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� uma grande honra estar perante v�s.
O pr�mio Nobel.
Quero dizer-vos que n�o o fiz sozinho.
Embora a pesquisa seja um neg�cio solit�rio.
Mas tenho de o partilhar com a fam�lia, a minha mulher e o meu filho.
Importam-se de se levantar?
Ser homenageado na vossa presen�a � uma experi�ncia muito gratificante.
Estar na presen�a dos fantasmas cient�ficos do passado,
Darwin, Einstein.
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Sim, senhor!
Por aqui.
Simon Kress.
- Bom dia, Dr. Kress. - Bom dia, Clarise.
IDENTIFICA��O VISUAL
ACESSO PERMITIDO
SUB-N�VEL 1
SUB-N�VEL 2 SUB-N�VEL 3
SUB-N�VEL 6 SEGURAN�A ELEVADOR PARA SUPERF�CIE
Seguran�a de transporte ao Sub-N�vel 4. Seguran�a de transporte ao Sub-N�vel 4.
SUB-N�VEL 9 SUB-N�VEL 10
SUB-N�VEL 11
H� algo de novo?
O MI-Scan detectou 67 novos ovos num per�odo de 12 horas.
- A s�rio? - Se o per�odo de gesta��o se mantiver...
teremos uma nova gera��o em 2300 horas.
Bichinhos potentes.
Muito bem!
Tudo a postos, malta. Pode ser meia-noite em Marte, mas aqui � mesmo de manh�.
Mant�m os rel�mpagos a intervalos regulares.
Muito bem. Vamos l� ver o que temos.
Nada de novo na 51. Vamos � porta do lado.
A 26w est� igual.
�REA DE TESTE: 59-26w
Nenhum aumento da popula��o.
�REA DE TESTE: 45-68u
Isso � muito bom.
Ali.
Espera, espera.
Traz as imagens do terreno da sess�o de ontem.
Quero uma compara��o completa.
�REA 1 CONFIRMADA INSTITUTO DE PESQUISA MT. PARNELL
�REA 2 CONFIRMADA �REA 3 � PROCURA...
A toda a seguran�a! Organismo detectado no N�vel 3! Descontaminar o Sector 4!
- N�vel 3? - � quase � superf�cie.
N.� 1, intercepte e neutralize! Intercepte e neutralize!
DISCREP�NCIA DA POPULA��O AVISO
ALERTA DE SEGURAN�A
Neutralizar? Tenho de entrar no sistema de ventila��o.
Mas isso � um sistema fechado! � imposs�vel!
N�o os podem eliminar. Passei cinco anos com estes bichos.
- Dr. Kress? - Posso corrigir isto!
� uma situa��o de quarentena! Est� a ir contra o regulamento!
Dr. Kress!
Ali est� ele! Apanhem-no!
Pare, j�!
Dr. Kress! Dr. Kress!
Est� a ir para a ala oriental! Vamos!
Est� bem, onde est�s?
Sei que est�s aqui.
Onde est�s?
C� est�s tu!
Ali est� ele! Prontos para contactar.
- Algu�m o viu? - Esperem! Afastem-se dele! � meu!
- Este � meu! - N�o. N�o!
N�o t�m o direito de fazer isto! N�o!
N�o!
N�o h� nada de errado com a sua televis�o.
N�o tente sintonizar a imagem.
Agora controlamos a transmiss�o.
Agora controlamos o horizontal e o vertical.
Podemos inund�-lo com milhares de canais...
ou expandir uma �nica imagem at� � limpidez cristalina...
e para al�m disso.
Podemos moldar a sua vis�o para tudo o que a sua imagina��o possa conceber.
Na pr�xima hora, iremos controlar tudo o que v� e ouve.
Est� prestes a viver o receio e o mist�rio...
que v�m do lado mais profundo da mente...
para Limites Exteriores.
Algumas das grandes proezas humanas foram motivadas...
por uma necessidade impulsionadora de amor e aceita��o.
O que acontece quando essa necessidade de reconhecimento...
se torna num desejo de ser respeitado e, mais tarde, adorado como um deus?
Dave, que raio devia ter feito?
Simon, aquela coisa chegou quase � superf�cie.
- N�o, chegou ao N�vel 3. - N�o, chegou quase � superf�cie.
� perto o suficiente.
Os burocratas do governo querer�o uma nova descontamina��o?
N�o, nunca fal�mos sobre isso.
N�o querem rever os procedimentos, pois n�o?
Dave, sabes o que isso faria ao plano.
Simon, v�o fechar-nos. V�o fechar isto.
Querem congelar as restantes formas de vida...
e transferi-las j� para armazenamento no Nevada.
E toda a pesquisa consolidada e classificada com prioridade m�xima.
- N�o podem. - Acabou-se. Foi tudo ao ar.
N�o me podem fazer isto. Eu criei-os. S�o meus.
Toda a gente reconhece os teus contributos, Simon.
Contributos? Eu criei vida!
Se n�o fosse eu continuarias a ter alguns ovos secos,
t�o mortos como o resto do solo marciano...
trazido pela porcaria do Mars Lander!
- Vou fazer um relat�rio. N�o vou... - Ningu�m o pode receber, Simon.
Isto vem tudo do Presidente dos Estados Unidos.
- N�o o podes ultrapassar. - Torno isto p�blico!
N�o fales assim. Nem sequer gozes com isso.
Simon, um organismo extraterrestre esteve a 7 metros...
de contaminar a biosfera terrestre!
Os M-17 bi�ticos n�o s�o s� organismos.
Fazes ideia do p�nico que isso provocou em Washington?
N�o s�o s� organismos. S�o seres inteligentes.
Isso s�o s� conjecturas. Sabes isso t�o bem quanto eu.
O organismo que esses idiotas incineraram era a �ltima gera��o.
Aprendeu como fugir �s medidas de seguran�a.
- N�o sabes o que isso significa? - Sim, que s�o muito perigosos.
E, infelizmente, a comiss�o acha o mesmo de ti.
N�o vais ser recolocado.
Ent�o,
depois de nove anos, vais despedir-me assim, � isso?
Olha, desculpa.
Qual � a tua jogada, Dave? No futuro, talvez...
ressuscites o projecto, desta vez contigo � frente de tudo?
Nem vou responder a isso, Simon, a n�o ser para dizer...
que qualquer quebra de seguran�a te sinalizar� como risco elevado.
- Que quer isso dizer? - N�o queiras saber.
Simon, pregaste-me c� um susto. Chegaste cedo.
Temos um padr�o provis�rio em alguns testes.
N�o gosto que vejas as minhas coisas antes de acabar.
N�o vi nada.
Aquelas s�o as novas janelas para o tribunal?
Ser�o, se a c�mara aprovar o meu plano.
Ter�o sorte em ter-te.
Obrigada.
- Viste o Josh? - N�o.
- Estou preocupada com ele. - Porqu�?
Porque passa demasiado tempo sozinho, no escuro.
- Eu tamb�m passo. - Mas ele tem 10 anos. N�o � normal.
� nossa. H� algu�m normal?
- Est�s bem? - Sim.
Pareces um bocado chateado, mais do que o normal.
S� estou um bocado estoirado, � isso.
- O teu pai vem c� jantar. - Fant�stico.
Telefonou. Quer ver o Josh. Sente-se s�, Simon.
Pois, porque ningu�m consegue estar com ele mais de 15 minutos.
O reino mort�fero de Aracnot�ide come�ou!
Pai, m�e, isto � espectacular!
- �ptimo. - Quando o podemos ver?
S� quando tiver acrescentado m�sica e efeitos sonoros.
V�s, esse � o problema. Tr�s perfeccionistas numa s� fam�lia.
- Eu vou l�! - Est� bem.
- Agora s�o quatro. - Ol�, av�!
Ol�, campe�o. Trouxe-te uma surpresa!
- N�o sei se estou pronto para isto. - Fixe!
Olha o que o av� me deu!
Por favor.
Eu sei, eu sei. N�o querias que lho desse.
Mas o pequenote n�o parava de olhar para mim da vitrina.
- N�o resisti. - Temos de falar sobre isto.
Diz-me que n�o est� um c�o verdadeiro na minha sala.
- Vais aprender a gostar dele, Cathy. - Isto � muito m� ideia.
N�o, n�o �. Todos os rapazes deviam ter um c�o.
Mas a Cathy trabalha, eu trabalho, quem vai tomar conta dele?
Quero dizer, o Josh?
- N�o esperas que o Josh... - Ser� bom para ele.
- Torn�-lo-� mais soci�vel. - Adoro-o, av�.
- Como se chama? - Vais ter de lhe dar um nome.
Que estavas a dizer?
Bem, ainda trabalham nisso...
Como lhe chamas? Aquela coisa das pedras lunares...
- S�o amostras de solo marciano. - Trazidas pelo Mars Lander.
E est�s a fazer algum tipo de pesquisa com elas, certo?
Estudamos como a vida terrestre interage com terreno marciano.
N�o, n�o.
� incr�vel como o governo gasta o nosso dinheiro hoje em dia.
Nunca h� uma boa guerra por perto quando � preciso, pois n�o, Coronel?
� pena n�o estarmos a invadir ningu�m.
Seria um bom empurr�o para a velha economia.
Josh, n�o est�s a dar de comer ao c�o, pois n�o?
- Mas est� mesmo cheio de fome, m�e. - Eu sei.
O av� trouxe um saco de comida para c�o. Est� no alpendre.
Se lhe queres dar de comer, d�-lhe isso.
Vamos l�.
Parece que o teu presente � um grande sucesso.
Sabes, os mi�dos e os c�es foram feitos uns para os outros.
Como se chamava o c�o que tinhas quando eras mi�do, Simon?
Cowboy. E n�o era meu, era do David.
- Era? - Sim.
Sim, � verdade. N�o gostavas muito de animais, pois n�o?
Mas o David gostava. Sim, agora lembro-me.
Sofreu mesmo quando o Cowboy morreu.
Como � que o Cowboy morreu?
Fez um buraco por baixo da cerca e foi para o meio do tr�nsito.
Espero que n�o estejamos a preparar o Josh para um trauma desses.
O trauma faz parte da vida.
Quanto mais cedo um rapaz o viver, mais cedo saber� lidar com ele.
Quando o David finalmente saiu do seu quarto,
uma pequena parte dele tinha-se tornado num homem.
Talvez o Josh tenha sorte e o c�o dele seja atropelado.
Simon?
- At� depois, campe�o. - Adeus, av�.
Que tal este nome?
- Cowboy. - Cowboy?
Fixe. Cowboy!
- Obrigada pelo bom jantar, Cathy. - O prazer foi meu.
E � melhor fazeres uma pausa do trabalho, pareces um pouco enervado.
Talvez a fa�a.
Livra-te da porcaria desse rabo-de-cavalo.
� um homem adulto, por amor de Deus.
Que tipo.
Acho que podias ter lidado melhor com aquilo.
Tenho lidado com isto a vida toda, Cath. Nunca muda.
Eu sei. Mas � teu pai e est� velho.
S� est� velho comigo. Sabia de quem era o c�o.
Achas que n�o sabe onde trabalho?
Adora ridicularizar aquilo que eu fa�o. N�o sou o David.
N�o cheguei � equipa principal da liga infantil.
N�o ganhei trof�us de nata��o e futebol,
n�o me tornei um piloto de F-4.
N�o morri pelo meu pa�s.
S� li os meus livros, deixei-me ficar a um canto.
Uma grande desilus�o para ele.
N�o acho que te considere uma desilus�o.
Acho que tem orgulho em ti. � s�...
Homens como ele n�o se sabem exprimir.
N�o preciso da aprova��o dele.
Talvez esteja � espera que ganhes o pr�mio Nobel.
Pois, pois.
O rei Simon manda dares-me um beijo.
Ent�o.
Tira a roupa.
N�o disse: "O rei Simon manda."
"'Fa�a-se a luz."
"E a luz foi feita."
O Dr. Kress est� a passar.
- Afirmativo. - Ponha o cami�o mesmo ali.
Desculpe, n�o podemos.
ACESSO NEGADO
Porra! Tratem disto com o Stockley!
� ESPERA
Porque est�s aqui, Simon?
- Quero supervisionar a criopreserva��o. - N�o � necess�rio.
T�m pessoal extremamente capaz a trabalhar nisso.
Com certeza, mas � o meu trabalho. Se algo corre mal...
v�o culpar-me, e talvez a ti.
N�o vai acontecer nada, Simon.
Dave, se v�o acabar com o trabalho da minha vida,
pelo menos deixa-me garantir que o fazem bem.
Ouve, ontem � noite, disse umas coisas que n�o queria.
- Esquece. - Deixa-me fazer isto. Deixa-me faz�-lo.
Est� bem? E nunca mais apare�o.
Est� bem. Mas s� supervisionas.
Simon, podes meter-me em trabalhos. Supervisiona, s�.
Isso trata dos animais. Preparar para o transporte.
Vou dizer � Equipa Dois que o solo est� pronto para a purga.
Estamos prontos.
Dr. Kress, por favor regresse � Seguran�a.
- Sim. - A marmita, por favor.
A garrafa-termo tamb�m.
Tudo bem.
- Obrigada. - Um desperd�cio de bom caf�.
Simon?
Acho que tens algo que nos pertence.
A tua identifica��o. Disseram que te esqueceste de a entregar.
Pois.
Obrigado.
Ouve, se precisares de algo,
seja o que for, n�o hesites em telefonar.
- Ser�s o primeiro. - Est� bem.
Bem-vindos a casa.
Entrada n�mero um.
Estabeleci confirma��o visual da presen�a dos ovos no solo.
O pr�ximo passo ser� introduzir os embri�es num ambiente controlado.
A viabilidade, claro, depende de...
- Al�m disso, a escola correu bem? - Sim.
Porque n�o levas o Cowboy l� fora? Deixa-o correr um bocado.
- Imagino que queira, depois do veterin�rio. - Est� bem.
- Simon? - Vamos, Cowboy. Anda.
- Simon? - Ol�, querida.
Vamos, Cowboy. Onde vais?
Chegaste a casa cedo. Que aconteceu?
N�o aconteceu nada. Porqu�?
Aconteceu alguma coisa, n�o foi?
S� uma paragem pequena com o equipamento.
N�o queria perder o balan�o, por isso vou fazer alguma pesquisa em casa.
- Onde, no celeiro? - Sim.
- Est�s a gozar? - At� n�o � mau s�tio para trabalhar.
N�o vais l� fazer nada perigoso, pois n�o?
Est�s a falar de qu�? Como correu a apresenta��o?
� na quinta. Hoje �...
Segunda.
- Aquilo � o meu vitral? - Sim.
Usei algumas das coisas que ias deitar fora...
para remendar as janelas partidas. Ficou bem?
Sim, mas isto n�o � mesmo o que...
N�o te preocupes. Relaxa.
N�o deixo o meu ganha-p�o.
O reino de Aracnot�ide terminou!
Viva o Caninossauro!
Cowboy, a tua carreira acabou.
Cowboy! Cowboy!
Cowboy! Cowboy?
Pai?
Pai?
Pai?
Josh! Que fazes aqui?
- Estava � tua procura. - Anda.
Preciso de ajuda com o filme.
- N�o quero que entres ali. - Porqu�?
Estou a fazer um trabalho importante.
N�o quero voltar a ver-te no celeiro, certo?
- N�o posso ajudar porqu�? - Porque n�o. Acabou-se.
E n�o quero que digas � m�e o que viste ali, est� bem?
- Est�s a ouvir? - Sim.
� um...
- � uma surpresa. - Surpresa?
- Sim. - Pois.
Est� bem, vai l�. Faz o teu filme.
Cowboy, vem.
Continuas a ser o meu melhor amigo. Sabes disso, n�o sabes?
- Boa tarde, Simon. - Dave.
- J� tiveste saudades minhas? - Pode dizer-se que sim.
VALAX CIENT�FICO
Como vai isso? Sempre a trabalhar?
Estou a fazer uma pausa, um pouco de introspec��o.
Isso � bom.
Bom. Sabes, eu pr�prio ando � procura de algo.
De qu�? Um novo emprego?
N�o, de 265 gramas de solo marciano.
Dave.
Detesto ter de to dizer, mas est�s no planeta errado.
Duzentos e sessenta e cinco gramas.
Foi a diferen�a encontrada pela an�lise comparativa de massa,
quando transferimos o habitat para a preserva��o.
Talvez um dos t�cnicos que contrataste tenha fugido com uma recorda��o.
Os agentes do governo v�em isto como erro de computa��o,
mas acho que estavam aflitos por arrumar tudo o mais rapidamente poss�vel.
Sabes, eu e os n�meros.
Se n�o condizem, come�o a pensar.
Acho que afinal ainda tenho algo de cientista em mim.
Sempre o disse, Dave. Algo muito pequeno.
- Roubaste a amostra de solo? - Por que raio faria isso?
Havia ovos naquele solo.
Arranjo os ovos que quiser no supermercado.
Deixa-te de idiotices e responde-me.
Est� bem, eu respondo-te. Est�s muito longe da realidade.
O meu interesse no projecto acabou quando deixei o recinto pela �ltima vez.
Para mim n�o passas de uma lembran�a merdosa, Dave.
Tu e a ag�ncia. Esta resposta chega-te?
Sim.
Ainda lamento o que te aconteceu, Simon,
mas est�s a tornar muito dif�cil continuar a defender-te.
At� depois, Simon.
Entrada n�mero sete.
Calculo um total de 10 incuba��es...
e prevejo mais 30 dentro das pr�ximas 10 horas.
A actividade dentro do ambiente continua a intensificar-se,
e estou pronto para iniciar a alimenta��o normal.
Espero que o primeiro animal...
chegue � superf�cie numa semana.
Acredito que os Reis da Areia conseguem tornar-se inteligentes.
Defino isto como a capacidade de raciocinar.
Posso prov�-lo.
Filho, j� te disse. Isto est�-te interdito.
Eu sei, pai, mas temos de falar.
D�-me mais uns minutos. Estou a meio de algo.
Como podemos ser os melhores amigos se nunca fazemos nada juntos?
- Deixa-me acabar o meu trabalho. - Dizes sempre isso.
Nunca acontece.
Amigo? N�o v�s embora zangado.
Esquece isso do "amigo".
Josh? Filho, n�o te v�s embora quando falo contigo.
O que queres?
Quero passar tempo contigo. Eu s�...
- N�o te preocupes. - Filho?
- Consegues guardar um segredo? - Sim. Porqu�?
Preciso que me ajudes com uma coisa.
Mas tens de fazer exactamente o que te digo. � uma coisa s�ria.
Est�s a falar de qu�?
Gostavas de me ajudar no celeiro?
Sim!
N�o, a data com que estive a trabalhar � quinta. Eu...
Bem...
Nunca me falaram de outro dia al�m de quinta. Quer dizer...
Acho que n�o interessa muito o que me disseram, pois n�o?
Precisa de algo hoje.
N�o, n�o � um problema,
o meu marido est� c� e pode cuidar do meu filho.
N�o ser� a apresenta��o completa que lhe devia mostrar.
Est� bem. Estarei a� dentro de uma hora e meia. Adeus.
Apanha-o, apanha-o. Ali. Isso mesmo. Tens um bom plano?
- Sim. A gravar. - De certeza que est� focado?
Pai, por favor, n�o sou um turista.
� importante gravar isto de forma clara.
Trata dos teus vermes que eu trato da fotografia.
- Faz um grande plano de mim. - Porqu�?
Fazes-me um grande plano? Aqui mesmo?
Os organismos receber�o um cubo de prote�na sintetizada.
N�o parecem muito interessados. Que mais comem?
- Basicamente tudo. - Que tal o gato da Sra. Thompson?
Acho que n�o.
Agora, seguindo para o sujeito vivo.
C� est�s tu.
Tens a certeza de que queres ver isto?
Segura na tua c�mara.
Est� bem.
A� vai bomba.
A� vai bomba.
O que s�o?
S�o muito especiais.
Chamo-lhes Reis da Areia.
S�o de muito longe.
- Acho que t�m uma mente colectiva. - O que � isso?
Significa que trabalham em conjunto,
mas s�o controlados por um indiv�duo, provavelmente a rainha.
Como as abelhas e as formigas?
N�o, n�o. Os Reis da Areia...
Os Reis da Areia s�o muito mais do que abelhas e formigas. S�o...
Acho que s�o sens�veis, como as pessoas. Tenho andado a test�-los.
A tua m�e est� quase a chegar e ainda nem sequer comecei o jantar.
Pai, a m�e n�o ficar� muito contente com isto.
Deixa isso comigo. Entretanto...
- Eu sei. - O qu�?
- � um segredo. - Pois.
Lindo menino.
A c�mara aprovou o meu plano para as janelas, a t�tulo experimental.
Sim!
Mas querem ver uma apresenta��o at� sexta.
- �ptimo, querida. - Sim. Parab�ns, m�e.
Obrigada.
Isso quer dizer que vou estar mesmo muito ocupada.
N�o h� problema. Tenho as coisas controladas.
- O que fizeste na escola hoje? - Nada.
Parece-me educativo.
E tu? Como est� a correr?
Fiz bastante. Estou a controlar o trabalho.
Tenho de estar preparado quando o laborat�rio voltar a funcionar.
Foi sorte como calhou.
Estares por c� esta semana para tomares conta do Josh.
Sim.
�s vezes � esquisito como as coisas acontecem.
Esquisito. Mesmo esquisito.
Mesmo, mesmo esquisito.
Esquisito.
Raios me partam.
Entrada n�mero 17. Os Reis da Areia revelaram...
Revelaram uma capacidade de imitar forma��es terrestres.
Enquanto isto poderia indicar alguma forma de intelecto,
n�o demonstra necessariamente a capacidade de raciocinar.
Por isso, decidi fazer uma mudan�a.
- Sr. Kress? - Sim.
- Assine aqui, por favor. - As pe�as foram pr�-cortadas, certo?
Sim. S� tem de as montar.
Vai ser um grande aqu�rio, n�o?
Gosto do marisco fresco.
Por aquilo que est� a pagar, espero que crie caviar.
Muito bem, meninos e meninas! Bem-vindos � terra prometida!
Sim, s�o ambos �ptimos, mas o �mbar � perfeito.
- Encomenda-me algum? - Claro.
Deve ser bom ter o Simon em casa.
- Sim. - N�o parece muito feliz com isso.
Acredite, quer esteja em casa ou no trabalho, agora anda noutro planeta.
- � estranho. - O qu�?
O computador n�o aceita o seu cart�o.
- Porqu�? - Diz que ultrapassou o limite.
- N�o pode ser. � engano. - N�o, j� o passei duas vezes.
Sabe, tenho de o cortar.
Quer telefonar � companhia do cart�o ou assim?
Sim, quero.
- Sai da frente. - Espera, Cath...
N�o, quero saber que raio se passa.
- Deixa-me explicar! - Explica, Simon.
Explica-me por que h� compras no valor de mais de $25.000 nos nossos cart�es.
- Tratei disso. - Compras que desconhecia!
E quando acabares de explicar isso,
tenta explicar como as vais pagar,
se mal conseguimos pagar a casa!
Tratei de tudo. Acredita, n�o o teria feito sem um motivo.
- N�o! - Cath!
Ouve-me.
Cathy... Cath!
D�-me a tua m�o!
Ent�o! D�-me a tua m�o! Cathy! Cathy!
Sai da�! Agarra a minha m�o! Vamos!
- D�-me a tua m�o! - Meu Deus!
- Est�s bem! - Meu Deus!
Est�s limpa. Est�s bem.
Est�s bem. Est�s limpa.
Est�s bem. Encontr�mo-los na areia trazida pelo Mars Lander.
- Encontraram o qu�? - Ovos do tamanho de cabe�as de alfinete.
Estavam inactivos h� milh�es de anos,
at� eu encontrar meios de iniciar a gesta��o.
Ent�o, tens andado a mentir-me?
Tens andado a fazer isso no Mount Parnell e...
n�o a analisar amostras de solo?
Era um projecto confidencial, Cath! O m�ximo segredo!
N�o pod�amos falar com ningu�m do exterior. N�o escolhi.
- Ent�o, o que fazem no meu celeiro? - Eles acabaram com o projecto, Cath!
Acabaram com o projecto? Porqu�?
N�o me deram uma raz�o. S� me disseram para fechar.
Talvez pensassem que o p�blico nunca estaria preparado. N�o sei.
Mas no dia em que sa�, trouxe uma amostra do solo.
Simon.
N�o me v�o tirar isso.
- N�o podem ficar aqui. S�o perigosos. - N�o s�o.
S�o inteligentes e, se se desenvolverem a este ritmo,
podemos descobrir muito com eles.
- O Josh tem andado a film�-los... - Meteste o Josh nisto?
- � totalmente seguro. - Como pode ser?
O governo quer destruir estas coisas.
- Eles n�o percebem. - Nem eu!
N�o! � a minha grande oportunidade, Cath.
Posso anunciar a descoberta de vida extraterrestre.
Ent�o, anuncia isso agora.
N�o.
Primeiro, tenho de os levar ao ponto de verdadeira intelig�ncia medida.
Tem f� em mim, Cath. Quero-te ao meu lado.
Josh?
- Hora de ir dormir. - S� mais uns segundos, m�e.
Hoje n�o, amigo.
C� vamos n�s. D�-lhe algum espa�o. C� vamos n�s.
Porque est�s zangada com o pai?
- Porque dizes isso? - Ouvi barulhos.
Est� tudo bem, prometo.
Mas as coisas da areia preocupam-me...
- Reis da Areia, m�e. - Desculpa.
Sabes como tenho medo de bichos.
Lembras-te de quando �amos de carro...
e havia uma aranha enorme no tablier?
Era uma aranha dom�stica.
Pode ter sido uma aranha dom�stica, mas quase me atirava para a berma.
Mas eu gosto de ajudar o pai. Disse que pod�amos ganhar o pr�mio Noble.
Nobel. Aposto que sim.
De qualquer forma, prometes ter cuidado?
Est� bem. Boa noite, m�e.
Boa noite, querido.
Que confus�o.
Esta � a entrada 24...
Esta � a entrada 24... Entrada...
Esta � a entrada 24 do oitavo dia...
Esta � a entrada 24 do oitavo dia do projecto, o nono...
Os Reis da Areia dividiram-se...
Esta � a entrada 24 do oitavo dia do projecto.
A 19� gera��o de Reis da Areia diferenciou-se em duas esp�cies,
uma de colora��o vermelha, a outra branca.
Al�m disso, eu...
Comecei a distinguir alguns indiv�duos entre as duas esp�cies.
Parecem ter-se adaptado bastante bem ao seu novo habitat...
e espero que o aumento do tamanho do habitat...
estimule a produ��o de ovos das duas rainhas.
Agora, posso confirmar essa teoria com os seguintes dados.
D�em-me s� um momento.
Volto j�.
Os...
Charlton Heston, r�i-te de inveja.
Cath? Cathy?
Ouve. Cath?
Consegui. Cath?
Consegui.
O Pr�mio Nobel.
N�o tenho palavras para exprimir o meu agradecimento.
� uma honra estar perante os ilustres aqui presentes.
Quero agradecer � minha maravilhosa fam�lia.
Josh, vamos. O pequeno-almo�o est� na mesa. Tenho de ir.
- Cathy! - Estou atrasada, Simon.
- Ouve. Consegui! - Conseguiste o qu�?
- Aquilo de que falei ontem. - M�e!
Ouve, ouve.
O Cowboy desapareceu. N�o estava no quarto quando acordei.
Est�s a gozar? Viste debaixo da cama e em todo o lado?
Procurei por todo o lado.
Deve andar a ca�ar esquilos.
- Cathy. Ouve-me. - P�ra, Simon! Temos um problema.
V� l� querido. Vamos l� fora. Vamos procurar no bairro.
Ouve. Ouve-me. Cathy? Cathy!
Muito bem, vai procurar o raio do c�o!
N�o acredito.
- Cowboy! - V� l�, Cowboy!
- Est�s a�? - Cowboy!
N�o tomaste o pequeno-almo�o! Tenho de ir, Josh.
- A minha apresenta��o � hoje. - Est� bem.
Talvez o pai te ajude antes de ires para a escola.
- At� logo. - Cowboy! Cowboy!
Dave Stockley, por favor. Fala Simon Kress.
Eu espero.
Cowboy! Cowboy!
Simon. � o Dave Stockley. Simon?
Cowboy!
Cowboy!
N�o entra nem sai nada. Perceberam?
Est�o com fome outra vez? Azar. Agora, s� o mais forte ir� sobreviver.
S� comem o que eu vos der. Acabaram-se os petiscos.
Esque�am.
O comit� escolheu outro desenhador. N�o consegui o trabalho.
Ouviste o que eu disse?
Ouvi. Vamos ter de pedir outro empr�stimo, pronto.
Pedir outro empr�stimo?
N�o deve haver nenhum banco no mundo que nos fa�a outro empr�stimo.
Adorava saber o que vai na tua cabe�a.
Digo-te que o projecto em que trabalhei durante seis meses foi rejeitado e...
"Pedimos um empr�stimo." Nem dizes: "Lamento."
Lamento.
Fant�stico.
- Est�s pronta, m�e? - Sim, querido.
- Onde v�o? - Procurar o c�o.
Ainda te lembras do Cowboy?
C�us.
Registo 31.
A estrutura tem cerca de 90 cent�metros de altura.
E 120 cent�metros de largura.
Constru�da ap�s a demoli��o inicial do castelo Sandking.
Tempo estimado de constru��o: 12 horas.
O objectivo da estrutura �...
desconhecido.
Se pensam que vos vou dar comida, est�o muito enganados.
E voc�s, malta vermelha � melhor come�arem a participar.
N�o comecem a ficar arrogantes.
Merda! Sacana!
Merda!
Merda.
Merda.
A an�lise inicial do veneno do Sandking mostra a exist�ncia de microrganismos.
�, no entanto, desconhecido...
o efeito destes microrganismos no sistema circulat�rio humano.
Em consequ�ncia, a probabilidade de infec��o � quase imposs�vel de travar.
Quero dizer, avaliar.
S� o tempo o dir�.
No que diz respeito �s novas constru��es,
s� posso conjecturar sobre a sua finalidade.
Podem ser uma extens�o da capacidade do Sandking...
de construir formas espec�ficas ou uma forma de venera��o.
Talvez elas...
sejam uma tentativa de algum tipo de apaziguamento.
E sejam elas o que forem,
s�o um sinal de intelig�ncia, n�o sei.
- Meu Deus! - Ainda me podes chamar Simon.
- Simon, o que est�s a fazer? - O Simon diz.
- O Simon diz? - Vamos brincar.
O Simon diz para olhares para tr�s.
Agora, abre a cortina.
Abre.
Eu n�o disse "O Simon diz."
- H� quanto tempo � que isso dura? - H� uma semana.
Ele tem estado fechado no celeiro.
E n�o deixa ningu�m entrar, nem o Josh e...
� como se n�o exist�ssemos quando sai de l�.
Quase n�o o vemos.
N�o sei.
J� nem sei com quem vivo.
- Em que � que ele est� a trabalhar? - N�o lhe posso dizer.
- Porqu�? - Eu... N�o posso.
O que queres que fa�a, Cathy?
Bem,
pensei que talvez pudesse falar com ele.
N�o sou muito bom nisso.
J� devias saber que dificilmente nos entendemos.
Porqu� eu?
� o pai dele. E acho que no fundo...
Acho que o Simon est� a fazer isto por si.
Sabe, �...
Quer realizar algo. Quer que tenha orgulho dele.
Quer que sinta por ele o mesmo que sente pelo irm�o.
Isso � rid�culo.
� verdade. Acho que o Simon tentou a vida toda obter a sua aprova��o.
Desculpe. N�o queria gritar-lhe. � s� que...
- Percebe isso, n�o percebe? - Acho que n�o tens raz�o.
E nem sei se ia adiantar alguma coisa eu falar com ele.
Incr�vel!
A devasta��o.
Os organismos n�o s�o alimentados h� 36 horas.
O primeiro conflito come�ou h� 40 minutos.
Cinco organismos brancos atacaram um vermelho.
Foi desmembrado e dado � rainha branca para comer.
A retalia��o dos vermelhos foi quase instant�nea.
A guerra tem sido constante.
As manobras de guerra tornaram-se muito sofisticadas.
Calculo que as baixas de ambos os lados sejam de 20%.
S� o mais forte e mais inteligente sobrevive.
Sinto que os organismos podem sair do habitat quando quiserem,
mas ficam, como se estivessem a actuar para mim...
ou para comunicarem comigo.
Sei e sinto que assim que voltarem a alimentar-se normalmente,
vai desenvolver-se uma profunda confian�a entre n�s.
Registo 51.
Confirma-se a presen�a da infec��o.
Tentarei abrandar a dissemina��o dos microrganismos,
com o uso de antibi�ticos convencionais.
Mas os seus efeitos...
s�o uma grande inc�gnita.
A experi�ncia ganhou vida pr�pria.
E ir� continuar...
independentemente do que me possa acontecer.
Dave. Desculpa n�o te ter ligado.
Disseste que eu podia ligar-te caso precisasse de alguma coisa.
Mas penso que tu � que precisas de mim, velho amigo.
Precisamos um do outro. Estamos a iniciar algo novo. N�o posso fazer isto sozinho.
Por favor, vem ver a minha surpresa amanh� de manh�, Dave.
Vem sozinho.
C�us.
- O que queres? - Est�s com um aspecto horr�vel.
Foi por isso que vieste? Para me dizeres isso?
Vim c� falar contigo.
Fala.
Assim n�o. N�o atrav�s do raio da porta. Posso entrar?
O que foi?
- A tua mulher est� preocupada contigo. - O que te disse ela?
Que estavas a trabalhar num projecto secreto...
e que estava a p�r-te louco.
Ando a trabalhar mais do que o normal.
J� n�o falas com ela. Nem com o Josh.
E ela mandou-te aqui para me dares um serm�o...
sobre a minha rela��o com o meu filho.
Quem � mais louco, eu ou ela?
Eu tinha uma �ptima rela��o com o teu irm�o.
Sim. O que foi?
O que aconteceu connosco?
N�o est�s a fazer isto porque... N�o sei, porque...
sentes que tens de me provar algo?
Achas que estou a fazer isto por ti?
Velho sacana.
Achas que o mundo gira � tua volta?
�s louco.
O David nunca teria falado assim comigo.
N�o, porque era o teu fantoche, o teu soldadinho.
Ele faria tudo o que quisesses.
Foi para a guerra por ti. At� se matou por ti.
Sai daqui.
- Onde estiveste? - Tive uma entrevista de emprego.
- Conversa! - De que est�s a falar?
De que estou a falar? Ele veio c�, Cathy.
- O meu pai esteve c�. - Ele est� preocupado contigo.
Mandaste-o vir espiar-me! Pensava que podia confiar em ti.
Confiar? Falas em confiar?
Tu � que tens andado a mentir � tua mulher!
- Est�s a dizer que �s minha mulher? - P�ra, Simon!
Tra�ste-me. Tra�ste a nossa fam�lia!
P�ra, Simon. Precisas de ajuda.
S� preciso que saias da minha vida!
Muito bem!
Muito bem.
- V�, Josh. Temos de ir. - Estou quase pronto!
Traz s� o que precisas. Vou come�ar a carregar o carro.
- V� l�! - Est� bem.
- N�o nos vamos despedir do pai? - N�o.
N�o, ligamos ao pai de casa do av�. Entra no carro.
Entra no carro, Josh. J�.
Puseste o cinto?
Registo 57.
A Cathy e o Josh foram embora. Passaram-se para o lado do inimigo.
Agora, sou s� eu.
S� eu.
A guerra tem sido constante.
As manobras de guerra tornaram-se muito sofisticadas.
Calculo que as baixas de ambos os lados sejam de 20%.
S� o mais forte e mais inteligente sobrevive.
Sinto que os organismos podem sair do habitat quando quiserem,
mas ficam, como se estivessem a actuar para mim ou...
� um valente passatempo que tens aqui, Simon.
Dave!
Tens um bocadinho de Marte s� para ti.
D� um novo sentido � express�o "cientista louco."
S� contava contigo amanh� de manh�.
Sim, recebi a tua mensagem e decidi vir mais cedo.
Sabes que gosto que as coisas fa�am sentido. Agora fazem.
Estes castelos t�m algum objectivo?
S�o usados para defesa. Na guerra.
- Eles combatem? - Batalhas complicadas.
Com a motiva��o adequada. Escassez de alimento.
- Quantas gera��es? - Trinta e tr�s.
Tu...
- Viste as esculturas? - Sim. Porqu� tu?
Sou a sua fonte de vida.
- C�us. - Est� tudo aqui, Dave.
O sonho da humanidade durante d�cadas.
A prova de intelig�ncia extraterrestre.
Tenho de admitir, Simon, o que criaste � realmente...
incomensur�vel, a s�rio.
� uma pena que tenha de desaparecer.
Tem?
O que aconteceu contigo? J� olhaste para ti?
J� te viste ao espelho?
N�o sei o que vai custar mais a limpar, Simon.
A ti ou a esta confus�o.
Simon, com o teu talento, o teu g�nio,
como pudeste criar algo t�o perigoso?
Ouve, farei o que puder. Prometo-te. Farei o que puder por ti.
Para evitar que sejas preso. Est� bem?
Obrigado, Dave.
- Meu Deus. - Est�s a falar comigo, Dave?
Simon!
Eu n�o digo nada. Eu n�o digo nada, Simon!
Est�s enganado, Dave. Tu vais gritar.
Socorro! N�o!
N�o!
N�o!
Obrigada.
N�o sei. Talvez n�o o devesse ter deixado.
Tinhas de o fazer.
Fizeste o que estava certo.
Pelo menos por agora.
Acho que sim.
� um bom mi�do, n�o �?
O melhor.
O Pr�mio Nobel.
N�o consigo descrever o que sinto.
Sinto-me muito honrado por estar na vossa presen�a, estar convosco.
� o maior momento da minha vida.
Sinto-me humilde...
com a vossa presen�a.
E claro,
com os fantasmas dos grandes cientistas do passado.
Darwin.
Einstein.
Meu Deus, todos eles...
Fazem-me sentir humilde.
Mas estou muito s�.
Muito s�.
Ningu�m sabe quem sou na realidade.
Sabem?
N�o.
Existe...
Existe uma pessoa que vos podia dizer quem sou.
O meu irm�o.
Mas,
ele...
Ele n�o est� aqui e...
O meu pai merece a minha gratid�o.
Ele ajudou-me.
Ajudou-me.
O meu querido pai.
Mas n�o gosta do meu cabelo, pois n�o?
N�o. Bem...
Vamos tratar disso.
Tenho uma surpresa para voc�s.
Onde, onde est�s? Onde est�s?
Est�s a�.
Gostas mais assim, pai?
Talvez n�o.
Para ti, querido pai. Adeus, cabelo.
Obrigado.
- Simon Kress? - Sim, senhor.
Lamento incomod�-lo, mas procuro o Sr. David Stockley.
N�o voltou para casa ontem e a mulher disse que ele vinha c�.
Estava � espera dele. N�o apareceu.
A que horas viria ele?
Por volta das 7:00.
Tem ideia onde o Sr. Stockely poder� estar?
N�o, senhor. Lamento, n�o sei.
Costumava trabalhar com o Sr. Stockley, certo?
Sim, senhor. O Dave...
O Dave e eu conhecemo-nos h� anos. Espero que esteja bem.
Pareceu-me bem da �ltima vez que o vi.
Tem estado debaixo de muita press�o no trabalho, mas nada de anormal.
Se quiser, pode dar uma volta.
N�o, penso que n�o ser� necess�rio.
Tenho a certeza que h�-de aparecer. Talvez de ressaca.
Se precisar da minha ajuda, diga-me.
- Tenha um bom dia. - Sim, senhor.
Viatura sete, responda por favor. Temos uma emerg�ncia.
� escuta. Estou a caminho.
� altura de Deus reaparecer.
N�o!
Onde est�o?
Onde est�o?
Como est�s, campe�o?
Sabes, h� coisas na vida que n�o podes controlar.
E sabes que mais? O Cowboy ainda pode aparecer.
S� forte, est� bem?
- Est� bem, av�. - � isso mesmo.
J� viste aquilo?
Aqui est�. Parece confort�vel. Anda l�.
Est�s bem?
Tenho muitas saudades do pai.
Eu tamb�m.
Mas est�s aqui.
Por isso, dorme bem.
Boa noite, querido.
Josh.
Josh?
Josh!
Pai?
Pai!
Pai!
Pai!
Pai?
- O que est�s aqui a fazer? - Pai?
Fica ao p� de mim. Eles n�o me fazem mal.
- Para tr�s. Afasta-te. - Pai!
- Fica ali atr�s. - V� l�, pai!
Por favor! Pai!
Afasta-te.
J� te disse para te afastares. A conduta da lavandaria. Vai!
Para tr�s. Para tr�s!
O que fiz eu?
Anda. Para ali.
Josh!
V� l�. Sobe.
- Josh, onde est�s? - M�e! Estou aqui!
Josh!
- V�. Sobe. - S� se tu subires.
- Estou a mandar-te subir. V� l�. - M�e.
Josh.
M�e, est�o a seguir o pai e ele n�o quer sair!
Simon?
Simon!
Desculpa.
Simon?
- Entrem os dois no carro. - N�o.
J�! Simon, agarra a minha m�o.
- Simon! - N�o.
V� l�. Sai da�!
Tenho de fazer isto.
Simon! Simon!
- N�o, vai, vai! - N�o posso fazer isso!
�s meu filho.
Pai, por favor. Vai!
Simon.
N�o.
Pai, por favor. Vai.
Onde est� o Simon?
Preparem-se para o Armaged�o.
Pai!
Por aqui. Avancem.
LABORAT�RIO DE INVESTIGA��O MOUNT PARNELL
A ci�ncia moderna procura cada vez mais, os poderes...
tradicionalmente reservados ao Todo-Poderoso.
Mas aqueles que invadem o territ�rio dos deuses...
apercebem-se tarde demais que o pre�o para entrar...
� a destrui��o.
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