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Tudo � muito estranho.
Durante a maior parte do ano, alimentamos e mimamos nossas aves de ca�a,
protegemo-as dos predadores, defendemo-las dos ca�adores furtivos,
ent�o na manh� de 12 de agosto,
pegamos nossas armas
e vemos quantas delas podemos matar.
Simon?
Oi, Marge.
- O que tem para o almo�o? - � muito chato, receio. Frango.
- Espero que esteja com fome. - Estou faminto.
Vamos, Sinbad, sente-se, sente-se, garoto.
Tenha cuidado.
Oh, querida... errei.
Bem, nunca teremos torta nesse ritmo.
Sim, ent�o essas perdizes s�o astutas, sabe, elas se esquivam.
N�o acho que est� tentando. N�o matou uma o dia todo.
A verdade � que n�o sou um atirador muito experiente.
Ah, vamos, certamente ningu�m pode dizer isso sobre o famoso Simon Templar.
O SANTO
S03E17 - A Palavra Inevit�vel
Legenda por Susanawho
Est� chegando uma n�voa.
Sim.
Acho que v�o parar as armas em alguns minutos.
N�o pode ser muito cedo para mim.
Este � um dos lugares mais sombrios que j� vi.
Algu�m mora a� fora?
S� a cabana do guarda-ca�a
e o laborat�rio em toda a charneca.
Um laborat�rio?
Sim, era uma antiga fazenda,
um dos Ministros assumiu o cargo h� alguns anos
e adicionou alguns edif�cios extras.
Escavadoras, misturadores de cimento, arruinaram as ca�as por quatro temporadas.
O que eles fazem l�?
Ningu�m se importa, � um desses assuntos extremamente secretos.
Guarde as armas, n�o h� mais tiros por hoje.
Se estiver pronto, senhor, vamos para os carros.
Vou caminhar at� a casa.
Vai escurecer antes que esteja l�.
Bem, o exerc�cio me far� bem depois de ficar por aqui o dia todo.
Bem, seu caminho mais r�pido � subir e descer Ravenwood.
�timo.
- Diga ao Coronel que o verei no jantar. - Tudo bem, senhor.
Oito...
Nada mal para uma temporada t�o tardia.
Sinbad?
Aqui, garoto.
Sinbad?
N�o entendo isso. Ele simplesmente n�o sai assim.
Provavelmente est� ca�ando coelhos em algum lugar.
Ele vai aparecer, n�o se preocupe.
Agora, onde diabos est�o todos?
Dondi, d� a eles outra chamada.
Ah, Simms, onde est� o Sr. Templar?
Voltando, senhor. Disse que o veria no jantar.
Nesse ritmo, ele estar� l� antes de n�s.
Coloque suas coisas na parte de tr�s do carro, e n�s vamos
dirigir e pegar os outros enquanto avan�amos.
N�o podemos ir at� encontrar Sinbad.
Absurdo,
n�o me surpreenderia encontr�-lo em casa quando chegarmos l�.
Venha, entre no carro.
Devo dar uma volta e ver se consigo encontr�-lo, senhorita?
Voc� iria? Ficaria muito agradecida.
- Muito obrigada. - Est� perdendo seu tempo, Simms.
Vamos! Vamos.
A n�voa est� ficando bastante espessa.
Espero que Simon n�o se perca.
Espessa. Isso � bastante improv�vel.
Pelo que me lembro, Simon tem um senso de dire��o melhor do que um pombo-correio.
- O Sr. Templar j� voltou? - N�o, senhorita.
Ele n�o pode estar muito atr�s de n�s.
Quer uma bebida antes de nos trocarmos para o jantar?
Oh, sim, por favor.
Acho que vou at� os canis ver se Sinbad voltou.
Estive l� h� alguns minutos, senhorita.
Ele n�o estava l� ent�o.
Bem, tenho certeza que Simms o encontrar�.
Espero que os outros convidados do jantar n�o tenham
as mesmas qualidades de sumirem de Simon e Sinbad. Obrigado.
Obrigada.
Se tiverem, receio que tenhamos uma noite bastante mon�tona.
Peguei o p�ssaro com meu cano esquerdo,
e depois balancei e disparei com o direito.
E se eu n�o derrubasse mais dois p�ssaros com um tiro...
Suas rea��es devem ser muito r�pidas.
T�m que ser quando est� atirando em perdiz. Obrigado.
E, a prop�sito, o Sr. Templar est� bem?
Acho que sim, ele est� se trocando.
�timo.
Meu outro h�spede teve uma experi�ncia ontem � noite.
O que aconteceu?
Bem, ele n�o entrou em detalhes,
mas pelo que ele disse, imagino que tenha encontrado um ca�ador furtivo.
- O sujeito o atacou. - � mesmo?
Ele se feriu?
Ele recebeu uma pancada feia na parte de tr�s da cabe�a.
Ah, Simon!
Est�vamos falando de voc�.
Agora venha e conte-nos exatamente o que aconteceu.
N�o tenho certeza, falaremos sobre isso mais tarde?
Claro, agora o que voc� precisa � de uma bebida. Thompson?
Agora, deixe-me apresent�-lo aos meus convidados.
Este � Simon Templar.
Professor Edward Oakridge.
Templar.
E este � Jock Ingram.
- Prazer em conhec�-lo. - Ingram.
Onde est� Marge?
Eu n�o sei, foi se trocar h� um temp�o.
Thompson, suba e diga � Srta. Marjorie
- que o jantar est� quase pronto, sim? - Sim, senhor.
Oakridge e Ingram est�o trabalhando na esta��o de pesquisa.
Nem pergunte a eles o que est�o fazendo.
Receio que seja tudo confidencial.
� verdade por Oakridge, mas n�o � secreto o que eu fa�o.
Sou respons�vel pela seguran�a.
� bem isolado na charneca.
N�o imaginaria que tivesse muitos problemas com intrusos.
Quase lhes dou as boas-vindas. Meu maior problema � o t�dio.
Realmente.
Deveria ir em uma sess�o conosco um dia, � sempre interessante.
Ah, n�o, isso n�o daria certo.
O Sr. Ingram � um homem antidesportivo.
N�o sou ativamente contra isso.
S� n�o acho que encontraria divers�o em matar por prazer.
Ao contr�rio da maioria dos policiais, ver� que o Sr. Ingram � bastante sens�vel.
Entendo que voc� considera matar animais sem import�ncia,
uma vez que passa o dia trabalhando
em meios mais eficientes para matar pessoas.
� o tipo de observa��o que espera de um policial.
Sabe que nossas armas nunca ser�o usadas.
Ent�o n�o � f�til gastar seu tempo para faz�-las?
- Desculpe, nos empolgamos um pouco. - De modo algum.
Bem, vamos entrar, sim?
A Srta. Marjorie n�o est� no quarto dela, senhor.
O qu�?
Marjorie!
Papai, eles ainda n�o voltaram.
Ainda n�o voltaram, mas j� s�o quase nove horas.
Tem certeza de que ele n�o est� no chal�?
Acabei de vir de l�.
Desci at� a beira dos p�ntanos,
e at� o Wolfe Rock.
N�o h� sinal deles.
O cachorro ainda est� fora?
N�o consigo encontr�-lo.
Senhores, terei que pedir que me deem licen�a.
Um dos meus homens est� nas charnecas,
e podem ser muito trai�oeiras, mesmo que as conhe�a bem.
- Vou ter que organizar uma busca. - Vou com voc�.
Oakridge e eu temos o jipe l� fora.
Sim, sim, claro.
Ficaria muito feliz com a sua ajuda.
- Thompson? - Senhor?
V� e pegue os outros homens, eu os quero todos aqui em 15 minutos.
Sim, senhor.
Tenho alguns mapas em larga escala no meu est�dio.
Vamos dividir a �rea em se��es.
Simon?
Se algo acontecer com ele, ser� minha culpa.
Pedi-lhe para ficar l� fora.
N�o se preocupe, Marge, n�s os encontraremos.
A prop�sito,
j� viu ou ouviu algo sobre luzes estranhas na charneca?
�s vezes, temos pessoas que viram g�s pantanoso.
Sabe, luz fosforescente.
Acho que o nome cient�fico � ignis fatuus .
- N�o � nada disso. - O que quer dizer?
Isso n�o � muito importante.
O que me preocupa � se ele caiu em um dos buracos.
A charneca est� cheia deles.
Bem, meia d�zia de homens a p� e dois carros,
n�s devemos encontr�-los.
A n�voa n�o est� subindo.
N�o facilitar� as coisas.
H� Goad's Store.
Foi a� que dissemos que os encontrar�amos no jipe.
Pensei ter visto far�is vindo para c� um momento atr�s.
Ah, � melhor que seja Oakridge e Ingram.
Escutem!
N�o consigo ouvir nada.
Alguma sorte?
Simon pensou ter ouvido alguma coisa.
� Sinbad, eu juro.
Sinbad! Oh, Sinbad...
Oh, sua coisa ruim.
Venha aqui.
Ingram, leve Marge de volta ao jipe.
Des�a e diga aos outros que o encontramos.
Certo.
Se voc� vai, este � o caminho, suba que vai.
� melhor voc� ir e ver se pode ajudar, Jock.
- E voc�? - Vou ficar bem.
- Eu direi aos outros. - Tudo bem, se tem certeza.
Simon?
Receio que ele esteja morto.
Ele conhecia esses p�ntanos como as palmas da m�o.
Simon, temos que tir�-lo de l�.
Vou pegar algum equipamento do carro.
Tudo bem, Coronel.
Bem, doutor.
A que altura ele caiu?
Oh, n�o mais que dois metros e meio.
Ent�o a queda n�o foi respons�vel por isso.
Respons�vel pelo qu�?
Pelos ferimentos internos.
N�o consigo imaginar como eles ocorreram.
Toda a estrutura esquel�tica parece ter calcificado.
Os ossos ficaram quebradi�os.
Vou saber mais de manh�, quando fizer um exame detalhado.
Gostaria de arriscar um palpite sobre a causa da morte?
Certamente isso � �bvio.
Deve ter sido morto pela queda.
- Talvez ele tenha batido a cabe�a e... - N�o, n�o, n�o.
Ele estava morto antes de cair.
N�o houve sangramento devido �s abras�es causadas pelas rochas.
Antes... antes da queda?
Ent�o o que o matou?
N�o conhe�o nada no mundo
que poderia causar ferimentos como esses.
J� foi longe demais.
N�o entende o que fez hoje � noite?
Ajudei nos est�gios iniciais.
Parte desse trabalho � meu.
Deus me perdoe, ajudei-o a criar esse mal.
Agora tenho que destru�-la.
Ele deve ser informado de nossos experimentos secretos.
Ele deve ver o resultado.
Seu desejo est�pido de experimentar fora dos limites do laborat�rio
j� custou uma vida.
Se escolhermos destru�-la, eu mesmo o farei.
Entendo.
Muito bem, estarei l� o mais r�pido poss�vel.
- Pensei que tivesse ido dormir. - Estava a caminho.
Simon, tenho que sair hoje � noite.
Ficaria grato se viesse comigo.
Por qu�? O que aconteceu?
Houve um assassinato na Esta��o de Pesquisa.
Como Chefe de Pol�cia do condado,
n�o estou sob as restri��es de seguran�a
que governam a Esta��o de Pesquisa.
Ent�o voc� pode entrar, mas seus policiais, n�o.
N�o at� conseguir autoriza��o de Londres.
Simon, este lugar � ultra secreto.
Meus homens n�o t�m jurisdi��o l� dentro
at� o Minist�rio aprovar.
Francamente, n�o gosto da ideia de
ficar do lado de fora da cerca enquanto voc� investiga.
Quando Ingram ligou, pediu especialmente que eu o trouxesse,
provavelmente � altamente irregular.
Mas assim � o assassinato.
Seja qual for a pesquisa que estejam trabalhando l�,
est� ligada de alguma forma com a morte de Simms.
Por qu�?
Estava observando Oakridge quando o m�dico deu seu relat�rio.
Algo o assustou muito.
Sim, ele parecia bastante nervoso.
Tudo bem, agora ele est� no topo da minha lista de suspeitos.
Bem, pode descart�-lo.
Por qu�?
� Oakridge que foi assassinado.
� bom se sentir bem-vindo, n�o �?
Bem, aqui est� Ingram.
Desculpe pelo protocolo de seguran�a.
Nem Primeiro-Ministro conseguiu entrar com menos barulho.
Tudo bem.
Est� tudo como voc� o encontrou?
Exatamente.
A chave de fenda foi o que o matou, eu a removi.
Pensei que ele ainda estava vivo.
Ent�o suas impress�es digitais estar�o nela.
Estava tentando salvar a vida de um homem, n�o parei para pensar.
Ele estava tentando escrever alguma coisa.
Policial.
Voc� � um policial, Sr. Ingram.
Isso � verdade.
Na minha casa hoje � noite,
quando estava discutindo com Oakridge,
ele o chamou de policial.
Ele usou a palavra como um termo abusivo.
Coronel North, tem a minha palavra, n�o matei o Professor Oakridge.
Mas entendo que, por causa da evid�ncia,
devo permanecer como o principal suspeito.
Quantos de voc�s existem na Esta��o?
11.
Isso inclui a equipe de pesquisa, os guardas e eu.
11.
Bem, descontando a probabilidade de algu�m atravessar a cerca do per�metro,
isso limita seu campo de suspeitos a 11.
Algu�m de dentro.
Gostaria de conversar com os outros.
Todos, exceto os guardas de plant�o, est�o l�.
Voc�s, senhores, s�o da pol�cia?
Este � o professor Rand, ele � respons�vel pela pesquisa.
Veja aqui, quero que esse assunto seja esclarecido rapidamente.
Naturalmente, a morte de Oakridge � motivo de preocupa��o para todos n�s,
mas enquanto lamentamos sua morte,
n�o podemos permitir que interfira com o trabalho muito importante que deve continuar.
Entendido?
Claramente, n�o diria isso, Coronel?
Ah, sim, sim, diria.
Agora, todos contaremos exatamente o que sabemos.
Confio que isso encerre o assunto.
E n�o vai voltar e nos incomodar com perguntas idiotas.
Pode prosseguir.
Pode usar minha mesa.
- Quem encontrou o corpo? - Eu.
Eram cerca de 1:30hs, eu estava no corredor,
a caminho dos meus aposentos.
Notei que o Professor Soren estava em seu laborat�rio,
eu lhe dei boa noite.
Qual � o Professor Soren?
Sou eu.
Isso mesmo.
Vi uma luz embaixo da porta do laborat�rio do Professor Oakridge.
Eu olhei dentro,
ent�o eu o vi deitado l�.
Chamei Soren, pensei ouvir Oakridge gemer,
ent�o corri e movi a arma.
Foi apenas uma quest�o de segundos antes de eu me juntar a Ingram.
Voc� teria tido tempo de limpar a palavra do ch�o?
- Suponho que poderia ter. - Dificilmente.
Tudo bem, ent�o n�o podia.
Desculpe, n�o queria criar problemas.
Apenas dizer a verdade.
Mais algu�m viu Oakridge hoje � noite?
Sim, senhor.
Este � John Burney, um dos guardas de seguran�a.
O Professor Oakridge e o Sr. Ingram voltaram para c� juntos, senhor, no jipe.
Eu os deixei entrar no pr�dio,
e os dois foram para o laborat�rio ao lado.
Ele ia me emprestar um livro. Fui com ele para obt�-lo.
- Voc� tem o livro? - N�o.
Ele n�o conseguiu encontrar.
De qualquer forma, senhor, quando Klein desceu o corredor para me render,
ele ouviu a briga mais terr�vel acontecendo.
Bem, o Professor estava gritando e eu ouvi da porta.
Ouviu alguma outra voz na sala?
Bem, senhor, mas n�o pude reconhec�-la.
Ouviu o que Oakridge disse?
N�o pude evitar, senhor, ele estava realmente gritando.
Quem estava com ele estava falando muito baixinho.
O que eles disseram?
Ele disse algo sobre "foi longe demais".
N�o podemos mais control�-la.
Ent�o ele continuou "destruir um mal.
N�o consegui entender tudo.
A �nica coisa que ouvi distintamente foi dizendo que ele deveria ser informado.
Informado? O que deveria me dizer?
Eu n�o sei, senhor.
Oakridge disse "ele",
por que a suposi��o de que ele quis dizer voc�?
Bem, eu...
Eu... eu n�o sei por que.
Eu apenas assumi que, se algo importante acontecesse,
Eu, como chefe da pesquisa, seria o �nico a contar.
N�o h� raz�o sinistra, garanto.
Algu�m tem mais fatos a acrescentar?
Muito bem.
Meus homens vir�o de manh� para tomar suas declara��es.
N�o acho que h� muito mais que possamos fazer hoje � noite.
Podem ir, senhores.
Bem, o que acha?
Em face disso, Ingram � nosso garoto.
- Talvez um pouco �bvio demais. - Concordo.
O que realmente importa � a palavra "policial".
O assassino poderia ter mergulhado o dedo de Oakridge no sangue e escrito.
Por outro lado, talvez a palavra n�o tenha sido conclu�da.
Quer dizer, ele conseguiu apenas as tr�s primeiras letras antes de morrer?
O elemento que falta � motivo.
Isso tem que estar aqui no pr�dio.
Tem alguma ideia do que est� procurando?
Hoje � noite, quando me deparei com o que pensou ser um ca�ador furtivo.
Se terminaram, eu os levarei de volta ao port�o.
Gostar�amos de olhar em volta antes de partirmos.
Este � o fim do passeio. Voltamos por onde come�amos.
Sem revelar segredos de Estado,
qual � a natureza da pesquisa aqui?
Armas de radia��o.
Todos os cientistas est�o trabalhando no mesmo projeto?
Sim, mas eles trabalham em linhas independentes.
O Professor Rand coleta suas descobertas e as aplica � pesquisa principal.
Assim um homem poderia trabalhar em algo sem o conhecimento dos outros?
Sim, suponho que seja poss�vel.
Onde quer chegar, Simon?
S� estava curioso. J� estivemos aqui?
N�o, � s� o laborat�rio do Professor Soren.
Desculpe, n�o sabia que havia algu�m aqui.
O que � que voc� quer?
Gostar�amos de olhar por a�, se pudermos.
Se precisa, deve. Apresse-se e acabe logo com isso.
Cilendrid, n�o �?
Sim.
Uma forma de vida muito simples.
Estamos muito orgulhosos disso.
Foi criada aqui neste laborat�rio.
Quer dizer, cria a vida?
Sim.
Pensei que estava preocupado principalmente com a radia��o.
Assim estamos.
Mas n�o apenas como arma,
a vida tamb�m pode crescer.
Quando o mundo come�ou, ele deve ter sido submetido a uma enorme radia��o.
Talvez por isso, a primeira vida tenha surgido,
criaturas unicelulares simples.
Os primeiros seres vivos neste globo talvez n�o fossem diferentes disso.
Acho que j� disse o suficiente, Professor Soren.
Desculpe.
Devo lembrar que nosso trabalho aqui � altamente confidencial.
Agora, se os senhores viram tudo o que quiseram,
devo pedir para sa�rem.
- O que tem aqui? - � a sala de cultura.
Est� fechada.
Sim, tenho algumas amebas em desenvolvimento l�.
� temperatura controlada.
Prefiro que n�o entre l�.
Gostaria de ver dentro dela, se n�o se importa.
Muito bem, mas...
N�o!
N�o posso permitir que sua investiga��o ponha em risco nenhum experimento.
Se o Professor Soren deseja que a porta permane�a fechada, assim ser�.
Permitirei que seja aberta apenas se o Minist�rio insistir.
S� temos que ver que o Minist�rio insista, n�o �?
- Acha que essa sala � importante? - � vital.
Ter� que esperar at� de manh�.
Sabe, n�o acho que voc� gostaria de esquecer sua posi��o
e me ajudar a invadir esse lugar.
� uma ideia bastante tentadora se isso ajudasse a provar minha inoc�ncia.
N�o, a seguran�a � minha responsabilidade, n�o posso fazer isso.
Estou indo para a sede da pol�cia com o Coronel North.
Volto em algumas horas.
Quando eles abrirem o port�o, Coronel, dirija o mais r�pido que puder,
espere por mim meia milha abaixo da estrada.
O que est� rolando?
N�o discuta.
Acho que vou dar uma volta na cerca.
Que tal me pegar um ch�, velho?
- Ah, vamos, entre, Ingram. - Bom Dia.
Bem, consegui.
A permiss�o do Minist�rio para entrar e investigar toda a esta��o.
�timo, �timo.
Ent�o vou chamar o pessoal das digitais e forenses imediatamente.
- Gostaria de um caf�? - N�o, obrigado.
- Onde est� o Sr. Templar? - Est� tomando caf� no quarto dele.
Gostaria de saber o que ele descobriu l� na noite passada.
- Ele n�o disse? - N�o, nada.
S� que ele queria dossi�s completos de todos os cientistas.
Adeus.
Feito isso, eles est�o a caminho.
- Bom dia. - Bom dia, Simon.
- Como est� o pesco�o? - Ainda ferido.
Eu sei, s� estava tentando ser �til.
- Vejo que trouxe os arquivos. - Sim, est�o todos a�.
Est� pronto agora para nos contar o que encontrou?
Sim, acho que encontrei um motivo.
- Devemos ir? - Vamos. Adeus, querida.
Este de Oakridge � pesado, n�o?
Cont�m uma investiga��o ampla. Ele nasceu na R�ssia.
Verdade?
Pensei que voc� soubesse.
O que �, Simon?
Marge, quero que fa�a algo por mim.
Dirija at� a cidade e v� para a Biblioteca de refer�ncia.
O que quer que eu procure?
- Simon? - Indo!
Gostaria que pegasse...
Odeio dirigir nesse clima.
Pelo menos n�o haver� muito tr�fego.
- Desculpe deix�-lo esperando. - Tudo bem.
Bem, fazem uma leitura muito interessante.
Dizem quem matou Oakridge?
N�o, mas limitam o campo a quatro possibilidades.
Quem?
Primeiro, h� Soren.
N�o, n�o, ele e Oakridge trabalharam juntos na Am�rica. Eram bons amigos.
Talvez.
Depois, h� Rand.
Devo dizer que ele estava muito determinado a n�o abrir a porta trancada ontem � noite.
N�o pode estar falando s�rio. N�o Rand!
Por que n�o?
N�o parece muito prov�vel.
Se os assassinos fossem prov�veis, seriam muito mais f�ceis de pegar.
Tudo bem. Quem mais?
Klein, o guarda.
Sim, faz tr�s. Quem � seu quarto suspeito?
Voc�, Sr. Ingram.
- Voc� voltou. - Bom dia, Professor.
- Temos permiss�o. - Sim, sim, sim.
Sei tudo sobre isso. O Ministro me telefonou esta manh�.
Deixei bem claro que considero isso uma interfer�ncia totalmente injustific�vel.
No entanto, ser� bom o bastante para destrancar a porta.
D�-me as chaves.
Isso faz parte do pr�dio antigo, n�o �?
Sim, faz parte da fazenda original.
Obviamente, houve muitas altera��es.
A� est�, senhores.
Se esperava que estiv�ssemos escondendo um assassino man�aco l�,
receio que fique tristemente decepcionado.
N�o pode culpar nossos cientistas por irem para a Am�rica, pode?
- Quer dar uma olhada, Simon? - N�o, obrigado, Coronel.
N�o, no momento.
Ent�o parece que houve muito barulho por nada.
- Espero que esteja satisfeito. - Ah, eu...
n�o diria nada, Professor Rand.
Veja bem, as portas s� me atraem quando est�o trancadas.
Vamos ver como est�o os rapazes das impress�es digitais?
Muito bem.
Simon, acho que voc� sabe muito mais do que me contou.
Detesto usar o cargo, mas devo insistir que me d� essa informa��o.
Receio que minhas informa��es sejam apenas suposi��es.
- Bem, deixe-me ouvir seus palpites. - Tudo bem.
Ontem � noite, o que quer ou quem quer que seja...
North.
Sim.
- � uma liga��o externa para voc�. - Obrigado.
Al�? Sim, conecte.
- Marge, conseguiu? - Sim, sim, consegui.
Agora, como isso vai ajud�-lo a encontrar o assassino n�o consigo imaginar.
Quanto tempo demora para chegar aqui?
O nevoeiro est� bastante espesso.
H� uma estrada velha cuzando a charneca.
Por esse caminho, pouparei pelo menos sete milhas.
Tudo bem, mas tenha cuidado. Tchau.
Assim que Marge chegar aqui, poder� fazer sua pris�o.
Havia algu�m ouvindo na linha.
- Onde voc� vai? - Garantir que Marge chegue aqui.
- Qual � o problema? - N�o tenho tempo para explicar.
Ligaria para o port�o principal para me deixarem passar?
N�o posso esperar por uma verifica��o.
Al�, port�o principal?
Tem algu�m a�?
Tem algu�m ai?
Est� tudo bem, sou eu, Marge.
Ele tentou me matar!
- Quem foi? - Ele se foi.
- Mas quem foi? - Eu n�o sei.
Mas vou saber nos pr�ximos 20 minutos.
Conseguiu o livro?
Est� no carro.
N�o entendo.
Est� tudo bem, Marge, ele n�o voltar�.
Vamos l�, vamos pegar esse livro.
Coronel, devo protestar.
Seus detetives nos trouxeram aqui como crian�as em uma sala de aula.
O que Templar tem a dizer n�o vai demorar.
E acho que voc� n�o achar� desinteressante.
Gostaria de verificar uma ou duas coisas.
Antes de tudo, Oakridge falava ingl�s fluentemente.
T�o bem que muitos de n�s pensamos que ele era ingl�s.
Alguma vez algu�m o ouviu falar em sua l�ngua nativa?
�s vezes, quando ficava empolgado, falava em russo.
Obrigado.
Professor Rand, por que estava t�o ansioso ontem � noite
em manter a porta da sala de cultura fechada?
� meu privil�gio faz�-lo.
N�o terei nenhum Tom, Dick ou Harry se metendo em assuntos que n�o lhes dizem respeito.
Em outras palavras, estava sendo mal-humorado.
S� estou tentando provar o ponto
que a sua pol�tica de liberdade de interfer�ncia forneceu o motivo do assassinato.
N�o acredito em voc�.
Um de seus cientistas descobriu algo que
pode ter sido um subproduto de sua pesquisa real.
Mas porque nunca foi interrogado,
ele foi capaz de desenvolv�-lo em sigilo absoluto.
- Absurdo. - O que ele fez foi uma arma.
Oakridge pode ter descoberto isso.
Ou ele pode ter ajudado em sua produ��o.
E se Oakridge estava envolvido,
por que ele foi assassinado?
Porque esta arma � totalmente destrutiva,
capaz de matar todas as formas de vida, toda a humanidade.
Ontem � noite, matou Simms.
S� ent�o Oakridge percebeu que tinha ido longe demais.
Ele decidiu contar para uma autoridade superior.
Seu parceiro teve que det�-lo.
Assim,
a quest�o �:
quem era seu parceiro?
Oakridge come�ou a escrever o nome de seu parceiro,
o assassino dele,
em seu pr�prio sangue.
Mas n�o h� ningu�m aqui com nome que comece com C-O-P.
Oakridge estava morrendo.
Ele pensou e agiu em sua l�ngua nativa.
As palavras que ele escreveu eram em russo.
O que C-O-P significa em russo?
A Srta. North explicar� as diferen�as do alfabeto russo.
Em russo,
"C" � "S".
"O" � o mesmo nos dois idiomas.
E "P" � equivalente a "R".
Ent�o parece que Oakridge
- estava tentando escrever "Soren". - Afastem-se de mim.
Eu criei uma arma que poderia mudar o mundo.
Voltem!
Soren, como essa inven��o � diferente de, digamos,
uma bomba nuclear?
Destr�i toda a vida, mas n�o deixa vest�gios de radia��o.
� um raio da morte cl�ssico.
E voc� fez isso, em absoluto sigilo.
Mas nunca vai fugir.
Quando os trabalhadores estavam colocando um novo andar na sala de cultura,
encontrei um t�nel.
Ele leva aos p�ntanos.
Foi t�o est�pido.
Em todos os lugares, precau��es de seguran�a e, no entanto,
eu poderia ir e vir como quisesse.
N�o importa o que fa�a, n�s o encontraremos.
J� fiz a liga��o.
E dentro de horas, estarei fora deste pa�s
para um governo que me pagar� milh�es.
D�-me a arma, Soren.
- Onde est� Soren? - Ali.
- Provou do pr�prio rem�dio. - Meu Deus!
Que m�quina horr�vel.
N�o resta muito, estou feliz em informar.
Talvez seja melhor assim.
Acho que sim.
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