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Senhores, fa�am seus jogos
Jogo feito.
Nada mais.
Dezessete preto.
Vinte...
Voil�, para os tr�s. E ao m�ximo, por favor, senhor.
Dez mil e tr�s centavos.
- Obrigado. - Obrigado, senhor.
- Adeus, senhor. - Boa noite.
Monte Carlo � sempre a mesma.
Um maravilhoso baile de m�scaras de m�rmore, arminho, m�sica e milion�rios.
A menos que seja muito cuidadoso ou muito rico, pode se meter em encrencas.
Eu, eu sempre paro de jogar quando ganhei ou perdi 10.000 francos.
Com licen�a.
Dois mil.
- Dinheiro, por favor. - Sim, senhor.
- Trinta mil francos. - Obrigado.
- Bill Fulton! O que est� fazendo aqui? - Ol�, Simon.
- Qual � o problema? - Diga voc�. Sem dinheiro, sem emprego.
A �nica coisa que restou a esse pecador � Meryl.
- Ela est� aqui? - N�o, vou encontr�-la mais tarde.
- Se o pai dela a deixar sair. - O Sr. Vascoe continua a lhe causar problemas?
O Sr. Vascoe odeia todos os m�sicos por princ�pio.
Mas comigo, ele faz como uma paix�o. � a semana n�o veja Billy durante todo o ano.
- Pare de sentir pena de si mesmo. - N�o, falo s�rio. Estou com a minha sorte.
O �nico cara no mundo que poderia mudar isso � Simon Templar.
O SANTO
S02E15 - O Roubo Benevolente
Legenda por Susanawho
� voc�, Meryl?
- Onde voc� vai? - Ao cassino.
- Encontrar o Fulton? - Sim.
- Por que voc� se comporta assim? - Poderia lhe perguntar o mesmo.
Minha filha, n�o tenho nada contra ele pessoalmente.
�timo. Ent�o n�o temos que discutir isso.
N�o vou me atrasar.
- Volte aqui. - Discutimos isso centenas de vezes!
Estou apaixonada por Bill Fulton.
Essa palavra!
Estou apaixonada por ele e pretendo casar com ele.
Um baterista?
Nem mesmo � um m�sico de verdade. Ele s� faz um barulho.
N�o sabe do que est� falando.
Se fosse o violino ou o piano, qualquer coisa
que fizesse sentido, mas a bateria...!
Posso sair agora?
- S� quero o que � melhor para voc�. - N�o, n�o quer.
Quer o que acha que � melhor. Voc� � assim com todo mundo.
A voz da autoridade. O onisciente, todo-poderoso Elliot Vascoe.
Isso � desrespeitoso e desleal.
Se quer respeito e lealdade, receio que ter� que ganh�-los.
Bem, � isso.
Vamos. Ofere�o uma bebida.
Senhora. Um assento de muita sorte.
- O que vai querer, Bill? - U�sque e �gua.
- Fa�a dois. Grandes. - Sim, senhor.
Agora, vai me dizer o que � isso tudo?
Tem de tudo. Tudo � bem real.
Pegue um m�sico pobre, mas brilhante... eu.
Em seguida, adicione uma namorada com um pai milion�rio e agite bem.
O que voc� ganha? Nada.
Obrigada!
- Meryl, como vai? - Ol�, Simon.
- O que a deteve? - Uma breve discuss�o com meu pai.
Sobre meus muitos v�cios?
- O que posso pegar para voc� beber? - Gostaria de um Martini seco.
Gar�on, um Martini seco.
Agora, gostaria de explicar isso tudo para mim?
Bem, no ano passado eu trouxe um combo. Baixo, bateria, trompete, piano.
N�s tocamos cinco meses no The Golden Door.
� um lugar agrad�vel, boa multid�o.
O dono, Jean Deslauriers, � um bom sujeito. E um bom amigo.
- Isso eu pensava. - Por que? O que ele fez?
Ele me ligou no m�s passado e me ofereceu o mesmo acordo para esta temporada.
Ent�o eu contratei tr�s caras, n�s voamos,
- quando chegamos aqui, nada. - Quer dizer sem emprego?
- N�o, ele disse que mudou de ideia. - Voou sem um contrato?
Pensei que a palavra dele era boa. Bem, foi tolice.
Ele disse que quando cheg�ssemos aqui, o contrato
estaria pronto para ser assinado. N�o estava.
- O trabalho se esfuma�ou? - Eu devia aos rapazes 3.000 no contrato.
Procurei outro trabalho, mas n�o tive sorte.
Ent�o eu paguei a passagem deles de volta e aqui estou, encalhado e arruinado.
Ent�o, o que est� fazendo no cassino?
- Bem, eu tinha 50 libras, ent�o... - E voc� perdeu?
- Sim. - Pelo que devemos beber?
- Por tempos melhores? - Em V�nus ou em algum outro lugar.
- Qual era o nome do dono do clube? - Jean Deslauriers.
- Ele lhe deu algum motivo? - Disse que acabara de mudar de ideia.
Por que n�o deixa as coisas com tio Simon e v� o que acontece?
Ent�o, com um pouco de investiga��o, descobri
que Elliot Vascoe � dono deste edif�cio.
Ao mesmo tempo, descobri que a loca��o do The Golden Door expira em quatro meses.
Sr. Templar, o que quer com isso?
- Alguns fatos. - Tais como?
Sr. Deslauriers, voc� tem a reputa��o de ser honesto.
Ent�o, por que cancelaria um contrato com um rapaz legal como Bill Fulton?
Eu sei. � muito, muito lament�vel.
Mas, �s vezes, essas coisas simplesmente acontecem.
- Por que Vascoe o pressionou? - Ele amea�ou n�o renovar meu contrato.
- Se contratasse o Fulton? - Sim.
Odiei quebrar a minha palavra, mas The Porte D'Or � toda a minha vida.
N�o poderia mudar para outro pr�dio.
Sr. Deslauriers, qual � a sua opini�o pessoal sobre Elliot Vascoe?
N�o posso oferecer uma opini�o pessoal sobre
um homem que tem 100 milh�es de francos.
Eu posso. Eu o conheci em Londres antes de ele se estabelecer em Monte Carlo.
Est� na hora de algu�m lhe ensinar uma li��o.
Talvez.
- Mas hoje n�o � o dia. - Por que n�o?
Ele est� dando uma recep��o para a caridade
exibindo sua cole��o de arte particular.
- Caridade? - Sim. N�o sabia?
O Sr. Vascoe � um homem de cora��o muito grande.
Podemos tirar uma fotografia, por favor, Sr. Vascoe?
Muito obrigado.
Sr. Vascoe, sou Morgan Dean, do London Daily Mail.
� verdade que sua filha est� se casando com Bill Fulton?
Sem coment�rios.
Agora, se voc�s, senhores da imprensa, quiserem entrar na galeria...
acho que v�o concordar que tenho alguns tesouros magn�ficos.
S� os dois Holbeins valem um quarto de milh�o de d�lares.
Sr. Vascoe, depois dos roubos na Riviera, ultimamente,
n�o est� um pouco nervoso?
Sr. Dean, garanto-lhe que esta galeria � completamente � prova de ladr�es.
Tem todos os dispositivos de prote��o modernos.
O Sr. Grahame aqui, anteriormente da Scotland Yard,
� respons�vel por toda a minha seguran�a.
E agora, uma das poucas pe�as de arte moderna da minha cole��o.
- O astronauta, por Siegfried. - Steinfried.
Devo pedir desculpas pela ilumina��o abismalmente fraca.
Sr. Davos, por favor, cuide imediatamente.
Claro, Sr. Vascoe.
Com licen�a.
Por que est� t�o preocupado, Peter?
Agora o grande amo est� insatisfeito com a ilumina��o.
- Isso n�o � problema seu, com certeza. - Ent�o hoje sou o eletricista.
- Por que aguenta isso? - Minha querida Delphine, e voc�?
Simples. Ele est� me pagando � 5.000 para pintar Meryl.
Exatamente. Ele a faz rica. A mim tamb�m.
Sou agora o �nico comerciante de arte que ele confia.
Mas juro para voc�, algum dia vou me vingar.
Como?
N�o sei. Ainda.
Quando descobrir um jeito, me avise. Pode contar com minha total coopera��o.
Ora, ora, ora. Meu velho amigo Martin J. Grahame.
- O que est� fazendo aqui? - Absorvendo cultura.
- Isso � soberbo. - Sim.
Sim, vale � 26.000.
H� um alarme atr�s da pintura.
Mova o quadro e o alarme come�a a tocar.
Percorreu um longo caminho desde os dias da Scotland Yard.
Ol�. Como est� o retrato de Meryl?
Tudo bem, eu acho. Ela � uma garota ador�vel.
Uma pena que o pai dela seja t�o insuport�vel.
- Ele pode pagar. - Veremos. Com licen�a.
- Morgan. - Ol�, Simon.
Bem?
Existem duas c�lulas el�tricas atr�s dessas barras.
Mova-se atrav�s delas e os alarmes tocam como o Big Ben.
Martin, seria brincadeira de crian�a.
- Papai? - Ol�, querida.
Minha filha Meryl, os senhores da imprensa.
Diga, senhorita, est� interessada em arte?
Sim. Muito.
Sr. Templar, n�o � presun�oso?
Uma vez me acusou de saber tanto sobre arte quanto uma vaca em um campo.
N�o esque�o esse tipo de observa��es. Pode sair, por favor?
- Quer que eu o tire, Sr. Vascoe? - Por que n�o tenta?
N�o h� necessidade de uma cena. Afinal, este lugar � � prova de roubo.
� mesmo? Bem, vou lhe dizer o que farei, Sr. Vascoe.
Aposto 5.000 libras que esse lugar ser� roubado dentro de quatro dias.
N�o fala s�rio.
Disse que � � prova de roubo. Digo que n�o �.
Estou lhe oferecendo a chance de colocar sua fortuna em jogo.
Isso � um absurdo.
Ent�o o lugar n�o � � prova de roubo?
Pelo contr�rio. Tenho todo o equipamento mais moderno.
Nesse caso, deve ter medo de uma aposta.
- Nem por um momento. - Talvez n�o possa perder � 5.000.
Tudo bem, Templar. Pediu por isso. Vou tomar seu dinheiro e v�-lo na cadeia.
- Todos ouviram? - Sim.
Se at� uma insignific�ncia for roubada deste lugar, ele ser� o respons�vel.
- Acho que � uma aposta? - Sim.
�timo. Nesse caso, precisaremos de uma parte interessada.
Ah, meu velho amigo Morgan Dean do London Daily Mail. Conhecem-se?
Sugiro que entreguemos a Morgan um cheque cada de � 5.000.
Ele colocar� em sua conta, ent�o quando for
a hora ele pagar� um cheque de � 10.000.
- Tudo bem? - Sim.
- Morgan? - Por que n�o?
Meu gerente do Banco vai morrer de susto, mas vou arriscar nisso.
Bem. O meu j� est� feito.
Esta ser� a base para a melhor coluna de arte que j� escrevi.
Sr. Vascoe, acho que est� tudo bem eu ficar e olhar em volta agora.
Pode fazer exatamente o que quiser.
Tudo em ordem?
Vou gostar disso, Templar. Mais do que qualquer coisa
que j� aconteceu comigo na minha vida.
N�o conte com isso, Vascoe.
Com licen�a.
Simon, isso � loucura! Acho que � um bom jogador
e preciso de uma boa hist�ria, mas isso � loucura.
�?
N�o s�o apenas os guardas e os alarmes.
Esta cidade tem o Chefe de Pol�cia mais esperto da Europa.
Coronel Latignant. Eu o conhe�o.
Entre, Coronel Latignant. Estava esperando por voc�.
- Linda manh�. - Sr. Templar, estou aborrecido.
- Com o London Daily Mail? - Com voc�.
SANTO APOSTA COM ELLIOT VASCOE ROUBO DENTRO DE QUATRO DIAS
N�o precisa se preocupar com Morgan Dean guardando as apostas.
- Ele � completamente confi�vel. - Este � um aviso oficial.
Se ganhar esta aposta, o governo ser� seu alfaiate pelos pr�ximos dez anos.
- Como toma seu caf�, Coronel? - Com os cidad�os cumpridores da lei.
Bem, fa�a uma exce��o apenas desta vez.
Sr. Templar, pessoalmente gosto de voc�.
Obrigado, Coronel. Eu tamb�m gosto de voc� pessoalmente.
Mas desde que sa� do Ex�rcito h� 4 anos e assumi a sede da pol�cia aqui,
n�o houve um �nico grande crime n�o resolvido.
N�o vou deix�-lo estragar meu recorde.
Portanto, a partir deste momento n�o ficar� fora da minha vista.
- Quer dizer literalmente? - Meus homens v�o segui-lo constantemente.
Se estiver dirigindo, um dos meus carros-patrulha estar� atr�s de voc�.
Vou saber tudo o que fizer segundos depois.
- Isso � um pensamento aterrorizante. - N�o pode cancelar essa aposta?
Imposs�vel.
Por que voc� e Vascoe se odeiam?
Ele me odeia porque uma vez eu o expus em p�blico.
Ele � um novo rico e falso. O que ele n�o sabe sobre arte preencheria um livro.
N�o, Coronel, estou doente e cansado de traficantes e esnobes.
Mas a Riviera est� cheia de pessoas assim.
- H� outro motivo. - E?
Ele est� tentando arruinar a vida de sua filha, e n�o quero deix�-lo fazer isso.
Vai ficar bom. Eu acho.
Exceto que hoje todas as linhas do seu rosto est�o indefinidas
Desculpe, Delphine. Tenho muita coisa em mente.
� o Bill Fulton?
Sim.
- V� at� ele. - Quer dizer agora?
V� e o encontre.
Eu vou.
Boa sorte.
N�o, Coronel. Nenhum de seus homens colocar� os p�s dentro dos meus port�es.
Senhor, a �nica maneira de proteger sua cole��o
� postar meus homens por toda a casa.
Vamos esclarecer isso?
N�o quero a sua prote��o porque quero que Templar invada.
- Quer? - Sim.
Grahame e meus guardas estar�o esperando.
Ent�o est� mais interessado em humilhar Templar
do que na prote��o de sua propriedade.
Estou interessado nessas duas coisas, mas n�o quero ajuda da pol�cia.
Desculpe, senhor, mas vai t�-la, quer queira ou n�o.
- Bem, claro, se voc� n�o me ama. - Pare de gritar.
Vai ou n�o vai?
- Quero que seja mais sensata. - Por qu�?
Porque n�o � assim t�o f�cil. N�o podemos fugir e nos casar.
Por qu�?
Pare de perguntar porqu� quando � �bvio.
Tenho apenas 200 francos em meu nome.
Vou ter que pedir emprestado a Simon para pagar a conta do hotel.
Olha, apenas responda a uma pergunta. Voc� me ama ou n�o?
- Claro que eu te amo. - Ent�o vai se casar comigo?
- Meryl, pelo amor de Deus! - Agora quem est� gritando?
Ou�a, amor, eu te amo, mas precisamos ser pr�ticos.
N�o quero ser pr�tica.
Sabe por que? Porque nunca precisou.
H� algumas perguntas que precisamos responder.
- Por exemplo? - Do que n�s viveremos?
- Vamos administrar. Poderia trabalhar. - Fazendo o qu�?
- Poderia ser uma gar�onete ou algo assim. - Isso eu tenho que ver.
Quando chegarmos a Londres, voc� encontrar� um emprego.
Claro, � simples, mas a companhia a�rea, quer dinheiro por uma passagem.
- Duas passagens. - Bem, papai vai mudar.
- Com dinheiro? - Ele precisar�.
Ter�amos um bom come�o, n�o �? Meryl, se arrependeria em uma semana.
- Ele est� certo, querida. - Meta-se com seus assuntos.
- Meryl, todo mundo pode nos ouvir. - N�o me importo quem me ouve.
- Se n�o quer se casar comigo, tudo bem. - N�o quando voc� age assim.
- Bom pra mim. - �timo. N�o h� mais nada a dizer.
Exceto, adeus... seu baterista.
E n�s tivemos uma briga na frente de todos.
- Bill, ela vai superar isso. - Talvez ela esteja melhor sem mim.
Pare de sentir pena de si mesmo.
A situa��o vai mudar, especialmente quando tiver 5 mil libras.
- O que quer dizer com 5.000 libras? - � bem simples.
Bem, para mim, n�o �.
Vou explicar. Fiz uma aposta com o Vascoe, que recebeu muita publicidade.
Realmente n�o acha que pode ganh�-la?
Claro que posso. � apenas uma quest�o de psicologia simples.
N�o, Jules, � imposs�vel. Os riscos s�o t�o grandes...
- Henri, escute. - N�o, Jules, escute voc�.
H� um ano que sou o motorista de Vascoe.
Conhe�o a casa. Conhe�o as instala��es.
Campainhas, os alarmes, as sirenes, as c�lulas fotoel�tricas.
Roubar essa galeria � imposs�vel.
N�o se algu�m dentro da casa cooperar.
Sim. Isso faria diferen�a.
- Toda a diferen�a do mundo. - Quem, eu?
N�o. Voc� n�o mora l�.
Quem, ent�o? Um dos convidados? Um empregado?
Isso � da minha conta.
- N�o gosto disso. - Henri, confie em mim.
� uma oportunidade perfeita. O Santo fez uma aposta, mas nos movemos primeiro.
N�s roubamos a galeria de Vascoe, ele leva a culpa.
Como isso pode ser arranjado?
� isso que precisamos descobrir. Devemos arranjar isso em duas horas
na vida do Santo, quando ningu�m pode estar certo onde ele estava.
Duas horas que ele n�o ter� nenhum �libi.
Obrigado.
- Martin, empreste seu l�pis? - O que?
- O que est� rolando? - Segure isso, sim?
Segure o que? Olha, n�o importa isso. O que est� rolando?
- Estou fazendo uma planta baixa. - Por qu�?
- Ent�o posso fazer uma estimativa precisa. - Estimativa de qu�?
As chances de um bandido ter que superar seus aparelhos eletr�nicos.
Perdeu o ju�zo... est� louco, sabe disso?
Suponho que as joias seriam a melhor aposta.
Nada mal para funcionar o sistema de alarme.
Realmente acha que vai se safar disso, n�o �?
- Notou alguma coisa hoje? - Sim. Sim, voc�.
Metade dos bandidos da Riviera est�o aqui.
Quem?
Quer dizer que n�o os conhece?
Olha, Simon, est� tentando me fazer de bobo?
Estou lhe contando a verdade. Digo o que vou fazer por voc�.
Vou apresent�-lo. Agora vamos ver.
Jules.
- Ol�, Simon. - � bom v�-lo.
Jules Brant, Martin Grahame. Ele � um dos jogadores mais sortudos do mundo.
Trabalha nos transatl�nticos. Martin � ex-Scotland Yard.
Ah, ele �?
Com licen�a. Herman Brown, prazer em v�-lo. Voc� est� maravilhoso.
O mesmo que voc�, Simon.
Herman uma vez saiu do Museu de Arte Moderna de Nova York
em plena luz do dia com um Gauguin debaixo de cada bra�o. Brilhante.
Desculpe. Herman Brown, Martin Grahame.
Martin � Ex-Scotland Yard.
Sim.
- Martin? - Sim?
- O que? - Seu l�pis.
Vai cuidar das coisas, n�o vai?
- Pode apostar nisso. - J� o fiz.
Lembra-se?
Bill. Fico feliz em ver que est� confort�vel.
O que o atrasou?
- Tive que ir a Nice para comprar isso. - O que � isso?
- � um transmissor e receptor. - Para que?
- Para confundir o Cel. Latignant, espero. - Eu n�o entendi.
� bem simples. Estou sendo seguido.
Fui seguido at� Nice. Quando chegar a hora, que tem que ser hoje � noite,
porque eu perco a aposta �s duas horas de amanh�,
vou amarrar os carros do Coronel Latignant em um pequeno e bonito n�.
- Caf�, por favor. - Sim, senhor.
Bom. Agora, escute. Tenho verificado os movimentos do Templar.
Se ele sair do hotel, ele tem um �libi. A pol�cia o segue em todos os lugares.
- Ent�o ele n�o deve sair do hotel. - Correto.
Ele provavelmente ir� ao cassino hoje � noite.
Assim que ele sair, voc� entrar� em a��o.
Muito engenhoso.
Henri, no momento em que receber o sinal de Jacque, saber� que ele tem Templar.
Telefone. Continue telefonando a cada 20 minutos.
E certifique-se de que a telefonista se lembre de voc�.
Jules, pode contar comigo.
Tudo certo. Verifique os circuitos da pintura.
Certo.
Est� bem. �timo.
Agora os circuitos da entrada.
Bem. Bem.
Agora as c�lulas fotoel�tricas.
�timo. �timo.
Sempre que um circuito � interrompido, um alarme soa.
O sistema n�o pode ser interrompido at� que
o interruptor seja desligado e ligado.
Muito engenhoso.
O circuito externo, novamente baseado em c�lulas fotoel�tricas,
liga uma sirene se algu�m estiver a menos de 30 metros da casa.
At� n�s?
O guarda no port�o desliga o sistema
para dar tempo de entrar na casa.
� operado a partir de um interruptor na �rvore que voc� viu.
Ah, sim. Aquele no jardim.
O que acontece se houver um corte de energia?
Gerador el�trico autom�tico.
Suponha que algu�m desligue os interruptores de dentro da casa.
Seria necess�rio dominar os dois guardas
que est�o armados com rev�lveres calibre 38.
Nem mesmo um sopro de ar fresco pode entrar nesta sala sem soar o alarme.
Templar n�o tem chance.
Vamos ao cassino. Voltarei � meia noite.
Bem. Boa noite.
Vou ver se Meryl est� pronta. Aguarde um momento.
Muito bem, Sr. Vascoe.
Desejo boa sorte ao Templar.
Ele vai precisar disso. N�o seria maravilhoso se ele conseguisse?
Senhora. O completo?
Senhor.
- Onze e cinco. Por favor, senhor. - Obrigado.
Senhores, fa�am seu jogo.
Meryl.
Desculpe, querida.
- Deveras? - Sim, estou.
Gostaria de me oferecer um pouco de champanhe?
- Temo que seja cerveja. - Prefiro cerveja de qualquer maneira.
Nada vai bem. Dezessete preto.
N�o � a sua noite de sorte, � Sr. Vascoe?
- Fa�am seus jogos. - Nem a sua.
Veremos.
Apostou que minha galeria seria roubada dentro de quatro dias.
Amanh� �s duas, os quatro dias acabaram.
Ainda h� esta noite, n�o �?
Senhores, fa�am seus jogos.
- O cl� Vascoe foi para casa? - Sim, Simon. Meryl e eu nos acertamos.
Bem, fico feliz em ouvir isso.
- Vamos casar. - J� n�o era sem tempo.
Isso � �timo. Vamos partir no carro dela pela manh�.
Vamos nos casar e ir para Paris.
Talvez haja algo nessa velha parte sobre viver de amor.
Vale a pena tentar. Dinheiro, por favor.
Sim, senhor.
- Quem � ele? - 5.000 francos, senhor.
Obrigado. Aposto 100 para um que � um policial. Vamos. Vamos descobrir.
- Boa noite. - Boa noite, senhor.
N�o h� d�vidas sobre isso, n�o �?
Sobre o que, senhor?
Sobre ser um dos homens do Coronel Latignant.
Sargento Germaine. A seu servi�o.
Estou saindo. Vou deixar o Sr. Fulton e depois vou para o meu hotel.
Tornaria o seu trabalho mais f�cil se fosse conosco?
� muito gentil, senhor. Tenho um carro da pol�cia.
Parab�ns. Venha, Bill. Prometo n�o dirigir muito r�pido.
Germaine. Carro quatro ao Controle.
Fale, carro quatro.
Templar est� saindo do cassino de Monte Carlo a caminho de seu hotel.
Siga-o e informe.
- Aquele � o Sargento? - Todo mundo tem que ganhar a vida.
- Perdeu sua aposta, n�o �? - Quem disse isso?
- Vai roubar a galeria hoje � noite? - N�o disse que ia roubar.
Minhas palavras exatas foram: "Aposto 5 mil libras
que esse lugar ser� roubado em quatro dias".
- N�o entendi. - A rea��o previs�vel dos �mpios.
A hist�ria chegou a todos os jornais da Europa e desde que tenho certa reputa��o,
era uma aposta segura que metade dos bandidos da Riviera planejariam
fazer o trabalho e me deixar levando a culpa.
- � aqui? - Sim.
N�o seria mais inteligente esquecer isso? Por que ter uma chance louca...?
V� dormir, sonhe com Meryl e pare de se preocupar comigo. Est� bem?
Se voc� diz. At� logo.
Aqui � Germaine. Carro quatro para Controle.
Fale, carro quatro.
Templar chegou ao hotel, estacionou o carro e entrou.
Mantenha-se na porta da frente do hotel. Informe a cada hora.
Sim, Coronel.
Bem, vou tomar um caf�.
Coloque Fumelle, carro sete, na porta traseira do hotel at� novo aviso.
- E ele n�o deve se mover. - Sim, Coronel.
E ele perdeu a aposta.
Aqui � o Controle chamando o carro sete.
Tranque a porta.
Para seu pr�prio bem, Sr. Templar, sem problemas.
Tranque a porta.
A chave, por favor. N�o, jogue.
Deite na cama.
Sr. Templar, n�o estou jogando.
Agora coloque as duas m�os atr�s da cabe�a.
Sr. Templar, por favor. Simon Templar.
Sr. Templar? Certamente. Um momento, por favor.
A pol�cia acha que est� no hotel, mas como n�o atende o telefone,
eles v�o assumir que voc� saiu de alguma forma.
Atrav�s de uma janela traseira no t�rreo, talvez. Mas l� se vai seu �libi.
Sinto muito. O quarto do Sr. Templar n�o responde.
Mas ele deve estar l�. Esta � uma chamada urgente.
Um amigo pr�ximo teve um acidente de autom�vel.
Por favor, tente o seu quarto novamente.
- Todos est�o a�? - Sim. Todo o mundo.
Ao menor alarme, me ligue imediatamente.
- Sim, senhor. - Boa noite.
- Boa noite, Sr. Vascoe. - Boa noite.
- Voc� se importa se me esticar? - Sim.
Coloque as m�os sob a cabe�a e mantenha-as l�.
Germaine, carro quatro para Controle.
- Fale, carro quatro. - Uma hora. Nada a informar.
- O carro do Templar ainda est� fora do hotel. - Informe novamente �s duas horas.
Sim, Coronel.
Bonsoir, tristesse.
Germaine para Controle, Templar saindo do hotel.
Siga-o, Germaine. Responda, carro oito.
Templar saindo. Trabalhe com Germaine, no carro quatro.
- Fumelle, carro sete, Templar agora seguindo para o leste, no Boulevard St. Emile.
Fique atr�s dele. Fale, Dubois, carro nove.
- Dubois, carro nove. - Templar seguindo para a vila de Vascoe.
Fique com ele, carro nove, virando para o sul na rue du Mans.
Corre��o. Dubois, carro nove, vire para o norte na Rue du Mans.
Fumelle, carro sete, des�a a Boulevard St. Emile at� a rue de Neige.
- Quem � esse? - N�o sei, senhor.
Dubois, carro nove, ordens conflitantes. Por favor, esclare�a.
Dubois, carro nove, repito, vire para o norte.
Norte! Norte, seu idiota na Rue de Loire!
Germaine, carro quatro, volte para a Central.
Volte para a Central.
- � Templar. - Templar?
- Como ele est� fazendo isso? - Ele deve ter um transmissor.
Esclare�am a situa��o. Repito, esclare�am a situa��o.
Todos os carros, parem. Repito, esclare�am a situa��o. Todos os carros, parem.
Seus tolos! Seus idiotas! Voc�s o perderam.
Divertindo-se, Coronel Latignant?
Vai se arrepender por isso, Templar. N�o pode me fazer de bobo.
Ouviram isso, rapazes? N�o podem fazer o Coronel Latignant de bobo.
Repito. N�o podem fazer o Coronel Latignant de bobo.
Boa noite, Coronel. Durma bem.
- Olha, aqui. - Obrigado.
- E olhe, fique acordado. - Sim, senhor.
- Aqui. - Obrigado.
- S�o 2:30hs. - E nada ainda.
N�o. Talvez ele n�o tente hoje � noite.
Talvez ele n�o tente de forma alguma.
Vou lhe dizer, s�o as � 5.000 mais f�ceis que o velho j� fez.
- � melhor eu checar os circuitos externos. - Certo.
Sua arma.
Bem.
Sr. Brant, tenho uma mensagem para voc�.
Jules, meu velho, as probabilidades estavam
contra voc� desde o come�o. Pode ficar de p�?
Eu lhe ofereci prote��o, Sr. Vascoe.
- N�o posso acreditar. - Teria enchido a casa com meus homens
tornando imposs�vel que Templar se aproximasse.
- Mas como? Como ele fez isso? - Eu n�o sei.
E onde est� Grahame?
- � isso. A �nica explica��o. - O que �?
- Grahame � c�mplice. - Ele est� acordando, senhor.
- Pode me ouvir? - Sim.
- O que aconteceu? - De repente, passou por cima de mim.
- O que? - Dopado. O caf�.
Grahame est� l� fora.
- Quer dizer que Grahame bebeu o caf�? - Sim.
Foi l� fora.
V� e procure no jardim novamente.
Quatro sistemas de alarme separados, todos garantidos infal�veis
e tudo desligado.
Tudo aponta para Grahame.
Grahame foi dopado como os outros. Ele foi encontrado nos jardins.
Ent�o ele n�o era c�mplice. Mas como poderia Templar fazer isso sozinho?
- Ele � um homem engenhoso. - Mas sem algu�m por dentro?
Este lugar � inexpugn�vel. A menos que Templar possa atravessar paredes.
N�o, Sr. Vascoe. Apenas atrav�s das portas.
Prenda-o!
Voc� se importaria de me dizer por qu�?
Por invadir, entrar e roubar.
Mas eu n�o invadi. Entrei pela porta da frente. E n�o roubei.
Nada est� faltando e ganhei minha aposta.
Acho que n�o, Sr. Templar.
Coronel, me prenda e eu vou fazer de voc� o motivo de chacota da Riviera.
Al�m disso, vou process�-lo por difama��o.
Tem um �libi para as �ltimas duas horas?
Sim. Ele est� amarrado na cama no meu quarto de hotel.
Ele estava em conluio com o seu motorista.
Henri? Eu n�o acredito nisso.
H� muito mais al�m, Sr. Vascoe. Tudo funcionou como eu esperava.
- O que voc� est� falando? - Fiz a aposta deliberadamente.
Chegou aos jornais e era uma chance muito boa para qualquer bandido perder.
Eles roubariam. Eu iria para a cadeia.
Sr. Vascoe, a aposta era segura desde o in�cio.
Desde que o ladr�o tivesse algu�m do lado de dentro.
Porque este lugar � � prova de roubo.
Ent�o ele teria que ter um c�mplice. Um dos seus chamados amigos.
- Quem? - Vamos adivinhar.
Davos, por exemplo?
Peter? Isso � rid�culo. Peter e eu somos amigos �ntimos h� anos.
Ele o despreza, n�o, Davos?
� irrelevante, mas o que ele diz � verdade.
Peter?
Elliot, estou querendo dizer isso para voc� h� anos.
- Voc� � chato e n�o tem gosto. - N�o pode dizer isso.
Acho que o fez.
- Ent�o n�s temos sua filha. - Meryl?
Sim, mas ela n�o precisa do dinheiro. Al�m disso, ela est� lhe deixando amanh�.
- Hoje. - Deixando-me?
Estou fugindo com Bill Fulton pela manh�.
De mim? Mas eu sou seu pai!
Por �ltimo, mas n�o menos importante, a Srta. Chambers.
Voc� a considera uma de suas amigas mais queridas.
N�o considero. Eu sei.
Jules Brant est� amarrado l� fora. Ele falou.
Delphine, o que ele quer dizer?
Voc� deve muito dinheiro a Brant.
Sim.
A Srta. Chambers � uma artista muito boa.
Mas ela tamb�m � uma jogadora compulsiva.
Ela devia dinheiro a Brant e assim, para pagar, dopou o caf� dos guardas,
desligou o sistema de alarme e abriu a porta da frente
para que Jules pudesse entrar e pegar as joias.
Isso � verdade?
Sim.
N�o significava nada para voc� que eu valorizasse essas coisas, que as amasse?
Elliot, nunca amou mais nada.
Srta. Chambers, v� se vestir, por favor?
N�o.
Fa�a o que quiser com Brant, mas n�o vou fazer acusa��es contra a Srta. Chambers.
Mas por que n�o?
- Esta � a li��o que queria me ensinar? - Sim.
Ganhou sua aposta.
Suponho que vai dar � 5.000 para o jovem Fulton.
Sim, eu vou. Poderia lhe dar sua b�n��o, tamb�m.
N�o acho que ele estaria interessado nisso.
Parece que n�o tenho um amigo no mundo.
Tudo o que tenho � muito dinheiro.
E, de repente, tudo parece muito sem sentido.
Templar?
- Ent�o voc� se safou? - Sim. Eu sabia que iria.
Bem, se for algum consolo para voc�, acho que foi um roubo benevolente.
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