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Esta modesta entrada pertence a Gabrielle Forrest.
Se voc� j� a viu em um filme ou pe�a, voc� ajudou a pagar por ela.
Como todas as grandes estrelas, Gabby tem idiossincrasias.
N�o quero dizer que ela mant�m uma leoa em uma
corrente de ouro ou se banha em leite de cabra.
N�o, mas o que Gabby quer, Gabby consegue.
Ela tamb�m notoriamente se atrasa.
Provavelmente s� veremos a metade do primeiro
ato da pe�a a que vamos hoje � noite.
Simon, querido! Entre.
Isso foi r�pido.
Estou inacreditavelmente pontual esta noite.
Quer dizer que est� pronta? Podemos sair agora mesmo?
Fiquei sentada na porta como um gato em um buraco de rato.
� um milagre!
Quem n�o seria pontual para um encontro com o famoso Simon Templar?
O SANTO
S02E23 - O Comprador
Legenda por Susanawho
Vamos indo.
D�-lhes alguns minutos. N�o h� necessidade de pressa.
- Est� com medo, Johnny? - N�o, s� sou cuidadoso.
Fui preso seis vezes.
Tem certeza sobre a ajuda, n�o �?
O mordomo e a empregada folgam �s quintas-feiras. Venha, vamos.
Queria saber como o Comprador sabe dessas coisas.
Qual � o problema?
Eles est�o l� dentro. Est� bem, tchau.
- Pode abrir isso? - Sim, sim, sim.
O dinheiro � fabuloso, mas n�o se vai a Hollywood para se viver.
Vai para Hollywood para morrer.
Roddy at� tinha minha passagem de avi�o, mas depois pensei... Oh, Deus!
- Qual � o problema? - As entradas!
O que tem?
Eu as coloquei na mesa de caf� no sal�o, ent�o eu me lembraria delas.
Oh, Simon, sinto muito.
Sabia que deveria ter comprado essas entradas eu mesmo.
O que est� demorando tanto?
� isso.
Algu�m est� vindo.
N�o vai levar um minuto, Simon.
- Simon! - Chame a pol�cia.
Pol�cia? Aqui � Gabrielle Forrest.
- Mais r�pido! Mais r�pido! - Estou no m�ximo.
N�o, n�o.
Ent�o uma bala acertou meu pneu dianteiro e eu os perdi.
- Qual era a marca do carro? - Um Zephyr verde escuro ano 1963.
- Simon? - U�sque?
Sugiro que n�o beba, Srta. Forrest. A noite ainda n�o acabou.
- Sr. Fryer... - Pryor!
Sr. Pryor, desculpe.
Est� aqui para investigar um roubo, n�o para corrigir os h�bitos da Srta. Forrest.
Estou apenas sugerindo...
N�o me importo com o que est� sugerindo.
A Srta. Forrest teve um choque severo esta noite.
- Conseguiu o n�mero da placa? - Sim, era 545 GOP.
- Mas isso n�o ajudar�. - Eu deverei julgar isso, obrigado.
- Robbins? - Senhor?
Era um carro roubado, placas falsas. Ou ambos.
545 GOP, verde escuro. Investigue, sim?
Sim, senhor.
J� se deparou com meu amigo, Inspetor-Chefe Claude Eustace Teal?
Conhe�o o Sr. Teal, sim.
Fala como se n�o gostasse dele.
- Podemos nos ater ao assunto? - Certamente, v� em frente.
- Obtive uma boa impress�o aqui, senhor. - Bem, � o seu trabalho, n�o �?
Vou requisitar uma descri��o de cada pe�a das joias.
Pode ser requisitada a ir � Delegacia hoje � noite.
- Esta noite? - Por qu�?
Levar� algumas horas para verificar essas impress�es.
Pode ter que olhar fotografias.
Inspetor, querido, estou um pouco chateada.
- N�o significa que n�o vou cooperar. - Isso � de se esperar.
Afinal de contas, s�o suas joias.
Sabe o que o Comprador conseguiria com isso?
- Cerca de metade do valor. - Seis ou sete mil libras.
Pegue um pouco de papel, sim?
Qualquer papel!
O homem e a garota, viram voc�s dois.
- E da�? - Na luz e claramente.
- J� disse cerca de 50 vezes. - Vai ficar tudo bem.
N�o vai. Roubo � uma coisa, mas machucar as pessoas, est� errado.
- Cale-se. - N�o vou deixar falar...
Vou falar com ela do jeito que quiser. Voc� ficou com medo a noite toda.
N�o gosto de viol�ncia.
Por que tanto p�nico? Fugimos, n�o foi?
Estamos limpos, n�o �? Vamos, Johnny. Vamos sorrir.
Receio que ele � um.
Concorda, Srta. Forrest?
Sim, concordo.
- Certo, traga Johnny Anworth. - Sim, senhor.
- Ele parece pat�tico. - N�o desperdice sua simpatia.
A simpatia � sempre desperdi�ada?
Johnny Anworth teve seis condena��es anteriores.
Pequenos furtos, fraude, arrombamento e assalto.
Ele � um criminoso incorrig�vel.
Quando eu acabar com ele, terei a chave.
Para qu�?
- Ao Comprador. - O que � isso?
O c�digo usual de um receptador � pagar
o m�nimo poss�vel pela propriedade roubada.
- O Comprador � diferente. - O que sabe sobre ele, Sr. Templar?
Sei que � especialista em joias e paga o dobro de qualquer outro comprador.
Ele d� ao pobre velho Claude Eustace Teal uma bela dor-de-cabe�a.
Ainda n�o terminei.
Pode ficar acordado a noite toda e olhar fotografias, se quiser.
A Srta. Forrest e eu vamos para casa.
Boa noite.
Vou ficar no Marty's em Manchester at� as coisas se acalmarem.
Est� bem.
Querida, odeio deix�-la.
J� fez isso antes. Vou me virar.
Estou assustado. N�o entende isso?
O que h� de novo nisso? Est� com medo h� 20 anos.
Desta vez � diferente. Bandidos jovens como Fasson...
N�o importa quem seja. Sempre te tratam mal.
- Agora, ou�a... - N�o importa, Johnny.
� melhor voc� ir.
Sim. Vou te ligar.
Tudo bem.
Tchau, amor.
Johnny Anworth?
Vou tentar de novo, Johnny. Quem � o Comprador?
Nunca ouvi dele.
- Est� mentindo. - N�o estou.
Roubou Gabrielle Forrest a noite passada.
Isso n�o � verdade.
O Sr. Templar e a Srta. Forrest identificaram voc�.
- � um erro. - Quem estava com voc�?
- N�o sei do que est� falando. - Estou come�ando a perder a paci�ncia. Fale!
N�o tem o direito de me intimidar.
Direito? O direito est� do meu lado. Fale, ou vou te colocar atr�s do muro.
Isso � brutalidade policial.
Algu�m est� lendo os jornais.
Pe�o desculpas do fundo do meu cora��o, se fui de alguma forma brutal.
Voc� e seu companheiro tentaram matar um homem ontem � noite.
Isso � brutalidade, n�o �?
N�o, senhor. Eu...
Voc� atacou Gabrielle Forrest. Isso � brutal, n�o �?
� mentira!
Voc� � t�o culpado quanto o inferno e eu sei disso.
Mas vamos manter tudo em um bom plano moral e ser muito, muito educado.
N�o s�o mais do que meus direitos legais.
Direitos legais! Voc� atiraria em sua pr�pria m�e.
N�o pode entrar nesse seu c�rebro cheio de lama que � sua s�tima condena��o?
Quando estiver fora de Dartmoor, ter� 90 anos.
Meu advogado. Quero falar com meu advogado.
Ent�o o Sr. Anworth tem um advogado, n�o �?
Sim, tenho.
Olhe, Johnny, fale e eu farei o meu melhor por voc�.
Diga-me quem � o Comprador e vou facilitar as coisas.
Quero meu advogado.
- N�o vou dizer nada que me incrimine. - Tudo bem, ligue para ele.
Direitos legais! Advogados de esc�ria gostam disto!
� melhor que seja bom. Muito bom.
Por favor, posso falar com o Sr. MacPherson, por favor?
- Sr. MacPherson, � Johnny Anworth. - Seu cliente estrela!
- Estou com um problema. - At� aqui.
Gostaria se pudesse vir � Delegacia de Pol�cia de Newcourt.
Agora!
Parecem pensar que roubei algu�m, mas � tudo um grande erro.
Sim, senhor. Est� bem.
Muito obrigado.
Estar� aqui em uma hora.
Espl�ndido. Enquanto isso, podemos continuar conversando muito educadamente.
Sr. Pryor, estou exausto. N�o comi nada desde a ceia da noite passada.
N�o poderia ter um sandu�che e uma x�cara de ch�, talvez?
Robbins, pegue algo para ele, sim?
- A cantina est� fechada, senhor. - Pegue no Caf� a� na frente.
Sim, senhor.
Uma x�cara de ch�, querida.
- X�cara de ch�. - Ch�? Est� bem.
E um sandu�che de presunto. Temos um prisioneiro faminto.
- E ch� para mim, tamb�m. - E para mim, querida.
Scotland Yard? Comunique-me com o Inspetor Teal, por favor?
Sim, vou aguardar.
- Voc� � casado, Johnny? - Sim, sim.
Obrigado.
Com licen�a, tem fogo, por favor?
Claro.
- Muito obrigado. - Tudo bem.
Obrigado, querida.
- N�o gosto muito no seu ch�. - Lamento n�o gostar do nosso ch�.
- Robbins, o que sugere? - Um caf� expresso?
N�o, por que n�o sai e pega uma garrafa de champanhe?
- Qual � o problema? - Eu me sinto quente e pegajoso.
Gostaria que convid�ssemos seu m�dico?
N�o, n�o estou brincando desta vez. Eu...
E uma... pedra da lua... broche.
- Esse � o lote? - Sim.
Srta. Forrest, o homem com Anworth. Pode me dar uma boa descri��o dele?
Bem, ele tinha cerca de 1,80m de altura
e tinha cabelos loiros.
Mas aconteceu t�o r�pido e fiquei t�o assustada.
- N�o dei uma boa olhada nele. - Sim, claro. O que ele estava vestindo?
Ele usava um terno, um terno escuro.
- Bom dia, Gabby. - Bom dia, Simon.
- Este � o Sr. Stryker. - Eu o conhe�o. Bob Stryker.
Como vai, Templar?
- O que est� fazendo aqui? - Fazendo algumas perguntas � Srta. Forrest.
Sou Investigador da Seguradora Warwick Midland agora.
Saiu da Scotland Yard?
Sim, a mesma velha raz�o. Warwick me ofereceu
quase o dobro do sal�rio e n�o pude dizer n�o.
- Como vai a investiga�ao? - N�o muito bem.
- Nove roubos de joias em seis meses. - Nove?
O seu � o d�cimo. A pol�cia est� totalmente confusa.
Quer dizer que n�o vou recuperar minhas joias?
Vamos dizer que n�o estou muito otimista.
Sim, mas a pol�cia prendeu esse homem Anworth.
- S�o muito brilhantes. - O que quer dizer?
Voc� e o Sr. Templar o identificaram e a pol�cia tinha seu nome e endere�o.
- Pelo menos � um come�o. - Se ele falar. Vou v�-lo agora.
- Se importa se eu for junto? - De modo nenhum.
Precisamos de toda ajuda que pudermos conseguir.
- At� logo. - Tchau, Simon.
Bem debaixo do seu nariz, um homem foi envenenado. Como?
Inspetor, n�o sei.
Um homem sob cust�dia est� sob a prote��o da lei.
N�o o ensinaram na Escola de Pol�cia?
- O que tem a dizer? - Estou t�o aflito...
Aflito? Voc� n�o percebe o que os jornais v�o dizer?
- Sinto muito... - O Comiss�rio vai se certificar disso!
Abra a porta!
O c�o farejador da Yard. Pensei que reconhecia seus tons doces.
- O que quer? - Anworth lhe disse alguma coisa?
N�o.
Estou enganado ou sinto hostilidade no ar?
- Qual � o problema, Claude? Dor de est�mago? - N�o. Pode ir, estou ocupado.
- Minha Companhia sente fortemente... - N�o poderia me importar menos, Sr. Stryker.
Desculpe, Inspetor. Estou t�o ansioso para ver este caso resolvido como voc�.
O que Anworth disse, Claude?
Voc� tamb�m pode saber. Sair� por toda Londres em algumas horas.
Anworth est� morto.
- O que? - Morto?
- Envenenado. - Como?
- N�o sabemos. - Quer dizer que ele foi envenenado aqui?
Sim, bem debaixo do nariz de Pryor.
Como aconteceu?
Cianeto no ch�. O suficiente para matar um elefante.
- Falou com a esposa dele? - Ainda n�o.
Logicamente parece ser o pr�ximo passo.
Quando quiser seu conselho, pedirei.
N�o h� necessidade de ser sens�vel. Tenho um interesse especial neste caso.
- Tem, �? - A Srta. Forrest � uma amiga minha.
Vamos fazer uma visita � Srta. Anworth.
N�o vai se aproximar at� eu terminar com ela.
E se interferir, eu o prenderei t�o r�pido que se perguntar� o que o atingiu.
Bem, o que estamos esperando?
Por que eu deveria cooperar? D�-me uma boa raz�o.
- Ocultar informa��es � um delito. - Ent�o me prenda!
V� em frente. Persiga-me do jeito que fez com Johnny. Seis pris�es!
- Johnny era um criminoso persistente. - Ele estava doente e precisava de ajuda.
- Tudo o que conseguiu foi persegui��o. - Lamentamos muito o que aconteceu.
- Guarde sua simpatia. - Haver� uma investiga��o completa.
N�o a culpo por ser amarga.
Isso � muito caridoso, mas n�o ajuda em nada.
- Agora, Sra. Anworth... - Johnny est� morto e voc� o matou.
- Isso � rid�culo. - Sra. Anworth, isso simplesmente n�o � verdade.
Algu�m envenenou seu marido para impedi-lo de falar.
Pode nos ajudar a encontrar o homem.
- Sob a lei, � obrigada a... - Pryor!
- Quem estava com Johnny a noite passada? - N�o sei.
- J� ouviu falar do Comprador? - N�o.
- O que Johnny fez com as joias? - Johnny nunca me contou nada.
Se eu pudesse responder �s suas perguntas, eu faria, mas n�o sei.
Simplesmente n�o sei!
Agora, por favor, saia daqui e me deixe em paz.
Ligaremos novamente amanh�, quando estiver mais calma.
- Nao se incomode. - Adeus, Sra. Anworth.
- Ponha um homem na casa, por 24 horas. - Sim, senhor.
- E Pryor, foi muito rude com ela. - N�o concordo.
Tudo o que ela entende no momento � que seu marido est� morto.
Ela n�o foi exatamente am�vel, foi?
Pryor, tem muito a aprender.
Sim, entendo.
Certo. Bem, obrigado, Inspetor Teal. Adeus.
Bem?
Na ador�vel frase policial, a Sra. Anworth foi uma testemunha n�o cooperativa.
- Ela n�o falar�? - Ou n�o pode.
Ela est� ocultando. Tem que estar.
Ela foi casada com Anworth h� anos.
Sim, eu sei, mas como um homem pode ser envenenado em uma Delegacia de Pol�cia?
Minha querida Srta. Forrest, depois de 15 anos com a Scotland Yard,
creia em mim, tudo pode acontecer em uma Delegacia.
Acha que eu poderia obter alguma coisa da Sra. Anworth?
Querido, claro que poderia. N�o h� uma mulher viva que possa resistir a voc�.
Obrigado, Gabby, querida.
- Voc� se importa se eu tentar? - Importar-me? Ficaria encantado.
Se puder recuperar as joias da Srta. Forrest,
a Companhia de Seguros pagar� os gastos sem perguntas.
Por que n�o vem comigo? Vamos enfrent�-la juntos.
�timo.
Simon?
Oh, Simon, posso ir tamb�m?
Gabby, voc� � ador�vel e n�s lhe amamos.
Mas dois � companhia e tr�s � uma multid�o.
Estude seu pr�ximo roteiro.
Sempre soube que um dia algo assim aconteceria.
Eu implorei, implorei para ele parar, mas ele n�o o faria.
Sra. Anworth, a maioria de n�s fez coisas de que n�o nos orgulhamos muito,
mais do que a maioria, mas n�o aceito assassinatos.
Farei qualquer coisa ao meu alcance para levar o assassino de Johnny � Justi�a.
Ter� que me ajudar, no entanto.
O que posso fazer?
Conte-me sobre as pessoas com quem Johnny estava associado.
Johnny nunca me disse nada. Ele estava assustado.
- Sobre o que? - Esse homem que chamam de Comprador.
Por que ele estava com medo dele?
Tr�s meses atr�s, Johnny foi espancado porque tentou parar de trabalhar para ele.
Agora ele est� morto.
Sra. Anworth, j� viu o Comprador?
- Nao. - Johnny mencionou o nome dele?
Sabe com quem Johnny estava ontem � noite?
Sim. Estava com um homem chamado Fasson. Eles o chamavam de Sunny Jim.
Sabe onde ele mora?
N�o, mas tenho um n�mero de telefone.
Johnny escreveu no verso de uma nota de leite.
Sim, aqui est�. Paddington.
Posso? Sim, posso pegar o endere�o com isso. Posso usar seu telefone?
- H� um no corredor no andar de cima. - Bem. Volto j�.
Sr. Templar, como acontecem coisas assim?
� engra�ado, a Sra. Willis no andar de cima,
o marido dela � um motorista de �nibus,
o mesmo emprego h� 20 anos.
Nunca teve nenhum problema com a pol�cia, jamais. E ele � t�o malvado.
Johnny n�o era assim, ele era bom.
Pequenos presentes sem motivo.
Nunca esqueceu meu anivers�rio.
Ou nosso anivers�rio de casamento.
Como pode um homem ser t�o bom quanto isso e...? N�o entendo.
Consegui!
Aqui est�. Estrada Gilden, 7.
- Quem �? - Quincy.
- O que quer? - Houve uma mudan�a de planos.
- Sim? - Sim.
- Os policiais pegaram Anworth. - N�o acredito nisso.
- Pegaram ele em sua casa na noite passada. - Como?
A garota Forrest identificou uma foto.
Ele falar�. Tem a coragem de um rato.
� por isso que estou aqui. Aqui est�o � 300, certo?
O resto quando o Comprador se livrar das joias.
- 300? - Receber� o resto em uma semana ou duas.
Esconda-se em algum lugar e me ligue no n�mero normal at� �s 9 da manh�.
- Olha... - Onde est�o as coisas?
N�o tentaria nada, n�o �?
Jim, sou seu amigo.
Tenho certeza que me ama.
Bem, n�o iria t�o longe. Mas pode confiar em mim completamente.
- Acho que tenho que fazer. - Isso mesmo.
Agora pegue uma mala e saia daqui r�pido, sim?
Esconda-se e n�o fale com ningu�m.
Ali est� o n�mero sete.
- Por que n�o p�ra? - H� um beco, vamos por tr�s.
Tinha raz�o.
Cubra o beco. Vou dar a volta pela frente.
Est� bem. Seja cuidadoso.
S� um minuto, Fasson. Lembra-se de mim?
- Desculpe. Acho que est� enganado. - Deixe-me refrescar sua mem�ria.
- Onde est�o as joias da Gabby? - Caia fora.
Voc� � o pr�ximo. O Comprador vai lhe matar, assim como ele matou Anworth.
- Anworth? - Envenenado na Delegacia.
Voc� � um mentiroso.
Espere!
V� ao Kosy Korner Caf�... no Jardim Hatton.
Fique de olho em um homem de casaco azul.
O forro � preto e branco.
Casaco azul, forro preto e branco. O que significa?
Kosy Korner Caf�,
amanh� ou no dia seguinte.
Est� bem, Templar, vou assumir o interrogat�rio.
Cale a boca, Pryor.
Fasson? Fasson, quem � o Comprador?
Nunca o vi.
Sabe o nome dele?
N�o...
Ele se foi.
Eu tentei...
Ele me bateu na nuca.
Fiquei inconsciente por alguns minutos e depois cambaleei para a casa de Fasson.
- Deveria coloc�-lo atr�s das grades. - Qual a acusa��o?
- Interfer�ncia com investiga��es policiais. - Fique quieto.
Templar � uma coisa. Voc� � um ex-Yard, deveria saber.
Mantenha a calma, vai se machucar.
Fasson poderia estar vivo se n�o tivesse interferido.
Eu lhe avisei antes. Agora v� para casa e fique longe de problemas.
Obrigado, Claude. Quando eu pegar o Comprador, pode ficar com o cr�dito.
- Desde que eu receba a recompensa. - Saia.
Lembre-se da sua press�o arterial.
Stryker, sua licen�a como investigador de seguros
� um privil�gio, n�o um direito divino.
Por que eu n�o deveria revog�-la?
- Olha, Teal, se eu n�o tivesse... - Inspetor Teal para voc�.
Dez roubos de joias em seis meses. O que a pol�cia conseguiu? Nada.
O que voc� e Templar conseguiram? O assassinato de Fasson.
- Espero que saiba o que est� fazendo. - Isso � �bvio.
O Caf� Kosy Korner. Tem certeza de que existe um lugar assim?
Est� na lista, com um K.
� o lugar onde o Comprador recolhe os bens roubados.
Fasson disse que o homem usava um casaco azul.
Com um forro preto e branco.
Isso n�o � muito para continuar. N�o acha que deveria falar com a pol�cia?
Claude Eustace me disse para me afastar dele e sou obediente.
Al�m disso, prefiro jogar uma m�o solit�ria.
Por que paramos aqui?
Ah, encantador!
Vamos, vamos acabar com isso, ent�o podemos ir a algum lugar decente, hein?
Gabby, quantas pe�as fez no West End?
- Querido, perdi a conta. Por qu�? - J� atuou como uma gar�onete irlandesa?
- Uma...
Simon, deve estar brincando.
Simon!
- Que nome voc� disse que era? - O'Brien, senhora. Katie O'Brien.
- N�o teve experi�ncia em Londres? - S� cheguei de Dublin ontem.
Mas certamente comer � igual em todos os lugares?
Vire.
Suponho que servir�.
Tenho certeza que lhe agradarei. Estou muito disposta.
� 6 por semana, 11 �s 7. Quando pode come�ar?
Logo, agora mesmo.
Tire aquele an�ncio da janela.
- Bom dia. - Bom dia.
- O que est� fazendo? - Nada.
- N�o � pra isso que lhe pago. - Desculpe.
Gabrielle Forrest est� trabalhando como gar�onete?
Sim, em um lugar chamado Kosy Korner Caf�.
- Mas por que? - Isso � o que gostaria de saber.
E Templar fica do lado de fora, em seu carro, cuidando e vigiando.
- Vigiando o que? - Realmente n�o sei.
- O que diabos ele est� fazendo? - N�o tenho a menor ideia.
Mas a coisa toda � suspeita.
Sim, certamente �. Coloque um homem nele... para vigi�-los.
Obrigada.
Oh, Simon, isso tem sido uma absoluta revela��o.
Ver como as classes trabalhadoras vivem?
N�o, a maneira como eles trabalham. E por � 6 por semana e gorjetas.
Meus p�s doem at� os meus quadris. Sinto que andei 80 km.
Temos que mudar o nosso sinal. De onde estaciono, n�o posso v�-la.
Poderia subir na mesa e fazer um strip-tease.
� uma ideia e tanto.
Isso agradaria aos clientes, mas n�o acho que seja muito pr�tico.
Bem, h� algumas flores artificiais na janela.
Se o nosso homem entrar, vou mov�-las para o outro lado.
N�o, quando ele estiver saindo. Ent�o posso segui-lo.
Est� bem.
Certamente espero que n�o estejamos perdendo nosso tempo.
Bem, Simon, decida-se!
Essa escravid�o na cozinha n�o combina com os meus talentos.
Deixa pra l�. Poder� se aposentar depois de
ver um casaco azul com um forro preto e branco.
Joalheria Enderby.
Oh, � voc�.
Sim, posso.
O Kosy Korner de novo?
Sim, tudo bem, vou sair agora.
O bife � realmente fresco? Prefiro quase cru.
Querida, vi as vacas pastando h� pouco tempo atr�s.
Tudo bem, vou querer. Obrigada.
Mudei de ideia. Tem peixe?
Sim, senhora.
- Bom dia, Sra. Stewart. - Bom dia, Sr. Enderby.
Oh, desculpe-me, senhora.
- Com licen�a, senhor. Bom dia. - Bom dia. Obrigado.
Sopa de tomate, f�gado e bacon...
e pudim de chocolate.
H� alguma coisa errada, mocinha?
Oh... n�o, senhor. Gostaria de algumas batatas com isso?
Nunca como alimentos ricos em amido.
Gostaria de algo para beber?
- Ch�, por favor. - Sim, ch�.
Obrigada, senhor.
- Bom dia, senhor. - Bom dia.
Bife e torta de rim com ervilhas e pur�, por favor.
Sim, senhor. Quer um doce, senhor?
- N�o, obrigado. - Obrigada, senhor.
Isso ser� tudo, senhor?
� tudo, obrigado.
- Muito obrigado. - Deixe-me ajud�-lo com isso.
Bem, sim...
Gostou do seu almo�o? O pudim estava ao seu gosto?
Est� saindo, senhor?
Quem acha que est� enganando, Srta. Forrest?
Sra. Stewart, o homenzinho que acaba de sair,
o do chap�u-coco e o casaco azul. Falou com ele quando entrou.
- O que tem? - Qual � o nome dele?
- Sr. Enderby. - O que ele faz?
Ele � dono da Joalheria Enderby. Por qu�?
- Onde fica isso? - No Jardim Hatton. O que � isso?
Srta. O'Brien. Srta. O'Brien! Nenhum telefonema durante o hor�rio de trabalho.
Sra. Stewart, por que n�o cala a boca e vai provar seu rosbife?
Pol�cia?
- Quem � voc�? - Um amigo de Gabby Forrest.
- O que quer? - Suas joias.
Podemos fazer isso calmamente, ou pode gritar ao sair.
- Vai comigo. - Onde?
Para a pol�cia.
- O que quer dizer? - Explicarei no caminho.
Tudo bem, vou levar isso.
Entenda isso, Templar. Matei Anworth e Fasson.
Mais um assassinato n�o far� diferen�a.
- Onde est� o seu carro? - N�o vou fazer parte disso.
- No beco. - Atr�s? Vai dirigir. Mexa-se.
Um movimento em falso, Templar, e est� morto.
Pr�xima � esquerda.
N�o se mova, Templar.
Em seguida � direita, na garagem.
- Ol�, Templar. - Ol�, Comprador.
- Surpreso? - Por que? N�o pare�o?
N�o, mas ficar�. Mova esse tapete de lado, sim?
- Como assim? - O tapete. Mova.
Na �poca da rainha Vit�ria, este lugar era uma cervejaria.
Isso leva diretamente ao esgoto principal de Londres.
Amanh�, voc� ser� encontrado flutuando no T�misa.
Com uma bala na sua cabe�a.
- O chumbo vai me fazer afundar? - N�o pode!
Diga-me, Templar, o que o fez suspeitar?
Seu suposto espancamento.
� mesmo? Pensei que fui muito convincente.
Sim, mas o quebra-nozes aqui n�o trabalha assim. N�o �, Sr. Soco?
Espere.
O que quer dizer?
Ele matou Fasson a sangue frio e deu uns tiros em mim.
Mas voc� escapou com alguns golpes. N�o somava.
E ent�o pensei em seu desprezo pela efici�ncia policial.
Para algu�m que � um ex-Scotland Yard, isso � ponto chave.
De novo, ser um investigador de seguros foi uma grande ajuda.
Sabia onde estavam as joias e exatamente quanto valiam.
Precisamente. � uma pena que n�o ter� a chance de contar a ningu�m.
Exceto aos ratos no esgoto.
O silenciador, por via das d�vidas.
E agora, pode levantar a porta, por favor.
Levante a armadilha, Templar.
Tudo bem, Templar.
Super-homem, n�o �? Vamos ver o que pode fazer.
Senhores, estou feliz em v�-los. Pensei que ia ter problemas com este.
Tudo est� muito bem, Templar, mas onde est�o as joias?
No bolso do Belo Adormecido.
- N�o fique a� parado. Pegue-as. - Sim, senhor.
Aqui est�o elas, senhor.
Gabby, foi uma garota muito esperta, chamando a pol�cia no Caf�.
Fui bastante brilhante.
Srta. Forrest, a �nica raz�o pela qual Templar est� vivo esta noite
� porque eu tinha um homem vigiando-o.
Essa � a raz�o pela qual consegui levar o carro para a garagem t�o rapidamente.
Claude, estou profundamente comovido.
Como tenho sido t�o malvado com voc� no passado, desejo fazer as pazes.
Ser� nosso convidado no teatro hoje � noite.
N�o, v�o embora. Tenho trabalho a fazer.
Oh, mas eu insisto.
- Bem... - Insisto tamb�m.
Bem, eu aceito.
Ser� um bom espet�culo. Tem as entradas, Gabby?
- Claro que tenho. - S� d� uma olhada.
Sim, eu as tenho...
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