Acho que isso vai lhe interessar.
O C�digo Z. Muito bem.
Mas n�o pedimos nenhum relat�rio m�dico.
Veja que diz o percentual de pacientes por regimento.
Uma aritm�tica simples dar� o total de homens da �rea.
Bem, conseguiu alguma coisa. Coloque na pasta, Hilda.
Poucos se atreveriam fazer o que eu fiz.
Lhe daremos 50 d�lares por m�s.
Isso n�o � nada. Tenho uma fam�lia para sustentar.
Fa�a algo que se note e ter� pagamento extra.
N�o considera o que dei "algo que se note"?
O que queremos s�o os projetos dos porta-avi�es.
e os planos de mobilidade do Leste da Marinha.
Queremos informa��es sobre os experimentos de detec��o de avi�es,
realizados em Fort Monmouth.
Por isso, receber� pagamentos extras.
Aqui est� seus 50 d�lares. Boa noite, Schneider.
Acho que o que dei vale um dinheiro extra.
N�o damos 50 d�lares por nada.
Se n�o quiser. . .
Assim, sim. De voc� depende ganhar mais ou n�o.
E lembre-se que n�o � f�cil nos enganar.
Pode confiar em mim.
Envie a correspond�ncia para a sra. Mary McLaughlin, na Esc�cia
e assine com o nome "Espada".
Tomarei nota.
� melhor anotar na cabe�a. Tem telefone aqui?
� o sr. Doutor?
"Espada". Mary McLaughlin, rua Cathcart, 1.
Estarei no caf� em uma hora. Tudo perfeito.
Os dois homens de quem falei estar�o a�.
Adeus, Schneider.
- Adeus. - Heil Hitler.
Vamos, Hilda.
Cheguei a admirar Hitler, j� que pensei que representava
a humilha��o do povo alem�o diante das injusti�as
praticadas ap�s a guerra.
Mas, se aproveitou dos nossos sentimentos para os seus fins.
O que se tornou a Alemanha, antes respeitada?
Nos fez passar por selvagens aos olhos da civiliza��o.
Eu n�o manifestaria essas id�ias t�o abertamente.
Tem raz�o. N�o podemos nos deixar levar
por homens como Kassell.
O Kassell acha que pode estender o mesmo �dio aqui.
Mas a maioria dos alem�es que vivem aqui na Am�rica
t�m vergonha da m� fama que est�o dando
e se op�em violentamente a essas ideias.
Cuidado. N�o fale muito alto. Algu�m poderia ouvir.
Est� falando com dois dos nossos melhores agentes.
Heldorf, que trabalha numa grande f�brica de muni��es
e Walter Westphal. Pessoalmente, n�o tenho nada contra Greuzwald.
Mas com suas cr�ticas come�a comprometer a nossa miss�o.
Sabe que aqueles homens s�o nossos agentes?
N�o! Mas pode convenc�-los que � uma causa perdida.
O partido n�o quer cr�ticas. S�mente obedi�ncia.
Receberemos este senhor no reservado do fundo.
Saiba que ningu�m ama mais a P�tria que eu.
Mas, como os americanos ter�o rela��es culturais
com um regime cujo marco � destruir a cultura alem�,
com m�todos que despertou a ira do nosso pr�prio povo?
Boa noite, senhores.
Como est�, Westphal?
Greutzwald e eu est�vamos come�ando uma discuss�o.
Sim, ele e eu somos velhos inimigos.
Mesmo sem concordar com ele.
Obrigado, Doutor.
De nada. S� teria gostado de ter dito a palavra "discri��o".
Disse que era um homem honesto, Dr. Kassell.
Pensei no que me disse naquela noite,
do incidente da Liga. Gostaria muito de falar sobre isso.
- A s�s? - Com prazer.
N�o se incomodem. Iremos ao reservado do fundo.
N�o podemos nos permitir o luxo de ter opini�es diferentes.
Greutzwald tem raz�o.
O partido est� se tornando muito desafiador neste pa�s.
N�o seja idiota.
Eu apenas n�o queria estar metido em tudo isso.
Se eu fosse voc� n�o falaria assim.
Para a vit�ria da causa, todos devem pensar como um s�.
Disse que estar�amos sozinhos.
Estes senhores talvez possam unir nossas diverg�ncias.
Temos instru��es para voc�. Retornar� para a Alemanha.
Por qu�? O que � isso? Quem s�o voc�s?
Desculpa, esqueci das apresenta��es.
O sr. Hintze e o sr. Wildbrandt, membros da Gestapo.
Voc� se tornou muito perigoso aqui.
S� queria apontar os perigos da pol�tica equivocada.
H� sempre um lugar para a cr�tica honesta.
Quando se tornou membro do Partido Nacional Socialista,
jurou fidelidade ao F�hrer
e obedi�ncia cega � disciplina do partido.
Acreditei no nacional-socialismo e confiei no F�hrer,
mas agora n�o sei o que � o partido. . .
Ningu�m discorda do partido. Na Alemanha voc� entender�.
N�o quero voltar � Alemanha. N�o fiz nada.
N�o podem fazer isso. Ainda estamos na Am�rica.
N�o fiz nada com maldade. N�o quero voltar � Alemanha.
Por favor. . . n�o fiz nada.
Deixem-me sair. Eu n�o fiz nada.
"Neve nos Alpes perfeito para esqui. Venha. Imediatamente".
"Importante confer�ncia em Berlim. Venha. Imediatamente".
N�o entendo como n�o me deixa subir a bordo com voc�.
� uma viagem secreta. N�o quero que te vejam comigo.
Fa�a o que eu pe�o, por favor. Adeus e tome cuidado.
Vou escrever com frequ�ncia. Se perguntarem, fui para Maine.
O Dr. Kassell encontra uma Alemanha totalmente diferente
da que havia deixado h� 10 anos. Seguindo fielmente o programa
da nova B�blia de Adolf Hitler, "Mein Kampf",
o Partido Nazista criou uma nova sociedade fascista
baseada no culto devoto ao super-homem ariano.
Uma nova cultura fascista
imbu�da na glorifica��o da conquista e da guerra.
Um sistema de vida fascista em que o homem, mulher e crian�a
t�m que pensar, falar e fazer o mesmo.
Uma imprensa fortemente censurada
com todas as not�cias retocadas pelo Minist�rio da Propaganda.
Uma literatura fascista
privada de seus maiores escritores e poetas!
Uma nova religi�o que ridiculariza a fraternidade e a igualdade
do homem diante de Deus. Uma economia fascista que diz:
armas, sim; p�o, n�o. Uma filosofia fascista
com uma ordem suprema: a obedi�ncia cega ao F�hrer.
O homem levou seis s�culos para se livrar da barb�rie medieval,
mas em 6 anos os nazistas de Hitler
expandiram sua sombra negra por toda a Terra.
� realmente fant�stico. � um orgulho ser alem�o.
- Seu entusiasmo nos tranquiliza. - Mas acho que n�o � inesperado.
N�o. Fez um excelente trabalho nos Estados Unidos.
Muito obrigado, excel�ncia.
Decidimos coloc�-lo � frente de todas as atividades nos EUA.
Sinto-me honrado, excel�ncia. S� espero que. . .
Haver� uma pequena altera��o nos nossos m�todos.
O nacional-socialismo parecer� defender o americanismo.
Ao mesmo tempo, desacreditaremos as condi��es de vida l�,
para que todos admirem e invejem a vida na Alemanha.
Tem que incitar o �dio racial e religioso,
com base no ariano americano. Que despertar o �dio de classe,
para que o trabalhador e a classe m�dia
se confundam e achem antagonico. De qualquer forma
poderemos dominar a situa��o.
Vai precisar de muito dinheiro e propaganda.
O dinheiro n�o vai faltar.
Os barcos levar�o tr�s vezes mais propaganda do que t�m levado at� agora.
Os Estados Unidos ser�o divididos em tr�s partes,
cada uma com um chefe de estado. Uma central em Nova York,
uma em Chicago e outra em Los Angeles.
Ter� o nome dos nossos agentes
e coordenar� todas as suas atividades.
Trabalhar� para que todas as cidades americanas
tenham nossa propaganda.
E o lema ser�: "Am�rica pela Am�rica".
Lembre-se, o nacional-socialismo ser� um fim e n�o um meio.
Este americanismo ser� parte da nossa nova su�stica.
"A propaganda nazista impressa em grandes quantidades na Alemanha"
"e ajustada ao conceito alem�o oficial da estupidez massificada"
"� enviada em cargueiros alem�es que se dirigem aos EUA".
"Sua finalidade � alterar as ideias-chave de um povo amante da liberdade".
"O material chega aos portos americanos, desembarcam secretamente"
"e carregados em caminh�es para ser distribu�do em todo o pa�s".
"Nova York, Boston e Nova Orleans",
"os vastos distritos agr�colas de Minnesota, Illinois e Wisconsin",
"as cidades litor�neas de S�o Francisco, Seattle e Los Angeles",
"os grandes centros industriais de Chicago, St. Louis e Detroit",
"os centros produtores de trigo de Kansas City, Minneapolis e St. Paul".
"Carregamentos enormes, um dil�vio de propaganda virulenta e imunda",
"posta em circula��o pelos nazistas e alguns simpatizantes americanos",
"dispostos a violar os princ�pios b�sicos da cidadania americana".
"Com a ajuda dos descontentes, os desonestos e os desleais",
"lan�am uma intensa campanha"
"para atrair adeptos �s doutrinas que glorificam o �dio e a for�a bruta".
"A enxurrada de propaganda nazista tenta se apoderar"
"de toda a vida americana incitando preconceitos raciais",
ridicularizando a democracia, tentando derrubar"
"a atitude de toler�ncia e respeito pelos direitos das minorias"
"que permite a qualquer um ser considerado um ser civilizado".
"Outras for�as, impulsionadas pelo servi�o secreto nazista"
"operam agora em centros da defesa dos Estados Unidos".
J� n�o aguento entrar em casa. S�o contas e mais contas. Contas e mais contas
E a Helen n�o me deixa um segundo.
A P�tria n�o lhe paga muito pelo seu trabalho.
E se voltasse a ensinar alem�o � noite?
Isso n�o d� para nada.
� o Coronel Austin, comandante de Fort Colton e seus adjuntos.
Pegar�o um avi�o para Washington.
O comandante de uma unidade
deve ter os planos de mobiliza��o da �rea, certo?
Acho que sim.
Acho que sei como conseguir dois mil d�lares.
- Brutal! Uma osadia! - Do que est� falando?
N�o confio em Schlager. Al�m de se apropriar dos trunfos,
- garanto que fica com o dinheiro que � para mim. - Que dinheiro?
O dinheiro para pagar os planos de mobiliza��o.
N�o deixarei que me manipule. Eu mesmo escreverei para a Alemanha.
Espero lembrar o endere�o da casa na Esc�cia.
Hoje tem um selo interessante. � japon�s, n�o?
- Voc� � a Sra. McLaughlin? - Sim, sou eu.
- Podemos entrar? - Por qu�? Quem s�o?
Servi�os Secretos Militares Brit�nicos. Voc� est� presa.
Gra�as � curiosidade de um carteiro
� descoberto que a sra. McLaughlin � a base europeia
de uma rede de espionagem nazista espalhada por todo o mundo.
Isso origina um telegrama transatl�ntico.
O Coronel Austin comparecer� numa reuni�o secreta
levando consigo os planos de mobiliza��o e defesa.
Tem que roubar os planos, se necess�rio, inclusive mat�-lo.
A carta est� assinada por "Espada".
Tentamos localizar esse tal "Espada".
- Alguma pista? - Pensamos que sim.
H� tr�s semanas, "Espada" se identificou nesta carta
como um ex-oficial com bons contatos em Monroe Field.
Ent�o nos concentramos em todo oficial ou pessoa
que tenha qualquer influ�ncia em Monroe Field.
Tentamos tudo, mas n�o conseguimos nada.
Pe�o para o FBI conduzir o caso.
Devemos encontrar esse tal "Espada".
Isso � um pouco fora da nossa linha de a��o.
At� onde sei, o FBI nunca fez trabalho de contra-espionagem.
Algu�m tem que fazer. Eu n�o posso. Todo o pessoal
que os servi�os secretos militares t�m em Nova York
somos eu e um assistente.
O governo n�o considera necess�rio em tempo de paz.
� estranho. Pelo n�mero de espi�es enviados,
parece que j� est�vamos em guerra com a Alemanha.
Ou que a Alemanha est� em guerra contra n�s. Em todo o pa�s,
h� reuni�es de Ligas, que treinam abertamente
para a luta de rua e o uso de armas e baionetas.
O pa�s inteiro est� inundado de propaganda nazista.
Se unirmos esses dois elementos, teremos a id�ia
que essas tropas de assalto est�o treinando
para terminar o que a propaganda inicia.
Talvez de uma forma diferente, mas n�o deixa de ser uma guerra.
E qual � o papel da espionagem em tudo isso?
Quem escreveu tudo isso obviamente � alem�o.
mas n�o � um espi�o profissional.
N�o sabemos nada dele.
Talvez n�o procuraram no lugar certo.
Eu procuraria nas Ligas e organiza��es pr�-nazistas.
Se este homem � amador, por que se tornou espi�o?
Ele ouviu os discursos e leu os panfletos
sobre a Alemanha nazista e acredita em tudo.
Infelizmente tem milhares como ele na Am�rica.
Uns entusiastas desmedidos que deliram com Hitler
levados por uma propaganda que os convertem
em super-homens. Ser� nas organiza��es nazistas-americanas
onde encontraremos o seu homem. Isso se o encontrarmos.
Ordem! Olhar � direita!
Aqui est� o tipo de juventude germano-americana
que queremos construir.
- Como se chama? - Gottfried Semmel.
- Cargo? - Comandante de Pelot�o.
Defende os princ�pios do nosso glorioso F�hrer?
Heil Hitler!
Aten��o! Olhar � esquerda!
Quais s�o os ideais da mulher alem�?
Servir o nosso F�hrer.
Criar os nossos filhos at� serem chamados para o ex�rcito.
Muito bem.
Nenhum alem�o no estrangeiro pode esquecer
que sempre e em qualquer lugar � um peda�o da Alemanha.
Devemos advertir as democracias
que estamos prontos para proteger os alem�es em todo o mundo.
E a voc�s, juventude nacional-socialista da Am�rica,
entrego os sinceros cumprimentos do nosso amado F�hrer.
Parab�ns, Krantz. Me sinto como se estivesse em Berlim.
Devia come�ar a trein�-los com escopetas e rev�lveres.
J� est�o.
Pode entrar.
Franz Schlager est� aqui?
- Quem quer v�-lo? - Diga que � Kurt Schneider.
Sente-se. Vou dizer.
Diga ao Schlager que um certo Franz Schneider est� aqui.
Um jarro.
Eu n�o dormi a noite toda para acabar com isso.
Tem um tal de Schneider a� fora preguntando por voc�.
Diga-lhe para esperar.
Helldorf � um dos nossos melhores homens.
Est� na Companhia de muni��es de Nova Jersey. . .
Tem tantas mudan�as nas armas anti-a�reas
que foi extremamente dif�cil fazer essas c�pias.
� claro que n�o construiu na sua f�brica.
Tudo foi feito em casa, de mem�ria.
Excelente trabalho.
Tudo foi calculado rigorosamente em escala.
O nosso Minist�rio da Aeron�utica apreciar�
o g�nio inventivo americano.
Tenha muito cuidado com este modelo durante a viagem.
N�o se preocupe. Hilda merece plena confian�a.
Quando entregar ao capit�o-tenente Straubel, em Hamburgo,
quero que mencione o valor do nosso amigo Helldorf.
E quanto a Westphal, sei que sua f�brica
est� construindo um super tanque para os destroyers.
Quando teremos esses planos?
N�o sei. Est�o muito bem guardados. � perigoso.
O que voc� tem? Est� com medo?
- Sim. E se me pegam? - Estar� devidamente coberto.
- Tenho esposa e dois filhos. . . - Ter�o orgulho de voc�.
Voc� n�o entende. S�o americanos.
Em vez de sentir orgulho de mim, me consideram um traidor.
O que pretende? Diga.
Quero me desligar disso tudo.
Fala s�rio, sr. Westphal?
J� ouviu falar de uma organiza��o chamada Gestapo?
Acho que n�o devemos nos preocupar com nosso amigo.
Claro que n�o. Eu n�o. . . n�o sabia o que estava dizendo.
Claro que n�o.
Realmente n�o era nada. Desculpa.
N�o tem problema. Desta vez esqueceremos.
- Uma cerveja. - Obrigado.
Pode informar o capit�o-tenente Straubel
que na pr�xima viagem levar� os documentos.
O tal Schneider pede para te lembrar que est� aqui.
J� vou. Com licen�a, senhores.
- Qual � ele? - Aquele sentado ali.
- Queria me ver? - Sim, senhor,
precisava saber se o Schiller deu alguma mensagem para mim.
J� recebeu suas instru��es.
Pensei que havia dado um recado pessoal para mim,
em resposta � carta que lhe escrevi.
Sim, uma carta com o endere�o da Esc�cia.
- O que v�o tomar? - Duas cervejas.
Seja mais discreto ao mencionar nomes em lugares p�blicos.
Sobre o que era a carta?
Um plano que concebi para obter os planos
de mobiliza��o e defesa, sequestrando um oficial importante.
E voc� conseguiu?
N�o comecei ainda. Esperava a confirma��o
e que dissessem quanto iam me pagar.
Sempre preocupado com dinheiro.
Minha esposa vai ter um beb�. Preciso de dinheiro.
Ent�o � melhor esquecer essa loucura de plano
e se concentrar em nossas instru��es.
Por exemplo, precisamos de uns passaportes americanos.
Sim. Para os nossos agentes que v�o para a Am�rica do Sul.
- Passaporte em branco? - � igual. Velhos, vencidos.
Pagaremos cinco d�lares extras por cada um.
E espero receber algo em breve
que justifique os 50 d�lares por m�s.
Harold Mittchell, sub-secret�rio de Estado.
Estou aqui em Nova York, em viagem confidencial.
Preciso de 35 passaportes em branco, agora.
Que sejam entregues no Hotel Atlanta.
O sr. Harold Mittchell. Sim, no Hotel Atlanta.
� um pedido pouco comum. Terei que confirmar. . .
N�o tenho tempo a perder. � um assunto do MNE.
Quero que me entreguem os passaportes
em meia hora.
Sim, sr. Mittchell, j� os envio.
Ramal 615.
� o Mittchell novamente. Pensando bem,
conseguirei os passaportes amanh�, em Washington.
N�o tem problema. Vou entregar-lhe em meia hora.
No Hotel Atlanta. N�o tem problema.
Ponha-me com a pol�cia.
Estava pensando que. . .
Sim, entendo perfeitamente. S� um momento.
N�o, ainda n�o chegou.
Tem um hor�rio dos trens?
V� para a janela da entrada.
Ponha-me com a Western Union.
Quer que o recolhamos no Hotel Atlanta?
E deve ser entregue em nosso escrit�rio da Grande Central?
Tem uma entrega para o sr. Mittchell?
Temos instru��es para levar para o nosso escrit�rio da Grande Central.
Um rapaz da Western Union diz que tem que levar
para o seu escrit�rio da Grande Central.
Pode entregar.
Pelo amor de Deus! � uma hora. Vai ficar acordado a noite toda?
Vai dormir e me deixe em paz.
� da Western Union Central? Tem alguma entrega para o sr. Mittchell?
Poderiam enviar ao vosso escrit�rio da rua Varick?
Pegarei amanh�.
� claro, sr. Mittchell. Obrigada.
- Onde voc� disse? - No escrit�rio da rua Varick.
Sim, senhor. Enviarei um rapaz com o pedido.
Limpar?
Ponha o outro.
O qu�? Ainda n�o terminei.
- Terminou? - Agora sim.
Vai al� me buscar um pacote.
Pegue dois d�lares para pagar. Diga que � para o sr. Mittchell.
Aqui est�. Sobrou 40 centavos.
Um momento, sr. Mittchell. Queremos falar com voc�.
- Sobre o qu�? - Sobre este pacote.
Por que foi detido? Ele passa os dias pensando, mais nada.
Eu sabia que cedo ou tarde isso aconteceria.
N�o h� nada aqui, Mac.
Eu j� disse. Digam, por que foi detido?
O que procuram? N�o t�m direito
de incomodar as pessoas no meio da noite.
Seu marido negocia com compra e venda de peles?
Claro que n�o. Por qu�?
Esque�a. Desculpa o incomodo. Boa noite, sra. Schneider.
Esta � a carta que os Servi�os Secretos Brit�nicos
obtiveram de Mary McLaughlin e esta � a da casa do Schneider?
- Exato, sr. Renard. - Est� bem. Obrigado.
Fa�a o Schneider entrar.
J� disse que n�o fiz nada.
Por que me levam de um lado para outro?
Hot�is, postos policiais, minist�rios. . .
Sou cidad�o americano. Tenho meus direitos.
N�o me interrogar�o sob tortura.
Sente-se, Schneider.
Fuma?
N�o se preocupe. O FBI n�o interroga torturando.
� uma pena.
O qu�?
Estou surpreso com voc�. Mantem essa hist�ria.
Que um homem que nunca tinha visto pediu-lhe para retirar o pacote.
� verdade. � tudo que eu sei.
Esperava mais de voc�. Isso ouvimos todos os dias.
S�o cartadas de miser�veis e ladr�es de segunda.
De um homem do seu tipo esperava algo genial.
Sou dos que t�m mais tempo trabalhando no FBI.
J� estive com os criminosos mais perigosos da Am�rica.
Ladr�es, seq�estradores, contrabandistas.
Os c�rebro internacionais mais astutos.
E agora, tenho o privil�gio de investigar o caso
de um dos mais famosos espi�es da Alemanha na Am�rica
e que demonstrou ousadia, imagina��o e enorme g�nio
que insiste em se passar por um ing�nuo. N�o entendo.
Voc�, que planejou o seq�estro do Coronel Austin.
Sente-se, "Espada".
"Espada". Por que me chama assim?
H� meses lemos a correspond�ncia da sra. McLaughlin
- entre a Alemanha e a Am�rica. - Leram sua correspond�ncia?
Assim obtivemos sua carta sobre o roubo
dos planos de mobiliza��o das m�os do Coronel Austin.
Como souberam que os planos estariam com ele?
Foi um c�lculo meu. Nada mal, heim?
Verdadeiramente brilhante. . . se n�o tivessemos intervindo.
Tem um passado extraordin�rio. Sirva-se.
Pouco depois de chegar da Alemanha se alistou no ex�rcito.
Um ano e oito meses mais tarde, desertou.
Foi preso e encarcerado por 4 meses e 5 dias.
Ap�s libertado, desertou novamente.
Desta vez levando os fundos da Companhia.
N�o suportava aqueles oficiais me dando ordens.
- Decidiu ser agente de espionagem alem�o. - Correto.
Mas como soube que os nazistas queriam ter agentes aqui?
J� t�m centenas de espi�es. Isso j� sabe.
Claro. Mas como voc� soube?
Todos que v�o �s Ligas sabem.
Durante horas, o Renard sonda a vaidade arrogante de Schneider
levando-o a relatar como contatou os espi�es nazistas
e como obteve informa��es militares secretas,
sua brilhante conspira��o para sequestrar o Coronel Austin
e o maravilhoso plano para conseguir passaportes em branco.
Anos de experi�ncia com todos os tipos de mentes criminosas
permitem ao Renard saber que tem na frente,
um egoman�aco absolutamente vulgar,
cujo senso de superioridade em rela��o ao comum
� a causa direta de suas tend�ncias criminosas.
O tipo de pessoa que nunca pode ser coagida para a confiss�o,
mas que faz atrav�s de elogios. Assim o Renard continua
elogiando o Schneider, concordando com ele,
fingindo que o considera uma mente superior
at� extrair uma confiss�o completa
das suas atividades como espi�o nazista.
Ainda n�o me disse como conseguiu o C�digo Z.
Sr. Renard, estou muito cansado. . .
Vamos, sabemos que n�o conseguiu sozinho.
Um amigo. . . um homem que trabalhava para mim. . .
Mas n�o vou met�-lo nisso.
Foi o que mora com voc�, Werner Renz?
Sim.
E os nomes da mulher e do homem que o recrutaram?
- Hilda Keinhauer. - E o homem?
Sr. Renard, est� me colocando numa situa��o muito complicada.
N�o tenha receio. Como ele se chama?
- Franz Schlager. - Onde posso encontr�-los?
N�o sei, mas sempre aparecem quando um navio atraca.
- Que navio? - O Bismarck.
Voc� � Werner Renz? Est� detido!
Porto de Nova York. Anivers�rio de Washington, 1938.
O navio alem�o Bismarck faz a usual parada de quarentena
indo a bordo, como de costume,
as autoridades aduaneiras e da imigra��o. Mas desta vez,
entre a tripula��o tem dois homens
que n�o revelam sua identidade aos oficiais do navio.
Obrigado. Veremos as autoriza��es de desembarque.
Tenham em m�os a autoriza��o de desembarque.
O sr. Franz Schlager n�o veio?
- N�o, sr. Chambers. - Por alguma raz�o especial?
N�o, senhor. Est� de licen�a.
Hilda Keinhauer.
- � a sua primeira viagem? - N�o, senhor.
- A detemos agora? - N�o. No cais.
- Hilda Keinhauer? - Sim.
- Quer nos acompanhar? - Por qu�? Quem s�o voc�s?
Agentes do governo dos EUA. Do FBI.
Nunca fiz nada contra o governo dos Estados Unidos.
Isso � o que queremos esclarecer, srta. Keinhauer.
Por que o Schlager n�o veio a bordo?
Vou reclamar ao c�nsul alem�o.
Deixe-me voltar ao navio. N�o conhe�o esse Schlager.
Mas pertence � tripula��o.
O Bismarck � um barco grande, com centenas de tripulantes.
E Kurt Schneider?
N�o. J� disse que me confundiram com outra pessoa.
Visitou o apartamento do Schneider em 14 de janeiro,
acompanhada pelo Schlager. Esteve presente
enquanto falavam dos seus planos de espionagem.
Viu o Schlager receber um envelope com datos militares.
Colocou o envelope na pasta. Sa�ram �s 07:30hs.
- Isso � mentira. - Sugiro que diga a verdade.
- N�o sei do que fala. - De um certo Schlager
com quem trabalha e de um Schneider que recrutaram.
N�o conhe�o nenhum Schneider. Voc�s inventaram.
- Ol�, Srta. Keinhauer. - Quem � essa mulher, Schneider?
Hilda Keinhauer. � a assistente do Schlager.
Em 14 de janeiro esteve na sua casa com o Schlager?
- Deu informa��es militares para levarem � Alemanha? - Correto.
Viu por esses documentos na pasta?
- Sim. - Obrigado. � tudo.
Voc� v�, n�o inventei nada.
Ainda nega participar em atividades de espionagem?
Ent�o n�o se op�e a examinarmos sua bagagem?
Esta � apenas uma formalidade.
N�o, n�o me oponho. Podem revistar.
Ent�o pode escrever uma nota ao comiss�rio de bordo
- para entregar sua bagagem? - Isso, n�o.
Nesse caso, tenho que pegar um mandado de busca.
- Pode fazer isso? - Naturalmente!
O porto de Nova York ainda pertence aos EUA.
Est� bem, vou assinar a nota. Mas n�o encontrar�o nada.
Como posso saber que foi ela que assinou?
Podem ter encontrado por a�.
- N�o, n�o encontramos. - Desculpem. N�o sabia.
Heinze, leva estes senhores ao camarote da Srta. Keinhauer.
Ponha-me com o caf� Nuremberg, r�pido.
- Isto � seu? - Sim, �.
Ent�o n�o conhece o Karl Schlager nem o Kurt Schneider?
Ambos s�o completamente estranhos, certo?
J� disse e repito, n�o conhe�o nenhum Franz Schlager.
Voc� disse Franz Schlager. Como sabe que se chama Franz?
- Voc� que disse. - Eu disse Karl, n�o Franz.
E se eu errar o seu nome, o que importa?
Voc� disse o nome correto. Se chama Franz Schlager.
- Me confundiu. - Essa foi a minha inten��o.
- Tem permiss�o para sair da Alemanha com esse dinheiro? - N�o.
� um crime pun�vel com a morte
levar dinheiro para fora da Alemanha.
Absolutamente. Foi meu governo que me deu para entregar. . .
Para entregar? Para quem?
Eu esqueci. Deixe-me ir, por favor.
N�o tenho mais nada a dizer.
J� disse que sou inocente. Deixa eu voltar ao navio.
E isso?
Algu�m colocou na minha bagagem.
Tem a chave dessas cartas em c�digo?
- Sabe decifrar? - N�o sei. Nunca tinha visto.
Reviste a roupa. Olhe os frascos de perfume.
N�o tem direito. O c�nsul alem�o me protege.
Achei isso no rel�gio.
N�o � meu. N�o sei nada.
Talvez n�o.
Exijo que me deixe voltar ao barco.
Acho que vai demorar para voltar.
Pode n�o saber nada, mas est� numa situa��o embara�osa.
A �nica sa�da � nos ajudar.
O que querem que fa�a?
Que descodifique estas cartas, imediatamente.
O Dr. Kassell, por favor.
J� n�o s�o horas de consulta e o doutor est� cansado.
- Pode crer que me receber�. - Como se chama, por favor?
Edward Renard, do FBI.
E do que se trata?
Diga apenas que estou aqui. Ele me receber�.
H� dois homens do FBI a�.
- Voc� disse que eu estava? O que eles querem? - N�o falaram.
Ap�s eu ligar, fa�a-os entrar.
Caf� Nuremberg? Otto!
Chame-o imediatamente. � muito importante.
Otto, atende. . . sim, depois vou v�-lo.
Sim, a medica��o tem que aliviar muito.
Boa noite, senhores.
- Querem falar comigo? - Sim. A enfermeira n�o disse?
Sim, em que posso ser �til?
Acabo de saber que � oficial da reserva
- da Marinha dos Estados Unidos. - Sim, � isso.
- � um dos oficiais mais ativos da Liga germano-americana. - Sim.
Isso o faz estar em contato permanente com a Alemanha, n�o?
Sim, me dedico muito � minha P�tria.
Mas em primeiro lugar, sou um cidad�o americano.
Podemos revistar o seu escrit�rio?
A menos que insista que tenha um mandado.
De jeito nenhum. N�o tenho nada a esconder.
Obrigado. A prop�sito, conhece Franz Schlager?
- N�o, n�o conhe�o. - E Hilda Keinhauer?
- Tamb�m n�o. - Me permite?
Muito interessante. . . Biografias.
De alguns dos homens mais importantes da Am�rica.
Sim, das finan�as, minera��o, teatro, m�dicos,
pol�ticos, advogados, com indica��o de sangue e ra�a.
- Sim, entendo. - Acha que � interessante?
Sim, principalmente suas notas pessoais de cada um.
N�o s�o exatamente muito lisonjeiras.
Naturalmente que n�o.
Seguidos at� a terceira e quarta gera��o.
Tudo feito para preservar o americanismo.
Um estudo completo, n�o acha?
O estudo � completo, mas os fatos parecem equivocados.
Distorcidos, para se ajustarem aos preconceitos nazistas.
N�o acha que isso � a ess�ncia do americanismo, n�o?
� na qualidade de americano leal que compilei estes dados,
porque estou convencido que certos elementos subversivos
devem ser retirados da nossa vida americana,
antes que corrompam e destruam nossa amada democracia.
Sua democracia.
N�o sei o que voc� pensa disso.
Mas deve saber da insidiosa conspira��o internacional
de criminosos infra-humanos, cheios de poder material.
� �bvio que se deve eliminar os criminosos da vida p�blica,
antes que consigam incendiar o mundo. . .
Cuidado, doutor, poderia ter se queimado.
Desculpa. Um pequeno acidente.
N�o tem import�ncia, doutor.
Perde tempo. N�o sei nada de conspira��o e espionagem.
Nem dos s�mbolos do c�digo da caixa de f�sforos.
Meu �nico contato com o Schlager foi para a entrega
de relat�rios sobre a propaganda para o Dr. Joseph Goebbels,
Chefe do Minist�rio Alem�o de Propaganda.
Foram entregues � SS da Marinha alem�.
Por que meios o material chegou ao Sr. Goebbels, eu n�o sei.
E nega conhecer Hilda Keinhauer, assistente do Schlager?
Nunca vi.
Mas, admite ter visto o Schlager?
Somente nas circunst�ncias referidas. N�o como espi�o.
E essa Hilda Keinhauer, atraente, loira, olhos escuros. . .
Garanto que n�o vi. N�o conhe�o.
Entre, Srta. Keinhauer.
Pode identificar esse homem?
Posso. � o Dr. Kassell.
� o mesmo que lhe deu mensagens para o capit�o-tenente Straubel?
- Sim, �. - Isso n�o � verdade.
� verdade, Dr. Kassell.
N�o lhe dei nada. Nunca tinha te visto.
N�o se incomode. T�m os c�digos, as cartas, tudo sobre voc�.
O que me diz agora?
Deixa eu pensar. Sim, lembro dela.
Veio uma ou duas vezes ao escrit�rio com Schlager,
mas n�o eram relat�rios militares o que entreguei.
Era s� material de propaganda. Est� dizendo a verdade.
N�o, Doutor eu vi. Entregou relat�rios militares ao Schlager.
Como se atreve? Voc� vai ver!
Sente-se, Dr. Kassell. Muito obrigado, Srta. Keinhauer.
Agora, sobre as informa��es militares que deu ao Franz. . .
N�o sou nenhum idiota. Essa est�pida mentiu. . .
A informa��o era apenas sobre o inimigo do nosso partido
e do nosso F�hrer.
Seu F�hrer? Pensei ouvi-lo dizer que era um americano leal.
E sou.
H� uma certa contradi��o. Lealdade ao F�hrer e � Am�rica.
Talvez para voc� sim, que n�o entende.
Francamente, doutor, n�o entendo.
Seu nome aparece quatro vezes no Hotel Olympic.
Duas vezes em dezembro. N�o, s� n�o.
Fa�a c�pias. Sim, j� vou.
Foi presidente dos Amigos da Nova Alemanha,
antes de ser da Liga Germano-Americana
- por ordem do governo nazista. - Sim, isso n�o viola a lei.
Claro que n�o. Perguntei por perguntar. A prop�sito. . .
Quando sua esposa foi para a Europa o ano passado?
Em Dezembro.
E sem a sua esposa, sempre morou na sua casa?
Claro. Meu consult�rio fica l�.
- Nunca foi a um hotel? - N�o!
Entretanto, seu nome aparece quatro vezes no registro do Hotel Olympic
enquanto sua esposa estava na Europa.
Como sabe disso?
Procuramos saber tudo sobre uma pessoa
- antes de interrog�-la. - O que querem de mim?
Que diga tudo o que sabe
sobre a organiza��o da espionagem alem� neste pa�s.
Vou dizer o que sei. Mas n�o sou um espi�o.
Conhe�o essa gente porque me trazia propaganda.
As Ligas germano-aamericanas est�o indiretamente ligadas,
ao Minist�rio da Propaganda,
Minist�rio da Guerra e aos Servi�o Secreto da Marinha.
Uma rede de propaganda e espionagem intercambi�veis.
Come�a a fazer sentido. E qual � a extens�o da rede?
Tem espi�es em todos os postos da Marinha no Brooklyn,
na Filad�lfia, em Newport News. Tem agentes alem�es
nas f�bricas de avi�es e muni��es em Bristol, Seattle,
em Boston e Buffalo. Tem uma base de espionagem,
em Montreal, no Canad�. O inspetor-chefe dos EUA,
est� numa das suas f�bricas de pe�as de avi�es secretos
e � um espi�o alem�o.
Me d� nomes e endere�os. Todos os detalhes.
Posso descansar uns minutos? Estou muito cansado.
Absolutamente. Um caf�?
Traz caf� e lanches. Pode continuar, doutor.
- Vem a�. - Sente-se.
- Boa noite, senhores. - Boa noite, doutor.
O que aconteceu, Karl?
Nada grave, nada importante. Um interrogat�rio est�pido,
porque est�o investigando minha atividade nas Ligas.
E te relacionaram com Keinhauer e Schneider?
Tentaram, mas neguei que os conhecia.
N�o disse mais nada?
Se tivesse dito estaria aqui agora?
N�o gosto dessas insinua��es, Hintze.
Karl, tem certeza que n�o h� perigo?
Que absurdo! N�o h� sinal de perigo.
Garanto que nenhum de n�s tem motivos para desconfian�a.
Assim espero. Pelo seu bem, doutor.
E mantenha contato conosco. Vamos, Hans.
Certo. Boa noite, senhores.
O que aconteceu, Karl?
Tentaram me assustar com insinua��es.
Mas, por que te liberaram?
Hintze e Wildebrandt?
- Est�o detidos. - O que � isso? Por qu�?
Viola��o das leis de espionagem dos EUA.
O Kassell nos traiu.
Acham que podem brincar de gato e rato comigo?
E se conseguem sair?
N�o se preocupe. Agora trabalho para o governo dos EUA.
Informarei tudo. Sei o que estou fazendo.
Fazem uma batida a toda velocidade,
para cercar todos os poss�veis suspeitos
ligados � terr�vel rede nazista com agentes de todo o pa�s.
Walter Westphal? Est� detido.
Agentes nazistas trabalhando como mec�nicos, oper�rios,
engenheiros e t�cnicos, compartilhando segredos vitais
para a defesa dos EUA.
Sr. Helldorf? Somos do FBI.
"A ca�a ao espi�o pega o chefe americano das tropas nazistas!"
"Vendidos segredos de muni��es do Ex�rcito".
"Desenhista de avi�es militares acusado de espionagem".
Aten��o, todos os agentes a bordo de navios alem�es
rumo � Am�rica: "Cuidado extremo at� novas instru��es".
Envie um telegrama ao Schlager.
Para a Gestapo em Nova York proteger todas as testemunhas e detidos.
� curioso como prenderam tanta gente
ap�s interrogar o Dr. Kassell.
Sugiro cham�-lo imediatamente.
E se ele se recusar?
Que a Gestapo o traga � Alemanha rapidamente.
Uma mensagem urgente do Estado Maior.
"Amanh�, 13 de mar�o o Terceiro Ex�rcito do Reich"
"atravessar� a fronteira com a �ustria, �s 4:00hs".
"Heil Hitler. Coronel Reimann".
13 de mar�o de 1938. A indefesa �ustria,
desprovista da sua for�a democr�tica,
faz uma �ltima e t�nue tentativa para ser livre,
mediante um plebiscito democr�tico,
mas o F�hrer nazista n�o espera sua garantida derrota nas elei��es.
Desafiando um mundo let�rgico,
as tropas nazistas invadem a Rep�blica sob o pretexto de manter a ordem
anexando a �ustria ao Reich alem�o.
"Viena, Alemanha. Fontes oficiais informam"
"que reina o terror, o saque e o suic�dio",
"na velha e alegre cidade do belo Dan�bio".
"O Major Emil Fey, ex-vice-chanceler, suicidou-se".
"Friedrich Reilinger, eminente dirigente cat�lico"
"e sua filha, se suicidaram".
"O bar�o Neustadter-Stuermer e o Dr. Otto Russo",
"Egon Friedl, o Dr. Otto Loeur, Pr�mio Nobel em 1936",
"v�timas de suic�dio do terror nazista. Seguiremos informando".
� incr�vel. Pobres vienenses, t�o alegres e joviais!
Esque�a isso. O que pedi � mais importante.
Mas isso exige muito dinheiro.
Tenho o suficiente para uma temporada. N�o se esque�a
Como bom m�dico posso viver bem em qualquer lugar.
N�o, Karl. Voc� vai sozinho.
N�o, o Dr. Kassell ainda n�o chegou. Com quem falo?
Como est�, sr. Renard? Foram libertados sob fian�a?
Que horror! Isto � muito perigoso.
Diga que sugiro ir para um hotel.
De prefer�ncia o meu,
onde posso me responsabilizar pela sua seguran�a.
Vou lhe dizer, sr. Renard. Obrigado. Tchau.
- Boa noite. Tem novidade? - Onde esteve o dia todo?
- Com Renard. - O qu�?
Falei longamente com ele agora.
Lisa, diz que estou numa situa��o perigosa
e que tenho que viajar. Agora.
Durante quanto tempo?
Pelo menos at� terminarem as investiga��es.
Mas vou informar onde estou
e em poucas semanas, ligarei.
Mentira, Karl. Quer fugir com aquela mulher.
N�o seja boba. N�o v� que � uma situa��o grave?
Quer me abandonar e ir com aquela mulher.
Basta, Lisa. Por favor.
Sim. Quem?
Sim, vou dizer ao doutor.
Quem era?
Me leva com voc�. Sei que est� em perigo aqui.
Mas n�o pode me deixar sozinha. J� n�o sou uma garota.
J� disse que em poucas semanas eu ligo.
N�o permitirei que aquela mulher arruine minha vida,
depois de todos esses anos juntos. Me leve com voc�.
N�o seja boba. Vou sozinho. Quem ligou?
- Mueller. - Outra vez a sua esposa?
Est� muito doente. Tem que ir para sua casa.
Entre, doutor. Felizmente chegou logo!
Sua esposa parecia estar melhor ontem.
Esta noite, ap�s o jantar, come�ou reclamar.
N�o sei o que acontece.
Onde est� sua esposa, Mueller?
Como vieram? O que fazem aqui?
Nosso governo fez a gentileza de pagar a fian�a.
Esqueceu que as leis americanas
s�o muito mais generosas com os detidos.
Fico feliz de v�-los livres.
Mas, por que este pretexto? Por que n�o foram � minha casa?
N�o queriamos incomodar, como j� fizemos outro dia.
Bem, o que querem de mim?
Dr. Kassell, esta noite voltar� � Alemanha.
O que � isso? Uma brincadeira?
Deixe-me sair.
Sabem que n�o posso voltar. Pago o que quiserem.
Me d�o outra chance. Fa�o o que quiserem.
N�o sabia o que estava fazendo.
Delator.
N�o. N�o quero voltar para a Alemanha.
Me enfiar�o num campo de concentra��o e me torturar�o.
Pois o torturaremos, doutor.
Lhes darei tudo que tenho. Sou rico. Deixe-me.
Vamos, Wildbrandt.
Vamos para o barco.
"Kassel, testemunha sobre a espionagem desaparece".
Foi s�zinho ver essa paciente?
- N�o, eu fui com ele. - O que aconteceu?
Voltando para casa quis visitar um amigo
que estava no Bismarck.
- Que horas eram? - Quase uma.
No entanto, nos avisou pela manh�.
� frequente ele chegar tarde em casa.
Tem motivo para querer que seu marido volte � Alemanha?
Quero o meu marido. Quero que esteja no melhor lugar poss�vel.
Pe�a um hidroavi�o da Guarda Costeira.
Contate o comandante do Bismarck
para nos entregar o Kassell.
Sim?
� do Minist�rio da Justi�a?
Sim. . . apenas um momento, por favor.
Est� querendo ver aquele homem.
Diga que se recusa parar o navio em alto mar
porque tem temporal e poria em risco os passageiros.
- O que foi? - O comandante se recusa a parar navio
porque � perigoso em alto mar.
Entendo. Liga para os Assuntos Exteriores.
Que liguem para o consulado em Cherbourg,
para pegarem o Kassell quando o barco atracar.
Sob as ordens da Gestapo, as autoridades do barco
n�o entregam o Kassell e atracando na Alemanha
quem recebe o Kassell � o Capit�o-Tenente Straubel,
um grupo de guardas da SS
e um tal Krogan, um dos muitos consultores jur�dicos
ligados ao regime alem�o.
Por que me trata assim? Eu n�o fiz nada.
N�o se alarme, doutor. N�o queremos machuc�-lo.
N�o? N�o querem me machucar?
Pelo contrario, cuidaremos de voc�.
Queremos que refute as declara��es incriminat�rias que fez.
Nada mais?
O Krogmann vai amanh� para Nova York.
Um advogado americano vir� pegar um relat�rio seu.
Acusar� os agentes do FBI de te for�ar
assinar uma confiss�o falsa.
Tem raz�o. Foi o que fizeram. Me torturaram. . .
Claro. Ser� capaz de jurar?
Juro o que quiserem. Eu posso ir?
Ainda n�o. Ser� retido sob a acusa��o
- de entrar na Alemanha sem passaporte. N�o � mesmo? - Sim.
- Por quanto tempo? - Uma ou duas semanas.
Quando for liberado n�o poder� deixar o pa�s.
Entendo.
- Como v�, n�o h� motivo para se preocupar, por enquanto. - Sim.
Levem ele.
Exijo colocarem a Keinhauer imediatamente em liberdade.
- � rec�m-chegado da Alemanha, n�o �? - Sim.
Com que autoridade voc� pede?
Pode ver as minhas credenciais. N�o vim para falar disso.
Exijo que essa mulher seja liberada.
Voc� exige em nome governo alem�o?
Sem d�vida.
Seu governo assume total responsabilidade por ela?
Sim, como por todos os cidad�os alem�es.
E se n�o for imediatamente liberada,
podem haver problemas s�rios entre os dois pa�ses.
N�o tenho autoridade para liberar essa mulher.
E lhe recordo que estamos nos EUA.
Aqui n�o sabemos o que fazer com um ultimato.
Talvez no Minist�rio dos Assuntos Exteriores possam ajud�-lo.
Saiba que o adverti.
- Sim, advertiu. - Pode achar que eu. . .
- Mostre a sa�da ao senhor. - Meu governo ser� informado.
Adeus, sr. Krogmann.
Ele � louco? N�o v� que o governo alem�o
� reconhecido como c�mplice defendo-a publicamente?
Eu avisei sobre as s�rias repercuss�es internacionais
se n�o for liberada imediatamente.
Como disse? Sim, excel�ncia. Est� absolutamente certo.
Sim. . . digo, n�o, excel�ncia.
Sim, excel�ncia. Entendo perfeitamente.
O governo n�o quer se comprometer neste caso.
Um advogado que nunca se identificou com o caso
nem com o governo alem�o, defender� Hilda Keinhauer.
Sim, excel�ncia.
Sou Julius Krogan. Sente-se.
Vou arranjar um advogado. N�o se preocupe.
Nenhum j�ri a condenar� se dizer que foi coagida
para assinar um falso testemunho.
Dias sem dormir, sem comer, promessas de libertade se assinasse.
Usaram com voc� as piores atrocidades,
at� que n�o tivesse mais for�as para resistir.
- Mas isso n�o �. . . - Eu sei.
N�o tenha medo de falar. Sua defesa � a verdade.
E a verdade � que foi for�ada a assinar uma confiss�o falsa
ditada pelo FBI. Explique para o advogado.
- Acha que vai funcionar? - Cuidado com as palavras.
Pergunta se a verdade a salvar�. Eu acho que sim.
- Quando me libertar�o? - Ap�s o julgamento.
Ent�o, por que estou aqui? O governo podia pagar a fian�a. . .
N�o se esque�a que o governo n�o tem nada a ver
com suas atividades ou as de nenhum outro.
Adeus e muito obrigado.
Sim, entendo.
"O julgamento dos espi�es nazistas ser� em 16 de maio".
O que vai fazer?
Responder as perguntas e dizer a verdade. Vai para casa.
Ficarei mais nervoso sabendo que est� no corredor.
V� para casa imediatamente.
Adeus, Anna. E n�o se preocupe.
"Desaparece Westphal, testemunha chave no caso de espionagem".
A que horas saiu ontem a noite o Darmstadt?
Ligue imediatamente para o Minist�rio de Assuntos Exteriores.
O Minist�rio d� instru��es
ao embaixador americano na Gr�-Bretanha
para tentar tirar o Westphal do navio na escala de Southampton.
S�o da Embaixada Americana?
Viemos buscar o sr. Westphal.
Desculpe, mas sr. Westphal est� muito doente.
Se recusa atender o pedido do governo dos EUA,
sobre um cidad�o americano?
N�o, mas tem o direito de fazer o que quiser.
- Est� muito doente. - Podemos v�-lo?
Deixem-me. N�o posso ir com voc�s. Estou muito doente.
O governo s� pediu para voltar para terminar a sua declara��o.
Estou muito doente, n�o entende? Eu n�o posso ir.
V�o embora, por favor.
"O julgamento come�a amanh�".
Merit�ssimo, senhoras e senhores do j�ri.
Foram escolhidos para determinar a culpa ou inoc�ncia
de 18 indiv�duos acusados de violar a lei de espionagem
dos Estados Unidos. Quatro deles est�o presos.
Os r�us Kurt Schneider,
duas vezes desertor do Ex�rcito dos EUA.
Werner Renz, da For�a A�rea dos EUA.
Hilda Keinhauer, assistente do vapor Bismarck
e Max Helldorf, t�cnico da f�brica de muni��es Zenith.
Simplificando, a acusa��o � que este grupo de r�us
obteve mediante conspira��o, informa��es da nossa defesa nacional
e as transmitiu para uso de um governo estrangeiro,
o alem�o.
Quero deixar claro que esta conspira��o foi engendrada
e diretamente orientada pelo atual governo alem�o.
Sil�ncio!
Pe�o aos presentes para n�o exteriorizarem
manifesta��es de parcialidade neste Tribunal.
Foi sugerido que o papel destes quatro r�us � insubstancial.
� verdade. Mas a� reside o seu valor:
sua n�o import�ncia individual.
N�o s�o mais que simples pe�as de um complexo mecanismo.
Uma rede de espionagem mundial cuja organiza��o eficiente
atravessa fronteiras e barreiras naturais.
Uma rede nefasta cuja elabora��o passa inevitavelmente
pelo Servi�o Secreto da Marinha em Bremen e Hamburgo.
E por muitas organiza��es germ�nico-americanas aqui.
Atrav�s dos Minist�rios da Guerra e da Propaganda em Berlim,
at� a base das mais altas personalidades da Alemanha.
Nuremberg, Alemanha, 12 de setembro.
Dirigindo-se a 180 mil chefes do partido nazista,
o F�hrer Adolf Hitler os induz a um frenesi desvariado,
vociferando amea�as e ultimatos a todas as democracias
e ao seu �ltimo reduto na Europa Central, a Tchecoslov�quia.
Recorrendo � sua artimanha favorita
de incitar preconceitos raciais e �dios nacionais
fomentando tumultos e desordens,
o fan�tico nazista prepara a invas�o de Hitler,
mais uma vez sob o pretexto de restaurar a ordem.
A Rep�blica Democr�tica da Tchecoslov�quia,
com base no modelo da Constitui��o dos EUA,
inicia a sua tr�gica viagem para o esquecimento,
ao cair nas m�os do novo dono da Europa: Adolf Hitler.
Um homem cujo grito de batalha �
"A Alemanha acima de tudo!" E as democracias t�m outro exemplo
da supremacia da propaganda organizada apoiada pela for�a.
Nosso poder aumenta dia a dia.
Toda a Europa est� � nossa merc�, de joelhos,
implorando para n�o destru�-la.
A �ustria faz parte da Grande Alemanha.
A Tchecoslov�quia desapareceu.
A It�lia est� conosco e vigia a Iugosl�via.
O Jap�o � nosso aliado. A Hungria � praticamente nossa.
Nossos agentes trabalham na Rom�nia, Pol�nia
e Litu�nia. Em breve, a Fran�a ser� isolada.
Mas agora, desde nossa gloriosa vit�ria em Munique,
temos que dirigir todas as nossas for�as
contra a democracia mais forte que ainda resiste:
os Estados Unidos da Am�rica.
Vamos ter de os corrigir pequenos erros que cometemos recentemente.
Para dominar totalmente os pa�ses da Am�rica do Sul,
grandes mercados para os nossos produtos
e soberbas fontes de mat�rias primas.
Temos que paralizar a influ�ncia dos EUA,
usando todos os meios de propaganda � nossa disposi��o.
Sabendo todos os seus segredos militares e navais.
Foi sugerido tamb�m que as informa��es
que esses r�us obtiveram para a Alemanha eram de suma import�ncia.
Durante este julgamento apenas tocamos
a superf�cie da rede de espionagem nazista.
N�o podemos calcular a sua extens�o.
Penetrou at� nas menores parcelas desta na��o,
com a sua propaganda e �dio religioso.
Neste esquema podemos ver o seu grande sistema
de for�as sinistras de aluguel, neste pa�s
e compreenderemos os perigos que amea�am o nosso governo.
Se analisarem, ver�o que esses riscos, caso continuem,
representam a amea�a mais s�ria � nossa defesa nacional.
Mas alguns dir�o que n�o h� nada a temer,
que estamos imunes, porque o vasto oceano nos separa
das bact�rias das ditaduras agressivas dos estados totalit�rios.
Mas j� vimos o que aconteceu na Europa o ano passado.
A invas�o da Noruega e da Dinamarca,
pela Alemanha nazista e pela R�ssia
e a invas�o da Finl�ndia pela R�ssia comunista
ainda est�o vivas em nossa mem�ria.
Toda a estrutura nacional destas na��es pac�ficas
foi prejudicada pela atividade do inimigo no seu meio
que mediante trai��es e corrup��o,
aplanou o caminho para a marcha cruel da infantaria nazista.
"A Quinta Coluna nazista acusada de trair a Noruega!"
"O Cavalo de Tr�ia nazista desmascarado em Trondheim, Oslo, Bergen".
Holanda, B�lgica e Luxemburgo, pa�ses pac�ficos,
foram as pr�ximas v�timas da agress�o nazista.
Os Cavalos de Tr�ia e os "Bundistas" da Quinta Coluna nesses pa�ses
tiram as m�scaras e nos apunhalam pelas costas,
enquanto a m�quina de guerra nazista atacava na frente.
"Tropas alem�s lan�am bombas na Holanda e na B�lgica".
Amsterdam atacada por tropas nazistas disfar�adas de marinheiros".
"A Quinta Coluna nazista tenta raptar a rainha Guilhermina".
"Milh�es de desabrigados na Holanda gra�as � invas�o nazista".
Tropas de para-quedistas alem�es,
caindo como uma praga do c�u sobre a Holanda,
se uniram a elementos da Quinta Coluna nazista em Roterd�,
em Haia, em Amsterdam,
em ponto vitais de ataque. Esta��es ferrovi�rias
e pontes importantes foram dinamitadas pela Quinta Coluna
para impedir que a Holanda e a B�lgica
enviassem ajuda aos soldados sitiados.
"Avan�o alem�o na Fran�a ajudado pela Quinta Coluna nazista".
"Milhares de suspeitos da Quinta Coluna perseguidos na Inglaterra".
"Inglaterra se prepara para invas�o de p�ra-quedistas".
S� Deus sabe que a na��o pac�fica � a que permanecer�.
Que nos sirva de li��o as atividades da Quinta Coluna nazista
no exterior e aqui.
Operando insidiosamente atrav�s de suas Ligas
e campos de treinamento onde os espi�es se escondem
e onde treinam os jovens para assaltarem o poder.
Mas a Am�rica n�o � s� uma das democracias que permanecem.
A Am�rica � a democracia
de homens livres com a inspira��o de Deus,
determinados a defender para sempre a liberdade
que herdamos da nossa "Declara��o de Direitos" da Constitui��o dos EUA.
"Espi�es condenados".
Se esses r�us fossem condenados por espionagem
contra as institui��es militares da Alemanha,
teriam sorte bem pior que aqui.
Esses filhos de um Estado totalit�rio
desfrutar�o da miseric�rdia da democracia
e podem se considerar felizes
perante um tribunal de um governo a que foram desleais,
que se preparem para se defender da vingan�a da lei.
Neste pa�s, n�o jogamos serragem no ch�o das nossas pris�es.
Extra! Condena��o dos espi�es nazistas!
Leiam tudo sobre o grande caso da espionagem nazista.
Cansado?
Muito e gra�as a Deus que terminou.
� estranho isso de trabalhar tanto tempo num caso assim.
� como ser trancado num hosp�cio.
Vendo esses nazistas daqui e pensar nos da Alemanha,
nos leva a crer que est�o fora dos sentidos.
Come�amos at� duvidar da nossa sa�de mental.
O que fazem na Europa � o que tentavam fazer aqui. . .
tudo parece t�o irreal, fant�stico.
� como um pesadelo absurdo.
No entanto, se considerarmos seu poder de amea�a, � assustador.
Essa gente n�o ter� sorte neste pa�s.
� verdade que somos uma na��o negligente e otimista,
mas se amea�am nossas liberdades b�sicas, acordamos.
V�o beber mais caf�?
Leram no jornal a condena��o desses espi�es nazistas?
A aud�cia desses nazistas enviando espi�es
para tentar instigar as mesmas desgra�as que na Europa.
Tiveram o que mereciam.
Aprenderam uma li��o: isto n�o � a Europa.
� isso! E quanto mais r�pido entendam, melhor.
Estamos aqui para ensin�-los.
A voz do povo.
- Gra�as a Deus que tem gente assim. - Sim, gra�as a Deus.
LEGENDAS : Laercio Tradu��o da legenda em Espanhol
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