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"Sensa��o da cidade."
Durante as �ltimas sete semanas, milhares de donas de casa brit�nicas
foram enganadas por vendedores de a��es corruptos.
Agora, por que o trapaceiro de confian�a, ou artista da fraude, est� sempre conosco?
Principalmente porque pessoas respeit�veis s�o fundamentalmente desonestas.
Elas s�o. Quando lhes � oferecido um neg�cio ganancioso,
ocorrem a elas que qualquer coisa que se pare�a com um roubo, provavelmente �?
Elas est�o t�o ansiosas para fazer um dinheirinho r�pido,
que n�o se importam se o neg�cio � um pouco suspeito.
- Bem? - A Srta. Yarmouth envia suas desculpas.
Mas pediram para ela esperar. Ela vai ficar outra hora.
Outra hora? O que est� acontecendo l�, uma audi��o ou uma maratona?
Senhor, esse � o teatro.
Imprevis�vel, caprichoso, magn�fico e tir�nico.
Todo o mundo � um palco.
Todos os homens e mulheres s�o meros comediantes.
- N�o o vi em filmes? - Dificilmente acho que seja prov�vel.
Peguei. Voc� � o famoso Simon Templar!
O SANTO
S02E14 - Os Golpistas
Legenda por Susanawho
PRECISAMOS DE � 8.000. POR FAVOR, DOE GENEROSAMENTE Fundos para a restaura��o da igreja
- Bom dia. - Bom dia.
N�o tenho reserva, mas poderia ter um quarto com banheiro para esta noite?
Certamente. N�o temos banheiros privativos,
mas posso lhe dar um quarto nos fundos, com vista para o jardim.
- Isso seria ador�vel. - Assine o registro, por favor.
N�o estamos muito cheios nesta �poca do ano.
O nosso � principalmente um com�rcio de ver�o.
Boston? Est� muito longe de casa, Sra. Wade.
Geograficamente, sim, mas meu lar espiritual sempre ser� a Inglaterra.
- S�rio? - Aquelas maravilhosas igrejas antigas.
Aquela aqui � particularmente ador�vel. Qual � o nome do seu vig�rio?
Stone. O Reverendo Basil Stone. Posso pegar sua mala?
Obrigada. Simplesmente mal posso esperar para conhec�-lo.
� mesmo?
Estou t�o impressionada com o povo brit�nico.
- Por que? - Bem, o seu passado hist�rico.
A maneira como preservam seus grandes e antigos monumentos do passado.
O que quero dizer � que tudo que tem a fazer
� entrar pela porta da Abadia de Westminster
e, quero dizer, voc� n�o se engasga?
N�o vou a Londres com muita frequ�ncia. Devo mostrar seu quarto?
- Obrigada. - Por aqui.
Jean est� fazendo uma audi��o hoje.
- S�rio? - Uma nova pe�a.
Tudo sobre sexo, insanidade e assassinato.
- �s vezes � a vida, Sophie. - N�o vejo nada disso.
Realmente, Vig�rio, este traje foi usado em 12 confer�ncias anuais.
- Poderia chegar l� sozinho. - N�s nos vestimos com humildade.
Desculpe. Voc� se importa se eu der uma olhada na sua linda igreja?
� vontade. Eu a mostraria, mas tenho que pegar o trem para Londres.
Por favor, n�o se desculpe.
A Sra. Yarmouth � a minha secret�ria interina.
Ela ficar� feliz em responder qualquer pergunta.
Obrigada, mas, no momento, prefiro olhar por a� sozinha.
- Americana? - Parece que sim.
Bem, agora, antes de eu ir...
Sim. Assinei um ou dois cheques em branco e os coloquei na gaveta de cima.
Ter� que pagar Creighton pela pintura.
- Tamb�m espero a fatura do encanador. - Vou me encarregar de tudo.
Como fez nesses 20 anos.
- Bem, � isso? - Acho que sim.
Outro cheque para o fundo de restaura��o esta manh�. � 11.
Finalmente estamos acima da marca das � 6.000.
Excelente. Bem, preciso ir. Eu a vejo em uma semana.
- Divirta-se, vig�rio. - Sophie, minha querida, sinto muito.
- Vou perder seu anivers�rio no s�bado. - Oh, eu gostaria de perd�-lo...
N�o se preocupe comigo. Jean est� vindo de Londres para o fim de semana.
Acha que Jean ser� uma estrela?
N�o sei, vig�rio. Suponho que o importante � que ela pensa assim.
Aben�oe-a.
Simon, lamento t�-lo deixado esperando.
- Est� tudo bem. Como foi? - Eu fui maravilhosa.
- Bom para voc�. - N�o, mesmo. � um papel sensacional.
Enlouque�o no segundo ato. Eu grito e grito e continuo.
Ent�o eu coloco tr�s balas no cora��o do meu marido.
- Quer que eu interprete o marido? - Cale-se.
Acho que consegui. N�o seria maravilhoso?
Mam�e ficar� emocionada. Estou andando nas nuvens.
Pagarei o melhor almo�o de Londres para comemorar. Obrigado pelo jornal.
Meu nome � Henderson, Ag�ncia Internacional de Detetives em Nova York.
Tem uma Sra. Am�lia Wade hospedada aqui?
- Sim. N�s temos. - De Boston, Massachusetts?
- Sim, isso mesmo. - Como ela chegou?
- De carro. - Quanto tempo ela ficar�?
- S� essa noite. - Ela est� agora?
Ela saiu. Ela disse algo sobre querer conhecer o vig�rio.
- Acho que ela foi para a igreja. - Oh, n�o.
- Tem alguma coisa? - Algo que � muito importante.
Fa�a-me um favor. Se a Sra. Wade voltar, n�o mencione que estive aqui
e n�o mostre que suspeita que algo est� errado. � importante.
Agora, onde � a Delegacia de Pol�cia?
Vire � direita. � a segunda � esquerda no topo da rua principal.
Sou uma representante da Funda��o Silas R. Marin de Boston.
Fomos criados pela Marin Trust para ajudar na restaura��o de igrejas
danificadas pelo tempo ou pela guerra.
H� algum tempo estamos de olho em sua igreja aqui.
S�rio?
- Est� fazendo um trabalho espl�ndido. - Obrigada.
O falecido Silas Marin acreditava firmemente
que o Senhor ajuda aqueles que se ajudam.
Bem, suponho que todos acreditam nisso.
Ah, sim, Sra. Yarmouth, mas as a��es falam mais alto que as palavras.
Deixe-me ter certeza de que tenho os n�meros corretos.
- Seu objetivo aqui � de � 8.000? - Est� correto.
E at� agora, levantou � 6.000.
� mais que isso, na verdade. Os juros do m�s passado, mais as doa��es.
Maravilhoso. Aumentou mais de 75% do seu objetivo e � eleg�vel.
Eleg�vel para qu�?
Uma concess�o da Funda��o Marin.
Sob as regras da confian�a, tenho o poder de doar o saldo.
Espere um momento, Sra. Wade.
- Devo entender que este Silas... - Marin.
a Funda��o Marin prop�e nos dar � 2.000?
- Exatamente. - N�o posso acreditar.
� verdade. Vou lhe dar um cheque assim que cumprir com nossos requesitos.
Requisitos?
Preciso de uma prova absoluta de que voc� tem as � 6.000.
Posso lhe mostrar os livros. Fiz o �ltimo dep�sito ontem.
Sra. Yarmouth, sinto muito. Os livros n�o s�o bons o suficiente, receio.
- N�o s�o? - Desculpe, mas preciso ver o dinheiro real.
- Mas fala s�rio? - Temo que sim.
O pr�prio Marin sempre insistiu em ver dinheiro nesse tipo de acordo.
E ele incorporou essa condi��o em sua vontade.
Se vier comigo ao Banco,
O Sr. Peebles, o gerente, pode verificar nossa conta.
Sei que parece estranho, Sra. Yarmouth,
mas eu n�o controlo a Funda��o Silas Marin.
Eu s� a sirvo. Devo obedecer as regras e as regras dizem dinheiro efetivo.
- Mas isso � rid�culo. - Sei que o Sr. Marin era um exc�ntrico.
Eu admito. Mas n�o � todo dia que recebe uma
oferta de um presente de 2 mil libras, n�o �?
Sinto muito, Sra. Wade. Aprecio sua oferta,
mas n�o poderia lhe mostrar o dinheiro vivo.
Tenho que consultar o vig�rio e os padres da igreja.
Tenho muitas igrejas para investigar, Sra. Yarmouth, e n�o tenho muito tempo.
Receio que tenha que ser hoje ou n�o.
- � completamente imposs�vel. - Sinto muito que se sinta assim.
Pense nisso. Se mudar de ideia, me ligue no Hotel Wellington.
Vou partir logo pela manh�.
L� vai ela.
Parece que tem raz�o, senhor.
Entre.
Gostar�amos de lhe falar, Sra. Yarmouth.
- Charlie, estava indo v�-lo. - Acho que sei porqu�.
Este � o Sr. Henderson, da Ag�ncia Internacional de Detetives.
- Como vai? - Sra. Yarmouth.
V� em frente, Sr. Henderson. Diga a ela.
Acabou de conversar com a Sra. Amelia Wade, de Boston. Certo?
Sim. E ela fez a proposta mais extraordin�ria.
Soube imediatamente...
Ela pediu para ver os fundos de restaura��o?
- Sim. Soube imediatamente. - Deixe o Sr. Henderson explicar.
Sinto muito.
Sra. Yarmouth, a Sra. Wade � o que chamamos de uma
artista de fraude, uma trapaceira de confian�a.
O Sr. Henderson a seguiu e veio falar comigo.
Fui contratado pela Funda��o Marin porque a Sra. Wade fez esse golpe
em quatro igrejas nos EUA e duas na Inglaterra.
Era seu plano apoderar-se do seu dinheiro.
Sabia que ela era uma vigarista. Charlie, n�o pode prend�-la?
N�o � t�o f�cil assim, Sra. Yarmouth.
Se a prendermos agora, descobriremos que ela
tem as duas mil libras que ela lhe ofereceu.
Conseguir uma condena��o por tentativa de fraude � dif�cil.
- Temos que peg�-la no ato. - E coloc�-la atr�s das grades.
- Ent�o precisamos da sua ajuda. - O que eu devo fazer?
Voc� recusou, n�o �?
N�o sou uma idiota, Sr. Henderson.
Ela n�o sugeriu que pensasse sobre isso ou algo assim?
Bem, sim. Ela disse que eu deveria telefonar para ela, se mudasse de ideia.
- Excelente. - Assim como voc� disse.
Chame-a. Diga a ela que pensou e concorda.
Entregue-lhe o dinheiro e vamos prend�-la.
- Estaremos do lado de fora esperando. - Vamos peg�-la no ato.
- Consegue faz�-lo? - Obter o dinheiro vivo?
Consegue faz�-lo?
Bem, o vig�rio me deixou alguns cheques em branco...
Posso ir at� o Banco com a senhora e explicar para o gerente.
Se acha que est� tudo bem...
Sra. Yarmouth, a Funda��o Marin
est� oferecendo uma recompensa de � 500 pela condena��o de Am�lia Wade.
- Quer dizer...? - Vai ser toda sua.
Eu farei.
O vig�rio ficar� emocionado.
� 500 quase vai pagar por um novo telhado da igreja. Jean nunca acreditar� nisso.
- Jean? - Minha filha. Ela � uma atriz.
Ela acha que minha vida � terrivelmente chata.
Almo�o maravilhoso.
Um papel fabuloso. Homem lindo. O que mais eu poderia querer?
O dia ainda � uma crian�a.
Mal posso esperar para contar � mam�e.
Sobre o papel.
- A prop�sito, como ela est�? - O mesmo de sempre.
� o anivers�rio dela no s�bado. Vou este fim de semana.
- Gostaria que eu a levasse? - Est� falando s�rio?
Claro.
Consideraria ficar para o fim de semana?
- Ficaria se me convidassem. - Ent�o est� convidado.
Mam�e ficar� emocionada. Veja bem, Netherdon est� morta. Nada acontece.
O �nico lugar no mundo onde os c�es perseguem os gatos e ambos caminham.
Acho que � maravilhoso o modo como os brit�nicos
preservam seus antigos monumentos de f�.
- Nem sempre � f�cil. - Claro que n�o �.
� por isso que tenho muito orgulho em ajudar.
- Agora, tem o dinheiro? - Sim, bem aqui.
� 6.000.
Obrigada.
Bem, n�o preciso contar. Vou confiar em sua palavra.
Sei que tudo isso parece bobo
mas um homem t�o generoso quanto o Sr. Marin deve
ser perdoado por suas pequenas idiossincrasias.
Bastante.
- � 6.000 e aqui est� o nosso cheque. - Obrigada.
- Oh c�us. Arruinei seu envelope. - N�o importa.
Mas eu insisto. N�o podemos deixar apenas o dinheiro sobre a mesa.
Ser� mais conveniente para levar de volta ao Banco.
Oh, gosto medonho.
Acho que deveriam fazer algo para deixar a cola mais apetitosa.
H� apenas uma pequena formalidade. Deve assinar nosso livro de recibos.
Aqui, se voc� quiser. Escrevi o nome da igreja e os detalhes.
Muito obrigada, Sra. Yarmouth.
- Acho que isso conclui. - N�o � bem assim.
- Oficial. - Sra. Wade, ali�s Markles, ali�s Smith?
O que diabos acontece aqui?
- N�s a pegamos, Sra. Wade. - Gra�as a Deus.
Estou lhe prendendo sob acusa��o de fraude, furto e roubo.
Qualquer coisa que disser pode ser retirada e usada como evid�ncia.
- S� um minuto, pessoal. - Posso ver esse envelope por um minuto?
Obrigado.
- Papel. - Exatamente.
Mas como ela fez isso? E onde est� meu dinheiro?
Bem, vou explicar. � uma quest�o da m�o ser mais r�pida que o olho.
Este n�o � o envelope em que a viu colocar seu dinheiro.
Mas eu estava olhando para ela o tempo todo.
Esta � uma maleta usada por m�gicos no palco.
Tem um fundo falso.
A parte de tr�s da maleta se abre por mola.
Pressione ligeiramente, ela se abre,
seu dinheiro entra e o envelope falso desaparece.
Como ela sabia que envelope a Sra. Yarmouth usaria?
N�o precisava. Ela destruiu o envelope da Sra. Yarmouth ao abri-lo.
- Aquele que ela forneceu a si mesma. - Est� tentando trein�-la?
- Leve-a para a Delegacia e mantenha-a. - Certo.
S� um minuto. Precisamos de tudo isso para provas.
N�s precisaremos do seu dinheiro, lacrado no envelope.
Precisa? N�o suporto deixar isso sair das minhas m�os.
Certamente confia na sua pr�pria pol�cia?
Ah, sim, mas...
Tomei nota dos n�meros de s�rie desse dinheiro.
Tem que ser aberto na frente de testemunhas
para que possamos verificar os n�meros.
Est� certo, Sophie.
Muito obrigado. Daria � Sra. Yarmouth um recibo?
- Sim, senhor. - Vou levar a garota para o carro.
- Tem papel? - Claro.
Agora voc� assina.
Charlie Lewis.
Isso deve resolver.
Quando devo receber meu dinheiro de volta?
Eu o trarei de volta dentro de uma hora.
Provavelmente vou conseguir promo��o por isso.
O Sr. Henderson conhece os principais homens da Scotland Yard.
Apenas tome cuidado com meu dinheiro, isso � tudo.
N�o se preocupe. Pode confiar em mim.
Sr. Henderson?
Sr. Henderson?
� 6.000.
- Que mulher. - Que marido.
Nice em cerca de 20 minutos.
- Bom. - Por que est� preocupada?
Estava pensando na Sra. Yarmouth.
N�o me diga que est� com dor na consci�ncia.
- Um pouco tarde para isso, suponho. - Como tem raz�o.
Ainda assim, eu n�o me importaria de levar uma exist�ncia normal.
Por normal, quer dizer que eu me torne legalmente empregado?
- Outros homens s�o. - O que tinha em mente?
Que eu venda pneus das nove �s cinco a � 12 por semana?
Richard, n�o precisa ser t�o chato.
Minha querida, n�o tenho profiss�o, tenho pouca educa��o
e nenhuma experi�ncia de nada, exceto
valorizar idiotas ambiciosos que gerem dinheiro.
- No que sou extremamente bom. - Uma distin��o bastante duvidosa.
O que tinha em mente, coisas dom�sticas?
Cozinhar repolho sobre um fog�o quente?
N�o me importaria de cozinhar repolho se voc� comesse.
Querida, � ador�vel, mas impratic�vel.
Desfrutaremos duas semanas no Imperial em Cannes, vamos para Roma por um m�s,
sol, relaxamento e � 6.000.
- Parece bem divertido. - Um sonho.
Certo, ent�o esque�a a Sra. Yarmouth.
E quando Charlie e eu quebramos a fechadura da porta,
eles estavam a quil�metros de dist�ncia.
- M�e, n�o foi sua culpa. - Foi.
Estava t�o gananciosa pelo dinheiro da recompensa que
n�o conseguia pensar em mais nada. Um novo telhado...
- A que horas eles partiram ontem? - Aproximadamente �s 15:15hs.
- Ent�o eles tiveram 24 horas. - Nunca iremos encontr�-los. Nunca.
- A pol�cia tem alguma pista? - N�o, acho que n�o.
O vig�rio simplesmente morrer�. � 6.000.
E n�s trabalhamos tanto para levant�-lo, Simon.
Todos os tipos de pessoas pobres contribu�ram. Um centavo aqui, um xelim ali.
- Simon vai pensar em alguma coisa. - Mas o que?
Uma coisa que um artista de fraude planeja cuidadosamente � a sua fuga.
- Eles n�o tiveram muito tempo. - O que quer dizer?
A Sra. Wade n�o poderia saber exatamente quando sua m�e iria cham�-la
e dizer que ela mudou de ideia sobre a Funda��o.
Como eles deixaram o pa�s deve ter sido uma decis�o de �ltima hora.
Quer dizer que sa�ram da Inglaterra?
Provavelmente. N�o h� linhas diretas em Netherdon?
N�o. Voc� chama a telefonista.
- Onde fica a central telef�nica? - Nos correios na Rua Principal.
Esperem aqui. Tenho uma ideia.
- Onde voc� vai? - � ag�ncia dos Correios.
Jean. Fui t�o boba, t�o idiota.
Nunca serei capaz de encarar ningu�m novamente.
N�o se preocupe. Se o dinheiro n�o for recuperado, ajudarei a pag�-lo.
� 6.000. Vai levar s�culos.
Vou fazer uma nova pe�a no pr�ximo m�s.
O sal�rio �... N�o vai demorar s�culos, apenas cerca de 50 anos.
Jamais ou�o as conversas.
Desculpe, Frank. N�o h� resposta. Ele provavelmente est� no bar.
Mas mant�m uma lista de chamadas de longa dist�ncia para Londres?
Claro. O n�mero de chamada, o n�mero desejado e a hora.
Veja. Veja aqui.
Os n�meros n�o significam muito para mim.
Esta � Joe Simmons chamando seu irm�o em Finchley.
Em seguida, Bill Jarvis chama seu escrit�rio em
Whitehall para dizer que est� doente, e n�o est�.
E esse � o telefone da companhia a�rea Air France.
- Air France? - Sim. Air France.
- Tem certeza? - Sim. Claro. Olha, o terceiro abaixo.
- Grosvenor 9030 em Londres. - E essa � a Air France?
A menos que tenham alterado o n�mero de telefone nas �ltimas 24 horas.
- A que horas a chamada foi feita? - Eu acho... sim, foi.
Foi colocado na caixa de chamadas �s 13:10hs ontem.
Acha que poderia me ligar com a Air France em Londres agora?
Claro que poderia.
Liguei para a Air France e, �s 13:10hs, tinham uma reserva para Nice
de um Sr. e Sra. Richard Eade.
- Acha que s�o eles? - Tem que ser.
- Ningu�m mais ligou daqui. - O que vai fazer?
Gostaria de uma viagem ao sul da Fran�a?
Eu adoraria.
�timo. Tem duas horas para fazer as malas.
Claro que lembro de voc�, Sr. Templar.
Conhec�-lo � uma experi�ncia que nenhum policial pode esquecer.
Obrigado. Vou aceitar como um elogio.
- Posso apresentar a Srta. Jean Yarmouth? - Encantado em conhec�-la.
- Mas a companhia que mant�m... - Quer dizer o Sr. Templar?
Coronel, por favor. A Srta. Yarmouth pensa em mim como
um rapaz doce, simples e respeitador da lei.
Quando a desilus�o chegar, ser� uma agonia. E o que posso fazer por voc�?
Queremos nos informar sobre um Sr. e Sra. Richard Eade.
Eles chegaram em um voo de Londres ontem.
Por qu�? Deseja despoj�-los do dinheiro?
Na verdade, Richard � um velho amigo de escola.
Eles est�o em lua-de-mel.
Ent�o por que os perturba se ele � um amigo em lua-de-mel?
- Queremos surpreend�-los. - Com um presente.
Posso imaginar.
Coronel, por favor, como um favor para mim, far� isso?
Mademoiselle, todos os turistas t�m que entregar seus passaportes ao hotel.
O hotel envia seus nomes para a Delegacia de Pol�cia local.
Desta forma, podemos acompanhar os indesej�veis.
A Fran�a � t�o eficiente e a for�a policial � t�o charmosa.
- Vai nos ajudar, n�o vai? - Mademoiselle, vou ajud�-la.
Sugiro que v� tomar um caf�
e se o Sr. Templar voltar em meia hora, terei a informa��o.
- Coronel, voc� � um amor. - E um cavalheiro.
Sr. Templar, sou policial. Sugiro que se lembre disso.
- A pol�cia francesa colaborou novamente. - Mesmo?
Os Eades se registraram na noite passada. No Hotel Imperial em Cannes.
- Ent�o n�s os temos. - Agora nos devolver�o as � 6.000.
- Senhor? - Sirva um martini duplo muito seco.
Bien, monsieur.
Isso � o que chamo de bebida s�ria.
Hiran S. Toombs, do Texas. Chame-me "Hi". � como meus amigos fazem.
- Como vai? - Muito bem a maior parte do tempo.
Perdendo dinheiro nos cassinos. Paparicando algumas potrancas.
- Perd�o? - O tipo de duas pernas.
Peguei uma verdadeira e fofa donzela em Paris.
N�o fala ingl�s, mas n�o � a conversa que me interessa.
- Se entende o que quero dizer. - � bastante �bvio.
- Suponho que seja um rancheiro. - Um o que?
- Um rancheiro. - Ah, rancheiro.
N�o. Descartei minha terra principal.
Tenho alguns acres ainda no centro de Dallas.
Tenho alguns po�os de petr�leo que continuam bombeando.
- Voil�, monsieur. - Obrigado.
Louis, me traga outro Manhattan
e cobre aqui e do meu amigo.
N�o deveria, na verdade.
Bem, porque n�o? Tem mais de onde isso veio.
Joyce, h� um sujeito no bar que tem que ver para crer!
- Ah, Richard. - Um texano. Rico, amig�vel e irritante.
- A carteira dele est� cheia de dinheiro. - Voc� jurou que ir�amos descansar.
- Voc� prometeu. - Eu sei, minha querida.
Mas Hiran S. Toombs � bom demais para ser desperdi�ado.
Agora, escute. Este � o meu plano.
Obrigado.
- Obrigado... - Agora, sente-se e cale a boca.
- U�sque e soda, por favor. - Sim, senhora.
Boa noite, senhora.
- Voc� � um ianque? - N�o, senhora, sou texano.
� a mesma coisa, n�o �?
N�o, senhora. Veja, os Estados Unidos s�o um pa�s. Texas � um estado de esp�rito.
Isso � suficiente.
Leva apenas um dedal para se afogar.
Cale a boca.
Estaria interessado em saber como vender mais bebida?
- Como �, senhora? - Sirva uma medida completa.
Voc�s franceses s�o todos trapaceiros.
Assim n�o h� gorjeta.
Encantadora, n�o �?
- Vem todos os tipos, senhor. - Qual � o nome dela?
N�o sei. Ela � nova no hotel.
- Bem, oi. - Boa noite, Sr. Toombs.
O que estava fazendo a� embaixo?
A senhora com quem voc� estava derrubou isso.
Aquela senhora n�o estava comigo, mas ela tinha essa coisa em volta do pesco�o.
- Muito interessante. - �?
Uma bela pedra. N�o o pr�prio colar,
mas ela � genu�na e bem definida.
Linda esmeralda. Pobre cen�rio, mas uma bela pedra.
- Quer dizer que � valiosa? - Diria cerca de 5.000.
- D�lares? - N�o, libras. 15.000 d�lares americanos.
Perdoe-me estar interessado, mas estou no
neg�cio dos diamantes. Hatton Garden, Londres.
15.000 d�lares. N�o disse, Sr. Robbins, �?
Robbins, sim.
Acha que dever�amos imaginar uma maneira de devolver isso para ela?
- N�o sabe o nome dela? - N�o.
- Suponho que a coisa mais simples a fazer... - Isso � meu, muito obrigada.
Senhora, ningu�m est� negando o fato.
Suponho que estava pensando em uma recompensa se a entregasse.
Senhora, est� fazendo a meu amigo e eu aqui uma grave injusti�a.
N�o tentem me enganar. Eu o vi olhando atrav�s daquele vidro.
- Estava decidindo se o roubaria. - Como assim?
Para sua informa��o, a esmeralda � falsa.
Comprei de um ambulante por � 20.
Mas o colar � verdadeiro e est� segurado por 1.000 libras.
Ent�o foi grosseiramente mal informada.
Quando quiser informa��es, vou pedir.
- Como joalheiro profissional, devo... - Ent�o esse � o seu jogo.
As coisas que algumas pessoas fazem para angariar neg�cios.
Aqui.
Ent�o se n�o morrerem de decep��o, bebam por minha conta.
- Bem, afirmo. - Mulher extraordinariamente desagrad�vel.
O que devemos fazer sobre isso?
Levamos os insultos, podemos muito bem engolir isso.
- Louis! - Senhor.
- Modo incr�vel de se comportar. - O que v�o querer?
- Um Martini seco. - Fa�a dois. Duplos.
- Dois Martinis duplos. Sim, senhor. - Com muito gelo.
Sr. Robbins, sente-se aqui, vamos?
N�o poderia estar enganado com a esmeralda?
Sem chance. Tem que conhecer sobre esmeraldas na minha profiss�o,
especialmente com estes sint�ticos.
� genu�na. Ela provavelmente conseguiu de um
comerciante de sucata que n�o sabia o seu valor.
- Acontece o tempo todo. - Voc� acha?
Compraria nesse instante por 5 mil e o venderia em Londres por sete.
Que neg�cio estupendo, n�o �? Ela acha que � um peda�o de vidro.
Esse � o seu direito, tanto quanto estou preocupado.
Sr. Robbins, por que n�o vai atr�s dela e tenta compr�-lo?
- Meu camarada, por qu�? - Ela venderia por 1.000.
- Teria um bom lucro. - N�o ficaria bem. Estou no neg�cio.
Se n�o fizesse uma oferta justa, minha reputa��o estaria arruinada.
- Parece uma coisa boba. - Bastante.
Sr. Robbins, suponha, pense,
se eu trouxer essa pedra amanh�,
se sentiria obrigado pela �tica profissional
a me perguntar quanto paguei por ela?
Se este fosse um mundo ideal, Sr. Toombs, suponho que deveria.
Mas sendo humano e n�o estando diretamente envolvido,
acho que posso sentir que foi justi�a po�tica
para que uma mulher t�o desagrad�vel seja... digamos, lesada.
Significa que estaria disposto a me dar 5 mil libras por isso?
Disposto? Ficaria encantado.
Sr. Robbins, � um prazer falar com voc�.
Obrigado.
Ora, aqui est� minha pequena potranca francesa.
Querida, quero que aperte a m�o do Sr. Robbins.
- Sr. Robbins, Therese Duprez. - Como vai?
- Diga ol�, querida. - Allo.
- Isso significa oi. Louis. - Senhor.
- Mande uma garrafa de champanhe para n�s. - Sim, senhor. Em seguida.
- Sr. Robbins, junte-se a n�s. - Muito obrigado.
Querida, qual � a sua rea��o a esmeraldas?
Entende o que quero dizer?
Richard, percebe que s�o 3:30 da manh�?
- Certamente que sei. - Bem, o que segurou voc�?
Ele e sua potranca francesa.
Dallas est� no canto noroeste do pasto de vacas do papaiz�o.
Voc� foi maravilhosa. Deu um belo desempenho.
- Fui muito boa, n�o fui? - Soberba.
- Ele mordeu? - Est� bem e verdadeiramente fisgado.
Pode engan�-lo amanh�.
- Espero que saiba o que est� fazendo. - Cada movimento est� previsto.
- Aqui vem ela. - Ela est� usando?
Relaxe. Est�. Ei, me d� isso. Franceses n�o l�em a Tatler.
- Bom dia, senhora. - � voc�.
Por que n�o se senta e d� descanso a esse c�ozinho?
Tenho uma coisa a dizer para voc�.
- Antes, deixe-me oferecer-lhe uma bebida. - N�o, obrigada.
Querida, v� at� o bar e me compre uma bebida?
- Sherry? - N�o, gin e t�nica.
- Gin e t�nica. - Com muito gelo.
- Muito gelo. - Um monte de sorvete.
Ela � a pequena mais fofa que desceu dos meus po�os.
Que coisa idiota.
Senhora, continue assim e vai perd�-lo.
� azarado, � isso que �.
Nunca deveria us�-lo. Eu perdi duas vezes e fui roubada uma vez.
Cada vez me custou dinheiro para recuper�-lo.
Ontem � noite tive que lhe pagar uma bebida.
Meu �ltimo marido me deu e ele teve azar.
Agora o fecho est� realmente quebrado.
Agora, apenas relaxe, minha senhora.
Sabe o que vou fazer? Vou vend�-lo.
Se puder encontrar um joalheiro honesto nesta cidade.
Ocorre-me, senhora, que pode estar interessada em vend�-lo para mim.
Voc�?
Minha pequena boneca francesa tem um desejo ardente por joias.
- E voc� quer comprar? - Depende.
- De que? - Do pre�o.
- � 2.000. - Ontem � noite disse que valia 1.000.
Ontem � noite n�o tinha inten��o de vender.
� 2.000, � 6.000 d�lares.
Est� bem, senhora. Trato feito.
Um cavalheiro texano nunca pechincha com uma senhora sobre o pre�o.
Vou dar uma volta ao Banco pela manh� e lhe encontrar no bar ao meio-dia.
Tudo bem. No bar ao meio-dia.
Mas n�o pense que ficarei surpresa se voc� n�o aparecer.
Senhora, um texano nunca recusa uma barganha.
No bar ao meio-dia. Minha pequena boneca francesa vai ficar surpresa!
Certamente..
Aqui. Seu grande presunto texano.
- Muito obrigado, querida. - Tudo bem. Como foi?
- Como previsto. - Ela mordeu?
Claro que sim.
Como foi?
Texas se rendeu!
O ponto �, Simon, fizemos este pequeno neg�cio
para recuperar as 6 mil libras de mam�e.
- E n�s vamos. - Mas como?
Pagando � Sra. Eade � 2.000 por um colar sem valor?
- Voc� ver�. - Eu n�o entendo.
� o princ�pio que n�o entende.
O artista da fraude procura a inoc�ncia tola
que eu representei como um texano rico e amig�vel.
Os Eades operam na teoria de que o humano � ganancioso e desonesto.
Mas �, infelizmente.
Exatamente. Eles sabem que n�o vou conseguir
resistir a um acordo suspeito com um lucro r�pido.
- Como recuperamos nosso dinheiro? - Por que n�o deixa comigo?
A� vem a espinha dorsal do Hatton Garden.
Volte para ao ato parisiense.
Gra�as a Deus ele n�o fala franc�s.
- Bom dia, Sr. Toombs. - Ol�, Sr. Robbins.
Bonjour, mademoiselle, j'�spere que tu vas bien.
- Diga oi, querida. - Oi.
Sr. Robbins, estou feliz que tenha vindo.
Presumo que esteja falando s�rio sobre o que disse ontem � noite.
Est� no mercado para aquele pingente de morcego horr�vel.
N�o me diga que o roubou.
N�o, mas acho que vou conseguir a pre�o de banana.
N�o se preocupe com ela. N�o entende muito ingl�s.
Apenas "sim" e "me d�". S� quero saber que n�o est� brincando comigo.
Sr. Toombs, nunca brinco com neg�cios.
- Significa que vai compr�-lo por � 5.000? - Vou. Em dinheiro.
Vou conseguir ao meio-dia. Quando poder�amos nos encontrar?
Estarei jogando golfe esta tarde.
O que dizer de cerca de sete horas no bar do hotel esta noite?
- Tem um acordo. - �timo.
Au revoir, mademoiselle.
Bem, os peixes est�o mordendo esta manh�.
Melhor se apressar. S�o cinco para meio-dia.
Estou pronta.
Terminarei de fazer as malas, quando voc� sair.
Nosso avi�o parte para Roma em uma hora e 30 minutos.
- Como chegaremos ao aeroporto? - Voc� vai num t�xi com as malas.
Eu sigo em outro com os tacos de golfe. O texano n�o pode nos ver sair juntos.
Quando chegarmos a Roma, podemos ter um descanso?
Teremos � 6.000 da Sra. Yarmouth. Teremos � 2.000 do Sr. Toombs.
Quando chegarmos a Roma, vamos relaxar e nos divertir.
Pare�o suficientemente horr�vel?
Parece horr�vel e eu te amo.
Bem, � isso.
Boa sorte.
Voc� realmente apareceu. N�o achei que faria.
Como eu disse, senhora, sempre fa�o uma barganha.
- O que posso oferecer para beber? - Nada. Estou partindo em uma hora.
- Trouxe o dinheiro? - Claro que sim.
Est� tudo aqui. Quatro pacotes de 500 cada.
- E aqui est�. - Bem, obrigado, senhora.
Muito lindo mesmo.
Suponho que vai dizer a sua namorada que a esmeralda � genu�na.
Acho que � da minha conta.
Homens, s�o todos iguais. Mentirosos e trapaceiros.
Bem, boa sorte.
Obrigado, senhora. E o mesmo para voc�.
- Isso foi r�pido. - N�o poderia ter sido mais f�cil.
Oh, que linda vista.
- Joyce, estou orgulhoso de voc�. - Obrigada. Eu n�o estou.
Qual � o problema? Voc� est� bem? Sua consci�ncia est� ficando fr�gil.
- Esque�a. - Dinheiro, te amo.
Estamos carregando muito dinheiro.
E quanto aos cheques de viagem?
- Quem ser�? - O mensageiro para as malas.
N�o telefonei.
- Nada deu errado? - N�o. Responda.
Ol�, Sr. Eade, tamb�m conhecido como Henderson,
da Ag�ncia Internacional de Detetives.
Oh, n�o.
- E a Sra. Eade. - Voc�.
Ali�s Am�lia Wade, da Funda��o Silas Marin. Desculpe.
Oficial, por favor.
Senhor.
Oficial, sem invadir sua autoridade,
posso fazer algumas perguntas?
- Prossiga, senhor. - Mas seu sotaque!
Assumido. Tenho vergonha de admitir isso.
N�o sou um cidad�o do Estado nobre do Texas.
- Seu falso. - Falso?
Vindo de seus l�bios, isso � muito engra�ado.
Oficial, diria ao Sr. e � Sra. Eade o que testemunhou no bar do hotel?
Vi a senhora lhe entregar um colar. Este.
Bem definido. Pedras de imita��o, no valor de aproximadamente 500 francos.
Ent�o voc� deu a ela um envelope contendo dinheiro.
Anotou os n�meros de s�rie?
Sim, senhor. Eles s�o numerados consecutivamente.
De SR1908630 para cima.
Meu dinheiro, por favor.
Fez um acordo por sua pr�pria iniciativa, Sr. Toombs...
- O nome � Templar. - O que?
Simon Templar.
Agora, gostaria do meu dinheiro pacificamente.
Por outro lado, se quiser, vou lev�-lo e � for�a.
Tudo bem.
Bem, obrigado.
Agora, vamos voltar para a aldeia de Netherdon, certo?
- Oh, n�o. - N�o pode nos tocar.
Sem birras, por favor.
Oficial, acho melhor voc� se sentar.
Este � um longo e triste conto e n�o ser� capaz de suport�-lo.
- Merci, Monsieur. - Je vous en prie.
Em toda a par�quia de Netherdon, idosos, vi�vas, crian�as,
encanadores, pedreiros, carpinteiros, pessoas comuns,
contribu�ram com seus centavos para o fundo de restaura��o da igreja de Netherdon.
- Esses parasitas roubaram. - N�o.
Sim. � 6.000.
Sempre a mesma coisa com os ingleses, n�o �?
Sim. Sabotaram um trabalho sagrado
a fim de se sentar em torno de um hotel de luxo na Riviera e beber.
Incr�vel.
- Ele se passou por Detetive. - Representa��o.
Ela fingiu que era de Boston, representando
uma grande institui��o de caridade americana.
Fraude e uso de um nome fict�cio para fins de extors�o.
Vou levar as 6 mil libras da Sra. Yarmouth.
- N�o as tenho. - Perdemos no cassino.
- Isso mesmo. - Deve acreditar em n�s.
Eu n�o.
Gostaria que eu lhe batesse forte?
- Vai deix�-lo me agredir? - Lamento que n�o possa agredi-lo.
- Isso. - Apenas bata nele.
Por favor, n�o!
Bem?
Tudo bem.
Est� tudo aqui?
Tudo, com exce��o de � 50.
Estou esperando.
- Eu n�o entendi. - Aceito francos.
Richard, pague-o.
Basta de ganhos il�citos.
Agora h� uma quest�o de alguns outros itens.
- Outros itens? - Por exemplo?
Minha pequena potranca francesa � na verdade a filha da Sra. Yarmouth.
Para voar de Londres para c�, mais alguns gastos, custou 180 libras.
- Isso est� se tornando uma amea�a. - Se � assim que se sente sobre isso.
- Certamente. - Oficial, confisque sua bagagem.
- Imediatamente, senhor. - Vou entrar em contato com a Sra. Yarmouth.
Ela pode contatar a pol�cia para os tr�mites da extradi��o.
- Extradi��o? - Exato.
Ent�o, depois de ter cumprido seus quatro ou cinco anos na Fran�a,
ser�o levados de volta para a Inglaterra para responder �s acusa��es
de peculato, fraude e assim por diante.
- V� em frente, oficial. S�o todos seus. - Richard.
Olha... acho que podemos consertar tudo isso.
Mesmo? Como?
Bem...
Suas despesas poderiam ser atendidas
e os procedimentos de extradi��o podem ser cansativos.
Os julgamentos podem ser demorados e embara�osos para todos os envolvidos.
Parece que, se a Sra. Yarmouth recuperou as � 6.000 e voc� recebeu suas � 2.000.
Estou ouvindo.
Sim, claro. Algo por seu inc�modo.
E?
Sim, claro. Um pequeno honor�rio para o oficial aqui.
Est� sugerindo que vou aceitar um suborno?
- Sim. - Tentativa de subornar um policial.
- Estamos acabados. - Quanto?
Bem, vamos ver. O que temos aqui? 10.000 francos... cada um.
Cada? N�o posso sair do hotel.
Vergonha. N�o pagar a conta do hotel.
� assim que a vida �. V� em frente, oficial.
Ei, espere.
Tudo bem. Est� tudo l� na mala. Fique � vontade.
- Alors. - Madame. Merci, monsieur.
- "Voc� n�o pode agredi-lo." - Apenas bata nele.
Simon disse que voc� teve um desempenho ador�vel.
- Sim, considerando que n�o tive ensaio. - Jim, somos gratos.
Nem pense nisso. Na verdade, os 10.000 francos, n�o preciso.
Acabei de terminar um filme. Est�o me pagando uma fortuna.
- O que acha que � justo? - Alugar o uniforme me custou 30 francos.
Pague-me isso e outra bebida.
De onde eu venho, isso parece uma proposta esportiva. Gar�on!
Fale sobre retribui��o instant�nea.
Eu sei. Estou apenas atordoada.
- Um momento estamos ricos... - E no minuto seguinte, estamos falidos.
O que vou fazer?
Quero dizer, parece que vou ter que encontrar um emprego honesto.
Um, dois, tr�s, quatro, cinco. � 6.000.
Acho que vou desmaiar.
Ainda n�o. H� 2.000 para o fundo de restaura��o da igreja.
Agora pode desmaiar.
- Simon, n�o sei o que dizer. - Bem, n�o diga nada.
N�o para voc�. Para o vig�rio.
Como vou explicar uma doa��o de � 2.000
sem admitir que fui - qual � a express�o? - feita de trouxa?
- Diga que foi a Funda��o Silas Marin. - Mas isso � mentira.
Poderia dizer que foi doado pelo Sr. e Sra. Richard Eade.
Foi, sabe, com um pouco de ajuda "santa".
Cuidado, senhora. Corro perigo de gostar mais de voc� do que do meu cavalo.
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