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MARCIA LANDON ENTERRADA
Obrigado.
Bom dia. Tenho um compromisso com Claire Avery.
- Vou ligar e dizer que est� aqui. - Obrigado.
Srta. Avery, h� um cavalheiro para v�-la na recep��o.
Marcia Landon.
Linda, estranha, tr�gica.
Uma garota infeliz que se tornou uma das atrizes mais comentadas do nosso tempo.
Duas semanas atr�s, desesperada e sozinha,
ela se matou com uma overdose de p�lulas para dormir.
Milh�es de pessoas conheciam o rosto dela,
mas muito poucas conheciam a verdadeira mulher.
Eu sim.
- Ol�, Claire. - Eu lhe deixei esperando?
N�o. Cheguei a um segundo.
Que trag�dia, hein?
� por isso que pedi para ligar para mim.
- Marcia Landon foi assassinada. - Assassinada?
Sei legalmente que foi suic�dio, mas ela foi assassinada.
A �nica pessoa que se importa o suficiente
para fazer algo a respeito � voc�...
Simon Templar.
O SANTO
S02E06 - Marcia
Legenda por Susanawho
- Voc� era muito pr�xima a ela, n�o? - Sim.
Logo antes que ela morresse, tentei ajud�-la,
mas n�o havia nada que eu pudesse fazer.
- Ela estava al�m da ajuda. - Por que voc� n�o come�a do in�cio?
Muito poucas pessoas sabiam o que realmente aconteceu.
Foi na noite anterior que ela deveria come�ar um filme para Mike Sentinal.
Ela estava trabalhando at� tarde em
um vestido da montagem e desceu as escadas
O lugar estava escuro, completamente deserto.
Quando ela estava prestes a sair, algu�m chamou seu nome.
Havia um homem parado na sombra daquele corredor.
Ela se virou para ver quem era
e nessa fra��o de segundos, ela foi desfigurada por toda a vida.
Ele jogou �cido no rosto dela.
Ela conseguiu chegar ao seu camarim e ligou para Mike Sentinal.
Ele correu para o m�dico, mas eles n�o podiam fazer nada.
Ele a levou ao melhor cirurgi�o pl�stico.
Ele disse que poderia reparar a maior parte dos danos.
Mas Marcia sabia que nunca faria outro filme.
Como eles mantiveram isso longe da imprensa?
Mike tem maneiras de manter as coisas quietas.
Os jornais foram informados de que ela estava doente.
- Ela foi capaz de descrever o homem? - N�o, estava muito escuro.
Ela teve um r�pido vislumbre de um bon� e um len�o no rosto, capa de chuva.
N�o � muito para continuar, n�o �?
N�o. De qualquer forma, quando ela saiu
do hospital, ela se recusou a ver algu�m.
Ela costumava passear comigo �s vezes. Sempre depois de escurecer.
Na maioria das vezes ela estava sozinha.
Ent�o uma noite ela ficou t�o desesperada,
que tomou p�lulas para dormir.
- Ol�, Claire. - Ol�. Mike Sentinal, Simon Templar.
- Como vai? - Sheila, minha esposa.
- Sua mesa est� pronta. - Como vai?
Pena que tenha comido. Poder�amos comer juntos.
- At� mais tarde. - Sim. Adeus.
- A pol�cia nunca encontrou o homem? - N�o.
E amanh� come�o um novo filme com Mike, fazendo o papel principal.
- O papel de Marcia. - Como se sente com isso?
N�o � assim que eu queria que acontecesse.
- Ela n�o � Marcia Landon. - Nunca haver� outra.
N�o. Quanto mais cedo voc� enfrentar isso, melhor.
Se ao menos eu percebesse que ela estava desesperada.
Imundo.
Fez tudo o que p�de para ajudar.
Ningu�m poderia impedi-la de se matar.
N�o, suponho que n�o. Nem mesmo Claire.
- Mike, n�o! - N�o o qu�?
N�o continue sobre que boas amigas elas eram.
No funeral, Claire mal conseguia parar de aplaudir.
- Mike, posso falar com voc�? - Claro. Vamos sair do caminho.
Assinei um contrato para co-estrelar este filme com Marcia Landon.
O que � imposs�vel agora.
Mas n�o esperava ficar preso com essa garota desconhecida.
- Quem j� ouviu falar de Claire Avery? - Posso fazer uma sugest�o?
- Queria que fizesse. - Voc� � o ator.
Sou o diretor. Voc� e eu sabemos que temos que
fazer o que o produtor nos diz para fazer.
Muito engra�ado. Considerando que voc� � o produtor.
Oh, voc� se lembrou. Bom menino.
Lembre-se disso e das suas falas e todos seremos felizes.
Acho que est� cometendo um engano terr�vel sobre Claire Avery.
Ela n�o tem qualidade de estrela.
Honestamente, Mike, todo mundo est� dizendo isso. A garota n�o tem nada.
- Sem experi�ncia, sem origens. - Ela n�o tem a sua origem.
Meu querido, acho que est� perdendo o seu julgamento.
Voc� pode se apossar de garotas de 20 anos como Claire ou Marcia,
tudo o que elas tem s�o medidas de busto e voc�,
Mike Sentinal, meu velho querido amigo.
Voc� e eu fizemos muitos filmes juntos.
Este poderia ser o �ltimo.
Isso � uma amea�a?
Porque se for, n�o tente.
Posso ser duas vezes t�o implac�vel quanto voc�
ou algu�m que conheceu sua vida inteira.
- Nada para mim, Johnny? - Desculpe, Srta. Cromwell.
- Ningu�m lhe ama esta manh�. - Para quem s�o essas?
- Srta. Avery. - Quero saber de quem?
Eu, � claro. Quem mais?
Deixe-me dar uma dica para quando for um produtor de sucesso.
Depois que come�ar a dar flores � sua protagonista, ser� dif�cil parar
sem parecer grande... um grande... N�o importa.
Safada, safada. Eu lhe trarei um pires
de leite e ent�o voc� ser� feliz.
Cigarros, chocolates, dicas de corrida, flores do produtor.
Para mim?
N�o, para mim, mas sabe que as pessoas falam.
Minha f� em voc� � ilimitada. Mike Sentinal.
- Bonito. Vou me lembrar disso. - Olhe essas flores.
- Comporte-se, Johnny. - Voc� � procurada no set agora mesmo.
Aqui est�o suas cartas. Vou com voc�.
Ouviu sobre o oftalmologista que se livrou de dois dos seus mon�culos...
Porque eles estavam fazendo um espet�culo de si mesmos?
- Achei engra�ado, de qualquer forma. - Obrigado.
- Boa sorte, querida. - Obrigada, Johnny.
- Al�? - Simon, � a Claire.
Como voc� est�?
Uma carta amea�adora veio com minha correspond�ncia esta manh�.
N�o diga nada a ningu�m.
- Estou apavorada. - Essas coisas s�o assustadoras.
Mas pode ser apenas uma brincadeira desagrad�vel.
Vou chegar ao est�dio o mais r�pido que puder.
Tudo bem, Simon, mas por favor, se apresse. Por favor.
Eu vou.
- Claire, querida. - Entre.
Vim lhe desejar sorte. Veja todos esses telegramas.
E essas flores s�o maravilhosas.
- S�o dos seus pais? - N�o.
- o Sr. Sentinal enviou-as. - T�o bem pensado.
Quantos filmes fez com ele?
- Esse deve ser o s�timo. - Queria que fosse o meu s�timo.
Voc� ser� maravilhosa. Todo mundo est� dizendo isso. N�o, obrigada.
N�o deve ter medo. Aqui est� no camarim das estrelas.
Marcia Landon estava t�o assustada quanto voc�
sentada aqui, esperando para ser chamada para o set.
E voc� � a nova Marcia Landon.
Irene, n�o.
Sabe que tem exatamente os mesmos olhos. A mesma boca.
Voc� se importa se eu der outra olhada no roteiro?
Claro que n�o. Muito boa ideia.
E lembre-se, estamos todos torcendo por voc�.
Obrigada.
O que aconteceu com Marcia Landon vai acontecer
com voc�, a menos que voc� deixe � 5.000
em notas de 5 libras no compartimento de roteiro da sua pr�pria cadeira
no set por volta das seis horas da noite de amanh�.
E se chamar a pol�cia, farei com que voc� deseje estar morta.
Simon, por que eu?
N�o sei. Suponho que lhe disseram que se parece um pouco com Marcia Landon.
- Sim. - Tem mais alguma coisa em comum?
Ela foi a primeira escolha para esse papel.
Quando ela morreu, eu a substitu�.
Suponho que deixaria as pessoas com ci�mes.
Algu�m em particular?
Todo mundo neste neg�cio acha que n�o deveria fazer esse papel.
- Por qu�? - Acham que sou inexperiente.
Eu sou. Eu sei isso.
Algu�m poderia ter um ressentimento contra Mike Sentinal?
Cinco, quatro, tres, dois, um. Estamos desligados.
- V� embora, Johnny. - Voc� � procurada no set.
- N�o vou ao set. - Voc� est� brincando.
- N�o estou brincando. - O que vou dizer ao Sr. Sentinal?
Diga-lhe que n�o vou. Isso � Ingl�s claro ou n�o entende?
Bem, eu entendo. Espero que ele tamb�m.
- Vou cortar pela raiz. - � o �nico jeito.
Se n�o se sentar neles desde o come�o, eles andam em cima de voc�.
- N�o sobre mim. - V�, Mike? Ela tem pouca experi�ncia...
Cale-se.
- O que a est� retendo? - Algu�m est� com ela no camarim.
E ela diz que n�o vem ao set.
- O que est� acontecendo? - N�o sei. Ela parecia assustada.
N�o estou surpreso. Ele est� tentando fazer dela outra Marcia Landon.
� demais para qualquer garota.
Sr. Templar.
Normalmente ficaria muito feliz em v�-lo. Hoje n�o estou.
Tem alguma ideia do que me custa quando est� 15 minutos atrasada?
� melhor ler o que veio com o correio.
- Chamarei a pol�cia imediatamente. - Mike, espere.
N�o est� sugerindo que paguemos?
Vi o rosto de Marcia depois que aconteceu.
Sei o que esse homem pode fazer!
- Quero fugir o mais longe poss�vel. - N�o a culpo por ter medo.
Nunca serei outra Marcia Landon. N�o tenho talento.
N�o vai me deixar ser o juiz disso?
N�o posso fazer isso, Mike. Sinto muito.
N�o use isso como uma desculpa para fugir.
Quer desistir de sua carreira?
Claro que n�o.
- Simon, o que vou fazer? - Voc� n�o � uma desistente.
- Estou com medo. - Sim, eu sei que est�.
Deixe o Sr. Templar lev�-la para casa e amanh�...
Amanh�, Sr. Sentinal, sugiro que ligue para a pol�cia.
Ent�o, plantaremos as 5.000 libras conforme as instru��es
e esperamos para ver quem as recebe.
Se ficar parado no set, Inspetor, vai assust�-lo.
- E o Sr. Templar n�o? - Eu sou amigo de Claire.
Al�m disso, a maioria das pessoas no set me conhece.
Pena. Eu gostaria de ver como voc� faz suas filmagens.
Vigie atentamente. Se ainda estiver l� �s seis, eu assumirei.
- Vou dar a Claire logo. - Espero ver esses 5.000 de novo.
- Voc� vai, senhor. - Com juros.
Isso e mais quem est� esperando para coletar.
A menos que voc� deixe 5 mil libras no
compartimento de roteiro da sua pr�pria cadeira...
Quem escreveu isso sabe como � o interior de um est�dio, n�o �?
Apresse-se, por favor. Apresse-se.
- Deveria estar em filmes, Sr. Templar. - N�o tenho esse talento.
Talento, Sr. Templar? Que antiquado de sua parte.
Quem precisa de talento atualmente
especialmente com Mike Sentinal dirigindo?
N�o sabia que Irene veio originalmente do circo,
n�o �, Sr. Templar?
N�o, n�o sabia.
A melhor atiradora de facas nos neg�cios.
Especialmente nas costas.
Com licen�a.
- Claire, por favor. - Chegando.
N�o est� aqui, amor.
Desculpe, Johnny. Meu roteiro esteve aqui o tempo todo.
Desculpe.
Ouviu sobre o oftalmologista que se livrou de dois dos seus mon�culos...
Porque eles fizeram um espet�culo de si mesmos? Eu n�o ouvi isso.
Johnny. Voc� trabalhou com Marcia Landon, n�o �?
Como ela era?
Para trabalhar, maravilhosa. O doce supremo.
Atenciosa, generosa. Ela me fez sentir como se eu fosse realmente algu�m.
Voc� � algu�m, n�o �?
Terceiro assistente? Deve estar brincando.
Johnny!
- S� um segundo. - Qual � o problema?
Quer fogo?
Visitantes...
Certo, luz vermelha, por favor.
Agora, vamos fazer uma tomada. posso ter sil�ncio, por favor?
- Certo. - Vire.
- Inicie. - Rodando.
- Marque. - 118, tomada oito.
A��o.
Espera que eu seja tolerante? Ria e diga que � press�o de trabalho?
- Sob as circunst�ncias... - Corta. Pare com isso.
C�mera recarregando.
Desculpe, Mike.
Considerando a tens�o em que voc� est�, merece uma medalha.
- Obrigada. - Acalme-se e relaxe.
Vou tentar.
Certo. Luz vermelha, por favor.
- Quase acabando? - Mais cinco minutos.
Como est� indo?
A querida Srta. Avery n�o s� n�o tem talento, n�o tem mem�ria.
V�o ficar quietos, por favor?
- Certo, inicie. - Iniciando.
- 124, tomada nove. - Segue!
A��o!
Ent�o o que quer de um casamento?
Um pouco de considera��o.
Continue rodando.
Ela nem consegue lembrar seu nome, muito menos suas falas.
- A��o! - O que quer de um casamento?
Tempo, um pouco de considera��o, mas especialmente tempo.
- Eu apenas quero v�-lo. - Corta!
- Muito bom, � isso. - � isso, rapazes.
- Imprima isso. - Obrigado, amigos. � tudo por hoje.
- Adeus. Devemos nos reunir em breve. - Tchau, querida.
- Boa noite. - Boa noite.
Isso � um envolt�rio.
- Nada aconteceu? - N�o, acho que ele ficou com medo.
O que fazemos agora?
Eu a convido para um jantar suntuoso, depois a levo para casa.
Bem, te vejo na entrada em 15 minutos.
�timo.
- Ah, a� est� voc�. Alguma sorte? - Nada.
O dia ainda n�o acabou. Estou aqui at� as dez, ent�o algu�m vai assumir.
- Est� bem. Boa noite. - Boa noite.
Posso ver as manchetes. "Bela atriz amea�ada."
Acha que eu deixaria Claire passar por
tudo isso como um golpe publicit�rio?
A foto de Claire em todas as p�ginas?
N�o tem ideia de como realmente sou.
Oh, meu querido homem, eu te conhe�o por dentro.
Est� dirigindo e � implac�vel.
Passaria por cima da sua m�e se pensasse que isso ia lev�-lo adiante.
Eu te deixei com raiva? N�o fique. Eu te admiro!
- Admira, hein? - Bem, certamente.
� a raz�o pela qual est� aqui hoje.
� a raz�o pela qual eu tenho esse casaco.
- Tudo bem puxar os disjuntores? - Est� tudo bem.
Estarei no meu escrit�rio.
- Boa noite. - Boa noite.
Durma bem, Inspetor.
Ela n�o era linda?
Muito. Voc� a conhecia muito bem, n�o �?
T�o bem quanto qualquer um, eu suponho.
E seus parentes? Onde eles est�o?
Seus pais morreram quando ela era pequena.
Ela tem um irm�o em algum lugar.
- Mesmo? Onde? - Birmingham, eu acho.
Ela nunca falou muito sobre ele.
- Voc� o conheceu, certamente? - Ah n�o.
Ele n�o veio ao funeral?
N�o, ele n�o podia. Ele � inv�lido de algum tipo.
Em uma casa de repouso, acho que ela disse.
Sei que ela pagava as contas dele h� anos.
Ela deixou algum tipo de fundo fiduci�rio para ele.
- Ol�. Estou pronta. - Claire, querida, como vai?
- N�o muito bem. - H� sempre um amanh�.
- � disso que tenho medo. - Queixo para cima.
- Boa noite. - Boa noite, Sheila.
- Al�? - Srta. Avery?
- Sim, falando. - Pode ler, n�o �?
Sim, posso ler. Quem �?
Eu lhe disse em minha carta para n�o chamar a pol�cia. Voc� me desobedeceu.
Bem, Srta. Avery, agora assuma as conseq��ncias.
"D� uma �ltima longa olhada em seu espelho."
Obrigado por t�-la aqui. Estou feliz, pelo menos, ela quer trabalhar.
- Talvez a fa�a tirar da cabe�a. - Esperemos.
Sr. Sentinal, em nenhum momento dentro ou fora do set ela deve ficar sozinha.
Algu�m deve estar com ela constantemente.
Est� bem. E nenhuma pista para essa voz?
Bem disfar�ada. Claire disse que nunca tinha ouvido antes.
N�o posso acreditar que isso vai acontecer novamente.
Vi o rosto de Marcia pouco tempo depois que o �cido foi lan�ado.
Agora pode entender como Claire est� se sentindo.
Ela est� absolutamente aterrorizada.
Ali. Que tal?
Est� bem. Obrigada, Pearl.
Algo a incomoda, Srta. Avery?
Eu simplesmente n�o dormi muito bem.
Espero que n�o esteja nervosa com esse filme. Vai estar fabulosa.
Todo mundo diz isso. E algumas n�o, sem falar nomes, s�o simplesmente ciumentas.
Sabe como as pessoas ciumentas podem estar neste neg�cio.
Se algu�m tiver sorte.
- O que � isso? - O que � o que, Srta. Avery?
- Nisso. - O que, isso?
Um novo tipo de laqu� de cabelo. Peguei esta manh�.
- O que est� errado? - Fique longe de mim.
- Simon! - Srta. Avery, qual � o problema?
Naquela lata.
D�-me isso.
Oh, Pearl, sinto muito.
Tudo bem, Srta. Avery.
Estou t�o chateada. N�o sei o que estou fazendo.
- N�o preste aten��o. Continue. Use-o. - Tem certeza? Se n�o quer isso...
Claire, est� enfrentando Barry.
Continue. "Voc� tem seu dinheiro."
Voc� tem seu dinheiro e casa, ent�o viva com isso. Isso � tudo que voc� quer.
Vire as costas para ele. Pegue a mala.
No segundo em que ela virar as costas, pegue a arma da gaveta.
Largue isso. Voc� n�o vai sair! Bang
� isso. O p�blico deve saber como se sente sobre ela.
Estamos na luz vermelha. Mantenham sil�ncio.
- Rodando. - Rodando.
- C�mera. - Marca.
134, tomada um.
A��o!
Voc� tem seu dinheiro e esta casa, ent�o viva com isso.
- Isso � tudo que voc� quer. - Largue isso.
- Voc� n�o est� saindo. - N�o seja est�pido.
Largue essa arma! E ningu�m se mexa!
Ent�o, qual � a sua explica��o?
Eu simplesmente n�o entendo, senhor.
Sabia que �amos fazer essa cena esta tarde,
Ent�o, assim que voltei do almo�o, peguei a arma, limpei,
Coloquei as de festim como de costume
e coloquei na gaveta da mesa, de acordo com o roteiro.
Eu poderia t�-la matado.
- A que horas voc� chegou do almo�o? - Quinze para as duas.
- E filmou essa cena a que horas? - 2:45hs.
Ent�o a arma estava na gaveta da
escrivaninha de 14:00hs at� �s 14:45hs.
Sim, senhor.
Dispon�vel para qualquer pessoa na unidade
que quisesse substituir por uma bala real.
- Suponho que sim, senhor. - Viu algu�m toc�-lo?
- S� o Sr. Aldon. - N�o o toquei at� que fizemos a cena.
Corre��o. Voc� usou durante o ensaio.
Sim.
N�o est� feliz em fazer este filme com Claire Avery, n�o �, Sr. Aldon?
N�o, n�o estou. E fui claro com o Sr. Sentinal, mas ele n�o quis me ouvir.
Ent�o tentei mat�-la.
Se fizesse meu trabalho, n�o faria piada sobre a morte.
O fato � que algu�m tentou matar a Srta. Avery.
Bem, n�o fui eu.
Tudo bem. Podem ambos irem agora.
Obrigado, senhor.
Virtude indignada, hein?
�s vezes � genu�no. Vou checar a Claire.
H� uma hora e 20 minutos restantes. Gostaria de fazer algumas filmagens.
- Preciso de Cromwell. Alguma obje��o? - De modo nenhum.
Como o observei trabalhando, gostaria de me assistir?
Sim. Sim, gostaria. Sim.
- Enfermeira, como ela est�? - Ela est� descansando.
Eu dei a ela um tranquilizante. E voc� n�o deve perturb�-la.
- Tive essa ideia repentinamente. - N�o seja impertinente.
- Fa�a como lhe � dito. - Sim, enfermeira.
- Est� bem? - Est� bem.
Quando estiver pronta para sair, vou lev�-lai para casa.
Quem me odeia o suficiente para colocar uma bala real nessa arma?
Saberemos em breve. Agora descanse e eu voltarei.
Obrigado, enfermeira.
Se eu estivesse cuidando de voc� quando era um garotinho,
saberia fazer como lhe � dito.
Vou tentar e ser bom da pr�xima vez.
- Onde vai com pressa? - Tenho a folha de chamada de amanh�.
O show deve continuar e gostaria de saber porqu�. Como vai Claire?
Ela est� descansando.
Estaremos descansando se isso n�o for esclarecido.
Estamos fazendo o nosso melhor.
Avise-me se precisar de ajuda.
- Ela est� bem? - Sim, est� descansando.
Sabe, Sr. Sentinal, do jeito que vejo,
tem sido um processo de suaviza��o para assust�-la.
Agora acho que nosso homem est� pronto para o passo final.
Srta. Avery?
Voc� est� bem? Posso lhe trazer alguma coisa?
N�o, obrigada.
Sim. Poderia me dar uma x�cara de ch�? Tem que ir na cantina.
Claro.
Mas mantenha sua porta trancada.
- Tudo bem. - N�o vou demorar um minuto.
Corta! Muito bom, Irene. Obrigado.
- Guarde o tr�s e cinco. Enrole isso. - Verifique o port�o.
- Est� levando Claire para casa? - Assim que ela estiver pronta.
Estarei no meu escrit�rio se quiser me ver antes de ir.
Bem, obrigado.
- Acha interessante, tudo isso? - Sim. Muito.
Surpreendente ter que fazer tanto por t�o pouco.
Quero dizer a quantidade, n�o o conte�do.
- Boa noite. - Boa noite.
Bem, n�o faz sentido ficar por aqui.
Estarei aqui novamente amanh�.
Isto �, se eles o deixarem entrar depois
que derrubou aquele tijolinho artesanal.
- Boa noite. - Boa noite.
- Al�? - Onde est� o dinheiro?
- Quem � voc�? - N�o importa quem sou.
Por favor, pare de me ligar.
Coloque 5.000 sob a tampa do microfone hoje � noite,
ou seu rosto ficar� coberto de �cido. Vai estar l�?
- Sim. - Esta noite.
Esta noite.
Posso lhe falar um momento, Mike?
Voc� ainda tem aquelas � 5.000?
- Sim. - Pode me emprestar?
- Por qu�? - Mike, vou pagar de volta.
Recebeu outra carta?
Claire, se ouviu esse homem,
O Templar e o Inspetor Carlton devem ser informados.
Por favor, n�o discuta comigo.
Eu lhe imploro, empreste-me o dinheiro.
Sr. Sentinal? � Simon Templar.
Levaria Claire para casa para mim?
Pe�o desculpas. Diga que surgiu algo.
Obrigado.
Ol�, Johnny.
Sim, e foi voc� quem jogou �cido em seu rosto.
- Eu n�o. - Ia fazer isso com a Srta. Avery.
Tudo que fiz foi mandar um bilhete pedindo dinheiro.
Eu n�o podia jogar �cido no rosto de ningu�m.
Por que precisa do dinheiro? Voc� � bem pago. Melhor que a maioria.
- Voc� est� jogando? - Bem, est�?
Est� brincando, � claro.
Estou endividado de um extremo a outro de Londres.
Sr. Sentinal, estou com voc� h� muito tempo.
Tire o chantagistazinho da minha vista, Inspetor.
Quando penso como destruiu aquele lindo rosto...
Juro que n�o tive nada a ver com Marcia!
Leve-o para fora.
- Vamos. - Sabe como me sentia sobre ela.
Diga-lhes que n�o machuquei Marcia. Fa�a-os acreditar em mim.
Pensar que Marcia se matou porque...
N�o acho que Johnny jogou o �cido em Marcia Landon.
Ele chantageou Claire para pagar suas d�vidas de jogo.
E ele faria o mesmo com Marcia.
Alguma carta amea�adora para Marcia foi encontrada?
- N�o at� onde sei. - Ela teria dito se tivesse uma.
- Claro. - Ent�o devemos procurar outro motivo.
Sabe quem herdar� seu dinheiro, seu apartamento, mob�lia, suas coisas?
Ela s� tinha o apartamento h� seis meses.
Est� trancado at� que sua vontade seja validada.
Quanto ao dinheiro, ficar� com o irm�o dela.
O que sabe sobre ele, al�m de ele estar em uma casa de repouso?
Nada. Nunca o conheci.
N�o conheci ningu�m que o conhe�a tamb�m.
Bem, vamos ter que mudar tudo isso.
Vou lhe dizer como ele � quando eu voltar de Birmingham.
- Sr. Templar? - Sr. Landon.
Desculpe por deix�-lo esperando, tive que fazer exerc�cios.
- Por favor, sente-se. - Obrigado.
Voc� se importa se for direto ao ponto?
V� em frente.
Provavelmente conhece a hist�ria por tr�s da morte de sua irm�.
Quer dizer o �cido no rosto dela?
Uma amiga minha, uma atriz chamada Claire Avery,
foi amea�ada com a mesma coisa.
Pensei que poderia me ajudar.
- Como? - Contando-me sobre sua irm�.
Quer dizer a garota... ou a lenda?
A garota.
Bem, crescemos juntos em um orfanato de Birmingham.
Eu me tornei um jogador de futebol profissional.
Marcia adorou isso. No dia em que ela foi para a Escola de Teatro,
estive em um acidente de autom�vel, ambos os quadris esmagados.
Lamento.
De qualquer forma, Marcia come�ou a subir.
Ela foi r�pido e longe. Eu me tornei um fardo.
Bem, ela era apenas uma crian�a, sabe.
Quando meu dinheiro acabou, ela
estabeleceu um fundo fiduci�rio para mim.
O suficiente para pagar minhas despesas para o resto da minha vida.
- Mas havia uma condi��o. - Qual condi��o?
Tive que concordar em ficar fora de sua vida.
Nunca me comunicar com ela de qualquer maneira.
Nem mesmo deixar transparecer quem eu era.
Por qu�?
Marcia tinha muitos homens em sua vida.
Produtores, diretores.
N�o importava para Marcia, desde que a ajudassem em sua luta at� o topo.
Ela n�o queria o campo bagun�ado com um aleijado.
Um desses homens em sua vida era Mike Sentinal?
Sim. Muito mesmo.
Ela at� me escreveu sobre ele.
Se ele se divorciasse, ela queria se casar com ele.
Lamentei muito, n�o pude dar minha permiss�o.
Permiss�o?
- Sim. Tem um detalhe errado. - Que detalhe?
Bem, crescemos juntos em um orfanato de Birmingham, est� certo,
mas n�o sou irm�o de Marcia Landon.
Sou o marido dela.
Oi. Eu lhe deixei esperando?
- N�o. Acabei de voltar. - O que estava fazendo em Birmingham?
Confirmando uma suspeita. Johnny n�o jogou o �cido.
- Ent�o quem foi? - � isso que vou descobrir.
- Se importa se fizermos um desvio? - Onde?
- O apartamento de Marcia. - Como vai entrar? Tem uma chave?
N�o.
Ela costumava ficar aqui por horas � noite, vendo os carros passarem.
Pessoas voltando para casa do trabalho.
Saindo para a noite.
De alguma forma, parece que ela ainda est� aqui.
Onde est� o espelho?
Ela n�o podia suportar ver seu rosto como realmente era.
Apenas como ela costumava ser.
- Claire. - Sim?
O mesmo bilhete que voc� recebeu. "� 5.000 ou seu rosto."
Ent�o foi o Johnny. Ele amea�ou Marcia tamb�m.
Este � feito do jornal de ontem. Olhe a data.
Tem menos de um dia.
N�o poderia ter sido usado para amea�ar Marcia.
N�o faz sentido.
Foi plantado aqui nas �ltimas 24 horas.
Por que raz�o?
Para se certificar de que Johnny Newman seria condenado
de jogar �cido no rosto de Marcia Landon.
E quem quer que tenha plantado esta carta
deve ter uma chave para este apartamento.
Eu mesmo encontrei este bilhete, Sr. Sentinal.
Apenas meia hora atr�s.
No apartamento de Marcia Landon. Agora, como ele foi parar l�?
- N�o tenho ideia. - Eu tenho.
Foi plantado por algu�m que tem uma chave.
- N�o est� sugerindo que eu... - Por que deveria? Tem uma chave?
Claro que n�o.
Marcia Landon foi cruel e terrivelmente desfigurada.
Johnny Newman n�o teve nada a ver com isso, mas voc� teve.
Isso � um absurdo.
Voc� tem uma chave do apartamento dela, n�o �? N�o tem?
Voc� estava apaixonado por ela!
Sim. Mas n�o voltei ao apartamento dela desde que ela morreu.
Sra. Sentinal.
Lamento ter que comprometer seu marido na sua frente.
Mas sabia como ele se sentia sobre Marcia?
- N�o. - Est� mentindo. Voc� sabia.
Mike!
- Foi voc�, n�o foi? - Eu?
No fundo da minha mente, eu suspeitava disso.
S� que era t�o horr�vel que n�o consegui encarar.
Na noite que aconteceu... voc� estava fora.
Vestido como um homem, esperando no escuro.
Estava louca de ci�mes.
Ela era corrupta, Mike.
Ela estava o afastando de mim.
Voc� colocou a bala na arma no est�dio, n�o �?
Tive que assustar Claire ou ela teria feito a mesma coisa.
E quis apenas assustar Marcia tamb�m?
Eu n�o queria que ela morresse.
N�o queria. Eu n�o queria.
- Bom dia, Jenny. A chave, por favor. - Bom dia, Srta. Avery.
Sabe, Srta. Avery, toda vez que eu a vejo, penso o
quanto voc� se parece com Marcia Landon.
- Obrigada. - Ela n�o era fabulosa?
Sim. Fabulosa.
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