All language subtitles for Apache La vida de Carlos Tevez s01e01

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Original subtitles

UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX

BASEADA EM ACONTECIMENTOS REAIS DA VIDA DE CARLOS TEVEZ

Nunca tive a no��o de...

... estar em perigo ou n�o. Creio que a morte...

Como no caso da minha queimadura,

nunca tive a no��o de ter estado muito perto de morrer.

CIUDADELA - 1984

- Socorro! - Por favor, socorro!

- Socorro! - Ele est� a morrer!

- Est� a morrer! - Socorro!

- Socorro, por favor! - Vamos para o hospital!

- Algu�m nos ajude! - Socorro!

Socorro!

- Ajudem-nos! - Socorro!

- Cuidado! - Socorro!

Tiv�, socorro! Tiv�, levanta-te!

O Carlos queimou-se! Vamos ao hospital!

- Queimou-se! - Anda, idiota!

Abre a porta!

ALA PEDI�TRICA

Levaram o meu beb� h� uma hora e ainda n�o disseram nada!

Abram a porta!

- Para, Trina, calma. - N�o me toques!

O que vais fazer? Nem sequer �s o pai dele.

- O que... - "O que queres que eu fa�a?"

Cala-te, in�til!

Est�vamos a beber mate na cama.

Foi um acidente.

Est�vamos a beber mate na cama.

Ele estava a brincar, pegou na chaleira, e a �gua caiu-lhe em cima.

- Queimou-se. - S�o parvas?

Porque estavam a beber mate na cama?

�s parva?

O que te deu?

Estavam a beber mate na cama com uma crian�a?

E dizes que foi um acidente? Est�pido!

- S�o a fam�lia de Carlos Mart�nez? - Sim, eu sou a m�e.

N�s somos os tios.

Bem, o menino tem 50% do corpo queimado.

Sofreu queimaduras de terceiro grau.

E embrulh�-lo num cobertor n�o ajudou.

O que fazemos agora, Doutora? Como � que...

Agora, vamos tentar retirar a maior parte poss�vel de tecido afetado.

Mas quero que saibam que a crian�a se encontra em estado cr�tico.

L� vai Carlitos, Tevez avan�a.

L� vai Tevez, l� vai o Apache.

Tevez avan�a, vai marcar! Tevez, Tevez!

Golo!

Temos os melhores neg�cios, senhoras e senhores...

Ent�o, Carlos?

- Vens ou n�o? - Espera.

BOCA - CAMPE�ES DE 1992

CIUDADELA - 1996

Aquele Cachucha � um parvalh�o.

Dizem que viu umas raparigas na paragem do autocarro,

que baixou as cal�as e lhes mostrou a pila.

Foi demasiado longe.

Eu pegava-lhe fogo.

Tens de acertar nele. Se n�o, deixa-me ser eu.

N�o me empurres, e se caio?

Olha, l� vai ele.

Conta com a dist�ncia e o vento.

� como um remate ao �ngulo.

- Est�s a ver? - Sim.

Conta com os pisos e a velocidade.

Cachucha!

Raios me partam!

- Filho da m�e! - V�s como sou bom? Acertei-lhe.

- Cala-te. - Eu pego-te fogo!

A ti e ao teu irm�o!

- N�o vais fazer nada! - O que est�s a fazer aqui?

Anda l�, seu tarado, sai daqui.

N�o incomodes os outros, vai-te embora.

N�o quero ver-te por aqui. Velho porco.

- Tudo bem? - O Jony est�?

- Ele sabe? - Sim, n�s fal�mos.

- Tudo bem? - Ol�, Pincha.

O Jony est�?

- Ele sabe? - Sim, n�s fal�mos.

Vem comigo.

Jony, o Pincha quer falar contigo.

- Tudo bem, Jony? - Tudo, e contigo?

Tamb�m. Podemos falar?

Diz.

O que se passa, estou fora do neg�cio?

Do que est�s a falar?

Anda l�, n�o sou parvo.

Sei que andas a cort�-la com bicarbonato

e que vendes o resto por a�.

Deixa-te de merdas e baza.

D�-me a minha parte e n�o digo nada.

Se o Cochi sabe...

O que acontece?

Se ele sabe, est�s tramado.

- Filho da puta. - Para!

Sai daqui, monte de merda.

Socorro!

Ajudem-me!

LICEU P�BLICO 4 - CIUDADELA

Carlitos.

- Mart�nez, n�o jogues aqui dentro! - Desculpe.

IGUALDADE

QUADRO DE AVISOS

Ol�.

Ol�.

Como est�s?

- Bem, e tu? - Bem.

Sa�mos amanh�?

N�o posso.

Vou com o meu pai a uma obra. E no domingo vou visitar o meu tio.

Tudo bem, n�o faz mal.

N�o te preocupes.

- Est� tudo bem contigo? - Sim.

- Fiz um teste de matem�tica e passei. - �timo.

O que foi?

� o meu pai, adeus.

Adeus.

- Tudo bem? - Sim, e tu?

Tudo.

Acabei de ver a Mariela. Foi por ali, com o Hugo.

Se casares com ela, ficas com a vida feita.

- Que bicicleta � essa? - Comprei-a com o meu ordenado.

- Anda. - Como �?

Freddy Krueger! Tudo bem com a Mariela?

- J� a comeste? - O que tens a ver com isso?

Ent�o, n�o te chateies!

Sabes que foi minha namorada?

Chupei-lhe as mamas e tudo.

E se te calasses, idiota?

N�o te metas, imbecil.

Anda, ele est� zangado porque ela deixou-o por mim.

O que disseste?

J� esqueceste os 4-0 que levaste?

- Vamos dar-vos uma tareia. - Cala-te e fecha as pernas!

- Fecha as pernas! N�o ligues. - Vais levar uma abada, panasca.

Podes crer!

- Falam muito mas perdem sempre. - Sempre.

Sabes que mataram o Pincha?

- A s�rio? - Est� na rua.

Com um tiro na cabe�a.

Vou ver, queres vir?

- Sim. - Vamos juntos?

Sim, quem foi?

Ningu�m sabe de nada.

Mas os tipos do Bairro Um est�o zangados, deve ter algo a ver com isso.

- V�s o olho dele? - Sim.

V�s como est� a olhar para um lugar fixo?

Mas n�o est� vivo.

N�o, idiota, como pode estar? N�o v�s o sangue?

O que preferias? Um tiro na cabe�a ou uma facada na barriga?

Um tiro na cabe�a.

Eu tamb�m.

Eu previ que isto ia acontecer.

Estamos perto de uma guerra entre pobres.

Na guerra, mulheres e crian�as morrem primeiro.

Um menino!

Merda!

� um menino!

Anda, Carlos.

- Porqu�? - Vai para casa, Uruguaio.

Vou comprar umas coisas e vou depois, est� bem?

- Anda. - Porqu�? Quero ver.

Ver o qu�? O que h� aqui para ver? Vamos.

N�o gosto que te metas naquilo.

N�o me meti, estava s� a ver.

� assim que se come�a, a ver.

A curiosidade pode levar a confus�es.

O que aconteceu � feio.

E n�o � bom mi�dos como tu verem aquilo.

Sabes como �, certo?

- Sim. - Pois, e ent�o?

Aqui, se baixas a guarda...

- Certo, Carlos? - Sim.

Vamos.

Cala-te, sabes l� tu.

Juro, � verdade.

- Tinha um tiro aqui. - M�e, posso ir ver?

N�o. Est�s doente, n�o sais daqui.

Sabem o que aconteceu?

Eu n�o sei.

O que foi?

Droga.

A droga � a culpada.

Toma o teu mate.

Para a renda.

Aumentou 100 pesos.

Quando?

Este m�s.

- Outra vez? - Sim.

Isto n�o para.

Filho da m�e...

Olha, o beb� mexeu-se.

- Sentes? - N�o, nada.

- E agora? - Sim, o que �?

Um pezinho?

Deixa-me ver.

Toma.

- O Carlos vai contigo? - Sim.

- Est� a tomar banho. - Est� bem.

Falaste com o Hugo?

Sobre o aumento?

N�o, ele vai recusar.

Fala com ele, pergunta-lhe.

Vou tentar trabalhar ao fim de semana, ou fazer horas extraordin�rias.

- Mas assim nunca te vejo. - Chila, as coisas s�o assim.

Vamos ficar bem, tem calma.

Despacha-te, Carlos!

Ent�o, o que aconteceu?

N�o sei...

N�o sei.

N�o sabes, filho da puta? N�o sabes?

O... Jony.

Foi o Jony.

O Pincha...

... soube que ele andava a roubar...

... coca�na, e...

... tentou chantage�-lo.

Mas eu...

N�o fui eu, juro.

- N�o fui eu. - Calma.

Onde encontro esse panasca do Jony?

No...

No...

No...

... Bairro Seis. � onde ele est�!

Ent�o vai busc�-lo e tr�-lo aqui. Ao Bairro Um.

Ouviste, monte de merda?

Calma, n�o gastes uma bala. J� est� morto.

Levem-no daqui, desfa�am-se dele.

E digam aos rapazes que estou zangado.

Quero vingan�a.

Compre os seus ovos frescos aqui!

Compre agora e poupe!

Isso.

Est�s a p�r mais no ch�o do que na parede.

- N�o me est� a sair. - Calma, est�s a ir bem.

Com o tempo, vais aprender.

Basta um pouco de paci�ncia.

E como saberei se est� bem?

Vais saber, filho.

� assim...

... a dada altura, vais dizer: "Estou a fazer isto bem."

Ou diz-te outra pessoa.

Mas...

Sabemos quando fazemos bem as coisas. Sozinhos.

S� que para isso temos de estar atentos. Caso contr�rio,

n�o ver�s a tua evolu��o.

Percebes?

Bem, termina isso.

Depois, podes tomar um mate.

- Est� bem? - Sim.

- Hugo. - Como vai isso?

Como est�s?

- Bem. - Tudo em ordem?

Estava a pensar se seria poss�vel

fazer horas extra, sabes?

- S� mais umas horitas. - Isto anda dif�cil.

- Ol�. - Ol�.

N�o sabia que vinhas.

Nem eu, mas aproveitei.

- D�-me um beijo. - N�o, � perigoso.

- Beija-me, v�. - N�o, para.

- Ele n�o est� a ver, anda. - N�o importa.

- Como est�s? - Bem, e tu?

Bem.

- Posso fazer-te uma pergunta? - Podes.

� verdade que mataram o Pincha?

- Ouviste dizer? - Sim.

Mataram-no, ou n�o?

Sim, � verdade.

Namoraste com o Hern�n?

N�o, nada disso.

Atirou-se a mim duas vezes, mas nem pensar.

N�o namorava um tipo assim.

Talvez � noite.

- � preciso acabar as casas de banho. - Sim.

- � o que posso oferecer. - Tudo bem.

- Sim. - Mas n�o s�o horas extra.

Pago-te horas normais.

- D�-me um beijo, v�. - N�o, basta.

- S� um beijo. - Basta, Carlos.

- S� um. - Basta.

Ent�o, porque vieste?

Vim falar contigo.

Quando jogas pelo All Boys?

N�o sei.

Se fores, o teu pai vai saber.

Sei que mereces mais, mas � o que tenho agora.

Percebes?

- Se o teu pai lhe diz sobre n�s... - Ele n�o sabe.

Mariela!

Mariela, anda, vamos embora.

- Adeus. - Adeus.

- Est� bom assim? - Sim, est�.

- Obrigado. - Entra, vamos.

Como vai isso a� em cima?

E ent�o? N�o fizeste quase nada.

Demoraste pouco.

Tem cuidado.

N�o me causes problemas aqui.

- Ele pagou-te? - N�o era por causa disso.

Vou trabalhar � noite.

- Porqu�? - Porque tenho de trabalhar.

Vamos mudar-nos quando a tua irm� nascer.

N�o h� espa�o.

Quando come�ar a trabalhar � noite, passas a ser o homem da casa.

- Sim, pai. - Tratas de tudo, est� bem?

Um toque! Um toque!

UMA PAIX�O ETERNA

Vamos, Carlos! Calma!

Calma!

Sabes quem � aquele?

- N�o, quem �? - � olheiro do Argentinos.

- A s�rio? - A s�rio.

- Veio ver-me. - Bem podes sonhar.

Bom jogo.

- � uma formalidade para voc�s. - Sim.

80 ANOS DE AMOR

Golo!

Boa, Carlos!

Bom trabalho de equipa!

� o pai do Mart�nez, certo?

N�o, sou o tio. Mas trago-o sempre c�.

- Porqu�, passa-se algo? - N�o, nada.

Gosto dele, joga muito bem.

- Passem, um toque! - Desculpe-me.

- Maddoni, prazer. - Segundo, igualmente.

- Propato! Propato! - Sentem-se!

- Sentem-se, v�! - Propato!

Duas coisas, nada mais.

Nas minhas equipas

n�o tro�amos dos rivais, entendido?

N�o festejamos golos na cara deles, e n�o os humilhamos quando est� 5-0.

Entendido? Sabem de quem estou a falar.

- Quanto ao resto, tudo bem. - Propato! Propato!

- V�, j� chega! - Propato!

- E ent�o, que tal? - N�o.

Por mim, tudo bem. Mas a decis�o � do Carlos.

Vou dar-te uma ideia.

Come�avas por jogar no Parque.

Depois, passavas ao futebol de 11, e ao Argentinos. Percebes?

Sim, mas...

O Argentinos � um clube como este.

E este est� mais perto de casa.

N�o h� compara��o.

Aqui, o n�vel � baixo.

E j� o superaste.

Est�s preparado para outras coisas.

Se queres dedicar-te ao futebol, tens de deixar isto para tr�s.

Escuta o que te digo.

Leve-me para o Boca.

Tamb�m sou do Boca. Gostaria imenso, mas...

- L� em casa, somos todos do Boca. - Sim?

Mas eu trabalho para o Argentinos, � o que posso fazer.

J� deste a este clube mais do que podem oferecer-te.

Para viveres disto, tens de ir para outro lado.

Com o que pagam aqui, vais precisar de outro emprego.

N�o ter�s escolha.

E a ideia � isto ser o teu trabalho.

- N�o gostavas de ser uma estrela? - N�o.

N�o? N�o gostavas de ser como o Maradona?

Sabes onde come�ou o Maradona?

No Argentinos.

- Eu sei. - V�s?

Mas prefiro ficar aqui.

N�o quero perder amigos.

Os amigos v�o seguir-te, onde quer que fores.

E vais fazer novos amigos, escuta o que te digo.

Mas prefiro ficar aqui.

Uruguaio!

Uruguaio! Vamos embora.

- Kiru? - N�o, sou eu, abre.

E o pai? O Kiru disse que n�o vinha.

- O Kiru foi � tua casa. - Eu sei, mas como est� o pai?

Est� com dores no peito.

- Como assim? - Est� com dores no peito.

O que se passa, quem est� a�?

Pai.

Ent�o?

N�o vens?

Onde?

Como assim, "onde"? Ver o Tiv�.

Esqueci-me.

N�o me sinto bem.

D�i-me o peito.

- Porque n�o vai ao m�dico? - N�o quer.

Diz que, quando tem dores,

dorme um pouco e passa. Eu fico aqui.

- A cuidar dele. - Pai.

Porque n�o te levantas, bebes um mate e lavas a cara?

Posso esperar por ti l� em baixo.

N�o, e n�o digas ao Tiv�...

... porque n�o vou.

Vai preocupar-se, j� o conhe�o. Tem medo de m�s not�cias.

Est� bem.

Se precisares de algo, diz � Adriana. Ela diz-me a mim.

- Se houver... - Falem mais baixo!

Est� bem, pai.

Diz ao Tiv� que est� tudo bem comigo.

Est� bem.

Fecha bem a porta.

- Que frio. - Quando tiver um carro,

vai ter aquecimento, ar condicionado e r�dio.

- Ver�s... - Kiru, abre!

- L� vem ele, sai. - Abre, v�!

Kiru, abre o cap�!

Bolas, est� a escaldar.

- Desculpa. - Porqu�, o que fizeste agora?

Nada, por recusar o Argentinos.

Devia aceitar.

N�o, tudo bem.

O Argentinos � o mesmo que o All Boys.

Porque n�o disseste nada?

Porque � a tua vida. Quem decide �s tu.

� assim mesmo, mano.

- Bom dia. - Ol�, m�e.

Onde me sento?

Porque me chamaste, se n�o caibo?

- Bem... - Vou ao colo de quem?

- Ou vou l� atr�s? - Anda.

- Vou de autocarro. - Espera.

Entra, eu vou l� atr�s.

- N�o faz mal. - Obrigada.

De nada.

Ol�.

- N�o pode passar com isto. - Porqu�?

� carne crua.

- N�o � carne crua. � presunto e fiambre. - Vai dar ao mesmo.

- N�o � permitido. - Por favor!

- N�o pode. - Por favor!

- Guarde as suas coisas, e... - � comida para o meu filho.

- Por favor. - N�o pode entrar.

- � s� uma sandes. - N�o � permitida.

- Fi-la em casa. - N�o posso deix�-la entrar...

N�o pode tirar...

Tio!

Meu menino!

Ol�, tio.

- Rapazes! - Como est�s?

- Ent�o, tudo bem? - Sim.

- Gordo. - Como est�s?

- E ent�o, est�s bem? - Sim.

Como v�o as coisas? As crian�as?

Est�o bem. A Tami fez-te um desenho, mas deixei-o ficar em casa.

E o mais novo est� constipado.

- Ficaram com quem? - Com a Mirta, fica descansado.

E tu? Vejo que comes bem.

Estou na mesma.

Trouxe-te umas roupas que j� n�o me servem.

Camisolas e cal�as...

Bem, devem servir-te.

Prepar�mo-las com a m�e.

Sim, com a Adriana.

Experimenta-as, devem servir-te.

Trouxe-te comida.

� s� para ti. Tamb�m podes comer um bocadinho.

� dif�cil passar coisas por estes filhos da puta,

mas isto passou.

Ou fazia um esc�ndalo.

E tu, n�o trouxeste nada?

Estou a preparar algo novo para a pr�xima visita.

Vou fazer uma coisa com o Facha.

Um neg�cio.

Cuidado com quem te metes, ainda �s um mi�do.

N�o te preocupes. Posso ser mi�do, mas n�o sou parvo.

Cuidado com o Kiru, certo?

Certo?

Quando sais?

Ent�o, assim? Sem anestesia nem nada?

Direto ao assunto?

- Perdoa-me. - Perd�o � na igreja.

Volto quando menos esperares, prepara-te.

E o futebol, est� a correr bem?

- Sim, ganh�mos ontem ao Parque. - Boa!

E marcaste algum golo?

Claro, marquei tr�s.

� um Tevez, somos todos certeiros.

Um tipo convidou-me para o Argentinos.

Mas ele recusou.

Porqu�? N�o percebo.

Querem-te ou n�o?

Primeiro querem, depois n�o...

- O Carlos � que recusou. - N�o quero.

Diz que o Argentinos e o All Boys s�o iguais, vai esperar.

E tem de estudar, por isso...

Tens de ir �s capta��es do Boca.

Mas para jogares no Boca, tens de jogar a s�rio.

Eu jogo a s�rio.

- Achas que n�o? - Jogas?

H� a� lugar para quatro?

Venham, rapazes.

Quem joga com o Kiru, tem a sorte do seu lado. Anda, gordo.

Vou andando, tenho coisas para fazer.

At� logo, gordo. Adeus, campe�o. Trina.

Um dia destes, v�o jantar l� a casa.

- Sim, manda cumprimentos ao pai. - Sim.

Vou trabalhar, para variar. Cote!

- Adeus. - Partilha, gordo!

E deixa o rapaz ganhar dinheiro.

� a vida dele, como disseste.

O que tens? Estiveste calado na viagem.

- O que foi? - Nada.

Estava a pensar no meu tio.

N�o tarda a sair.

Mas que sirva de aviso.

Cedo ou tarde, pagamos pelos nossos erros.

A vida � assim.

Todos fazemos escolhas na vida, e ele fez m�s escolhas.

- Segundo. - Ent�o, Uruguaio?

N�o est�s preparado? Temos de ir ganhar aos do Nove.

Posso ir?

- Onde? - Ao jogo.

Jogar � bola.

- Tenho de ir, pai. - Vamos aquecer.

N�o disse que n�o te quero naqueles lados? Principalmente � noite.

- Segundo, ent�o? - N�o faz mal.

Jogo e venho para casa.

Nunca faz mal, at� fazer.

Jogamos, ganhamos e voltamos.

Est� bem, mas volta � hora do jantar. Ou vais para a cama sem comer.

- Est� bem. - Ouviste?

- Sim, pai. - Vai l�.

- Vamos ganhar por ti. - Vai.

A casa n�o � um restaurante.

- J� vais? - Eu disse-te que come�ava hoje.

Vou trabalhar.

N�o pensei que era agora.

- N�o era mais tarde? - N�o, � agora.

E vou voltar tarde.

- A que horas? - N�o sei.

Tarde.

- Ol�. - Finalmente, chegaram os lingrinhas!

Cala-te, idiota.

Levar uma abada d�-te coragem, �?

N�o ganham a ningu�m com essas caras de palha�os.

A mim, ningu�m ganha.

Cala-te, ganhamos-te sempre.

No futebol.

Mas � s� nisso. No resto, n�o ganham em nada.

Que seja um jogo limpo.

Teremos duas partes de meia hora.

Viessem mais cedo, est� bem?

Nada de pontap�s ou murros, ou s�o expulsos, entendido?

- Preparados? Escolham. - Cara.

- Come�am os azuis. - Vamos.

Come�a o jogo.

Vai, vai!

- Carlos, atr�s! - O que est�s a fazer?

- Golo! - Golo!

Golo!

- Golo! - Vamos!

Golo!

- Golo! - Golo!

Golo!

N�o o deixes passar!

Anda!

- Golo! - Golo!

Filho da puta!

Ent�o, como �? Vamos embora!

Voc�s os dois, v�!

Vamos, toca a mexer.

Fica bem.

Que n�o sobre nenhum.

Ol�, senhora.

- Golo! - Golo!

Pepe perde a bola, Negro avan�a...

- Como est� o jogo? - Um t�dio.

- Passa o meio campo. - O futebol j� n�o � o que era.

Longaniza Pellegrino avan�a...

Nada � o que era.

Vamos, Carlos.

- Est�s maluco? N�o podes fazer isso! - Parem, parem!

- Para tr�s! - Cabr�o!

- Para tr�s, vamos! - Lixaste-o!

- V�, ou acaba-se o jogo! - Ele deu-te em cheio, meu.

Est�s bem? Podes continuar?

Sim, merda!

Temos de deixar de jogar contra estes idiotas.

- Vamos. - E deixamo-los gozar connosco?

Nem pensar.

Tens raz�o.

� como perder no All Boys.

� como te digo.

Ganhamos, e mais nada. Eu marco o pen�lti.

- Faz golo. - Sim.

Carlos!

- M�e! - O que fazes aqui?

- Vai para casa! - A bicicleta!

Estava sozinha em casa, preocupada!

Devolve-me a bicicleta!

- Danilo! - A minha bicicleta!

Est�o a roub�-la!

- Levas uma tareia! - Anda!

Cuidado!

Pen�lti para o Boca!

- Outra vez. - N�o conseguem segurar a bola...

Sim, o �rbitro n�o marcou.

Roubaram-me a bicicleta, merda!

O que tens, m�e?

L� est� o cabr�o, apanhem-no!

Cheguem-lhe!

- Anda, Danilo! - Para dentro!

Para dentro!

HOSPITAL CARRILLO - 1984

Desculpe, � a m�e do Mart�nez?

N�o.

Sim... porqu�, o que aconteceu?

Nada, acabou de acordar.

Fabiana.

Fabiana.

Queres v�-lo?

Sim.

- Sim. - Venha comigo.

Entre.

Lave as m�os.

- Posso tocar-lhe? - Sim, acaricie-o.

Ser� bom para ele.

BASEADA EM ENTREVISTAS COM CARLOS TEVEZ

ALGUNS ACONTECIMENTOS, DI�LOGOS E PERSONAGENS S�O FICT�CIOS

Nasceu num bairro Muito conhecido e popular

Nasceu num bairro Muito conhecido e popular

Entre viol�ncia e tiros Carlitos p�de triunfar

Entre viol�ncia e tiros Carlitos p�de triunfar

Fuerte Apache, passou a chamar-se

Fuerte Apache, passou a chamar-se

Hoje � um dia muito especial Porque o Apache p�de triunfar

De toda a sua gl�ria ele vai desfrutar

E todos os idiotas querem matar-se

Agora temos mais uma estrela

Carlitos Tevez, � seu nome

O rapaz de ouro no campo est�

Nada nem ningu�m o poder� parar

Nada nem ningu�m o poder� parar

Nasceu num bairro Muito conhecido e popular

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Entre viol�ncia e tiros Carlitos p�de triunfar

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Fuerte Apache, passou a chamar-se

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