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Shakespeare escreveu sobre o "alto e florescente estado de Roma".
A Cidade Eterna n�o � apenas um dos lugares
mais emocionantes e lindos do mundo,
� uma cidade de enormes contrastes.
De um lado voc� tem a alta sociedade, a doce vida, a turma da divers�o,
em resumo, os ricos.
Pessoas com tanto dinheiro que
dificilmente sabem o que fazer com ele.
E do outro lado, voc� tem os pobres.
Pessoas sem futuro, sem esperan�a
e acima de tudo, sem dinheiro.
Pessoas t�o pobres que... t�m que mendigar.
Como ele.
Com licen�a.
Ele est� morto.
- Algu�m viu isso? - Sim, eu vi.
N�o foi um acidente. Ele atravessava a rua
e o Mercedes azul com as placas cobertas o atingiu.
- Quer dizer que foi deliberado? - Sim.
- E seu nome, senhor? - Simon Templar.
O SANTO
S02E09 - O Rei dos Mendigos
Legenda por Susanawho
Senhora!
- O que voc� quer, senhor? - Nada, nada. Aqui.
Obrigada, senhor.
- Sr. Simon Templar! - Marco di Cesare! Como vai?
Estou magn�fico! E como voc� est�?
Demorou o suficiente para me encontrar.
Bem, assim que soube que estava em Roma...
larguei tudo.
Sr. Templar, meu t�xi, minha vida est� a sua disposi��o.
- Quanto? - O t�xi pelas taxas normais.
Minha vida � por nada!
Bem, antes de morrer por mim, Marco, que tal uma bebida?
- Obrigado. - Santa...
Um u�sque com soda, grande.
Um caf� pequeno.
Obrigado.
- H� quanto tempo est� em Roma? - Eu cheguei h� uma semana.
Ent�o est� aqui h� uma semana
mas n�o entra em contato com seu amigo Marco.
N�o. Est� muito ocupado com as garotas bonitas. A doce vida.
Na verdade, fiquei sentado nesta mesa a semana toda.
- Qual � o problema? Est� doente? - N�o, Marco, n�o estou doente.
Eu me pergunto por que um velho mendigo cego
deveria ser atropelado deliberadamente.
- Deliberadamente? - Foi assassinato.
Vi acontecer. Seu nome era Pietro Mancinelli.
Ele foi atropelado por dois homens em um Mercedes.
As placas estavam cobertas. Agora estou me perguntando porqu�.
Bem, esses mendigos, senhor, quero dizer, Roma est� cheia deles.
Eles s�o... como chama... "solavancos"?
- Vagabundos. - � o que disse. Solavancos.
Homens que querem algo sem trabalhar.
- Curioso. - O que est� curioso?
Sobre ela.
- Ela nunca trabalha � noite. - Talvez fique cansada.
N�o, Marco, os mendigos n�o se cansam nas horas rent�veis.
� depois do jantar e as multid�es do teatro que realmente valem a pena.
Ent�o quer ser uma mendiga? Tem que pagar prote��o, entendeu?
Senhor, por favor!
Ouviu falar da Associa��o de Prote��o dos Mendigos?
N�o!
O chefe � o rei dos mendigos.
V� atr�s dela, Marco.
Espere, espere, senhora!
N�o vamos fazer-lhe mal!
- V� e pegue o t�xi. - Sim.
Parab�ns. Foi um desempenho maravilhoso. Quase me enganou.
- Quem � voc�? - Simon Templar.
Agora, onde vamos conversar? Minha casa ou a sua?
Sr. Templar, n�o entendo.
Esta mendiga, ela mora aqui?
Este � o melhor apartamento em Roma!
Ei, estou no neg�cio errado.
- Voc� n�o a reconheceu? - N�o.
Teresa Mantania.
A atriz de filmes e de teatro?
A estrela de cinema? Imposs�vel!
"Pequeno � o valor da beleza da luz
aposentada. Ofere�a-lhe para vir � tona."
- "Deixai-se ser admirada." - Sim.
Estou come�ando a ver o motivo da sua reputa��o, Sr. Templar.
- N�o vai se sentar? - Obrigado.
Como sabia quem eu era?
Eu a vi na rua e me perguntei por que uma mendiga
n�o trabalharia � noite.
Vi sua pe�a no teatro. Voc� usava a roupa de mendigo no �ltimo ato.
Voc� � muito esperto.
Srta. Mantania...
Voc� �... � boni...
Obrigada. N�o vai pegar uma bebida?
Uma bebida, sim, obrigado.
Por que n�o me conta tudo sobre isso desde o come�o?
Como se diz?
Armei uma armadilha, eu sendo a isca. Situa��o que n�o estava preparada.
- Como isso come�ou? - Um amigo meu, Pietro Mancinelli,
ele era um ator.
Ele perdeu a vis�o e come�ou a beber muito.
Uma coisa levou a outra e finalmente ele se tornou um mendigo.
Na semana passada ele sofreu um acidente.
Ele foi atropelado.
- Voc� sabia? - Vi acontecer.
- Viu quem estava dirigindo? - N�o.
Quem est� por tr�s disso tudo?
- J� ouviu falar do Rei dos Mendigos? - Foi dito para mim hoje.
- Mas quem � ele? - O que mais foi dito hoje?
Ele perguntou se eu tinha ouvido falar da Associa��o de Prote��o dos Mendigos,
que o Rei dos Mendigos era o chefe disso.
Tendo visto sua pe�a, devo admitir que voc� � muito boa no papel
mas dificilmente acho que � a pessoa certa
para o papel na vida real.
Significa que quer o papel principal para si mesmo.
Estou mais acostumado a lidar com os �mpios do que voc�.
Ele est� absolutamente certo, signorina.
O que prop�e fazer?
Para come�ar, vou fazer um pouco de mendic�ncia.
- Adeus. - Adeus.
Marco, seu tax�metro est� funcionando.
H� tr�s dias agora, voc� � um mendigo de rua.
- E o que aconteceu? Nada. - Nada, Marco?
- Vendi um l�pis ontem, n�o �? - Grande neg�cio.
- Est� sendo pago, n�o �? - Pago? E as minhas despesas gerais?
N�o tem ideia de quanto combust�vel usei procurando essas roupas.
Deve ter feito muita procura, o terno tem seu nome nele.
Sim... Bem, pertenceu ao meu tio.
Marco di Cesare I.
Comprei o terno dele... por...quindicimila lire.
15.000 liras! Meu Deus, seu tio tem senso de humor!
Deixo voc� t�-lo por 10.000 liras, hein?
Cinco?
- Duas. - Duas?
N�o sei porque me incomodo.
N�o acredito neste Rei dos Mendigos. � fant�stico demais!
Eu sei que � fant�stico. Parece escrito por Fran�ois Villon
mas sucede hoje em Roma.
E � t�o friamente diab�lico como jamais vi.
- Agora, como eu pare�o? - Terr�vel.
- Ainda mais terr�vel que ontem. - �timo.
Agora, lembre-se, n�o fa�a nada at� ver meu sinal.
Por favor, Sr. Templar, n�o se preocupe. N�o esque�o nada.
Vamos..
Marco...
Esqueceu seu bon�.
Caridade para um pobre cego.
- Voc�. - Sim, senhora.
- N�o o vi aqui antes. - N�o, senhora, eu sou novo.
- E de onde voc� �? - De Mil�o.
Bem, boa sorte para voc�.
Obrigado, senhor. Obrigado, senhora. Eu os bendigo.
Cuidado.
- Bebe, querida? - Sim, obrigada. Um xerez.
Foi muito atencioso, Stephen.
Estava pensando naquele pobre diabo fora no Caf�.
- Mas por que? - Me deixa envergonhado.
Envergonhado?
Culpado � provavelmente uma palavra melhor.
� errado, Dolores, vivermos assim.
Dirijo um carro de $ 20.000 e temos tudo isso.
E da�?
Gastamos o suficiente no almo�o para alimentar aquele pobre diabo por um m�s.
Com toda essa consci�ncia eu deveria ter agora indigest�o?
Falo s�rio. � errado que algumas pessoas
tenham tanto e outras tenham que mendigar.
Sim, eu sei, Stephen, mas na It�lia sempre haver� pessoas pobres.
Sabe... aquele homem que vimos hoje l� fora no Caf�,
suponha que lhe oferecesse um emprego
lavar as ruas, limpar as janelas... tenho certeza de que ele n�o aceitaria.
Como pode ter tanta certeza?
H� sempre algumas pessoas que tentam conseguir algo sem trabalhar.
- Mas n�o s�o todos assim. - N�o, isso � verdade.
Estou interessado nos merecedores.
Eu sei. Mas � muito sens�vel.
Dei um milh�o de d�lares no ano passado sem apar�ncias.
Mas mesmo que n�o possa ver,
sei que existem muitas pessoas as quais voc� beneficiou.
E sabe aquele homem que vimos hoje?
A seu modo, ele provavelmente est� feliz do jeito que �.
Mendigando...
Talvez.
Reba por vendere.
Reba por vendere.
Reba por vendere.
Quem compra?
Quem compra?
- Sr. Templar, � quase meia-noite. - E da�?
- Ent�o estou muito cansado, � isso. - Est� sendo pago.
Marco, cai fora.
Compre um l�pis de um homem cego. Compre um l�pis de um homem cego.
N�o o vi aqui antes, amigo.
N�o, senhor, eu sou novo. Havia outro homem, mas ele morreu.
- Sabe por que ele morreu? - N�o, senhor.
Ele n�o era esperto.
Talvez voc� seja esperto. Voc� acha?
Sim, sim, senhor.
Ouviu falar da Associa��o de Prote��o dos Mendigos?
N�o, senhor.
� uma sociedade para proteger pessoas como voc�. Quer se juntar?
N�o, n�o, senhor.
O cara que tinha essa �rea antes de voc�, n�o queria se juntar tamb�m.
Se o Rei dos Mendigos est� do seu lado, voc� est� bem.
Se est� contra voc�, j� era.
Quer se juntar?
- Sim, senhor. - Achei que o faria.
Certo, vou conduzi-lo agora.
Sabe, Carlo, acho que esse cara vai ser uma ma�� inteligente.
Mas por que uma venda, senhor? N�o consigo ver.
Ouviu isso, Carlo?
Sim. Ele � cego. Pobre rapaz.
- Mas � verdade, senhor. - Guarde para a pol�cia, hein?
N�s n�o ligamos. Um cara tem o direito de ganhar a vida.
N�o reclamamos de distribuir licen�as.
Pode fingir ser qualquer coisa
contanto que n�o tente nenhum truque conosco.
Senhor, n�o entendo tudo isso.
Bem, vou lhe dizer.
A Associa��o de Prote��o dos Mendigos � uma esp�cie de... um alojamento.
Uma fraternidade.
E esta noite voc� ser� apresentado e jurado.
Carlo, as luzes.
Bem-vindo � nossa associa��o,
uma organiza��o projetada para ajud�-lo e proteg�-lo.
Em troca de prote��o,
vai dar a metade da sua renda di�ria para Maria Calvetti
no Hotel Capital,
onde voc� ter� alojamento decente a um baixo pre�o.
Maria ser� seu contato e fornecer� todas as informa��es.
Ser� vigiado constantemente, ent�o n�o tente fazer nenhuma trapa�a.
Se tiver alguma d�vida, Catelli, que o trouxe aqui, vai respond�-las.
Alguma d�vida, amigo?
N�o, senhor. Sem perguntas.
Certo. Vamos lev�-lo de volta ao seu posto, hein?
Entendeu tudo?
Sim, senhor.
- Qual � o seu nome? - Arturo.
Est� bem, Arturo.
Dar� a metade do que ganhar todos os dias para Maria no Hotel Capital.
Sim, senhor. Mas isso n�o � justo.
Ouviu isso, Carlo? O que fazemos com caras que discutem?
Mostre a ele.
Fazemos isso primeiro.
E depois, muito pior.
Metade do que ganhar todos os dias para Maria Calvetti.
Caso contr�rio, pode ter seus dentes arrancados.
Ou talvez seus dedos quebrados.
Entende?
Sim, eu entendo.
T�xi? Ta...
Oh! Sr. Templar.
Sr. Templar, est� bem?
Estou bem, exceto por um desejo de cometer assassinato.
Bem... o que descobriu?
J� ouviu falar do Hotel Capital?
Sim. � famoso em Roma.
V� ao escrit�rio de registros pela manh� e descubra quem � o dono.
- Mas eu sei quem � o dono. - Quem?
Stephen. Stephen... Stephen Elliot
Sr. Templar, isso pode ser muito perigoso.
Claro.
Por que voltar hoje � noite? Por que n�o vai amanh� de manh�?
Qual � o problema, Marco? N�o pode encontr�-lo no escuro?
O que est� dizendo? Conhe�o Roma como as palmas da minha m�o.
Ent�o n�o temos problemas, n�o �?
Se me perguntar, � uma quest�o para a pol�cia.
Marco, n�o estou perguntando a voc�. Voc� � covarde?
Eu? Marco di Cesare?
Qualquer homem que trabalhe para Simon Templar, deve ser um idiota!
Allora, andiamo, idiota.
Bem-vindo � nossa associa��o,
uma organiza��o projetada para ajud�-lo e proteg�-lo. Em troca de...
Procurando algu�m?
Sim, na verdade, estou.
Quem, por exemplo?
Por exemplo, o Rei dos Mendigos.
O Re...
- Est� brincando. - N�o, falo muito s�rio.
Sei que a atmosfera n�o � exatamente prop�cia
a um bate-papo tranquilo e aconchegante,
mas sugiro que fa�amos um neg�cio.
Estou disposto a lhe dar 200...
Agora comece a falar. Qual � o seu nome?
- Carlo. - Carlo de que?
Carlo Leghetti.
Bem, Carlo Leghetti, a atmosfera mudou, n�o �?
Est� bem prop�cia para aquela aconchegante conversa.
N�o sei de nada. S�rio. N�o fiz nada!
A oferta est� de p� por sua vida.
Se me matar, ent�o n�o saber� nada.
Ele est� certo.
Tenho uma ideia melhor.
Uma vez vi este filme de a��o na filmoteca.
H� esse cara, assim como ele, s� que mais feio.
E ele n�o ia falar. Ent�o o que eles fazem? O que fazem?
Eles tapam as orelhas, tapam o nariz,
e na boca eles colocaram esse tubo para encher os pneus.
Eles o bombeiam e ele fica maior e maior, como um bal�o!
- Ent�o o que aconteceu? - Ele explodiu!
Foi muito divertido!
Muito engra�ado, Marco.
N�o acha? N�o est� rindo.
Olha o que eu tenho.
Sempre carrego para uma emerg�ncia. Isso � uma emerg�ncia, n�o?
Est� bem.
Abra. Escancare!
Viu? Tem um ruim. Tem que sair.
Marco, ele nunca falar� dessa maneira.
N�o gosta? Tudo bem, dou a ele uma manicure.
O que foi? N�o toquei em voc� ainda.
- Quem � o Rei dos Mendigos? - N�o sei.
N�o sei. Nunca o vi!
- � Stephen Elliot? - Juro para voc�, n�o sei!
- Sou apenas o coletor. - Acredita nele, Marco?
- N�o. - Eu juro!
- O que voc� coleta? - Os mendigos.
- E se n�o querem ir com voc�? - N�s os convencemos.
- Batendo eles. - Sim.
- Suponha que eles sejam mulheres? - Qual � a diferen�a?
Para voc�, nenhuma, suponho.
- Me fale sobre Maria Calvetti. - Maria Calvetti �...
Largue essa arma, voc� est� preso.
Senhor...
Sr. Templar, estou ciente de que v�rios mendigos foram atacados recentemente.
- Estamos trabalhando no caso. - O que averiguou?
- Isso n�o � da sua conta. - Pretendo fazer da minha conta.
Ent�o vai se arrepender.
Inspetor, estou sendo acusado de alguma coisa?
N�o. A bala que matou Carlo Leghetti n�o foi da sua arma.
Isso n�s estabelecemos.
Voc� pode ir.
Sabe, o senhor torna muito dif�cil sermos amigos.
Inspetor, estou na pista de alguma coisa.
Mas se eu falar sobre isso, o rei pode desaparecer.
No minuto em que eu descobrir algo definido, voltarei, prometo.
- Boa noite, Inspetor. - Boa noite, senhor.
Poderia ter sido qualquer um.
Agora mesmo estou pensando em Stephen Elliot.
- O que voc� disse? - Stephen Elliot.
Mas... n�o fala s�rio.
Por que n�o? Ele � dono do Hotel Capital.
� a� que os mendigos relatam, dormem e pagam.
- Mas o Stephen � um homem rico! - Que diferen�a isso faz?
Ele � famoso em Roma por suas caridades e filantropia.
�s vezes eu suspeito de pessoas caridosas.
N�o acredito nisso! Stephen Elliot tamb�m � meu amigo pessoal.
Quando minha pe�a precisou de apoio, fui at� ele e o dinheiro foi fornecido.
- Gostaria de conhec�-lo. - Posso arranjar isso.
Ele est� dando um coquetel hoje. Venha comigo.
- �timo. Venho peg�-la �s seis. - �timo.
Simon, espero que esteja enganado.
Stephen � um homem t�o bom.
- As apar�ncias enganam. - Sim, eu sei.
- Tamb�m as pessoas. - N�o me parece muito complicada.
Ah, mas eu sou. Minha m�e era h�ngara.
E da�?
- Sabe o que dizem. - N�o. Diga-me.
Um h�ngaro vai segui-lo em uma porta girat�ria
e sair primeiro.
Eu preciso ir. Obrigado pelo caf�.
V� alguma coisa interessante?
O habitual, homens da cidade, esposas, amantes e prospectivas.
- Dolores. - Teresa, estou muito feliz que veio.
Obrigada. Posso apresentar o Sr. Simon Templar?
A condessa Dolores Marcella.
- N�o o Simon Templar? O Santo? - Receio que sim.
Stephen, capturamos uma verdadeira celebridade.
Stephen, que bom v�-lo.
- Sr. Simon Templar, Sr. Stephen Elliot. - Como vai?
Querida, onde no mundo voc� o encontrou?
Eu vi a pe�a da Srta. Mantania e fui aos bastidores me apresentar.
- Est� em Roma por muito tempo? - Depende.
- Deve jantar conosco uma noite. - Eu adoraria.
- Sa�de. - Ao crime.
Esse � um brinde estranho para voc�. Achei que tivesse mudado de lado.
Mudei. De fato, estou resolutamente contra os �mpios agora.
Estou trabalhando em um problema que pode interessar a voc�.
� mesmo?
Sr. Templar, tenho a sensa��o de que nos encontramos em algum lugar antes.
Tenho certeza que n�o, Condessa.
Conhec�-la � uma experi�ncia que um homem jamais esqueceria.
Nunca esque�o um rosto, embora tenha uma mem�ria terr�vel para nomes.
Estava dizendo que teve um problema.
Sim. Em vista do trabalho que entendo que voc� faz pelos pobres de Roma,
me pergunto se j� ouviu falar do misterioso Rei dos Mendigos.
- Na verdade, ouvi. - Quem � ele?
Tudo o que sei � que ele ataca os pobres
e est� ligado de alguma forma com a M�fia.
Sua identidade? Um segredo conhecido por apenas uma ou duas pessoas.
Voc� me ajudaria a exp�-lo?
Certamente isso � um trabalho para a pol�cia, Sr. Templar.
J� sei!
Voc� era o mendigo cego.
Como?
O homem que vimos do lado de fora no Caf�.
- Voc� se lembra. Conversamos com ele. - Imposs�vel.
Disse que veio de Mil�o.
Tem raz�o, Condessa. Eu deveria estar inc�gnito.
Que fascinante! Mas por que?
- Tentando obter informa��es. - Sobre o Rei dos Mendigos.
- E se disfar�ou como um mendigo. - N�o com muito sucesso, parece.
Absurdo. Voc� estava maravilhoso.
Isso � inteligente? Odiaria ver qualquer coisa acontecer com voc�, Sr. Templar.
Ouvi que o Rei dos Mendigos � muito cruel.
Odeio estragar a festa, mas tenho que ir ao teatro.
Claro.
- Gostaria de pedir um grande favor. - V� em frente.
Deve saber que sou dono do Hotel Capital.
� um lugar modesto, ofere�o quartos limpos com comida barata e saud�vel.
Amanh� estou dando uma festa a eles e espero que diga algumas palavras.
- Eu adoraria. - Ent�o nos vemos amanh� � noite.
Sr. Elliot, Condessa.
- Boa noite. - Adeus.
Voc� � uma entusiasta de xadrez. Dois jogos, aqui e no apartamento.
Cada minuto livre que tenho, estudo meu pr�ximo passo.
Gostaria de saber meu pr�ximo passo.
Um esquema criminal atua sob o nariz de
Elliot e voc� insiste que ele n�o sabe nada.
N�o conhece Stephen Elliot. Ele � um sonhador, um vision�rio.
Homens assim s�o os �ltimos a reconhecer o mal, por mais pr�ximo que esteja.
Ele joga xadrez?
- O que isso tem a ver? - Apenas uma ideia louca.
A rainha est� em uma boa posi��o. � o movimento da preta?
Sim. Stephen � um bom jogador. � dif�cil acompanh�-lo.
Estou impedindo-a de se preparar.
Simon...
Se o que diz sobre Stephen � verdade,
Ent�o, ir ao Hotel Capital � colocar a cabe�a em um la�o.
Talvez, mas provavelmente n�o sabem o tamanho do colarinho que uso.
Cinco minutos, Srta. Mantania.
- Te ligo mais tarde. - Boa noite.
Boa noite.
- T�xi, senhor? - � s� eu, Marco.
Sr. Templar, tive um sonho terr�vel...
e agora estragou tudo.
Se era terr�vel, como poderia estragar?
Fui capturado por um bando de mulheres desesperadas.
Elas iam me matar se n�o fizesse o que elas queriam.
- Ent�o o que aconteceu? - Eu concordei!
Antes de come�armos, voc� me acordou. Est� muito atrasado.
Levei a Srta. Mantania ao teatro.
Ent�o vamos trabalhar, n�?
N�o, Marco, vou trabalhar sozinho esta noite.
Oh! Quando me acostumo.
- Acostuma a que? - A excita��o, o tiroteio,
a pol�cia.
Ter� muito disso, prometo a voc�.
Isso � o que receio que vai dizer.
- Maria, algo est� muito errado. - Isso n�o � novidade.
- Ouviu falar de Teresa Mantania? - A atriz? Quem n�o ouviu?
Eu te digo, hein?
Por favor, Hotel Capital?
Ol�, Arturo. Finalmente chegou aqui.
Sim, senhor.
Est�vamos esperando voc� ontem � noite.
Paguei aluguel antecipado por um lugar.
N�o podia me dar ao luxo de desperdi��-lo.
Maria, este � Arturo. Mostre-lhe o quarto dele.
Sim. Venha comigo.
Este � o seu quarto. O banheiro fica no final do corredor.
Se quiser alguma coisa, � s� pedir.
Obrigado, senhora.
- Como � seu nome mesmo? - Arturo.
Talvez gostaria de algo quente para beber? Chocolate ou ch�?
- Chocolate, por favor, senhora. - Sim.
- Est� bom? - Bom, obrigado.
Vai gostar daqui. Temos muita companhia.
�s vezes, temos shows e entretenimento.
Amanh� � noite, vamos ter show tamb�m.
A comida n�o � ruim. Sexta-feira temos filmes.
Claro, isso n�o faz muito sentido para voc�, sendo cego,
a menos que ou�a a trilha sonora em vez de ver os filmes.
Durma bem, Sr. Templar.
S� um grito, Srta. Mantania, e ver�.
- Quem � voc�? - N�o importa as perguntas.
Apresse-se e se troque. E fique quieta. Estou lhe avisando.
- Srta. Mantania - Entre.
Estou lhe avisando.
Srta. Mantania, recordo o ensaio �s 11 horas amanh� de manh�.
- Tudo bem, Nicky. Boa noite. - Isso foi muito esperto da sua parte.
Agora, apronte-se. R�pido.
Srta. Mantania, n�o gosto de v�-la com
medo, mas esta � uma grande opera��o.
- Juro, n�o sei de nada! - O rei n�o acredita nisso.
- Quanto Pietro te contou? - Nada!
- Voc� conhece o rei? - N�o!
- O Sr. Templar? - N�o! Por favor, solte-me!
Sabe, Dolores, as pessoas ocupadas, as mais importantes, s�o
as mais prontas a ajudar outras.
Pelo Sr. Templar vir hoje � noite, mexe comigo profundamente.
- Mas, querido, ele fica feliz. - Por qu�?
Por sua causa.
Stephen, este Simon Templar.
O que realmente acha dele?
- Ele parece bastante agrad�vel. - Mas n�o tem certeza.
N�o gosto de pessoas que tomam a lei em suas pr�prias m�os.
- � uma quest�o para a pol�cia. - Suponha que a pol�cia n�o fa�a nada?
N�o acho que � o trabalho do cidad�o comum.
N�o, suponho que n�o.
Diga-me, voc� realmente acha que o Rei dos Mendigos
est� de alguma forma ligado � M�fia?
Assim dizem.
� estranho que saiba t�o pouco sobre ele.
- Por que eu deveria? - Afinal, trabalha com essas pessoas.
- Certamente falou com eles. - Sim, �s vezes.
E nenhum deles jamais indicou quem esse homem deveria ser?
- N�o, nunca. - J� os questionou?
Claro. Todos parecem ter medo de falar.
Dolores, o que est� querendo?
N�o estou querendo nada.
Mas de todas as pessoas em Roma, voc� deveria saber algo sobre ele.
Sr. Templar, n�o entendo a Srta. Mantania.
Ela nunca se atrasa para o ensaio.
- A que horas ela deveria estar aqui? - �s 11:00hs.
- Est� duas horas atrasada. - Ela sabia disso?
Sim. Ontem � noite eu disse a ela.
- O que ela disse? - "Tudo bem, Nicky. Boa noite."
- Ela estava com um amigo. - Um amigo?
- Sim, um cavalheiro. - Como ele era?
Ele tem cerca de 1,80 m de altura, ombros largos e uma boca grande.
- Com cabelos compridos. - O que aconteceu com a rainha branca?
- Perd�o? - Voc� tocou isso?
O xadrez? N�o, eu n�o. Eu nunca toquei.
Grazie tanto.
Srta. Mantania, n�o tente brigar comigo.
Eu posso jog�-la direto na parede.
Quem � voc�? Por que estou aqui?
O ponto � que est� aqui. E aqui vai ficar.
E temos maneiras de manter as pessoas quietas.
- Beba. - N�o quero isso. Leve embora!
Srta. Mantania, vai beber.
N�o, n�o, n�o.
Pediu minha coopera��o, estou oferecendo.
- Sr. Templar, por qu�? - Eles est�o segurando Teresa Mantania.
Eu a encontrarei nem que tenha que
derrubar o hotel pedra por pedra!
Estou pedindo para estar l� esta noite.
Muito bem, senhor, estarei l�.
Espero, para o seu bem, que n�o esteja desperdi�ando meu tempo.
Tudo bem claro, Marco?
- Sim, Sr. Templar, bem claro. - Melhor segurar isso.
- Ei, � uma arma! - Muito observador. Observe a estrada.
N�o sei o que fazer com uma arma.
� bem simples.
Voc� apenas segura na sua m�o, aponta para algu�m e puxa o gatilho.
Sr. Templar, �s vezes gostaria de nunca ter conhecido voc�.
E outras vezes...
ainda gostaria de nunca t�-lo conhecido.
- Inspetor Mateoli? - Bem, estou aqui.
Posso prometer uma noite fascinante.
� por isso que insistiu para encontr�-lo?
N�o, estou me apresentando esta noite e preciso de voc� para apoio moral.
- Boa noite, Sr. Templar. - Elliot.
- Falou com Teresa recentemente? - N�o, por que?
A Condessa e eu temos tentado ligar para ela.
- Onde est� a condessa? - Estar� aqui em breve.
Siga-me, por favor.
Senhores e senhora, um dos nossos convidados especiais est� conosco agora.
Vou pedir-lhe que diga algumas palavras para voc�.
Por isso, � um privil�gio apresentar o Sr. Simon Templar.
Est� tudo bem, n�o vou cantar.
Provavelmente est�o ansiosos por refrescos,
ent�o n�o vou perder seu tempo com um discurso.
Em vez disso, gostaria de mostrar alguns truques que podem ser �teis.
Especialmente desde que eu aprendi que alguns de voc�s
est�o sendo vitimados por extorsivos implac�veis,
ou devo dizer trapaceiros?
Agora, tenho certeza que n�o precisam do
Inspetor Mateoli que est� conosco esta noite,
para lembr�-los que carregar armas escondidas � ilegal.
No entanto, � poss�vel proteger-se
sem o uso de uma arma ou faca.
Um bom jud� � muitas vezes mais valioso do que qualquer arma.
Agora, para demonstrar isso, precisarei de um volunt�rio da plat�ia.
Aqui est� um homem bonito, deve ser capaz de cuidar de si mesmo.
N�o seja t�mido. Nunca sabe quando um jud� pode ser �til para voc�.
Agora, para primeiro exemplo, quero que imagine que sou um mendigo.
Voc� quer algo de mim, como dinheiro.
Digo que n�o vou dar, ent�o voc� d� um soco em mim.
V� em frente.
Bene, bene, bene!
Confort�vel? Agora, nesta posi��o posso quebrar o bra�o dele
ou fratura sua omoplata.
Estou te machucando?
Pode fazer melhor que isso, amigo.
Vamos tentar com um pouco mais de entusiasmo.
V� em frente, d� outro soco.
Va bene! Va bene!
Onde ela est�?
Vou te matar.
Agora, para este exemplo, vamos fingir que estou de costas para o volunt�rio
e ele decide dar um chute.
V� em frente e chute.
Bene. bene
Agora, isso � muito interessante.
Foi desenvolvido em 1860 por um antigo lutador japon�s.
� chamado de ashi-shingi gatami.
Agora, a coisa mais legal sobre esta chave �...
se voc� luta, quebra sua perna.
Se eu me inclinar para tr�s 2 cm, arranco sua articula��o do quadril.
- Onde ela est�? - Solte-me.
Posso facilmente dizer que foi um acidente. Onde ela est�?
Quarto 110.
Acredito que nosso volunt�rio desmaiou. Algu�m chamaria um m�dico?
O que fez com ele?
- O que � que voc� fez? - Quiropr�tico.
Agora vamos procurar neste saco de pulgas sem um Mandado.
Ela est� aqui. Ela deixou isso como uma pista.
Uma pe�a de xadrez te diz muito?
Sr. Templar, explicaria o que est� acontecendo?
Teresa Mantania esteve nesta sala.
Agora, vamos, Elliot, onde ela est�?
Ele est� absolutamente louco.
Sugiro que leve o Sr. Templar e suas falsas acusa��es �s autoridades.
Concordo. Sr. Templar, eu o prendo sob a acusa��o de perturbar a paz.
Sr. Temp...!
Teresa? Teresa?
Pare!
As coisas s�o um pouco diferentes, hein, Templar?
- Devemos tir�-los rapidamente! - Em um minuto, Maria, por este aqui.
Eu quero tentar um pouco de jud� nele primeiro.
N�o, n�o, n�o. Mais tarde!
N�o parece muito surpreso em me ver, Sr. Templar. Parece, Catelli?
Por que eu deveria? Lembra-se, Teresa?
Homens como Elliot s�o os �ltimos a reconhecer o mal
por mais pr�ximos que estejam.
A garota primeiro, Maria. E depressa.
Vou acabar com voc�, mas gostaria de saber algo.
V� em frente.
Quando come�ou a suspeitar de mim ?
Bem, Teresa pode lhe dizer.
Espere.
- Bem? - V� em frente, Teresa.
Diga a ela quando come�amos a suspeitar dela.
Isso realmente importa?
Importa para a Condessa, porque quanto mais tempo soubermos,
mais tempo tivemos para contar a muitas pessoas.
Oh, deve ter sido pelo menos h� 24 horas atr�s
que concordamos que Elliot n�o era nosso homem.
Porque lembrei do xadrez.
A rainha � a pe�a mais perigosa no tabuleiro
mas o rei � o mais vulner�vel.
� melhor come�ar a imaginar, tivemos pelo menos 24 horas para falar.
- Voc� est� mentindo. - Estou?
Elliot nem est� nessa confus�o, n�o �?
Uma vez que n�o ir� mais longe, n�o.
� um arranjo agrad�vel.
Acabou de usar sua propriedade, o hotel e este lugar.
Stephen Elliot vai me dar qualquer coisa que eu pedir.
Pretendo que sua generosidade continue.
Essa � uma sala � prova de som, parte de um antigo esgoto romano.
Ningu�m nunca mais ver� voc�s dois.
Discordo.
O Inspetor Mateoli est� a caminho daqui agora.
Um velho blefe como esse n�o me assusta, Sr. Templar.
Eu sei que ele nem est� cooperando com voc�.
Ele est� cooperando conforme a situa��o.
Ele at� ajudou a falsificar minha fuga.
Depressa, Maria.
- Sr. Templar, eu acertei nele! - O que voc� estava mirando?
N�o sei, n�o estava olhando.
Majestade, posso apresentar o Inspetor Mateoli?
Inspetor Mateoli, o Rei dos Mendigos.
Obrigado, Marco, vou pegar isso agora.
Vai nos desculpar?
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