All language subtitles for The Year I Lost My Mind (2017)

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Original subtitles

Só isso?

13,30 Euros.

Avisarei quando eu for e podemos nos encontrar lá.

Tá bem. Legal.

Bom, te vejo daqui a pouco.

Tá bem. Tchau.

Porra!

Seu babaca! Para com essa merda!

Que merda é essa?

Eu amo o dinheiro e o dinheiro me ama.

Estou sempre aberto a novas formas de fazer dinheiro.

Fazer dinheiro é divertido.

O dinheiro está fluindo pra minha vida de todas as direções.

Eu me permito ser rico.

Pago minhas contas com gratidão e amor.

Dana você vem? O almoço está pronto.

Sem chance de eu sentar na mesma mesa que esse psicopata!

Não fale assim do seu irmão, está bem?

Meu irmão?

Esse escroto tava escondido na varanda usando uma máscara de cabeça de cavalo.

Eu odeio ele!

Por que você sempre tem que assustar todo mundo?

Te faz feliz quando os outros sentem medo de você?

Me dê o equipamento.

Tira a porra da máscara e me dá o equipamento!

O que você está fazendo?

Tô tocando punheta pensando em você!

- Você pode fazer isso de verdade. - É?

Aonde você mora?

Não importa. Eu tenho um Audi vermelho. Estou estacionado perto do Museu Gay...

- Sabe aonde é? - Sim, eu sei.

Só faço isso anonimamente. Vou colocar uma máscara para você em cima do carro.

Ok, olha ali.

Levanta!

Sai fora daqui! Corre!

Todos os dias coisas boas entram na sua vida de novo.

A vida é uma alegria, e me enche de energia nova.

Meu sucesso me faz atraente e desejável.

A vida me ama.

As pessoas vêem que sou uma pessoa de sucesso.

Aonde você conseguiu esse dinheiro?

Ganhei.

Não quero isso.

MUSEU GAY

Cai fora, seu idiota!

Se as coisas derem mesmo errado:

se você fecha a porta da frente e deixa a chave por dentro,

então você tem que dar o teu jeito.

Vou mostrar como. Só com um pedaço de metal,

você mesmo pode abrir a porta.

Você só precisa desta pecinha em ângulo reto,

coloca aqui na fechadura da porta... e pronto, a porta se abre.

O que você está fazendo?

CADÁVER MOURO DE GIISTROW

Algumas tribos germânicas e celtas costumavam afundar homens homossexuais em pântanos.

- Oi Rachid. - Oi.

Quanto tempo.

Tenho um monte de coisas pra fazer agora.

- O Tom está? - Sim, claro. Ele está no quarto.

Você já está indo?

É, o Tom não tava lá.

Mas ele estava no quarto.

Daniel, é você.

- E o que há de tão surpreendente nisso? - Nada.

Me diga uma coisa,

como você sabe que está ficando louco?

Quando você acha que é impossível ficar louco,

não importa o quão doentio você esteja agindo.

Estou ficando cada vez mais esquecido.

Você pensa que esquecimento é um sinal de insanidade...

mas é mais como hipocondria de um intelectual.

Não consigo mais encontrar minha cueca.

E daí? Eu sempre tenho que comprar meias novas.

Meias, tudo bem... Mas cuecas?

Talvez você tenha deixado na casa de um amante.

Besteira, eu sou muito classe média para isso.

Eu nunca deixo nada largado em lugar nenhum.

Isso soa como autopiedade.

Engraçado.

Estou pensando em arrumar um médico que me prescreva testosterona,

eu ando muito cansado ultimamente.

- Posso te ligar mais tarde? - Claro, claro.

- Desculpa pela bagunça. - Sem problema.

- Lugar legal. - Obrigado.

Mora aqui há muito tempo?

Três anos.

O que você tá lendo?

Sou professor de uma universidade.

Você ainda consegue ficar duro?

Claro.

Bom dia.

Os primeiros casamentos gays,

ou contratos matrimoniais,

já existiam no século 14

no auge da pirataria.

Muitos dos piratas eram homens que escolheram uma vida entre os homens...

e a bordo desses navios havia

o que chamaríamos hoje uniões do mesmo sexo...

com acordos escritos passando a propriedade de um pirata para seu parceiro

no caso de um deles morrer.

O objetivo da homofobia

é tornar gays e lésbicas e tudo o mais

que não corresponde à heteronormatividade invisível.

Quais são as suas experiências?

Que formas a homofobia e a transfobia assumem hoje?

- Sim. - Uma nova forma é assim:

"Eu sou tão tolerante que não quero saber

nada sobre a sua sexualidade."

"Não preciso ver nenhum filme,

ouvir ou ler nada sobre isso."

"Isso é supérfluo, porque eu já sei tudo sobre isso."

É a mesma coisa que dizer a um heterossexual:

"Não fale mais sobre a sua sexualidade,

nós não queremos ouvir nada sobre isso. Não fale mais disso."

"Não faça mais filmes, livros ou novelas sobre isso,

nós sabemos tudo sobre isso. Guarde pra você."

Sim, eu seria a favor disso.

O que estamos prestes a ouvir

é a transcrição de um interrogatório do século X.

O texto e as perguntas não foram alterados.

Pergunta: Você se envolveu em fornicação

da mesma maneira que se envolveu em sodomia?

Ou seja, inserindo seu pênis em um homem por trás,

isto é, em suas nádegas; e dessa maneira

realizou relações sodomíticas?

Pergunta: Você segurou

o pênis de alguém com a mão, enquanto ele segurou o seu,

e vocês dois usaram suas mãos para despertar o pênis um do outro

para que, devido ao referido estímulo sêmen fluísse no chão na sua frente?

Familiarizado, não?

O homem sabe do que ele está falando.

Um pouco bem demais...

Pensamento positivo.

Me fala, o que tá rolando entre você e o Florian?

Eu não ouvi mais nada dele.

Mandei uma mensagem pelo WhatsApp,

- mas ele provavelmente não teve tempo. - Meu Deus.

Eu estava vestindo uma camiseta rasgada,

então provavelmente ele pensou que eu era algum pedreiro

que estava trepando com ele.

Que idiotice isso.

Se lembra do Andre?

- O cara com o fetiche de Israel? - Fetiche turco.

- Talvez turco. - Mas não quero falar dele,

falo do Andre Fischer.

- O fã de musicais? - Ah, ele.

Ex-fã de musicais!

Você lembra, ele tinha uma queda enorme por aquele cara maneiro.

Eu me lembrar?

Enfim, as coisas estavam indo muito bem

até o cara ir para casa com Andre pela primeira vez.

Em todo o apartamento havia cartazes musicais:

"Starlight Express", "Rei Leão", "Cats".

Toda essa porcaria pendurada pra todo lado.

Enfim,

naquele cenário o cara não podia mais ficar excitado.

E desde então o Andre Fischer não ouviu mais falar dele.

Então olha isso.

- Isso é na "Berghain"? - Não, esse é o apartamento dele.

Em dois dias ele redecorou completamente o apartamento inteiro.

Olha isso,

só minimalismo pra todo lado.

O que ele faz no fim de semana se não está assistindo musicais?

Sexo.

Sexo anônimo, claro.

Em que planeta você vive?

Bem, talvez ele assista filmes de ação no "Cinemaxx"?

Sim, talvez.

Nunca é tarde demais pra virar um homem de verdade.

Uma cerveja.

Vaza, seu idiota!

Quem é? Teu namorado?

Não, eu nem o conheço.

É só um chato.

Hora de fechar.

- Já é tão tarde? - É.

- Boa noite. - Boa noite.

Ei.

Tudo bem?

Tudo.

Cor do cabelo?

Não sei a cor do cabelo.

Louro, castanho. Não sei.

Como eu disse, ele estava usando uma máscara.

Uma de borracha?

Borracha, látex. Não sei mesmo.

E você não conhecia o sujeito?

Eu não vi o rosto dele.

Além disso, eu não conheço ninguém quem viria me visitar de noite

usando uma máscara.

Assine aqui, por favor.

Quais são as chances do agressor ser preso?

Não são particularmente boas.

Está bem.

- Feche bem a porta. - Sim, claro.

A porta está novamente segura.

Aqui está a chave reserva. Tenha um bom dia.

- Obrigado. - Tchau.

Aqui, eu trouxe uma coisa pra você.

- O que é isso? - Gas de pimenta.

Obrigado, não preciso disso.

Pega.

Você não acha que eram inimigos políticos?

- O bar está no meio de Neukélln. - É, ainda.

Têm bastante homofóbicos.

Se fosse apenas aleatório, eles não teriam se disfarçado.

Eles não se disfarçaram.

Mas você disse que se disfarçaram.

Eu disse que não pude reconhecer ninguém.

Aconteceu tudo muito rápido.

E havia aquele cara do fetiche estranho que te ajudou.

Assustador...

Você não está com medo?

Na verdade, fiquei.

Eu acho que preciso sair de Berlim por uns dias.

O que foi?

Você pode me dar o número do Tim?

O que você está planejando fazer?

Quer matar alguém ou o que?

Pegue o telefone.

0197

675

82341

Obrigado.

O que você quer de mim?

A porta estava aberta.

Você não fechou direito.

Não achava que você fosse bom beijador.

Nem eu.

Nos encondemos atrás de máscaras,

atrás de fetiches,

atrás de responsabilidades,

atrás dos músculos, atrás de barbas,

atrás de modas, atrás de comportamentos,

atrás de heteronormatividade,

atrás da juventude,

atrás da beleza,

atrás da normalidade e da imperceptibilidade:

atrás do ódio contra a falta de masculinidade.

Talvez o sexo anônimo

seja a continuação da nossa invisibilidade.

O quarto escuro do qual nós não emergimos.

A sombra em que estamos nos escondendo,

de nós mesmos e do que realmente somos.

Talvez estejamos só no ínicio.

Nossa visibilidade está apenas começando.

Legenda: RAINBOWPOWER

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