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Por um motivo ou outro, a maioria dos pa�ses possui
um per�odo louco pelo menos um dia no ano.
Em Nova York, � o dia de S�o Patr�cio.
Paris, o dia da Bastilha.
E no Rio, � claro, o Carnaval.
Mas aqui em Munique eles t�m o desfile de outubro.
Agora, por algum motivo que ningu�m parece capaz de explicar,
o desfile de outubro acontece em setembro.
Tudo o que sei � que, uma vez iniciada,
as festividades acontecem o dia todo e a noite toda.
Ei, o que voc� est�...
- Henry Johns, como vai? - Estou �timo.
Eu n�o acredito.
Tenho que tirar uma foto disso.
O desfile de Munique estrelado por meu velho amigo, Simon Templar.
O SANTO
S03E11 - Os Ladr�es de Carga
Legenda por Susanawho
Agora, como vamos atravessar essa multid�o, hein?
N�o podemos at� que termine. � o dia do grande festival.
� a nossa sorte. Sabe o que dizem,
se n�o pode venc�-los, junte-se a eles. Vamos l�, vamos assistir ao desfile.
Esse � o tipo de caminh�o que queremos.
Sabe como dirigir isso?
Depois de seis anos a servi�o do tio Sam,
posso dirigir qualquer coisa que tenha rodas.
Vigie e veja que os soldados n�o voltem.
Oh, este desfile vai durar horas.
Ent�o, voc� n�o espera que eles parem o desfile
s� para um caminh�o passar. Agora relaxe.
Ah, vamos, Sam, vamos sair daqui.
Ah, qual � a pressa?
Ei, preste aten��o naquilo.
- Sam, temos que ir. - Voc� nunca relaxa?
- N�o de servi�o. - Voc� ainda ser� General.
Ok, vamos l�.
Agora o que faremos?
De volta � Base e voc� pode explicar.
Sim, mas o caminh�o est� vazio. Por que algu�m iria querer roubar um caminh�o vazio?
Schultz, seu velho comedor de salsichas de cabe�a quadrada.
Conseguimos.
Olha isso, olha esses pneus.
Veja que � a melhor borracha americana.
Eles v�o carregar seis toneladas para n�s hoje � noite.
Ningu�m te viu?
S� para dizer adeus.
Vamos, um pouco de apar�ncia, � tudo o que ele precisa.
Ent�o � s� isso que precisa trocar, as placas, n�o �?
Sim.
�timo.
Ent�o direi ao Sr. Lasser que estamos prontos.
Sim?
Mein Herr, estamos prontos. Podemos ir em frente hoje � noite.
�timo.
Certifique-se de entrar em contato com nosso pessoal interno e inform�-lo.
Sim, senhor, vou cuidar disso.
O que ele disse?
- Vamos em frente como planejado. - �timo.
Todo esse espa�o est� clamando para ser preenchido com bebidas e cigarros
e tudo o que o Ex�rcito PX tem a oferecer.
Ah, sim, mas primeiro tenho que pegar as chaves.
Certo.
N�o adianta arrombar, quando tudo o que precisamos fazer
� colocar uma chave na fechadura e abrir a porta.
Zimmerman, empilhe-os.
Quero todas essas coisas arrumadas antes desta noite, ok?
Muito bem.
Ei, Mathilde,
tive uma ideia.
Sim, eu sei.
Que tal ir � minha cabana no fim de semana?
E por que eu deveria fazer isso?
Bem, � linda, � isolada e tranquila,
escondida nas montanhas, onde podemos relaxar.
Tenho certeza.
Que tal isso?
Sinto muito.
Qual � o problema comigo, afinal?
Oh, nada, voc� � encantador.
Ent�o por que n�o gosta de mim? Sou seu, basta pedir.
- Sargento Mestre? - O que � agora?
Um momento, por favor.
Ningu�m pode fazer nada por aqui sem uma confer�ncia.
Que tal hoje � noite?
Desculpe, j� tenho um compromisso.
- Eu vou mat�-lo. - Voc� n�o vai.
- Voc� � muito gentil. - Eu sei, esse � o meu problema.
Sou apenas um babaca agrad�vel, doce e de boa �ndole.
E voc� prometeu que eu poderia sair mais cedo hoje � noite.
Ent�o eu cumpro.
Ok, caia fora.
- Obrigada. - Com uma condi��o.
Qual �?
- Voc� me d� um beijo de despedida? - Oh, com prazer.
Obrigada, Sr. Sargento Mestre.
Se jogar bem suas cartas, pode me deixar louco.
Primeiro nos encontramos em San Francisco, Honolulu, Londres,
- e agora Munique. - Muito obrigado.
- Tenho que dizer, � um mundo pequeno. - Com certeza �.
Mas vale a pena fazer um brinde.
E o primeiro deve descer de uma s� vez.
Tudo bem? Na contagem de tr�s?
Desafio aceito.
Um, dois, respira��o profunda...
Bravo! Bravo!
Mathilde?
Ei, voc� chegou cedo.
Ah, sim, tenho influ�ncia com o Sargento Pargo.
Ei, parab�ns, voc� conseguiu.
Oh, bem, voc� estava distra�do e muito encantadoramente, se devo acrescentar.
Gostaria que voc� conhecesse um velho amigo meu.
Simon Templar, Mathilde Baum.
Como vai?
Mathilde trabalha na Base PX onde estou designado.
Sortudo.
Oh, n�o o famoso Sr. Templar de que ouvi falar muito.
O mesmo.
E tudo o que voc� ouviu sobre ele � verdade.
Oh, que fascinante.
Depende do que voc� ouviu.
Mathilde, tenho m�s not�cias.
Frank ficou doente e eu ficarei de guarda hoje � noite.
Ah, n�o.
Sinto muito, mas veja, n�o pode ser evitado.
Mas � s� at� meia-noite.
E a cidade s� come�a a ficar bem quente a essa hora.
E Simon ir� entret�-la at� que eu termine, n�o �, Simon?
- Oh, n�o, por favor. - Eu ficaria encantado.
- Oh, n�o, realmente n�o posso. - Bem, claro que pode.
E ent�o � meia-noite voc�s dois podem sair e me buscar.
- De acordo, Simon? - � um compromisso.
Bem, acho melhor eu ir.
- Te vejo depois, do�ura? - Sim, at� mais, Henry.
- Agora cuide dela, Simon. - Pode apostar.
Posso lhe oferecer algo para beber?
Uma cerveja, suponho.
Mas poderia me dar licen�a por um momento?
- Tenho que telefonar. - Claro.
- Tem essa chave, fraulein? - Sim.
- Deixe ao lado do telefone. - Sim, tudo bem.
Seu �libi para esta noite acabou de sair.
Tenho outro.
Bem, o resto da noite � nossa.
Somente at� a meia-noite
Obrigado.
O que quer?
Retirada de armazenamento. 10� Corpo Blindado na Base Landsberg.
O dep�sito fecha em 10 minutos.
Sim, desculpe-me. Tive alguns problemas no caminho para c�.
Ok, v� direto.
Voc� ver� as ba�as de carregamento � sua frente.
Obrigado.
- Tem um otimista para voc�. - Quem �?
O cara que acabou de entrar.
Veio buscar suprimentos.
E o "Rapaz Riso Pargo" ficar� encantado em v�-lo.
Voc� quer essas coisas agora?
Em 10 minutos, fechamos a noite.
Sinto muito, tive problemas com o caminh�o.
N�o, talvez possamos faz�-lo.
- Tem seu caminh�o de suporte? - N�o.
Bem, consiga o suporte.
Esse pedido acabou de chegar, vamos organiz�-lo.
Sargento, isso vai me atrasar!
Bem, receber� horas extras, pagamento dobrado.
Pense em toda a cerveja que poder� comprar com ela, ok?
Traga isso aqui.
Ei, traga aqui. Vire-o e volte a coloc�-lo.
- Estou tendo mais problemas. - O que?
Problema!
Alguma ideia do que �?
Essa pilha de lixo esteve agitando o dia todo, agora n�o consigo come�ar.
Bem, � isso.
Esque�a, carregaremos as coisas pela manh�.
E � melhor ter certeza de que pode arrumar isso.
Tudo bem, vou trabalhar nisso agora.
Tudo bem, pode parar.
O caminh�o desse cara est� avariado.
N�o podemos fazer nada at� amanh�.
Obrigado.
Agora, desta vez, mantenha-o firme e aperte.
Aperte devagar.
- Bom tiro. - No mosquito.
Na mosca.
- Meu ingl�s � bobo. - � charmoso.
Posso dar outra "atira��o"?
"Tiro", pode dar quantos quiser.
Ah, mas n�o, acho que j� pagou muito.
Vamos fazer outra coisa. Roda gigante?
N�o dever�amos ir buscar Henry?
Oh, n�o seja bobo, ainda � cedo.
E conhe�o um atalho para a Base.
Levar� apenas alguns minutos.
Estou completamente em suas m�os.
Pensei que gostaria de um caf�.
Obrigado.
Sabe o que est� fazendo?
Quero dizer, eu sei algo sobre motores, se quiser uma m�o.
- N�o, est� tudo bem, obrigado. - Tudo bem.
N�o se esque�a de registrar quando voc� sair hoje � noite.
N�o vou.
Hora da patrulha.
Amarre-o.
Sinto muito, Sr. Templar, por ser, o o que diria, pouco amistosa?
Ah, de jeito nenhum.
Mas fiquei de p� o dia inteiro e estou cansada.
Bem...
depois de um tempo, se fica entediado.
N�o, eu sei o que quer dizer. Muitas pessoas correndo por a�
convencendo-se de que est�o gostando.
De certa forma, esta � a hist�ria da minha vida.
Voc� n�o tem ideia de como era
ser criada na Alemanha ap�s a guerra.
Todo mundo fugindo o tempo todo.
Fugindo do passado, da solid�o,
dos homens.
- � isso que est� fazendo? - Sim.
E seria t�o f�cil relaxar, flutuar,
mas n�o posso.
Eu quero muito.
O que, por exemplo?
Respeito,
dinheiro,
poder,
ra�zes.
- E amor? - N�o, n�o amor.
Pensei que fosse a garota de Henry Johns.
N�o sou a garota de ningu�m.
Henry sabe disso?
Sou apenas eu, Mathilde Baum.
Independente, livre.
Voc� sabe o que quero dizer, com certeza.
Srta. Mathilde,
estas s�o apenas palavras.
Ningu�m pode realmente ser independente.
Voc� est� sugerindo que eu deveria me casar e me acalmar?
Tudo isso depende de quanto est� cansada de fugir.
Para quem, um empres�rio gordo?
Um soldado americano?
- Algu�m como Henry Johns, talvez. - Por que n�o?
E quando voc� disse isso, disse tudo.
Henry Johns � um rapaz legal, mas...
Tudo bem, vamos l�.
- Cigarros? - Sim.
Bebida.
Ei, adoro essa bebida.
Isso significa boa noite.
Gostaria que voc� n�o fosse.
- Eu percebi. - Por favor.
Vou desculp�-la com Henry.
Isso � tudo o que podemos levar.
Vamos l�, vamos carreg�-lo.
Sim, rapazes, � como voltar para casa.
Vamos tirar 40.000 d�lares em mercadorias daqui esta noite.
Isso estava me sufocando at� a morte.
- Voc� est� bem? - Sim, tire-me daqui.
Ligue pelo telefone e pe�a ajuda.
Vamos.
- Por que teve que atirar nele? - Continue indo.
Henry? Henry?
Voc� � louco!
Por que teve que atirar nele?
Era ele ou n�s.
Sim, e agora estamos presos no meio desta cidade.
O plano era ficar longe de Munique.
- Tire suas m�os de mim. - Parem com isso!
N�o faz sentido brigarmos.
O ataque foi planejado at� o �ltimo detalhe.
De maneira silenciosa, suave e eficaz.
Voc� estragou tudo.
N�o poderia ser evitado, fraulein.
De qualquer forma, est� feito.
E n�o poderei voltar � Base.
Isso n�o parecer� suspeito?
N�o sabem nada sobre voc�.
E eu n�o pretendo que saibam.
� o suficiente!
- Schultz? - Fraulein?
Vou para casa fazer as malas.
Pegue-me na minha casa em meia hora.
Ja, fraulein.
Herr Lasser, bitte.
Hans?
Houve um erro.
Bem, basta dizer que a pol�cia estar� procurando o caminh�o.
Precisamos de outro para lev�-lo ao lugar, rapidamente.
Mas Pargo era o Sargento encarregado desses armaz�ns e eu o quero.
Pode procurar em todas as cervejarias da cidade at� encontr�-lo.
N�o diga "sim, senhor". Siga em frente e mexa-se.
Continue, Templar.
Bem, isso � tudo, Major.
Estava a caminho de buscar o Sargento Johns e o caminh�o passou por mim.
E acha que o motorista estava de uniforme.
- N�o acho, eu sei. - Isto � incr�vel!
Essa � a pior seguran�a em que me deparei na minha vida.
Tudo o que precisam fazer � dirigir at� a Base e entrar.
Isso n�o � bem verdade, senhor.
Olha, tudo o que voc�s fazem naquela guarita � sentar e tomar caf�.
- Lamento que Johns tenha sido morto. - Est� muito afetado.
Se ele estivesse cumprindo seu dever, estaria vivo.
Major, voc� n�o estava l�.
Portanto, n�o tire conclus�es precipitadas.
Templar, voc� � um civil. Esta � uma quest�o militar.
Obrigado por suas informa��es, como foram,
mas n�o preciso mais de voc�.
Vou me lembrar disso, Major.
Obrigado por sua cortesia.
Cinco bases americanas PX roubadas nos �ltimos seis meses.
Preciso descobrir como e porqu�.
Sim, senhor.
E desta �ltima vez, Sargento, um soldado americano foi brutalmente morto.
Sim, senhor, eu sei.
Johns era um amigo meu.
Sargento, a porta principal foi aberta com uma chave.
- Foi? - Sim.
Ent�o vamos ver a sua.
Sim, senhor.
A chave do arm�rio do armazenamento a frio.
Esta � do cofre.
Meu escrit�rio.
E a da porta principal?
N�o est�.
Oh, n�o est�?
N�o consigo entender, senhor,
essas chaves nunca sa�ram de minha posse, nunca.
Isso n�o � bem verdade, �?
N�o, senhor.
A partir deste momento, considere-se confinado
at� a investiga��o terminar.
Major, estou no Ex�rcito h� 15 anos.
N�o acha que vou come�ar a brincar agora.
H� muitos soldados com mais tempo de servi�o
do que voc�, Sargento, que azedaram.
E isso � tudo.
Sim, senhor.
Obrigado, senhor.
Sargento, queria saber se poderia me dar fogo.
Ah sim, claro.
Tomei a liberdade de ficar bem perto daquela porta.
Entendo que falta uma chave, obrigado.
Sim, com certeza.
Bem, suas chaves ficaram fora da sua vista mesmo por alguns segundos hoje?
N�o!
Quero dizer, se perdesse minhas chaves, elas me dariam 600 anos.
Essa � uma senten�a e tanto.
Ei, pouco antes da hora de fechar,
Mathilde me pediu para abrir o arquivo em que ela queria colocar uma pasta.
- Nesse momento, algu�m me ligou. - E voc� saiu do escrit�rio?
Sim, mas s� por 10 segundos.
Mas Mathilde ficou sozinha com as chaves?
Sim, acho que sim.
Estive com ela esta noite,
ela parecia bastante ansiosa para me reter.
Pode ser uma boa ideia se voc� e eu aparecessemos para dizer "ol�".
Tudo bem.
Quem diabos � voc�?
Eu era amigo do Sargento Johns. Vou explicar no caminho.
Agora o que faremos?
Voc� espera aqui.
� o tipo de situa��o em que tr�s � uma multid�o.
- Simon! - Ol� novamente.
Garota de ningu�m.
Simon, o que quer?
Seus p�s se recuperaram, entendo, para viajar um pouco.
Indo longe?
Devo ir para Berlim Ocidental, minha m�e ficou doente.
Oh, sinto muito por ouvir isto.
Mas � bom saber que voc� � uma filha t�o obediente.
N�o entendo bem porque est� aqui.
Deixe-me explicar.
Mathilde, minha mascote, vim avis�-la.
O que quer dizer?
Voc� n�o ser� independente ou livre por muito mais tempo.
Esses seus pezinhos v�o ficar bastante doloridos pisando no p�tio da pris�o.
N�o estou com disposi��o para piadas baratas.
Tudo bem, vamos tentar enigmas.
Quem matou o Sargento Henry Johns esta noite?
Voc� est� b�bado.
E quem roubou a chave do Sargento Pargo?
N�o tenho tempo para esse tipo de bobagem.
Ter� que arranjar tempo, n�o �?
Voc� hipnotizou o Sargento Pargo com estes grandes e belos olhos
e ent�o pegou a chave.
O que acha que est� fazendo?
N�o sei nada sobre essa chave.
Quem matou Johns?
Nein! Nein!
O nome dele � Borieff.
- Sabe onde ele est�? - Sim.
E o caminh�o carregado de mercadorias roubadas?
Em uma garagem n�o muito longe daqui.
Aqui, depressa.
Tudo bem, entre, estamos prontos.
- Est� completamente vazio. - Bem, isso explica.
Pare!
N�o vamos nos preocupar com ele.
Vamos nos preocupar com o outro caminh�o.
Este sendo quente, obviamente
transferiram as mercadorias para outro.
Pode ser.
Esta estrada leva � ponte Isar.
Depois disso, � campo aberto.
O que estamos esperando?
Mais meia hora e estaremos l�.
Acho que estamos sendo seguidos.
Vou deix�-los encostar ao lado
e depois jog�-los para fora da estrada.
- Reconhece-o? - Sim.
� o cara que dirigiu o caminh�o no PX,
- fingiu que teve uma avaria. - V� e olhe dentro.
Sabe que pode ter problemas, filho, dirigindo assim.
Ei, olha isso!
Olha quem est� viajando de passageiro.
Ela est� gravemente ferida?
Concuss�o, ela deve ter batido a cabe�a no para-brisa ou algo assim.
Cuide deste.
Vamos olhar atr�s.
� isso, tudo marcado como PX.
Onde ia com essas coisas?
D� o fora, sim, Mac?
Voc� � americano, n�o �?
O que quer que eu fa�a, cante o hino?
Um americano foi morto no roubo desta carga.
Isso n�o significa nada para voc�?
N�o tive nada a ver com isso.
Oh, irm�o,
realmente adoraria lhe espancar.
Simon?
Tenho uma pequena cabana aqui perto, absolutamente isolada.
- Seria um bom lugar para... - Convencer esse sujeito de que estamos falando s�rio?
Sim.
- Esta sua cabana � muito mais longe? - Cerca de dois minutos.
Simon, essa carga de mercadorias,
acho que devo lev�-la de volta � Base.
- N�o, ainda n�o. - N�o?
Pode simplesmente esconder o caminh�o, explicarei mais tarde.
Vamos.
Esconda-o muito bem, Pargo.
Sente-se, fique � vontade.
Agora, qual � o seu nome?
Jopley.
De onde voc� �?
Miami.
Esteve no Ex�rcito?
Sim.
E teve uma dispensa desonrosa.
O que quer que eu fa�a, fique corado?
Onde est� Borieff?
N�o sei.
Quem est� por tr�s dessa opera��o do PX?
Eu tamb�m n�o sei.
Sabe, Jopley,
voc� � t�o pouco �til para mim que poderia estar morto.
Agora vai falar ou n�o?
N�o conhe�o todo o esquema.
S� fui pago para dirigir os caminh�es.
Deve saber para onde eles v�o.
N�o.
Apenas em algum lugar do pa�s.
Disseram que me guiariam at� l�.
Tudo bem. Borieff, o que matou Johns, fale-me sobre ele.
Eu j� disse, n�o conhe�o o pessoal interno.
Borieff era apenas um burro, pronto pra disparar. Eu disse isso a ele.
Disse a ele que Johns era um cara legal.
- Voc� o conhecia? - N�o.
Mas ele me deu uma x�cara de caf�
quando eu estava fingindo consertar o caminh�o. Eu nem pedi a ele.
Ele era bom.
Agora ele est� morto.
Sim.
E eu lamento.
Tudo bem, fale-me sobre Mathilde.
Ela trabalha na Base, ela faz o trabalho interno.
Ela tamb�m esteve nas outras opera��es?
Por que n�o pergunta pessoalmente?
De p�.
Bem...
- � a garota de ningu�m de novo. - Sim.
E, no momento, ainda sou muito independente e bastante livre.
Touch�.
Mas n�o pode atirar, lembra?
Eu posso.
Sabe, muitas pessoas t�m ideias erradas sobre
qu�o f�cil � separar um alvo em movimento,
mesmo a curta dist�ncia.
Quer me experimentar?
Acerte isso.
Bem, no mosquito.
E agora, Sr. Templar, onde est� o caminh�o?
Essa � uma informa��o muito valiosa.
� um mercado de compradores.
Gostaria de tentar tirar as informa��es de mim?
Qual � a sua proposta?
A remessa vale quanto, 40, 45 mil?
Algo assim.
Eu quero 20.
Sabe onde ele est�?
N�o, Pargo levou o algum lugar.
E voc� n�o o encontrar� t�o cedo.
E mais ainda,
a menos que fa�amos um acordo,
toda a carga retornar� ao PX dentro de 24 horas.
Por que n�o pensa sobre isso e me liga, ok?
Entre no carro dele.
Vou devolver seu carro amanh�, Sr. Templar.
N�o se acanhe de usar meu primeiro nome.
O que aconteceu?
Onde est� Jopley?
Aqueles beliches s�o confort�veis?
Oh, eu sinto sono.
O que est� acontecendo?
Pargo, a armadilha est� preparada.
Escute, Simon, sei que voc� � bom nesse tipo de coisa,
- mas tenho que ligar para o Major. - Para qu�?
Para que ele saiba que encontramos as coisas, que est�o seguras.
Oh, eu n�o faria isso.
Se o fizer, a pol�cia do Ex�rcito vir� pisoteando
com seus p�s grandes e nossos amigos desaparecer�o literalmente.
Quero peg�-los, todos eles.
Ent�o seja paciente.
Como eu disse, a armadilha est� preparada.
Tudo o que precisamos fazer � sentar e esperar a presa.
Hans,
n�o deve haver mais viol�ncia, por favor.
N�o quero saber disso.
N�o quer saber disso?
Voc� n�o est� dirigindo esta organiza��o.
Borieff...
Fazer um acordo com Templar, seria simplesmente doar 20.000 d�lares.
N�s podemos pagar.
Arrecadamos 250.000 com os cinco ataques.
Que diferen�a faz menos 20.000?
4.000 desse valor � meu.
- E eu quero isso. - Por favor, ou�am, voc�s dois.
Obrigado.
Concordo com Mathilde.
Quer dizer, fazer um acordo?
Mathilde est� certa, podemos pagar.
N�o devemos pressionar muito nossa sorte, Borieff.
O Sr. Templar � um homem muito inteligente e muito perigoso.
E se 20.000 o mantiver quieto, acho que � um excelente investimento.
- Bem, se voc� diz. - Obrigado.
Obrigada, Hans.
Diga-me, tem um telefone naquela cabana?
Sim.
Ligue para o Templar e pe�a que ele a encontre
hoje � noite no Rathskeller, digamos, �s sete?
E qual � a proposta?
N�s o encontraremos no Fornietta e Neurietta Crossroads hoje � noite �s 10.
Pagaremos em dinheiro e ele nos levar� ao caminh�o.
Sou muito grata a voc� e vou ligar para ele agora.
E voc� tamb�m � muito l�gica e muito bonita.
Ent�o,
vai se submeter, n�o �?
Meu caro Jopley, me conhece melhor que isso.
N�o tenho a menor inten��o de dar dinheiro ao Templar.
N�o tem?
Nem um pouco.
Na pr�xima curva � esquerda, s�o cerca de duas milhas.
Bem.
- Templar. - A vida � cheia de surpresas.
Templar, ou�a,
fiz muitas coisas na vida e
n�o me envergonho de nenhuma delas,
exceto de Henry Johns.
- Jopley tem uma consci�ncia. - N�o, n�o, n�o tenho.
� s� que tenho um limite
deixando alem�es abaterem meus pr�prios compatriotas.
Todo esse neg�cio no cruzamento � uma trai��o.
H� cinco caras nas �rvores espalhados por a�.
Eles v�o abat�-lo.
- Significa que n�o v�o pegar o caminh�o. - Sim, eles v�o.
N�o v�o atirar em Pargo. Eles o far�o falar.
Bem, � tudo que eu tenho a dizer.
Tinha que avis�-lo.
Espere!
Jopley, n�o quero apenas o cara que puxou o gatilho.
Quero toda a opera��o.
Quanto custar� sua ajuda?
N�o, n�o quero me envolver.
S� quero te salvar de levar um tiro.
200?
N�o, � muito perigoso.
5.000?
O que quer que eu fa�a?
De onde eles operam?
De um lugar rural a cerca de oito milhas daqui.
Leva-me l�?
Bem, n�o h� ningu�m l�.
Est�o todos na encruzilhada esperando por voc�.
Exatamente.
Quando eles voltarem da encruzilhada, estarei l� esperando por eles.
Quando vai me pagar?
Agora, se voc� quiser.
Vamos l�, vamos usar meu carro.
Est� tudo bem, Fritz, � apenas eu.
Boa noite, Sr. Templar.
O comit� de recep��o?
Parab�ns, voc� fez o trabalho traidor muito bem.
Quer seu dinheiro de volta?
Pensei que tiv�ssemos um acordo.
20.000 s�o muito, Sr. Templar, at� para mim.
Sim, posso ver que est� bastante atingido pela pobreza.
Prefiro o sueco moderno.
Quer sentar-se, por favor? E o Sr. Pargo.
Sr. Templar, ouvi muito sobre voc�.
Sabia que um esfor�o intensivo
seria necess�rio para engan�-lo e quero aquele caminh�o.
E quero muito isso.
- Tenho certeza que sim. - E pretendo t�-lo.
- S�rio? - Sabe o que � isso?
Acredito que � chamado de mangual.
Sim, tem raz�o. � uma arma muito antiga
e bastante devastadora.
Agora, voc� e o Sr. Pargo, por favor, sejam gentis
em colocar as m�os na mesa com as palmas assim?
O que � isso?
Fa�a como ele diz, � um tabuleiro de "boa sorte".
Obrigado.
Borieff, mostre a eles.
Ah, � a garota de ningu�m de novo.
O que est� fazendo?
Borieff est� mostrando seu argumento.
Voc� disse que pagaria ao Templar.
Voc� me prometeu que n�o haveria mais viol�ncia.
Mathilde, cuide de seus pr�prios assuntos.
N�o interrompa, caso contr�rio, Schultz ir� acompanh�-la ao seu quarto.
Agora, Sr. Templar, onde est� o caminh�o, hein?
N�o tenho a menor ideia.
Borieff.
E voc�, Sr. Pargo?
Daqui a 10 segundos, sua m�o direita ser� in�til
para o resto da sua vida. Agora, onde est� aquele caminh�o?
- Diga a ele. - Est� brincando?
Est� na floresta perto da minha cabana.
Est� muito bem escondido, nunca o encontrar� sozinho.
N�o ser� volunt�rio como guia?
E como.
Muito obrigado.
- Jopley? - Sim?
V� com Schultz. A caminho, Sr. Pargo.
Agora, Sr. Templar,
temos 15 ou 20 minutos para matar.
- Posso lhe oferecer uma coisa? - Voc� se importa se eu fumar?
N�o, claro que n�o.
Eu prefiro o meu.
Tenha muito cuidado, sim?
Diga-me, voc� teve uma carreira interessante, n�o �?
Sim, mas por que o tempo passado?
Deslize da l�ngua.
Vigie-o.
Al�, fraulein?
Al�?
Hans, n�o!
Idiota.
N�o pretendo arruinar esse acordo pelo seu sentimentalismo est�pido.
Voc� me prometeu, Hans.
Voc� me jurou que n�o haveria mais assassinatos.
Agora v� para o seu quarto e fique longe disso.
Estou avisando, Mathilde, se interferir, vai se arrepender.
Agora, saia!
Por favor, a pol�cia.
A pol�cia pegou a gangue.
O Ex�rcito recuperou sua propriedade.
E o que eu ganho, nada!
O que esperava, uma medalha?
Bem, n�o, mas...
Voc� tem sorte de n�o ter pego os 600 anos.
Sim, talvez.
E o que vai acontecer comigo?
Bem, voc� fez a liga��o.
Suponho que isso justifique alguma considera��o.
Vou lhe ajudar.
- Isso � mais do que eu mere�o. - Eu sei.
Mas se eu tiver a chance,
vou lhe deixar louca, pra variar.
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