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Bom dia. Espero que vote no Sr. Hackett. Posso ter seu n�mero?
N�o tenho um. Eu n�o moro aqui.
- Que pena. - Estou aqui s� para navegar e pescar.
- Sinto muito por ter lhe incomodado. - De modo algum.
Em algumas partes do mundo, voc� apanha para votar
ou � enviado � pris�o, se n�o fizer isso.
Mas as elei��es inglesas, especialmente as locais,
permanecem agradavelmente calmas.
O contato direto parece... um convite para o ch�.
Nada t�o grosseiro quanto campanhas agressivas, ou mesmo a persist�ncia.
- Simon, como vai? - Estou bem.
Como est� o rep�rter de estrelas de Seatondean?
Ainda sonhando com a Rua Fleet.
- N�o o esperava at� o meio-dia. - Vim mais r�pido do que esperava.
Seu escrit�rio disse que estava aqui.
O que � tudo isso, fazendo seu dever pol�tico?
Dever do sogro. Estou noivo da filha de George Hackett.
- Jack. - Ah, querida.
Simon, conhe�a Molly Hackett. Querida, este � o famoso Simon Templar.
O SANTO
S02E12 - O Prefeito Bem-Intencionado
Legenda por Susanawho
- Muito entediado, Simon? - N�o. Aproveitando cada segundo disso.
Eu n�o estou.
As pessoas v�o pensar que � um mau perdedor.
N�o suporto ver Sam Purdell ordenhando novamente a vaca no pr�dio.
N�o me importa quem me ou�a.
Melhor ir com calma nisso.
Olhe para ele! Sua Excel�ncia e adoradores!
Bem, parab�ns, Sam. Teve sucesso novamente.
Quem disse seco?
Bem... me desculpe, com licen�a.
- Parab�ns, Sam. - Obrigado.
- Divertindo-se, George? - Cheio de cordialidade esta noite, n�o �?
Oh, deixe disso, foi uma luta justa, voc� sabe disso.
Voc� perdeu e eu ganhei, mas n�o importa, ainda est� no Conselho.
Sim, Sam... ainda estou no Conselho.
Ainda disposto a nos oferecer uma boa oposi��o, hein?
- Mesmo se sempre o vencemos no voto. - Meu dia est� chegando.
Sem ressentimentos, certo?
- Qual � o problema com o Hackett? - U�sque e uvas azedas.
Queremos Purdell, queremos Purdell!
- Querem que diga algumas palavras. - Certo. Estou pronto.
Queremos Purdell...
Hora da b�n��o, Sua Excel�ncia?
Qual � o problema, George? Com ciumes?
Queremos Purdell, queremos Purdell!
Algo me diz que j� estive aqui antes!
Voc�s me conhecem. Minha cara feia est� no jornal com frequ�ncia.
Mais importante, eu os conhe�o porque se perdoarem o comercial,
Sam Purdell removeu o carv�o na maioria dos seus quintais!
Como Prefeito, prometo que continuarei correspondendo �s expectativas!
- Muito bem, senhor! - Voc�s viram muitas mudan�as aqui.
Como o Centro C�vico que estamos construindo e h� mais mudan�as por vir!
Voc�s me deixaram orgulhoso e vamos corresponder a essa confian�a
porque estamos determinados a transformar a nossa cidade
na melhor est�ncia balne�ria desta costa!
Para o benef�cio e a prosperidade de todos.
Prosperidade para o Prefeito! Esta cidade est� sendo sugada para alinhar o...
- Ponha-o para fora! - Trapaceiros e desonestos!
- Solte-me! - Comporte-se!
- Como p�de? - Purdell � um mentiroso e falso!
Um dia algu�m vai process�-lo... Jorrando mentiras como essa!
- N�o s�o mentiras! - Cale a boca e v� para casa!
Pai, por favor, pelo amor de Deus!
Viva!
Viva!
Lamento que o Conselheiro Hackett tenha bebido muito.
Para mostrar que n�o tenho rancor, vou convid�-lo para tomar outra!
Isso �, se ele ainda ficar de p�!
- Pai, como p�de fazer isso? - Sam Purdell � um mentiroso e um vigarista.
Ent�o v� atr�s dele legalmente. N�o aja como um aluno hist�rico!
- Voc� foi um idiota! - N�o fale assim comigo!
Bem, algu�m precisa! O que as pessoas v�o pensar?
N�o dou a m�nima! Algu�m tem que trazer toda a desonestidade � superf�cie!
Voc� disse isso durante a sua campanha. Ningu�m ouviu.
- N�o pude provar. - Voc� tem que provar antes de insultar.
Sam vai passar por essa explos�o como puro ci�me e bebida!
- N�o estava b�bado! - Tem que lutar com Sam racionalmente.
V� atr�s dele na reuni�o do Comit� de Obras.
� assim que vai peg�-lo, n�o jogando birras em p�blico.
Perdi a paci�ncia. N�o pude evitar.
Sinto muito.
Pai, o que vou fazer com voc�?
- N�o queria lhe envergonhar. - N�o � comigo que estou preocupada.
N�o poderia usar um pouco de discri��o?
� s� que fico com tanta raiva. Tenho que atacar as pessoas porque...
Acho que ainda sinto falta da sua m�e.
Sim... eu sei.
A vida de um homem tem que significar algo.
Devo lutar pelo que acredito.
Sim, mas n�o poderia refrear as m�s t�ticas?
Eu vou. Eu prometo.
A REUNI�O DOS CONSELHEIROS DA CIDADE FOI UM FRACASSO
Mais duro, mais duro! Olha, Joe, d� um bom soco, certo?
Essa � a coisa!
N�o deve encorajar os meninos a usarem seus punhos.
Nunca ter�o que levantar sacos de carv�o como eu fiz.
Quero que eles cres�am dur�es.
Est� na hora de sair. O carro est� aqui.
Tchau, rapazes. Vejo voc�s � noite.
- De volta � prote��o. - Sim.
Qual � o problema?
Os jornais est�o cheios sobre o ocorrido na noite passada.
Eu vi. Hackett est� perdido dessa vez.
Por que, Sam? Por que ele diz essas coisas terr�veis?
� simples, amor. George Hackett � devorado por ci�mes,
Meu trabalho, esta casa.
Voc� n�o deveria emitir, n�o sei, algum tipo de declara��o?
Dizendo o que?
Como adquirimos esta casa, por exemplo.
N�o se incomode. Voc� n�o leva esse tipo de mancha imunda a s�rio.
Mas as pessoas falam sobre como um comerciante
de carv�o pode viver da maneira que vivemos.
O que quer que eu diga? Que eu tive sorte no mercado?
Que os empres�rios me d�o dicas por causa da minha posi��o?
Por que eu deveria justific�-lo para Hackett?
Ele � um criador de problemas e um b�bado.
Um dia vou dar um soco no nariz dele.
- Agora, Sam...! - N�o se preocupe.
Tenho que ir. Comit� de Obras �s 10:00hs.
- Acho que o Hackett estar� l�. - N�o se preocupe, vou lidar com ele.
Somente metade do Centro C�vico est� pronta e j� est� custando o dobro!
Conselheiro, n�o podemos controlar o clima ingl�s.
Podemos controlar os gastos!
O plano para adicionar uma sala de exposi��es � extravagante!
�? E quanto �s confer�ncias de vendas e
feiras de neg�cios que atrairemos no inverno?
- Sim! - Sim!
Vamos continuar com isso. � a terceira vez que discutimos a compra da terra.
- A esse pre�o, o que espera? - Temos que decidir.
Por que n�o podemos reprojetar o centro para incluir este sal�o?
Nosso arquiteto j� explicou isso.
Mas sem d�vida ele estaria disposto a faz�-lo novamente.
Para fazer isso, ter�amos que construir para cima.
As leis de planejamento urbano e municipal pro�bem isso.
Agora, se tiver acabado, gostar�amos de continuar.
Antes de submet�-lo � vota��o, o funcion�rio
da cidade vai revisar os detalhes novamente.
A �rea que precisamos compreende cerca de um e meio acres,
ocupada por uma f�brica de garrafas
abandonada que deveria ser demolida.
Depois de negociar com os propriet�rios, o Bellevue Development Trust,
Um n�mero de 173.000 libras foi acordado...
Manipulado!
- O que? - O pre�o � fraudulento.
- � melhor explicar essa observa��o. - Com prazer.
Seis meses atr�s, os Refrescos Waterman nos
ofereceram essa terra pela metade do pre�o!
- N�s n�o a quer�amos ent�o. - Bellevue a comprou.
Mas s� depois que esse Comit� come�ou a considerar compr�-la.
Est� sugerindo que houve um vazamento a partir daqui?
- Vou mais longe! Parece... - Hackett!
Foi longe o suficiente, tanto dentro como fora desta C�mara!
Quem controla Bellevue?
Acha que algu�m aqui tem interesse?
- Sim! - Quem?
Os registros s� mostram os administradores!
Isso � bastante comum atualmente.
E assim s�o os pre�os inflacionados sempre
que escolhemos uma escola ou um hospital!
cuja �nica op��o � comprar!
- Hackett, basta! - O terreno � propriedade de alguma empresa
com origens imposs�veis de rastrear!
- Cale a boca ou vou expuls�-lo! - Tente!
Sil�ncio!
Sil�ncio!
Conselheiro Hackett,
forne�a ao funcion�rio da cidade um fragmento de evid�ncia
de corrup��o neste Conselho e um inqu�rito ser� realizado.
Enquanto isso, deixe-me dizer uma coisa.
Estou cansado de suas insinua��es absurdas.
Eu me abstive de tomar medidas legais
porque suas acusa��es n�o devem ser levadas a s�rio,
mas n�o force demais a sua sorte.
Estou lhe avisando.
Agora, de volta aos neg�cios. Precisamos
desta terra para completar o Centro C�vico.
Podemos votar? Todos aqueles a favor da compra.
Obrigado. N�o acho que precisamos nos preocupar em contar. Os contra?
- Aceitarei uma mo��o para encerrar. - Concordo com a mo��o.
- Eu em segundo. - Reuni�o encerrada.
Estou surpreso que a maquete n�o tenha desmoronado sob o fogo cruzado!
Perder a campanha para Prefeito mandou Hackett para o fundo do po�o.
Como funcion�rio da cidade, nunca ouvi nada t�o escandaloso.
Hackett sempre o amea�ou, Sam, mas agora parece envenenado.
Se ele mantiver essa acusa��o rid�cula,
as pessoas podem come�ar a acreditar nele.
- O que vai querer? - Tomaria seis duplos, Joe.
- Seis duplos? - Vou come�ar com um.
Sim, senhor.
- Bom dia, Sr. Hackett. - Ol�, Jack. Bom dia, Sr. Templar.
- Sr. Hackett. - Tomem uma bebida comigo.
Ningu�m mais vai.
Por qu�? Ap�s seu discurso de ontem � noite?
- Acabei de fazer outro. - O mesmo assunto?
- Sim. O que vai tomar? - Meio a meio, obrigado.
- Sr. Templar? - O mesmo para mim.
- Duas doses de meio a meio, Joe. - Sim, Sr. Hackett.
Parece que todos est�o com raiva de mim.
Isso � pol�tica.
� muito mais sombrio que pol�tica. A cor do carv�o de Sam Purdell.
Tem alguma coisa realmente concreta?
Concreto?
Sim. Estou conseguindo.
Quando tiver, o Sentinel vai respald�-lo.
- Obrigado, Joe. - De nada, Sr. Hackett.
- Sa�de. - Sa�de.
Sam desembarcou na cidade com outra conta grande.
- O custo do local da f�brica de garrafas. - Est� passando?
E a misteriosa empresa Bellevue fez um lucro gigantesco.
Rastreou o antigo dono? Waterman? Ele se aposentou em algum lugar.
- No t�mulo. Ele morreu h� tr�s semanas. - N�o sabia disso!
- Preciso ir para casa. - Sr. Hackett, outra bebida?
N�o, obrigado. Nunca tomo mais do que uma antes do almo�o. At� logo.
- Tchau. - Tchau. Obrigado.
Voc� � cego ou algo assim?
Voc� deliberadamente cortou na minha frente!
Voc� me viu a 1 km de dist�ncia, seu est�pido!
Espere um pouco!
Esteve bebendo, posso cheirar. Voc� est� b�bado!
Voc� � um mentiroso!
Sim? V� em frente, me bata, seu b�bado!
Parem!
Ele me atingiu, oficial! Fez danos ao meu carro e depois me atacou!
Tudo bem, acalme-se. Deixe-me ver suas carteiras de motorista.
Ele esteve bebendo, oficial. Pode sentir o cheiro.
- Seu mentiroso podre e sujo! - Esteve bebendo, senhor?
- Tomei um u�sque no hotel. - V�? Ele admite isso.
� uma farsa! � uma arma��o...
Pode explicar isso no Tribunal, senhor.
- Mais testes? - N�o.
- Estou s�brio? - Completamente.
- Sou capaz de controlar um carro? - Sim.
Mas n�o � capaz de se controlar.
Tenho sido seu m�dico por dez anos. Por que faz essas coisas malucas?
Isso foi deliberado. Esse acidente foi planejado para me desacreditar.
- Ora, vamos. - Voc� descobrir�.
Ser� acusado de agress�o. Por que bateu nele?
- N�o pude evitar. - Pois lhe desejo boa sorte.
- Jim, conhece esse sujeito? - O nome dele � Maxin.
Ele � um funcion�rio que trabalha no canteiro de obras do Centro C�vico.
Oh, ele �?
Voc� � um bom sujeito. Votei em voc�,
mas n�o saia por a� fazendo papel de bobo.
Deixe a politica para mim. Fique com a Medicina.
Eu vou. Talvez eu encontre uma cura para sua cabe�a de porco.
- Isso parece muito promissor. - Obrigada.
- Est� parecido comigo? - � bom. Forte.
Captura voc� admiravelmente. Vai me desculpar se interromper um momento?
Certamente.
Aqui est� a estimativa para o jantar dos comerciantes da cidade.
O fornecimento deve ser de 15 xelins por cabe�a, incluindo bebidas.
Isso parece um pouco mesquinho.
No ano passado, houve mais indulg�ncia.
Alguns deles s�o velhos amigos meus. Fa�a �1 por cabe�a.
- N�o funcionou, Sam! - Voltou novamente?
Seu lacaio pago, culpar-me por um delito na condu��o!
- Do que voc� est� falando? - Quem lhe avisou que eu estava no bar?
- Est� louco! - Eles me ouviram pedir seis duplos.
Mas eu s� bebi um... ent�o seu esquema falhou!
Nunca escutei tanta tolice em toda a minha vida!
Estou doente e cansado de voc� e seus del�rios!
Sam, vou peg�-lo!
Procure um m�dico, cara! Est� doente! Tem uma mania de persegui��o!
N�o vai usar isso por muito mais tempo!
Saia ou vou remov�-lo e chut�-lo pela pra�a da cidade!
Senhores, por favor!
Cale-se! Voc� � muito est�pido para ver o que acontece!
Saia! Agora mesmo!
Amanh�, na reuni�o plen�ria do Conselho, vou peg�-lo!
Ele fez amea�as rid�culas novamente?
Que bom que acha divertido, acidentes de carro, bater nas pessoas.
- Est� se tornando a aberra��o da cidade! - Foi uma arma��o.
- Pai, por favor! - E Sam estava por tr�s disso.
Ele est� na defensiva. Est� com medo de mim.
Entendo porqu�! Voc� deveria ser afastado!
- N�o seja grosseira. - Tem uma obsess�o por Purdell
e nem um fragmento de prova!
Estou farta e n�o quero mais discutir isso!
- Por que se comporta assim? - Por que devo?
Continue assim e Jack vai romper o noivado!
- Por qu�? - Risco da hereditariedade!
- Molly, venha aqui! - Qual � o problema?
Tenho Sam onde eu o quero! Isso prova!
- �timo! Leve para um advogado! - Leia! V� em frente!
De uma vez por todas, pare de gritar sobre Sam Purdell!
� tudo que fez por semanas! Estou cansada disso!
M�e, m�e, olha!
Dr. Yates, era o m�dico pessoal do falecido, n�o era?
- Eu era. - Voc� o conhecia bem.
- Sim. - Ele tinha tend�ncias suicidas?
Definitivamente n�o!
Descreveria sua personalidade como est�vel?
Bem, n�o.
- Como inst�vel, ent�o? - Sim.
Era um homem excit�vel e violento dado a raivas irracionais.
Sim.
- Realizou a aut�psia? - Realizei.
- O que encontrou? - M�ltiplas fraturas nas pernas e espinha.
- A morte foi instant�nea. - Algo mais?
O falecido n�o tinha comido durante oito horas. O est�mago continha �lcool.
- Quanto? - O equivalente a 9 ou 10 duplos.
O suficiente para ter afetado seus sentidos?
Sim. Estava indo r�pido demais. Ele bateu em mim.
- E depois? - Disse que foi tudo culpa minha.
Ent�o ele me bateu. Poderia dizer que ele esteve bebendo.
Na ocasi�o, ele disse que s� tinha tomado uma.
Sim, o m�dico o examinou e confirmou que esteve bebendo.
N�o o suficiente para torn�-lo impr�prio para dirigir.
Pode descrever a maneira do Sr. Hackett no momento do acidente?
- Ele estava nervoso. - Bravo?
Ele virou-se novamente para o Sr. Maxin
e disse que era tudo uma farsa e arma��o.
O acidente foi causado deliberadamente?
Sim... por mim.
Ele invadiu a Prefeitura com alguma hist�ria
que coloquei algu�m para enquadr�-lo em uma acusa��o de dirigir embriagado.
Ele estava violento?
N�o chegou a me golpear, felizmente.
Mas ele agarrou minhas roupas e continuou gritando como...
Bem, como um homem que tivesse bebido muito.
Obrigado, Sr. Prefeito.
Antes de me retirar, gostaria de dizer alguma coisa.
George Hackett foi meu oponente pol�tico.
Ent�o, era natural que ele quisesse me desacreditar. Isso � pol�tica.
Mas como l�der c�vico, gostaria de expressar publicamente
um profundo sentimento de choque e tristeza
com a perda de um colega Conselheiro... e muito trabalhador.
Srta. Hackett, esta carta que falou, o que seu pai disse sobre isso?
Ele disse que, tanto quanto me lembro,
"Tenho Sam onde eu o quero. Esta carta prova isso."
- N�o est� em seu poder? - N�o, olhei em todos os lugares.
- Voc� a leu? - N�o.
- Por que n�o? - Bem, simplesmente n�o li.
- N�o o levou a s�rio? - N�o, exatamente.
N�o � verdade que seu pai ficou profundamente
desapontado por perder a elei��o?
Bem, naturalmente, mas n�o ao ponto de se suicidar!
Por mais angustiante que isso deva ser para voc�,
devemos tentar decidir se foi isso ou um acidente.
Ou alguma outra coisa?
Eu deveria deixar bem claro
que a pol�cia n�o tem motivos para suspeitar de crime.
Eu entendo, � s�...
meu pai perdia a paci�ncia com frequ�ncia e ficava empolgado com as coisas,
mas simplesmente n�o posso acreditar que ele
ficasse t�o b�bado a ponto de cair de um penhasco.
Srta. Hackett, seu pai era uma pessoa previs�vel?
- N�o. - Sem controle?
Frustrado!
Lutava para que as pessoas soubessem o que
estava acontecendo no gabinete do Prefeito!
Sou de opini�o de que seu estado de esp�rito o levou � sua bebida
e esse �lcool o levou a perder o controle de seu carro.
Na aus�ncia de qualquer inten��o declarada de cometer suic�dio,
vou registrar um veredicto de morte por acidente.
Este Tribunal est� agora em recesso.
- Molly, sinto muit�ssimo. - Isso vale para mim tamb�m.
H� alguns documentos do seu pai. Vou mand�-los.
Obrigada.
- Molly, h� algo que eu possa fazer? - N�o.
Sr. Purdell... Sei que papai estava contra voc�,
mas ele acreditava que estava fazendo a coisa certa.
Lamento se...
N�o, por favor. Sempre respeitei um advers�rio honrado.
Mas ele nunca bebeu gim. Ele nunca tocou.
Ele tinha certeza de que poderia expor Sam Purdell. Deve haver uma conex�o.
Uma conex�o que exigir� muita prova. N�o podemos nos mexer sem fatos.
� poss�vel que tenha sido obrigado a beber o gim?
Isso j� foi feito antes, mas...
Tem certeza de que ele levava a carta
com ele naquela noite que saiu de casa?
- N�o, n�o tenho certeza de nada. - Obrigado.
Soube sobre o seu pai. Sinto muito por isso.
- Considerando que poderia salv�-lo. - Salv�-lo?
- Como? - Esteve aqui bebendo naquela noite?
N�o, quero dizer, depois de fechar. Estava a caminho de casa e vi o carro dele.
Onde?
No canteiro de obras. Voc� sabe, o novo Centro C�vico.
Havia meia d�zia de cartas. Uma era sobre Sam Purdell. As outras eram contas.
H� uma da Empresa de Cimento Park Severn.
- Nunca ouvi falar deles. - Foi enviada dia 12.
Ent�o ele recebeu no dia 13. O dia em que ele morreu.
Sim.
Eu vou visitar a Empresa de Cimento Park Severn,
ver se algu�m pode me dizer porque seu pai foi para o local da constru��o.
Sim, Sr. Templar, minha empresa forneceu o cimento para o Centro C�vico.
Entregamos o pedido e recebemos o pagamento imediato.
Depois, o Sr. Hackett veio me ver.
N�o, obrigado. Por que ele veio v�-lo?
Ele n�o conseguia colocar as m�os na planta do pr�dio,
mas ele me trouxe uma d�zia de fotografias do local e dimens�es precisas.
Era �bvio que havia um excesso nos pedidos.
- Mais cimento do que o necess�rio? - Duplique a quantidade!
- O que isso lhe sugere? - Desonestidade.
Como eles escapam disso?
Em v�rias ocasi�es, o cimento foi recolhido na nossa f�brica
por caminh�es da C�mara Municipal de Seatondean.
O que era necess�rio no local seria entregue l�.
O resto foi provavelmente armazenado em
algum armaz�m at� que pudesse ser vendido.
Sir Angus, o que havia na carta para Hackett?
Detalhes das quantidades encomendadas e entregues.
- Detesto que isso causou a morte dele. - Parece que sim.
Sua filha jura que ele levava a carta quando morreu.
Pena. Ele era um homem ativo e eu queria ajudar.
Por que acha que Hackett foi a esse local?
Provavelmente ele n�o poderia chegar �s
especifica��es da Prefeitura sem propina.
Talvez ele estivesse procurando os contratos dos pedidos do cimento.
Havia quatro c�pias. Vou verificar isso antes de voc� sair.
- Voc� foi muito �til. - Queria poder ajudar mais.
Voc� poderia... se n�o se importa com um pouco de irregularidade.
Isso se liga mais ou menos � sua reputa��o!
Acredito que tenha interesses em uma empresa de eletricidade.
Sim, tenho. Francis Mann Limited. Por qu�?
O Conselho da cidade anunciou licita��es para eletricidade.
- Preciso de uma empresa para competir. - Entendo.
- Bem, isso pode ser facilmente arranjado. - �timo.
Seremos capazes de despertar o interesse.
- Posso ajud�-lo, senhor? - Procuro o encarregado das obras.
Ele est� l� em cima na estrutura.
Pode cham�-lo? Gostaria de falar com ele.
Sim.
- O que posso fazer por voc�? - Estava apenas olhando o local.
- Qual � o seu neg�cio? - Enchimentos el�tricos.
Entendo que voc� quer propostas.
A Prefeitura � o lugar para isso.
Eu sei, mas gosto de fazer uma pequena pesquisa primeiro.
- N�o te vi pela cidade? - � mais do que prov�vel.
Prazer com os neg�cios, esse � o meu lema.
- Que empresa voc� representa? - Francis Mann Electrics.
O funcion�rio da cidade lhe dar� a informa��o.
Tem certeza de que ele � o homem indicado?
- Foi isso que eu disse. - Bem... e quanto ao Prefeito?
N�o tenho o dia todo para discutir contratos.
Se quiser entrar, a Prefeitura � o lugar.
Ah, mas eu quero entrar nisso... de todo cora��o.
Sim. Tenho trabalho a fazer, se me der licen�a.
Tudo bem. A gente se v�.
Bem, � toda sua.
- Ironside me ligou de Londres. - O neg�cio passou?
Ele assinou com os advogados de Bellevue esta manh�. A terra � nossa, rapaz.
Agora nos d� um bom projeto para esse sal�o de exposi��es.
- Tenhos alguns esbo�os preliminares. - �timo.
Com licen�a, Sr. Prefeito, h� um Sr. Simon Templar para v�-lo.
Templar?
- J� terminaram? - Sim.
Pe�a-lhe para entrar, Srta. Swan.
O discurso desta noite est� na mesa. Eu adicionei mais fatos e n�meros.
Por tr�s de todo pol�tico existe um escritor inteligente!
- At� mais, Sam. - Tchau, senhores.
- Sr. Templar. - Ah, bom v�-lo de novo.
- Prazer em v�-lo, Sr. Prefeito. - Sente-se.
- Fuma? - N�o, obrigado.
Voc� j� est� na cidade h� tr�s ou quatro dias.
Sim, vim para pescar um pouco com Jack Bryant.
Ent�o pensei em combinar neg�cios com prazer.
Sim, e agrade�o sua ajuda.
De que maneira?
Tenho interesses em v�rias empresas.
Uma delas � Francis Mann Electrics.
Gostar�amos de nos apresentar para as
instala��es el�tricas do novo Centro C�vico.
Vou arranjar para voc� falar com o arquiteto
e o Sr. Maxin, nosso funcion�rio das obras.
Sim, mas eu... gostaria de falar com voc� primeiro.
N�o tomo essas decis�es pessoalmente.
Consideramos que seu apoio... � muito valioso.
N�o entendo muito bem.
Sr. Prefeito, somos ambos empres�rios... e estamos sozinhos.
Gostaria que autorizasse o contrato para a minha empresa.
- Gostaria de mim para o que? - Recomende a Francis Mann Electrics
por certas considera��es.
Est� me oferecendo um suborno?
N�o. Apenas apoio financeiro.
- Uma doa��o para qualquer caridade... - Saia!
- Sr. Prefeito... - Saia antes que eu o ponha pra fora!
� melhor eu avisar, sou mais pesado que um saco de carv�o.
Mais pesado que George Hackett.
N�o gostamos de vigaristas e desonestos nesta cidade.
N�o foi o que ouvi.
Digo que � um vigarista.
Saia! Se algu�m entrar, est�o demitidos!
- Sr. Prefeito! - Saia!
E sem liga��es!
Odeio desonestos!
O mesmo acontecia com Hackett.
- Voc� tem um bom soco. - Voc� tamb�m.
Mas n�o aceito subornos.
Acredito em voc�. Vamos encerrar.
Qual � sua ideia?
Estava... apenas testando.
Certamente estava.
- Est� bem, Sr. Prefeito? - Quem lhe disse para vir aqui?
A Srta. Swan disse...
Estamos apenas tendo uma conversa amig�vel!
- Amig�veis? - E confidencial! Saiam!
Tudo bem, Templar. Agora, o que � isso tudo?
Algu�m est� fazendo fortuna com o novo Centro C�vico.
- Pode provar isso? - N�o, mas voc� pode.
Verifique este pedido de cimento contra a c�pia no cofre da Prefeitura.
Olha, suponha que n�s dois vamos at� minha casa, nos limpamos
e discutimos isso... calmamente?
Dois homens adultos brigando como selvagens.
- Eu gostei disso. - Eu tamb�m.
- Realmente socou meu pai? - Sim, ele o fez!
Agora, retirem-se, voc�s dois. V�o jogar.
� o melhor que posso fazer. � �bvio para qualquer um que esteve em uma briga.
Sra. Purdell, lamento se desaprova.
Sr. Templar, acho que ambos est�o fora de si.
Alice,
foi necess�rio para me fazer entender. Eu verifiquei os arquivos.
Os pedidos de cimento foram alterados, as especifica��es alteradas.
Pagamos quase o dobro do cimento necess�rio.
Sam, como isso poderia ter acontecido?
Tudo custa mais do que as estimativas agora.
N�o posso verificar pessoalmente cada item comprado.
Templar, tentei fazer o melhor para esta cidade.
- Eu sei disso. - Mas, Sam, n�o � sua culpa.
�, voc� sabe. � dinheiro p�blico. Sou respons�vel pelo que aconteceu.
Um Prefeito que n�o consegue identificar a
corrup��o n�o pode permanecer no cargo.
- Estou renunciando. - Renunciando?
Sam, quando as coisas d�o errado, um homem pode fugir e deix�-las piorar
ou pode ficar e tentar melhor�-las.
- Isso � verdade. - Quem acha que est� envolvido?
Qualquer um... Maxin, Larry Dexter, Vereador Greer, at� mesmo Ironside.
Mas todos esses homens s�o meus amigos. Eu os conhe�o por toda a minha vida.
Tudo bem, ent�o deixe-me tentar alguma coisa.
Deixe-me oferecer um suborno a cada um dos suspeitos.
Quem se interessar � o nosso homem.
- Por onde come�amos? - H� uma festa esta noite?
- Isso mesmo. - Quem foi convidado?
- Todos do Conselho. - �timo. Ent�o me convide tamb�m.
Vou oferecer a isca e ver quem morde.
Esta tarde, fa�a uma reomenda��o
na reuni�o do Conselho para Francis Mann Electrics Limited.
Parece ansioso para garantir este contrato, Sr. Templar.
Naturalmente.
N�o � desrespeito, como � o convidado do Prefeito,
mas desaprovo o lobby social.
- Vereador Greer, isso � feito o tempo todo. - Sim, suponho que sim.
N�o h� nenhum dano nisso, pois � o lance mais baixo que vencer�.
- �? - Bem, n�o �?
- Existem outras considera��es. - Tais como?
Deixe-me colocar desta forma... minha empresa
est� preparada para ser muito cooperativa.
N�o lhe entendo muito bem, Sr. Templar.
Bem, Alderman, suponha que pense sobre isso.
E quando me entender, me avise. Com licen�a.
Alguma coisa cozinhando?
Apenas os bifes.
N�o deveria ter constru�do um pr�dio l�.
- N�o, pode ter... - Senhores.
Ah, Sr. Templar, decidiu sua proposta?
N�o. Existem alguns detalhes a serem resolvidos.
H� algo que eu possa fazer para ajudar?
Sim.
Sim, agradeceria se pudesse impulsionar as coisas um pouco.
Tudo depende do que est� impulsionando.
Entendi que oferecia qualidade superior?
Sr. Dexter, pode entender como quiser.
Minha empresa tem muito, devo dizer, pol�ticas de vendas liberais.
Sr. Templar, est� tentando comprar este contrato?
Como teve uma ideia dessas?
A quest�o �, Sr. Templar, como lhe ocorreu?
- Ningu�m mordeu. - Nem mesmo uma mordidela.
Quem quer que seja, talvez eles n�o quisessem arriscar na casa do Prefeito.
Ou talvez suspeitem de mim.
De certa forma, estou meio aliviado. Esses homens s�o meus amigos.
Hackett foi assassinado.
- Algu�m fez isso, Sam. - Tem raz�o.
Apenas temos que continuar sondando.
Vai me deixar saber se tiver outro tipo de abordagem?
Claro que vou. Obrigado pela festa.
- Sairei pela porta de tr�s. - Boa noite.
Sam, o peixe mordeu a isca por fim.
Encontrei isso no meu carro.
Se quer uma garantia de ganhar o seu contrato,
traga � 1.000 em dinheiro como prova da sua boa f�
para o canteiro de obras amanh� � noite �s 22:00hs.
- Sem assinatura. - A letra � familiar?
N�o.
Vou bater em quem fez isso at� perder a consci�ncia.
Depois ele vai conseguir o castigo legal.
Venha ao meu escrit�rio amanh� depois do almo�o.
Darei � 1.000 em dinheiro para voc�, notas marcadas.
- Vamos peg�-lo em flagrante! - �timo. Estarei l�.
995... � 1.000. As notas est�o marcadas. Tenho um registro dos n�meros de s�rie.
- Bom trabalho. - Eu falei com o chefe de pol�cia.
Ele vai ter homens escondidos em volta daquele canteiro de obras.
- � um organizador muito eficiente. - N�o quero que nada d� errado.
- N�o vai. - At� hoje � noite.
Diga as coisas certas, certifique-se de que ele tem o dinheiro dele,
nos d� um grito e n�s o agarraremos.
- Certo. - Vai ver Molly Hackett hoje?
Vou jantar com ela esta noite.
Diga-lhe como lamento por n�o ter escutado o pai dela.
Porque ele estava certo... eu estava errado.
Claro que vou.
Estou aqui, Templar.
- Est� sozinho? - Sim.
Tem o dinheiro?
Bem, traga.
- Eu sabia. - Como?
Era bom demais para ser verdade... r�pido demais para discutir meu suborno.
A virtude ultrajada de Madame Butterfly.
Al�m disso, imaginei que o trem da alegria precisava de um dirigente experiente.
Como provavelmente percebeu, a pol�cia n�o vir�.
Ent�o � s� voc� e eu novamente.
- E Maxin. - Receio que ele n�o seja de muita utilidade.
Ele est� adormecido. D� uma olhada para baixo, Sam.
Nervoso?
- Nem um pouco. - Molly Hackett sabe que estou aqui.
Sem problemas. Voc� tem muitos inimigos.
Desaparecer�. Molly Hackett come�ar� um clamor p�blico, negaremos tudo.
Quem vai acreditar nela? Ela � filha do pai dela.
Eles est�o no canteiro de obras.
- O Prefeito disse que ligaria para voc�. - Sobre o qu�?
Ele e Simon prepararam uma armadilha. A pol�cia foi chamada.
Acabei de chegar da delegacia. N�o h� nada fora do comum esta noite.
Voc� est� acabado, Sam.
Haver� algu�m para examinar os livros
mesmo quando estiver fora do escrit�rio.
- Os livros est�o bem guardados. - Voc� est� enganado.
Vou pensar sobre isso
quando estiver colocando a pedra fundamental aqui.
� melhor se certificar de que n�o � a sua tumba.
Venha, ent�o! Vamos!
Vamos!
Puxe-me para cima!
Desculpe, Sam. Est� pronto para falar? Quanto voc� conseguiu roubar?
Tudo bem, vou devolver cada centavo!
- Voc� matou Hackett! - N�o! N�o, eu n�o o matei!
Sam, quero a verdade ou vou deix�-lo cair!
Por favor, Templar, n�o o fa�a!
Fale! Meus pulsos est�o come�ando a doer! Voc� matou Hackett!
Sim! Sim, eu o matei!
Puxe-me para cima! Por favor!
O PREFEITO CONFESSA Purdell preso.
- Haver� outra elei��o. - Quanto mais cedo melhor.
N�o para mim, obrigado. Aconteceu quando cheguei!
N�o posso agradec�-lo o suficiente.
Vingou meu pai e exp�s Sam como ladr�o e assassino.
- E tamb�m como um ator consumado. - Com apenas um papel.
Sam Purdell... como o Prefeito bem-intencionado. Sa�de.
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