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SOMBRAS DO ASFALTO
Argumento
Produ��o
Realiza��o
- Que tal? - Parecem extra�dos com um palito.
Querias algo no valor de 150 d�lares.
- Mas estes parecem amostras. - Queres um por 250 d�lares?
Gostava de um anel de 500, mas s� quero pagar 150.
Estes est� bem.
- 685 d�lares. - Qual � o desconto para pol�cias?
Porque haveria de fazer desconto?
Podias tentar subornar-me, muitos agentes s�o subornados.
Tenho amigos mais influentes do que tu nos Escuteiros.
V�, faz-me um desconto. Conheces a Mary, devias fazer 50%.
Conhe�o a Mary desde os oito anos, mas o pre�o continua a ser 685.
- Dormes bem de noite? - Que nem um anjo.
- Quanto custa? - Quanto tens?
- Uns 300. - � teu.
Embrulha.
Afaste-se!
Largue a arma.
N�o se vire, largue-a apenas.
Sou o Tenente Henderson, tenho o distintivo no bolso direito.
Tire-o.
Atire para aqui.
Muito bem. Eu sou Johnny Damico, detective da 6a. Esquadra.
- Quem � a v�tima? - Tony Rogers, matou um agente meu.
- O que se passa? - Tem telefone?
- Tenho. - Eu participo.
- Desapare�a daqui! - O que aconteceu?
Afaste-se. Voc� tamb�m, abelhudo. Ou foi voc� que o alvejou?
N�o, foi o Tenente Henderson. Sou Johnny Damico, 6a. Esquadra.
- Gerrity, Bill Gerrity. Ele est�... - Est�.
- Foi r�pido. Temos um homic�dio. - N�o fomos avisados por r�dio.
- Ent�o, como vieram ter aqui? - Est�vamos s� a patrulhar.
Participem a ocorr�ncia. J� venho.
- O que se passa ali fora? - O tipo que veio fazer a chamada?
- Chamada? - Um tipo alto de gabardina.
Esse entrou pela frente e saiu logo pelas traseiras.
O Tenente Banks.
- Tenente Banks. - Falo o Damico.
- Diz. - Estou em 63th Street.
Soube agora pelo r�dio. O que fazes a�?
Vi tudo. Um tipo alto alvejou um pequeno e eu saquei da arma.
Como sempre.
Mostrou-me um distintivo, disse que era Tenente,
que a v�tima era Tony Rogers e matara um agente.
Revistei o morto. Trazia um cart�o de Edward Jenson, Inland Avenue.
- Repete l� o nome. - Edward Jenson.
- E o que � feito desse Tenente? - Foi telefonar, mas fugiu.
- Est�s a gozar. - Eu sei que parece brincadeira.
O distintivo era verdadeiro e ele trazia um rev�lver da Pol�cia.
- Vem imediatamente para c�. - � grave?
- Imediatamente. - Est� bem.
E at� lhe devolveste a arma. Porque n�o lhe pagaste o comboio?
- O distintivo era verdadeiro, juro. - Claro que era verdadeiro.
Foi tirado ao Tenente Meary pelo tipo que o matou tr�s horas antes.
- N�o sabia, n�o estava em servi�o. - Sabes quem era Edward Jenson?
- N�o. - Mas devias.
Era uma das principais testemunhas do caso de extors�o no cais.
O Tenente Meary era o detective especial destacado para o caso.
E o do distintivo?
� o tipo que o Meary denunciou antes de morrer.
Eu devia ter ido pescar.
Telefonei ao Comiss�rio, quer falar contigo amanh� de manh�.
- Est� muito chateado? - Podes esquecer a tua reforma.
Posso sempre ir para o Ex�rcito.
- Eu farei o poss�vel, Johnny. - Obrigado.
- Aonde vais? - Sair com a Mary.
Ias sair. O retratista est� � espera, v� se consegues descrev�-lo.
- Isso n�o demora. - N�o quero que saias daqui hoje.
- Porqu� ficar aqui? - � uma ordem.
- Amanh� vamos ao Comiss�rio. - Est� bem.
Pesava mais ou menos 72 quilos, media cerca de 1,80m.
- Isto vai servir-nos de muito. - Lamento, s� me lembro disto.
Estava escuro e quando me mostrou o distintivo, n�o reparei mais nele.
Devia voltar �s patrulhas.
Um homem comete um homic�dio � sua frente, voc� cumprimenta-o
e manda-o embora com a arma ainda a fumegar nas m�os.
- Est� suspenso por 60 dias. - Sim, Comiss�rio.
Isso � apenas formalmente.
Em vez de suspend�-lo, vamos dar-lhe a oportunidade de morrer.
Queremos este sujeito a todo o custo.
E voc� � a minha �nica solu��o, foi a �nica pessoa que o viu.
- Ele n�o tem cadastro? - Cadastro, fotografia, nada.
O Meary falou no Blackie Clegg, ele � muito conhecido no cais.
- Sente-se, Damico. - Est� bem.
- O que sabe sobre o esquema do cais? - Muito pouco.
N�o me espanta, mas a sua miss�o � deter o Blackie Clegg.
Dev�amos inform�-lo do contexto, mas o Radford trata da extors�o.
H� tr�s meses, o sindicato pediu-nos ajuda
para apanharmos extorsion�rios que se infiltraram no cais.
O Meary, que morreu, e o Radford foram destacados para o caso.
- Como funciona a extors�o? - De imensas formas.
Exploram todos os que trabalham nas docas.
Roubos altamente organizados que rendem 50 milh�es anuais.
E contribui��es. Podias estar aqui horas a falar.
Come��mos a recolher testemunhos junto dos camionistas e estivadores.
Bastam para convencer o j�ri e ir a tribunal.
Depois mandaram um rapaz novo para chefiar o esquema.
As coisas complicaram-se, mas ainda pod�amos continuar.
- Jenson era a principal testemunha. - E o Meary era um grande agente.
- Quanto � que o Meary descobriu? - N�o sei, n�o trabalh�vamos juntos.
Mas chegou quase ao topo, ele amedrontou algu�m.
- O Blackie Clegg � o novo chefe? - O Meary disse que sim.
- N�o sabem nada sobre ele? - Temos quem possa identific�-lo.
- Quem? - Voc�.
- E o que tenho de fazer? - N�s tratamos de tudo.
Ser� Tim Flynn, um vigarista med�ocre de Nova Orle�es.
Pedimos � Pol�cia de Nova Orle�es que lhe forje um cadastro.
- Qual foi o meu crime? - Pequenos delitos e homic�dio.
Vai de avi�o hoje para Nova Orle�es.
Volte de barco. Isso deve demorar uma semana.
E faz-te notar no barco, eles devem verificar toda a gente suspeita.
Pede ajuda e vai comunicando.
Podes ser substitu�do, caso te matem.
- Mas que pensamento animador. - N�o � p�ra doce.
N�o se esque�a, voc� ontem viu o Clegg, mas o Clegg tamb�m o viu.
J� pensei nisso e pensei em outra coisa.
- Outro sujeito viu-o ainda melhor. - Quem?
- O dono do restaurante. - N�o pode ajudar.
Foi encontrado morto num beco hoje �s 04h00.
O Clegg n�o tem contempla��es.
N�o se esque�a disso quando andar por a� de noite.
Sim, Comiss�rio.
Testemunha Morta! Detective Deixa Escapar Homicida
Quem � esse?
� o velho Heathcliffe Damico, um tio meu.
Tem umas f�bricas de cintas em Pompton Lakes.
- Eu n�o fui mesmo suspenso. - Ent�o, porqu� esta not�cia?
- � coisa de detectives. - Os teus amigos v�o desconfiar.
N�o s�o eles que me preocupam.
- � tarde, tenho de ir. - Espera.
� lindo, Johnny.
- Foi um roubo no or�amento, n�o? - Vendi umas ac��es da petrol�fera.
- Adoro. - �ptimo.
Vemo-nos logo?
N�o. Ali�s, n�o nos veremos durante algumas semanas.
- Porqu�? - Vou infiltrar-me como um comunista.
- Tem a ver com a hist�ria do jornal? - Sim.
- N�o me podes contar nada? - Preferia n�o contar.
N�o te preocupes.
- Est� bem. - Se me amasses, preocupavas-te.
� quase t�o bonito como aquele que me prometeste inicialmente.
N�o � apenas um presente, agora deves-me 685 d�lares.
Ai sim? O Fred disse-me que to vendeu por 300 d�lares.
Mary, para que um casamento resulte,
a mulher tem de deixar que o marido minta.
N�o comecemos com o p� esquerdo.
- Estou? - � John Damico, da 6a. Esquadra?
- Sim. - Fala Ted Karpel do Herald.
Queria saber se vai ficar em casa, gostava de falar consigo.
- Sobre qu�? - Sobre uma reportagem. Vai ficar?
- Sim, estarei em casa. - Ent�o, vou j� para a�.
- Evening Herald. - Passe-me � redac��o.
- Redac��o. - Queria falar com Ted Karpel.
- Quem? - Ted Karpel, um jornalista.
- Mas n�o � neste jornal. - Tem a certeza?
- Claro que tenho. Quem fala? - Obrigado.
- Tenente Banks. - Tenente Banks.
Recebi um telefonema falso.
V�o tipos armados a minha casa enviados pelo Clegg.
Envie j� um carro para lhes arrancarem informa��es.
Espera. Mandem preparar um carro. Fala, Johnny.
Vou esperar que cheguem e vou para o aeroporto.
Est� bem.
N�o sei quem o deixou subir, mas se voltar...
Preferia ter febre tif�ide.
S� arranjou problemas, devia t�-lo trancado.
- Assim n�o teria de o aturar. - Vou avisar os outros estivadores.
- N�o me esquecerei da sua cara. - Eu vou tentar esquecer a sua.
Saia.
Larguem isso e estendam a passadeira vermelha!
Chegou um dur�o de Nova Orle�es!
- Quem s�o estes? - Estivadores.
Pensei que fossem meninos de coro perdidos.
- Quer um quarto? - N�o, vim admirar a decora��o.
S�o tr�s d�lares por dia.
- Isso d� direito a qu�? - Len��is na cama.
- Tem livro de registo? - N�o diga piadas.
- Leve as minhas coisas para cima. - Isto n�o � o Waldorf.
Quanto tempo trabalhou aqui at� perceber isso?
- Fique de olho nisto, vou ao bar. - Mais alguma coisa, "Princesa"?
Chamo-me Tim Flynn.
Se o Presidente da C�mara chegar, diga-lhe que estou no Sal�o Orqu�dea.
Besta.
- O que deseja? - Vinho branco e cerveja.
- Como disse? - Vinho branco e cerveja.
- Juntos? - N�o, um copo de cada.
Olha que esta.
Um doido j� me pediu um copo de gin e chocolate, mas esta � nova.
Eu conhecia tipos de Nova Orle�es que bebiam vinho branco com cerveja.
Estive l� uns tempos. Um pago-lhe um copo.
Obrigado. Uma cerveja, Smoothie.
- Chamo-me Clancy. - Tim Flynn.
Grande cidade Nova Orle�es.
Tive uma namorada que tocava piano com os dentes.
Com os dentes?
Sim, tinha uns dentes grandes e acastanhados.
- J� conheci algumas dessas. - Quanto tempo esteve fora?
- Cheguei h� 20 minutos. - Eu vi quando voc� saiu do navio.
Alguns rapazes queriam afincar-lhe pela sua piada.
N�o deviam ser t�o sens�veis.
- Vai ficar aqui? - Sim, como �?
� pouso de desgra�ados.
- N�o � assim t�o mau. - Preferia dormir num esgoto.
- Vai ficar por aqui, Clancy? - Talvez. Porqu�?
Guarde-me a bebida, vou ao meu quarto.
- Aquilo � um quarto? - Beba um copo que eu pago.
- Vinho branco e cerveja. - N�o estranhes, Smoothie.
Conhecia um tipo que bebia vodka com leite de cabra.
Leva-me outra cerveja � mesa.
O Tenente Banks.
- Daqui Tenente Banks. - � o Damico.
Estou no hotel Royal. Os tipos que foram a minha casa falaram?
N�o. Depois mandei-os seguir, mas piraram-se logo da cidade.
Amanh� pe�o a licen�a de trabalho. Terei cuidado para n�o ma recusarem.
Passe a gravar as minhas chamadas. Assim, n�o terei de me repetir.
E porque escolheu Nova Orle�es? Detesto vinho branco com cerveja.
Pus os pontos nos iis, disse-lhe:
"Se queres um milion�rio, vieste bater � porta errada.
"N�o fa�as esse ar de champanhe e bebe a cerveja."
- Como � que ela reagiu? - N�o reagiu.
Foi para o Canad�, levou-me os bot�es de punho
e um casado de peles que comprei em Atlantic City.
- Posso arranjar trabalho nas docas? - Est�s sindicalizado?
Sim, em Nova Orle�es.
Podes conseguir licen�a tempor�ria, mas duvido.
N�o me arranjas isso? Dava-me jeito.
Porqu�? Andas fugido?
- Algum dinheiro resolve tudo. - Por aqui n�o.
- Qual � a diferen�a aqui? - O ambiente no cais � muito fechado.
- N�o gostam de desconhecidos. - S� quero trabalhar.
Talvez.
- N�o me podes ajudar? - Digamos que n�o te vou ajudar.
Porqu� tanto mist�rio?
Falemos mais de mulheres. Conhe�o uma mi�da de Detroit...
Preciso de trabalhar.
� estranho, est�s desejoso de vergar a mola.
- Talvez goste de trabalhar no duro. - N�o disseste que eras irland�s?
Est� bem. Meti-me em sarilhos em Nova Orle�es, nada grave.
Mas n�o quero dar nas vistas.
- Aqui confirmam tudo o que dizemos. - Quem? De quem est�s a falar?
E conheci uma mi�da de Alabama. Era bailarina num bazar de caridade.
Paga-me outra cerveja e conto tudo. Paga-me duas e dou-te a morada dela.
Equipa de cais n�mero 12, apresente-se a Miriam,
no ancoradouro 145 �s 08h45.
Chefe, onde pe�o uma licen�a de trabalho?
- Ali ao fundo. - Obrigado.
Equipa de navio n�mero 14, apresente-se a Portus,
no ancoradouro 147 �s 10h30.
Sou sindicalizado em Nova Orle�es, queria uma licen�a tempor�ria.
- Que piada. - Tem piada querer trabalhar?
Aqui n�o temos nada. Talvez voc� n�o ou�a bem, n�o temos nada.
- H� meses que n�o damos licen�as. - Mas deviam dar, isso est� em ordem.
Voc� ouviu o que ele disse, n�o arranje problemas. V�-se embora.
J� o mandei embora.
Trabalhador 50, apresente-se � equipa de cais n�mero 12,
Miriam, no ancoradouro 145
�s 08h45.
- Tu a�, de Nova Orle�es. - Sim?
Equipa de navio n�mero 22,
apresente-se ao caixa.
- Esqueceu-se do seu cart�o. - Obrigadinho.
Deves ser irland�s e congressista para conseguir uma licen�a.
O dinheiro faz toda a diferen�a. E agora?
- O Willie Alessandro parte a perna. - O qu�?
J� vais perceber.
Escusam de vir aqui, n�o temos trabalho para voc�s.
Qual � o problema deles?
S�o arruaceiros. Querem ganhar o sal�rio de um dia sem suar.
V�, palermas, calem-se e ou�am!
Preciso de 40 homens bem fortes
para dois dias de trabalho. Descarregar hoje e carregar amanh�.
A partir das 20h00 de hoje, conta como horas extraordin�rias.
N�o precisamos de intelectuais.
Quem n�o aguenta trabalho pesado, pode seguir.
- � muito acolhedor, n�o �? - Quero trabalhadores que colaborem.
Por falar em colabora��o,
j� sabem que o Willie Alessandro partiu a perna esta manh�.
� quarta perna que parte esta semana.
O Willie � bom rapaz, tem mulher e quatro filhos.
Mas com a perna partida, n�o pode trabalhar.
Quando vieram buscar a identifica��o,
pe�o �queles que querem trabalhar
que contribuam com qualquer coisa para o Willie.
N�o quero contesta��es!
O Joe ter� gosto em ajudar aqueles que n�o t�m dinheiro.
- Ajuda como? - Agora empresta-te quatro d�lares.
- E d�s-lhe cinco quando te pagarem. - Que raio de neg�cio.
S�o meros trocos para a rapaziada.
- Mas perfaz mais de 200 mil por ano. - Para quem fica o dinheiro?
- Que te interessa? Queres trabalhar? - Claro. Vamos.
N�o te esque�as do Willie, sen�o levam-te de rojo para casa.
Desta vez dou cinco d�lares ao Willie, ele teve muito azar.
- �s sindicalizado? - Sim.
- Tim Flynn. �s novo por aqui? - Acabei de chegar.
- De onde �s? - Sou um colun�vel que quer trabalho.
- Quem te deu o cart�o? - Quem me mandou fechar o bico.
- Quem te mandou fechar o bico? - Foi o que ele disse.
- Ele quem? - � isso que n�o posso dizer.
- Foi o Joe Castro? - Se calhar, foi o chefe dele.
Leva isto para dentro. Anda, Flynn.
- Sabes o que est�s a dizer? - Quero � trabalhar.
O chefe do Castro? O trabalho de estivador � duro.
- Sabes trabalhar com isto? - Sim, conduzi uma no Ex�rcito.
� melhor do que carregar caixas. Culio!
Espero que saibas do que est�s a falar.
O Flynn hoje faz o teu trabalho, vais descarregar com os outros.
O qu�? Esse trabalho � meu!
- Isso era antes. - Mas qual � a tua...
Caluda! Se quiseres trabalhar, muito bem. Se n�o, desaparece!
- Depois falamos acerca disto. - Vou pensar no que te vou dizer.
Vem comigo. Desaparece.
E trabalha bem para receberes o sal�rio completo.
Flynn.
- O teu trabalho � muito agrad�vel. - N�o sei como conseguiste.
- Mas amanh� n�o te quero ver aqui. - N�o procures muito porque eu venho.
- Precisas que te ajudem a ter ju�zo. - Ent�o, pe�o a um gajo esperto.
Tens sorte, n�o te parti o pesco�o. Se queres mais, levanta-te.
Diz ao teu amigo Castro que n�o me agrada perder um trabalho bom.
Posso falar com algumas pessoas.
Levem a vossa amiguinha para casa, acho que teve um dia dif�cil.
Acabas o teu dia atarefado com uma rixa?
Estava s� a abrir o apetite.
Qual � a tua, Flynn? Como te metes em encrencas?
As pessoas gostam da minha personalidade.
Fazes muitas perguntas, mas pareces saber mais do que n�s.
N�o sei nada. S� arranjei trabalho e pus um tipo conflituoso na linha.
Talvez.
Se tens medo de ser visto comigo, vai para outro lado.
S� tenho curiosidade.
Eles n�o d�o trabalhos bons sem motivo.
Ele falou-me num tal Castro que eu n�o conhe�o.
Tens a certeza?
Eu falei-lhe no chefe do Castro e, pronto, calhou-me o trabalho leve.
- Devias experimentar fazer o mesmo. - N�o.
Trabalho no duro, mas sou saud�vel.
Sou pobre, mas estou vivo.
Mais insinua��es.
Vais desejar que sejam insinua��es.
Bebe outro copo enquanto ainda podes gastar dinheiro.
Ol�, Flynn. Venho convid�-lo para uma festa.
- Tem de responder imediatamente. - Est� bem, vou mudar-me.
Esta festa � informal.
Entre.
- Tem uma rapariga para mim? - N�o, isto � s� para homens.
- Conhe�o os anfitri�es da festa? - Vai conhecer.
- Vou gostar deles? - Claro, s�o todos bons rapazes.
- N�o me vai vendar? - Tem lido muitos livros de BD.
Em frente.
Abra.
Chegaste mesmo a tempo.
� este?
Sim, � este.
Revista-o.
- Tire as m�os de cima de mim. - Aqui n�o confiamos nas pessoas.
Isto � coisa que se traga para uma festa?
Olhe para isto, uma pistola de �gua.
E esta? Faz barulho.
Solta-o. Sente-se.
- Quem � voc�? - Ele mandou-o sentar!
Esteja quietinho e responda �s perguntas, sim?
H� dois dias que anda a dar � l�ngua. Quem o mandou usar o meu nome?
- Deve ser o chefe do Castro. - Sou o Castro, n�o tenho chefes.
Nem patroa, Mr. Castro?
- Para j� n�o queremos divers�o. - Mande-o largar-me, Castro!
- Sen�o faz o qu�? - O que se passa aqui?
Sim, eu falei demais! Precisava de trabalho!
Ouvi falar no seu nome e usei-o! Pe�o desculpa!
- Traz-me uma cerveja. - N�o temos.
Vai buscar mais.
- Quero essa arma quando sair. - Claro, quando sair.
N�o gosto de ter desconhecidos a rondar as minhas docas.
Voc� vai responder �s perguntas, d� por onde der.
N�o complique a sua vida.
Demoraste meia hora.
Tive de ir at� 18th Street para comprar cerveja fresca.
- Como est� o ador�vel Flynn? - Abre.
O Flynn est� bem. Fugiu de Nova Orle�es.
Acreditas nisso?
Sim. Cometeu um erro, mas duvido que cometa outro.
N�o �, Flynn?
S� se for o erro de desfazer este tipo.
- Ele estava s� a cumprir ordens. - Um dia destes falamos sozinhos.
Gosto dele, tem personalidade. Vai uma cerveja?
- Preferia ir dormir. - Est� bem, pode ir.
Sem ressentimentos? D�-lhe a arma.
Claro. Deve us�-la para espantar moscas.
- Um dia venha ter comigo. - Voc� � demais.
- Hoje ficamos por aqui, Flynn. - Est� bem.
- Ent�o? - Est� tudo combinado.
Limpa esta divis�o e remenda aquele buraco.
Cerveja Fresca
Descarrega a barca!
- � noite deves estar de rastos. - A gasolina que trabalhe por mim.
- Obrigado por falares connosco. - N�o transpires em cima da m�quina.
At� logo.
- � o Tim Flynn? - Sim.
- Est� no hotel Royal? - Sim.
- Acompanhe-nos. - O que se passa?
- Ontem discutiu com um tal Culio. - Foi s� uma escaramu�a.
- Ele fez queixa? - Viu-o hoje?
- N�o. - N�o admira, foi morto ontem.
Com uma pistola autom�tica de calibre 32.
Encontr�mos isto no seu quarto. Falta uma bala.
Venha, n�o arranje problemas. Est� na cidade errada para isso.
Venha.
Anota tudo. Muito bem, Flynn, diga l�.
- O qu�? - N�o quero perder tempo consigo.
Posso ir-me embora quando voc� quiser.
Pode simplificar ou complicar as coisas.
Por mim, � indiferente. Porque matou o Culio?
- N�o matei. - Voc�s lutaram.
Ele foi atr�s de si. Foi em leg�tima defesa?
N�o o vi ap�s a rixa.
Levante-se.
Incline-se para a frente sobre os dedos indicadores.
Aguente.
N�o vai ser muito divertido.
Daqui a uns minutos j� pede ajuda.
- Porque n�o poupa trabalho e fala? - N�o tenho nada a dizer.
J� o conhecia de Nova Orle�es? Voc� n�o � de l�?
Chamo-me Timothy Flynn e quero um advogado!
Esta informa��o veio de cima. � um golpe para os extorsion�rios.
Quero falar consigo a s�s.
- N�o gosta dos meus amigos? - Sei informa��es que lhe interessam.
- Pois sabe e vai falar j�. - A s�s.
Nem pensar. N�o lhe fa�o favores,
tem irritado quem n�o devia desde que chegou.
O Castro?
Isso n�o importa.
J� comparou a minha arma com a bala tirada do corpo?
- Faremos isso assim que confessar. - Verifique j� porque n�o s�o iguais!
Sei de fonte fidedigna que s�o.
Diga aos seus informadores que n�o empresto a minha arma!
Como?
A bala e a arma n�o correspondem.
Manda analisar a arma.
Se est� a mentir, vai pag�-las.
N�o estou a mentir. Diga aos seus amigos que a armadilha foi fraca.
N�o fale nos meus amigos. Dedos contra a parede!
Ainda nem come��mos.
- Chegou o relat�rio das esquadras. - E ent�o?
Tudo calmo. A 15a. Deteve um tipo pelo homic�dio no cais ontem.
- Conhecemo-lo? - N�o, � um tipo de Nova Orle�es.
J� est� h� uma hora assim.
- Espere pelo relat�rio da bal�stica. - Quero ouvir o que tem a dizer.
J� n�o aguenta. V�, endireite-se.
Deixe-o em paz. Assim n�o chega a lado nenhum.
- D�-me mais algum tempo. - N�o, vou lev�-lo comigo.
- Calma l�, n�s detivemo-lo. - Colher� os louros pela deten��o.
Chegou o relat�rio da bal�stica. N�o � a mesma arma.
Ainda quer os louros?
Ajeitem-no antes de o levar por n�o ter licen�a de porte de arma.
Gostou do entretenimento?
N�o podia parecer ansioso por trazer-te.
Mande vigiar o Sargento Bennion, ele est� metido com a m�fia.
- Tens a certeza? - Suficiente para o mandar seguir.
- Desfizeste-te bem da arma do crime. - S� se fosse parvo � que caia nessa.
Disparei esta para n�o desconfiarem.
- O que fizeste � outra arma? - Enviei-lha a si por correio.
- E o homic�dio? - O autor � um tipo chamado Gunner.
Porque mataram o Culio?
Amea�ou dar com a l�ngua nos dentes. Quiseram despach�-lo a ele e a mim.
- Johnny, se quiseres refor�os... - N�o, n�o.
Eu vou ter com o Gunner. Acho que come�o a chegar a algum lado.
- Onde? - Investigue um tal Thomas Clancy.
- Est� bem. - Sabe algo sobre o Joe Castro?
Pouco, achamos que � o quinto da hierarquia.
- Acho que � mais importante. - E o Blackie Clegg?
Nem sequer ouvi falar dele, todos t�m medo.
Quero uns minutos a s�s com este Sargento.
At� podes estar dez dias.
Um pol�cia corrupto mancha a reputa��o da Pol�cia toda.
- Quando queres ser libertado? - J�. Quero apanhar este Sargento.
- Toca a acordar, Russell! - Olha quem ele �.
Estava a ler sobre ti no jornal. Julguei que te condenavam � morte.
Vou beber um copo. Tens tempo de devolver o que tiraste do quarto.
- N�o tinhas nada de valor. - Ainda assim, devolve.
- S�o oferta da casa. - Obrigado.
- O Bennion divertiu-se � tua custa? - Um dia ainda o apanho sozinho.
Essa gente anda sempre acompanhada.
- Tu aqui ouves muita coisa. - N�o ou�o com aten��o.
Claro que ouves. O que sabes?
- Dizem que foste tramado. - E muito mal, ainda por cima.
Transmite isto �s pessoas certas. Estou lixado com quem fez isto.
- Sabes quem foi? - Sei, mas n�o sei onde est�.
- Costumas vender informa��es? - N�o.
Dou-te cinco d�lares se me disseres onde encontrar um certo rapaz.
- Pergunta a outra pessoa. - Dez d�lares.
- Isso n�o compensa. - 20. Ou vou bater a outra porta?
- Quem � o rapaz? - Um tipo chamado Gunner.
� o rufia universit�rio, toda a gente o conhece.
Passas as noites num bar chamado The Black Kitten.
Fica em 18th Street. 20 d�lares, por favor.
- Eras capaz de me trair? - Eu n�o traio ningu�m.
- Sen�o, dava-te um enxerto. - E eu fazia-te o mesmo.
Escusas de me vir buscar.
- Hoje a festa � minha. - Soube que te libertaram.
- S� podes ser pol�cia. - Vamos atravessar a rua.
Nunca discuto com o anfitri�o da festa.
O Castro devia ter-me deixado matar-te.
Tem mais ju�zo do que tu.
Vira-te.
- Vai matar-me ou s� espancar-me? - Nem uma coisa nem outra.
- Quero fazer-te umas perguntas. - Diz l�.
- O Blackie Clegg. - O que queres saber?
- Fala o Tenente Banks. - Sou eu, o Damico.
Fala.
O que matou o Culio est� amarrado numas obras em 18th Street.
Espera, Johnny. Preparem j� um carro. Podes falar.
A deten��o tem de ser confidencial, n�o permita que o libertem.
- Sen�o, eles matam-me logo. - Vamos abafar o caso.
- Descobriu algo sobre o Clancy? - Nada.
- Talvez use um nome falso. - Mande vigi�-lo. Eu vou dormir.
Flynn! Aqui.
Candidataste-te a um lugar na cadeia?
- N�o tinha habilita��es. - Quem te soltou?
- A minha m�e. - Ela deve ter bons contactos.
- Queres tirar nabos da p�cara? - S� quero saber o segredo.
Se eu for multado, sou condenado a perp�tua.
- N�o h� segredo, n�o fiz nada. - N�o fiques aborrecido.
- �s muito abelhudo. - Ia convidar-te para uma festa logo.
- Era s� o que me faltava. - N�o gostas de festas?
- Ultimamente fui a algumas beras. - Esta tamb�m pode ser bera.
- Combinei com duas mi�das lindas. - E queres partilh�-las comigo?
- Mais vale duas do que nenhuma. - Porqu� est�s a implicar comigo?
Arranjar uma mi�da � implicar? Nesse caso, tenho sofrido muito.
- Quem s�o elas? - De que adianta saberes os nomes?
- S�o mulheres. Que mais queres? - Preciso de espairecer. A que horas?
No cruzamento de Pine e Fourth Street �s 21 h30.
N�o me d�s tampa, eu n�o dou conta das duas.
O Clancy quer que o embebedes, que lhe d�s a volta.
- Saca-lhe o que puderes. - Quem � ele?
O Clancy n�o disse, s� disse que podia ser perigoso.
- O que quer que eu descubra? - Tudo.
O que faz nas docas, os conhecimentos dele.
Belo trabalho para dar � irm�. Porque n�o o fazes tu?
Porque eu sou mulher dele, sabes que o Clancy � ciumento.
- Vais usar a alian�a? - N�o, obrigada por me lembrares.
Chegou.
Como est�o? Desculpem o atraso. Este � o Tim Flynn.
Esta � a Peggy e a Doris. A Doris � a tua.
- E se eu gostar mais da Peggy? - Calma l�.
Est�s armado em bota-de-el�stico?
- Tenho um fraquinho por louras. - Eu tamb�m.
Est� a minha festa de apresenta��o.
- A Doris serve perfeitamente. - Claro, vais divertir-te.
Clancy, que diferen�a faz? Tu gostas da Doris.
- E eu acho-o engra�ado. - Porque n�o gostas da Doris?
- Porque ningu�m gosta de mim? - Senta-te.
- Vamos divertir-te imenso. - Pois.
- Conte-me tudo sobre si, Tim. - Venho de uma fam�lia comum.
A minha m�e era rica e o meu pai pilotava zepelins.
Chegaram a casar-se?
- Estou cheia de sede. - Sim, vamos beber uns copos.
- O que desejam? - Quem paga?
Eu.
- Bourbon barato e �gua sem g�s. - Traga quatro.
- O que vamos fazer esta noite? - Pod�amos ir para tua casa.
- Queres poupar mais dinheiro? - Levamos uma garrafa.
- Que tal, Tim? - Vou para onde voc�s quiserem.
V�s como ele � simp�tico? N�s vamos dar-nos muito bem.
Isso j� me passou pela cabe�a.
Diz-me alguma coisa.
Como tens passado?
Descontrai, vamos de t�xi.
- O el�ctrico servia bem ao meu av�. - Mas eu sou muito fina.
- N�o vamos jantar? - Jantar? O que � isso?
- Quem n�o bebe, janta. - Vamos apanhar um t�xi.
- Ela agiu como se o conhecesse. - Ou como se quisesse conhecer.
Deve haver pouco trabalho no hospital.
Ainda n�o falou de si.
Para qu� falar se estou t�o bem acompanhado?
- Voc� � extorsion�rio, Timmy? - Falemos de assuntos mundiais.
O Clancy �, ganha muito dinheiro.
Devia fazer o mesmo.
Devia meter uma cunha por mim ao Clancy.
Est� a gozar comigo. Deve ter um neg�cio bem mais rent�vel.
- De que cor s�o os seus olhos? - N�o consegue ver?
Azuis. Onde est�o o Clancy e a Doris?
Na cozinha, deixe-os em paz.
N�o � um estivador comum, pois n�o?
- N�o. - Ent�o, o que �?
Sedento.
Voc� � engra�ado.
J� se conhecem?
Tens formas muito agrad�veis de passar as noites.
A partir de agora n�o falto �s tuas festas.
Vai � cozinha e faz mais umas bebidas destas.
Toma, querida. N�o quero que fiques para tr�s.
Eu acompanho-te.
- Tem pouca resist�ncia, n�o? - Conseguimos o que quer�amos.
J� estava farto de o ver agarrado a ti.
- Est�s com ci�mes? - N�o, que ideia.
- Ele apagou por completo. - Amanh� j� est� bom.
- Devo estar com alucina��es. - Isso querias tu.
- Essa arma est� carregada? - Queres descobrir?
- N�o, prefiro ficar na d�vida. - O Gunner?
- Quem? - Tu sabes!
- Se te referes ao atrasado... - Onde est� ele?
- Sei l�, esse problema � teu. - N�o o viste?
N�o.
O que fazia esta arma na tua gaveta?
Agora � que me apanhaste.
N�o vim para brincar contigo. Diz-me, onde est� ele?
- N�o gosto de ser provocado. - Mataste-o?
V�-lo aqui? D� gra�as por estares vivo depois do que me fizeste.
�s muito duro, n�o �s?
Com esta ressaca? N�o.
V�, levanta-te.
- N�o quero. - Est� bem, mato-te mesmo aqui.
- Vais fazer muito barulho. - Nesta espelunca ningu�m vai ligar.
- Quanto a isso, tens raz�o. - O que fizeste ao corpo do Gunner?
- Atirei-o para o esgoto. - Eu logo vi.
- V�, toca a andar. - Queria ocupar o lugar do Gunner.
J� te mandei andar!
Eu fazia-te jeito, Castro.
Tenho o carro nas traseiras, vamos por aqui.
- Aonde vamos? - Isso n�o te faz diferen�a.
Eu era ideal para o teu bando, podia desfigurar quem quisesses.
Toca a andar!
Est�s a cometer um grande erro, n�o te sirvo de nada morto.
- Deve ter batido com a cabe�a. - Sim.
- No andar de cima, � direita. - Ajuda a lev�-lo para o teu quarto.
Deves ser fuzileiro para apareceres assim na hora certa.
Estava a escutar � porta. Ainda bem que escutei antes de bater.
A �ltima bebida que me deste ontem devia ser radioactiva.
Sim, � uma inven��o minha. Chama-se "Biqu�ni Velho".
Desculpa l� o que aconteceu, Damico.
Ora, Damico, deixemo-nos de coisas.
�s pol�cia na 6a. Esquadra e andas atr�s do Blackie Clegg.
N�o tentes fazer nada, eu sou r�pido a sacar.
- Talvez ainda o comprovemos. - Porqu�? Eu estou do teu lado.
Quem �s tu?
Como dizem nos programas pirosos de televis�o, sou investigador.
Que � da tua barba?
Ontem tirei as tuas impress�es de um copo e enviei para Washington.
Nunca pensei que fosses pol�cia.
Deviam avisar-nos em vez de nos investigarmos uns aos outros.
Clancy.
Ainda n�o enviei as tuas impress�es. H� dois dias que �s seguido.
- Eu sei, foi por isso que fiz isto. - Era preciso dar-me aquele veneno?
N�o, isso foi para aprenderes a n�o te meter com a minha esposa.
O qu�?
A minha irm� Doris devia entreter-te, mas escolheste a minha esposa.
- Por pouco, n�o me fui a ti. - Temos de voltar a sair juntos.
A Peggy disse o mesmo.
- O que est�s a investigar? - Uma seguradora fraudulenta.
Alta Indeminty Company, ficaram com meio milh�o. Conheces?
- N�o. - S�o um bando de quatro tipos.
Apanh�mos todos, menos o chefe, um tal Humbert.
- Sabes alguma coisa dele? - Aposto que � este sujeito.
Como o encontraste?
Gra�as a todos os dispositivos � disposi��o dos investigadores.
- E um bufo disse-nos onde estava. - Porque n�o o apanhaste antes?
N�o o encontrava. S� soube h� pouco que usava o nome Castro.
Quando falaste nele nas docas, achei que me conduzirias at� ele.
- O que sabes sobre Blackie Clegg? - N�o te posso ajudar.
S� ouvi falar dele, mais nada.
- Vais continuar a trabalhar aqui? - N�o, j� apanhei o tipo que queria.
Vou entreg�-lo e dedicar um m�s ao meu casamento desfeito.
Vou pedir que o venham buscar.
Mais vale matares-me tu e poupar esse trabalho � malta do Castro.
- Tens alguma ideia? - N�o digas nada, d�-me tempo.
- Como � que o tiro daqui? - Usa o carro dele nas traseiras.
Devias ter aceitado a minha proposta.
Anda.
- De certeza que n�o queres ajuda? - Se precisar, mudo de profiss�o.
- Aperta com ele para ele falar. - De mim n�o levam nada.
Faremos o poss�vel. Comunico tudo o que descobrir ao teu chefe.
- N�o tomes bebidas alteradas. - D� cumprimentos � tua esposa.
Flynn, o Smoothie quer falar contigo.
- Sobre qu�? - Sei l�. Pode estar a pagar copos.
Ent�o, o que fazes tu aqui?
- Hoje saio do servi�o �s 20h00. - Parab�ns.
- Um homem quer falar contigo. - � f�cil, eu costumo estar aqui.
Ele � demasiado importante, quer que te leve at� ele.
- Talvez eu n�o queira ir. - V� l�, Flynn.
- Se tu fores, ganho 20 d�lares. - Podias oferecer-me metade.
- Tu ganhas � dez mil d�lares. - Um u�sque puro, Smoothie.
- Quem � o sujeito? - Ele diz-to quando te vir.
- Onde vou ter contigo? - Aqui, tenho o carro nas bombas.
Vou dormir um bocado.
Se n�o descer at� �s 19h00, manda o Russell bater-me � porta.
- N�o foste seguido? - Por favor.
- Qual � a novidade? - Vou ter com um dos manda-chuvas.
- Quem? - Talvez seja o Blackie.
- Onde te vais encontrar com ele? - O empregado do bar vai levar-me.
- E quanto ao empregado? - Diz que vai receber 20 d�lares.
- N�o duvido. - Podemos ter acesso ao carro dele?
Est� nas bombas em frente ao hotel.
- Quanto tempo temos? - Duas horas.
- Pomos-lhe um transmissor. - Para qu�?
Ele pode dizer alguma coisa. Se te acontecer algo,
queremos saber o que se passa. E vamos mandar vigiar-te.
- Se eles topam, voltamos ao in�cio. - N�o topam.
- Usamos l�quido fluorescente. - Mas n�o nos sigam de perto.
- Damo-vos dez minutos de avan�o. - Tenho a sensa��o que � desta.
- Tem cuidado. - Vou p�r balas verdadeiras na arma.
Smoothie, o teu carro tem um pneu furado atr�s.
- Esta manh� estava bom. - Deve ser um furo pequeno.
Queres que remende?
Preciso dele daqui a 40 minutos. P�e o sobresselente.
Ponha Uma Moeda para Beber Um Copo de Borla
Smoothie, duas cervejas!
- S� t�m 40 minutos. - Acho que conseguimos.
� melhor mudares o pneu caso ele verifique.
P�e a lata sob o p�ra-choques traseiro e liga-a � chave de igni��o.
N�s colocamos o transmissor.
Pomos sob o ch�o do carro. O microfone fica sob o porta-luvas.
V�, desliga. D�-me a luz ultravioleta.
Vamos!
Esperamos aqui.
- Est�s a postos? - Sim.
- Liga a igni��o para vermos. - Aqui vai.
Desliga, est� tudo bem.
- Despachem-se. - Est� bem.
J� pode contactar as unidades.
- Unidade M�vel Dois, Unidade Dois. - Daqui Unidade M�vel Dois.
Continuem a patrulhar, estejam a postos para intervir.
- Est� bem. - Voc�s tamb�m, Unidade Tr�s.
Est� bem, Tenente.
Regula a antena.
Antena regulada. J� deve dar.
- O Tenente deve estar a ouvir-nos. - Conseguiram.
A� v�m eles.
- Est� tudo OK. Ponho na tua conta. - Est� bem, Tom.
Ouve.
Esperamos dez minutos.
- Tu conheces as pessoas certas. - Nesta profiss�o sabe-se muito.
Mencionaste dez mil d�lares, falemos disso.
O sujeito tem um servi�o para ti, gosta de forma como trabalhas.
- Como me conhece? - Viu o teu cadastro em Nova Orle�es.
E que trabalho meu admira?
O modo como eliminaste o Gunner quando te tramou.
- Quem disse que o eliminei? - N�o eliminaste?
- Smoothie, tu n�o �s pol�cia? - N�o, n�o sou.
- Eu n�o matei ningu�m. - Como queiras.
S� sei que ele desapareceu.
Pronto, vamos. Liga a luz ultravioleta.
Aqui est�.
- Fala-me desse homem. - Ele quer conversar contigo.
- Ele � mesmo importante? - � o mais importante.
- O que quer que eu fa�a? - Que mates um pol�cia.
- S� isso? - � por isso que te paga bem.
- � um pol�cia qualquer? - Temos um pol�cia em mente.
- "Temos?" - � como tu dizes.
Eu conhe�o as pessoas certas.
D� uma volta.
Continua em frente, depressa.
� preciso ter azar. Encosta � frente.
Unidades M�veis Dois e Tr�s, comuniquem.
Daqui Unidade M�vel Dois, entre 63rd e Downing Street.
Daqui Unidade M�vel Tr�s, Sycamore e Langley.
Deixem-se estar a�. Vamos usar isso como linha de base.
Fazemos a triangula��o aqui.
Quando soubermos para onde eles v�o, digam-me a posi��o.
Mais alguma coisa?
Saber�s o necess�rio quando chegarmos.
- Est�o a ouvir bem? - Em alto e bom som.
- N�s tamb�m. - Muito bem, tra�a a linha de base.
- Anda, � aqui. - N�o arranjaram nada mais iluminado?
Estamos nas traseiras, vamos at� ao apartamento.
Diz uma coisa, Smoothie. O sujeito � o Blackie Clegg?
- Onde ouviste esse nome? - Nas docas.
Os rapazes dizem que � o manda-chuva.
T�m raz�o, mas n�o deviam falar tanto. Anda.
Unidades M�veis Dois e Tr�s,
eles chegaram ao destino. Comuniquem as vossas posi��es.
Daqui Unidade Dois, estamos a 74 graus.
Daqui Unidade tr�s...
- Deduzo que j� se conhecem. - Sim, j�.
- Como est�s, Flynn? - N�o me apetece exercitar os dedos.
N�o � divertido, pois n�o?
Folgo em ter-te do nosso lado.
- N�o percebo. Ele � o Blackie? - Est�s a gozar?
O Bennion aqui � mo�o de recados. Senta-te.
- Ent�o, que � do Clegg? - J� vem.
- � melhor informar-te primeiro. - Sobre qu�?
O servi�o que ele tem para ti. Isto �, se estiveres interessado.
Depende. Matar pol�cias � um passatempo arriscado.
- Morrem como qualquer ser humano. - Mas mais pessoas ficam irritadas.
Dez mil d�lares n�o � propriamente uma mis�ria.
N�o, compra muita felicidade.
Isto n�o vai ser nada complicado. O pol�cia em causa � este.
- N�o parece imposs�vel de matar. - Est� combinado?
- Primeiro quero falar com o Clegg. - Ele consegue ouvir-nos.
- Eu tamb�m quero ouvi-lo. - Posso falar por ele.
Comigo n�o. Se n�o lidar com o chefe, nada feito.
- Bebe um copo que eu vou cham�-lo. - Obrigado.
Est�o nas proximidades de 68th e Charleston.
Unidades M�veis, daqui Tenente Banks.
Est�o pr�ximos de 68th e Charleston.
Isolem essa �rea toda. Aten��o ao carro dele.
� um Ford Coupe 46, matr�cula n�mero 7X8576.
Flynn, entra, vem conhecer o Blackie Clegg.
Eu devo ser lerdo, devia ter deduzido.
Porque haverias de ter deduzido?
Gente mais esperta do que tu n�o deduziu.
� um bocado piroso, mas funciona.
- Tens mais algum truque? - Alguns.
- Eu ainda n�o disse que alinhava. - N�o tens de dizer.
- Alinhas, quer queiras quer n�o. - Compreendo.
Querias falar com o Blackie Clegg. Pois bem, j� est�s a falar.
Mas isso obriga-te automaticamente a trabalhar para mim.
- Por mim, tudo bem. - Tens a� cinco mil d�lares.
- Recebes o resto ap�s o servi�o. - Fala-me desse pol�cia.
Est� escondido. Acho que hoje vamos descobrir onde est�.
- Como? - Anda, eu mostro-te.
- � bonita, n�o �? - E teimosa.
- O que disse ela? - N�o o v� h� umas semanas.
Quem � ela?
- � namorada do pol�cia. - Como a encontraram?
- Porqu�? - Acho que j� a vi antes.
- Onde? - Deixem-me ver se � mesmo ela.
- Parece conhecer-te. - Estive com ela numa festa ontem.
- Numa festa? - Sabes o Clancy que vai ao bar?
- Sim. - Fomos a uma festa e ela estava l�.
O Clancy? N�o � parecido com o sujeito da fotografia.
Mas se a fotografia for falsa, o Clancy pode ser o Damico.
- O que tens a dizer agora? - N�o sei do que est�o a falar.
Vejamos se nos entendemos. Vamos encontrar o teu namorado.
Se agora der pelo nome de Clancy, diz-nos e levamos-te ao hospital.
N�o conhe�o Clancy nenhum. Ele est� a mentir.
Est� a lidar com o Blackie Clegg, diga o que sabe.
- Talvez se tenha esquecido. - Vou tentar avivar-lhe a mem�ria.
N�s vamos beber um copo. Quando lhe arrancares algo, avisa.
- Deixem-me falar com ela. - Ela compreende-o melhor a ele.
- Ele tem muita experi�ncia nisto. - Bem, vais apanhar mais.
- Flynn, est�s doido? - N�o tentes nada, eu fui seguido.
- �s pol�cia, Flynn? - Com muito orgulho.
- Deves ser o meu amigo Damico. - Deves ter uma bola de cristal.
- Foste parvo em partir o candeeiro. - N�o far� diferen�a.
J� fez, tenho a rapariga! Vou recuar at� � porta!
- Se disparas contra mim, mata-la. - Isso n�o te adianta.
- H� pol�cias no quarteir�o todo. - Tem aten��o ao alvo!
Vamos!
Johnny! Esquece, o beco est� cortado.
- Eles apanham-no. Quantos tens a�? - Dois. A Mary est� l� em cima.
- Quem? Esperem aqui. - A Mary.
O Sargento Bennion foi buscar-me ao hospital.
Disse-me que o Johnny tinha sido ferido e que me queria ver.
Eu n�o suspeitei de nada, ele mostrou-me o distintivo.
Pronto. Vamos lev�-la ao hospital.
McCullough, mete a rapariga no carro e leva-a ao hospital.
N�o a deixe sem ter certeza de que ela est� bem.
Tenente, temos o sujeito do carro. Quer falar com ele?
- Tr�-lo. - Sim.
Vou ter contigo assim que me despachar.
- Ele tem um u�sque do melhor. - Bebemos ap�s falarmos com ele.
- Aqui est� ele. - N�o � este!
- Era este que estava no carro. - Que � dele, Bennion?
N�o sei. Ouvi uns tiros e tentei fugir.
- Johnny! - Prometeu-me dez minutos com ele!
Os outros agentes v�o pagar as favas s� porque tu foste ganancioso.
- Gostava de te exercitar os dedos. - Ele tem uma sa�da secreta no cofre.
Falei com a 10a. E 12a esquadras, mas n�o h� pistas do Blackie.
N�o vai conseguir sair da cidade, as sa�das est�o todas encerradas.
- Talvez n�o queira sair. - Ent�o, apanhamo-lo.
Ele n�o brinca em servi�o.
- De certeza que lhe acertaste? - N�o havia sangue no ch�o?
Havemos de apanh�-lo. Tem de pedir ajuda a algu�m.
N�o se esque�a de que ele pode pintar o cabelo de ruivo ou louro.
Chegou o relat�rio das impress�es recolhidas no escrit�rio.
"N�o existe registo."
Vai dormir, mas n�o no teu apartamento.
- E a Mary? - Temos o hospital bem vigiado.
- Vou l� e depois venho dormir aqui. - Leva um carro.
- Como est�s, Joe? - O tempo custa a passar.
Fiquei de estar atento a um careca que s� aparece se for parvo.
Se o conhecesses como eu, n�o tinhas a arma no coldre.
Enfermeira, em que quarto est� Mary Kiernan?
- No 306. - Obrigado.
Entre.
Enfermeira.
N�o incomodem o paciente do 309, s� veio fazer um checkup.
Sim, Dr.
O paciente do 309 n�o deve ser incomodado.
- Tinha raz�o, ele acabou de chegar. - E a ambul�ncia?
Est� nas traseiras.
- Estou a correr um grande risco. - Eu estou a pagar-lhe bem.
N�o fazia ideia de que o teu trabalho era assim.
Ontem � noite at� foi muito calmo. Por vezes, � uma loucura.
- E se n�o aparecesses? - Mas apareci.
N�o � preciso mandar-te estar calado.
Se falas, mato-a primeiro. Levanta-te.
Vira-te.
Abre o casaco.
Tira-lhe a arma e coloca-a na cama.
N�o empates. N�o tentes tocar � campainha nem derrubes nada.
Faz o que ele manda.
Linda menina.
Fecha as persianas.
Agora volta para a cama.
- Ontem acertei-te? - De rasp�o.
O hospital est� cheio de pol�cias.
Est�o � espera que eu entre e n�o que saia.
Nem um movimento em falso, Damico. Podes mandar entrar.
Entre.
Eu n�o demoro.
Vejamos como est�.
Precisa de sedativos. Vou buscar, mas depois acabaram-se as visitas.
Vamos esperar que ela volte para nos despacharmos.
- Despacharmos o qu�? - N�o gosto que me fa�am de parvo.
- Podem identificar-me facilmente. - Como pretendes sair do hospital?
- Como entrei, de ambul�ncia. - Tens sempre um truque na manga.
� assim que sobrevivo.
Estava no cofre quando mandaste traz�-la para o hospital.
N�o vamos esperar pela enfermeira.
D�-me uma almofada.
P�e-te ao lado dela.
Estranhei assim que a enfermeira entrou.
� uma das nossas melhores agentes.
Tirou-me a pulsa��o com o polegar, uma enfermeira jamais faria isso.
- Ela esteve bem. - Acha que serei promovido por isto?
- N�o. - Com as despesas do casamento...
N�o!
- Felizmente, tenho mais rendimentos. - Onde arranjaste isso?
- A jogar flippers. - Foi o Clegg que to deu.
Timmy!
Sempre quero ver qual � a tua explica��o desta vez.
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