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Ent�o, tenho este amigo, um �ptimo tipo...
teimoso, mas, por circunst�ncias da vida,
- ele tem cancro. - A s�rio?
N�o se preocupe, ele est� bem. Mant�m-se positivo.
Mas, h� um problema.
H� um problema? Pensei que era o cancro.
N�o, o meu amigo tem uma nova m�dica...
que est� a tornar imposs�vel...
que o meu amigo se mantenha positivo.
Parece algu�m que conhe�o.
A s�rio? Estranho. Ela n�o p�s, apenas, o meu amigo...
num cronograma imposs�vel de cumprir,
como, agora, est� a insistir em lhe colocar um tubo de alimenta��o.
Ent�o, esperava mesmo que ele pudesse ter uma segunda opini�o.
E o teu amigo n�o �, por acaso, Director Cl�nico...
de um grande hospital p�blico de Nova Iorque, pois n�o?
Bem, ele pediu-me para manter o nome em sigilo.
- Max, eu... - N�o. Nada de nomes.
Isso seria uma enorme trai��o ao meu amigo incrivelmente secreto.
Mas, o meu amigo estava a pensar,
se conseguirias convencer a Dra. Stauton a mudar de opini�o?
- N�o farei isso. - Eu vou por aqui.
Sendo por isso que eu vou por aqui.
Est� bem. Mas, ela revoltou-se.
Est� bem? Ela faz todos os diagn�sticos recorrendo a analogias de basquetebol.
�s vezes, temos que lan�ar de longe.
- N�o. Tu tamb�m, n�o. - Max...
tens quatro faltas e j� n�o h� descontos de tempo.
Isto est� fora de controlo.
Apenas uma segunda opini�o sobre o tubo de alimenta��o.
� tudo o que pe�o.
- Est� bem. Queres a minha segunda opini�o? - Sim.
Tens que ouvir a tua m�dica actual.
Vi aquilo que fizeste.
- Se te faz sentir melhor... - Com certeza, n�o ir�.
Pensa no tubo de alimenta��o como o suplente...
que sai do banco quando o titular se cansa.
A s�rio? Porque apenas consigo ver um "cano" a sair...
do meu est�mago e a derramar o meu caf� matinal.
A quimioterapia provoca-te n�useas frequentes.
A radia��o queimou-te a garganta.
Como resultado, tens comido menos.
Perdeste 2,5 kg numa semana.
A m� nutri��o afecta negativamente o teu tratamento.
Tamb�m pode prejudicar a fun��o muscular,
diminuir a resposta imunol�gica...
e acumular n�veis preocupantes de toxinas no teu corpo.
Max, colocares um tubo de alimenta��o ir� atenuar tudo isso.
Est� bem, sim.
Coloca-me em jogo, Treinadora.
NEW AMSTERDAM [S01E19 - "Happy Place"]
Estas visitas s�o apenas formalidades, de momento, ent�o...
Estava ansiosa por isto.
- O que � que tem no saco? - Aqui vamos n�s.
S�o os favoritos da Jemma. De um restaurante de Trinidad
perto do hospital, onde as crian�as encomendam �s vezes.
Uma vez, n�o estou a gozar, a Jemma comeu quatro destes.
Posso ter ajudado um pouco, mas...
- Espero que tenhas trazido suficiente para dividir. - N�o, n�o. N�o haver� nenhuma divis�o.
Assim que ela vir isto, tem cuidado com os dedos.
- Ol�, Jemma. - Ol�, mi�da.
Como � que est�s, Jemma?
Estou bem.
Bem, prepara-te para encantar,
porque trouxe "doubles" e "kurma"...
do "Leelee's Roti Shop".
N�o � preciso.
Est� bem, vou deix�-los aqui no balc�o,
se quiseres com�-los mais tarde, est� bem?
Est� tudo bem?
Ela est�, apenas, a estudar para um teste.
As coisas t�m sido �ptimas.
Est� tudo bem na escola?
Sim, os professores na Jefferson dizem que ela est� a adaptar-se bem.
- E os amigos dela? - Conhe�o a maioria.
Bons mi�dos. Criativos, desajustados como a Jemma.
Mas, parecem entender-se.
Parece que ela se est� a adaptar muito bem.
Ent�o, a Dra. Christiansen ir� terminar com os sons baixos.
Tal como antes, levante a m�o direita se ouvir um som.
Se n�o ouvir, n�o h� problema.
Isto ajudar-nos a diagnosticar qual � o problema no implante coclear.
Margot?
Precisa de uma pausa? Est� tudo bem?
Ela n�o gosta de testes.
Estamos a testar o dispositivo, n�o a si.
E se a faz sentir-se melhor, vou-lhe dar uma nota "excelente".
- A Tori e eu vamos esperar l� fora. - Est� bem.
Muito bem, vamos come�ar.
Ent�o, passaram nove meses.
Ainda estamos com problemas?
� quase imposs�vel prever...
o per�odo de reabilita��o ap�s um implante coclear.
Quer dizer, n�o est�vamos � espera que ela falasse ao telefone,
mas, ela nem sequer consegue andar de metro sem ficar tonta.
Ela parece confusa e triste.
Sei como � ver algu�m que adoramos com dores,
mas, assim que descobrirmos o problema do dispositivo,
poderemos arranj�-lo.
- Est� tudo bem? - O implante parece funcional.
- Resposta dos el�ctrodos basais? - Tudo normal.
Se n�o � o dispositivo, ent�o, qual � o problema?
- Dr. Reynolds. - Max.
Dr. Reynolds.
Porque � que me parece que ambos est�o a preparar-se...
para me atirar para dentro de uma carrinha descaracterizada?
O teu or�amento trimestral est� tr�s semanas atrasado.
Sim. Ent�o, aquilo que aconteceu foi...
Pois, e se n�o for feito hoje,
a Cirurgia Cardiotor�cica n�o ter� or�amento para o pr�ximo trimestre.
O que significa que n�o haver� material cir�rgico, cirurgi�es ou cirurgias.
Para tua sorte, temos uma Dora.
E a Dora vai-te... ajudar.
E, com ajudar-te, quero dizer torturar-te at� que termines...
cada linha em perfeita ordem do in�cio at� ao fim.
Ela � mesmo bastante dura.
Ent�o, est�s preso neste gabinete,
at� acabares ou...
at� morreres, aquilo que vier primeiro.
Espera! Queres dizer agora?
N�o, mas, precisam de mim l� em baixo.
- N�o pode ser outra pessoa a fazer isto? - O departamento � seu.
E o or�amento tamb�m. Ganhas tudo que quiser.
S� tem que pedir.
Numa folha de Excel correctamente formatada.
E a Dora � excelente nisso.
N�o foi engra�ado? Est� bem. Sorri e acena ou paga o pre�o mais tarde.
- Max, ent�o! Sou m�dico! - N�o sem um or�amento.
Vamos, Dr. Reynolds?
Posso, pelo menos, ir ao quarto de banho antes?
Acho que sabe a resposta a isso.
Saiam todos do caminho. Ent�o! Afastem-se!
Caramba, Marie, viro as costas durante dois segundos...
- Devias ter sido tu. - Boa.
- O que � que temos? - Marie McNeil, 40 anos...
pol�cia, quando foi atingida...
- Condutor b�bado. Atropelamento e fuga. - Est� bem. Deixe connosco.
O ve�culo motorizado bateu-lhe e fracturou-lhe o f�mur,
Ela bateu no "capot" e, depois, no ch�o, resultando em ferimentos tor�cicos e contus�es.
- Ela vai ficar bem, certo? - Porque � que n�o avisa a fam�lia?
- Diga-lhes onde ela est�. - Sou o parceiro. Sou a fam�lia dela.
Levem para a Sala 29 e pe�am ao Max para vir aqui agora.
- Aguente firme, est� bem? - Fica bem. Por favor.
D�em-nos espa�o. Ela est� bem.
Sim, entendi, Comiss�rio, com certeza.
N�o, tem a minha palavra.
A Agente McNeil receber� os melhores cuidados poss�veis,
temos tudo sob controlo...
Sim. N�o, eu � que agrade�o, senhor.
- Comiss�rio da Pol�cia? - Ele pr�prio.
- J� passaste por uma "onda azul"? - Claro, em Chinatown.
Ent�o, nunca passaste por uma "onda azul".
No "New Amsterdam", quando um pol�cia chega, � como se a fam�lia toda viesse com ele,
s� que essa fam�lia corresponde a 3/4 da Pol�cia de Nova Iorque.
- Conforme foi dito. - Compreendo o que queres dizer.
Pessoal? Sou o Max Goodwin, Director Cl�nico.
Fico contente por manifestarem apoio � vossa colega,
mas, isto ainda s�o as Urg�ncias.
For�a! Ent�o, precisamos desta zona livre e calma, se for poss�vel.
Pe�o que levem esta vig�lia l� para fora. Agradecemos imenso.
Leon Hargrow, 68 anos, provavelmente a conduzir alcoolizado.
Lacera��es no antebra�o esquerdo.
Queimaduras no rosto e m�os resultantes do "airbag".
N�o vi. Onde...
- Onde... � que eu estou? - Algum sinal de les�es na cabe�a?
Testemunhas viram-no a conduzir aos "S's" na estrada antes do acidente.
� ele! O condutor b�bado que atropelou a Marie!
- Chamem a Seguran�a! - Estamos bastante seguros...
Vai ficar preso durante muito tempo, ouviu?
- Calma! - Sei que est� a ouvir!
Vou-me certificar que fique preso o resto da sua maldita vida!
Calma! Afastem-no! Afastem-no!
Recue! Para tr�s, agora!
- N�o se vai safar! - Afastem-no. Afastem-no!
O Angelo � o parceiro da Marie h� oito anos.
S�o como irm�os.
Ele est� nervoso, mas, nunca iria fazer mal ao condutor.
Tem a certeza?
O que � que posso dizer? Cuidamos uns dos outros.
Contando que cuide do Angelo, n�o h� problema em ficarem aqui.
Pe�o desculpa pelos dist�rbios. N�o voltar� a acontecer.
Toda a nossa aten��o dever� estar na Marie. A recupera��o dele � o que importa.
N�o se preocupe. Ele vai-se recompor.
Obrigado, mant�-la-ei actualizada quando souber mais sobre os progressos dela.
- Obrigado. - De nada.
Como � que ela est�?
Algo est�vel. Foi atingida com for�a.
Estou � espera a consulta card�aca.
E o condutor? Como � que ele est�?
Estou � espera dos resultados toxicol�gicos.
Temos que afast�-lo do parceiro de Marie.
O condutor est� est�vel. Pode-se movimentar.
Leva-o.
- Onde � que o vamos colocar? - Tenho uma cama na UCI.
Ele ainda est� "apagado".
Vai ser um despertar deveras infernal.
A� est� ele! O chefe que eu andava � procura!
- Podes autografar isto? - Claro.
Obrigado! Nem todos doariam os rins desta forma...
e preciso mesmo do dinheiro, obrigado.
D�-me isso. Outra visita para a Jemma?
- Pensei que j� tinhas ido. - Pensei que tinhas cancro.
Apenas por dentro.
Est� bem, ent�o... estou algo preocupado que a Jemma se possa estar a isolar.
Ela disse-me, literalmente, tr�s palavras...
voltou para o quarto e n�o voltou a sair.
Posso-te o meu diagn�stico psicol�gico completamente n�o qualificado?
- Claro. Porque n�o? - Ela � uma adolescente.
Bem, sim...
- Posso ter uma consulta? - Gra�as a Deus.
Como � que posso ajudar?
Quem � que da tua equipa est� livre para um consulta?
Eu.
Provis�es para o laborat�rio e consum�veis. 14 400,87 d�lares.
Max, por favor...
- Quem � que est� dispon�vel? - Isto n�o � justo.
Ouve, se eu soubesse que seria necess�ria toda esta papelada,
nunca teria optado por ser Director de Servi�o.
N�o optaste. Eu obriguei-te a ser Director de Servi�o.
Pe�o desculpa por isso.
Retira a Hastings da cirurgia toracosc�pica dela.
Obrigado.
Boa tentativa. Pr�ximo item?
Algum problema? Est�s bem?
Pe�o desculpa...
N�o costumo ser assim. Nenhuma de n�s costuma.
N�o...
N�o h� problema.
N�o sei o que aconteceu. Nunca discutimos.
Conhecemo-nos num "workshop" de medita��o.
A Margo conseguir ouvir...
Era suposto aproximar-nos.
Mas, apenas, nos est� a distanciar.
Tori, eu...
Conhe�o algu�m que poder� ajudar.
Est� bem.
Margot.
Margot.
Acredito que existem problemas n�o relacionados com o seu implante coclear.
Este � o meu colega, Dr. Frome.
Vamos conversar.
Max!
Est� bem, antes de falar, saiba que o meu amigo, aquele que tem cancro,
ter� um tubo de alimenta��o colocado hoje.
Ent�o, este "donut" representa a �ltima refei��o dele.
Presumindo que ele consiga engolir.
O Leon Hargrow n�o estava b�bado.
- O condutor? - Recebi as an�lises ao sangue dele.
N�o havia drogas ou �lcool no organismo. Nada.
N�o o viram a andar aos "S's"?
Ele teve um AVC... ao volante.
- E isso n�o � tudo... - Dr. Goodwin!
N�o consigo encontrar o Angelo.
Ningu�m sabe para onde � que ele foi.
- N�o acha que ele foi atr�s... - Sim, acho!
Angelo?
Agente, afaste-se dessa cama imediatamente!
- Vamos falar sobre isto. - Algu�m tem que pagar.
Angelo, entendo que esteja zangado, mas, ele n�o teve culpa.
N�o me minta!
Ele estava b�bado, eu vi-o a andar desgovernado.
Ele teve um AVC emb�lico enquanto conduzia.
N�o estava b�bado. Est� muito doente.
Ele � um veterano, tenha alguma compaix�o.
Angelo, por favor.
V� l� para baixo para a Sala de Espera.
A sua parceira? Ela precisa de si agora.
Certifique-se que ele desce.
- Espera... O que foi? - � a Marie. Ela est� a desfalecer.
Satura��o de oxig�nio a 86. Ritmo respirat�rio subiu para 30.
Respira��o diminuiu bilateralmente.
- Batimentos card�acos a 48. - Aguente firme, Marie!
- Satura��o de oxig�nio a cair. - Ritmo respirat�rio a subir.
Preciso de trazer o "kit" pulmonar.
A coloc�-lo no tabuleiro de intuba��o agora.
Distens�o das veias do pesco�o, ambos os lados.
N�o d� para ver por causa do colar cervical, mas... est� l�.
- Pneumomediastino. - Sim.
Boa. Deve haver um buraco no es�fago da Marie.
Temos que lev�-la para o Bloco Operat�rio abrir-lhe o peito,
e fechar aquele buraco antes que aconte�a outra vez.
Ela vai ficar bem?
- Sr. Hargrow... - Tenho que v�-la.
- Ou�a, senhor... - Tenho que lhe pedir desculpa.
Senhor, precisa de se acalmar.
- Mas... - Prometo,
ela est� a receber o melhor tratamento poss�vel.
Mas, agora, precisamos de nos concentrar em si.
O AVC que teve foi causado por um tumor maligno...
na sua bexiga.
Sei que s�o p�ssimas not�cias.
Temos que remover o tumor imediatamente e come�ar uma dieta.
Tudo aquilo que quero saber � se aquela mulher vai sobreviver.
Sr. Hargrow, a sua condi��o � muito s�ria...
J� sei o que h� de errado comigo.
H� quanto tempo sabe?
Se sabia, ent�o, porque diabo n�o recebeu nenhum tratamento?
Eu n�o quero nenhum tratamento.
Apenas me quero desculpar pelo que fiz.
Entendo.
Mas, neste momento, isso n�o � uma boa ideia para nenhum dos dois.
Ent�o, n�o temos mais nada a discutir.
O Dr. Kapoor achou que seria ben�fico...
se nos sent�ssemos e fal�ssemos sobre aquilo que est� a acontecer...
durante o processo de reabilita��o.
E o meu trabalho aqui � criar uma atmosfera...
ou espa�o para explorar aquilo que vos est� a acontecer emocionalmente.
Ambas. O int�rprete chegar� em breve.
Tenho a certeza.
Pe�o imensa desculpa pelo atraso, deve chegar a qualquer momento.
Est� bem, j� estamos a discutir...
Com raiva? Eu...
Muito bem, podemos... Pessoal, podemos ir mais devagar?
Estou a perceber um pouco.
Apenas... est� um bocadinho r�pido.
- Nunca disse que eras um fardo. - Muito bem, intervalo. Intervalo.
Respirem, est� bem?
Preciso de me p�r a par, mas, presumo...
Tori, a Margot disse que se sente um fardo?
- Sim. - A s�rio?
Muito bem, � assim... que se sente relativamente a ela?
N�o, nunca pensei nela dessa forma.
Porque � que n�o lhe diz como realmente se sente?
A Margot sempre teve este esp�rito com ela,
de experienciar o mundo, de acordo com as suas pr�prias regras.
Ela saltou da Ponte de Manhattan, em "bungee jumping", �s 03:00 da manh�,
quando est�vamos na faculdade.
- A s�rio? - Sim.
Acho que ela � destemida.
Ent�o, diga-lhe.
"Sinto-me t�o distante dessa pessoa agora."
"Sei que nos trouxe at� aqui porque queria o implante...
e sempre me apoiaste, com o dinheiro e as cirurgias,
porque eu queria isso."
"E, agora, receio ter arriscado...
o relacionamento mais importante da minha vida por causa disso."
Porque � que quer o implante?
"Para que eu consiga ouvir."
Est� bem. � isso que o implante faz.
Porque � que quer o implante?
"Eu quero-o..."
Agrade�o. Obrigado.
Atira para aqui. Obrigado, amigo.
Como tem passado? � bom v�-lo.
Obrigado. Obrigado.
Recetti!
J� est�s a juntar para o funeral da Marie?
Tem calma. � para a recupera��o dela.
Ela vai ter que encomendar comida fora durante bastante tempo depois disto.
Obrigado.
- O que � que se passa? - Como � que ela est�?
Conseguimos estabiliz�-la e estamos a prepar�-la para cirurgia.
Ainda n�o est� fora de perigo, mas, est� a responder ao tratamento.
- Isso � para Marie? - Sim, � algo que fazemos na Pol�cia.
Temos um Fundo de Her�is Ca�dos, para agentes feridos no cumprimento do dever.
Ent�o, contem comigo.
Avisarei quando ela sair.
- Obrigado, Dr. Goodwin. - Claro.
Adivinhem quem voltou?
- � a s�rio ou fugiste? - Sabes uma coisa?
Depois de passar a tarde com a Dora,
finalmente, sei o custo da energia.
- O que � que temos? - Ruptura do es�fago, interven��o cir�rgica.
Parece bom. Vamos ao trabalho.
Agente McNeil, sou o Dr. Reynolds. Esta � a Dra. Hastings.
Vamos fazer a sua cirurgia hoje.
Dois m�dicos?
Deve ser algo muito grave.
Os sinais vitais est�o bons. V�-lo-emos l� dentro.
Teve uma manh� e tanto.
Sim, os pol�cias devem fazer de tudo para apanhar os criminosos.
Fico ferida enquanto estou a passar uma multa a um adulto numa "scooter".
Nunca saberei o fim da hist�ria.
Bem, pelo menos, estava no terreno, certo?
Passei a manh� sentado em frente a uma folha de c�lculo.
- Odeio trabalho de escrit�rio. - A quem o diz.
Coloquem-me nas ruas. � l� que quero estar.
- No meio da ac��o, certo? - Sim.
O meu parceiro chama-me "One Direction"...
porque avan�o sempre com tudo.
Nem sequer penso nisso. N�o tenho medo.
Ponha-me em ac��o quando algu�m precisa de ajuda.
� isso que me faz feliz.
Bem, se a faz sentir melhor, ajud�-la neste momento...
� o que me faz feliz.
Vejo-a l� dentro.
- A AV acabou de enviar o hist�rico dele. - Obrigada.
S� podem estar a brincar comigo.
- Kapoor. - Como � que correu?
Correu bem. Estou optimista. Sabes... muito coisa veio � tona.
Sem d�vida que ocorreram in�meras revela��es.
Mas, em �ltima an�lise, acho que a Tori e a Margot ficar�o
mais fortes que nunca.
- Que boas not�cias. - Pois.
Falei com a Dra. Christiansen,
e ela est� segura que podemos avan�ar com a resson�ncia magn�tica.
Bem, na verdade, a Margot tocou num assunto bastante delicado.
- Intenso. - O qu�?
Ela quer remover o implante coclear.
Vijay, ela quer ser outra vez surda.
"N�o importa qu�o estreita seja a passagem,
quantas puni��es ainda sofrerei,
Sou o senhor do meu destino...
E o condutor da minha alma".
Capacidade de recarga em menos de dois segundos.
Paciente induzido.
20 microgramas de fentanil.
Sonda T e desfibrilhador.
A aguardar.
Tentou tratar-se h� dois anos, n�o � verdade, Leon?
Tentei.
Fui ver o meu m�dico na Associa��o de Veteranos.
Eles atenderam-me logo, como costumam fazer.
Quando descobriram aquilo que eu tinha,
disseram n�o ter o m�dico indicado para mim.
Disseram que tinha que ir a outro s�tio.
Ent�o, deram-lhe um "voucher" e mandaram-no embora.
Sim.
Mas... voc� n�o o utilizou.
Eu queria.
Mas, o "voucher" n�o cobria o valor por inteiro.
Estou por minha conta.
N�o consigo pagar a diferen�a.
Servi o meu pa�s com orgulho.
N�o tem nada do que se envergonhar.
Fiz quatro campanhas.
"Rangers" do Ex�rcito.
Merece mais que isso.
Nunca tive inten��o de colocar ningu�m em perigo.
Max, agendei o Leon Hargrow para uma cirurgia de emerg�ncia � bexiga...
- e radioterapia. - Bem, esperemos que ele precise.
Parece que a Associa��o de Veteranos (AV) encerrou a sua Unidade de Urologia.
Ent�o, em vez de trat�-lo, deram-lhe um "voucher" para utilizar num hospital � escolha.
- Aceitaremos o "voucher". - O "voucher" cobre, apenas, 75% dos custos.
- O resto � com ele. - Cobriremos o resto. Qual � o problema?
Achas que o Leon apenas deu 75% de si quando esteve no Vietname?
J� para n�o dizer que existe provas convincentes que o carcinoma urotelial...
est� directamente relacionado com o "Agente Laranja" (napalm).
Helen, isto � um hospital p�blico.
� por isso que estamos aqui.
- A AV n�o o trata o Leon, mas, n�s sim. - N�o, n�o vais.
A Comiss�o de Cuidados de Sa�de foi notificada sobre um pagamento via voucher da AV.
- Isso mesmo. - N�o podemos aceit�-lo.
- Porque n�o? - Ter�amos que aceit�-los todos.
Desde que os veteranos tenham os cuidados m�dicos que precisam,
n�o vejo qual � o problema.
O problema � o sistema p�blico de sa�de ter que, potencialmente, pagar as contas
de milhares de veteranos, mais os 25% n�o reembols�veis pela AV.
Temos um veterano na UCI que precisa de uma cirurgia ou morrer�.
N�o me interessa a quem tenho que ligar, mas, o Leon far� essa cirurgia hoje.
Entendo as tuas inten��es, Max.
Mas, isto � privatiza��o e estamos a ir ao encontro dela.
Se aprovarmos a cirurgia do Leon e pagarmos a conta,
abriremos um precedente perigoso para o resto do pa�s.
Ou salvamos o Leon e prejudicamos os cuidados m�dicos de todos os outros veteranos,
ou exigimos melhores cuidados para todos os veteranos...
E deixamos o Leon morrer.
Respeito a tua vontade, � claro.
E estou ciente que h� um debate na comunidade dos surdos.
Mas... retirar um implante,
� uma cirurgia muito arriscada.
"Apenas quero que a dor acabe."
Eu... tamb�m quero isso.
E...
Existem diferentes tipos de implantes que podemos testar antes de...
"N�o � esse tipo de dor."
"As enxaquecas, as vertigens..."
"Os tons estranhos, j� esperava isso."
"Os meus amigos disseram-me que isso aconteceria."
"Todos eles adoram os seus implantes."
"Mas... eu n�o."
"Sinto falta de quem era."
"De como experienciava o mundo."
"N�o espero que entenda, mas, antes do implante, m�sica...
"Era algo que sentia e, agora..."
"S�o, apenas, palavras e texturas estranhas."
"Os meus pensamentos eram, apenas, meus."
"Agora, est�o repletos de distrac��es."
"Pensei que estava a perder algo."
"Mas, na verdade..."
"Sinto falta daquilo que tinha."
"Adoro ouvir a voz da Tori."
"Mas, ouvia-te melhor..."
"Quando n�o conseguia ouvir a tua voz."
Ol�, mi�da.
Ent�o, estraguei mesmo tudo.
Muito mesmo.
Esqueci-me do refrigerante quando trouxe os "doubles" hoje mais cedo.
Sou um idiota. Bem, isto � para ti.
- Obrigada. - De nada.
Ouve, pensei muito sobre antes
quando c� vim com a Sophia.
Sabes que me podes contar tudo?
Pois, esse � o problema.
Porque � que isso � um problema?
Porque eu contei-te tudo.
- Sim. - Sabes tudo sobre mim.
Sabes cada pormenor de todas as casas por onde passei.
Todas as coisas... m�s.
E, agora...
Quando te vejo, sinto-me como...
Como se ainda fosse a mesma.
Como se ainda estivesse mal.
J� n�o quero ser assim.
Sabes, Jemma, eu... Tenho muito orgulho em ti.
Muito orgulho. Chegaste t�o longe.
Olha para ti.
J� n�o precisas de mim.
Isso... isso � bom. Isso �...
� uma coisa muito boa.
Est� na hora de eu ir. Tenho que ir.
E est� tudo bem.
Apenas...
Apenas tenta lembrar de uma coisa por mim.
Nunca estiveste mal.
Richardson.
Press�o sangu�nea 100/72.
- Pin�a. - Pin�a.
- Suc��o. - Suc��o.
- Compressas de laparotomia. - Compressas de laparotomia.
Press�o sangu�nea est� a descer.
Compressas de laparotomia.
Pulso femoral a cair.
De onde vem todo este sangue?
- N�o vejo nada. - Trocar g�s.
Consegui. Ruptura da parede. Ventr�culo direito. Sutura, r�pido.
Ent�o, o sangue est� simplesmente a sair do cora��o dela?
- Sim. - A cirurgia estava a correr bem.
- Eu sei. Continua. - Porque � que a parede rompeu?
N�o fa�o ideia, mas, temos um minuto para cozer. Concentrem-se.
- Art�ria car�tida sem pulso. - Troca de g�s.
O c�rebro n�o est� a receber sangue. Ela est� a esvair-se em sangue.
Continua a cozer.
Estou a tentar, mas, as suturas est�o sempre a soltar-se.
O m�sculo card�aco est� demasiado fraco.
Conseguiste?
Ela est� cian�tica.
O cora��o dela ainda est� desfeito.
N�o h� mais sangue para bombear.
Acabou.
Vais declarar?
Hora da morte: 16:16.
16:16.
- Ol�. Os meus p�sames. - Obrigado.
N�o devia ter sido assim.
N�o devia ter morrido.
- Eu sei. - N�o. N�o sabe.
N�o era suposto a Marie ter sa�do.
Mas, tive uma enxaqueca hoje.
Um est�pida enxaqueca.
Ent�o, ela foi para a rua e eu fiquei no carro.
Ser pol�cia era tudo para a Marie.
Ela n�o tinha marido ou filhos.
�ramos a fam�lia dela e isso era tudo o que importava.
Viver para este trabalho.
Ela queria ser uma hero�na.
E � morta numa opera��o "stop"?
Ela transformou-se numa hero�na assim que colocou esse distintivo.
Est� na hora.
N�o vamos parar de lutar contra isto.
Vamos arranjar uma solu��o, Leon. Prometo-lhe.
Leon, este � o Angelo Recetti.
O parceiro da Marie.
Os rapazes e eu estivemos a conversar.
A Marie n�o tinha fam�lia, ent�o, pensamos...
Ela iria querer que o dinheiro que angariou para o Fundo dos Her�is Ca�dos...
fosse para si.
Para que possa melhorar. J� � um come�o.
- N�o posso aceitar. - A Marie j� n�o est� aqui.
Mas, voc� est�.
Queremos pagar a cirurgia.
Porque � que fariam isso por mim?
Tratamos dos nossos.
Demorar� alguns minutos at� o anest�sico fazer efeito.
E quando fizer, chamarei o t�cnico da endoscopia.
Est� bem.
Obrigado.
Parece que nunca nada melhora.
Sou, apenas, algo que est� estragado...
que ningu�m quer...
e ningu�m se preocupa.
Nem sei por que estou aqui.
Ol�...
Sabes que j� n�o �s a minha m�dica, n�o sabes?
Sei.
Mas, ainda �s meu amigo.
Legendas originais em ingl�s por robtor Tradu��o para PT-PT por mpenaf
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