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Original subtitles

OS FILHOS DOS 3 MOSQUETEIROS - 1952

O ano de 1648 foi um ano negro para a Fran�a.

Com a morte do grande Cardeal Richelieu,

a m�o forte que unia o pa�s, desapareceu.

O terror e a viol�ncia governavam,

enquanto os nobres sedentos de poder tentavam tomar o controle.

Sem documentos, como � normal.

De que vale este constante espiar, Monsieur?

Estou morrendo e ambos sabemos.

E, mais importante ainda, o Duque de Lavalle sabe.

A vis�o de Lavalle � mais cruel para mim, do que os seus medicamentos.

Mas n�o me atrevo a negar-lhe a entrada.

� este o lament�vel estado da Fran�a hoje.

Vossa Majestade deveria saber que tem a lealdade dos s�ditos.

O que muito me agrada, mas a lealdade deles de pouco vale...

quando confrontada com os soldados de Lavalle.

O Duque de Lavalle.

E como est� a sa�de de Vossa Majestade hoje?

Lamento desapontar-vos, mas sinto-me mais forte.

Gosta de brincar.

Nada poderia dar-me mais felicidade.

N�o, a n�o ser a minha morte.

O que esconde a�?

Outro dos meus homens foi morto.

Por um bando de malfeitores, certamente.

Os meus soldados o encontraram e me trouxeram isto.

Os seus soldados o mataram e lhe trouxeram isto.

As suspeitas de Vossa Majestade me entristecem.

Toda a Fran�a sabe que a minha �nica preocupa��o � o bem-estar da Rainha.

N�o continuemos esta hipocrisia na privacidade do meu quarto.

Se Vossa Majestade entendesse que a nossa ambi��o � a mesma,...

a seguran�a da Fran�a.

As pessoas est�o desconfiadas e prontas para a revolu��o...

porque o vosso filho permanece escondido.

Que prop�e?

Traga-o de volta para Paris e sancionai o meu casamento com a sua filha.

Assim, a casa real permanecer� forte at� Lu�s ter idade para reinar.

Nunca!

Posso estar fraca de corpo, mas n�o de mente.

Nunca permitiria que o rei chegasse a ter idade.

Fala da seguran�a de Fran�a, mas, na verdade, planeja a vossa pr�pria seguran�a.

Majestade, juro pela minha honra.

Honra?

A palavra sai facilmente da boca de quem n�o a tem.

Se n�o tivesse temido pela vida de meu filho,

parece-lhe que o teria levado para longe de mim?

Mas Deus o salvar� e a todos n�s, de voc�.

A f� de Vossa Majestade � tocante.

� tudo o que me resta.

lde, por favor.

Vossa Alteza...

Condessa...

Espero que tenha gostado do passeio.

Excelente, Vossa Gra�a.

� um dos poucos prazeres que me permitem e que gosto.

Que bela fica com a vossa roupa de equita��o.

Mas ainda n�o vi roupa que a vossa beleza n�o real�asse.

A minha m�o, por favor.

Mil perd�es.

Mas o mero toque da vossa m�o vale todos os tesouros do mundo.

Espero com impaci�ncia o dia em que Sua Majestade d� o seu consentimento � nossa uni�o.

Receio n�o partilhar dos seus sentimentos nesta quest�o.

Senhora, que aconteceu?

Perdemos a nossa �ltima esperan�a.

Morto pela tropa de Lavalle.

O quinto mensageiro que enviei ao Rei de Espanha, nosso primo,...

para pedir ajuda e o quinto a morrer.

N�o se pode confiar em mais ningu�m, Vossa Majestade?

Ningu�m. Lavalle tem ouvidos e tropas em todo o lado.

N�o h� esperan�a.

Tenho t�o pouco tempo.

Henriette, que ser� de voc� e seu irm�o quando eu morrer?

N�o sei, Senhora.

Este � o meu reino agora.

Tudo o que resta do meu poder e gl�ria.

Lavalle tirou todo o resto.

O seu pai e eu sonh�vamos com uma Fran�a melhor.

Pr�spera e em paz.

Est�vamos a salvo de homens como o Lavalle.

Os mosqueteiros do rei eram os nossos guardi�es.

O Lavalle acabou com eles.

Por isso � que agora n�o tenho ajuda.

Uma vez, houve uma revolta de nobres que quiseram nos matar.

Os meus quatro mosqueteiros nos salvaram.

Lembro-me como estavam alegres nesse dia ao lutar.

Athos, o gigante Porthos,...

Aramis.

Mulher alguma estava a salvo com ele, nem queria estar.

D'Artagnan, a sua espada n�o tem par na Europa.

- Traga-me a caixa das j�ias. - Sim, Senhora.

Nesse dia, dei-lhes um anel a cada um e fiquei com mais quatro iguais.

Disse: ''Senhores, se um dia um mensageiro vos trouxer um anel,...

um anel destes, sabereis que estou em perigo.''

E hoje o trono de Fran�a est� em perigo.

Senhor D'Artagnan! Senhor D'Artagnan!

Est�o o chamando em casa.

Mandou me chamar, m�e?

Um mensageiro trouxe isto, meu filho.

O anel da rainha!

Sua Majestade deve estar em grande perigo ou n�o teria mandado isto.

Ent�o, tenho de ir imediatamente, pelo meu pai.

Planchet, sele o meu cavalo.

A espada de meu pai.

Agora tenho que igualar uma lenda.

Use-a bem e sensatamente.

A usarei como meu pai a usaria, com honra e em nome da rainha.

- Adeus, m�e. - Adeus, meu filho.

Um momento, senhores.

- Por que me seguem? - N�o o seguimos.

Deixe-me colocar desta forma.

Por que estou sempre � frente de voc�s?

Talvez seja porque vamos na mesma dire��o.

- Para onde, senhores? - Para Bord�us.

Bord�us? Mentem.

A estrada para Bord�us fica meia l�gua para tr�s.

Os guardas do Regente n�o est�o habituados a serem chamados de mentirosos.

E um mosqueteiro da rainha n�o est� habituado a ser seguido por mentirosos.

Mosqueteiro? Voc�?

Ele pensa que � o pai.

Ent�o � por isso que me seguem.

N�o me seguir�o mais, senhores.

Tentaremos com o outro bra�o, senhor?

Agora est� mais equilibrado.

Espero n�o estar interrompendo.

- O vosso marido? - N�o, senhor.

Que querer?

Disseram-me que encontraria Aramis aqui.

Sou eu. E quem voc� �?

D'Artagnan, ao seus servi�os.

D'Artagnan, te aguardava.

- Vim pelo meu pai. - E eu pelo meu.

lsto promete ser uma viagem interessante.

Mas, primeiro, um beijo, e depois, para Paris.

A rainha n�o pode esperar por um beijo.

Especialmente um dos que Aramis d�.

Que pena. Me seja fiel at� eu voltar, minha querida.

Vamos, rapaz. Lembra-se da rainha.

Que pena a rainha n�o poder esperar.

Au revoir, mademoiselle.

Parecem fantasmas do passado.

- Ent�o, s�o os filhos deles. - Sim, senhor Porthos.

- Rapaz! - Sim, pai.

Este � o meu filho. E este � Aramis.

- Aramis. - E D'Artagnan.

Filhos dos camaradas mais nobres que se pode ter.

Traga-me a minha espada, Sua Majestade precisa de mim.

� in�til.

Queria ir com voc�s, mas n�o consigo. Maldita gota.

Mas o jovem d'Artagnan e Aramis v�o em lugar dos pais.

Ent�o, eu irei pelo senhor.

- Ent�o, um por todos... - Um por todos...

- E todos por um! - E todos por um!

V�o r�pido e com for�a, rapazes.

Mas e Athos?

A quinta dele fica muito para norte, n�o o vejo desde o dia do seu casamento.

Mas esperem por ele no Golden Cockerel.

Foi sempre o nosso ponto de encontro.

Touch�. Bela estocada.

N�o lhe posso ensinar mais nada, Mademoiselle.

Est� demasiado bom.

N�o. Vi os melhores espadachins de Fran�a e se iguala a todos eles.

Com a poss�vel excep��o do grande D'Artagnan.

Me elogia, senhor, mas � claro que exagera.

N�o, menina. N�o h� vinte espadachins na Fran�a que...

Claire! Um mensageiro da rainha.

- Da rainha? - Ele esperava encontrar o papai.

Lembre-se, ser� o homem da casa enquanto eu estiver fora.

Mas eu sou o filho de Athos, eu � que devia ir.

Agora n�o, querido, quando for mais velho.

Senhora Michon?

Por Plut�o! Voltaram do t�mulo?

D'Artagnan, Aramis, Porthos.

Os seus pais se reproduziram nos filhos. E onde est� Athos?

Disseram-nos para esperar por ele aqui. Espero que sejamos bem-vindos.

Bem-vindos? � como o retorno da minha juventude.

Olhando para a senhora, diria que nunca a deixou.

Exatamente como o seu pai!

Cabo!

Cabo, venha aqui.

N�o os reconheceria em qualquer parte?

Como n�o? Lutei com os pais deles.

� bom ver velhos amigos, cabo.

Cabo, leve-os para dentro e d�-lhes de comer e de beber.

Vamos fazer um brinde aos seus pais e meus camaradas.

Senhora, era aqui que os mosqueteiros se encontravam?

- Que mosqueteiros? - D'Artagnan, Porthos, Aramis, claro!

- Os velhos mosqueteiros. - Est�o muito velhos?

N�o os vejo h� mais anos do que quero me lembrar.

Senhores, mais baixo, por favor.

Um dos homens do Regente pode ouvi-los.

Vou ver se h� sinais dos homens que procura.

Senhores, est� ali um estranho perguntando por voc�s.

N�o temos tempo para estranhos a n�o ser que sejam mulheres.

E bonitas!

Senhor, talvez as bonitas n�o tenham tempo para voc�s.

Ora, ora, que lindo rapaz.

E com uma l�ngua afiada. N�o sentiu a picada?

Vai embora, rapaz.

Senhor...

Disse para ir embora.

- Corre, rapaz, ou ele te corta em fatias. - N�o me parece, senhor.

P�ra!

Esse anel. Quem � voc�?

- Sou Athos. - Athos?

Bem-vindo, rapaz. Eu sou Aramis.

E eu sou Porthos.

E eu D'Artagnan, com as minhas desculpas.

Esta ocasi�o tem de ser celebrada. Mais vinho!

Por que n�o nos disse que era Athos?

Tentei, mas tive o azar de cruzar espada com D'Artagnan.

Pensa que podia ganhar de Porthos?

- Talvez. - E a mim?

Seguramente.

� presun�oso o rapazinho lindo.

- N�o gosto dessas palavras. - Socorro! Retiro-as...

Nada de lutas entre n�s. O nosso lema �...

Eu sei. Um por todos e todos por um.

- Ao nosso amigo Athos. - Ao Athos!

- Ent�o fui aceito? - O quarto mosqueteiro.

O nosso Athos luta como um tigre, mas bebe como um passarinho.

J� estou b�bado com a emo��o deste encontro.

Se me seguirem, os levo ao seu quarto.

Era capaz de dormir uma semana.

� de esperar. Comeu por uma semana.

Felizmente, tenho uma cama grande o suficiente para os quatro.

Os quatro!

- Anda. - Numa cama?

� tudo o que tenho, mas tenho certeza que v�o ficar confort�veis.

Mas eu...

N�o poderia.

- Iria esmag�-los. - N�o mais do que n�s a voc�. Anda.

Nunca vi ningu�m t�o chato por causa de uma cama.

Mas deve haver a� um colch�o.

Porqu�? Somos camaradas, a cama � de todos n�s.

Certamente. Um por todos e todos por um.

Se calhar, o nosso Athos nunca dormiu com quatro pessoas.

Estou habituado a dormir sozinho.

Um h�bito provinciano que retificaremos hoje.

� a maior cama que j� vi.

Oh, n�o!

Para a cama, rapaz.

Preferia dormir nos est�bulos.

O qu�? Prefere dormir com os animais?

Hoje, Athos, vamos te curar dessa timidez.

Chega deste disparate, temos de dormir.

Oh n�o!

Muito bem, sou Claire, a filha de Athos.

E agora que j� se divertiram, senhores, fazem o favor de sair do meu quarto?

O nosso quarto.

O meu quarto, porque n�o vamos dormir os quatro juntos.

Fa�am o favor de sair.

Doce mosqueteira!

Encantadora mosqueteira!

Linda mosqueteira!

Por favor, deixa-nos entrar.

- V�o dormir. - Onde?

Nos est�bulos, quero l� saber.

Muito bem, cavalheiros, vamos ter com os cavalos?

A quest�o agora, D'Artagnan, � o que fazemos com ela.

E a resposta, meu caro amigo, � �bvia. Eu namoro com ela.

- Eu � que namoro com ela. - N�s namoramos com ela.

Estava t�o desejosa de ser um de n�s que n�o se tra�a.

At� chegar a hora de dormir.

Passei uma noite miser�vel.

Que cheiro peculiar � este?

- Cavalos. - Cavalos!

N�o estamos reclamando, Porthos.

� uma melhoria.

Comida!

Bom dia, senhores.

Bom dia, senhora.

- Bom dia, Claire. - Bom dia, Claire.

Senhores...

Espero que tenham dormido bem.

O meu sono foi perturbado por pensar em voc�, minha querida.

Eu tamb�m pensei, mas n�o fiquei perturbado.

Estamos � procura de uns velhotes que passaram por aqui.

Est�o � procura dos nossos pais.

Ent�o, lhe mostro a espada de meu pai.

N�o, este � um momento para a estrat�gia.

Voc� � a condessa de La Fr�re e eu o seu marido.

Por que n�o posso ser eu o marido?

Um marido de cada vez.

Voc� � o Visconde Pantagruel e voc� o Visconde Garg�ntua.

Mas primeiro diga ao Pi�rre para selar os cavalos.

Vamos ficar sentados e agir normalmente.

Perd�o, senhora, senhores...

Tenho ordens para revistar a estalagem. ldentifiquem-se, por favor.

Com certeza. Esta � a Condessa de La Fr�re...

- e este � ... - seu marido, Conde de La Fr�re.

- E voc�s? - Sou o Visconde de Pantagruel.

Os cavalos est�o prontos, Conde de La Fr�re.

Conde de La Fr�re? Voc� disse que era o marido.

Eu sou... lsto �...

� o meu segundo marido. Este foi o meu primeiro.

E viajam juntos?

Sim, por que n�o? Somos todos tolerantes.

Ent�o qual de v�s � o Conde?

- Eu. - Eu.

Eu era.

Quando dei a minha esposa a este cavalheiro, tamb�m lhe dei o t�tulo.

- Um ato muito generoso. - Mentem, senhores.

lnsisto na sua verdadeira identidade.

Nesse caso, capit�o...

- D'Artagnan! - Aramis!

Porthos!

- E Claire, filha de Athos! - Prenda-os.

- N�o luto com uma senhora. - N�o sou senhora alguma quando luto.

- Ainda h� algum? - Dois.

- Onde? - N�o se preocupe, os pus para dormir.

- O cabo os prendeu na adega. - Bom. Vamos para Paris.

Pi�rre, ponha-o na adega com os outros.

Que vai fazer. Estou cansada e desejo descansar.

Como Vossa Majestade desejar.

Diga ao Chamberlain que n�o verei mais ningu�m hoje.

Muito bom, Senhora.

Dispense essas pessoas. A rainha est� muito cansado para ver algu�m.

Senhoras e senhores, voc�s ouviram.

Vossa Gra�a.

- Alguma not�cia dos Mosqueteiros? - Nada.

Meus homens est�o vasculhando o pa�s.

J� disse que nos esperam.

Repito que � imposs�vel ver Sua Majestade hoje. Saiam, ou chamarei os guardas.

Cuidado com a raiva de Sua Majestade quando ela souber como voc� nos tratou.

Guarda!

Mademoiselle, qu�o feliz estou em v�-la e seu olhar encantador.

Senhor, n�o me lembro de n�s nos encontrarmos.

N�o? Ser� poss�vel n�o lembrar daquela noite?

Oh, inconstante � o cora��o de uma mulher.

Para mim, cada momento � um diamante consagrado no meu cora��o.

Senhor, eu nunca o vi antes.

- N�o? - N�o.

Ent�o, tudo o que posso dizer, � que lamento que n�o tenha sido voc�s.

- O seu rem�dio, Majestade. - N�o tomo.

Tem de tomar, mam�e.

Os mosqueteiros! Mande-os entrar.

Sua Majestade vai receb�-los agora.

Entrem, por favor.

Os seus pais n�o puderam vir e por isso...

O filho de D'Artagnan, Vossa Majestade.

- Aramis, Vossa Alteza. - Porthos.

- E voc�? - Claire, filha de Athos, Vossa Majestade.

Oramos por sua vinda. Voc�s s�o a nossa �ltima esperan�a.

Meus filhos devem ser salvos de Lavalle. Isso � perigoso.

N�s ficariamos desapontados se n�o fosse.

Se fechar meus olhos, poderia jurar que era seu pai.

Ouvi com aten��o, senhores.

Quando eu morrer, o Conselho de Nobres far� minha filha se casar com Lavalle.

- Isso n�o deve acontecer. - Eu o desprezo.

Sua Alteza tem excelente gosto.

Se eu pudesse levar a princesa a Espanha, o Rei vai proteg�-la.

Sob a amea�a de guerra n�s vamos obrigar o Conselho a rejeitar Lavalle e reconhecer meu filho.

A partir de agora as nossas vidas e as nossas espadas estar�o dedicadas a esse fim.

- N�o conhece Lavalle, ele � cruel e desumano. - Sou constantemente vigiada.

- Alguma vez voc� j� passou dos port�es? - S� para o meu passeio de carruagem.

- E v�o seis soldados de Lavalle comigo. - S� seis? Contra n�s tr�s?

� desigual, Vossa Alteza.

Me esqueceu, Porthos? Seis contra quatro.

Perd�o, Claire. Pior para eles.

- Quando � que Vossa Alteza volta a sair? - Amanh�.

Ent�o amanh� Vossa Alteza ser� raptada pelos seus servos obedientes.

Tenham cuidado, tentei mandar cinco dos meus mensageiros para Espanha...

- e cinco pagaram com a vida. - Vossa Majestade!

Mam�e! Chame j� o Dr. Fernand.

- Chame o m�dico imediatamente. - Sim, condessa.

Aproximem-se.

N�o sei a quantos ataques destes sobreviverei.

Mas se eu morrer, lembrem-se que meu filho est� no mosteiro de Les Fosses.

S� n�s o sabemos. Guardem este segredo com as suas vidas.

Seu segredo est� seguro conosco, Vossa Majestade.

Obrigada por terem vindo, mas n�o posso arriscar a sua vida.

- Por favor, Vossa Majestade. - A espada dela � igual �s nossas.

Mesmo assim, deve ir para casa. � uma ordem.

Vossa Majestade deveria estar descansando. Deixem-na, por favor.

Obrigada por terem vindo. Deus vos acompanhe.

Vossa Majestade...

E eu � procura de quatro velhos.

Pretendem rapt�-la e lev�-la para Espanha?

- Agora que sabemos... - lmpediremos, � claro.

N�o, tenho que ter cuidado.

Os nomes deles ainda s�o lend�rios na Fran�a.

Vou deix�-los raptar a princesa, mas n�o a levar�o para Espanha.

- Bom dia. - Bom dia, Claire.

- Quando partem? - Estamos esperando a ordem do Porthos.

- Ent�o � aqui que dizemos adeus. - Adeus, n�o, senhorita. ''Au revoir''.

- Vou te ver de novo... se sobreviver. - Se sobreviver?

Ent�o a minha vida lhe importa? � mais do que esperava.

Tira conclus�es precipitadas, senhor.

- Ent�o n�o se importa? - N�o disse isso.

Ent�o se importa. Diga, senhorita, e construirei um altar a cada palavra.

Cuidado, senhorita, o seu marido est� ouvindo. E eu pensando que podia confiar em voc�.

Senhorita, receio ter que me divorciar de voc�.

Porthos.

- H� que revezar os cavalos por 30 l�guas, ent�o ... - Vamos improvisar.

Adeus, minha querida. Ser� sempre uma de n�s.

- Adeus, doce Claire. - Adeus.

- Por favor, proteja-se bem. - Ent�o se importa?

N�o disse porque n�o podia, mas tenho as palavras no cora��o.

Deixemos isto falar por n�s dois.

Adeus, Pi�rre.

Calma, Vossa Alteza, vamos a caminho da Espanha.

Olhe atr�s de voc�.

- Est� bem, Vossa Alteza? - Protejam o coche.

- Senhor D'Artagnan! - Vossa Alteza.

- Baixem as armas, � in�til. - Se Vossa Alteza ordena, obedecemos.

Lamento, senhor.

Cheg�mos em boa altura, Vossa Alteza, para a salvar destes raptores.

Um ato de trai��o, senhores, pelo qual a pena � a morte.

Est� pronto para responder?

- Sim. - Assim � melhor.

De que quer que eu fale?

N�o � tempo para irrever�ncia. Onde est� o menino rei?

A mesma pergunta de sempre.

- E a resposta? - A mesma de sempre. N�o sei.

Gaston!

Guardas!

Guardas!

Porthos, atr�s de voc�.

Porthos, cuidado.

Traga a senhorita.

Mais pr�ximo, veja o que os ferros t�m feito.

Talvez queira poupar mais tortura.

- N�o, n�o falarei. - Muito bem.

Gaston!

Segura-a, tolo.

Vamos.

Suportou bem a dor, senhor. Veremos como encara a morte.

Todas as manh�s, um de voc�s morrer�.

Amanh�, tr�s de voc�s ver�o.

Na manh� seguinte, dois.

E depois, um.

Ou talvez algu�m fale antes do fim.

Ter� uma vista melhor dali.

� o primeiro...

- Atiramos os dados. - E ele ganhou.

Uma jogada �tima, nunca tinha visto tal sorte.

Um momento, capit�o, por favor. ''Au revoir'', meus amigos.

Como acreditamos no para�so, voltaremos a encontrar-nos.

� a mais corajosa de todos. E a mais bonita de longe.

Aqueles jovens corajosos.

A lei deve seguir seu curso a n�o ser que...

A n�o ser que?

Est� nas m�os de Vossa Majestade decidir se vivem ou se morrem.

Seus termos?

Seu consentimento para o meu casamento imediato com a Sua Alteza.

Entendo.

Quer que as pessoas a acreditem que tem a minha aprova��o.

Vossa Majestade � muito inteligente, como sempre.

S� tem um momento, Senhora.

Se eu concordar, libertar� os meus mosqueteiros?

- Tem a minha palavra. - Para o que vale...Mas aceito.

PROCLAMA��O

Pela Gra�a de Deus,

a Rainha de Fran�a e de todos os seus dom�nios,

proclama neste dia que Sua Alteza Real,

a princesa Henriette,

se casar� com Sua Gra�a, o Duque de Lavalle,

sendo o dito casamento desejo de Sua Majestade

para o bem-estar da Fran�a e do seu povo.

N�o podia deix�-los partir, sem expressar a minha gratid�o. E a v�s tamb�m.

Obrigada por arriscarem suas vidas por mim.

Lamentaremos sempre, Vossa Majestade, n�o termos sido capazes de lhe servir.

Espero que n�o pensem em partir sem se despedir de mim.

N�o, Vossa Alteza.

Tamb�m quer�amos felicitar-vos pelo casamento com o duque.

Antes de ir, Sua Majestade e eu temos presentes para voc�s.

Venham por aqui.

Vossa Majestade...

A noiva pode levantar o v�u.

Voc�!

Senhora Michon!

D'Artagnan, bem-vindo. Perguntava-me o que...

Vossa Alteza...

Cabo, n�o deixe entrar ningu�m at� n�s partirmos.

E mais uma coisa. Precisamos de roupa de rapaz para Sua Alteza.

- Vou procurar algo apropriado. - Porqu� roupa de rapaz, senhor?

O meu pai costumava dizer:

''quem ca�a �guias, n�o repara nos pardais.''

Se Vossa Alteza fizer o favor de me seguir.

Cabo, um pouco do vosso bom vinho para a minha sede.

Sente-se, senhor. Sei em que pensa.

Pensa na sua linda senhorita.

Sim, Vossa Alteza, receio pelo seu destino.

Mas estava disposto a sacrific�-la por mim.

Pediram para salvar Vossa Alteza, n�o havia outra forma.

Mesmo assim, a invejo.

Ainda n�o tive a fortuna de partilhar tal devo��o.

Que estranho! Os sinos s� tocam assim para missas ou mortes.

Os guardas do Regente.

N�o! Talvez eu possa impedi-los de entrar.

Se afastem da porta.

ldiota! Por que deixou aquelas pessoas irem sem pagar?

Se deixasse isto contigo, morr�amos de fome. Seu imbecil!

Capit�o, o meu marido senta-se no c�rebro.

Tr�s homens e uma mulher e ele os deixa...

- Disse tr�s homens e uma mulher? - Sim, Capit�o.

Essa senhora, algu�m teria pensado que ela era uma princesa. E depois fogem sem pagar.

- Quando partiram? - H� um minuto ou dois.

Disseram que eram mensageiros da rainha e que...

lmbecil!

Como podiam ser mensageiros da rainha se j� n�o h� rainha?

Que diz? N�o h� rainha?

N�o ouviu os sinos da igreja? A rainha morreu.

Sua Alteza ouviu?

Pi�rre, traga os cavalos.

Chorar�amos juntos, Vossa Alteza, mas n�o temos tempo.

As palavras de Sua Majestade foram:

''se eu morrer, lembrem-se que o meu filho est� no mosteiro de Les Foss.''

E agora que Sua Majestade morreu, n�o podemos deix�-lo.

Temos que o levar para Espanha conosco.

E temos de chegar l� urgentemente.

Tem raz�o, senhores. Este n�o � o momento para chorar. Estou pronta.

Toma, r�pido. Veste isto.

Use isto se precisar.

Para onde vamos?

Para uma casa no campo. Podemos a esconder l�.

Arriscou muito por mim, condessa. Estou muito grata.

A rainha teria pedido, se estivesse vida.

Que h� de novo?

Os mosqueteiros e Sua Alteza foram capturados.

Ent�o, s� eu posso salvar o rei.

Voc�, Claire? Sabe onde est� escondido o rei?

Sim. A Rainha confidenciou-nos, quando nos comprometemos em ajud�-la.

Que oportunidade tem contra Lavalle? N�o pode chegar a ele sozinha.

Talvez n�o, mas nada vai me impedir de tentar.

Sei que se o meu pai estivesse no meu lugar, n�o hesitaria.

lria imediatamente ter com o rei mesmo se fosse a sua morte.

E como sou filha dele, tenho que agir como ele agiria.

Talvez consigamos juntas.

N�o, Claudine, � demasiado perigoso.

J� arriscou a sua vida por mim uma vez. N�o posso deixar que fa�a outra vez.

N�o � por voc�, Claire, que fa�o esta oferta,...

mas pela rainha, cuja mem�ria me � querida.

Ent�o temos de ir j�, antes que Lavalle fa�a a princesa revelar onde est� o rei.

Vamos para longe? Tenho de informar o cocheiro e tratar de algumas coisas.

Atravessaremos a Fran�a para o mosteiro de Les Fosses.

- O mosteiro de Les Fosses. - Finalmente!

Rochefort! Chevenay!

Dev�amos ter calculado que o esconderiam atr�s da lgreja.

Os vossos homens alertem a fronteira.

- Ningu�m entra na Espanha at� novas ordens. - Sim, meu senhor.

Avise a guarni��o mais pr�xima de Les Fosses. Cerquem o mosteiro.

- Ningu�m entra ou sai at� eu chegar, entendido? - Sim, meu senhor.

Cavalgaremos dia e noite, cavalheiros.

Um momento, Paul. Um brinde antes de partirmos. Ao senhor de toda a Fran�a.

N�o est� sendo um pouco prematuro, meu amigo?

Como disse, meu senhor, s� um pouco.

- Permita-me, Vossa Alteza. - lsto � trabalho de mulher.

Mas no que diz respeito � comida, sou um perito.

Deixe-o, Vossa Alteza, se cozinhar t�o bem como come,...

- ser� um banquete. - Um banquete!

Juraria que persegui este coelho quando era crian�a.

Ent�o, respeita a idade dele.

Eu respeito a idade, mas n�o em carne cozida!

R�pido, a fogueira!

- Bem, eles passaram. - E o nosso jantar tamb�m.

- Temos que atravessar essa ponte. - Vou segur�-los enquanto voc� atravessa.

Eu os seguro enquanto voc� e o Aramis levam a princesa.

- A sugest�o era minha. - Eu vou contar a eles.

N�o temos tempo para discutir.

Como o Aramis falou primeiro, deixe que ele v�.

Finalmente! Mal posso acreditar que estamos aqui.

H� dois anos que n�o vejo o meu irm�o. Podemos ir, senhor?

Guarde a estrada, n�o deixe ningu�m passar.

Sua Alteza Real, a Princesa Henriette, veio ver o Rei.

Sua Alteza?

Leve-me ao padre Leuvoir.

Certamente.

Sua Alteza Real vai ver o irm�o feliz e bem.

M�os ao ar, senhor.

� uma armadilha. Salve-se, senhor.

Protesto, meu senhor. Isto � sem a minha permiss�o.

Parece esquecer, padre, que j� n�o preciso da permiss�o de ningu�m.

- Mas eu prometi � rainha. - Leve-o embora.

Por favor, senhor, n�o quero ir com voc�.

O seu lugar � em Paris, senhor, junto aos seus s�ditos.

Mesmo assim, prefiro ficar aqui.

Venha, querido, temos de ir.

Muito bem, Henriette, mas n�o me sentarei ao lado dele.

Devo pedir-lhe para esperar, senhor.

- Porthos! - Claire!

Estou t�o feliz por v�-lo. Mas onde est�o os outros?

- No mosteiro. - Mas como escaparam da pris�o?

A Claudine me disse que estavam todos...

- Cuidado! - Continue!

- O mosteiro era uma armadilha. - Eu sei, a resposta est� aqui.

- Claire! E a Condessa Claudine. - D'Artagnan!

Querida, como escapou do Lavalle?

A Condessa ajudou-me, mas era um truque para ganhar a minha confian�a.

Ent�o foi voc� que revelou o esconderijo.

Mas ela me disse que voc�s tinham sido capturados e pensei que s� eu poderia salvar o rei.

Teria sido melhor se tivesse morrido na pris�o.

N�o, querida. At� a rainha confiou nela. Pelo menos, estamos juntos.

Se ela tentar mais algum truque, use-a.

Uma boca t�o bela n�o foi feita para palavras.

N�o, senhor, n�o.

Aramis!

Meus amigos!

E a minha mulher s� de nome, diabos me levem!

N�o sab�amos se voltar�amos a lhe ver.

Quase n�o voltava, quase me afoguei.

Claire, as l�grimas que derramei por voc�.

- J� a abra�ou. - Sim? Ora j�!

- Ah, condessa Claudine. - A condessa � uma traidora.

Me ajudou a fugir. Confiei nela e revelei o esconderijo do rei.

- O Lavalle encontrou o rei? - Como prisioneiro.

Mas vamos encontr�-lo e quando o encontrarmos...

O que voc� pode fazer contra Lavalle e suas tropas?

lsso se ver�, condessa.

Muito corajoso, senhor, mas desperdi�a a vossa valentia.

- O rei n�o chegar� vivo a Paris. - Lavalle n�o se atreveria.

Com a rainha morta, senhorita, Lavalle atreveria-se a tudo.

Cabo! Cabo!

J� vou! Estou indo.

Cabo, tem onde esconder esta senhora?

H� uma sala l� em baixo na adega.

�timo. Leve-a j� para l�.

Por aqui, por favor.

Por que n�o mataram a bruxa e acabaram logo com isto?

Ela ainda pode ser �til.

Vamos mant�-la como ref�m e depois, quando encontrarmos o Lavalle...

Temos de encontrar o Lavalle rapidamente ou ent�o pode ser demasiado tarde para salvar o rei.

N�o, n�o assino.

Vossa Majestade est� febril ou entenderia a necessidade.

S� pe�o isto pelo seu povo.

A Fran�a est� � beira da revolu��o e a vossa coroa em perigo.

lsto vai dar for�a ao trono e � na��o.

N�o assino!

Muito bem. Vou deixar Vossa Majestade reconsiderando.

N�o! N�o me deixe no escuro. Por favor, tenho medo.

Vossa Majestade ter� de escolher.

Uma coisa t�o simples de fazer, senhor.

Assine aqui e ter� doze velas se quiser.

Vossa Majestade � sensato.

E agora tem que melhorar rapidamente para dan�ar no casamento de sua irm�.

Meu senhor parece satisfeito.

Est� feito?

A assinatura est� algo tremida, mas � a m�o real.

- Ent�o esta espera aborrecida vai acabar? - Em poucos dias.

Tem de parecer que fizemos tudo por Sua Majestade.

E isso vai convencer o povo da Fran�a que Meu senhor fez tudo ao seu alcance...

- para ajudar o rei a se recuperar? - Todos os dias.

Encontrei Sua Majestade doente em Les Fosses por neglig�ncia.

Estava incapaz de viajar at� Paris...

e tive que parar em Laverne e esperar que se recuperasse.

No entanto, teve um ataque s�bito do qual nunca se recuperou.

Simples, refinado, magistral.

Meu senhor quase me fez chorar como far� chorar toda a Fran�a.

E Sua Alteza?

Sua Alteza est� muito calma. Teme apanhar a mesma doen�a que seu irm�o.

Mais vinho, senhora, mais vinho!

Sim, senhor. Paulette! Paulette! Senhor, estas garotas!

Escondem-se sempre que h� trabalho.

Cabo!

A Claire est� na adega com a condessa. Avise-a para n�o subir.

Especialmente as bonitas! As bonitas est�o sempre cansadas.

Senhorita! Senhorita!

Guardas do Regente.

- � sa�de do duque! - Ao duque!

Mais vinho, mais vinho!

Paci�ncia, senhor, paci�ncia. Paulette!

- J� estou indo, senhora. - Paulette!

O Jacques bebe cada copo de vinho como se fosse o �ltimo.

E pode ser mesmo. Eu n�o arrisco.

Juro que o Jacques cresceu numa vinha.

Mais vinho, mais vinho!

Paulette! Onde se meteu?

- Chamou, senhora? - Onde se meteu?

- Leve vinho �queles cavalheiros ali... - Com prazer, senhora.

- Como est�o, senhores? - Ora, ora, que temos aqui?

Esta garota � muito bonita para estar numa taverna.

Voc� � muito gentil, senhor.

Oh, que estranho!

Huh? Qual o problema?

Perdoe-me, senhor, mas por um momento, pensei que fosse meu namorado.

A semelhan�a � espantosa.

Nesse caso, senhorita, deixe-me agir como o seu namorado.

Pronto. O seu namorado tamb�m beija assim?

Senhor, se ele beijasse assim, n�o o deixava fora da minha vista.

- Vamos, Jacques, temos de ir. - O qu�?

lr agora que tenho esta bela mo�a no colo e vinho na m�o? Tem miseric�rdia, sargento.

- Mesmo assim. - Deixe-o ficar.

H� muito tempo que n�o via uma mo�a atra�da por ele.

Ele pode se juntar a n�s mais tarde.

Muito bem, mas entra em servi�o � meia-noite.

Meia-noite? A essa hora ela j� vai achar que sou o namorado.

- Oh, voc� me assusta. - Vamos.

Mal viro as costas e est� nos bra�os de outro!

- Quem � ele? - O meu marido.

- Marido? Por que n�o me disse que t�nha marido? - N�o me perguntou.

E ent�o? Mal viro as costas, est�s nos bra�os de outro.

- Quem �? - O meu namorado.

- Mal viro as costas... - est� nos bra�os de outro.

- Quem �? - O meu noivo.

Marido, namorado, noivo. O que � tudo isto?

Voc� vai descobrir. Caminhe para tr�s.

Ent�o, falou?

Falou? Mal conseguimos faz�-lo parar.

- O Rei est� no castelo de Laverne. - Isso s�o a dez l�guas de dist�ncia.

O tagarela aqui diz que nos far� um mapa do castelo, n�o �?

- �timo. - Nem tanto.

Ele diz que � inexpugn�vel. Ningu�m entra nem sai.

Voc� entra e sai. Como?

- Era um dos guardas do correio. - Correio?

Vai a Paris todas as noites buscar despachos. Tem dois guardas.

Prendam-no.

Um correio e dois guardas?

Podemos conseguirmos meter dois ou tr�s homens dentro do castelo, mas de que nos serve?

Pelo que o guarda disse, ser�o precisos mil homens para salvar o rei.

- Sim, se houvesse mil como voc�s. - Mil? Por que n�o?

Deve haver outros como n�s, filhos de mosqueteiros.

- Se os encontr�ssemos... - Claro que os encontramos.

- H� o Lefebre e o Voisin. - E o Dufresne e o Lambert.

E cada um deles deve conhecer mais uns cinco ou seis.

Cabo Despard, Henri Lamont, George Duclos.

Charles O'Briont, Alexander Villeforte, Emile Gaudier.

O Porthos trouxe cinco. Estou perdendo a conta.

�timo. Ent�o estamos prontos para avan�ar.

Leve estes homens e informe-os do seu dever.

Diz aos outros que temos uma reuni�o daqui a uma hora.

S� falta fazer uma coisa.

Ao primeiro sinal de ataque, o rei estar� em perigo.

Assim, alguns de n�s t�m de entrar no castelo

e guard�-lo at� os outros chegarem.

Mas como?

Usando a condessa como ela te usou voc�.

Filhos dos mosqueteiros,

chegou o momento pelo qual todos esper�mos.

O futuro da Fran�a est� nas nossas m�os esta noite.

A honra e a gl�ria de salvar o rei e, portanto, a Fran�a, coube-nos.

Para conseguir isto, daremos as nossas vidas.

Sei que n�o decepcionaram aos seus pais ou ao rei.

Sabem o que tem de ser feito, ent�o fa�am!

Deus esteja com todos.

- Adeus, querida. - Boa sorte.

Vamos buscar a isca.

Senhores, finalmente reconheceram a derrota.

Com o rei t�o bem guardado, temos de aceitar a derrota...

e confiar na sua palavra, pela sua liberdade que Lavalle nos dar� a nossa.

N�o temam. Lavalle est� em d�vida comigo.

Ele me far� esse favor.

Eles est�o chegando!

Pegue a roupa do correio para mim.

A Condessa Claudine para o duque.

Abram os port�es.

Como est� o rei esta noite?

Melhor do que estar� amanh� de manh�.

Sua Majestade est� demasiado nervoso para dormir e chamou a irm� para lhe fazer companhia.

Ent�o, pensa que vamos para Paris de manh�?

- E n�o vamos? - Claro, meu senhor, n�s vamos.

- Meu senhor. - Sim, sargento.

- A Condessa Claudine est� no port�o. - A Condessa Claudine?

Vem com D'Artagnan, Aramis e Porthos.

- Que diabos? - Como nos descobriram?

Deve ser algum truque, n�o se entregariam assim.

- Revistem-nos bem e os escoltem. - Sim, meu senhor.

- Foram revistados? - Sim, meu senhor.

- Paul! - Claudine!

- Vossa Gra�a. - Vossa Gra�a.

- Correio de Paris. - Abram os port�es.

Os cavalos ficam aqui, voltamos logo para peg�-los.

Lindo truque, minha querida, entregar-me estes homens.

Me incomodam h� muito tempo. Levem-nos e os enforquem!

Meu senhor, o correio de Paris.

Esta noite os despachos s�o urgentes, meu senhor.

- Voc�! - O que � isto?

A resist�ncia � in�til, meu senhor.

Guardas!

Guardas!

- O pal�cio est� cheio dos meus homens. - Mosqueteiros, meu senhor.

- Mantenha-os fora do pal�cio. - Muito bem, leve-os.

Claire, as nossas espadas.

Mallard, r�pido, o rapaz!

Precisamos de ajuda. Se os nossos homens n�o entrarem no pal�cio, � o fim.

Pi�rre! Pi�rre! Suba aqui!

Guardas! Para o duque, j�!

Se querem o seu rei vivo, afastem-se.

Esperem!

Deixem-os passar.

Vossa Majestade!

E agora, Vossa Gra�a, se esconde por detr�s da sua espada.

Parece que terei de ser eu a me livrar de voc�.

Vossa Gra�a, os cavalos est�o prontos nos fundos do pal�cio.

Claire! Aramis!

Vossa Majestade!

Vossa Alteza!

Louis!

Viva o Rei!

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