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Um diamante industrial. Sem cortes.
� engra�ado como um pequeno dep�sito de carbono nascido sob press�o na terra
acaba sendo uma das subst�ncias mais valiosas conhecidas pelo homem...
ou mulher.
N�o � verdade que os diamantes s�o o melhor amigo de uma garota.
Eles tamb�m s�o da ind�stria, vitais para muitos processos de fabrica��o,
porque eles s�o fortes, resistentes e duros.
Como os homens que lidam com eles.
Agora sinto que posso enfrentar nosso clima ingl�s.
- Feliz por estar de volta? - Sim.
Se n�o fosse por meus neg�cios, nunca voltaria � �frica de novo.
No entanto, um dia desses, vou me aposentar,
provavelmente em Piccadilly Circus.
- Sou um homem soci�vel, receio. - Tamb�m � muito generoso.
- Oh, bobagem. - Voc� �, sabe.
Ningu�m mais me convidaria para compartilhar
um compartimento de primeira classe reservado para si mesmo.
Temo que minha hospitalidade tenha um motivo oculto.
Viajar com o valor de 100.000 libras � muito menos estressante
na companhia do famoso Simon Templar.
O SANTO
S02E10 - Os Diamantes Brutos
Legenda por Susanawho
- Seus cigarros, Sr. Uttershaw. - Obrigado.
Vamos aterrissar no aeroporto de Gatwick em 30 minutos.
O Capit�o se comunicou com a Alf�ndega?
Sim, haver� autoriza��o para seu carregamento.
�timo. Obrigado.
Oh, isso me tranquiliza um pouco.
Apesar de todas as medidas de seguran�a, fico sempre um pouco nervoso.
Especialmente com um carregamento t�o grande quanto este.
- Certamente est� segurado. - Essa n�o � a quest�o.
Tenho compromissos de entrega.
Estas s�o pedras de alto grau usadas para matrizes de trefila��o.
- Uma d�zia de empresas est�o esperando. - Vai lev�-las para Londres?
C�us, n�o. Nossos distribuidores, Ourley Linnet, os pegam em Gatwick.
Eles me encontrar�o com uma van blindada.
- Estamos dois minutos atrasados. - Relaxe.
Leva 15 minutos para os diamantes passarem pela Alf�ndega.
A pontualidade absoluta � um fator essencial...
Johnny, por favor! N�o me cite o livro de regras.
Estou neste trabalho h� dez anos.
De qualquer forma, estamos viajando vazios.
Desculpe.
Desde que tem esposa e filhos, tornou-se uma pessoa preocupada.
� uma li��o para todos n�s.
Desvio para Gatwick.
- Mas por que? - Porque destru�ram a estrada.
� passatempo nacional neste pa�s.
- Caramba, um acidente. - N�o pare.
Estamos viajando vazios, lembra?
Sob nenhuma circunst�ncia um motorista deve ajudar pedestres.
Ent�o, como vamos passar? Voando?
- Pode ser falso. - N�o, algu�m foi ferido.
Vou levar isso, s� por seguran�a.
Ele pulou bem na frente. N�o pude evitar.
Est� tudo bem, Jackson. N�o foi sua culpa.
Um acidente. Esse homem foi...
Oh, isso � apenas uma precau��o, senhor. Somos
uma van de seguran�a blindada. Posso ajudar?
Este homem apareceu do nada bem na frente do meu carro.
- Foi inevit�vel. - Bem, vamos dar uma olhada.
- Acho que ele precisa de um m�dico. - Ele n�o est� morto, n�o �?
N�o, senhor. Meu companheiro pode falar com a Central e pedir ajuda.
Seu amigo diz que pode nos ajudar. Aquele homem est� gravemente ferido.
Vou tentar avisar a Central pelo r�dio, mas receio estarmos fora de alcance.
Largue isso. E saia.
- Mas estamos vazios. - Saia. M�os ao alto.
Levante-se.
Ali. Caminhe!
Pegue seus uniformes. Troque-se.
- Estamos organizados para isso. - N�s tamb�m.
H� um terceiro homem na van.
- At� agora, tudo bem, hein? - Assim deve ser.
J� passamos por isso centenas de vezes. No aeroporto, lembre-se.
Mantenha a calma. Se alguma coisa der errado, n�o sabe de nada.
- Tudo certo? - Sim, sim, sim.
- Jogue isso fora. - O que?
Policiais de seguran�a n�o fumam. Jogue fora.
Sim, sim.
Diamantes industriais. Pensei que pareceriam mais bonitos por � 100.000.
Sim, acharia, n�o �?
Obrigado, Sr. Uttershaw.
- Seu recibo, senhor. - Obrigado.
Seguran�a blindada da Continental.
Remessa de diamantes para Ourley Linnet.
Tudo terminado?
Sim. � o beb� deles agora. Vamos. Vamos tomar uma bebida.
- Tudo pronto? - Sim, senhor.
S�o todos seus.
O que eu lhe disse? Como um rel�gio. Abandonamos a van e os uniformes
e Ricco nos pega em tr�s minutos e meio.
E a Ourley Linnet Company ir� apreciar suas instru��es
para a entrega desta remessa.
Atenciosamente etc, etc.
- Sim, B�rbara? - H� uma liga��o, Sr. Linnet.
- O cavalheiro n�o deu seu nome. - Oh tudo bem. Passe-o, sim?
Linnet aqui.
�timo.
Mas n�o me ligue aqui novamente.
Obrigado.
- Milton! O que est� errado? - O envio de diamantes Uttershaw.
- O que tem isso? - Roubado. Se foi.
O que?
A empresa de carros blindados telefonou.
Uma gangue se apoderou da van e recebeu o carregamento.
Mas... mas como? O que aconteceu?
H� algum problema com o seguro?
Claro que n�o. As ap�lices est�o completamente em ordem.
Gra�as a Deus.
Voc�... obteve algum detalhe?
N�o. S� que os diamantes sumiram e os dois guardas est�o mortos.
N�o, Inspetor, desculpe.
Parece que eles n�o t�m antecedentes.
Claro, s� conseguimos v�-los superficialmente.
Vimos os diamantes em seguran�a na alf�ndega e fomos para o bar.
Alguma not�cia da van?
Foi encontrada em um bosque perto do aeroporto.
- Impressoes digitais? - N�o correspondem a nada no arquivo.
- Ent�o pode ser o trabalho de amadores. - Eu n�o diria isso.
Sabiam tudo sobre os movimentos da van. Parece um trabalho interno.
- O que acha, Sr. Uttershaw? - N�o fa�o ideia.
- Quem sabia sobre a remessa? - Nossos distribuidores, Ourley Linnet.
A companhia a�rea, o servi�o de seguran�a.
- Isso � tudo. - E a Companhia de Seguros.
- Sim, � claro. - E voc�.
Posso ter estado no avi�o, mas garanto que n�o tive nada a ver com isso.
Situa��o que continuar� indefinidamente, espero.
Agora, Simon, por que diabos deveria se envolver?
Porque voc� � meu amigo e dois homens foram assassinados.
A pol�cia vai fazer todo o poss�vel, n�o �?
A pol�cia? O n�mero de crimes cometidos em
compara��o com os resolvidos � aterrorizante.
Nos �ltimos dois anos, houve 15 roubos que a pol�cia n�o conhece.
Bem, � claro, que ficaria muito feliz se ajudasse.
Suponha que comecemos com a empresa Ourley Linnet.
N�o poderia ser melhor. Vou � casa deles esta noite. Por que n�o vem?
- Acha que eles se importariam? - Voc� dan�a?
Voc� dan�a?
Claro.
Ent�o Tina Ourley vai lhe adorar. Ela n�o pensa em mais nada.
Passo, passo, quadril,
Passo, passo, quadril,
Passo, passo, quadril,
- Est� bem. - Isso � melhor que twist.
O twist est� acabado.
- Isso � ador�vel. Toque outra vez. - Tina, s�o cinco e meia.
- Prometeu que ficaria para bebidas. - Tudo bem. Tenho um encontro depois.
- Com quem? - Um amigo.
Uma mulher.
Voc� � minha empregadora, n�o minha guardi�.
Voc� � cruel, realmente �.
Simplesmente n�o d� satisfa��o a ningu�m.
Eu n�o preciso.
Acha que � completamente auto-suficiente, n�o �?
Sei que sou. � por isso que me incomoda quando tenta dirigir minha vida.
Eu lhe pago o suficiente.
- Se n�o valho a pena, basta dizer. - N�o quis dizer isso. Desculpe.
Voc� diz isso com bastante frequ�ncia.
Foi cruel e indelicada, e eu sinto muito.
Oh, George, querido. N�o fique zangado.
Parece que � o Milton.
Sim, sempre h� o Milton, n�o �?
- Milton, querido. - Ol�, Sr. Ourley.
- Pensei que j� tivesse ido embora. - Tina me convidou para uma bebida.
Fa�a-me um tamb�m.
O que foi, Milton? H� alguma coisa errada?
Bastante. N�o que esteja interessada. Uttershaw ligou?
- Sim. Ele vem depois com um amigo. - George pode esperar. Ele � mais jovem.
Precisa ser desagrad�vel no momento em que entra?
� a minha casa e me sinto desagrad�vel.
N�o tome conhecimento. Ele est� de mau-humor.
Correndo o risco de ser muito chato,
posso lhe dizer que fui roubado em 100.000 libras hoje.
- O que? - A remessa de diamantes Uttershaw.
Milton!
A van foi sequestrada perto de Gatwick.
- Certamente a remessa estava segurada. - Claro que estava. Esse n�o � o ponto.
Que outro ponto existe se n�o perdeu dinheiro?
- Dois guardas foram mortos. - Mortos?
- A tiros. - Sr. Ourley, lamento.
- Que horr�vel. - Que horr�vel? � tudo o que pode dizer?
Bem, o que espera que eu diga?
N�o deixe que meus pequenos problemas de
neg�cios interfiram na sua aula de dan�a.
Relaxe.
Dois homens foram mortos. Tudo o que pode fazer � me oferecer uma bebida.
Sim. Tome.
Pegue.
O que aconteceu foi, infelizmente, inevit�vel.
Ricco, minha coopera��o com voc� n�o incluiu assassinato.
Na verdade, lavo minhas m�os da coisa toda.
N�o quero ter mais nada a ver com isso.
Fez um acordo. Vai continuar.
N�o vou. O neg�cio voou pela janela quando matou os dois guardas.
Linnet, est� com medo. Compreendo.
Mas ningu�m sabe que est� envolvido e nem v�o saber.
Tudo que tem a fazer � se livrar desses diamantes gradualmente,
durante um per�odo de tempo, digamos dois, tr�s meses.
Como s�cio na Ourley Linnet, n�o est� assumindo nenhum risco.
N�o.
Obriga-me a ir � pol�cia.
Admitirei minha parte no planejamento.
Posso ser acusado de roubo, mas ser� acusado de assassinato.
N�o se esque�a disso.
N�o tente me amea�ar, n�o vou tolerar.
O que acontecer� agora, Ricco?
N�o respondeu a pergunta dele, Ricco. O que acontecer� se ele for � pol�cia?
Linnet n�o vai a lugar nenhum.
- Alan, querido. - Tina, minha querida. Como est�?
Posso apresentar o Sr. Simon Templar? Sra. Milton Ourley.
- Prazer em conhec�-la. - Como vai? O Simon Templar?
- Receio que sim. - Que emocionante!
Ouvi muito sobre voc�.
- George Stanton. - Sr. Stanton.
- Deixe-me pegar uma bebida para voc�. - Obrigado. U�sque e �gua, se puder.
- Alan? - O mesmo pra mim, por favor.
Tina, onde est� Milton?
No telefone da biblioteca. Est� l� desde que entrou.
Pol�cia, seguro. Isso � terr�vel. Aqueles dois homens mortos.
Terr�vel � a palavra preferida de Tina.
- Ol�, Alan. - Ol�, Milton.
- O homem que eu queria ver. - Quero que conhe�a um amigo.
- Sr. Simon Templar. - Como vai?
Simon estava comigo quando entreguei os diamantes na alf�ndega.
Ele acha que pode nos ajudar.
Realmente, Alan? Este n�o � um trabalho para amadores.
O Sr. Templar dificilmente � um amador.
Dificilmente.
- Tudo bem. Vamos ouvir suas teorias. - N�o tenho nenhuma. Ainda n�o.
- Tudo o que estou atr�s � informa��o. - Por qu�? Pode lucrar com isso?
- Realmente, Milton. - Considerando minha reputa��o,
a desconfian�a � justificada.
Claro que n�o. Al�m disso, a pol�cia est� encarregada do caso.
Milton, o Sr. Templar acha que isso � um trabalho interno.
- O que isso significa? - Quem mais sabia sobre essa remessa?
- Eu e meu s�cio Gabriel Linnet. - Ningu�m mais?
Exceto minha esposa.
Discutiu isso com algu�m?
Nunca discuto os neg�cios do meu marido com ningu�m.
Quem estava encarregado das medidas de seguran�a?
- Linnet lida com isso. - Onde posso encontr�-lo?
Templar, isso � um completo desperd�cio de tempo.
Alan, n�o podemos ir � biblioteca para discutir outra remessa?
Tenho datas de entrega para atender.
Se realmente acha que este � o momento.
Acho que este � o momento.
Desculpem-nos todos.
Posso refrescar sua bebida, Sr. Templar?
- Sim, obrigado. - George. Estamos sem gelo.
Seja bonzinho. Pegue um pouco na cozinha.
Tudo bem.
Meu marido geralmente n�o � t�o grosso. Ele est� muito chateado hoje.
Entendo muito bem.
Como regra geral, ele � um homem muito gentil e generoso.
Consigo ver.
Eles s�o verdadeiros, se estivesse se perguntando.
N�o estava.
Voc� � muito seguro de si mesmo, n�o �?
- A senhora n�o �? - N�o.
Levo uma vida muito solit�ria. Milton n�o pensa em nada al�m de seu trabalho.
- E no que pensa? - Adivinhe.
Eu n�o preciso.
Suponho que centenas de mulheres lhe disseram que voc� � muito bonito.
Ou isso o embara�a?
N�o fico constrangido desde que tinha 15 anos de idade.
Por que n�o me telefonou?
Bem, h� uma pergunta que poderia responder agora.
- Sim? - O s�cio do seu marido, Gabriel Linnet.
- Onde ele mora? - Pra�a Bentley, 107.
E eu diria ainda que, enquanto estava envolvido no planejamento do roubo,
em nenhum momento previ ou contei
com este assassinato brutal de dois homens inocentes.
Est� desperdi�ando seu tempo.
Minha nossa! A vida � cheia de surpresas.
- � amiga do Sr. Linnet? - Sou a secret�ria dele.
Neg�cios a esta hora da noite?
Ele me telefonou h� uma hora atr�s.
Havia algo que ele queria que eu datilografasse,
algo que n�o podia esperar at� de manh�.
Agora n�o h� ningu�m.
Ent�o, como uma secret�ria obediente, est� esperando.
H� 20 minutos.
Eu n�o a faria esperar 20 minutos na minha porta.
- N�o? - Nunca.
Talvez pud�ssemos discutir isso durante o jantar.
- Por que, est� com fome? - Morrendo de fome.
Sim, bem, espere cinco minutos e vou lhe oferecer o melhor jantar que puder.
Onde voc� vai?
Chutar a porta da frente � noite pode ser barulhento.
Quer dizer que vai invadir?
Quero dizer exatamente isso. N�o v� embora. J� volto.
Est� aberta.
Entre.
N�s nos encontramos antes. Alf�ndega, Aeroporto de Gatwick.
Oh, Inspetor.
- O que est� fazendo aqui? - Posso lhe fazer a mesma pergunta.
Provavelmente. O que est� procurando est� ali.
Temo que ele esteja morto.
- Quem � ele? - Seu nome � Linnet.
Sim, ele mora aqui.
Pode explicar isso?
Linnet estava envolvido no roubo dos diamantes.
Algu�m n�o queria que eu falasse com ele.
- O suficiente para mat�-lo. - E plantou isso?
- Sim. N�o � exatamente um Picasso, �? - Procure no resto da casa.
Certo, senhor.
Tudo bem. Fale.
Cheguei aqui h� alguns minutos atr�s. Havia uma garota na entrada.
Ela disse que era a secret�ria de Linnet.
Que garota?
- Ela parece ter ido embora. - Sim, ela foi.
- Suponho que recebeu um telefonema. - Sim.
- Homem ou mulher? - Homem.
- Conseguiu o nome dele? - N�o.
- Falou com ele voc� mesmo? - Ele perguntou por mim.
- Por qu�? - As pessoas fazem isso �s vezes.
O que ele disse?
Estava passando pela casa de Linnet, ouviu
uma briga e depois um homem gritou.
Atrav�s da janela, ele viu voc� lutando com algu�m.
Ele me viu?
Disse que o reconheceu por suas fotos.
Eu n�o deveria subestimar seu p�blico.
Um homem sabe de quem � a casa que ele est� passando na Pra�a Bentley,
me reconhece atrav�s da janela, com seus olhos de gato.
O que ele faz, busca o primeiro policial? N�o.
Ele liga para o 199?
N�o faz nenhuma dessas coisas. Ele chama a Scotland Yard
e pede para falar com voc� pessoalmente.
Mesmo assim, estou aqui, Linnet est� morto e voc� est� aqui.
Eu lhe disse que queria falar com ele.
Bem, quais s�o suas ideias?
N�o tenho nenhuma, mas posso lhe dizer quem tem.
Um dos sujeitos que sequestraram a van hoje.
Est� trancado na cozinha.
Por que n�o me disse isso em primeiro lugar?
Voc� n�o me perguntou.
Bem, onde ele est�?
Ele estava no arm�rio h� cinco minutos.
- Estava? - N�o h� ningu�m mais na casa.
Certamente n�o h�.
Juro para voc�. Cinco minutos atr�s tranquei um homem naquele arm�rio.
Ele deve ter um amigo. Algu�m o deixou sair.
Voc� � cheio de surpresas. A garota na entrada que n�o existe,
o homem em um arm�rio que n�o existe.
- Nenhuma garota, nenhum homem... - Sem �libi.
Sinto muito, Simon. Ter� que ir a Yard.
Tem certeza de que est� feliz com a sua hist�ria?
N�o felizmente, admito, mas � a verdade.
N�o tenha muita pressa em fazer um espet�culo de si mesmo no Tribunal.
Voc� far� o espet�culo com esta hist�ria.
Sabe que n�o tive nada a ver com a morte de Linnet.
Sim. Quem?
Envolvido? Como?
Tudo bem.
Quatro pessoas sabiam que eu ia ver Linnet.
Uma delas n�o queria que eu falasse com ele. Por qu�?
Quanto Linnet sabia? Quem temia que ele falasse?
Entre.
- Srta. B�rbara Sinclair, senhor. - Bem, a secret�ria desaparecida.
- Esta � a garota? - Sinto muito por ter fugido de voc�.
- Por que? - Estava com medo.
Ele disse que ia for�ar a porta dos fundos.
Vi um carro da pol�cia, ent�o virei e fugi.
Para onde?
Ao virar da esquina. Pensei que tinha acabado.
Quando o vi com voc�, achei melhor...
Tudo bem. Receba sua declara��o.
O Sr. Linnet era t�o atencioso, t�o gentil.
- Quanto tempo trabalhou para ele? - Tr�s anos.
N�o consigo tirar da cabe�a.
Como algu�m poderia fazer uma coisa dessas?
� isso que pretendo descobrir.
Quanto acha que ele sabe?
� melhor descobrirmos.
Entre.
Temo que o apartamento esteja um pouco bagun�ado.
Quando o Sr. Linnet me telefonou, pareceu t�o insistente, que fui direto.
� encantador.
- Gosta? - Muito atrativo.
Est� se perguntando como posso pagar.
- N�o estava me perguntando nada. - Tenho uma renda particular.
- Meu pai morreu... - N�o precisa me explicar nada.
Mas eu quero.
Conheci muitos homens em minha vida, Simon.
Oh, n�o me entenda mal.
Sou capaz de lealdade.
- E outras coisas? - Sim.
Como ocultar informa��o?
Eu lhe contei tudo o que sei, Simon.
O Sr. Linnet era solteiro. Ele vivia muito tranquilamente.
Nunca o vi socialmente, nunca.
E n�o ficou surpresa quando ele telefonou?
Muito.
Mas ele disse que era urgente e que n�o podia esperar at� a manh� seguinte.
- E isso � tudo? - Bem, sim. Sem detalhes.
Por que n�o cortamos o interrogat�rio?
Sente-se, fique confort�vel.
Infelizmente, n�o consegui nada dele.
Quando cheguei l� embaixo, ele estava morto. A queda o matou.
Ele era um dos motoristas da van blindada.
Bom Deus. Quem era ele?
Seu nome era Ned Walsh. Morou em Battersea, sem registro policial.
Bem, pelo menos temos um deles.
Por pura sorte. N�o nos deixa mais perto de
descobrir quem est� por tr�s dessa opera��o.
Tem alguma ideia?
Tentei isso. Quando eu estava na casa de
Ourley, disse que queria falar com Linnet.
Tr�s pessoas me ouviram. Ourley, sua esposa e seu nome, o namorado.
- George Stanton. - Sim.
Supondo que um desses tr�s decidisse que minha conversa com Linnet era perigosa.
Poderiam t�-lo silenciado
pela simples conveni�ncia de um telefonema para este Walsh.
- Mais caf�? - N�o, obrigado.
Quando entrou na biblioteca com Ourley, o que aconteceu?
Discutimos uma nova remessa de diamantes.
Ele tem datas de entrega para atender.
- Quanto tempo ficou com ele? - Cerca de 20 minutos, suponho.
- Ele saiu da sala? - Na verdade, ele saiu.
- Pegou documentos da pasta dele. - Quanto tempo ele ficou fora?
Cerca de dois minutos, suponho. Possivelmente tr�s.
- Onde estava a maleta? - No corredor, acredito.
- Tr�s minutos � muito tempo, n�o �? - Realmente n�o sei.
Alan, havia um telefone no corredor. � poss�vel
que Ourley tenha feito a liga��o para Walsh
ordenando a execu��o do Linnet.
O que? N�o pode estar falando s�rio.
Por que n�o?
Porque Milton � um tipo de homem sem gra�a e sem imagina��o.
Pensar nele como algum tipo de mentor do crime me parece rid�culo.
Os mentores, como voc� os chama, n�o andam por a� com as testas iluminadas.
Bem, suponho que seja apenas poss�vel.
Quanto sabe sobre Ourley?
Bem, sempre o achei bastante decente.
Fa�o neg�cios com ele h� v�rios anos.
No entanto, percebo que algumas de suas manipula��es financeiras
s�o o que pode chamar... complicadas.
Ele mant�m a maioria de seus bens em nome de sua esposa.
� mesmo?
Ent�o Tina controla as cordas da bolsa.
Legalmente, imagino que sim..
E ela � acolhedora com o jovem Sr. Stanton.
Oh, Tina sempre controla algu�m.
Ou � dan�a ou aprecia��o musical ou terapia celular.
S�o sempre os mesmos. Muito mais jovem e bonitos demais.
Vou dar um susto em algu�m na casa dos Ourley e ver o que acontece.
Como ousa me acusar de estar envolvido em um crime como este!
Sr. Ourley, se n�o tem nada a esconder,
por que reage t�o violentamente a responder algumas simples perguntas?
Muito bem, ent�o. Continue.
Voc� se lembra da noite em que estive em sua
casa. Teve uma confer�ncia com Uttershaw.
- Sim. - Saiu da biblioteca por alguns minutos.
Fui pegar alguns documentos da minha pasta.
N�o ligou para um sujeito chamado Ned Walsh?
N�o conhe�o um sujeito chamado Ned Walsh e n�o fiz uma liga��o.
� verdade que � o �nico herdeiro de Linnet, n�o �?
Sim. Ele foi meu empregado por muitos anos.
Como ele n�o tinha fam�lia, concordamos que
os bens dele voltariam para mim em sua morte.
N�o � um arranjo incomum.
Mas, mesmo assim, a sua morte transformou-se em um lucro puro.
- Saia do meu escrit�rio. - � um arranjo acolhedor.
Recebe metade do seu neg�cio e recebe todo o seguro.
- Vou coloc�-lo pra fora! - E quem sabe?
Talvez ainda tenha os diamantes para se
desfazer ao longo de um per�odo de meses.
Repita isso na frente de uma testemunha e vou process�-lo por cal�nia.
Ourley, pretendo repeti-lo diante de uma testemunha, possivelmente a pol�cia.
E certamente sua esposa.
Sra. Ourley. Obrigado.
Sra. Ourley, estou sendo franco porque dois homens foram mortos naquele roubo.
E porque algu�m nesta casa n�o queria que eu falasse com o Gabriel.
E acha que Milton estava envolvido.
Sim, acho. O que acha?
- Ele odiava Linnet. - Por qu�?
Ci�me, principalmente. Linnet era um homem muito culto.
Ele sabia muito sobre m�sica, arte, esse tipo de coisa.
Isso fez Milton se sentir inferior, o que � claro que ele �.
N�o adianta tentar esconder como me sinto sobre ele.
Domino um homem que desprezo por deixar-se dominar.
- Entende? - Precisamente.
Se ao menos pudesse conhecer algu�m que...
E quanto a George?
George � um dan�arino. Estou � procura de um homem.
Sra. Ourley, est� casada h� muitos anos.
Seu marido � capaz de matar Linnet?
Milton � capaz de qualquer coisa.
Engano, trai��o, at� assassinato, talvez.
N�o temos mais nada em comum.
Sei que ele est� envolvido com outra mulher.
- Sabe quem? - N�o estou interessada.
- Poderia ser B�rbara Sinclair? - Poderia ser qualquer uma, Sr. Templar.
Desculpe, estou atrasado, Tina. Ah, estou interrompendo alguma coisa?
De modo algum. Eu estava de sa�da.
- Obrigado, Sra. Ourley. - Adeus, Sr. Templar. Volte novamente.
Eu vou. Stanton.
O que ele queria?
Informa��o.
Tenho entradas para o bal� na quarta-feira.
Foram dif�ceis de obter, mas consegui.
- Tina, n�o posso. - Por que n�o?
Vou � Cannes na segunda-feira.
Cannes?
N�o lhe disse antes porque n�o estava resolvido.
E quem est� pagando sua passagem, meu querido?
Minha cara, n�o � da sua conta.
Quem � ela?
Vamos. N�o comece a empunhar o chicote.
Eu lhe disse antes. Voc� n�o � minha guardi�.
Acabei de ter um pensamento muito interessante.
� mesmo?
Falei sobre essa remessa de diamantes. Voc� ficou muito curioso.
- Me fez muitas perguntas. - Onde quer chegar?
N�o estava em casa no dia do roubo. Telefonei uma d�zia de vezes 3904.
- Onde estava? - N�o seja absurda.
O que � absurdo nisso? Vive das pessoas, "da sua simpatia", como chama.
Se eu falar com a pol�cia, podem lhe prender para interrogat�rio.
E ent�o Cannes teria que passar sem voc�, meu querido.
- Simon. - Ol�, B�rbara.
- Como chegou aqui? - Eu voei pela janela.
Que direito tem de invadir meu apartamento?
Chame a pol�cia. Me acuse por invas�o de domic�lio.
O ponto �... Oh, o que � isso?
Isso?
Isso, minha querida garota, � 100.000 libras em diamantes.
Do que est� falando?
Corte o ato. Estou lhe dando muito mais chances do que merece.
Nunca fui louco por tecnicalidades legais
mas acredito que voc� � o que chamam de acess�rio t�cnico
para roubo e assassinato.
Os diamantes estavam naquela mala.
E aquela mala estava nesse arm�rio.
Junto com estes.
A quem eles pertencem?
Gabriel Linnet.
- Linnet? - Sim.
Quer dizer, ele forrou esse pequeno ninho?
- Sim. - Por que n�o disse antes?
N�o vi nenhum ponto nisso com ele morto.
Eu o amava muito.
- N�s planejamos nos casar. - E a mala?
Ele deixou comigo no dia que foi assassinado.
Disse que tinha que ir a Paris naquela
noite e n�o queria ir para casa primeiro.
- Por que ele n�o deixou no escrit�rio? - Ele queria tomar banho e se trocar.
- Est� mentindo. - Juro que n�o!
Tudo o que tenho a fazer � chamar o Inspetor respons�vel
e ser� levada ao que chamam encantadoramente de cust�dia.
V� em frente, mas estou lhe dizendo a verdade.
Gabriel disse que a mala estava cheia de roupas. Eu acreditei nele.
Como os diamantes chegaram a�, n�o fa�o ideia, mas leve-os para a pol�cia.
N�o me importo com o que faz. Mas apenas me deixe fora disso.
Sofri o m�ximo que pude aguentar nos �ltimos dias.
B�rbara, se est� realmente no limite, � melhor sair daqui.
Por qu�?
Linnet tinha alguns companheiros dif�ceis.
Ele n�o est� por perto para proteg�-la agora.
Isso � um absurdo.
- Como sabe? - Bem, quero dizer...
Eles est�o em seu encal�o agora.
Vamos. Prefiro n�o ter nossa pr�xima conversa em um necrot�rio.
- Onde? - Vou lhe dizer no caminho.
B�rbara, entenda isso.
Se n�o est� envolvida nisso, deve cooperar com a pol�cia.
N�o sei nada sobre o roubo dos diamantes.
- Linnet nunca disse uma palavra? - Nunca.
Voc� os despistou.
Ainda n�o.
B�rbara, quero que v� ao meu apartamento e espere.
N�o deixe ningu�m entrar, exceto eu, entendeu?
Ah, Ricco Borretti. Sabia que algu�m viria, mas n�o o esperava.
Ouvi que estava envolvido nisso.
- Por quem? - Papo por a�.
Por que n�o se vira contra a parede? Levante suas m�os.
Deve ter sido muito desagrad�vel quando era crian�a.
Logo descobrir� como eu era desagrad�vel.
Tudo bem, vire-se. Vamos ter uma conversinha, voc� e eu.
Estava esperando algu�m.
Pensei que seria algu�m mais importante.
N�o sei do que est� falando.
Agora, Ricco, quero algumas informa��es r�pidas.
- Quem � o homem por tr�s de tudo isso? - Eu n�o sei.
N�o estou brincando, Ricco.
Estou preparado para lhe entregar na Scotland Yard em um balde.
Voc� matou Linnet?
- Sim. - Onde B�rbara se encaixa?
- Ela era namorada do Linnet. - Continue.
O roubo foi ideia de Linnet. Ele deixou o planejamento para n�s.
- Quem exatamente somos n�s? - Ned Walsh e eu.
Est� mentindo. Voc� n�o tem c�rebro.
Quem planejou todo esse assunto?
Largue. Largue.
Bem, Ricco. Tenho a sensa��o de que a pol�cia vai gostar de voc�.
Eu me perguntei o que tinha acontecido com voc�.
Encontrei alguns de seus amigos.
- Quem? - Por que n�o adivinha?
- Sabe, � uma pena, B�rbara. - O que �?
Que num mundo t�o necessitado de amor, voc� o desperdice dessa forma.
Por que n�o me diz o nome dele?
Sabe que n�o posso.
Demorou muito para descobrir. Por alguns minutos, at� suspeitei de voc�.
N�o quero dizer que matou Linnet pessoalmente.
Mas achei que poderia ser a mente organizadora por tr�s dessa opera��o.
Agora percebo que n�o tem c�rebro.
At� suspeitei de Tina Ourley.
Agora, vamos, B�rbara. Quem foi?
Quem lhe colocou nesse pr�dio chique?
Percebe que tudo o que guardar, literalmente
vai deix�-lo escapar do assassinato?
Est� perdendo seu tempo, Simon.
Voc� o ama tanto assim?
Ele � o homem mais gentil que j� conheci.
Quando o conheci, eu n�o era nada. Praticamente morria de fome.
Ele foi muito bom para mim.
N�o posso deix�-lo ser ca�ado e morto. At� uma raposa tem uma vantagem inicial.
Bem, est� dando a ele uma.
- Sim. - B�rbara, sinto muito por voc�. Mesmo.
- Ele � um ladr�o e um assassino. - N�o �. Ele nunca fez mal a ningu�m.
N�o pessoalmente, talvez.
Ele n�o precisa.
Seu tipo nunca puxa o gatilho ou coloca uma corda no pesco�o de um homem.
Contratam outros para fazer isso por eles.
N�o vou ouvir!
Dois guardas foram mortos. Eles tinham fam�lias.
Para voc�, eles s�o apenas nomes em um jornal.
- N�o! - Dois guardas e Linnet mortos!
S� porque o seu glamouroso garoto de grande cora��o
contratou uns pistoleiros para fazer seu trabalho sujo.
N�o pode ver que est� protegendo um assassino?
N�o estou protegendo-o, mas nunca vou ajud�-lo a conden�-lo.
Eu o amo. Simon, eu o amo.
Bem, n�o acho que um j�ri d� a m�nima para isso.
Em um palpite, diria que pegar� dez anos.
Possivelmente. Mas nunca vou testemunhar contra ele.
- Est� bem. Ent�o ele se safa. - Espero que ele o fa�a.
Voc� est� fora de si.
Suponho que estou.
Tudo bem, B�rbara. Sinceramente esperava poder persuadi-la.
Mas n�o quer isso. Tudo bem por mim. N�o fuma, n�o �?
N�o, obrigada.
Bem, nesse caso...
isso n�o pode ser seu, n�o �?
Alan, entre.
Subestimei voc�, Simon. Que bobagem a minha.
Muito.
Oh c�us.
Espero que isso n�o seja uma conversa desagrad�vel.
Por todos os meios, vamos manter as coisas urbanas e sofisticadas.
Prefiro muito mais dessa forma.
Uma �tima ideia. Organiza com Linnet para seq�estrar seu pr�prio transporte.
Recolhe o seguro e ainda tem os diamantes
para vender pelo valor de mercado.
Sim. Posso perguntar onde eles est�o agora?
Em poder da pol�cia. Junto com Ricco Borretti e Joe.
Entendo.
Realmente acredita que estou em apuros?
N�o est�?
N�o vejo problemas que um bom advogado n�o consiga resolver.
N�o h� provas para me ligar ao neg�cio.
Entendo. Ricco e Joe levam a culpa.
Eles sequestraram a van, atiraram nos guardas. Ricco matou Linnet.
Eu nem estava perto da matan�a.
- Entende o que quero dizer? - N�o posso evitar.
Minha querida, seu amor e lealdade s�o profundamente tocantes.
- Posso? - Fique � vontade.
No entanto, as �nicas pessoas que podem
realmente tornar a situa��o embara�osa para mim
s�o voc�s dois.
Alan, n�o est� falando s�rio! N�o vai fazer isso, sei que n�o vai fazer isso!
- Muito sofisticado. - Templar!
Quando um policial recupera � 100.000 em diamantes,
recebe um tapinha na cabe�a.
- Receber� uma recompensa. - N�o est� com ci�mes?
10% de uma Companhia de Seguros feliz.
Devo admitir, vai ser muito �til.
A primeira entrada limpa em seu saldo banc�rio h� anos.
Inspetor, sabe que aqueles guardas tinham esposas e fam�lias.
Ent�o � isso que vigaristas fazem com dinheiro honesto.
- Como est� B�rbara? - Ser� uma boa testemunha.
Ela certamente perdeu seu incentivo para mentir.
� engra�ado como o amor pode fazer uma garota como B�rbara Sinclair mentir
para um homem sem valor, arriscar at� mesmo a pris�o.
Por favor, Simon, saia daqui antes que me fa�a chorar.
Esse ser� o dia. Quase esqueci.
- O que � isso? - Algumas balas de menta.
Sua parte da recompensa.
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