All language subtitles for The Saint.S02E21 - The Good Medicine

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Original subtitles

O que aconteceria se as mulheres n�o usassem maquiagem,

e enfrentassem o mundo como a natureza pretendia?

� um pensamento assustador.

Para um mero homem � incr�vel a variedade de p�s, cremes e lo��es

que uma mulher pode ser enganada a por em sua epiderme,

tudo na esperan�a de encontrar fama, aventura

ou o melhor de tudo, o verdadeiro amor.

Ol�, Simon. Desculpe, estou atrasado.

� um prazer esperar pelo correspondente de Paris da imprensa internacional.

- Ent�o, por que est� atrasado? - O qu� mais? Tr�nsito.

Estou s� brincando. Como voc� est�?

Morrendo de fome para o almo�o e com muitas fofocas.

Sobre quem?

Denise Dumont. J� a conheceu?

N�o.

Voc� ir�. Ela vai almo�ar aqui hoje. Vou apresent�-lo.

Para que?

S� quero que a conhe�a.

Por que? Est� tentando criar um romance?

Claro. Entre Denise Dumont e o famoso Simon Templar.

O SANTO

S02E21 - O Bom Rem�dio

Legenda por Susanawho

Denise Dumont.

- Impressionado? - Voc� n�o est�?

Muito.

Voc� a conhece bem?

Ela � uma das minhas amigas mais queridas.

Sim, assumi isso. Qual foi o significado do coment�rio no sagu�o?

Olha, deixe-me contar a hist�ria de Denise e depois julgue por si mesmo.

H� dez anos, ela era uma garota provinciana intocada chamada Denise Dostert,

trabalhava em Beauvais, uma cidade tranquila a cerca de 80 km de Paris.

Beauvais n�o era exatamente uma Meca da vida alegre, festas e vida desenfreada.

E a Farm�cia de Dumont, onde Denise trabalhava,

n�o havia sido pintada desde a Revolu��o Francesa.

Os clientes pareciam do Museu de Cera de Madame Tussaud.

Era uma loja antiquada, mon�tona, triste, uma loja do arco da velha.

A seu lado, uma loja de antiguidades pareceria a "Saks" da 5� Avenida.

Denise estava noiva de seu chefe, Phillipe Dumont.

Ele era um excelente qu�mico e tinha apenas 40 anos,

mas ele tinha menos atrativo sexual do que a Esfinge.

O assistente de Phillipe, Jacques, era 20 anos mais novo,

mas ele n�o era dono da farm�cia.

No entanto, era um tri�ngulo c�modo,

e Denise desfrutava estritamente por divers�o.

Mas havia um inconveniente. Phillipe tinha um problema.

Sua m�e era uma inv�lida profissional.

Se a velha estava t�o doente quanto deixava transparecer, n�o sei.

Mas a dinamite n�o a teria tirado daquela cadeira de rodas.

Era seu trono e ela o utilizava.

Ela n�o dominava Phillipe.

S� lhe dizia o que comer, o que vestir, quando devia ir dormir.

Se ele se portasse bem durante toda a semana,

ela o deixava ir ao cinema no s�bado � noite.

A mam�e viu Denise como usurpadora,

uma amea�a � sua autoridade sobre seu filhinho.

Ela sonhava em ferver Denise no azeite.

Denise n�o se importava. Ela amava seus inimigos, ela amava todo mundo.

Jacques, est� nervoso?

� desleal.

Tem uma consci�ncia.

Sim.

E n�o tenho nenhuma?

Pensei que gostasse de mim.

Eu... � s�...

Oh Denise!

- Tem medo de Phillipe? - Voc� vai se casar com ele.

Sim, eu sei. Mas n�o neste instante.

Denise, eu te amo.

Ent�o voc� � um menino muito bobo.

Phillipe, como ela est�?

Mam�e tem 70 anos e ela tem um cora��o muito fraco.

O que mais posso dizer?

Jacques, a receita da Sra. Deslaurier?

Est� pronta, senhor.

Denise, sobre o cinema esta noite...

Phillipe, por favor. Se sua m�e estiver tendo

uma de suas doen�as, ficaremos com ela.

N�o se importaria?

- Importar-me? Eu quero. - Obrigado.

Mas lembre-se, ela � minha m�e tamb�m, agora, como sabe.

Mal posso acreditar que realmente se importa.

Ela se interessava, claro. Como uma raposa se preocupa com uma galinha.

Ou como se ela se importasse com aquele pobre diabo com o qual ela est� almo�ando.

O que aconteceu depois?

Amarrou explosivos na cadeira de rodas e mandou a mam�e para o c�u?

Provavelmente ocorreu a ela.

Mas Denise tem uma mente pr�tica. Como uma cobra.

Ela se preocupava com a velha Sra. Dumont como um canibal com um mission�rio.

- Confort�vel? - Obrigada.

- Acho que ela parece melhor, n�o �? - Muito. Com mais cor, tamb�m.

N�o desperdi�aremos a noite inteira discutindo minha sa�de.

Estou morrendo e sei disso.

Mam�e, por favor, n�o diga essas coisas.

Phillipe n�o gosta de enfrentar a verdade.

Toda a sua vida ele ignorou o �bvio.

Traga-me mais col�nia da farm�cia, por favor?

- Claro, mam�e. - E n�o se apresse, meu filho.

A senhorita e eu temos muito o que conversar.

Agora podemos conversar livremente, senhorita.

Phillipe n�o vai demorar muito, ent�o irei direto ao ponto.

N�o gosto de voc�.

Sinto muito.

Quer se casar com ele.

- Ele quer casar comigo. - Voc� o ama?

Com todo meu cora��o. Ele � um bom homem e um bom qu�mico.

Acho que ele � desperdi�ado aqui em Beauvais. Poderia fazer grandes coisas.

Ele n�o vai sair de Beauvais. N�o vai se casar com voc�.

Esque�a seus planos.

Por que, senhora? Por que quer que ele seja um cachorro de colo?

Sabe, for��-lo a escolher entre o seu colo e o meu,

acredite, ele escolher� o meu.

Como se atreve a falar comigo assim?

- Pare com isso. - Minhas p�lulas.

Minhas p�lulas!

Na mesa. Minhas p�lulas...

Denise cuidava da velha senhora

como Florence Nightingale, tentando uma promo��o.

Mas no fundo do seu cora��o, a mam�e sabia que estava perdida,

e n�o havia muito sentido em lutar com Denise.

De qualquer forma, algumas semanas depois, a mam�e expirou,

e passou educadamente para o al�m.

Como pode imaginar, Denise derramou l�grimas do tamanho das nozes.

Com a m�e 7 palmos abaixo, ela se dedicou a ca�ar Phillipe com toda a intensidade.

Ela o teve no altar antes que ele se desse conta.

Ele derreteu como sorvete sob um ma�arico.

Ah! � bom te ver.

Ent�o, agora, Jacques era empregado de Denise tamb�m,

e presumivelmente ordenaria que a beijasse.

Ent�o, os rec�m-casados se estabeleceram

numa emocionante vida de laxantes e sprays nasais.

Contas, contas, contas.

Ah, Nova York! Uma carta da minha irm� Marie.

- Como ela �? - Ador�vel. Muito mais nova que eu.

Voc� a adoraria.

O que ela diz?

Ela deseja conhec�-la.

Lamenta muito que perdeu o funeral de mam�e,

mas n�o podia pagar a passagem.

Pensei que todos fossem ricos na Am�rica.

N�o professores de franc�s, aparentemente.

A capacidade de ganhar dinheiro n�o funciona na nossa fam�lia.

Phillipe, poderia.

Ainda est� perseguindo esses sonhos bobos.

N�o s�o sonhos. H� uma fortuna a ser feita de cosm�ticos.

N�o � t�o f�cil.

Phillipe, voc� poderia me ajudar.

Poder�amos engarrafar alguma coisa, s� para ver como seria vendida.

O segredo est� na apar�ncia.

Enquanto a embalagem parecer cara, ningu�m se importar� com o que est� dentro.

Isso n�o � honesto.

Phillipe, tudo que estou pedindo

� que tentemos construir um neg�cio que signifique algo.

A farm�cia est� em nossa fam�lia h� tr�s gera��es.

Sim, eu sei. Mas quero algo melhor para voc�.

Voc� � t�o inteligente.

N�o poderia analisar alguns dos cosm�ticos que temos aqui,

e depois deixar-me tentar fazer o meu pr�prio?

Por favor, Phillipe.

S� para me agradar.

Quando Denise usava esse tom de voz, ela conseguia o que queria.

Phillipe inventou algumas f�rmulas,

e Denise convenceu Jacques para que trabalhasse � noite.

Jacques podia ter outras ideias, mas Denise s� pensava nos neg�cios.

- 200... - J� passa das onze. N�o podemos parar?

Est� bem. Se eu pudesse pagar a embalagem certa.

Caixa de couro branco com forro de cetim rosa.

Onde aprendeu tudo isso sobre custos e embalagem?

Existem livros em Paris. Paris lidera o mundo nesse tipo de coisa.

E quer liderar o mundo tamb�m, hein?

Pode rir disso agora. Admito que � pat�tico.

Mas estou no caminho.

Meu dia chegar�.

Todo esse dinheiro para uma p�gina em uma revista?

Temos que anunciar.

Mas Denise! "Dreemicreme", soa um nome t�o bobo.

Parece americano para os franceses e franc�s para os americanos.

Que diferen�a faz o que parece aos americanos?

Phillipe, vou expandir.

Vou vender produtos Denise Dumont em todo o mundo.

Denise cumpriu sua palavra. Ela se espalhou como uma peste bub�nica.

Coisas para fazer uma garota linda, sedutora,

mais cabelos, menos cabelos, mais magra ou mais gorda,

ou a atra��o da festa.

Gastou uma fortuna em publicidade,

e com uma combina��o de intelig�ncia e crueldade,

empurrou seus produtos em todo o mundo.

O escrit�rio de Nova York foi decorado em estilo Lu�s XV.

O escrit�rio de Paris foi decorado no estilo Hollywood.

Denise adquiriu uma equipe de 300 pessoas."

Agentes de publicidade, gerentes de promo��o, os trabalhadores.

O trato que dava ao pessoal

teria feito um operador de mina de sal cartagin�s chorar de inveja.

Sr. McGowan, pode escrever os an�ncios americanos.

Quanto tempo antes que eu possa ter uma an�lise da campanha inteira?

- Diria uma semana. - Bem, isso � tudo, ent�o.

Diga-me, est� ocupado o tempo todo?

Estou preparado para fazer qualquer sacrif�cio pelos meus clientes.

Tenho certeza.

E se precisar de mim para qualquer coisa, estou no "Raphael".

- Adeus. - Adeus.

Adeus, Sr. Dumont.

- Vai telefonar para ele? - Provavelmente.

- N�o tem vergonha? - Nenhuma.

Fico feliz que mam�e n�o esteja viva para ver isso.

N�o est� mais feliz do que eu.

Eu a pro�bo de falar de mam�e assim!

Voc� pro�be?

� remotamente poss�vel que se considere chefe por aqui?

O que voc� fez para construir esse neg�cio?

N�o vou brigar com voc�. Vamos conversar em casa... esta noite.

Espere!

Ginette, pe�a aos carregadores para subirem e retirarem a mesa do meu marido.

E ligue para o meu advogado e marque uma consulta para esta tarde.

E ligue para o "Raphael" e deixe uma mensagem para o Sr. McGowan me ligar.

O que isto significa?

Significa que voc� vai voltar para Beauvais e � farm�cia para sempre.

Voc� � exatamente o que sua m�e fez de voc�.

Um fraco, in�til, impotente e pretensioso chato.

N�o � bom como homem de neg�cios e n�o � bom como marido.

- Denise, por favor... - N�o � homem para reagir ou sair?

- N�o h� mais nada entre n�s? - Nada.

Agora saia do meu escrit�rio, da minha casa e da minha vida.

Entre.

Como de costume, quando Denise lutava, ela vencia.

Phillipe n�o foi bem sucedido.

Voltou a Beauvais como um homem doente e abatido.

Denise estava sozinha agora, rica, famosa e no topo do mundo.

Alfredo, quem � esse homem com David Stern?

- N�o sei, querida. - Muito obrigado.

Ele � bem fascinante.

N�o sei porque deveria olhar para outro homem quando eu sou t�o bonito!

- Quer apostar como ela vem aqui? - Por que n�o deveria? Ela � sua amiga.

N�o, Simon. Voc� � a atra��o. Voc� ver�.

Alfredo, o lindo da mam�e est� se sentindo infeliz.

- Eu o levarei. - Sim.

Dave! Que bom v�-lo de novo! Parece anos e est� t�o bem.

- Denise. - N�o sabia que almo�ava aqui.

Denise, posso apresentar um velho amigo?

Sr. Simon Tombs, Sra. Denise Dumont.

- Senhora. - Como vai?

Simon � um velho amigo, s� visitando Paris.

Sr. Tombs, como o invejo!

Sabe, n�s pobres almas que vivemos em Paris nunca a vemos.

- Vai ficar aqui por muito tempo? - Duas ou tr�s semanas.

- Onde est� hospedado? - No "Reserve".

David, devemos entret�-lo. Ligue-me e arranjaremos alguma coisa.

- Eu adoraria. - Voc� � muito gentil.

De modo nenhum. Qualquer amigo de David � um amigo meu.

Bom ter te conhecido.

- Est� bem, qual � a ideia? - A conta, por favor.

- S� queria que a conhecesse. - Por que me apresentar como "Tombs"?

O nome Templar assusta as pessoas. E quero que se envolva.

Dave, Denise n�o � pior do que muitas outras mulheres de carreira implac�veis.

Ela superou o marido e se livrou dele.

Estou livre amanh� a partir das sete no ANJ 90-56.

Estar� ocupado esta tarde?

- N�o, particularmente. Por qu�? - Faremos uma pequena viagem a Beauvais.

David, sei que agiu de boa-f�, mas n�o deveria

ter contado ao Sr. Templar tudo isso.

Obrigado.

Imaginei que ele poderia ajudar. Ele � um amigo meu h� anos.

Est� na hora de algu�m cuidar de Denise.

Estou come�ando a concordar.

Perdoe minha irm�. Ela � impetuosa.

Estou furiosa. Denise est� chafurdando em

dinheiro e n�o podemos pagar nossas contas.

- As coisas est�o t�o ruins assim? - Marie exagera.

- Sr. Templar, n�o temos nada. - Temos nossa dignidade.

Isso n�o vai pagar as contas m�dicas. Phillipe est� doente e cansado.

O m�dico disse que ele deveria descansar ao sol por pelo menos seis meses.

- Falou com um advogado? - N�o adianta.

N�o, Denise se encarregou disso.

Estou um pouco cansado. Vai me desculpar, por favor?

Esses cremes e lo��es que Denise vende. Eles eram seus?

Trabalhamos neles juntos.

- Phillipe inventou todas as f�rmulas. - E Denise as roubou.

Ela n�o as roubou.

Phillipe confiou completamente em Denise. Ele assinou tudo o que ela pediu.

Ent�o, legalmente, n�o tem direito a nada.

Nada. Foi gentil da sua parte vir t�o longe.

E mais gentil de sua parte querer nos ajudar.

Lamento que tenha sido uma viagem t�o in�til.

Desculpe, mas a �nica maneira de conseguir dinheiro com Denise � pedir a ela.

- Devo ir v�-la? - N�o tem medo dela, n�o �?

- N�o, nunca a conheci. - Nunca?

N�o, estava na Am�rica at� depois que ela e Phillipe se divorciaram.

Mas irei v�-la. Vou me humilhar e implorar.

Calma!

- Se a senhora quiser reduzir sua cintura... - N�o quero que seja arrancada.

Sim, senhora.

- Quem quer que seja, n�o estou em casa. - Sim, senhora.

- Sim? - Gostaria de ver a Sra. Dumont.

- A senhora n�o est� aqui. - Quando ela vai voltar?

N�o fa�o ideia.

� muito importante. Uma quest�o familiar.

- Sou Marie Dumont, sua cunhada. - Bem, entre.

Vou dar uma olhada na agenda da senhora. Talvez possa lhe atender.

- Pode esperar aqui, por favor? - Obrigada.

- Quem era? - Marie Dumont.

- Disse que � sua cunhada. - Disse? Quer dizer que a deixou entrar?

- Ela vai ouvi-la. - Livre-se dela.

Senhora, n�o disse que estava em casa. Parece ser um assunto de fam�lia.

- Est� implorando para ser demitida. - Mas eu pensei...

N�o deve ser necess�rio gritar para que fa�a o que lhe � dito.

Sim, senhora.

N�o estou em casa esta noite e menos ainda para Marie Dumont.

Sim, senhora. O que devo dizer a ela?

Diga que fui � Nova York, que estou morta, mas me livre dela.

Sim, senhora.

- Senhorita, me arrependo... - Sim, ouvi.

Sinto muit�ssimo.

- Teve sorte? - N�o. Ela nem me viu.

- Acho que chegou a hora, ent�o. - Para qu�?

Para ensinar uma li��o � Denise. Tenho um encontro com ela amanh� � noite.

Que noite ador�vel!

Exceto pelo calor. Nunca me lembro de Paris sendo t�o quente.

Nem eu.

- O que posso lhe oferecer? - O que preferir.

Simon, gosta um pouco de mim, n�o �?

N�o, eu a odeio.

Eu sei.

Sirva algumas bebidas, sim?

- Pegue o roup�o de chiffon. - Sim, senhora.

Vou querer uma massagem hoje � noite, ent�o � melhor me esperar.

- Mas, senhora, j� passa da meia-noite. - E da�?

Estou bastante cansada e tenho um pouco de dor de cabe�a.

- � melhor ir para casa, n�o �? - Obrigada, senhora.

- N�o se incomode em voltar. - Senhora?

Pediu por isso h� semanas. Est� dispensada. Demitida.

Mas fiz todo o poss�vel.

Sim, e o seu melhor n�o � bom o suficiente. Empacote e saia.

- Bem! - Gosta disso?

� lindo.

Agora...

- conte-me mais sobre voc�. - Prefiro falar de voc�.

- Estive falando a noite toda. - Sim, mas � fascinante.

Uma mulher t�o linda quanto voc�, controlando um imp�rio.

- � dif�cil de acreditar. - Trabalhei duro.

- N�o se sente sozinha? - Sim, com frequ�ncia.

Sinto muito.

Quando era muito jovem, me casei com um homem que era, bem... sem esperan�a.

Ele era fraco, sempre b�bado, quase constantemente infiel.

Poderia lhe dar a Companhia. Preferiria muito mais ser esposa do que executiva.

Se ele me desse pouco de amor, um pouco de considera��o.

Suponho que confio demais.

Sim, posso dizer pelos seus olhos.

- Adeus, senhora. - Adeus, Mathilde.

- E obrigada por tudo. - N�o h� de que.

- Onde ela vai? O Polo Norte? - Ela est� me deixando.

Por que?

A m�e dela est� doente e Mathilde tem que cuidar dela.

� terr�vel ficar sem uma empregada, mas n�o posso ficar em seu caminho.

Afinal, � preciso cuidar da fam�lia.

As f�rmulas que Phillipe trabalhou ao longo dos anos, nenhuma serviu?

Ah, sim, s�o todas maravilhosas. Cada uma delas.

Qual � essa? Oh, sim, o polon�s prateado. � soberbo.

Mas existem 50 marcas no mercado e nenhum fabricante se interessa.

Este � um xampu que ele fez para Denise. Ela fez uma fortuna com isso.

E Simon, ele n�o est� bem. Simplesmente tem que descansar.

- Marie, o que � isso? - Um repelente de insetos.

- Funciona? - Cem por cento.

- Por que ele n�o vende? - Tem um leve odor.

Poderia ser disfar�ado com perfume?

Isso n�o � problema, mas esse material, Ethyhexam, custa 1.000 francos por litro.

200 d�lares por litro.

H� marcas competitivas que s�o quase t�o boas e que vendem por cinco francos.

Phillipe nunca fez nada realmente pr�tico em sua vida.

- Marie, tenho uma ideia. - O que?

Bem, vou precisar da sua coopera��o.

Mas seis semanas atr�s, combinou isso comigo.

Sim, mas mudei de ideia. Leve outra pessoa.

Nestas horas, quem iria?

Sua m�e, um motorista de t�xi, qualquer pessoa.

N�o. N�o gosto deste tratamento.

Aqui est�o 100 francos. Agora, v� embora.

N�o. E nada me far� mudar de ideia.

200.

Eu vou.

Simon. Ol�.

- Denise. - O conde estava saindo.

Prefere ele a mim? Fant�stico!

- Voc� � um homem delicioso. - Seja cuidadosa. Vai ter indigest�o.

H� apenas um problema. Est� come�ando a interferir no meu trabalho.

� bom fugir dos neg�cios, de vez em quando.

� prop�sito, encontrou alguma empregada?

N�o, entrevistei d�zias. Todas idiotas completas.

Acontece que conhe�o algu�m que � excepcional.

- Ela est� realmente dispon�vel? - Dispon�vel e disposta.

Poderia pedir que ela ligasse no escrit�rio, se estiver interessada.

Fascinante! Como ela �?

Trabalha como um cavalo e n�o d� a m�nima para o hor�rio.

- Qual � o problema? Ela � uma incendi�ria? - Ela � quieta, agrad�vel e eficiente.

Bem, � melhor dizer a ela para entrar em contato. Estou desesperada.

- Considere isso feito. Bem, devo ir-me. - Querido, n�o h� pressa.

- Tenho que pegar um avi�o de manh�. - Onde voc� vai?

Para Londres. Voltarei em 36 horas.

Tenho que ver alguns fabricantes de p�lulas deprimentes.

- N�o esque�a que temos um encontro, hein? - N�o.

Que fabricantes de p�lulas deprimentes?

Eles est�o interessados em uma p�lula que quero comercializar.

- Qual p�lula? - Nunca misturo neg�cios com prazer.

� como misturar champanhe com vinagre. Vamos ser todo champanhe.

Quem vai ver? Conhe�o muitas pessoas no neg�cio.

- Posso lhe dar uma bebida? - Obrigada.

�... � espec�fico ou...?

Cresce as verrugas. Tome duas d�zias e pare�a um sapo.

- N�o fique com raiva. - Ent�o n�o fale de neg�cios.

S� quero ajudar. Diga-me quem ver�, posso ser capaz de falar com ele.

Denise, minha querida, n�o preciso da sua ajuda,

e n�o quero falar de neg�cios.

Pe�o desculpas. Sou grosseira e vulgar

e estou profundamente envergonhada de mim mesma.

Est� perdoada.

Mas por que? Para que seguir este Sr. Tombs em Londres?

Ele vai conhecer alguns fabricantes de medicamentos muito importantes.

- Ele toma drogas? - Alfredo!

Ou�a, v� at� o "Reserve" e espere por ele.

- Quando ele sair, siga-o. Compreende? - Sigo-o.

Quando ele entrar no avi�o, voc� entrar� no avi�o.

E quando ele sair, eu saio.

Maravilhoso. Tudo que quero � o nome da Companhia. Entende?

Entre.

Sra. Dumont, a Srta. Videau veio v�-la.

- Nunca ouvi falar dela. - Uma empregada.

O Sr. Tombs pediu a ela que ligasse para voc�.

Est� bem, mande-a entrar.

Entendeu, Alfredo?

200 francos por dia, mais despesas para o

nome de quem quer que o Sr. Tombs encontre em Londres.

Quando descobrir, me telefone. Agora entende?

400 francos por dia.

Muito bem, 400 francos. Mas sem erros.

N�o se preocupe, querida, sou o grande detetive.

Vou venc�-lo em seu pr�prio jogo.

Entre. Eu vou.

- Srta. Videau? - Sim, senhora.

� uma grande honra conhec�-la.

Simon, acha que podemos nos safar disso?

At� eu sou for�ado a admitir que � bem dif�cil. Mas vale a pena tentar.

- O ponto �, Denise confia em voc�? - Acho que sim.

Ontem � noite, ela disse que eu era a melhor empregada que ela j� teve.

Ent�o n�o temos nada para nos preocupar.

� Dave.

- Entre. - Bom dia, Simon. Ol�, Marie.

- H� algo suspeito acontecendo. - O que?

O conde est� l� embaixo, agindo como Sherlock Holmes,

fingindo ler um jornal e espiando pela borda.

- Ele n�o poderia ser mais �bvio. - O que acha que ele est� fazendo?

Talvez Denise suspeite de alguma coisa.

Ela poderia ter descoberto que n�o vou a Londres.

- E p�s o conde para segui-lo. - Isso poderia arruinar os planos.

Dave, voc� e eu vamos colocar o conde fora de circula��o por 36 horas.

Sherlock Holmes ainda est� na nossa cola?

Sim. N�o torne isso muito dif�cil para ele.

- Socorro! Pol�cia! Assassinato! - Cale a boca!

Nunca na minha vida fui t�o humilhado.

- Desculpe, conde. - Denise disse para me seguir?

Em Londres. Para descobrir para quem voc� vender� essa p�lula.

- Ela est� viciada. - Ela quer por si mesma.

E ela vai conseguir. Boa sorte.

... projetando seus n�meros nos �ltimos seis meses,

e dando-me custos separados no envio e embalagem.

- Isso � tudo. - Sim, senhora.

Ali�s, n�o houve liga��o de Londres?

N�o, senhora.

Certo, isso � tudo.

Querido, voc� voltou.

- Estou interrompendo? - N�o, eu terminei. Como foi Londres?

Quente, sem gra�a, mas lucrativo. A Srta. Videau entrou em contato?

Sim, e eu a empreguei imediatamente. N�o posso lhe agradecer o suficiente.

�timo. Ainda temos um encontro hoje � noite?

Estava contando com isso.

E como est�o seus fabricantes de p�lulas?

L�gubres mas generosos.

Se eu peg�-la �s sete, dar� tempo para estar relaxada e bonita?

Apanhe-me �s 7:30 e serei especialmente fascinante.

Conhece bem o Sr. Tombs?

N�o, senhora. Ele era amigo das pessoas para quem trabalhei por �ltimo.

O que ele realmente faz? Como modo de vida?

Acredito que ele tem muitos neg�cios. � muito rico.

- Que horas s�o? - 18:30hs

J� � o suficiente de massagem. Prepare meu banho, sim?

Sim, senhora. Deixe-me ver se me lembro.

Uma x�cara de sais, duas c�psulas de banho e dez gotas de perfume.

- Voc� aprende r�pido. - Eu tento, senhora.

Mas � f�cil trabalhar para uma mulher t�o bonita quanto a senhora.

� muito am�vel.

- Ol�, Therese. - Boa noite, Sr. Tombs.

- Como est� se dando? - Acho que a senhora est� satisfeita.

A senhora est� encantada. Sirva-se de uma bebida, Simon. Vou sair em um momento.

Obrigado, Denise.

Oi, conde. Pronto para jantar?

Estou morrendo de fome.

- Gostaria de uma bebida primeiro? - Se for poss�vel, um coquetel de gim.

� poss�vel. N�o v� embora, hein?

- Obrigada. - N�o h� de que.

Algum divertimento em Londres?

- Nenhum. - Mentiroso.

- Eu juro. - Reservei uma mesa no "Le Tour d'Argent".

- N�o. - N�o?

N�o, tenho outros planos. Algo rom�ntico, id�lico, lindo.

- Ocorreu-me no avi�o. - Conte mais.

- Um piquenique. - Um piquenique. Nessas roupas?

N�o � um piquenique comum.

N�o, n�o ter� areia nos sandu�ches ou formigas nas cervejas.

Sim, isso resume tudo.

N�o, tenho caviar, sopa de legumes, camar�o em calda cremosa,

fais�o com trufas e champanhe.

C�us!

A melhor m�sica do mundo pela melhor orquestra, gravada, claro,

um belo local perto da �gua em Versalhes,

uma lua cheia, uma noite l�nguida...

e eu.

E os mosquitos. Seremos comidos vivos.

N�o, cuidei disso tamb�m.

Aqui, tome uma.

- Para qu�? - Fa�a o que eu digo. Tome uma.

- Bem, o que � isso? - Com o que se parece?

- Uma p�lula. - � uma garota esperta. Agora tome uma.

O que isso far� comigo?

- Isso vai deix�-la louca de paix�o. - N�o, � s�rio.

Voc� vai tomar uma?

- N�o, obrigada. - Est� bem.

Siga seu l�der.

Bem, tem sido uma vida alegre e ocupada.

Acorde, conde. Hora da bebida.

Conde!

Simon, estou morrendo de curiosidade. O que essa p�lula far� comigo?

Agora est� absolutamente imune a picadas de mosquitos, moscas,

besouros, insetos e todas as outras criaturas aladas por 24 horas.

Simon, voc� � maluco.

Meu pr�prio departamento de pesquisa est� trabalhando em um repelente h� anos.

E eles v�m com uma variedade de �leos fedorentos e pegajosos.

Que saem nas camas, roupas e toalhas.

Este n�o.

Desculpe, n�o posso comprar.

Londres sim.

- Est� falando s�rio? - Muito.

- Eles testaram isso? - Claro.

- E isso funciona? - Sim.

Bem, o que tem dentro?

N�o fa�o ideia.

Mas meus pr�prios qu�micos experimentaram tudo. Quem est� com voc�?

H� quanto tempo est� nisso? Qual � a sua f�rmula?

Denise, eu lhe disse antes, n�o gosto de falar de neg�cios.

Eu me recuso a deixar este apartamento at� que tenha me contado tudo.

- � uma mulher persistente. - Muito. Agora me diga.

- Mais alguma soda? - Claro. Comece do come�o.

Est� bem. Meu pai era um explorador, principalmente nas selvas da Am�rica do Sul.

Informe a senhora que estou aqui pessoalmente.

Desculpe-me, mas a senhora est� fora esta noite.

Ent�o... o enredo est� ficando mais pesado. Est� nisso tamb�m.

Vou consertar.

Therese!

- Eu toquei. - Sinto muito, senhora.

- Um sif�o de soda da cozinha. - Imediatamente, madame.

Ent�o, continue. Seu pai explorou a Amaz�nia.

Sim. Ele se perguntou como os nativos poderiam viver nus na selva

com insetos que deixariam um homem branco desprotegido louco em horas.

Eles n�o s�o imunes?

N�o, n�o naturalmente, ent�o ele procurou pela resposta.

E encontrou?

- Em qu�? - Uma noz.

Est� brincando.

N�o, estou falando s�rio.

Investiu uma fortuna desenvolvendo isso. E isso funciona 100%. Voc� ver�.

- O que � essa correria fren�tica? - Estou ansioso para provar meu ponto.

- Disse que queria outra bebida. - Mudei de ideia.

- N�o me espere, Therese. - Obrigada, senhora.

O conde chegou. Bati na cabe�a dele e o coloquei no quarto.

- Divirtam-se. - N�o vou garantir, mas vamos tentar.

- Boa noite, Therese. - Boa noite.

Pol�cia?

- Rom�ntico, n�o �? - Sim, se n�o for mordida at� a morte.

Voc� n�o vai.

Devo dizer que voc� teve muito trabalho.

- Quer se sentar? - Com prazer.

Ent�o voc� foi � Amaz�nia e encontrou esta �rvore?

Sim, h� cerca de um ano.

Papai havia escrito para mim sobre isso,

ent�o comi algumas nozes e elas funcionaram.

Nenhum inseto teria nada a ver comigo.

Pode me colocar nessa lista tamb�m se n�o funcionar.

- Caviar? - Ador�vel.

- J� foi mordida? - N�o. N�o, � incr�vel.

E existem milh�es de insetos. Escute-os.

Trilh�es deles.

Tem um ligeiro odor?

Nenhum que at� mesmo seu melhor amigo pudesse detectar.

Mas para um inseto...

- Qual � o nome dessa �rvore? - N�o fa�o ideia.

Tinha cinco toneladas de nozes descascadas e marteladas por trabalho nativo,

depois enviadas para o porto de Bel�m.

Espere, a m�sica.

Tenho 500 sacos do estoque em um armaz�m.

Brahms ou Beethoven?

Quem faz essas p�lulas para voc�?

Est� bem, Brahms.

Por favor, conte-me.

Trouxe de volta alguns quilos comigo, e um amigo farmac�utico fez as f�rmulas.

Percebe como um produto como este poderia ser explorado?

Champanhe?

Percebe?

A sua marca.

Simon, poderia fazer uma fortuna.

Agora, Denise, por favor, sem mais neg�cios.

O jantar est� prestes a ser servido.

Eu, um ladr�o? � uma mentira, tudo isso.

- Ele me atacou. - N�o se preocupe.

Sou inocente. Sou o conde Alfredo de Leenenze de...

Ligue para o Embaixador imediatamente!

- Conhaque? - Sim.

Mas essa Companhia de Londres lhe deu um bom neg�cio?

� 25.000 para os direitos exclusivos de fabrica��o na Europa.

- Desde que n�o haja nenhuma obstru��o. - Obstru��o?

O presidente da Companhia est� de f�rias. O acordo precisa de sua aprova��o.

Seu caf� est� quente?

Sim. Mas pare de falar sobre comida o tempo todo.

- Quando vai conseguir esta aprova��o? - Acho que ele volta amanh�.

Amanh�? Por que n�o ficou para finalizar o acordo?

Porque tinha um encontro com voc�.

- A voc�. - Voc� � muito louco!

Voc� est� fora de si.

- N�o � t�o ruim assim. - Eles est�o lhe roubando.

Sou uma fabricante de p�lulas e por isso eu sei.

Vou dobrar a oferta deles agora mesmo.

- Voc� vai o que? - Que tal isso?

Denise, dei minha palavra.

- Eles n�o deram as deles. - Praticamente.

- Nada foi assinado, n�o �? - Bem, n�o, mas...

Eles poderiam voltar atr�s amanh� sem lhe pagar um centavo.

Se eles n�o podem fechar um acordo porque seu presidente est� de f�rias,

- � culpa deles, n�o sua. - Acho que tem raz�o.

Envie-lhes um telegrama esta noite. Diga-lhes que o acordo est� cancelado.

Suponha que acorde de manh� e decida que cometeu um erro.

Vai me dizer que o neg�cio est� cancelado?

Voc� n�o me conhece muito bem.

N�o � que eu n�o confie em voc�, � s� que j� lhe disse 50 vezes esta noite,

n�o gosto de misturar neg�cios com prazer.

Bem, adoro isso.

E para provar meu ponto, aqui est� meu cheque de 650.000 francos.

Saque-o pela manh�,

em seguida, conecte seu pessoal em Londres e diga que o acordo est� cancelado.

Querida, tem certeza de que quer fazer isso?

Absolutamente.

Muito bem, � um acordo.

Tudo bem! Tudo bem, j� vou, j� vou.

- Alfredo, onde esteve? - Passei a noite na cadeia.

E voc�, a grande Sra. Dumont, foi enganada.

Suas passagens de avi�o, reservas de hotel

e uma carta de cr�dito para 650.000 francos.

N�o posso acreditar. Por que Denise deveria pagar

tanto dinheiro por um repelente de insetos?

- Ela acha isso fant�stico. - E que ela pode ganhar dinheiro com isso.

Ela realmente experimentou isso?

Sim, a noite passada. Marie colocou seu �leo de banho,

sua col�nia, seu perfume e seu �leo de massagem.

Funcionou perfeitamente.

Temos que sair agora ou perderemos o avi�o.

- Adeus, Marie. Boa viagem. - Adeus. Muito obrigado.

Denise tem uma ideia de coloc�-lo em comprimidos.

Comprimidos? Ela deve estar louca!

- Adeus, David. - Adeus, Marie.

Louca? Tenho um palpite que ela �.

Ent�o peguei seu cheque e dei o dinheiro para Phillipe.

- Vou mat�-lo. - Vamos, Denise.

650.000 francos n�o significam muito para voc�.

E isso significa muito para Phillipe.

Al�m disso, voc� ficou rica com suas f�rmulas.

- Vou process�-lo! - Voc� perderia.

- Vou te colocar na cadeia. - N�o pode.

- N�o t�nhamos contrato. - Traidor!

Tudo o que fez foi assinar um cheque por seu pr�prio livre-arb�trio ganancioso.

- Traidor! Mentiroso! - Estava tentando fraudar algu�m.

- Voc� � um miser�vel... - Vamos, Denise!

Por que n�o toma um pouco do seu pr�prio rem�dio?

� um rem�dio muito bom.

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