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Zulu
Obrigado.
Voc� n�o esperaria encontrar inseguran�a
em uma cidade bonita como esta.
Buenos Aires � uma cidade linda. � a Paris da Am�rica do Sul.
Mas voc� tem a sensa��o de que as pessoas est�o nervosas.
Talvez seja porque ainda est�o convalescendo da ditadura.
Veja aquele homenzinho ali.
Quase se pode ouvir seu sistema nervoso zumbindo.
- Senhor, por favor. Troca? - Troco? Acho que n�o.
- Um peso para o telefone. - Estamos com sorte.
Oh, madre!
Agora.
Essa � a conversa telef�nica mais curta que j� ouvi.
- Uma palavra. Ahora. Agora. - Eu lhe devo um peso, senhor.
Esque�a. N�o tenho troco.
Senhor, uma d�vida � uma d�vida. Onde est� hospedado, por favor?
- No C�rdoba Palas. - Qual � o seu nome?
- N�o vale a pena, por favor. - Ah, n�o, senhor. Eu insisto.
Est� bem. Meu nome � Templar.
Simon Templar.
O SANTO
S02E18 - A Matrona Rom�ntica
Legenda por Susanawho
Passando pelo ponto de verifica��o. C�mbio.
O carro blindado foi carregado da forma usual?
Sim, Inspetor, por dois dos guardas mais confi�veis do Banco.
- Est�o sendo interrogados? - Est�o detidos.
N�o h� provas de que eles estavam envolvidos.
- O carro saiu do Banco a que horas? - �s 10:20 da manh�.
- E tomou o caminho normal? - Sim, senhor.
Ele atingiu o campo aberto em cerca de 11:25hs.
- E entrou no t�nel quando? - Estimamos �s 11:47hs.
Ent�o...
Um milh�o de d�lares em ouro.
� dif�cil de transportar. N�o pode simplesmente evaporar.
Foi brilhantemente organizado, senhor.
- E os guardas? - Ainda inconscientes.
- Qual foi o g�s? - Cloro.
Investigue cada fornecedor de cloro. Traga uma lista de vendas deste m�s.
Sim, senhor.
Alerte todas os portos. Dobre a seguran�a.
Quero que todos os funcion�rios da alf�ndega sejam notificados imediatamente.
- Coloque homens extras em cada terminal. - Sim, senhor.
A maneira �bvia de contrabandear essa quantidade de ouro � por barco.
Vigil�ncia especial �s docas.
- Imediatamente, senhor. - E Capit�o... quero esses homens.
ROUBO OUSADO EM T�NEL CARRO BLINDADO ROUBADO
Boa tarde, senhora.
- Consegui! - O que, senhora?
Vir da doca para o hotel sem me perder.
� a Sra. Carrington! A senhora americana que viaja de auto pelo mar.
Louco, n�o �?
- Vai se registrar, senhora? - � claro.
Chico?
- Qualquer lugar serve. - Obrigado, senhora.
Isso � um fardo para uma crian�a do seu tamanho.
- Fala ingl�s? - Sim, senhora. Quando tenho f�lego.
Estudo ingl�s para trabalhar em Nova York algum dia.
- A senhora � de l�? - Prewisburg, Indiana.
Ouviu falar?
N�o, mas estou estudando Geografia, tamb�m.
- Eu tamb�m. - � a sua primeira visita a Buenos Aires?
Minha primeira visita em qualquer lugar.
Tome. O porteiro tem as chaves do meu carro.
Eu as pegarei imediatamente, senhora.
A senhora � muito am�vel.
Bem, obrigada. Voc� � muito am�vel tamb�m.
Obrigado.
Mama mia!
- Gosta da Sra. Carrington, Chico? - Que mulher!
- Que carro. - Obrigado.
- Bom dia. - Senhor.
Quem � o dono do carro com a placa de Indiana?
- O Pontiac? - Sim.
- A Sra. Carrington. Quarto 1082. - Obrigado.
- Carro muito caro, n�o �, senhor? - Temo que sim.
Sra. Carrington, n�o posso lhe dizer o quanto lamento.
Estava estacionando ao lado e minha m�o escorregou no volante.
Fui descuidado e desejo assumir toda a responsabilidade.
- Qu�o ruim � isso, senhor... - Venino. Ramon Venino.
O p�ra-choque dianteiro est� muito amassado e, claro, o p�ra-choque est� solto.
� claro.
Por favor, eu lhe imploro.
Desculpe. S� faz um m�s que o comprei.
Eu o embarquei de Nova York para poder dirigir pela Argentina.
Agora, nem me instalei e estou encalhada.
Se me deixar pegar a chave, levarei seu carro para uma oficina que conhe�o.
Eu o trarei de volta em algumas horas.
- T�o r�pido? - Sim.
- Pode ser levado at� l�? - Certamente. N�o � t�o s�rio.
Preferiria levar eu mesma.
Como desejar.
Mas a incomodei o suficiente.
Acidentes acontecer�o. Onde fica essa oficina?
Senhora, eu mesmo vou lhe guiar.
Um momento.
- Bom dia. - Sr. Venino!
Seu carro est� no estacionamento.
- A oficina me disse... - Eles entregariam. Eu sei.
Mas queria ter certeza de que est� satisfeita antes de eu pagar a conta.
- Bem, entre. - Obrigado.
- Eles consertaram tudo? - Perfeito.
- Por favor, venha e examine. - Est� bem.
Lamento ter causado esse inconveniente.
N�o foi t�o inconveniente.
N�o, mas lamento que tenhamos nos conhecido assim.
N�o posso esperar encontr�-la de novo
sem que pense mal de mim.
Sr. Venino, tem sido perfeitamente encantador com essa coisa toda.
Se todos que sofressem um acidente fossem t�o corteses quanto voc�...
� muito gentil. Mas eu gostaria de lhe mostrar Buenos Aires.
Acho que minha cidade � a mais agrad�vel da Am�rica do Sul.
Mas tenho sido t�o desajeitado que agora nem podemos ser amigos.
Isso � tolice. Por que n�o poder�amos ser amigos?
- Poderia precisar de um guia. - Qu� maravilloso!
- Por onde come�amos? - � a sua cidade.
- Vou ganhar! - N�o apostou o suficiente.
Nunca fui a uma corrida de barcos.
�s vezes, na grande regata de agosto, temos 90 barcos.
� mesmo?
- Ramon. - Sim?
Aqueles dois homens ali.
Eu os vi ontem no hip�dromo.
- Sim, os viu. - Eles est�o nos seguindo?
N�s, n�o, Beryl. Eles est�o me seguindo.
Por qu�?
- Por que o que? - Por que est�o lhe seguindo?
Por favor, Beryl. N�o fa�a perguntas. Vai estragar tudo.
- � assunto muito pessoal. - Sinto muito.
- � uma cidade muito pequena. - Prewisburg, Indiana.
Nasci, cresci e morei l� toda a minha vida,
al�m de algumas viagens para Nova York.
Deve ser um lugar muito bom, este Prewisburg, Indiana.
Linda, bonita, confort�vel e sem gra�a.
Eu me casei com meu namorado de escola secund�ria,
herdeiro da maior ind�stria da cidade.
Seu marido, o que ele fabrica?
Guarda-chuvas.
Voc� n�o se parece com um homem que usaria um guarda-chuva.
Mas se voc� tivesse um, seria um Carrington.
- Vou comprar um amanh�. - S�o bons guarda-chuvas.
E meu marido era um cara muito bom.
Gentil, honesto e generoso e...
t�o ma�ante quanto um guarda-chuva.
Querido Charles...
- N�o est� feliz com ele? - Estava confort�vel com ele.
Ele morreu?
Faz dois anos.
Um bom e honesto caso de pneumonia lobar.
Que l�stima.Tr�gico. T�o jovem.
Trinta e quatro anos.
N�o consegui entender por um tempo.
Ent�o, quando superei o choque e passou tudo,
comecei a perceber o qu�o comum e tediosa minha vida inteira tinha sido.
Depois de um ano e meio, comecei a sonhar com aventuras reais.
Para continuar me divertindo, cantarolando. Passeios ao mar e al�m do mar.
Para todos os lugares distantes...
com nomes que soam estranhos.
- Ent�o aqui estou. - E estou feliz.
- Eu tamb�m estou. - Voc� est� se divertindo?
Ramon, esta foi a semana mais maravilhosa da minha vida inteira.
E para mim.
Estou muito feliz por t�-la conhecido.
- S�o os mesmos dois homens. - Sim. Deixe-me lev�-la ao seu hotel.
O que h�? Por que est�o lhe seguindo?
Por favor. Vamos. Pronto
Obrigado.
Senhor, adicionamos uma gota disso...
e muito pouco disso.
Acrescentamos uma cereja e uma azeitona.
Mexa assim.
Ahora, se�or. Cortesia da casa.
Sa�de.
� forte.
- Obrigado! � da minha inven��o! - Como voc� chama isso?
- Vingan�a de Peron? - Como, senhor?
Simon Templar, por favor.
Aqui, Chico.
Um momento.
Obrigado, senhor.
Essa � a d�vida mais cara que j� recebi.
Um homem me devia um peso e me pagou. Todos s�o honestos em Buenos Aires?
As pessoas t�m grande orgulho em quest�es financeiras, senhor, mas
quando s�o desonestas...
Como os bandidos que roubaram no t�nel.
- Li sobre isso. Usaram g�s, n�o �? - Roubado de um hospital.
Os homens do caminh�o blindado ficaram inconscientes.
Muito eficiente. Bem, Manuel, acho que vou levar isso para o jantar.
Sim, senhor. Ir� magnificamente com o polvo ensopado.
Sim. N�o havia pensado nisso.
Ele poderia ajud�-lo. Deve ter ouvido falar dele, Simon Templar.
Ningu�m pode me ajudar. Por favor, tente entender.
Como posso, se n�o vai me dizer nada?
Por que esses homens est�o lhe seguindo? Quem s�o eles? Est� com problemas?
Dos jerez. N�o posso contar a ningu�m.
Voc� pode me dizer.
- N�o tenho direito. - Por qu�?
Olha, Ramon. N�o sou uma pequena indefesa. Sou uma mulher agora.
E uma linda.
E uma amiga, espero.
Eu tamb�m espero.
Desde a semana passada, acho que nos conhecemos.
Sim. Foi uma semana maravilhosa. N�o vou estrag�-la.
Vai estragar tudo se n�o confiar em mim.
Querida Beryl, voc� parece �s vezes uma crian�a.
N�o, sinto muito. Mas � muito pessoal e privado.
N�o consigo explicar.
Por favor, me perdoe.
Aqui.
Salud.
- Boa noite, querida. - Entre um pouco. Por favor?
Ramon... � verdadeiro?
Sim. Para mim.
N�o � apenas passatempo?
N�o.
N�o posso acreditar.
Nunca pensei que isso iria acontecer comigo de novo.
- N�o vai. - Ramon?
N�o vou voltar a v�-la.
Mas por que?
Quero dizer, o que eu fiz?
Toda vez que est� comigo em p�blico, corre perigo tamb�m.
Perigo?
Boa noite, querida.
Fique com Deus.
Ramon, n�o pode simplesmente sair da minha vida.
- Sim, eu devo. - Mas por que? Por qu�?
Aqueles homens que me seguem... querem me matar.
Ramon!
Ramon, eu tive que vir.
- Como me achou? - Voc� me deu o n�mero do telefone.
O hotel pegou o endere�o. Tenho telefonado o dia todo.
- Por que n�o atendeu? - Beryl, por favor, v� embora.
- Por que est� em um lugar assim? - Estou me escondendo.
- Por qu�? - Porque n�o me atrevo a ir para casa!
N�o irei embora at� que me diga do que se trata. O que � que voc� fez?
Por que est�o lhe ca�ando?
- Fique aqui. - Ramon, voc� est� ferido.
� s� vidro. Devem t�-la seguido.
- Veio no seu carro? - Sim.
- Onde estacionou? - L� fora. Eu...
Como p�de?
Aqui � um pouco diferente de Prewisburg, Indiana.
Ramon, nunca houve ningu�m como voc� na minha vida antes.
Por favor, me diga do que se trata.
- Muito bem. Sou um anti-fascista. - Mas n�o � todo mundo?
Sou ativo nisso.
Voc� olha para o meu pa�s, esta bela cidade.
Acha que sa�mos da escurid�o para a luz.
N�o � verdade. Hoje, mais uma vez, a cr�tica � reacion�ria.
Durante meses, uma por uma, nossas liberdades foram tiradas de n�s.
Os homens que escolhemos para ser os l�deres
de nossa nova democracia nos tra�ram.
Os velhos males est�o de volta. Corrup��o, censura e a pol�cia secreta.
- Por que as pessoas toleram isso? - Querida, elas n�o sabem.
Mas h� muitos que querem lhes contar
- e ao mundo exterior. - Uma revolu��o?
A qual, oro a Deus, seja sem derramar sangue.
Simplesmente n�o entendo esse tipo de coisa.
Isso me faz sentir t�o indefesa e est�pida.
Querida Beryl, sou o l�der do que � chamado de movimento ilegal.
Existem muitos de n�s. Homens de influ�ncia e integridade.
Mas sou o �nico homem na Argentina que conhece todos eles.
Aqui h� uma lista completa de todos os nomes.
� por isso que estou sendo ca�ado.
� minha tarefa tirar isso do pa�s
e conseguir o apoio das na��es livres.
Vamos precisar de amigos e dinheiro.
Ent�o eu poderia ajud�-lo?
N�o entendo isso, mas sinto que o conhe�o
e sei que n�o faria nada mal ou errado.
Querida, � t�o boa.
Mas n�o. N�o posso deix�-la se envolver em algo t�o perigoso.
Mas Ramon...
quero estar envolvida.
Uma vez na vida, gostaria de fazer algo vital e importante.
Por favor, por favor, deixe-me ajud�-lo.
Est� bem.
D�-me as chaves do seu carro, por favor.
Obrigado. Pegue isso.
Leve para o seu hotel. Saia pela porta de tr�s.
V� at� a esquina e pegue um t�xi.
Quando escurecer, vou sair e levar o seu carro at� voc�.
- Entendeu? - Sim.
N�o diga nada, a ningu�m.
Ramon, o Simon Templar � o tipo de homem...
Ele � not�rio. Publicidade � a �ltima coisa que queremos.
- Compreende? - Sim.
Se n�o souber de mim at� a meia-noite,
abra a pasta e queime o que est� dentro.
- Est� claro? - Sim.
Ramon! Eu poderia tirar isso do pa�s.
Quem suspeitaria de uma vi�va de Prewisburg, Indiana?
� uma possibilidade.
Sem a lista, eu provavelmente poderia deixar o pa�s sozinho.
Sim! E me encontraria em Nova York. Conhe�o pessoas que ajudariam.
Vou pensar sobre isso.
Agora v�, por favor.
Ramon, estou feliz.
At� hoje � noite.
Sra. Carrington, espero que se sinta em casa em nossa cidade.
Sim.
Bom dia, senhora. Um aperitivo antes do almo�o?
Sherry, talvez?
N�o. Vou tomar um u�sque duplo com gelo, por favor.
Sirva outro.
- Bom dia, Manuel. - Bom dia, Sr. Templar.
O que quer beber?
Vou tomar um Manhattan. S�o mais ou menos como sua Vingan�a.
- Bom dia. - Sr. Templar, sou Beryl Carrington.
- Como vai, Beryl Carrington? - Estou com grandes problemas.
- Tenho que falar com voc� agora mesmo. - Continue.
- Aqui n�o. - Onde?
Minha su�te, 1082. Por favor, � terrivelmente urgente. Venha agora.
- Mas a senhora... - Foi para a su�te 1082.
Isso � tudo.
Ele ficaria furioso se soubesse que eu lhe disse.
Eu me senti corajosa com Ramon, mas quando cheguei aqui
e vi esses dois sujeitos me seguindo, perdi a coragem.
Percebi que estava carregando o destino de uma na��o numa pasta. Eu!
- Sim. Mas por que a envolveu? - Ele n�o queria.
Mas quando fui v�-lo, ele mais ou menos precisou.
Sra. Carrington, o que est� procurando? Aventura?
O que h� de errado nisso?
Nada. Fa�o isso o tempo todo. S� tenho mais experi�ncia do que voc�.
Vai me ajudar ou n�o?
Qual era o nome da rua? Calle Malaga?
N�mero 53, atr�s do Mercado.
- E o que quer que eu fa�a? - Cuide disso. Mantenha seguro.
- Est� trancado. Ele lhe deu uma chave? - N�o.
Sabe o que ele est� planejando fazer?
Quero dizer, � uma revolu��o turbulenta ou um puro assassinato?
Nem um ou outro! Ramon e seus amigos n�o s�o bandidos.
Ele est� ansioso para evitar derramamento de sangue.
Espera obter apoio estrangeiro,
ganhar a opini�o p�blica e fazer algum tipo de golpe.
Quando o ver�?
Esta noite. Se ele n�o aparecer, devo queimar o que est� na pasta.
Sra. Carrington, estima muito esse sujeito, n�o �?
Sr. Templar, n�o estou interessada em aventura latina,
se � isso a que se refere.
N�o quis dizer nada disso.
Quero dizer simplesmente: estima muito este senhor?
Sim. Parte de sua atra��o � sua coragem. O que ele representa.
Ent�o tudo o que quer que eu fa�a � guardar
isso at� meia-noite quando Ramon aparecer�.
Toda essa responsabilidade me apavora.
Se alguma coisa acontecer a voc�...
N�o se preocupe com nada. Cuidarei de tudo.
Sr. Templar.
Sr. Calvete, quer tomar uma bebida?
- Com prazer. - O que quer?
- Daiquiri. - Manuel, dois daiquiris.
Espero que encontre tudo satisfat�rio no Cordoba Palas.
Mais do que satisfat�rio. � um hotel excelente.
Obrigado.
- Estou impressionado com Buenos Aires. - �timo.
Como est� a economia?
Passar� algum tempo at� que o cr�dito externo possa se normalizar.
Como est� o desemprego?
Praticamente nenhum. A terra � rica em carne e gr�os.
Ningu�m passa fome na Argentina.
N�o li nenhuma cr�tica ao seu governo em seus jornais.
Percebem que o governo est� fazendo o melhor poss�vel com uma situa��o dif�cil.
Ainda estamos nos recuperando da ru�na provocada por Peron.
Mas as coisas se estabilizaram.
- Foi o que percebi. Salud. - Salud.
Ali�s, isso � importante. Posso coloc�-lo no cofre do hotel?
Claro. Vamos terminar nossa bebida, e se vier comigo,
- vou providenciar pessoalmente. - Obrigado.
- Onde est�? - Do que voc� est� falando?
- A Sra. Carrington deu para voc�. - N�s o queremos.
Vai acabar na cal�ada se n�o falar!
- Onde est� a pasta? - Est� no cofre do hotel.
O recibo est� no meu bolso.
Poderia pedir servi�o de quarto para fazer minha cama?
E mande o carregador subir.
Espere, Chico.
Pe�a para consertarem para mim.
Chame a pol�cia e diga que esses dois homens tentaram me roubar.
Est� saindo, senhor?
N�o, n�o se preocupe. Eles n�o ser�o nenhum problema por meia hora.
At� logo.
- Sra. Gomez, mora aqui? - Sim.
- N�o ouviu o tiro? - N�o.
- Onde est� o Sr. Venino agora? - Quem?
O homem que usava esse quarto.
Esse n�o era o nome dele, senhor.
Qual era o nome dele?
Esqueci. Eles v�m e v�o.
- Quando ele alugou o quarto? - Uma semana, talvez dez dias atr�s.
Mas ele n�o ocupou o quarto at� o dia antes de ontem.
Uma coisa que me intriga e que n�o entendo...
Insistiu que o telefone estivesse em seu quarto.
Mas quando ele veio aqui, o telefone tocou e tocou e tocou.
Ele nunca atendeu.
Entendo. Quando ele se mudou?
Logo depois que a dama americana foi embora.
- Ele pegou o carro dela? - Sim, senhor.
E ele foi sem pagar pela janela quebrada.
E sobre o aluguel?
Ele pagou antecipadamente?
Um m�s. Mas ele n�o pagou. O outro homem, ele pagou.
Que outro homem?
O homem da oficina, na Rua Boretta.
Ele fez a reserva. Ele � bem conhecido no distrito.
Uma oficina na Rua Boretta.
Obrigado.
Tem algu�m?
Boa tarde, senhor.
- Boa tarde. - Posso ajud�-lo?
Sim. Vim buscar o carro da Sra. Carrington.
Voc� tem autoriza��o?
Ligue para ela no Cordoba Palas. Ela vai confirmar.
Desde que voc� sugere, provavelmente n�o ser� necess�rio.
As chaves est�o no carro. Pegue.
Obrigado.
O Sr. Venino trouxe aqui para reparo.
Devo alguma coisa?
N�o. O Sr. Venino pagou.
- Senhor... - Obrigado. Isso ser� tudo.
- Leve-os embora. - Estarei no meu escrit�rio se precisar.
Chico, quero que preste aten��o ao que eu digo.
Sim, senhor.
Este Sr. Templar, disse para onde ia?
N�o, Inspetor.
Quero que fique de olho nele.
Avise-me no momento em que ele voltar.
N�o posso segurar os dois indiv�duos sem uma acusa��o dele.
Direi a ele, Inspetor.
S� para ter certeza de que ele entrar� em contato,
diga que estou levando o passaporte dele, sim?
Sim, Inspetor.
Assalto e tentativa de roubo a um homem como Templar.
H� muito mais do que isso.
Bernabe, conte-me o que aconteceu.
Desculpe, mas ele estava examinando o carro.
Estava?
- Voc� acha que...? - Quem sabe?
Acorde-o!
Acorde, senhor. Acorde!
Traga-o aqui. Quero falar com ele.
- Ele n�o pode ficar de p�. - Vamos.
L� em cima.
Templar, escute.
Casanova da Sra. Carrington.
- Escute! - Como posso recusar?
Estava examinando o carro da Sra. Carrington. Por qu�?
Eu me interesso pela mec�nica.
N�o desejo causar-lhe sofrimento.
- Por que est� interessado neste carro? - Pela mesma raz�o que voc�.
- Onde est� a pasta? - Eu n�o lembro.
Escute. Primeiro quebrarei seus dentes e depois seu cr�nio.
- Ent�o eu n�o me lembraria de nada. - Onde est�?
Todo esse alarido por uma pasta que vale 2.000 pesos.
Por que n�o compra uma nova?
- Voc� abriu. - Claro.
- Homem esperto, senhor. - Adivinhou meu pensamento.
Basta! Tudo o que importa � que ele seja mantido fora do caminho
at� que a Sra. Carrington embarque para Nova York.
- Ernesto. - Sim?
Vigie-o. N�o o deixe sozinho. Bernabe assumir� quando ele voltar.
Voltar?
Fazer algumas compras. N�o vamos demorar.
Ainda n�o recebi nenhuma resposta do quarto do Sr. Templar.
Poderia contat�-lo? Vou aguardar.
Quem �?
Est� tudo bem, Beryl. Sou eu.
Sabia que chegaria aqui, mas estou muito preocupada.
Nada poderia me impedir de manter um compromisso com voc�.
Ramon, que precioso.
- Obrigada. - Sou eu quem deveria agradecer.
Por me dar uma raz�o para comprar orqu�deas novamente.
Al�? Ele n�o est�. Entendo. Poderia anotar uma mensagem?
Pe�a-lhe para ligar para a Sra. Carrington assim que ele chegar.
Obrigada.
- Tenho um rival? - N�o, Ramon.
Sim?
Ramon... Arruinei tudo.
Dei a pasta a Simon Templar.
- Voc� o que? - Eu entrei em p�nico.
Quando cheguei ao hotel, aqueles homens estavam esperando.
Eles me seguiram at� o bar
e olharam para mim t�o sinistramente que me assustei.
Pensei naquelas milhares de vidas em minhas m�os
e n�o poderia enfrent�-la sozinha.
- Tudo bem. Fique calma. - Eu sinto muit�ssimo.
- Quanto contou a ele? - Tudo.
Ele disse que ficaria com a pasta, mas parece ter...
- O que? - Bem... ele desapareceu.
N�o est� no seu quarto. Tentei 2 vezes. Acho que algo aconteceu com ele.
- Estou certo disso. - O que podemos fazer?
Vou fazer uma liga��o. Temos maneiras de rastrear pessoas.
Se o Templar aparecer em qualquer lugar da cidade, saberei dentro de uma hora.
Ramon,
se voc� encontr�-lo e pegar a pasta de volta,
prometo que estar� fora do pa�s a esta hora amanh�.
Reservei passagem em um barco para Nova York pela manh�.
Mas e seu carro?
Eles podem embarc�-lo. Voc� trouxe de volta?
Est� no estacionamento.
Beryl, vou ter que pensar sobre isso.
Por qu�? Levar essa lista para fora da Argentina � todo o trato.
Posso fazer isso agora, Ramon. N�o tenho mais medo.
Quero fazer algo bom por voc�, por favor.
Para a Sra. Carrington. Para o quarto dela, por favor.
- Muito bem, senhor. - Obrigado, General.
Est� em espanhol.
Templar est� a salvo.
Houve uma briga.
Ele foi ferido levemente, mas meus homens est�o cuidando dele.
- Gra�as a Deus. - Eu vou v�-lo amanh�.
- Assim que voc� estiver a salvo. - Vai me deixar faz�-lo?
Sim, � a nossa �nica chance.
Mas prometo, nunca mais vou exp�-la ao perigo.
Ramon, enquanto estiver em perigo, quero compartilh�-lo.
Esse movimento que est� fazendo... n�o entendo isso, mas
deu � minha vida um novo significado.
Vou provar que posso fazer coisas.
N�o vou perder a cabe�a novamente.
Querida, � muito gentil.
Suponho que sabe que estou apaixonado por voc�?
- Est�? - Sim.
- Ramon. - E voc�, Beryl?
N�o � �bvio?
Quando nos encontrarmos em Nova York, vai se casar comigo?
Sim.
E para a nossa lua-de-mel, vamos fazer um tour pela Europa!
Sim! Sim!
E nos esqueceremos de tudo, menos um do outro.
- Vamos comemorar. - � seguro?
N�o deve ficar escondido?
O lugar mais seguro � no meio das pessoas.
� provavelmente a� que o Templar cometeu seu erro.
Eles provavelmente o pegaram sozinho.
- E a pasta? - Vamos lev�-la conosco.
Seus pulsos... � doloroso?
J� me senti mais confort�vel.
Assim que Bernabe voltar, vamos abaix�-lo.
- Est� tremendo, amigo. - Estou nervoso, senhor. Eu admito.
Como regra geral, eles n�o me permitem fazer trabalhos dessa import�ncia.
Por que trabalha para eles?
Homem da sua sensibilidade, deveria desistir.
Isso seria desleal.
Como voc� sabe, sou um homem de honra.
Ah, sim. Um peso.
Que m� sorte conhecer um vigarista honesto.
Sou obrigado a admitir que � verdade.
Fico empolgado e atrapalho as coisas.
mas o que n�o conseguem entender que � por causa do meu entusiasmo.
A resposta �, claro, experi�ncia.
D� a um homem maior responsabilidade e ele se supera.
Se sempre me dessem um trabalho mais importante,
tenho certeza de que n�o ficaria mais nervoso.
- Seus pulsos est�o doendo? - Um pouco.
Sinto muito pela dor, mas Bernabe estar� de volta em breve.
- N�o gosto de toda essa viol�ncia. - Eu aposto.
N�o, senhor. � verdade. Por natureza, sou um homem gentil.
�s vezes, � isso que me deixa ansioso
e quando algu�m est� ansioso, a pessoa est� fadada a atrapalhar.
Vou pegar isso. Minha necessidade � maior que a sua. De p�!
- Desculpe se lhe machuquei. - N�o, senhor. Eu cometi um erro.
Acontece com todos.
- O que h� atr�s dessa porta? - � um arm�rio.
Vamos dar uma olhada, vamos? Mexa-se!
Mas eu sou muito velho para esse tipo de coisa.
Ter� boas f�rias na cadeia.
Pense na minha fam�lia, senhor.
Ernesto?
- Ernesto! - Vai encontr�-lo no arm�rio.
Ent�o, voc� � o grande homem que bate em dentes e cr�nios.
Venha aqui.
Est� seriamente me pedindo para acreditar, Sr. Templar,
que esses dois homens, que nunca viu antes,
- estavam esperando por voc�? - Sim, Inspetor.
- E o atacaram sem motivo? - Eles tinham um bom motivo.
Um muito bom.
Eu estava chegando perto
daquele milh�o de d�lares em barras de ouro.
- O que voc� quer dizer? - Eu sei onde est�.
Estou esperando, Sr. Templar.
Eu tamb�m, Inspetor.
Obrigado.
Se voc� quisesse se livrar de um milh�o de d�lares em ouro,
- o que voc� faria? - � uma situa��o que nem posso imaginar.
Acredito. Conhece o ditado "nem tudo o que reluz � ouro"?
Sr. Templar, quer falar claro?
O ouro ser� enviado como parte de um carro.
Parte de um carro?
Especificamente o p�ra-choque.
Um homem chamado Ramon Venino encenou um acidente
com um carro pertencente a uma turista americana chamada Beryl Carrington.
Venino afastou o carro dela o tempo suficiente
para substituir o p�ra-choque original por um de ouro.
Pode provar tudo isso?
O amortecedor danificado est� em uma oficina na Rua Boretta,
- e tamb�m o g�s usado no ataque. - Onde est� este Venino?
Eventualmente, ele vai aparecer no hotel da Sra. Carrington.
- E estaremos esperando por ele. - Sim.
Voltaremos um dia aqui e tudo ser� diferente.
E quando o fizermos, ser� em grande parte devido a voc�.
Devemos ir?
Paco, a� v�m eles.
Sra. Carrington.
Obrigado.
Simon, est� a salvo!
- Beryl. - Sr. Venino.
Qual � o problema? Est� confuso?
O que est� acontecendo?
A lista telef�nica de Buenos Aires.
A mais obscura lista secreta de membros revolucion�rios que j� se viu.
Seu idiota! H� uma marca em tinta invis�vel nos nossos nomes.
Boa tentativa, Venino, mas n�o vai funcionar.
Beryl, pode n�o ser f�cil de aceitar,
mas acredita que um cara brilhante o suficiente para organizar uma revolu��o
iria falar sobre isso depois de algumas rumbas?
Ou colocaria a vida de cada membro em suas m�os,
apenas por causa da simpatia que ele viu em seus belos olhos?
- Voc� mentiu para mim? - Claro que ele mentiu para voc�.
N�o h� revolu��o, nenhuma massa oprimida est�
sofrendo para escapar de suas correntes.
Beryl, ele est� tentando nos destruir.
Simon, est� enganado.
Desde o momento em que conheci Ramon, ele foi seguido, baleado.
Claro, por seus pr�prios homens.
Beryl, � uma arma��o. Ele sugeriu que fossem para a Europa juntos?
Sim, sugeriu.
E voc�, � claro, levaria seu carro?
- N�o, mas... - Ia sugerir depois, n�o �, Venino?
Este carro � provavelmente o mais valioso do mundo.
Diria que vale cerca de 700.000 d�lares
em qualquer pa�s com um mercado aberto para ouro.
Beryl, ele est� louco.
Deveras? Deixe-me lhe mostrar.
Ouro s�lido.
Muito bem. Largue essa faca!
D�-me as chaves do carro.
Ramon e seu bando assaltaram um carro blindado carregado de ouro.
No processo, dois homens foram mortos com g�s.
O brilhante plano de Ramon era encontrar uma
turista feminina com seu pr�prio carro.
Ent�o, com um acidente encenado e muito charme,
Ramon foi capaz de tirar o carro por tempo suficiente
para que pudessem fazer as altera��es necess�rias.
O p�ra-choque em ouro maci�o foi adicionado
enquanto voc� era levada para todos os lados
por sua personalidade vibrante.
Mas por que eu?
Voc� foi a primeira perspectiva prov�vel.
Boba, ing�nua, matrona rom�ntica de Indiana.
N�o queria que o pegasse.
Gostaria que tiv�ssemos ido para Nova York.
Beryl, isso n�o � necessariamente o fim de romance para voc�.
Estou cansado. Vou te ligar amanh�.
Claro.
Sempre h� um amanh�.
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