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N�POLES.
- Boa noite. - Boa noite.
Boa noite, Sr. Templar, sua mesa est� pronta.
Est� bem, vou tomar uma bebida no bar primeiro.
3 minutos, senhor.
Dino! Dino Cartelli!
Est� falando comigo?
Claro que n�o me esqueceu! Sou Jim Euston.
- "Banco Continental", em Palermo. - Nunca o vi antes na minha vida.
- Mas, Dino, trabalhamos juntos. - Repito, nunca o vi na minha vida.
Vou refrescar sua mem�ria. Depois da guerra, em Palermo,
Eu era o Caixa principal e voc� era Tesoureiro
Chega!
Voc� quer se sentar?
- � sua bebida? - Obrigado.
- O que foi aquilo? - N�o sei exatamente.
- Quem eram essas pessoas? - Eu n�o sei, senhor.
- Ent�o perguntarei ao maitre. - N�o, por favor. Ficarei bem.
N�o quero arranjar confus�o.
Confus�o? J� arranjou.
Vamos andar. Voc� fica.
Simplesmente n�o entendi. �ramos colegas quando trabalhamos no Banco em Palermo.
- Pode ter se confundido ap�s esses anos. - Tenho certeza. � Dino Cartelli.
Ele emagreceu, mas por outro lado n�o mudou muito.
Todo final de semana �amos � praia. Sa�amos com as mesmas garotas.
�ramos... bem, n�o importa.
- Sinto t�-lo envolvido. - N�o foi nada.
Aqui est� meu cart�o. Ainda trabalho no Banco e se voc� for a Londres...
Voc� me emprestar� 100.000 libras.
N�o posso ir t�o longe, mas agrade�o sua ajuda.
Voc� vai se sentir melhor se comer alguma coisa.
N�o acho que estou com fome. Reservei uma refei��o no meu hotel.
Mas muito obrigado, mais uma vez, senhor...
Meu nome � Templar. Simon Templar.
O SANTO
S06E15-16 - Vingan�a para o Santo
Legenda por Susanawho
TURISTA INGL�S � ASSASSINADO
- � muito cedo para o almo�o. - N�o estou com fome ainda.
O incidente da noite passada. O ingl�s com a bengala que estava sentado aqui.
- Incidente? - Ele viu o que houve.
Ent�o, o que aconteceu?
Logo que cheguei, havia quatro pessoas saindo.
Um deles usava um terno brilhante. Qual � seu nome?
- N�o entendo. - Entende muito bem.
- Ele � um fregu�s regular? - N�o sei.
O nome dele � Dino Cartelli.
N�o sei, senhor. N�o conhe�o ningu�m com esse nome.
Tente encontrar outro nome que lhe vier � cabe�a.
- Minha cabe�a est� vazia. - Ganhe coragem...
e pode ficar rico.
Por favor, senhor, desculpe-me, n�o posso ajud�-lo.
Perdeu sua cota��o de 5 estrelas.
Temos muitos clientes, senhor. � imposs�vel lembrar de todos.
S� quero um nome. Um nome... e isto � seu.
N�o conhe�o nenhum, senhor.
Quantas bocas tem para alimentar, Charlie?
Est� bem, ent�o apenas o endere�o. Charlie, onde ele mora?
- No Hotel Medina. - Obrigado.
- Sim, senhor, h� um trem �s 14:50hs. - Obrigado.
- Posso ajud�-lo, senhor? - Sim, tem um h�spede �talo-americano,
40 anos, vestindo roupas caras. Perdeu a cigarreira.
- Oh, deve ser o Sr. Destamio. - Tem certeza que � Carlo Destamio?
Alessandro Destamio. Eu a entregarei a ele.
Certifique-se de que ele esteja no quarto e vou entregar pessoalmente.
- Mas ele partiu de manh�. - Ent�o como entregar� a ele?
Quando ele voltar. Ele tem uma su�te permanente aqui.
Deixe seu nome para receber a recompensa...
Eu j� recebi. Boa tarde.
Boa tarde.
- Sr. Templar? - Bem...
- O Sr. Destamio gostaria de v�-lo. - Sim, eu tamb�m adoraria v�-lo.
- Onde vamos? - Ao aeroporto, senhor.
- Ischia ou Capri? - Capri.
- Sou a Lily. Bem-vindo a Capri. - Como me achou no meio da multid�o?
Permita-me.
"Para Lily". Belo nome. "De Al". Nome feio.
N�o diz "com amor".
- Tome. - Obrigada.
Ouro de 22 quilates. Parece que � um romance antigo. Ou estou errado?
- Voc� pode me ouvir? - Servi�o de primeira.
- Inglesa. �rea de Londres. - Exatamente.
� corredora de maratona? Voc� tem os m�sculos incr�veis das pernas.
Eu era dan�arina. Com uma equipe em Roma.
E agora, est� com Al em Capri.
Ele paga melhor e � mais quente que Londres.
Pode esquentar ainda mais.
Templar. Que bom que p�de vir.
Quase n�o vim. N�o tinha roupa para vestir...
Sinto muito pelas roupas. Meu pessoal ficou um pouco entusiasmado.
3.000 d�lares cobrem o preju�zo?
Pelas roupas, mas n�o a inconveni�ncia.
- Lily, bebidas. O que voc� quer? - S� bebo com meus amigos.
�timo.
Conhaque e soda.
Eu vou lev�-los. Acho que isso d� cabo das preliminares.
- Tem raz�o, Templar. - Ent�o vamos ao assunto.
Claro. Por que est� fazendo perguntas sobre mim?
- Toda a sua vida me fascina. - � mesmo? N�o entendo porqu�.
Nasci na Sic�lia em uma fam�lia pobre, mas respeit�vel...
Emigrei para os Estados Unidos,
comecei a fazer neg�cios para ganhar algum dinheiro.
Ent�o � isso... Voc� � o famoso Al Destamio.
Bem, agora me lembro de tudo.
Eu atendo.
Fala do meu pequeno problema com o Imposto de Renda?
Pequeno problema? Engra�ado, considerando que foi deportado.
Discrimina��o racial, devido ao fato de eu nascer italiano.
Se deportassem todos que sonegassem impostos, o pa�s estaria vazio.
Sim, mas voc� foi preso por fraude.
- O caso foi arquivado. - Por que?
Insufici�ncia de provas.
Sim. Porque uma testemunha-chave morreu de repente.
- Est� absolutamente certo. - � para voc�. Palermo.
- A cidade natal. - Com licen�a.
Quer um conselho? V� com calma.
E meu conselho para voc�: saia. Antes que eu destrua o mundo dele.
- O que? - Voc� me ouviu.
- Meu querido, sabe onde est� se metendo? - N�o, mas vou descobrir.
N�o ir� longe ou talvez seja enterrado com seu melhor terno.
Meu �nico terno.
- Tem certeza de que n�o quer uma bebida? - De voc�, sim, aceito um u�sque.
- Com soda ou �gua? - �gua. E uma pergunta.
- Gelo? - J� ouviu falar de Dino Cartelli?
Sr. Templar, pratica esqui aqu�tico?
Responda, Sr. Templar, pratica esqui aqu�tico?
S� quando nos meses com a letra "R"... Dino Cartelli.
Estou ficando cansado disso. Quem � Cartelli, afinal?
- Euston pensou que fosse voc�. - Ele estava enganado, voc� sabe.
� por isso que mandou mat�-lo?
Olha, n�o gosto desta conversa. Mesmo de brincadeira.
Sou um empres�rio respeit�vel, Sr. Templar. Sou presidente de v�rias empresas.
Um salto consider�vel para um tesoureiro do Banco Continental, em Palermo.
Como conseguiu?
Eu vou descobrir.
Sr. Templar.
Por favor, volte para sua terra.
Lembre-se, isso n�o � Londres ou Nova York.
Voc� manda, Dino.
Alessandro.
Alessandro Destamio.
- N�o se esque�a disso. - N�o se esque�a, Dino.
Vamos, Lily. A visita acabou.
- N�o tem mesmo medo dele? - Voc� tem?
Deve estar brincando. Queimadura de charuto.
Por que n�o o deixa?
Se temesse algu�m, saberia porqu�.
Eu o deixarei quando ele se cansar de mim.
Para garantir, ele me deixa dura.
500 d�lares. Deve ser o suficiente para voltar a Londres.
Cuidado!
- N�o. N�o posso aceit�-los. - Por que n�o? � grana do Al.
Adeus, Lily.
Obrigado, senhor. O voo para Palermo sai �s 15:00hs no port�o 7.
Obrigado.
Bom dia. Estou tentando encontrar um dos seus funcion�rios.
Ele trabalhou aqui h� alguns anos, mas pode
ter sido transferido para outra ag�ncia.
- O nome dele? - Dino Cartelli.
Um momento, por favor.
Por favor.
- Queira se sentar, senhor... - Templar. Simon Templar.
Obrigado.
- Cigarros? - N�o, obrigado.
Sr. Templar, conhece bem Dino Cartelli?
Na verdade, nunca o conheci.
Conhe�o o amigo dele, James Euston.
Ele me pediu para procur�-lo quando eu viesse a Palermo.
- Suponho que Euston n�o saiba. - O que?
Sr. Templar, Dino Cartelli morreu h� muitos anos.
- Foi uma trag�dia terr�vel. - O que aconteceu?
Ningu�m sabe exatamente. Ele foi encontrado morto uma manh�, baleado.
O cofre estava arrombado e o dinheiro sumiu.
Dino surpreendeu os ladr�es, tentou resistir e eles o mataram.
Lamento lhe dar essa not�cia.
Obrigado. Isso � tudo o que eu queria saber.
- Euston ficar� chocado quando souber. - Duvido.
Mas ele e Dino eram bons amigos.
E Euston tamb�m est� morto. Uma outra noite em N�poles. Foi assassinado.
Boa tarde, obrigado.
N�o toque nela.
Ele me atacou.
- Seu nome? - Templar.
- Por que atacou essas pessoas? - Eu os ataquei?
Deixe disso, essas pessoas viram o que aconteceu. Voc� viu?
Ele n�o viu nada, senhor.
Solte-me! Foi esse quem me atacou com a faca.
Voc� est� preso.
Enquanto voc� sela cartas, o assassino prepara seu �libi.
Seu passaporte, por favor.
Quer meu cart�o Diners Club?
American Express? Minha carteira internacional de motorista ?
Um homem famoso.
Simon Templar. N�o gostamos de criminosos internacionais posando como turistas.
Ora, vamos. Havia pelo menos uma d�zia de testemunhas que viram o que houve.
H� muitas d�vidas entre as testemunhas e sua reputa��o n�o � nada boa.
Por que motivo atacou aqueles homens?
- Eu os ataquei? - Responda minha pergunta.
- Eu serei indiciado? - Com toda certeza, senhor.
Ent�o, vai continuar com essa farsa?
Entendo. Aos poucos, estou compreendendo a situa��o.
Responda minha pergunta, por favor!
Ele se recusa. Neste caso, Sr. Templar, n�o tenho alternativa...
Voc� tem 3 alternativas.
1: Procure as impress�es digitais na faca. N�o achar� as minhas.
2: Aperte algumas testemunhas. e 3: encontre o assassino.
Leve-o.
Boa tarde.
Deve ser o Sr. Templar. O cavalheiro que foi atacado.
Sou Marco Ponti, o Detetive daqui.
Fico feliz que acredita em mim.
Acabei de chegar do necrot�rio.
Seu atacante � um bandido local chamado Tonio Mariotti.
Ele mereceu, n�o �, Maresciallo?
O outro homem era provavelmente seu primo, Gino Mariotti.
Vamos peg�-lo. Espero que possa ficar por
alguns dias para que possamos identific�-lo.
Claro.
Ent�o n�o vou segur�-lo mais. Grato pela sua colabora��o.
- Posso ir? - Se n�o tem mais nada a dizer, sim.
Obrigado.
General...
Lamento que atrasamos seu almo�o.
V� ao Capriccio, fica a uma quadra daqui. � a melhor comida de Palermo.
Obrigado, eu vou.
O que est� fazendo?
- Outra bebida, senhor? - N�o, vou esper�-lo um pouco.
Obrigado, senhor.
Voc� me esperava?
Voc� se expressou muito claramente.
Sr. Templar, decidi confiar no senhor.
Isso faz com que voc� seja o �nico em Palermo.
Sei que Euston foi morto em N�poles e que visitou Alessandro Destamio em Capri.
- � bem informado. - Tenho que ser.
Est� em guerra, meu amigo. Com toda a M�fia.
Destamio?
Um "capo". Uma das pessoas mais importantes.
Isso explica muita coisa.
N�o poderemos encontrar Gino Mariotti. A menos que eu o prenda pessoalmente.
Se o fizer, haver� testemunhas para jurar que voc� os atacou.
Ningu�m poder� for��-lo a confessar que conhece Destamio.
- Ele morreria antes de confessar. - Se confessasse.
Vamos almo�ar.
E desde que est� pagando, vou pedir algo muito caro.
Por que n�o? Gar�om!
Fui nomeado pela Comiss�o Anti-m�fia do Parlamento,
Meus poderes s�o bem amplos.
Quanto tempo vai ficar na Sic�lia?
Depende.
Quer o sangue de Destamio por vingan�a? � isso?
Quero a sua pele.
Uma diferen�a sutil. Eu quero a ambos.
N�o s� a dele, mas de todos.
O medo est� assombrando esta ilha. A M�fia est� em toda parte.
Se eu quiser destru�-la, preciso da sua ajuda.
Conte comigo. Por onde come�amos?
- O atual l�der da M�fia est� morrendo. - Quem � ele?
N�o sabemos.
Mas sabemos que os outros chefes se encontrar�o em breve.
Esta semana, provavelmente... Para escolher um sucessor.
- Quero descobrir onde ser�. - Que miss�o!
Seu batimento card�aco acelerou?
Ela almo�a aqui toda quinta-feira. Por isso sugeri este local.
- Queria que a visse. - Por que?
Quero que a conquiste, se aproxime dela.
- Quem � ela? - Voc� conhece o tio dela.
Ela � Gina Destamio.
Bom dia, sou Simon Templar. Gostaria de falar com a Srta. Gina.
- Por favor. - Obrigado.
Bom dia.
Espere aqui, senhor.
Sim?
Boa tarde, senhora...
- Sou Dona Maria Destamio. - Como vai?
O que deseja?
� s� uma visita social. Seu irm�o me pediu que a visitasse.
Nunca recebo os amigos do meu irm�o. Boa tarde.
Alessandro insistiu que eu viesse. Na verdade, foi uma ordem.
Por que?
Ele est� preocupado com a senhora.
Eu me sinto �tima. Pode lhe dizer isso.
N�o � sua sa�de que o preocupa.
O dia est� quente.
Talvez queira uma bebida gelada... antes de sair?
� muito gentil!
Traga um vermute. Gelo e soda.
- Conhece bem meu irm�o? - Intimamente, Dona Maria.
- Tem neg�cios com ele? - Temos muitos interesses em comum.
Nao sabia que t�nhamos convidados.
N�o tem vergonha de ficar seminua na frente de um estranho?
N�o se importe comigo.
Tomo banho de sol no jardim. Dona Maria n�o gosta de biqu�nis.
- Eu aprecio. - Esta � sobrinha, Gina, Sr. Templar.
- Senhorita. - N�o almo�ou no Capricio?
Fico feliz que tenha notado.
- Ele � amigo de Alessandro. - Alessandro?
Maravilha! Como ele est�? Voc� o viu recentemente?
Est� bem. Eu o vi ontem em Capri.
Conte-me tudo sobre ele. N�o o vejo h� anos.
- Ficar� muito tempo em Palermo? - N�o sei ao certo.
Conhece bem a cidade?
Palermo? N�o como gostaria. O que devo visitar?
Tudo. A Catedral. A Capela Palatino. Zisa.
E deve ir a Monreale.
- Talvez possa vir comigo. - Eu adoraria.
Minha sobrinha n�o pode ir com voc�. H� guias profissionais que fazem isso.
- Querida, n�o fala s�rio. - Tenho certeza que n�o.
Alessandro insistiu que Gina me mostrasse a regi�o.
Est� bem... vou consultar a agenda e ver se posso liber�-la um dia.
Com licen�a.
Amileta, deixe ali.
Sr. Templar. Simon Templar.
- S� temos vermute. - Est� �timo. Com soda e gelo.
Creio que sua tia n�o gosta de mim.
N�o se preocupe com Dona Maria. Ela ladra... como � o ditado... mas n�o morde.
Ela � muito diferente do Alessandro.
Alessandro. Ele n�o � maravilhoso? Ele toma conta de todos.
Ele paga as contas.
Ele me mandou para a escola na Su��a por 10 anos,
E ainda assim ele nunca veio nos visitar.
- Nunca? - N�o.
J� faz dois anos, quando ele voltou dos Estados Unidos.
- Pensei que nos visitaria um dia. - Ele est� ocupado.
Est� ficando tarde, senhor. N�o seria polido
deixar um bom amigo de Alessandro sair t�o tarde. Vai ficar para o jantar?
- Sim. Por favor. - Obrigado, eu adoraria.
Vou avisar os criados. Com licen�a.
N�o convidamos ningu�m para jantar. Deve t�-la hipnotizado.
Acho que h� uma explica��o mais simples.
Relaxe, Al. Deixe-me cuidar dele.
Est� bem, Giorgio. Mas n�o cometa erros.
Sentiu minha falta quando eu estava em Palermo?
Sabe que sim.
Traga-me um conhaque com soda.
Ora, ora.
Lucros inesperados de jogos?
- Templar? - Sim.
- Por que? - Nenhum motivo.
Lily, homens n�o d�o �s mulheres 500 d�lares sem motivo.
Ele me disse para comprar um presente.
- Por que? - Ele gosta de mim.
- Por que? - Pela mesma raz�o que voc�.
Voc� s� serve para uma coisa. Traga-me uma bebida.
Lily, querida, n�o cometa tolices. Nem pense nisso.
Porque se fizer, eu me livrarei de voc�.
N�o ter� condi��es de trabalhar, no sentido real da palavra, entende?
Mas Templar me obrigou a aceit�-lo. Ia lhe devolver.
� uma garota boa e obediente.
Tenho uma surpresa para voc�.
Como recompensa por sua lealdade e devo��o, vou lev�-la a Palermo comigo.
Sabia que ficaria encantada.
- Azeitonas amassadas. Espero que goste. - Parece delicioso. Obrigado.
- Pegue um pouco de p�o. Feito em casa. - Obrigado.
Gina tem minha permiss�o para acompanh�-lo a Palermo amanh�.
Estou impressionado.
P�o, p�o!
N�o ligue para o titio.
Ele � velho. Ele quase n�o ouve e entende menos ainda.
- Mas ele � feliz. - Provavelmente por isso.
Bom apetite para todos.
- Uma refei��o deliciosa. - Fico feliz que tenha gostado.
Conte-me mais sobre Alessandro.
Ele mesmo falar� quando ele vier.
Meu irm�o vir� a Palermo?
- Sim, para a reuni�o. Sabia dela, n�o? - Reuni�o?
Nem acredito que irei v�-lo depois de todos esses anos.
- Sabe onde a reuni�o ser� realizada? - N�o.
N�o sei nada sobre os neg�cios do meu irm�o.
Alessandro? Eu o avisei.
- Disse a ele para n�o ir a Roma! - Tio! � hora de dormir.
Tomaremos caf� e conhaque.
Acho que abusei da hospitalidade. Est� na hora de voc�s dormirem.
Talvez queira jantar conosco de novo, senhor?
Estou ansioso por isso.
Dona Maria, n�o precisa me acompanhar. Obrigado mais uma vez.
At� amanh�, Gina.
- Irei at� o carro. - N�o! Ela deve cuidar do tio.
Ele n�o dorme at� Gina lhe dizer boa noite.
- Entendo. - Eu o vejo amanh� �s 10:00hs.
�timo. Dona Maria.
Dois minutos!
Um minuto!
Dois, um, zero!
Pronto!
Adeus, Santo!
N�o fa�a isso!
Deveria ter mais cuidado.
Poderia t�-lo acertado antes e acendido a luz depois.
Vou me lembrar disso. Como foi? Teve sorte?
N�o do seu ponto de vista, infelizmente. E voc�?
Verifiquei os arquivos policiais esta noite.
Descobri que Dino Cartelli foi morto em um assalto a banco.
Ele morreu atingido por um tiro. E seu rosto ficou desfigurado.
- E como foi identificado? - Pelas roupas e seus pertences.
Cartelli e Destamio podem ser a mesma pessoa.
Exatamente. E se pudermos provar, poderemos prend�-lo por assassinato.
Por matar o homem que teve o rosto desfigurado.
Ele quase fez a mesma coisa esta noite.
Seus capangas explodiram meu carro.
Sabe, Marco, Destamio provoca uma sensa��o estranha em mim.
N�o quero mais s� a sua pele, quero o sangue dele.
Essa sensa��o estranha, Simon, � uma doen�a siciliana.
� contagiosa.
N�s a chamamos de "vendetta".
Sr. Templar, tinha me esquecido.
Tenho certeza disso, Dona Maria.
N�o se preocupe, Dona Maria, n�o chegarei tarde.
Tchau.
Dona Maria ficou surpresa ao me ver.
Assim me pareceu. Mas por qu�?
N�o tenho a menor ideia!
� algo, Gina. O tio disse uma coisa ontem � noite
que avisou Alessandro para n�o ir a Roma.
O que ele quis dizer?
Foi h� muitos anos. N�o me lembro.
Alessandro ficou muito doente e Dona Maria achou que ele iria morrer.
- Ele foi a um m�dico em Roma. - E se recuperou?
Sim. Ent�o ele emigrou para os Estados Unidos.
Por que quer saber?
S� por curiosidade. Aonde vamos?
- J� planejei todo o passeio. - �timo.
Giorgio. Resolveu aquela coisinha?
N�o consegui. Tentamos, mas ele escapou.
- Ent�o, onde ele est� agora? - Namorando sua sobrinha.
- Gina? - Sim.
Entre no carro.
Cavalheiros, me desculpem. Houve um problema pessoal.
Eu ligo assim que puder.
- N�o h� tempo. - Don Pasquale quer v�-lo agora.
- � uma ordem. - Temos que ir imediatamente.
Certo.
Vamos.
Leve-a e vigie o hotel de Templar. Sabe qual �?
- O Reale. - Desta vez, fa�a o servi�o direito. Entende?
Eu o quero morto.
A catedral foi conclu�da em 1698.
E o jardim foi projetado constru�do pelo Cardeal...
- Desculpe-me. - Pelo que?
Por entedi�-lo.
N�o tem nada a ver com voc�, Gina, acredite.
Quando se trata de catedrais...
Ou voc� gosta ou odeia.
Foi voc� quem pediu para lev�-lo ao passeio.
- � verdade. - Por que pediu se fica entediado?
Porque queria conhec�-la.
� por isso que veio � nossa casa, Simon, para me conhecer?"
N�o, � seu tio que me interessa.
Eu notei. Fez muitas perguntas toda a manh�.
Gina, ele significa muito para voc�?
Claro, se n�o fosse Alessandro, morrer�amos de fome.
- Sabe de onde vem o dinheiro? - N�o tenho ideia.
Quer que lhe diga, Gina? Quer que lhe diga de onde vem todo o dinheiro dele,
com o qual voc� vive?
Quer que eu lhe diga o qu�o bom e gentil � o seu tio?
- Ele � um Chefe da M�fia. - N�o � verdade. Est� mentindo.
A �nica vez que menti foi quando disse � sua tia que era amigo de Alessandro.
N�o sou amigo dele.
Quero prend�-lo e ele sabe disso.
� por isso que seus homens tentaram me matar ontem.
Mat�-lo?
- Duas vezes. - Por que ele quer mat�-lo?
Porque sei de algo que o comprometeria com a M�fia.
Eu sei que ele n�o � o verdadeiro Alessandro Destamio.
- Claro que �. - Como pode ter certeza?
Se voc� diz a verdade, onde est� o verdadeiro Alessandro?
Acho que ele morreu h� 20 anos.
- H� uma maneira de se ter certeza. - Como?
Dona Maria e titio podem fingir
mas s� deixariam um Destamio ser enterrado no t�mulo da fam�lia.
- Diga-me onde �. - No cemit�rio de Santa Croce.
- Quem �? - Lily.
O que diabos est� fazendo em Palermo?
Tem que sair daqui imediatamente! Esperam por voc�.
Do que est� falando?
Eles vieram aqui para mat�-lo. Ouvi Al dizer ao Giorgio no aeroporto.
- Ent�o Al chegou. Onde ele est�? - Ele saiu com alguns amigos em seu carro.
- Onde eles foram? - N�o sei.
- Lily, � importante. - Simon, por favor. Precisa sair agora.
Est� bem.
Estava com a raz�o.
Simon, o que estou fazendo? V�o me matar por t�-lo avisado.
Lily, vou coloc�-la no �nibus para Cefalu. Quando chegar, v� ao hotel "Savoya".
Tranque-se no quarto e espere. Fique l� at� eu mandar not�cias, certo?
- Por favor, venha comigo. - Tenho algo importante para terminar aqui.
O m�dico est� a caminho.
O bandido deportado.
N�o admiro seu senso de humor, Sr. Templar.
Foi esperto deixar um dos seus rapazes me esperando na cripta.
Tamb�m acho.
Como sabia que eu iria at� o jazido da fam�lia? Gina lhe contou?
Gina sabe onde voc� ia?
N�o, mas ela � inteligente o suficiente para adivinhar.
Sr. Templar, tenho que admitir que estou um pouco preocupado.
Tenho que admitir que n�o dou � m�nima.
Quero saber onde a Lily est�.
N�o tenho ideia.
Veremos.
Voc� � al�rgico a escopolamina?
S� a charlat�es.
Com licen�a, mas Don Pasquale me enviou.
Espere um minuto.
O atraso � s� tempor�rio, Sr. Templar.
- Quem exatamente � Don Pasquale? - Don Pasquale � o chefe supremo da M�fia.
- Soube que ele est� muito doente. - Ele est� morrendo.
- Ent�o eles v�o escolher um novo chefe. - Sim.
Que pode ser Alessandro.
Talvez.
Onde n�s estamos?
Faz muitas perguntas, Sr. Templar.
Est�o chamando-o.
N�o � muita gentileza?
Aproxime-se.
Simon Templar, j� nos causou problemas antes.
Fico feliz por se lembrar.
N�o que isso importe, mas acho que tem uma vis�o errada sobre n�s.
Duvido.
A M�fia tem uma moral de ferro, Sr. Templar.
Sabia que ao final da Segunda Guerra Mundial
havia mais de 30 gangues de bandidos que aterrorizaram a Sic�lia?
- Agora s� h� uma. - S� uma organiza��o.
Mas h� ordem agora. O com�rcio prospera.
Somos implac�veis, � verdade, mas tamb�m somos justos.
- Por que ele est� aqui? - Ele est� me causando problemas.
Que tipo de problemas?
Al n�o gosta do seu verdadeiro nome.
- Cale a boca. - Como assim "verdadeiro nome"?
N�o sabia? Pensei que todos soubessem.
Chamava-se Dino Cartelli antes de partir para os Estados Unidos.
� mentira. Todos conhecem minha fam�lia.
Os Destamio s�o uma �ntegra fam�lia mafiosa.
Um bom passado para seu sucessor, Don Pasquale.
O que estraga tudo � que Dino n�o � membro dela.
Don Pasquale, respeitosamente sugiro...
Um momento, Alessandro.
Quem � Dino Cartelli?
Um ladr�o escroque que roubou um Banco em Palermo h� 20 anos.
Para se livrar da pol�cia, ele comprou uma nova identidade
numa respeit�vel fam�lia,
que perdeu um filho em Roma. O verdadeiro Alessandro Destamio.
- Qual � a sua resposta, Alessandro? - Desprezo!
Sim, desprezo pelo senhor, Don Pasquale e pelo c�digo da M�fia.
E quanto ao seu desprezo, Sr. Templar? Por n�s? E pela verdade?
� diferente. Neste quarto, apenas duas pessoas n�o t�m motivos para mentir.
- O senhor e eu. - Qual � o motivo?
- Estamos � beira da morte os dois. - Claro. Claro.
Pode nos deixar agora, para pensarmos no que disse.
Vamos, Dino?
Adeus, Simon Templar.
- Nunca mais nos veremos. - Eu sei. Eu vou para cima.
Alessandro!
Don Pasquale, tudo o que posso dizer... � que ele est� mentindo.
Ter� que dizer mais do que isso.
Somos ouvintes pacientes.
Se o Templar disse a verdade...
- Ele n�o disse isso! - Senhores... senhores...
� muito simples.
H� a sua sobrinha, Gina. H� a sua irm�, Dona Maria Destamio.
Elas v�o dizer a verdade.
E agora, por favor, Alessandro, meu rem�dio.
O copo sumiu.
Corte!
Me d� a arma.
Cubra. Tente faz�-lo vir na frente da casa.
Vasculhem a colina!
Voc�s, por ali!
Voc�!
Sim, v� por ali!
- Deve ter escapado. Vamos. - Todo mundo de volta.
- Maria, voc� viu? - N�o vi. O que posso ver daqui?
Continue lavando. Fique de olho na estrada.
Pise! Acelere, ultrapasse!
Fique no meio da estrada, amigo.
N�o deixe que ele o ultrapasse.
Continue dirigindo assim.
- V� de uma vez. - Eu n�o posso!
- N�o pare. - Mas, senhor, e o regulamento?
Eu fa�o os regulamentos.
Quando eu mandar, pise no freio. Com toda a sua for�a.
Agora!
- Quem �? - Simon.
Entre, Templar.
Vire-se contra a porta.
- Tem que ir ao hospital. - N�o, Simon, n�o me leve para l�.
Alessandro nunca me perdoar� por tra�-lo. Se ele me encontrar, ele vai me matar.
Ele n�o vai mais toc�-la, prometo. Pol�cia em Palermo.
Quero falar com Marco Ponti.
Onde ele est�?
Obrigado.
Palermo, 1-0-0-9.
- Al�? - Gina, � Simon.
Simon?
Preciso da sua ajuda. Estou em Cefalu.
Marco Ponti saber� onde escond�-la.
Pode ligar para ele de casa.
Idiota.
Templar fez duas liga��es daqui. Uma para a pol�cia e uma para esse n�mero.
Vamos!
- Gina? - A garota est� ferida.
N�o, n�o pode traz�-la aqui! Eu o pro�bo! N�o pode fazer isso!
Por favor. N�o!
- Traga ataduras! - N�o. Voc� n�o entende.
- Ela deve ir para um hospital. - Se n�o quer ajudar, v� embora.
Amileta, venha c�!
- Sim, senhorita? - Traga �gua quente e ataduras.
Sim, agora mesmo.
N�o, Amileta, n�o traga nada. Pelo amor de Deus, me escute, crian�a!
Eu mesma vou buscar.
Espere! Est� me for�ando a lhe contar.
Que nosso amado Alessandro � mafioso e voc� � c�mplice dele?
Que ele quer matar Simon Templar? Eu j� sei.
Voc� sabe? Mas n�o entende.
Entendo perfeitamente.
Mas ajudando a garota e o Sr. Templar, expiamos alguns dos nossos pecados.
Al�? Pronto?
Por favor, pelo bem de todos, saia desta casa!
- Pol�cia, Palermo. - O que est� fazendo?
- Algo que deviam ter feito h� 20 anos atr�s. Al�?
Marco Ponti, imediatamente!
- Quem �? - Alessandro.
- Fuja. Na porta dos fundos, r�pido! - N�o deixarei a garota.
Vou escond�-los.
- Gina, n�o podemos. - N�s devemos!
Simon! Aqui.
E se eles...
- Retarde-os! - Mas como? O que posso dizer?
Minta, n�o ser� a primeira vez.
Flores, flores!
Dona Maria. Pela primeira vez, lembre-se de quem voc� �!
- Dona Maria, minha querida irm�. - O que voc� quer?
Ver minha parente favorita. Voc�s dois no andar de cima.
Voc� no por�o. Giorgio, neste andar.
Prometeu nunca vir aqui. Como ousa nos invadir assim?
Dona Maria, a senhora � uma piada.
Posa de grande dama nobre.
Acabou! A aristocracia siciliana morreu h� mais de cem anos.
- Nossa familia � uma das melhores. - Sua fam�lia est� falida!
Fizemos um neg�cio. Seu nome em troca do meu dinheiro.
Paguei todas as despesas e os estudos de Gina.
Lembre-se que se n�o fosse eu, estaria vendendo mel�es para o mercado!
Tio...
Voc� se lembra de mim, Alessandro?
Voc� � um velho esperto. Voc� viu o Templar em algum lugar hoje?
- Ele fala bobagem. - Onde?
Flores. Flores!
Inacredit�vel.
A �ltima vez que a vi, voc� estava...
dessa altura.
Voc� se transformou numa linda mulher.
Isso � jeito de tratar seu tio? Venha aqui.
Sim, voc� se transformou numa mulher e tanto.
- Nada. - No jardim.
Quero que a minha amada fam�lia responda a algumas perguntas.
Sei que ser�o sinceros. Templar esteve aqui?
N�o.
- Dona Maria? - N�o.
Flores. Flores!
Ele telefonou para c� h� uma hora. Com quem ele falou?
- Comigo. - Sobre o que?
Estava com uma garota. Ela ficou ferida. Ele me pediu ajuda.
- Continue. - Levei-os ao hospital...
- Qual? - Santa Maria.
- E depois? - Vim para casa.
- E tudo isso em menos de uma hora? - Sou uma motorista r�pida.
- Ent�o, o Templar est� no Santa Maria? - N�o sei.
Vamos checar.
- Nem sinal. - Descobri onde ele est�.
Gina, n�s dois precisamos ter uma longa conversa. Quero saber tudo sobre voc�.
Foi encantador. N�o foi bem uma reuni�o festiva, mas encantadora.
Disse a verdade sobre Templar?
Claro que sim, � uma grande dama.
S� para ter certeza, levarei Gina comigo.
N�o!
Mas ela � minha sobrinha. Eu a adoro.
Ela ficar� bem, desde que Templar esteja no hospital.
N�o! Espere!
Por favor, Dona Maria, vou ficar bem. De verdade.
Vamos embora.
Sr. Templar. Espero que esteja satisfeito com o que fez.
- Onde est� Gina? - Ele a levou!
- Se algo acontecer com meu beb�... - Se houver, vou mat�-lo.
- Dev�amos ter virado � esquerda. - N�o vamos at� Don Pasquale ainda.
- O que � isso? Ex�rcito? - Exatamente.
Tudo bem. Continuem.
Uma grande Companhia. Chegou de Roma h� uma semana.
Major, este � Simon Templar.
- J� ouvi falar muito do senhor. - Obrigado.
Ainda bem que veio.
E ent�o? - O que voc� pode me dizer?
O chefe supremo, Don Pasquale est� morrendo.
Os demais chefes est�o l�.
Excelente. Vamos atac�-los agora e peg�-los todos.
Major, tem um pequeno problema.
- Que problema? - Eles levaram Gina Destamio como ref�m.
Devo me preocupar com uma garota?
Eu me preocupo, Major. Vou tentar resgat�-la antes que ataque.
Como?
H� uma maneira.
A casa de Don Pasquale fica aqui.
Obrigado.
D�-me 10 minutos. Est� bem?
Voc�...
N�o! N�o vou aceit�-lo.
N�o, enquanto houver d�vidas sobre sua verdadeira identidade!
Giorgio, traga minha sobrinha.
- Tchau. - Tchau.
Precisa de uma prova. Ela dir� quem sou.
Diga a eles, Gina.
Diga-lhes que sou seu tio Alessandro Destamio.
N�o � preciso, Gina...
Venha aqui, r�pido.
Fiquem onde est�o. N�o se mexam.
Magrelo, livre-se do volume que tem debaixo do bra�o.
Livre-se dela.
Devagar.
- Aquela arma s� tem duas balas. - Ent�o, quem vai bancar o her�i?
Ningu�m se oferece?
Que pena. Coloque-a no ch�o.
Chute-a para c�.
Um problema a menos.
A verdade que queriam saber de Gina, n�o que importe muito,
o verdadeiro Alessandro Destamio est� enterrado no cemit�rio de Santa Croce.
Ele morreu em Roma em 1950.
Dino tomou o seu lugar e, em seguida, emigrou para os Estados Unidos,
onde estaria at� hoje, se pagasse seus impostos l�.
Pare!
- Simon! - Saia da�!
Aqui em cima! Depressa!
Parem! Recuem ou ela morre!
Mexam-se!
Dino!
Cuidado, senhores. Ele � o chefe supremo da M�fia.
Levem-no.
Vamos, chefe!
Um dia, Templar, eu prometo.
Eu posso esperar, Dino. E voc�?
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