All language subtitles for The Saint.S02E24 - Sophia

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Original subtitles

O Parthenon foi usado como um arsenal durante a ocupa��o turca.

O templo dedicado � deusa Athena foi atingido no exterior.

A explos�o deixou a constru��o em ru�nas.

Eles est�o fazendo a visita de meia hora com guia.

Eu? Estou conhecendo o Parthenon com um especialista,

o Professor Hamish Grant, Chefe de Arqueologia da Universidade de Londres.

- S� assim n�o vai morrer de sede. - Obrigado.

Vamos continuar?

- Professor Grant, posso ser franco? - Absolutamente.

Aprendi mais sobre o Parthenon do que gostaria de saber.

Simon, meu rapaz, agora o que precisa � de experi�ncia arqueol�gica.

Estou fazendo escava��es em Kyros, numa montanha da aldeia. � fascinante.

- Por que n�o vem e v�? - Bem...

Est� de f�rias. N�o tem nada melhor para fazer.

Pode ajudar com as escava��es.

Voltemos ao hotel e eu lhe direi como chegar l�.

- Senhores, uma linda foto. - N�o, obrigado.

Tire uma dele e eu a pagarei.

Vai agradar meus alunos, mais do que suas rel�quias.

Uma pose cl�ssica de Simon Templar.

O SANTO

S02E24 - Sophia

Legenda por Susanawho

- Vai a algum lugar, Aristides? - Joe!

- Joe, escute, posso explicar tudo. - Sobre os 15.000 d�lares?

- Dan me devia o dinheiro. S�rio. - Ent�o, por que roubou?

Por que simplesmente n�o pediu?

Dan sempre paga suas d�vidas.

Especialmente quando s�o leg�timas.

Sabe, voc� me levou a uma persegui��o.

Nova York, Londres, Atenas.

Queria desistir, mas Dan dizia: "N�o, � uma quest�o de princ�pio".

- Onde est�? - Joe, n�o tenho. S�rio.

Onde est�?

- Gastei. - Ah, gastou, n�o �?

�.

O que � esse grande interesse em c�meras de repente?

- Hobby, Joe. - �?

Recomponha-se e encare a parede.

Mexa-se.

Inteligentes, esses gregos.

Pode apostar que os gregos s�o inteligentes.

Papai?

- Sim, Sophia? - Coloque no caixa.

- Sophia, fez o velho pagar? - Papai, isto � um neg�cio.

Meu neg�cio. Melos teve um ano ruim. Ele n�o pode pagar suas bebidas.

Ah, mas ele pode e fez.

- Agora todo mundo pode. Voc� prometeu! - Fale baixo.

- N�o vou! - Sophia, h� clientes.

Clientes!

Chama esses vigaristas de seus clientes?

Quando eles pagaram pela �ltima vez por uma bebida?

J� chega!

Oh, eles voltar�o, assim que estiverem com sede.

Mas primeiro eles podem aprender a usar isso.

Os gregos o usam h� milhares de anos. N�s inventamos isso.

Sophia, n�o � bom ser sincera demais.

Ah, ent�o, Niko, voc� d� selos gr�tis no seu correio, n�o �?

N�o, perderia meu emprego.

Mais seis meses de cr�dito e vamos perder este hotel.

Tenho que voltar ao trabalho.

- N�o tem o direito de insult�-los. - Papai, olhe. Olhe para este lugar.

- O que est� errado com ele? - Est� caindo aos peda�os.

Este � o meu hotel. Administro como me agradar!

- Certo! Levar� direto ao ch�o. - Eles v�o ouvir na pra�a!

N�o me importo! N�o temos nenhum dinheiro!

Voc� briga com a metade da aldeia, a outra metade s�o amigos, eles vivem de voc�!

Estou interrompendo?

- O Professor Grant reservou um quarto. - Voc� deve ser o Sr. Templar.

- Isso mesmo. - Sou Sophia.

Por favor, nos perdoe. Um pequeno desentendimento.

N�o h� de que.

Levarei sua bagagem.

� muito bom.

- Voc� tamb�m � arque�logo? - Deus me livre!

Sou um velho amigo do Professor Grant.

Ele me convidou para vir aqui para ver suas escava��es.

Sr. Templar, lamento muito pelo que aconteceu l� embaixo.

- Rusgas de fam�lia? - N�o costumamos brigar em p�blico.

E isso n�o significa nada.

Veja, meu pai � um homem muito generoso

e, �s vezes, ser generoso n�o � bom para os neg�cios.

Diria que quase sempre n�o � bom para os neg�cios.

N�o � culpa dele. Ele pertence � terra. Costumava possuir um vinhedo.

E em um ano, minha m�e morreu,

a colheita inteira foi eliminada pela praga da videira.

- Sinto muito. - Ele nunca teve coragem de replantar.

Ele vendeu e comprou este hotel.

Foi a coisa errada para ele fazer.

- N�o diria isso. - Ele tem muitas d�vidas.

Seria um milagre continuar.

Nunca se sabe, Sophia. Algo pode aparecer.

Um outro terremoto?

Ainda quer se casar com ela?

Ei, qual � o problema? Acha que vou morrer?

- Um telegrama. - Para mim?

Voc� � Stavros Ionides?

� de algu�m chamado Aristides Koralis.

Aristides Koralis...

Ele n�o � seu sobrinho? O rica�o de San Francisco?

Sim. Ele � filho da minha irm�.

Papai? O que � isso?

Seu primo Aristides est� de volta � Gr�cia. Ele vai chegar aqui amanh�.

O primo Aristides aqui? Que legal!

Ele � muito rico. Todos na Am�rica s�o ricos.

- N�o estou interessado em seu dinheiro. - N�o est� feliz? Ele � seu sobrinho.

O filho da tia Athena. Ser� maravilhoso t�-lo aqui.

Isso � o que vamos ver.

Agora devemos come�ar a trabalhar. Limpar o lugar.

Sr. Templar, tinha raz�o. Algo apareceu.

Naturalmente, Sr. Templar, o senhor decide.

O outro quarto � bom. Tem vista para a pra�a.

Quer a su�te de cobertura para o primo Aristides?

- Ele � da fam�lia. - E rico.

N�o � isso. Eu disse a Sophia que n�o temos o direito de pedir que se mude.

N�o seja por isso. O prazer � meu.

Obrigada. Mudarei tudo por voc�. N�o precisar� mover um dedo.

Sophia, coloque isso com os outros, por favor.

Sim, Professor.

- Almo�o �s 12? - Vou lev�-lo na escava��o.

Cuidado, mo�a. Passei metade da noite colando essa coisa.

- Deve ser um mago em quebra-cabe�as. - Tudo pronto, Simon?

- Pronto e esperando. - �timo.

Professor! Professor, olhe!

Puxa. Este � um �timo achado.

Simon. Simon, venha comigo.

Ah, assim como eu pensava.

Assim como eu pensava.

Achamos que esses fragmentos vieram de um cano que vem de uma cisterna aqui

para uma casa de banhos p�blicos

e a julgar pelos contornos, este � o local prov�vel.

E se nossos c�lculos estiverem corretos, devemos ficar ricos a qualquer momento.

Infelizmente, � como procurar uma agulha no palheiro.

- Hora do almo�o, professor. - J�? A manh� voou.

N�o para mim. Mal posso esperar at� que Aristides chegue aqui.

Parece que Kyros est� passando por um momento emocionante,

com o professor prestes a ficar rico e o primo Aristides vindo da Am�rica.

- Estou no caminho certo para Kyros? - Sim.

Estou procurando um hotel administrado por Stavros Ionides.

Aristides!

- Voc� me conhece, garota? - Voc� � Aristides!

- Sou sua prima. - Minha prima?

Sim, Sophia.

Oh, sim. Eu lembro. Eles me mostraram fotos suas.

Era apenas uma crian�a, mas cresceu um pouco desde ent�o.

Recebemos seu telegrama esta manh�. Est�vamos aguardando sua chegada.

�timo. Ent�o, o que estamos esperando?

Qual � o problema, tio? Age como se n�o lembrasse de mim.

N�o me esque�o do filho da minha irm�.

Acho que voc� me esqueceu quando sua m�e morreu.

- O que isso significa? - Acho que sabe.

Papai, o vinho.

As bebidas s�o por minha conta. Quer se juntar a n�s, Templar?

Obrigado.

Sa�de!

O que o traz de volta?

- Precisava de uma pausa. - Do que?

Era s�cio em um neg�cio de jukebox. Vendi minhas a��es.

- Faz jukeboxes? - N�o, sou dono.

Pilhas deles, em lugares como drogarias, sal�es de bilhar.

- � um neg�cio muito dif�cil, n�o �? - Sim.

Parece que precisa de um novo modelo.

Quem est� na parada esta semana, Rudy Vallee?

Deve estar cansado. Vou mostrar seu quarto.

Mal posso esperar para v�-lo.

Aqui.

Estou surpreso que n�o mostre a porta a ele.

Ele � da fam�lia.

O que quis dizer sobre ser esquecido quando sua irm� morreu?

Emprestei dinheiro a ela quando ela e o marido emigraram para a Am�rica.

Quando escreveu como ela estava economizando um

pouco a cada semana para me pagar, ela morreu.

Acha que Aristides se apropriou?

O dinheiro estava l�. Algu�m o pegou.

Aristides sempre foi desonesto, mesmo quando crian�a.

- Meu pai nunca falou muito de voc�. - Eu aposto.

- Perd�o? - Nada. Olhe, me conte sobre voc�.

- Tem namorados? - Um.

- Qual � o nome dele? - Niko.

- O que ele faz? - � o gerente geral dos correios.

- Grande coisa. - Aristides, conte-me sobre a Am�rica.

Menina, deveria ver isso. Nova York � fabulosa.

As pessoas, carros grandes, edif�cios.

Tudo � feito r�pido e eficiente. Garotas, roupas, todo o neg�cio.

Olha, n�o me entenda mal, mas em Nova York,

uma garota n�o seria vista em um vestido assim, sabe o que quero dizer?

- Est� errado? - N�o. Est� tudo bem.

Por favor, me diga o que h� de errado com ele.

Bem, � um pouco simples. Precisa de algo para...

Tenho o que lhe falta.

Algo para se mostrar um pouco.

- Gosta disso? - Est� brincando!

- Certamente n�o � para mim. - Vire-se, garota, e veja.

Ah, Aristides, � magn�fico!

Gosta disso, n�o �?

Oh, papai, olha o que Aristides me deu. N�o � lindo?

- Des�a as escadas, Sophia. - Mas, papai, veja!

V� l� embaixo de uma vez!

Suas toalhas.

Certeza que n�o s�o cobertores molhados?

- Mantenha as m�os longe dela. - Calma, papai.

- Tudo o que fiz foi lhe dar um presente. - Estou lhe avisando, deixe-a em paz.

Se ferir esta crian�a, eu lhe matarei.

- N�o � lindo? - Acho encantador.

- Parece uma garota de rua. - Niko!

- � barato, vulgar e � isso que ele �. - Ele n�o �, e � meu primo.

- N�o deveria aceitar presentes dele. - Pare de me tratar como crian�a.

� como meu pai.

Pelo menos Aristides sabe como presentear uma mulher.

Simon. Simon, eu tinha raz�o.

Este � o melhor dia da minha vida.

Olha o que vou mostrar.

Algo certamente maravilhoso.

V�? O penteado.

O realismo. Veja. A pedraria no vestido dela.

- L�. - � linda.

Magn�fica!

- Que pena que n�o pode ficar com ela. - Por que n�o? Se ele a achou.

Descobertas arqueol�gicas de valor s�o de propriedade do governo grego.

Ela n�o tem valor. Do que � feito?

Ouro.

Ouro? Est� brincando.

N�o, ouro maci�o.

Essa m�sica n�o estraga sua digest�o?

N�o tem nenhuma m�sica deste s�culo, como o Twist, Bossa Nova?

Continuo pedindo ao papai para comprar alguns.

O tagarelar de macacos incivilizados s�o proibidos em um lugar como este.

Esque�a, Professor. Viver no passado � sua especialidade.

Possivelmente.

Vou lhe dizer. Para mostrar que algu�m pode viver aqui, que tal champanhe?

Para comemorar a descoberta do Professor.

Maravilhoso.

E voc�, Templar? Parece o tipo que bebe champanhe.

Tio Stavros, pegue uma garrafa de champanhe. Ponha na minha conta.

Se tivermos, ser� por conta da casa.

Como quiser.

- Charuto? - N�o, obrigado.

Charutos, champanhe.

- Nada al�m do melhor, n�o �? - O padr�o de vida dos EUA � excelente.

- Al�m disso, o Grande Dan sempre costumava... - Quem?

Grande Dan. Um amigo meu. Grande festejador.

Professor, e a mocinha na mesa?

Afinal, � por ela que estamos comemorando. Onde ela est�?

Trancada no cofre.

- Com medo que algu�m venha roub�-la? - Isso j� aconteceu antes.

Aristides, voc� n�o nos contou. Foi bem em seus neg�cios na Am�rica?

Foi f�cil para mim. Estive envolvido em muitos neg�cios importantes.

Quando sa� de Nova York, tinha 15 mil d�lares em dinheiro.

Parece maravilhoso. Como um sonho.

- Voc� est� certa. - Vai voltar para a Am�rica?

Pode ser. Que tal um brinde? Por minha priminha Sophia.

Sophia.

- Obrigada. - E voc�, tio Stavros?

- A vida deve ser dura nesta cidade caipira. - N�o posso reclamar.

Tive um grande vinhedo quando todos pagavam altos pre�os pela terra aqui.

Mas percebi que nem sempre seria assim,

ent�o vendi o vinhedo.

E ent�o, quando os pre�os come�aram a cair,

comprei o hotel.

Isso me d� algo para fazer e gosto disso.

- Tenho o bastante. - � mesmo?

Cerca de aproximadamente o mesmo valor que voc� tem em d�lares.

450.000 dracmas.

- Papai! - N�o fazemos fortuna com o hotel.

Mas n�o gastamos muito. N�o precisamos de roupas finas e coisas assim.

O que faz com todo esse dinheiro? Guarda debaixo do colch�o?

Quando Sophia e Niko se casarem, lhes darei o hotel de presente.

Papai!

O que planeja fazer, ent�o? Se aposentar? Viajar, talvez?

Ah n�o. Vou comprar um peda�o de terra na encosta e come�ar um novo vinhedo.

Chamamos o lugar de "Avental do Sol".

- � um local ideal. - Sim. Ideal.

O que h� com ela?

Ela acha que seu pai � muito generoso.

Chorar n�o vai adiantar.

Est�pido, ostentando o vazio.

400.000 dracmas?

N�o podemos nem pagar nossas contas!

Sophia, seu pai se sentiu bem na defensiva.

Seu orgulho foi ferido.

Sr. Templar, amo meu pai, mas ele � um tolo.

Um pouco de orgulho � inofensivo o suficiente.

Inofensivo? Aristides nunca nos ajudar� agora.

Toda esse papo de comprar um vinhedo.

Mentiras. Todas mentiras est�pidas.

Aristides s� tem que abrir os olhos e olhar em volta.

O que ele vai pensar de n�s agora?

N�o importa o que Aristides pensa.

Ele � um mentiroso e um trapaceiro.

O que?

Quando sua tia morreu na Am�rica,

Aristides pegou o dinheiro que era para seu pai.

Era um empr�stimo que ela pretendia pagar.

N�o acredito.

Seu pai me contou.

- A� est�, Professor. - Obrigado.

Est� dando a ela um pouco de brilho, n�o �?

Ela tem que estar apresent�vel quando chegar a Atenas.

Voc� a entregar� a um museu velho e fedorento?

Sim.

- Bem assim? - O que mais esperava?

- Professor, � feita de ouro maci�o. - E da�?

Suponha que seja contrabandeada para fora do pa�s?

- O que? - Poderia ser derretida.

Contrabandeada? Derretida?

- Est� falando s�rio? - Contrabandeada e vendida como est�.

Ouso dizer que h� traficantes desonestos, mas...

- Ent�o, o que eles pagariam? - Milhares, acho.

- Quantos milhares? - Quem pode dizer?

50? 100.000?

Isso � muito, hein?

Sr. Koralis, espero que n�o esteja falando s�rio.

N�o, Professor, s� brincando.

Boa noite, senhores.

Vou deix�-lo com as gl�rias da Gr�cia antiga e seu aluno agu�ado.

Boa noite.

Sabe que suas coisas foram transferidas para o quarto seis?

- Sim, obrigado. Boa noite. - Boa noite.

Ent�o, quando vai lev�-la para Atenas, Professor?

No fim de semana.

Boa noite. Obrigado pela interessante informa��o.

N�o h� de que. Boa noite.

J� terminou, Professor?

Obrigado, sim. Certifique-se de que o cofre est� bem trancado.

N�o se preocupe. Pode guardar a chave nos pr�ximos dias, se quiser.

- Perdoe a intrus�o. - O que est� fazendo no meu quarto?

Como provavelmente ouviu, at� esta manh�, era o meu quarto.

- Em troca, esqueci disso. - N�o me lembro de ver uma escova de dentes.

Ela havia ca�do atr�s do lavat�rio.

Se estivesse olhando minhas coisas...

Importa-se de revistar meus bolsos atr�s de objetos de valor?

Durma bem.

Aguarde, por favor.

Se n�o h� inconveniente, se importa de sair? � particular.

Al�, Gorgo?

Bom dia.

- Bom dia, seu caf�. - Obrigado.

O Professor saiu h� uma hora. Est� indo para a escava��o?

N�o, acho que vou dar uma volta ao redor da aldeia.

Oh, n�o h� muito o que ver.

Aristides pode ser um falastr�o, mas ele est� certo.

Vivemos em uma lixeira.

- Ent�o por que n�o arruma? - Pretendo. Muito em breve.

Sr. Ionides, n�o � da minha conta e n�o pretendo me intrometer,

mas est� falido.

- Quem disse isso? - Sophia.

Ela n�o tem o direito de discutir meus assuntos.

Eu sei, mas ela o fez. Somando dois e dois, Aristides lhe deve dinheiro,

por que n�o o enfrenta?

Acha que eu iria rastejar para ele por algumas centenas de d�lares?

Algumas centenas de d�lares fariam muito por aqui.

Nunca. Se ele pagar, que pague.

Mas n�o vou rastejar para um homem assim.

Cara, � sempre t�o quente assim?

Por que n�o tira seu palet�?

Como os outros camponeses?

Tio Stavros, que tal uma bebida fria e grande?

Servirei o que pede.

Eu o ouvi mencionar que vai � Lakarness amanh�?

Vou l� toda semana buscar suprimentos.

Vou passar por sua antiga vila. Quer vir?

Em uma carro�a de burro? N�o, obrigado.

Acho que vou apenas descansar por aqui.

Esse � o n�mero que ele me pediu para chamar.

Atenas, eh?

O homem com quem ele falou parecia um velho amigo.

O que mais ouviu? Quase meteu sua cabe�a atrav�s das barras.

Este homem Gorgo vir� de Atenas para se encontrar com Aristides aqui esta noite.

Velha lembran�a de guerra, hein?

Poderia ter sido um partid�rio tamb�m se n�o tivesse imigrado.

- Quantos nazistas matou? - N�o falo sobre isso.

Qual � o sentido de mostr�-lo, ent�o?

N�o est� em exibi��o.

Tenha cuidado. Est� carregado.

Sabe? Com todo esse dinheiro que tem, deve ser muito cuidadoso.

Tem algum bandido por estes lugares?

Temos alguns bandidos. Quanto tempo pretende ficar aqui?

N�o decidi.

N�o gosta da nossa aldeia ou do nosso hotel.

E ainda assim permanece. Por qu�?

Encontrei Atenas um pouco... quente.

Est� mais frio aqui nas montanhas. Pelo menos � noite.

Com licen�a, senhores. Acho que vou dar um passeio.

Claro.

Aristides, voc� est� �timo.

Ouvi que estava em Atenas. Vi Joe Martin na outra noite.

Ele tinha o bra�o em uma tip�ia. Ele me perguntou se tinha visto voc�.

Claro que eu disse n�o. A verdade.

Ele n�o tem nada que perguntar de mim aqui.

Ent�o, diga, o que � isso tudo?

Uma estatueta de ouro. Mais ou menos assim.

- Ouro maci�o, cara. - Est� brincando?

Est� em um cofre no hotel do meu tio.

O que foi isso?

Cale-se.

N�o foi nada.

- Sobre esta estatueta. - Meu tio vai buscar suprimentos.

Os dois �nicos h�spedes estar�o no local da escava��o.

H� Sophia que estar� fora. Ela leva o almo�o ao meio-dia.

Vou com ela para ter certeza de que n�o volte t�o cedo.

Quando ela deixar o hotel, voc� entrar� e pegar� o cofre.

Tem 1.000 anos, cara.

Gorgo, poderia abri-lo com um garfo enferrujado. � assim que vejo, cara.

Sophia?

- Voc� me chamou? - Seu pai foi ao mercado?

- Sim. - E quanto ao Templar?

Ele foi para o local da escava��o.

- Venha, quero falar contigo. - Sobre o qu�?

Podemos dar um passeio quando levar o almo�o � escava��o. Voc� se importa?

Suponho que n�o. Por qu�?

Estive pensando.

- Esse vinhedo do seu pai na montanha? - Sim.

- Est� � venda? - Sim.

O que diria se seu pai e eu compr�ssemos o neg�cio?

Isso poderia ser muito bom.

�timo. Gostaria de ver o vinhedo. Vai me mostrar?

Claro. Vou estar aqui por volta do meio dia.

�timo. Estarei esperando.

- Sophia? - � o Niko.

N�o demore o dia todo, garota.

- Onde voc� vai? - Entregar o almo�o.

- Com ele? - Ele perguntou se ele poderia vir.

Oh, Niko, n�o seja t�o est�pido. Afinal, ele � meu primo.

Fique onde est�. Est� aberta a temporada para bandidos.

Quem � voc�? A pol�cia?

N�o. S� um amante da arte.

Como sabia que eu estaria aqui?

Aristides e eu estamos trabalhando juntos.

Precis�vamos de algu�m para abrir o cofre e voc� foi selecionado.

Quer dizer que estamos dividindo entre tr�s?

N�o. Duas partes.

Voc� est� sendo deixado de fora.

Deveria ter sabido.

Derramar vinho significa m� sorte.

Agora fale.

N�o tenho nada a dizer.

- Talvez fale com a pol�cia, ent�o. - Voc� n�o me entregaria.

Por que n�o? Serviu ao seu prop�sito e Aristides quer se livrar de voc�.

Deveria ter sabido. Ele sempre faz isso. Ele fez o mesmo nos Estados Unidos.

O mesmo com um cara em Atenas.

Joe Martin.

Suponha que me conte tudo sobre isso desde o come�o.

Aristides?

- Onde est� Sophia? - Por que eu deveria saber?

Ela saiu com voc�. Ela deveria estar de volta.

Ent�o ela est� atrasada.

- Por qu�? - N�o sei.

Talvez ela esteja colhendo flores silvestres. Agora, pare de latir nos meus calcanhares.

Teve um bom passeio?

Claro.

Qual � o problema? Est� surpreso com alguma coisa?

N�o, s� pensei que estaria no local da escava��o.

N�o. Mudei de ideia. Onde est� Sophia?

Por que todo mundo me pergunta isso? Por que deveria saber?

- Tem certeza de que se sente bem? - Eu me sinto bem.

O que � essa marca na sua bochecha?

Queimadura do sol do meio-dia?

N�o � a hora do almo�o, Professor?

Sophia nunca est� atrasada.

N�o consigo pensar no que houve com essa garota.

Pra cima, pra cima.

Professor, acho que vamos � aldeia almo�ar.

Sophia estar� aqui a qualquer momento.

- Professor! Professor, Sophia est� aqui? - N�o. Estamos esperando por ela.

- Ela n�o veio com o almo�o? - N�o.

Ela saiu uma hora atr�s. Algo aconteceu. Encontrei isso na clareira.

Ela estava com o primo. Ele fez algo com ela. Eu sei!

Eu lhe disse. Viemos at� aqui, paramos para conversar um pouco.

Ent�o ela foi � escava��o e fui para a aldeia.

- Est� mentindo. - Veja o que voc� diz.

Por que veio aqui?

Para ver o vinhedo que seu pai est� comprando.

- Ele est� mentindo. - Simon?

A cesta do almo�o!

- Voc�... voc� a atacou! - Eu n�o!

Tudo bem, Aristides, ent�o como conseguiu essa marca em sua bochecha?

- Bati em uma pedra. - Vou te matar se voc� a feriu! Vou te matar!

Nunca coloquei uma m�o nela.

N�o sei o que est� acontecendo aqui. Talvez ela tenha jogado fora a cesta.

Deve haver alguma explica��o. Bandidos ou algo assim.

Talvez ela esteja na aldeia agora.

� melhor que esteja.

- Niko, o que aconteceu? - Sophia desapareceu.

- Desapareceu? - Encontramos isto.

Garrafas quebradas, comida espalhada ao redor e seu colar. Veja.

- Aristides a viu pela �ltima vez. - Eu o avisei para manter suas m�os longe dela.

Nunca a toquei e n�o preciso sofrer isso de todos esses idiotas da aldeia.

Por que n�o vamos todos para dentro?

Se quiser Sophia de volta viva, traga 300.000 dracmas

ao local da escava��o esta noite. Venha sozinho.

N�o tive nada a ver com isso, juro. N�o sei quem fez isso, mas n�o fui eu.

- Stavros se gabou de ter dinheiro. - Ele acreditou nele.

- Ent�o planejou um sequestro. - O que quer dizer? Com quem?

- Com seu c�mplice. - Que c�mplice?

O nome dele � Gorgo. Pergunte a ele.

- Por que a arma? - Isso � da minha conta.

- Homens honestos n�o carregam armas. - N�o tive nada a ver com isso.

Sou um homem de neg�cios respeit�vel que veio ver sua cidade natal.

Essa � a verdade.

Daremos ao meu sobrinho o benef�cio da d�vida. Todos voc�s, v�o e procurem.

Olhem na montanha, na clareira do norte, no "Avental do Sol". Pe�am ajuda.

Aristides, todo homem nesta vila matou traidores durante a guerra.

N�o nos importamos em matar outro.

- Alguma coisa? - N�o. Nada.

Procuramos por toda parte por ela.

� como uma multid�o de linchadores.

Quer dizer, n�o � justi�a.

Voc� merece justi�a?

- N�o merece todo mundo? - Por que n�o fala sobre Gorgo?

- Disse a ele para vir aqui, eu o ouvi. - Por que, Aristides?

Havia um estranho na aldeia hoje. Eu o vi.

Homem dessa altura, complex�o robusta?

- Gravata-borboleta? - Sim. Esse � o homem.

Ent�o um cara veio me procurar. Eu o conheci em Nova York.

Ele foi deportado dos Estados Unidos, n�o foi?

- Est� louco? - Aristides, queria que parasse de dizer isso.

Est� come�ando a me deixar louco.

- Voc� quase foi deportado. - Isso �...

Isso � uma mentira.

O que s�o?

S�o recortes de jornais americanos.

Aristides tem um ego e tanto. Gosta de ler sobre si mesmo.

Sabia que ele cumpriu tr�s mandados de pris�o?

Um por falsifica��o, depois outro por extors�o.

E um caso de rapto.

- Rapto? - Tentativa de rapto.

N�o puderam provar e fui absolvido. Foram provas circunstanciais.

- E quem est� te enquadrando, como chama? - Voc�s.

� tudo um pacote de mentiras!

Sr. Ionides, o que acha?

Leve-o para a pra�a. Vou fuzil�-lo.

Enforque-o. Tiro � bom demais para ele.

Ele � um sequestrador. Ele deveria morrer.

N�o. N�o podem falar s�rio.

Falam s�rio. Deveria ouvir o que fizeram com os colaboradores durante a guerra.

- O que estamos esperando? - Sim. Houve bastante conversa.

- Ele deveria morrer. - N�o! N�o, n�o podem!

Podemos e vamos.

Olha, sou inocente! Juro que sou!

- N�o me machuquem. Sou inocente! - Esperem!

- H� uma maneira de provar sua inoc�ncia. - Como?

- Pague o dinheiro do resgate por Sophia. - Isso � tudo que tenho.

- N�o � bem assim. - � um truque. N�o vou pagar.

Tudo bem! Esperem!

Vou pagar. O dinheiro est� no meu quarto em uma c�mera.

Traga, Niko.

Sr. Ionides, vai levar o dinheiro para o local da escava��o sozinho.

O resto de voc�s, espera l� fora.

E se Sophia foi machucada, prometo a voc�s que ele ser� todo seu.

Escapou por um pelo, Aristides.

� um truque. Uma conspira��o.

Eu sei, mas qual prefere?

Enfrentar os alde�es ou Joe Martin de Atenas?

- Sophia! - Ol�, papai.

- Voc� est� bem? - Sim, claro que estou.

Professor, o que significa isso? O que est� acontecendo?

� uma trama elaborada, receio.

� melhor se sentar, papai. � uma longa hist�ria e tenho que come�ar do in�cio.

O que quer dizer com voc� sabe que ela est� segura?

Ela est� jogando cartas com o Professor.

Voc� planejou todo esse acordo. � uma armadilha.

Deixe-me lhe dizer algo. Esses caipiras com as armas n�o me assustam.

Vou pegar o dinheiro de volta.

- Duvido muito disso. - Apenas espere.

Arranjou para que todo mundo sa�sse do hotel

para que Gorgo pudesse violar aquele cofre.

N�o pode provar isso. Jamais.

Eu sei.

Ent�o tomei certas precau��es.

Tais como?

Se me perdoar, tomei a liberdade de dizer a Gorgo tudo sobre voc�.

Expliquei que voc� era um traidor com duas caras,

um mentiroso e um trapaceiro.

Ele ficou muito chateado. Na verdade, ele prometeu fazer algo sobre isso.

- E o que lhe parece? Ele fez. - O que quer dizer?

D� uma olhada.

N�o tem muita escolha, n�o �, Aristides?

Salta da frigideira, para o fogo.

Esse cara � um man�aco.

Ele � um assassino.

Ele � mesmo. Templar, voc� tem que me dar minha arma.

- Receio n�o poder fazer isso. - Esse cara vai me matar!

Provavelmente.

- O que vou fazer? - Saia da cidade.

- Passar por essa turba? - H� uma porta pela cozinha.

Pode sair pelo caminho de tr�s. Pode estar na estrada para Atenas em 20 minutos.

Aristides, Martin est� a caminho. N�o sei quanto tempo posso atras�-lo.

Oi.

- Oi. - Um cara chamado Koralis est� aqui?

Aristides Koralis?

Que pena. Voc� acabou de perd�-lo. Ele partiu para o Lakarness h� uma hora.

Se voc� se apressar, pode alcan��-lo.

Obrigado.

Minha filha est� segura. N�o h� necessidade de viol�ncia.

Tudo foi um mal-entendido.

Agora, todos voc�s, por favor, sigam tranquilos para suas casas.

Sr. Templar, minha filha me contou tudo.

Ela � uma garota muito sincera, linda tamb�m.

Voc� organizou isso entre voc�s.

Oh, foi ideia minha. Mere�o o cr�dito.

Voc� conseguiu o dinheiro de Aristides desonestamente.

Isso � discut�vel.

Sr. Templar, ele quer devolver.

Fique quieta. N�o vou manter o dinheiro que foi obtido por extors�o.

Mas Aristides roubou de voc�.

Dois erros n�o fazem um certo.

Vou deduzir o dinheiro que Aristides me deve e devolver o resto.

Isso ser� dif�cil.

- Por qu�? - Tive uma longa conversa com Aristides.

Eu o convenci do mal de seus caminhos. Ele manifestou o desejo de se reformar.

Acho que foi sincero. Porque lhe deixou o dinheiro como um presente.

- Deixou? - Sim. Sim, ele foi embora.

Ele disse que voc� deveria ter o dinheiro como presente.

- Aristides disse isso? - Com uma condi��o.

Que d� o hotel para Sophia e Niko para que eles possam se casar

e que compre o vinhedo.

Mas n�o posso acreditar!

Como poderia um homem t�o malvado de repente se tornar t�o generoso?

Bem, veja, tenho uma influ�ncia muito boa nas pessoas. De verdade.

� por isso que eles me chamam de "Santo".

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