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As Bodas de Sat�
- Ol�, Nicholas. - Como est� voc�, Rex?
Onde est� Simon?
- Quanto tempo faz que voc� n�o o v�? - Tr�s meses.
Tr�s meses! Acha que ele est� tendo problemas?
Ele n�o me diria se estivesse.
- Quem sabe a Richard e Marie. - N�o, eles n�o o v�em desde o Natal.
Ent�o deve haver alguma coisa errada.
- Vamos ao clube dele. - Ele n�o est� mais l�, comprou uma casa
Pra qu�?
- Pois �. - Sabe onde fica?
Para a casa do Sr. Simon Aaron.
O Sr. Aaron?
Meu Deus!
- Nicholas! - Simon.
- Rex. - Ol�, Simon.
- Que bela surpresa! - Perd�o por interrompermos sua festa.
Ah, n�o � uma festa, � apenas uma reuni�o...
de uma sociedade astron�mica da qual fa�o parte.
� mesmo?
Deixe me apresent�-los aos membros.
Condessa.
Quero que conhe�a meus amigos.
O duque De Richleau.
- Madame. - � um prazer.
E Rex Van Ryn.
A condessa Garfet.
- Madame. - Senhor.
Tanith, Sr. Mocata.
Quero que conhe�am meus amigos.
O duque De Richleau. O Sr. Van Ryn.
A Srta. Carlisle e o Sr. Mocata.
� um prazer conhecer os amigos de Simon.
- Senhorita. - Senhor.
Sr. Van Ryn.
- Acho que j� nos encontramos antes. - � mesmo? Eu n�o lembro.
- Ent�o voc� pertence a uma sociedade? - Para nossa alegria.
Sim.
Por isso que n�o o vemos h� v�rios meses
e esqueceu da nossa reuni�o desta noite.
Bem, eu...
Desculpem-me, preciso falar algo com Simon.
S�o amigos de Simon.
Sim, senhorita.
O pai dele, Rex e eu �ramos companheiros na aeron�utica.
E quando o pai dele morreu, prometeram ficar de olho nele.
Sim.
Quando voc�s entraram na sociedade?
N�o nos disseram...
N�o entendo.
- N�o podemos ser mais de 13. - N�o somos membros.
Viemos apenas ver Simon.
- Acabei de chegar de viagem... - Com licen�a.
O que est� acontecendo?
V�o nos pedir para irmos embora.
Escute o que est�o falando os convidados.
Rex, amigo.
Lamento, mas vou ter que pedir que se retirem.
A reuni�o vai come�ar.
Devemos aprender a control�-lo.
Control�-lo? Sim, entendo.
E organiza��o...
- Acha que teremos uma boa reuni�o? - Se o tempo melhorar, sim.
Sua conjun��o natal � que importa.
H� dois anos, em Berlim, as condi��es eram as mesmas.
Muito interessante!
Com a conjun��o de Marte e Saturno, � claro.
Sim, mas n�o chame Abraham at� a hora da vota��o.
- Por qu�? - Faltaria a cerim�nia de inicia��o.
Parece ser um �timo vinho.
Voc� sempre teve bom gosto.
Nicholas, � chato dizer isso. Gostaria que ficassem, mas...
n�o � uma reuni�o comum.
- E voc�s n�o s�o membros. - N�o se preocupe.
- N�s entendemos, n�o � verdade, Rex? - Sim.
Sinto muito por ter esquecido da nossa reuni�o esta noite.
Poderemos nos encontrar em breve. Talvez amanh�.
Eu vi que voc� tem um observat�rio.
Me interesso por astronomia e gostaria de olhar o seu telesc�pio.
Apenas por 5 minutos.
Por que voc� quer olhar um telesc�pio?
Eu n�o quero.
Simon, esses mapas...
N�o s�o astron�micos, n�o �?
N�o, s�o apenas decorativos.
Ornamentos da Idade M�dia.
E voc� estendeu a decora��o para o ch�o.
Sim.
Se voc� quiser olhar o...
Parecem ratos.
Voc�s devem ir, agora.
Em nome de...
Seu idiota!
Preferia ver voc� morto do que metido com magia negra.
Solte-me.
N�o pedi que viessem aqui, esta noite
Voc�s n�o tem direito...
de se intrometer nos meus assuntos privados.
- Quer dizer que... - Lamento, Simon.
Me sinto como um pai que v� seu filho arder no fogo.
Pode me dizer o que est� acontecendo?
Galinhas, diagramas no ch�o... Isso significa alguma coisa pra voc�?
Significa que Simon est� jogando o jogo mais perigoso que existe.
- Ah, por favor... - Rex est� certo, voc� est� exagerando.
- Ent�o n�s ficaremos. - Voc�s n�o s�o membros do c�rculo!
C�rculo?
A Sociedade.
Se ficarmos, ser�o mais de 13 pessoas, certo?
Veja, Simon.
Rex e eu somos seus amigos a mais de 10 anos.
E nunca nos valemos de nossa idade e experi�ncia.
Mas est� noite eu vou quebrar essa regra.
Sou bem mais velho que voc�.
Estudei profundamente essas doutrinas esot�ricas.
Eu te imploro, como nunca implorei na minha vida...
que voc� desista desse jogo perigoso...
e saia conosco dessa casa, imediatamente!
N�o posso!
Ent�o ficaremos.
Imposs�vel!
Coloque-o a�, Rex.
Espere l� fora, Max.
Quero ver o que ele vai dizer.
Nada, quero que ele desperte, depois voltar� a dormir.
Faz mais sentido do que qualquer outra coisa que aconteceu esta noite.
Ilumine aqui, por favor.
Olhe para o espelho, Simon.
Olhe para o espelho.
Fique olhando.
E me escute.
Voc� est� machucado e sua mente est� confusa.
Mas agora voc� est� com seus amigos.
E n�o h� nada mais com que se preocupar.
Vou fazer com que voc� durma, Simon.
Seus olhos v�o se fechar quando eu tocar neles.
Voc� vai acordar as 10 horas, amanh�.
E a tua mente estar� livre de toda a dor...
e de toda a ansiedade.
Abra os olhos, Simon.
Levante-se.
Vou colocar este s�mbolo em seu pesco�o, como prote��o.
Depois de colocado...
voc� n�o o remover�.
Agora voc� ir� at� o meu quarto...
deitar� e dormir� imediatamente.
Max.
Acompanhe-o at� o meu quarto.
- Acabou. - Eu concordaria com voc�...
Se soubesse do que est� falando.
N�s conseguimos vencer.
Pela nossa reuni�o.
Suas perguntas?
Abracadabra, p� de cabra.
- Magia negra. - Rex.
- Voc� acredita no mal? - Como uma id�ia.
Acredita nos poderes das trevas?
- Como supersti��o. - Est�o erradas!
O poder das trevas � mais do que mera supersti��o.
� uma for�a viva...
que pode atacar em qualquer momento da noite.
Estou dizendo que essas pessoas s�o adoradores do diabo!
Isso � rid�culo.
S�o fatos, n�o � supersti��o!
A prova definitiva estava na cesta.
Eles iriam sacrificar um galo preto e uma galinha branca...
para o seu mestre infernal.
Sim?
- Achei que deveria lhe trazer isso. - Meu Deus!
Ele est� bem agora.
- Voc� retirou isso, Max? - Sim.
- Por qu�? - O estava estrangulando.
Quando cheguei aqui, seu rosto j� estava roxo.
Eu devia saber...
- Me desculpe se... - N�o � culpa sua.
Espero que ele tenha voltado para sua casa.
Vou ver l� em cima enquanto voc� procura aqui embaixo?
- � melhor ficarmos juntos. - Bobagem!
N�o se preocupe.
- Gritarei se acontecer alguma coisa. - Est� bem.
- E a�? - Nem sinal dele.
E voc�?
N�o est� aqui.
A menos que...
L� em cima?
Talvez.
Est� mais frio aqui em cima ou � minha imagina��o?
N�o.
N�o � sua imagina��o.
Pelo menos salvamos a vida delas.
- Mas n�o encontramos Simon. - N�o.
Se soub�ssemos os nomes verdadeiros dessas pessoas...
- Nomes verdadeiros? - Sim.
Para ser um seguidor da seita sinistra...
eles precisam ser batizados novamente...
com o nome de algum not�vel do oculto.
Aquela garota, por exemplo.
- A Srta. Carlisle. - Eu j� havia visto antes.
� mesmo? Onde?
Em Biarritz, no cassino.
Estava com aquela senhora de idade que estava fumando.
Simon a chamou de Tanith.
Tanith � o nome de uma deusa da lua de Cartago.
- Ela foi rebatizada? - Provavelmente.
Vamos ver o que encontramos e sair daqui.
O que � isso?
Fant�stico!
- "A Clav�cula de Salom�o". - Valioso?
De valor incalcul�vel.
Ele � feito de couro?
Est� frio.
Meu Deus!
N�o olhe nos olhos dele, Rex!
N�o olhe nos olhos dele!
N�o saia daqui!
Tente resistir!
Corra!
Retiro tudo o que eu disse.
Nunca senti tanto medo na vida.
- Sinto muito, Rex. - Sente? Por salvar minha vida?
- N�o devia t�-lo levado l�. - Estamos fora, � o que importa.
N�o foi nada agrad�vel, n�o �?
Agrad�vel? O que era aquilo?
Um ser infernal invocado por Mocata.
Mocata � um grande adepto, talvez um ipsissimus.
Um... O qu�?
Um ipssisimus, um mestre de n�vel superior.
Simon est� em suas m�os.
Ele vai ser batizado para servir o mal.
E Quando?
O batismo deve ser realizado em um sabbath com 13 crentes.
N�o creio que eles ousem fazer outro encontro, a menos que...
O que foi?
Voc� sabe que dia � hoje?
29 de abril, por que?
Mocata n�o perder� a chance...
de batizar Simon no grande sabbath do ano.
Do que voc� est� falando?
Amanh� a noite, na v�spera do 1� de maio.
- Em 24 horas, perderemos Simon. - E o que podemos fazer?
Encontrar a garota.
Adeus.
Est� tudo bem.
Eu a encontrei.
- Onde? - Em um hotel de Londres, London Plaza.
N�o sabia que haviam tantos hot�is em Londres.
- Liguei para 28. - Deveria ter me acordado.
Melhor que voc� tenha dormido.
Voc� precisar� ficar mais atendo do que nunca.
- Vamos ent�o. - Voc� ter� que ir sozinho, Rex.
Devo ir at� o Museu Brit�nico examinar alguns volumes restritos.
O respons�vel � um amigo meu.
- Devo trazer Tanith aqui? - N�o!
Deve mant�-la longe de Londres.
- Levo ela para a casa de Richard? - Perfeito.
Lhe direi quando poderemos nos encontrar l�.
Vejo voc� l� as 3.
- Voc� ter� bastante tempo. - Estaremos l�.
- Posso pegar um carro emprestado? - Sim, pegue o que quiser.
O que voc� quer me dizer?
Tem muitas coisas que preciso fazer antes de partirmos.
- Partirmos? - A condessa e eu.
Viajamos juntas.
Para o... Sabbath?
� claro.
- Por que n�o falamos l�? - Na frente do Sr. Mocata?
Espero que o que voc� tem pra me dizer...
n�o tenha nada a ver com a minha lealdade a ele.
- N�o tem. - O que �, ent�o?
Bem, � que...
Eu queria lhe convidar para almo�ar.
Se voc� puder.
- Me convidar para almo�ar? - � uma m� id�ia?
Sr. Van Ryn, voc� sabe que n�o podemos...
nos dar ao luxo de fazer essas coisas.
Deixe-me julgar isso.
� melhor que voc� me leve de volta.
Sr. Van Ryn.
N�o fa�a mais isso!
O que Mocata fez para que tenha tanto medo dele?
� o que ele far�.
Meu Deus.
� o que ele far�.
- Onde est� me levando? - Para ver De Richleau.
Veja, voc� n�o precisa ter medo.
Voc� sabe que se eu n�o chegar a tempo no sabbath...
Isso � t�o importante pra voc�?
� o meu batismo sat�nico.
Quer dizer que voc� ainda n�o foi rebatizada.
- Mas seu nome, Tanith... - � meu nome de nascimento.
- Ent�o voc� ainda tem uma chance. - Chance?
De Richleau pode ajudar voc�.
Acredite, ele pode.
Conhe�o ele fazem muitos anos.
Ele � muito confi�vel.
Tanith.
Olhe pra mim, Tanith.
No espelho.
Me escute com aten��o.
Estar� a salvo com Richard e Marie, no campo.
- No campo? - Sim, para onde estamos indo.
Voc� est� ouvindo?
Sim, estou ouvindo.
Peggy!
- V� lavar as m�os. - Mam�e...
- Preciso? - Claro que sim.
- Tio Rex vai chegar daqui a pouco. - Ele vai ter que lavar as m�os?
Creio que sim.
Vou esperar ele chegar e s� ent�o lavar as m�os.
- Agora. E tire esse chap�u. - Ele protege a minha cabe�a.
N�o vamos para uma gincana.
- Se eu cair e machucar a cabe�a... - Ser� minha culpa, agora apresse-se.
Agora ela ir� voando.
Deve ser Rex com a tal mulher misteriosa.
- Um carro est� chegando! - � o tio Rex.
- Tio Rex! - Cuidado!
Tio Rex!
- Tio Rex! - Ol�, Peggy!
Marie. Richard.
O que est� havendo?
Preciso do seu carro, a vida de Simon depende disso!
Ele n�o ficou muito, ficou?
N�o tenha medo.
Ainda estou com voc�.
Ele n�o vai te alcan�ar.
Escute, Tanith.
Escute e obede�a.
Al�?
Rex.
- O que? - J� come�ou.
N�o pude lhe chamar antes.
Onde voc� est�?
Certo.
Sim.
Sim, entendi. Agora escute.
N�o fa�a nada at� eu chegar a�.
Nada mesmo!
Certo.
3� a esquerda e a 1� a direita, a estrada � muito ruim.
Bem, Rex, pegue isso.
� o resultado da minha investiga��o no museu, coloque no seu casaco.
- E o que � isso? - Sal e merc�rio.
Tem efeito contra as for�as das trevas. V�o proteger voc� e Simon.
- E voc�? - Eu tenho outra prote��o.
L�!
Temos que tir�-los daqui.
- Tir�-los? - Tanith tamb�m.
Tanith � seu nome mesmo. � o batismo dela tamb�m.
Bem, vamos ver o que podemos fazer.
Baphomet!
Meu Deus!
O bode de Mendes.
O pr�prio diabo.
Solte-me!
Voc� n�o entende, n�o � s� a sua vida que est� em risco, � a sua alma!
Gostaria que houvesse luz!
� isso!
Espere! Eu dirijo.
Ajoelhe-se perante o seu Mestre.
Quando chegarmos l�, jogue bem na cara daquele dem�nio monstruoso.
Que Deus nos ajude!
Aqueles que defendem o todo poderoso, derrotar�o as sombras.
Vamos, Simon!
N�o achava que iria bater nessa porta de novo.
N�o os vejo desde o Natal.
- Bom dia. - Bom dia, Malin.
- Minha sobrina e seu marido est�o? - Sim, est�o. Entrem, por favor.
Rex! E tio Nicholas!
O que aconteceu?
- Parecem exaustos. - J� explicarei, mas antes...
Quartos para a Srta. Carlisle e para Simon, eles precisam dormir.
- Sim, � claro. - N�o!
- N�o devo dormir! - Far� o que estou dizendo, querida.
Tudo vai ficar bem.
- Marie. - Sim, por aqui.
- Simon. - Quero ouvir o que tem a dizer.
E me desculpar.
Muito bem.
Rex.
Voc� fica com Tanith.
Se alguma coisa acontecer, me avise imediatamente.
Parece que voc� tamb�m precisa dormir.
Ele precisa.
- Ficou acordado a noite inteira. - Vou dormir um pouco, mais tarde.
Agora precisamos conversar.
- Traga-nos caf�. - Sim, senhor.
- Tenho que ir antes que anoite�a. - Pode ficar o tempo que quiser.
N�o.
Antes que anoite�a.
Tente dormir um pouco.
Rex.
O que significa isso tudo?
Bem...
O seu tio vai explicar tudo.
Eu n�o saberia nem come�ar.
Durma.
Vou ficar aqui.
Prometa!
Eu prometo.
N�o quero causar problemas.
N�o!
Poder�amos ter nos encontrado de outro jeito.
- O jeito n�o importa. - Importa.
Importa, sim.
O seu amigo...
tem poderes para resistir ao Sr. Mocata?
N�s a salvamos ontem a noite, n�o �?
Voc� n�o tem com o que se preocupar.
Tenho tudo para me preocupar.
Voc� est� falando s�rio sobre tudo isso?
Totalmente.
� tudo verdade, Richard.
Gostaria que n�o fosse.
- Nenhum de n�s pode comer hoje. - Alguma fruta.
- Um biscoito e �gua. - E nada de �lcool.
Sinto muito.
Isso, se n�s ficarmos.
Claro que voc�s v�o ficar!
- E o perigo? - Acha que os deixar�amos sozinhos?
Quer dizer...
que voc� acredita nisso tudo?
- Incr�vel. - Fale com Rex e ele vai lhe convencer.
O ceticismo dele era bem parecido com o seu.
- E agora ele acredita? - Pergunte a ele.
Tio Nicholas, como podemos ajudar?
J� est� ajudando, querida.
A resist�ncia de Simon e da Srta. Carlisle � nula...
diante da influ�ncia de Mocata sobre ambos.
Rex e eu estamos muito cansados, pelo que aconteceu na noite passada.
Voc�s entrar�o revigorados para a batalha.
� muito importante.
Preciso deix�-los por algum tempo.
Mas voltarei antes do anoitecer.
Richard, cuide de Simon enquanto ele estiver dormindo.
N�o permita que ele se levante em nenhuma circunst�ncia.
- Quando ele estiver dormindo... - Em nenhuma circunst�ncia.
Est� bem.
Ele n�o deve ficar sozinho um minuto sequer.
Entendeu?
Nem um minuto sequer.
Bom dia, gostaria de ver a Sra. Eaton, por favor.
- Meu cart�o. - Espere, por favor.
Um cavalheiro deseja v�-la, o Sr. Mocata.
� melhor voc� chamar o senhor...
Espere.
Eu o receberei na biblioteca.
Se eu lhe chamar, venha imediatamente.
Entendeu?
Sim, senhora.
- Por aqui, senhor. - Obrigado.
Sra. Eaton, me desculpe por chegar sem me apresentar.
Venho em uma miss�o de boa vontade.
Boa vontade?
Estou devolvendo uma propriedade do duque De Richleau.
Seu autom�vel.
- Obrigada. - Sou Mocata.
- Talvez tenha ouvido o meu nome. - Tenho a impress�o que ouvi, sim.
Imaginava isso.
Mas duvido que a informa��o lhe tenha sido dada corretamente.
Posso...
Muito bem.
Mas seja breve.
Vou lhe perturbar somente o necess�rio.
Bem, como voc� provavelmente sabe...
a Srta. Tanith e Simon s�o grandes amigos meus.
Sim.
Creio que eles est�o aqui, agora.
Est� certo?
Como voc� sabe disso?
Eles chegaram a pouco tempo.
Essa n�o � a quest�o.
A quest�o � que existem alguns assuntos
que voc� naturalmente desconhece
que exigem que eu os leve de volta para Londres imediatamente.
- Temo que isso seja imposs�vel. - Temia que voc� tivesse essa atitude.
Sei que o duque De Richleau...
falou um monte de bobagens a meu respeito para voc�.
Sei que o que ele disse � verdade.
Voc� sabe que Tanith e Simon...
podem estar correndo perigo...
se n�o sa�rem desta casa?
Pelo contr�rio, aqui eles est�o a salvo.
� �bvio que voc� n�o confia em mim.
N�o me surpreende que n�o tenham lhe contado.
Entretanto...
a sua �bvia intelig�ncia...
me leva a pensar que o melhor ser�...
que eu coloque as cartas na mesa.
- N�o a mais nada a ser dito. - Por favor.
Escute-me com aten��o.
Senhora.
N�o pretendo discutir com voc�...
os pr�s e os contras...
da pr�tica de magia negra.
Vou me limitar a dizer que...
tenho experi�ncia nisso.
O Sr. De Richleau deve t�-la feito pensar que eu sou maligno.
N�o � assim.
Na magia, n�o existe o bem e o mal.
� somente uma ci�ncia.
A ci�ncia de fazer...
com que ocorram mudan�as por meio da vontade pr�pria.
A reputa��o sinistra que a acompanha n�o tem fundamento.
� baseada em supersti��es, n�o em observa��es objetivas.
O poder da vontade � algo que as pessoas n�o compreendem.
E lhe atribuem...
qualidades misteriosas que ele n�o possui.
� apenas o poder da mente sobre a mat�ria.
E, na maioria dos casos,
o poder de uma mente sobre outra
assim como a sua mente est� vindo at� a minha.
Enquanto voc� olha nos meus olhos...
e escuta minha voz,
sua vontade...
ir� abandon�-la.
Desaparecer�.
E agora voc� est�...
sob minha influ�ncia.
Ainda que seus olhos estejam abertos e voc� me veja bem,
na verdade voc� est� adormecida.
Suas faculdades, inativas.
Sua capacidade de agir e pensar,
submetidas a minha vontade.
Minha vontade.
Sra. Eaton.
Minha vontade � sua agora.
Voc� n�o pode agir,
a n�o ser que eu lhe diga para fazer isso.
Pode?
Me responda, Sra. Eaton.
N�o.
Onde est� Simon?
- L� em cima. - Sozinho?
- Meu marido o est� vigiando. - E Tanith?
L� em cima.
- Sozinha? - N�o.
Rex est� com ela.
Mam�o, voc� poderia...
Saia desta casa!
Quero a garota e Simon.
- Fa�a-o sair. - Estou indo.
Eu n�o voltarei.
Mas alguma coisa vir�.
Esta noite.
Algo vir� buscar Simon e a garota.
O que aconteceu?
Nada, ele apenas tentou me estrangular.
- O que? - Ele tentou me sufocar...
e voltou a dormir como se nada tivesse acontecido.
Mocata.
Ele esteve aqui.
Por que voc� n�o me avisou?
Porque voc� n�o devia deixar o Simon sozinho.
Vamos ver Rex.
Rex.
Rex, acorde!
Ela se foi!
O que voc� pretende fazer?
Qual o problema, Tanith?
- Venha, vamos voltar. - N�o!
- N�o quero voltar! - Por qu� n�o?
Eu quase matei voc�.
- Mocata esteve l�. - Mocata?
Veio por mim e Simon.
Mas ele n�o conseguiu.
Ele n�o vai desistir.
N�o entende?
N�o posso voltar!
Ele vai me obrigar a fazer algo terr�vel com voc� e seus amigos.
N�o quero machucar voc�.
N�o quero machucar nenhum de voc�s.
Est� bem.
Est� bem, n�o voltaremos.
Procuraremos um lugar seguro pra ficarmos at� amanh�.
Vi voc� chegando.
Voc� parece muito cansado.
Tio Nicholas.
Mocata esteve aqui.
- O que? - Ele devolveu o carro.
- Ele n�o fez nenhum mal? - N�o.
- E Simon? - Est� dormindo.
Tem certeza?
- Sim, Richard o est� vigiando. - E a garota?
Ela se foi.
- Se foi? - Rex est� com ela.
- Telefonou, mas n�o disse onde... - Que idiota!
Ele n�o percebe o que estamos enfrentando?
Ela fugiu e Rex foi atr�s dela.
E por que ele n�o a trouxe de volta?
Ele me falou no telefone...
que � atrav�s de Tanith que Mocata ataca.
Ela � a sua arma, por isso ela se foi.
Ela n�o quer ficar perto de n�s.
- E por que Rex est� com ela? - Para evitar que Mocata a controle.
Rezemos a Deus que ele consiga.
Enquanto for dia, talvez seja poss�vel.
Mas quando anoitecer...
J� � quase noite.
Onde est� Simon?
Dando boa noite a Peggy.
O que voc� quer de jantar?
�gua.
S� �gua.
Certo.
- Deus te aben�oe, meu anjo. - Boa noite, mam�e.
Boa noite.
Eu retirei os m�veis da sala, como voc� pediu.
Obrigado.
Fique com a Srta. Peggy at� que eu lhe avise, certo?
Agora, ao trabalho.
Tudo bem agora.
Ele deve estar ficando fraco.
Ele esteve te atacando a tarde toda.
Ele n�o vai parar.
- � muito importante pra ele. - E por que ele n�o vem com uma arma?
Ele nunca se arrisca, de jeito nenhum.
Acredito nisso. Mas isso n�o o est� ajudando em nada.
E agora?
Agora, esperaremos.
N�o.
Parecemos um bando de idiotas.
- Est� come�ando. - O que?
O que est� come�ando?
Mocata est� trabalhando em voc�, porque voc� � o mais fraco.
No ponto de vista dele, Richard.
Voc� � o c�tico.
Ele est� procurando por uma maneira f�cil de romper o c�rculo.
Ah, vamos!
N�o h� nada que eu pudesse dizer agora
que voc� n�o interpretaria de modo suspeito.
Richard.
Supersti��o.
Magia negra.
- Vou beber alguma coisa. - Richard!
N�s dois somos velhos amigos.
N�o estou entendendo.
Se eu te pedir, em nome da nossa amizade, que fa�a algo por mim,
voc� faria?
- Voc� sabe que sim. - Muito bem.
Ent�o fique comigo no c�rculo, esta noite.
Voc� n�o tem medo.
- Eu tenho. - � um golpe baixo apelar pra amizade.
Voc� vai ficar?
O que mais eu posso fazer?
Queria que tiv�ssemos �gua.
- N�s temos. - O que?
Ali.
Sim.
Voc� conseguiu essa �gua de um p�ntano?
- Prove. - N�o!
- Certo, vou pegar �gua fresca. - N�o, � exatamente isso que ele quer!
O que foi?
N�o tenho certeza, mas...
O que?
As luzes.
O que tem as luzes?
Parecem mais suaves.
- N�o. - Sim.
N�o sei o que...
- Est� ficando mais frio. - Isso � esperado.
� apenas o in�cio.
Vamos ficar juntos!
Fiquem de costas e d�em as m�os!
Calma, querida.
Acabou.
O que est� havendo a� dentro?
- Deixem-me entrar. - Quietos!
N�o!
Deixem-me entrar!
Est� frio aqui fora, me deixem entrar!
- Devemos deix�-lo entrar. - Quem? N�o � o Rex l� fora!
Deixem-me entrar.
Deixem-me entrar.
O que � aquilo?
N�o saiam do c�rculo!
Tem luz no corredor!
Peggy!
- N�o, espere! - Solte-me!
- N�o � Peggy! - Voc� est� louco!
Simon!
Estou dizendo que n�o � Peggy!
- Solte-me! - Ela est� l� em cima, dormindo!
N�o!
N�o farei isso!
Simon! N�o, n�o!
Fiquem de costas, r�pido!
N�o podemos fazer nada al�m de ficarmos aqui?
N�o tem jeito de atacarmos tamb�m?
- S� um. - Qual?
As duas �ltimas linhas do ritual susama.
Meu Deus, o que voc� est� esperando?
Que nossas almas fiquem em perigo extremo!
Fazer isso iria nos destruir sem pegarmos Mocata!
Pode alterar o tempo e o espa�o...
O que � isso?
Eles n�o querem Simon.
Eles enviaram o pr�prio Anjo da Morte.
E n�s?
Ele quer entrar no c�rculo...
Se olharmos para o rosto dele...
Por Deus, fale!
N�o me atrevo!
De Richleau!
- Terminou? - Sim, Simon.
Est� tudo terminado.
- Ela est� morta. - Eu sei, Rex.
O Anjo da Morte foi evocado.
N�o pode voltar de m�os vazias.
Vou ver a Peggy.
A Srta. Peggy... desapareceu!
O que?
- O que aconteceu? - Uma coisa veio da escurid�o.
N�o conseguia ver nem ouvir nada.
- N�o pude fazer nada, juro! - Eu sei.
N�o!
Meu Deus!
Levaram-na.
Simon!
N�o tente segui-lo, Richard! Mocata sabe que ele est� indo!
- Segui-lo seria suic�dio! - E como encontraremos Mocata?
Na minha frente,
Rafael.
Atr�s de mim,
Gabriel.
A minha direita,
Miguel.
A minha esquerda,
Uriel.
Em nome desses esp�ritos poderosos eu te conjuro, Tanith.
Junte-se a n�s neste c�rculo e fale conosco.
Com sal, eu te convoco.
Com cabelo, eu te convoco.
Com sangue, eu te convoco.
O signo de Os�ris descansa.
O signo de Os�ris se levanta.
Voc� me chamou. Estou aqui
Voc� � mesmo Tanith?
Sou.
Voc� reconhece o nosso Senhor, Jesus Cristo?
Sim.
Veio aqui por sua pr�pria vontade?
Venho porque fui chamada.
Venho de boa vontade.
Um de n�s, aqui...
lamenta profundamente que voc� tenha ido.
Ele concordou que a convoc�ssemos...
com a esperan�a que voc� o ajude a proteger a ele e seus amigos do mal.
Voc� vai ajud�-lo?
Sim.
Porque o amo.
Ent�o nos diga onde est� Mocata.
Eu n�o sei.
Tente encontr�-lo.
N�o o vejo com clareza.
Ele se cobre com um manto de escurid�o.
- Estou vendo a garotinha! - Onde?
- N�o posso entrar. - Voc� precisa entrar.
N�o posso!
A serpente alada vigia a entrada.
- N�o posso entrar! - Onde?
- N�o consigo ver. - Voc� precisa ver!
Voc� precisa entrar!
Ordeno que voc� entre!
N�o.
Por favor.
Ele est� l� dentro.
E as trevas.
Por favor, n�o me fa�a entrar!
Voc� precisa entrar!
N�o, por favor!
Ordeno que voc� entre!
- N�o! - Sim!
- Agora! - N�o posso!
J� chega!
Seu idiota! Seu maldito idiota!
Ela est� bem.
Poderia t�-la matado!
Uma serpente alada guardando a entrada.
Mas aonde?
Nos port�es daquela casa.
Seja bem vindo
meu filho.
Eu voltei.
- Solte a garota. - Sim, voc� voltou.
Mas n�o tenho por qu� libert�-la.
O que quer dizer?
- Ela n�o � �til. - � �til sim, meu filho.
De muita...
utilidade.
Voc� voltou.
Mas eu preciso de Tanith.
- Voc� n�o? - Se atrever?
V� para o seu lugar.
Agora que o nosso grupo de 13 foi restaurado...
vamos come�ar a cerim�nia.
Traga a crian�a.
O que quer que voc�s vejam, o que quer que aconte�a...
fiquem perto de mim.
S� Deus sabe o que encontraremos l� dentro.
Todo poderoso...
e supremo senhor.
Pai das trevas.
Rei da morte.
Te ofere�o esta faca...
Rex!
Richard, n�o!
Mocata!
Sejam bem vindos.
O que voc� fez com a minha filha?
Ela n�o ouve voc�.
Est� hipnotizada.
Em nome de Deus, n�o ouse!
Dificilmente em nome de Deus, senhor duque.
O que ele vai fazer com ela?
Tio!
Pegue-me no lugar dela.
Voc�?
Sua alma em troca de uma menina inocente?
Do que est� falando?
- Ele n�o vai... - Sim
A transfer�ncia de almas.
A da menina...
- Pela de Tanith. - N�o!
Agora, se o restante de nossos convidados permitirem,
continuaremos.
Todo poderoso...
e supremo Senhor.
Pai das trevas.
Rei da morte.
Te ofere�o essa faca...
para fazerem seu trabalho...
e ser seu servo.
Volte a dizer as palavras que voc� disse antes.
N�o posso.
Voc� precisa!
Minha filha vai morrer.
Voc� precisa diz�-las de novo.
A noiva do caos!
O cavaleiro montando a besta!
Com esta faca...
eu derramo o sangue...
que � a sua vida.
S� aqueles que amam sem desejo...
ter�o o poder na sua �ltima hora.
Peggy.
Levante-se.
Repita depois de mim...
as palavras do ritual susama.
- Terminou? - Sim, Simon.
Terminou.
Peggy!
N�o estava...
Tanith!
Entrem, meus amigos.
Ela est� bem!
Tanith!
O tempo foi revertido.
A morte de Tanith, o sequestro de Peggy,
a cerim�nia, tudo isso aconteceu.
Mas agora...
n�o aconteceram.
N�s voltamos.
Estamos todos a salvo.
E Mocata?
Lembra do Anjo da Morte?
Quando voc� o convoca...
N�o pode retornar de m�os vazias.
Exato. Tanith nos foi devolvida.
Mas o Senhor exige uma vida por outra.
Uma alma por outra.
E s� h� um homem que pode substituir a sua vida e a sua alma.
Aquele que invocou o Anjo da Morte.
Mocata est� morto.
Gra�as a Deus.
Sim, Simon.
� a ele que devemos agradecer.
Tradu��o: Zebu Revis�o: Andr�
Re-sincronismo para Blu-Ray: H. Haizer | Casa do Terror Trash
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