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Sahara Ocidental
Frank Martin.
Ele quer o meu tamb�m.
Siga.
Que encantador.
Pare.
Local agrad�vel para umas f�rias.
Clube Lama.
As minhas desculpas. Anwar gosta de arranjar problemas.
Que tipo de problemas?
Toda a gente deseja ter mais do que o que tem.
Sou Haroun Talif, o gerente.
J� conheceu o Kedar, o nosso chefe de seguran�a?
Mais ou menos.
E este � o meu filho, Youssef.
Imagino que est� ansiosa por tirar isso de seu pulso.
Por aqui.
Como foi a viagem?
- Sem problemas. - At� � tempestade de areia.
Os ventos s�o bastante fortes.
N�o vai poder regressar, antes do final da tarde.
H� algum problema?
N�s n�o fomos informados do conte�do da mala.
N�o esperava que fosse dinheiro.
Existem muitos bandidos na �rea.
Uma mina de ouro � um alvo �bvio.
Sr. Talif, fez-nos passar por um monte de problemas,
para entregar algo, que n�o devia ser dinheiro.
Mas voc�s foram bem pago, n�o foram?
N�o � essa a quest�o.
A mudan�a de turno.
O Kedar vai lev�-los � vossa tenda.
Salvo pelo gongo.
Talvez ele n�o fale ingl�s.
Talvez seja um idiota.
Mohammed, que � que se passa?
Que estavam eles a discutir? O nosso anfitri�o e o mineiro, Anwar?
Pelo que eu percebi, sa�de e seguran�a.
A mina recusa-se a melhorar as condi��es.
Os lucros n�o v�o para a habita��o local, obviamente.
Tenho a certeza de que, no interior da mina, � bem pior.
Mohammed. O teu rem�dio!
- Est� tratado? - Est� tratado.
Mohammed, n�o est�s a ouvir?
O teu rem�dio!
Por que nos fizeram andar todo este caminho?
Por uma coisa, que estava naquela pasta.
- Uma coisa que n�o era dinheiro. - Que coisa?
Um desabamento!
Um desabamento!
T R A N S P O R T E R THE SERIES
Legendas traduzidas, revistas e sincronizadas por:
Tonius Lusitanus
Tr�s homens est�o mortos e seis est�o presos na mina.
O que � isto?
Ele est� a dizer: "Por que n�o chamar uma equipa de resgate, de El-Aai�n?"
A tempestade de areia, n�o deixa.
Os homens s� t�m 12 horas de oxig�nio.
Ele costumava trabalhar numa mina, na montanha.
Ele est� a dizer que ainda l� h� dinamite,
Est� a dizer que, se ainda a l� houver,
j� l� est� h� demasiado tempo,
e at� mesmo uma pequena bomba, poderia faz�-la explodir.
S�o os nomes dos mineiros presos, l� em baixo.
Youssef.
Youssef...
O filho dele, est� l� em baixo, tamb�m.
Quantos cami�es aqui tem?
Tr�s.
Ent�o precisa de tr�s motoristas para ir buscar aquela dinamite...
para que, pelo menos um, consiga traz�-la.
Voc� � motorista profissional, Sr. Martin.
Por isso lhe dei o meu conselho profissional.
Meu �nico filho est� l�,
e voc� � sua �nica hip�tese.
Por favor.
Voc� ainda precisa de mais dois motoristas.
Obrigado...
Muito obrigado.
Frank?
Ele tem raz�o.
Sou a melhor hip�tese para estes homens.
- Este homem... - Mas n�o tens de o fazer.
Vai conduzir o primeiro cami�o.
E se n�o o fizer e aqueles homens morrem?
Mas ainda precisamos...
De mais dois motoristas.
Quem pode ajudar a trazer a dinamite?
Eu!
Eu conduzirei o segundo cami�o,
Para lhe mostrar o caminho.
Quem mais?
Por favor.
Quem?
Eu!
Eu conduzo-o.
Isto d� tr�s.
Deixa-me ao menos ir contigo.
N�o preciso de um passageiro, Cat.
Al�m disso, preciso de ti para descobrires, que mais vinha naquela mala.
Achas que teve alguma coisa a ver com o desabamento?
E tu n�o?
Pass�mo-la pelas alf�ndegas...
Nunca vimos o que transport�vamos.
Por qu� matar os seus pr�prios homens?
Bem, aquele mineiro, Anwar,
que estava a discutir acerca da seguran�a, est� l� em baixo.
Um acidente � uma maneira limpa, de resolver problemas de trabalho.
Achas mesmo que ele faria desabar a sua pr�pria mina?
Merdas acontecem.
E penso que � muito mais rent�vel do que atender �s exig�ncias de Anwar.
� evidente que o gerente n�o esperava que o pr�prio filho estivesse l�.
Evidentemente.
Mas isto s� aconteceu porque aceitei o trabalho.
Tu n�o �s respons�vel, Frank.
Se �, que � por isso, que vais fazer isto.
Eu n�o gosto de ser enganado.
Voc� fala ingl�s?
Falo, sim.
Sou Caterina Boldieu.
Ele � Frank Martin.
Chamo-me Nassima e este � o Sulaiman.
Sabe conduzir uma coisa destas, Nassima?
Costumava conduzir um trator.
Quase a mesma coisa.
Voc�s t�m r�dios?
O canal 1 chega at� n�s, se n�o houver montanhas pela frente.
O canal 2 � para falarem uns com os outros.
A Cat ter� acesso ao r�dio, em todos os momentos.
N�o confia em n�s, Sr. Martin?
N�o confio em si. E n�o gosto de si.
Como queira, Sr. Martin.
J� que o Sulaiman sabe onde � a mina, assumir� a lideran�a.
Est� a estabelecer a comunica��o com os mineiros.
Youssef!
Sou o Anwar.
Eu disse que ainda matavam algu�m. Voc�s n�o quiseram saber...
Deixa-me falar com o meu filho.
Ele est� com dores. Tem uma perna ferida.
Em que estado?
P�ssimo. Precisa de um m�dico.
O meu filho est� ferido.
Ent�o � melhor ir andando.
O Kedar fala ingl�s como a Rainha. Eu disse-te que ele era um idiota.
Tu pareces nervoso.
Transportar explosivos numa estrada de terra, faz-te sentir assim.
H� mais alguma coisa.
N�o gosto de conduzir devagar.
Tu o qu�?
Gosto de conduzir depressa, obviamente, mas devagar, sou...
Sou uma desgra�a.
N�o farias isso se pensasses que n�o conseguirias.
Se eu n�o voltar, mata aquele tipo, pode ser?
Tem cuidado l� em cima.
Claro.
Senhor Saenz-Diaz.
Est� tratado?
Est�.
E aquele homem, Anwar?
Est� preso na mina, com os outros mineiros. Mas...
Mas h� um problema, senhor...
O meu filho, Youssef, est� l� preso, tamb�m.
- O seu filho? - Sim.
Ele n�o devia estar l�, claro, no entanto...
Mas ele n�o sabia o que ia acontecer.
Compreendo.
Eu sei que temos muitos problemas, senhor,
No entanto o meu filho Youssef...
� o seu �nico filho, Talif. Claro que tem de fazer o que puder, para o resgatar.
Muito obrigado por compreender isso, tamb�m.
Passe ao Kedar. H� umas coisas que quero falar com ele.
Claro. Muito obrigado.
Senhor Saenz-Diaz?
O que � isso?
Um mapa da mina.
Se o Sr. Martin trouxer os explosivos a tempo,
podemos colocar uma carga aqui.
H� algum risco de um novo desabamento, mas...
� nossa melhor hip�tese de os resgatar.
Posso dizer uma coisa?
Claro.
Voc� fez-nos vir at� aqui sob falsos pretextos, Sr. Talif.
Falsos pretextos?
Descobri o compartimento escondido
e o res�duo.
Res�duo?
Os explosivos de pl�stico.
Voc� mandou matar aqueles homens,
e fazer com que parecesse um acidente.
Voc� foi paga para fazer um trabalho. N�o para fazer acusa��es.
Tr�s homens est�o mortos e outros seis ainda podem morrer.
Acha que n�o quero resgatar aqueles homens?
Acho que quer resgatar o seu filho.
Mas, mesmo que Frank consiga trazer aqueles explosivos...
� isso que ele quer?
O que � que me est� a pedir?
A sua ajuda.
Para se certificar que, aqueles homens, sobrevivem. E n�s tamb�m.
Nassima?
Pergunte ao Sulaiman, se ainda estamos longe.
Sulaiman?
J� n�o estamos longe, "pela vontade de Deus".
Certo.
Est� a perguntar,
A gozar uma viagem pelas montanhas.
E ele?
Quando ele era jovem, ficou preso numa mina.
Um homem arriscou a vida, para salvar a dele.
Est� a pagar a sua d�vida para com Deus.
E voc�?
Um dos mineiros l� em baixo...
Chamado Anwar.
Sim, eu vi-o quando cheguei.
� o meu marido.
Onde est� a dinamite?
N�o.
Ele diz que est� aqui, j� h� muito tempo.
A nitroglicerina, desceu para a parte inferior da grade.
- Isso vai dar? - Esperemos que sim.
Vamos l�.
Obrigado.
Como � que arranjou isso?
� uma hist�ria engra�ada.
Engra�ada, para rir, ou estranhamente engra�ada?
Anwar e eu, tivemos uma fazenda.
Sim...
onde conduzia um trator.
Os bandidos roubaram as nossas coisas.
Queimaram as nossas colheitas.
Tent�mos ripostar.
Anwar tinha um rifle, para os assustar.
E ent�o, uma noite, atearam fogo � casa.
Ela ardeu,
e eu fiquei com isto.
� por isso que o Anwar trabalha na mina?
14 horas por dia,
sete dias por semana.
Comida estragada. Ar envenenado.
Os homens que s�o donos da mina,
n�o roubam as suas coisas,
roubam a sua vida.
Vi o seu marido discutir com o gerente, o Talif.
Anwar convocou uma greve, para come�ar amanh�.
Mas agora, com o acidente...
Isso � uma coincid�ncia bastante interessante.
Pensei que voc� fosse um homem mau,
at� que disse que iria conduzir.
Voc� disse que esta era uma hist�ria engra�ada.
Eu gosto desta cicatriz.
Quer saber por qu�?
Ela diz-me para nunca me sentir uma v�tima.
Para lutar...
para que os meus filhos tenham uma vida melhor.
Youssef?
Youssef?
Est�s acordado?
Pai, desculpe.
Desculpo?
Fiquei ferido, pai.
Eu devia cuidar dos outros...
A culpa n�o foi tua.
A minha perna est� esmagada.
N�o consigo andar.
Escuta.
Eu vou tirar-te da�.
Entendeste?
Custe o que custar.
O que foi?
Que � que est� a acontecer?
� o Mohammed. Ele...
N�o consegue respirar.
Que � que se passa com ele?
Ele n�o est� bem.
Problemas nos pulm�es.
Voc� disse que aqueles homens tinham 12 horas.
Exatamente.
E aquele homem luta para respirar, ao fim de quatro?
Ele est� bem?
Est� morto!
O que � que ela sabe?
Eu trato dela.
N�o respondeu � minha pergunta.
Tu est�s �s minhas ordens,
lembra-te disso.
Frank, est�s a�?
- Estou aqui. - Est�s bem?
�timo. Acab�mos de carregar os cami�es.
Quanto tempo vais demorar a voltar?
Lev�mos duas horas para subir,
mas este material � t�o inst�vel.
Diria, umas seis para regressar.
Isso vai ser tarde de mais.
Disseram que os homens tinham 12 horas.
Isso foi o que disseram.
Quanto tempo lhes sobra?
N�o sei. Mas um dos homens morreu.
Mohammed.
Temos que ir embora.
N�o ajudaremos o seu marido, se formos pelos ares.
Iremos � velocidade que pudermos, e n�o mais que isso.
Vamos sair, agora.
Siga o meu caminho exatamente.
Compreendeu?
�timo.
Vamos fazer isso.
Nassima...
abrande,
h� um monte de terra � esquerda.
Passe muito lentamente, entendeu? Passe devagar.
Entendido.
Sulaiman?
Estou a ver.
Ele est� bem?
Est� �timo.
O c�rter explodiu. Esta coisa n�o vai a lado nenhum.
N�o pode descer montanha abaixo.
Para onde? N�o h� onde encostar no espa�o de cinco quil�metros.
Precisamos de passar.
Venham comigo.
O que foi? O que � isso?
Ele diz que � vontade de Deus e que os homens n�o podem ser resgatados.
Diga-lhe Deus ajuda aqueles que se ajudam.
- � o que diz na B�blia? - No Cor�o.
O que � que vai fazer?
Voltem para os vossos cami�es.
- Para qu�? - Voltem para eles.
Para que � que isso serve?
Fa�am o que eu digo!
Est� certo, Repara.
Devias ter sido tu, n�o ele.
O teu velho matou-o.
Tu � que tens a culpa de estarmos aqui presos.
- Dev�amos mat�-lo, imediatamente. - Parem com isso!
Ningu�m mata, seja quem for.
Parem de desperdi�ar o ar.
Obrigado.
Ele tem raz�o, sabem.
Eu vi o meu pai...
Dar qualquer coisa ao engenheiro.
Penso que foi ele que fez isto.
Para se livrar de voc�s.
Pe�o imensas desculpas.
Disseste que foi o teu pai que fez isto.
Ent�o por que est�s a pedir desculpa?
Ela encontrou qualquer coisa.
Uma maneira de ajudar os homens.
Um t�nel,
adjacente ao desabamento.
Se partir a parede aqui, mesmo que s� um pouco,
pode arranjar-lhes mais ar.
Vale a pena a tentativa.
Ela nem sequer � engenheira.
Ser� que isso importa?
Agora v� faz�-lo!
Como quiser.
Voc� tem armas?
Por qu�?
Vai precisar delas. Vamos, os dois.
Kedar tem tudo trancado.
Pode arranjar a chave?
Acho que sim.
Ent�o arranje-a.
Onde � que vais?
A parede n�o pode ser aberta.
Mas o Talif, ordenou-nos...
Eu disse que a parede n�o pode ser aberta.
N�o podemos dar-lhes mais ar. Percebido?
Esperem aqui.
O que � que vai fazer?
A vontade de Deus.
Podemos ir agora?
Cat?
Como vai isso?
Tivemos um pequeno azar na estrada.
Pequeno, como?
Estamos reduzidos a dois cami�es.
Nassima e Sulaiman?
Bem. Estamos todos bem.
O teu amigo, Kedar, n�o vai ficar feliz com isso.
- Que vai ele fazer, quanto a isso? - Essa � que � a quest�o, n�o �.
- Tem cuidado, Frank. - Sim. Tu tamb�m.
Eles est�o bem?
J� s� t�m dois cami�es.
O que � isso?
Onde arranjou a chave?
Roubei-a da tenda do Kedar.
Vou devolv�-la antes que ele perceba.
Tarde demais.
Onde est�o as armas?
Mudei-as.
Por seguran�a.
Sou o gerente desta mina.
E eu o chefe da seguran�a.
A minha chave, por favor.
O que podemos fazer?
Ele ainda tem que fazer isto parecer um acidente,
sem maneira de resgatar aquela gente.
N�o haver�, se o seu amigo n�o regressar com a dinamite.
Bem, ent�o, s� temos que nos certificar de que ele o faz.
Acho que voc� � um bom homem, mas um homem estranho.
Obrigado... acho eu.
Acho que gosta disto. Do perigo.
A maioria de n�s quer viver
durante muito tempo.
Eu pretendo viver tempo suficiente.
Voc� n�o tem esposa? Nem filhos?
N�o.
Essas coisas d�o sentido � vida.
Ainda bem que pensa assim.
Espero que viva o suficiente para descobrir que tenho raz�o.
Ou�a, Nassima...
Voc� deve saber que fui contratado para trazer uma mala de Madrid.
Queriam que pensasse que era dinheiro, mas foi qualquer coisa usada
para provocar o acidente,
o desabamento.
Para fazer com que pare�a um acidente.
Ent�o isto aconteceu por vossa causa?
� por isso que voc� est� aqui, a conduzir este cami�o?
Pareceu-me uma boa ideia, na altura.
Agora n�o tenho tanta certeza.
Eles n�o parecem muito simp�ticos, pois n�o?
O que � que eles querem?
Ouro, eles dizem que sabem que somos da mina.
Diga-lhes para ter cuidado.
Ou n�o.
Eu vou mostrar-lhe o ouro.
Diga-lhe, diga-lhe!
Diga-lhe que vou subir para o cami�o. Diga-lhe que est� debaixo da areia.
N�o, n�o, para!
Ele diz que vai busc�-lo. Quer que lhe diga onde ele est�.
Quando disser para correr, corra...
- Est� bem? - Est� bem.
Diga-lhe que est� debaixo da caixa, tem de cavar debaixo da areia para o encontrar.
Corra!
Anwar... N�o conseguimos arranjar-vos mais ar.
Mas eles devem estar a chegar.
N�s esperamos.
Como est� o meu filho?
A dormir.
Cuida dele.
Por favor.
Eu cuido.
Anwar...
Desculpa.
Lamento profundamente...
por tudo isto.
Quando sairmos daqui...
Conversaremos.
Cat?
Estou aqui.
Estamos a aproximar-nos. Eles que abram o port�o.
Vamos fazer isso.
Voc� ouviu isso, Kedar?
� para j�.
- Precisamos de armas. - Ele levou-as.
Ele n�o as levou todas.
Os vossos r�dios, tamb�m.
Pousa isso.
Ou estoiro-te a cabe�a.
- Achas que me consegues matar? - Ele n�o...
Eu.
De p�!
Diz-lhe que vai precisar de um guindaste para a tirar.
Estamos prontos.
Onde est� o puto risonho?
J� n�o sorri mais.
Mataste-o?
Foi ele.
E quanto aos homens?
H� uma hora que n�o falamos com eles.
Haver� justi�a para meu filho.
Vou certificar-me de que haja justi�a.
Est�s bem?
Vamos sair deste inferno.
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